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Dicas – SANTIAGO e CAJÓN DEL MAIPO, 10 dias, março de 2017.

Posts Recomendados

SANTIAGO

 

Transporte

O “transfer” no aeroporto, feito em vans que ficam paradas na porta do desembarque (há mias de uma empresa), custa CLP 7.600, contra os CLP 18.000 do táxi, negociados, estes. Sem qualquer justificativa, porque o aeroporto fica bem perto do Centro.

O táxi em Santiago sai mais barato que no Rio, e também tem a bandeirada mais barata. Só uma vez achei mal. Era domingo de noite e tomei um táxi no ponto do Pátio Bellavista. Para andar quatro quadras, literalmente, o motorista me cobrou uma tarifa mínima de $ 3.000.

O metrô é ótimo, tem cinco linhas e custa algo em torno de $ 600 a $ 800, a variar conforme a hora.

O trânsito é ruim. Se a pessoa tiver hora é melhor sair com antecedência ou ir de metrô. Os dois dias em que dirigi em Santiago foram os mais tensos da viagem. As pessoas são grosseiras, impacientes e idiotas, como costuma acontecer no trânsito das cidades grandes. O que contrasta com a simpatia e a cordialidade que vi no geral. Dirigir na estrada é ótimo. Na cidade é horrível.

 

Hospedagem

De maneira geral, fiquei bem hospedado no Hostel Bella 269, que fica na Rua Bellavista, 269, no bairro da Recoleta, ao lado da Providência, bem central; bairros ótimos para se ficar. Paguei US$ 41 (cerca de R$ 126,00) a diária, pelo Booking.com. A Rua Bellavista tem uma numeração estranha, que me fez pensar que eu tava no seriado Além da Imaginação, num dia em que não conseguia encontrar o hostel. Os números vão decrescendo, chegam no zero e voltam a crescer. É isso mesmo. Pode haver o número 100 duas vezes na mesma rua. A transversal Pio Nono é o marco zero. De um lado dela é chamado de 100; do outro, de 0100, para marcar a diferença. Por que facilitar se é possível complicar?

Em outra viagem que fiz (aproveitando a oportunidade), fiquei muito mal hospedado no Tralkan B&B, na Providencia.

 

Câmbio

Tem várias casas de câmbio, uma ao lado da outra, na Rua Agustinas, no Centro, iniciando na altura do nº 1100. Comprei pesos a 210 e a 212 reais.

Pra se ter ideia do valor das coisas em real, a conversão prática, pro dia-a-dia, é feita multiplicando o valor em pesos por cinco e tirando os zeros do milhar, é feita multiplicando por cinco e tirando os zeros do milhar. Por exemplo, 200 pesos dá (5 x 200 = 1.000) 1 real.

Fiz a maior burrada no aeroporto do Galeão, vendendo os pesos que tinham me sobrado, que não eram poucos, a um valor irrisório (à base de 430 pesos por real).
 
Glossário de "Chileno"
É bom para a comunicação saber estes regionalismos chilenos:
¿Cachai?: Entendeu? Como o "capicce" italiano.
Al tiro: Imediatamente.
Chascona: Despenteada.
Pololo: Namorado.
Tuto: Sesta, soneca.
Sites a consultar:
https://feitonacasa.wordpress.com/diccionario-chileno-espanol/
http://html.rincondelvago.com/diccionario-de-palabras-chilenas.html
 
Pátio Bellavista

O Pátio Bellavista é um lugar agradável para se comer e tomar cerveja. Comi bem no Backstage Life BKS, pratos de CLP 9.000, 10.000. Tem um suco maravilhoso que se chama Windy, uma mistura de manga, framboesa e “chirimoya”, a $ 5.000. A “chirimoya” é parecida com a fruta-do-conde.

Dentro do Pátio Bellavista, ainda, recomendo também o Le Fournil. Nos arredores do PB, principalmente na Rua Pio Nono e na Constitución, tem vários bares com mesas nas calçadas, onde se pode tomar, facilmente, uma variedade de cervejas.

Fora do Pátio Bellavista, comi muito bem no La Signoría (Rua Bellavista, 211) – entrada, prato principal e sobremesa por $ 9700.

O cigarro (que se compra nas Botillerias) é caríssimo, coisa de CLP 3.500. Mas tem aquele pacote com 10, que também se encontra em outras cidades sulamericanas.
 
Museu Violeta Parra

O Museu Violeta Parra foi interessante para mim, que amo a Violeta Parra. Podia ter mais coisas relativas à música. Fez falta pra mim, que conheço, e faz mais falta ainda para quem não a conhece, que deve ficar com a impressão de que o seu trabalho artístico principal foi a tapeçaria e não a música. Tem letras de música, o violão de muitas cordas que ela tocava, mas quase não tem música no museu. Mas tem aqueles bordados bonitos que se vêem no filme Violeta Foi para o Céu, de 2011. O Ángel Parra, filho dela e músico também, morreu poucos dias antes de eu estar lá, em 11/03/2017.

Seguindo o tema da música, para quem gosta da música folclórica, da Nova Canção Chilena, o Quilapayún e o Inti-Illimani Histórico vão tocar juntos no Teatro Municipal de Santiago, em 19/05/2017. Tô pensando em ir assistir.
 
Salsería Maestra Vida

A Salsería Maestra Vida é um lugar onde as pessoas vão para dançar, muito bem, por sinal, como são as nossas gafieiras. Com a diferença do ritmo, que lá é salsa, predominantemente, cumbia e até cueca (uma dança folclórica). Da outra vez em que eu estive em Santiago, as meninas que tavam comigo foram chamadas várias vezes para dançar. Dançaram o quanto quiseram. Eu me contentei em assistir, enquanto tomava cerveja e batucava o ritmo, porque tive pena dos pés das dançarinas. Mas só ver já foi bom.

