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Oi Lú, tudo bem? Fico feliz que tenha gostado do relato. Você vai viajar sozinha também? Em passagens aéreas gastei R$ 4.900,00 (Egito e Turquia) e na parte terrestre incluindo todos os p
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Sinceramente, eu só ficava perdida por querer agradar e atender a todos, mas também fiquei muito feliz com o carinho das pessoas. Quando eu cheguei no Egito, achei que por serem muçulmanos, as pes
Conhecer o Egito era um sonho de infância, mas, embora tenha conversado com várias pessoas, ninguém se interessou em ir, especialmente pelo fato das notícias que vemos na mídia, então, resolvi fazer minha viagem sozinha.
De início, senti um frio na barriga, pois nunca havia viajado sozinha e até então só tinha visitado países da América do Sul, que possuem uma cultura bem parecida com a nossa.
Estive no Egito dos dias 16/12/2015 até o dia 04/01/2016 e decidi escrever esse relato para incentivar as pessoas que têm vontade de conhecer o país, pois é o melhor lugar que já estive em toda a minha vida.
Para evitar surpresas com preços de passagem, recomendo que seja comprada com bastante antecedência. Comprei a minha em 08/02/2015, para viajar em dezembro, pelo valor de R$ 3.740,60, com a cia. aérea Emirates, que eu recomendo, já que na escala do voo em Dubai me deram o visto e hospedagem em hotéis excelentes, com jantar e café da manhã incluídos.
Mesmo antes dessa viagem eu já tinha interesse em aprender o idioma árabe e estudei por um ano, o que foi o suficiente para entender o que eles falavam e pedir informações caso necessário, mas, não se preocupem, muita gente por lá fala inglês. Só usei o árabe mesmo quando pegava ônibus ou trem com os locais, as vezes não tinha ninguém que falasse inglês.
Aproveitei para incluir nessa mesma viagem os seguintes países: Israel, Jordânia e Turquia, mas farei os relatos em separado e deixarei os links no final desse relato caso vocês tenham interesse em ler.
Primeiramente, tenho que fazer considerações importantes sobre o Egito. Li em vários relatos na internet de mulheres dizendo que foram assediadas no Egito, seguidas por homens que as olhavam da cabeça aos pés, contando barbaridades, mas, nada disso aconteceu comigo. Levei um lenço para cobrir os cabelos pois cheguei a pensar devido a esses relatos, que poderia ser discriminada de alguma forma caso não cobrisse os cabelos, o que não aconteceu em nenhum momento. Andei o tempo todo de cabelo solto e maquiada, com esmalte nas unhas na primeira semana e em alguns pontos turísticos usei blusa de alcinha. Tenho uma tatuagem enorme nas costas e só o que eles faziam era elogiar minha tatuagem, me falavam: nice tatoo.
Só o que recomendo para as mulheres com relação as roupas é não usar decotes e calças muito coladas, calças jeans pode usar tranquilamente e sempre usar blusas ou um sobretudo que cubra a parte do quadril. Com relação aos homens, não recomendo que usem shorts.
Quanto às diferenças culturais, para as mulheres é normal conversar com homens como aqui no Brasil, mas recomendo que não fale alto e não dê gargalhadas, como algumas pessoas estão acostumadas a fazer aqui, vão saber que você é turista e os homens principalmente não vão olhar isso com bons olhos, procure ser discreta, conversar em um tom de voz normal.
Devido ao fato de viajar sozinha, fiz amizade com muitos locais e em vários lugares me perguntavam em árabe se eu era egípcia, também por que tenho ascendência árabe e me diziam que eu parecia com elas e não com as brasileiras, por falar pouco e ser recatada, por isso o meu conselho.
Quando cheguei lá, não sabia exatamente como me portar, já que a maioria das pessoas em todos os lugares, hotéis, comércio, restaurantes, guias turísticos são homens, então, primeiro observei antes de qualquer coisa. Homens podem se cumprimentar com beijo no rosto se forem amigos, e nós mulheres podemos cumprimentar as mulheres com dois beijos no rosto, é o que elas fazem. As vezes os homens te cumprimentam dando a mão, mas isso é raro, então, mulheres, nunca deem a mão para cumprimentar um homem, espere que ele faça antes para você não passar vergonha. Existem pessoas mais conservadoras e menos conservadoras, portanto, observem antes de tudo.
Pedi muitas informações para os locais quando me perdi e foram amáveis, me surpreendi bastante com eles. Mulheres usando niqab vieram falar comigo e são super simpáticas.
Não recomendo também que as pessoas fiquem tirando fotos dos locais, devemos respeitar, se você fizer amigos por lá você pode tirar foto, mas sem permissão não aconselho que faça, as pessoas podem se sentir ofendidas.
Outra dica importante sobre viajar sozinha é que mesmo que você ache que pode se misturar a grupos de turistas para disfarçar isso, o que eu percebi é que é impossível esconder de todos que você está viajando sozinha, portanto, é sempre bom fazer seus passeios com agências confiáveis. Eu comprei os tours nos hostels que fiquei e não me arrependo. Caso vocês não queiram comprar os tours, é possível ir para Giza de táxi, e os táxis lá são seguros e não são caros, só combinem o valor antes.
