Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Peça ajuda, compartilhe informações, ajude outros viajantes e encontre companheiros de viagem!
    Faça parte da nossa comunidade! 

Ladislas

Jalapão em 5-6 dias, sem guia e de Duster - Check List de dicas uteis

Posts Recomendados

Caros Mochileiros,

 

Graça a esse fórum, fiz uma viagem inesquecível no Jalapão, talvez a melhor viagem desses 4 anos que eu passei no Brasil. Pelo fato de ter preguiça de escrever em português (que não a minha linguá materna) e já que tem muitos relatos super bem feitos sobre esse tema no site (recomendo os relatos de Ramon D'Amico, ao Hélio Prates e ao Luis Arau), quis dar uma contribuição diferente aos futuros mochileiros do Jalapão através um check-list de dicas uteis. Pensei que poderia ser interessante já que eu senti dificuldade para reunir todas as informações desse fórum de maneira sintética.

 

1/ Sem ou com Guia?

Tem que ser sem! Mais liberdade, mais em conta e mais aventura. Com um pouco de planejamento, é possível chegar aos pontos de interesse sozinho.

 

2/ Sem ou com 4x4?

- Um 4x4 oferece mais conforto mais sai mais caro: entre 500 e 600 BRL/diária vs entre 300 e 400 BRL/diária para um SUV nas agencias de Palmas.

- De Duster conseguimos fazer a volta do parque sem dificuldades. Os maiores riscos são os buracos na estrada de terra (por isso aconselho alugar um modelo tipo SUV, mais alto do que um carro normal) e as pancadas de areia.

- Se você não for de 4x4, NÃO entra no parque das Dunas (são somente 6 km de trilha que da para fazer andando ou pedindo carona, já que tudo vai para la no final da tarde), NEM na cachoeira do Lajeado (são somente 3 km de trilha que da para fazer andando), pois la é realmente pura areia fofa. Todos os outros pontos de interesse citados neste check-list são accessíveis de SUV não traçado.

 

3/ Dicas praticas para andar de carro NÃO traçado no parque

- Prestar muita atenção, mudar de motorista com frequência, andar com velocidade reduzida, limitar a distancia percorrida por dia... essa estrada é muito cansativa e é perigosa.

- Andar de marcha baixa nas pancadas de areia

- Secar os pneus ao entrar no parque

- Levar alguns galões de gasolina. Tem posto de gasolina em Novo Acordo, São Felix, Mateiros e Ponte Alta, mas é bom ter essa segurança caso errar o caminho.

- Ao sair do parque, aumentar de novo a pressão nos pneus, mas cuidado em não colocar muita pressão de volta, pois se uma pedra começou a furar a borracha dentro do parque, com a pressão e o calor no asfalte, tem o risco dessa pedra realmente furar completamente o pneu (aconteceu comigo ao voltar para o aeroporto)

 

4/ Pelo norte ou pelo Sul? Dicas de rota optimizada em 5-6 dias com Palmas como ponto de partida

 

- Aconselho fazer a volta do parque pelo norte pelas seguintes razões:

A/ A estrada de terra esta em melhor estado entre Novo Acordo e São Felix e vai piorando até Mateiros e piorando ainda até Ponte Alta. Assim você vai se acostumando com a estrada aos poucos e chegar com mais experiencia na parte punk do parque

B/ Nesse sentido os pontos de interesse vão aparecendo na ordem crescente de beleza

C/ Segundo um guia da região tem mais descida nas partes difíceis da estrada nesse sentido

 

- Aconselho variar as opções de hospedagem, considerar as opções de camping e nunca dormir no mesmo lugar. Assim, tem mais aventura, mas alem disso você reduz o tempo na estrada e consegui fazer toda a volta do parque andando entre 100 e 150 km/dia, o que já é muito nessas condições.

