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Olá viajante!

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Bonito e Pantanal - 11 dias

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Não ganhei o dom da concisão, definitivamente. Para quem gosta, segue relato detalhado sobre nossa experiência em Bonito, com algumas dicas que achei interessantes.

 

Eu e minha esposa fizemos a viagem de 7 a 12 de outubro e a data não foi por acaso. A partir do dia 12 já era alta temporada e aí vai a primeira dica – veja no calendário de turismo, a seguir, quando ela ocorre e fuja dela!

 

http://agenciaarbonito.com.br/dicas/bonito/calendario-de-alta-temporada-bonito

 

Nos acompanharam nossos padrinhos, que moram em Natal-RN, estavam no RJ passeando e resolveram nos acompanhar até Bonito. E adianto que, para eles, a cidade maravilhosa fica no MS, embora tenham gostado do RJ. Também achamos Bonito maravilhosa, com tudo o que tem a oferecer. É um turismo organizado, creio que o melhor do Brasil. Caro, sim, mas você vê seu dinheiro sendo investido em organização.

 

[t3]Vôo[/t3]:

 

Para quem vem do Rio, agora há um novo vôo para Bonito, saindo e chegando apenas aos domingos, partindo do Santos Dumont, com conexão diurna no Viracopos (Campinas). Melhor ainda para quem vem de SP. Quem pode ir e voltar nessas datas, recomendo fortemente! Meu receio era chegar em Bonito e não ter locadoras no aeroporto, nem transfer disponível. Cheguei a entrar em contato com a adm. Do aeroporto, que me confirmou que ainda não há locadoras de carro lá. Aí fomos e voltamos de Campo Grande. Indo direto para Bonito, teríamos poupado os trechos Campo Grande-Bonito, que além de cansativos, te fazem gastar muito combustível.

 

Outra coisa, na ida, propositalmente pegamos um vôo com conexão, pois eram os únicos diurnos. Os diretos são noturnos, ou seja, você vai ter que pernoitar em Campo Grande. Mesmo pegando o vôo diurno, com chegada prevista às 13:30, contando todo o tempo de espera, de acertar com a locadora, chegamos em Bonito somente às 20h, de modo que ainda enfrentamos um trecho de noite, sem nenhuma iluminação e isso deu um bom medo na gente. Não recomendo dirigir de noite lá, até mesmo porque um animal pode atravessar na sua frente e você não ver.

 

[t3]Transporte[/t3]

 

Alugamos carro. Sabíamos que era a melhor opção, pois no transfer compartilhado você depende não só da disponibilidade, como da sorte de haver nos mesmos trechos e horários que você deseja. E o custo acaba saindo maior, especialmente no nosso caso, em que eram 4 viajando.

 

A locadora escolhida foi a Movidas. A agência fica do lado de fora do aeroporto e um funcionário te busca e te leva de volta gratuitamente. Gostei, bom serviço, atendimento, não tiveram frescuras. A única coisa meio chata foi cobrarem uma taxa adicional pelo fato do usuário do cartão (responsável financeiro) não ser o mesmo que dirige o carro, no valor de 35 reais. No final, ainda há uma taxa por devolver o veículo sujo (20 reais, nosso caso) ou muito sujo (35), nada mais do que justo. Mas ainda assim compensou pelo valor da diária, que, antecipada com reserva pela internet, saiu ainda mais barata do que o “desconto” de cinqüenta por cento que a TAM (e, supostamente, ainda a GOL) está dando no aluguel do carro se você fechar a passagem aérea com eles. Por fim, o diferencial da Movidas foi o parcelamento, de 6 vezes sem juros no cartão.