 

Centollas e Mercado Municipal (furada)

Esta dica é da outra viagem a Santiago, que fiz com duas amigas. Não comer centollas no Mercado Municipal. O garçom dividiu uma centolla pra nós três, que era muito cara e vinha sem acompanhamento. Comemos pouco e mal. Aliás, recomendo não comer nada no Mercado Municipal.
 
Teatro Mori Bellavista

Assisti a uma montagem ótima da peça Oleanna, do David Mamet, no Teatro Mori Bellavista (Constitución, 183, Providencia). O público é tão avaro em expansões, que eu fui o único que aplaudiu de pé; e o ator merecia.

 

Outros

Algumas coisas que eu não fiz, mas de que me falaram bem, foi alugar bicicleta e subir no prédio La Costanera, que tem vista pra toda a Santiago, e uma guia que dá um panorama geral da cidade. Sobre a bicicleta, procure por “bicicleta verde” na Internet. Tem também uns passeios guiados.
 
 
CAJÓN DEL MAIPO
 
Hospedagem

Fiquei bem hospedado nas Cabañas La Bella Durmiente, por US$ 80 a diária, cerca de R$ 250,00. Caro pra uma pessoa só, mas fiquei num chalé, com fogão pra cozinhar e geladeira. Os funcionários são muito atenciosos, sobretudo o Álvaro. Apesar de ter fogão, comi uma vez por dia no restaurante de dentro da hospedagem, bonzinho. Não recomendo a pizza, que me fez passar mal, por excesso de farinha, ou de gordura, sei lá.

 

Aluguel de carro, carona, estradas e povoados (e travessia dos Andes!)

Aluguei um carro em Santiago, para ir até Cajón e andar por lá. Recomendo fortemente. Não sei como teria sido sem carro. Não teria feito a metade das coisas que fiz. Me saiu a CLP 98.000 o aluguel, mais CLP 30.000 de gasolina, mais CLP 5.000 pra lavarem por fora, no final. O carro fica muito sujo, e a lavagem na locadora sairia a CLP 40.000.

A paisagem das estradas do Cajón é bonita. Vale a pena entrar nos povoados, em El Ingenio e em Queltehue, simplesmente para dirigir na estrada. Este último tem uma estrada linda, que margeia o rio (com plantas do campo) e termina numa propriedade privada, de onde se tem que voltar. Sobre essa estrada, no entanto, acho que dei sorte, porque não vinha carro nenhum na direção contrária. Se tivesse vindo, não sei o que aconteceria, porque parecia difícil dois carros passarem ao mesmo tempo. Mas dei sorte e não me arrependi.

Dei três caronas, e numa delas conheci duas pessoas que estavam chegando de uma travessia nos Andes, de cinco dias, caminhando! Elas tinham feito por conta própria, mas a menina me deu o contato de uma empresa que faz isso: http://www.crucelosandes.com.ar. Ainda vou fazer.
 
Caminhada, cavalgada, rafting e tuna

Fui em fim de março e encontrei pouco movimento, e a maioria dos restaurantes e agências de passeios fechadas. Também me disseram que fica mais cheio no fim de semana, enquanto que eu cheguei em plena segunda-feira.

Fiz caminhada e cavalgada pela agência (também pousada) Cascada de las Animas, e foi ótimo. Como tinha poucos turistas em Cajón, não conseguiram formar grupo para o rafting. A pousada onde fiquei conseguiu me encaixar na Chile Rafting, onde correu tudo bem. Acho que as duas eram das poucas empresas que funcionavam no período em que fiquei (fim de março, fora do fim de semana), porque, ainda no Rio de janeiro, mandei e-mail sondando várias empresas e uma minoria me respondeu. Fiquei seco pra andar de caiaque nas corredeiras, como fazia o cara que tirava foto da gente. Mas me explicaram que era preciso um curso de dez dias! Como insisti, me diseram que eu podia fazer, desde que soubesse desvirar o caiaque, girando sobre o eixo horizontal, sem sair dele. Eu ainda não sei, mas vou aprender.

A cavalgada que contratei foi de duas horas, até La Meseta, por CLP 23.000. Dei uma gorjeta por fora desse valor, pro guia, porque fiz o passeio sozinho. O guia me disse que a cavalgada de cinco horas, que inclui um churrasco, não faz muito diferença em tempo sobre o cavalo. Como eu estava sozinho, ele me deixou cavalgar em vários trechos, com curvas, inclusive, em vez de simplesmente trotar. Ele também arrancou do pé de cacto duas tunas pra mim, que são frutos deliciosos (parecem kiwis por dentro, mas são melhores), mas com espinhos pequenos, que são uma bosta pra sair das mãos. Eu sei, porque precisei passar pela experiência própria de meter as mãos nelas. Tentei tirar com pinça e com lâmina de barbear. Uma moça de lá me recomendou cera de depilar. Quase duas semanas depois, ainda tenho espinhos encravados nas mãos.

A caminhada foi de hora e meia, menos do que eu queria, mas interessante. Essa Cascada de las Animas é um refúgio ambiental e eles mantêm dois pumas presos (contraditório, mas explicável, pelo perigo pros turistas). Pumas são o mesmo que onças pardas ou leões baios, a depender da região do Brasil. Me custou CLP 7.000. Não sei mais quanto me custou o rafting.
 
Embalse El Yeso, Monumento El Morado e Baños Morales

Tentei fazer a caminhada para o Monumento El Morado, mas me frustrei, porque a entrada estava fechada durante todo o tempo em que estive lá, por conta de umas chuvas, com deslizamento e desastre, que tinham caído havia duas semanas. Apesar de já estar sol há vários dias, e de todos estarem achando o zelo dos carabineiros excessivo, ficou fechado. Então, não posso dizer nada sobre El Morado, a não ser que me disseram que é lindo.

