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Olá viajante!

Bora viajar?

Meus 50 dias de Europa...

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Não sei porque... mas acho que estou em dívida com o povo desse site... ::hãã2::

 

Acho que tem alguma coisa a ver com a minha primeira viagem! rsrs

 

Pude contar com a ajuda das pessoas que fizeram e fazem o site dos mochileiros. Foram todas de uma bondade, atenção, educação tremenda.

 

Então agradeço imensamente por toda a ajuda que me deram, e em troca, vou contar um pouco do que foi passar 50 dias mochilando pela Europa.

 

Peço apenas um pouco de paciência - internet tem sido coisa rara nos últimos tempos pra mim. :)

 

Como boa mochileira que eu pretendia ser, tentei fazer bem meu dever de casa: pesquisei muito antes de viajar - mas não foi o suficiente! Pentelhei muito a vida do povo que já esteve na Europa e teve a infelicidade de deixar seu contato aqui - tadinhos, alguns acho até que me bloquearam. ::lol4::

 

Bem, isso me ajudou muito, fiquem sabendo - evitou meu sequestro pelo tráfico humano ::quilpish:: , evitou d'eu ser presa em Barcelona, possivelmente por tráfico de drogas ::ahhhh:: e outras cocitas mais...

 

Claro que isso tudo pode ser apenas fruto da minha imaginação, coisas desse meu grande cabeção. Mas... prefiro achar que não, isso deixa a coisa toda muito mais interessante! ::lol4:: Brincadeiras a parte, as dicas, de fato, foram muito úteis e realmente me livraram de boas roubadas! :wink:

 

Minha viagem rolou entre os dias 21 de Junho e 11 de Agosto de 2011.

 

Levei comigo um diário onde anotei todos os meus gastos. Muito útil para os futuros viajantes. Mas infelizmente ele pegou fogo e não tenho tão boa memória. ::dãã2::ãã2::'>

 

Calma gente! Ele pegou fogo já aqui no Brasil. Acidente doméstico. Não tentem entender... :shock:::lol4::

 

Mas... levei também meu notebook, e ele voltou abarrotado de fotos e algumas boas dicas da viagem! ::otemo:: Infelizmente, um outro acidente doméstico pois fim a sua breve existência de pouco mais de 2 anos. ::essa::

 

Sendo assim, minha memoria, nada artifical, é tudo com o que os futuros viajantes podem contar. ::tchann::

 

Prontos?

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Usuários Mais Ativos no Tópico

Featured Replies

  • 2 semanas depois...
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E eu achando que tinha uma mente fértil, hein Michel! kkkkkkkkkkkk

 

Gente, desculpem o abandono do tópico. Atropelos do dia a dia...

 

Agradeço a lembrança, ao detetive, né Karen... rsrsrs e o coro Lordello_br kkkkkkkkkkkk

 

Mas prometi não fazer propaganda enganosa, então...

 

Abraços e muito obrigada.

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Viajar é crescer. Crescer como pessoa. É tornar-se um ser humano melhor. É olhar pro diferente e além do respeito ver beleza, ter admiração, emocionar-se!

 

Viajar é literalmente transpor barreiras, fronteiras. Conhecer o novo e apropriar-se dele.

 

Viajar é tornar-se cidadão. É colocar na pratica o direito de ir e vir.

 

E foi um pouco disso que senti no aeroporto da Grécia. Não quando cheguei totalmente perdida, desamparada e não sabendo o que deveria fazer.

 

Nessa segunda vez algo era diferente. Nunca me senti tão gente. Tão plena, possuidora e praticante dos meus direitos.

 

Viajar é simplesmente viciante. Foi quando me senti realmente viva em toda a minha existência!

 

Era como se eu pudesse fazer tudo, qualquer coisa. Como se tudo estivesse ao alcance das minhas mãos.

A sensação de LIBERDADE que eu nunca, jamais, por mais que viva 1000 anos, irei esquecer!

