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Augusto

Contornando Ilhabela na caminhada

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Ola Monique.

Consegui pouca info sobre a trilha q pretendo fazer. Waypoints de GPS eu acho muito dificil conseguir. Vou ter de fazer a trilha se informando c/ os caiçaras mesmo.

Sobre a chuva, eu acho q nao vai ter jeito. Janeiro sempre chove. Estou ainda p/ acertar as datas, mas se o tempo nao melhorar,terei q adiar p/ o inicio de Fevereiro.

 

Apenas uma pergunta: em qto tempo vc fez de Borrifos até o Bonete? Vc estava c/ mochila?

 

Abcs.

 

Augusto

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Fala Augusto, tudo bem?

 

Estive novamente em Ilhabela de 01 a 04 de janeiro e pretendia subir o Baepi e o São Sebastião (conforme dicas que vc me pasou), mas novamente tive de adiar por causa da chuva. Não achei interessante subir o pico com o tempo fechado, pois não há visibilidade nenhuma.

 

Vc perguntou à Monique sobre o tempo que ela percorreu o trecho Borrifos-Bonete, não é? Em dezembro eu fiz esse percurso em três horas e meia, levando mochila com equipamento de camping e parando alguns minutos nas duas cachoeiras do caminho (Lage e Areado). Na volta eu fiz em três horas (aproximadamente uma hora do Bonete até a Areado, mais uma hora da Areado até a Lage e mais uma hora da Lage até Borrifos).

 

Sobre infos das trilhas que pretendemos percorrer é realmente difícil de encontrar. Todos falam que as trilhas existem, mas que a maioria são de difíci navegação. Mesmo assim não desisto e pretendo voltar quando as chuvas acalmarem.

 

A gente se fala,

 

Abraço

 

Márcio Roberto

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Interessei-me por este tópico, e gostaria de participar do grupo, isso se for formado um, que irá contornar Ilhabela desde Sepituba até Jabaquara.Já estive em Bonete várias vezes indagando com a comunidade local sobre a trilha até Castelhanos, e todos afirmaram que ela existe, ressaltando que é uma trilha de difícil acesso e navegação, e que precisaria de um guia para me levar até lá.Mas o que eu pude perceber é que esta trilha não deve ser tão difícil como os moradores de Bonete alegam, pois o que eles queriam mesmo é que eu contratasse um guia local.Acredito que se formar um grupo de pessoas com experiência em trilhas/navegação e com GPS em mãos, esta trilha até Castelhanos vai ser tranqüila!

Qto ao Pico de São Sebastião, eu percorri ela em Setembro de 2003 e posso te dizer que é uma trilha bem difícil orientação, bem complicado mesmo.Eu estava com grupo que contratou os serviços de uma operadora de ilhabela e gastamos 5hrs para chegar até o topo(garoava neste dia).Foram mais 4 hrs para voltar e a operadora designou 4 guias para ir conosco(12+4 pessoas).Acredito que se eu voltar para lá com o mesmo pessoal conseguirei chegar até o pico, mas não vai ser fácil!Talvez eu vá no inverno.

 

 

 

CYV

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E aí escalador.

Até o momento iremos em dois fazer esse contorno. Somos de Sampa.

Minha pretensão é fazer em + - 1 semana. Nao vamos levar GPS. Só uma bussola e uma carta topografica. As pessoas com quem tive contato sobre essa trilha me disseram p/ ir perguntando p/ os caiçaras, e é o q pretendo fazer.

A trilha do Pico de Sao Sebastião eu já fiz e achei bem facil. É bem demarcada e de facil navegaçao.

 

É isso.

 

Abcs.

 

Augusto

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Olá, Augusto eu fui para o Bonete de canoa, foi a maior aventura pois peguei o mar de resseca mais ou menos 3 metros de onda nunca passei por nada igual mas como não consegui fz. a trilha p/ castelheanos voltei caminhando e fiz em 3 horas e meia com mochila e barraca a trilha é bem tranquila só as vezes q. escorrega muito.

 

Valeu, Monique

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E aí Monique.

Esse é o meu gde receio. Fazer numa época de chuva e nao aproveitar nada. Já passei por situaçoes assim e nao vale a pena fazer trilhas na chuva.

 

P/ quem estiver interessado, já vou adiantando algumas infos. Pretendo sair de Sampa de onibus por volta das 15:00 ou 16:00 hrs. A data ainda está pendente. Ou no final de Janeiro ou inicio de Fevereiro (pretendo fazer em 1 semana ou talvez uns 8 ou 9 dias, no máximo). Pretendo ficar a 1ª noite no camping Canto Grande, perto da Praia do Curral (se alguém souber de algum outro camping mais perto de Borrifos, agradeço), p/ no dia seguinte seguir até o Bonete. Ficar uma noite lá e depois seguir p/ Castelhanos. Acampar por lá e conhecer as praias Mansa,Vermelha e Figuera.

Depois seguir até a Praia da Serraria por trilha e lá pegar um barco até a Praia da Fome e de lá seguir em trilha até o Jabaquara. Daí p/ frente nao há mais trilha, é só estrada até chegar na balsa completando o contorno.

 

Abcs.

 

 

 

Augusto

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E aí pessoal.

Terminei o contorno de Ilhabela na Sexta-feira passada (06/02). Realizei em 7 dias.

Estou ainda elaborando um relato detalhado dessa travessia e assim que terminar vou postar aqui no Fórum.

Desde já agradeço aos colegas que me forneceram dicas valiosas. Foram varios. Elas ajudaram bastante.

 

Abcs.

 

Augusto

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E aí pessoal.

 

Finalmente saiu o relato. Está bem detalhado e seguindo a risca dá para fazer a travessia sem problemas.

 

As fotos são essas:

 

 

 

Desde já agradeço aos colegas aqui do Fórum que colaboraram com algumas dicas e infos.

Quem tiver alguma duvida é só falar.

Espero que sirva de base para futuras travessias como essa.

 

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Um mapa bem legal é esse:

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Fonte: http://michelemizi.com/

 

Quando pesquisei sobre esta travessia na Internet encontrei pouca coisa. De Castelhanos a Serraria encontrei algumas dicas e infos.

Da Praia da Serraria para frente não tinha encontrado nada. Algumas outras pessoas me deram algumas dicas do Bonete e de como chegar lá, onde ficar e o que visitar nessa praia.

Planejei fazer essa travessia em uns 8 a 10 dias. Conclui em 7 dias.

 

Seguindo pelas praias e trilhas voltadas para alto-mar, fiz essa caminhada entre os dias 29 de Janeiro até o dia 06 de Fevereiro de 2004, iniciando a caminhada em Borrifos (parte sul da Ilha e terminando na Praia do Sino, tendo como participantes até um certo trecho a Marcia e o Jorge Soto.

 

Como iria fazer essa trilha sem a ajuda de ninguém que tivesse feito essa caminhada, resolvi pesquisar sobre esta travessia na Internet, mas encontrei pouca coisa. Encontrei algumas pessoas me deram algumas dicas da Praia do Bonete e de como chegar lá, onde ficar e o que visitar nessa praia. Da Praia do Bonete até Castelhanos me disseram que havia uma trilha, mas isso eu iria conferir somente lá.

Saindo de Castelhanos e seguindo até a Praia da Serraria encontrei algumas dicas e me disseram que havia uma outra trilha. O problema era da Praia de Serraria para frente, pois não tinha encontrado nada e se existisse mesmo uma trilha, com certeza o mato estava tomando conta. A única maneira era perguntando para os moradores das praias.

Como estava de férias em todo o mês de Janeiro, planejei fazer toda essa caminhada em uns 8 a 10 dias e no final completei em 8 dias, mas dei muita sorte.

 

O relato abaixo dividi pelos dias que estava caminhando para facilitar a leitura.

Iniciei com a Marcia e o Jorge Soto a caminhada no dia 29/Jan em Borrifos e terminei sozinho na Praia do Sino no dia 06/Fev, onde peguei um circular até a balsa e de lá segui para a Rodoviária de São Sebastião onde embarquei de volta para SP.

