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Alan

Travessias do PN da Serra da Bocaina (Trilha do Ouro) e Ponta da Joatinga

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Oi Augusto,

 

Obrigada pela dica, agora preciso convencer alguma amigo a seguir comigo. Vi as fotos e adorei, a vontade de fazer a travessia ate aumentou.

Abçs

 

gloria

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Fala Augusto, beleza?

 

Dei uma olhada no seu álbum e as fotos são feras!

Pretendo fazer parte da Trilha do Ouro, de S.J.Barreiro ao Perequê, em meados de outubro e vou utilizar das valiosas dicas do seu tópico.

Para quem também está interessado e fazê-la um dia,

vale a pena ressaltar que é necessário a solicitação de

autorização à administração do Parque por Correio.

(informe-se pelo fone 12 3117 1225)

 

Valeu cara! Abraços.

 

Márcio Roberto

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E aí Marcio, blz?

É realmente uma trilha gostosa de ser fazer. Bem tranquila e muito fácil qto a navegação.

Qqer outra duvida que vc tenha ainda, pode perguntar, falô.

 

Abcs e boa sorte na travessia.

 

 

Augusto

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OLÁ ALGUSTO, BELEZA.

Eu já fiz a travessia da trilha do ouro, achei muito boa. estou planejando fazer a joatinga. gostaria que você dizese alguns detalhes como por exemplo da onde eu saio, em quantos dias você fez o caminho e outras informaçOes.

até logo, e um abraço.

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Ola Bam, tudo jóia?

A Travessia da Ponta da Joatinga dá p/ ser feita em 2 dias, mas eu não recomendo. Vc deixa de ver muita coisa e não aproveita quase nada da travessia. 3 dias é o ideal e 4 dias p/ aproveitar bem. Eu fiz em 3 dias. O roteiro é o seguinte: saindo de Paraty vá até o cais e lá procure barcos q estejam saindo em direção a Praia do Pouso da Cajaíba (em barcos pequenos chegam a cobrar 15 a 20 Reais por pessoa). Se vc quiser passar antes numa praia muito bonita q fica antes do Pouso é a Praia Grande. Bem extensa. Dessa praia até o P. Pouso são + - 2 hrs, na caminhada, passando por uma ou outra praia pequena.

Da P. Pouso é só subir a trilha p/ a Praia Martim de Sá (qqer pessoa q vc perguntar, eles irão informar onde é o inicio da trilha). É uma subida íngreme e em seguida uma descida tranqüila (a trilha é bem demarcada, não tem erro). Em M. Sá quem cuida da praia é o Sr. Maneco (cobra 5,00 a diária) pelo camping em frente à praia. Sempre tem gente acampando por lá. São ondas fortes. Seguindo pela trilha, a próxima é a do Cairuçú (praia muito pequena) e depois há uma forte subida de um morro, indo até mais de 500 mts de altitude.

Chegando na P. Ponta Negra (praia c/ muitos pescadores) há campings do lado direito e esquerdo da praia, antes de chegar na areia.

Depois tem a P. Galhetas, Antiguinhos e Antigos (praias desertas e bons lugares p/ camping). E a última é a Praia do Sono. Uns 20 minutos p/ atravessá-la. Muitos bares de frente p/ praia.

Eu tenho um croqui dessa trilha. Assim q possível irei escanear e postarei aqui no fórum, ok.

 

É isso.

 

Abcs

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Depois de 18 anos pretendo voltar à praia dos antigos, li alguma coisa q agora está proibido acampar....é sério ou dá pra ficar lá por uns dois dias ???? Seguindo do sono, antigos e ponta negra dá pra sair em Paraty ?

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Sim, o camping na Praia dos Antigos está proibido. Tem umas placas nas laterais da praia alertando sobre isso.

Se for acampar na Praia dos Antigos procure nao ficar durante muito tempo. Nas laterais da praia há bons lugares escondidos. É uma bela praia e c/ 3 nascentes de agua, entao o risco vale a pena, se vc ficar por um dia. Na verdade na Praia Martim de Sá também é proibido. O local q o Sr. Maneco arrumou p/ o pessoal acampar por lá é bem debaixo de uma enorme placa de PROIBIDO ACAMPAR. Mas, como é só ele que toma conta da praia, o unico morador, etc, etc, etc, etc,. Vc já deve imaginar, né?

Passando pela Praia do Sono, Antigos e Ponta Negra vc vai pegar uma subida muito ingreme que nao é facil. Passando esse morro e a Praia do Cairuçu e Martim de Sá (q sao as proximas praias), vc chega na Praia do Pouso. Nessa praia vc encontra alguns barcos saindo em direçao ao cais de Paraty. Até dá p/ pegar caronas em um ou outro barco e nao pagar nada.

Me disseram q o melhor horario p/ pegar carona nessa praia é bem de manhazinha.

 

É isso.

 

Abcs

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beleza augusto, entendi tudo, valeu mesmo pela força.

se você conseguir escanear o croki , vai coloque na pagina pois vai ser de grande utilidade..

até logo, valeu mesmo.

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Ola pessoal.

Escaneei o croqui da Travessia da Joatinga (acima). Ele faz parte do livro Caminhos da Aventura do Sergio Beck (livro muito bom sobre varias trilhas).

Tá no álbum de fotos do Google +.

 

 

Abcs

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Fala Augusto, beleza?

 

Suas dicas foram muito úteis para a travessia da trilha do Ouro. Eu e meu colega fizemos de 18 a 20 de outubro e achamos muito legal.

Chegamos na portaria do Parque no final da tarde do dia 18

e acabamos pagando para o Zé Pescocinho para nos levar da cidade até o parque, pois não tínhamos tempo disponível para subir a pé. A propósito, o Zé Pescocinho é um figura!! É um tiozonho com seus 55 anos e muito divertido. Ele tocava gaita e ao mesmo tempo dirigia seu fusqueta pela serra. Da portaria caminhamos até um abrigo no início da trilha da cachoeira das Posses, passando antes, é claro, pela cachoeira Santo Isidro. No dia seguinte, caminhamos (num bom ritmo) até a cachoeira do Veado, passando pela fazenda Barreirinha. Essa é mais uma belíssima cachoeira e acampamos próximos à ela, num gramado além do rio Mambucaba.

No dia seguinte caminhamos até o final da trilha (ponte suspensa) e mais uns quatro quilômetros pela estradinha de acesso ao bairro do Perequê. (vc tinha razão: é uma estradinha chata para caminhar!! tivemos a sorte de conseguirmos uma caroninha nos seis quilômetros restantes até a Rio-Santos. De lá fomos até Paraty e retornamos no dia seguinte (21/10) a Valinhos/SP, onde residimos.

De fato a navegação dessa trilha é, de certa forma, tranquila.

Mesmo assim, valeu pelos bizus!

