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DICAS IMPORTANTES!!!!!

 

:!: Levem óculos de sol.... no Salar principalmente

:!: Salvem suas fotos na nuvem, ou facebook (modo privado).

:!: Leiam todos os ticket´s dos parques

:!: Sempre tenham dinheiro para pagar os parques e os terminais

:!: não bebam muito ::essa::::mmm: Vi muitas pessoas perderem os passeios por ficarem no hostel curtindo a noite kkkkkkkkkkk mas vai de cada um......

:!:Comida vá com calma, lá o tempero e diferente.....

 

Mais dicas vou relatando no dia a dia....... ::love::

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PARTIU MOCHILÃOOOOOO ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

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Por onde andei ..... ::love::::love::::love::::love::


DIA 1 25/02 e 26/02 - A caminho do Salar de UYUNI - Bolivia.


Após todos os preparativos, arrumar a mochila, fazer o seguro viagem meu voo para Sucre ok, voo para STL ok..... era só ir.

 

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Pedi um Uber para me levar até GRU sai de casa as 6:30h da manhã meu voo era as 10:25h rs.... os terminais internacionais são diferentes (eu não imaginei isso e nem procurei) acabei pedindo para o Uber me deixar no terminal 1 (TAM) mas eu iria de GOL ::dãã2::ãã2::'> .... tive que andar até o terminal 2 da GOL para o embarque ------- link dos terminais de Guarulhos http://www.aeroportoguarulhos.net/noticias/aeroportos-noticias/confira-as-novas-numeracoes-dos-terminais-do-aeroporto-de-guarulhos.

 

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Cheguei lá despachei minha mochila pois estava levando mais de 100mL de líquido. Pedi um saco para colocar a mochila , além da capa de chuva..... Coloquei cadeados na mochila (comooooo???? eu consegui kkkkk então dá!!!!)

O despacho de bagagens em viagens internacionais é feito até no máximo 1 hora antes do voo. Por isso, é recomendado chegar com 2 horas de antecedência.


fiquei com minha mochila de ataque com todos os documentos, uma blusa, óculos de sol, passei pela polica federal (passaporte ok) e fiquei sentada carregando o celular e ouvindo musica (spotify premium é vida!!!!! ::mmm: ).... Quando derrepente começa meu primeiro perrengue..... Começo a sentir uma dor, uma cólica e paaaaaahhhhh.... todas as minhas coisas estavam na mochila (meninas Levem Absorventes ), entrei em pânico, procure farmácia mas depois que você faz o check in NÂO TEM FARMÁCIA, perguntei para um segurança ele disse que teria que sair e voltar e refazer todo o processo.... mas eis que minha cara de pau e desespero fui na loja de conveniência e pedi para as meninas e gentilmente elas me doaram um absorvente....... fiz o embarque e partiu STL.... voo tranquilo , com lanche e refri, e um pouco antes de descer no voo para Santa Cruz, os comissários nos entregaram 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo.


Assim que cheguei 12:20 h passei pela policia federal e despachei novamente minha mochila e fiquei esperando na sala de embarque pois teria tempo para almoçar, descansar e esperar com calma..... Sentei lá, pedi o wifi para uma lanchonete e fiquei trocando ideia com o pessoal do grupo ::love:: pois eu comprei a passagem para SUCRE era pela AMAZONAS as 17:45h. PENSA EM UM AVIÃO TECO TECO....SEM AR CONDICIONADO..... Mas não caiu.....

 

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Embarque realizado....


Gente muito importante.....Ei li reli muita coisa e meu segundo perrengue kkkkkkkkk


Cheguei em Sucre, peguei a mochila, sai do aeroporto e NÂO TEM CASA DE CÂMBIO !!!! Como assim??? io necessito de dinheiro!!!! primeira coisa que aprendi CAMBIAR = TROCAR.

Não tinha casa de Câmbio no aeroporto eu não tinha como pagar o taxista que por sinal cobrou 30 soles.... lá tem vans que levam até o centro por 8 soles.....

:!:::ahhhh:: troquem dinheiro antes kkkkkkkk

Mas Deus viu meu desespero e mandou dois anjos já nas minhas primeiras horas de mochilão.... Eu com minha cara de pau (sempre) vi um casal uma brasileira e um boliviano perguntando quanto sairia o táxi até o centro (São mais ou menos uns 20 km). eu já me juntei a eles, expliquei que estava sem grana trocada e ai eles já disseram para eu entrar que no centro eles me ajudariam....

No caminho já comecei a tirar fotos, e a conversar eles iriam para o UYUNI fazer o salar e no dia seguinte iriam para POTOSI. Então já fiz meus primeiros dois amigos na viagem, como não tinha comprado minha passagem para UYUNI pela net, comprei com eles e fomos juntos...


Chegando no centro de SUCRE a cidade estava em festa pois era CARNAVAL ::lol4::


A rodoviária ficava uns 4 km do centro e para andar com o mochilão, no carnaval.... seria impossível...

