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Olá viajante!

Bora viajar?

IMENSIDÃO AMAZÔNICA! 15 dias incríveis na Região Norte (Manaus, selva, Alter do Chão e Belém) - JAN/2026

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  • Este é um post popular.

Saudações viajantes!

Acabo de retornar de uma viagem incrível ao Norte do Brasil, sendo minha primeira vez na região. Foram 15 dias intensos em contato com a Floresta Amazônica, enorme biodiversidade, cultura e povo nortista, com paisagens surpreendentes e muitas amizades criadas ao longo do trajeto. Explorar a Região Norte e conhecer a Amazônia era um sonho antigo e aproveitei as férias de janeiro para coloca-lo em prática. Meu maior objetivo dessa viagem era ficar em uma pousada de selva para conhecer e viver a floresta na sua essência, mas aproveitei para incluir outros destinos que já estavam no meu radar (como Alter do Chão), e foi um acerto.

Janeiro é considerado é um mês de baixa temporada na Amazônia devido ao clima, já que eles estão no "inverno amazônico" e é o início da temporada de chuvas. Muitos colegas me alertaram sobre o risco de ir nesta época e as chuvas atrapalharem a viagem, mas já adianto que não tive qualquer problema em relação à isso. As chuvas não foram obstáculo em nenhum passeio e acredito que elas façam parte da experiência amazônica, afinal, estamos na maior floresta tropical do mundo, né?

ROTEIRO

Montei um roteiro prévio antes da viagem e acabei seguindo a maior parte dele, com poucas alterações ao longo da trip. Assim, o roteiro final ficou desta forma:

05/01/2026 - SP X MANAUS

06/01/2026 - MANAUS (Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião, Mercado Municipal, Orla do Rio Negro, Mirante Lucia Almeida)

07/01/2026 - SELVA 

08/01/2026 - SELVA

09/01/2026 - SELVA

10/01/2026 - MANAUS (Palácio Rio Negro, Ponta Negra, Mercado Municipal, descanso de leve)

11/01/2026 - MANAUS X ALTER DO CHÃO (Praia do Cajueiro, conhecer Alter do Chão)

12/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Ilha do Amor)

13/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Turismo de cura)

14/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Canal do Jari)

15/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Rio Arapiuns)

16/01/2026 - ALTER DO CHÃO X BELÉM (Estação das Docas)

17/01/2026 - BELÉM (Theatro da Paz, Museu das Amazonas, Ver-o-Peso, Centro Histórico, Parque Zoobotânico Emilio Goeldi, Mercado São Brás)

18/01/2026 - BELÉM (Mangal das Garças, Basílica de Nazaré, Ver-o-Peso de novo)

19/01/2026 - BELÉM X SP

HOSPEDAGENS

Tanto em Manaus quanto em Belém fiquei no Ibis. É aquela coisa né? Padrão ibis, não tem muito o que falar kkkkkk bom custo-benefício, café da manhã bem servido e boa localização, no centro de ambas as cidades.

Em Alter do Chão, fiquei em quarto coletivo no Hostel Pousada do Tapajós (muito bem recomendado aqui no fórum) e indico fortemente. Pousada bem localizada, próximo ao C.A.T, Praia do Cajueiro e a 10 minutos andando da praça principal. Os funcionários são atenciosos e o café da manhã é bem honesto, com pães, bolos, geleias, frutas, ovo e tapioca, além de café e sucos de frutas regionais. A diária no quarto coletivo é de R$ 95,00.

Para a selva, fiquei na Pousada Juma Lake, também muito recomendada aqui no Mochileiros, e gostei demais. Paguei R$ 1.200,00 no pacote de 3 dias, com tudo incluso (refeições e passeios). Ao longo do relato vou dar mais detalhes sobre a escolha da pousada de selva.

