Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Mil Perrengues: Bolívia, Chile e Peru

Postado
  • Membros

Fala galera da mochila!

 

Estou aqui mais uma vez, como forma de retribuição, para registrar nossa aventura. O roteiro é clássico e já conhecido de quase todos por aqui, mas nunca imaginaria que uma viagem dessas fosse tão marcante e tão imprevisível.

 

Iniciamos – eu e a Miriam (minha esposa) – no dia 12.03.2014 por Santa Cruz, depois Sucre, Potosi, Uyuni (Salar), San Pedro do Atacama, Arequipa, Cusco (Macchu Picchu), Copacabana e, por fim, La Paz.

 

Antes de mais nada, gostaria de agradecer imensamente a TODOS do Mochileiros.com que me ajudaram a construir e realizar esta viagem, direta ou indiretamente, especialmente Sorrent, Mauro Brandão, Maria Emília, guto_okamoto (e os mendigos machos), Aletucs, camilalisboa e todos os demais que a minha memória traiu agora...Muito Obrigado!

 

Gastos

 

A primeira preocupação de qualquer mochileiro, além do roteiro, claro, é com a grana que irá investir. Posso dizer que conseguimos ser bem econômicos, principalmente com comida e hospedagem, fato que foi bem proveitoso ao final, restando uns dólares para o Free Shop e presentes aos amigos.

 

No total, gastamos cerca de R$ 4.500,00 (reais) para o casal, com tudo, hostel, comida, passeios, etc. Só não entrou nessa conta as passagens aéreas de ida e volta e um “plus” devido aos perrengues que explicarei mais tarde...

 

Levamos TUDO em dólares e foi a melhor coisa que fizemos. Não tivemos problema algum, sem preocupação com caixas eletrônicos, taxas de cartão de crédito e demais preocupações. O único risco – e bota risco nisso – era perder o dinheiro, mas levamos duas Money Belt que deram conta do recado, só tirávamos para tomar banho e olha lá!

 

A estratégia foi trocar reais por dólares aos poucos, aqui no Brasil. Íamos acompanhando a cotação e quando estava boa, ligávamos para três casas de câmbio e brigávamos pela melhor cotação, sempre dava certo e uma cobria o preço da outra.

 

Passagens: R$ 1.380,00 para os dois já com todas as taxas, voando Gol. O melhor preço foi no decolar.com, inclusive com mais opções de horário.

 

Reservas/Hospedagem

 

A única reserva que fizemos com antecedência foi para o Jodanga, hostel excelente de Santa Cruz, pois queríamos conhecê-lo e sabíamos que não voltaríamos tão cedo a Santa Cruz, quer dizer, pelo menos não imaginávamos o final SURPREENDENTE dessa viagem...Mas enfim, quem quiser dar uma olhada no Jodanga e já aproveitar para fazer aquela reserva esperta, entra lá no site deles: http://www.jodanga.com/

 

No mais, fomos desbravando as “ótimas” ::mmm: opções de hospedagem que a nossa querida América do Sul nos oferece, com exceção do Wild Rover, que realmente é muito bom, mas só tem em Arequipa, Cusco e La Paz, recomendadíssimo! Pela festa, pela bagunça, pelo conforto, pela higiene, pela comida, pela galera, etc., etc., etc., quem já ficou lá sabe do que estou falando...E mesmo para você, rapaz casado e sério e você, donzela comprometida, vale a pena. Como disse, fui com minha esposa e curtimos muito o lugar, não é só para pegação e bebedeira que o Wild Rover se presta, confiem em nós: http://www.wildroverhostels.com/

 

Obs. Se você for solteiro (a), então amigo (a), o Wild Rover é parada obrigatória. ::hahaha::

 

Perrengues

 

Meu Deus do céu! Só nesta trip aprendemos a lidar com quase todos os tipos de perrengues que uma viagem pode proporcionar. Terminamos com a sensação de missão cumprida, mesmo não conseguindo seguir boa parte do nosso roteiro, infelizmente, mas serviu como um grande aprendizado e um motivo para voltarmos, sem sombra de dúvida. Então, como todo bom mochileiro, prepara-se e curta o momento...

 

Certificado Internacional de Vacinação

 

Como a maioria que já postou relato por aqui, não nos foi solicitado este certificado em nenhum momento da viagem. No entanto, se você quiser garantir, o posto da ANVISA, no aeroporto de Guarulhos, fica no Terminal 2, ASA "C" - Desembarque, e você poderá retirá-lo na hora.