Como a estrada para El Morado fica junto de Baños Morales, entrei para ver. Mas não achei nada demais. Nada que valesse ter levado a sunga que não levei. Parti pro Embalse El Yeso, este sim deslumbrante. O terreno é muito cheio de cascalho, num grande trecho de estrada de terra. Melhor dirigir com calma ali, pra evitar derrapar. A queda é grande. Vi um relato em que o cara disse que o pneu do 4x4 que o levou, furou. E vi outro em que o sujeito disse que descalibrou um pouco os pneus, para evitar que furassem. Eu ia fazer isso mas me esqueci. Ainda assim, meu Suzuki popular sem tração, alugado, deu conta do recado. Fiz isso tudo no mesmo dia, e calculo que dirigi umas cinco horas. Portanto, o carro é mesmo muito recomendável.
 
Baños Colina

Depois do rafting fui direto para Baños Colina, este sim bacana. Paga-se CLP 8.000 para entrar e ficar quanto tempo quiser. Ninguém me deu a menor pelota e, se não fosse por um casal que conheci no rafting, não teria sabido do funcionamento da paradinha. São cinco piscinas naturais. A mais baixa é a de água menos quente, e o negócio é começar por ela e ir subindo, para se acostumar com a temperatura. Quanto mais em cima, mais quente. Parei na terceira piscina, depois de fazer uma hidromassagem prolongada na primeira piscina, para aliviar as dores musculares do rafting.

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SANTIAGO

 

Transporte

O “transfer” no aeroporto, feito em vans que ficam paradas na porta do desembarque (há mias de uma empresa), custa CLP 7.600, contra os CLP 18.000 do táxi, negociados, estes. Sem qualquer justificativa, porque o aeroporto fica bem perto do Centro.

O táxi em Santiago sai mais barato que no Rio, e também tem a bandeirada mais barata. Só uma vez achei mal. Era domingo de noite e tomei um táxi no ponto do Pátio Bellavista. Para andar quatro quadras, literalmente, o motorista me cobrou uma tarifa mínima de $ 3.000.

O metrô é ótimo, tem cinco linhas e custa algo em torno de $ 600 a $ 800, a variar conforme a hora.

O trânsito é ruim. Se a pessoa tiver hora é melhor sair com antecedência ou ir de metrô. Os dois dias em que dirigi em Santiago foram os mais tensos da viagem. As pessoas são grosseiras, impacientes e idiotas, como costuma acontecer no trânsito das cidades grandes. O que contrasta com a simpatia e a cordialidade que vi no geral. Dirigir na estrada é ótimo. Na cidade é horrível.

 

Hospedagem

De maneira geral, fiquei bem hospedado no Hostel Bella 269, que fica na Rua Bellavista, 269, no bairro da Recoleta, ao lado da Providência, bem central; bairros ótimos para se ficar. Paguei US$ 41 (cerca de R$ 126,00) a diária, pelo Booking.com. A Rua Bellavista tem uma numeração estranha, que me fez pensar que eu tava no seriado Além da Imaginação, num dia em que não conseguia encontrar o hostel. Os números vão decrescendo, chegam no zero e voltam a crescer. É isso mesmo. Pode haver o número 100 duas vezes na mesma rua. A transversal Pio Nono é o marco zero. De um lado dela é chamado de 100; do outro, de 0100, para marcar a diferença. Por que facilitar se é possível complicar?

Em outra viagem que fiz (aproveitando a oportunidade), fiquei muito mal hospedado no Tralkan B&B, na Providencia.

 

Câmbio

Tem várias casas de câmbio, uma ao lado da outra, na Rua Agustinas, no Centro, iniciando na altura do nº 1100. Comprei pesos a 210 e a 212 reais.

Pra se ter ideia do valor das coisas em real, a conversão prática, pro dia-a-dia, é feita multiplicando o valor em pesos por cinco e tirando os zeros do milhar, é feita multiplicando por cinco e tirando os zeros do milhar. Por exemplo, 200 pesos dá (5 x 200 = 1.000) 1 real.

Fiz a maior burrada no aeroporto do Galeão, vendendo os pesos que tinham me sobrado, que não eram poucos, a um valor irrisório (à base de 430 pesos por real).
 
Glossário de "Chileno"
É bom para a comunicação saber estes regionalismos chilenos:
¿Cachai?: Entendeu? Como o "capicce" italiano.
Al tiro: Imediatamente.
Chascona: Despenteada.
Pololo: Namorado.
Tuto: Sesta, soneca.
Sites a consultar:
https://feitonacasa.wordpress.com/diccionario-chileno-espanol/
http://html.rincondelvago.com/diccionario-de-palabras-chilenas.html
 
Pátio Bellavista

O Pátio Bellavista é um lugar agradável para se comer e tomar cerveja. Comi bem no Backstage Life BKS, pratos de CLP 9.000, 10.000. Tem um suco maravilhoso que se chama Windy, uma mistura de manga, framboesa e “chirimoya”, a $ 5.000. A “chirimoya” é parecida com a fruta-do-conde.

Dentro do Pátio Bellavista, ainda, recomendo também o Le Fournil. Nos arredores do PB, principalmente na Rua Pio Nono e na Constitución, tem vários bares com mesas nas calçadas, onde se pode tomar, facilmente, uma variedade de cervejas.

Fora do Pátio Bellavista, comi muito bem no La Signoría (Rua Bellavista, 211) – entrada, prato principal e sobremesa por $ 9700.

O cigarro (que se compra nas Botillerias) é caríssimo, coisa de CLP 3.500. Mas tem aquele pacote com 10, que também se encontra em outras cidades sulamericanas.
 