PASSAGENS

Infelizmente, as passagens para o Norte sempre são um pouco mais caras. Mas, considerando ser mês de janeiro, até que paguei um preço bom. Comprei as passagens em duas partes:

1º - SP X MANAUS e BELÉM X SP: R$ 1.460,00 (Latam)

2º MANAUS X SANTARÉM e SANTARÉM X BELÉM: R$ 678,00 (Gol)

ITENS INDISPENSÁVEIS NA AMAZÔNIA

Não vou especificar as roupas que levei como sempre faço, mas sim detalhar o que é indispensável em uma viagem à Amazônia.

  • Protetor solar (comum e facial) - PRIMORDIAL! O sol judia muito, até mesmo no inverno amazônico rs
  • Repelente  - De preferência o Exposis. Nas cidades não vi tanta necessidade, mas para a selva é essencial.
  • Camiseta UV de manga longa - É bom, principalmente se você já estiver muito queimado rs
  • Camisetas Dry Fit - Secam rápido, então se pegar chuva ou se molhar muito em algum passeio (navegar pelo Rio Tapajós é praticamente uma montanha russa) é mais do que válido.
  • Calça de tactel fina - para as trilhas na selva.
  • Remédios para enfermidades diversas (loratamed para alergia à picada e floratil recomendo demais)

Bora para o relato!

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Editado por luizh91

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Em 23/01/2026 em 11:21, luizh91 disse:

Acabo de retornar de uma viagem incrível ao Norte do Brasil

Migoooo, eu acompanhei a viagem no insta mas estou ansiosa pelo relato detalhado pq eu amei muito suas escolhas! Já fui pro norte algumas vezes e sempre quero voltar... comida do Pará é a melhor do mundo pra mim!

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1º DIA - 05/01/2026 - SP X MANAUS

Esse primeiro dia foi dedicado quase que exclusivamente ao deslocamento. O meu voo partiu de Guarulhos às 19:20hrs e o tempo de viagem até Manaus é cerca de 3:30. O voo foi bem tranquilo e pousei em Manaus por volta das 21:50 no horário local (lembrando que o fuso de lá é uma hora a menos em relação ao horário de Brasília). Como não despachei malas, desembarquei e fui direto para a saída para pedir um Uber e ir para o hotel. 

O aeroporto de Manaus fica um pouco distante da cidade e há opções de ônibus que fazem o trajeto até a região do centro. Mas como já estava meio tarde e tudo que eu queria era chegar na hospedagem, fui de Uber mesmo. Em cerca de 25 minutos cheguei no Ibis Styles Manaus, fiz check-in e me instalei. Neste dia nem saí para jantar, acabei comendo um lanche que tinha comprado em Guarulhos e está tudo certo. Agora é descansar para explorar Manaus no dia seguinte!

2º DIA - 06/01/2026 - MANAUS (TEATRO AMAZONAS, LARGO DE SÃO SEBASTIÃO, RELÓGIO, MERCADO MUNICIPAL, CATEDRAL, ORLA DO RIO NEGRO, MIRANTE LUCIA ALMEIDA)

Primeiro dia efetivamente completo para conhecer Manaus! Acordei por volta das 07:30 e tomei café com calma, pois comecei meu roteiro pelo Teatro Amazonas e a primeira visita guiada dele só começa às 09 da manhã. Aproveitei que estava cedo e mandei mensagem para o motorista da Pousada Juma Lake para combinar o horário que ele me pegaria no dia seguinte para ir à selva. Ficou acordado que seria às 07:30 da manhã. O translado já está incluso no pacote da pousada (o que é de praxe nas pousadas de selva, visto a distância que se encontram de Manaus). Resolvido essa parte, passei o protetor solar, me troquei e parti para o Teatro Amazonas.