 

Tinha vindo à Grécia e apesar de todas as mazelas, trapalhadas eu tinha dado conta do recado! ::otemo:: Acreditem, se eu consegui... qualquer um consegue! :wink:

 

Me dar conta de tudo isso, sem sombra de duvidas, foi a melhor parte da minha viagem!! ::otemo::

 

Eu não trocaria isso por nada, absolutamente nada nesse mundo! 8)

 

Viajar, minha gente, eu descobri naquele dia. Que viajar é VIVER! :wink:

 

Sei que tenho extrapolado um pouco, ou talvez totalmente o modo de relatar-se uma viagem aqui no mochileiros - sendo tão detalhista, descrevendo o que senti na minha viagem. Sei que as pessoas querem objetividade... Mas esse foi o meio que encontrei de, principalmente, incentivar os futuros viajantes. Dizer que apesar das adversidades e dificuldades viajar é possível!

Acompanhada, sozinha, com muito ou pouco dinheiro, falando ou não inglês, com roteiros abertos ou fechados... tudo tem seus pros e contras. E vale muito a pena ir e descobrir o que acontece... sempre valerá!

 

Você com toda certeza encontrará pessoas que pensam o contrário, que vão achar que vc, sendo um pobre, economizar um, dois anos pra gastar tudo em uma viagem é simplesmente um louco! Então seja um louco, mas vá!!! :D

 

Quando me perguntavam pq essa "loucura" de passar 50 dias viajando, a minha resposta era simples: cansei de ver o mundo pelos olhos dos outros, pelas impressões alheias.

 

Li e reli vários relatos de viagem aqui do site. E apesar de serem um deleite pro meu cérebro de sonhadora, eu descobri que não poderia ficar com a descrição dos outros o resto da vida... eu precisa ter as minhas.

 

Hoje, viajar pra mim tornou-se algo vital. ::otemo::

 

FOI SÓ UM MOMENTO DESABAFO. :wink: AGORA O RELATO!

 

O que mais gostei da Grécia sem dúvida as pessoas, o povo grego. Como disse antes, até agora não conheci gente igual!

São espontâneos, excêntricos, gentis – se vc não reclamar da internet! ::lol4::::lol4:: São práticos, e falam inglês! :wink:

 

A minha dica pra quem for a Grécia, ou melhor, pra quem for viajar: conheça pessoas, interaja com elas. Pode ter certeza de uma coisa a sua viagem será infinitamente mais interessante.

 

Viajar sozinha é uma coisa, ficar sozinha o tempo é outra bem diferente. :wink:

 

Ser assediada faz parte: mulher e ainda viajando sozinha é prato cheio (fica o aviso) mas vc não é obrigada a fazer o que não quer. Aceitei ajuda e convite de muita gente, mas quando o "caboco" começava com o papo de como minha boca era bonita – e olha que ela nem é – eu pegava meu banquinho e saia de mansinho. :wink:

 

Chegando à Itália.

Desembarquei no aeroporto de Fiumiccino. Lá mesmo é possível comprar a passagem pro centro de Roma que fica um pouco distante. Paguei 15 euros de Fiumiccino até o Termini. Esse procedimento foi super tranquilo. Estava bem orientada: imprimi em português todas as explicações de como chegar aos hostels. Claro que nem sempre isso foi o suficiente pra não me perder... mas ajuda um pouco. :wink:

 

Minha mala demorou mas chegou. Na saída tinha um povo da imigração e só pediram pra ver meu passaporte, perguntaram minha profissão e me deixaram passar sem bronca. ::otemo::

 

Graças a Deus o trem não demorou a chegar, autentiquei meu passe e tive uma briga feia com minha mala: uma altura razoável do chão até o primeiro degrau do trem. Eu tinha que me desfazer daquela coisa. ::grr::::grr::::grr::

 

Já entrei no trem a procura de alguém a quem pedir informação sobre o Termini. Haviam pouquíssimas pessoas no vagão mas consegui visualizar uma vitima em potencial. ::lol3::

 

Eis que Roma resolve me pregar uma peça de boas vindas. :o

 

Eu achando que havia encontrado uma vitima... eis que o feitiço vira contra o feiticeiro! :shock:

 

Sentei enfrente a um homem que, tadinho, parecia que havia fugido de algum campo de concentração. Se bem que eu também não estava muito longe disso... :cry: Perguntei ao "menino do pijama listrado" se ele conhecia a estação que eu deveria descer. Ele me olhou balançando a cabeça negativamente tentando explicar que não falava quase nada de inglês. ::putz::

 

Fazer o que?! Fiquei admirando a paisagem da viagem, nada de especial. :roll:

 

De repente o cara pergunta minha nacionalidade e quando respondi que era brasileira os olhos dele até brilharam. (seria ele brasileiro?)

