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Bolívia, Chile e Peru - 30 dias inesquecíveis


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O rapaz, parabens pelo relato, sem duvida o melhor do mochileiros...

Isso vira livro se vc por força cara... eu compraria.

Ae no livro vc poe a parte censurado para vender mais. rsrsrs

 

Deixa eu te fazer uma pergunta... vc viu gente comprando passagem lá em sta cruz na hora, save dizer se foi facil para eles? pegou avião em outro parte? como foi ?

essa passagem barata que vc arrumou guarulhos - sta cruz... viu alguma promoção ou comprou sem pensar nisso ?

abraço e parabens.

 

 

Poxa cara, obrigado mesmo, minha idéia nunca foi essa, nunca pensei em livro, mas quem sabe né! hehehe valeu mesmo!!!

 

Sim eu estava com eles quando compraram, foi super tranquilo.

-Tem passagem?

-Tem

-Quanto custa?

-X

-Sai que horas?

-Tal hora

-Onde pega

- Tal lugar, asim assim e assim

- Aceita cartão?

- não, só moedas (ok ok isso é mentira hahaha)

 

se vc conseguir comprar pela BOA, embarca la no Viru Viru mesmo, mas se comprar pela TAM embarca no El Trompillo. mas fica tranquilo que lá tem ônibus pro outro aeroporto se precisar.

A passagemq ue comprei pra santa cruz não era promoção não mas acho que como disseram não era alta temporada e o preço estava menor mesmo.

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Hola chicos de Brasil!!!   Vou relatar minha experiência nesse tradicional mochilão entre Bolívia Chile e Peru que aconteceu entre os dias 01 e 30 de junho. Lembrando que o fato de ser comum

Em 2022 farei essa viagem novamente. Bolívia, Chile e Peru, 10 anos depois. Aguardem.

Olha ai Sorrent, depois de 8 anos, o relato ta bombando ainda!!!! hahahaha Melhor relato do mochileiros!!! hahaha Top

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Putz Sorrent, vc jah leu isso aki zilhões de vezes, + vai lah novamente: relato iraaadddooo, esse seu!

 

Estou com uma trip de 08 a 23/09 pra Bolívia e Peru, o roteiro é o seguinte.

 

Brasília -> Sta Cruz -> La Paz -> Copa -> Puno -> Cusco (7 dias) -> Lima -> Brasília

 

Consegui descolar 2 dias nesse roteiro (ficando apenas 5 em Cusco), sendo um no dom (16/09) e outro na seg (17/09). Já vi aqui que as agências e o comércio de Arequipa fecha no dom. Como meu roteiro tah apertado, não poderei fazer o Cannyon Del Colca e o El Misti. A dúvida é o seguinte:

 

1) Compensa passar em Arequipa ou sigo direto pra Cusco e fico esse dia lá meio que de bobeira e outro (no final da viagem) em Lima??

 

2) Se compensar, pelo fato de conhecer mais uma cidade, o que você me aconselha a fazer por lá?? Uma coisa que quero incluir é o Convento de Santa Catalina.

 

Abraço!

 

Grato pela atenção!

 

Valeuuuu!!! Fico feliz que esteja sendo útil pra galera!!!

 

 

Bom nós chegamos lá em Arequipa no domingo no final da tarde, pode ser que mais cedo você encontre agências abertas, eu acho.

Eu acho que arequipa compensa sim mesmo que seja pouco tempo, El MIsti e Canyon são os passeios mais tradicionais mas há outras opções como eu escrevi aí hoje.

Tanto cusco quanto Arequipa são ótimas cidades dá pra ficar de bobeira nas duas tranquilamente. Hoje já sabendo como funciona e estando com esse seu roteiro eu iria até Arequipa e procuraria um passeio pra fazer em 1 dia (é possivel) e em cusco faria a Salkantay já que vc tem 7 dias. São 5 dias de salkantay mais 2 dias pra passear por cusco e talvez fazer alguma outra coisa por lá. Lima eu não conheço então não posso opinar.

 

Abraço!!

