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Cuba – Mochilão Mulambo - ponta/ponta - HAVANA, CIENFUEGOS, TRINIDAD, BARACOA, SANTIAGO, CAYO GUILHERMO, VIÑALES...

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Cuba – Mochilão Mulambo

 

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Introdução

 

Boa tarde, [email protected]

 

Meu nome é Lucas, meu parça é Marcelo. Somos dois mulambos.

 

Antes de começar gostaria de agradecer a todos que contribuíram para que essa viagem acontecesse, em especial aqueles que publicaram relatos nesse site.

 

Com muito esforço (muito mesmo) e parcelando em 10 vezes, compramos passagens pra Cuba.

 

Dizíamos: “Até a data da viagem vamos conseguir juntar uma grana pra gastar lá”. Não conseguimos.

 

Partimos duros.

 

Os relatos daqui, que já são bem rootz, apontam como confortável um gasto em média de 100 dólares/dia. Tínhamos 20.

 

Pois bem.

 

Observamos que os gastos se concentravam basicamente em:

 

Hospedagem (casas de família), Alimento (paladares) e Transporte (Viazul).

 

Hospedagem: Ficamos em albergues (5 CUC/noite/pessoa) ou viajávamos pela madrugada. Levamos ainda barraca e equipamentos de acampamento, mas acabamos nem utilizando.

 

Alimento: Levamos carboidrato e proteína pressurizada do Brasil, além de biscoitos de todo tipo. Porém por toda Cuba encontramos restaurantes bem baratos para pagar com moeda nacional (nestes se gasta no máximo 1,5 CUC).

 

Transporte: Levamos uma bandeira com os dizeres “botella” que é como os cubanos se referem a “carona” e íamos pra estrada. Porém, a bandeira não serviu de nada. Descobrimos um modo muito mais prático: As guaguas (guaguas)! E aí talvez esteja a maior contribuição deste relato.

 

Posso dizer que apesar de mendiga essa foi, sem sombras de dúvida, uma viagem absurdamente incrível.

 

Obs: Cuba opera com um sistema de duas moedas, uma para os cubanos (MN – Moneda Nacional) e outra para os estrangeiros (CUC), assim: 1 CUC = 1 US$ = 24 MN.

 

10 Constatações:

 

1. Vá de guagua!

 

Há basicamente dois modos de viajar entre as cidades de Cuba e que são bastante mencionados nos relatos desse site: Viazul, a única cia de ônibus oferecida aos turistas, e táxis.

A escolha pelo taxi é atraente posto que é um meio rápido, confortável e que acaba não saindo muito mais caro que a Viazul (por vezes sai até mais barato).

 

As demais companhias, como a Astro, são de uso exclusivo dos cubanos. Nós bem que tentamos, mas sempre nos pediam a tarjeta (RG).

 

Sendo assim, descobrimos uma terceira via! As guaguas!!!

 

São espécies de caminhões com a carroceria adaptada para trafegar pessoas entre cidades. Como são veículos particulares, então não exigem a Tarjeta (RG) e, diante dos outros meios de transporte, são extremamente baratos. Pode-se constatar a economia mais adiante, mas para exemplificar:

 

“Ciego d´Avila ---- La Habana”:

Viazul: 27.00 CUC

Guagua: 72 MN (3.00 CUC)

 

“Trinidad ----- Santiago”:

Viazul: 33.00 CUC

Guagua: 150 MN (6.00 CUC)

 

Os cubanos que andam de guagua são pessoas humildes que não tem condição de pagar a já barata tarifa da Astro ou não conseguiram passagem, já que existem filas de espera para os ônibus nacionais. E com estes pudemos passar horas sentados frente a frente. Algumas vezes, lado a lado. Olhávamos para eles e eles nos olhavam. Como são extremamente comunicativos, assim como eu e meu amigo, pudemos conversar bastante. Eles nos contavam coisas incríveis, alguns desabafavam a vida dura, outros exaltavam a revolução, falávamos sobre futebol, novela, música, chicas, viagens...

 

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Contávamos piadas o tempo todo pra vê-los dar risada. Nunca havíamos conhecido risada tão gostosa quanto a dos cubanos.

 

Enfim, por tudo isso, viaje de caminhão! Em toda Cuba não encontramos NENHUM viajante se utilizando desse meio de transporte! E essa talvez tenha sido a melhor parte de nosso mochilão.

 

Obs: os cubanos usam o termo “guagua” tanto para os “caminhones” quanto para os ônibus. Logo, quando for perguntar nas cidades sobre os postos de onde saem, especifique que você está buscando os “caminhones”.

 

2. Centro Habana foi uma boa escolha.

 

Ficar em Centro Havana foi uma indicação de um brother daqui dos Mochileiros e deu super certo.

 

É das zonas mais pobres da capital então dá pra sentir a essência da cidade fora dos limites turísticos de Havana Vieja, El Vedado e Miramar.

 

O preço de tudo é mais baixo, tem padarias locais que vendem pão a 1MN (sério!), mercadinhos e frutarias.

 

Fica a dez minutos de havana velha. Tem ponto de ônibus que parte pra todo lado da cidade. Enfim...

 

Recomendo em especial o albergue que ficamos: Hostal Robles Cayo – Calle San Rafael nº 870, entre Soledad e Aramburo. Centro Havana. É a casa da Dona Regla, da qual já antecipo que não deves esperar muitos sorrisos. É uma mulher forte e sábia, sempre desconfiada. Carrega em si todos os belos traços de uma mama africana.

 

3. Os cubanos são a maior preciosidade de Cuba.

 

Há um sentimento em Cuba de “se é estrangeiro, é rico”. Por vezes tentávamos barganhar dizendo “nós somos brasileiros, latinos como vocês, não temos dinheiro” e eles tinham as mesmas respostas: “você pode vir ao meu país, mas eu não posso ir ao seu”, “comprou passagens é porque têm dinheiro”, “se não tem dinheiro não deveria estar viajando”.

 

Quando, entretanto, percebiam que de fato éramos viajantes com poucos recursos eram extremamente solícitos em nos ajudar.

 

Muitas vezes ouvimos: “voltem quando quiser. Eu não vou cobrar de vocês”.

 

É um povo pobre, mas extremamente amável.

 

Em Cuba há uma ocupação do espaço público totalmente diferente do Brasil. As pessoas ficam nas calçadas e praças bebendo, rindo, conversando e ouvindo música a noite inteira. Isso te dá muita tranquilidade de caminhar mesmo pelos becos mais escuros.

 

Cuba é acima de tudo um país de portas abertas. Literalmente. Privacidade é um conceito que parece não existir nos dicionários da ilha.

 

Em um momento cheguei a conclusão de que o símbolo de Cuba é a “cadeira de balanço”. Não apenas porque encontramos esse objeto em praticamente todas as casas, mas também pelo seu significado simbólico. Uma cadeira de balanço representa conforto, mas também movimento. Ao sentar em uma dessas cadeiras você quase que automaticamente começa a ouvir a música de Buena Vista Social Club. É um convite a brisa solitária ou a conversas que duram horas com alguém que você gosta.

 

É um povo autêntico, comunicativo e sorridente com o qual ficamos, de verdade, encantados.

 

4. A Revolução gera controvérsias.

 

Quanto maior a renda, menor a aprovação à Revolução.

 

As classes mais humildes se dividem entre o desinteresse por política e o apego aos grandes heróis de 59.

 

A classe média se divide entre os fanáticos pelos Estados Unidos e os “defensores de la Revolucion con Fidel y Raul”.

 

Muitos acreditam que se não fosse o embargo econômico dos EUA a vida de todos seria melhor. Todos elogiam o sistema educacional e de assistência médica em Cuba.

 

É perceptível que não apenas no aspecto material Cuba parou no tempo. Ao lado dos prédios e carros antigos, a mentalidade dos cubanos é de ainda vivemos a Guerra Fria. Para os apoiadores do regime, a URSS pode ter declinado, porém Cuba ao lado da Venezuela se encarregam de manter firme o “bloco socialista” em oposição ao “imperialismo ianque”.

 

Há cartazes e outdoors por toda parte celebrando a queda de Batista há 50 anos como se tivesse sido ontem.

 

A aderência a Revolução é maior no oriente (Santiago, Guantanamo, Baracoa) e no centro (Ciego, Moron) do que no ocidente (Havana, Viñales).

 

Em 20 dias obviamente não é possível estabelecer um juízo de valor quanto ao êxito da revolução. Por isso iremos nos abster quanto a esse mérito. Deixo, porém, a perspectiva de meu companheiro de viagem:

 

“A maior parte dos cubanos é totalmente alijada de uma concepção marxista. Tudo o que resta são jargões (Revolução, Povo, Líderes, Imperialismo). A revolução falhou justamente onde pensa ter obtido êxito, na educação. A educação em Cuba não é feita sob uma ótica de libertação do indivíduo, mas tão somente de adequação a uma lógica de sistema, qual uma engrenagem.”

 

Recomendamos por fim, o livro "Da Guerrilha ao Socialismo" de Florestam Fernandes.

 

5. Levar utensílios de camping foi desnecessário

 

Ainda que amemos acampar, o nosso intuito ao levar a barraca e os demais utensílios de camping era nos abrigar em qualquer canto caso não encontrássemos lugar para ficar.

 

Não precisou. Ainda bem.

 

Em qualquer cidade que chegávamos nos diziam: “ah só com 10 CUC vocês não vão encontrar casa pra ficar nessa cidade”.

 

Sempre encontrávamos!

 

Quando não nas casas oficiais que tinham plaquinha “arrendador divisa”, ficávamos nas clandestinas. Sem problemas.

 

6. Deveríamos ter nos informado mais sobre as novelas brasileiras.

 

É difícil encontrar em Cuba quem não assista as novelas brasileiras. Ficam muito decepcionados quando você diz que é brasileiro e não conhece o Juvenal Antena, de “Duas Caras”.

 

Se a gente conhecesse mais sobre as novelas teríamos mais um elemento em comum para puxar papo, ganhar simpatia, além de entender melhor o que eles pensam sobre o Brasil.

 

Ouvíamos bastante “o Brasil é um país rico. Eu vejo nas novelas brasileiras”. Mal sabem eles...

 

7. o Brasil será eternamente o pais do fut mesmo que perca de 20 a 1

 

Mesmo após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, os cubanos insistem que o Brasil é o país do futebol e adoram contar a arte dos antigos (Pelé, Garrincha, Zico, Jairzinho).

 

8. O rum de Santiago é bem melhor que o de Havana.

 

Essa é uma dica importante. O rum que os turistas tomam em Cuba é o “Havana Club” que é mais caro e não chega aos pés do “Ron Santiago de Cuba”.

 

9. Aquilo que para nós é “prostituição”, para eles é algo natural.

 

Estava conversando com uma garota que é funcionária de uma galeria de arte em Havana Vieja.

 

Começou uma troca de olhares, sentei do lado dela, ficamos trocando ideia, mão na mão e tudo parecia lindo até que ela me perguntou: “Pero cuánto me va a pagar?” Disse: “oi? no lo entiendo”.

 

Mas eu tinha entendido muito bem. Ela queria saber quantos dólares eu daria para ela deitar comigo.

 

Nada, óbvio.

 

Na minha opinião, usufruir do capital em troca de sexo já é algo bizarro, ainda mais em Cuba, um país que se notabiliza pela rebeldia em relação a exploração do homem pelo homem.

 

Pelo fato de ser uma funcionária pública, que em nada se assemelhava às cubanas que ficavam na porta das boates, fiquei intrigado com essa história. Comentando, porém, com alguns cubanos, todos diziam: “E cuánto va a pagar?”. “NO!!” “Ora, mas você queria sair com a “chica” e não pagar nada?”.