 

[t3]Estradas:[/t3]

 

A ida foi muito tranqüila, estradas quase desertas e a volta foi um pouco mais movimentada, mas ainda assim bem tranquila. Como indicam na internet, não se pode confiar muito no GPS. Ele indica o caminho por Aquidauana, que possuía estradas de terra, mas o melhor caminho até agora é por Sidrolândia-Nioaque-Guia Lopes Laguna-Bonito, todo asfaltado. No trecho Guia Lopes-Bonito o GPS aponta para uma estrada de terra, quando na verdade você pode seguir em frente no trecho asfaltado e chegará em Bonito da mesma forma.

 

Paramos numa ótima padaria em Sidrolândia e no caminho, na sequência, vimos um pôr do sol lindo de morrer, se pondo no final da estrada (sou suspeito pra falar, todo pôr do sol pra mim é lindo). A imagem só não ficou melhor porque o vidro do carro estava imundo de tantos mosquitos que bateram no para-brisas.

 

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Aliás, tudo é lindo, paisagens verdes, com muito gado, cavalos e aquele céu espetacular, maravilhoso do Mato Grosso do Sul. Que saudades!!!

 

Na volta, nós erramos o caminho e voltamos por Aquidauana. A estrada está sendo reformada e pegamos todo o trecho asfaltado. Mas é asfalto novo, que fica soltando, não recomendo ainda. Além disso, toda hora tinha que parar por causa das obras e nessa brincadeira você perdia uns dez minutos por parada. Teria sido bem melhor voltar por Sidrolândia, mas acho que no futuro isso não fará diferença.

 

Ao contrário do que dizem, não achei tudo bem sinalizado. Esse povo não sabe fazer placa, há poucas e algumas (mais no trecho do Pantanal) são apontadas em direções ambíguas, como na diagonal entre duas direções perpendiculares. Até chegar em Sidrolândia nós penamos para achar a BR e tivemos que pedir informação. Depois disso foi mais tranqüilo, no trecho Sidrolândia-Guia Lopes o GPS faz o serviço. Sem falar que há uns pardais irritantes nesse trecho inicial.

 

Outra coisa relevante, não pisem fundo no volante. Vimos vários animais atropelados na estrada e nós mesmos chegamos a desviar de uma cobra no caminho para o Pantanal. Se você olhar pro asfalto, verá váriassss marcas de freadas bruscas. Adivinhe. Animais aparecendo subitamente na pista. Com atenção, é possível evitá-los, note que evitamos até um cobra. Mas, se você andar a 200 por hora, distraído e imprudente, pode ter sérios problemas.

 

Pra quem quer ir até a Estrada Parque, no Pantanal, esteja preparado para enfrentar uma infinidade de pardais, com limites de velocidade variando entre 40 e 80 por hora.

 

[t3]Hospedagem[/t3]

 

Ficamos na Pousada Segredo, que já havíamos reservado pelo Booking.com com 5 meses de antecedência e confirmamos a escolha com as boas indicações aqui no Mochileiros. A boa dica é dada pela Nathalia, daqui do fórum - peça 10% de desconto na hospedagem se fechar os passeios com eles. Nós não tivemos direito ao desconto por termos fechado a hospedagem através do Booking e disso nem reclamei. No entanto, acabei dando preferência pela Agência Ar, que tinha melhor reputação.

 

Como pontos positivos da pousada, destaco que, à exceção de um funcionário, todos os demais nos trataram muito bem. O preço por enquanto é razoável. O café da manhã não tem variedade espetacular e você sentirá falta de mais frutas, mas tem qualidade. A localização é muito boa, rua tranquila, som de pássaros, em frente a um dos melhores restaurantes da cidade (Casa do João) e muito perto da praça principal da cidade, onde você encontra tudo que precisa. O banheiro é bom e o lugar é limpo, embora não tenham feito com regularidade a troca do cesto do banheiro. Eu voltaria lá, mas apenas se consertarem o chuveiro, problema do qual falarei a seguir.