 

IMPORTANTE: Para a retirada do Certificado Internacional, primeiro deverá tomar a vacina em qualquer posto de saúde, é de graça e garantirá sua proteção contra a FEBRE AMARELA. Para agilizar as coisas caso queira retirar o certificado no mesmo dia do seu voo, como nós fizemos, antes de sair de casa, faça seu cadastro no site da ANVISA, pois sem ele não será possível a retirada no posto do aeroporto. Você até consegue fazer o cadastro na hora, eles têm um computador ligado à internet lá mesmo, mas a conexão é lenta e tem fila, o que poderá atrapalhar seus planos ou fazer com que se atrase para pegar o avião.

 

Então vamos lá!

 

12.03.2014 – São Paulo / Santa Cruz de La Sierra (Bolívia)

 

Voamos pela Gol, com saída do aeroporto de Guarulhos às 11h05 e chegada prevista em Santa Cruz às 13h10, tudo no horário e sem transtornos, aliás, essa primeira parte da trip foi bem tranquila, mal sabíamos o que vinha pela frente...

 

Chegando em Santa Cruz, logo trocamos 100 dólares no aeroporto mesmo, pois não tínhamos um boliviano sequer e sabíamos que iríamos precisar para o táxi até o Jodanga, pagamento da diária, lanche e uns itens de última hora.

 

Logo no avião já conhecemos o primeiro brasileiro! Um baiano gente fina que faz medicina em Santa Cruz, aliás, estudante brasileiro de medicina em Santa Cruz é como formiga, tem em todo canto!

 

As perguntas básicas aos brasileiros que chegam nessa cidade são: “Faz medicina?” e “Veio colocar silicone?” Hahahahaha.

 

Pois bem, já com todas as dicas do nosso amigo baiano que não é muito chegado em carnaval, chegamos à cidade mais brasileira da Bolívia. É incrível como Santa Cruz se parece com o Brasil, desde a fisionomia do povo, até o clima e a comida.

 

CURIOSIDADE: Ao sair do aeroporto, existe um sistema alfandegário e de segurança curioso. Ninguém, ninguém mesmo entende e eles não explicam. O lance é o seguinte, existe uma porta grande, tipo aquelas com detector de metais, com um botão. Você chega, aperta o botão e, se ficar verde: Liberado! Se ficar vermelho: Revistado! Hahahaha, mas isso é antes de passar pelo suposto detector de metais! WTF?! Como assim? É tipo um roda a roda do Silvio Santos! Pura sorte, nada mais que isso! E detalhe, NINGUÉM RECEBEU LUZ VERMELHA! Passaram umas trinta pessoas na nossa frente e não acendeu a luz vermelha nenhuma vez!

 

O trajeto até o Jodanga é bem tranquilo, um pouco distante, mas tranquilo. Este foi o único táxi que pegamos em Santa Cruz, carro velho, sem cinto, que engasgava e morria a cada 5 km. O taxista era bem fechado, só se soltou quando começamos a falar em português (eita povo simpático de meu Deus), perguntando sobre a Copa, economia, política...Puxar papo com o taxista sempre ajuda.

 

 

Chegando ao Jodanga, surpresa agradável. Hostel com clima caribenho, pessoal simpático, com piscina, bar, wi-fi, enfim, ótimo lugar. Ficamos num quarto para 10 pessoas (beliches), misto, com banheiro e chuveiro quente próprios. O locker fica fora do quarto, no corredor, mas é bem tranquilo, nos sentimos bem seguros lá.

 

Pedimos informações na recepção e já saímos para desbravar a Bolívia brasileira! De lá, caminhamos até um parque que fica bem perto do Hostel, lugar agradável e bem arborizado. Andamos mais um pouco até uma avenida, contornando esse parque e chegamos a um ponto de ônibus. Aí já sacamos como funciona o transporte público na Bolívia.

 

O lance é o seguinte: Não existe ponto de ônibus! Você fica parado numa esquina, numa rua qualquer onde costumam passar os “buses” e, ao avistá-lo, sai correndo atrás! Faz sinal! Mostra a camisa a Brasil! Vira estrelinha, dá um duplo twist carpado, Isso deve funcionar...Para vocês terem uma ideia, de táxi, do Jodanga até o centro, ficaria em torno de 80 BOB´s (bolivianos) ida e volta - pelo menos foi isso que uma brasileira gastou. Nós gastamos míseros 4 BOB´s, cerca de R$ 1,28 (cada passagem). Então, ao contrário da Angélica, Vá de ônibus!