 

- Dia 0: Preparação/compras em Palmas

- Dia 1: Palmas - São Felix (~200km)

- Dia 2: São Felix - Mumbuca (~100km)

- Dia 3: Mumbuca - Mateiros (~100km)

- Dia 4: Mateiros - Cachoeira da Velha (~100km)

- Dia 5: Cachoeira da Velha - Ponte Alta (~100km)

- Dia 6: Ponte Alta - Porto Nacional ou Palmas (~200km)

 

5/ Como se orientar?

- A TO-030 liga as cidades do roteio e passa por perto dos principais pontos de interesse. As vezes, tem placa, mas nem sempre. Por isso, é importante se planejar, anotar as distancias até as bifurcações no mapa, perguntar aos locais e ler os relatos de viagem.

- Rede 3G e 4G se encontra em muito poucos lugares do parque, esqueça os aplicativos do seu smartfone

- Privilegiar mapa física (2 mapas esquemáticas em anexo)

- A melhor opção é baixar o mapa satelita da região no modo off-line do Google Maps e salvar as coordenas das cidades e dos pontos de interesse nos favoritos antes de iniciar a viagem. Assim mesmo sem sinal, você terá uma visão bem detalhada da geografia do lugar, e poderá até medir as distancias sobrando.

- E bom levar um aparelho com detecção de coordenadas GPS que não passa pela rede 3G ou 4G e uma bussola.

 

6/ Pontos de interesse

 

- Dia 0: Preparação/compras em Palmas

- Dia 1: Palmas - São Felix

Cachoeira na entrada de Taquaruçu na estrada - Placa + Pagante

Cachoeira na saída de Taquaruçu indo para Santa Tereza (Cachoeira dos Macacos) - Placa + Pagante

Morro do Gorgulho - Visível da TO-030

Serra da Catedral - Visível da TO-030

Fervedouro do Alecrim - Placa na segunda parte da cidade de São Felix (S10º18,432’ e W46º66,703’) + Pagante

 

- Dia 2: São Felix - Mumbuca

Fervedouro São Felix (o mais bonito que visitamos) - Placa na saída da cidade sentido mateiros + Pagante

Cachoeira da Formiga - Na esquerda sentido Mateiros (S10º15,743’ e W46º29,882’) + Pagante

Comunidade Mumbuca, Centro de Artesanato do Caipim dourado - Voltando para estrada principal, a direita sentido Mateiros (S10º20,695’ e W46º34,335’)

Dentro da comunidade perguntar o caminho até o encontro das Águas e o fervedouro Mumbuca (o mais poderoso) + Pagante

 

- Dia 3: Mumbuca - Mateiros

Fervedouro do Ceiça - Saindo e Mumbuca e 1,2km antes de chegar na estrada principal (S10º37,247’ e W46º52,472’) - Placa + Pagante

Descançar em Mateiros e se preparar para o pôr do sol nas Dunas - é bom chegar lá umas 16 horas e andar no parque

Parque das Dunas - 6km da estrada principal ( S10º36,162’ e W46º39,642’) - placa na estrada Mateiros São Felix + contribuição livre - Não entrar sem 4x4

 

- Dia 4: Mateiros - Cachoeira da Velha

Trilha do Mirante da Serra - Visível a direita na estrada Mateiro São Felix - Placa + Livre - 400m de desnivelamento até o cume do planalto + 3km acima da chapada até o mirante

Cachoeira e prainha da Velha - placa a direita na estrada Mateiro São Felix (S10º15,654’ e W46º53,077’) - a prainha e a cachoeira são acessíveis de carro mas existe também uma trilha bonita de 2 km que liga os dois nas margens do rio novo

 

- Dia 5: Cachoeira da Velha - Ponte Alta

Pousada abandonada do Pablo Escobar - no caminho saindo da cachoeira da velha e voltando para a TO-030

Cachoeira do Lajeado - Difícil de acesso e de achar - 3km da estrada Mateiros São Felix na esquerda (S10º65,370’ e W47º28,435’) - Não entrar sem 4x4 - Olhando a cachoeira por cima existe uma trilha escorregadinha na esquerda para descer até o poço embaixo

