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Ilha de Páscoa + Santiago - 11 dias de viagem
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Bom dia meus amigos.
Passado um mês do retorno das minhas curtas férias, decidi hoje compartilhar as experiências desta última viagem.
Como meu lazer é fotografia, as vezes posso colocar mais fotos do que o relato em si. Por isso peço desculpas e se alguém tiver qualquer dúvida é só perguntar.
Minhas fotos estavam hospedadas em um site que passou a cobrar pela hospedagem e caiu todas as imagens que tinha upado aqui. Vou colocar o link da minha galeria da viagem caso alguem queira ver alguma foto:
https://goo.gl/photos/cw6M86CzqcD6cjXz8
Comprei junto com uma parte significativa aqui do mochileiros, aquela promoção sensacional da LAN para Ilha de Páscoa saindo de Florianópolis (ida e volta) por R$ 910,00 com as taxas. Emiti a volta com 10 dias pois no voo de volta para o Brasil que sai de Santiago fiz um "no show" e fiquei 5 dias em Santiago. Emiti por milhas da TAM na promoção o trecho Santiago-Florianópolis por 4 mil milhas.
Sobre dinheiro e câmbio: Na ilha, você consegue se virar facilmente com dólar. Muitos lugares não aceitam cartões de crédito. A conversão em todos os estabelecimentos estavam 1 dólar para 450 pesos chilenos enquanto no banco da ilha estava 1 para 462, logo não estava muito abusivo. Para quem é cliente Santander recomendo sacar dinheiro no caixa eletrônico que a conversão é bem melhor do que em qualquer lugar na ilha. Já em Santiago, a conversão de restaurantes não é das melhores. logo o cartão de crédito ajuda. Nos arredores da Passeo Ahumada (sentido La Moneda) você encontra muitas casas de cambio com boas conversões (paguei 1 para 475).
Dia 01
Eu e minha esposa embarcamos no dia 04/05 (sábado) em Floripa, fizemos a conexão em Guarulhos e pegamos o avião da TAM para Santiago chegando lá por volta de 20:30. Até passar pela imigração e pegar as bagagens, saímos do aeroporto as 22:00. Fizemos um pouco de cambio no aeroporto mesmo pois o transporte coletivo não aceita dólares. Pegamos um ônibus da Centro Puerto (1.300 pesos chilenos cada) até a estação da Universidade de Santiago, aonde ficava o nosso hotel que reservei pelo booking apenas para passar a noite, tendo em vista que o voo de conexão para Ilha de Páscoa saia as 08:30 e não estava querendo ficar 12 horas no aeroporto esperando o avião.
hotel ìbis - 75 US a diária: http://www.booking.com/hotel/cl/ibis-santiago-estacia3n-central.pt-br.html?sid=ef52abe65638ef8d91dfec8d6665735a;dcid=2
Dia 02
Acordamos bem cedo e fechamos um taxi na recepção do hotel por 12 mil pesos. Chegamos no aeroporto sem problemas, fizemos o checkin e fomos para a sala de embarque. O aeroporto de Santiago é bem acanhado mas muito fácil de se locomover. Nosso voo saiu no horário pela LAN, e diga-se de passagem um espetáculo de voo. Serviço de bordo impecável (com direito a copo de cristal e talheres de prata) e um sistema de entretenimento fantástico.
Sala de embarque para ilha de páscoa em Santiago.
Chegamos as 13:30 no aeroporto, compramos o acesso do parque nacional lá mesmo, por 60 US por pessoa. Não tem essa de no aeroporto ser mais barato e só tem dois lugares para comprar em toda a ilha, no aeroporto ou no acesso para o Vulcão Rano Kau. No aeroporto tinha uma taxista me esperando (sem custos) para nos levar para o hostel, eu não esperava isso, foi cortesia do hostel mesmo.
Vou entrar em detalhes mais tarde sobre o Hostel, mas antecipo que não recomendo a ninguém ficar aonde fiquei. Abaixo o link do hostel. A proprietária é louca, trabalha no aeroporto e nunca está no Hostel. Ela só tem uma funcionária que limpa e faz o café da manhã e fica só até o meio dia. Se você precisar de qualquer coisa como um taxi, esqueça! O hostel estava vazio, somente nós estavamos lá e foi uma decepção.
