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Olá viajante!

Bora viajar?

Mil Perrengues: Bolívia, Chile e Peru

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Fala galera da mochila!

 

Estou aqui mais uma vez, como forma de retribuição, para registrar nossa aventura. O roteiro é clássico e já conhecido de quase todos por aqui, mas nunca imaginaria que uma viagem dessas fosse tão marcante e tão imprevisível.

 

Iniciamos – eu e a Miriam (minha esposa) – no dia 12.03.2014 por Santa Cruz, depois Sucre, Potosi, Uyuni (Salar), San Pedro do Atacama, Arequipa, Cusco (Macchu Picchu), Copacabana e, por fim, La Paz.

 

Antes de mais nada, gostaria de agradecer imensamente a TODOS do Mochileiros.com que me ajudaram a construir e realizar esta viagem, direta ou indiretamente, especialmente Sorrent, Mauro Brandão, Maria Emília, guto_okamoto (e os mendigos machos), Aletucs, camilalisboa e todos os demais que a minha memória traiu agora...Muito Obrigado!

 

Gastos

 

A primeira preocupação de qualquer mochileiro, além do roteiro, claro, é com a grana que irá investir. Posso dizer que conseguimos ser bem econômicos, principalmente com comida e hospedagem, fato que foi bem proveitoso ao final, restando uns dólares para o Free Shop e presentes aos amigos.

 

No total, gastamos cerca de R$ 4.500,00 (reais) para o casal, com tudo, hostel, comida, passeios, etc. Só não entrou nessa conta as passagens aéreas de ida e volta e um “plus” devido aos perrengues que explicarei mais tarde...

 

Levamos TUDO em dólares e foi a melhor coisa que fizemos. Não tivemos problema algum, sem preocupação com caixas eletrônicos, taxas de cartão de crédito e demais preocupações. O único risco – e bota risco nisso – era perder o dinheiro, mas levamos duas Money Belt que deram conta do recado, só tirávamos para tomar banho e olha lá!

 

A estratégia foi trocar reais por dólares aos poucos, aqui no Brasil. Íamos acompanhando a cotação e quando estava boa, ligávamos para três casas de câmbio e brigávamos pela melhor cotação, sempre dava certo e uma cobria o preço da outra.

 

Passagens: R$ 1.380,00 para os dois já com todas as taxas, voando Gol. O melhor preço foi no decolar.com, inclusive com mais opções de horário.

 

Reservas/Hospedagem

 

A única reserva que fizemos com antecedência foi para o Jodanga, hostel excelente de Santa Cruz, pois queríamos conhecê-lo e sabíamos que não voltaríamos tão cedo a Santa Cruz, quer dizer, pelo menos não imaginávamos o final SURPREENDENTE dessa viagem...Mas enfim, quem quiser dar uma olhada no Jodanga e já aproveitar para fazer aquela reserva esperta, entra lá no site deles: http://www.jodanga.com/

 

No mais, fomos desbravando as “ótimas” ::mmm: opções de hospedagem que a nossa querida América do Sul nos oferece, com exceção do Wild Rover, que realmente é muito bom, mas só tem em Arequipa, Cusco e La Paz, recomendadíssimo! Pela festa, pela bagunça, pelo conforto, pela higiene, pela comida, pela galera, etc., etc., etc., quem já ficou lá sabe do que estou falando...E mesmo para você, rapaz casado e sério e você, donzela comprometida, vale a pena. Como disse, fui com minha esposa e curtimos muito o lugar, não é só para pegação e bebedeira que o Wild Rover se presta, confiem em nós: http://www.wildroverhostels.com/

 

Obs. Se você for solteiro (a), então amigo (a), o Wild Rover é parada obrigatória. ::hahaha::

 

Perrengues

 

Meu Deus do céu! Só nesta trip aprendemos a lidar com quase todos os tipos de perrengues que uma viagem pode proporcionar. Terminamos com a sensação de missão cumprida, mesmo não conseguindo seguir boa parte do nosso roteiro, infelizmente, mas serviu como um grande aprendizado e um motivo para voltarmos, sem sombra de dúvida. Então, como todo bom mochileiro, prepara-se e curta o momento...

 

Certificado Internacional de Vacinação

 

Como a maioria que já postou relato por aqui, não nos foi solicitado este certificado em nenhum momento da viagem. No entanto, se você quiser garantir, o posto da ANVISA, no aeroporto de Guarulhos, fica no Terminal 2, ASA "C" - Desembarque, e você poderá retirá-lo na hora.

