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Priscila.brasilia

Dicas para uma mochileira inexperiente e que viajará para o Marrocos sozinha

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Olá pessoal! Partirei para o Marrocos em janeiro de 2017, após uma estadia longa na Europa. Será meu primeiro mochilão, em um país que não sei nada em termos idiomáticos, portanto toda dica será bem vinda. Terei sete dias para conhecer o país. Chegarei por Casa Blanca e gostaria de perambular por algumas cidades, portanto se puderem me ajudar com dicas sobre composição de roteiro, indicação de hostel, empresas de turismo para contratação de passeios, elementos culturais, frases básicas de comunicação, indicação de comidas típicas...enfim, tudo será bem vindo. Forte abraço!

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Oi Priscila!

Idioma não é problema, no Marrocos qualquer pessoa que trabalha com turismo vai falar no mínimo inglês, espanhol e francês, e a população geral provavelmente vai falar pelo menos uma dessas línguas.

7 dias é um tempo curto, então eu concentraria em Marrakech e no deserto. Nem pense na possibilidade de fazer o passeio só de uma noite, faça o de três dias e duas noites, senão vai ficar decepcionada. Os pacotes para o deserto são todos praticamente iguais, então feche na empresa mais barata que encontrar, e não caia na enrolação de que o preço de tal agência é maior porque o serviço é melhor, é tudo igual... Paguei 60 USD nesse passeio, e não conheci ninguém que tivesse pago menos que isso, mas conheci gente que pagou o dobro pelo mesmo tour.

A comida de lá é boa e barata, mas não tem muita variedade, o que você vai encontrar é basicamente tipos diferentes de couscous e de tajine. Bebida alcoolica pra fazer aquela social no hostel vai encontrar no Carrefour, geralmente em uma seção separada. Na rua ninguém bebe.

Não se esqueça de usar roupa adequada se não quiser atrair atenção demais. Mas um pouco de atenção você vai atrair de qualquer jeito só por ser estrangeira.

Pra quem fica só em Marrakech e no deserto, acho muito tranquilo de ir sozinha, mesmo sem ter experiência de mochilão. Já para explorar outras partes do país, considero o Marrocos um país de média dificuldade para se viajar, e pra quem está acostumado com a Europa pode ser um pequeno choque, mas ao mesmo tempo fascinante!

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Boa noite, Priscila.

 

Há muita coisa para ver, fazer e comer no Marrocos. Se você fala um pouco de francês, não terá dificuldade de comunicação. Caso contrário, inglês e espanhol são usualmente falados nas áreas turísticas.

 

Um roteiro de 7 dias adequado a você dependerá de seus interesses. Aqui mesmo no Mochileiros tem muitos roteiros e dicas. Monte um que se adeque ao seu perfil e coloque aqui, caso queira nossa opinião ou ajuda numa dúvida específica. ::otemo::

 

Quanto a ir sozinha, nos locais turísticos não haverá problema, exceto um maior assédio dos homens.

 

Boa viagem!

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Olá pessoal! Partirei para o Marrocos em janeiro de 2017, após uma estadia longa na Europa. Será meu primeiro mochilão, em um país que não sei nada em termos idiomáticos, portanto toda dica será bem vinda. Terei sete dias para conhecer o país. Chegarei por Casa Blanca e gostaria de perambular por algumas cidades, portanto se puderem me ajudar com dicas sobre composição de roteiro, indicação de hostel, empresas de turismo para contratação de passeios, elementos culturais, frases básicas de comunicação, indicação de comidas típicas...enfim, tudo será bem vindo. Forte abraço!

 

Olá tudo bom ? Estou indo visitar meus pais no Egito, embarco dia 13/12/2016 e volto pro brasil só no dia 02/02/2017, porém, eu eu preciso estar de volta no egito dia 17 que vou fazer um cruzeiro com meus pais.

Tenho muita vontade de conhecer o marrocos tmb, podemos conversar a respeito e me dar algumas ficas e trocar informaçoes sobre como é um roteiro ou derrpente até irmos juntos.

Sou estudante de arquitetura tenho 24 anos, e queria muito conhecer essa região tenho mente aberta e sem preconceitos( sou gay, falo isso porque existe muita gente que vem na malicia das viagens e essa não é a minha intenção de fato ) .

aguardo seu contato

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Olá pessoal! Partirei para o Marrocos em janeiro de 2017, após uma estadia longa na Europa. Será meu primeiro mochilão, em um país que não sei nada em termos idiomáticos, portanto toda dica será bem vinda. Terei sete dias para conhecer o país. Chegarei por Casa Blanca e gostaria de perambular por algumas cidades, portanto se puderem me ajudar com dicas sobre composição de roteiro, indicação de hostel, empresas de turismo para contratação de passeios, elementos culturais, frases básicas de comunicação, indicação de comidas típicas...enfim, tudo será bem vindo. Forte abraço!

 

Olá tudo bom ? Estou indo visitar meus pais no Egito, embarco dia 13/12/2016 e volto pro brasil só no dia 02/02/2017, porém, eu eu preciso estar de volta no egito dia 17 que vou fazer um cruzeiro com meus pais.

Tenho muita vontade de conhecer o marrocos tmb, podemos conversar a respeito e me dar algumas ficas e trocar informaçoes sobre como é um roteiro ou derrpente até irmos juntos.

Sou estudante de arquitetura tenho 24 anos, e queria muito conhecer essa região tenho mente aberta e sem preconceitos( sou gay, falo isso porque existe muita gente que vem na malicia das viagens e essa não é a minha intenção de fato ) .

aguardo seu contato

 

 

Marco, tome um pouco de cuidado, acredito que a homossexualidade ainda seja crime no marrocos, e em muitos outros países por ali. Quando estive lá fiz uma parte da viagem com um casal que conheci por lá, frequentemente as pessoas perguntavam qual a relação deles e eles respondiam que era irmãos. Até onde sei eles não tiveram nenhum problema, mas as pessoas perguntavam mesmo

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Olá Priscila!

 

Estou no Marrocos a quase 2 meses agora, trabalhei para um hostel e agência de turismo. Viajei pelo país inteiro praticamente.

Parabéns pela escolha, o Marrocos é um país incrível, repleto de cultura, natureza, gastronomia e história.

 

Como foi dito, realmente 7 dias é um tempo curto, mas vamos lá, vou tentar te dar uma dicas. :)

 

Assim como a Samantha comentou, também recomendo se hospedar em Marrakech e de lá, fazer tours e bate e volta pra alguns lugares. Em Casablanca a única coisa pra ver é a mesquita, que é a terceira maior do mundo. É muito bonita e vale a pena das uma passadinha lá. Mas além disso é só mais uma cidade grande.

 

Também recomendo o tour de 3 dias e 2 noites no deserto, e o preço comum é 80 euros. Mas peça desconto que você consegue. Não pague mais que isso!

Confira no video abaixo como é o tour:

 

 

De Marrakech você pode visitar Ourika e Ouzoud, cada uma em um dia. São duas pequenas vilas onde moram o povo Berber, que são tipo os índios no Brasil. Também nas duas vilas você pode visitar cachoeiras, sendo a mais bonita delas a de Ouzoud. Confira no video essas vilas:

 

 

Eu trabalhei para a Marrakesh Travel Services, e depois acabei fechando uma parceria entre meu blog e a agência. Caso tenha interesse posso colocar vc em contato com eles e quem sabe conseguir alguns descontos, especialmente se fizer os 3 tours que citei.

 

Ai já foram 5 dias, o resto do tempo tire pra explorar Marrakech. Tem bastante coisa bacana pra ver por lá.

 

Algumas dicas gerais:

 

- Negocie bastante o preço. Se te oferecem por 150DH, diga que paga 50 e não dê o braço a torcer, te garanto que consegue baixar tudo isso sim.

- Parece grosseria, mas pra vc conseguir andar tranquilamente em Marrakech vc tem que literalmente ignorar as pessoas. Caso contrário vão te parar a todo segundo pra vender algo.

- Se te oferecerem ajuda, pode ter certeza que vai ter que pagar depois.

- Todos os táxis tem um número do carro, memorize esse número. Caso esqueça algo no carro é só ir na policia e vc consegue seus pertences. O mesmo vale para reclamações.

- O esquema de número também funciona para as barraquinhas de comida na praça principal de Marrakech. Se você comer algo e te fizer mal, você pode pedir para o dono da barraquinha pagar pelos remédios que precisar, desde que saiba o número do estabelecimento.

 

Hospedagem:

 

Hostel no Marrocos é bem barato, é possível achar por 5 euros com café da manhã incluso.

 

O que comer:

 

Não deixe de experimentar Tajine e Couscous, são os pratos principais do país. Mas não pegue em lugares turísticos e muito menos na praça principal de Marrakech. A qualidade é bem baixa.