Museu Violeta Parra

O Museu Violeta Parra foi interessante para mim, que amo a Violeta Parra. Podia ter mais coisas relativas à música. Fez falta pra mim, que conheço, e faz mais falta ainda para quem não a conhece, que deve ficar com a impressão de que o seu trabalho artístico principal foi a tapeçaria e não a música. Tem letras de música, o violão de muitas cordas que ela tocava, mas quase não tem música no museu. Mas tem aqueles bordados bonitos que se vêem no filme Violeta Foi para o Céu, de 2011. O Ángel Parra, filho dela e músico também, morreu poucos dias antes de eu estar lá, em 11/03/2017.

Seguindo o tema da música, para quem gosta da música folclórica, da Nova Canção Chilena, o Quilapayún e o Inti-Illimani Histórico vão tocar juntos no Teatro Municipal de Santiago, em 19/05/2017. Tô pensando em ir assistir.
 
Salsería Maestra Vida

A Salsería Maestra Vida é um lugar onde as pessoas vão para dançar, muito bem, por sinal, como são as nossas gafieiras. Com a diferença do ritmo, que lá é salsa, predominantemente, cumbia e até cueca (uma dança folclórica). Da outra vez em que eu estive em Santiago, as meninas que tavam comigo foram chamadas várias vezes para dançar. Dançaram o quanto quiseram. Eu me contentei em assistir, enquanto tomava cerveja e batucava o ritmo, porque tive pena dos pés das dançarinas. Mas só ver já foi bom.

 

Centollas e Mercado Municipal (furada)

Esta dica é da outra viagem a Santiago, que fiz com duas amigas. Não comer centollas no Mercado Municipal. O garçom dividiu uma centolla pra nós três, que era muito cara e vinha sem acompanhamento. Comemos pouco e mal. Aliás, recomendo não comer nada no Mercado Municipal.
 
Teatro Mori Bellavista

Assisti a uma montagem ótima da peça Oleanna, do David Mamet, no Teatro Mori Bellavista (Constitución, 183, Providencia). O público é tão avaro em expansões, que eu fui o único que aplaudiu de pé; e o ator merecia.

 

Outros

Algumas coisas que eu não fiz, mas de que me falaram bem, foi alugar bicicleta e subir no prédio La Costanera, que tem vista pra toda a Santiago, e uma guia que dá um panorama geral da cidade. Sobre a bicicleta, procure por “bicicleta verde” na Internet. Tem também uns passeios guiados.
 
 
CAJÓN DEL MAIPO
 
Hospedagem

Fiquei bem hospedado nas Cabañas La Bella Durmiente, por US$ 80 a diária, cerca de R$ 250,00. Caro pra uma pessoa só, mas fiquei num chalé, com fogão pra cozinhar e geladeira. Os funcionários são muito atenciosos, sobretudo o Álvaro. Apesar de ter fogão, comi uma vez por dia no restaurante de dentro da hospedagem, bonzinho. Não recomendo a pizza, que me fez passar mal, por excesso de farinha, ou de gordura, sei lá.

 

Aluguel de carro, carona, estradas e povoados (e travessia dos Andes!)

Aluguei um carro em Santiago, para ir até Cajón e andar por lá. Recomendo fortemente. Não sei como teria sido sem carro. Não teria feito a metade das coisas que fiz. Me saiu a CLP 98.000 o aluguel, mais CLP 30.000 de gasolina, mais CLP 5.000 pra lavarem por fora, no final. O carro fica muito sujo, e a lavagem na locadora sairia a CLP 40.000.

A paisagem das estradas do Cajón é bonita. Vale a pena entrar nos povoados, em El Ingenio e em Queltehue, simplesmente para dirigir na estrada. Este último tem uma estrada linda, que margeia o rio (com plantas do campo) e termina numa propriedade privada, de onde se tem que voltar. Sobre essa estrada, no entanto, acho que dei sorte, porque não vinha carro nenhum na direção contrária. Se tivesse vindo, não sei o que aconteceria, porque parecia difícil dois carros passarem ao mesmo tempo. Mas dei sorte e não me arrependi.

Dei três caronas, e numa delas conheci duas pessoas que estavam chegando de uma travessia nos Andes, de cinco dias, caminhando! Elas tinham feito por conta própria, mas a menina me deu o contato de uma empresa que faz isso: http://www.crucelosandes.com.ar. Ainda vou fazer.
 
Caminhada, cavalgada, rafting e tuna

Fui em fim de março e encontrei pouco movimento, e a maioria dos restaurantes e agências de passeios fechadas. Também me disseram que fica mais cheio no fim de semana, enquanto que eu cheguei em plena segunda-feira.

Fiz caminhada e cavalgada pela agência (também pousada) Cascada de las Animas, e foi ótimo. Como tinha poucos turistas em Cajón, não conseguiram formar grupo para o rafting. A pousada onde fiquei conseguiu me encaixar na Chile Rafting, onde correu tudo bem. Acho que as duas eram das poucas empresas que funcionavam no período em que fiquei (fim de março, fora do fim de semana), porque, ainda no Rio de janeiro, mandei e-mail sondando várias empresas e uma minoria me respondeu. Fiquei seco pra andar de caiaque nas corredeiras, como fazia o cara que tirava foto da gente. Mas me explicaram que era preciso um curso de dez dias! Como insisti, me diseram que eu podia fazer, desde que soubesse desvirar o caiaque, girando sobre o eixo horizontal, sem sair dele. Eu ainda não sei, mas vou aprender.