Compramos as passagens para UYUNI as 20:30h ,deixamos as mochilas no terminal e fomos até o centro de taxi CAMBIAR meu dinheiro.....

 

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No carnaval na Bolívia eles tem a tradição de jogar bexigas com água.... ou com tinta kkkkkkkk


Foi uma festa acabamos entrando nas brincadeiras, nas marchinhas, na bagunça...... consegui trocar o dinheiro que iria utilizar no Salar pois já sabia mais ou menos quanto iria gastar.....


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minhas contas - 700 bols para o passeio 3 dias até a fronteira do Atacama

- 50 do translado

- 150 bols para a Laguna Colorada

- 50 bols para pagar o táxi e comer algo

- 70 bols da passagem de ônibus até UYUNI


Então pensei vou trocar R$ 650 = (+ -)1300 bols _Cotação do dia estava 1,98


:!: Os ônibus da 6 October são melhores então não façam como eu..... compre pela internet já que tem os horários de chegada de voo em SUCRE, eu não sabia que dava para comprar!!!


Dinheiro trocado, fomos comer algo, compramos a passagem pela 11 de JULIO uma das várias agencias de bus que fazem esse trajeto.... o bus não é confortável, não e cheiroso, não vai somente mochileiro então vá preparado pois a noite é longa ! MUITO FRIO ::tchann:: , não tem banheiro, o motorista para apenas uma vez no meio da madrugada , quase todos descem e fazem suas necessidades eu apenas olhei rs, com meu fone de ouvido, sentada na janela , com muito medo pois a estrada não é legal kkkkkkkkkkkk muitas curvas, mão dupla e vida que segue!!!! Chegamos na cidade de UYUNI as 3:30h da manhã, muito frio e chuva :-o vi alguns mochileiros descendo quando a gente resolveu descer o motorista disse que podiamos ficar dentro do bus até umas 7:30h para dormir .... eu peguei minhas blusas, meu lenço e deitei e consegui dormir.

 

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dia 2 : : Começou as 7:30h o motorista acordou a gente, nos descemos e eu fui atrás da ESMERALDA TOUR.... eu parecia uma barata tonta gente, como se não tivesse lido nenhum relato nessa vida!!!!

 

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O Casal que estava comigo queria ir em qualquer agência e eu queria ir pela ESMERALDA Tour, entrei na primeira agência perto do ponto de parada do bus, uma senhora disse que as estradas estavam fechadas para fazer o translado do UYUNI ao ATACAMA por conta da neve...NEVE em fevereiro 40 cm, os carros 4x4 não são preparados para andar nas estradas com neve, entrei em desespero pois já iria perder um dia do meu mochilão mega apertado. Mas com calma respirei e comecei a andar pela cidade (com chuva) queria chorar :( andamos até o centro e achei a esmeralda tour, o casal iria ficar em um hostel, Graças aos Deuses dos mochileiros eu fui com eles, troquei de roupa, usei meus lenços e fomos fechar o passeio, Chegamos e de cara a senhora que estava na mesa falou sobre as estradas fechadas, mas que eu poderia comprar o ticket e se não abrissem a estrada eu voltaria e ela devolveria meu

dinheiro , O pacote ficou por 600 BOLS mais 50 BOLS do transfer.

Chovia muito então ficamos esperando em um restaurante , usei o WIFI e tomei café por 20 bols.

Encontrei um casal de brasileiros que nem me deram bola rs disseram que tomaram banho por 6 bols.


::otemo:: As agências abrem por volta das 8:30h 9h da manhã e os passeis o começam por volta das 10:30h então dá tempo de andar pela cidade e ver as agências, os jipes, comprar coisas nas lojinhas.... eu comprei banana, água, uma luva kkkkkkkk e um soroche pills e um pacote de bolachas



próxima parada cemitério de trens

 

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2 Dia 26/02 -O ESPERADO SALAR DO UYUNI ::hahaha::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::


As 10:00h me separei do casal pois eles iriam no carro onde fariam apenas um dia de passeio, a Mulher da agência me levou para uma outra agência onde estavam 5 mulheres rs....pensei esse será meu grupo durante esses 3 dias!!!!! ahah Sim, o carro chegou , as mochilas ficaram na agência pois não iriamos dormir no Hostel de Sal devido a chuva, estava fechado =( (alagado). Então pegamos o que precisávamos e partiu. A primeira parada é o cemitério de Trens, mega perto da cidade.... Nós nos atrasamos pois o guia teve que passar na casa de alguém para pegar galochas e a refeição..... Não achei ruim pois quando chegamos no cemitério de trens já estava "quase" vazio. Como tinha chovido estava com muita lama e várias poças d'água....

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Assim, é legal.... sai com vários roxo pelo corpo pois subi e desci de vários trens para tirar foto.... Estava incluso no pacote então vamos que vamos.....


O motorista e guia deixa a gente a vontade, no caminho ele conta sobre a história e o porque (não lembro e não anotei rs ).