 

IMPORTANTE: Para a retirada do Certificado Internacional, primeiro deverá tomar a vacina em qualquer posto de saúde, é de graça e garantirá sua proteção contra a FEBRE AMARELA. Para agilizar as coisas caso queira retirar o certificado no mesmo dia do seu voo, como nós fizemos, antes de sair de casa, faça seu cadastro no site da ANVISA, pois sem ele não será possível a retirada no posto do aeroporto. Você até consegue fazer o cadastro na hora, eles têm um computador ligado à internet lá mesmo, mas a conexão é lenta e tem fila, o que poderá atrapalhar seus planos ou fazer com que se atrase para pegar o avião.

 

Então vamos lá!

 

12.03.2014 – São Paulo / Santa Cruz de La Sierra (Bolívia)

 

Voamos pela Gol, com saída do aeroporto de Guarulhos às 11h05 e chegada prevista em Santa Cruz às 13h10, tudo no horário e sem transtornos, aliás, essa primeira parte da trip foi bem tranquila, mal sabíamos o que vinha pela frente...

 

Chegando em Santa Cruz, logo trocamos 100 dólares no aeroporto mesmo, pois não tínhamos um boliviano sequer e sabíamos que iríamos precisar para o táxi até o Jodanga, pagamento da diária, lanche e uns itens de última hora.

 

Logo no avião já conhecemos o primeiro brasileiro! Um baiano gente fina que faz medicina em Santa Cruz, aliás, estudante brasileiro de medicina em Santa Cruz é como formiga, tem em todo canto!

 

As perguntas básicas aos brasileiros que chegam nessa cidade são: “Faz medicina?” e “Veio colocar silicone?” Hahahahaha.

 

Pois bem, já com todas as dicas do nosso amigo baiano que não é muito chegado em carnaval, chegamos à cidade mais brasileira da Bolívia. É incrível como Santa Cruz se parece com o Brasil, desde a fisionomia do povo, até o clima e a comida.

 

CURIOSIDADE: Ao sair do aeroporto, existe um sistema alfandegário e de segurança curioso. Ninguém, ninguém mesmo entende e eles não explicam. O lance é o seguinte, existe uma porta grande, tipo aquelas com detector de metais, com um botão. Você chega, aperta o botão e, se ficar verde: Liberado! Se ficar vermelho: Revistado! Hahahaha, mas isso é antes de passar pelo suposto detector de metais! WTF?! Como assim? É tipo um roda a roda do Silvio Santos! Pura sorte, nada mais que isso! E detalhe, NINGUÉM RECEBEU LUZ VERMELHA! Passaram umas trinta pessoas na nossa frente e não acendeu a luz vermelha nenhuma vez!

 

O trajeto até o Jodanga é bem tranquilo, um pouco distante, mas tranquilo. Este foi o único táxi que pegamos em Santa Cruz, carro velho, sem cinto, que engasgava e morria a cada 5 km. O taxista era bem fechado, só se soltou quando começamos a falar em português (eita povo simpático de meu Deus), perguntando sobre a Copa, economia, política...Puxar papo com o taxista sempre ajuda.

 

 

Chegando ao Jodanga, surpresa agradável. Hostel com clima caribenho, pessoal simpático, com piscina, bar, wi-fi, enfim, ótimo lugar. Ficamos num quarto para 10 pessoas (beliches), misto, com banheiro e chuveiro quente próprios. O locker fica fora do quarto, no corredor, mas é bem tranquilo, nos sentimos bem seguros lá.

 

Pedimos informações na recepção e já saímos para desbravar a Bolívia brasileira! De lá, caminhamos até um parque que fica bem perto do Hostel, lugar agradável e bem arborizado. Andamos mais um pouco até uma avenida, contornando esse parque e chegamos a um ponto de ônibus. Aí já sacamos como funciona o transporte público na Bolívia.

 

O lance é o seguinte: Não existe ponto de ônibus! Você fica parado numa esquina, numa rua qualquer onde costumam passar os “buses” e, ao avistá-lo, sai correndo atrás! Faz sinal! Mostra a camisa a Brasil! Vira estrelinha, dá um duplo twist carpado, Isso deve funcionar...Para vocês terem uma ideia, de táxi, do Jodanga até o centro, ficaria em torno de 80 BOB´s (bolivianos) ida e volta - pelo menos foi isso que uma brasileira gastou. Nós gastamos míseros 4 BOB´s, cerca de R$ 1,28 (cada passagem). Então, ao contrário da Angélica, Vá de ônibus!