 

Abraços,

 

 

Márcio, El Andariego.

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    • Por TARLEY PERSAN
      Organizei essa travessia um mês antes de pegar a estrada definitiva que me conduzia para mais uma aventura. Como normalmente sou um viajante solitário, nada me prendia, como o tempo, clima, calendário em fim nada mesmo, só eu e minha mochila.Sabia que ia ser uma travessia árdua e cansativa, porem minha curiosidade pelo desconhecido foi maior que meu medo.
      Bem, minha longa caminhada começou em uma cidadezinha pitoresca e histórica chamada São José do Barreiro. Cheguei bem tarde, ás 8:00 da noite, pois fiquei esperando o ônibus em Guaratinguetá por longas horas na rodoviária.
      Chegando em São José do Barreiro, logo fui procurar uma pousada para descanar. Fiquei no da dona Maria, por um preço camarada, tomei um longo banho e sai para comer algo e explorar a cidade a noite. Somente três bares estavam abertos beirando a praça central e que também eram o ponto de encontro do pessoal. Percebi que todos se conheciam, e que eu era o forasteiro na cidade. Sentei, pedi uma cerveja e alguns petiscos para comer e lá fiquei por algumas horas observando aquelas pessoas e do que elas falavam. Paguei a conta e sai para andar um pouco pela cidade, lógico acompanhado sempre pela minha inseparável câmera. Passei pela praça, onde haviam várias pessoas por lá, algumas fantasiadas de festa junina e outras com roupas pesadas de inverno e eu de bermudão e camiseta perambulando pela praça. Eu acho que era o único turista daquele dia. Sobe ladeira e desce ladeira dei de cara com o histórico cemitério dos escravos em uma ruela sem saída. Dei uma volta ao redor do muro e  encontrei uma passagem perfeita para explorar aquele lugar ás 11:30 da noite. Pulei o muro e dei de cara com um túmulo meio aberto, onde quase caí dentro dele. Bem tirando o susto, adentrei no cemitério para fazer uma matéria. Com uma lanterna na mão e a câmera em outra comecei minha excursão por lá.  E um verdadeiro cenário de terror.Voltei para a pousada umas 2:00 h da manhã, sendo que pretendia sair bem cedo, mas só pretendia, pois acordei ás 10:00 h.Pulei da cama, reorganizei minha mochila e deixei a pousada ás pressas. Tomei um rápido café em um bar e parti para a empreitada. A minha intenção logo de início era subir a serra á pé, que até o parque são 27 km de subida, e muita subida.
      No começo é tudo flores, mas depois de duas horas em uma subida que não tem fim, seu corpo começa a reclamar e cada placa de quilometragem te avisa o quanto ainda tem que andar. A música fazia me esquecer um pouco do cansaço e a beleza da serra me extasiava de prazer e felicidade e uma paz que invade a alma. Em cada curva um cenário diferente. Já eram 4:00 h da tarde, precisava parar, escançar, na verdade repousar. Meu corpo já estava esgotado e no Km 6 estava louco procurando um lugar para montar acampamento, o que era difícil. Em uma região onde havia morro e algumas fazendas cercadas, eu tinha que procurar muito.Quando estava descendo a estrada, bem do alto, pude visualizar a região e encontrar um possível lugar para acampar, foi quando eu vi uma área plana em cima de um barranco. Mas ainda tinha que chegar lá e trinta minutos depois me deparei com esse barranco, que tinha uns dois metros de altura e ficava bem em uma curva. Soltei a mochila e circulei o barranco para encontrar alguma parte mais baixa. Nada feito, mas tinha uma árvore em cima e algumas raízes que me ajudaram a subir. Amarrei uma corda na mochila e lá de cima puxei, já quase sem forças. Quando eu olhei para esse plano, percebi que na verdade era um pasto, um imenso pasto. Não tinha gado, mas sua marca estava em quase todo lugar. Procurei um lugar mais limpo e realmente consegui montar a barraca e cair dentro, onde dormi até ás 10:00, com um frio de congelar e com uma chuva fina que não dava trégua. Fiz a minha janta e tomei um copo de vinho tinto e voltei a dormir até ás duas da manhã, quando um mugido alto veio me acordar. Eu pensei: isso são horas de vacas pastarem e eu lá bem no meio do quintal delas. Levantei, peguei minha lanterna e sai para fora da barraca para ver onde elas estavam. Nada vi, e o som abafado não parava nunca e nada de vacas, bois e nem bezerros.Entrei na barraca e consegui dormir. Ás 6:00 h levantei no meio da forte neblina e um frio cortante, comecei desmontar acampamento para prosseguir e quando estava tudo pronto dei uma última olhada no lugar e descobri de onde estava vindo aquele som de vacas.Em uma fazendinha bem distante onde eu estava, lá estavam elas, berrando feito doidas.Serra da Bocaina
      Quando cheguei no Km 7 encontrei minha companheira de trilha, parece que ela estava lá me esperando. Parei para descansar, abri um pacote de bolacha e ela acanhada me olhando devorar aqueles biscoitos. Ofereci alguns para ela, que não fez cerimônia alguma, até que finalmente terminamos aquele pacote, mas eu precisava prosseguir minha jornada. Peguei minha mochila e segui.Essa cadela me acompanhou até o Km 25
      Não estava nem na metade do caminho e já estava precisando descansar mais uma vez. Quando o trajeto é longo e em subida ingrime, sua velocidade é lenta, e com uma mochila pesada, se torna mais árduo e cansativo. Tive que fazer mais um pernoite na estrada. Desta vez peguei um terreno acidentado, mas era o que tinha e lá montei mais uma vez a barraca e dormi no Km 18. Ao amanhecer me senti mais disposto, eu já estava bem no alto da serra, mas tinha mais subida pela frente, até o Km 25, depois é suave até a entrada do parque.
      A subida continua, e a vontade de chegar lá, aumentava em cada passo. Cada quilômetro percorrido já era uma vitória, uma conquista. Mas o prazer de estar lá, lá em cima era imenso. Todo meu esforço foi compensado. Porque fazer o trajeto do modo mais fácil, alugar um carro e subir aquela imensa serra, deixando tudo passar pelo retrovisor ou apenas sentir o vento frio entrando pela janela, se pode sentir isso e muito mais subindo em companhia dela, da natureza. E assim fui eu caminhando no meio do nada, ou melhor de tudo, tudo que é belo e magnífico, que com certeza jamais esquecerei, e lógico, voltarei a passar pelo mesmo caminho, onde que do cansaço e exaustão extraiu minha perseverança e coragem de prosseguir o meu caminho no parque, que irei atravessar.    
       27 Km a menos. Agora eu prossigo o caminho do ouro até o final da trilha. Será o próximo relato de um caminhante solitário.  
       