Ficamos por volta de 45 min e após pegamos a estrada para ir ao Salar de Uyuni (ou Salar de Tunupa) é a maior planície de sal do mundo, com 10.582 quilômetros quadrados. Ele está localizado nos departamentos de Potosí e Oruro, no sudoeste da Bolívia, perto da borda da Cordilheira dos Andes e está a uma altitude de 3.656 metros acima do nível médio do mar.


Mas antes, paramos em uma vila onde tem várias bancas vendendo várias coisas ALI já comecei a gastar, comprei uma blusa (em quase todos as fotos estarei com ela kkkkkkkkkk) quentinha, rosa linda!!!!! por 60 reais ou 120 BOLS Eles aceitaram real lá e fizeram o câmbio. Comprei imã de geladeira também.


Tem o museu com algumas obras feitas em SAL.

 

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Após a gente volta pro carro e vai para o SALAR FINALMENTE!!!!!!!

 

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Assim que a gente chega , é carro pra todo lado...... ai você pensa ferrou....


O SALAR estava alagado do jeito que eu queria ver, espelhado..... Choveu bastante mas o sol aparecia para alegria do pessoal e a minha né!!!!


As fotos clássicas são tiradas pois ao chegar não tem muito o que fazer..... Chegamos por volta das 13h estávamos com fome então o guia preparou o almoço :-P

 

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Tinha Quinua, Bife, coca cola quente, fruta, salada!!! estava tudo uma delicia!!!

 

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minhas migas lokas 4 amigas de Santa Cruz de la Sierra e uma do Panamá.... imaginem Somente espanhol, uma delicia pois o guia deixou a gente colocar o celular para tocar, ouvimos ROCK, POP, DESPACITOOOOOOOO o caminho todo kkkkkkkkk Foi de mais.....


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tiramos muitas fotos......



Um amigo rs meu foi, fez o vídeo e desde então eu queria muito ir com o Salar espelhado.... Foi dificil gravar pois tinha que explicar em espanhol e as meninas não entendiam o que eu queria.... acabei gravando para todas o vídeo e o meu não ficou tão bom assim maaaaaas ::love::::love::::love::::love::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo:: segue.....


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Ai o tempo passou e chegou o tão esperado pôr do sol no salar ::hahaha:: SQN pois choveu muito, tempestade e tivemos que vir embora pois era raio para todo lado..... e já estava só o pó da rabiola no primeiro dia de mochilão kkkkkkkkkk


Adeus Salar ..... Foi lindo, MARAVILHOSO!!! Volterei certeza.... pois ficou faltando a ilha dos cactos gigantes, faltou eu dormir no hostel de sal e passar frio....


Voltamos para a cidade de UYUNI e tinha festa pois era CARNAVAL.... ficamos em um hostel no centro mesmo, tomamos banho e descemos para comer uma pizza e capotar pois iriamos sair cedo, cedinho para ir as lagunas.....


:!: Usamos galochas no salar alagado....Usei protetor solar pois mesmo com chuva o sol e de rachar o coco, leve hidratante labial ou batom, a água com sal queima, eu quis experimentar kkkkkkkk ::dãã2::ãã2::'> como se fosse neve

 

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minha calça leggin ficou TODA branca.... fui lavar ela depois de 15 dias, usei ela suja pois a maioria dos lugares e muita terra e lama.....


É isso pessoal..... Meu primeiro dia de mochilão foi SENSACIONAL ::love::::hahaha::::otemo::

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3 dia - 27/02 - Lagunas, Desertos e paisagens lindas!

 

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Acordamos, arrumamos tudo, como de costume os jipes no Salar sempre viajam 6 pessoas e ficamos com elas o tempo todo, então dividimos o quarto 3 em cada um, eu sempre tentando ser organizada com minahs coisas kkkkkkkkk finalmente, então eu dormi já com a roupa que iria viajar no dia seguinte e deixei tudo arrumado, na mochila de ataque deixei a doleira, a maquina, o celular os carregadores, protetor, água, guloseimas, tudo com cadeado, levei a bolsa com o dinheiro ( oque sobrou kkkkkkkk) mentira, tinha que deixar o dinheiro do parque nacional LAGUNA COLORADA 150 bols e o passaporte sempre comigo.


O café da manhã = Desayuno seria na primeira parada em alguma laguna maaaas estávamos morrendo de fome e paramos na estrada mesmo kkkkkkk

 

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O desayuno tinha, chá, café e leite em pó..... pão com geleia, fruta, água.


As meninas queriam usar o banõ = banheiro que não tinha claro , pegamos a canga e fizemos cabaninha kkkkkkk

 

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As primeiras Lhamas a gente nunca esquece.....