 

Além desses recomendo experimentar Tanjia, que é tipo uma carne a molho. Bem saborosa e macia. Tem também Pastilla, panqueca marroquina, sopa de caramujo e cabeça de cabra.

 

Acho que ai já tem bastante informação, qualquer dúvida é só avisar. :)

  • Obrigad@! 1

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Boa noite, Malimax.

 

Tem algumas. Depende do que você quer fazer/visitar e como.

 

Abraços.

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Opa, tb mulher viajando sozinha pro Marrcos, só que em fevereiro. Já viajei sozinha antes, mas confesso q to com um certo receio de ir pra lá all by myself hehe... Por isso tava pensando em contratar toda parte terrestre com empresa de turismo. O que vcs indicam?

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Opa, tb mulher viajando sozinha pro Marrcos, só que em fevereiro. Já viajei sozinha antes, mas confesso q to com um certo receio de ir pra lá all by myself hehe... Por isso tava pensando em contratar toda parte terrestre com empresa de turismo. O que vcs indicam?

 

Acho desnecessário, não tive problemas com os deslocamentos terrestres por lá, isso é bem tranquilo

Se você estiver insegura acho que vale mais a pena investir essa grana em um tour guiado das mesquitas, que é onde é mais fácil se perder

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    • Por Mari D'Angelo
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
      É difícil não colocar uma noite sob o estrelado céu do Deserto do Saara como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo Marrocos!
      Várias empresas, hotéis e hostels oferecem roteiros até o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do Marrocos, mas como estávamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um ônibus turístico não agradava a nenhum de nós, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.
      Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!
      Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.
      A solução foi inusitada, mas não poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simpático funcionário do Riad Dar Outeba, onde estávamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no Deserto do Saara, nunca pensei que seria possível ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra “luxo” não combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experiência, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.
      O valor oficial do acampamento onde ficamos é de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo dá por volta de 60€ e inclui: Transporte ida e volta de 4×4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, café da manhã, garrafinhas de água gelada, chá de boas vindas e estacionamento em Merzouga.
      Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.
      Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando chá de menta num calor de 40º) até que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!
      Há algumas formas de chegar até os acampamentos; de 4×4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromedários. Eu estava decidida a não ir com a última opção, pois acho que é uma forma de exploração animal e apesar de saber que o corpo deles é preparado para esse tipo de clima e de “função”, não acho certo e não quis apoiar a prática. Como o quadriciclo era a opção mais cara, decidimos ir de 4×4.
      Ficamos sabendo que atualmente, para a segurança dos turistas, não é mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do Deserto do Saara, então todos eles agora ficam a uma curta distância da cidade. De 4×4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emoção de um rali pelas dunas! De dromedário o tempo é em média 1h30.
      O acampamento fica em um vale em meio às dunas e é encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e até tomadas e entradas USB! São 8 tendas e mais um espaço comum para as refeições. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme àquele lugar que parecia cenário de filme!
      Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!
      Caminhamos até o topo de uma duna, de onde a vista é de tirar o fôlego, e arriscamos algumas descidas de sandboard. Lá de cima vimos um pôr do sol tão lindo que entrou para o top 5 da minha lista imaginária!
      Mesmo não sendo tão afastado da civilização, a sensação é de estar no meio do nada. É uma emoção incrível caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um grãozinho de areia! Naquele momento estávamos animados demais para apreciar o silêncio do Deserto, mas não imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.
      Na volta para o acampamento passamos pelo “estacionamento de dromedários” e obviamente não resisti àquelas carinhas sorridentes! Eles são dóceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de não ter ido até lá sobre suas corcovas. Não é que eles não sejam bem tratados, mas vê-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados não me pareceu certo.
      Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!
      Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.
      Quando já estávamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresentação de música berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos típicos.
      De forma bastante simplificada, os berberes são o povo do deserto. Há diferentes ramificações e diferentes línguas (que são no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles é de ser um povo livre. Talvez por seu passado nômade, tenham se tornado mais abertos em relação à várias ideias, e essa foi uma das mais agradáveis surpresas da viagem.
      Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.
      E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.
      Eu sei que a essa altura você deve estar se perguntando, e os escorpiões? Nós não vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. Não fiquei descalça e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais não é muito comum vê-los durante o dia, eles preferem sair à noite quando o clima está mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpiões enormes e até cobras. Lá eles estão preparados caso avistem um, mas é sempre bom ficar atento.
      No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
       
      O Marrocos foi o destino mais diferente que já visitei até hoje! Apesar de ter sido pouco tempo, conseguimos conhecer bastante coisa em 7 dias. Estar de carro nos deu mais liberdade para explorar do nosso jeito esse maravilhoso país de paisagens, costumes e sabores tão diferentes!
      É importante entender que a cultura marroquina é muito diferente da ocidental e, assim como em qualquer outro país, é preciso respeitar suas regras e tradições, concordando ou não com elas.
       
      Como passar uma noite no Deserto do Saara?
       
      Informações básicas
      Capital: Rabat
      Moeda: Dirham Marroquino (1€ = 10DH aproximadamente)
      Língua: A língua oficial é o árabe, mas o francês também é muito falado. Há também o berbere, que é a língua do povo do deserto. Dá pra se virar bem com inglês e em alguns casos espanhol.
      Religião: O islamismo é a religião predominante. Cerca de 99% da população é muçulmana.
      Fuso horário: O Marrocos está 4 horas adiantado em relação ao Brasil (horário de Brasília) e é o mesmo horário de Portugal continental.
       
      Glossário
      Medina: Parte mais antiga da cidade, geralmente composta por uma praça central e um labirinto de ruas e becos cercados por uma muralha.
      Souks: Mercados de rua onde se vende de tudo: Temperos, roupas, artesanato, itens de decoração etc. Eles ficam sempre dentro da medina.
      Riad: Casa típica marroquina transformada em alojamento para hóspedes. Geralmente há um pátio central e os quartos são dispostos ao redor dele, espalhados pelos andares do pequeno prédio. Há desde opções mais simples, como hostels, até os riads de luxo.
      Mesquita: Local de culto religioso dos muçulmanos.
      Sukran: Obrigado
      Salaam Aleikum: Expressão usada para cumprimentar ao chegar em um lugar. Literalmente traduzido como “que a paz esteja convosco”.
       
      Como se vestir no Marrocos?
      Tanto mulheres quanto homens marroquinos usam muito o djellaba, uma espécie de túnica longa de manga comprida, com ou sem capuz, geralmente usada com calças por baixo. As mulheres geralmente usam o véu na cabeça e os homens costumam usar o babouche, uma sandália de bico pontudo aberta no calcanhar. As cores e estampas são as mais diversas possíveis.
      As mulheres de uma das vertentes do islã usam a burca, peça única que cobre todo o corpo, deixando só os olhos descobertos (as vezes cobertos com uma rede). As mãos ficam cobertas por luvas. Essa vestimenta é mais comum nas pequenas vilas do interior do país do que nas cidades maiores como Casablanca e Marraquexe.
      Para os turistas não há muitas regras. É recomendável usar roupas mais discretas como calças, saias ou vestidos longos, preferir blusas sem decotes ou alças e evitar peças muito justas. O lenço não é obrigatório para as mulheres, mas é um bom item para cobrir ombros ou pernas caso esteja se sentindo desconfortável com os olhares. É só usar o bom senso e respeitar a cultura deles que estará tudo certo!
       
      Quando viajar para o Marrocos?
      O clima no Marrocos é bem variado, até porque é um país que tem uma geografia que vai da praia ao deserto, da cidade à montanha. A minha experiência foi no começo de Junho, quase Verão. Já estava bem quente, pelos 30º, mas nada impossível de lidar. Tanto nas cidades quanto no deserto fazia muito calor durante o dia e uma brisa bem leve à noite. Nos meses de inverno a temperatura cai um pouco, há mais umidade e até neve nas montanhas do Médio e Alto Atlas.
      De modo geral as épocas mais recomendadas para visitar o Marrocos são a Primavera e o Outono, quando o clima está mais equilibrado. Se o destino for de praia, o Verão pode ser uma boa opção, assim como o Inverno, caso queira esquiar na neve.
       