 

Além da economia, é muito divertido. São micro-ônibus bem velhos, importados do Japão da década de 70 e sem segurança alguma. Eles andam com as portas abertas para facilitar a entrada e saída da galera, é sério, às vezes nem param, passam perto da calçada e o povo vai subindo, pagando o motorista, e se agarrando nas ferrugens para ficar em pé. Pra ajudar, como bom brasileiro, estava de chinelo e levei um mil, duzentos e dezessete pisões no dedão do pé direito, resultando, ao final, um saldo de -1 unha.

 

Enfim, chegamos ao centro de Santa Cruz, lugar agradável e meio caótico. A praça XXIV de Setembro é bonita e bem cuidada, com muitas crianças e pombas, as “palomitas”, terror da Miriam :cry: . Resolvemos comer no Burger King, que fica bem em frente a essa praça, num lugar bem legal, enorme e com cara de museu antropológico da minha cidade, hehe. Andamos bastante por todo o centro, já se adaptando novamente ao espanhol e ao povo boliviano. Entramos no mercado municipal, passeamos pela praça, tiramos algumas fotos e conhecemos a catedral, linda.

DSC03779.JPG.819948a2d5fa6e0a05ee84a9b99234b8.JPG

 

De volta ao Hostel, compramos umas bobeiras numa mercearia próxima e aproveitamos para curtir o lugar. O pessoal é bem gente fina, mas tinham muitos, muitos israelenses que, apesar de simpáticos, se fechavam entre eles, numa espécie de panelinha israelita. Uma pena.

 

No mais, entramos no quarto e a Miriam foi perguntar em espanhol não sei o que a um cara com pinta de indiano, que respondeu em inglês e era brasileiro! Hahahaha. Logo uma outra veio berrando: Brasileiros! Aí sentamos na entrada do banheiro, uma espécie de vestiário e ficamos lá batendo papo. O “indiano” (Lucas, se não me engano) contou que estava viajando há três anos, já tinha rodado o mundo e estava voltando pra casa. A outra brasileira, uma figura, estava no fim da trip com um roteiro bem parecido ao nosso, o que foi bom para perguntarmos sobre o Salar e as condições climáticas em Uyuni, pois era Março e a chuva pega naquelas bandas...

 

Terminei a noite tomando coca-cola com Eno e Dramin, resultado do lanche que não caiu bem, droga. Falarei sobre a comida mais pra frente, mas já adianto que, mesmo para estômagos mais fortes, a culinária boliviana reserva algumas surpresas.

 

CURIOSIDADE: Se alguém te convidar para “ficar de bola” em sua casa, recuse! [ou não, vai saber]. Ficar de bola significa TODOS PELADOS pela casa, assistindo um filminho, comendo pipoca, dançando Macarena, de boa, sem roupa, só “de bola”...HAHAHHAhahahaha...História bizarra do indiano brasileiro com uns chilenos aí...

 

Por enquanto é isso [...]

 

NOTAS

 

Cotação do dólar no aeroporto de Santa Cruz: US 1,00 a BOB 6,96.

Táxi aeroporto/Jodanga: BOB 70

Hostel Jodanga: BOB 80 (por noite, por pessoa).

Burguer King: BOB 40 (combo).

Água: BOB 12 (1 litro)

Coca-cola: BOB 7

Editado por Visitante

  • Respostas 275
  • Visualizações 58.7k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • [...]   O FIM.   Entramos no carro, olhamos um para a cara do outro e demos um sorriso sem dizer nada, mas pensamos a mesma coisa: “Olha só como essa viagem vai terminar...”   Eu, a Miriam e a “

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Membros

Fala Noggy muito bom seu relato, estou morrendo de rir, em outubro estou partindo pra minha trip, ansioso. abraço.

Postado
  • Membros

Fala Noy

 

Valeu pelas respostas, estou muito ansioso pela essa trip que deve ser Muito Legal e inesquecível.

 

 

Rafael

Postado
  • Membros

Quando e fui pro salar, eu levei jogo de lençol e fronhas. a parte de baixo eu forrei a cama e a de cima eu coloquei por baixo das cobertas, assim meu corpo só encostava em lençol limpo. quem for pode considerar levar um jogo de lençol bem velho, ai é só jogar fora ou deixar pra trás depois da laguna colorada, pra diminuir o volume.

 

Outra dica é pra quem for por la paz primeiro, trocar dinheiro lá e já levar em bolivianos, o cambio em outras cidades é uma merda. isso serve pra copacabana e santa cruz tbm, o cambio de la paz é o melhor.

 

alias, que saudade daqueles ares rarefeitos de lá.

Postado
  • Autor
  • Membros

É isso aí Aletucs, a dica do lençol e fronhas é muito boa mesmo, nós iríamos fazer isso também, mas esquecemos de levar :(

A melhor cotação, certamente, foi em La Paz, nas demais era sempre a mesma porcaria...