Para quem visita Manaus, o ideal é se hospedar nesta área próxima ao Teatro Amazonas, pois existe uma vida noturna por ali e é possível fazer os passeios por grande parte dos pontos turísticos a pé. Cheguei na porta do teatro às 08:40 e, aproveitando que ainda estava fechado, fiquei tirando algumas fotos deste belíssimo patrimônio para aproveitar o dia lindo que estava fazendo. O teatro é um símbolo arquitetônico do Amazonas e a sua visita guiada custa R$ 20,00, havendo política de meia-entrada para estudantes e professores. O horário de funcionamento é das 09 às 15hrs e recomendo ir nos primeiros horários, pois alguns colegas que conheci durante a viagem foram perto do último horário e já não havia mais ingressos disponíveis. A visita guiada é excelente, com guias capacitados que contam a história do teatro (e consequentemente, do Amazonas) com uma riqueza de detalhes incrível, havendo um extraordinário repertório cultural, histórico e geográfico. O teatro foi construído no final do século XIX e teve seu auge durante o ciclo da borracha, com destaque para a arquitetura renascentista com influências francesas. Durante a visita, circulamos pela sala de espetáculos, camarotes, varanda e salões anexos. Todo o percurso dura cerca de 45 minutos que passam muito rápido. No final da visita, você é direcionado a uma lojinha em que pode comprar lembrancinhas vinculadas ao teatro.

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O maravilhoso Teatro Amazonas

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Tem uma Torre Eiffel ao contrário!

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Saindo do teatro, fui para o Largo de São Sebastião e tirei algumas fotos da paróquia de mesmo nome, que possui estilo gótico e neoclássico. É muito interessante notar as influências europeias pelos pontos históricos de Manaus, não a toa que ficou apelidada de "Paris dos Trópicos" ao longo do ciclo da borracha. Após o Largo de São Sebastião, desci pela Avenida Eduardo Ribeiro (uma das principais da cidade) e em poucos minutos já estava na região central da cidade. A av. Eduardo Ribeiro é o grande point comercial de Manaus, com lojas para todos os gostos e comércio fortíssimo. Aliás, algo que me surpreendeu em Manaus foi justamente o comércio popular. É um setor superaquecido que ocupa quadras e quadras, semelhante ao que ocorre no Brás/25 de março em SP (dadas as devidas proporções). No final da av. Eduardo Ribeiro, existe um relógio histórico construído nos anos 30 e, em frente dele, a Catedral de Manaus. Parei um pouco, bati algumas fotos e segui. Depois parei na Praça Tenreiro Aranha, excelente para comprar lembrancinhas, preços tão bons ou melhores do que o Mercado Municipal.

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Paróquia de São Sebastião

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Relógio Municipal

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Catedral de Manaus

Após atravessar uma avenida repleta de lojas populares e camelôs, cheguei no Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Aqui é o paraíso para quem deseja comprar lembrancinhas e bibelôs para levar para casa. Há para todos os gostos, de todos os preços e tipos, basta garimpar e ver o que melhor se encaixa no seu perfil. Também vendem muitos remédios provenientes de plantas medicinais, frutos do mar, frutas da região (como as castanhas), além de abrigar alguns restaurantes bem famosinhos. A essa altura, já era a hora do almoço e a fome estava batendo. Aproveitei que estava no mercado e fui a um restaurante bem recomendado que se localiza na parte superior: a Taberna do Chef Procópio. É um restaurante bem gostoso, com vista para o Rio Negro, que tem como especialidade o tambaqui. Aquele seria o primeiro prato de peixe dos que eu comeria pelos próximos 15 dias kkkkkkk Pedi uma costela de tambaqui, que vinha acompanhada de banana da terra e arroz com jambu. Estava bem gostoso e o preço é bom (faixa dos R$ 50,00). 

Já almoçado, fui fazer uma caminhada ali na Orla do Rio Negro próximo ao Mercado Municipal.

Sobre a segurança em Manaus: essa região do mercado municipal é bem caótica e recomendo não dar bandeira com celular. É fazer algumas fotos e guardar. Apesar de não ter tido qualquer problema em Manaus, as áreas no entorno do mercado tem sinais de abandono, pouco policiamento e, como em qualquer cidade grande, é bom manter o alerta. A região no entorno do teatro já achei mais de boa, pois sempre havia movimento e como estava tendo diversos eventos, a sensação de segurança era um pouco maior. 