Cânion Do Sussuapara - na estrada Mateiros São Felix na esquerda (S10º65,227’ e W47º44,576’)

 

- Dia 6: Ponte Alta - Porto Nacional ou Palmas

Indo para o sul de Ponte Alta, direção Pindorama você pode acessar se tiver tempo a Pedra Furada (Vale a pena, gostei muito - S10º87,697’ e W47º38,593’), a Cachoeira do Soninho (Não fui - 70km de Ponte Alta) e a Cachoeira da Fumaça (Não fui - 70km de Ponte Alta)

Senão, pode seguir para o norte para voltar para Palmas. Uma boa opção para dar uma variada na estrada, é passar por Porto Nacional a cidade histórica do Tocantins, muito mais humana do que Palmas, as margens do rio Tocantins são bem animadas a noite.

 

7/Opções para dormir

- Dia 0: Palmas - Varias opções mas é caro e não tem graça

- Dia 1: São Felix - 2 pousadas simples ou camping selvagem na praia do Alecrim com estrutura minima

- Dia 2: Mumbuca - Pousada Tonha super simples mais super acolhedora na comunidade na casa da filha da Dona Miuda que popularizou o artesanato do caipim dourado no Brasil

- Dia 3: Mateiros - Varias pousadas e 1 camping com estrutura

- Dia 4: Cachoeira da Velha - camping selvagem na prainha da velha com estrutura minima

- Dia 5: Ponte Alta (~100km) - recomendo a pousada Planalto da Dona Lazara, uma pioneira do turismo no Jalapão

 

8/ O que pode ser útil de levar?

- "kit écologico": saco de lixo para não sujar o parque

- "Kit camping": barraca, colchão inflável, saco de dormir leve para temperaturas altas, lanternas

- "Kit sobrevivência obrigatório": protetor solar, repelente, chapel, faca

- "Kit independência": bastante água e comida que se conserva para poder adaptar a sua viagem e improvisar quando aparece uma prainha de rio lindíssima que combinaria muito bem com um pique-nique ou quando surgi uma chuva que vai dificultar a sua viagem até a próxima etapa

- Dinheiro, pois não achei banco entre Novo Acordo e Ponte Alta do Tocantins, ou seja não tem banco dentro do parque do Jalapão. Gasolina pode ser paga com cartão. Mas visitas e a maioria dos restaurantes/pousadas so aceitam dinheiro.

- Uma maquina de tirar foto a prova da água é recomendada para tentar gravar o que é um fervedouro

- Uma mascara para mergulhar

 

Para quem quer estudar mais a fundo a geografia do parque recomendo a leitura do plano de manejo do parque do estadual do Jalapão em anexo. Ele é um pouco desatualizado (2003), mais super bem documentado e detalhado.

 

Aproveitem e não esquecem que o Jalapão é Bruto!

Bon voyage,

Ladislas

PLANO_DE_MANEJO_DO_PARQUE_ESTADUAL_DO_JALAPAO.pdf

598dd6f312e58_mapaJalapo3.jpg.b11bbbfa11c17e8a6882c536cb17caf8.jpg

598dd6f354c99_mapaJalapo2.jpg.7f1e7ab5a55d2a86dd84d7ac83b7fa34.jpg

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post

Muito bom, Ladislas! Bem explicado e resumido, já anotei uns pontos de interesse para a próxima visita ao Jalapão. Agora, faça uma versão em francês também pra divulgar pros seus conterrâneos! haha

 

Abraço!

Compartilhar este post


Link para o post

Oi Cleo, aluguei o SUV com 2 semanas de antecedências, mas era baixa temporada. Talvez seja melhor antecipar um pouco mais em alta temporada. Abraços.

Compartilhar este post


Link para o post

Fiz um roteiro similar a esse, porém saindo da Chapada dos Veadeiros.

Eu até sugiro que vc contrate um guia local para se caso não se sinta seguro ir em determinados locais. Mas de agência esquece..vão te furar os olhos!!