COMIDA E ÁGUA NO EGITO: Por viajar sozinha, achava que não deveria tomar a água deles, nem comer verduras e frutas com casca, mas fiz tudo isso e não passei mal. Não posso incentivá-los a fazer o mesmo pois algumas pessoas passam muito mal com isso, e já ouvi falar que a água deles transmite hepatite.
Após essas dicas iniciais, vou começar a relatar dia a dia a minha viagem.
Somente para finalizar, é importante dizer que a mídia tem exagerado demais no que tem noticiado. O Egito é um país seguro, o povo egípcio é o mais hospitaleiro e amável que eu já conheci e tudo o que as pessoas falam sobre eles pedirem gorjetas e serem chatos, isso somente acontece se você estiver lidando com quem estiver perto dos pontos turísticos e quiser tirar proveito da situação, mas a maioria dos locais não são assim, somente os que trabalham com turismo e, não me arrependo de ter fechado alguns tours com os hostels por isso, já que você vai com guia e na maioria das vezes não precisa nem dar gorjeta, agora, se você for por conta e se perder, daí é bem capaz mesmo que queiram te cobrar para dar informações. A única coisa que paguei de gorjeta era quando colocavam minha mala no porta mala dos ônibus, isso custava 2 libras egípcias, que equivale a R$ 2,00.
Dia 16/12/2015 - Chegada no Egito - Cairo
Cheguei no Egito as 10:30 da manhã. No aeroporto me fizeram diversas perguntas e não se espantem se acontecer com vocês. Muitos brasileiros foram presos por tráfico de drogas nos últimos anos por lá e justamente por isso suspeitam de qualquer brasileiro que tentar entrar no país. Acho que pelo fato de eu viajar sozinha, suspeitaram ainda mais. Mostrei todas as minhas reservas de hotéis, minha carteira da OAB pois pediram documento profissional, abriram minhas duas malas, tiraram coisa por coisa e tudo o que me perguntavam o que era eu respondia e dizia que podiam abrir se quisessem. Depois duas mulheres me levaram para uma salinha, contaram todo o meu dinheiro e me devolveram e me fizeram levantar a blusa e passaram as mãos no meu corpo para ver se não tinha nada.
Passada essa parte, troquei dinheiro dentro do aeroporto mesmo, um dólar estava valendo 7.80 LE e quando saí o taxista do hostel estava me esperando.
No Cairo, fiquei do Dahab Hostel - http://www.dahabhostel.com/
O traslado custou 75 LE e a hospedagem 65 LE em um quarto de solteiro, com banheiro compartilhado. Achei o local limpo, inclusive os banheiros. O café da manhã custa 15 LE e é bem servido, dá para duas pessoas.
Nesse primeiro dia resolvi descansar, afinal de contas foram 15 horas de voo de São Paulo até Dubai e mais 5 horas de Dubai até o Cairo.
Fui muito bem recebida nesse hostel, logo que cheguei me deram café e uma garrafa de água mineral.
Quando fui escovar meus dentes, percebi que o fio dental tinha acabado e então fui perguntar para os funcionários do hostel onde era a farmácia. Eles me levaram até lá e inclusive me ensinaram a atravessar as ruas, já que tem vários pontos onde eles não têm semáforo. Depois disso, me senti muito segura para sair sozinha e quando tinha vontade, ia fazer compras nos mercadinhos, almoçar e tudo mais sozinha, sem problema algum.
Nesse dia conheci um casal de brasileiros e ficamos conversando bastante até tarde.
Fechei o tour no dia seguinte para as pirâmides de Giza por 250 LE, mais guia 150 LE. O guia falava espanhol e o tour incluía também Sakkara e Dahshour. O preço é por carro e pode ser dividido em até quatro pessoas.
Com relação ao deserto branco, desisti de fazer esse tour, pois devido ao incidente com os turistas mexicanos, o deserto estava fechado.
A noite comi uma pizza, que no Egito, custa em média 26 LE, lembrando que 1 real vale 2 LE.
17/12/2015 - Visita as Pirâmides de Giza
Nesse dia acordei cedo, o tour saia as 8 horas da manhã.
Fomos eu e o casal de amigos brasileiros que conheci no hostel.
Primeiro fomos levados à pirâmide de Dashur e depois para Sakkara e valeu ter pago por esse tour, pois até Giza são três horas de viagem. Dashur fica próxima a cidade de Mênfis.
Pirâmide de Dashrur
Valores de Entrada: Recomendo que utilizem a Carteira Mundial do Estudante (ISIC) se tiverem, pois vocês pagarão metade do valor da entrada, e foi o que aconteceu comigo.
Vou colocar os valores de meia entrada que paguei:
Dashrur: 20 LE
Giza: 40 LE
Imhotep e Saqqara: 40 LE
Não entrei no museu do barco solar, mas caso tenham interesse ele fica na área das pirâmides.
Entramos em somente na pirâmide de Dashrur. Para entrar nas outras paga-se 100 LE e não tem nada dentro delas.
Essas são as fotos da pirâmide por dentro:
Após, fomos levados até Sakkara, onde vimos vários desenhos com cores incríveis, que relatavam como os egípcios abatiam o gado, a atividade de pesca, dentre outras:
Fomos almoçar e nesse dia experimentei um prato típico do Egito, chamado koshary e todos deveriam experimentar, é maravilhoso. Fiquei viciada nesse prato, que consiste em macarrão, grão de bico e cebola frita, é uma delícia. Esse prato custa em média 7 LE.