Hostel Akapu (320 US 04 diárias) - http://www.booking.com/hotel/cl/hostal-akapu.pt-br.html?sid=ef52abe65638ef8d91dfec8d6665735a;dcid=2
Fizemos o Checkin e saímos para caminhar pela praia, ver os primeiros moais e ir para o centrinho comer alguma coisa. Acabamos nos empolgando e ficamos até o por do sol na rua tirando fotos e passeando nas proximidades do Hostel.
Ahu Hanga Kio'e
Ahu Hanga Kio'e
Oceano Pacífico
Contemplando o Moai
Ahu Vai Uri
Pôr do sol
No final do dia, muito cansados, retornamos ao Hostel e comemos algo por lá mesmo, que compramos em um dos mercadinhos do centrinho. Não levamos nada de Santiago para lá então pagamos os preços altos da ilha mesmo. Uma garrafa de 1,5l de água custa aproximadamente R$ 7,00.
Tínhamos um carro acertado com a dona do Hostel por 35 mil pesos e a louca não aparecia para pegarmos o carro. Já era 11 da noite quando ela apareceu ( a casa dela é dentro do terreno aonde ficam as cabanas ) e finalmente consegui pegar a chave.
Dia 03
Acordamos super cedo, umas 04:45 da manhã para pegarmos o nascer do sol em Tongariki. Foi uma aventura! Os mapas que são fornecidos na ilha não são tão precisos. O nosso carro não tinha o farol muito regulado e a luz não iluminava bem a estrada e não tem postes de luz nas estradas na ilha. Como não tínhamos feito um reconhecimento do trajeto antes, foi super difícil achar o Ahu Tongariki. E as 05 da manhã não tem ninguém na rua para ficar dando dicas... Mas conseguimos, isso que importa. A dica é ir antes de carro durante o dia para no outro já ter uma ideia do caminho a ser percorrido.
Lá como fica de frente para o mar e era cedo, estava bem frio. Chegamos ainda com noite fechada (lanterna é essencial) e nos posicionamos para pegar o nascer do sol. O Ahu é simplesmente sensacional. Os 15 imponentes Moais são de deixar de boca aberta. Já o nascer do sol eu esperava bem mais, acho que por causa da época do ano, o sol não nasce atrás dos Moais e sim atrás de um morro que tem no canto esquerdo. Logo quando o sol sobe já não está mais aquela luz bonita.
Voltamos para o centrinho para tomar um café, pois saímos correndo e estávamos em jejum. Aqui sentimos o preço da ilha... Paramos em um café na rua principal e pedimos dois mistos quentes e dois espressos com leite. Apenas R$ 52,00.
Depois de ficar um pouco mais pobre, pegamos o carro e fomos para a o vulcão Rano Kau. A estrada estava interditada por causa de obras, a única maneira foi subir fazendo o trekking até o cume do vulcão. 1 hora de caminhada, mas vale muito. A subida é puxada mas recompensada pela beleza do Pacífico que vai surgindo a cada momento em que você vai subindo cada vez mais.
Quando chegamos no mirador da cratera do vulcão, a sensação é fora do comum. Foi um dos momentos mais impressionantes que já tive nas minhas viagens. A cratera de 1.6km com o pacífico ao fundo é de arrepiar. As imagens falam por si só...
Caminhamos por todo o entorno da cratera até chegar em Orongo, que é um lugar fechado e que se você não tiver comprado o acesso ao parque nacional não pode entrar.
Embora não seja o museu da ilha, tem relatos do descobrimento, das lendas do homem pássaro, etc. Muito interessante. E um passeio ao redor das casas em que os rapa nui viveram. Lá também é possível observar as ilhotas Moto Nui, Motu Iti e Motu Kao Kao.
Aproveitamos o dia de sol e a disposição e voltamos caminhando para o carro (para baixo todo o santo ajuda) e comendo muitas goiabas pelo caminho para ir para a praia de Anakena tomar um banho no pacifico, já que fazia calor demais. Chegando lá minha mulher que adora água se jogou para o mar. Eu já resolvi ficar só com os pés dentro da água. Depois fomos ver o Ahu Nau Nau que fica ali mesmo em Anakena.
Fomos para o Hostel novamente acabados, mas com a sensação de que aproveitamos e muito o dia inteiro. Não jantamos novamente, somente na base de beliscos e pão de fatia com patê... Definitivamente foi o melhor dia na Ilha e um dos melhores da viagem.
Dia 04
Depois de um excelente dia, veio o dia para esquecer...