      Como dirigir no Marrocos?
      Para dirigir no Marrocos não é preciso carteira de habilitação internacional. Tanto a brasileira quanto a europeia são válidas. É muito recomendado reservar o carro com antecedência.
      Há muitas blitz nas estradas, especialmente nas entradas e saídas das cidades, por isso esteja sempre atento à velocidade, cinto de segurança na frente e atrás e documentos em dia, claro! Caso leve multa, o pagamento é feito na hora. A maioria dos policiais foram simpáticos, mas eles claramente buscam algo de errado para poderem aplicar uma multa.
      As estradas são boas e tem sinalização em árabe e (geralmente) francês, mas nas cidades o trânsito é completamente caótico! Em muitos lugares há “flanelinhas” para estacionar na rua, se for o caso, negocie o preço.
      Os trajetos costumam ser longos e as vezes muito sinuosos, então o ideal é ter mais de uma pessoa para revezar na direção. Se for no verão ou mesmo um pouco antes, certifique-se de que o carro tem ar condicionado!
       
      Segurança no Marrocos
      No geral, eu me senti bastante segura no Marrocos, mas estávamos em um grupo de dois homens e duas mulheres. Talvez para uma mulher sozinha seja preciso um pouco mais de cuidado.
      Por ter lido muitos relatos preocupantes em relação à isso, estávamos atentos à possibilidade de golpes, mas com o tempo relaxamos e percebemos que apesar de existir esse tipo de perigo, a maioria dos marroquinos está realmente só querendo ajudar e ser atencioso.
      O tempo todo há pessoas oferecendo insistentemente de tudo: produtos das suas lojas nos souks, passeios, restaurantes e até drogas! Mas se não der atenção por algum tempo eles param, não há violência.
      O que existe de fato, assim como no Brasil e na Europa, são batedores de carteira. Mas é só ter atenção com seus pertences, especialmente nas Medinas, que estará tudo bem.
      Casablanca foi o lugar onde me senti mais intimidada, tanto com os olhares quanto com a dinâmica da cidade, caótica e muito suja. Mas ainda assim não houve nenhum perigo real.
      Uma coisa a ter atenção para não criar problemas é com o registro em fotos e vídeos. Se você pedir autorização prévia, eles geralmente aceitam aparecer ou deixam que fotografe seus produtos, caso contrário eles podem pedir que apague e muito provavelmente vão te dar uma bronca!
       
       
      Alimentação no Marrocos
      A gastronomia marroquina é muito rica em sabores! Ao andar pelas medinas a fome é constante, já que é impossível não se embriagar com o aroma dos temperos das mais variadas cores e paladares, sempre empilhados em formato de pirâmide.
      Os pratos mais famosos são o tajine e o cuzcuz. O primeiro é como um cozido, preparado em um recipiente que também se chama tajine e é geralmente feito de barro. A receita pode variar muito, geralmente as opções são carne, frango ou vegetariano. O cuzcuz marroquino também tem opções carnívoras e vegetarianas, sendo que a “mistura” fica por cima de uma base de cuzcuz.
      Outros itens na lista de iguarias maroquinas são o shoarma, espécie de sanduíche de carnes variadas enroladas no pão pita, entradinhas como o baba ganoush e o hummus, e ingredientes como azeitonas, tâmaras e frutos secos. Pela manhã é comum ter uma espécie de panqueca, sempre acompanhada de geléias e mel.
      No Marrocos praticamente não há bebida alcoolica. Em geral só é possível encontrar vinho, cerveja ou qualquer outra bebida em mercados grandes e afastados do centro ou em hóteis e restaurantes internacionais. O que se bebe frequentemente no país é chá de menta, faça frio ou calor!
      Não tivemos nenhum problema em relação à alimentação, mas é importante ficar atento pois nas barracas de rua não há muita higiene. Também não é recomendado consumir água da torneira.
       
      Roteiro 7 dias no Marrocos
      Nosso roteiro foi de 7 dias, ida e volta de Lisboa para Casablanca em Junho de 2019. Todo o trajeto foi feito de carro.
      Dia 1 – Lisboa -> Casablanca -> Marraquexe
      Chegada em Marraquexe no fim da tarde. Janta e passeio pela Medina.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 03:00
       
      Dia 2 – Marraquexe
      Dia inteiro em Marraquexe. Passeio pela Medina, compras no souk, visita ao Palais Bahia.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 3 – Marraquexe -> Ouarzazate -> Garganta de Dades
      Saída de Marraquexe de manhã, parada para almoço em Ouarzazate, passeio pela Garganta de Dadès e pernoite em Boumalne.
      Hospedagem: Dar Outeba
      Tempo aproximado dirigindo: 06:00
       
      Dia 4 – Garganta de Dades -> Garganta de Todra -> Merzouga (noite no deserto)
      Saída de Boumalne de manhã, passagem pela Garganta de Todra, chegada em Merzouga no meio da tarde e saída para a noite no deserto pelas 17:00.
      Leia aqui como é passar uma noite no Deserto do Saara!
      Hospedagem: Tenda no Deserto
      Tempo aproximado dirigindo: 04:00
       
      Dia 5 – Merzouga -> Casablanca
      Saída de Merzouga de manhã e chegada à Casablanca no final da tarde.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 09:00
       
      Dia 6 – Casablanca
      Visita à Mesquita Hassam II, passeio pela Medina e o Souk, caminhada na beira do mar.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 7 – Casablanca -> Lisboa
      Entrega do apartamento e saída para o aeroporto.
      Hospedagem: –
      Tempo aproximado dirigindo: 00:30
       
      A única coisa que eu mudaria desse roteiro seria o trecho de Casablanca. Só há uma atração que realmente vale a pena na cidade, a Mesquita Hassan II, então meio dia é suficiente. Acho que teria sido mais interessante conhecer Fez ou Chefchaouen.
       