 

Perguntando se esse costume era somente em relação aos estrangeiros eles negavam. “Todos homens precisam pagar. Se não elas nos chamam de “tacanho”. Mas é justo que você pague, você não quer que a garota tenha uma roupa legal, que ela capriche no cabelo? Então, temos que pagá-las.”

 

Pelo sim, pelo não, preferi me relacionar apenas com as européias e quando via uma cubana olhando pra mim já deduzia que era por conta dos meus parcos dólares.

 

10. Os jiheteiros são insuportáveis

 

Se prepare, ma friend.

 

Em Cuba você vai ter que enfrentar os jiheteiros.

 

Incluem-se nesse grupo os cubanos que te perseguem nas calçadas dizendo: “taxi amigo? Tabacco? Ron? Chicas?” ou então “where are you from??” e não desistem nunca. Todos vêm amigavelmente, como se não quisessem nada, mas em menos de um minuto já se desmascaram e dizem a que vêm.

 

Pra você que vai embarcar na onda dos caminhões, fique ligeiro pois mais de uma vez quiseram cobrar a mais de nós por sermos “gringos”. A estratégia é perguntar aos outros passageiros o valor do trajeto e já entregar o dinheiro contado (em moeda nacional, óbvio) quando o cobrador passar.

 

Vale lembrar do “princípio da insignificância”. Se o cobrador da guagua quiser te cobrar 20 MN a mais por você ser estrangeiro, pague e ainda sorria pra ele. Você estaria pagando 20 CUC a mais se estivesse de Viazul.

 

Trajeto:

 

1 08/jul SP - Havana

2 09/jul Havana

3 10/jul Havana

4 11/jul Havana

5 12/jul Havana

6 13/jul Cienfuegos

7 14/jul Trinidad

8 15/jul Trinidad

9 16/jul Trinidad

10 17/jul Trinidad

11 18/jul Baracoa

12 19/jul Baracoa

13 20/jul Baracoa

14 21/jul Baracoa - Santiago

15 22/jul Moron

16 23/jul Cayo Guilhermo

17 24/jul Havana

18 25/jul Viñales

19 26/jul Havana - SP

 

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Day by Day

 

*Os gastos mencionados são relativos a 1 pessoa.

*no total levamos 500 euros e gastamos 450

 

Dia 1 Havana –

O visto para entrar em Cuba pode ser comprado no balcão da Copa.

No aeroporto de Havana, busquei outros 3 turistas para compartilhar o taxi.

Nos primeiros minutos já fica claro que você está em outro mundo.

Caminhada pelo Malecon.

Jantar e Baile afrocubano numa ferinha nas proximidades. Coisa linda.

Em havana ficamos no HOSTAL ROBLES CAYO HUESO - Calle San Rafael nº 870, entre Aramburo e Soledad.

Telefone 005378788048

E-mail: [email protected]

 

Visto: US$20

Taxi compartido: 7 CUC

Janta: 2 CUC

Baile + cervejas: 2 CUC

Hospedagem: 5 CUC

 

Dia 2 Havana –

Andamos pelo bairro chino e centro havana. Comemos un croissant de desayuno.

Você pode trocar CUC por MN em qualquer cadeca ou com os locais. Se comer em lugares simples pode pedir para te darem o troco em MN.

Conhecemos uma escola de ensino fundamental.

Nessa tarde, conversamos com muitos locais, inclusive um senhor que participou da batalha contra os mercenários, na baia dos porcos. Nos chamou a atenção o fato deste senhor falar com muito receio dos episódios, como se temendo uma iminente onda contrarrevolucionaria.

A principal queixa dos cubanos está em não poder sair do país, seja pela falta de grana, seja pela falta de visa. Aqueles que se opõe ao regime tem o dito abertamente. Inclusive alguns se definem "capitalistas".

Conversamos horas com um rapaz da “juventude negra de Cuba”, ele entende não haver socialismo em cuba, vez que existe desigualdade social e racismo.

Almoçamos chic el la pina de prata ao lado da floridita e tomamos daiquiri.

Fizemos amizade com duas neozelandezas muito divertidas, caminhamos por havana.

Fomos a Casa de la musica, mas não curtimos muito. É cara, tocou pouca salsa e só tinha aqueles turista-bacana, manja?

 

Café da Manhã: 0,5 CUC

Almoço: 9 CUC

Hamburguesa 1 cuc

Casa de la musica 8 cuc (custa 10 CUC, mas mendigamos)

Taxi compartido: 1 cuc

Hospedagem: 5 CUC

 

Dia 3 Havana

Durante a madrugada, as tropas de Fulgencio Batista atacaram em forma de dor de barriga. Passamos mal por todo dia, não tomamos café, nem almoçamos.

Dentro do museu da revolução, vomitamos e dormimos.

Os visitantes do local achavam engraçado.

De lá pegamos um bicitaxi ate o hostal (1 cuc).

 

Museu da revolução - 8 CUC

Bicitaxi 1 cuc

Jantar 3 CUC

Hospedagem: 5 CUC

 

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Dia 4 Havana

Café-da-manhã barato numa padaria na calle san Rafael x calle Escobar. Sentamos comemos nossos pães puros e rimos enquanto a mulher nos olhava com uma cara simpática

Entrada clandestina no Castillo de la Real Fuerza. Este lugar é muito legal! Lá entramos sem pagar. Olhamos que não tinha ninguém vendo e entramos fingindo que já tínhamos pago. Lá dentro o que se vê é uma fortaleza no maior estilo piratas do caribe, com paredes de uns 3 passos de espessura e muitas referências e artigos encontrados no mar do caribe

Almoço em rest muito bacana. Barato e delicia. Guarde: Consulado - 101 entre colon e refugio – Diga a Cindy que mandamos beijos e saudades.

No fim do passeo del prado, quando ele se encontra com o malecon, você pode pegar um onibus direto pro Fuerte de El morro. Dai na entrada choramos e conseguimos pela metade do preço visitar a fortaleza. Vale muito a pena, tem uma vista bacana de Havana e é bem conservada (na torre de controle tem um tiozinho muito gente fina que te deixa entrar e ver tudo e fazer fotos e tals)

Depois voltamos de bus e demos uma caminhada e vimos o pôr do sol no malecon.

A noite tentamos ir a Fabrica de arte (falam muito bem) mas estava fechada, encontramos as neo zelandelas, fomos p um pico de burguês chamado 1830, não paga nada pra entrar, mas quisemos sair fora três minutos depois q entramos.

Pegamos um chevrolet 50 p havana velha, caminhamos pela madrugada, comemos pizza. Compramos cerveja, rum e ficamos bebendo e rindo com os cubanos no malecon.

 

Café da manhã – pan 2 MN

Almoco – 40 MN

Onibus p fuerte 1 mn

Castillo de la Real Fuerza – custa 3 CUC, não pagamos.

Entrada na fortaleza. custa 6 CUC, pagamos 3.

Constituição de Cuba 25 mn

Onibus p periferia da cidade 1 mn e mais 1 mn para volta

Pizza 10 mn

chevrolet 50 – 20 MN

cerveja, rum – 5 CUC

Hospedagem: 5 CUC

 

Dia 5 Havana

Fomos a el vedado, praça de revolução, memorial Jose Marti.

Cinema que os locais frequentam. Foi uma experiência incrível, apesar do filme de ficção científica americana ser bem ruim. A lanterninha quer aparecer mais que a protagonista, o rapaz do seu lado chacoalha gelos e todos curtem a vibe de comentar a película enquanto ela ainda está sendo apresentada.

Vendo o povo caminhar em Havana vieja: salsa, mojito e charuto.

Jantamos numa casa de familia

 

Café da manhã – pan 2 MN

Almoco – 40 MN

Onibus p El vedado1 mn

Cinema - 2 mn

Mojito e charuto: - 4 cuc

Janta: 5 cuc

Hospedagem: 5 CUC

 

Dia 6 Cienfuegos

Acordamos cedo fomos ao terminal el cubre e conseguimos um taxi coletivo para Cienfuegos.

Almoco “restaurant de paris”. Vi um cartaz que dizia "Jimmy Perez - el autentico cubano". Perguntei a garconete quem era e ela me trouxe o próprio que, ao vivo, cantou para nós muitas musicas do Roberto Carlos (mal sabia ele que queriamos mesmo era ouvir salsa, e que não somos lá muito fãs do Robertin!). Cômico.

Andamos por malecon e praia gorda.

Sentamos na praça e conversamos com dois senhores.

O primeiro, 76 anos, apoia a revolução e diz que agora pode caminhar na rua sem medo e que antes a policia matava cidadãos nas ruas.

O segundo, 90 anos, disse repudiar o governo revolucionário. Sua fazenda gigantesca sofreu intervenção estatal em 1963 e muitos bois morreram por deficiência técnica dos administradores revolucionários. Enumerou os produtos alimentícios que subiram de preço, lamentou não poder escolher os dirigentes da nação e refuta o argumento da segurança tendo em vista que os revolucionários mataram vinte mil ao assumir o poder.

O dia transcorria pacato como a cidade até que descobrimos um espaço q tocava jazz latino na Praça José Marti, ao lado do grande teatro, lá fizemos amizade com um grupo de suiças.

No momento em que a artista chamou para sambar Sergio Mendes, tirei uma delas para bailar e lasquei um beijo no fim da canção. Andando, bebendo e cantando passamos a madrugada da pequena cidade.

 

Café da manhã – pan 2 MN

Taxi coletivo para cienfuegos – 5 CUC

Almoco – 45 MN

Night: - 4 cuc

Janta: 50 MN – no El Pollito

Hospedagem: 5 CUC

 

Dia 7 Trinidad.

Adoramos essa cidade. Chegamos de taxi coletivo.

Um Sr. e suas netas reclamaram que não podiam falar o que pensavam.

Conhecemos Sra loyda e acompanhamo-na ate sua casa na periferia da cidade - "soy una revolucionaria desde 1959." "Desejo? Tranquilidad e salud", "libertad? Soy libre."

Noite em casa de la musica – maravilhosa!

Fizemos amizade com uns irlandeses loucos.

Cantamos nas ruas "alerta, desperta" e nos deparamos com Clotilde, uma senhora que carecia desesperadamente de um carinho. Passamos um bom tempo conversando com ela e voltamos pro agito de Trinidad.

Reencontramos os irlandeses, quase capotamos uma bicitaxi e quase saímos presos pela policia da cidade.

Nenhuma saudade de brasil.

Agora há praças em toda ilha com wi-fi por 3cuc/hora e funciona bem, mas fiz questão de ficar offline os 20 dias de viagem.

Recomendo muitíssimo a casa em que ficamos em Trinidad, nos receberam com muito amor e em todo tempo nos chamavam para degustar doces, sucos naturais... – Calle José Martí, 79. (+53) 0141 992080.

 

Desayuno 1 CUC

Taxi coletivo 5 CUC

Almojanta 4 cuc

Casa de la musica - 1cuc

Cervejas – 2 CUC

Hospedagem: 5 CUC

 

 

Dia 8 Trinidad

Andamos por trinidad - Feirinhas de artesanato.

Almoço muito bom na casa da Daysee, que é um amor de pessoa (Calle Colón, 215).

Visitamos a casa de Clotilde, a senhora que precisava de carinho na noite anterior.

Fomos pela noite na deliciosa casa de la musica e depois a La Cueva, uma balada dentro de uma caverna, algo mágico.