 

Dos pontos negativos, um é o chuveiro, que não tem pressão e a água consequentemente cai gelada ou fervendo (mesmo!). Aí tomar banho é uma tortura. Outro, sofremos preconceito de um dos atendentes, o Flávio, por termos fechado os passeios com outra agência. E olha que ainda a indicamos para o outro casal, que nos acompanhava. Bem chato isso, mas superamos em nome do bom atendimento dos demais, especialmente das simpáticas meninas do café da manhã. Outro aspecto é que o ar-condicionado não tem controle, é mecânico, fica lá no alto e para regulá-lo você tem que subir numa cama.

 

 

[t3]Mapas e estradas de acesso aos passeios:[/t3]

 

Muito mais tranqüilas do que esperava. Tudo bem que não choveu, não sei como fica nessa hipótese, mas secas são de chão batido e você consegue manter 60km sem muita dificuldade. Em Bonito e para chegar aos passeios tudo que você precisa é do mapa que sua agência te dará. É o mesmo mapa para todos. É excelente, um dos melhores que já vi, muito bem explicado. Não há risco de você se perder.

 

[t3]Clima e insetos:[/t3]

 

O tempo no geral foi maravilhoso, demos muita sorte. Recomendo muita atenção nesse sentido, pois uma sequência de tempo ruim impede, ou ao menos prejudica vários passeios. As agências costumam devolver o dinheiro quando o tempo ta muito ruim, mas o problema é que a cidade não tem muitas alternativas nessa hipótese.

 

Achamos Bonito muito mais tranqüilo de insetos do que esperávamos. Nem cheguei a usar o repelente, e olha que eu atraio mosquitos que é uma beleza. Mas, no Pantanal eu usei muito o excelente repelente Exposis. Anote essa marca, eu pesquisei muito e é, de longe, a melhor. A diferença é absurda entre usar e não usar quando há mosquitos por perto.

 

[t3]Refeições:[/t3]

 

Cantinho do Peixe - pedimos um pintado grelhado, tava muito bom e para dois até sobrou. Gostei do atendimento. Espere pagar entre 50 e 70 o prato para dois sem bebidas.

Casa do João – o forte de lá é a traíra sem espinhas, mas o grupo todo ficou com nojo (na verdade, eu depois desencanei) depois de ouvirmos uma estória de um vendedora dizendo que não comia traíra, pois é um peixe que afunda no barro e pega vermes, então a pessoa que trata o peixe tem que ser muito habilidosa para tirar todos. Enfim, num jantar, pedimos bife à parmegiana e tava muito bom, além de bem servido. Pagamos por volta de 65 e, novamente, deu pra dois e sobrou. O casal de amigos nossos pediu um bife com molho gorgonzola, que tava bom, mas inferior ao nosso. Noutro dia, almoçamos lá o PF do dia a 19,90 e não tava muito bom, mas dava pra comer. O atendimento é bom.

Batata - também comemos uma batata recheada, numa lanchonete especializada nisso, na rua principal, quase em frente ao Palácio dos Sorvetes. O nome não me lembro mais. Serviço péssimo, levamos mais de uma hora para sermos atendidos. A batata é boa, mas nada espetacular, no nível do Batata Inglesa (para quem conhece).

Chinês - fomos num restaurante chinês, numa rua perpendicular à principal, por indicação de um casal que conhecemos num passeio. O prato indicado era a piraputanga recheada com farofa, que podia ser de cebola ou banana, por volta de 50 reais. Pedimos a com banana, pois eu não como cebola. Eu achei tudo muito bom, mas os demais não curtiram muito farofa doce.

Dona Margarida - de lanche, comemos os famosos bombons da Dona Margarida, a 4 reais cada. É caro, mas é meio grandão. A senhora boa de prosa, bem simpática. Compramos de vários sabores para experimentar, mas o melhor mesmo é o de jaracatiá, que parece coco.

Palácio dos Sorvetes - fomos várias vezes no Palácio dos Sorvetes (ou algo parecido), a sorveteria mais famosa de lá. Pedimos o sorvete assado, o da foto abaixo. É bom, mas nada espetacular na minha opinião, além de sorvetes de outros tipos. O dono é bem simpático e orgulhoso de seu trabalho, uma sorveteria premiada e com diversos sabores. Ele permite que você deguste vários sabores de graça antes de escolher.