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11° e 12° dias - Arequipa (El Misti)

 

Bom, depois de ficar bebendo até as 2 da manhã com o pessoal no hostel, acordei eram umas 7 horas (quando bebo muito não consigo dormir) e lembrei que em Arequipa tinha o El Misti. De início eu só sabia que ele existia e que dava pra escalar, mais NADA! Não tinha feito nenhum preparo, estava semi-bêbado, enfim..uma beleza! Acordei e nem fui tomar café, já fui direto procurar uma agência. Logo que saí do Wild Rover encontrei a agência do Ivan e perguntei sobre o passeio, contudo, tinha que fazer naquele dia, pois no próximo já iria embora para a próxima cidade (e o passeio leva 2 dias). Falei com o Ivan, ele disse que me esperaria e que o passeio sairia as 9 da manhã!

 

Voltei correndo para o hostel onde encontrei parte do pessoal tomando café da manhã e disse que estava indo escalar o vulcão! Todos olharam meio que assustados mas falaram, ok, boa sorte! (e eu iria precisar muita ehhehe).. Subi correndo pro quarto, acendi a luz na cara de todo mundo (os gringos também fazem isso e não estão nem aí, como era um caso urgente, também me dei o direito de fazer isso :D ), arrumei minhas coisas e fui falar tchau para o pessoal! Ainda aproveitei e fiz um pão com manteiga e guardei no bolso, pois não tinha tempo pra comer.. Fiz o checkout e fui até agência.

 

Chegando lá o Ivan já estava me esperando e me levou até a outra agência dele, onde estavam os demais e onde eu iria pegar alguns equipamentos. Chegando lá me disseram para pegar todas minhas coisas e guardar dentro de um saco que iria ficar lá na agência com tudo o que não iria usar.. nessa hora praticamente desmontei minha mochila inteira, TUDO que estava levando joguei dentro de um saco plastico e dei um nó.. (e o medo de deixar tudo lá??).. peguei só o necessário (2 camisetas e roupas de frio) e os equipamentos que eles me deram (barraca, manta térmica, grampos p. pés, picareta, e o Ivan ainda me emprestou uma lanterna de prender na cabeça em off, pois era particular dele e não forneciam na agência).

 

Nessa hora eu também conheci o pessoal que iria fazer o passeio comigo, Felix e sua esposa (não lembro o nome), eles eram da Alemanha, médicos que trabalhavam voluntariamente no Peru, e Cho, uma designer koreana que sonhava em ir pra Austrália arrumar um marido hehehehehe. Saímos da agência mais ou menos umas 9h da manhã, passamos num supermercado pra comprar água e comida e partimos em direção ao "pé" do El Misti.

 

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Na foto o guia arrumando nossas coisas, a korena e a mulher do Felix!

 

O "pé" do El Misti fica cerca de 30 minutos do centro do Arequipa, e pra chegar lá praticamente fizemos um rally, pois o acesso quando acaba a estrada asfaltada é bem difícil. Logo que chegamos já pude ver como minha mochila estava pesada, pois estava com a barraca que iria dividir com a Cho, já Felix e sua esposa estavam levando sua própria barraca e o nosso guia também. Começamos a caminhar por volta das 10h da manhã. O terreno em si varia muito, e vamos fazendo pequenas paradas para descansar. No começo tem uma pequena trilha plana e levemente íngreme, e aí eu já estava quase morrendo com o peso da mochila..

 

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Fizemos a primeira parada para descansar e comer alguma coisa.

 

Continuando a subir comecei a me sentir péssimo, fui o primeiro dos 4 a sentir mais cansaço, ficando pra trás do grupo em alguns pontos, isso tudo pq minha mochila estava MUITO pesada.. pois estava levando 2L de água p. guia cozinhar - todos levam - e mais a barraca que estava pesada. Conversei com o guia e decidimos que eu iria dividir o peso da barraca com a Cho, dessa forma iriamos revezar. Logo que passei a primeira vez para ela já pude sentir um alivio enorme, e aí foi ela quem começou a ficar para trás.

 

Depois de um determinado trecho, a subida começa a ficar bem mais puxada, algumas vezes temos que apoiar com as mãos nas pedras também, literalmente escalando o vulcão. Também acabei pegando um bastão de caminhada emprestado da esposa do Felix, recomendo e MUITO que vcs levem um e se possível dois, pois facilita muito a escalada. O sol também atrapalha um pouco, pois é frio e calor ao mesmo tempo.