       
       
       
    • Por shiiiyamada
      Esse é meu primeiro relato e minha primeira Travessia solo em um lugar que nunca tinha feito, já havia feito algumas outras Travessias mas em grupo, então vou tentar compartilhar um pouco do que aconteceu e como é o caminho.

      Pico do Pão de Açucar no Saco do Mamanguá, Paraty-Rj. Serra da Bocaina ao longo - Foto: Pedrogabrielmaciel / Wikimedia Commons
      A Travessia ocorreu entre os dias 16/01 a 20/01 de 2018, o percurso foi Saco do Mamanguá + Pico do Pão de Açúcar e Travessia da Ponta da Joatinga + Cachoeira do Saco Bravo
      Embarquei 22:40hrs no Tiete/SP sentido Paraty via Viação Reunidas
      1º Dia - Paraty a Praia Grande da Cajaíba
      Cheguei na Rodoviária de Paraty +/- 5:20hrs o primeiro ônibus para Paraty-Mirim saia as 5:30hrs deu tempo de pegar a mochila, ir ao banheiro e já embarcar. Achei que seria o único a descer em Paraty por ser um Terça-feira, mas engano meu porque 80% do bus desceu por que da rodoviária também saem os ônibus para Trindade.
      Chegando em Paraty-Mirim deu tempo de pegar aquele amanhecer fantástico do céu com várias cores, aproveitei a vista para comer algo e passar repelente porque ‘pqp’ como tem uns mosquitinho chato e eu não sou alérgico nem nada mas eles incomodam muito.
      Café tomado borá começar a travessia, a trilha começa ao lado do posto da polícia ambiental, uma subidinha chatinha, ainda mais para quem tinha vestido a cargueira em Outubro na Travessia da Serra dos Órgãos, a trilha para atravessar até o Saco do Mamanguá é bem marcada e não há bifurcações, quando você sentir o cheiro ou ver vários pés de Jaca quer dizer que você já acabou a parte da trilha na “floresta” ou também quando você ver postes de energia elétrica é só seguir eles que você irá chegar na casa de algum morador, seguindo os você passara sempre por trás das casas dos caiçaras.
      A minha “meta” era chegar até a Praia do Curupira e conseguir alguém barco para atravessar para a outra costa, porém quando eu cheguei na Praia Grande do Saco do Mamanguá encontrei uns funcionários do hostel/hotel/pousada que tem por lá e consegui um barco para atravessar a para a Praia do Cruzeiro por R$30, para min foi perfeito porque estava sozinho pelas pesquisas que eu havia feito os barcos lá custam em média R$100~200.
      Chegando do outro lado (10min de barco) no camping/restaurante do Orlando, na Praia do Cruzeiro, de lá é possível ir para Cachoeira do Rio Grande - 5,5km ou subir o Pico do Pão de Açúcar - 1,5km, como estava sozinho, não sabia como era a trilha e “pretendia” acampar na Praia do Engenho me contentei em somente subir o Pão de Açúcar (dica se você estiver de cargueira converse com o pessoal do camping para deixar a mochila por lá ou esconder na matar o que eu fiz ahahah) subidinha tranquila e quando se chega no topo da pra se ver todo Saco do Mamanguá e se o dia estiver bom é possível ver as usinas nucleares de Angra dos Reis bonito demais.
      Voltado para trilha da P. Cruzeiro até P. do Engenho 3,6km, a trilha segue contornando as casas de praia de pessoas que devem ter enriquecido com negócios escusos, só acho.  Seguindo o Wikiloc a trilha as vezes some, as vezes surgem cercas e etc, não é possível seguir pela praia porque ela está “ocupada” pelas casas, mas passando esse perrengue da trilha cheguei na placa que indicava a Praia do Engenho, Cadeia Velha e Praia Grande da Cajaíba, a minha intenção era acampar na Praia do Engenho porém ao descer para praia, para minha surpresa estava cercada,  de volta para placa encontrei um caiçara que morava por ali e ele me informou que não havia camping por ali perto somente na Praia Grande.
      Borá então mais 4,5km montanha acima, com cargueira pesada e cansado até a P.G., se você tiver dúvidas do caminho é só seguir os postes e fios de alta tensão porque acho que a companhia elétrica deve ter utilizado a trilha já aberta para coloca-los ao invés de abrir novos caminhos “palmas”.
      Cheguei na P.G. da Cajaíba quase a noite e peguei o primeiro camping que eu achei na praia camping da Dona Dica - R$20 e Coca R$5 (coca mais barata da travessia) nesse dia cheguei na praia morto só queria tomar um banho e dormir e foi o que eu fiz.
      2º Dia Praia Grande da Cajaíba a Praia Martim de Sá
      Começando o segundo dia da minha “loucura pessoal” acordei por volta das 5:30hr varado de fome ahahah então como bom aventureiro preparei aquele café caprichado que foi arroz carreteiro Tio João, feijão e linguiça rs enquanto o “café” ficava pronto fui tomar aquele banho de mar.
      Com a mochila arrumada e me preparando para partir ganhei aquele cafezinho coado fresquinho, aproveitei o convite e já fiz minha lição de casa perguntando sobre o caminho e quanto tempo levava e etc, aquelas perguntas de sempre.
      Nesse meio tempo entre o primeiro café e segundo café fiz amizade com o melhor amigo e companheiro de trilha que um homem pode querer dois cachorros vou chamá-los de Prestigio e Chokito porque eu esqueci o nome deles. Quando estou partindo vejo os dois partindo na frente, pensei que eles devem ter ido dar uma volta ahahah mas não eles foram na frente me mostrando o caminho.
      A primeira praia que você do dia é a Praia de Itaoca, recomendo muito acampar nessa praia, é +/-20min da P.G. da Cajaíba, sabe aquela prainha pequena, sem ondas e de água cristalina - o meu tipo de praia.
      Seguindo o caminho até a próxima praia encontrei um curso de água que fica bem no meio do caminho que aproveitei para tomar banho de canequinha para refrescar, o sol lá é muito forte e não venta para dar aquela refrescada então qualquer oportunidade que eu tinha eu aproveitava. Nessa pausa encontrei um cara que estava fazendo o percurso inverso do meu ele tinha ficado 11 dias acampado na Martim de Sá, descobri que tinha várias cachoeiras ali na região.
      Na segunda praia do dia Praia de Calhaus havia uma vila de pescadores, descobri que meus companheiros de aventuras tinham nome rs e é normal eles acompanharem as pessoas até Martim de Sá e não tem problema nenhum porque eles sabem o caminho de volta e etc.
      Próxima praia do caminho era a Praia de Itanema logo após a Praia do Pouso da Cajaíba o caminho até aqui é bem tranquilo subidas e decidas normais, é dessa praia que geralmente as agencias começam a Travessia da Joatinga, nessa praia tem uma estrutura maior, mercadinho/padaria, passeios de escuna e onde tem uma vila de caiçaras grande se comparado as outras que eu passei.