Água em Cuba é algo caro e um pouco difícil de encontrar, principalmente no oriente, então leve cápsulas de clorifil; Estas podem ser encontradas nas lojas da Mundo Terra - http://www.mundoterra.com.br/

 

Desayuno 1 CUC

Almoço 3 CUC

Casa de la musica - 1cuc

La cueva – 5 CUC

Cervejas – 3 CUC

Hospedagem: 5 CUC

 

 

Dia 9 Fomos a nossa primeira praia do caribe - ancon lindíssima.

Jantamos mais chic, trinidad colonial.

Conheci uma nova suíça.

 

Biscoitos de café da manhã – 1 CUC

Onibus para ancon - 2cuc ida e volta

Janta – 7 cuc

Casa de la musica – entrada penetra

Cervejas – 2 CUC

 

 

Dia 10 Trinidad

Almoco em moeda nacional muito bom. recomendo! Calle jose martin com calle colon. Mui rico.

Guagua para sancti spiritus, daí para ciego, daí para Santiago.

Spaguetti no el rápido (o McDonalds de Cuba). Bueno! Conversas incríveis nas guaguas.

 

Almoco - 40 MN

Guagua para sancti spiritus - 10 MN

Guagua para ciego - 10 MN

Guagua para santiago – 130 MN

Janta - 1cuc

 

Dia 11 Baracoa

Guagua para guantanamo e depois taxi coletivo p baracoa. Sofremos uma leve "xenofobia". Esperávamos a guagua e um jiheteiro começou a colocar os locais contra nós.

Conhecemos Laura (colombia) e Emily (taiwan).

Fomos numa balada chamada “Rancho” que só toca reggaeton. Era horrível e nos ofereciam mulheres como pedaços de carne. Nada feito!

 

Guagua para guantanamo 20 mn

taxi coletivo p baracoa 3 cuc

Almojanta – 4 CUC

Rancho – custa 2 CUC, mas entramos clandestinos.

Hospedagem – 6 CUC

 

Dia 12 Baracoa

Esse dia foi mágico e nos fez encantar por Baracoa.

Fomos ao rio yumiri e la passamos uma tarde linda com laura e emily.

Andamos de canoa até uma piscina natural.

Na região do rio vive uma comunidade ribeirinha, almoçamos na casa de Dayse, uma moradora dessa comunidade. Foi maravilhoso e muito barato!

Fomos a praia maglito. Que é ótima também.

O taxista nos levou a uma agricultura familiar de cacau.

Noite de vinho (muito vinho para tentar salvar a noite desta cidade) no bar de la trova.

 

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Taxi: 5 CUC

Passeio de canoa no rio: 3 cuc (mendigando, era 5 CUC)

Almoço: 2 CUC

Janta: 50 MN

Charuto: 1,50 CUC

Vinho de Soroa: 3 CUC

Hospedagem – 6 CUC

 

Dia 13 Baracoa

Fomos a praia Maguaga de caminhão. Absolutamente linda. Agua cristal. Vale muito.

Almoçamos numa casa a beira da praia. Estava maravilhoso e baratíssimo. Comemos cucuruchu. Aprovado. Assim como a rapadura (doce de amendoas 20 mn).

Na estrada para a praia há algumas pessoas vendendo umas “barcas” cheias de manga. Muito barato e gostoso.

Fomos ao Centro de cultura de Baracoa que tava meio bodeado, mas parece ser uma iniciativa interessante.

É bonito observar a relação que Baracoa tem com a África. Caminhei pelo malecon com laura, recitamos poesia e vimos estrelas.

 

Caminhão para praia: 20 MN

Regalos 3 cuc

Almoço 2 cuc

Caminhão para voltar: 20 MN

Barca de manga: 30 MN

Janta 40 MN

Vinho 3 CUC

Hospedagem – 6 CUC

 

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Dia 14 Santiago

Guagua p Guantanamo. “Bicicore” p Santiago, uma espécie de taxi coletivo.

Achamos Santiago um porre. Deve-se usar máscara de oxigênio para caminhar pelas ruas.

Nos hospedamos da casa do sr. Onesimo - calle selda, 43. Um fofo! (Obs: a casa dele não tem plaquinha do arrendador divisa.)

A dica pra conhecer essa cidade é circular de mototáxi.

Tava rolando carnaval e vivemos uma cena impagável: encontramos abraçadas as duas suíças com quem me relacionei na viagem, a de Cienfuegos e a de Trinidad rs.

 

Guagua p Guantanamo (20 mn)

Bicicore* p santiago (50mn)

Almoço: 60 MN

4 Mototaxis: 80 MN

Cervejas: 2 CUC

Charuto: 1,50 CUC

Janta: 4 CUC

Hospedagem – 4 CUC

 

Dia 15 Moron

Decidimos trocar o carnaval de santiago pelos cayos (coco e guilhermo).

Pegamos um taxi até ciego de Ávila, cujo motorista defendia com unhas e dentes a revolução, qual fosse o próprio Fidel.

Depois pegamos caminhão para Moron, cidade mais próxima aos cayos.

Ficar nessa cidade é top pra quem quer conhecer os cayos mas não tem grana pra pagar os caríssimos resorts.

 

taxi até ciego 15cuc

Guagua p moron (5 mn)

Almojanta – 100 MN

Hostel moron- 6 cuc

 

Dia 16 Cayo Guilhermo

Playa pillar em cayo guilhermo. Essa praia foi a mais incrível que estive em toda minha vida.

É a praia que serviu de cenário para "O Velho e o Mar" do Hemingway.

Como disse um outro: "Os cayos cubanos são a prova de que o paraíso existe."

Lembre-se que p entrar nos cayos deve-se apresentar passaporte.

Pegamos um Almedron (Chevrolet dos anos 50, que cabem 7 pessoas).

Voltamos de caminhão p havana

 

Taxi até cayo guilhermo 5 CUC

Almoço 5 CUC

Taxi pra voltar 5 CUC

Almedron p ciego - 40 mn

Caminhão p havana - 5 cuc

 

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Dia 17 Havana novamente.

Conhecemos duas austríacas.

Caminhamos pela cidade e no fim da noite pelo malecon.

 

Almoco na cindy 75 MN

Janta 4 CUC

Hospedagem – 5 CUC

 

Dia 18 Vinales

Com as austriacas.

Passeio de cavalo pelo vale. Curtimos demais.

Fabricação de tabaco nas fazendas (uma experiência muito boa).

Cueva del índio.

Voltamos a havana.

Bebemos no malecon.

Indico o passeio para vinales com a Cubanacam, que tem um stand no Hotel Plaza, custa 20 CUC com almoço incluso. Esse passeio em especial é direcionado aos cubanos, mas os estrangeiros têm acesso. Quando fomos comprar já estava esgotado.

 

Taxi compartido: 25 CUC

Almoço: 3 CUC

Cavalos: 5 CUC

Cueva del índio: 4 CUC (chorado, custa 5 cuc)

Charuto: 1,50 CUC

Hospedagem – 6 CUC

 

Dia 19 Havana

Compramos souvenires.

Pegamos o ônibus P12 em frente ao “hospital-emergência” para o aeroporto.

A taxa de 25 CUC NÃO é mais cobrada pelo aeroporto de Havana.

Viajar de Copairlines foi bem tranquilo. Eles tem um menu delícia para os vegetarianos que deve ser solicitado com antecedência.

 

Souvenires: 10 CUC

Almoço: 75 MN

P12: 2 MN (sério, os táxis cobram 25 CUC!)

 

Conclusão

 

Cuba é um dos países mais incríveis do mundo, e com certeza oferece opções para todo o tipo de gente, desde os mochileiros mulambos como nós, aos rednecks americanos e suas meias até os joelhos. Mas uma coisa não podemos esconder de vocês que nos leem, você nunca conhecerá a verdadeira Cuba desde a janela de um ônibus com ar condicionado. Cada sorriso, cada expressão feminina de fortaleza, cada palavra doce, cada olhar amigo, condensa o espirito e as ambiguidades deste país repleto de história. Está certo que se fizeres tours, terá uma bela explicação de cada lugar, mas infelizmente tudo que verá será prédios históricos e elegantes carros antigos. Nosso convite com este breve relato é pra que você conheça mais do que a Cuba da época da revolução. É pra que você conheça a Cuba que como eles mesmo dizem “tem que ter criatividade para sobreviver”, Cuba que não se dobrou, e que ainda vive os ecos de sua libertação! Caminhar por las calles, da cidade hipnotizada pelo mar, ou conversar com o cavalheiro de paris, ou de ver uma senhora que não tem o que comer mas ententa comprar uma breja pra ti, ou dormir em uma casa clandestina de um desconhecido, ou andar uma madrugada inteira bebendo rum e rindo com seus novos amigos cubanos, e viver a experiência antropofágica de absorver a alma do lugar é o que desejamos a todos. Viva Cuba!

 

Lucas Ciénfuegos e Marcelo Guevara ;D

 

ps: Se quiser chama nois no whats (11) 993380033

ps2: tem mais fotos na página 4.

ps3: quando voltar chama nois pa toma uma breja e contar como foi!

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Olá,

 

Sensacional a viagem de vocês. Partirei para Cuba no dia 1 de outubro. Sozinha. Ficarei quinze dias por lá. Ler seu relato, me deixou bem mais animada.

Só três perguntas: neste cayo que foste não pagaste nada para entrar? Vi em outros relatos que algumas praias são pagas...

 

Cienfuegos: um dia é suficiente para ficar por lá?

 

NÃO PAGA mais aquela taxa exorbitante para sair do país? Uebaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

 

Adorei seu relato. Indicando-o!

 

Abraços!

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Gratidão Suzy!

 

Que bom que você vai! Cuba é incrível.

 

Vamos às suas perguntas:

 

"neste cayo que foste não pagaste nada para entrar? Vi em outros relatos que algumas praias são pagas..."

 

--- algumas praias são fechadas. Você só entra se estiver hospedada no resort. Nós fomos na Playa Pillar, em Cayo Guilhermo, que é aberta. Todos podem entrar sem pagar nada. É a praia em que Hemingway se inspirou pra escrever "O Velho e o Mar". É algo paradisíaco, sério. Não deixe de ir..

 

Cienfuegos: um dia é suficiente para ficar por lá?

---eu acho que um dia é muito para Cienfuegos rsrsrs depende de como está sua agenda mas se tiver que cortar algo...

 

NÃO PAGA mais aquela taxa exorbitante para sair do país? Uebaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

---- não, não tem mais que pagar pq agora a taxa de saída é incluído no preço da passagem. Isso desde março deste ano.

http://oglobo.globo.com/mundo/odebrecht-vai-ampliar-aeroporto-de-havana-15785406

 

Se divirta meeeesmo e se quiser pode chamar no whats 11 - 993380033

 

Beijo!

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eai Lucas!?!

valeu pelo relato, bom demais ter notícias atuais sobre cuba, este país incrível !!

essa "xenofobia" se refere a que?

boas viagens !!

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Pedrada,

 

Esperávamos guagua para Baracoa. Como fizemos por toda Cuba. Mas Guantanamo foi a unica cidade em que sentimos hostilidade por parte dos locais.

Diziam-nos "se são estrangeiros tem que pegar viazul!", "estrangeiros têm dinheiro e não querem gastar!", "não fico defendendo gringo..". Um jiheteiro em especial começou a passar a mão no cabelo de Laura, uma colombiana que haviamos acabado de conhecer e isso me irritou profundamente. Me levantei e disse a ele que deixasse de fazer aquilo. Ficou um clima bem tenso mas logo passou um taxi coletivo e partimos. Levamos a colombiana.

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Valeu joão!

 

Foram R$ 2.000,00 de passagem + € 450,00 lá.

 

Se vc cortar cayos e vinales, dá pra gastar menos ainda..

 

Mas eu não cortaria rs

 

Abraço!