 

Além da economia, é muito divertido. São micro-ônibus bem velhos, importados do Japão da década de 70 e sem segurança alguma. Eles andam com as portas abertas para facilitar a entrada e saída da galera, é sério, às vezes nem param, passam perto da calçada e o povo vai subindo, pagando o motorista, e se agarrando nas ferrugens para ficar em pé. Pra ajudar, como bom brasileiro, estava de chinelo e levei um mil, duzentos e dezessete pisões no dedão do pé direito, resultando, ao final, um saldo de -1 unha.

 

Enfim, chegamos ao centro de Santa Cruz, lugar agradável e meio caótico. A praça XXIV de Setembro é bonita e bem cuidada, com muitas crianças e pombas, as “palomitas”, terror da Miriam :cry: . Resolvemos comer no Burger King, que fica bem em frente a essa praça, num lugar bem legal, enorme e com cara de museu antropológico da minha cidade, hehe. Andamos bastante por todo o centro, já se adaptando novamente ao espanhol e ao povo boliviano. Entramos no mercado municipal, passeamos pela praça, tiramos algumas fotos e conhecemos a catedral, linda.

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De volta ao Hostel, compramos umas bobeiras numa mercearia próxima e aproveitamos para curtir o lugar. O pessoal é bem gente fina, mas tinham muitos, muitos israelenses que, apesar de simpáticos, se fechavam entre eles, numa espécie de panelinha israelita. Uma pena.

 

No mais, entramos no quarto e a Miriam foi perguntar em espanhol não sei o que a um cara com pinta de indiano, que respondeu em inglês e era brasileiro! Hahahaha. Logo uma outra veio berrando: Brasileiros! Aí sentamos na entrada do banheiro, uma espécie de vestiário e ficamos lá batendo papo. O “indiano” (Lucas, se não me engano) contou que estava viajando há três anos, já tinha rodado o mundo e estava voltando pra casa. A outra brasileira, uma figura, estava no fim da trip com um roteiro bem parecido ao nosso, o que foi bom para perguntarmos sobre o Salar e as condições climáticas em Uyuni, pois era Março e a chuva pega naquelas bandas...

 

Terminei a noite tomando coca-cola com Eno e Dramin, resultado do lanche que não caiu bem, droga. Falarei sobre a comida mais pra frente, mas já adianto que, mesmo para estômagos mais fortes, a culinária boliviana reserva algumas surpresas.

 

CURIOSIDADE: Se alguém te convidar para “ficar de bola” em sua casa, recuse! [ou não, vai saber]. Ficar de bola significa TODOS PELADOS pela casa, assistindo um filminho, comendo pipoca, dançando Macarena, de boa, sem roupa, só “de bola”...HAHAHHAhahahaha...História bizarra do indiano brasileiro com uns chilenos aí...

 

Por enquanto é isso [...]

 

NOTAS

 

Cotação do dólar no aeroporto de Santa Cruz: US 1,00 a BOB 6,96.

Táxi aeroporto/Jodanga: BOB 70

Hostel Jodanga: BOB 80 (por noite, por pessoa).

Burguer King: BOB 40 (combo).

Água: BOB 12 (1 litro)

Coca-cola: BOB 7

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17.03.2014 – Salar: 3º dia

 

Como no dia anterior, este também é tranquilo e cansativo, muitas horas andando por aí de 4x4.

 

A primeira parada é o lance dos geysers. Confesso que esperava mais, pois muita gente fala bem dessa experiência. O que ocorre, talvez, é que você já viu tanta coisa, já passou por tanto perrengue e ainda está no 6º dia de Trip! Então, a ansiedade por novos lugares, novos desafios, faz com que você fique um pouco mais exigente com algumas coisas, rs. Não que não seja legal, olha aí:

 

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Após os geysers, andamos horas, sobe e desce no deserto com pedras soltas, montanhas e tudo o mais. A paisagem muda a todo instante e você até esquece que está no final do Tour, infelizmente...