      A trilha continua no meio da praia subindo o morro, quando você passar acabarem, começam a aparecer vários Teiu na trilha, encontrei muitos, as vezes tomava alguns sustos porque estava andando sozinho e não havia ninguém na trilha e vinha aquele barulho da mata aahhaha. Mas continuando subindo as vezes encontrará um mirante que é possível ver a praia e os barcos. Quando você chegar no topo +/- 2km você vai encontrar a bifurcação para Praia da Sumarca de onde é possível ir até o Farol da Joatinga - 2,9km – ficou para próxima e Martim de Sá 2,2km meu destino do dia, até Martim de Sá é bem tranquilo no caminho há algumas bifurcações a partir da placa porque há cachoeiras na região e trilha de caçadores.    
      Chegando em Martim de Sá no camping do Sr Maneco o único da praia e mais famoso da região da Joatinga, diária R$20 e Coca R$7, servem refeição e tem cozinha comunitária, o camping é bem limpo e organizado, estava bem cheio.
      Aquele banho de mar na tardinha para relaxar e depois ficar curtindo relaxado na areia esperando escurecer, banho e jantar. Final do segundo terminado, Chokito e Prestigio chegaram em segurança também.
       3º Dia Martim de Sá a Ponta Negra
      Acordei cedo e tomei aquele banho de mar para energizar, porque o dia iria ser punk conforme me falaram. A trilha para Cairuçu das Pedras é bem tranquila mesmo rapidinho se chega em uma placa com ums bifurcação para Cairuçu e outro que segue pela trilha, descendo na praia tem uma banheira de água doce que os moradores fizeram que dá pra ficar relaxando olhando o mar. Seguindo sentido a Praia da Ponta Negra começa acho que a pior parte da trilha porque é uma subida sem parar na mata e tipo fica um forno. Nesse dia conheci dois casais que estavam indo sentido a Ponta Negra, um casal iria fazer o mesmo que eu, acampar na Ponta Negra e fazer a Cachoeira do Saco Bravo no dia seguinte e terminar a travessia na Vila do Oratório o outro iria acampar na Ponta Negra porém não fariam Saco Bravo e terminariam a Travessia em Trindade.
      No caminho eu encontrei umas 5 pessoas indo sentido a Martim de Sá acampar acho que é o mais comum, porque dá para ir da Vila do Oratório até Martim de Sá pegando somente uma subida grande. Mas voltando nesse dia estava muito quente e abafado e alinhado ao cansaço dos dias anteriores eu estava muito devagar parando toda hora para tomar aquele ar para continuar ahahah, no caminho quase chegando a Toca da Onça encontrei 2 caçadores com cachorros no caminho. Chegando no topo do morro tem um mirante que chama “Vista da ....” que eu esqueci o nome, a partir daí é só uma descida sem fim até a praia, quando você chegar na primeira casa abandonada de pau-a-pique quer dizer que você está “chegando” um pouco antes das outras casas há um quedinha d’água que dá para se refrescar e também você vários canos que descem o morro para levar água até a praia.  
      Nesse dia fiquei no camping do Leleco, diária R$20 e R$6 a Coca na ponta negra tem algumas pousadas então é possível dormir em uma cama de verdade rs. Nesse dia também resolvi me dar o presente de não fazer o jantar resolvi comer comercial de peixe na praia R$36 bem servido. Dica não pergunte se é possível dividir porque estava acontecendo havia uma moça inconformada que não poderia pedir 1 refeição e dividir em 2 pessoas ahahah achei engraçado.
      Descobri também o porquê Brasil ser considerado o pais do futebol, no final da tarde os moradores puxam os barcos mais para dentro da praia e rola um futebol ali na areia até o sol se por, é maneiro demais ver a cena o sol se pondo lá no fundo naquele tom laranja enquanto os últimos barcos do dia passam no mar e o povo jogando futebol na praia até escurecer.
      4º Dia Praia da Ponta Negra a Praia do Sono
      Nesse dia acordei cedo tomei meu café e parti em direção a Cachoeira do Saco Bravo, a trilha começa no mesmo caminho para quem está indo em direção a Praia do Sono ou quem vem da Martim de Sá só muda a bifurcação que você pega, segundo uma placa que havia no caminho o tempo até a cachoeira era de 2:30hr, a trilha até a cachoeira é bem marcada com algumas subidas, pelo caminho da trilha encontrei um grupo 6 pessoas que estavam indo para lá, eles estavam acampados na Praia do Sono +/- 1hr da Ponta Negra.
      Chegando na Saco Bravo já havia um cara lá e era cedo ainda 8hr acho, a cachoeira fica bem na encosta onde forma uma piscina natural que desagua no mar e que marzão da porra.  Na volta encontrei a segunda cobra da travessia toda uma cobra-cipó que estava a +/-1m do meu rosto ahahah, também encontrei várias pessoas indo em direção a cachoeira umas 15 pessoas para uma sexta não eram nem 10hrs. No caminho aproveitei que tinha visto um pé de limão rosa e peguei uns 2 para fazer uma limonada rs, também no caminho tinha pés de mexerica e pitanga mas estavam todos verdes.
      Voltei para Ponta Negra tomei aquele banho de mar arrumei minha coisas e parti para Praia do Sono,  a primeira praia a se passar é a Praia das Galhetas uma prainha pequena cheia de pedras, mas subindo um pouco o rio que desagua nela você chega na Cachoeira das Galhetas. A próxima praia a se passar é a Praia dos Antiguinhos depois Praia dos Antigos para assim chegar a Praia do Sono, o caminho até a praia do sono é como se fosse um passeio no parque não tem dificuldade, no caminho também encontrei um povo indo para a Saco Bravo e estranho que eu respondi algumas vezes se “Vale a pena?” a ida até lá, para mim tudo vale a pena.
      Antes de chegar na Praia do Sono fiz uma pausa grande na Praia dos Antigos para tomar um banho de mar porque o Sono estava logo atrás do morro, chegando na Praia do Sono você fica espantado porque tem muitaaaa gente e até a mente assimilar demora um pouco rs, possuem vários campings a média de preço também R$20, no camping que eu fiquei o Camping do Claudinho era bem legal tinha umas coisas de reciclagem nas paredes, compostagem do lixo orgânico, cozinha comunitária e banho quente. Nesse camping também conheci uma moça nome dela era “Arara” sério isso ela estava lá desde o dia 26/12 e iria ficar até depois do Carnaval, ela me disse que todo ano faz isso para desestressar, nossa eu não conseguiria ficar tanto tempo parado em um só lugar assim. Nesse dia também caiu a tão esperada chuva, porém no camping tinha lona de cobertura então tranquilo.
      5º Praia do Sono a Vila do Oratório
      Acordei cedo tomei banho de mar, que por sinal estava bem forte acho que era por causa da chuva da noite anterior, mas mochila nas costas despedidas feitas e agora era só chegar na Vl. do Oratório +/-1hr e pegar o bus sentido Paraty e voltar para SP.
       