Depois do almoço, fomos até Giza.
Sobre Giza, não recomendo que andem de cavalo, pois eles maltratam demais os animais. No dia em que estive lá, aconteceu um acidente com uma charrete, o cavalo escorregou no asfalto, caiu e uma turista que estava na charrete caiu e se machucou. O cavalo ficou deitado no chão machucado também e uma parte da charrete estava quebrada. Pedi umas vinte vezes para eles tirarem a charrete antes do cavalo se levantar pois ele já estava machucado e ela era pesada, mas não tiraram e ainda deram uma chicotada nele para que ele levantasse. Por sorte ele não quebrou a pata, pois se isso acontecesse provavelmente seria sacrificado.
Caso queiram, andem de camelo, os camelos são dóceis e obedecem em tudo, então são muito bem tratados.
Meu passeio de camelo.
Enfim, quando cheguei a Giza, só tinham 6 turistas estrangeiros, eu, meus dois amigos do Brasil e mais três pessoas e fiquei bastante triste com isso, pois eles dependem do turismo.
As crianças egípcias são uns amores e gostam muito de turistas, tentam o tempo todo tirar fotos, mas pedem educadamente. Me chamaram de Shakira, as meninas me falavam que eu era bonita, me beijavam, abraçavam e tiraram todas as pulseiras dos braços para me dar, mas não pude aceitar, só retribuí abraçando-as e beijando-as também e tirando todas as fotos que me pediram.
Apesar de ter viajado sozinha, não fiquei sozinha em nenhum momento, só mesmo quando eu queria. Quando não estava com os amigos que fazia no hostel e nos tours, estava rodeada de crianças egípcias e as vezes os adultos também vinham conversar, então, não me sentia sozinha nunca.
O passeio de camelo que não chegou bem a ser um passeio me custou somente 15 LE, pois disse ao dono do camelo que só queria tirar uma foto. Mesmo assim, ele me fez dar uma volta no camelo e quando o bicho desceu, levei um susto, porque ao invés de abaixar as patas de trás, primeiro ele fica de joelhos com as patas da frente, daí você fica meio suspenso, mas foi bem divertido.
As pirâmides e a esfinge são lindas e o estado de conservação é impressionante. Não dá para imaginar como eles construíram aquilo.
Perguntei ao guia por qual motivo chamam a esfinge de abu el hool (pai do terror em árabe), e ele me explicou que os antigos egípcios acreditavam que ela protegia as pirâmides.
Terminado o tour, voltamos ao hostel, já que eu comprei com eles um Cruzeiro pelo Rio Nilo.
O Cruzeiro custou 350 dólares, com todas as refeições incluídas: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. Além disso, estava incluído nesse valor o voo de balão em Luxor, o ticket de trem para Aswan e os tours em Aswan e hotéis 3 estrelas.
À noite o taxista foi me buscar no hostel, me deu o ticket de trem e me levou até a estação, procurou o vagão e me indicou o número do assento. Só tinha eu de estrangeira no trem. Os egípcios, muito gentis, diziam em árabe que eu podia colocar a mala na parte de cima do trem para não precisar ficar com ela nos pés, mas eu agradeci, não acredito que minha mochila imensa caberia lá.
18/12/2015 - Do Cairo até Aswan
Foram 12 horas de trem do Cairo até Aswan e quando o sol começou a bater no meu rosto, um deles veio e disse em árabe que havia muito sol ali e fechou a cortina para que o sol não ficasse no meu rosto, eu agradeci.
Como não sabia que Aswan era a última estação eu perguntava para eles e eles informaram que era a próxima estação.
Quando cheguei em Aswan, o guia estava me esperando com uma placa onde tinha meu nome.
De lá ele me levou no hotel, deixei minhas coisas e me juntaram a um grupo de outros turistas do Japão e Sri Lanka, todos muito legais e simpáticos.
Nesse dia visitamos a represa alta de Aswan, construída para evitar as inundações que vinham ocorrendo, e, o guia nos explicou que o Templo de Abu Simbel foi retirado das proximidades do Nilo por conta das inundações.
Meia entrada na represa alta de Aswan - 20 LE
De lá, fomos de barco até o Templo de Philae. Esse templo é também conhecido como o Templo de Ísis.
Neste relevo o rei Ptolomeu faz uma oferenda a deusa Ísis e a Hórus, seu filho, no Pilone de entrada do templo , tudo em dimensões monumentais.
Philae originalmente foi templo dedicado a deusa Ísis, uma deusa da cultura egípcia mas que foi adotada por muitos outros povos antigos. Quando os cristão se tornaram mais poderosos o templo foi transformado em Igreja Católica e foi neste momento que os relevos dos deuses foram martelados para serem descaracterizados e transformados em santos cristãos.
A meia entrada no Templo de Philae custou 30 LE.
Depois desse passeio, nos levaram para uma loja de perfumes egípcios e eles não eram caros, o frasco menor custava em torno de R$ 20,00, mas não me interessei em comprar nada, mesmo por que não queria ficar carregando muita coisa na mala durante a viagem.
Após, fui levada para o hotel, que já estava incluído no valor do cruzeiro.
Nesse dia almocei bem tarde, e como Koshary e batatas fritas em um restaurante do lado do hotel por 12 LE.