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
    • Por Mary Rocha
      Chegar no aeroporto em Marrakesh já foi uma experiência em si. Fomos recebidos com uma temperatura de 37 graus, aquele tipo de calor seco que sugere que você não faça movimentos muito bruscos para não começar a suar logo de cara e que contenha a respiração que fica um pouco mais ofegante, como se de repente  seu canal de respiração reduzisse em 1 centímetro. Quando se vive num país bem mais frio (que é o meu caso que moro na Nova Zelândia), este contraste de temperatura é impactante nos primeiros minutos. O táxi estava esperando por nós para nos levar ao nosso Riad, tipo de acomodação comum que parece um mini palácio no interior da medina, parte antiga de Marrocos. O lugar era lindo e muito bem decorado. Os táxis geralmente não têm permissão para entrar nas medinas, pois não há espaço suficiente nos becos para que os carros passem, então a recepcionista, uma jovem muçulmana marroquina, nos levou a pé, dando-nos a oportunidade de experimentar imediatamente as ruas estreitas, transportando você para o filme de Aladdin. A atmosfera é fora deste mundo e você sente que há cada esquina há um tesouro escondido. Chegando ao nosso alojamento, nos ofereceram biscoitos caseiros e chá de hortelã - a recepcionista disse que era uma tradição quando recebiam hóspedes em suas casas.
      Marrakesh é uma cidade movimentada, cosmopolita e barulhenta, com sua praça central sendo o ponto principal para negros africanos que vendem óculos de sol, artes e camisetas coloridas; homens oferecendo seus macacos com fraldas para tirar fotos; Árabes tocando flautas para cobras; carruagens de cavalos, bateristas, restaurantes, tendas de sucos, vendedores de chapéus de palha, vendedores de souveniers, tudo o que imaginar! Além disso, ao caminhar, de vez em quando você ouvia alguém sussurrando e oferecendo “Haxixe?”. Marroquinos são animados e estão sempre prontos para fazer piadas e negociar.
      Nosso tour contratado chamado surf e turf, incluía o deserto do Saara e surf na costa oeste e começou no dia seguinte, onde fomos pegos de Marrakech bem cedo e nos juntamos numa van com 13 outros viajantes, uma salada mista de nacionalidades: Canadá, Itália, Portugal, Espanha, Japão e nós (alemão e brasileiro). Seguimos para Ouarzazate, porta de entrada para o extremo sul, cruzando as montanhas do Alto Atlas. No caminho paramos para visitar o famoso Kasbah– a palavra Kasbahsignifica descrever a parte antiga de uma cidade – em Ait Benhaddou, classificada pela Unesco como patrimônio mundial, local para filmagem de grandes filmes como Games of Thrones, Múmia e o Gladiador. Aqui nós tivemos tempo para caminhar com o guia por aldeias pequenas com casas construídas com palha e lama que pareciam ter sido levantadas da sujeira. As montanhas do High Atlas há muito tempo abrigam algumas das aldeias mais remotas do norte da África e foi muito comum ver os Berbers, locais viajando em mulas para trocar mercadorias. Muitos dos mercadores ainda utilizam técnicas antigas em suas vendas.
      Continuamos em direção à nossa pousada viajando pelo oásis de Skoura, onde numerosos Kasbahs antigos se encontram entre as palmeiras, uma paisagem espetacular. A temperatura a noite foi bem mais agradável do que Marrakesh, o que nos deu a oportunidade de dormir melhor do que na noite anterior. Eu estava animada para o dia seguinte: o deserto do Saara esteve nos meus sonhos há muitos anos.
      De manhã cedo partimos para a pequena cidade chamada Merzouga, localizada no pé do Saara. Enquanto viajávamos pela estrada deserta cercada por montanhas áridas, planaltos, areia e planícies cobertas de cascalho, observava o painel do carro enquanto a leitura térmica subia lentamente. No momento em que chegamos ao hotel às 18:00, a temperatura estava em 45 graus! Nosso motorista, apesar de muito simpático, não falava muito sobre o próximos passos, então eu não sabia exatamente o que estava nos esperando. O grupo foi dividido em diferentes pontos ao longo da vila e o casal canadense e nós tivemos tempo para rapidamente mergulhar na piscina por 5 minutos, juntar escova de dentes e roupas extras para seguir para o nosso passeio de camelo sob o pôr do sol.
      Fui percebendo ao longo das duas horas de passeio de camelo que este não era tão confortável, então decidi caminhar nas dunas juntamente com o Berber local e naquele momento me senti uma pessoa abençoada por experimentar tudo aquilo. À noite, jantamos em nosso acampamento no deserto com os moradores locais tocando tambores e outros instrumentos e na manhã seguinte voltamos com os camelos, ainda escuro, iluminados apenas pela lua e pelas estrelas. Foi uma experiência mágica e surreal.
      Pegamos nossas mochilas e embarcamos em nosso ônibus, desta vez com um grupo menor, já que muitos de nossos colegas de viagem seguiriam para outras partes do Marrocos e nós partimos para uma longa viagem até Agadir, na costa oeste de Marrocos, para passar os últimos três dias relaxando, surfando e tendo uma verdadeira imersão no estilo de vida marroquino. Nossa acomodação no hostel foi numa surf house em que café da manhã, almoço e jantar foram preparados por marroquinos e tivemos a oportunidade de conhecer surfistas de muitos locais.
      Eu viajei para muitos países e poucos deles me deram esse sentimento de amor à primeira vista, desde o início até o fim. E o Marrocos é definitivamente um deles. A única coisa que posso dizer para finalizar é "Shukran (obrigada) Marrocos" pela excelente hospitalidade!
      Mary Rocha - Fundadora da NZEGA (www.nzega.com) 
      Escritora do livro Big Blue - Saiba mais sobre o livro
    • Por FlavioToc
      Observei que há poucos relatos sobre o Marrocos de carro e eu estava em débito quanto a contar a história desta viagem, então resolvi escrever agora. E também pela gratidão ao povo marroquino pela hospitalidade, gentileza e simpatia.  Escolhemos viajar em março por ser o fim do inverno e porque gostaríamos de ver neve. As temperaturas oscilaram entre 2º e 13ºC, com exceção do Sahara onde foi de 16° a 22°C. Ah, e é um destino muito seguro e bastante econômico, que são palavras mágicas para mim.
      O Marrocos por todo o exotismo povoa minha mente há décadas, então quando soube que tinha surgido uma empresa aérea que fazia voos diretos e em 9 horas, achei que era a hora. A cotação do dólar e euro começou a subir sem parar, isso sempre ocorre quando estou prestes a viajar, e só faltavam as passagens. Decidimos minha esposa e eu, que tinha que ser naquele momento. Por sorte durante a viagem o dólar e euro baixaram e a Royal Air Marroc devolveu-me a diferença, que foram uns R$ 800, nas duas passagens.
      Um probleminha era que os idiomas oficiais eram o francês, árabe e berbere. Meu inglês é capenga, mas soube que dava para se virar bem com o espanhol, então com a cara e coragem, nós fomos. Tratei de escolher apenas hospedagens nas quais falassem espanhol (tem lá embaixo no Booking).
      A aventura começou ao entrar no avião com a tripulação falando francês, alguns homens usando roupas típicas, todas as mulheres usando lenço (hijab) e músicas árabes de fundo, me parecia que só tinha nós dois de brasileiros. O voo atrasou uma hora e meia, devido a um temporal em Guarulhos. E ao chegarmos a Casablanca vimos o quanto é rigorosa a imigração, sendo nós e outro casal separado para a revista, mas deu tudo certo e nem perguntaram sobre o chimarrão e cinco quilos de erva-mate que levávamos.
      Incluímos neste roteiro as quatro cidades imperiais que são Marrakech, Fez, Meknes e Rabat. E acrescentamos Chefchaouen, Ifrane, Ouarzazate, Merzouga, Tinghir e Casablanca todas de grande importância turística.
      Coloquei abaixo com as fotos um mapa de nosso roteiro.
      Visão geral sobre turismo no Marrocos
       
      O Marrocos é um país de enormes contrastes. O país tem praias, montanhas, neve, deserto, cidades históricas e culturais. A cada 50 km a paisagem muda totalmente. Nas cidades grandes convive a mistura de modernidade e tradição. Não é todo lugar que se pode almoçar em um restaurante fundado em 1150 ou dormir em um hotel do ano 1348. E por falar em neve, as Montanhas Atlas têm neves eternas, ou seja, neves permanentes no topo, lindas.
      É um país seguro e de pessoas alegres, amáveis e que respeitam o turista. A polícia é muito educada e eficiente. São muito tolerantes e respeitadores quanto a outras religiões. Não há problemas para que mulheres viajem sozinhas, claro que devem se cobrir mais e não usar roupas muito justas por respeito a seus costumes. Também não precisam usar o lenço (hijab). Podem até ouvir uma cantada, tipo “quer casar comigo?” ou “quero casar com uma garota brasileira” e não se admire se em português.
      Todas suas fotos parecerão profissionais, porque além dos cenários incríveis a iluminação é perfeita. Por isso que Ouarzazate é chamada de Hollywood do Marrocos. Ocorrem muitas filmagens e não só de filmes com a temática árabe ou com deserto, mas até com temas europeus ou chineses por exemplo.
      Você vai ouvir muito as palavras:
      -Medina – É a cidade antiga que fica dentro das muralhas, ou seja, uma fortificação. Os portões das medinas são chamados de Bab, por exemplo, em Meknes tem a Bab El Mansour.
      -Souk, zoco, (espanhol), souq (inglês) – que se refere à zona comercial ou bazar dentro da medina. Há o souk dos couros, dos frutos secos, das joias, dos calçados, etc.
      -Riad – São mansões ou palacetes tradicionais sem janelas para o exterior, as salas e quartos abertos para o pátio interno ajardinado que muitas vezes tem árvores e fonte para refrescar. Abrigavam famílias numerosas e endinheiradas, hoje é uma palavra para hospedagem, ou seja, é um pequeno hotel sempre com decoração típica. Hospedagem que recomendo e é quase obrigatória, pela experiência, em Chefchaouen, Fes e Marrakech entre as cidades deste roteiro.
      -Kasbah – são palácios fortificados. Normalmente são de adobe (mistura de terra e palha) é um tipo de arquitetura muito comum no Marrocos. Tanto que, entre Ouarzazate e Thingir é chamado de Vale dos Mil Kasbahs. Alguns atualmente servem como hotéis.
      -Ksar – é uma cidadela fortificada e pode conter vários kasbahs. O mais famoso é o Ksar Ait Bem Haddou em Ouarzazate.
      -Bérbere – são os habitantes originais do Marrocos e de seus vizinhos Argélia, Mali, Tunísia antes da chegada dos árabes no ano 681. São diversos grupos ou tribos e sua cultura é muito forte e influente no dia a dia. Não confundir com índios, como li alguém citar. Tem uma cultura com escrita bem antiga derivada dos fenícios. Tiveram também influencia grega e romana. O grupo mais conhecido pelo cinema são os touaregs.
      -Djellaba - é o traje típico masculino.
      -Kaftan – é o vestido típico feminino. Assim como os trajes masculinos, tem para o inverno, o verão, para o dia a dia e para festas. Aliás, as mulheres vão ficar encantadas com a beleza dos mais festivos em exposição nas lojas.
      -Hijab – é o lenço feminino. Não é obrigatório. Também chamado nas lojas de pashmina. É uma boa opção de presente. Bem baratos e de boa qualidade.
      Baboucha ou babouche – São chinelos típicos. Tem para homens e para mulheres. São muito decorativos. Outra boa opção para presente. Também são bem baratos.
      -Dirham – É a moeda (abreviação MAD), que vale 10 a 11 por um Euro. Euros também circulam muito bem no comércio e hotéis. Bem fácil de converter, até de cabeça, para reais. Por exemplo, 200 MAD. Tire um zero e multiplique por 10 ou 11 (como preferir), o resultado é 20 Euros.
      -Hamman – É o conhecido banho turco. É um ritual de banho, esfoliação e massagem. Nós fizemos os dois juntos em Marrakech em nosso riad. Adoramos! Creio ser uma experiência obrigatória. E a moça que fez tinha mãos de fada, nada daquela coisa bruta que se vê em filmes.
      Coloquei os hotéis que ficamos para referência de preços (ver no Booking) e de localização, que no caso das cidades grandes também incluía o problema de chegar de carro. Isso porque dirigir dentro das medinas como em Marrakech e Fez é um problema.  Todos tinham nota acima de 8 na época.
      Muitas atrações são livres ou muito baratas. Apenas mais caros foram os ingressos com guia na Mesquita Hassan em Casablanca e o Jardim Marjorelle em Marrakech. Mas valem todos os centavos. Estes não se comparam aos valores na Europa, são muito menores.
      Se for comprar algo mais caro tenha uma noção de preços antes de entrar em uma negociação. É uma experiência marcante que pode levar horas. Nós compramos um lindo casaco de couro de camelo para minha esposa. O preço começou em umas três vezes mais, saímos, voltamos umas duas vezes e novas discussões de valores. Então soube quanto era a faixa de preços lá no riad e também com outro vendedor e no final quando já estávamos quase brigando fechamos em 80 Euros, ficamos amigos, nos abraçamos e conversamos.
      Para mais informações veja no site:http://www.marrocos.com/
      A culinária
       