 

Foi a minha vez ver alguém sair de Pantera Cor de Rosa pra Grilo Falante. E o cara ia falando um português horrível. Minha vontade era de cair na gargalhada mais mantive a seriedade que o momento pedia. ::xiu::

 

O rapaz começou explicando que falava um pouco de português pq havia trabalhado durante alguns anos com um brasileiro não lembro onde. Felicidade explicada!! ::lol4::

 

Bem, o cara tinha uma historia maluca e, eu não queria estar no lugar dele!

Segundo o que consegui decifrar daquele português romeno,nacionalidade do rapaz, foi que ele havia viajado com a família. No retorno pra casa não conseguiu embarcar pq o passaporte dele havia perdido a validade. A família: esposa e os filhos voltaram pra casa e ele ficou.

 

Pelo que pude perceber ele estava mais perdido que cego em tiroteio. Disse que tentaram orienta-lo sem êxito pq ninguem falava a sua lingua (ele estava revoltado por isso! Realmente todo mundo deveria falar romeno ou português nesse planeta! kkkkkkkkkkk).

Fizeram-lhe uma reserva em um hotel em Roma, tinha pouco dinheiro e não sei bem como iriam resolver o problema do passaporte vencido. Só sei que era uma baita de uma confusão que, tenho certeza, não consegui compreender nem um terço da cagada que ele tentava me explicar. Era uma historia tão maluca e surreal que eu custava acreditar.

 

Mas enfim, tentei ser solidaria ao rapaz, e tudo o que eu dizia era: “complicado hein...” já parecia o falso francês que so sabia dizer no problem.

 

Foi ai que o sobrevivente da Lista de Schingler resolveu me ver como a salvadora da pátria, a Sassa Mutema, a amiga de infância, a Bia de Sampa dos olhos dele!!

Por essas alturas ele já queria ir pro mesmo albergue que eu! ::lol4:: Não sei se queria fazer o mesmo roteiro e voltar comigo pro Brasil mas de resto ele tava topando qualquer parada! Tadinhho. Isso que é desespero, hein! ::lol4::

 

Perguntou se eu poderia ajuda-lo...

 

Bem, eu não via como, mas perguntei de que forma seria isso, só por curiosidade.

Eu e esse meu bocão... e o Buda me fala da iluminação que acabara de ter: ele queria que eu o acompanhasse até o local que haviam indicado no Termini, lá eu seria a tradutora dele já que eu falava inglês e ele não, vcs acreditam nisso, eu sendo interprete de alguém, era a piada do século!!! ::lol4::

 

De lá NÓS iriamos até o hotel dele, cancelaríamos a tal reserva e voltaríamos pro hostel onde ele se oferecia pra ficar juntinho comigo (se o trem não estivesse em movimento eu teria saído correndo).

Queria saber se havia vaga no hostel pro qual eu estava indo. (Meu deus ele era eu chegando na Grécia). ::lol4::

 

Expliquei que não sabia, talvez tivesse ou não. Que seria melhor ele ficar no hotel dele. E acabei por convence-lo disso quando informei que nesse hostel eram varias camas em um mesmo quarto. (sim, na cabeça dele eu ficaria em um quarto sozinha e queria saber se eu via algum problema dele ficar comigo lá!!!) :shock:

Um problema eu realmente não via... pq eu via vários, muitos, todos os problemas do mundo!!!

 

Do outro lado iam sentados dois caras com traços indianos, num alinhamento de homem de escritório, com direito a terno e gravata. Eu não faço ideia se eles compreendiam alguma coisa da minha conversa com Seu Madruga, só sei que uma hora e outra eu olhava pra eles e como resposta eu os via balançar a cabeça negativamente pra mim. Como quem diz: sai correndo, mesmo com o trem em movimento!