      Como sendo minha primeira Travessia solo em um lugar desconhecido percebi que é uma vibe totalmente diferente do andar em grupo, mesmo com grupo de conhecidos e etc. Acho que essa travessia me serviu de inspiração para algumas outras Travessias maiores que quero fazer nos próximos anos. Mas também quero voltar a faze-la em grupo para ter uma ideia da vibe de fazer com grupo compartilhando as coisas boas e ruins que uma aventura traz.
       
    • Por Fernandoyc
      "O barato eh loko e o processo eh lento"
      Dois anos depois, finalmente, segue o relato da viagem...😛
      Após publicar aqui a intenção de fazer a travessia, conheci o Adriano q topou fazer a trilha comigo.
      Atenção: eh preciso enviar um e-mail para o ICMBio com no mínimo três dias de antecedência para fazer a travessia a pé.
      A propósito, o Adriano eh um cara "bem disposto", após viajar com a mulher dele pra Canela-RS desembarcou em Congonhas enquanto a esposa seguiu pra Goiânia.
      Fui me encontrar com o Adriano em Congonhas e daí começou a Trip.
      Pré-trilha dia 25/08/16 - quinta-feira
      De Congonhas seguimos para o Terminal Tietê e pegamos um bus para Guaratinguetá. (Bus direto de SP para São José do Barreiro-SJB somente um único horário aos sábados)
      Em Guaratinguetá nos hospedamos em um hotel no centro ao lado da igreja matriz, q fica bem perto da rodoviária.
      1° Dia 26/08/16 - sexta-feira
      Deixamos o hotel bem cedo para pegar o primeiro ônibus para SJB, onde fica a entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina.
      Partimos de Guaratinguetá às 07h00 e chegamos em SJB por volta das 09h00.
      A ideia inicial era ir andando até a entrada do parque, ou seja 26 km de subida da rodoviária de SJB até o início da trilha. NÃO FAÇAM ISSO!
      Uma luz tomou conta de nossas cabeças, mas não queríamos pagar 200 reais pra um jipe nos levar até a entrada do parque. Conversando com um jardineiro da prefeitura q trabalhava na praça, este se ofereceu para nos levar de carro por 100 reais. FEITO!!! Oh Lord!!! Durante o caminho percebemos a encrenca da qual nos livramos. Eh mta subida, sem lugar pra pegar água nem nada e o clima estava bastante seco.
      Aproximadamente duas horas de carro chegamos à portaria, na qual havia um guarda. A gente se identificou e assinamos um registro lah.

      Seguimos um croqui q peguei no relato do Raffa 😕
      Bem perto da portaria uns 500 metros à esquerda encontra-se a Cachoeira Santo Izidro, boa para tomar um banho num dia de verão, no inverno impossível colocar os pés.

      Tira foto, curte um pouco a vista e o som da cachu e segue a trilha até chegar a cachoeira da Posse fora da trilha principal.

      De volta à trilha, mto sol e pouca sombra. Detalhe q no relato do Raffa ele fala sobre um atalho, daí eu e o Adriano seguimos a trilha e em determinado momento observamos uma placa indicando o atalho, achamos estranho o caminho do atalho apenas subir, mas tudo bem há momentos de subida e descida... qdo chegamos ao final do atalho a grande surpresa! Havíamos passado a entrada do atalho na ida e acabamos voltado todo o percurso
      Volta tudo de novo e segue pro Sítio do Tião. No caminho, já quase anoitecendo, numa estradinha de terra passa uma caminhonete em sentido contrário para a qual perguntamos se já estávamos próximos do sítio do Tião, daí o motorista responde dizendo q ele era o Tião, Uffaa..., disse q ia levar um casal até a entrada do parque pois a mulher do casal estava com bolhas e não conseguiria continuar a trilha... poucos quilômetros depois chegamos ao sítio... o Tião soh voltou bem mais tarde...

      2° dia 27/08/18 - sábado
      Com certeza o melhor dia da trilha
      Logo após tomar café da manhã, subimos até o Pico do Gavião q fica do lado do Sítio

      Desmonta a barraca e trilha q segue. Esse segundo trecho da trilha eh o mais bonito, em meio à mata atlântica segue-se o caminho de "pé de moleque" feito pelos escravos para transportar o ouro de Minas até Parati. Como o tempo estava ensolarado e seco não tivemos problemas durante o percurso, mas acredito q em dias de chuva ou q tenha chovido alguns dias antes esse trecho seja BEM difícil de fazer pois as pedras devem ficar bastante escorregadias, logo eh bom ter um bastão de trilha ou um cajado nesses dias.

      Ao final da trilha de "pé de moleque" chegamos a um rio onde andando à sua margem em pouco tempo encontra-se um casebre abandonado onde deixamos nossas coisas e seguimos para a cachoeira do Veado.

      A trilha para esta cachoeira estava bem úmida apesar de não ter chovido.

      Voltamos para o casebre e montamos a barraca de camping, embora seja possível dormir no interior do casebre, onde inclusive há um fogão à lenha, no qual preparei o jantar: miojo à lenha

      3° dia 28/08/18 - domingo
      O dia mais ROOTS!
      Bem perto do casebre há uma ponte nova para atravessar o rio e seguir a trilha do outro lado à direita da saída da ponte. Eh nesse trecho q se encontram os caminho do ouro q vêm de SJB e do Cunha.
      Apesar da água gelada, tanto no rio ao lado do casebre quanto no rio Mambucada foi possível tomar banho, pois não era insuportável.
      Como não contratamos transporte do final da trilha até o Campo da Gringa fizemos esse percurso a pé, ou seja, haja "sola de sapato" e paciência pq nunca chega. Pior parte! Mas dá pra vez ou outra se refrescar no rio.
      Chegando na Gringa tem ônibus pra Parati ou pra Angra.
      O Adriano seguiu pra Parati pra voltar pra SP e depois Goiânia e eu segui pra Angra com destino a Ilha Grande, mas essa eh outra história, pois quero voltar e fazer a volta à Ilha.
      Dicas Importantes:
      1- Vá com calçados adequados, de preferência bota de trekking e meias q não absorvam umidade.
      2- Para comer levei queijo, salame, miojo, chocolate, frutas secas e pão q compramos na padaria em Guaratinguetá.
      3- Uma garrafinha de água de 500ml eh suficiente, pois há água em todo o percurso, levei um cantil de 600ml.
      4- Protetor solar, principalmente, para o 1° e 3° dias.
      5- A trilha é bem marcada, difícil de se perder.
       