      Mundialmente famosa e exótica com muitos temperos, mas nada que desagrade a maioria dos paladares (ah..., tem o cominho) e há também muitos pratos vegetarianos. Não tem esquisitices. Não estranhamos e gostamos muito. É bem variada e os mais populares são:
      -Cuscuz – Que é feito com sêmola um tipo de trigo duro. Quem gosta do cuscuz paulista vai gostar porque é semelhante, mas melhor.
      -Tajine – Costuma ser alguma carne bovina, cordeiro, frango, peixe. É como uma carne de panela muito macia. São cozidos lentamente em uma panela de barro com o mesmo nome.
      -Mechui – Cordeiro assado lentamente e muito macio.
      -Sopas – As mais comuns são a harira e baissa de habas (favas). Tomávamos todos os dias e muitíssimo barata.
      -Paella – Espanhola. Servida no litoral. Como em Rabat.
      -Pastella ou pastilla – É um prato bastante exótico com uma carne como frango ou pombo com ameixas, amêndoas e mel, cobertos por uma fina massa folhada e cobertos com açúcar de confeiteiro. Mistura salgado e doce. É bem gostoso e bonito.
      -Pinchito – são espetinhos. Semelhantes aos que conhecemos.
      -Kebab – são espetinhos de carne moída. Bem conhecidos por aqui.
      -Amlou – é conhecida como a “Nutella marroquina”. É deliciosa, mas não achamos semelhança, é bem fluída, não pastosa. Confeccionada com amêndoas, mel e óleo de argan.
      Todos os pratos são acompanhados com pão à vontade.
      Nas cidades maiores há também várias opções de comida internacional, de mexicana a tailandesa.
      Muitas vezes, como estávamos em dois, um pedia um cuscuz e outro um tajine e cada um comia um pouco de cada. Em todos os lugares são pratos muito fartos. Só em Marrakech são um pouco menores, mas nunca faltou comida. Todos os cardápios são pelo menos em francês, inglês e espanhol e tem foto da comida, além da descrição.
      Não deixe de entrar em uma pâtisserie (confeitaria) para fazer um lanche e ficará encantado com a variedade de doces. São de um sabor delicado e não muito doces. Usam mel, amêndoas, gergelim. E não deixe de tomar o suco ou batido de amêndoas, que é fantástico, vem quase copo de liquidificador. Mesmo assim foi um para cada.
      Vai se esbaldar comendo tâmaras e tem uma grande variedade. Procurei comprar embaladas. São deliciosas.
      Azeitonas, eu nem imaginava que havia tantas variedades. Servem até no café da manhã. E na maioria das vezes antes de qualquer refeição já colocam na mesa pão e azeitonas.
       
       
      Como é dirigir no Marrocos
      Dirigir no Marrocos é fácil e uma experiência incrível que te faz sentir na pele os lugares por onde passa, viajando no teu ritmo e desfrutando do trajeto, não só dos destinos.
      Nosso roteiro deu uns 2000 km, mas rodamos um total de 3600 km.
      Alugamos o carro pela internet pelo site https://www.economycarrentals.com
      que apresentou os melhores preços (até a metade de outros) e não tinha taxas extras. A locadora foi a Europcar, e escolhemos um i30, na falta nos ofereceram como upgrade o Qaskay que é uma SUV do porte do Jeep Compass. Um detalhe maravilhoso que era a diesel, o que fez a diferença, porque fez 22,5 km/l. Pagamos pela diferença R$ 120 (convertidos). Então, lá escolha o diesel. Uma coisa que não entendi é que no ticket da máquina de cartão apresentou a palavra débito, apesar de ter escolhido o crédito. E no fim das contas saiu mesmo no crédito na fatura do cartão. Não entenderia mesmo em português, muito menos em francês. Mas na próxima vez lá, já sei e tudo bem. Portanto, não se preocupem com isso. Se quiseres saber o preço dos combustíveis lá para planejamento veja em https://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/ que mostra a média dos valores praticados em todos os países.
      Evite dirigir nas grandes cidades que pode ser confuso e também para não perder a vaga do estacionamento, que em geral é na rua com “flanelinhas” licenciados, custou 2 Euros por noite em todos os lugares. Pode ficar tranquilo que ninguém mexe. Não vá deixar coisas de valor à vista, é claro. Nestas use táxis que são baratos.  As placas de sinalização são em árabe e alfabeto ocidental. Verá algumas em bérbere nas autoestradas (escrita que lembra a dos fenícios). Não é necessária a PID (Permissão Internacional para Dirigir).
      As estradas são de ótima pavimentação e poucas têm pedágios sendo a maioria baratos (foram valores como 6, 8 ou13 MAD, ou seja, 1 Euro), a exceção é a que vai de Marrakech à Casablanca.
      A polícia é bastante simpática, então também seja. Não ultrapasse os limites de velocidade que com 90% de chances você trará como “souvenir” uma multa. Têm radares em todas as estradas inclusive as mais desertas. Minha principal atenção foi com a placa Ralentir (desacelere) que é uma pegadinha no sentido literal mesmo. Leia neste post https://www.tempodeviajar.com/como-escapar-gendarmerie-royale-marrocos/ lá tem todas as informações necessárias para dirigir com tranquilidade no Marrocos.
      Chefchaouen nos mapas pode aparecer El Aiún. Por sinal, no Google mostra no menú a opção El Aiún, Chefchaouen, Marrocos. É esta mesmo.
      SAINDO DE CASABLANCA
       
      Total: 2000 km
       
      1º Dia 05/3- Chegada a Casablanca
       
      Chegada ao hotel no final da tarde, por conta dos atrasos. Então, o previsto para fazer não deu certo e ficaram várias atrações para outra viagem.
      Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA. Escolhi pela nota no Booking na época superior à 8 e pela localização perto de várias atrações e junto ao Twin Center que é uma referência. O custo-benefício dos hotéis em Casablanca é baixo. Neste mesmo, o café da manhã era a parte e custava 7 Euros por pessoa. Tomamos café em uma lanchonete.
      2º Dia 06/3- Casablanca – Rabat – 85 km – 1:00 h
       
      - Mausoléu de Mohammed V
      - Torre Hassan
      - Kasbah dos Oudaias. É uma fortaleza cheia de residências ainda usadas atualmente. Não é necessário guia, mas se quiser combine, inclusive se entrar em uma casa vão querer te cobrar a parte, então trate antes.
      - Jardim Andaluz
      - Chellah (antiga necrópole que foi construída fora das muralhas pelos Merenidas no século XIII, que abriga as ruínas da antiga cidade romana). Hoje é um bonito jardim que dá vontade de passar uma tarde. É cheio de cegonhas e seus ninhos.
      - Palácio Real. Não pode tirar fotos.
                  Almoçamos na praia junto ao Kasbah dos Oudaias 180 MAD (para dois)
      Pernoite em Rabat – Riad Meftaha
       
       
       
      3º Dia 07/3- Rabat – Chefchaouen
       
      – 250 km – 3:35 h
       
      Chefchaouen é imperdível!  Conhecida como “cidade azul”, é uma das cidades mais coloridas do mundo, muito fotogênica e autêntica. Você se sente voltando mil anos no tempo. Parece que todos os moradores usam roupas tradicionais, até os meninos usam a jelaba e com capuz parecem magos de um filme de Harry Potter. Quem gosta de gatos vai adorar, porque são muitos pelas ruas e todos bem tratados, estes tendo sido até objeto de um estudo de universidade. São muitas as opções para refeições e também bem econômicas, na praça é uma pechincha.
      Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra. Este hotel fica dentro da medina, bem no alto, então tem que contratar carregadores (combine antes) ou terá que subir pelas ruelas e escadas com tudo nas costas.
      Todas as atrações na cidade estão listadas abaixo.
       