 

# 1º dia

No dia 29/01 (Quinta-feira) saímos eu, o Jorge e a Márcia de ônibus de São Paulo em direção à Ilhabela no início da tarde, chegando lá no final da tarde.

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Assim que atravessamos o canal de balsa, nos dirigimos para um ponto de ônibus ao lado e ficamos aguardando o circular Borrifos.

O lugar é o último acesso asfaltado até o sul da ilha e chegamos lá já quase anoitecendo.

 

Depois de descermos do circular ainda caminhamos quase 30 minutos por uma estrada de terra até o início da trilha, em um local conhecido como Sepituba. Passamos ao lado de um enorme estacionamento que é muito usado por pessoas que vão até o Bonete na caminhada ou alugando um barco próximo.

A partir daqui já começava a escurecer e nossa pretensão era acamparmos próximo da Cachoeira da Lage, ainda a 40 minutos de caminhada. A trilha está muito esburacada e com o mato em certos trechos, mas bem demarcada e de fácil visualização, tanto que caminhamos por ela até chegarmos à cachoeira durante a noite sem problemas nenhum de navegação.

Cerca de 100 mts antes da Cachoeira, ao lado de uma bifurcação para a direita encontramos uma parte plana da trilha e resolvemos montar nossas barracas por aqui.

Era por volta das 18h30min e depois de um jantar caímos no sono rapidamente. A noite foi tranquila e um pouco quente.

 

# 2º dia

Na manhã seguinte (30/01), antes de sairmos das barracas, conseguimos ouvir pessoas passando em direção ao Bonete.

Era a hora de desmontar as barracas e depois de um rápido café da manhã continuamos a caminhar pela trilha já por volta das 09:00 hrs.

Atravessamos o rio onde existe a cachoeira e aqui não tem jeito: tivemos que molhar os pés.

 

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A Cachoeira fica junto da trilha e seu acesso é fácil. É só descer um pouco.

Aqui paramos paramos por um tempo na Cachoeira da Lage (além da cachoeira, existe um belo tobogã com um pequeno poço por ali). Ficamos um bom tempo aqui aproveitando a cachoeira e o tobogã.

Retornamos para a trilha por volta das 11:00 hrs em direção ao Bonete.

 

A trilha é bem demarcada e fomos seguindo pela antiga estrada sem maiores dificuldades e cerca de 1 hora depois chegamos no rio da Cachoeira do Areado, que está localizada um pouco acima.

 

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Aqui é necessário cruzá-lo com água um pouco acima dos joelhos. Uns 10 mts antes de se chegar no rio dessa cachoeira existe uma trilha à direita que leva a uma pequena praia, onde encontramos vários surfistas pegando onda.

Tirando os surfistas, que pegavam onda, a praia estava totalmente deserta, tendo encontrado somente um cachorro se divertindo na pequena faixa de areia. Não é uma praia que eu recomendaria, já que a pequena faixa de areia é repletas de pedras e sem nenhuma sombra.

 

Voltamos para trilha e fomos conhecer a cachoeira, acessível depois de subir algumas pedras, mas é um lugar meio perigoso, por isso desistimos.

Daqui em diante a caminhada foi um pouco hard, pois existe uma subida bem íngreme à frente. De repente a trilha se estabiliza e aí já dava para ver a enseada onde fica a Praia do Bonete, com sua imensa areia branca.

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Ainda pegamos um pequeno trecho de descida e ao passarmos por alguns coqueiros próximos da trilha, não resistimos.

Para hidratação a água de coco não tem para ninguém. Mais alguns minutos e chegamos no Bonete pouco depois das 14:00 hrs.

 

Aqui tínhamos a informação que existiam 2 campings: o Guarapuvu e o da Vargem.

Os dois se localizam bem próximos um do outro (perto da Igrejinha), só que um deles chega a cobrar o dobro do valor do outro e resolvemos ficar no da Vargem. A praia é belíssima e com água transparente, mas um grande problema: borrachudo adoidado. Eles nos iriam acompanhar durante toda essa caminhada e em todas as praias que passamos, eles estavam lá.

 

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O camping da Vargem dispunha de energia elétrica, mas os chuveiros eram frios. Depois de um breve passeio pelas areias da praia, tivemos que voltar rapidinho para o camping, senão iríamos virar refeição dos borrachudos.

Já dentro da barraca nem arriscamos a conhecer algumas piscinas naturais de rios que ficam próximo dali. Resolvemos fazer nosso jantar e dormimos cedo, porque no dia seguinte tínhamos uma longa caminhada de uns 20 Km até a Praia de Castelhanos, seguindo um percurso que não tínhamos a mínima ideia de como era.

 

 

# 3º dia

Acordamos um pouco tarde e depois de um breve café da manhã e com barracas desmontadas, voltamos a caminhar por volta das 09:00 hrs do dia 31/01.

Assim que saímos em direção à Praia das Enchovas (próxima praia) tivemos uma certa dificuldade para encontrar a trilha e com isso tivemos de voltar ao camping para perguntar sobre a trilha e os moradores nos ajudaram.

 

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A direção para a Praia das Enchovas sai quase em frente ao Camping da Vargem, no sentido contrário ao da praia e devendo caminhar até passar uma ponte de madeira sobre um rio e depois virar à esquerda mantendo-se ao lado dele até encontrar uma trilha que sobe o morro à direita. Aparecem algumas bifurcações na trilha, mas é só se manter na principal, que não tem erro.

Bem demarcada, a trilha vai subindo e passa ao lado de uma enorme plantação de coco verde, tendo todo o visual da Praia do Bonete à direita.

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Depois de cruzar um pequeno morro e com pouco menos de 1 hora de caminhada, chegamos na Praia das Enchovas.

A praia não chega a ser totalmente deserta, mas vale uma visita se você estiver hospedado na Praia do Bonete.

Ao longo da praia existem alguns recifes naturais e pelo que a gente soube somente 2 famílias moram ali.

Aqui perguntamos a um dos moradores sobre a continuação da trilha para Castelhanos e ele nos indicou que era só atravessarmos o rio e seguir em frente por uma trilha rente ao costão.

 

Pulando algumas pedras no meio do rio, foi fácil chegar do outro lado e daqui para frente a trilha era bem demarcada com pequeno trecho de sobe morro/desce morro, mas sempre com o costão próximo.

Até a Praia de Indaiaúba (ou Indaiatuba para alguns) foram cerca de 1 hora de caminhada desde a Praia das Enchovas e antes de se chegar nessa praia, a trilha se transforma literalmente em uma estrada de paralelepípedos, já que estamos na propriedade do Sr. Olacyr de Moraes, ex-rei da soja no país.

A estrada é repleta de luminárias e muitas plantas ao longo dela e depois de uns 15 minutos chegamos a uma bifurcação para a direita que vai dar em um heliporto e um belo mirante da praia.

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Continuando pela estrada já dava para notar a sofisticação do lugar: nome popular e científico das plantas que estavam ao longo da estrada, postes de luz elétrica; como dizia um certo antigo apresentador de TV – “Um luuuuxo”.

Como não sabíamos onde a trilha para Castelhanos continuava, resolvemos passar a praia de uma ponta a outra, mas antes de chegar na metade da praia um dos funcionários que participava da construção de mais um dos vários chalés de frente para a praia veio nos interpelar, dizendo que o “homem” estava ali e não era permitido passar por lá.

 

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Era como se fossem donos da praia. Falamos que só queríamos pegar a trilha para Castelhanos e a pessoa nos indicou a trilha correta e com isso tivemos que retornar um pouco.

A continuação da trilha é a seguinte: se estiver vindo de Enchovas, poucos metros antes de se chegar na areia da praia há uma bifurcação à esquerda que vai sair em um aqueduto de concreto. Vá subindo por ele até onde fica a captação da água. Lá haverá uma pequena barragem e uma trilha bem à esquerda, mas a trilha correta não é essa e sim a que está em frente, pulando o pequeno riacho. Existe até uma placa indicando CASTELOS.