 

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[t3]Passeios: considerações gerais[/t3]

 

Como se sabe, quase todos os passeios de Bonito são reservados por agência, que te dá um voucher. Escolhemos a Agência Ar, pela sua reputação e não nos arrependemos. No início demoraram a responder, tive que mandar uns dois ou três e-mails, mas depois foram várias trocas, com muita atenção, inclusive pessoalmente.

 

Primeira observação quanto aos passeios em geral, procure chegar com pelo menos dez minutos de antecedência, quinze é melhor. Em muitos deles chegamos com cinco minutos e as instruções já tinham começado. Também foi o caso no Buraco das Araras, onde nos colocaram no tour seguinte sem problemas, mas em passeios disputados como a Gruta Azul isso pode significar a perda do passeio, pelo limite de visitantes por dia.

 

Outra coisa, reservem tudo com antecedência. Nós saímos de lá no início da alta temporada e o que tinha de gente sem conseguir reservar passeio não foi pouca coisa. Sem falar que se você conseguir, pega os piores horários. Antecipadamente, você tem tudo do bom e do melhor e pode trocar no caso de dar algum problema.

 

Seguimos fielmente este cronograma:

 

Dia 1 – chegada

Dia 2 – 8h - Rio da Prata e 16h - Buraco das Araras

Dia 3 – 9h - Gruta São Miguel, 10h - Gruta do Lago Azul e 16h30 - Rota Boiadeira

Dia 4 – 10h Fazenda Rio do Peixe

Dia 5 – 9h Bóia Cross e 19h Projeto Jibóia

Dia 6 – Ida para o Pantanal

Dia 7 – Pantanal

Dia 8 – Pantanal

Dia 9 – Pantanal

Dia 10 – Volta para Bonito – promo resort (explicarei depois essa ordem estranha)

Dia 11 – bate e volta Estrada Parque

Dia 12 - retorno

 

[t3]Passeios em detalhe:[/t3]

 

[t1]Rio da Prata:[/t1]

 

Bem legal, é bonito como dizem. Na verdade, a flutuação começou pelo Olho D’agua, que é mais cristalino que o da Prata, mas por uma questão de marketing o passeio todo é chamado de Rio da Prata. Você começa o passeio por uma trilha fácil, faz a flutuação nos dois rios em sequência e volta pela trilha. Há bastantes peixes, nada como as piscinas naturais do nordeste, em quantidade e variedade de espécies, mas os peixes são grandões e interessantes. Diferente do que disseram, não foi bem flutuação, tivemos que nadar o percurso todo para acompanhar o guia e não houve barco de apoio. Não sei se isso não é usual e demos azar, só sei que foi cansativo e não achei lá muito seguro. Se alguém tem uma hipotermia, hipoglicemia, fica lá atrás e ninguém vai notar, pois você está com a cabeça dentro d’agua. Aliás, recomendo fortemente levantar a cabeça de vez em quando para ver aonde vai. Eu quase peguei um caminho errado por duas vezes, pois como disse, o guia não tava nem aí e eu ia ficando pra trás, pois filmei muita coisa e não dava pra nadar enquanto filmava, só flutuar.

 

 

O passeio termina na fazenda, onde é servido o almoço. É bom, mas não achei espetacular como dizem. Comemos comidas melhores no Pantanal. O legal é que é reposto várias vezes, diferente da Fazenda Rio do Peixe, que comentarei adiante. Depois você tem um tempinho pra ficar no redário, ou andar pela fazenda. Segui essa última opção e fiz algumas fotos dos animais de lá.

 

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O acesso até lá é por estradas de terra, só nelas você vai perder de 1h a 1h30 por trecho.