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    • Por maria.alves
      Mas como assim, Cuba com menos de 10 dólares por dia? 🤨 
      É isso mesmo pessoal, e para sermos mais exatos, gastamos exatamente $8,70 dólares cada um por dia, mas como o nome do post diz, foi um mochilão raiz e por isso eu advirto vocês que NÃO FOI FÁCIL, mas é possível.😎 Então, antes de começarmos, preciso dizer duas coisas:
       - PRIMEIRO: Eu e meu namorado estamos fazendo um ano sabático e tivemos a oportunidade de encontrar bons preços nas passagens a cuba, saindo de Bogotá- Colômbia e depois seguindo a Miami/NY-Estados Unidos. Então lá vamos nós com pouca grana e sem ter pesquisado muito.🤦‍♀️🙆‍♀️🤷‍♀️
      -SEGUNDO: Falaremos a verdade, é bem difícil ser mochileiro em Cuba! Mas, porquê Maria? Porque é um país pobre, em que a maioria das pessoas pensam que “turistas tem dinheiro, cubanos que não tem dinheiro”, segundo que por ter duas moedas os preços são absurdamente diferentes para cubanos e estrangeiros e terceiro que sempre vão tentar tirar um pouco do seu suado dinheirinho. Além  disso, seu mochilão pode se complicar pelo fato de ser ILEGAL fazer Couchsurfing, trabalhos voluntários, acampar selvagem, difícil pegar carona e até mesmo comprar comida em um supermercado para cozinhar, pode ser muito mais caro que comer na rua. 🤑😮
      Mas se você é brasileiro e não desiste nunca, assim como nós, vamos te dar dicas e esmiuçar como fazer um mochilão raiz em Cuba.
      Mas antes de começar, queria falar rapidinho sobre o DICIONÁRIO CUBANO, ou seja, palavras próprias que vão te ajudar e muito a se "disfarçar" de Cubano:
      CORRER LAGUAGUA = pegar um ônibus 🚍 CORRER CAMIONES = pegar um caminhão que é adaptado como se fosse uma lotação 🚚 CORRER BOTELLA = pegar carona PUNTO AMARILLO = lugar aonde fica uma pessoa vestida de amarelo, que para transportes do governo para você, mediante a uma proprina.  MONEDA NACIONAL = peso cubano/ CUP * DÓLAR = peso convertível / CUC  (se fala CU ou Ce-u-ce)
      Lembrando que Cuba tem duas moedas, o peso cubano (CUP) e o peso cubano convercível (CUC), ISSO É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, porque?
                  1 DÓLAR = 0.96 CUC (-10% ... não compensa levar dólar)
                  1 EURO = 1,08 CUC
                  1 CUC = 25 CUP
      OU SEJA, 
                  1 CUC = 4,07 reais
                  1 CUP = 0,15 centavos.
      obs: é fácil diferenciar as moedas, porque o CUP sempre ter os ROSTOS DOS PERSONAGENS FAMOSOS e o CUC vai ter sempre a imagem dos monumentos nacionais aos mesmos personagens.

      Lembrem sempre disso quando comentarmos os valores nos posts. E não esqueça, é balela o assunto que não é possível trocar CUP, acontece que na casa de cambio primeiro vão trocar TODO seu dinheiro por CUC e se você quer uma parte em CUP só pedir que a pessoa troca tranquilamente.
      *Lembrando que essa viagem aconteceu em maio de 2019, então eu estou usando a cotação dos valores comerciais, para ficar mais fácil.
      _________________________________________________________________________________________________________
      OUTRAS DICAS  RÁPIDAS PARA ECONOMIZAR
      ÁGUA – O gasto com água pode se tornar absurdo se você comprar todos os dias, mesmo se comprar aqueles galões de 6l. Normalmente uma água de 500ml e 1,5l em qualquer lugar custa entre 1 CUC e 1,5CUC respetivamente, em alguns mercados você até encontra por menos, mas se você fizer essa conta pela quantia de dias que você vai ficar, vai ser um gasto bem grande só com água. Nós tomamos água da torneira e não morremos por causa disso. Quando possíve, fervíamos e depois descobrimos um truque de comprar uma solução de hipoclorito por 1 CUP e colocar 3 gotas por litro de água. Pronto problema resolvido. 🥳 CASAS DE FAMÍLIA – A opção mais econômica de hospedagem são as casas de particulares. Minha dica é reservar por AIRBNB porque normalmente sai mais em conta ou também você pode chorar as pitangas. Assim você pode conseguir casas entre 10 e 12 CUC, na temporada baixa. Hoje em dia, Cuba tem pontos de Wi-Fi (ETECSA), no qual você compra um cartão, que varia de 1h e 5hs (Preço: 1 e 5 CUC respectivamente) e procurar hospedagens com reserva instantânea (sem a necessidade de confirmação com o anfitrião). Pronto, não precisa engessar o roteiro reservando tudo de casa e pode procurar o preço mais acessível na hora. COMIDA – Sempre vai ter algum lugar que vende comida por CUP ou estatais. Geralmente são estabelecimentos simples, e as vezes (poucas vezes) você até vai ter que comer em pé, mas a diferença é absurda de preço e a comida em si, é a mesma.  
       