Mais tarde, passei em um mercadinho próximo ao hotel para comprar água, chocolates e salgadinhos. É sempre bom levar essas coisas nos passeios. Uma água de dois litros custa e 4 a 5 LE. Os chocolates custam cerca de 2LE.
Esse croissant é uma delícia, tem nos sabores chocolate e queijo e recomendo que experimentem. Custam de 2 a 3 LE.
Voltei para o hotel e dormi.
19/12/2015 - Aswan - Abu Simbel e embarque no Cruzeiro pelo Nilo
Logo cedo fomos levados para Abu Simbel, que é um dos locais mais lindos que visitei.
O complexo de Abu Simbel é constituído por dois templos. Um maior, dedicado ao faraó Ramsés II e aos deuses Rá(Ra-Harakhty), Ptah e Amun, e um menor, dedicado à deusa Hathor, personificada por Nefertari, a mais amada esposa de Ramsés II de entre as mais de 100 que Ramsés possuía.
A fachada do templo de Ramsés tem 33 metros de altura e 38 metros de largura, a sua entrada foi concebida como um pilone. A fachada é constituída por quatro estátuas com vinte metros de altura que representam o faraó Ramsés II sentado ostentando a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egipto, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação. A segunda dessas estátuas foi parcialmente destruída por um terramoto em 27 aC., a cabeça e o tronco de Ramsés encontram-se próximo da entrada. Na porta do templo existe uma inscrição criptográfica do nome do faraó: Ser-Ma'at-Ra e no meio das pernas das grandes estátuas podem ver-se pequenas estátuas de familiares de Ramsés II:
Junto ao colosso I (lado esquerdo) estão as representações da sua principal mulher Nefertari (na perna esquerda), a sua mãe Mut-tuy (na perna direita) e do príncipe Amonhorjepeshef (ao centro).
Junto ao colosso II (lado esquerdo) encontram-se as princesas Bentata, Nebettauy e outra que se pensa ser Senefra.
Junto ao colosso I (lado direito) estão as representações da sua principal mulher "Nefertari" (na perna direita), a princesa Beketmut (na perna esquerda) e do príncipe Riamsese (ao centro).
Junto ao colosso II (lado direito) encontram-se as representações da princesa Nerytamun, da mãe de Ramsés, Mut-tuy e da rainha Nefertari.
Esse é o Templo de Nefertari, que também fica no complexo de Abu Simbel:
A ordem dos colossos da esquerda para a direita é a seguinte: Ramsés II com a coroa do Alto Egipto e a barba postiça; Nefertari com características da deusa Hathor, disco solar entre 2 altas plumas e cornos de vaca; Ramsés II com a coroa branca do Alto Egipto e a barba postiça; Ramsés II com a coroa dupla da união do alto e baixo Egipto e barba postiça; Nefertari com características da deusa Hathor, disco solar entre 2 altas plumas e cornos de vaca; Ramsés II com o nemes, a coroa atef e a barba postiça.
A meia entrada para o complexo de Abu Simbel custou 50 LE e inclui a visita aos dois templos.
Não é permitido tirar fotos dentro dos templos, mas eu tirei sem flash e quando um dos homens que olha o templo viu que eu tirava fotos, pensei que ele fosse tirar a minha câmera e até entreguei a ele, mas ele só quis segurar na minha mão, e não apagou nenhuma foto.
Não preciso nem dizer que com bastão de selfie era meio impossível tirar fotos minhas com os templos ao fundo, então, os amigos que eu ia fazendo ao longo da viagem tiravam as minhas fotos e isso me ajudou muito. Nesse dia, conheci uma moça da Índia que também viajava sozinha, então uma tirava fotos da outra.
Depois da visita a Abu Simbel, me levaram até o porto de onde saíam os navios para o cruzeiro.
Essas são algumas das fotos do navio. As refeições estavam todas incluídas e eram buffet. Sou vegetariana e tinham muitas opções. Além disso, a sobremesa também era incluída. Serviam café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar.
As bebidas dentro do navio eram caras, então na visita dos templos eu comprava água dos vendedores lá fora. A garrafa de 2 litros custava 5 LE e ninguém reclamava quando eu entrava com as garrafas de água no navio.
De tarde, o navio parou no Templo de Kom Ombo, onde tem também o museu do crocodilo.
O Templo de Kom Ombo foi construído há mais de dois mil anos, no Egito, durante a dinastia ptolemaica, na cidade de Kom Ombo. É o único templo duplo egípcio, assim chamado por ser dedicado a duas divindades: um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo; o outro lado é dedicado ao deus falcão Horus.
O museu do crocodilo é dedicado ao Deus Sobek. Os antigos egípcios acreditavam que os crocodilos eram esse Deus, e, portanto, cuidavam deles durante toda a vida. Quando eles morriam, eram mumificados.
A meia entrada que incluía a visita ao templo e ao museu custou 25 LE.
À noite, depois do jantar, teve uma festa com dança do ventre e dervixe, que durou uns 30 minutos, mas foi bem legal.
Sobre a internet, na maioria dos hotéis e no cruzeiro, era paga. No cruzeiro custava 60 LE por dia, por isso fiquei sem internet.
O ideal seria ter comprado um chip da Vodafone com internet logo quando cheguei no Egito.
21/12/2015 - Luxor
Quando acordei e abri a janela, vi essa paisagem linda, o que me deu a certeza de que já havíamos chegado em Luxor.