 

No meio do caminho, paramos na tal das águas termais. Olha, aqui vale um ponto de arrependimento. Como estava muito frio ainda, já que neste dia tudo rola no período da manhã, chegamos às águas termais meio “borocochôs”, como diria minha mãe. O Edwin tentou nos animar, dizendo que dentro da água faz mais de 40 graus (isso é animar?) e que o frio logo passa...As suíças decidiram entrar, o Nick queria ver alguma gringa pelada, a alemã desistiu e nós...também... ::putz::

 

Talvez tenha sido um dos poucos arrependimentos dessa trip, se estivesse lá hoje, certamente entraria na água, com frio ou sem frio. É um lance diferente, com poucas chances de acontecer de novo na sua vida, então: ENTRE NA ÁGUA! ::otemo::

 

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Enquanto a galera se banhava na água do inferno, ficamos lá comendo umas pringels, tomando Gatorade e caçando o que fazer. Nessa, a alemã sentou ao nosso lado e ficamos observando tudo ao redor, como isso tudo é maluco, as pessoas diferentes, o lugar que não sabemos até quando irá existir...Foi legal conversar com a alemã, ela era muita gente fina, se interessava pela cultura da América do Sul (ela faz faculdade de estudos latinos)...(sim, isso existe) e nossas ideias bateram. A Miriam se deu muito bem com ela, pareciam velhas amigas de escola...

 

Após cerca de 40 minutos, saímos das termas em direção às Lagunas Branca e Verde, última parada do nosso Tour.

 

Nós e as suíças, seguiríamos a San Pedro do Atacama. A alemã e o Nick voltariam a Uyuni.

 

O clima de despedida começou já no 4x4, trocamos e-mail e promessas de reencontros, o que nunca sabemos se realmente irá acontecer. É um sentimento ruim, você conhece pessoas legais, se liga a elas em 3 longos dias no meio do deserto, passa por situações inusitadas, todos juntos e, de repente, adeus. Esta é a sina do mochileiro.

 

A Laguna Verde é uma das coisas mais lindas que eu já vi na Vida. Impressiona de verdade, é enorme e perfeita. Nesta hora que rola a primeira parte da despedida, aquela foto tradicional da galera em frente à laguna, o guia diz algumas palavras legais, agradece por mais uma missão cumprida e seguimos, desolados, à fronteira.

 

Ninguém mais conversa, cada um lembrando das suas paisagens prediletas que as máquinas fotográficas teimam em querer registrar, mas que sua memória guarda para sempre...

 

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Chegamos na fronteira Bolívia x Chile, ainda no deserto e não tem jeito, é hora de dar Tchau.

 

A alemã quase chorou quando nos abraçou, disse que a casa dela está à disposição quando formos à Alemanha (quem sabe...) e que nunca irá se esquecer da gente...

 

O Nick foi pegar minha mochila e a tacou no meu peito lá de cima do 4x4! HAHAhahhaha, é o jeito dele de dizer que gostou da minha companhia, das histórias e momentos engraçados pelos quais passamos. Me abraçou e deu um tapa no meu pulmão esquerdo que chegou a murcha-lo, mas deu pra perceber que estava feliz em ter nos conhecido. Também ofereceu um quarto na sua fazenda, para quando formos à Austrália (quem sabe...).

 

As suíças iriam a San Pedro conosco, então só demos um “até logo”, pois San Pedro é minúscula e esperávamos encontrá-las por lá, o que não aconteceu...

 

O Nick ainda levou nossas mochilas até a guarita da fronteira, como um bom fazendeiro australiano que é.

 

Na fronteira é o seguinte: Se for gringo, paga de 20 a 30 dólares. Se for brasileiro, 15 BOB (Viva o Mercosul). ::hãã2::

 

A polícia boliviana da fronteira é muito mal educada, te olham feio o tempo todo, andam com as metralhadoras em punho como se fôssemos terroristas, são grossos e tudo mais. O cara que verificou meu passaporte ainda rasgou uma folha sem querer, porque eu havia grampeado o papelzinho da imigração. Putz, fiquei preocupado se isso me traria problemas mais pra frente...

 

DICA: Quando você entra no país, eles te entregam dois papéis, geralmente um amarelo e um azul. Observe que um deles é o papel da imigração. Pelo Amor de Deus! Guarde esse papel e o proteja com a própria Vida! Dá um trabalhão se perder essa porcaria, tem que entrar em contato com a embaixada brasileira, paga-se uma taxa, olha...Então, se achar conveniente, grampeie esse papel na última folha do seu passaporte (caso esteja viajando com ele) ou guarde-o muito bem, junto aos seus documentos pessoais (caso esteja viajando somente com o RG).

 

DICA 2: Esteja preparado para o frio nesse momento. Eles te deixam, no mínimo, meia hora esperando para os trâmites. Já li relatos aqui no mochileiros que a galera ficou HORAS na espera. Isso não é legal, faz MUITO FRIO NESSA FRONTEIRA, venta que é um absurdo. Então, esteja preparado com boas roupas de frio, gorro e luvas.