Seguindo a trilha, em poucos metros se chega a um enorme bambuzal (serve como referência) e uma bifurcação, onde seguimos para a esquerda. A direção aqui é norte e pau na máquina porque a subida é bem íngreme com uma bela visão da praia de Indaiaúba lá embaixo.

 

Terminando o trecho de subida, a trilha entra em mata fechada e segue assim até a Praia Vermelha com maior parte do trecho no plano por umas 5 horas desde Indaiaúba. Água não é problema, pois cruzamos com alguns riachos e nascentes e algumas bifurcações que devem ser de caçadores, mas usando o bom senso de navegação, não haverá problemas, pois a trilha é quase sempre na direção nordeste e às vezes para o norte. A altitude máxima nessa parte da travessia está na faixa de 350 mts. O final da trilha, já próxima da Praia Vermelha é uma descida bem íngreme, já saindo da mata fechada e entrando em uma área de vegetação baixa, onde já se consegue ver a praia.

Antes de se chegar na areia, a trilha atravessa um pequeno rio e uma placa indicando Castelhanos para um caminho contrário ao da praia, dando a entender que trilheiros não são bem vindos na Praia Vermelha. Ignoramos a placa e seguimos rumo a praia onde chegamos pouco depois das 16:00 hrs, mas logo percebemos que não éramos bem vindos mesmo, pois nos indicaram para irmos em direção à Praia da Figueira, se quiséssemos acampar por lá. O problema é que essa praia se localiza na direção contrária a de Castelhanos. Descobrimos posteriormente que o dono da empresa Hang-Loose (roupas esportivas) possuí uma enorme mansão na praia e estaria querendo fazer o que Olacyr de Moraes fez na Praia de Indaiaúba.

 

A praia em si não é bonita, pois é de tombo e com muito borrachudo e para não criarmos problemas, resolvemos não acampar na areia e sim ao lado daquela placa indicativa por onde tínhamos passado, ao lado de um poção, bem longe da praia. Já com as barracas montadas encontramos também inúmeros pés de jaca e coco verde e não pensamos 2x. O difícil foi derrubar os cocos, pois estavam em árvores bem altas, mas as jacas estavam fáceis. A água de coco e a jaca fez a gente perder quase toda a fome, mas ainda sobrou espaço para um pouco de macarrão, que fizemos dentro da barraca, porque fora dela os borrachudos estavam nos atacando.

Depois de um banho tomado no poção, fomos dormir tranquilamente sem ninguém para incomodar.

 

# 4º dia

Nesse dia (01/Fev) seguiríamos pelo trecho mais tranquilo dessa caminhada; até a Praia de Castelhanos. Depois de desmontar as barracas, tínhamos que seguir para a próxima praia: a Mansa e haviam 2 caminhos a tomar: um deles seguindo a indicação das placas, evitando com isso a areia da praia e o outro passando pela praia.

Os dois são muito fáceis de encontrar e para evitar os borrachudos, seguimos na trilha que segue longe da praia. Depois de um pequeno trecho de subida chegamos em uma cerca de arame e seguimos em direção ao costão até interceptar a trilha que vem da Praia Vermelha.

 

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Chegamos na Praia Mansa depois de uns 20 minutos de caminhada e aqui paramos para alguns clics.

A praia é dividida por recifes, sendo que de um lado está a areia e do outro, enormes pedras, porém a areia é muito suja e com vários barcos.

 

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A partir daqui, a trilha se assemelha mais a uma antiga estrada, de tão aberta que está e até a Praia de Castelhanos foram mais uns 30 minutos de caminhada.

Ao chegar na praia, já fomos perguntar em um pequeno bar onde poderíamos acampar e nos indicaram o camping que funciona ao lado do bar mesmo.

 

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O lugar é enorme, sombreado e fica junto da praia e depois de montarmos nossas barracas, seguimos para a Cachoeira dos Gatos, cujo acesso fica no outro extremo da praia.

Até aí já eram pouco mais de 15:00 hrs e como era um Domingo, a praia estava repleta de picapes de agências de ecoturismo e alguns aventureiros e várias motos.

Carros pequenos nem pensar, pois a estrada que chega até aqui é muito ruim. A trilha até a Cachoeira dos Gatos é bem demarcada e leva em média uns 20 minutos desde a praia.

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Na dúvida é só perguntar aos moradores.

Ao cruzarmos com algumas pessoas que estavam voltando da cachoeira, elas nos alertaram que tinham encontrado uma cobra jararaca próxima da trilha e mais alguns metros à frente nos deparamos com ela e desviamos.

Depois de alguns trechos pelas pedras chegamos na Cachoeira, que possui uns 70 mts de altura e na base dela existe um poço onde dá para mergulhar.

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Ficamos aqui por um certo tempo e outras pessoas nos alertaram que próximo de algumas pedras onde estávamos, havia uma outra cobra e lá fomos nós conferir.

Essa também era uma jararaca e bem maior, por isso muito cuidado nessa trilha.

Na volta para o camping paramos em um dos inúmeros bares de frente para a praia e o nosso jantar foi um PF de peixe.

Várias agencias já estavam arrumando suas coisas nas picapes para retornar ao centro de Ilhabela.

 

 

# 5º dia

Nesse dia, que era uma Segunda-feira - 02/Fev, a Márcia tinha que retornar a SP devidos a alguns compromissos. Ela deu sorte porque conseguiu uma carona até a balsa e lá fomos eu e o Jorge em direção à Praia da Serraria.

A trilha até lá se inicia um pouco depois da entrada da Cachoeira dos Gatos, ao lado de um pequeno bar.

Passamos por um portão de ferro, subimos uma pequena ladeira e nas casas perguntamos sobre a trilha. As dicas foram um pouco confusas e aí não teve jeito.

Se perdemos nas várias trilhas que existem por ali. Depois de cruzar um pequeno rio seguimos por uma trilha que nos levou até a Praia dos Gatos, onde haviam algumas pessoas tomando Sol, mas logo tivemos que retornar, porque saindo da praia não existia trilha nenhuma.

Resolvemos sair da praia e subir por uma pequena escada de madeira até uma casa isolada e de frente para praia e como não encontramos ninguém na residencia, saímos da propriedade, seguindo na direção da Praia de Castelhanos até encontrarmos outro vestígio de trilha que iria contornar a propriedade pela parte de cima.

Novamente a dúvida e o que fazer. Eu era a favor que continuássemos por esse vestígio de trilha e o Jorge não, então daqui para frente fui obrigado a seguir na trilha sozinho e o Jorge retornou para tentar achar uma outra trilha, que eu não concordava, já que estávamos perdendo tempo precioso. Até aí já eram quase 11:00 hrs e poderíamos ter problema para chegar na próxima praia.

A trilha que eu segui é a seguinte; assim que passar as casas e se iniciar a trilha haverá a primeira bifurcação com a placa indicativa de “Praia” (Praia dos Gatos) para o lado direito. Não vá para esse lado. Siga para a esquerda e assim que chegar no rio haverá uma placa de Propriedade Particular de um senhor de sobrenome alemão (foi a única coisa que me lembro) do outro lado do rio.

Atravessando o rio é só seguir na trilha que vai subindo e se afastando dele. Logo cruzará com outra trilha, que vem da residência do alemão. A trilha é um pouco fechada, mas não se preocupe, pois logo ela chegará ao limite da propriedade e daí por diante não tem mais como errar. O limite da propriedade possui uma área de desmatamento bem grande e com estacas amarelas. A partir desse ponto eu estava contornando a propriedade pela esquerda. Depois de uns 15 minutos de caminhada a trilha começa a seguir em direção ao costão.