 

[t1]Buraco das Araras:[/t1]

 

De lá, seguimos para o Buraco das Araras, que é perto. Fazemos uma pequena trilha e chegamos ao buraco, que é bem bonito. Nada espetacular, mas nós gostamos. Estava, sim, repleto de araras, com ótimas oportunidades de fotos se voc~e contar com um teleobjetiva (DSLR de sensor cropado com lente de pelo menos 300mm, ou compacta com zoom pelo menos 10x). Não faça como eu, configure a câmera para disparos contínuos e foco automático. Eu cheguei a colocar o foco automático, velocidade de obturador rápida, mas você tem que fazer vários disparos até acertar o foco e eu, que não tinha experiência de fotos de animais rápidos, só fui aprender no final da viagem que o macete é disparo contínuo.

 

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Todas as araras são vermelhas e há várias delas espalhadas pelo parque. O passeio em si é como a Gruta de São Miguel, que falarei adiante – foi legal fazer, mas não é indispensável, até mesmo porque você verá araras em outros passeios, como a própria Gruta de São Miguel e na Fazenda Rio do Peixe.

 

Voltamos com mais um belo pôr do sol.

 

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CONTINUA

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Raqmachado, que bom que gostou, bem-vinda!

 

Diógenes,

 

Temos muitas belezas naturais, mas lá eles também tem, só são belezas diferentes e com menor biodiversidade que a nossa. Temos que lutar para manter esse diferencial. Quanto às passagens aéreas, você tem razão, caras demais. No caso especial de Bonito, o estado de SP agora conta com um vôo direto e não muito caro, partindo de Campinas aos domingos.

 

Eu uso Nikon D5100 com lente 18-200mm. A do kit de fato é um pouco mais fraca e, sabendo disso, nem cheguei a comprá-la. Ainda assim, tenho plena certeza de que mesmo ela na sua mão poderá fazer boas fotos. As duas primeiras do relato foram feitas com compacta (S95), a da Boia foi feita com uma compacta bem fraca e se você der uma olhada no meu flickr ( http://www.flickr.com/photos/91838729@N03/ ), a maior parte das primeiras fotos foi feita com a S95 e são justamente as minhas favoritas. Já vi excelentes fotos de outros fotógrafos feitas por celular. Os diferenciais são a edição e o estudo da composição. É claro que uma DSLR com boa lente ajuda, especialmente para fotos noturnas, só quero dizer que a influência desses equipamentos costuma ser superestimada.

 

PS: lembrei de uma coisa importante. Para fotografia de animais, especialmente das aves, é essencial levar uma lente de 300mm pra cima (em câmeras com sensor cropado, na full-frame pode esperar de 400mm pra cima). Se não tiver uma, alugue ou compre (na Nikon existe a 70-300mm sem auto-foco bem baratinha, já quebra um galho). Numa compacta, dependendo do modelo, isso seria equivalente a com zoom ótico 15X ou mais. A minha só ia até 200mm e senti muuuita falta de um alcance extra. Grande parte das minhas fotos é cropada na edição para enquadrar do jeito que eu queria, com o animal bem em destaque, e isso degrada a qualidade geral.

Editado por Visitante

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Era o dia do meu aniversário e eu já estava frustrado pelo dia anterior, quando a ideia inicial era conhecer a Estrada Parque. Infelizmente naquele dia isso não foi possível, pois passei mal e ainda parei para adubar as estradas pantaneiras no caminho.

 

Minha esposa me deu de presente a sugestão de irmos para a Estrada Parque partindo de Bonito, com ela dirigindo. Eu já não dirijo há anos, estou sem prática e com carteira vencida, então dependia dessa iniciativa.

 

Ótima intenção, gostei, mas pra ela foi super cansativo. É muito longe e ainda por cima a estrada de Miranda até lá é cheia de pardais! Antes estivesse falando das aves. Foi um passeio de dia inteiro, retornamos a Bonito só de noite.