       
       
    • Por T.Roz
      Salve galera do Mochileiros, já usei muito o site para planejar viagens e agora resolvi contribuir um pouco postando uma descrição de uma viagem que fiz recentemente.
       
      Fomos entre o natal e ano novo de 2011 fazer a trilha do ouro em um grupo de 7 pessoas. Depois da trilha uma parte do grupo seguiu para trindade para passar o Reveillon. Vou fazer uma pequena descrição da viagem para tentar ajudar os interessados a se planejar pra essa trip.
       
      Antes de mais nada, é preciso ligar no Ibama para agendar o passei no parque. Cada pessoa que for fazer a trilha deve dar o nome com no mínimo 15 dias de antecedência. O telefone é (12) 3117-2143 e o site do parque é: http://www4.icmbio.gov.br/parna_bocaina/index.php?id_menu=28
       
       
      Combinamos de nos encontrar no dia 26/11 a noite na cidade de São José do Barreiro – RJ pois lá é o inicio da trilha. Dormimos na pousada do Regis (12) 3117-1227. Pousadinha tranquila! Tirando uma cueca desconhecida que encontramos debaixo do travesseiro e uns iogurtes vencidos no café da manhã, ocorreu tudo bem. O custo é 35 reais por pessoa, independente de quantos quarto pegar.
       
      No dia seguinte combinamos com o Eliezer que nos levasse as 9 da manha para a entrada do parque. Quem foi nos levar de fato foi o Lucas, filho do Eliezer. Levamos aproximadamente 1h30 para chegar à entrada do parque, mas atrasamos um pouco devido a um fusca que tentava subir a estrada e começou a pegar fogo no meio do caminho. Descemos pra ajudar a apagar o fogo, mas logo voltamos à subida. Este translado custou 200 reais e o telefone de contato é (012) 3117- 2123
      O Lucas nos deu a dica de uma cachoeira uns 300m antes da entrada do parque, portanto descemos da caminhonete um pouco antes para conhecê-la. Atravessasse uma porteira a esquerda e depois de 10 minutos chegamos a cachoeira. É apenas uma prévia do que está por vir. Seguindo uma trilha depois da cachoeira passamos por uma parede em ruinas e uns 10 minutos depois voltamos pra estrada alguns metro a frente de onde atravessamos a porteira.
       
      Chegamos ao parque e após uma certa burocracia começamos a trilha. Fomos seguindo um mapa conseguido no dia anterior na cidade. O mapa é bastante detalhado mas estava um pouco desatualizado. No último dia tivemos que sair da área de abrangência do mapa pois uma ponte que aparecia no desenho tinha desabado há algum tempo (segundo os moradores). A trilha é bem mal sinalizada, portanto sempre que tiver a oportunidade vale perguntar o caminho pros moradores para se certificar.
       
      A trilha é maravilhosa! Mata atlântica exuberante e nos poucos momentos sem chuva que tivemos pudemos ver uma paisagem sensacional que se estendia até o horizonte. Não vou entrar em maiores detalhes sobre a trilha, pois, isto cada um tem a sua impressão na hora. Pretendo aqui apenas dar umas dicas da logística que fizemos.

       
      O primeiro dia é bem pesado, cerca de 18km e com bastante subida. Tínhamos resolvido acampar na fazenda Barreirinha, porém ao chegar lá, optamos por dormir nos quartos que eles oferecem e jantar uma ótima comida de fogão a lenha. A noite no camping na barreirinha é 5 reais, a noite no quarto é 35, a janta 15, e o café da manhã 5. O pacote quarto + janta + café da manhã saiu 60 reais por pessoa. É, a matemática não fecha mesmo, mas quando indagamos ao Tião (dono do lugar) sobre isso ele disse que era assim mesmo. Achamos melhor deixar desse jeito mesmo e não discutir com o cara.

       
      No segundo dia a caminhada é relativamente tranquila, portanto começamos a andar por volta das 10h. São cerca de 12 km com mais descida que subida e chegamos no local de acampamento umas 1h30. Resolvemos acampar logo depois de atravessar uma pinguela sobre o Rio dos Veados (que desemboca no Muambucaba), bem perto da cachoeira. Existe uma clareira com algumas marcas de fogueira no chão, então deduzimos que aquela era a área de camping indicada no mapa. Armamos a barraca e fomos direto para a cachoeira. Está cachoeira é sem dúvida um dos pontos altos da trilha, muito grande, passa ótimas energias e, apesar da água super gelada, cada minuto nadando nela vale a pena.

       
      Todos disseram que o último dia que é o mais pesado, portanto acordamos às 6 e começamos a caminhar às 7. Todos os dias caminhamos de bermuda, porém, seguindo recomendações do povo da cidade, fomos de calça no último dia e isso foi essencial. Neste dia quase toda a trilha é por uma mata bem fechada. Logo no começo da caminhada tivemos que atravessar a pinguela sobre o Rio dos Veados novamente, pois o ponto para atravessar o rio Muambucaba ficava um pouco pra trás (no mapa existia uma travessia mais a frente, porém os moradores falaram que aquela ponte havia caído). Atravessamos o Rio Muambucaba em uma espécie de gaiola que vai dar na fazenda de um pessoal.

      No outro lado do rio seguimos para a direita por uns 30 min até chegar em uma encruzilhada. O caminho certo é para a esquerda, porém só percebemos isso uma hora mais tarde quando a trilha pela direita acabou no meio do mato. Seguindo pela esquerda encontra-se o caminho de pedra feito pelos escravos e isso indica que se está seguindo pelo caminho certo. Cuidado, as pedras escorregam muito!
       
      Anda-se muito por esse caminho, sempre no meio de uma mata exuberante e quando a vegetação dá uma trégua é possível ver a paisagem incrível. Depois de muito descer, chegamos em uma ponte toda quebrada, então tivemos que atravessar o rio por dentro mesmo. Para atravessar o rio por dentro é preciso muito cuidado e paciência, quase perdemos um companheiro que foi levado por alguns metros pela correnteza até conseguir se segurar novamente hehe. Esse Rio desagua no Muambucaba alguns metros a frente da travessia, e, se por azar você acabar caindo no Muambucaba, ai a coisa fica feia, pois ele é muito volumoso e caudaloso. Portanto, cuidado nesta hora (não conseguimos tirar foto dessa travessia).

       
      Nesse ponto já se está bem próximo do final da trilha. Mais uma horinha de caminhada e se chega na famosa ponte do arame, lugar considerado como sendo o fim da trilha (no mapa o fim da trilha é na própria cidade de Muambucaba).
      Da ponte do arame até a cidade são mais uns 14km, porém não estávamos em condições de andar tudo isso. Mais ou menos 1 km depois da ponte tem a casa do João Felix. Lá conseguimos alugar um fusca para nos levar até a cidade. 80 reais, puta facada, mas no estado que estávamos foi um achado. Eu havia lido em outros fóruns o pessoal falando de marcar com algum motorista para ir buscar já na ponte de arame pois lá já chega carro, mas não conseguimos encontrar ninguém que fizesse isso.