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Rio Negro e uma chuva amazônica a caminho!

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Corredores do Mercado Municipal

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Vista do Mirante Lucia Almeida

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Agência da Caixa até no barco!

Depois do almoço, começou a chuviscar e voltei para o hotel para retocar o protetor. A chuva durou menos de 20 minutos e por volta das 16:00 fui ao Mirante Lucia Almeida. Esse mirante é um ponto turístico relativamente novo em Manaus, que possui uma vista bem legal para o Rio Negro e a ponte que liga a capital a Manacapuru. No local, existem algumas lojinhas, restaurantes e cafés. É interessante, mas acredito que seja melhor para ver o por-do-sol. O caminho até lá é um pouco ermo também. Fiquei algum tempo e voltei para o Largo de São Sebastião. No final da tarde, passei na Cafeteria do Largo e pedi um cafezinho com uma torta de limão (que estavam divinos).

Tomei um banho e a noite voltei para os arredores do Teatro Amazonas para caçar algo para jantar. Neste dia, estava tendo a última edição de um evento natalino de Manaus e tinha diversas barraquinhas, shows de covers, iluminação natalina no teatro. Achei bem legal. Acabei jantando na Pizzaria Splash (que acabou virando meu ponto favorito para jantar em Manaus) e depois passei na Sorveteria Barbarella, que possui sabores regionais e um sorvete bem delicioso. Acabei experimentando o de tucumã e taperebá (gostei de ambos). Fiquei até umas 22hrs no Largo e depois parti para o hotel, já que precisava preparar minhas malas para a aventura que começaria no dia seguinte e muito esperada por mim: a selva!!

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Versão natalina do teatro!

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4 horas atrás, Juliana Champi disse:

Migoooo, eu acompanhei a viagem no insta mas estou ansiosa pelo relato detalhado pq eu amei muito suas escolhas! Já fui pro norte algumas vezes e sempre quero voltar... comida do Pará é a melhor do mundo pra mim!

Ai Ju, você precisa voltar pro Norte e ir pra selva! Obrigatório para você que é bióloga kkkkkk vou detalhar a parte da selva, mas já adianto que foi a parte mais incrível da viagem!

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3º DIA - 07/01/2026 - SELVA

É chegada a hora de se aventurar na selva amazônica! Acordei por volta de 06 da manhã e desci para tomar café às 06:30, que é o horário que o hotel começa a servir. Tomei um café reforçado, pois sabia que o caminho até a pousada de selva seria longo. No dia anterior, já havia deixado minhas malas arrumadas e comprado alguns snacks (bolacha, salgadinho, chocolate) para caso sentisse fome ao longo do trajeto até a floresta. Pontualmente às 07:30, conforme combinado no dia anterior, o motorista passou para iniciar a via-sacra até chegar na Pousada Juma Lake rs

Sobre a escolha da pousada de selva: Li muitos relatos aqui no Mochileiros e fiz cotação com algumas pousadas nos arredores de Manaus. Há hospedagens para todos os estilos: resorts, hotéis de luxo, aqueles mais imersivos, outros apenas para sentir o gostinho amazônico, aqueles mais próximos de Manaus, e outros bem mais distantes. A Pousada Juma Lake é muito bem recomendada aqui no fórum e oferece uma experiência intermediária dentro dos parâmetros que citei, com excelente custo-benefício, um ar de rusticidade, mas sem deixar o conforto de lado. E quando falo em conforto, não se trata de camas ou similares, mas sim refeições agradáveis e guias capacitados para a experiência na floresta (o que se mostrou essencial ao longo do período de selva). A Pousada Juma Lake oferece pacotes que vão de 2 a 5 noites na floresta, e inclui translados, hospedagem, passeios e todas as refeições (café, almoço e janta). A quantidade de passeios varia de acordo com a quantidade de dias que você fica na pousada: quanto mais dias, mais passeios. O pacote que escolhi foi o Negro (3 dias, 2 noites) e me atendeu perfeitamente, pois os passeios essenciais estão presentes nestes pacote. Eu fechei diretamente com a pousada com dois meses de antecedência (pousadajumalake.com/pacotes) e acho importante fechar com alguma margem de antecedência mesmo, pois a pousada estava cheia no período que estive por lá. Há quartos privativos e um coletivo.

