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Israel e Palestina em 13 dias Tel Aviv, Jerusalém, Belém, Hebron e Mar Morto


Anne RJ

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Ir para Israel sempre foi um grande desejo nosso. Apesar de não sermos religiosos, aliás de não termos religião conhecer um lugar com tanta história religiosa, com crises políticas tão atuais nos deixava fascinados.

 

Conseguimos uma grande promoção e voamos para Tel Aviv, na conexão em Nova York já percebemos o quanto seria diferente a nossa ida a Terra Santa. Já no terminal em Nova York, mesmo já temos feito todo o procedimento de segurança, como nosso voo iria pra Israel, existia dentro do gate mais um procedimento de segurança, com maquinas de raixo x e revistas pessoais.

 

O novo procedimento para entrada em Israel mudou, não é mais necessário pedir para que não carimbem o passaporte, caso você pretenda viajar para algum país muçulmano futuramente. Hoje em dia a imigração nos entrega um papel a parte, evitando assim problemas futuros.

 

A imigração em Tel Aviv foi muito tranquila, todos muito educados e solícitos.

 

Dentro do aeroporto pegamos a estação de metrô para irmos para o apartamento que alugamos. Alugamos pelo airbnb.com um studio a uma quadra da praia, que saiu muito mais em conta do que ficar hospedado em um hotel.

 

Após descermos do metrô precisávamos pegar um ônibus, e ai começaram os problemas.

 

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Absolutamente nada em Israel está escrito ou traduzido para o inglês, tudo está em hebraico. Sofremos e pegamos o ônibus errado e foi uma luta de sinais para eu explicar aonde queria ir e eles tentando me ensinar em hebraico como ir.

 

Chegamos no nosso studio super arrumadinho e limpinho e de excelente localização, e ali começou meu amor por Israel e pelos israelenses.

 

Na mesma noite saímos para jantar e tomarmos vinho em um restaurante super charmoso com uma comida maravilhosa. Porém, nada em Israel é barato, na verdade achei tudo muito caro. Por exemplo, um prato de massa custou uns USD 30 e uma garrafa de vinho mais barata era USD 40.

 

Como já era tarde fomos dormir, porque o turismo começaria no dia seguinte.

 

No dia seguinte decidimos fazer toda Tel Aviv a pé. E começamos pela orla e íamos entrando nos lugares.

 

E foi assim que comi o primeiro de muitos falafels. E foi uma experiência única, num local tipicamente de locais e a gente fazendo mímica e ela respondendo apontando para as comidas.

 

Dali seguimos para conhecer os pontos turísticos. A praia é bonita, limpa e bem organizada. Famílias inteiras passeando, gente correndo, muita gente andando de bicicleta.

 

E como era meu aniversário, nada como parar em um lindo restaurante na beira da praia e beber uma garrafa de vinho branco apreciando a linda vista do mar Mediterâneo.

 

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Uma coisa me deixou impressionada na cidade, eles amam cachorros e tem muitos deles. Outra, eram os gatos lindos e bem tratados que vivam na rua e a população os alimentava.

 

Eles também não jogam comida como os pães no lixo, eles deixam em cima do muro da porta de casa para que outros possam pegar e comer, tudo embaladinho.

 

Continuando nosso passeio acabamos parando e passeando por um bairro muçulmano e descobrimos a vodka da maconha. Bom, até hoje não sei se tem algum cannabis na sua formula.

 

A noite para comemorar meu aniversário, fomos jantar no Mexicana, um restaurante super bacana. E lá conhecemos duas pessoas fantásticas. Um israelense e outro era do Uzbequistão, passamos a noite bebendo e conversando com eles. Descobrindo um pouco da culturas local, bebendo mais ainda e ali nos despedimos.

 

Como era cedo, fomos para um bar bem badalado e muito caro. Fiquei impressionada com o preço das bebidas. Como fizemos amizade e contei que era meu aniversário, eu ganhei muitos “Mazel Tov” do bar inteiro aos berros e de quebra meu presente foi bebida de graça a noite toda. Me diz, tem como não amar um povo assim, que te dá bebida de graça e passa a noite toda te desejando felicitações?

 

Conhecemos muitas pessoas legais neste dia.

 

No dia seguinte decidimos andar de bicicleta e fazer Tel Aviv de bike. Fizemos desta vez a parte norte. Vimos uma praia totalmente fechada que era exclusiva para judeus ultra ortodoxos. Somente eles podem entrar e não conseguimos ver o que se passa lá dentro.

 

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A noite fomos em um grande shopping da cidade. Na porta, havia seguranças revistando as pessoas, mas nós não fomos para a revista.

 

Tel Aviv é moderna, com pessoas modernas e se você acabar indo para Israel durante o Shabat, tudo lá estará funcionado.

 

Antes de irmos embora de Tel Aviv, decidimos fazer uma tattoo em hebraico para eternizar o momento.

 

Escolhemos o estúdio Urban Ink, e tivemos uma incrível experiência de nos tatuarmos com um russo, que odeia religião e seu pai é da máfia russa. Foram muitas historias que ouvimos do tatuador.

 

De lá seguimos para a rodoviária, e como era Shabat os ônibus iriam parar de funcionar as 17:00.

 

Ao chegar na rodoviária as 16:30, nos deparamos com a rodoviária vazia e alguns membros do exército patrulhando o local.

 

E ali tivemos uma experiência desagradável. Pedimos ajuda ao militar e como ele não falava inglês nos mandou ir conversar com dois judeus ultra ortodoxos que ali estavam pois aqueles falariam inglês.

 

Ao pedir informação de onde pegaríamos o ônibus, eles fingiram que não falavam inglês. Fingiram, pois logo que ele se negou a nos dar informação, um israelense veio e nos informou em inglês onde seria o local. E então, os dois ultra ortodoxos, vieram indagar ao Rodrigo, em um inglês perfeito, se por um acaso ele era judeu. Rodrigo disse que não e falei pra nem dar trela e saímos andando deixando eles falando sozinhos.

 

O problema aqui é que sou aversa a qualquer tipo de fanatismo, inclusive o religioso. Não consigo imaginar o por que de sermos ou não judeus implicaria em algo para recebermos uma informação. Eles olhavam de cara feia as tatuagens do Rodrigo e foi algo desagradável de se passar.