Nesse dia, deixei o Cruzeiro e havia uma guia me esperando para os próximos tours.
Quando ela se deu conta de que eu estava viajando sozinha, me perguntou: Quem te encorajou a fazer isso? E eu só pude responder: eu mesma
Esse era o dia mais esperado de toda a minha viagem, pois conheceria o Vale dos Reis e o Vale das Rainhas.
Nesses lugares, é impossível fotografar o interior, já aviso e tentam te vender cartões postais e livros com as imagens. Eu comprei um livro sobre o Vale dos Reis por 15LE, que equivale a R$ 7,00, mas todas as imagens estão na internet. Comprei por que como estava viajando sozinha, seria mais um livro para ler, lembrando que fui conhecendo muita gente, fiz amizades e acabei nem lendo o livro, mas com certeza vou ler ele aqui no Brasil.
Não me arrependo de ter levado um único livro, pequeno e leve para a viagem. Achei que passaria muito tempo sozinha, mas eu só ficava sozinha quando queria mesmo.
Achei também que teria muitas dificuldades para carregar as minhas mochilas, mas devido ao fato de ser uma mulher viajando sozinha, sempre tinha um homem que se oferecia para carregar e nem cobravam. Em contrapartida os outros turistas reclamavam muito comigo, dizendo que eram cobrados para tudo. Para você mulher que pretende viajar sozinha, essa é mais uma vantagem. Eu não aconselho a confiar em todas as pessoas, mas, no geral, tive bastante sorte, ou melhor dizendo, uma proteção divina muito forte, pois todas as pessoas que se aproximaram de mim nessa viagem, fizeram isso no intuito de me ajudar.
Primeiro fomos ao Vale dos Reis, e a meia entrada custa 50 LE e dá direito a entrar em três tumbas. Comprei também a meia entrada para a Tumba de Tutankamon, que custou 50 LE. O trem que nos leva até a parte das tumbas custou 4 LE.
Para quem gosta da história de Tutankamon, não pode deixar de visitar a tumba dele, pois a múmia dele está lá dentro.
Como disse, não é permitido fotografar lá dentro, mas retirei essa imagem da internet, somente para vocês terem uma ideia:
Não tenho sequer uma foto nem na área externa do Vale dos Reis, pois nos fazem deixar a câmera na van.
Depois fomos para o Vale das Rainhas, onde é permitido tirar fotos na parte de fora.
O valor da meia entrada no Vale das Rainhas é de 25 LE.
Quando subi o Templo de Hatshepsut vieram duas meninas me pedir para tirar fotos e eu aceitei. Depois de 5 minutos tinham umas 60 crianças pedindo para tirar fotos e procurei atender a todas, mas os seguranças do lugar acharam melhor me tirar de lá. Não consegui tirar tantas fotos quanto gostaria, nem com as crianças e nem do lugar, mas mesmo assim, fiquei muito feliz com o carinho do povo egípcio.
Nesse dia, nos levaram para ver como eram fabricados os vasos deles, com direito a aula, e tem que ter muita força no braço.
Depois, você tem a opção de comprar os vasos e outros artesanatos, mas, em todas as lojas te oferecem chá ou coca cola. Eu tomei chá em todos os lugares e não passei mal em nenhum.
Passamos pelos colossos de Memnon, onde antes havia um templo, que foi destruído por um terremoto.
Fomos depois para Medinet Habu, que é composta por vários templos, incluindo o de Ramsés III.
Essas fotos foram tiradas pela minha guia, que conhecia os melhores lugares para tirá-las. Se vocês quiserem as melhores fotos, peçam para os guias, eles conhecem todos os pontos estratégicos.
Fomos depois para uma loja de papiros, onde mostraram como eles são feitos. Se vocês querem comprar papiros originais, compre em lojas especializadas, é um pouco mais caro, mas pelo menos não vão ser enganados. Tem muita coisa falsificada e quando você olha para um papiro original e um falsificado, a diferença é gritante. Essa foi a segunda loja de papiros que me levaram e na primeira, em Giza, achei as coisas muito caras. Nessa loja em Luxor, paguei 100 LE em cada um dos papiros, comprei dois de tamanho médio, e eles ficam fluorescentes no escuro. Quando você se mostra desinteressado, eles baixam os preços das coisas pela metade e foi o que todo o grupo que estava comigo fez, todos mostraram desinteresse e de 200 LE, o preço caiu para 100 LE.
No dia seguinte, faria o voo de balão por Luxor e teria que acordar muito cedo, as 4 horas da manhã.
A van do tour me deixou no hotel e fui ao mercado, comprar mais snacks para o jantar. Sou viciada em Doritos e eles têm muitos sabores diferentes, então sempre que possível eu experimentava um novo.
Como eu precisava comprar um chip da Vodafone, já que nesse hotel e na maioria deles a internet era paga, pedi ajuda ao guia, que não foi muito honesto comigo e me cobrou incluindo táxi para ir até a Vodafone e chip, umas 80 LE, tudo isso por que eu não queria entrar em um táxi sozinha por ser mulher e não conhecer absolutamente ninguém em Luxor, mas esse talvez tenha sido um erro meu, talvez eu devesse ter ido sozinha sim. Ressalto que essa foi a única pessoa que tentou se aproveitar da minha condição de turista.