       
      4º Dia 08/3- Chefchaouen
       
      -Cidade antiga e medina. Exige muito das pernas para percorrer os labirintos de ruelas e escadarias. É o que mais se faz lá, olhar, descobrir e encantar-se.
      -Castelo central
      -Mesquita com minarete octogonal
      -Lavanderia pública Rass Elma
      Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra
       
       
      5º Dia 09/3 –Chefchaouen – Volubilis
       
       165 km– Méknes Total: 200 km –
       
      Volubilis – Méknes 34,3 Km 44 min.
       
       
      Volubilis
       
      - Volubilis (imensas ruínas romanas datando de 28 A.C). Nós paramos junto a uma cerca e avistamos de longe. Não tivemos tempo para visitar.
       
       
      Meknes
       
                  Meknes é uma cidade surpreendentemente linda. Quando estávamos chegando a gente começou a ficar de boca aberta. Os roteiros turísticos não lhe dão a devida importância, mas é uma das cidades que o guia Lonely Planet recomenda para a visita em 2019. Nós moraríamos lá, se pudéssemos.
      - "Tour des remparts", circuito das muralhas, que passa pelas diversas portas ("babs") da cidade; fizemos com uma carruagem. A cidade antiga é cercada por três conjuntos de muralhas, sendo uma dentro da outra e a externa com 12 metros de largura.
      - Mausoléu de Moulay Ismail (construtor da fortaleza, que teve 500 mulheres e 800 filhos!), uma das poucas mesquitas que podem ser visitadas, exibindo trabalhos decorativos riquíssimos;
      - Bab El Mansour
      - Medersa Bou Inania
      - Palácio Real, com seus fantásticos estábulos, com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos cavaleiros, os silos, com capacidade de armazenagem de 2 anos,  o reservatório com uma "nouria" (monjolo), apto a alimentar de água tanto o palácio, quanto a "medina",  além dos jardins suspensos com oliveiras. Uma obra de engenharia militar. Um guarda se ofereceu por um pequeno valor nos servir de guia.
      - Ville Nouvelle (cidade nova), onde estão localizados os hotéis e restaurantes, mais parecendo um "mercado persa". Quanto ao artesanato, seu forte são os "damasquinados": semelhantes aos trabalhos encontrados em Toledo (Espanha), só que elaborados com ferro e prata. 
       
       
      Pernoite em Meknes – Riad Yacout, este fica dentro da muralha, uma localização privilegiada e perto de tudo. O riad era lindo e com uma decoração muito autêntica. O ano de fundação era por volta de 1750 se não me engano.
      6º Dia 10/3 - Méknes – Fez 64 km
       
                  Fez é uma das cidades mais antigas do Marrocos, sua fundação foi 789. É misteriosa e cultural, é maior medina que não entram carros do mundo. Percorrer suas ruas e ruelas é a principal atração. E ficará impressionado com a qualidade dos objetos de couro, com as cerâmicas, dos ladrilhos, com as portas, bem, a lista é longa. Porque você vai se surpreender a todo o momento. Precisaríamos ter ficado mais uns dois dias pelo menos.
      - Bab Boujloud – o portão azul, principal entrada para a Medina
      - Medersa Bou Inania (medersa ou madrassa)
      - Dar-el-Makhzen (Palácio Real)
      - Bairro judeu Fez Mellah
      - Santuário de Moulay Idriss I
      - Padaria comunitária. São bem comuns até hoje. As pessoas levam o seu pão para assar lá.
      - Medina
      - Jardin Jnan Sbil
      - Palacio Glaoui
      - Al-Karaouine University – Foi fundada em 859 por Fatima Al-Fihri e é a mais antiga universidade ainda em funcionamento contínuo do mundo de acordo com a UNESCO. Mas não se pode entrar, pena.
      - Museu de Artes e Ofícios de Madeira de Nejarine
      - Tombeaux merinides (Tumbas dos Merenitas)- Vista da cidade
      - Quartier tanneurs – quarteirão de tingimento de couros
      -Borj Nord (Museu das Armas) Fortaleza no alto de uma colina
      -Dar-el-Makhzen (Palácio Real)
      Observação: Serviço Oficial de Guias em Fez é tabelado: Meio- dia: 200 MAD inclui apenas visita a medina.
                  Nós contratamos um guia que foi chamado pelo gerente de nosso riad para otimizar o tempo, então nosso tour começou por volta das onze horas até lá pelas quatro e meia da tarde. Foi meio corrido e com muita informação. Depois ande sem guia, então vai se perder e se achar entre as 10.000 ruelas (isso mesmo) que compõem esta medina. Nós tínhamos como referência a Bab Boujloud, o portão azul, já que nosso riad ficou próximo.
                  No outro dia era sexta-feira e no Marrocos que é muçulmano, equivale ao domingo. Então, dentro da medina a maioria do comércio estava fechado. Utilizamos o serviço de um guia para conhecer a parte fora da medina. Ele foi com uma van, e este sim foi maravilhoso, com muitas explicações inclusive sobre sua religião.
                  Esta hospedagem merece uma referência especial, já que nunca na vida fomos tão bem acolhidos em um hotel quando lá. O gerente nos colocou sob os cuidados do Hassan, e tudo que precisamos, ele nos auxiliou. Levou o carro que estava com pneu furado para conserto, conseguiu os guias, a compra de remédio para tosse (gripei) e um monte de coisas. Este riad é um palácio literalmente e nos deram uma suíte enorme que tinha até sala com sofás e o ambiente finamente decorado. Daria para passar um dia só fotografando os detalhes de tudo. Este riad foi construído em 1373. Bem antigo, mas reformado e belíssimo.
      Pernoite em Fez – Riad Al Makan – creio que melhor localização é impossível.
       
       
       
      7º Dia 11/3 – Fez
       
      Pernoite em Fez – Riad Al Makan
       
       
       
      8º Dia 12/3 - Fez – Ifrane 72 km
       
                  Ifrane é chamada de “Suíça Marroquina” e os tours normalmente só fazem uma passagem de umas horas, ela é mais “ocidental”, mas a natureza em volta é belíssima.  Mas nós queríamos ver neve, por isso resolvemos ficar um pouco e ter um tempo para descansar. Fizemos até bonecos de neve e interagimos bastante com as pessoas.
      -Estação de esqui.
      -Bosques de cedro com os macacos de Gibraltar, são a mesma espécie e bem mansos. Podemos nos aproximar sem que agridam. Entramos em uma estrada ao lado do hotel e ao longo do percurso víamos as pessoas fazendo pic-nic.
      -Nascentes de água
      -Parque das Cascatas de Vitel
      -Termas Naturais de Ras El Ma
      Pernoite em Ifrane – Hôtel Relais El Maa, sem café da manhã. Tinha uma lanchonete junto, mas comemos todas as refeições em um restaurante a poucas quadras.
       
       
      9º Dia 13/3 – Ifrane
       
      Pernoite em Ifrane - Hôtel Relais El Maa
       
       
       
      10º Dia 14/3 - Ifrane – Merzouga 400 km – tempo estimado de viagem 6:00h
       
                  Atenção ao tempo de viagem, que pode ser maior dependendo das paradas. Leve água e coisas para comer, porque não dará tempo para almoço se você quiser chegar até às quatro da tarde para ir de dromedário ao acampamento no deserto. Este horário tinha sido combinado por e-mail com nosso riad, e a finalidade é estar no acampamento ao por do sol. Foi o trecho mais longo que dirigimos e é demorado por conta das várias cidadezinhas que passamos. Muitas gostaríamos de ter parado um pouquinho.
      O passeio com dromedários até o acampamento no deserto foi uma experiência e tanto. Levamos em torno de uma hora e meia de dromedário. O jantar foi preparado no acampamento e o desjejum quando retornamos ao riad.  Creio não ser necessário falar o quanto isso foi emocionante. Ah, e era nosso aniversário de 24 anos de casamento.
       