 

Chegar não foi tão fácil quanto esperávamos. Não havia nenhuma placa avisando que estávamos próximos e tive que confiar numa localização aproximada pelo mapa. Tensos, achando que estávamos perdidos, finalmente vimos uma placa, já praticamente em cima da estrada.

 

E lá fomos nós. Já era por volta de meio-dia, quase uma hora, passamos pela ponte do Rio Miranda e resolvemos parar no Passo do Lontra, para tentarmos almoçar.

 

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Que decepção, não tinha almoço, só uma mercearia vazia. Nosso almoço se resumiu a refrigerante e amendoim. Naquele momento pensei que teria sido ruim se tivéssemos nos hospedado naquele local, mas posso estar enganado.

 

Pra piorar, havia a preocupação com combustível. Lá não tem posto de gasolina (até tem, mas quase no final da estrada-parque), então seja de onde você partir, é essencial que encha antes o tanque.

 

Pegamos a estrada parque num sol forte e, logicamente, não vimos mamíferos. Fui burro o suficiente para não pensar que naquele horário e com o calor que fazia não tinha condições. Crianças, não façam isso em casa. Fiquei bem decepcionado. Naquela hora, só dava para ver algumas aves.

 

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Andando bem devagarzinho com o carro, a quase 20km por hora, seguimos estrada. Demos sorte de avistarmos um tatu peba, que se escondeu rapidamente, um tucano e, acho, uma anta, que correu quando nos avistou. Acho que a melhor forma de percorrer a estrada é de bicicleta, assim os animais não se assustam com o barulho do motor.

 

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Já na volta vimos um veado campeiro e foi só. A foto ficou uma bosta, mas ao menos deu para registrar - o bicho estava longe, mesmo no alcance máximo da lente ele já parecia distante, então tive que cropar várias vezes, degradando bastante a qualidade. Mas dá para ver claramente porque a palavra veado tem sentidos conotativos e denotativos :lol:

 

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Já era por volta das 16h e tínhamos que voltar, para não pegarmos estrada de noite. Ainda assim pegamos um trecho sem luz, não há postes de luz nas estradas.

 

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Não havia muito mais o que aproveitar e assim acabou nosso passeio. No dia seguinte, retornamos para Campo Grande, onde devolvemos o carro. Pegamos por engano o caminho que passa por Aquidauana e demos sorte de as estradas, muitas delas eram de terra, já estarem asfaltadas. Mas toda hora tínhamos que parar por conta de obras na estrada.

 

[t3]Considerações finais:[/t3]

 

Toda a viagem valeu muito a pena e esteve acima das minhas expectativas. O povo sul-matogrossense (se tem outro nome, perdoe a ignorância) é muito simpático e a cultura de lá é muito interessante. Se você buscar um olhar sem ideologias, verá com clareza os pontos positivos e negativos de uma cultura conservadora, que preserva bons costumes e rejeita o ritmo rápido e louco das grandes cidades. Mas também preserva uma certa segregação social. Lá, vimos basicamente três tipos de pessoas - as pobres, que andam muito a pé e não possuem praticamente nenhum transporte público ao seu dispor (praticamente é bondade minha, acho que vi um ônibus intermunicipal a viagem toda e nenhum ônibus urbano), as ricas, com suas 4x4, e os turistas, com seus carros alugados. Essa dificuldade na mobilidade urbana praticamente as exclui dos estudos. Nosso guia no Pantanal dizia que a escola mais próxima ficava a 60km e que mora na fazenda e não tem carro fica sem poder estudar.