Esse guia me disse que eu estaria pagando por internet e ligações telefônicas, porém, ele perguntou para o atendente da Vodafone, que disse que eu só tinha internet e não minutos para fazer ligações.
Quando entendi que o atendente da Vodafone disse em árabe que eu não tinha nenhum minuto para ligações e dei uma bronca no guia, ele resolveu usar um pouco do dinheiro que paguei para colocar mais créditos além de internet no meu plano e essa foi uma das partes que me dei bem por entender um pouco do idioma. De qualquer forma, ainda assim, não acho que saí no prejuízo, por que depois que comprei esse chip, economizei muito e pude falar com as pessoas no Brasil durante toda a viagem e ainda fiz várias ligações para uma amiga brasileira que mora em Alexandria, no Egito.
Voltei para o hotel e dormi cedo, pois teria que acordar as quatro horas da manhã por conta do voo de balão.
22/12/2015 - Voo de balão por Luxor, volta para o Cairo e compras no Khan el Khalili
O voo de balão custa em média 30 dólares, mas, no meu caso, disseram que estava incluído no valor do Cruzeiro pelo Nilo.
Esse passeio é imperdível, de verdade, foi um dos mais legais que já fiz e o propósito de madrugarmos é ver o sol nascendo no vale das rainhas, é lindo demais, de tirar o fôlego.
Depois do passeio, me levaram de volta ao hotel, quando tive a notícia de que meu tour para Israel e Petra tinha sido cancelado por falta de turistas. De Luxor eu deveria ir para Dahab, para então ir para esse tour. Eu não desistiria de forma alguma de fazer isso, então comecei a tentar contato com vários hostels para procurar outro tour igual, porém, eles não me davam certeza se teriam ou não os tours para a data que eu queria. Sendo assim entrei em contato com o pessoal do Hostel Dahab no Cairo, que mais uma vez me ajudaram com tudo. Resolvi voltar para o Cairo, já que não tinha mais nada para fazer em Luxor e estava entediada demais, e em um hotel onde não tinha ninguém para conversar, por isso prefiro ficar em hostel. Enfim, fui para o Cairo no intuito de conseguir essa excursão para Israel e Petra.
A passagem de Luxor até o Cairo estava incluída também no valor do Cruzeiro, mas custa 100 LE e demorou umas 10 horas até que eu chegasse no Cairo.
Chegando lá, peguei um táxi até o hostel, que me custou 15 LE.
Pedi ao pessoal do hostel Dahab que tentasse conseguir uma excursão de Dahab para Israel e a Jordânia, já que os hostels em Dahab não me confirmavam se teriam ou não o número suficiente de turistas para fazer isso e eu não queria viajar até Dahab sem ter nada garantido.
Enquanto isso, um pessoal do hostel estava indo para o Khan el Khalili pela noite, e, no meio do grupo tinha um colega egípcio. Isso foi muito importante, pois comprei tudo com os preços deles e mais uma vez ouvi de um egípcio que trabalhava por lá uma pergunta que ouvi em muitos lugares: você é egípcia (enti masreya, em árabe). Quando eu respondia que era brasileira eles sempre me falavam que eu parecia muito com as egípcias, tanto no modo de me comportar como nas roupas e nos traços. O táxi de downtown, que é onde fica o Hostel Dahab até o Khan el Khalili custa de 12 a 15 LE. Nessa parte da viagem, minha mala ficou muito pesada. É muito difícil ir até o Khan el Khalili e se controlar para não comprar. Eu, particularmente, não consegui me controlar nem um pouco e gastei 500 LE, mas comprei 3 jogos de pirâmides, cada um com três pirâmides, um tutankamon, 18 chaveiros, uma bastet e dois espelhos com temas egípcios, todos muito lindos.
A título de curiosidade, a pronúncia não é Kan el Kalili e sim Ran el Ralili.
O Khan el Khalili fica aberto até tarde da noite, voltei para o hostel umas 23 horas e dormi.
23/12/2015 - Museu Egípcio
Nesse dia acordei cedo e fui caminhando até o museu, que fica a 600 metros do Hostel Dahab. No caminho perguntei para uma moça egípcia como chegar até lá e ela me indicou em qual rua entrar, foi super simpática.
Fui sem guia mesmo, mas um guia custa em torno de 150 LE. No meu caso, como já havia lido bastante sobre o museu e as peças, preferi ir por conta própria. Algumas peças do acervo possuem identificação, outras não.
O tesouro de Tutankamon, que é um dos mais bonitos do museu está espalhado, ao contrário do que eu pensava, não está concentrado em uma única sala.
Excepcionalmente no mês de dezembro do ano de 2015 permitiram que os turistas tirassem fotos sem flash dentro do museu.
O valor da meia entrada custou 35LE e para entrar na sala das múmias paguei mais 75LE, também meia entrada.
Antes de entrar no museu, você tem que colocar seus objetos pessoais em um detector de metais e passar por outro detector de metais.
Andando pelo museu, uma menininha egípcia veio atrás de mim e queria mexer na minha câmera de todo o jeito, pois me viu tirar fotos, e era uma gracinha. Tirei então essa foto com ela:
Continuando com o passeio pelo museu:
Na sala das múmias reais não era permitido tirar fotos.
Como disse, boa parte do tesouro de Tutankamon está espalhado pelo museu, mas, tem uma sala onde estão a máscara mortuária dele e muitas das joias dele.