A cavalgada que contratei foi de duas horas, até La Meseta, por CLP 23.000. Dei uma gorjeta por fora desse valor, pro guia, porque fiz o passeio sozinho. O guia me disse que a cavalgada de cinco horas, que inclui um churrasco, não faz muito diferença em tempo sobre o cavalo. Como eu estava sozinho, ele me deixou cavalgar em vários trechos, com curvas, inclusive, em vez de simplesmente trotar. Ele também arrancou do pé de cacto duas tunas pra mim, que são frutos deliciosos (parecem kiwis por dentro, mas são melhores), mas com espinhos pequenos, que são uma bosta pra sair das mãos. Eu sei, porque precisei passar pela experiência própria de meter as mãos nelas. Tentei tirar com pinça e com lâmina de barbear. Uma moça de lá me recomendou cera de depilar. Quase duas semanas depois, ainda tenho espinhos encravados nas mãos.

A caminhada foi de hora e meia, menos do que eu queria, mas interessante. Essa Cascada de las Animas é um refúgio ambiental e eles mantêm dois pumas presos (contraditório, mas explicável, pelo perigo pros turistas). Pumas são o mesmo que onças pardas ou leões baios, a depender da região do Brasil. Me custou CLP 7.000. Não sei mais quanto me custou o rafting.
 
Embalse El Yeso, Monumento El Morado e Baños Morales

Tentei fazer a caminhada para o Monumento El Morado, mas me frustrei, porque a entrada estava fechada durante todo o tempo em que estive lá, por conta de umas chuvas, com deslizamento e desastre, que tinham caído havia duas semanas. Apesar de já estar sol há vários dias, e de todos estarem achando o zelo dos carabineiros excessivo, ficou fechado. Então, não posso dizer nada sobre El Morado, a não ser que me disseram que é lindo.

Como a estrada para El Morado fica junto de Baños Morales, entrei para ver. Mas não achei nada demais. Nada que valesse ter levado a sunga que não levei. Parti pro Embalse El Yeso, este sim deslumbrante. O terreno é muito cheio de cascalho, num grande trecho de estrada de terra. Melhor dirigir com calma ali, pra evitar derrapar. A queda é grande. Vi um relato em que o cara disse que o pneu do 4x4 que o levou, furou. E vi outro em que o sujeito disse que descalibrou um pouco os pneus, para evitar que furassem. Eu ia fazer isso mas me esqueci. Ainda assim, meu Suzuki popular sem tração, alugado, deu conta do recado. Fiz isso tudo no mesmo dia, e calculo que dirigi umas cinco horas. Portanto, o carro é mesmo muito recomendável.
 
Baños Colina

Depois do rafting fui direto para Baños Colina, este sim bacana. Paga-se CLP 8.000 para entrar e ficar quanto tempo quiser. Ninguém me deu a menor pelota e, se não fosse por um casal que conheci no rafting, não teria sabido do funcionamento da paradinha. São cinco piscinas naturais. A mais baixa é a de água menos quente, e o negócio é começar por ela e ir subindo, para se acostumar com a temperatura. Quanto mais em cima, mais quente. Parei na terceira piscina, depois de fazer uma hidromassagem prolongada na primeira piscina, para aliviar as dores musculares do rafting.

 

 

Olá!! Muito bom o seu relato!

Estou programando de ir a Santiago em Setembro/17. Pretendo ir com mais 3 pessoas. Queremos muito conhecer Cajon del Maipo, de preferência de carro p aproveitar mais. Quero conhecer pelo menos o Embalse El Yeso e Baños Colina. Vc acha q dá pra fazer em 1 dia? Vale a pena ir até Baños Morales?

Outra coisa, estou pensando em conhecer algumas vinicolas no Vale do Maipo (Santa Rita, Cousi Macul). Será que vale a pena fazer o Cajon del Maipo em um dia, dormir em San Jose de Maipo para no dia seguinte voltar e conhecer as vinicolas?

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Bacana, visitei o Cajon em maio do ano passado, vale muito a pena. Eu não me arriscaria a dirigir sem o auxílio de alguem que conheça a região, pois a estrada tem trechos perigosos, ainda mais quando chove. Há agências que fazem o passeio, e não custa tão caro, coisa de R$160 por pessoa.

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Olá, Glau87! Acho que é possível conhecer o Embalse e Baños Colina no mesmo dia, mas é bem puxado. Você vai dirigir o dia todo, e talvez não dê tempo de aproveitar direito os lugares. Em matéria de banho termal, melhor ir direto pra Baños Colina. Baños Morales não faz falta conhecer. Em comparação com o outro, é uma piscina de clube. Eu não vi problema em ir de carro, sozinho. Se você vai com mais gente, é ainda melhor, mais seguro. Você passa por uns pedaços com muita brita, perto de abismo. Tem que dirigir com cuidado, mas nada desesperador. Se chover, realmente fica perigoso. Mas, a julgar pelo cuidado que os carabineiros tiveram (até excessivo) em fechar o caminho do Monumento El Morado por causa da chuva que tinha caído muitos dias antes, acho que existe essa preocupação com segurança, de alertar, até de fechar os trechos perigosos. Abraço. Boa viagem!

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    • Por Carol.Barbosa94
      Olá, 
      Aqui vou descrever sobre os meus gastos e como foi a minha viagem ao Chile do dia 02 a 10 de Outubro de 2019. Fora da temporada de neve, porém, com uma beleza encantadora.
      Vou deixar meus insta aqui pra quem quiser mais informações: @barbosa_carolin
      Passagens Aérea (ida e volta):
      R$ 709,00 Guarulhos x Santiago
      R$ 239,00 Santiago × Calama
      Companhia SKY Airline (comprei pelo site Maxmilhas). É possível encontrar bem mais barato, mas comprei muito em cima da hora hehe...
       