Entretanto com um pouco de vontade é possível fazer todos os atrativos sem guia.

De fato um 4x4 é o ideal !

AS DICAS DO POST são bem úteis!

Ah..se vc tem alguma frescura..não vá ao JALAPÃO!

Compartilhar este post


Link para o post
Caros Mochileiros,

 

Graça a esse fórum, fiz uma viagem inesquecível no Jalapão, talvez a melhor viagem desses 4 anos que eu passei no Brasil. Pelo fato de ter preguiça de escrever em português (que não a minha linguá materna) e já que tem muitos relatos super bem feitos sobre esse tema no site (recomendo os relatos de Ramon D'Amico, ao Hélio Prates e ao Luis Arau), quis dar uma contribuição diferente aos futuros mochileiros do Jalapão através um check-list de dicas uteis. Pensei que poderia ser interessante já que eu senti dificuldade para reunir todas as informações desse fórum de maneira sintética.

 

1/ Sem ou com Guia?

Tem que ser sem! Mais liberdade, mais em conta e mais aventura. Com um pouco de planejamento, é possível chegar aos pontos de interesse sozinho.

 

2/ Sem ou com 4x4?

- Um 4x4 oferece mais conforto mais sai mais caro: entre 500 e 600 BRL/diária vs entre 300 e 400 BRL/diária para um SUV nas agencias de Palmas.

- De Duster conseguimos fazer a volta do parque sem dificuldades. Os maiores riscos são os buracos na estrada de terra (por isso aconselho alugar um modelo tipo SUV, mais alto do que um carro normal) e as pancadas de areia.

- Se você não for de 4x4, NÃO entra no parque das Dunas (são somente 6 km de trilha que da para fazer andando ou pedindo carona, já que tudo vai para la no final da tarde), NEM na cachoeira do Lajeado (são somente 3 km de trilha que da para fazer andando), pois la é realmente pura areia fofa. Todos os outros pontos de interesse citados neste check-list são accessíveis de SUV não traçado.

 

3/ Dicas praticas para andar de carro NÃO traçado no parque

- Prestar muita atenção, mudar de motorista com frequência, andar com velocidade reduzida, limitar a distancia percorrida por dia... essa estrada é muito cansativa e é perigosa.

- Andar de marcha baixa nas pancadas de areia

- Secar os pneus ao entrar no parque

- Levar alguns galões de gasolina. Tem posto de gasolina em Novo Acordo, São Felix, Mateiros e Ponte Alta, mas é bom ter essa segurança caso errar o caminho.

- Ao sair do parque, aumentar de novo a pressão nos pneus, mas cuidado em não colocar muita pressão de volta, pois se uma pedra começou a furar a borracha dentro do parque, com a pressão e o calor no asfalte, tem o risco dessa pedra realmente furar completamente o pneu (aconteceu comigo ao voltar para o aeroporto)

 

4/ Pelo norte ou pelo Sul? Dicas de rota optimizada em 5-6 dias com Palmas como ponto de partida

 

- Aconselho fazer a volta do parque pelo norte pelas seguintes razões:

A/ A estrada de terra esta em melhor estado entre Novo Acordo e São Felix e vai piorando até Mateiros e piorando ainda até Ponte Alta. Assim você vai se acostumando com a estrada aos poucos e chegar com mais experiencia na parte punk do parque

B/ Nesse sentido os pontos de interesse vão aparecendo na ordem crescente de beleza

C/ Segundo um guia da região tem mais descida nas partes difíceis da estrada nesse sentido

 

- Aconselho variar as opções de hospedagem, considerar as opções de camping e nunca dormir no mesmo lugar. Assim, tem mais aventura, mas alem disso você reduz o tempo na estrada e consegui fazer toda a volta do parque andando entre 100 e 150 km/dia, o que já é muito nessas condições.