 

Como toda desgraça pra pobre ainda é pouco... comecei a achar que aquilo era golpe, eu não sabia bem que golpe mais não iria a lugar algum com aquele cara. A Bia que me desculpasse, mas eu não seria tão boa com o maior abandonado quanto ela havia sido comigo. Pra mim era uma questão de sobrevivência!!

 

Fiquei imaginando como eu iria me sair daquele ser humano, tinha que encontrar um jeito.

 

Quando chegamos a estação Termini me adiantei pra sair logo e bem depressa do trem, mesmo que nada, meu carma me atrasou bastante e quando percebo o cara já tava colado em mim. Sim, mordomo do Mr. Deeds!!

 

Ajudou a descer a minha mala e apoderou-se dela. (porque essa abençoada não foi extraviada de novo?!)

 

Bem, fui atrás de saber pra q lado ficava o metrô. Peguei informação e fui explicar pro romeno. E o cara diz, então vamos. Então vamos é muita gente. Então vá!

Quis pegar minha mala e o cara segurando “vc não vai me ajudar?” Nossa, aquela pergunta me atingiu como um tapa na cara! Doeu lá na consciência. Eu só lembrava da Bia todo solicita comigo e, quando chega minha vez de retribuir a gentileza, eu agindo daquele jeito super egoísta... :oops:

Me resignei e tentei ajudar o cara, mas não muito pq juro que pra mim aquilo parecia golpe.

 

Iniciamos uma peregrinação pelo termine tentando, em vão, descobrir onde ele deveria ir. ::grr::

 

Eu não podia ver um balcão que pra mim significava a chance de ter a resposta ao problema do meu desorientado companheiro e minha carta de alforria – mas eu estava tão ou mais desorientada que o poverelo! ::lol4::

 

Cheguei a conclusão que tinha, mesmo, que ser no metrô. Mas eu não via viva alma entrando naquele corredor da morte. Eu que não ia sozinha com o cara pra lá. Tentei explicar novamente o pouco que havia entendido ao rapaz e na hora de ir... eu não fui. Ele saiu levando minha mala e eu fiquei parada olhando. Vão-se os anéis e ficam-se os dedos! :wink:

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Aline, aff!

Até que em fim... Aqui estou eu relendo o seu relato maravilho. E concordo plenamente com a dissertação. Viajar e uma renovação por completa, com queda de paradigma e outras cositas.

Mais, uma vez vc é louca em deixar sua mala rsrsrs !!!

Bom retorno.

Bjs

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::carai::::carai::::ahhhh::::ahhhh::::carai::::carai::

 

Não acredito Aline, vc parou o relato bem no meio de um momento crítico???!!!

 

Esse relato tá muito bom, e realmente "Viajar é Viver"!!!

 

Espero que você poste logo a continuação do relato, ele continua muito bom.

 

T+

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Aline,

 

Vc está sendo muito sacana parando sua história assim, no meio!!!!!! ::bruuu::

 

Volta logo!!!!!!!!! ::otemo::::otemo::::otemo::

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Volta Alinêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê!!

 

Mas como assim? Você deixou ele levar sua mala?? Wtf??! oO

 

Ah, só pra relatar, seu relato está muito bom, estou até querendo incluir a Grécia também agora no meu roteiro pela Europa! LOL

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kkkk

 

Ok Diogo, assumo. Tenho feito de propósito mesmo! kkkkk Mas é pq o povo já batizou de novela... tenho q seguir a linha agora... rsrsrsrs

 

Pois é, Edmilson... o cara levou... mas... tai o resultado. :wink:

 

Valeu, Karen.

 

Muito obrigada.

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Roma prometia, não poderia ter iniciado melhor! Quase perdendo minha mala já chegando a cidade.