       
      Pernoite em Merzouga no deserto em uma tenda
       
      11º Dia 15/3– Merzouga
       
      -Tour das dunas (visita a aldeia Khamlia, Minas Mfiss e oásis Tissardmine. Preço 500 MAD por pessoa (+- R$ 200,x2), achamos meio caro, mas cômodo pois tínhamos combinado tudo antes por e-mail. Foi em torno de quatro horas. Visitamos:
      -Aldeia e oásis de Hassilabied, aldeia e oásis de Merzouga, músicos Gnawa na aldeia de Khamlia, Dunas de Iqri, aldeia de Tisserdmine, nas dunas, visitar o Depôt Nomade (loja de tapetes e museu), planalto negro de cobalto vulcânico da Hamada du Ghir. Passa pelos caminhos de uma antiga rota do Paris Dakar, também verá nômades acampados junto às dunas.
                  À tarde fomos à Rissani para ver o mercado. Andamos por dentro de um kasbah que tinha várias famílias morando. Faltou conhecer o centro de Merzouga.
      Pernoite em Merzouga - Kasbah Azalay Merzouga. Esta hospedagem tem uma linda vista para o deserto e você vai querer ver o sol nascer. O traslado até o acampamento, o acampamento e jantar no deserto foram organizados por eles e combinado por e-mail. Creio que todos os hotéis ou riads também façam.
       
      12º Dia 16/3 – Merzouga – Tinghir - Boumalne Dades 252 km
       
                  Em Tinghir (ou Tinerhir), dê uma parada obrigatória e contemple a cidade oásis.
      -Gargantas do Dadés. É um desfiladeiro incrível e que vai render umas fotos impressionantes. Não deixe de dirigir até o alto.
      -A Garganta de Todra, é outro desfiladeiro, com paredes com mais de 200m de altura.
      -Vale das Rosas em Kelaat-M’Gouna, Jbel Saghro, La Vallée Des Figues, Vale das rochas Dedos de Macaco, Vale dos Pássaros.
       
      Para chegar nas Gargantas de Dadés: Em Boumalne pegar a R 704. E para ir à Garganta de Todra pegar a R 703 e andar uns 17 km.
      -Kelaat M’Gouna – Entrada para o Vale das Rosas. Aproveite para olhar as lojinhas e comprar uns perfumes, que são de excelente qualidade e com essências locais (influência francesa), são lembrancinhas boas e baratas.
      Pernoite em Boumalne Dades – Maison D’Hotes Restaurant Chez L’Habitant Amazigh
       
       
      13º Dia 17/3 - Boulmane – Skoura – Ouarzazate
       
                  Este trajeto é conhecido como o Vale dos Mil Kasbahs” e realmente são muitos.
      - Em Skoura com Kasbah Amerhidil e Sidi El Mati.
                  Ouarzazate é uma maravilhosa cidade com vários atrativos onde dá para sentir o dia a dia das pessoas e também pode servir de base para visitar os arredores até 100 km. É conhecida como a “Hollywood do Marrocos” devido à produção de filmes.
       Em Ouarzazate:
      - Kasbah Tifoultoute
      - Kasbah Taourirt
      - Kasbah des Cigognes
      - Ksar de Ait Ben Haddou. Impressionante. É uma cidade fortificada fundada em 757 e ainda vivem lá algumas famílias. Lá foram feitos muitos filmes como Lawrence da Arábia, O Gladiador, A múmia, Alexandre, etc. Fica a 30 km da cidade em direção de Marrakech. Indo pela N9 e depois pegar P1506 e andar uns 9 km. Nós preferimos ir e voltar para Ouarzazate.
      - Museu do Cinema
      - Estúdios de Cinema Atlas. Não foi possível entrar porque estava acontecendo uma filmagem.
      - Estúdios de Cinema CLA. Vá, só se tiver tempo. Eram objetos de cenários bem velhos, mas rendem boas fotos.
      - Bairro típico de Taourirt
      - Bairro típico de Tassoumaat,
      - Oásis Fint. Passamos umas horas e é muito relaxante estar entre as tamareiras.
      -Museu do cinema. Fica junto ao Kasbah Taourit.  Aproveite para entrar nas lojinhas em volta. Lá encontrará peças incríveis, inclusive antiguidades.
       
       
      Pernoite em Ouarzazate – Hotel Dar Rita. Ela, a Rita é portuguesa e tem um excelente site com informações sobre o Marrocos: http://www.darrita.com/hotel-marrocos/. Mais informações também com: http://www.joaoleitao.com/viagens/marrocos/ (é irmão da Rita)
      14º Dia 18/3 – Ouarzazate
       
      Pernoite em Ouarzazate - Hotel Dar Rita
      15º Dia 19/3 - Ouarzazate – Marrakech 196 km
       
      O tempo de viagem de Ouarzazate à Marrakech é em torno de 4 a 5 horas, mas depende das paradas. Uma coisa que eu tinha muita vontade era de cruzar as Montanhas Atlas, e foi realmente fantástico com cenários de indescritível beleza.
                  Todas as atrações de Marrakech custam em torno de 10 MAD (1 Euro).
      É melhor usar táxis para se locomover para fora da medina e negocie antes. Nós fomos ao Jardim Marjorelle de Tuk tuk.
      Não se hospede muito longe da praça, pois ela será sua referência para tudo.
      - Jemaa el Fna. De dia é uma coisa, e à noite se transforma numa mistura de magia com luzes, cores e aromas. Falta-me talento literário para descrever melhor o que se sente e vê. É a principal praça de Marrakech e uma das mais famosas do mundo e é onde a vida pública acontece. É bem movimentada durante o dia, mas ao cair da noite é quando tudo acontece. Parece que toda a população e turistas vão para lá e é impossível não sorrir o tempo todo ao ver todo mundo tão alegre e se divertindo, comendo, assistindo os vários espetáculos que estão acontecendo (como encantadores de cobras, malabaristas, etc). Nas ruas da medina chega a acontecer congestionamento de gente a pé. Sério, eu vi, então já esteja por lá ao entardecer e fique até lá pelas nove da noite quando o movimento diminui.
                  E a gente tem que ter cuidado são com as motos tipo “mobiletes” que andam a toda entre as pessoas dentro da medina.
      - Mesquita Koutoubia com minarete de 70 m.
      - Tumbas Saadianas
      - Palácio Real
      - Palácio Bahia que é lindo
      - Palacio El Badi em ruínas, pois foi saqueado para construir Méknes
      - Medersa Ben Youssef
      - Museu Dar si Said – Museu de artes de Marrakech (vale mais pela arquitetura)
      - Museu de Marrakech
      - Qoubba Almorávida – fica perto da Medersa Bem Yousef
      - Jardim Majorelle (entrada 20 MAD + 15 para o Museu Berbere). Superou todas as expectativas. Não dá para deixar de ir. Está junto a uma casa que pertenceu a Yves Sain Lawrent e é inspirado nos jardins islâmicos, tem uma coleção de cactos e palmeiras de todo o mundo, tudo com descrição. Lá vimos, do Brasil buriti e butiá. Reserve umas três horas pelo menos, porque é enorme e cheio de coisas para ver. Imperdível também é o Museu Bérbere, e isso que não sou muito de museus.
      - Gueliz e Ville Nouvelle (parte mais moderna, tem até um Carrefour (onde dá para comprar bebidas alcoólicas)
      - Cyber Park. Fica bem próximo da entrada da medina. É bonito, mas vá se tiver tempo ou na volta do Jardim Marjorelle se quiser dar uma parada.
      - Muralha da Medina.  Ver os portões Bab Agnou (mais importante) e Babe Rob além de Bab Debbagh, que dá acesso aos curtumes, e também no Bab Aghmat.
      - Souk do Ouro, souk das frutas, Souk Semmarine (sandálias, babouches, jóias, puffs), Souk Ableuh (especiairias, azeitonas), Souk Kchacha (frutos secos), souk dos instrumentos musicais, Souk do tapetes, Souk Mouassine, Souk El Khemis, Souk Siyyaghin (jóias, ouro), Souk Smata (babouches, cintos).
      - Maison de la Photographie
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam
       
      16º Dia 20/3 – Marrakech
       
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam
       
       
      17º Dia 21/3 –
       
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam
       
       
       
      18º Dia 22/3 - Marrakech – Casablanca 242 km Tempo estimado 3:30h
       
                  Gastamos a manhã neste trecho, que é uma autopista, com pedágio caro. Fizemos check-in adiantado no hotel em Casablanca. Deixamos o carro estacionado na frente do hotel e à tarde pegamos um táxi para ir ao Morocco Mall. Este é o maior shopping center da África e nosso objetivo foi ver um aquário gigante  no qual tem um elevador que passa por dentro. É maravilhosa a sensação que “lembra um mergulho”. Se paga uma pequena taxa e pode fotografar, mas sem usar flash. Nem vimos lojas, porque eram só daquelas grifes bem esnobes como Chanel, Louis Vuitton e Cartier.
                  Depois demos uma caminhada pela Boulevard de la Corniche, que é uma avenida na beira-mar. Voltamos para o hotel.
                  Casablanca é uma cidade muito bonita que tem a mistura de arquitetura do tempo da colonização francesa e a modernidade. O trajeto do aeroporto ao hotel, os arredores do hotel, o percurso até a Mesquita e ao Morocco Mall foi o que vimos e nos deixou uma ótima impressão e desejo de quando retornar ver o que faltou.
       