 

Outra opção é passar por dentro da propriedade e ao lado da casa (aí eu não saberia dizer se deixariam passar), mas se você estiver vindo pela trilha que contorna a propriedade, procure ficar atento porque antes de se chegar no costão, haverá uma bifurcação para a esquerda, na direção que eu pretendia caminhar. Ela se inicia ao lado de uma árvore bem grande com uma extensa raiz aflorando ao solo, uns 3 minutos depois de um pequeno riachinho e uns 5 minutos antes de se chegar ao costão. Entrando nessa trilha, à esquerda, ela sempre segue rente ao costão, às vezes se afastando dele. De vez em quando a trilha toma a direção contrária ao do costão, mas não se preocupe, ela volta.

 

A trilha passa por alguns riachos e aflorações rochosas que lembram pequenas grutas, mas não havendo bifurcações até a próxima praia.

Depois de umas 2 horas de caminhada a trilha vai cruzar 2 rios, muito próximos um do outro.

Pegue água aqui porque nas próximas 2 ou 3 horas não haverá mais.

Logo depois de atravessar os 2 rios, haverá uma subida bem íngreme por uma vegetação bem baixa, sendo que desse ponto já dá para ver as Praias do Castelhanos e a dos Gatos, logo atrás.

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Aproveite porque logo a trilha entra novamente em mata fechada e logo vai terminar em uma outra, bem mais demarcada, que à direita leva para a Praia do Eustáquio e para a esquerda à Praia das Guanxumas.

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Nem fui para a Praia do Eustáquio e segui na trilha da esquerda para a Praia das Guanxumas, onde encontrei umas 3 ou 4 famílias de caiçaras.

Cheguei aqui por volta das 16:00 hrs, totalizando pouco mais de 5 horas desde Castelhanos entre achados e perdidos na trilha.

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Conversando com um morador ele me disse que a próxima praia era deserta (Praia da Caveira) e água potável à vontade, coisa que era escassa na praia que eu estava e depois de alguns clics da praia e quase ser atacado por um pulguento raivoso, retornei para a trilha em direção à Praia da Caveira.

A trilha foi fácil de encontrar e depois de uns 10 minutos encontrei uma cobra caninana de quase 1,5 mt parada no meio da trilha (ela é negra e com várias manchas em amarelo bem vivo) . Na hora pensei que fosse alguma cobra peçonhenta e morri de medo, mas fui saber que era a caninana e que não era peçonhenta quando cheguei na Praia da Serraria, já no dia seguinte. Isso me fez redobrar a atenção daqui para frente, já que era a terceira cobra encontrada.

 

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Depois de uns 20 minutos desde a Praia das Guanxumas, cheguei na Praia da Caveira. Deserta, areia muito fofa, um pequeno rio desaguando na lateral da praia e sujeira que não acabava mais. Como era uma praia que ninguém cuidava, a maré sempre trazia sujeira, desde garrafas pets, embalagens de óleo, caixotes de madeira e até redes. Juntei tudo o que pude pegar e armei uma fogueira na areia, ao lado da barraca, que ficou queimando a noite toda.

Removi boa parte do lixo e com o calor, os borrachudos não se aproximaram da barraca, que estavam por lá aos milhares.

A praia é bem tranquila e existem inúmeras pedras submersas próximas à areia, sendo uma ótima opção de mergulho, mas que eu não aproveitei muito, já que os borrachudos não deixavam. Próximo da areia da praia encontrei vestígios de uma antiga casa, onde não sobrou nada.

 

 

# 6º dia

No manhã seguinte (Terça-feira - 03/Fev) só restavam as cinzas da imensa fogueira e desmontei a barraca rapidamente. Depois de um breve café da manhã, segui em direção à Praia da Serraria, onde cheguei depois de uns 30 minutos. A trilha em direção a Serraria é bem demarcada e sai do meio da praia e nesse trecho tomei um cuidado extremo com outras cobras pela trilha, mas encontrei nenhuma.

 

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Na Praia da Serraria existem inúmeras famílias e encontrei até uma pequena escola.

A praia é um pouco extensa e com vários barcos de pescadores junto da areia. Assim que cheguei na praia, alguns deles vieram falar comigo para saber de onde estava vindo e para onde iria (com certeza queriam oferecer o serviço de barco até a próxima praia) e conversando com eles, me disseram que não existia trilha para a próxima praia, a do Poço.

 

Tinha que ir de barco, não tinha outro jeito. Um dos pescadores, de nome Márcio se prontificou a me levar por $50,00 (valor atual de quase $100,00) . Achei um absurdo e recusei. Aí um dos moradores me disse que alguns pescadores iam diariamente até próximo da Praia do Poço para recolher a rede de pesca e dois desses pescadores eram o Sr. Genésio e o Buaiz.

Fui falar com o Buaiz e ele me indicou o irmão do Alex (outro pescador) que me levaria por $30,00 (valor atualizado de uns $50,00) e não pensei 2x e fui com ele.

 

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O barco era uma pequena canoa com um motor.

Chegamos na Praia do Poço depois de uns 40 minutos, já por volta das 10:00 hrs da manhã.

Aqui existe um enorme poção (daí o nome da praia) e um só morador (Sr. Virgílio) que mora sozinho a algumas décadas nessa praia e só tem a companhia de alguns cachorros.

Em sua propriedade ele cultiva mandioca, algumas frutas (jacas, goiabas, bananas) e bastante cana de açúcar.

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Montei a barraca ao lado do poção, quase debaixo de uma enorme rocha, tomando o cuidado com a maré. A areia da praia é bem grossa, mas é um bom lugar para tomar Sol, fora que existe o poção do lado da praia. De todas as praias por onde tinha passado essa era a melhor, sem dúvida nenhuma. Depois de curtir a pequena praia e tomar banho no poção tive a visita de um pequeno barco com turistas que não ficaram muito tempo. Assim que o Sol se pôs, fui para dentro da barraca fazer o meu jantar porque do lado de fora os borrachudos não deixavam e logo peguei no sono.

 

# 7º dia

Na manhã do dia 04/Fev saí por volta das 09:00 hrs com o Sr. Virgilio me levando até o início da trilha e me dizendo que eu chegaria na Praia do Jabaquara umas 6 horas depois (na verdade cheguei depois de 8 hrs). A trilha em direção à Praia do Jabaquara é por uma antiga estrada que era usada a cerca de 30 a 40 anos atrás, segundo me disse Sr. Virgílio. Ela se inicia nos fundos da propriedade e segue para esquerda contornando um morro e não pela direita, como deveria ser, seguindo o costão.

Seu início é pela vegetação de samambaias, dando para ver ainda vestígios da antiga estrada, por isso não tem como se perder nela. Há várias voçorocas no meio da antiga estrada e em uma delas encontrei água e me abasteci com pouco mais de 1 litro, pois até a Praia do Jabaquara não encontrei água. Tome muito cuidado com as enormes voçorocas, porque em uma delas eu me perdi e só fui encontrar o outro lado da estrada depois de mais de 1 hora.

 

Na verdade o que atrapalha mesmo é o bambuzal e o mato que, em certos trechos tomou conta da trilha totalmente, me obrigando a rastejar em vários pontos e me arranhando todo. Para quem quiser fazer essa trilha, um bom facão “a la Jason” seria muito bem vindo. Seguindo para esquerda e com pouca elevação de altitude, a trilha vai contornando um morro pela sua esquerda cruzando com uma ou outra voçoroca.

Depois de quase 3 horas de caminhada, em uma parte descampada, a trilha vira totalmente para a direita, sentido norte em um ângulo de mais de 90° (aqui pude perceber que existia uma trilha que provavelmente chegava na Praia da Serraria). Agora seguindo para o norte, é mais subida e mais bambuzal no meio da trilha. A altitude vai se elevando e chega a pouco mais de 400 mts, onde chego depois de quase 5 horas de caminhada e depois dessa altitude já não existe tanto bambuzal e aí começa a decair, estando a trilha bem mais demarcada.

 

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Logo a trilha sai da mata fechada e aí se inicia a vegetação de samambaias e de capim, existindo à frente uma bifurcação à direita para descer um morro em direção a Praia da Fome, visível lá do alto.