      Cambio:
      Comprei $25.000 pesos no aeroporto de Santiago, a cotação é ruim, mas é melhor que trocar no Brasil e saiu por 153 pesos por real. Então gastei R$ 170,00 (com uma taxa de $1.043,00 pesos incluso, que é cobrado na casa de câmbio do aeroporto)
       
      A conversão é feita assim: o total de pesos que você precisa dividido pela cotação do dia. 
      Ex: 26.043,00 ÷ 153 = R$ 170,21
      Sugiro trocar no aeroporto só o que for usar para o transfer.
      Transfer Aeroporto x Hostel (ida e Volta)
      De Calama p/ San Pedro leva em média 1h30 de viagem e o transfer é tabelado e custa $20.000 pesos ida e volta com desconto. (Só ida ou volta $12.000)
      Do aeroporto de Santiago até o hostel no centro ida e volta com desconto ficou por $13.320,00 pesos. (Só ida ou volta $7.400)
       
      Total Transfers: R$ 210,00
       
      Hospedagens:
      Em San Pedro de Atacama, fiquei no Tiny Hostel, super limpo e organizado e perto de tudo. 29.300 pesos (R$ 174,40) por 3 dias e meio e não paguei os 19% do IVA porque apresentei o PDI e identidade.
      Em Santiago, fiquei no Hostal Yungay localizado no centro e indicado para quem busca mais tranquilidade a noite. O custo foi bem parecido com de Atacama, porém foram 05 diárias por 29.400 pesos. Devido a diferença de cãmbio o meu gasto foi de R$ 175,60.

      No Total, gastei R$ 350,00 para 08 diárias.
       
      Passeios:
      1° Dia - Valle de la Luna: É um tour maravilhoso, com paisagens incríveis, passando pelas dunas e mais alguns pontos famosos como as 3 Marias. Geralmente feito na parte da tarde e encerra com um lindo pôr do sol. 
      2° Dia - Lagunas de Baltinache: São 7 lagunas simplesmente lindas!!! Fiquei encantada com aquele lugar, pode entrar na primeira e na última Laguna, água extremamente salgada e gelada rsrs... Também encerramos com um pôr do sol maravilhoso.
      A noite fiz o Tour astronômico. Super recomendo. 
      3°  Dia - Piedras Rojas e Lagunas Antiplanicas: Pra quem não sabe, a entrada na Piedras Rojas está fechada, podemos ir apenas até o mirante, mas é um passeio fantástico também, só o caminho até chegar lá já faz valer a pena. Muitas histórias, vegetação, animais. Ainda passamos pela placa de  Capricórnio. Nas Lagunas de Miscanti e Miñiques pudemos ver um pouco mais de perto os vulcões com o mesmo nome. Paisagem que parece uma pintura de tão lindo que é.
      4° Dia - Deixei livre para conhecer um pouco mais de San Pedro e fazer algumas comprinhas de lembrancinhas. No seu dia livre pode alugar uma bike também para desbravar um pouco mais.
       
      Todos os passeios em San Pedro de Atacama ficaram por 87.500 pesos. (R$ 520,00) o pacote fechado com a mesma agência "Tour Connection" que super indico, os guias são maravilhosos. Agora vamos seguir para Santiago onde fiz os passeios com a Agência Bora Pro Chile Br e recomendo muito, excelente atendimento e acompanhamento do inicio ao fim de cada passeio.
       
      5° Dia - Manhã livre no centro, fiz a visita guiada no Palácio de la Moneda agendei Com 1 mês de antecedência e assisti um pedaço da troca de guardas e conheci a Catedral.
      Na parte da tarde fui com a agência na Vinícola Undurraga. É simplesmente linda. 
      6° Dia - Viña Del Mar e Valparaíso. Que lugar lindo, alegre e cheio de Cores e arte. Não deixe de conhecer, é um dos principais passeios.
      7° Dia - Portillo. O passeio mais esperado por  mim. Que paisagem linda do inicio da estrada até a fronteira com a Argentina. Paisagens de quadro. Vale muito a pena conhecer, aquela Laguna del Inca é surreal!!
      8° Dia - Vale Nevado & Farellones Sunset (Esse eu fiz com a agência Morandé) Pra quem assim como eu é apaixonada por montanha e pelo pôr do sol, esse passeio é super recomendado. Mesmo sem neve foi incrível.
       
      Todos os passeios em Santiago ficaram por 105.000 pesos (R$ 600,00) fechando os 3 primeiros com a mesma agencia e o ultimo com uma agencia diferente.
       
      Total com passeios e tickets de entradas R$ 1.120,00
       
      Alimentação:
      A média que estabeleci para refeição foi de 12.000 pesos por dia, mas gastei bem menos. Como alguns passeios oferecem café da manhã, teve outro que oferecia almoço, então acabei economizando. Ao todo gastei R$ 545,00 em refeições. Lá existe os pratos prontos com entrada+prato principal+sobremesa por 4.000 pesos, McDonalds, Subway ou o famoso La Piccola Italia, são opções bem econômicas para comer.
       
       
      GASTO TOTAL DESSA VIAGEM: R$ 3.173,00 







    • Por Wes Bonfante
      Olá, pessoal, saio neste sábado, 13 de julho de Niterói, Rio de Janeiro, em direção a Santiago no Chile de mochilão. Quero descer até Montevideo, visitar Buenos Aires novamente, Mendoza, e seguir até Santiago. Queria chegar em Santiago até dia 22 de julho. Gostaria de dicas diversas, sobre o caminho a percorrer, segurança, banhos, tempo, também aceito ofertas para couchsurfing... Ah, preciso de seguro viagem pra cada lugar? 
    • Por guilherme.hotz
      Olá Mochileiros! Irei em agosto para o Chile e uma das minhas tantas dúvidas era quanto me custaria estar por lá durante uma semana.
      Para tanto fiz um esboço de roteiro que irá contemplar uma diversidade de atividades, que serão alteradas ainda devido à proximidade da viagem, clima na semana e disponibilização do calendário do Campeonato Chileno de Futebol (pois quero ver um jogo).
      Todavia, segue o esboço de forma que outros viajantes tenham uma noção de preços, e o que fazer.
      Fico à disposição para discutir possibilidades, sanar dúvidas e ouvir sugestões.
       