Continuando o relato, o motorista me buscou no hotel e parou na agência Iguana, que é uma parceira da pousada, para pegar outros passageiros que fecharam com a agência. Existe essa possibilidade também, já que a Iguana é bem conceituada em Manaus, mas preferi fechar direto com a pousada para ganhar um descontinho. Após essa parada, seguimos de van para o porto do CEASA, onde embarcamos em um barco. Caso você vá para Manaus e faça a selva, é importante estar ciente que o barco passa pelo Encontro das Águas, dispensando que se contrate o passeio por fora. Assim, saindo do CEASA, a lancha navega por uns 10 minutos e para no Encontro das Águas, que é um dos cartões postais de Manaus. É mágico ver o encontro dos rios Negro e Solimões ao vivo, e ainda de brinde tinhamos diversos botos cinza e cor-de-rosa dando show ao fundo, salto e fazendo suas acrobacias. Foi maravilhoso! O barqueiro fica por meia hora no Encontro das Águas, sendo tempo suficiente para tirar fotos e contemplar. Aqui eu conheci a Alessandra e a Carol, que também estavam viajando solo e foram minhas companheiras enquanto estive no Amazonas. Viajar sozinho é nunca estar sozinho rs

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Encontro das águas dispensa apresentações

Após essa parada, seguimos pelo Rio Solimões até a margem oposta, onde embarcamos em uma outra van. Daí é mais um trajeto de cerca de duas horas por uma rodovia bem ruinzinha, mas nada de outro mundo. O motorista parou no caminho para quem quisesse ir ao banheiro e comer algo. Por fim, chegamos ao Rio Paraná do Mamori, onde pegamos outra lancha para, finalmente, chegar na Pousada Juma Lake. Todo esse percurso levou cerca de 4 horas (eu disse que era uma via-sacra). Chegamos na Pousada por volta das 11:30 e os anfitriões disseram que podíamos acomodar nossas malas no deck enquanto finalizavam a liberação dos quartos, uma vez que outro grupo estava fazendo check-out enquanto chegavámos. Esse procedimento é de praxe por lá, enquanto um grupo está saindo, outro está entrando, então demora cerca de uma hora para que as chaves dos quartos sejam liberados. Enquanto disso, fomos apresentados ao nosso guia William (maravilhoso), que nos conduziria aos passeios pelos próximos três dias. Ele explicou como funcionaria a dinâmica de passeios, formou o grupo (10 pessoas) e disse que, enquanto os quartos não estavam liberados, poderiamos nos banhar no rio em frente a pousada e aproveitar para almoçar, que seria servido a partir do meio-dia. William também disse que sairíamos para o primeiro passeio às 15:30, tempo suficiente para que todos se acomodassem e pudessem aproveitar um pouco da pousada. 

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A caminho da pousada

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Rio Paraná de Mamori

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Chalés da pousada

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A casa maior é o restaurante da pousada, e do lado direto o deck para banho. Na época da cheia, essa escada não existe

Aqui vale salientar que a dinâmica de guias na pousada é bem organizada. Os grupos não são grandes (máximo 10 pessoas, pois é o que cabe no barco) e, como há muitos estrangeiros que visitam a pousada, eles dividem os hóspedes entre aqueles que falam português e inglês. Não existe internet móvel na pousada, apenas um wi-fi bem ruim que funciona quando quer e serve para dizer aos familiares que você está vivo. Vá desapegado de qualquer apego tecnológico ou vicio à internet que tenha, pois na selva é raridade rs também há um bar dentro do restaurante que vende bebidas. Você marca, e paga quando faz o check-out. Café e água eles deixam disponível a vontade.