 

- Dia 0: Preparação/compras em Palmas

- Dia 1: Palmas - São Felix (~200km)

- Dia 2: São Felix - Mumbuca (~100km)

- Dia 3: Mumbuca - Mateiros (~100km)

- Dia 4: Mateiros - Cachoeira da Velha (~100km)

- Dia 5: Cachoeira da Velha - Ponte Alta (~100km)

- Dia 6: Ponte Alta - Porto Nacional ou Palmas (~200km)

 

5/ Como se orientar?

- A TO-030 liga as cidades do roteio e passa por perto dos principais pontos de interesse. As vezes, tem placa, mas nem sempre. Por isso, é importante se planejar, anotar as distancias até as bifurcações no mapa, perguntar aos locais e ler os relatos de viagem.

- Rede 3G e 4G se encontra em muito poucos lugares do parque, esqueça os aplicativos do seu smartfone

- Privilegiar mapa física (2 mapas esquemáticas em anexo)

- A melhor opção é baixar o mapa satelita da região no modo off-line do Google Maps e salvar as coordenas das cidades e dos pontos de interesse nos favoritos antes de iniciar a viagem. Assim mesmo sem sinal, você terá uma visão bem detalhada da geografia do lugar, e poderá até medir as distancias sobrando.

- E bom levar um aparelho com detecção de coordenadas GPS que não passa pela rede 3G ou 4G e uma bussola.

 

6/ Pontos de interesse

 

- Dia 0: Preparação/compras em Palmas

- Dia 1: Palmas - São Felix

Cachoeira na entrada de Taquaruçu na estrada - Placa + Pagante

Cachoeira na saída de Taquaruçu indo para Santa Tereza (Cachoeira dos Macacos) - Placa + Pagante

Morro do Gorgulho - Visível da TO-030

Serra da Catedral - Visível da TO-030

Fervedouro do Alecrim - Placa na segunda parte da cidade de São Felix (S10º18,432’ e W46º66,703’) + Pagante

 

- Dia 2: São Felix - Mumbuca

Fervedouro São Felix (o mais bonito que visitamos) - Placa na saída da cidade sentido mateiros + Pagante

Cachoeira da Formiga - Na esquerda sentido Mateiros (S10º15,743’ e W46º29,882’) + Pagante

Comunidade Mumbuca, Centro de Artesanato do Caipim dourado - Voltando para estrada principal, a direita sentido Mateiros (S10º20,695’ e W46º34,335’)

Dentro da comunidade perguntar o caminho até o encontro das Águas e o fervedouro Mumbuca (o mais poderoso) + Pagante

 

- Dia 3: Mumbuca - Mateiros

Fervedouro do Ceiça - Saindo e Mumbuca e 1,2km antes de chegar na estrada principal (S10º37,247’ e W46º52,472’) - Placa + Pagante

Descançar em Mateiros e se preparar para o pôr do sol nas Dunas - é bom chegar lá umas 16 horas e andar no parque

Parque das Dunas - 6km da estrada principal ( S10º36,162’ e W46º39,642’) - placa na estrada Mateiros São Felix + contribuição livre - Não entrar sem 4x4

 

- Dia 4: Mateiros - Cachoeira da Velha

Trilha do Mirante da Serra - Visível a direita na estrada Mateiro São Felix - Placa + Livre - 400m de desnivelamento até o cume do planalto + 3km acima da chapada até o mirante

Cachoeira e prainha da Velha - placa a direita na estrada Mateiro São Felix (S10º15,654’ e W46º53,077’) - a prainha e a cachoeira são acessíveis de carro mas existe também uma trilha bonita de 2 km que liga os dois nas margens do rio novo

 

- Dia 5: Cachoeira da Velha - Ponte Alta

Pousada abandonada do Pablo Escobar - no caminho saindo da cachoeira da velha e voltando para a TO-030

Cachoeira do Lajeado - Difícil de acesso e de achar - 3km da estrada Mateiros São Felix na esquerda (S10º65,370’ e W47º28,435’) - Não entrar sem 4x4 - Olhando a cachoeira por cima existe uma trilha escorregadinha na esquerda para descer até o poço embaixo