Postado
  • Membros

Nogy, seus relatos são divertidíssimos!

 

Estou indo com uma amiga agora em agosto, vamos fazer um roteiro bem parecido, mas vamos sair do Brasil por Corumbá, o único trecho aéreo vai ser Sucre x Santa Cruz mesmo, por causa do relato das estradas!

 

Espero poder voltar logo pra contar todas as nossas aventuras

Postado
  • Autor
  • Membros

Valeu Gutão!

 

Outro membro de honra por aqui, Viva Los Mendigos Machos!

Postado
  • Autor
  • Membros

15.03.2014 – Salar: 1º dia

 

Logo de cara, sabíamos que seria uma experiência interessante esses 3 dias dentro de um 4 x 4, no meio do nada, com duas suíças, um australiano, uma alemã e o nosso guia, o boliviano Edwin.

 

Confesso que estávamos um pouco apreensivos, pois é muito tempo convivendo com pessoas que você nunca viu na vida, de outros países, outra cultura, outros hábitos, mas, no fim, foi um dos lances mais incríveis que rolou nessa trip. Não somos fluentes no inglês e o Nick, australiano figura/sem noção, só falava inglês e não entendia uma palavra de espanhol. As suíças falavam alemão, uma delas espanhol, o que facilitou a interação com a alemã, que, pra nossa sorte, também falava espanhol muito bem. O Edwin, nosso guia, falava espanhol e pronto! Risos.

 

A princípio, poderia ter sido muito chato, ninguém interagindo e tal. Mas foi exatamente o contrário! Todos se esforçando pra entender a língua do outro, querendo aprender algumas palavras e frases, gesticulando e rindo, mas rindo muito...Então, se você está preocupado com a língua, porque não fala inglês ou espanhol, esqueça isso. Como disse anteriormente, todos estão no mesmo barco, querendo conhecer pessoas e lugares, então desencane e mergulhe de cabeça. A Miriam é fluente em espanhol, mas eu só entendo bem a língua, me faltando vocabulário e gramática (só isso?). Não somos, nem de longe, fluentes em inglês, o que sabemos é o básico e deu muito certo. Trabalhávamos em dupla, risos, quando um não entendia, o outro completava, mudávamos de palavra, fazíamos comparações com o espanhol, enfim, foi ótimo do jeito que rolou e todo mundo se entendeu e se divertiu muito.

 

A primeira parada é no cemitério de trens, um lugar abandonado que fica bem próximo de Uyuni. Apesar de não ser nada de mais, rende boas fotos e é bom para ir quebrando o gelo com a galera do seu 4 x 4, puxando assunto, se oferecendo para tirar fotos, batendo um papo com o guia sobre o trajeto, enfim.

Após rodarmos cerca de 20 km desde Uyuni, paramos novamente, mas agora num povoado chamado Colchani, que são um dos responsáveis pela extração e produção de sal.

 

Aqui é aquele velho lance turistas x comércio. Eles te empurram pra um mundo de barraquinhas, vendinhas, caixotes que te oferecem toda a sorte de produtos típicos. Sem te explicar direito, também te conduzem a um lugar onde é feita a produção de sal, com breves explicações e uma aula prática de como selar saquinhos de sal, rs. Ao final: Propina (gorjeta).

 

A mulherada aproveita pra ver aquelas bolsinhas com desenhos de filhotes de bichos do deserto, bagulhos pra cabelo, chapéu, boina, meias, casacos, cara, não tem fim.

 

O banheiro é pago, custa absurdos 5 BOB pra você utilizar o vaso da casa de um desconhecido ou atrás de um muro qualquer.

 

DICA: Leve papel higiênico. Nenhum lugar por onde passamos na Bolívia, seja em Uyuni, seja no deserto, seja em Copacabana ou em La Paz (exceto no Wild Rover), tinha papel higiênico. Então seja precavido (a) e leve seu rolinho de papel com você.

 

Adeus “pueblo” simpático, toca pro deserto que estamos ansiosos!

 

Aí o bicho pega meu amigo, você pesquisou meses, se imaginou naquela imensidão branca, fazendo graça com fotos em perspectiva, querendo sentir o sol queimar os pelos do seu braço e tudo mais. Você anda um bocado até chegar a hora e quando chega, você não acredita. É um silêncio ensurdecedor. Uma imensidão sem fim. Não adianta ver fotos e vídeos, VOCÊ PRECISA ESTAR LÁ.