 

Mas, como nem toda feiticeira é corcunda, também, nem todo tipo perdido com historias malucas é golpista. :wink:

 

Assim, depois de andar alguns metros pra longe de mim e, finalmente, perceber minha ausência, o romeno parou, olhou ao redor a minha procura e me viu paradinha na entrada do metrô. E é claro que ele logo concluiu “ essa desgraçada não vai me ajudar!” ::vapapu::

 

Então, depois de um longo suspiro perceptível por qualquer um a quilômetros de distancia, ele retornou, devolveu minha mala e tudo que consegui dizer foi um sinto muito, muito do seu fuleca. :oops:

 

O rapaz num brevíssimo olhar respondeu que tudo bem, que não havia problema. Depois disso eu preferia mil vezes que ele fosse um bandido e tivesse levado minha mala!! :?

 

Assim, fui abandonada pelo abandonado e como ele também segui adiante.

 

Li pela milésima vez como chegar ao meu hostel e não conseguia encontrar a bendita saída indicada no endereço. Ia e voltava de um lado pro outro e nada.

Eu olhava os populares que passavam por mim mas não perguntava nada a ninguém (depois dessas minhas aventuras decidi ficar um pouco mais criteriosa na hora de pedir ajuda. Agora a pessoa tinha q ter residência fixa, bons antecedentes crinais, coisas desse tipo. Tudo isso, passível de identificação, só numa olhada!) ::lol4::

 

Finalmente apareceu um transeunte que preenchia a licitação – Fernando, um italiano de meia idade, com a cara do Gene Wilder, aquele cara da Fantástica Fabrica de Chocolates – alguém com a aparência do Sr Wonka tinha q ser confiável! :lol:

 

Fernando estava saindo de uma sala na estação quando eu ia passando em minha... sabe deus que passada!!! Perguntei, em inglês, se ele poderia me ajudar, e como todo bom europeu ele tb falava inglês e se propôs totalmente: de corpo e alma a me ajudar – tô dizendo... era o Sr Wonka! :P

 

Pegou meu papel, leu o endereço e disse “ é aqui perto. Vc não está achando a saída pq essa plataforma esta em reforma." Não fosse ele eu estaria por lá ate hoje ou enquanto durasse a reforma! ::putz::

 

Dessa forma, Fernando gastou seu tempo livre do trabalho, que ele poderia muito bem utilizar pra fumar algumas carteiras de cigarro, ou esconder papeis premiados em barras de chocolate... Pra me levar até o Alessandro downtown, o hostel no qual ficaria hospedada.

O cara foi um gentleman! Também apoderou-se de minha mala e nessa hora fiquei com pé atrás. Mas como ele explicou que trabalhava ali na estação, estava no seu intervalo e era a reencarnação de Willi Wonka, relaxei. ::cool:::'>

 

Fernando ia conversando comigo - ora em inglês, ora em italiano. Ele simplesmente não se dava conta de que estava falando italiano – força do habito, com toda certeza – eu precisa lembra-lo disso em alguns momentos.

 

Demoramos um pouco pra encontrar o endereço do Alessandro pq estava muitíssimo mal explicado ( palavras do guia: um italiano que conhece aquela parte da cidade como a palma da mão!).

Chegamos e os abençoados "recepção" do Alessandro passaram dois séculos pra nos abrir a porta, fazendo milhões de perguntas e por alguns momentos imaginei se teria que ficar quase nua novamente.

Quando cheguei a recepção eles pediram desculpas e disseram que era uma questão de segurança. Havia um senhor na minha companhia e eles estranharam.

Mas estranharam o que exatamente?? Porque vi vários hospede da mesma idade e ate mais velho que Fernando no Alessandro!!

A questão é que aquele povo que trabalha no Alessandro, com exceção de uma moça que não lembro o nome, são um bando de... ::xiu::

Do Alessandro downtown é o que tenho pra reclamar – "os recepção”. Essa foi a primeira que eles me aprontaram.

 

Enquanto fazia meu checkin me despedi de Fernando agradecendo a gentileza. Ele perguntou se eu não gostaria de sair. Eu não só queria como era fato que faria isso... mas achei melhor dizer não – o Termini em nada lembra a Fantástica Fabrica de Chocolates...