       
    • Por Carlos Arthur Newlands Junior
      1º e 2º dias – chegada 31/12 e 01/01
      Após uma conexão no Panamá – o aeroporto de lá é uma balbúrdia, a Copa Airlines faz praticamente todas as conexões e escalas dos voos entre as Américas e o Caribe lá (mas pra quem curte umas “comprinhas”, tem um baita free shop) – chegamos ao Aeroporto de Havana: Aeroporto Internacional José Marti, cujo nome homenageia o grande patrono da Independência cubana. Arme-se de paciência ao desembarcar: o despacho de malas é lento, e se você trouxe alimentos na bagagem de mão provavelmente vão te mandar pra inspeção sanitária (a inspeção é rápida - eu custei mais a descobrir onde é a inspeção do que o exame em si).
      Pra quem acha que Cuba é um país atrasado, a primeira surpresa é a possibilidade de fazer câmbio de moedas no ATM. Sim, é isso mesmo: no aeroporto há vários “cajeros automáticos” nos quais você coloca até E400 e o terminal te informa a cotação de conversão em CUCs, conta as suas notas e te disponibiliza o valor equivalente em CUCs – tudo isso após escanear seu passaporte. O sistema dos ATMs só permite no máximo duas trocas de E400, E800 no total (só fui descobrir isso após tentar inutilmente por várias vezes em vários terminais trocar E2000 e ler a mensagem “não foi possível efetuar sua transação”); além desse limite o câmbio é feito numa pequena casa de câmbio logo na saída do aeroporto. 1 CUC é em média um pouco mais do que um dólar estadunidense e um pouco menos que 1 euro. Por 30 CUCs o táxi do aeroporto te leva até Habana Vieja.
      A melhor coisa que fizemos foi optarmos por ficar em casa de cubanos. Fomos calorosamente recebidos por um simpaticíssimo casal de aposentados; os cubanos são muito acolhedores, falantes e bem humorados (e gozadores também). Já há algum tempo o governo cubano abriu essa possibilidade de renda extra aos locais, mas é tudo superregulado: o preço da hospedagem é fixado em 30 CUCs por dia e o café da manhã (ou desayuno em espanhol) é de 5 CUCs por pessoa. Vale a pena: o desayuno é farto e saudável, dá perfeitamente pra adiar o almoço pro fim da tarde.
      Como chegamos na virada do ano, sabíamos que estaria tudo fechado. Passamos o réveillon na casa de outro casal de cubanos que chamou vários brasileiros turistas para rompermos o ano juntos – também em Habana Vieja. Aí tomamos conhecimento de uma “divertida” tradição cubana (que explica porque não há festas na rua na virada do ano): o costume de jogar água pela janela das casas à meia noite de 1º de janeiro (para descarregar a “sujeira” do ano que finda). Da varanda da casa onde passamos o réveillon assistimos vários transeuntes ficarem encharcados com essa brincadeira (me lembrou as histórias que escutei e li sobre o antigo entrudo).
      Como 1º de janeiro também estaria tudo fechado, resolvemos passar o dia na praia. Pegamos o ônibus de turismo na Praça Central (ônibus supermoderno e confortável) até a Praia de Santa Maria – belíssima: água cristalina, morna e sem onda. Por 6 CUCs aluga-se duas espreguiçadeiras e um guarda-sol muito bons.
      Na volta da praia, paramos para uma “almojanta” às 5 da tarde; depois de andar pela Calle Obispo (um dos pontos mais badalados de Habana Vieja, com muitos bares e lojas) encontramos o restaurante La Caribenha com preços ótimos: lá se pode almoçar um prato bem servido de espaguete por 2 CUCs e saborear um enorme copo de suco de manga natural por 1,5 CUC. Ah, detalhe importante: o padrão em Cuba é que a gorjeta (“propina”, em castelhano) não é cobrada na conta; o cliente dá (se quiser) diretamente ao garçom ou garçonete.
      3º dia – 02/01
      Na quarta-feira 03/01, já com tudo aberto, iniciamos nosso circuito cultural. Começamos pelo icônico Museu da Revolução (situado no antigo palácio presidencial). Há uma quantidade não muito grande de objetos históricos, mas extremamente significativos (como a boina de Che Guevara e o chapéu de Camilo Cienfuegos em Sierra Maestra, o cachimbo de Che, alguns equipamentos de radiocomunicação da guerrilha e a maca na qual foram transladados os restos mortais de Che da Bolívia para Cuba) e muitas fotos e reproduções de jornais da época. O Museu faz uma cuidadosa reconstituição histórica desde as guerras de independência até a Cuba de hoje; com grande destaque (um andar inteiro) para a Revolução de 1959, mas abordando também as agressões imperialistas (é especialmente tocante o mural sobre o criminoso atentado perpetrado pro agentes a serviço da CIA contra o avião civil da Cubana de Aviacion que resultou na morte de todos os passageiros e tripulantes) e as realizações e conquistas da Revolução: o fim do analfabetismo, a reforma agrária, o fim da privatização das praias e a sua liberação para o lazer do povo, a nacionalização das empresas de energia e telecomunicações, a universalização da saúde e educação públicas, entre tantas outras.
      Do Museu da Revolução se passa por dentro para o Memorial Granma – com um impressionante material bélico preservado da época. Dois itens em especial me chamaram a atenção: o PRÓPRIO IATE GRANMA acondicionado num esquife climatizado de metal e vidro (não se pode tocá-lo, mas se pode ver) e um destroço do avião espião estadunidense U2 derrubado por um míssil terra-ar (com um exemplar idêntico do míssil ao lado). Pra quem não conhece a História, o Granma foi o iate que os revolucionários do Movimento 26 de Julho liderados por Fidel Castro compraram no México para retornar a Cuba – 80 guerrilheiros num iate projetado para 20 pessoas; hoje, Granma é o nome do jornal diário editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano.
      Do Museu da Revolução e Memorial Granma, saímos e fomos ao Museu de Arte Cubana ao lado (aliás, é absolutamente impressionante a quantidade de museus que existe neste país: se bobear, há mais museus em Havana do que no Brasil inteiro - são 63 apenas em Ciudad de La Habana). Quando estivemos lá, estava montada uma exposição temática da arte moderna cubana e sua evolução, desde o período anterior às guerras de independência até os dias de hoje. O ingresso ao Museu de Arte Cubana dá direito de entrada também no Museu de Arte Internacional – este fica ao lado do Parque Central. No Museu Internacional estavam montadas exposições de vários artistas, inclusive um pop art kosovar.
      Saindo do Museu Internacional demos mais uma caminhada pela Calle Obispo – o point mais agitado de Habana Vieja, lotado de turistas e também de cubanos – e encontramos mais um museu: o Museu dos CDR (Comitês de Defesa da Revolução), organismos do poder popular de bairro. Os CDR foram criados apenas 3 anos após a derrubada de Fulgêncio Batista (são muito anteriores à Assembleia Nacional); quando criados, incorporavam cerca de 50 mil membros: hoje são mais de 8 milhões.
                      4º dia – 03/01
                      Hoje nossos dois principais objetivos eram: comprar a passagem para Trinidad e ir à Praça da Revolução. A melhor opção para adquirir passagens de Havana para Trinidad e Cienfuegos é na Interhotéis: uma parceria entre a viação estatal e os hotéis privados, assim se pode comprar o bilhete em qualquer hotel. O problema é que tem que ser com uma certa antecedência: hoje já não tinha passagem para dia 07 pela manhã, segundo a atendente do Hotel Plaza, que conseguiu um táxi coletivo privado – privado, mas regulado pelo Estado e pago antecipadamente no hotel – pelo mesmo preço da viação: 35 CUCs por pessoa (depois soubemos que em outros hotéis havia passagem disponível).
                      Pegamos então o ônibus de tour turístico – uma “jardineira” igualzinha a que circula no Rio, em Madrid ou em Paris: dois andares com superior coberto ou aberto, que se paga 10 CUCs por pessoa e se pode saltar em qualquer das paradas e subir novamente em outro da mesma linha com o mesmo ticket. Descemos na Praça da Revolução – enorme, com os dois painéis em homenagem a Che Guevara e Camilo Cienfuegos nos prédios como que delimitando os limites da praça. Além do visual esplendoroso, o grande “tchan” é o Memorial José Marti, o “Pai da Pátria Cubana”. Marti aqui é tão ou mais reverenciado do que Fidel e Che, até pelo fato de que Marti foi um herói mártir na luta pela independência de Cuba. O Memorial é belíssimo, com dezenas de documentos originais da produção política de Marti (incluindo muitos manuscritos) e num esquife de vidro expostos um revólver e o fuzil utilizados por Marti na guerra. Por 4,50 CUCs se visita o Memorial com direito à subida no Mirante (“mirador” em castelhano) com uma vista ABSOLUTAMENTE ESPETACULAR não só da Praça da Revolução mas de praticamente toda a Havana, e com direito a urubus voando ao seu lado na janela.
                      Dali voltamos ao tour bus e continuamos até a parada do Cemitério , o maior da América Latina e 3º maior do mundo. Parece estranho colocar um cemitério como ponto turístico, mas nos sete quarteirões de área do cemitério há muitas sepulturas que são verdadeiras obras de arte, além de um lindo monumento aos bombeiros.
      Do Cemitério, pegamos um coletivo cubano - baratíssimo (0,50 cents de peso cubano CUP - que vale 1/25 de CUC), velho e lotadérrimo igualzinho aos ônibus de subúrbio carioca – e fomos à Copélia. A Copélia é uma sorveteria afamada e uma “instituição habanera”: filas enormes para os cubanos que pagam em CUPs e sem fila para os turistas que pagam em CUCs – mas o turista não pode subir ao charmoso salão.
      Ao lado da Copélia fica o famoso edifício Habana Livre, hoje um hotel da rede Meliá, e no 22º andar (pedindo com jeitinho à recepção eles liberam a subida) há um lounge no meio do andar com janelas panorâmicas para os dois lados. Como Havana tem pouquíssimos prédios altos e o Habana Livre fica no alto de La Rampa, a mais famosa ladeira de Havana, das duas janelas deste lounge se vê praticamente toda a cidade. Em La Rampa, pertinho do Habana Libre está o famoso jazz club cubano La Zorra e El Cuervo. Descendo até o Malecón fica o Hotel Nacional – antigo, histórico e cheio de significados.
      Um aspecto muito interessante deste bustour é que não se limita às “áreas turísticas” da cidade: como percorre vários bairros, passa por muitas áreas residenciais. Assim, pudemos ver o tipo de moradia predominante no bairro de Vedado: nada muito diferente do subúrbio carioca.
      5º dia – 04/01
      Hoje foi um dia muito especial: saímos com um grupo de brasileiros ciceroneado pelo camarada Luís Caballero, velho militante revolucionário e uma enciclopédia ambulante de história cubana. Já de cara passamos na Casa del Habano, uma espécie de museu (mais um!) do tabaco no edifício onde funcionou anteriormente a Fábrica de Tabacos Partagás. Fundada em 1845, a Partagás é uma instituição nacional cubana; estatizada desde a Revolução, continua fabricando os melhores charutos do mundo das afamadas marcas Cohiba (a preferida de Fidel Castro), Montecristo, Romeu e Julieta, Robaina e da própria Partagás.
      Dali passamos pela Praça da Amizade Latino Americana, uma praça cercada por uma grade de metal circular com uma frase de José Marti sobre a amizade dos povos gravada na borda superior. Nesta praça, cada representante de um país da América trouxe uma semente e um pouco de terra para simbolizar a “terra de Latino América” e também foi erguido um bronze de um herói da independência nacional. No caso do Brasil, uma polêmica: o primeiro busto colocado foi o de Tiradentes, mas posteriormente nos anos 1990 o então Prefeito de Santos, o saudoso companheiro Davi Capistrano Filho, trouxe o busto de José Bonifácio: para Davizinho (como era carinhosamente chamado) Tiradentes havia sido um “herói fabricado pelos militares que deram um golpe militar ao proclamarem a República”, e o Patriarca da Independência seria mais efetivamente importante para a Independência do Brasil.
      Seguindo rumo ao Museu da Revolução, passamos na frente da Associação Cultural Yorubá de Cuba. Cuba, como o Brasil, tem uma enorme população de origem africana em função da escravidão; das religiões de matriz africana, a mais influente em Cuba é a yorubá. Em seguida, circundamos o Teatro Marti, local onde foi escrita a primeira constituição republicana de Cuba. Como já disse, Marti é quase onipresente em Cuba: Luís Caballero nos para na Praça Central em frente à estátua de Marti e nos conta a história do massacre dos estudantes em Cuba pela Coroa Espanhola, os eventos no Hotel com as perseguições lá ocorridas que ficaram conhecidas como as “batalhas café com leite” e o significado de haver 8 jardineiras e 28 palmeiras na Praça Central: as jardineiras homenageiam os 8 estudantes assassinados pela Coroa Espanhola e as 28 palmeiras referem-se ao dia 28, dia de nascimento de José Marti. Circundamos ainda a Escola Nacional de Balé de Cuba antes de retornarmos ao Museu da Revolução e ao Memorial Granma; já havíamos estado lá anteriormente, mas com este guia a visita cresce enormemente de qualidade e de conteúdo.
      À noite, fomos visitar a Sinagoga de Cuba, a Beit Shalom no bairro de Vedado em Havana. A comunidade judaica em La Isla é bem pequena (cerca de 1.000 pessoas) mas mantém suas tradições culturais e religiosas; a Beit Shalom é da linha não ortodoxa. Além da bela instalação da sinagoga, um mural de fotos me chamou a atenção: nele estavam Fidel e Raul participando de atividades no local. Por este mural de fotos, ficamos sabendo que em 1990 houve o primeiro encontro de Fidel com líderes religiosos (lembremos que, até o início dos anos 80, a Revolução tinha a política de definir o Estado cubano como ateu). Ao lado da sinagoga funciona o Centro Cultural Bertold Bretch. Terminamos a noite tomando mojitos em La Bodeguita Del Medio, um pequeno charmoso e afamado bar em Habana Vieja frequentado por Hemingway (que dizia ser o mojito de La Bodeguita o seu favorito, bem como o dayquiri da Floridita).
      6º dia – 05/01
      Hoje pela manhã fizemos duas visitas guiadas: O Capitólio e ao Gran Teatro Nacional Alicia Alonso. Os dois prédios são antigos, suntuosos e belíssimos: valem o preço do ingresso (10 CUCs para o Capitólio e 5 CUCs para o Teatro). O Capitólio foi construído no final dos anos 20 do século passado e inspira-se no Capitólio estadunidense, mas a torre é mais alta e é o único Capitólio do mundo que tem jardins internos (um deles com uma estátua instigante representando Lúcifer não como um demônio, mas como um anjo negro rebelde de asas caídas).