 

Sou uma pessoa que gosta de aprender com o diferente, de respeitar aquilo que é diverso. E ainda no avião vi muitos ultra ortodoxos discutindo e sendo grosseiros com as comissárias e isso me incomodou.

 

Vi muitos documentários sobre o comportamento dos judeus ultra ortodoxos e fiquei muito receosa. Documentários onde eles, muito extremistas, não aceitam o Estado de Israel, subjugam as mulheres, se recusam a andar na mesma calçada em que elas, um onde uma criança americana foi chamada de vadia por estar indo para escola de bermuda e coisas piores.

 

Já no ônibus, o trajeto para Jerusalém durou uma hora e o buzão ainda tinha wifi de graça.

 

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Chegamos em Jerusalém no dia do Shabat. O Shabat é o dia de descanso semanal no qual o judaísmo inicia o seu descanso no pôr do sol de sexta até o final do dia de Sábado.

 

Fomos para o nosso studio que alugamos também pelo airbnb.com em Jerusalém e o lugar era perfeito, bem localizado e super arrumado.

 

Chegamos no nosso studio e fomos dormir, pois ainda estávamos sentindo o efeito do fuso, acordamos tarde da noite morrendo de fome e resolvemos andar pela cidade sem rumo. Ficamos assustados pois, estávamos morrendo de fome e tudo estava fechado e a cidade deserta. Caminhamos por mais de 30 minutos sem ver uma alma pela rua, quando de repente nos deparamos com um quarteirão, que depois descobrimos ser o centro de Jerusalém, cheio de bares abertos e restaurantes, a nossa primeira impressão foi de surpresa pois, era Shabat e não entendíamos aquela cena, vimos judeus bêbados cantando alto pelas ruas, militares mulheres fumando e bebendo fardadas, e uma vida noturna bastante agitada. Nos sentimos num oásis, conseguimos comer uma pizza folheada, aliás a melhor que já comemos, ficamos um tempo por ali e voltamos para o nosso studio.

 

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No dia seguinte pegamos um táxi, pois tivemos bastante dificuldade me utilizar ônibus (tudo em hebraico) e fomos para old city, assim que chegamos ficamos encantados com o lugar, parecia um filme do Aladdin, tendas e mais tendas vendendo de tudo, especiarias, roupas, artigos religiosos. A nossa primeira parada foi no quarteirão cristão, na igreja do santo sepulcro.

 

É a igreja aonde Jesus foi crucificado e ressuscitou, sendo a igreja mais sagrada da cristandade. No primeiro ponto de parada marca o local aonde Cristo foi ungido e envolvido antes do enterro, nesse ponto haviam muitos fiéis tocando a pedra da unção ajoelhados. Fomos até o túmulo aonde Cristo foi enterrado, entramos em uma fila, e após alguns minutos adentramos no santuário segundo a história estaria enterrado Jesus Cristo. Ficamos perplexos, pois por não sermos religiosos, mas mesmo assim, sempre estamos buscando entender sobre todas as religiões, descobrimos que no cristianismo, não temos só evangelhos, luteranos, católicos pois, no interior da igreja do Santo Sepúlcro haviam, Cristãos Gregos Ortodoxos, Armênios, entre outros tipos de cristãos.

 

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As igrejas Ortodoxa, Católica Romana, tem o direito sobre o interior da tumba e todas as três celebram missas diariamente, revezando entre si.

 

Após fomos para o monte do templo, bem bonito, todo revestido de ouro e mosaicos, logo abaixo e próximo está o muro das lamentações, visitamos o muro e deixamos os famosos bilhetes com pedidos de pessoas queridas. No muro existe uma separação, de um lado somente mulheres e do outro homens.

 

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Dois depois retornamos a old city, e fizemos questão de visitar novamente a igreja do santo sepulcro, dessa vez enquanto visitávamos, estava iniciando-se uma missa e os religiosos convidavam todos os presentes a participar, foi bastante espirituoso. A missa estava percorrendo o caminho de Jesus dentro da igreja, seguindo os pontos que Jesus seguiu.

 

Fomos ao monte das oliveiras e visitamos a igreja de santa Maria Madalena, esta com enormes cúpulas douradas. Nessa hora iniciou o nosso calvário, pois queríamos muito visitar o túmulo de Oskar Schindler, andamos quase que 4 horas atrás do local exato, e ao chegar no local este estava fechado, foi frustrante.

 

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Jerusalém é uma cidade linda, tem um charme indescritível, possui um enorme parque que podemos ver indianos, árabes, judeus e todo tipo de gente por lá, em um dia de ensolarado.

 

A coleta seletiva de lixo é levada a risca e podemos ver quase que a cada esquina enormes gradeados para descarte de garrafas pet e lixos plásticos.

 

Jerusalém foi uma das cidades mais bacanas que já conhecemos, pela riqueza de histórias, pela magia do lugar e o clima frio bastante agradável.

 

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Ainda em Jerusalém, compramos um tour guiado pela Palestina, que incluía ir em Belém, campos de refugiados e em Hebron.

 

Contratamos o Green Olive Tour, que eu recomendo por todo profissionalismo deles.

 

O tour tinha um grupo pequeno e nossa primeira parada foi na cidade palestina de Belém. Diferente do que eu imagina, Belém é uma cidade super arrumadinha, limpa e a sua maioria são cristãos.

 

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Nosso guia era um cristão que vive com a família em Belém e nos mostrou toda a problemática política que eles vivem por conta dos assentamentos judeus criados pelo governo de Israel.

 

Paramos na Igreja da Natividade, local onde Jesus teria nascido. A Igreja estava sendo reformada, e assim como na Igreja do Santo Sepulcro ela tem três donos, que são os católicos apostólicos romano, os gregos ortodoxos e armênios ortodoxos.

 

No momento que chegamos era o momento dos armênios celebrarem a missa no local em Jesus nasceu, e tivemos que esperar eles acabarem e nos autorizarem e visitar rapidamente o local.

 

O local que seria onde Jesus nasceu fica no subsolo da Igreja, abaixo do altar. É um local pequeno e espremido onde podemos ver uma pequena estrela onde seria este o exato local.