Passei quatro horas do meu dia nesse museu e o lugar é incrível, eu não queria mais sair!
Na volta para o hostel, me perdi, não sei como, só eu consigo fazer essas coisas e o detalhe é que eu me perdi na rua do hostel rs já estava na rua certa e nem imaginava.
Nesse momento, resolvi pedir ajuda para três adolescentes locais, duas moças e um moço. As moças comiam frutas e com o mesmo garfo que comiam, me davam frutas na boca e depois me deram também um caldo de cana. Os três me levaram até o hostel e só pude agradecer sorrindo e beijando as meninas no rosto e o moço eu agradeci só com um sorriso, pois não podemos dar a mão para os homens no Egito, somente se eles te derem a mão primeiro, isso é para mulheres, homens podem dar as mãos. É por essas e outras situações que vivenciei com os locais que digo que não tem como não gostar do povo egípcio. Em nenhum outro lugar que estive fui tão bem tratada.
Chegando no hostel, me informaram que conseguiram a excursão para Israel por 160 dólares.
Comprei minha passagem de ônibus para Dahab com o hostel por 90 LE.
Para me levarem até a rodoviária de táxi, custou 20 LE.
O ônibus saía as 22 horas e o percurso foi bem cansativo, pois os policiais pararam o ônibus por seis vezes para fazer revista e me pediam o passaporte e o ticket em cada parada. Sempre que eles falarem "tezkara", significa ticket e você deve apresentá-lo. Passaporte em árabe é "jawaz el safar".
Caso alguém precise de material em árabe egípcio pode me escrever que eu mando por e-mail. Tenho materiais legais que podem ajudar bastante.
Nenhum desses ônibus tem toalete, então aqui vai uma dica importante: não beba muita água. Eles fazem algumas paradas e você pode usar o toalete. Essas paradas são feitas em postos de gasolina e lanchonetes no geral, e, nesses lugares os snacks e bebidas são mais caros, por isso, comprei tudo no Cairo antes de entrar no ônibus. Na rodoviária as coisas também são mais caras.
Passei a noite no ônibus, mas, particularmente não tenho nenhum problema com isso, pois durmo em qualquer lugar. Nesse ônibus também só tinham locais.
Ainda sobre o dialeto deles, baixei um aplicativo para celular chamado Egyptian arabic dialect. Ele é em inglês, e tem a pronúncia das frases em árabe.
Para evitar de se perder, vocês podem baixar também no celular o aplicativo google maps offline.
24/12/2015 - Dahab e Monte Sinai
Cheguei em Dahab as 10:00 horas da manhã e lá estava o taxista para me levar até o hostel http://www.bishbishi.com/
A excursão para Jerusalém sairia à noite e eu queria subir o Monte Sinai e também falei com eles sobre conseguir uma excursão para Petra/Jordânia.
Pelo fato de o tour para o Monte Sinai e Monastério de Santa Catarina ser privativo, me cobraram 80 dólares com as entradas incluídas, mas vi que não teria outro jeito, já que Dahab estava sem turistas, então não seria muito inteligente ficar esperando por um tour com outras pessoas, pois eu corria o sério risco de isso não acontecer e talvez eu não tivesse tempo para fazer. Apesar do receio de fazer esse tour sozinha, me fiz a seguinte pergunta: vou me arrepender se não for para esse lugar?
Quando me dei conta de que a minha resposta era SIM e de que eu me arrependeria profundamente, resolvi enfrentar meus medos, depois disso percebi que era tudo besteira e coisa da minha cabeça, pois, embora eu tivesse entrado com um taxista em um carro sozinha e estivéssemos percorrendo todo um deserto onde não havia ninguém e sequer outros carros, haviam postos policiais e passamos por uns quatro postos, nos quais eu tinha que apresentar meu passaporte, ou seja, os policiais sabiam que eu havia passado por lá, e, se eu não voltasse, com certeza eles iriam atrás, ou, pelo menos eu prefiro pensar assim.
Chegando no Monastério de Santa Catarina, fazia um frio terrível e eu não sabia disso. Logo, comprei uma luva muito feia por 30 LE, mas não tive outra opção.
De novo um moço que trabalhava lá perguntou em árabe ao motorista do táxi se eu era egípcia, eu respondi em árabe que era brasileira, daí tive que cortar o papo. Na maioria das vezes, quando você fala alguma coisa no dialeto deles, eles não param mais de falar, daí eu cortava de forma sutil, é claro, senão não conseguia sair do lugar.
Logo em seguida, me apresentaram o meu guia e ele disse que seriam 15 quilômetros de caminhada no total. Eu também não fazia ideia disso e não sabia nem se teriam banheiros no percurso, por isso preferi não levar água e nem meus snacks, deixei todos no táxi, mas lembrando que eu tinha me alimentado muito bem antes de ir para lá. Não façam a trilha sem antes se alimentar, pois vocês podem passar mal e o lugar é alto (2 285 m - 7 497 pés), a caminhada é longa, o terreno é todo irregular e na parte final do percurso tem uma escadaria com 750 degraus.