Cânion Do Sussuapara - na estrada Mateiros São Felix na esquerda (S10º65,227’ e W47º44,576’)

 

- Dia 6: Ponte Alta - Porto Nacional ou Palmas

Indo para o sul de Ponte Alta, direção Pindorama você pode acessar se tiver tempo a Pedra Furada (Vale a pena, gostei muito - S10º87,697’ e W47º38,593’), a Cachoeira do Soninho (Não fui - 70km de Ponte Alta) e a Cachoeira da Fumaça (Não fui - 70km de Ponte Alta)

Senão, pode seguir para o norte para voltar para Palmas. Uma boa opção para dar uma variada na estrada, é passar por Porto Nacional a cidade histórica do Tocantins, muito mais humana do que Palmas, as margens do rio Tocantins são bem animadas a noite.

 

7/Opções para dormir

- Dia 0: Palmas - Varias opções mas é caro e não tem graça

- Dia 1: São Felix - 2 pousadas simples ou camping selvagem na praia do Alecrim com estrutura minima

- Dia 2: Mumbuca - Pousada Tonha super simples mais super acolhedora na comunidade na casa da filha da Dona Miuda que popularizou o artesanato do caipim dourado no Brasil

- Dia 3: Mateiros - Varias pousadas e 1 camping com estrutura

- Dia 4: Cachoeira da Velha - camping selvagem na prainha da velha com estrutura minima

- Dia 5: Ponte Alta (~100km) - recomendo a pousada Planalto da Dona Lazara, uma pioneira do turismo no Jalapão

 

8/ O que pode ser útil de levar?

- "kit écologico": saco de lixo para não sujar o parque

- "Kit camping": barraca, colchão inflável, saco de dormir leve para temperaturas altas, lanternas

- "Kit sobrevivência obrigatório": protetor solar, repelente, chapel, faca

- "Kit independência": bastante água e comida que se conserva para poder adaptar a sua viagem e improvisar quando aparece uma prainha de rio lindíssima que combinaria muito bem com um pique-nique ou quando surgi uma chuva que vai dificultar a sua viagem até a próxima etapa

- Dinheiro, pois não achei banco entre Novo Acordo e Ponte Alta do Tocantins, ou seja não tem banco dentro do parque do Jalapão. Gasolina pode ser paga com cartão. Mas visitas e a maioria dos restaurantes/pousadas so aceitam dinheiro.

- Uma maquina de tirar foto a prova da água é recomendada para tentar gravar o que é um fervedouro

- Uma mascara para mergulhar

 

Para quem quer estudar mais a fundo a geografia do parque recomendo a leitura do plano de manejo do parque do estadual do Jalapão em anexo. Ele é um pouco desatualizado (2003), mais super bem documentado e detalhado.

 

Aproveitem e não esquecem que o Jalapão é Bruto!

Bon voyage,

Ladislas

 

Olá Ladis,

 

Vc acha necessário fazer reserva nas pousadas indo em novembro (baixa temporada)? Vc tem os contatos?

Compartilhar este post


Link para o post

Fui em setembro o guia da nossa viagem disse que estavam cansados de ajudar o pessoal dessas Duster atolados, segundo ele alguém publicou relatos em um site e encheu de gente fazendo isso. Eles só levam a pessoa até um ponto de apoio muitos abandonam o carro na beira da estrada. Fomos em uma frontier com um guia que faz a região há anos e ele não vai só, por que mesmo com a experiência e veículo traçado ainda atola.

 

Não há placas de indicação ou qualquer pessoa no caminho para que pergunte nada, as distâncias são imensas, vimos vários caminhões atolados. Fomos durante o rally dos sertões e observamos ao menos 02 carros quebrados que tiveram que ser abandonados. Cada um tem sua história: a minha é jamais vá sem guia, inclusive em Palmas eles estão cobrando mais caro por aluguel de Duster por que já sabem que estão fazendo isso. Ao longo de 04 dias no Jalapão não vi nenhum carro que não fosse caminhonete traçada. Lembrete não há qualquer estrutura se você tiver problema ficará só no meio do mato e sem ajuda, não há fluxo de carro não passam cartão e o celular não funciona.