Seguindo em direção à Praia do Jabaquara e até o final da trilha ainda foram uns 40 minutos de caminhada, sempre descendo e sem água. A trilha termina em uma estrada de terra, pouco antes de se chegar na Praia do Jabaquara, já por volta das 17:00 hrs.

Nesse ponto já se conseguia sinal de celular e água consegui em uma casa ao lado. Como já era muito tarde e eu estava bastante cansado, resolvi montar a barraca próximo da casa. O dia seguinte ainda me reservava uma longa caminhada pela estrada de terra até o asfalto.

 

# 8º dia

Na manhã do dia 05/Fev acordei cedo e desmontada a barraca, fui seguindo por um pequeno trecho da antiga estrada até chegar no acesso à Praia do Jabaquara à direita.

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Nem segui para praia, pois já conhecia ela de uma outra oportunidade. Daqui em diante foram mais de 3 horas entre sobe morro/desce morro e vários riachos cruzando a estrada de terra.

Ao chegar no asfalto encontrei um ponto de ônibus onde fiquei aguardando por um certo tempo e logo ele chegou. Como não estava afim de voltar para Sampa naquele dia, desci do ônibus na Praia do Sino e segui para um camping estruturado (Camping Pedras do Sino) que fica a alguns metros antes de chegar na Praia. Encontrei o lugar vazio, mas os borrachudos também estavam presentes, por isso fui dormir cedo nesse dia.

 

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Na manhã seguinte (06/Fev) sai cedo do camping e peguei o circular para a balsa junto a Praia do Sino e depois embarcando em um ônibus direto para SP pouco antes das 12:00 hrs.

 

 

É isso pessoal.

 

 

 

Abcs.

  • Gostei! 1

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Parabéns! Parabéns!

Gostei muito do seu relato. Vou guardar e me programar pra fazer tbm!

Abraço,

 

Carolina

> Enjoy your life!

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      Passo 1: Para chegar lá, basta colocar Piscinas Naturais Ilhabela no google! A entrada fica ao lado desse caminho que aparece (marquei com a seta)! Há estacionamento ao lado por R$10,00 e o ônibus que sai do terminal com destino à Borrifos passa por esse caminho! 

       
      Passo 2: Essa é a entrada da trilha, não tem sinalização! Mas é só abrir o portão e entrar. A trilha é bem fácil, dura uns 5 minutos e o caminho é reto. Você vai sair em um condomínio, continue descendo reto e verá o início de mais uma trilha ao final do caminho... Essa trilha também é bem curta e reta! 

       
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    • Por Vgn Vagner
      Eu cheguei a ser inocente quando pensei que todo o meu roteiro seria cumprido a risca do jeitinho que eu o planejei. Muito pelo contrário, foi desde o início uma surpresa.
      "Eu consegui" recrutar duas pessoas para me acompanhar nessa aventura (uma novata e uma experiente), mas como na hora de por o pé na estrada as coisas mudam de maneira quase prevista. Ninguém foi. Mas uma delas me falou sobre um amigo que desceria pra Ilha e precisaria de uma carona. O destino da minha viagem já começou a mudar por aí. Combinamos por telefone o lugar e horário para encontro, ele levou uma amiga e seguimos tranquilos até o pé da serra de Caraguatatuba.
      Ainda na rodovia, em trecho de serra recebi uma ligação da Gerente da loja na qual trabalho, a pedido do patrão, pra que eu voltasse adiantado das férias para atender as novas mudanças que estavam fazendo na loja. Se eu voltasse, esse relato não teria nem início hehehe.
      A minha intenção era ficar no lado sul da ilha, mais especificamente no Camping do Veloso (o menor preço Q achei) na praia do mesmo nome. Atravessando a balsa o Cadu me disse: Você tem que conhecer a Nadya, ela oferece o quintal como Camping e também tem quartos para hospedagem. De repente ela te faz um bom preço e você fica por lá mesmo.
      Fiquei surpreso quando fomos recepcionados por uma senhora com dread Looks abrindo o portão pra nós receber. Entrando na casa, vi que se tratava de uma residência multicultural (Ateliê 13 luas), onde ela faz mosaicos com cacos de azulejos, lembrancinhas com papel marchê, dá aulas de capoeira e ainda têm, cuida e ensina a montar hortas orgânicas. Há trabalhos artísticos por toda a casa. E foram tantos trabalhos assim e cinco minutinhos de conversa tomando um cafezinho que decidi ficar acampado lá, Ja que puder usar a cozinha dela pra fazer os rangos (isso economiza muito).
      Cheguei na ilha depois de um fim de semana chuvoso, bem chuvoso mesmo. As águas caíram fortes nas montanhas trazendo várias trombas d'água pelas cachoeiras, vários bairros com casas e pousadas alagadas. Eu ainda peguei um resquício dessa chuva na segunda feira, isso fez com que meu primeiro dia fosse um pouco menos proveitoso daquilo que eu imaginava. Mas foi ótimo.
      Depois de montar acampamento e alimentar a alma ao som de Ponto de Equilíbrio, tive um longo tempo de conversa com a Nadya, pra depois que a chuva parasse eu poder ir fazer meus roteiros. Só que antes algo me chamou a atenção sobre a mesa, era um livrinho de orações da SEICHO-NO-IE aberto na pág.17. Curioso como sou, resolvi ler e achei o trecho bem a ver com o que eu estava por viver ali.
       
       
      "Eu não temo, pois sei que Deus é tudo, que nada existe além de Deus. Deus é Bem; portanto, o mal não existe. Deus me protege; Ele me nutre e me acolhe em Seus braços; Ele me ama. Por isso, nenhum mal me sucede, nem praga alguma chega à minha casa. Aonde eu vou, Deus zela por mim, enviando seus anjos para me proteger. Sou livre, pois despertei para a verdade. Sigo pelos caminhos da vida em companhia de Deus. Vejo somente o bem e a Verdade. Deus é tudo. O dia todo, ouço dentro de mim a vigorosa afirmação: Jamais penso em doença ou carência. Penso exclusivamente na verdade, no amor e na Vida. Tudo pertence a Deus. Sou filho de Deus. E tudo que é do pai é do filho também. Somente a força de Deus é força verdadeira. Tudo que Deus possui pertence também a mim. Por que recebo tudo de Deus, sou completo. Agradeço a Deus-pai, com toda sinceridade".
       
       

       
      Fui para o lado sul da ilha ver como estava a situação do Camping e vi que a melhor coisa foi ter ficado no bairro do Perequê. O acesso com o carro estava muito ruim, é uma subidinha de terra entre pedras e cascalhos. Eu judiaria do meu guerreiro toda vez que fosse sair pra algum lugar. Por isso, fui obrigado a deixar o carro numa rua pavimentada e seguir até o início da trilha (que é dentro do Camping). As infos da placa diz nível médio / 2h (ida/volta). Mas eu já fiz essa trilha duas vezes, e não durou mais dos que 1h (ida/volta).
      Pois bem, depois da Cach do Veloso_60 mts de queda d'água, no caminho de volta já entrei no sentido da Cach dos três tombos. Trilha fácil, de uns 250 mts de extensão que pode ser vencido fácil fácil por quem não gosta de longas caminhadas. A primeira queda d'água tem uma piscina natural bem agradável para banho, a segunda queda tem seus 2,5 mts e não tem piscina e a terceira queda tem sua aproximados 6 mts de altura (também sem piscina). Quando eu estava pra entrar no carro, abriu um sol forte do nada, então não tinha como eu sair dali sem um bom banho pra eliminar o cansaço do dia.
       