 

Depois de algumas horas, chegamos no trecho final do primeiro dia, nessa parte o guia nos indicou onde deveriamos ir e disse que iria na frente, pois já iria preparar nossa janta (isso eram +- 4 horas da tarde :shock: ).. Nessa parte já estava muito dificil a caminhada, cerca de 4500 metros acima do nível do mar, e a subida bastante ingrime. Nessa parte também Felix e sua esposa se distanciaram de mim, e eu de Cho.. ela já estava muito cansada, e num determinado momento que parei para gravar um vídeo, pude ver que ela estava fazendo a subida CHORANDO, pois não aguentava mais (isso pq a barraca nessa hora estava comigo)..

 

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Cho fazendo a subida do El Misti com 2 bastões e chorando

 

Chegando no acampamento armei a barraca que iria dividir com a Cho e todos fomos jantar. Nessa hora me superei, pois eu odeio sopa, mas estava num estado de necessidade tão grande que acabei tomando... e ainda comi um macarrão que estava praticamente congelado, duro, pior do que a sopa, mas que naquele momento era o melhor macarrão que estava comendo em minha vida.. heheheh.. Nosso acampamento era a +- 4800m de altitude, jantamos por volta as 18:30h e já fazia um frio de quase 0° C. Depois do jantar, o guia nos informou que iriamos acordar à meia noite :shock::shock::shock: para continuar a caminhada.

 

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Até tirei foto da sopa pois comer isso foi uma façanha pra mim hehehehe

 

PS: Durante a noite vale dizer aqui que foi HORRÍVEL, pois fazia MUITO frio (com vento fora da barraca uma sensação térmica de -20°C), meus pés e mãos eu já não sentia mais, e não era só os dedos, era da canela e do pulso pra frente, meu nariz não parava de escorrer, minha boca estava destruída e meu corpo doía demais. Pra conseguir dormir tomei 1 dorflex e 1 dramim. E quando acordei pra conseguir continuar a caminhada com as dores tomei mais 2 dorflex.

 

Acordamos à meia noite, tomamos café da manhã com direito a mate de coca e partimos para continuar a caminhada (nas condições acima descritas.. ). Vale dizer que eu estava com 3 meias, 3 calças e 4 blusas (uma das blusas - um fleece - o Ivan havia me emprestado, pq achou que o que eu tinha não iria aguentar o frio), além de luvas polares. Também estava com cachecol e gorro, meu nariz e o de todo mundo não parava de escorrer, e era praticamente impossível tirar as mãos do bolso, uma beleza!

 

Partimos por volta de 1h da manhã com as devidas lanternas e equipamentos p. o gelo (grampos e picareta), além de alguns mantimentos. Nessa hora, pra melhorar minha situação, a lanterna que o Ivan havia me emprestado estava com a bateria fraca, logo eu tinha pouca visibilidade naquela escuridão. Vale dizer que, com exceção do começo do percurso do dia anterior, todo o caminho NÃO É SINALIZADO E NÃO HÁ TRILHA, logo, temos que ir seguindo o guia o tempo todo, pisando nos mesmos lugares, se vc fica pra trás já acaba mudando alguma coisa e indo pelo lado mais difícil.

 

Depois de algum tempo de caminhada eu já estava praticamente morto, não conseguia pensar em nada, só pensava VOU CONSEGUIR/NÃO VOU CONSEGUIR, repetindo umas milhões de vezes na minha cabeça. Também estava indo na frente do Felix e da sua esposa, pois nessa hora minha lanterna estava muito fraca e não conseguia ver nada, só o que eles iluminavam. Foi então que Felix anunciou que iria desistir. Ele que havia sido o melhor no primeiro dia e não tinha reclamado em nenhum momento, simplesmente disse que estava além de seu limite.. nosso guia pergunto se ele saberia voltar, ele disse que sim (tinha um sinalizador no nosso acampamento, mas que não dava pra ver de onde estávamos).

 

Passando 5 minutos, conclui que também não aguentaria mais.. perguntei quanto faltava, o guia informou que estávamos a 5400 metros, faltavam cerca de 300 até o topo e mais 3 horas de caminhada.. Resultado: desisti. Estava muito além dos meus limites, a base de analgésico, com muitas dores, sem lanterna, com o nariz ruim, passando muito muito frio, enfim, apesar de sentir um certo arrependimento, sei que naquele momento estava passando por algo que nunca imaginei passar em toda minha vida.. Logo, anunciei que estava desistindo e consegui com que Felix me ouvisse, gritei para ele me esperar pois iria descer junto com ele. O guia, a esposa de felix e a koreana, continuaram.

