Quando o assunto é trilhar em Paranapiacaba, o instinto de navegação natureba de vários mochileiros é instigado, devido a riqueza histórica cultural que a cidade dispõe e a possibilidade de aventuras oferecidas "junto a flora", e comigo não foi diferente. O convite viera como mensagem surpresa na minha página da rede social mais acessada do momento, onde pessoas ligadas por interesses em comum postam suas fotos, curtem muito bestirol publicado e as vezes comoartilham informações úteis. Nessa mesma rede muitos acabam se conhecendo, pra futuramente se tornarem companheiros de aventuras, situação que se pôs à prova depois de marcar com Diego Lopes minha primeira visita à cidade de fundação inglesa.
Confiei meu dia de domingo a um até então desconhecido e não me arrependi. Pois Diego já havia feito a caminhada que corta a vegetação em trilha lamacenta até a cachoeira da fumaça e outra trilha vizinha, que sai do asfalto em direção ao Lago cristal e cachoeira escondida. Só não havia ainda, realizado a ligação de ambas que formam (nossa missão), o Circuito: Ferradura da fumaça ou Trilha das 7 cachoeiras, como também é conhecida.
A última estação da linha 10-Turquesa da CPTM, foi o local marcado para encontro às 08:00am, horário esse que foi prorrogado para 1h mais tarde devido a manutenção das linhas e lentidão dos trens. Mais isso não atrapalharia o itinerário, sendo que o ônibus partiu assim que chegamos e compensou o atraso.
Já no km 45 saltamos em frente a trilha que inicianos às 09:50am. Trilha de fácil navegação, mais que não nos deixou livre dos capotes. Logo no primeiro obstáculo, onde tem um lamaçal, encontramos um grupo de +ou- umas 30 pessoas seguindo na mesma direção, e foi ali, que na intenção de ganhar tempo, desviamos do caminho mais suave que faziam que enfiei metade da canela na lama e capotei, batizando a roupa.
Dali pra frente, foi só seguir em trilha bem batida que nos levou a um mini canion, a um rio raso pra atravessar e um lago que divide espaço com um banco de areia, onde contormanos pela esquerda e seguimos a picada que está do mesmo lado, mais alto que o leito. Pouco a frente se tem um outra picada a esquerda que termina num mirante dando visão parcial da cidade e litoral de Cubatão, as montanhas banhadas com o verde formando o Vale do Rio Mogi e o Vale da Morte. Desse ponto, logo deixamos a trilha pra andar dentro d'água e encontrar a primeira cachoeira, e seguimos pelo rio.
Quando chegamos na leve curva pra esquerda, uma surpresa: o topo da cach da fumaça com mais de 70 pessoas (contei numa foto que tirei), se banhando, lanchando e sob atividades suspeitas...rsrs. Não sabiamos se desceriam, então nem fizemos pausa ali, optamos por seguir picada íngrime à esquerda em direção ao vale. No primeiro patamar abaixo paramos com mais sossego pra lanchar e tirar fotos na base da cachu. A partir desse ponto fica notável a adrenalina habitando o corpo, pois o terreno se mostra muito acidentado, com rochas escorregadias à transpassar e poucas picadas de curta navegação forçando seguir pelos obstáculos. Pouco se desce e já temos mais uma linda cachu com uns 4 mts de queda e um poço esverdeado e profundo. Metros a frente temos mais uma cachu de proporção semelhante, só que com o paredão vertical esquerdo dando destaque por ter pequenos blocos estreitos encaixados uns aos outros emoldurando a queda.
Metros abaixo está o portal, paredão que se tem como referência onde se juntam os rios: Solvay, Das pedras e Vermelho dando início ao Rio da Onça no Vale da Morte, que não seria nosso caminho no momento. O sentido correto seria o Rio Solvay, mas o escalaminhado foi o Das pedras, onde se tem um curso bastante encachoeirado e difícil subida a partir daquele ponto. Sem trilhas, apenas vara mato em forte aclive onde a gente caía e deslizava fácil fácil, ganhando arranhões e machucados leves quando o solo não suportava nosso peso. Explorações a parte, vimos mais algumas cachus por alí, desescalaminhamos uma delas com uns 6mts e depois de 1h +ou- decidimos voltar ao nosso destino.
Agora na metade do caminho, estavamos na base do Morro do Careca subindo o Rio Solvay, cansados e com as pernas pesadas devido a tanto sobe e desce de obstáculos. Mais não demorou muito e logo chegamos à Cach Escondida pra tomar um banho e renovar as energias numa água que parecia ter uns 500 graus negativos...afff. Bem ao lado a Cach Encantada e pouco mais acima outra cachu pequena formada pelas águas vindas do Lago Cristal (lindo), com uns 2,5mts de profundidade finalizando as atrações do circuito.
Do Lago Cristal pra frente foi hora em terreno, hora com os pés na água, até chegarmos em trilha firme que findaria no asfalto 1h depois, onde se completa a forma de "U" do trajeto, por isso o nome: Ferradura da Fumaça.
Dali mesmo, no lado oposto da saída da trilha pegamos o ônibus para RGS e em seguida o trem até o Brás, e depois ZONA LESTE RAPPÁÁÁ, CASAAAAA!!!