O dia amanheceu com uma chuva fina e constante. Sabíamos que nesta época do ano o tempo não ajudava, pois era a estação do ano que mais chovia. Não podíamos reclamar também depois do dia que tivemos antes. Mas como estávamos sem carro nesse dia, ficamos completamente ilhados no hostel. Tomamos o café da manhã e fomo ao museu que era próximo. Quando voltamos, a mulher que trabalhava no hostel não estava mais lá e a proprietária nem apareceu nesse dia... Ficamos dormindo o dia inteiro. A noite queríamos pedir um taxi para irmos comer no centro (que era aproximadamente uns 35 minutos de caminhada) mas como não tem poste de luz, uma escuridão só e não tinha ninguém para pedir o taxi, ficamos ilhados no hotel com fome. Isto para mim foi um absurdo... um hostel sem recepção, sem nada... Muito desorganizado. Comemos tudo que tinha para comer no quarto e fomos dormir famintos. No final da noite ouvimos o barulho do carro e quando fui ver eram duas brasileiras (Amanda e Aline) que tinham feito o checkin durante o dia. Fizemos amizade e combinamos de sair no outro dia para dividirmos o aluguel do carro.
Dia 05
Acordamos, tomamos café da manhã e partimos cedo pois era nosso último dia na ilha. As mineiras toparam fazer os passeios que faltavam para a gente e pegamos a estrada. A primeira parada foi voltar a Anakena para tirar mais umas fotos, pois era caminho para aonde íamos...
Continuamos o caminho e chegamos ao Te Pito Kura, aonde fica o "Umbigo do Mundo" - Te Pito O Te Henua. Lá em muitas das histórias contadas sobre a ilha, dizem que a pedra tem energias e que pessoas que são sensíveis a este tipo de energia conseguem sentir a vibração da pedra. outras lendas dizem também que é uma pedra de fertilidade... e por aí vai...
Continuamos na estrada sentido vulcão Rano Raraku que era o ponto alto do último dia da viagem. Antes de chegar no vulcão fizemos uma parada em Papa Vaka (petroglifos). Não achei nada de interessante, mas paramos pois é um dos pontos turísticos da ilha.
Chegando no vulcão tomamos um café com empanado lá dentro (muito bom por sinal) e começamos a caminhar até a cratera. A cratera em si não tem nada tão atrativo. O bacana do vulcão são os Moais caídos por todos os lugares. Dizem que são Moais que foram fabricados no vulcão e não se sabem se ficaram lá porque os Rapa Nui desistiram de coloca-los nos Ahus a beira-mar ou se eles não eram dignos de serem transportados e colocados nos altares.
Vista do Ahu Tongaraki do vulcão Rano Raraku
Próxima parada: Ahu Akivi. Diferente dos outros Ahus espalhados pela ilha, este não fica próximo ao mar, fica no meio do nada...
Eu peguei uma dica com um mochileiro aqui do fórum de uma caverna com vista para o pacífico (cave de las ventanas) e era "próximo" ao Ahu Akivi. Comecamos a perguntar para algumas pessoas que lá estavam e falaram que a estrada era ruim demais, que não dava para ir com o carro. Como bons brasileiros e com a minha mulher dirigindo (que não é fraca) resolvemos arriscar... A estrada era de pedregulho, e foi selvagem... fora vários pontos de alagamento (de chegar a ter que entrar nas poças para saber se o carro ia passar), tínhamos que sair do carro direto para "construir" a estrada pelo meio do caminho. Várias crateras absurdas que dava medo do carro tombar... Eu achava que não passava e a mulher ia lá e aterrorizava com o 4x4 na reduzida...
Chegando na local (mal placa tem), é um buraco no chão bem estreito que você nunca vai pensar que realmente é ali o lugar... você vai se espremendo e abaixando até conseguir entrar na caverna e olhar o visual alucinante da caverna. Conseguimos chegar bem na hora do por do sol... demais!
Fomos para o hostel tomar um banho e encerramos a noite com um belo jantar e cerveja chilena. Gastamos em torno de 12 mil pesos por pessoa.
Dia 06
Nosso vôo para santiago ia sair as 13:10, mas houve atraso de mais de duas horas. Fizemos o checkin e saimos para caminhar um pouco, pois o aeroporto até o centrinho fica uns 15 minutos caminhando. Passamos pela frente do estúdio do Mokomae, um famoso tatuador Rapa Nui da ilha. Botei uma pilha na mulher para fazer uma tatoo Rapa Nui e ela topou...