       
       
       
       
       
      2° dia
       
      Sai do Camping na intensão de ir até Castellanos com o meu carro mesmo já que me informaram que veículos baixos também estão tendo permissão para pegar a estrada, mas devido a chuva da madrugada somente os 4x4 estavam passando. Então pra não perder viagem, decidi fazer a trilha da Água branca que começa ali na entrada do Pq Estadual de Ilhabela. A trilha oferece 5 poços grandes para banho em um percurso de 2 km's e pode ter a volta pela mesma trilha ou pela estrada, que tem 3 km's para retornar. Pena que começou a chover na metade do caminho, dificultando uns bons "clicks".
      Depois de uma caminhada tranquila eu segui de volta com o carro bem devagar procurando entradas na mata, e não é que achei!? rsrsrs uns 200 mts depois da guarita, na esquerda escutei barulho de água caindo. Parei, desci e rapidinho cheguei na Cach da Barragem, administrada pela Sabesp. Para banho estava perigoso, então só admirei e bati umas fotos. Na volta procurei pelo Pq Min das Cachoeiras para visitar a Cachoeira do Bananal, aquela que se vê da Balsa, mas que não verdade se chama Cach da Água Branca, ela é linda, mas não é permitido banhar-se nela, pois não tem piscina natural, só rochas escorregadias. Ali está a antiga usina que captava a água da cachoeira através de cinco motores movidos a diesel para gerar energia elétrica para os moradores da ilha.
       
       

       
       
      Meio sem ter o que fazer, depois do almoço fui até a Praia do Jabaquara, no extremo norte, segui por 10 km de asfalto e 8 km de estrada de terra pra chegar numa visão fantástica que se tem do alto ante de pisar na areia e ser atacado pelos devoradores voadores (único lugar que os vi). Na volta parei na praia de Pacuiba pra uma breve visitação e acabei atolando o carro num tipo de areia movediça, às 17:30h, sozinho num lugar onde não passava quase ninguém e sem sinal de celular. Pensei: TÔ FUDIDO! daqui a pouco escurece e quero ver como vou sair dessa.
       
      Um cara parou mas nem se moveu pra ajudar. Disse que tentaria ajuda mais a frente;
      Um outro filho de Deus surgiu de uma chácara e tentou tirar no braço mesmo. Não conseguimos;
      Um caminhão parou e me rebocaria depois que pegasse uma mercadoria num condomínio mais a frente. Nesse meio tempo apareceu um caminhão da prefeitura que coleta lixo, e na solidariedade tirou meu" parceiro" do buraco.
       
      Depois do SOCORRO fui conhecer a praia, pois eu não poderia sair dessa sem conhecê-la, e ali era só ela e eu. Minutos depois eu já estava voltando e parando em varias orlas pra banhos e fotos (Pacuiba, Pedra do Sino, Itaquanduba, Viana e Perequê). O planos era dormir cedo e descansar bem pra mais uma tentativa de ir ate CASTELLANOS.
       

       
       
       
      3° dia (eu nem imaginaria)
       
      Era o dia de mais uma tentativa de eu ir a Castellanos, mas no início da madrugada caiu um temporal, e às 5h da manhã quando acordei a chuva voltou a cair. Pensei então, vou pelo menos até a Cach da lage (sentido Bonete) .
      Separei algumas coisa pra comer e beber, e fiquei deitado no atelier esperando o tempo melhorar, isso só aconteceu bem depois das 10h.
      Foram 20 km até a Ponta de Sepituba, e quando parei pra conversar com o Sr. Zé (do estacionamento) , caiu mais uma chuva pra me fazer crer que não era pra eu fazer nenhuma dessas duas trilhas nesse dia.
      Na volta, avistei uma mulher aparentando seus 50 anos, caminhando sob a chuva e sozinha na estrada. Parei, ofereci carona e ela aceitou (5 min depois parou de chover rsrsrs). Seguimos papeando, jogando conversa fora, ela é disse que tem uma filha que tem um quiosque em Castellanos, coisa e tal. A deixei num ponto de ônibus bem próximo de onde ela queria ir, e fui a Praia Grande passar um pouco o tempo, tomar banho de mar pra aproveitar o dia. Horas depois eu estava procurando mais uma Cach pra tomar aquele banho gelado hehe. Passei no Poço da pedra e também na Cach da Pedra lisa. Meio chateado por não estar conseguindo fazer as principais caminhadas que planejei, voltei pro ateliê pra almoçar e dar risada com os residentes. Não estava mais fim de sair.
      No comecinho da noite recebi uma ligação de um brother meu que mora em Caraguatatuba e que a anos atrás trabalhamos juntos. Marcamos de tomar alguma coisa (desculpas pra nos vermos), e nos divertimos bastante. Mas retornei cedo, pois no dia seguinte tentaria novamente ir ao encontro do meu objetivo...hehehe (persistente né? )
       

       
       
      4° dia (Deus na ajuda)
       
      Acordei determinado, recolhi minhas coisas e decidi ir até Castellanos em que fosse a pé (4h ida e 4h volta). E foi isso que fiz.
      Chegando novamente na guarita, mesmo depois de dois dias sem chuva forte não permitiram que eu passasse com meu carro, mas me deram uma dica de onde entrar na mata e cortar caminho economizando 3 km's, então peguei minha cargueira com o básico (barraca, isolante térmico, saco de dormr, água e itens de higiene) e iniciei a caminhada de inacabáveis 22 KILOMETROS / ida. Os únicos obstáculos da estrada são os km's a vencer e a subida. Procurei andar sem parar o quanto eu aguentasse e isso me rendeu 9 km's em 1:40h direto. Foi quando, depois de passarem poucas motos e Jeep's que uma caminhonete parou e me ofereceu carona, lógico que aceite rs, eu ainda estava na metade do caminho.
      Entre conversas acabei contando ao Zé que eu havia dado carona a uma senhora em certo certo lugar e que ela tem uma filha em Caste, coisa e tal. E por coincidência ou vibração divina, essa mulher é Sogra do Zé, o mesmo que estava ali me dando carona no dia seguinte.
      Com o pé na areia logo fui procurar o Camping do Léo, me instalei e dormi um soninho gostoso numa sombra de árvore. Levantei perto do meio dia e fui na busca do objetivo e real motivo dessa investida > A Cachoeira do Gato, que se esconde no cantão esquerdo da praia e é acessada por trilha de 40 minutos ida e + 40 min pra voltar. É uma trilha de fácil nível e navegação que não exige muito de quem a encara, mas quando eu estava bem perto de chegar na cachu (uns 7 min), ouvi uns roncos, tipo uns rugidos de onça, vindo de trás de uma rocha arborizada mais alta de onde eu estava "GELEI, NÃO PASSAVA NEM AGULHA". Eu tava quase pra borrar as calças. Nessa hora o suor de calor se misturou com o suor do medo, o coração batendo a mil, parei por um tempo imaginando o quê poderia aparecer e pedi proteção divina. . Segui em frente e logo me surpreendi com tamanha beleza, que, é difícil descrever, mesmo pra quem vê por fotos.
       
      obs.: não descobri o que era o ronco ou rugido. Ainda bem rsrs.
      Me senti realizado por superar o desafio e ter tomado um bom banho gelaaaaaado numa das cachoeiras que mais desejei conhecer., e ainda tendo só ela como companheira na mata. Na volta eu já estava menos apreensivo e sem adrenalina exalando do corpo do que na ida.
       


       
      Estranho entender...
       
      Por volta das 17h os Jeep's começam a deixar esse lado da ilha levando os turistas embora (a maioria gringos), e é pelo fato de ser uma vila caiçara tão pequena 'que nesse horário o cenário ganha um ar místico, parece que você é o único habitante do lugar e que forças ocultas não querem sua presença ali. Tudo muito estranho, por que eu sentia isso? Não queria passar aquela noite lá de jeito nenhum, isso fez com que eu me sentisse um invasor, um intruso. Mas se eu pegasse a estrada de volta, antes mesmo de chegar na metade a escuridão me abraçaria. Não seria nada bom.
      Na manhã seguinte acordei bem cedo, pois minha intenção era sair de lá antes do Sol começar a arder. Às 05:30 a.m. eu já comecei a arrumar minhas coisas, fiz uma pausa pra assistir um nascer do sol, lindo como a tempos eu não via, e às 06:15 a.m. eu estava andando rumo a estrada. Quando eu estava na casa dos 3 km's percorridos, escutei ao longe o barulho de um motor (parecia Jeep), mas eu nem imaginava que ganharia uma carona tão cedo e logo no primeiro veículo que passasse, mas ganhei rsrs, e na conversa amistosa que é sempre bem vinda, o cara que meu deu essa carona (o Alemão), é irmão do Zé que me deu carona um dia antes. Eita como Deus é maravilhoso, colocou tudo entre família.
       