      O Teatro Alicia Alonso é uma das três exceções em Cuba, que tem como política não homenagear pessoas vivas; como Alicia foi a grande responsável pelo enorme desenvolvimento do balé cubano e por anos dirigiu tanto o Balé Nacional de Cuba quanto a Escola de Balé, a Assembleia Nacional de Cuba lhe prestou essa homenagem, não apenas dando-lhe o nome do Teatro mas também colocando em seu interior uma estátua de Alicia dançando.
      Terminamos o dia assistindo um espetacular show de jazz cubano no La Zorra e El Cuervo (imperdível), com direito a um endiabrado baixista que tocava ao mesmo tempo um baixo de 6 cordas (nunca tinha visto antes), bongô e tumbadora. A entrada custa 10 CUCs de couvert artístico, mas que dá direito a 2 drinques. Uma única observação: vá de calça comprida e casaco, pois o ar condicionado da casa é congelante.
      7º dia – 06/01
      Nosso grande programa de domingo foi assistir O Lago dos Cisnes no Gran Teatro Nacional Alicia Alonso com o Ballet Nacional de Cuba! Foi uma tremenda sorte nossa: ao irmos ao Teatro na visita guiada percebemos que O Lago dos Cisnes estava em temporada. Perguntamos na bilheteria e havia ingressos para a sessão de domingo!
      Quem vier a Havana não pode perder esse espetáculo se estiver em cartaz. É “apenas” um dos melhores grupos de balé do mundo dançando a PRIMEIRA COREOGRAFIA ESTRELADA POR ALICIA ALONSO – um primor de técnica e interpretação num teatro belíssimo.
      Na saída do Teatro, resolvemos jantar num bom restaurante para comemorar o feito. Nossa feliz escolha foi o La Viña de Plata, ao lado da badalada Floridita: ótimo camarão grelhado (o melhor que comemos até agora em Havana) e uma taça de um ótimo vinho Carmenere chileno por um preço absolutamente justo.
      8º dia – 07/01
      Despedimo-nos de Havana e iniciamos nosso tour pelo interior. Primeira cidade: Cienfuegos.
      Depois de 3 horas no táxi coletivo – um Peugeot com mais de 15 anos de fabricação em que o velocímetro e o medidor de combustível não funcionavam e não tinha manivela nos vidros traseiros - nós dois e um casal de vietnamitas chegamos a Cienfuegos. O lado positivo é que o Peugeot velho, além de encarar valentemente as 3 horas de estrada, ainda nos deixou na porta de nosso destino: o Hostel De Las Marias. Nos hospedamos num ótimo quarto na casa de Rosa Maria, que mora com sua família, incluindo os pais idosos e uma gracinha de filha pequena. O desayuno segue o padrão de fartura que se anuncia nas casas de cubanos.
      Saímos para conhecer a pé a cidade – uma graça, com uma arquitetura muito diferente, com um certo estilo de colunas gregas em vários prédios. Procurando um local para almoçar, encontramos um à beira mar tão bonito e charmoso quanto caro e vazio; na segunda paralela já encontramos uma ótima opção por um preço justo no Punta Gorda Grill.
      Terminamos a tarde com um programa imperdível: música cubana ao vivo no por do sol no castelinho na ponta final de Punta Gorda. Os músicos, além de muito talentosos, são extremamente simpáticos e adoram música brasileira – e se você é músico eles sempre dão a chance de uma canja.
      Um parênteses: além de conhecerem música brasileira, eles também demonstraram acompanhar a política do Brasil e sabem o que significa a vitória eleitoral de Bolsonaro. O registro que faço agora entre parênteses é que caminhando pela cidade fomos abordados no meio da rua por um rapaz de bicicleta que, muito educadamente, nos perguntou se éramos brasileiros. Ao confirmarmos, ele desatou a falar sobre a eleição do capitão fascista e da retirada dos médicos cubanos do Brasil, mostrando-se indignado com o fim da assistência médica aos brasileiros mais pobres; nos despedimos com ele desejando “que Deus se apiede dos brasileiros”.  Nossa percepção é que este entendimento de que Bolsonaro é um fascista aliado de Trump e inimigo de Cuba e dos trabalhadores brasileiros está generalizada em La Isla.
      9º dia – 08/01
                      Nosso segundo e último dia em Cienfuegos serviu para confirmar que 2 dias aqui é suficiente: a cidade é muito bonitinha, mas não tem uma grande quantidade de locais importantes para visitar. Logo pela manhã, andando pelo Centro Histórico deparamo-nos com a sede local do ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Fui recebido pelo camarada Reinaldo Suárez responsável pelo espaço, que nos indicou conhecer um trabalho comunitário artístico ali perto de arte e tradições africanas, com uma exposição de belíssimos trabalhos de artistas locais.
                      Dali fomos ao cais e tomamos a barca – uma versão anos 60 e menor da Barca Rio-Niterói (até os salva-vidas de cor laranja dispostos em estrados de madeira presos ao teto são iguais) por 40 minutos até chegar ao Castillo de Aguas, onde fica a Fortaleza, que hoje é um museu da época da dominação espanhola. Além da construção em si e das peças em exibição serem muito interessantes, a vista de cima da fortaleza é um espetáculo à parte. Almoçamos por aqui mesmo no restaurante El Pescado: ambiente rústico com uma linda vista para o mar (lembra os restaurantes à beira dágua de Pedra de Guaratiba) e ótima comida por um preço justo. Ainda pudemos pagar neste restaurante o “táxi barco” deles para voltar direto ao cais de Cienfuegos – 25 CUCs o casal: um pouco salgado mas muito mais agradável.
                      Voltando ao centro histórico de Cienfuegos, ainda encontramos uma simpática feirinha de artesanato com lindas peças. Além de saborear o sorvete da Copélia local, ainda adquirimos um belo retrato de Che Guevara pintado a nanquim pelo talentoso jovem artista Luis Alvarez. Luis viu nosso interesse por um retrato de Fidel do mesmo tipo e nos disse: “termino em uma hora”. Como estávamos já indo pra “casa”, combinamos que ele nos levaria no dia seguinte de manhã para o hostel antes de nossa partida para Trinidad e pagaríamos lá.
                      Acabamos jantando no mesmo Punta Gorda Grill de ontem – nossa intenção inicial era apenas lanchar sanduíches, mas não encontramos nada que nos agradasse por ali. Os pratos são bem servidos e os preços são bons: jantamos uma bela peça de carneiro e uma enorme salada por 20 CUCs, incluindo os sucos de abacaxi (aliás, o abacaxi em Cuba é pequeno e deliciosamente doce).
      10º dia – 09/01
                      Enquanto esperávamos o táxi coletivo que nos levaria a Trinidad, chega o emissário do Luis Alvarez com o retrato de Fidel pronto. Chega o táxi: um Ford Studebaker 1956! O jovem que o dirige faz este percurso todos os dias de segunda a sexta, é o seu trabalho. Pergunto se o carro é original e ele responde sorrindo “não, é um Frankenstein”. Eu já tinha percebido que não era original por que o carro tem banco único na frente mas a alavanca do câmbio não é na direção como nos carros da época. Aí ele me conta que o motor é da Mitsubish e que os freios não são os velhos de lona, e sim modernos de pastilha; o companheiro Luis Caballero já havia nos contado que a maioria dos carrões americanos antigos de Cuba foi sendo mexido e trocado, porque com o bloqueio não havia como conseguir peças de reposição. Também já tínhamos notado que há uma certa quantidade de carros mais novos em Cuba, NENHUM AMERICANO: são basicamente Mitsubish, Huyndai e Peugeot – além de uma boa quantidade de velhos Lada.
                      Fomos no táxi coletivo com mais um casal de italianos e um rapaz espanhol, todos de esquerda: o único que não era um defensor do socialismo era o motorista cubano (o primeiro crítico do regime que encontramos). Mesmo assim, ele reconhece que Cuba é um país muito seguro (ao contrário do restante da América Latina) e que não há uma gritante desigualdade porque “em Cuba não se permite ricos”; mas reclama da moeda nacional (“dinheiro cubano, isso não vale nada”), do alto preço das peças de reposição de automóvel, diz que os habitantes de Havana são mal vistos pelo resto do país e que “os funcionários do Estado em Cuba trabalham mal porque os salários são baixos” (palavras dele – para registrar, até agora não fomos mal atendidos em nenhum serviço estatal).
                      Chegando em Trinidad, tivemos a surpresa de descobrir que pela primeira vez não ficaríamos em uma casa de cubanos, e sim em um hostel propriamente dito, charmosíssimo por sinal. Sobre o centro histórico de Trinidad, só uma frase a dizer: QUE CIDADE LINDA! Tanto pela arquitetura quanto pelo tipo de calçamento, Trinidad lembra demais Paraty do RJ – ganhou com muita justiça o título de Patrimônio da Humanidade.
                      Passamos o dia flanando em Trinidad e terminamos a tarde na Casa de Música, que na verdade é um grupo de bares instalado em uma escadaria. O detalhe charmoso é que o sol se põe exatamente de frente para essa escadaria, que também está num point badalado de outros bares (além de ter o hot spot da internet pública), então no fim da tarde fica cheio. Tomar um mojito assistindo a um bel por do sol e ouvindo música cubana é muito bom.
                      Em nossa caminhada pelo centro histórico de Trinidad, nos deparamos com um cartaz na porta da Igreja Batista contra a constitucionalização do casamento igualitário. É um pouco chocante constatar na prática que numa democracia popular o atraso fundamentalista tenha ainda forte presença política.
                      À noite, fomos à Canchamcharra, um bar com música cubana ao vivo. O bar tem um ambiente supercharmoso, você pode sentar em poltronas ou sofás e o grupo é muito bom. O único alerta é: coma alguma coisa antes de ir, porque lá não tem petiscos, só bebida.
                      O que não foi legal foi o fim da história: como não tinha opção de comida na Canchamcharra procuramos um local para lanchar e optamos por um bar de tapas e lanches. O aspecto do bar é charmoso, mas o serviço foi ruim: o hambúrguer veio em pão de forma; o suco de manga não era natural e o gosto mais parecia de pêssego; pra “fechar com chave de framboesa”, a conta veio com um “opcional” de 2 CUCs (mais de 10%) que nos recusamos a pagar e o troco ainda veio errado. Mas... “faz parte”: até agora, o único pequeno senão da viagem.
                      Uma dica: na mesma rua ficam a Canchamcharra, a filial da Bodeguita Del Medio em Trinidad e a Zelatto – esta é uma sorveteria artesanal com o melhor sorvete que tomei em Cuba (aqui entre nós e assumindo o risco de “cometer uma heresia”, muito melhor do que o da Copelia).
      11º dia – 10/01
                      De manhã o tempo em Trinidad estava nublado, mas acabamos decidindo ir à praia assim mesmo pegando o bustour das 11:00h. O ônibus turístico de dois andares custa 5 CUCs por pessoa ida e volta. Foi ótimo: chegando na belíssima Praia Ancón, o tempo estava aberto. Lá também se aluga boas espreguiçadeiras por 2 CUCs cada.
                      Nosso plano inicial era ficar até o último horário de volta do bustour, 18:00h. Assim, por volta de 13:30h pedimos ao bar da praia 2 sanduíches e dois sucos de manga. O custo acabou ficando salgado: 3 CUCs por um sanduíche misto quente com pepino e tomate até vai, mas 3 CUCs por um copinho de suco de manga (gostoso) mas que tem mais gelo do que suco já é abusivo. Como o sol estava bem forte, decidimos retornar no bustour das 15:30h (depois desse, só às 18:00).
      12º dia – 11/01
                      Na volta de Praia Ancón no dia de ontem já adquirimos na Cubatur o passeio para Cayo Blanco. Os cayos são ilhas pequenas nas proximidades da grande ilha de Cuba.
                      Para chegar à marina de onde sai a escuna é necessário pegar um táxi. Tratamos um taxista para a ida e volta por 16 CUCs (os táxis em Cuba não têm taxímetro, o valor da corrida é negociado antes com o motorista). O carro era outra relíquia: um Citröen 1956 “Chocolate and Pepper” (vermelho e preto)! Obviamente, também era um “Frankenstein”: o motor é de Lada (mas pelo menos nesse o velocímetro funcionava).
                      O passeio custa 50 CUCs por pessoa, incluídos: bebida a bordo da escuna – mais moderna do que as que usamos na Bahia – almoço na ilha (“paella cubana”: arroz misturado com camarão, pedaços de lagosta e de frango, muito saboroso) e snorkel para mergulhar e ver o recife de coral próximo a Cayo Blanco (muito bonito). Um detalhe interessante é que a energia elétrica do restaurante de Cayo Blanco é fornecida por baterias solares.
      A ilha é bem pequena, dá pra circulá-la toda a pé em menos de meia hora; do lado oposto ao cais e restaurante na ilha está um belo cemitério de corais.
      Uma nota peculiar: decidimos por Cayo Blanco ao invés de Cayo Iguana porque o tempo de deslocamento é bem menor: são menos de 2 horas de barco para Cayo Blanco e quase 3 horas para Cayo Iguana – mas Cayo Iguana tem o charme especial de ser uma reserva ecológica com muitas iguanas, enquanto a presença deste réptil em Cayo Blanco é mais rara. Já estava sentindo uma pontinha de frustração por não termos encontrado nenhuma iguana... e eis que aparece tranquila e majestosa: foi a festa da criançada e dos turistas.
                      Terminamos a noite em Trinidad num local inusitado para a imagem tradicional de Cuba: um bar temático de Beatles chamado Yesterday, com um show ao vivo de Beatles e rock . A banda é muito boa, toca Beatles com uma pegada mais roqueira, além de várias músicas de outros grupos de rock como Led Zeppelin, Pink Floyd, Roxette e Deep Purple. O guitarrista mais jovem – com uma vestimenta tipicamente grunge – deu um show especial à parte: antes da apresentação começar (com o grupo já no palco) o som ambiente tocava Led Zeppelin e o garoto reproduziu o solo de Jimmy Page em Starway to Heaven nota por nota!
      13º dia – 12/01
                      Decidimos ficar apenas em Trinidad, dando a última volta a pé pelo Centro Histórico. Após andar bastante, paramos para almoçar e decidimos pelo restaurante Plaza Mayor, próximo à praça de mesmo nome: por 10,5 CUCs come-se quanto quiser de um ótimo e sortido bufê, com sobremesa incluída.
                      À noite foi a festa de aniversário da cidade, com um show de apresentações em frente à escadaria. No dia seguinte pela manhã, realizou-se uma cerimônia na praça. Como estávamos já bastante cansados e o show ia começar às 22:00h, nos recolhemos cedo, pois no dia seguinte já iríamos para Santa Clara.
      14º dia – 13/01
                      De manhã pegamos o táxi coletivo para Santa Clara – mais uma “relíquia Frankstein”: um Bel Air 1956 com motor Huynday. O carro pagou para pegar mais um casal de holandeses, sendo que ele falava português e ela inglês. Como o taxista também falava inglês, a viagem foi uma verdadeira babel de conversas em inglês, castelhano, português e holandês. No meio do trajeto demos uma parada num “tienda” de beira de estrada em frente a um belíssimo painel de Che Guevara.
                      Chegamos em Santa Clara e nos instalamos em mais uma acolhedora casa de cubanos. Dali fomos a pé até o Monumento Trem Blindado: o trem que transportava uma guarnição do exército de Fulgêncio Batista e que a coluna de Che descarrilhou e forçou a rendição da tropa batistiana. O detalhe épico é que a coluna de Che contava com apenas 18 homens e guarnição batistiana com mais de 300, mas no fim de dezembro de 58 a moral das tropas do exército de Batista era tão baixa que eles se renderam a Che. Por 1 CUC pode-se visitar a instalação e entrar nos vagões – essa que é a parte legal, pois dentro de cada vagão há uma exposição contando parte da história.