 

A volta em si também foi complicada, pois eu e Felix nos perdemos.. não conseguimos achar o caminho de volta e estávamos no meio de muitas pedras. Conforme a gente pisava nas pedras elas se desprendiam do solo e desciam rolando ladeira abaixo, pois era muito íngreme. Tinha a sensação que iria descer rolando no meio daquilo tudo a qualquer momento. Foi então que conversando com Felix decidimos esperar por socorro, visto que não tinha o que fazer e pra morrer ali era muito fácil.. as pedras eram enormes, a gente escorregava toda hora, tínhamos que pular alguns buracos, enfim..

 

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Felix e eu esperando por socorro e o dia amanhecendo no El Misti

 

Por fim, não demorou muito, quando o sol estava começando a sair, observamos o guia e as duas garotas voltando. Gritamos pra eles e o guia foi nos ajudar a sair de onde estávamos, eles também não haviam completado a subida até a cratera do vulcão. Voltamos para o acampamento, dormimos por cerca de 3 horas, e então iniciamos o processo de descida do vulcão.

 

Aqui vale dizer que é muito interessante, pois existe como se fosse uma duna gigante de areia vulcânica, e para descer nós vamos esquiando com os pés. É super rápido, descemos cerca de 8 horas de subida em 2 horas de descida, cada passo é cerca de uns 2 metros, pois é bastante íngreme e você vai escorregando. Após este trecho ainda tem mais 1:30 de caminhada na trilha a qual comentei no começo do relato, e depois disso voltamos para Arequipa.

 

Considerações finais:

Apesar de parecer um bicho de 7 cabeças, é possível completar a subida ao El Misti com tranquilidade, desde que você esteja PREPARADO. Acordar bêbado depois de uma noite mal dormida e sem preparo é praticamente um tiro no pé. Acredito que muito por conta disso não consegui finalizar a subida. Contudo, é uma experiência maravilhosa e que testa seus limites. Abaixo a foto do pôr do sol visto do acampamento, a 4800 metros, um espetáculo a parte.

 

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só dando um pitaco a mais: fiz o misty e o chachany quando estive lá. Como vc percebeu é questão de preparo mesmo e em todos os sentidos. Um preparo vc tem e me parece forte, o mental. Cara, do jeito que vc foi fazer essa trilha era pra ter desistido na primeira parte.

Depois esse lance de festa, para mim foi evidente... tentei fazer o vulcão licancabur vindo de bebedeira e coisas mais :twisted: e meu desempenho foi péssimo. Dias depois tentei outra motanha sem nenhum procedimento diferente a não ser o descanso de uma noite antes e foi bem tranquilo.

 

E o equipamento. Isso é muito importante, pois a coisa pode ficar feia lá em cima. Não adianta botar 10 roupas no corpo... é roupa tecnica. segunda pele + polar ou fleece ou soft + anorak... isso facilita de mais as coisas e evita uns perrengues sérios. ae é claro vale um pesquisa aqui no site e por ai para outros detalhes. O bastão de caminhada tb é uma mão na roda, não usava antes do misty.

 

Falo tudo isso para os futuros trilheiros evitarem os perrengues por ai. Muitas vezes as agencias não informam as coisas direito para vender os pacotes... O misty não é das mais dificeis, mas é perigoso e pra que sofrer se vc pode fazer o passeio tranquilo e sem passar mal.

 

abraço

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Perguntei essa porque só acho passagens por 750 reais para cima.

Acredito que seja pela época, fim de ano. Apesar de ser alta temporada em partes do peru é baixa temporada no brasil e por isso as passagens baratas. Eu vou no final de dezembro e tal.

Não consigo pensar em mais nada.

abraço e obrigado...

 

 

Olá Yuri, comprei minha passagem Guarulhos-> Sta Cruz com apenas 3mil milhas da Gol e 73,94 da tx d embarque. Basta você ficar pesquisando no site da Gol, + isso vc precisa ter cadastro no Smiles, msmo sem ter pontuação alguma, dah pra pesquisar. Caso vc ñ tenha pontos no seu cartão de crédito pode comprar de um amigo, ou ainda, na pior das hipóteses, olhar nos classificados, tem gente vendendo uma passagem como essa aki em Bsb por 400,00 ou até menos.