       
      Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA.
       
      19º Dia 23/3 – Casablanca
       
      Entregar o carro no aeroporto.
      Retorno – Partida 12:20h
       
       
      Vídeo do Youtube sobre as experiências no Marrocos:
       
      https://www.youtube.com/watch?time_continue=178&v=awQEEEWLYq0
      Nossos custos (2 pessoas) foram 2116 Euros assim discriminados:
       
      -Almoço e jantar –   630
      -Lanches -                 112
      -Hotéis/riads -           876 (alguns mais simples outros bem legais, mas todos muito bons)
      Atrações -                    50
      Aluguel do Carro -     265 (para todo o período)
      Diesel -                      183
       
      Para ter uma ideia dos custos de um destino uso o https://www.numbeo.com/cost-of-living/
      pode conferir que é bem aproximado e em média gastei sempre um pouco menos.
       
      Frases úteis em Francês, expressões francesas do dia-a-dia que ajudam a parecer mais simpático.
       
      Sim = Oui
      Não = Non
      Obrigado = Merci
      Salut = Oi / Tchau
      Ça va = Tudo bem (pode ser pergunta ou resposta)
      Bom dia = Bonjour (usado o dia inteiro)
      Boa tarde = Bonsoir (aos finais de tarde)
      Boa noite = Bonne Nuit
      Adeus = Au revoir
      Palavras em árabe
       
      Saudações:
      -As-salam alaykom = “que a paz esteja com você”, pronúncia: assalam-aleicûm
      -Responda a esta saudação padrão com "Wa Alykom As-salam, pronúncia
      aleicûm-assalam,= que a paz esteja com você também, pronúncia: aleicûm-assalam
      -Salam = Oi! – cumprimento informal
      - Shukran = Obrigado
      -Agradecendo o chá de menta: antes de beber, olhando nos olhos do anfitrião dizer: bi saha
       
                  Foram nossas experiências mais incríveis:
      -Visitar os mercados e souks sentindo suas cores e aromas
      -Passar a noite em um acampamento no deserto do Sahara
      -Ir até o acampamento de dromedário
      -Percorrer a gigantesca medina de Fez
      -Conhecer Chefchaouen, a cidade azul
      -Andar e se encantar à noite pela Praça Jemaa el Fna em Marrakech
      -Dirigir. Subindo para as Montanhas Riff, passando por lugares indescritíveis  como a Garganta Dades, ir ao deserto, se emocionar ao chegar em cidades como Méknes e tantos outros lugares
      -Cruzar as Montanhas Atlas e ver neves eternas, vales e vilarejos
      -Maravilhar-se com os vales verdejantes no deserto e o aproveitamento de toda terra fértil.
      -Conhecer as pessoas, com um pouco de sua cultura e religião e ter a oportunidade de interagir com elas. Fizemos amigos lá. Levamos as melhores lembranças.



































    • Por Ayza Camargos
      Hola! Mochileiros do meu BR, hoje estou aqui para compartilhar com vocês como foi minha experiência na Patagônia Chilena fazendo a trilha do circuito W Invertido ficando em refúgios e com o pacote full board, no período de 01-03 a 06-03 CARNAVALLLL.
            FUI SOZINHA e com um puta friozinho na barriga, apesar de não ser a primeira viagem sola, esta possuía características especiais como: SE AUTO DESAFIAR caminhando por 72 K’S realizando uma reflexão da minha vida. Para resumir a SAGA especialmente para as MOCHILEIRAS que ainda possuem alguma dúvida sobre fazer este trajeto ou não:
            - AMIGAAAA pega essa dúvida coloca dentro da mochila e vá assim mesmo. É super possível, fazer o Circuito W com um bom planejamento, pouco tempo e mochila nas costas.
      P.S Aqui não vou colocar planilha de gastos, tipos de roupas, como funciona o parque, pois dentro deste fórum existem vários relatos compartilhando tais informações. Irei me atentar a fatos que foram determinantes para a realização deste sonho.
      PREPARACIÓN
      - Comecei a planejar a viagem em outubro de 2018, iniciei treinos mais intensos e de resistência na academia, li e reli vários relatos, blogs, para montar meu roteiro. Como eu sabia que teria pouco tempo dentro do Parque (4 dias) eu não poderia ERRAR de forma alguma em meu planejamento, entretanto, escorreguei em alguns pontos e vou discuti-los abaixo com vocês.
      1.       Cuidado ao reservar os refúgios, pois achei os sites das operadoras (Vértice Patagônia e Fantástico Sur) um pouco confusos e acabei reservando para o primeiro dia a área de acampar e não o refúgio propriamente dito. Só chegando lá, fui descobrir o que tinha acontecido, a sorte é que na recepção pedi se havia cama disponível e consegui fazer um Upgrade para o refúgio pagando no Cartão de Crédito a diferença.
      2.       Eu fiz o Circuito W invertido começando por Pudeto, porém, se teu lance principal for admirar as Torres del Paine, sugiro iniciar por elas. Digo isto pq como eu subi no último dia até o mirador das torres, meu horário estava bem apertado e não pude ficar lá por muito tempo, outro fator é que se o tempo estiver nublado você não terá a chance de optar por ficar mais um dia caso queira admirar as torres.
      3.       Prepare-se muito bem para fazer todo o trajeto, invista em calçados e roupas apropriadas para a ocasião. Digo isto, porque de roupa eu estava muito bem preparada, porém, de calçado levei apenas uma butina que uso para trabalhar e me ferrei pois acabou machucando meu pé. Então teste antes teu calçado em alguma trilha ou caminhada que seja mais que 4 horas.
      EMPEZAMOS EL VIAJE!!!
      Saí de Foz do Iguaçu de Ônibus até Assunção empresa (SOL DE PARAGUAY) e lá peguei um voo até Santiago e de Santiago a Punta Arenas. O Ônibus foi tranquilo com duração +- 6 hrs de viagem e tinha até serviço de bordo. Muita gente quando eu estava montando o roteiro disse que era loucura sair de Assunção, porém, uma amiga minha (THANKS JENNI) me disse que era tranquilo e que dava para fazer de boa o trajeto entre Brasil e Paraguai de Ônibus, fui com a opinião dela e deu certo.
      Só aí economizei 1.650,00 reais, pois quando comprei a passagem de Assunção a Punta Arenas estava 1500 reais e saindo de SP ou RJ estava em torno de 3600,00 devido ser feriado de carnaval e alta temporada em Torres del Paine.
      Segue então todo o roteiro do circuito W invertido. Incluindo horários, as estadias em refúgio com o pacote Full Board (alimentação completa: café- da -manhã, lanche para a trilha e jantar) os KM’s percorridos diariamente e algumas fotos da jornada.

      Aqui alguns links que foram essenciais para este roteiro:
      http://www.parquetorresdelpaine.cl/upload/images/MaptrekkingPNTP2017.jpg https://www.mochileiros.com/topic/63115-torres-del-paine-novas-regras-em-2017-circuito-w-5-dias-1-relato/ https://borala.blog.br/torres-del-paine-circuito-w-patagonia-chile/ http://escolhoviajar.com/trekkingcircuito-do-w-em-torres-del-paine-da-para-uma-mulher-fazer-sozinha/ http://escolhoviajar.com/torres-del-paine-perguntas-e-respostas/ https://www.fantasticosur.com/blog/useful-information/6135/the-ultimate-torres-del-paine-travel-guide-part-5-lodging/ http://www.verticepatagonia.cl/destino/1/mapa#nav A realização desta viagem só foi possível com uma organização de roteiro com os horários bem cronometrados srsrrssr foi muita pesquisa e perguntei a várias pessoas a medida que a viagem foi ocorrendo para que os horários se encaixassem e deu tudo certinhoooo 😃
      Fiquem atentos porque o último ônibus que sai de Puerto Natales para Punta Arenas é as 21 hrs. Se você decidir pegar o último ônibus que sai as 19:45 da Laguna Amarga não dá tempo de pegar o último ônibus até Punta Arenas, então programe-se para sair do parque por volta das 14:45.
       A experiência é transcendental então por favor, farei um pedido: Vá!!!!! Se permita sentir a garra, coragem e resiliência que existe em você. A Patagônia realmente me ofertou a oportunidade de reconexão comigo mesma e acredito fortemente que ela fará o mesmo por você.
      Grande Abraço e se ficar alguma dúvida quanto ao que fazer e como fazer no circuito W invertido me inscrevam aqui ou no Instagram: @ayza_camargos.
      Gratidão!!!
       









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