 

Após cerca de meia hora, tudo resolvido, fomos ao micro que nos levaria a San Pedro, já que o transfer estava incluso, quando da contratação na Andrea Tours.

 

Esperamos mais um pouco, entramos e a ansiedade foi aumentando, estávamos prestes a conhecer o deserto mais árido do mundo! Nessas horas você esquece os perrengues, as dores musculares e as roupas sujas, você só quer conhecer um lugar novo com pessoas diferentes...

 

Próxima parada: San Pedro do Atacama.

 

Notas:

Taxa da fronteira Bolívia x Chile: 15 BOB

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Muito bom, estou acompanhando e rindo muito.

Vou para Atacama e Uyuni em outubro e estou preocupada com esses abrigos.. afff

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Nogy, você escreve fantasticamente! Quase participei da festa do vinho lendo aqui! E espero encontrar vc e Miriam em qualquer mochilão (quem sabe... rs). Parecem com minha galera de amigos e amigas loucas e ultra simpaticos (as), fazendo amizade em qqr esquina! Transforme as viagens de vcs num livro! Vou continuar acompanhando, viajo em 28/09 ate 18/10! Abraço!

 

PS: pra quem está lendo pra montar roteiro, achei um site que está me ajudando: todas as formas e tempos de transporte de um lugar pro outro, em qualquer lugar do mundo... http://www.rome2rio.com/pt/

::otemo::

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Olá Rafa, obrigado pelos elogios. Poxa, seria legal toparmos por aí num mochilão qualquer, eu e a Miriam curtimos esse lance de fazer amizade do nada.

 

Bem interessante o site sobre os meios de transporte, certamente ajudará muitos mochileiros por aí...

 

Abraço.

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laisbarbalho, tbm tive a mesma impressão e anotei aqui no meu check list "levar uma bandeira bem legal do Brasil"! Eu vou em outubro, espero encontrar a sua lá para fazer companhia para a minha!! Abs!

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Oi Nogy, assim como todo mundo que eu vi aqui, eu achei seu relato sensacional, dei muita risada e cada dia que passa fico mais ansiosa pela minha viagem em outubro.

Eu queria uma ajuda:eu reli e acredito que você não disse que horas parte a excursão para o Salar. Eu chego em Uyuni bem de manhã e queria nesse mesmo dia ir fechar a excursão e ir direto para o Salar. Você acha que é possível? Outra coisa: Que horas você acha que o Nick (achei esse cara sensacional) e a alemão chegaram em Uyuni no terceiro dia do Salar? Obrigada!!! =)

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Chorando de rir! ::lol4:: Principalmente das moscas! O povo daqui de casa veio ver o q estava acontecendo pra eu rir tanto! Estamos amando o seu relato! Parabéns!!! ::tchann::

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Olá mariameiroz,

 

O 4 x4 parte por volta das 10h30 de Uyuni. Se você chegar cedo, pode até ser que consiga um lugar em alguma agência, mas não é garantido, porque quase todo mundo chega à tarde e pesquisa para sair no outro dia de manhã. Vimos alguns que conseguiram vaga em jipe que faltava um ou que alguém desistiu, mas não é certeza. Outro problema é que você não terá muito tempo para pesquisar preço e agência, então, se tiver como chegar num dia para sair no outro, melhor, mas se não tiver como, vale a pena a tentativa, claro. ::otemo::

 

Sobre o horário que o Nick e a alemã chegaram de volta a Uyuni, creio que já ao anoitecer, pois a viagem é longa...

 

Espero ter ajudado.

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Valeu Bianca, este final de semana sai mais um pedaço, rs...Obrigado por acompanhar.

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17.03.2014 – San Pedro do Atacama

 

O trajeto Uyuni x San Pedro do Atacama é bem tranquilo e agradável, com paisagens bonitas e estradas muito boas.

 

Não entendemos muito o tempo que isso leva, pois sempre que perguntávamos na fronteira ou para os guias bolivianos, diziam que levava de 3 a 4 horas...No entanto, levamos cerca de 40 minutos, rs.

 

Chegando já bem próximo a San Pedro, temos que parar e passar pela Aduana chilena, uma parada bem chatinha, já que você está maluco para conhecer um lugar novo, um país diferente...

 

O lance é bem organizado e rígido, então se você está pensando em esconder aquele pisco boliviano ou um pacote de folhas de coca, ESQUEÇA!

 

Logo que chegamos, o motorista manda todo mundo descer e ficar um tempão, no SOL DO DESERTO DO ATACAMA, numa fila maldita. Me queimei mais nessa fila do que no deserto de sal, então se proteja, use um bom protetor solar, pois o Sol do Atacama queima muito!