Deixamos as malas no deck, nos trocamos e já fomos tomar um banho de rio em frente à pousada! Uma deliciaaaaaaaa! A água é quentinha e eles disponibilizam coletes para quem não sabe nadar (claro que usei kkkkk). Ficamos cerca de meia hora no rio e fomos almoçar quando começou a formar fila no restaurante. O cardápio do almoço era variado, mas sempre com um peixe, arroz, feijão e um acompanhamento, além da salada. Em alguns dias havia mais de uma carne, como frango. A comida é deliciosa e pode repetir a vontade. Por volta das 13:30, a anfitriã procurou os hóspedes recém-chegados e entregou a chave dos quartos. Assim, levei minhas malas e me organizei no meu cantinho. O chuveiro é gelado, tá? O que nem fez diferença nos dias que estive por lá, pois o calor é constante. O quarto privativo tem 3 camas (1 casal e 2 solteiro), todas com mosqueteiro.

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Almoço com pirarucu

Às 15:20, o grupo se reuniu no deck para esperar o William e partir para o primeiro passeio: observação de fauna e flora e pesca de piranhas. Importante lembrar que TODOS os passeios demandam o barco, ou seja, nunca andei tanto de barco na vida kkkkkk saímos da pousada e o William começou a explicar sobre a dinâmica da floresta, a especulação imobiliária que ocorria na região e como eles fazem para preservar! Fiquei bem surpreso quando ele falou que a maioria das terras daquela região eram privadas e as pousadas de selva tinham sócios estrangeiros. 

Nesta primeira etapa do passeio, fizemos a observação da fauna e flora da floresta. Conseguimos avistar muitas aves, botos, jacarés, macacos-prego, bugios, preguiças... É incrível a biodiversidade da Amazônia. Um binóculo faz toda a diferença neste tipo de trip, pois permite visualizar muita coisa além do que os olhos veem, me arrependi de não ter levado. Nesta época (janeiro), o rio está enchendo, então ainda é possível visualizar a mata de igapó e os jacarés ficam concentrados bem nestas áreas, vimos aos montes! Lá na Amazônia, os mais comuns são o jacaré tinga e o jacaré-açu (vimos ambos).

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Pesquei!

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Depois da observação, o guia para em um determinado ponto próximo à margem do Rio Juma e nos dá as varas e iscas para realizar a pescaria de piranhas! Eu não sou muito da pesca, mas mesmo assim consegui pescar quatro piranhas 😅 os outros integrantes do grupo também conseguiram pescar algumas. Como era pesca esportiva, soltamos todas. Ficamos cerca de uma horinha pescando piranhas e aprendendo um pouco sobre os hábitos dos povos ribeirinhos da Amazônia. Por volta das 18:00, fomos em busca de um por-do-sol (que estava bem escondido) e o William parou em um ponto no rio para tomarmos banho em meio à Amazônia selvagem! Que experiênciaaaaaaaa! Enquanto tomavámos banho de rio, ficamos ali esperando que aquele sol tímido aparecesse, mas ele ficou escondido. Mas, tudo muito bonito de qualquer forma! Ao começar o retorno à pousada, William avisou que o próximo passeio sairia às 20:00, que seria a focagem de jacarés!

Voltamos para a pousada perto das 19hrs e já emendamos no jantar, que mais uma vez estava delicioso. Desta vez, o prato principal foi frango e tinha feijoada também. Após a janta subi, me troquei e logo já deu o horário de fazer passeio novamente. Pousada de selva é assim: o descanso é conhecer sempre alguma coisa nova (o que adoro). Às 20 horas saímos para a navegação noturna/ focagem de jacarés e digo com toda a certeza do mundo que foi uma das experiências mais sinistras que já pude fazer. Somente a lanterna de cabeça do guia está acesa e o resto é uma escuridão TOTAL! Você não enxerga nada, há diversos barulhos por todos os lados (animais, peixes pulando, aves, insetos cantando, é surreal). É neste ponto que eu falei sobre a importância de um guia com experiência e conhecedor da região, pois você precisa confiar nele para levar o barco naqueles caminhos escuros e desconhecidos. Ele entrava nos afluentes do Rio Juma, ia pelo meio do igapó... Confesso que senti um medinho rs mas deu tudo certo. Jacarés vimos aos montes, pois conforme ele apontava a lanterna para a margem, os olhos deles brilhavam.