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Ficamos horas no carro.... vendo as mais lindas paisagens até chegar no mirante onde pudemos observar o Volcán Ollague. É um vulcão ainda ativo, que fica o tempo todo fumegando, bem interessante de ver. A região é um tanto quanto desértica, e as paisagens são bem bonitas. Lembre-se que você está a mais de 4.000m de altitude antes de ficar querendo pular de pedra em pedra, como eu – é capaz de ficar tonto e sem ar. Vá devagar. (por rodrigo vix)

 

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As paisagens são surreais.... de um lado neve, do outro deserto, do outro lagunas..... eu queria parar em tudo para tirar foto, meu guia parava ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::


Essa foi uma laguna que pelo o que o guia disse eles nã oparam mas eu quase puloei pela janela pra ver de perto kkkkkkkkkkkkk

 

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https://www.facebook.com/100000899702706/videos/1571297706243538/



O guia parou em um local para vermos as pedras, ficamos uns 25 min lá tirando foto, sempre tem muito turista tirando fotos, tenha paciência pois tem sempre aqueles que são modelet´s fazendo poses para colocar no insta, sempre tem o japoneses que tiram 1638743659837 fotos rs eu chegava tirava foto e ficava apreciando a paisagem, tanto que comecei a usar somente o celular , abandonei a maquina pois não queria ver as paisagens por traz da lente e sim ao vivo!!!!

 

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seguimos viagem ......


paramos em uma laguna de frente para uma montanha com neve..... ai almoçamos.

 

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O almoço foi macarrão, frango = POLLO , salada de cenoura, batata, e tomate coca cola quente e água.


Após ficamos mais um pouco e partimos .....

 

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no meio do caminho encontramos vários jipes indo e vindo.... Os caras dirigem como loucos, parece Rally dos sertões , acho que eles ficam inspirados quando tem Rally DAKAR lá. inclusive quando tem Rally DAKAR os passeis são suspensos então procure na net quando é a época pois eu não sei ::sos::


Na estrada indo para a próxima laguna encontramos com um jipe atolado por horas....

 

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Meu guia desceu para ajudar como todos os outros.... ai ficamos parados por uns 15 min depois ele deixou a gente em uma laguna LINDA.... e voltou para buscar mais ajuda para ajudar o carro atolado....


e eu fiquei como ..... As Lagunas Altiplânicas, nome dado às lagoas que se localizam em planos de altitude elevada. Essas lagunas são utilizadas pelos flamingos como pontos de alimentação e descanso durante os movimentos migratórios.

 

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A galera começou a chegar e a correr para ver a laguna e os flamingos que nessa época não é comum aqui, tinha poucos mas são a atração né....

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Após nosso guia voltar pé na estrada.... Até enjoa de tanto ficar no carro.... mas com pessoas legais, música boa a viagem fica D+


Próxima parada o Deserto de Siloli Um dos desertos mais áridos do mundo, conhecido por suas curiosas formações rochosas resultantes da ação do vento. Dentre essas formações, está a mais famosa, a Árbol de Piedra.

 

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Venta muito muitooooooo mesmo nesse lugar..... a sensação é de mais, fiquei sentada em um dos pontos mais altos e fiquei la parada só observando.... todos os turistas tinham ido embora.... meu guia chamando a gente e estava todo preocupado pois iriamos chegar tarde na Laguna Colorada kkkkkkkkkkkk


:!: VOCÊ QUE AMA UM CARIMBO ::hahaha:: esse ponto é onde você vai pagar os 150 bols para entrar no parque da Laguna Colorada , a maioria dos guias pegam seu dinheiro e seu passaporte para preencher o ingresso e volta, meu guia falou que se eu quisesse um carimbo eu poderia entrar e carimbar com a data e o nome do parque ahahahahahahhahahaha claro que carimbei !!!!

 

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WTF!!! com meu celular 5 C kkkk


Chegando lá vamos para o alojamento, neste hostel ficam as 6 pessoas no mesmo quarto, chegando você pode ir tomar banho, e a janta está inclusa, uma delicia e é essa noite que também ganhamos uma garrafa de vinho, nesse parque você pode sair para andar e chegar perto da laguna (eu não fui ahahha era meio longe e estava acabada) EU NÃO TOMEI BANHO AHAHAH 1 DIA SEM BANHO MINHA GENTE, BANHO PRA QUE NÉ NÃO .... nem suei kkkkkk usei meus lenços umedecidos e já era. as meninas queriam beber e comemorar nossa última noite juntas pois elas voltariam para casa e eu seguiria meu Mochilão sozinha. Lá tem a vendinha onde tem várias coisas e claro bebidas, vinho, cerveja.... tEM TAMBÉM UM BAR HAHAH ENTREI NO BAR E ADIVINHEM O QUE ESTAVA TOCANDO....ZEZÉ DI CAMARGO E LUCIANO ::essa::::essa::::toma:: Onde eu chegava falava que era do Brasil ai já era.... tinha que dançar funk, sambar, falar caipirinha, feijoada.....


 

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a janta é servida as 19h.....

 

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Serviram Sopa, macarrão, carne ,coca cola, água, pão, sempre tem chá de coca, e o vinho.

 

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Após a janta descansei um pouco e umas 20h eles apagam as luzes dos quartos..... E QUEM CONSEGUE DORMIR AHAHAHAHA um frio, ansiedade, 2 dia de mochilão......