 

Eles pedem pra você deixar as mochilas grandes no carro, não se preocupe, pode confiar. Após alguns bons minutos (quase uma hora) na fila, você passa por um detector de metais, seus documentos são conferidos, você é revistado e sua mochila pequena, casaco, etc., passa pelo “raio x”. Após esse trâmite, você fica esperando do lado de fora e é um momento até legal dessa história toda. Sua mochila grande (e de todo mundo) é colocada enfileirada no chão e vem um cara com um cão farejador...É incrível ver o bichinho cafungando tudo e mandando o policial abrir essa ou aquela mochila. Por isso, evite levar alguns produtos para o Chile, mesmo o pisco boliviano e folhas de coca são expressamente proibidos no país, assim como os de origem animal ou vegetal.

 

Ao final, a Miriam, lógico, pediu para fazer carinho no cachorro...Ela tem esse dom também, e isso foi um “problema” em San Pedro, que É LOTADA DE CACHORROS! Tanto que é conhecida como San “Perro” do Atacama...

 

Confesso que ficamos um pouco apreensivos com esse lance de fungação do cachorro, pois levamos UMA FARMÁCIA INTEIRA para essa viagem! Ficamos até com vergonha quando fomos comprar, toda hora justificando que iríamos viajar, que faríamos trilha, que Macchu Picchu é longe, rs...Mas deu tudo certo, o bichano nem cheirou nossa mochila, queria pesquisar melhor a tralha de uns holandeses aí HAHAHhahahaha.

 

O caminho é curto desde a Aduana até SPA, quando fomos deixados próximo à rodoviária. Apesar de chegarmos de paraquedas, nem se compara à nossa chegada em Sucre ou Uyuni. Foi incrivelmente agradável botar a mochila nas costas e sair andando sem saber pra onde numa espécie de cidade do velho oeste.

 

Existe uma magia qualquer em SPA, as pessoas são muito simpáticas e educadas, o clima de deserto e tranquilidade faz com que você se esqueça de tudo, dos seus problemas do cotidiano, das coisas feias do mundo lá fora...Amamos esta cidade cravada no deserto.

 

Logo de cara, abordamos um senhor na esquina, que em nossa memória se parecia com um xerife, risos, e ele foi uma simpatia. Esforçou-se para indicar a direção correta dos lugares, nos deu algumas dicas e falou pausadamente com a preocupação de ser entendido por dois forasteiros de algum lugar do mundo.

 

Partimos em direção ao Hostel Florida, uma indicação daqui do fórum.

 

Aqui cabe um adendo. Sempre que viajamos por um tempo mais longo, colocamos no roteiro alguns dias de folga da própria viagem, explico: Viajar com o orçamento apertado e de mochila nas costas cansa! Você passa diversos apertos, tem que tomar decisões rápidas, mudar os planos em cima da hora, contornar as adversidades, trocar, contar dinheiro o tempo todo, enfim, nem sempre é fácil e vocês sabem disso, rs. Então, logo na montagem do roteiro, destacamos alguns lugares que consideramos mais tranquilos ou que gostaríamos de conhecer de um outro jeito, mais como os nativos, comprando pão na padaria e batendo papo na praça, sabe? E aproveitamos para relaxar, botar o caderninho da trip em dia, planejar os próximos dias, adoramos isso...E desta vez as paradas escolhidas foram San Pedro do Atacama, no Chile e Copacabana, na Bolívia, quando afrouxamos um pouco mais a mão para ficarmos em lugares melhores, comer naquele restaurante que todo mundo indica, comprar uns presentes.

 

Chegamos no Hostel La Florida e logo de cara curtimos o lugar. Tem um clima de pousada de praia bem legal, com redes na área comum e quartos variados, de galera a casal. O banheiro é coletivo, mas limpo e com água quente de verdade, lembrando um vestiário de academia.

 

O pessoal que conhecemos por lá também rendeu boas conversas, como o casal de holandeses com mais de 60 anos que estavam viajando há um tempão ou a chinesa que andava com um celular que falava espanhol ::mmm: .

 

SPA só tem um problema: É um lugar caro demais.

 

Saímos para conhecer a cidade, fazer pesquisa sobre os passeios e achar um lugar para lavar nossas roupas e tirar o sal de Uyuni.

 

Rodamos por lá, tiramos umas fotos legais, tomamos um sorvete que derrete em menos de 3 segundos, a Miriam correu atrás dos cachorros, os cachorros correram atrás da Miriam, enfim, foi um dia agradável.