 

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Dali fomos conhecer um campo de refugiados na cidade. Nos foi explicado toda a problemática que os refugiados enfrentam e adentramos no campo para ter ideia de como eles vivem.

 

Sinceramente, se comparado a qualquer favela no Rio de Janeiro aquele campo é ótimo.

 

Nossa próxima parada foi um dos pontos mais altos do tour. Fomos conhecer os famosos muros que Israel construiu para separa-los da Palestina. Ali, vimos a dimensão e grandiosidade da coisa. Os muros são muito altos e passa por toda a cidade. Pudemos deixar mensagens nos muros, pichando-os.

 

Dali fomos para Hebron, que fica na Cisjordânia, que fica para uma próxima postagem.

 

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Hebron é uma cidade da Cisjordânia que está sob ocupação de Israel e o local é reclamado tanto pela Autoridade da Palestina como pela Jordânia.

 

Sua maioria é árabe e é lá que está os túmulos de Abraão, Isaac e Jacó.

 

Assim que chegamos na cidade, recebemos vários tipos de orientação de como nos portar, pois passaríamos por muitos check points militares.

 

A região tem diversas divisões militares pois há muitas famílias israelenses vivendo no local, o que tem gerado muitos conflitos, com muitas mortes.

 

Hebron é divida em duas regiões, H1 que esta sob autoridade palestina e os judeus não podem entrar e H2 que também era habitada por palestinos mas ficou sob o controle de Israel.

 

Hebron para mim foi como andar em meio ao cenário de uma guerra muito injusta. Nós estávamos com ativistas que pedem a desocupação dos assentamentos israelenses em Hebron.

 

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Entramos pela área que um dia deve ter sido um comércio muito intenso, mas que hoje, por conta da ocupação de militares se transformou numa rua onde vemos árabes vivendo numa situação quase que de mendicância.

 

Eles imploravam para comprarmos algo, acabamos comprando um pãozinho que custou centavos de NIS. Mais a frente um senhor me abordou vendendo lenços de papel que me custou 1 NIS um pacote.

 

Exatamente em cima da rua dos comércios, ficava alguns apartamentos israelenses, como poucas famílias morando por ali. Essa famílias jogavam pedras, atiravam ovos nas mercadorias , sendo necessário colocarem uma rede de proteção para evitar que mais objetos fossem jogados.

 

Neste local, muitos árabes pediam que nós mostrássemos para o mundo a situação absurda em que eles vivem.

 

Mais a frente, e passando por mais um check point, entramos em uma área na qual o nosso guia não pode passar por ser palestino, e somente judeus poderiam entrar. Nesta rua, praticamente deserta, todas as lojas que ali existiam estavam fechadas. Muitas com marcas de tiros, janelas quebradas, pichações com palavras de ódio de novamente mais um check point com militares judeus armados.

 

Nosso guia nos esperou do lado de fora e pediu que seguíssemos sozinhos para conhecer o local, deixou muito claro que deveríamos andar reto por uns 10 minutos e que em hipótese nenhuma deveríamos virar ou entrar em outra rua. Também nos informou que não poderíamos tirar fotos dos judeus ultra ortodoxos que ali viviam, pois eram extremamente agressivos.

 

E nessa rua pude ver uma escola com muitas crianças judeus ortodoxas, bem como de longe víamos um grande assentamento judeu com muitas casas ainda em construção. Havia também placas com fotos de pessoas mortas pelo conflito do local. Muitas foram mortas em atentados terroristas com homem bomba promovidos pelo lado palestino.

 

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Voltando ao encontro do nosso guia/ativista, fomos almoçar em uma casa de família árabe.

 

Era uma casa grande, e nos serviram arroz, frango e coca cola.

 

Dali, iríamos para a Mesquita de Abraão e novamente recebemos mais instruções, que mostra como aquele local é cheio de conflitos.

 

O Túmulo dos Patriarca é onde está os túmulos de Abraão e Sara, Jacó e Lea e Isaac e Rebeca, e em volta fora construído um monumento que os muçulmanos transformaram em mesquita de um lado e os judeus em sinagoga do outro.

 

Ocorre que a mesquita e a sinagoga eram num único local, onde muçulmanos tinham acesso a sinagoga e vice versa. Mas como um matava o outro, decidiram dividir em dois. Mas isso não foi o suficiente para acabar com os conflito, nosso guia nos explicou que em 1994 durante o Ramadã, um judeu de extrema direita entrou na mesquita pelo lado da Sinagoga e atirou contra os palestinos, matando em torno de 50 muçulmanos e mais de 100 ficaram feridos.

 

Nos foi explicado que todos deveríamos dizer aos militares que éramos cristãos para poder entrar na sinagoga, pois é proibido a entrada de muçulmano, caso esses nos perguntassem.

 

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E eu fui premiada com a pergunta vinda de soldado israelense, com seus óculos Ray Ban e todo galanteador pra cima de mim. E informei que nosso grupo era todo de cristãos, apesar de ter uma americana que se converteu ao islamismo durante seu trabalho em Abu Dhabi e ela era uma presença desagradável no nosso grupo, gostando de mostrar que sabia falar árabe e que não queria mentir sua religião para entrar na Sinagoga.

 

Se não quer mentir, não entre, simples. Mas a chata ficava argumentando durante todo o almoço e enchendo o saco. Mas claro, que ali tudo era uma balela dela e ela não só entrou como mentiu.

 

Passamos por um check point ridículo, digo isso, porque todos os detectores de metal apitavam por conta das nossas maquinas e chaves e eles somente nos perguntavam se estávamos com armas e facas. (???) Oi? Se eu tivesse eu viria contar?

 

Ao entramos na Sinagoga havia alguns judeus rezando por ali. No meio havia um local com paredes envolta de um túmulo com vidros a prova de bala. Depois fui entender que aquele local também dava acesso a mesquita, e por questão de segurança, dividiram em dois o prédio e colocaram vidros a prova de bala. Para que um povo não matasse o outro.

 

Enquanto estávamos na Sinagoga, entrou um grupo vestido a paisana fortemente armados.