Vamos Pro BAR ahahahahaha ::otemo::::hahaha::::dãã2::ãã2::'>

 

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Ficamos lá conversando de boa... eu tentando entender o que elas falavam, mas elas eram umas fofas..... sempre me ensinando e falando devagar......


Ai que começou a PUTARIA.... SQN , começou a chegar gente de todo lado.... NENHUM BRASILEIRO!!!!!


Fizemos uma pequena balada ahahahahaha era pra ir dormir cedo né!!!! Acordar as 4h da manhã... SQN, fomos dormir a 1h da manhã kkkkkkkkkkk

 

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Eu tentava fugir mas não deixavam kkkkkkkkkkk


Foi sensacional.....



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  • kkkkkkk 2

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4 dia - 28/02 Tchau UYUNI HELLO ATACAMA


Acordamos as 4 horas da manhã é isso ai meu ::essa::::lol3::::quilpish:: Depois da bagunça boa que fizemos, dos amigos, das risadas.... partiu Geisers.... Eu dormi com a roupa que iria sair.... no hostel tem cobertas, a cama é pessima (mas quem liga né não.... como diz um dos melhores mochileiros Quer conforto vá fazer um cruzeiro :P::lol4:: by Rodrigo vix!!! Sou fã dele mesmo ahahah

Todos os guias acordam sua galera, enquanto você vai no banheiro sem luz, tenta escovar os dentes com a água mega gelada , segue o jogo ah tomamos nosso desayuno com pão e geleia, manteiga (congelada), chá,leite em pó, café, tinha um doce de leite SQN, bolacha.


Ao sair para fora um frioooooooo.... não tenho a minima idéia de quantos estava.... mas

 

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Valeu a pena.... é surreal o céu lá.... Essa foto foi meu amigo quem tirou o Allan


Depois de ver o céu corremos para colocar as mochilas e pé na estrada.... partiu Geisers....

A estrada que vai até lá só o motorista deve saber pois não existeeeee kkkkkkkk é intuição só pode ser kkkkkkkkk mas chegamos..... E Lembram lá no começo que talvez eu não iria para o ATACAMA pela fronteira.... ::hahaha::::mmm:::otemo:: a neve deu uma trégua e eu consegui ir....


Chegamos nos Geisers as 5:00h e quem queria descer do carro para ir chegar perto ::dãã2::ãã2::'>::Cold::::Cold::::Cold::::Cold:: o carro tava quetinho com o ar quente kkkkkkkkkkkkk


Eu desci por 5 min ahah fui la dei uma olhada e tchau corri pro carro.....

 

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Eu até tirei uma foto dos geisers mas estava escuro e não ficou boa kkkkkkk


Seguimos para as piscinas naturais...... e muita neve pelo caminho.... ::Cold::


Sobre a roupa que usei nesse dia foi uma blusinha básica por baixo, minha blusa fleece, minha blusa corta vento, duas meias, e a bota (que também tem pelinho e carneiro por dentro), touca, luva e o lenço..... mas quando saímos para ir para as piscinas começou a esquentar.....


Ai mais uma vez eu quase pulei do carro para tirar foto kkkkkkkkk


Lindo nascer do Sol ::love::

 

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Seguimos mais uns 30 min e chegamos nas piscinas.... Gente sorry ey estava morrendo de frio e iria seguir viagem para a Laguna verde e depois para a fronteira... Não entrei.... não curto ficar na água.... apenas molhei os pés.....

 

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Não sei mas essa foto diz muito do que passei nesses 3 dias com as meninas.... Foi fantástico , fui com um pouco de medo pois não sabia o que iria acontecer, com quem iria fazer esse trajeto e Foi Sem palavras, as risadas, as músicas, o guia, a balada, as conversar.... Obrigada ::love::::love::


Ai como elas iriam voltar para a cidade, e eu continuar meu guia me colocou em um outro jipe que iria seguir viagem.... ahahahahahha chorei por me despedir :(::mmm: queria todo o mochilão com elas kkkkkk eu ri de mais..... mas em fim....


Ai fui para o outro carro, sentei na janelinha do ultimo lugar lá no fundo, ouvindo uma musica boliviana (nada contra ) com dois casais de coreanos (os que saíram na foto da janta ) e um casal de bolivianos também..... OBRIGADA DEUS por não ter feito todo o percurso com eles kkkkkkkkkkkkkkkk

 

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Até tentei trocar uma idéia em inglês.... mas eles não falavam muito ::putz::


Paramos na A Laguna Verde e o Vulcão Licancabur. MAS ESTAVA CHOVENDO então ela estava cinza... o vulcão não vi pois estava com muita nuvem kkkkkkkkk ::otemo::::ahhhh::

 

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Seguimos pela estrada, a vista é linda como sempre e em fim chegamos a fronteira Bolivia - Chile


Já tinha lido em relatos que na fronteira eles pedem uma graninha e foi o que aconteceu.....


Me pediram 15 bols para eu poder passar ahahaha CLARO que eu dei, o policial estava com meu passaporte, balançando e pedindo a grana..... carimbou o passaporte, dinheiro entregue... segue o jogo.... fui esperar a van que me levaria para o Atacama ::hahaha::

 

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muitoooooo frio!!!!