Compramos mais algumas lembrancinhas e voltamos para o aeroporto até a hora do nosso embarque. Quando o voo atrasar, peça por um voucher de alimentação que eles fornecem.
Chegamos em Santiago as 22:00. Pegamos novamente um Centro Puerto até a estação de metro Pajaritos. De lá pegamos o Metro até o nosso Apart que alugamos que está no link abaixo:
MG Apartments (320 US 05 diárias) - http://www.booking.com/hotel/cl/apart-costa-pedro-valdivia.pt-br.html?aid=356986;label=gog235jc-hotel-pt-cl-apartNcostaNpedroNvaldivia-unspec-br-com;sid=ef52abe65638ef8d91dfec8d6665735a;dcid=1;checkin=2013-10-05;checkout=2013-10-06;srfid=1012648df515c415e7d3ed85765f3613dfbbcb90X1
Dia 07
Aproveitamos para descansar um pouco mais e saímos próximo ao horário do almoço para caminhar por Santiago. Pegamos o metrô e fomo para o Mercado Público. Lá tem que se tomar cuidado, você é aliciado por todas as partes e todo mundo sabe que você é brasileiro. Restaurantes, agencias de turismo, todo mundo tentando te vender alguma coisa. Impressionante também como tem brasileiros trabalhando por lá. Saí do Brasil com o tour da concha y toro reservado, mas infelizmente soube que os funcionários estavam em greve quando cheguei lá. Aproveitei que a Touristik (maior agencia de Santiago) fica lá e fechei um pacote para o último dia (dia que iria a Concha y Toro) para ir ao Vale do Colchágua visitar umas vinícolas Premium do Chile. Passeio caro, mas para quem gosta de vinho como eu, vale a pena. (150 US por pessoa).
De lá fomos caminhando para o Bairro Bellavista, uma bela caminhada. Embora longa e cansativa, gostamos muito de caminhar para olhar com calma todos os lugares. Chegando lá, o colorido das casas chama a atenção, mas durante o dia é só isso. O bom do bairro é a noite, quando a imensidão de bares e restaurantes dão vida ao local. Esticamos um pouco mais e chegamos ao Cerro San Crsitobal. O Funicular já estava funcionando e subimos até o mirante. Antes paramos no zoologico nacional para passear e ver os animais.
Bairro Bellavista
Tigre Branco
Onça Pintada
Mirante no Serro San Cristobal
Voltamos caminhando novamente para o Mercado Central para comer algo, pois já eram 5 da tarde e não haviamos almoçado. Resolvemos experimentar a famosa Centolla (A lagosta gigante do Pesca Mortal). Valeu a pena apenas a experiência, achei muito sem gosto. Prefiro o nosso camarão.
Dia 08
Deixamos para ir logo cedo no Palacio La Moneda para pegarmos a troca de guardas que acontece a cada 02 dias. Eu não botava muita fé, achei que seria uma simples cerimonia protocolar. Como chegamos cedo, deu tempo para tirar algumas fotos do palácio ainda vazio. Quando comecaram a tocar os instrumentos, guardas sairam de dentro do palácio e iniciaram o ritual. O que impressionou foi que começamos a ouvir um som alto vindo de trás, do fundo da avenida que passa na frente do palácio e para a nossa surpresa veio aproximadamente uns 100 soldados tocando instrumentos e montando cavalos para fazer a troca de guardas. Foi um belo espetáculo com direito a aquarela do brasil tocada pelos soldados.
Palacio La Moneda
Inicio da Cerimonia
Mais soldados se juntando
Cavalaria chegando
Troca de guarda
Ao final da troca, caminhamos pela Passeo Ahumada (melhor lugar para fazer compras em Santiago na minha opinião) para comprar algumas lembranças e para irmos até a Plaza de Armas. A plaza em si chama atenção pela concentração de pessoas e artistas e pela bela Catedral de Santiago. Por fora você não dá muita bola, mas por dentro ela é extremamente bonita.
Catedral de Santiago
Catedral de Santiago
Pegamos um Metrô e fomo até o Cerro Santa Lucia, um cerro um pouco menor do que o San Cristobal, mas um lugar lindo. Para você ficar e passar o dia conversando, namorando, fazendo piquenique. A vista em si não é tão bonita, mas o parque em si é demais. vale muito a pena passar lá. Tem uma estação de metro bem perto que é a Santa Lucia.