 

De lá, fomos para o lado palestino para entrar na mesquita. Fizemos mais um check point, desta vez com militares palestinos, lá nem detector de metais funcionava.

 

Após caminhamos mais um pouco era o momento de ir embora. Caminhamos novamente H1, onde havia crianças brincando e fomos embora.

 

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Após o dia em Hebron, estávamos decididos a irmos visitar o Egito ou a Jordânia. Ambos os destinos iríamos até o extremo sul de Israel, cidade de Eilat e de lá atravessaríamos a fronteira para o Egito ou para a Jordânia. Deixamos alguns dias livres para decidirmos na hora o que queríamos fazer.

 

Após pensarmos bastante levando em conta o custo que teríamos e principalmente, o fato de que haveria um Shabat no dia anterior a nossa volta para o Brasil por Tel Aviv, fato que dificultaria muito qualquer translado, comércio, e decidimos ficar por Israel mesmo.

 

Acabamos decidindo que iríamos alugar um carro em Jerusalém e passaríamos os próximos dias rodando todo a região do mar morto. Conseguimos uma boa promoção on-line através da empresa Eldan por uns 40 dólares por dia, porém no dia seguinte quando nos dirigimos a empresa para retirar o carro e pagar, fomos surpreendidos com o fato de que a empresa efetuaria um depósito de segurança em nosso cartão de crédito num valor absurdo, algo em torno de 3 mil dólares, se optássemos por não utilizar o seguro. Essa era a nossa opção pois, através de nosso cartão já teríamos a cobertura que queríamos. Ainda acabamos alugando um GPS, que nada mais é do que um Ipad com 3G. Acabamos recebendo o nosso carro, que era um fiar câmbio manual e bastante ruim.

 

O carro estava com a marcha solta, a ré engatava com dificuldade e o motor bastante fraco. Acabamos optando por pagar o seguro da empresa, pois não queríamos o nosso limite de cartão travado pela Eldan. A nossa reserva on-line, não pôde ser usada e acabamos fazendo uma nova na hora com o seguro deles, acabou que a brincadeira saiu quase 400 dólares pelos 3 dias.

 

Enfim pegamos o nosso carro e fomos para o mar morto, na parte da tarde.

 

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Assim que se chega na parte norte do mar morto, a primeira parada é no Mineral Beach, a entrada é paga e como fomos mais para o fim da tarde pagamos meia entrada. O lugar em si é bem simples e básico, com algumas cabanas, chuveiros, lama do mar morto, vestiário e uma lojinha logo na entrada, já a área para banho no mar é restrita a uma pequena região.

 

Mergulhar no mar morto é algo indescritível, você realmente se sente em cima daqueles tapetes flutuantes de piscina. Não pode molhar o rosto na água, e o Rodrigo curioso resolveu colocar a língua levemente na água para "sentir" o gosto do sal, pois bem a língua ardeu tanto que ficou com os olhos cheios de lágrimas. Nos enchemos de lama do mar morto e ficamos no sol esperando aquilo encrostar, muito engraçado.

 

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Após algumas horas nos divertindo em Mineral Beach, pegamos o nosso carro e continuamos nossa viagem direção ao sul. Passamos de carro por um check point na estrada e a militar que era uma mulher ficou super surpresa, quando falamos que éramos brasileiros.

 

Continuamos beirando o mar morto até o sul, em lugar chamado Ne'Ot Hakikar, fica exatamente na fronteira com a Jordânia e é um vilarejo de poucas ruas, alugamos uma cabana super legal por lá.

 

O dono só possui três propriedades para alugar e só tinha disponibilidade para uma noite, pois quando vimos o lugar queríamos ter ficado por lá mais alguns dias.

 

As outras duas cabanas estavam ocupadas por duas famílias de judeus bastante religiosos, segundo o dono, uma família era americana e outra de Israel mesmo.

 

Fomos ao único mercadinho da cidade e ficamos super curiosos, pois a cidade estava cheia de asiáticos, percebemos que no mercado a maioria dos produtos eram tailandeses. Perguntamos para o dono das cabanas, e este nos informou que os tailandeses trabalhavam nas plantações, pois ali ao lado existiam enormes estufas, no meio do deserto.

 

Chegando a noite estávamos em nossa varanda, bebendo um vinho e conversando, quando percebi que o vizinho da cabana ao lado que era o americano (médico), estava sentado com seu filho, ensinando hebraico para ele.

 

Fomos dar uma breve caminhada e podíamos ver as luzes nas montanhas um pouco a frente que eram da Jordânia.

 

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Após algumas horas nos divertindo em Mineral Beach, pegamos o nosso carro e continuamos nossa viagem direção ao sul. Passamos de carro por um check point na estrada e a militar que era uma mulher ficou super surpresa, quando falamos que éramos brasileiros.

 

Continuamos beirando o mar morto até o sul, em lugar chamado Ne'Ot Hakikar, fica exatamente na fronteira com a Jordânia e é um vilarejo de poucas ruas, alugamos uma cabana super legal por lá.

 

O dono só possui três propriedades para alugar e só tinha disponibilidade para uma noite, pois quando vimos o lugar queríamos ter ficado por lá mais alguns dias.

 

As outras duas cabanas estavam ocupadas por duas famílias de judeus bastante religiosos, segundo o dono, uma família era americana e outra de Israel mesmo.

 

Fomos ao único mercadinho da cidade e ficamos super curiosos, pois a cidade estava cheia de asiáticos, percebemos que no mercado a maioria dos produtos eram tailandeses. Perguntamos para o dono das cabanas, e este nos informou que os tailandeses trabalhavam nas plantações, pois ali ao lado existiam enormes estufas, no meio do deserto.

 

Chegando a noite estávamos em nossa varanda, bebendo um vinho e conversando, quando percebi que o vizinho da cabana ao lado que era o americano (médico), estava sentado com seu filho, ensinando hebraico para ele.

 

Fomos dar uma breve caminhada e podíamos ver as luzes nas montanhas um pouco a frente que eram da Jordânia.

 

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A cidade de Arad fica a uns 30 minutos do mar morto, subindo pelo deserto de Massada. Fomos para Arad e assim que chegamos percebemos ser uma cidade bastante religiosa pois, vimos muitos judeus ortodoxos pelas ruas.