       
      Bom, a ideia era seguir já no mesmo dia para Trindade, mas ninguém estava em condições, dessa forma começamos a procurar um hotel em Muambucaba para passar a noite. Foi extremamente difícil conseguir algo, mas por fim achamos um lugar que se chamava Pousada Familiar. Lugar bem simples e barato, exatamente o que estávamos precisando. Além do mais a pousada fica perto do ponto de ônibus para ir a Parati.
       
      Sentimento geral sobre a trilha.
      Sensacional, chegar ao final realmente dá uma sensação de vitória, pois, em alguns momento começamos realmente a pensar em soluções alternativas pra terminar a trilha.
       
      A natureza e as paisagens são exuberantes, só ao vivo pra sentir a energia
       
      Achamos a trilha bem pesada, ainda mais que estávamos pouco preparados fisicamente e levamos mochilas muito pesadas. Para fazer novamente seria essencial um pouquinho mais de preparo físico.
      De comida levamos atum, pão sírio, barras de cereal, polenguinhos, damasco, castanha de caju, um pacote de comida liofilizada etc. Porém percebemos que tínhamos levado muita comida quando a mochila começou a pesar. Se fosse fazer a trilha hoje levaria um pouco menos de coisa pra comer.
       
      Água levamos um pouco, mas íamos reabastecendo os cantis em córregos ao longo da trilha. Algumas vezes usávamos aquelas pílulas de purificar água, mas na maior parte das vezes tomávamos direto do córrego. Ninguém teve problema com isso, então acho que a água era de fato bem limpa.
       
      No começo eu estava meio ressabiado de pisar em cheio na lama, porém no final já estava atravessando o rio de bota e tudo pois existem MUITAS situações em que era simplesmente impossível manter o pé seco.
      Pegamos chuva muito forte por grande parte do tempo, mas com sol deve ser um lugar absurdamente bonito.
       
      Bom, resumindo, foi sensacional, ficamos destruídos mas com gostinho de quero mais. Já estamos planejando onde será nosso próximo perrengue, pois o sentimento no fim da trilha é algo surreal.
       
      No fim acho que meu post ficou meio grande, mas tentei colocar algumas infos que, pensando agora, eu acredito que ME ajudariam se eu já soubesse antes...
       
      Bom, pra finalizar o post, gostaria de saber dicas do pessoal sobre outros lugares que se pode fazer trilhas desse tipo. É a primeira vez que faço uma caminhada meio “selvagem”, e achei simplesmente fantástico, por isso estou buscando outras opções de trilhas neste estilo. Quem souber por favor compartilhem.
       
      Eh isso ai,
       
      Gnd abrs e boas trilhas 8 )
       
      ps: Qualquer dúvida podem perguntar que tentarei responder aqui...
    • Por tborges
      Dificuldade: Difícil - Categoria 2
      Distância: 48 km
      Altitude Máxima:1.514 m
      Circular: Não
       
      Como chegar
       
       
       
      São José do Barreiro esta localizada aos pés da Serra da Bocaina, estando a 273 km de São Paulo e 214 km do Rio de Janeiro, São José do Barreiro está ligado à Rodovia Dutra pela Estrada dos Tropeiros que, agora reformada, oferece um acesso fácil e seguro aos visitantes.
       
      Como essa não é uma trilha circular, a não ser que vá até a cidade com mais alguém no carro que possa leva-lo embora o ideal é ir de ônibus.
       
      Existe um ônibus por semana saindo de São Paulo para São José do Barreiro, o melhor lugar para pegar um ônibus para a cidade é partindo de Guarantigueta/SP que possui mais horários de ônibus, a operadora de Ônibus é a Pássaro Marrom.
       
       
       
      A estrada que vai até a entrada do parque esta sendo toda reformada, já sendo possível um carro de passeio subir quase até a portaria do parque, caso não queira arriscar com seu próprio carro existem pessoas na cidade que fazem esse trajeto, alguns contatos são:
       
       
      Elieser: (12) 3117-2123
      Reginaldo: (12) 99747-9651
      Roger: (12) 3117-2050
       
      O Elieser oferece o serviço de levar o seu carro até a cidade de Mambucaba para que você já siga viajem de lá, o Reginaldo faz o resgate no próprio carro também na cidade de Mambucaba.
       
      A logística para essa trilha não é das mais simples, vale a pena ligar para alguém da cidade antes de ir e também já combinar um resgate na saída da trilha para não ficar na mão.
       
      Planejamento
       
      É muito importante fazer um belo planejamento antes de iniciar essas travessia, isso pode reduzir o peso que vai carregar e seus joelhos e suas pernas vão agradecer no último dia.
       
      A travessia pode ser feita de 2 a 4 dias, considero 3 dias o ideal para aproveitar bem.
       
      É possível pernoitar em pousadas ou acampar em alguns lugares no próprio parque, abaixo algumas distancias para uma decisão de onde ira acampar.
       
      Portaria -- 8km --> Cachoeira das Posses -- 22km --> Cachoeira do Veado -- 18km --> Fim
      Portaria -- 18km --> Pousada Barreirinha -- 12km --> Cachoeira do Veado -- 18km --> Fim
      A Trilha
       
      A trilha é parte da história do Brasil, foi construída pelos escravos entre os séculos XVII e XIX, a partir de trilhas dos índios Guaianazes, ponto de passagem obrigatório, nos séculos XVII e XVIII, o caminho ligava Minas Gerais a Rio de Janeiro e São Paulo. No chamado "Ciclo do Ouro".
       
      Antes de tudo é preciso de uma autorização para entrar no Parque, para isso envie um e-mail para [email protected] solicitando tal autorização.
       
      Fizemos essa travessia pela primeira vez em fevereiro de 2012 e decidimos refazer ela agora com mais conhecimento, equipamentos e claro preparo físico, nessa segunda travessia acabamos pegamos uma bela chuva no segundo dia, por esse motivo mesclei as fotos da postagem com a primeira travessia afim de ilustrar melhor como é a trilha.
       
      Quem me acompanhou nessa trilha foram meu pai Mario, meu irmão Mateus e meu cunhado Luan, sendo que essa seria a primeira trilha da vida do meu irmão. Fizemos ela nos dias 15,16 e 17 de novembro.
       

       
      Nosso trajeto foi sair de Guaratinguetá no ônibus das 7h até São José do Barreiro e já havíamos combinado com o Reginaldo para nos levar até a entrada do parque, chegamos na cidade por volta das 9:30h e já começamos a subida com o Reginaldo, chegando na entrada do parque por volta das 11h.
      Durante a subida existem vários trechos que formam mirantes belíssimos, vale a pena pedir para dar uma paradinha rápida.
       