       
      CRONOGRAMA CHILE-1.pdf
    • Por Lizandra Telles
      Roteiros para Viajantes é um blog de viagens, principalmente para encorajar mulheres a viajarem sozinhas e acreditam que tudo vai ser muito complicado.
      Estudos mostram que mulheres preferem viajar sozinhas pela independência e liberdade. Organizando o seu próprio roteiro, tendo a possibilidade de conhecer novas pessoas e ter experiências únicas.
      Geralmente, as mulheres que viajam sozinhas acabam tendo uma autoconfiança melhor de si, mesmo com alguns medos, elas tentam enfrentá-los, mostrando que sempre é possível buscar seus objetivos. Veja também o infográfico: [Infográfico] Mulher Viajante: Não tenha medo de viajar sozinha.
      Minha missão é incentivar as mulheres a viajarem, mesmo sem companhia. Mostrando que viajar sozinha e planejar sua viagem melhora a autoestima, confiança, a saúde mental e até mesmo a depressão.
      Roteiros para Viajantes pode ajudá-la a planejar sua viagem de forma mais prática e fácil.
      Saiba mais: https://www.roteirosparaviajantes.com.br/
    • Por Rezzende
      Hola mochileiros, tô aí pra mais um relato, uma viagem diferente das que tenho feito ultimamente, menos corrida, com mais dias pra relaxar e menos coisas pra fazer.
      Seguindo minha filosofia, depois de ter percorrido um pouquinho do Brasil, sigo agora percorrendo a América do Sul e o país da vez é o Chile
       
      Primeiro falando de câmbio, levei só reais, porque como tem muito brasileiro lá (e chileno aqui) é uma moeda bem aceita. Ao menos em Santiago hehe
      Cartão de crédito não tava compensando muito, levei 2 pro caso de emergência (quase precisei apelar pra todos), cartão de débito idem
      Câmbio no aeroporto: 1 real=173 pesos
      Câmbio na Calle Agustinas = 180 a 185 pesos
       
      Domingo, 18 de março de 2018
       
      Dia só pra chegada mesmo, ao contrário de outras viagens que já saio do aeroporto batendo perna, dessa vez cheguei pouco depois das 4 da manhã, fiz um câmbio pequeno no aeroporto porque além do câmbio ruim ainda tinha uma taxa de 860 pesos, 100 reais deram pouco mais de 16 mil pesos, só pro primeiro dia mesmo.
      Esperei amanhecer, ainda era horário de verão no Chile então o horário era o mesmo do Brasil mas só clareava 07:45 da manhã.
      Pra ir do aeroporto pra cidade o modo mais barato é o modo mochileiro mesmo, pegando um busão da Turbus ou Centropuerto, que ambos são 1800 pesos. Desce no metrô, a primeira onde eles passam e onde eu desci e recomendo descer é Pajaritos. Comprei a Tarjeta Bip, que você usa no metrô e nos ônibus, o cartão custa 1550 pesos, você vai recarregando conforme usa e no fim traz como souvenir de viagem. O preço da passagem varia de acordo com o horário, alto, normal ou baixo, sempre peguei no horário normal que é 680 pesos. Já to juntando vários cartões de transporte público pelo mundo: Florianópolis, Bogotá, Santiago, Valparaíso….
      O resto do dia foi por conta de ficar a toa no hostel, socializando e experimentando o Terremoto, bebida típica chilena com sorvete de abacaxi, Fernet e um tipo de vinho branco doce, bebida bem doce mesmo, dessas q você vai bebendo e quando vê já tá chapado 
      O hostel que fiquei foi o Providência Hostel, perto do metrô Baquedano e do Parque Bustamante, bem localizado, fácil pra pegar metrô, e de metrô você vai pra qualquer canto em Santiago. Hostel bom, bar com uma hora de bebida gratis no happy hour, não tem festas, só distribui pulseiras pras festas nas redondezas e as redondezas também tem muito barzinho. Café da manhã tem bastante coisa, prédio tem 5 andares, hostel enorme.
       
      Segunda, 19 de março de 2018

      Fui primeiro no centro fazer câmbio, tem um trechinho na calle Agustinas que concentra várias casas de câmbio e aí é só olhar onde tá o melhor preço. Nesse dia tava de 180 a 184 pesos, depois passei de novo na quinta e tava de 182 a 185 pesos por real.
      Dei uma volta na Praça de Armas, Catedral, fiz o free walking que sai em frente a catedral às 15 horas e percorre um trechinho bacana, Câmara dos Deputados, La Moneda, entrada do Cerro Santa Lúcia, Barrio Lastarria, BellaVista e termina no Museu La Chascona, uma das casas de Neruda. Sempre gosto de fazer free walking onde tem, é uma forma boa de ver a cidade