 

À noite fomos comer pizza na “Pizzeria El Charrua”, que fica na calle Tocopilla, nº 442. A pizza é muito boa e barata, com ótimo atendimento e um ambiente aconchegante. Vale a pena conhecer.

 

Após a pizza, tivemos nosso momento “namorados”, caminhando de mãos dadas pelas ruas pouco iluminadas de San Pedro, com suas construções rústicas e cheiro de adobe. Topamos um músico que cantava música (boa) brasileira e tinha o sonho de conhecer o Brasil, disse que fazia esse trabalho para juntar dinheiro e ir para as terras tupiniquins. Mais à frente, ficamos observando uma roda de gringos conversando em, no mínimo, quatro línguas diferentes, conhecemos mais alguns cachorros e fomos dormir no friozinho do deserto...

 

O dia seguinte seria para fechar os passeios e planejar os próximos dias.

 

Fomos a um mundo de agências e os preços eram quase os mesmos, então fechamos na que fomos melhor atendidos, de novo, e valeu muito a pena.

 

A ideia era fazer, no mínimo, três passeios em SPA, mas, caímos na realidade e percebemos que daria para fazer somente um, infelizmente. Isso porque tudo estava MUITO CARO, mas muito caro mesmo. Percebemos que os turistas, em sua grande maioria, eram europeus, pois eles costumam tirar férias nesta época do ano Março/Abril, então não sabemos se isso influenciou, mas os preços dos passeios pareciam tabelados e estavam muito mais caros do que havíamos pesquisado. Outro motivo foi que faríamos a Salkantay, no Peru, e, além de ser bem cara essa trilha, leva tempo também, do qual estávamos já contabilizando...

 

Pois bem, após muito pesar e quase chorar por ter que decidir somente UM PASSEIO, resolvemos fazer o Vale de La Luna e Vale de La Muerte, pois consideramos passeios clássicos desse lugar e queríamos algo mais tranquilo. NÃO NOS ARREPENDEMOS NEM UM POUCO!

 

Aqui rolou um pequeno estresse. Saímos de Uyuni e esquecemos de adiantar nosso relógio em 1 hora. Como sabíamos que quase todos os passeios em SPA começam às 16h, eram, no nosso relógio, 15h e estávamos lá tomando sorvete na praça. Quando caminhávamos com a tranquilidade de um gafanhoto, reparei que as ruas estavam ficando vazias e começou a encostar vans...Pensei: "Pow, estranho isso, será que eles chegam tão cedo assim?". Perguntamos as horas numa vendinha qualquer e SURPRESA! Eram 15h50 e nosso passeio saía às 16h (!).

 

Corre! Corre! Gritava a Miriam. Voamos ao nosso hostel, colocamos nossas botas e arrumamos as mochilas de ataque com a agilidade de um suricato!

 

Como a Miriam tem um GPS afixado no cérebro, lembrava certinho do lugar de encontro e foi correndo na frente. Eu corria, corria, corria e não saia do lugar! Foi horrível! Não senti isso nem na altitude e agora não conseguia sequer andar rápido. Eu gritei: DÁ-LHE CHICA! VAI NA FRENTE! Ela sumiu feito o Papa-Léguas, deixando aquele rastro de poeira que eu engoli de café da tarde...

 

Chegamos na agência e ainda deu tempo de comprar uma água e um boné, risos.

 

O nosso guia foi um show à parte. Edigardo, era o nome do figura e só por ele já valeria a grana do passeio. O cara era muito animado, falava português e contava histórias de quando morou em São Paulo, foi bem legal.

 

O motorista da van era um pirado, fazia as curvas como se estivéssemos numa daquelas motos de corrida, sabe? Parava na beirinha dos penhascos só pra rir da nossa cara, HAHAhahhaha...Foi bem divertido.

 

Pra variar, nossa tchurminha era animada! Tinha um casal de suecos, duas meninas da Noruega, uma colombiana, uns chilenos e uns argentinos. De novo, só eu e a Miriam de brasileiros :D

 

Demos muita risada com o sueco, esses gringos são divertidos, pode acreditar. Ele disse que havia conhecido poucos brasileiros, mas que topou com umas meninas do Brasil que dançavam até com o apito do micro-ondas HAHAHhahaha.

 

Uma das norueguesas estava aprendendo português e iria passar uma temporada aqui no Brasil, então aproveitamos para ensinar o VERDADEIRO português a ela e explicar que no Brasil falamos um pouco (muito) diferente da galera de Portugal.