Depois de um tempo, o William chegou perto do igapó e conseguiu pegar um jacaré filhote e explicou sobre o desenvolvimento desses répteis. São animais de hábitos noturnos, mas que não representam perigo aos seres humanos desde que não sejam incomodados. O jacaré que ele pegou não era tão filhote assim, tinha aproximadamente 5 anos. Achei grandinho kkkkkk Devido ao tamanho, ele não permitiu que ninguém pegasse e depois das explicações, soltou o jacaré de volta no rio. Após navegar mais um tempinho, o Willian conseguiu pegar um jacaré menor e, aí sim, deixou o pessoal segurar (eu não quis kkkkk).

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William explicando sobre os jacarés

Uma prévia de como é navegar a noite na Amazônia

Continuamos navegando no breu para retornar à pousada, e às 22hrs já estavámos de volta. Fiquei conversando um pouco com as meninas do grupo no deck e depois fui para os meus aposentos dormir. No dia seguinte, a aventura na floresta continua com trilha na selva e acampamento em meio à Amazônia!

Editado por luizh91

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Em 24/01/2026 em 17:41, luizh91 disse:

acabei comendo um lanche que tinha comprado em Guarulhos e está tudo certo

já vou parara aqui pra comentar que se vc comprou um lanche em GRU não jantou fora pq já tinha acabado seu orçamento pra comida do dia HAHAUAHAUAHA

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Em 25/01/2026 em 19:03, luizh91 disse:

Eu não sou muito da pesca, mas mesmo assim consegui pescar quatro piranhas 😅

Numa boa, tu chamar estes lambaris minúsculos de piranhas... me paupe 🤣

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Agora já li a primeira parte da selva, achei bem legal o jeitão da pousada que vc escolheu... mas não gosto da prática de pegar o bicho na mão... eles ficam super estressados e não vejo necessidade alguma dos turistas ficarem tirando esses tipos de foto, mas enfim, como bióloga não tem como apoiar isso, rs. Acho que quando eu for pra selva assim, no norte, vou focar em alguma com experiência de observação apenas, tem várias pousadas/hotéis com pegada de conservação, tô montando uma listinha, rs.

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12 minutos atrás, Juliana Champi disse:

Agora já li a primeira parte da selva, achei bem legal o jeitão da pousada que vc escolheu... mas não gosto da prática de pegar o bicho na mão... eles ficam super estressados e não vejo necessidade alguma dos turistas ficarem tirando esses tipos de foto, mas enfim, como bióloga não tem como apoiar isso, rs. Acho que quando eu for pra selva assim, no norte, vou focar em alguma com experiência de observação apenas, tem várias pousadas/hotéis com pegada de conservação, tô montando uma listinha, rs.

Sim! Eu também não sou fã dessa prática de pegar animais, tanto que nem quis fazer aquele passeio de nado com os botos (que está numa polêmica danada em Manaus por causa de denúncias de exploração dos animais. Agora só fazem em Novo Airão a uma certa distância). Mas tem pousadas que só fazem a observação, sim! E para você que gosta de passarinhar, é o melhor dos mundos kkkkk

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@luizh91 Quando eu estive lá no IberoStar,uma tarde era para conhecer Novo Airao e os botos.Lá,eles eram acostumados com as pessoas e chegavam perto, além de deixarem ser acariciados.Eu não fui,porque não sei nadar,mas todos que estavam ali,inclusive os guias,entraram no rio,pois Novo Airao era muito pequeno e não tinha nada para fazer,ao menos,nas imediações em que o navio parou. A pergunta é:Novo Airao tem o que se fazer?

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