Primeiro, visitamos o Monastério de Santa Catarina. O Mosteiro Ortodoxo da Transfiguração, em homenagem à transfiguração de Jesus, mais tarde chamado de Mosteiro de Santa Catarina, em honra à mártir cristã, foi construído no sopé do Monte Sinai, no Egipto, por ordem do imperador bizantino Justiniano I, entre os anos 527 e 565, à volta do local. É actualmente o mosteiro cristão mais antigo ainda em uso para a sua função inicial. A sua localização numa região desértica é característica da antiga tradição do ascetismo.
Para a trilha, recomendo que usem calçados bem confortáveis. Eu levei minha bota especial para trilhas porque não escorrega e para falar a verdade, usei ela praticamente a viagem inteira, já que não machuca os pés. Caso não tenha uma bota de trilha e não queira comprar, o ideal seria levar um tênis, de preferência de cor preta ou escura, porque vai sujar muito, acreditem.
Depois de muito caminhar, minha garganta estava seca, muito seca e o guia me ofereceu a água mineral do lugar. Não pensei duas vezes. Sabia que milhares de pessoas já tinham tomado água naquela caneca, e não sabia se ia passar mal ou não, mas tomei.
Nesse mesmo local tinha um banheiro, mas não usei, mas imagino que não seja muito legal pela aparência do lugar.
Demoramos em média duas horas para subir o Monte Sinai.
No meio do caminho tem umas lojinhas dos beduínos para comprar água, chá e petiscos.
O guia entrou em uma delas para conversar com o pessoal que trabalhava lá, todos eles se conhecem. Entrei com ele e ele e três caras conversavam em árabe. Fiquei um pouco preocupada, mas em nenhum momento falaram de mim, eram bem respeitosos.
Depois de um longo caminho, enfim, chegamos ao topo. Há a opção de fazer o percurso de camelo, mas o camelo só vai até a parte da escadaria, então é necessário subir os 750 degraus a pé. Não vi um turista durante o percurso, a não ser eu.
Para descer o Monte Sinai foi muito mais fácil e demorou uma hora e meia.
O guia me perguntou qual era a minha profissão e eu respondi em inglês, ele não entendeu, daí respondi em árabe, só então ele se deu conta de que eu sabia um pouco do idioma. Nos lugares em que eu estive sozinha, especialmente nesse tour, eu fiz questão de falar em inglês, justamente para ouvir o que eles falavam entre eles, mas, no final, percebi que eles respeitavam e que apesar de eu ser uma mulher viajando sozinha, eles não me fariam mal algum. É por isso que para as mulheres eu recomendo que fiquem bem atentas a isso: por mais que a gente tente se juntar a grupos para disfarçar o fato de estarmos sozinhas, em algum momento isso não vai ser possível, e aí você vai ter a opção de ir ao lugar que você quer ir ou de desistir. Meu sexto sentido me dizia para ir.
25 e 26/12/2015 - Israel (Jerusalém e Belém) e Jordânia (Petra)
Essa parte da viagem vou relatar em separado, já que se tratam de outros continentes.
Passei meu natal no ônibus indo para Jerusalém.
27/12/2015 - Dahab - Blue Hole
Voltando para Dahab, comprei um snorkel no Blue Hole por 30 LE.
O detalhe é que eu não sabia nem como me vestir para ir à praia no Egito.
Se o lugar estivesse cheio de turistas, tudo bem, mas esse não era o caso. Mandei mensagem para todas as pessoas que eu tinha conhecido no Egito perguntando sobre como eu deveria me vestir. Além disso, faziam 20 graus, não estava tão calor, mas ninguém me respondeu, só foram me responder depois que eu já tinha voltado da praia.
O dono do hostel me disse que mais uma moça iria para o Blue Hole comigo, daí me animei mais.
Quando comecei a conversar com ela, percebi que era egípcia, e ela pensava que eu era russa.
Conversa vai, conversa vem, começamos a ensinar coisas uma para a outra, ela me ensinava frases novas em árabe e eu ensinava para ela frases em português. Ela era do Cairo, mas estava tirando férias em Dahab e viajava sozinha também.
Depois de um tempo ela elogiou minha tatuagem e me mostrou a tatuagem no braço dela. A princípio pensei que fosse de henna ou algo do tipo. Eu imaginava os egípcios tão conservadores, daí olhei de novo e percebi que era de verdade. Nesse momento, fui bem sincera e disse que pensava que eles eram extremamente conservadores, que não pudessem ter tatuagem, que não namoravam, que só ficavam noivos sem nem conhecer a pessoa e já se casassem. Ela me contou que eles podem sim namorar e que ela até morou durante um tempo com o ex namorado dela. Como se não bastasse, ela me chamou para uma festa que teria no hotel em que ela estava hospedada e me perguntou se eu bebia Heineken e eu falei que sim e perguntei se precisava levar alguma coisa para a festa, ela respondeu que eu não precisava levar nada.
Passamos o dia na praia, almoçamos por lá e fizemos snorkel no Blue Hole, que é lindo. Tínhamos a opção de alugar coletes salva vidas por 20 LE, mas optamos por ir na coragem mesmo. Falo isso, pois o Blue Hole é muito fundo. Se não souber nadar, opte por alugar o colete. No preço do tour estavam incluídas as máscaras de snorkel e os pés de pato.
À noite já estava com a passagem comprada para o Cairo novamente, mas, dei uma passadinha no hotel da minha amiga egípcia. Não deu tempo de ficar na festa, mas tomamos uma Heineken, que para a minha surpresa tinha álcool.
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