 

Fomos para o apartamento que alugamos, era perfeito tudo meticulosamente arrumado, aliás acho que essa é uma característica do judeu, pois essa viajem inteira para Israel ficamos em apartamentos alugados e todos eles estavam impecáveis em termos e limpeza, qualidade do móveis, cama, roupa de cama, etc.

 

Passeamos em Arad no dia seguinte que era Shabbat e no centro da cidade, tinham alguns mercados abertos, eram mercados russos e não fechavam no Shabbat, nos sentimos no paraíso. Compramos frios, queijos, coisas que só acharíamos nesse tipo de mercado, como um linguiça para fazermos um cachorro-quente.

 

Arad, assim como a todas os lugares que passamos em Israel era cheia de gatos de rua, todos sempre bem alimentados e lindos. A Anne adotou alguns durante essa viajem, eram latas e latas de atum todo dia.

 

Por fim fomos de carro de Arad para Tel Aviv, uma viajem tranquila. As estradas em Israel são excelentes, todas muito novas e bem pintadas.

 

Chegando em Ben Gurion (aeroporto de Tel Aviv), partimos de volta em nosso voo sofrido para o Brasil.

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  • 2 semanas depois...
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Muito legal o relato !!! Obrigado por compartilhar !!! Pegando várias informações estarei em Jerusalem agora em Novembro.

 

Também estou em dúvida parecida com a sua: "Ir" ou "não ir" para Jordânia ....gostaria muito porém acho que estou com o tempo um pouco curto.. ::otemo::

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  • 1 ano depois...
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Amigos, quero ir para a palestina visitar meu marido, pelo visto devo mesmo ir por israel. Se for interrogada nas fronteiras, vou mentir dizendo q estou indo a turismo, pois tenho medo deles me criarem problemas. Será q eles criam caso com quem viaja sozinha? Por causa do meu casamento tenho um sobrenome árabe, será q eles podem implicar?

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  • 3 semanas depois...
  • 1 ano depois...
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Oi @Elisilva 18!
Tudo bem?
O Mochileiros.com não vende pacotes turísticos.
O site é uma comunidade de viajantes independentes, que viajam por conta própria.
Por aqui você encontra experiências de outros viajantes, dicas, informações e serviços que podem ajudar você mesma a fazer a sua viagem (sem um pacote) para Israel por exemplo (e ou outros destinos). Você pode buscar por roteiros já feitos e colocar a ideia do seu para outro(s) viajante(s) opinar(em); ler as várias e ricas histórias de viagens (onde além de inspiração irá encontrar dicas e muita informação) publicadas no site e eventualmente, até encontrar companhia para viajar. (nos Roteiros de Viagem, Relatos de Viagem e Companhia para Viajar, respectivamente).
Este post também poderá ajuda-la caso você queira fazer uma viagem mochileira: http://mochilabrasil.uol.com.br/blog/guia-do-mochileiro-de-primeira-viagem
Abraço :)

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    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
       
      Venho aqui rapidamente contribuir com mais um relato de final de semana (na verdade 2 dias e meio). O destino dessa vez foi Belém do Pará! Uma cidade incrível, vibrante com uma cultura única e muitas belezas naturais.
      Vamos aos detalhes:
      1-Passagens: promoção da TAM de final de semana – 500,00 ida e volta por pessoa (já com as taxas, saindo de Belo Horizonte)
      2-Hospedagem: Hotel Soft Inn no bairro Batista Campos – 368,00 para três dias. Hotel padrão Ibis, muito bonito, confortável, com bom café de manhã e ótima localização. Chega-se À estação das docas e Ver-o-Peso com 15 min de caminhada. O Theatro da Paz está há 5 min de caminhada.
      3 – Deslocamento: mais uma vez, como já virou rotina, utilizamos o Uber. Lá em Belém o Uber funciona há apenas 3 meses então é tudo muito novo ainda para os próprios motoristas. Somente 1 corrida ultrapassou os 20,00: a volta para o aeroporto. É muito tranquilo de se utilizar e com 2 ou mais pessoas compensa mais que o ônibus.
      4 – Deslocamento Ilha do Mosqueiro: é uma ilha localizada há cerca de 70km de Belém onde os locais passam finais de semana e férias pelas suas praias de água doce. De carro gasta-se pouco mais de 1 hora, mas de ônibus (coletivo ou executivo) gasta-se em torno de 2h e meia. A diferença entre os ônibus é a presença de ar condicionado no ônibus executivo (custa 9,00 a passagem). O coletivo comum custa 5,00 se não me engano.
      5 – Usem e abusem do protetor solar e do ar condicionado nos diversos estabelecimentos, pois o calor que faz é de matar! Rs
       
      Dia 1 (20/05/17) – Theatro da Paz, Forte do Presépio, Casa das Onze Janelas, Museu do Círio, Museu de Arte Sacra, Mangal das Garças e Estação das Docas
       
      Havíamos chegado de madrugada no hotel. Acordamos um pouco mais tarde e só conseguimos iniciar o dia com a visita guiada às 10:00hs no Theatro da Paz (6,00 por pessoa). Visita muito boa, o teatro é muito bonito, tanto por dentro quanto por fora e o monitor explica cada detalhe da construção e da história do lugar. Vale muito a pena.
      De lá fomos até o Forte do Presépio, que é onde se iniciou a cidade. Diferentemente do Forte de Cabedelo, esse está muito bem cuidado e organizado. De lá se tem uma bela vista do Rio Guamá, que banha Belém, do Ver-o-Peso e da Estação das Docas.
      Dentro do Forte tem o Museu do Encontro, que apesar de pequeno tem muitas informações interessantes sobre a cultura indígena pré-existente e da colonização portuguesa.
      Ao lado do Forte fica a casa das onze janelas (tem onze mesmo, rs) que atualmente funciona como um espaço de exposições de arte (mas já funcionou como hospital e quartel). Tinha uma exposição fotográfica bem interessante quando passamos.
      Uma rápida passada no Museu de Arte Sacra e em seguida fomos ao Museu do Círio, que conta um pouco da história do Círio de Nazaré, que é bem interessante! O povo belenense é muito devoto à Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da cidade.
      (Obs: todos esses pontos visitados pagam ingresso, porém como estávamos na semana dos Museus todos tiveram entrada gratuita!)
      Almoçamos no Point do Acaí, próximo à estação das Docas. O local é referência na cidade para comer o tradicional peixe com Acaí. Estava bem cheio quando fomos.
      Não curti muito o Acaí como eles fazem não. Prefiro com açúcar mesmo. É diferente também, bem mais cremoso.
      Na parte da tarde fomos passear no Mangal das Garças, que é um parque muito bonito da cidade com algumas atrações legais. O parque não paga entrada, mas algumas atrações tem o valor de 5,00 cada. As mais legais para mim é o Farol, de onde se tem uma bela vista do parque da cidade e o Museu da Navegação, que é uma homenagem à Marinha Brasileira.
      Exaustos de tanto andar, voltamos ao hotel para descansar um pouco. À noite fomos conhecer a tão falada estação das docas, que é realmente um lugar revitalizado da cidade (lembra muito Puerto Madero) muito bacana. Jantamos um menu paraense no restaurante Lá em Casa (72,00 e serve muito bem 2 pessoas).
       