 

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eu estava radiante... muito feliz pois só o SALAR teria sido o máximo!!! mas ainda tinha 19 dias de férias kkkkkkkkk


Fiquei esperando a Van e segui até San Pedro Do ATACAMA.....

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Peço desculpas pelas fotos.... a máquina estava guardada.....


Próximo capitulo DESERTO DO ATACAMA.... NESSE MESMO DIA KKKKKKK POR QUE LÁ PARECE QUE OS DIAS TEM 30 HORAS!!!!


::love::

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Continuando......


Assim que chegamos em SPA, o motorista passa na fronteira para podermos passar na policia Federal, e bem simples, você entrega seu passaporte eles carimbam, perguntam se você está levando algo ilícito , e/ou sementes e plantas. NÃO PODE ENTRAR COM SEMENTES< FRUTAS< PLANTAS. Eu estava com banana, maçã tive que deixar tudo lá =(, a mochila passa pelo raio x e eles olham mesmo, um Australiana estava atrás de mim e ela esqueceu que tinah duas laranjas no fundo da mochila, abriram toda a mochila dela..... foi ai que achei minha nova amiga..... A van deixou a gente no centro mas as outras pessoas ou ficaram no hostel, ou na rodoviária. Eu fiquei no centro, queria achar o hostel e as agências que tinha anotado. Mas nisso cada uma foi para um lado AAHAH mais uma vez parecia uma barata tonta, a cidade é minuscula, mas após 3 dias dentro de um carro, com tudo incluso fiquei meio perdida mesmo..... sem wifi, só com minhas anotações, comecei a andar pela city..... Achei um hostel PORTAL ANDINO - iria fechar apenas uma noite 10 mil chilenos ::hãã::::tchann:: ESSA HORA QUE O BICHO PEGA A CONVERSÃO WTF!!!

 

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Não tinha nada de dinheiro, comecei a andar para Cambiar a grana parava nas casas de cambio a galera oferecendo uma merreca pelo real ai pensei F$%%¨ mas andei mais um pouco e ao lado do hostel que queria ficar tem uma casa de cambio onde eles estavam pagando $182 chilenos = R$ 1,00 as outras estavam oferecendo $160 chilenos ::carai:: mas antes de trocar eu fui até a agências...... entrei em várias mas sempre tem brasileiros parados na rua chamando você para fechar o pacote.... fui na agência Lickan Antay o brasileiro que me atendeu me ajudou muito, fizemos a cotação, ele mostra o papel com vários rabiscos de promoção (Só enganação) mas mesmo assim é mais barata que os outras agências....

 

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aqui é a visão de quem está olhando para a rua CAracoles.... Essa rua é a do Hostel... atrás tem a fármacia.....

 

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Essa é a Famosa Rua Caracoles.


Eram 13:30h e o passeio para o Vale de La LUNA sairia as 15:30h ..... Eu não queria perder tempo pois queria continuar a viagem o mais rápido possível, sai da agência fui cambiar e fechei o hostel, troquei de roupa deixei o mochilão no hostel..


sobre o hostel PORTAL ANDINO - limpo, simples com 3 quartos com 4 camas (2 beliches) as camas deliciosamente fofinhas, quentinhas cm cobertas limpas , claro tudo muito simples, o banheiro com chuveiro mega quente, fora do quarto, e tem 2 quartos privativos que eram mais caros.


Quando fui fechar o hostel eu encontrei a Australiana, mas ela não fez esse passeio comigo. trocamos idéia e partiu, passei no mercadinho comprei algumas besteiras para almoçar e fui para o Vale.


Saímos mas antes passamos na Pedra do Coyote na entrada paramos para pagar a taxa do parque $2.5 mil chilenos,mas Choveu muitooooooo no Deserto kkkkkkk eu tentei descer mas não deu... fiquei tão puta e estava tão cansada que nem tirei foto =( .Muita, mas muitas pessoas mesmo não obedecem a sinalização, passam pelas cordas para tirar fotos perto do penhasco (desnecessário).


Pensei PQP vai chover onde eu mais queria ir!!!! Do nada parou abriu o sol ahahhahahaha Obrigada!


Valle de la Luna é um passeio contemplativo a 2550 metros de altura, portanto, pode fazer no primeiro dia sem receio do mal de altitude Com eu já estava aclimatada por conta do SALAR então estava tudo ok. Tem trechos de caminhada fácil, vistas incríveis e aquela sensação de se sentir um grão de areia na imensidão da paisagem. O lugar é tão diferente que foi designado por astronautas como o ambiente mais parecido com o encontrado na lua. Quando você chega na portria, tem a entrada onde podemos descer para ir ao banheiro , Perguntei se tinha carimbo (não tinha ) Temos que pagar a taxa do parque de 3 mil se não me engano. Na volta passamos novamente para utilizar o banheiro e descobri que tem um museu, contando a história do Deserto e descobri que tem passeios para visitar cavernas ..... AI PIREI ::ahhhh::::hahaha:: Queria muito mas estava fechado nessa semana devido a CHUVA =(.