Compartilhar este post


Link para o post

Acho que o pessoal pinta o Jalapão de uma forma bem mais sombria do que o que ele realmente é...

fui de moto e sozinho em julho de 2015. Era alta temporada, então sempre passava por algum veículo na estrada. Claro que não era toda hora, mas sempre tinha alguém andando por lá.

 

A velocidade de deslocamento é baixa, fazer o roteiro de um dia é demorado e cansativo, mas é possível conhecer o Jalapão sem rodar mais de 100km por dia. Quem vai com guia geralmente dorme em pousadas, por isso rodam mais de 200km em um dia, aí passam mais tempo no veículo que curtindo os locais.

 

A sinalização é deficiente, mas é difícil se perder por lá. A estrada é uma só, bem larga. A única bifurcação é a que leva a Cachoeira da Velha, mas o local é bem sinalizado. Tem sinalização no Cânion Sussuapara e pras Dunas também, só a entrada pra Cachoeira do Lajeado e a trilha que sobe a Serra do Espírito Santo é que pode passar batido.

 

Grande parte do Jalapão pode ser transposta até por um veículo 4x2, desde que o motorista tenha noção. Não sou eu que to inventando isso, o camarada que cuida da Cachoeira da Velha tem (ou tinha) somente um Uno, que ele utiliza pra comprar mantimentos e levar a família pra Ponte Alta. Único ponto que eu diria ser impossível passar sem tração 4x4 reduzida são os 5km de areia até as Dunas. Aí sim, até caminhonete traçada atola.

 

Há algumas casas pelo caminho sim, tem um pequeno povoado (ou algo do tipo) entre a Cachoeira da Velha e as Dunas. Celular também funciona nos arredores de Ponte Alta e próximo a cachoeira da Velha, além de Mateiros e outras cidades da região.

 

O fato é, Jalapão não é mamão com açúcar, mas também não é esse mundo selvagem que alguns dizem. Quem está inseguro que contrate um guia, mas é plenamente possível fazer sem.

Compartilhar este post


Link para o post

Dicas sensacionais!!!

 

Uma pergunta: Você foi no período de chuvas???

 

Estou nesse dilema do carro 4x4 ou Duster, já li relatos que a estrada fica mais tranquila para SUV 4x2 no período chuvoso, q é qdo eu irei, em Fevereiro.

 

Abs

Compartilhar este post


Link para o post

Pessoal,

 

Estamos (eu e minha namorada) com passagens compradas para Palmas para fazer o Jalapão e talvez jalapada (Jalapão + Mesas) .

Ida 17/01 e volta 30/01.

Nossa ideia é alugar um 4x4 já no aeroporto e fazer tudo sem contratar guias.

Procuramos mais 2 pessoas para completar o carro e dividir os custos.

 

Alguém?

Compartilhar este post


Link para o post

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

  • Conteúdo Similar

    • Por Anderson Paz
      * Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
       
      ** Serras Gerais:
      - Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada)
      - Dianópolis: Lagoa Encantada
      - Taguatinga: Cachoeira do Registro
      - Aurora do Tocantins: Rio Azuis
       
      *** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos
       
      - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno.
      - A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF.
      - Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515)
       
      Itinerário resumido
      Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta
      Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada
      Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas
      Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga
      Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha
      Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol
      Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita
      Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro
      Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos
      Dia 11) Retorno a Brasília
       
      DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta
       
      Estrada (até Ponte Alta)
      A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar.
       
      As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015.
       
      Atenção:
      a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal.
      b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama.
       
      Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder.
       
      Natividade
      No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade.
       
      O que não deixar de ver em Natividade:
      - Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! 😃
       


       
      Ponte Alta do Tocantins
      Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas!
      Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta.
      Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca.
       
      DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada
       
      Cachoeira da Fumaça
      Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito.
       
      A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena!
       

       
      Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte!
       

       
      No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia!
       
      Cachoeira do Soninho
      Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique.
       
      Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas.
       

       
      Pôr do Sol na Pedra Furada
      Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha de arenito muito bonita, esculpida pelo vento.
       


       
      O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante.
       
      Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento!
       
      DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas
       
      Gruta Sussuapara
      Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita!
       

       
      Cachoeira do Lajeado
      Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta!
       

       
      Cachoeira da Velha
      Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte.
       

       
      A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso.
       

       
      Prainha
      Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins!
       

       
      Dunas
      Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia.
       
      O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito.
       


       
      Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada.
       
      Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal.
       
      DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga
       
      Fervedouro do Ceiça
      Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito.
      Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos.
       

       
      Comunidade Mumbuca
      A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca.
       
      Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado.
       


       
      Fervedouro Buritizinho
      O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora!
       

       
      Cachoeira do Formiga
      Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes!
      Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa.
       

       
      No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! 😃
       
      Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho
       
      Fervedouro do Alecrim
      O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Cachoeira das Araras
      Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão.
       

       
      Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos.
       

       
      Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão!
       

       
      Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta.
       
      Dia 6 | Ponte Alta - Almas
       
      Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites.
       
      De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão.
       
      Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar.
       
      Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho.
       
      Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion.
       
      O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto.
       

       
      Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego.
       
      Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto.
       

       
      Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma.
       
      Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal).
       
      Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata.
       
      Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol
       
      Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas.
      O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região.
       
      Cânion Encantado
      O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma.
       



       
      Cachoeira do Urubu-rei
      A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho.
       


       
      Cachoeira da Cortina
      A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!!
       


       
      Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha!
       

       
      Arco do Sol
      O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro.
       
      São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol.
       


       
      Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação
      74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé
       
      DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora
       
      Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência!
       
      Lagoa Bonita
      A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos.
       

       
      Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita
       
      Aurora
      A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis.
       
      DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso)
       
      Rio Azuis
      Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores.
       
      O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente.
       
      Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado.
       

       
      Cachoeira do Registro
      A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la!
       
      Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado
      43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado
       

       
      Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso
      Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante.
       
      Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós.
       
      Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos!
       
      DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos
       
      As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista.
       
      Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear.
       
      A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação.
       

       
      Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20.
       



       
      No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados!
       

       
      DIA 11 | Retorno a Brasília
       
      Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã.
      Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa.
       
      ____________
       
      GASTOS
       
      - Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km.
       
      - Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) .
       
      - Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos
    • Por brunacth
      Olá pessoal!!
      Estou buscando pessoas interessadas em fazer Jalapão e Chapada dos Mesas. Saio de férias no final de Agosto. Apartir de 26/08.
      Estou montando o roteiro ainda e sugestões são bem-vindas! 😛
       
       
    • Por rafa_con
      Então pessoal, já agradeço desde já se uma boa alma conseguir dar uma luz. 
      Estou ensaiando montar um roteiro de 15 dias que saia do Jalapão e vá até os Lençóis Maranhenses passando (ou não) pela Chapada das Mesas. Seria uma passagem de São Paulo > Palmas e volta São Luís > São Paulo. O obstáculo: não dirijo. 
      A vasta maioria dos roteiros que vejo aqui por essa região envolve locar um carro ao menos para ir de Palmas até Carolina. Gostaria de saber se é tão fim do mundo assim usar transporte público entre Palmas x Carolina e depois Carolina x São Luís. Alguém da região sabe dar informações atuais sobre isso? Por favor, tudo no preço mochileiro de ser, estou pulando fora de transfers VIP (mas também não estou na aventura de pedir carona). Na verdade acho que é mais ajuda pra ver se é possível concretizar esse roteiro sem carro sem perder tanto tempo. 
      Valeu! 


×
×
  • Criar Novo...