      Dia 2 – Parque/Museu Emílio Goeldi e Ilha do Mosqueiro
      Quando planejei a viagem não tinha intenção de ir a outro local fora da cidade devido ao tempo. Mas no dia anterior tínhamos conseguido ver praticamente todos os principais pontos da cidade. Então pensamos em um bate-volta. A princípio seria a Ilha de Marajó, mas achamos por bem deixar para uma outra oportunidade, pois é um lugar que precisa de mais tempo para ser melhor apreciado. Foi então que ouvimos falar da Ilha do Mosqueiro: uma ilha próxima de Belém que daria um bate-volta certeiro.
      Antes da ilha fomos ao Parque Emílio Goeldi, que é um misto de parque, jardim botânico, zoológico e museu. Quando chegamos tinha muitas famílias com crianças e é um lugar bem legal para passar o dia. A exposição sobre a Amazônia que tinha no prédio do museu também foi muito interessante. A entrada custa R$3,00;
      De lá fomos até a rodoviária da cidade e pegamos o ônibus “Amarelinho” para Mosqueiro. O ônibus é confortável, tem ar condicionado, mas, meu Deus, como demora. Ele pára em todos os pontos possíveis e imagináveis até chegar no lugar! Depois de umas 2 horas e meia chegamos na praia do Farol, que é a mais movimentada de Mosqueiro.
      É exatamente como qualquer praia, exceto que a água é doce. Muito bacana, porém tem muita sujeira na praia por conta de algumas pessoas sem educação. Triste!
      Ficamos lá curtindo a praia até umas 17:00, quando pegamos o ônibus de volta a Belém. Mais 2 horas e meia...
      Chegando em Belém ainda deu tempo de provar o Tacacá e Pato no Tucupi no Tacacá do Renato. (O mais famoso de Belém é o da Dona Maria, no bairro de Nazaré , mas já estaria fechado pelo horário que chegamos).
       
      Dia 3 – Mercado Ver-O-Peso, Estação das Docas e Basílica de Nazaré
      Último dia na cidade e ainda faltando a atração mais famosa para conhecer. O incrível Ver-o_Peso. Li muita gente falando mal desse lugar por ser sujo, desorganizado, etc. É verdade, mas qual mercado popular não é um pouco assim? Rs
      Eu achei muito bacana, vende-se de tudo, de peixes a chás e remédios para todo tipo de males, artesanatos diferentes e comida. Provei um filé de dourado fantástico por R$10,00. Minha esposa comprou umas sementes de Jambu para tentar plantar em casa.
      Demos uma passadinha rápida na estação das Docas para tomar um sorvete na Cairu (sorveteria mais famosa da cidade) e fomos conhecer a Basílica de Nazaré: eu já conheci algumas igrejas muito bacanas em MG e Salvador, mas acho que nunca vi nada igual. É uma basílica extremamente requintada, com muitos detalhes em toda a sua parede e é enorme! Ficamos realmente muito impressionados com a fineza e elegância.
       
      De lá seguimos ao hotel para fazr o Check-out e rumar de volta para casa.
       
      Considerações finais:
      1- Belém tem um povo muito hospitaleiro e educado e a cidade tem muita coisa boa para se fazer;
      2 -O legal é viajar com mais calma (fizemos tudo muito corrido, principalmente no primeiro dia) e reservar um tempo para ir a A Ilha de Marajó (pretendo voltar justamente por isso).
      3 – Como toda cidade grande tem os seus problemas, mas não me senti inseguro em momento algum. Caminhamos bastante com muita tranquilidade em vários pontos da cidade.
       
      É isso pessoal, qualquer dúvida estamos à disposição!


















    • Por Rogpan
      Fomos passar o Reveillon  2020/2021 em Salinas ou o Sal para os mais íntimos, aproveitamos para conhecer uma Praia que é bastante visitada, porém alguns de casa ainda não conhecem.
      Resolvi registrar...
      A travessia parte da Praça do Pescador, no início da Orla do Maçarico. Chegamos de carro no local onde estacionamos no acostamento (sem custos) e logo visível fica um trapiche da associação de barqueiros.
      O Ccusto foi de travessia foi de R$ 10,00 (dando direito a ida e volta por pessoa).
       

       

       


      Estacionamos sem custo e sem problemas com locais proibidos(fiscalização), muitas pessoas levam suas bebidas nas caixas térmicas, o bares no outro lado não geram problemas, para o consumo de comidas costumam cobrar os 10%, ficamos na primeira barraca onde tem umas casas de palhas recém construídas.
      O custo médio de um prato para 3 pessoas sai por R$ 75,00. O lugar é bem procurado por família e casais. Poucos carros aventuram-se a atravessar a extensa praia do Farol até essa ponta (final da praia do Farol).

      Os barcos atravessam de 4 até 15 pessoas, uma travessia de 5 minutos.
      o Local rende excelentes fotos!