                      Perto dali fica a sede provincial do Partido Comunista Cubano; em frente à sede está a icônica e belíssima estátua de Che Guevara caminhando com um menino no colo. A sede é bem ampla, mas só o saguão é aberto à visitação.
                      Caminhamos para o Parque Vidal, onde está o Hotel Santa Clara Libre, outro ponto cuja tomada foi crucial para a vitória da coluna do Exército Rebelde liderada por Che. No caminho, encontramos uma farmácia como aquela dos velhos tempos, com enormes estantes e balcão de madeira: só faltava estar escrito “Pharmacia” no letreiro. Almoçamos no restaurante Casa do Governador, que apesar do nome pomposo e do aspecto chique tem preços bem razoáveis e ótima comida.
      No Parque Vidal, pegamos um táxi para visitar a Loma Del Capiro: o ponto mais alto da cidade e cuja tomada representou uma vitória militar muito significativa para o Exército Rebelde. A vista daqui de cima é linda, vê-se toda a Santa Clara. Há um monumento em homenagem ao Comandante Guevara e duas bandeiras, a de Cuba e do M 26/07 – mas na hora que chegamos (fim da tarde) as bandeiras já haviam sido recolhidas.
      Terminamos a noite assistindo ao Encontro de Trovadores no espaço cultural El Mejunje, idealizado por Miguel Diaz-Canel quando era Secretário do Partido na região de Santa Clara e que é um ponto de encontro da comunidade LGBT.
      15º dia – 14/01
      Hoje passamos o dia em Cayo Santa Maria; para lá se vai de carro. Não é um programa barato: o táxi cobra 60 CUCs pra levar e trazer; e, como a praia é de um resort, tem que pagar 5 CUCs por pessoa para entrar – o que dá direito a um drink no bar da praia. Apesar de caro, é imperdível: a praia é lindíssima, um típico mar do Caribe de água absolutamente cristalina e calma, e com uma grande quantidade de gaivotas que não se importam em nada com a presença de humanos. Pra variar, o táxi era mais um carrão antigo modificado: um Pontiac 1956 com motor Nissan.
      Um espetáculo à parte é a explicação de porque se chega lá de carro. É uma impressionante obra da engenharia civil cubana: aqui e em vários cayos da região de Varadero eles construíram estradas por cima do mar, ASSENTADAS EM PEDRAS JOGADAS AO MAR! Para Cayo Santa Maria, são 37 km de estrada COM MAR DOS DOIS LADOS!
      A história dessas estradas chega a ser lendária. Fidel era apaixonado por caça submarina, e por questões de segurança pessoal ele a praticava quase que clandestinamente nos cayos. Quando Cuba começou a investir no turismo, Fidel teve a ideia visionária de ligar os cayos por estrada sobre o mar. Na época, os ecologistas e ambientalistas criticaram o projeto original, argumentando – e com toda a razão – que um “paredão” de pedra cortando o mar iria interferir no regime das correntes marinhas e prejudicar a circulação dos peixes. O que fizeram então? Fotografaram a região do alto, estudaram as rotas dos cardumes e das correntes marinhas e o “paredão” de pedras tem 37 pontos de interrupção, sobre os quais foram construídas pontes – a maior delas inclusive permite a passagem por baixo de barcos pesqueiros.
      Almoçamos no restaurante do resort, que também não pratica preços extorsivos. À noite jantamos no restaurante Sabor e Arte em Santa Clara, um ótimo e simpático local frequentado por cubanos com preços no cardápio expressos em CUPs – mas a conversão é muito fácil: é só dividir por 25. Por 10 CUCs se come uma ótima lagosta.
      16º dia – 15/01
      Nossa despedida de Santa Clara foi uma bela caminhada do Parque Vidal até o Memorial de Che Guevara – são mais de 20 quarteirões. O monumento é encimado por uma enorme e belíssima estátua do Comandante, e tem as partes externa e interna. Do lado de fora, frases de Che e mapas de suas expedições guerrilheiras da coluna que liderou no Movimento 26 de Julho. A parte interna não pode ser fotografada: numa sala tem o Memorial propriamente dito, com uma excelente exposição de fotos, documentos e objetos de Che; na outra sala estão guardados os restos mortais do Comandante – repatriados da Bolívia após décadas – e de seus companheiros mortos das guerrilhas da Bolívia . Além disso, atrás há um outro pequeno cemitério dos guerrilheiros de Sierra Maestra da coluna liderada por Che, ainda com várias lápides sem nome (aguardando pelos companheiros ainda vivos).
      17º dia – 16/01
      Saímos cedo para pegar o ônibus da Via Azul no terminal de Santa Clara rumo ao nosso penúltimo destino: Varadero. Confesso que o aspecto externo do busão era bem cacarecado e dava uma certa preocupação, mas internamente o ônibus era bem razoável e chegamos em Varadero com tranquilidade, após 2 horas e meia de estrada. Também em Varadero optamos por ficar em casa de cubanos, e novamente fomos super bem atendidos e alojados por uma família simpaticíssima.
      Se Havana Velha parece a Lapa/Santa Teresa, Trinidad lembra demais Paraty e Cuba em geral parece o subúrbio carioca, Varadero é o Recreio dos Bandeirantes do Rio: um balneário supermoderno com praias lindíssimas, mas extremamente americanizado e formatado para turistas. Varadero na verdade é uma compridíssima e estreita restinga: uma faixa de terra que avança pelo mar por mais de 30 km, mas que só tem 300m de largura – então tem “mar dos dois lados”. Do lado “direito” de quem entra em Varadero por Matanzas é litoral de pedras; as praias – e os resorts – estão todas do lado “esquerdo”.
      Em Varadero praticamente a única (e ótima) coisa a fazer é curtir praia: linda, com água azulada e cristalina – só que nestes dias não está a “piscina” tradicional, em função dos ventos mais fortes e do tempo mais instável (chegou a ter bandeira vermelha antes de nós chegarmos). Uma observação: neste período de janeiro (que é inverno no Hemisfério Norte) se o sol se esconde atrás das nuvens sente-se frio na praia, porque o vento é constante.
      Outra coisa: nos restaurantes, nem sempre boa apresentação visual significa boa comida. Almoçamos num restaurante simpático da 1ª Avenida, mas o camarão estava “burocrático”.
      À noite, entretanto, a coisa foi diferente – para melhor. Marcamos de jantar com um grupo de amigos brasileiros no restaurante Casa de Al, que é a antiga casa de Al Capone em Cuba (na qual ele guardava a bebida que comercializava ilegalmente durante a Lei Seca). O restaurante é um charme, a comida é muito boa, tem uma ótima carta de vinhos e os preços não são extorsivos. No verão, o charme adicional é almoçar no terraço de vista para a praia, mas no inverno à noite fica impossível: aí é no ambiente interno mesmo.
      18º dia – 17/01
      Por volta das 07:00h da manhã fomos acordados pelo barulho da chuva. Pensamos de cara: “e agora? Balneário com chuva é um baita tédio”... voltamos a dormir e, grata surpresa: às 10:00h já estava um lindo dia de sol. A dona da casa nos explicou que por aqui é assim mesmo: quando chove é chuva rápida e logo o tempo abre.
      Após o ótimo desayuno padrão casa de cubanos, fomos novamente à praia, mas desta vez mais longe de “casa”: no resort Be Live Experience. Em Varadero os resorts estão à beira das praias mas o acesso à areia é livre e franqueado: a única diferença é que, se você não está hospedado no hotel, paga pelo uso das espreguiçadeiras e pela bebida que consumir. Como havia chovido pela manhã o mar estava mais mexido e com muitas algas, mas a praia continua sendo belíssima.
      Desta vez demos sorte no almoço: um pequeno e charmoso restaurante na Calle 47  com um ótimo camarão empanado e um serviço muito atencioso. Detalhe curioso é que, pela primeira vez em Cuba, encontramos um local que vendesse Coca Cola (ainda que embalada no México).
      18º dia – 19/01
      Varadero é realmente o “Recreio dos Bandeirantes” de Cuba: sofisticado e americanizado, mas também tem seu lado bucólico – várias casas por aqui criam galinhas, e de madrugada escutamos o galo cantar (nem me lembro mais quando foi a última vez que escutei galo cantar no Rio).
      Após o desayuno, saímos para ir à Cueva del Saturno, uma gruta com água doce e formações rochosas submersas. Combinamos com o taxista de pagar 40 CUCs e ele nos aguardar lá para a volta, pois a gruta fica praticamente fora de Varadero, na divisa com Matanzas a cerca de 20 km do centro de Varadero.
      O lugar é lindíssimo: a gruta fica 20m abaixo do nível do mar e tem profundidade embaixo da água doce (absolutamente cristalina) que varia de 1m a 22m. A entrada para a Cueva del Saturno custa 5 CUCs, e por mais 1 CUC aluga colete salva-vidas opcional – pra quem não é exímio nadador (como nós) é absolutamente recomendável. O local não tem snorkel para alugar; quem curte mergulhar vale a pena levar pelo menos os óculos de mergulho. Eu não senti falta: a água é tão cristalina e transparente que flutuando no meio da gruta dá perfeitamente pra ver o fundo 22m abaixo – a sensação é que está voando por sobre um abismo rochoso.
      Dali voltamos à praia e decidimos fazer o passeio de catamaran pelas águas de Varadero: 30 CUCs por 1 hora para duas pessoas. Hoje o sol estava totalmente aberto e o mar bastante calmo, então pudemos aproveitar ao máximo o passeio. Mergulhar nas águas azuis do Caribe a alguns quilômetros da praia foi especial, e o passeio todo é muito bonito.
      Na hora que bateu a fome, fomos ao restaurante mais próximo de onde estávamos: La Bodeguita Del Medio de Varadero. Um camarão ao ajillo muito bom, ótimos sucos naturais de abacaxi e melancia e, pra fechar, um delicioso mojito. Agora que já tomei mojito por todos os lugares onde estive em Cuba, posso garantir que Hemingway tinha toda a razão: o melhor mojito de Cuba é em La Bodeguita Del Medio.
      Mais praia até quase o fim da tarde, um descanso e o lanche da noite: ótimos e enormes hambuguers (“hamburguesas” em espanhol) no simpático snack bar Vernissage, ao lado de “casa”. Aqui também encontramos Coca Cola mexicana; cubanos mais ortodoxos costumam dizer que “Varadero no es Cuba” – pelo jeito não deve ser mesmo, pois “l’áqua nera del imperialismo ianque” não se acha em nenhum outro lugar de La Isla.
      19º dia – 20/01
      Nosso dia de despedida de Varadero: desayuno cubano, deixar as malas arrumadas na casa, liberar o quarto para os próximos hóspedes – e passear até o horário do ônibus de volta para Havana.
      Resolvemos pegar o bustour e fazer o passeio turístico por Varadero. Definitivamente, “Varadero nos es Cuba”: a parte em que nos hospedamos (os primeiros quilômetros mais ao sul da restinga) são o Recreio dos Bandeirantes carioca; já a parte dos maiores resorts, mais ao norte até a ponta, é uma Cancun. As praias são belíssimas e os resorts superluxuosos, nada a ver com a Isla que conhecemos e passamos a amar tanto.
      Fizemos algumas compras no centro comercial mais badalado da área dos resorts e, na volta, decidimos almoçar no Casa de Al: estava um belo dia de sol, daria para almoçar na varanda com vista para o mar. O único pequeno contratempo foi que saltamos do bustour e, pela indicação que nos deram, seriam 5 quadras mais à frente – mas eram mais de 10 quadras, foi uma caminhada grande. Mas compensadora: o camarão continuava delicioso, agora curtimos a vista para o mar deslumbrante e ainda tivemos música ao vivo com um ótimo grupo musical que ainda atendeu a nossos pedidos de tocar “Hasta Siempre, Comandante”, “Guantanamera” e “Iolanda”.
      Dali foi pegar um táxi, descansar um pouco e pegar o ônibus da Via Azul pra Havana – desta ver um carro bem melhor, mais moderno e confortável. Em 3 horas estávamos em La Habana, de volta à casa da mesma maravilhosa família que nos acolheu no início da viagem.
      20º dia – 21/01
      No primeiro dia de manhã de volta à Havana, fomos visitar nossos novos amigos cubanos Luis Caballero e Isabel Suarez e encontramos com a companheira Maria Leite, brasileira velha amiga do casal e grande amiga de Cuba. Queríamos ir ao Museu da Alfabetização mas descobrimos que estava fechado porque funciona dentro de uma instituição escolar. Por uma daquelas ótimas coincidências do destino, Maria já tinha agendado de ir ao Museu da Alfabetização no dia seguinte – combinamos de ir juntos.
      Dali fomos a pé até o Mercado San José, grande concentração de lojas de artesanato e lembranças – mais uma dica errada de distância: nos disseram que ficava na Avenida do Porto 5 quarteirões depois da esquina com Obispo, mas na verdade são mais de 10 quadras de distância. Fizemos algumas compras e voltamos para almoçar.
      À noite combinamos com os amigos Maria, Isabel e Luís de jantar no restaurante Deliriu’s: MARAVILHOSO! Lindíssimo, ambiente chique, ótima comida e preços não extorsivos – e ainda fomos brindados com uma espetacular apresentação de jovens cantores líricos. Esse restaurante eu recomendo MUITO.
      21º dia – 22/01
      Encontramos com a companheira Maria Isabel e fomos visitar o Museu da Alfabetização. Nos recebe na porta do museu uma senhorinha meio aborrecida porque estava faltando luz, vestida de jeito super simples: camiseta, calça tipo leggin e sandália de dedo – era a Diretora do Museu, Doutora em Educação. Conseguimos convencê-la a nos mostrar o Museu mesmo sem luz, só com a iluminação natural das janelas, pois íamos viajar no dia seguinte – e foi a visita mais emocionante que fizemos. O relato de um país pobre que mobilizou dezenas de milhares de voluntários e em um ano de campanha erradicou o analfabetismo é uma coisa impressionante - especialmente quando ficamos sabendo que 40 voluntários de alfabetização morreram durante a campanha, 11 ASSASSINADOS PELOS CONTRARREVOLUCIONÁRIOS ORGANIZADOS E FINANCIADOS PELA CIA (o primeiro “mártir” da alfabetização deu nome às Brigadas do Exército de Alfabetizadores: Brigadas Conrado Benitez). Não dá pra reproduzir aqui mais de 1 hora de palestra da Dra Luisa, mas dá pra comentar um pouco sobre três coisas:
      1)      no ato de comemoração do fim da campanha e da declaração da erradicação do analfabetismo em Cuba, os destacamentos dos “exércitos de alfabetizadores” (todos voluntários) exibiam faixas dizendo : Fidel, diga-nos agora o que fazer” (pois AQUELA “missão dada” já era “missão cumprida”). Fidel respondeu no ato: ESTUDEM! O programa de alfabetização passou a charmar-se “Sim, nós podemos” e foi “exportado” para vários países e regiões ( Dra Luísa nos relatou a experiência dela como monitora do repasse do programa em um Estado do México); a continuação dos estudos passou a ser chamada “Sim, nós podemos prosseguir”;
      2)      a “exportação” do programa “Sim, Nós Podemos” sempre respeitou as peculiaridades locais de cada país; por exemplo, no Haiti a alfabetização foi em criollo e não em francês; na Bolívia, além do espanhol, também em quíchua e almanara (as duas maiores línguas indígenas de lá);
      3)      o Museu da Alfabetização é situado em uma enorme área que na ditadura de Batista era o maior quartel militar, o Quartel Colônia – e tinha inclusive uma residência oficial do tirano. Na revolução o quartel foi transformado em escola: as residências dos soldados e oficiais foram transformadas em escolas, e hoje lá existe desde escola primária até a Faculdade de Pedagogia.
      À tarde demos mais uma descansada e arrumamos as malas, porque na manhã do dia seguinte já era hora de embarcar de volta ao Brasil. Mas não pudemos deixar de retribuir toda a hospitalidade e carinho da maravilhosa família que nos acolheu em Havana: convidamo-nos para jantar conosco novamente no Deliriu’s – e novamente a qualidade da comida, o requinte e beleza do local e o preço justo tornaram a noite muito agradável.
      O dia seguinte foi de dizer “Até breve, Cuba”: amamos esta Ilha e voltaremos muitas vezes, com toda a certeza!




