       
      Nosso planejamento era acampar o primeiro dia na cachoeira das Posses e o segundo dia na Cachoeira do Veado, dessa forma o primeiro dia é o mais tranquilo, partindo da portaria com 1,5km de caminhada se chega na Cachoeira Santo Izidro, ela fica a esquerda da trilha e é uma bela descida até chegar na base da cachoeira, dependo do preparo físico considere "esconder" as mochilas próximo da trilha e pega-las na volta.
       

       
      Voltando para a trilha, andando cerca de 1,5 km existe um atalho que reduz a trilha em 1,3 km, caso opte em não usar o atalho some essa distancia nos valores descritos acima.
      Bom considerando que você pegou o atalho, da cachoeira Santo Izidro até a cachoeira das Posses são cerca de 6,5 km em um caminho relativamente tranquilo.
      A Cachoeira das Posses fica do lado esquerdo da trilha, quando começar a ver as araucárias é porque esta bem próximo da entrada.
      Logo no começo da trilha em direção a cachoeira existe uma casa abandonada no lado direito, é um opção de acampamento fechado.
       

       
      Um pouco mais a frente existe uma boa área de camping para 4 ou 5 barracas.
       

       
      Atras dessa área existe mais uma casa abandonada, nós acampamos dentro dessa casa, na "cozinha" da casa existe espaço para 3 barracas, as paredes laterais caíram mas mesmo assim é uma boa proteção do vento e existe um fogão a lenha que pode ser utilizado para cozinhar ou apenas para fazer uma "fogueira" para esquentar a noite.
       

       
      Como dito o primeiro dia é o mais tranquilo, então caminhando bem você terá bastante tempo para curtir a Cachoeira das Posses, ao lado da casa e da área de camping existe uma trilha com uma placa indicando o caminho da cachoeira, cerca de 200 m a frente existe a primeira queda, nada muito grande, continue descendo a trilha por mais cerca de 600 m até a base da cachoeira.
       

       

       

       
      Para quem assim como nós decidiu não acampar na pousada Barreirinha, o segundo dia é o mais cansativo e longo, são 22 km até a cachoeira do Veado, sendo boa parte sem árvores e com algumas subidas pesadas se levar em consideração que estamos com peso nas costas.
       
      Acordamos cedo e demos uma última passada na primeira queda da cachoeira das Posses para "tomar banho" e saímos que a caminhada seria longa.
       

       
      Os primeiros 4 km são tranquilos, ainda estão protegidos pelas árvores e com poucas subidas e ainda com pontos de água no caminho.
       

       
      Depois disso começa o caminho por estrada de terra, sem árvores e com algumas subidas e descidas bem cansativas, caminhando em torno de 6 km encontrasse a Pousada Barreirinha, é um bom lugar para trocar a água e até mesmo para comer ou beber alguma coisa, de qualquer forma, corte caminho pela pousada que vai desviar de uma bela subida ingrime e curta.
       

       
      Saindo da pousada ainda faltam 12 km até a cachoeira do Veado, cerca de 8 km do percurso continua sem árvores e em estrada da terra, nesse percurso 2 km depois de passar por um pasto com uma pousada ao lado tem uma subida bem pesada, é praticamente o último trecho em estrada de terra, ou pelo menos estrada que aparenta ter condições de passagem de carro.
      Após essa subida já começa um pouco mais de vegetação com alguns pontos de bastante árvores e já alguns trechos com o calçamento real, desse trecho até a cachoeira do Veado faltam pouco mais de 5 km, quase chegando na fazenda central existe um rio com um pinguela para atravessar, considere um bom ponto para trocar de água novamente caso necessário.
       

       
      Desse ponto para frente falta pouco até a cachoeira, na primeira vez que fizemos a trilha acabamos chegando tarde nesse ponto e decidimos acampar ao lado da fazenda central por já estar escurecendo e existe uma boa área de camping ao lado de um lago.
       

       
      Passando a fazenda central falta bem pouco, porém, começam algumas descidas e o terreno é bem ruim, ainda mais se estiver chovendo(ou muito molhado), mesmo sendo um trecho relativamente curto leva uns 30 minutos para atravessar.
       

       
      Assim que terminar a descida, do lado esquerda existe uma "gaiola" para atravessar o rio, se trata de uma caixa de metal suspensa em um cabo de aço para fazer a travessia, do outro lado do rio existe uma pousada com área para camping, essa é uma parte bem divertida da trilha.
       

       
      Continuando a trilha sem pegar a gaiola é o caminho até a cachoeira do Veado e após um pequeno pasto já começam as áreas de camping próximo da cachoeira, nós decidimos acampar logo após o pasto. O ideal é acelerar a caminhada dos 22 km desde a Cachoeira das Posses para aproveitar a Cachoeira do Veado ainda no segundo dia e no terceiro dia já pegar a trilha logo cedo.
       
      A Cachoeira do Veado é a mais bonita da travessia, com duas quedas, totalizando 80m de altura, o acesso a última queda é bem tranquilo, já para chegar a segunda queda já é mais complicado.
       

       
      O terceiro dia são 18 km até a ponte de arame onde geralmente é feito o resgate, para continuar é necessário atravessar a gaiola e passar por traz da pousada para continuar a trilha.
      Cachoeiras a parte, o terceiro dia da trilha é o mais bonito pois é quase por completo dentro da mata e com o calçamento real, existem vários trechos de subidas e descidas pelo calçamento, as pedras estão muito lisas e com chuva o caminho se torna ainda mais difícil.
       

       

       
      Durante a descida existem vários pontos com água, não precisa descer carregado de água pois é muito fácil encontrar no meio do caminho.
       

       
      Em alguns trechos as pedras do calçamento já se soltaram e em períodos de chuva viram um barro só, por isso todo cuidado na descida é pouco.
      Faltando quase 4 km para o fim da trilha é necessário atravessar o rio Mambucaba, a ponte que corta o rio esta caindo, nas duas vezes que fizemos a trilha não tivemos coragem de atravessar a ponte, mas alguns grupos assim o fizeram, como no trecho onde a trilha encontra o rio ele esta mais raso é preferível cruzar pelo rio mesmo.
       

       

       
      Atravessando o rio, falta pouco, mais 4 km e é o fim da trilha, a trilha termina em uma estrada de terra e do lado direito tem a ponte que também cruza o rio Mambucaba, ela é conhecida como ponte de arame, existem algumas casas nessa estrada próximo da ponte, se você não deixou um resgate combinado existe a possibilidade de bater em alguma casa e com sorte achar alguém que te leve até a rodovia ou ir caminhando cerca de 20 km até a Rodovia Rio x Santos.
       
      Essa é uma trilha muito bonita e ainda tem o charme de ser parte da história do Brasil, com um bom preparo físico e Fé no Pé é um belo programa.


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