       


      O Local conta com 3 barracas (bares), serve uma boa comida, não possui rede elétrica o que fica melhor por não ter som em grande volume.
      O local aceita pagamento em cartão ou transferência bancária. Não vimos pacotes divulgando o local nem outros tipos mas acreditamos que o local tenha outro atrativos turísticos, pois vimos muitos Guarás indo para seus locais de descanso. Em breve voltamo a explorar.
       

    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
      Valor em dinheiro que levei: R$ 550,00.
      Duração da viagem: 54 dias.
      Quantidade de estados: 3 Estados e uma pequena parada em Brasília.
       
      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
      Jantei em um Restaurante que o PF custava R$ 10,00.
      No outro dia peguei mais duas caronas Alagoas-Sergipe Sergipe-Bahia e cheguei na Bahia, finalmente.  Passei uma semana em Salvador, consegui hospedagem no Couchsurfing, alimentação por minha conta, fazendo compras e preparando minha própria comida, de transporte usei o mangueio kk pedindo pra subir e tocar. Depois de uma semana, saí da bahia e voltei à br para pegar carona. Consegui diversas caronas no mesmo dia e cheguei na Chapada Diamantinaa. 
      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
      ALIMENTAÇÃO: Comprava minha comida e preparava. 
      GUIA: É necessário guia apenas em algumas trilhas em outras tem como fazer de boas usando o gps. 
      DICA DE APP: MAPS ME Nele tem como usar o gps da localidade que tu se encontra sem internet. 
      SAINDO DA BAHIA RUMO GOIÂNIA: Saí da Chapada Diamantina de carona com inumeráveis pessoas, carona com caminhoneiro e carro particular, e passei perrengues, porque a Bahia é imensa. Levei 4 dias pra chegar em Goiânia.
      Nesse percurso nem sei quantas caronas peguei, foram muitas. Em nenhum momento precisei pagar pousada, até porquê nem tinha como, pois a grana já tava curta. Na primeira noite dormi na casa da família de um rapaz que me deu carona quando ainda estava indo para Chapada, Na segunda passei a noite em um posto de gasolina, Na terceira noite dormi na casa de um amigo que conheci com a experiência de carona também, isso em Brasília. (aproveitei pra comprar logo minha passagem de volta pra belém quando eu estava em Brasília) E por fim, no quarto dia consegui a carona para Goiânia. Em Goiânia passei quase algumas semanas, fiquei na casa de um amigo, apenas ajudando com a alimentação, no trasporte também não gastei nada.
      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

    • Por Ricson Silva
      Caros amigos mochileiros, tudo bem?
      Estou indo para Belém para um fim de semana, porém meus horários são bem apertados, chego no dia 05/09 (12:00pm) e meu voo de volta é no dia 07/09 (16:00pm). Gostaria de saber se da pra eu aproveitar um bate-volta no mesmo dia (06/09) até a Ilha de Marajó? Se sim, vocês poderiam me dar dicas? Será minha primeira viagem sozinho e estou com muita vontade de conhecer essa ilha cheia de encantos!!! Um abraço!!!
    • Por Renatao1502435084
      Fala galera viajante. 
      Nessa quarentena resolvi postar um pouco do mochilãozinho que fiz em Israel e Palestina. Também farei relato sobre Egito e Jordânia caso alguém se interesse só procurar na área dos respectivos países. 
      29/01/2020 - Guarulho Tel Aviv: consegui comprar esse voo por 33 mil pontos na Latam + 150 reais. Resolvi fazer o upgrade para a classe executiva por mais R$ 1.250,00. Ao menos uma vez na vida resolvi me dar esse luxo já que a passagem saiu de graça.
      30/01/2020 - Chegada em Tel Aviv no aeroporto de Ben Gurion após 15 horas voando. Li vários relatos da imigração em Israel. Após apresentar meu passaporte já ia ser admitido, mas pelo perfil de ser jovem, solteiro e viajando sozinho me mandaram para a "salinha". Após uns 20 minutos chegou um agente da polícia falando um português com sotaque carioca para minha surpresa. Perguntou-me quanto e como eu paguei minha passagem. Após responder firmemente me devolveu o passaporte e deu boas vindas à Israel.
       
      O aeroporto fica bem longe da cidade e resolvi ir de ônibus. Ao contrário do resto do ano esta época fez um frio absurdo e já do lado de fora tive que retirar uma blusa reserva da mochila. Infelizmente esqueci meu casaco em cima de cama na minha cidade no interior de Goiás. Após 50 minutos de viagem cheguei ao centro de Tel Aviv e fui direto ao Hostel Abraham.
      A viagem foi planejada de forma a conhecer as seguintes cidades:
      1.      Tel Aviv
      2.      Jerusalem
      3.      Bethelen (Palestina)
      4.      Masada
      5.      Haifa
      6.      Tiberiades

       
       
      31/01/2020 – Dia de Conhecer Old Jaffa e a orla de Tel Aviv
       
      Old Jaffa: é uma das cidades mais antigas do mundo.
       
      Porto de Jaffa: dizem que Jonas saiu deste porto quando foi engolido por uma Baleia
       
      Orla de Tel Aviv: dá para caminhar bastante. Ou alugar patinete ou bicicleta. Os valores são exorbitantes como tudo em Israel. Para comer sozinho gastava em torno de 50 reais quando barato 
       
       
      Dia 1º/02/2020 - Cidade Branca de Tel Aviv
      A Cidade Branca de Tel Aviv é a maior concentração do mundo de prédios no "International Style", mais conhecido como "Estilo Bauhaus". 
       
      Museu de Arte de Tel Aviv: o museu é gigante e custou 50 NIS.
       
      Carmel Market: infelizmente não tirei nenhuma foto do mercado em si.  Fica em uma rua de Tel Aviv e parece com as feiras no Brasil.
       