    • Por Natygirl
      Olá pessoal,
      É necessário que o visto de cuba seja feito antecipadamente? Vi em alguns sites que para solicitar o visto é preciso ter o certificado da febre amarela, só que em outros pede que se tome a vacina 10 dias antes da viagem. Confesso que to bastante confusa nessas infos. 
      (Irei de Cancun para Havana)
    • Por Natygirl
      Galera vou passar o mês de Março mochilando por esses países, quem estiver por algum desses nas datas vamo se encontrar!! Abs!!
      03/03 (Domingo) Cidade do México
      -Chegada na Cidade do México às 05:05
      -El Zócalo
      -Templo Mayor
      -Palácio Nacional e painéis de Diego (Palácio de Belas Artes)
      -Torre Latinoamericana 
      04/03 (segunda-feira) Cidade do México
      -Pirâmides de Teotihuacán
      05/03 (terça-feira) Cidade do México
      -Museu de Antropologia
       06/03 (quarta-feira) Cidade do México
      -Castelo de Chapultepec
      -Museu Nacional
      -Basílica de Guadalupe
      07/03 (quinta-feira) Cidade do México
      -Casa de Frida Kahlo
      -Casa Museu de León Trotsk
      -Mercado de Coyoacán
      08/03 (sexta-feira) Cidade do México-Puebla-Oaxaca
      *Pegar Daytrip para Cholula/Puebla  
      -Ficar na rodoviária de Puebla
      *Ônibus noturno para Oaxaca (5hs de ônibus)
      09/03 (sábado) Oaxaca- San Cristobal de Las Casas
      -Tour de Mitla + Hierve el Agua
      *Ônibus noturno para San Cristobal
      10/03(domingo) San Cristobal de Las Casas
      -Chegada em San Cristobal por volta das 8hs
      -City tour em San Cristobal
      *Agendar Tour para Palenque no outro dia
      11/03(segunda) San Cristobal de Las Casas - Palenque-Mérida
      -Sítio Maia de Palenque
      *Ônibus noturno para Mérida
      12/03(terça) Mérida
      -Chegada em Mérida por volta das 10:00
      -Sítio Uxmal
      *Agendar Tour de Chichen Itzá com volta para Riviera
      13/03(quarta) Mérida-Chichen Itzá-Playa del Carmen/Tulum
      -Chichen Itzá
      -Volta pela PLaya de Carmen
      14/03(quinta) Playa del Carmen/Tulum
      15/03(sexta) Playa del Carmen/Tulum
      -Cobá
      16/03(sábado) Playa del Carmen/Tulum
      17/03(domingo) Cancun
      18/03(Segunda-feira) Cancun-Havana(fim do dia)
      19/03(Terça-feira) Havana
      20/03(Quarta-feira) Havana
      -Ver como fazer bate e volta para Varadero
      21/03(Quinta-feira) Havana
      22/03 (Sexta-feira) Havana-Lima 
      23/03 (Sábado) Lima
      24/03(Domingo) Lima
      25/03(Segunda-feira) Lima
      26/03(Terça-feira) Lima
      27/03(Quarta-feira) Lima-Cusco
      28/03(Quinta-feira) Cusco
      29/03(Sexta-feira) Cusco
      30/03(Sábado) Cusco
      31/03 (Domingo) Cusco
      -Saída de Cusco às 05:30
    • Por Natygirl
      Olá pessoal,
      gostaria de saber a opinião de vocês sobre o roteiro abaixo. Na verdade a dúvida maior é sobre os trechos que vou fazer de ônibus noturno. É viável? É seguro? Da para comprar os trechos antes pela internet? Tulum ou Playa, qual melhor para se hospedar?
      03/03 (Domingo) Cidade do México
      -Chegada na Cidade do México às 05:05
      -El Zócalo
      -Templo Mayor
      -Palácio Nacional e painéis de Diego (Palácio de Belas Artes)
      -Torre Latinoamericana 
      04/03 (segunda-feira) Cidade do México
      -Pirâmides de Teotihuacán
      05/03 (terça-feira) Cidade do México
      -Museu de Antropologia
       06/03 (quarta-feira) Cidade do México
      -Castelo de Chapultepec
      -Museu Nacional
      -Basílica de Guadalupe
      07/03 (quinta-feira) Cidade do México
      -Casa de Frida Kahlo
      -Casa Museu de León Trotsk
      -Mercado de Coyoacán
      08/03 (sexta-feira) Cidade do México-Puebla-Oaxaca
      *Pegar Daytrip para Cholula/Puebla  
      -Ficar na rodoviária de Puebla
      *Ônibus noturno para Oaxaca (5hs de ônibus)
      09/03 (sábado) Oaxaca- San Cristobal de Las Casas
      -Tour de Mitla + Hierve el Agua
      *Ônibus noturno para San Cristobal
      10/03(domingo) San Cristobal de Las Casas
      -Chegada em San Cristobal por volta das 8hs
      -City tour em San Cristobal
      *Agendar Tour para Palenque no outro dia
      11/03(segunda) San Cristobal de Las Casas - Palenque-Mérida
      -Sítio Maia de Palenque
      *Ônibus noturno para Mérida
      12/03(terça) Mérida
      -Chegada em Mérida por volta das 10:00
      -Sítio Uxmal
      *Agendar Tour de Chichen Itzá com volta para Riviera
      13/03(quarta) Mérida-Chichen Itzá-Playa del Carmen/Tulum
      -Chichen Itzá
      -Volta pela PLaya de Carmen
      14/03(quinta) Playa del Carmen/Tulum
      15/03(sexta) Playa del Carmen/Tulum
      -Cobá
      16/03(sábado) Playa del Carmen/Tulum
      17/03(domingo) Cancun
      18/03(Segunda-feira) Cancun-Havana(fim do dia)
      19/03(Terça-feira) Havana
      20/03(Quarta-feira) Havana
      -Ver como fazer bate e volta para Varadero
      21/03(Quinta-feira) Havana
      22/03 (Sexta-feira) Havana-Lima (vou fazer a volta por lima pq fico no Peru até dia 31/03)
       
      Desde já sou muito grata a quem puder contribuir!! Abs!


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