 

Espero ter ajudado!

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Lembra se eles pagaram bem mais que vc pela passagem ou foi mais ou menos o mesmo ?

Obrigado ae pelas respostas

abraço

 

 

Eu paguei uns 60 dolares comprando antecipadamente pela BOA e eles pagarm 72 dolares eu acho, comprando na hora pela TAM.

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12° Dia - Arequipa x Nazca

 

Nem preciso dizer que sair da cama cedo para o passeio foi extremamente difícil né? Esse negócio de ir dormir sempre de madrugada e depois de tomar umas e ainda ter que acordar cedo estava ficando cansativo mas eu, como todo bom brasileiro não desisto fácil e resisti bravamente a essa rotina até o final da viagem! hahahah ::hãã2::

Levantei bem em cima da hora pra sair, foi o tempo de me arrumar e arrumar a mochila, encontrei Anália também saindo emal deu tempo de comermos um pão com geléia no café da manhã do hostel (ao lado da piscina, legal até). Esse dia seria o último em Arequipa então como o passeio iria durar o dia todo, já fizemos o check-out e deixamos nossas mochilas guardadas lá. Combinamos com a recepcionista de tomarmos banho (não com a recepcionista hehe) quando voltássemos do passeio e ela disse que não teríamos problema. Ótimo, já economizamos uma diária.

Uma dica que esqueci de comentar. No dia anterior utilizei a lavanderia do hostel, na verdade eles enviam para uma lavanderia fora e não compensa. Eles cobrarm 5 soles por Kg de roupa, você tem que entregar cedo e eles devolvem as 21:00 só que em Arequipa é fácil encontrar lavanderias pelas ruas com preços mais baixos e que devolvem as roupas em 3 horas por exemplo. Aliás o mesmo acontece em Cusco. No hostel você só tem a praticidade de não ter que ir levar e buscar. Na minha opinião não compensa.

Todos prontos na recepção, check-out feito começamos nossa enorme caminhada de uns 15 metros até a entrada da agência ::tchann:: . Chegamos lá e eles estavam terminando de preparar as bikes, escolhemos, esperimentamos, ajustamos e ficamos satisfeitos e então era hora de guardar todo o equipamento de escalada. Tudo foi dividido entre nós 4 e os dois guias, pouco peso, nada preocupante, acho q na minha mochila tinha uns 5Kg. Depois que tudo e todos estavam prontos, saímos.

 

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Terminando de arrumar as bikes

 

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Gopro pronta

 

Apesar de esse não ser o passeio mais tradicional de Arequipa, foi um dos dias que mais gostei na viagem toda por vários motivos. Teria o rolê de bike que eu curto muito, tb acho escalada muito legal e passei a curtir ainda mais depois desse dia afinal escalar em pedra é muito diferente de paredes de alpinismo. A paisagem ao nosso redor era muito bonita e por último mas não menos importante, as companhias. Quando me juntei a eles fiquei receoso de estar atrapalhando seus planos afinal não viemos juntos e o planejamento deles podia ser diferente apesar do roteiro igual então alguns dias antes conversei com todos eles e, diferenças resolvidas, seguimos felizes.

 

Estávamos no passeio Saulo, Fernando, Anália, eu, Ivan(guia) e o outro guia cujo nome não me lembro. O começo do caminho era pelo centro de Arequipa mesmo e era dia de semana, logo cedo então tudo lotado mas não tivemos problemas apesar de suas ruas e calçadas estreitas. No caminho paramos em um mercadinho para comprar água, frutas e besteiras pra ocmer durante o dia e lá vai mais peso na mochila :mrgreen: . Depois de um tempo pedalando saímos da parte mais movimentada de Arequipa. O percurso tem algumas subidas mas também nada que dificulte muito, só tem que ter muito cuidado pois boa parte do caminho é na rua entre os carros e se não ficar esperto............um abraço. Praticamente o caminho todo é possível ver o vulcão El Misti, muito legal. Uma hora paramos pra descansar num mirante e o Ivan explica várias coisas sobre o vulcão, o porquê de a cidade ter sido construída alí, que se ele entrar em erupção acabaria com a cidade inteira e outras coisas que eu não me lembro hehehe.

 

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Algo que achamos bem inusitado foi que umas 3 vezes um rebanho de ovelhas passou pela gente, bem legal, aparece duas vezes no vídeo até.