 

Se você curte passeios mais agitados, radicais, talvez não goste tanto do Vale de La Luna, talvez o sandboard seja uma opção melhor. Mas se você gosta de tirar fotos, fazer trilhas/caminhadas, conhecer um pouco da história dos lugares, certamente será um roteiro interessante.

 

As paisagens são impressionantes, pra variar, e a experiência de caminhar pelo deserto do Atacama é muito legal.

 

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Mas o ponto alto é o final do dia. Todos sentam na beira de um penhasco e fica esperando o Sol se pôr no meio do deserto...É um silêncio agradável, uma sensação de bem estar que poucas vezes senti na vida, uma paz.

 

Depois, nosso guia chama a galera da van, abre um pisco bem gelado, pega umas pequenices para beliscar, liga um som e aí é só CURTIR!

 

Uma galera começou a dançar, os gringos a ficar doido, até a Miriam SAMBOU! Ela que nem sabe o que é um pandeiro, mexeu os quadris tal qual uma barra de aço e começou a levantar poeira com sapatadas no chão árido! Eu fiquei imóvel, sem entender o que estava acontecendo e a galera vibrava! Os gringos tiravam fotos, filmavam, ela virou a globeleza do deserto! ::lol4:: dei muita risada, como é fácil enganar esses gringos! Se jogassem uma bola pra mim, que sou grosso no futebol, daria uma bica pra bem longe e todos aplaudiriam gritando que sou o novo Neymar!

 

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Já alegres, o pisco nos fez enxergar serpentes, coiotes, raposas e toda a diversidade da fauna chilena. Entramos na van e a galera estava animada, trocamos e-mail com as norueguesas, oferecemos nossa casa ao guia, poxa, como podemos criar amizade em tão pouco tempo? Coisas de mochileiro...

 

DICA: Leve muito protetor solar, pelo menos 2 litros de água e um bom casaco para o final do dia.

 

Voltamos ao nosso hostel, saímos para mais uma noite romântica e dormimos o sono dos cansados.

 

Na manhã seguinte, saímos para comprar as passagens para Arica, pegar as roupas na lavanderia e comprar uns suprimentos extras, pois estávamos nos despedindo de San Pedro, um lugar incrível, que vale cada peso chileno caro que é cobrado.

 

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DICA: Compre as passagens de ônibus, independente do seu próximo destino, direto na rodoviária, que fica bem perto do centro, dá para ir à pé e fica muito mais barato do que fechar em agências ou no hostel.

 

DICA 2: Se você quiser economizar no almoço, indico a “Cocineria Tchiuchi”, que fica na calle Toconao. Eles servem um frango assado delicioso com batatas e você escolhe o tamanho que quer, sendo que ¼ de pollo dá para um bom almoço e fica muito barato. Se seu hostel não oferece café da manhã (geralmente em SPA não oferece), compre uns pães, iogurte, frios, suco de caixinha em uma venda qualquer, sente num banco da praça e desfrute de um café gostoso e barato. Para aguentar o calor do deserto, tome um sorvete inesquecível na Heladeria Babalu, eles têm sabores inusitados que valem os pesos investidos, fica na Caracoles, em duas localizações, nº 160 e 419.

 

Considerações sobre San Pedro do Atacama: Vale a pena gastar um pouco mais e ficar mais dias nesta cidade. As opções de passeios, restaurantes, paisagens, são inúmeras e você certamente irá querer estender sua visita. Infelizmente estávamos com a grana contada (você gasta 200 dólares fácil em um dia) e decidimos cortar os passeios e manter o planejamento de apenas duas noites, o que foi essencial para o final da trip, devido aos futuros perrengues que ainda nem imaginávamos que iríamos passar. Mas se puder, fique e aproveite SPA, não irá se arrepender.

 

Próxima parada: Estrada, estrada e estrada rumo a Arequipa.

 

Notas

Trocamos 150 USD a 567 CHL

Hostel La Florida: 40.000 CHL (duas noites)

Pizza (duas pessoas): 6.500 CHL

Água (1 litro): 1.400 CHL

Vale de La Luna e La Muerte: 20.000 CHL

Lavanderia (5 kg): 6.000 CHL

Sorvete (Babalu): 1.500 CHL

Boné: 2.500 CHL

Lenços para nariz e álcool gel: 2.280 CHL

Empanadas: 4.500 CHL

Coca-cola (600 ml): 900 CHL

Passagem SPA x Arica: 18.000 CHL (semi cama)

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