      2/2/2020: Dia de partir para Jerusalém: fui a pé para a rodoviária. De lá foi tranqüilo comprar o ticket. Os ônibus em Israel são muito pontuais e basta consultar o site da empresa (Egged). Na rodoviária de Jerusalém aproveitei para comprar um casaco pois estava um frio da gota. Fiquei no mesmo Abraham Hostel. De lá caminhei no mesmo dia para a Old Town

       
      Jerusalém é um mundo à parte. Qualquer pessoa deveria visitar esse lugar. É uma energia incrível e basta se perder nas ruelas para encontrar milhares de anos de história. É possível passar muito tempo porque tem muita coisa: Bairro Judeu, Cristão, Armênio, Muçulmano. Várias igrejas, mesquitas e sinagogas. Locais históricos como muro das lamentações, Monte no Templo, Domo da Rocha, Via Dolorosa. É história e religião que não acaba mais. Você sente a tensão no ar entre a população. Muita cultura junta e misturada. É algo inexplicável.
      Muro das Lamentações
       
      03/02/2020: Fiz um tour guiado. Famoso “Free Walking Tour”. Só lembrando que ao final do tour o guia pede uma gorjeta sendo o valor sugerido de 50 NIS.  Se estiver com inglês afiado vale a pena porque explica bem sobre vários monumento que em uma caminhada sozinho passa desapercebido.
      Torre de Davi
       
       
      Aproveitei ainda para ir ao Jardim de Getsemâni e ao Monte das Oliveiras. Fiz tudo à pé. Israel é extremamente caro. Tenha em mente que ir para lá vai gastar uma boa grana.
      Jerusalém vista do Monte das Oliveiras
       
       
      04/02/2020: Aproveitei para ir na área do Domo da Rocha. Horários são restritos porque esta mesquita está no mesmo local do Monte do Templo. Pelo fato de dois locais sagrados para duas religiões (islamismo e Judaísmo) estarem no mesmo local existe todo o conflito e a área é super vigiada.
      No mesmo dia fui para Bethelen: basta pegar o ônibus em frente a cidade antiga.

       
      Em Belém vale a pena visitar a Igreja da Natividade e a Mesquita que fica em próximo. É interessante como uma cidade com um dos locais mais sagrados do cristianismo está em território Israelense com maioria da população palestina.
      Outro local que vale a pena visitar é o muro que divide a Cisjordânia. Há muitos grafites nos muros que refletem o conflito no local. Vale a reflexão até que ponto o muro é uma forma de proteção dos israelenses e até que ponto provoca segregação populacional.
      A volta de Belém para Jerusalém tem uma situação triste. No check point  é solicitado que todos os palestinos desçam do ônibus. Turistas permanecem e devem mostrar o passaporte ao soldado israelense. Uma soldada de um metro e meio com uma metralhadora maior que ela passou fazendo a revista. Os palestinos, na maioria jovens, submetem-se a revista, perguntas. Me passou pelo pensamento como é injusto o fato de que os palestinos estavam no território há centenas de anos. Os israelenses voltaram com o movimento sionista a partir de 1948. Quem é o dono da terra? Vale pensar e de uma certa forma a viagem para lá dá uma girada na chave em tudo que pensamos sobre o conflito Israel x Palestina.
       
      05/02/2020: Masada. Este local é uma fortaleza no deserto. Tem uma história muito triste: os judeus fugiram para lá no ano de 63 a.C. Após algum tempo foram encontrados pelos romanos. Após perceberem que seriam mortos, ver os filhos escravizados e as mulheres possuídas pelos romanos decidiram pelo líder, Eleazar, e outros a suicidarem. Atualmente os recrutas do exercito israelense terminal o curso de formação no parque fazendo o juramento "Masada nunca mais"
      É possível super até a fortaleza no “Cable car” ou caminhando através do Caminho da Serpente ou "Snake Path"
      Mar Morto visto de Masada. Paga uma taxa para entrar no Parque Nacional de Masada
      Lá do alto é possível observar o Mar Morto. É possível conhecer os dois locais nos mesmo dia mas preferi ir no Mar Morto do lado jordaniano.
      Fui de transporte público e é bem tranqüilo. Tudo na hora. Basta checar no site da companhia de ônibus.
       
       
      Dia 06/02/2020:  Museu do Holocausto. Local é bem triste porque mostra todo o sofrimento do povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial. Dá para passar algumas horas. É uma verdadeira aula de história.

      07/02/2020: Sexta feira – início do Shabat. É bom ficar esperto porque muitas coisas funcionam somente até hora do almoço. Saí cedo de Jerusalém com destino a Haifa. Fui até esta cidade para conhecer os Jardins de Baha’is.
      Este é um dos níveis do Jardim que fica em Haifa ao norte de Israel
      Infelizmente o dia estava fechado, mas nada que atrapalhe a beleza do jardim. O mesmo é o local supremo da religião Bahai. Esta religião é a junção do melhor do cristianismo, judaísmo e islamismo. Para adentrar o local tem que agendar previamente com um guia específico. Caminhei deste ponto até a parte de baixo pela rua. É uma caminhada e tanto. Tem mais coisas para fazer em Haifa mas optei por partir para o próximo destino, Tiberíades. 
       
      08/02/2020 – Tiberíades: resolvi conhecer esta cidade porque fica à beira do Mar da Galileia. Na verdade trata-se de um lago de água doce de extensão quilométrica. Aqui Jesus teria andado sobre a água, acalmado a tempestade, feito o milagre da multiplicação dos pães e peixes.

      Caminhei na orla do lago e imaginando as histórias de Jesus. Para mim foi uma viagem de reflexão espiritual e histórica.
       
      Dia 09/02/2020: Parti de Tiberíades para Jordânia.
      Escolhi a fronteira ao norte porque não tinha interesse de ir para o sul de Israel e nem de através a King Hussein Bridge próximo a Jerusalém porque ouvi dizer que era bem complicado.
      Tomei o ônibus cedo na rodoviária de Tiberíades para Betsaida. A rodoviária nesta última cidade fica bem afastada e as informações que encontrei na internet eram bem confusas acerca da travessia para a Jordânia.
      Tomei o micro ônibus 16 que ia para um kibbutz (comunidade rural em Israel) próximo a fronteira, cerca de 2 km. Descido no ponto de ônibus fui caminhando até a imigração 
      Tchau Israel. Só tenho a agradecer por esta viagem de conhecimentos incríveis sobre a religião, história. Israel é um país que todos deveriam conhecer pela riqueza que tem a oferecer. É um destino caro mas que vale a pena. 
      Próximo post pretendo escrever sobre Jordânia. 
      Obrigado a todos!
       
       
       
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