Trilha das 7 cachoeiras
realizada: 21/04/2013
participação: Diego Lopes & Vgn Vagner
Quando o assunto é trilhar em Paranapiacaba, o instinto de navegação natureba de vários mochileiros é instigado, devido a riqueza histórica cultural que a cidade dispõe e a possibilidade de aventuras oferecidas "junto a flora", e comigo não foi diferente. O convite viera como mensagem surpresa na minha página da rede social mais acessada do momento, onde pessoas ligadas por interesses em comum postam suas fotos, curtem muito bestirol publicado e as vezes comoartilham informações úteis. Nessa mesma rede muitos acabam se conhecendo, pra futuramente se tornarem companheiros de aventuras, situação que se pôs à prova depois de marcar com Diego Lopes minha primeira visita à cidade de fundação inglesa.
Confiei meu dia de domingo a um até então desconhecido e não me arrependi. Pois Diego já havia feito a caminhada que corta a vegetação em trilha lamacenta até a cachoeira da fumaça e outra trilha vizinha, que sai do asfalto em direção ao Lago cristal e cachoeira escondida. Só não havia ainda, realizado a ligação de ambas que formam (nossa missão), o Circuito: Ferradura da fumaça ou Trilha das 7 cachoeiras, como também é conhecida.
A última estação da linha 10-Turquesa da CPTM, foi o local marcado para encontro às 08:00am, horário esse que foi prorrogado para 1h mais tarde devido a manutenção das linhas e lentidão dos trens. Mais isso não atrapalharia o itinerário, sendo que o ônibus partiu assim que chegamos e compensou o atraso.
Já no km 45 saltamos em frente a trilha que inicianos às 09:50am. Trilha de fácil navegação, mais que não nos deixou livre dos capotes. Logo no primeiro obstáculo, onde tem um lamaçal, encontramos um grupo de +ou- umas 30 pessoas seguindo na mesma direção, e foi ali, que na intenção de ganhar tempo, desviamos do caminho mais suave que faziam que enfiei metade da canela na lama e capotei, batizando a roupa.
Dali pra frente, foi só seguir em trilha bem batida que nos levou a um mini canion, a um rio raso pra atravessar e um lago que divide espaço com um banco de areia, onde contormanos pela esquerda e seguimos a picada que está do mesmo lado, mais alto que o leito. Pouco a frente se tem um outra picada a esquerda que termina num mirante dando visão parcial da cidade e litoral de Cubatão, as montanhas banhadas com o verde formando o Vale do Rio Mogi e o Vale da Morte. Desse ponto, logo deixamos a trilha pra andar dentro d'água e encontrar a primeira cachoeira, e seguimos pelo rio.
Quando chegamos na leve curva pra esquerda, uma surpresa: o topo da cach da fumaça com mais de 70 pessoas (contei numa foto que tirei), se banhando, lanchando e sob atividades suspeitas...rsrs. Não sabiamos se desceriam, então nem fizemos pausa ali, optamos por seguir picada íngrime à esquerda em direção ao vale. No primeiro patamar abaixo paramos com mais sossego pra lanchar e tirar fotos na base da cachu. A partir desse ponto fica notável a adrenalina habitando o corpo, pois o terreno se mostra muito acidentado, com rochas escorregadias à transpassar e poucas picadas de curta navegação forçando seguir pelos obstáculos. Pouco se desce e já temos mais uma linda cachu com uns 4 mts de queda e um poço esverdeado e profundo. Metros a frente temos mais uma cachu de proporção semelhante, só que com o paredão vertical esquerdo dando destaque por ter pequenos blocos estreitos encaixados uns aos outros emoldurando a queda.
Metros abaixo está o portal, paredão que se tem como referência onde se juntam os rios: Solvay, Das pedras e Vermelho dando início ao Rio da Onça no Vale da Morte, que não seria nosso caminho no momento. O sentido correto seria o Rio Solvay, mas o escalaminhado foi o Das pedras, onde se tem um curso bastante encachoeirado e difícil subida a partir daquele ponto. Sem trilhas, apenas vara mato em forte aclive onde a gente caía e deslizava fácil fácil, ganhando arranhões e machucados leves quando o solo não suportava nosso peso. Explorações a parte, vimos mais algumas cachus por alí, desescalaminhamos uma delas com uns 6mts e depois de 1h +ou- decidimos voltar ao nosso destino.
Agora na metade do caminho, estavamos na base do Morro do Careca subindo o Rio Solvay, cansados e com as pernas pesadas devido a tanto sobe e desce de obstáculos. Mais não demorou muito e logo chegamos à Cach Escondida pra tomar um banho e renovar as energias numa água que parecia ter uns 500 graus negativos...afff. Bem ao lado a Cach Encantada e pouco mais acima outra cachu pequena formada pelas águas vindas do Lago Cristal (lindo), com uns 2,5mts de profundidade finalizando as atrações do circuito.
Do Lago Cristal pra frente foi hora em terreno, hora com os pés na água, até chegarmos em trilha firme que findaria no asfalto 1h depois, onde se completa a forma de "U" do trajeto, por isso o nome: Ferradura da Fumaça.
Dali mesmo, no lado oposto da saída da trilha pegamos o ônibus para RGS e em seguida o trem até o Brás, e depois ZONA LESTE RAPPÁÁÁ, CASAAAAA!!!
Abraço.
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