       
       
      Depois de uma hora e vinte de estrada de terra, lá estava eu na guarita respondendo as perguntas sobre a via e de como fora minha aventura.
      Na volta ao camping conheci pessoalmente Alexandra, uma integrante do grupo que inicialmente viajaria comigo para trilhar, mas não tinha dado certo, então veio depois. Tomamos um bom café da manhã juntos, conversamos bastante, e depois das afinidades expostas partimos. No meio do caminho uma senhorinha discretamente fez sinal de carona e eu parei, quando ela desceu fomos para o lado sul da ilha tomar um banho na cachoeira da Lage. Foi lá que minha máquina fotográfica decidiu dar um mergulho também rsrsrs.
      Quando chegamos no Ateliê tinha um novo hóspede (Rincon), que logo se enturmou fácil. Na noite do mesmo dia reunimos todos os envolvidos da semana pra bater papo, foi quando o Cadú fez o convite de irmos ao veleiro dele na manhã seguinte. Foi tudo muito engraçado, uma nova e ótima experiência remar um bote a distância pra chegar onde a embarcação estava ancorada.
      Finalizamos com um bom almoço, e perto das quinze eu já estava atravessando o canal de São Sebá voltando pra casa.
       
      Fim.
       
       
      Dicas:
      Lugares para almoçar é jantar > Pimenta de Cheiro, Bahia e Pomar. Todos com excelentes refeições entre R$13,90 à R$21,90. Onde? na avenida principal no sentido norte da ilha;
      A balsa tem preços diferentes entre os dias de semana (ida R$14,10) e final de semana (ida R$21,20). Na volta é sempre cobrado uma taxa de preservação ambiental > R$6,20;
      Se for até Castellanos vá um pouco preparado, pois só se acha algum lugar pra comer no horário do almoço, e é caro (na casa dos R$30,00). De dia e a noite é tudo fechado;
      No Camping do Léo você tem duas opções: levar sua barraca e pagar $10,00 a diária ou alugar uma barraca dele e pagar $15,00 na diária;
      Contato do Camping do Sítio: (12) 3894-1677. Atualmente a diária está R$25,00 possui cozinha comunitária e banheiros para os dois sexos;
      O Ateliê 13 luas (casa da Nadya) , onde campeia é muito bem localizado. Não vou deixei o fone dela aqui pois ser um contato pessoal mas caso alguém queira é só me pedir em mensagem privada;
       
      Espero ter ajudado. Abraços.
    • Por Gabs Palhares
      Olá mochileiros!
      Essa é a primeira vez que eu escrevo aqui, ainda não entendi muito bem como funciona, mas achei muito legal a ideia do site e acho que deveria compartilhar com vocês a minha experiência desse último fim de semana (28/07/18) em Ilhabela.
      Eu e o Lucas resolvemos fazer a trilha que eu sempre sonhei até a praia de Bonete em Ilhabela, considerada uma das praias mais bonitas do Brasil. Pelo que eu tinha lido na internet não era uma trilha muito fácil de ser feita, então combinamos que teríamos um mês para nos preparar para andar com nossos mochilões com os utensílios necessários para acamparmos em um camping na praia. Ou seja, teríamos que aguentar 15km com bastante coisa nas costas. Foi a melhor decisão que tomamos, porque realmente seria difícil fazê-la totalmente sedentária.
      Enfim, vamos ao que realmente importa!
      Partimos de São José dos Campos às 4h30 da manhã com destino a balsa pela Tamoios. Estava bem vazia, então foi tranquilo chegar em São Sebastião. Demoramos algo em torno de 2h20 para chegar e mais 30 min para realmente iniciar a travessia da balsa. O preço para fazer a travessia é um pouco salgado, R$28,00, mas vale muito a pena. Chegamos em Ilhabela 7h30 e seguimos rumo extremo sul da ilha, onde lemos na internet ter um estacionamento do Zé da Sepituba. Para chegar la tivemos que andar alguns metros em uma estrada de terra bem tranquila e lá pelas 8h estávamos estacionados. O pernoite custou R$30,00. Fizemos um último xixi, comemos uns pãezinhos que preparamos para o fim de semana (foram ao todo 8 sanduíches com requeijão e presunto, 10 ovos cozidos e algumas tapiocas e sardinha, que acabamos não comendo) e iniciamos a trilha 8h30.
      A trilha é muito bem demarcada e não tem dificuldade nenhuma para seguir. Seguimos em um ritmo bem tranquilo, por mais ou menos 1h, quando alcançamos a primeira cachoeira. Nesse primeiro momento o cansaço ainda é pequeno, tem algumas subidas e descidas, mas não foi suficiente para nos deixar muito cansados. Porém, foi muito gostoso parar o esforço físico para entrar nas águas gelaaaadas da primeira cachoeira: cachoeira da Laje. Tem uma ponte bem bonitinha para atravessar, que é igual nas três cachoeiras seguintes.



      Primeira cachoeira (cachoeira da Laje).
      Depois de nos refrescarmos bastante seguimos nosso caminho, chegando na segunda cachoeira (cachoeira Areado) depois de mais ou menos umas 2h. Nesse ponto já havíamos subido e descido bastante então estávamos mais cansados. Tentamos entrar nela, mas os borrachudos que até então não tinham nos atormentado tornaram impossível ficar sem calça e blusa, o pouco de tempo que fiquei de biquini para entrar na água tomei algumas picadas no tornozelo. Resolvemos ficar com a roupa mesmo e apenas molhar os pés. Seguem fotos dela.


      Segunda cachoeira (cachoeira Areado).
      Depois dessa cachoeira, andamos por mais um tempo, não sei ao certo quanto, e vimos pela primeira vez a praia ao longe. Nesse momento, tente procurar por uma trilha secundária que dá em um mirante muito bonito da praia, como na foto abaixo. Já dava para ouvir o barulho da queda da última cachoeira o que significava que realmente estávamos chegando. Tiramos algumas fotos nesse mirante (até subimos em uma das pedras!) e depois seguimos para os últimos km até a maravilhosa praia do Bonete.

      Primeira vista da praia durante a trilha.

      Mirante incrível um pouco antes da última cachoeira.
      Por fim, chegamos na última cachoeira, cachoeira Saquinho, mas estávamos tão ansiosos para chegar a praia que tiramos algumas fotos rápidas e seguimos até o destino final.

      Última cachoeira (cachoeira Saquinho).
      Chegamos na praia por volta das 14h30, totalizando 6h de trilha. Assim que chegamos já fomos direto procurar por um camping. Tinha um logo no início da praia, bem próximo da areia que a princípio gostamos muito, mas tínhamos lido bastante sobre o camping do Eugênio e resolvemos procurá-lo para decidir qual era o melhor. O camping do Eugênio era muito mais longe da praia e não encontramos ninguém para nos informar quanto ao preço , banheiro, etc, então decidimos voltar para o primeiro que tinha banho quente e um espaço bom para colocar nossa barraca, por R$30,00 cada um.
      Montamos tudo e fomos para a praia. Nesse momento tivemos o primeiro vislumbre do que são os borrachudos e o poder que eles tem para incomodar. Passe muito repelente quando for e de preferência tente comprar o da ilha que na minha opinião é o único que funciona. Fui tão picada nessa viagem que minha perna está inchada até agora e estou tendo que tomar antialérgico de 8 em 8 horas.
      Depois de nos banharmos um pouco nas águas cristalinas do mar do Bonete (um mar bastante bravo), tomamos um banho e resolvemos descansar. Dormimos até 20h30 quando sentimos muita fome e fomos no restaurante ao lado do camping. Pedimos um prato comercial de 30 reais cada um, com filé de frango, farofa, arroz, feijão e salada. Muito bem servido, geralmente não aguento comer muito, mas nesse dia a fome tava gigante e comi até o último grão de arroz que tinha no prato.
      Depois dessa refeição maravilhosa fomos passear na praia a noite, sob uma lua cheia incrivelmente bonita. A praia era praticamente nossa, foi uma sensação gostosa passear por ela. Sentamos um pouco e depois quando sentimos sono voltamos para a barraca para dormir.
      No dia seguinte tínhamos combinado de acordar cedo para ver o nascer do sol, mas como ele não nasce no mar ficamos com preguiça e fomos acordar somente 8h30. Colocamos uma roupa para fazer trilha, pegamos uma mochilinha menor com apenas água, câmera e uns pãezinhos e partimos rumo ao mirante do outro lado da praia. a trilha é um pouco difícil de achar, mas é só perguntar para os moradores que indicam para você. Tem bastante subida, depois de andar até o Bonete pode ser bastante cansativo, mas vale muito a pena. Depois de alguns km, acredito que no máximo 2, você chega ao mirante. Tem várias pedras que você pode tirar fotos, é só continuar andando. 