O parque visto de baixo
O parque visto de cima
Com o fim da tarde se aproximando, pegamos outro metrô para ir em um do Parques mais bonitos de Santiago, o Parque Balmaceda. Lá dizem que a noite fica muito bonito, os chafarizes fazem um estilo de águas dançantes e parece que a noite fica tudo iluminado. Eu acabei ficando só um pouco para tirar algumas fotos.
Voltamos caminhando para o hotel (e mais uma caminhada daquelas). Após uma descansada, tomamos um banho e saímos para jantar no famos "Como água para chocolate". Esse restaurante foi uma ótima indicação dada pela Amanda que conhecemos na Ilha de Páscoa. O restaurante é sensacional. Do ambiente, atendimento, comida, tudo. Não é um lugar barato, mas uma noite nos demos o luxo de sair para jantar em um lugar que saberíamos que valeria a pena. Fica a indicação a todos.
Dia 09
Era o dia do nosso passeio ao Vale do Colchágua, que fica aproximadamente a 200km de distância de Santiago. O carro da agencia nos buscou as 08:00 e pegamos a estrada com o nosso guia nos explicando tudo (tudo mesmo, ele não parava de falar, rs)... Mas eu as vezes tenho que dar o braço a torcer, pois sempre faço todas as viagens e passeios por conta e como é bom as vezes ter um guia para pontuar todos os detalhes do que estamos vendo...
O passeio é longo mas tranquilo, estradas muito bem pavimentadas e sinalizadas. Chegamos a primeira Vinícola que iriamos conhecer (a que eu mais aguardava) que era a Montes. O vinho que eles fabricam é fora do normal, é para mim um dos melhores vinhos do Chile. A vinicola tem toda uma filosofia Feng Shui, então você vê água em todos os lugares, como chafarizes, etc. Os barris tem faixas roxas e eles tocam música gregoriana no salão aonde os barris ficam descansando, é de arrepiar. Após a degustação, conseguimos após chorar um pouquinho, um tour privado de charrete pelos campos da Vinicola para comer algumas uvas (essa foi uma vantagem ser brasileiro), pois isso não fazia parte do tour.
Voltamos para o carro com o guia e paramos no centro da cidade de Santa Cruz para almoçarmos. Esta cidade é a base para os passeios para as vinícolas da região do Colchágua. Após o Almoço fomos para a Vinícola Santa Cruz. Esta vinícola não possui vinhos premium como a Montes, mas oferece um bom vinho também. Mas ela é mais atrativa pela parte turística. Possuem uma bela propriedade com museu e seus vinhos são associados a cultura Mapuche. O destaque é o teleférico que leva para o alto do morro aonde tem um mirante para o vale.
Após o fim do passeio retornamos para Santiago chegando por volta das 9 da noite. Como estávamos acabados, comemos algo na rua e fomo para o quarto dormir e descansar.
Dia 10
Como o dia amanheceu nublado, resolvi dar folga para a câmera e consequentemente para mim. Tinha deixado para ir no museu do Pablo Neruda neste dia, mas não me liguei que era uma segunda feira e que os museus nao abrem em Santiago na segunda. acabei ficando sem visitar.
Fomos ao Parque Arauco, o maior shopping da america do sul (senão me engano) e o lugar é monstruoso mesmo. Dá para se perder facilmente. O parque na frente dele também é muito bonito.
Fomos depois do almoço para a Passeo Ahumada novamente para comprar as lembrancinhas, roupas, etc. Essa brincadeira levou a tarde toda. A noite acabamos indo a rede de supermercados Jumbo (eu fui no Shopping Costanera Center) para comprar vinhos, pois é mais negócio comprar os vinhos nos mercados do que nas próprias vinicolas. O supermercado é TOP, compramos um rango para fazer no hotel e descansarmos para a volta no outro dia.
Resultado da brincadeira.
Dia 11
Nosso voo saiu de Santiago para o Brasil as 12:30. Como demos sorte de voltar num 777, a volta foi super rápida (3 horas e meia). Ficamos um tempão no aeroporto de Guarulho esperando as nossa bagagens, foi um absurdo a falta de respeito da TAM com todo mundo. Foi quase uma hora e meia em pé na frente da esteira. Depois retornamos para Florianópolis e encerramos as férias.
Editado por rkoerich