Ele concluiu que eu deveria estar muito cansada... Aproveitei a deixa e disso que era exatamente esse o problema. :wink: Mas Fernando chegou a conclusão que poderíamos sair no dia seguinte, as duas da tarde, quando ele saísse do trabalho. Concordei. Mas eu sabia que não estaria por lá as duas da tarde do outro dia. Eu teria a desculpa do desencontro. :mrgreen:

 

Enquanto o checkin se prolongava apareceram uns brasileiros e, caracas pensa numa criatura feliz era eu quando vi aquela galera. Parecia pinto no lixo! :D

 

Nem acreditei! Os 3 brazucas, dos quais não lembro o nome de num um – mais existe explicação pra isso – começaram me enchendo de perguntas e resolvemos colocar os pingos nos is durante o almoço. Nesse meio tempo, outro brasileiro, atraído, com toda certeza, pelo som da língua materna, veio se juntar ao grupo ( não lembro o nome dele, mas era um cara super gente fina).

 

Na saída do hostel esperamos alguns minutos por outro parceiro deles que não havia conseguido hospedagem no Alessandro mas estava pelas proximidades - não tao próximas. Nada dele chegar, fomos atrás de um local pra almoçar mas não sem deixar um recado pro elemento caso ele aparecesse.

 

Entramos em um restaurante bem bacana e já fiquei preocupada com os preços que vi na entrada. Pensei "meu Deus, se eu ficar andando com essa galera vou a falência!". Não lembro bem o preço do almoço. Mas sei que era bem salgado e eles, em unanimidade, haviam achado o preço bem razoável... Jesus! ::ahhhh::

 

Assim que sentamos, eu, morta de sede fiquei esperando pelo meu super copo d'água tão comum na Grécia. Como ele não chegou, chamei o garçom e disse a ele que queria água. Ele me traz uma garrafa de 1 litro que custava 3 euros!!! Quase morri. :o E os quatro brazucas não entendiam minha surpresa. Acharam até bem baratinha a garrafa d'água. E um dos garotos que, não sei bem pq, mas talvez tenha sido pela minha reclamação dos preços, parece ter criado uma antipatia por mim e acreditem a reciproca tb era verdadeira. Ele foi logo dizendo, num tom bem poético: “acho que tá bem barato sim. O que vc queria, que fosse de graça?! Não deveria ter vindo pra Europa!”

Meu Deus... Que homem grosso! Mas respondi, já P* da vida: Exatamente! Na Grécia era de graça!

 

Mas isso não resolveu. Nossos santos realmente não bateram. Parece mentira.

 

Conclui que não valia a pena bater boca.

 

Perguntaram pq eu estava viajando sozinha e expliquei a eles um pouco da minha historia. Acharam tudo uma grande loucura, principalmente o fato de estar só - foi um chá de ânimo total!

 

Veio minha vez de saber como tinha dado tão certo eles viajarem juntos. Me explicaram que se conheceram pela internet. As ideias sobre a viagem bateram e bingo! Um de Sampa, outro de Minas, outra acho que do Parana e a outra era... não lembro o estado mais era nordeste. Senti alguns kilos de inveja, confesso. O roteiro deles era super extenso e estariam sempre juntos.

 

O outro conhecido que se juntou a nós, ainda no hostel, era mineiro e muito gente fina. Ele tinha vindo a Europa pra apresentar um trabalho num congresso em Veneza ou Viena, não lembro. E aproveitou pra andar pela Europa um pouco antes do congresso. Um cara super tranquilo, de fala mansa, humilde e muito inteligente. As vezes saia com umas sacadas muito bacanas.

 

Bem, passados alguns minutos que estávamos no restaurante chegou o parceiro que faltava e já fiquei imaginando se não seria outra “gente fina” como os demais do grupo.

 

Pedro, o único do qual consigo lembrar o nome, foi uma simpatia de ser humano. Conversamos um pouco e ele graças a deus não meteu o pau na Grécia.

 

Bem, depois da refeição voltamos pro hostel, os quartos já estavam liberados. Ficamos de sair em seguida e nos encontraríamos na recepção ou na frente do hostel.