 

O tempo que passamos em Bonito da primeira vez foi adequado, 5 noites foi legal, menos do que isso acho muito pouco. Mais uma com passeios não teria sido nada mal. 4 noites no Pantanal foram boas para descansar e aproveitar a vida sem me preocupar com nada, mas 3 teriam sido de bom tamanho. Acho que vale muito a pena se hospedar na Estrada Parque por uma noite, alugar uma bike e fazer seu próprio safári fotográfico. Nós não demos sorte por conta do horário, mas deu pra ver que com o sol se pondo o barulho da bicharada aumenta e eles começam a arriscar passar pela estrada. É melhor ir para a estrada parque depois de fazer ao menos um safári fotográfico numa fazenda, para aprender com o guia como se observa animais. Não pense que com seu olhar urbano você vai saber intuitivamente para onde olhar e como olhar, a menos que você dê sorte de muitos animais cruzarem na sua frente.

 

Nosso roteiro original contemplava exatamente isso - Bonito, Pantanal (fazendas) e Estrada Parque. Porém, o Hotel Passo do Lontra chegou a me responder com os preços e disponibilidade, mas não respondeu mais quando tentei avançar com a reserva. Notei que na região eles são meio devagar com isso, não checam e-mails com frequência. Fiquei meio puto e, como a passagem já estava reservada e sobrou tempo, acabamos voltando pra Bonito, onde peguei uma promo muito boa do Zagaia Eco Resort, com meia pensão incluída.

 

Também não me lembro se falei, mas é bom ter muito cuidado com carrapatos. Eu peguei um em Bonito, provavelmente numa fazenda, e na do Pantanal. Eu poderia jurar que se tratava de uma bola de sangue. Mexi por acaso e vi o bicho se mexer. Não faça como eu, ogro, que tirou com a mão, leve uma pinça. Fiquei umas duas semanas com o local coçando, mas isso é o de menos. Pior teria sido pegar febre aftosa. Outra coisa, repelente sempre. Eu deixei de passar quando senti que não havia mosquitos, mas me esqueci dos carrapatos. Minha esposa também foi picada. Por fim, é bom ter muito cuidado com as malas, mochilas e seus pertences. Não deixe nada jogado, para não ter surpresas quando voltar pra casa...

 

Acho que é isso, finalmente encerro o relato. Dúvidas, respondo com o maior prazer. Depois vou ver se faço um post completo de dicas sobre o Pantanal.

  • 2 semanas depois...
  • 4 semanas depois...
  • 2 semanas depois...
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Ótimo relato! E as fotos, então, melhores ainda! haha

 

Bonito é um desses lugares que está na minha mira para os próximos 3 anos, só espero ter uma oportunidade boa (promoção de passagem, per favore ::otemo:: )

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Reinaldo e Fejohnson, valeu. Ambos são passeios mais acessíveis do que parecem. Para você, que mora em SP, é mais fácil ainda, tem vôo direto saindo de Campinas, com preços bem em conta.

 

Abs.

Postado
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Bom dia Marcos

 

Queria parabeniza-lo pelo seu relato, muito bem feito e fotos lindas.

 

Queria uma ajuda sua, estou planejando ir pra Bonito em meados de abril, sou de Santos/SP, e pretendo ir de carro. Até ai seria ótimo, pois acabei de trocar de carro, já vou amaciando o motor do bichinho na estrada. Como vc fez os passeios com carro alugado, gostaria de saber sobre o estado do piso para se locomover do centro de bonito até os locais dos passeios, pois parece que são longos e de terra. Não queria judiar muito do carro pegando estrada de terra mal conservada com muitos buracos, o carro é de passeio um New Fiesta.

 

Obrigado pela atenção

André Pieri

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Bom dia, Andre. Que bom que gostou. Achamos as estradas de terra em geral boas, para se ter uma ideia mantivemos uma média de 60km/h e ainda fomos ultrapassados por alguns carros. Havia poucos buracos e você poderia evitá-los se mantendo no traçado feito por outros carros. Porém, em alguns pontos as estradas estavam piores e era necessário passar devagar, especialmente no trecho final de chegada nas fazendas.

 

Leve em conta que se chover a história pode mudar. Talvez se formem buracos ou poças de lama.

 

De um jeito ou de outro, prepare-se para o carro ficar imundo. Isso não há como evitar.

 

Abs.

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