 

Prefiro não comentar muita coisa, apenas tentar passar uma ideia pequena, muito pequena do que é o Salar de Uyuni, por meio de imagens:

 

DSCN3602.JPG.0aaeda26bde72a005c08233dfe98a346.JPG

 

DSCN3655.JPG.a426fa4c2914a7de9d0543785dc03a5d.JPG

 

DSCN3668.JPG.262a5fda6f2b728c8760788b089a0a16.JPG

 

DSC03915.JPG.101aa90d0230189fe4937ab57b09de4a.JPG

 

DSC03922.JPG.9fbf04e3da934905b0473b399a7fee74.JPG

 

DICA: Nesse dia você irá almoçar no meio de um dos maiores desertos de sal do mundo, ali mesmo, no chão salgado de Uyuni, com o Sol torrando suas ideias, sem uma brisa sequer, o ar seco e a altitude, provavelmente, fará seu nariz sangrar ou, pelo menos, ficar irritado, você terá que equilibrar seu prato no colo, a coca-cola estará quente, o bife é de algum animal entre sapo e lhama, as folhas de alface estarão murchas, os tomates passados...E VOCÊ IRÁ ADORAR! Então, antes de fechar o tour, ainda em Uyuni, verifique o cardápio de cada dia, pois muitas agências oferecem opções vegetarianas, sem glúten e etc., pois você não vai querer se preocupar com isso nesse momento, apenas curtir uma das experiências mais malucas da sua vida.

 

Após o almoço, o guia simplesmente pede pra você ir caminhando até um monte qualquer à sua frente...WTF? Acabei de comer dois bifes de lhama/bicunha/alpaca (cada hora o Edwin falava que era um bicho) e tomar litros de coca-cola e você me pede pra caminhar no deserto? Que muito LOCO!

 

DSC03916.JPG.b12abe37327530b98c351903692135ab.JPG

 

Andamos batendo um papo, curtindo aquilo tudo, foi animal. Apesar que, animal mesmo foi o Nick...O cara andou cerca de 10 minutos, sob o sol do meio dia, no deserto de sal, DESCALÇO (!). Esses australianos são muito sem noção, são muito engraçados e muito gente fina, mas são muito sem noção! O Nick dava risada do pé queimando, eu já estava tendo vertigens e ele lá, de boa, com o pé derretendo feito manteiga na frigideira...tisc...

 

Já estávamos gritando: Edwin! Seu boludo! (xingamento em espanhol, utilize com moderação), vem buscar a gente, porra! (palavrão em português, utilize sem moderação).

 

Quase desmaiados, chegou nosso 4 x 4. O guia manda a gente ir caminhando enquanto ele limpa os utensílios de cozinha, dá uma verificada no jipe, vai caçar a nossa janta, sei lá, só sei que demora...

 

DICA: Agora que você já sabe que vai andar no meio do deserto após o almoço, não faça como eu, leve água e protetor solar, pois sua mochila fica no jipe.

 

Curiosidade: Este é o único dia que você passará pelo deserto de sal em si. Quando falamos em Salar de Uyuni, é nesse dia que rola tudo, as fotos legais, o “mar branco” ou o “espelho d´água”, aquele lance das bandeiras dos países, os cactos gigantes, enfim, o restante do Tour você irá desbravar outras regiões, tão inóspitas quanto, mas o ponto alto, certamente, é nesse dia. Então se prepare para esse momento, coloque aquela camiseta que você adora para sair nas fotos, leve uns badulaques para tirar fotos em perspectiva, carregue sua máquina fotográfica e se prepare para muitas fotos e vídeos, deixe muita água e protetor solar sempre por perto, na mochila pequena (porque a grande vai em cima do jipe e você só terá acesso ao final de cada dia) e outras coisas que julgar necessário.

 

DSC03943.JPG.88034dc30d156e1e8d83fc756a29ca7e.JPG

 

DSC03954.JPG.9b1c80c842ff7e02be47e5248007237d.JPG

 

Após a Isla del Pescado, aquela que tem os cactos gigantes, seguimos para o nosso hostel de sal...Meus amigos, aí que mora o perigo...Deixarei esta parte para um próximo post, porque rolou muitas bizarrices nessa noite, aguardem...

 

Notas

Banheiro: 5 BOB

Entrada Isla del Pescado: 30 BOB

Gorjeta para o tio que ensaca o sal: 4 BOB (ou quanto quiser, rs)

Editado por Visitante

Postado
  • Membros

Nogy, faz tempo que não vejo um relato tão engraçado e ao mesmo tempo bem detalhado. Mas, viajar é isso mesmo: curtir a parte boa e...curtir a parte ruim também, que acaba sendo a mais divertida. Me fez lembrar algumas surreais que já passei. Ansioso para ouvir o resto.

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.