 

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Eu me arrependi de ir com agência, paguei $8 mil chilenos para ver o por do sol, mas poderia ter ido de bike e curtido o tempo que quiser, para alugar a bike se não me engano é $6 mil chilenos o dia todo.... e pode pedalar lá de boas.... o bus desce com o pessoa até as 3 marias e depois volta para fazer o passeio pelo Vale, tem dois caminhos, eu subi e pensei vou para a direita ahah travei.... o penhasco era tão alto e tão pequeno o espaço, estava tão cansada que parei e não conseguia andar.... fiquei parada lá por 15 min várias pessoas passando quase me empurrando e ninguém para me ajudar ahahah Até que uma família foi passar e perguntou se eu estava bem, comecei a chorar e disse que não e precisava de ajuda... o Senhor (deveria ser o pai) pegou na minha mão e a Senhora (deveria ser a Mãe) pegou na minha outra mão e foram comigo até a parte onde não tinha mais o penhasco.... Eu não sei o que aconteceu, bateu um pânico.... Sempre fiz coisas radicais mas naquele momento eu travei ahhahah ai ainda tinha uns 45 min, fiquei sentada observando as pessoas e o lugar e o "por do sol" pelas nuvens..... :(


https://www.facebook.com/100000899702706/videos/1571343416238967/



Após seguimos para o centro e eu fui para o hostel, tomei banho, e encontrei a Australiana e saimos para jantar, convenci ela de ir fazer o passeio no outro dia comigo de Piedras Hojas , ela estava muito puta pois teria que ficar até o final da semana pois ela iria continuar o mochilão para Salta e nã otinha bus para os próximos dias.....


:!: Assim que chegar na cidade vá no terminal e compre sua passagem..... não deixei para ultima hora....


Estava chovendo muito nessa noite acabamos indo na agência ela fechou o pacote e jantamos em um restaurante que indicaram muito bom (não anotei o nome do restaurante) mas ele fica Na Caracoles e é vegetariano de um lado e do outro serve comida normal.... comi uma macarronada ao pesto ( a melhor da minha vida) Que delicia.... um prato que dava para duas pessoas pois acompanhava um mega prato de salada tb.... gastei $ 4 mil chilenos.


Fui para o hostel arrumar as coisas pois iriamos sair as 6:30h da manhã !!!


Dormi muito rs muitoooo feliz e mega cansada!!!!


::love::::love:: Amanhã Piedras Hojas ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

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5 dia - 01/03 Piedras HOJAS o lugar mais lindo que já vi!!!

 

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Esse passeio para Piedras Hojas foi $35 mil chilenos com café da manhã e almoço incluso


O pessoal da agência passa no hostel por volta das 7:30h, a galera vai atéonde o bus sai e seguimos viagem, fui eu e a australiana, encontramos com um Americano, um indiano, 2 austríacas e um alemão, alguns deles eu havia encontrado no Vale de La luna mas não tinha conversado.....

Seguimos para a primeira parada que é uma laguna onde paramos também para tomar café.....


:!: Levei água e um pacote de bolacha, umas bananas, protetor solar, protetor labial, óculos de sol, a roupa fui com uma blusinha básica por baixo pois faz calor durante o dia, minha jaqueta corta vento, a bota, uma calça molinha, era fevereiro então estava de boa. Você que vai em maio a agosto tem muita, muita neve então as roupas são outras.... sei pois amigos form agora nessa época e muitos relataram que alguns passeios estavam fechados devido a NEVE!!!!


Pegamos a estrada , paisagens surreais novamente....


Chegamos na laguna dos flamingos , estacionamos , pagamos a entrada $3 mil chilenos, e andamos por lá apreciando a paisagem, encontrei um casal de brasileiros e uma moça que estava viajando sozinha também, conversamos um pouco, tomamos o desayuno - suco del vale, bolachas, pão com queijo e presunto, café, chá e leite em pó...... lá tem banheiro (use) pois a viagem é meio demorada.....

 

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Na estrada paramos e vimos alguns animais (não lembro o nome =0)...

 

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Seguimos até o vulcão.... (também não lembro o nome sorry).

 

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Seguimos para a Piedras Hojas.... Não tem muito o que falar do luar.... é simplesmente lindo!!!

 

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Depois de ficar algumas horas temos que ir né..... Um lugar de paz, tem muito turista chegando e partindo.... eu fiquei bem longe rs quis curtir o lugar, a paisagem... imaginei acampar ali (SENHOOOOR) sonhooooo quem sabe um dia né!!!! Mas Até breve Piedras Hojas....


Seguimos para o vilarejo onde iriamos almoçar e aiiiiii CARNAVAL ahah

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O almoço está incluso no pacote, você pode escolher um prato de 3. a entrada é sopa, tem suco a vontade, pão com um molhinho de pimenta delicioso.....