       
      *Momento perrengue   essa é pra você q viaja sem seguro
      De noite no hostel, caí no banheiro e dei 2 cortes fundos no pé. Tentei ligar no telefone do seguro mas não consegui falar, na recepção do hostel tb não conseguiram falar. Fiz um curativo de qualquer jeito com o kit de primeiros socorros do hostel e fui num posto de saude ali perto mas tava um caos lá, saúde pública no Chile me pareceu horrível. A mulher com cara de tédio me disse que não faziam curativos e me deu um endereço pra ir. Chamei um Uber e fui. O tal lugar lá era tipo um hospital geral e de cara já tinha uma galera revoltada lá e uns funcionários dizendo que os médicos estavam todos envolvidos em salvar uma vida de uma pessoa que tinha dado entrada lá em risco de morte e que todos deviam procurar outros lugares pra atendimento ou esperar ali a perder de vista. No meio daquele tumulto humildemente perguntei uma mulher se dava pra fazer um curativo no meu pé. A mulher só virou com aquele doce olhar de fuzilamento e disse: No hacemos curaciones!! Ali definitivamente não tava legal. Sem wifi e internet, sem saber bem onde estava, saí pra rua e parei o primeiro táxi que vi. Falei pro taxista me indicar uma clinica onde pudesse tratar do meu pé. O jeito era o plano B, pagar pelo atendimento e pedir reembolso do seguro depois. Ele me levou numa clínica que me pediu um caução de 200 mil pesos 😳 Sem chance!!! Peguei outro táxi e esse me falou da Clinica Santa Maria e fomos pra lá. Ao menos o caução era só o passaporte. Clínica super top, descobri depois que era lá que os presidentes e celebridades chilenas se tratavam😬 Tipo um Sírio-Libanês de Santiago. Morri uma nota lá pra consulta, radiografia e dar pontos. Sério que essa brincadeira ficou em mais de 3 mil reais!!  Fiquei sem limite no cartão de crédito pra pagar e mandei um chat pro Nubank que na hora alterou meu limite em caráter de emergência pra eu poder pagar a conta e salvou minha pele. Nubank brilhando sempre. Agora já juntei a papelada e mandei a conta pro seguro reembolsar. A gente as vezes não faz seguro mas uma coisa dessas pode acontecer a qualquer momento! Paguei pouco mais de 80 reais no seguro e precisei usar, se eu não tivesse olha aí o preju!!! Interessante que nas outras viagens eu sempre fazia seguro pensando que eu fazia muita trilha, deslocava muito entre cidades e estaria mais suscetível a acidentes. Dessa vez como ia ser uma trip mais urbana, até chegou a passar pela minha cabeça em não fazer seguro e olha que justamente dessa vez que eu precisei. Uma bobeira qualquer e olha o que acontece… pense bem em arriscar viajar sem seguro, olha só a treta que passou comigo
      Pé com pontos e enfaixado 
       
      Terça, 20 de março de 2018
       
      A viagem não pode parar por causa de um pé machucado. Não tava atrapalhando pra andar pois os 2 cortes foram no peito do pé, mas resolvi pegar um dia ainda mais light e fui conhecer os museus, porque aí andava menos. Fui primeiro no Museu Nacional na Plaza de Armas, que é grátis. Todos os museus que estiver escrito Museu Nacional de alguma coisa, é grátis. Se é Nacional é grátis. Dos museus pagos só fui no Museu Pre Colombino, que custa 6000 pesos e pra mim foi o mais interessante, com alguns espaços interativos. Peguei o metrô e desci na Quinta Normal onde tem o museu de história natural e o museu de direitos humanos, ambos muito bons também, principalmente o de direitos humanos, retratando o período de ditadura.

      Voltei pro hostel pois tinha combinado com uma amiga de dar um rolê na cidade. Se você ler meu relato da Patagônia, vai ver lá no final que quando passei em Buenos Aires conheci uma chilena no hostel, a Lore, e mantemos contato. Avisei ela que estava no Chile e ela marcou de me buscar no hostel depois do trabalho. Pedi pra ela um lugar legal pra ver o por do sol e ela me levou pra um lugar fora da rota turística onde só se vai de carro, chama La Piramide e tem uma vista sensacional. Depois fomos pra casa dela em Lo Barnechea onde conheci o resto da família dela, o marido e os filhos. A cidade vista com ajuda de um local é outra coisa né


      Quarta, 21 de março de 2018
       
      Fui fazer passeio na vinícola Concha y Toro. Fui com o Vitor de Curitiba que tava no meu quarto do hostel. Dá pra ir fácil de transporte público, vai de metrô até Puente Alto e de lá pega o ônibus M74 por mais 700 pesos que paga o motorista em dinheiro, esse não é na Bip e que te deixa na porta da vinícola. Fizemos o tour em espanhol mas lá tem mais horários de tour em português por causa da absurda quantidade de brasileiro que tem lá. Aliás em Santiago toda. De todas as (ainda poucas) viagens internacionais que fiz, no Chile foi onde vi mais brasileiros. Não esperava muito de um passeio em vinícola, mas curti, o lugar é muito bonito, tranquilo, bucólico, provei umas uvas, uns vinhos, trouxe a taça que eles dão de “brinde”, são 16 mil pesos essa brincadeira  achei um país muito caro, quase empatando com o Uruguai no quesito careza  pra voltar a mesma coisa, busão até o metrô.





      Passei no hostel, tomei um banho e saí de novo, agora fui sozinho porque o Vitor não animou de pagar pra fazer o que eu ia fazer…subir o Sky Costanera, maior prédio da América do Sul, 300 metros de altura, prédio imponente e bonito e que cobra 15mil pesos pra subir. É caro mas tentei abstrair do preço e pensar que eu tava lá, tinha vontade de ir e que as vezes devo dar prioridade pra satisfazer meus desejos. No elevador, só brasileiros. Elevador muito rápido, dá até pra sentir a pressão no ouvido tanto na subida como na descida. Subi umas 18:30 pra pegar o final da tarde, o por do sol e depois a cidade já iluminada. Desci as 21 horas e acho q essa é a melhor opção pra aproveitar seu dinheiro gasto vendo a cidade de dia, escurecendo e de noite.




       


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