Guardei minhas coisas, tomei um banho de europeu, ou seja, só lavei a cara e desci. Imaginei que fosse ter que esperar pelo povo, as meninas estavam loucas pra tomar banho e imaginei que elas fariam isso. Como eu não queria correr o risco de perder as companhias que não eram as melhores mas era o que eu tinha arranjado, desci. Perguntei ao recepção por eles e o cara diz que eles já haviam saído. :shock:

 

Nossa, não acreditei. Eu nem tinha demorado. Mas ai veio a sacada e finalmente a minha ficha caiu. “Acorda garota, vc está viajando sozinha!! Ninguem tem obrigação de esperar por ti!”

Pelo menos ate o dia seguinte. Apesar de não ter conseguido companhia pra viagem toda, arranjei companhia, aqui pelo mochileiros, em Roma e outra cidade mais a frente. Em Roma eu encontraria Samoa e sua prima Jéssica. Mas como disse, elas só chegariam no dia seguinte... assim eu imaginava. Então eu teria que ficar só apenas uma tarde... totalmente suportável!

 

Peguei o mapa da cidade situei o hostel e sai. Pq uma coisa é certa, trancada no hostel é que não dava pra ficar. Eu estava em Roma!! E se eu me perdesse... sempre existe a opção do táxi! :wink:

 

Sai, cheguei na frente do hostel olhei pro mapa, milhões de opções... escolhi uma e parti pra lá. Como vcs já sabem da minha facilidade em interpretações de mapas peguei o caminho errado. Mas tudo era lucro, eu não conhecia nada mesmo. Então nem esquentei a cabeça.

 

O Alessandro tem a vantagem de ficar em um bairro super histórico. Os prédios são lindos. Adorei. Ficava que nem pateta olhando pra cima de boca aberta. Comecei a andar procurando minha opção e nada de encontrar. Finalmente cheguei em frente a uma igreja - coisa que não falta em Roma - e dessa vez minhas roupas eram adequadas! Rsrs

 

Igreja de Santa Maria Maggiore. Muito bonita, entrei e fiquei feliz por não ter encontrado o que eu estava procurando - a outra opção era paga e essa era free total! A igreja é muito bonita.

 

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Depois de alguns clicks sai atrás da próxima atração que também não encontrei e que tb era paga (não fez falta! rs) Mas depois de uma boa pernada, encontrei nada mais, nada menos que o Coliseu – pra uma perdida... acho que tava bom! :D

 

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Caramba, como é complicado descrever o que se sente nessas horas... é uma mistura de tanta coisa boa... meio que salada de frutas de sentimentos: gratidão, felicidade, orgulho... enfim, realização!

Bati horrores de fotos daquele baita “complexo”: coliseu ao fundo, Piazza Veneza mais a frente, ruinas e mais ruinas tudo muito lindo, maravilhoso. Simplesmente adorei tudo!!!

 

Já ia passando um pouco das 7 da noite quando resolvi que era hora de tentar encontrar o caminho de volta pro hostel, pq a pernada tinha sido bem razoável até lá eu não queria correr o risco de ficar perdida quando a noite caísse... é que tenho medo do escuro, sabe. rsrs

 

Quando cheguei no hostel encontrei o "garoto congresso". Conversamos um pouco e ele me avisou que a galera tinha marcado hora pra sair pra jantar e me convidou. E como não tenho vergonha na cara e nessa viagem eu era maior mendicante de companhia, aceitei!

 

Jantamos numa pizzaria e dessa vez a galera foi mais humilde... não sei o que aconteceu no passeio deles, mas algo tava diferente. Rolou uma pesquisa de preços antes, uma pizza pra dois, um refri pra dois... era um verdadeiro milagre!!! kkkkkk

E as mudanças não pararam por ai...

 

É... se vc não aprender a ser gente, ou pelo menos um ser humano um pouco melhor numa viagem dessas... pode pendurar as chuteiras! :wink:

 

Ainda andamos um pouco pelas ruas de Roma e depois voltamos pro hostel.

 

Eu estava super feliz pq no dia seguinte minhas parceiras chegariam e meu status de "sozinha carente" chegaria ao fim!

 

Fui deitar radiante... nunca pensei que a espera por duas desconhecidas, ainda por cima mulheres me deixariam tão feliz e ansiosa. Mas eu estava, estava MESMO!!! ::lol4::

 

Mas no dia seguinte a felicidade se transformou em preocupação, depois em medo e finalmente em desgraça total!!

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