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Uma hora o Ivan começou a zuar o outro guia pois ele não estava aguentando subir a rua de bike, hehehe foi engraçado ele chamando o outro de maricón.

 

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Quando saímos da parte mais movimentada de Arequipa o caminho todo vai seguindo um rio, alias é o rio onde é feito Rafting, outra opção de Arequipa. Depois de um tempo chegamos a esse parque, não sei o nome do lugar mas é de onde também começa o rafting, bem ao lado do rio. Arrumamos as coisas e descansamos um pouco enquanto os guias preparavam o equipamento de escalada. Aqui há uma parede bem grande e tem vários níveis de dificuldade. Os guias sobem primeiro, prendem as cordas e os equipamentos de segurança e depois nos dão uma breve aula de como funcionam os equipamentos pois nós mesmos iríamos segurar o outro enquanto subia. Muito show isso. O que posso dizer é que é muito legal escalar em rocha, se você curte ou acha que pode curtir, não pense duas vezes, vá.

Não é fácil subir aquilo, os braços doem, tem hora que você simplesmente não sabe onde por a mão ou o pé e trava, aí tem que parar, analisar, pensar. É você contra você mesmo e a vontade de desistir. Durante o dia o Ivan ligou para o guia que estava com Adriano no El Misti e soubemos que ele tinha sobrevivido mas isso nem foi o que mais nos impressionou e sim o fato de ele ter tomado sopa hehehe.

 

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Depois de ralar as mãos e dar algumas cotoveladas nas pedras, fizemos o mesmo percurso pra voltar mas nem por isso foi menos emocionante até porque todas as subidas da ida agora eram descidas (dããã ::tchann:: hehehe). Passamos por mais ovelhas e vacas com sinos no pescoço e depois de uma hora aproximadamente chegamos à agencia. Lá recebemos uma Coca Cola ou Inka Cola e fizemos uma mini confraternização.

 

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Eram umas 5 da tarde e reencontramos Adriano e Beatriz e fomos comer algo. Advinhem qual foi a escolha?? Ceviiiche hehehe. Ali próximo ao hostel há uma cevicheria, não foi dos melhores (já estávamos exigentes) mas deu pra encarar e ficamos contando como havia sido o dia de cada. Nós na escalada, Adriano no El Misti e Beatriz no Canyon.

Voltamos para o hostel, arrumamos tudo pois naquela noite seguiríamos para Nazca. Esqueci de comentar mas haviamos comprado as passagens no dia anterior em uma agência próxima ao hostel, fácil de achar isso por lá. Essa foi uma das diferenças do meu roteiro original, eu não iria para Nazca e sim direto para Paracas mas como alguns queriam fazer o sobrevoo das linhas e não iriam passar a noite em Nazca, não iria mudar muita coisa afinal eles também iriam para Paracas depois. Resolvi acompanhá-los.

Tudo pronto, antes de ir embora passamos mais uma vez no Mc para saborear um Mc Pollo heheheh e quando fomos pegar o taxi para rodoviária aconteceu algo que achei muito legal. Uma policial viu que procurávamos um táxi e veio nos ajudar, parou dois veículos, anotou todos os dados deles, pediu documentação do motorista e explicou que estava fazendo aquilo pois éramos turistas e seria para nossa segurança e ele compreendeu. E a gente aquio no Brasil se achando os maioriais da América do Sul. ::putz::

 

O busão sairia às 08:30 e chegamos quase na hora. Fique atento pois pelo que vimos, alguns ônibus saem da própria empresa e não de um terminal então sempre fale para o taxista em qual empresa você vai para nao correr o risco de parar no lugar errado. Nessa noite nós não sabiamos disso e como estávamos em 2 táxis, o pessoal que estava com as passagens estava no outro carro e nós não sabíamos o nome, consequentemente não sabíamos para onde ir e perdemos o outro carro de vista. O taxista então resolveu arriscar ir na empresa mais conhecida e nos explicou o caminho da outra caso estivéssemos no lugar errado. No final chegamos lá e encontramos todos. Ufa. Fomos pela empresa ENLACES BUS, não lembro o valor e no boleto que guardei está carimbado bem em cima. ::putz::

Mais uma viagem no período da noite então eu pelo menos fui dormindo. Chegaríamos em Nazca pela manhã bem cedo.

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