      Mirante da praia do Bonete.

      Vista do outro lado do mirante.
      Depois de tirarmos bastante foto resolvemos seguir a trilha que daria até a praia das Enxovas que, de acordo com a placa, ficava a 3,3km dali. Para chegar é bem fácil, apenas descida, mas para voltar pode ser bastante cansativa. A praia das Enxovas é maravilhosa também, mas sofremos um grande ataque de borrachudos quando chegamos lá. O mar possui bastante pedra, então tem que tomar cuidado para não machucar os pés.


      Praia das Enxovas.
      Depois de voltarmos para o Bonete, agendamos às 16h com um dos locais para voltarmos de barco, porque, confesso, minhas pernas já estavam muito cansadas para fazer a trilha de volta. Tomamos banho, arrumamos nossas coisas e fomos para o barco. Nesse momento foi quando mais tomei picadas em toda a viagem, por estar de shorts e não calça. Não façam isso!

      Essa última parte da viagem foi um pouco conturbada. O moço que nos levou de barco nos deixou em um lugar cheio de pedras muito escorregadias e nos pediu para seguir por uma trilha de uns 10 minutos até o estacionamento do Zé. Para mim foi muito ruim, porque escorregava muito e a minha mochila pesada me atrapalhava mais ainda, me deixando um pouco irritada. Lucas teve que me ajudar levando não só a mochila dele, mas a minha também, porque eu não conseguia subir sem escorregar. A trilha toda até o estacionamento foi assim, o que foi um pouco irritante. 17h estávamos no carro pronto para irmos comer em Ilhabela.
      Aproveitamos o fim de tarde para passear na praia do Julião e depois seguimos para a vila tomar um sorvete do Rochinha. Para completar a gordisse, passamos no restaurante "O caminho da pizza" para comer uma pizza deliciosa de massa fina na pedra.
      É isso! Foi um passeio incrível, com certeza farei de novo. Um dos lugares mais bonitos que já estive. Apenas os borrachudos poderiam ficar de fora.
      Até mais!
    • Por xxcharles
      Eaee Mochileirosss
       
      Eu não me canso de fazer relatos ruins ... ;D
       
      Já tinha feito esta trilha para o bonete, mas não com uma cargueira, alias, foi a primeira trip com cargueira q fiz ... como td marinheiro de primeira viagem, c coloca coisa demais, ela fik bem pesada, e isso te atrapalha bastante ;D
      Não organizamos muito bem o horario de partida, e academos pegando o final da trilha no escuro ;D (experiencia nova .. ate q legal ;D)
      O Bonete é uma vila de pescadores q fica atrás da ilha, para se ter acesso, somente por trilha com a sola do pé mermo, ao chegar em são sebastião, pega-se a balsa para ilhabela, e um ônibus que vai ate a entrada da trilha para o bonete, o nome do ônibus é "BORRIFOS", a trilha não tem segredo, ta mais pra uma estrada, é bem aberta e sem bifurcações, mas é uma caminhada boa, cerca de 12 a 15 km, após 01:30 de caminha (com cargueira), encontra-se a "CACHOEIRA DA LAGE"
       

      Cachoeira da Lage - Ilhabela (parte debaixo onde se escorrega)
       

      Cachoeira da Lage - Ilhabela (parte de cima pocinho legal ;] )
       
      Após passar a cachoeira da lage, avista-se facilmente a continuação da trilha, então começa uma loooongggaaaaaa caminhada ate o areiado, outro ponto de referencia que da para se refrescar, e tirar umas fotos, pois é uma belacachoeira com sua agua limpida e suas pedras claras.
       

      Cachoeira do Areiado - Ilhabela
       
      e Continua a caminhadaaaa, so q agora é pior, pois tem muitas subidas, para ter acesso ao mirante que avista-se o bonete, cerca de 1:30 de caminhada novamente.
       

      Mirante Bonete -Ilhabela
       
      Quando vc ve o mirante é uam visão surpreendente, e vc pensa UHULLL CHEGO ... mais ow menos ainda tem uma descidinha boa ;D
      existem mais uam cachoeirinha no caminho so que não tirei foto =/ ...
      iniciamos a trilha por volta das 3:00, e chegamos por volta de 8:00, foi um tempo razoavel já que paramos para tomar alguns banhos nas cachoeiras.
      procuramos o camping guapuruvu, pois ja me haviam dito que é um dos melhores de instalação , tem ate uma lanchonetizinha, mor barato as coisas, R$ 15,00 uma pizza, R$ 3,00 um hamburguer ;D ... mas nos fizemos nossa comida mesmo já que levamos muiiiiita coisa...
       

      Camping Guapuruvu - Ilhabela
       
      Dormimos pois estamos podre de cançasso, e no dia seguinte estava mor chuva =/ perdemos praticamente a manhã intera, mas eu como sou pilhado agitei par airmos fazre a trilha ate enchovas na chuva mermo ... não consigo ficar sem fazer nd ;D, praia linda cheia de borrachudos ;D
      ,
      a trilha para a praia do lado enchovas, começa logo ao lado do poço formoso q fica atrás da vila, para ter acesso a ele, pega-se a rua do lado da igreja, e vai seguindo a direção q da pra andar, ate o Mcbonete, então começa do lado uma estradinha de terra que dá ao poço formoso, atravessando este poço encontra-se a trilha para enchovas. existe um mirante lindo no caminho.
       

      Mirante sentido Bonete - Ilhabela
       

      Praia Enchovas - Ilhabela (com chuva =[ )
       
      A praia de enchovas é bem distinta, pois possui muitas pedras na sua orla (é assim que chama a parte de areia ?), mas muioto bela também, com um rio ao centro, nesta praia moram apenas 2 familias de pescadores, outra coisa boa é q tem coqueiros, ou seja tem cocos verdes , achem uma faca enferrujada no chão como nós e abra os cocos e se delicie ...
       

      Praia Enchovas - Ilhabela
       

      Praia Enchovas - Ilhabela
       
      o
      Como estavamos sendo comidos vivos pelos borrachudos, voltamos para o bonete, e aproveitamos para ficar no poço formoso (breve coloco a foto).
      voltamos para o camping, tomamos um banho, que de nada adiantou, pois fomos dar uns mergulhos na praia do bonete, e no Rio do bonete, ao lado da praia.
       

      Rio Bonete - Ilhabela
       
      Estava entardecendo, então voltamos para o camping, durmimos e decidimos ir de barco embora, pois a betinah e o jaiminho estavam muito cançados e destruidos, hora chata =[, saber que tem q ir embora =/.
       

      Hora de ir embora =[
       

      Barquinho enjuativo... (canoa)
       
      ;]
      Depois foi so alegria, de volta pra balsa, pro onibus, e tralala lalal lala ...
       
      ;]
      !! fiquem com Deus !!
       



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