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O banheiro era meio precário pois estavam sem água rs


Seguimos para uma outra cidadezinha um perto de Calama. Para visitar a Igreja que foi destruida no terremoto e restaurada, ver o artesanato eis que vejo uma lhamaaaaaa na rua ahahahahahahaha

 

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Paramos na estrada para tirar umas fotos CAMINHO INCA E TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

 

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Muitos não sabem, mas o Deserto do Atacama está na mesma latitude do Tropico de Capricórnio. Esse é marco astronômico que marca o posicionamento mais ao sul do sol em relação a linha do equador, também conhecido como solstício de verão. Outro marco importante é o caminho inca que corta o deserto. No tempo do Império Inca existia um caminho que ligava Cusco, no Peru (capital do império) até Santiago, capital do Chile.

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Depois seguimos para o centro de SPA, o passeio acabou por volta das 15:30h.... andei pela cidade e fui até o terminal e comprei minha passagem para Calama$3 mil chilenos e a passagem para ARICA $ 20 mil chilenos....

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No terminal tem várias agências eu comprei pela Pulmmam tour. Voltei para o hostel quando cheguei no hostel conheci o Allan e um casal que estava com ele e tinham feito o Salar juntos... Conversamos muito, dei algumas dicas, contei do passeio , fomos no mercado, fomos no terminal para eles comprarem as passagens também depois a noite saímos para jantar ADIVINHEM kkkkkk SUSHI kkkkk foi bem legal conversamos muito e eles queriam sair a noite , eu estava morta queria minha cama pois no dia seguinte não iria fazer nada kkkkkkkkkkkk pois não queria gastar mais dinheiro. Meu bus iria sair as 19:15h para Calama, chegaria em Calama as 20:30h e meu bus para Arica sairia as 21:40h.


Então fui dormir, conversar com a galera do grupo e avisar minha família que estava tudo bem!!!


E ainda era só o 5 dia de mochilão ::hahaha::::love::::otemo::::lol4::

  • Gostei! 1

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Amei o relato!!!! Ansioso para os proximos capitulos!!! Só uma duvida, meu roteiro coloca spa antes de uyuni, sera que vale a pema fazer a travessia ou ir para uyuni e fazer so o passeio?

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simplesmente amando o seu relato!!!! Em setembro vou para o Peru, infelizmente como nunca viajei sozinha, decidi fazer uma viagem mais curta.. Mas lendo seu post, é certo que ainda vou para estes outros lugares.. continue postando! <3 Abraços.

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    • Por LuquinhasDeMochila
      Antes de começar este relato gostaria de agradecer IMENSAMENTE ao ilustre @rodrigovix, um dos grandes responsáveis por tudo isso ter acontecido. Para quem não conhece acho difícil estar procurando estes relatos e não o conhecer, ele é um dos responsáveis por escrever um dos relatos mais lidos (se não o mais) aqui do Mochileiros.
      - Man, muito obrigado por me inspirar e me estimular a seguir o mesmo caminho para realizar a experiência mais foda que eu já realizei na vida até o momento. Cerca de 90% desta viagem foi baseada em seu roteiro e seguida A RODO, cada mínimo detalhe.
      Mas ok, agora vamos ao que interessa! Ajeita essa coluna na cadeira, pegue aquela pipoquinha, coloca a coca no copo e se senta que lá vem MUITA história! 😆
      Tudo começou no início de 2016. Eu e meu amigo David (que por sinal será muito citado neste relato... grandes emoções nessa viagem ein, mano? HAHAH aguardem!) formulávamos o projeto da mochilar pela américa do sul. Após todo o processo de coleta de dados, ler 73 relatos e mudar de ideia 14x (vai pensando que planejar viagem é de boa, fiu) decidimos o que seria uma das melhores escolhas de nossas vidas: MOCHILAR pela BOLÍVIA, CHILE e o PERU por exatos: 21 dias. Loucura para alguns? Talvez. Mas era a loucura que a gente sonhou, planejou e imaginou por 1 ano. E ela finalmente iria acontecer.

      Créditos da foto ao Rodrigovix
       
      04/01 – Vitória X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni
      05/01 - Uyuni - Salar de Uyuni
      06/01 - Salar de Uyuni
      07/01 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama
      08/01 - San Pedro de Atacama
      09/01 - San Pedro de Atacama X Arica
      10/01 - Arica X Tacna X Arequipa 
      11/01 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica 
      12/01 – Huacachina
      13/01 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco
      14/01 - Cusco
      15/01 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas
      16/01 - Cusco X Águas Calientes 
      17/01 - Machu Picchu
      18/01 - Águas Calientes X Cusco X Puno
      19/01 – Puno (Uros) X Copacabana 
      20/01 – Copacabana x Isla Del Sol
      21/01 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz 
      22/01 - La Paz - Downhill
      23/01 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna 
      24/01 – Laz Paz – City tour
      25/01 – La Paz – Tiwanaku 
      26/01 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro
      A priori iríamos eu e o David. Mas faltando apenas 1 mês para o início meu primo João Paulo resolveu de última hora (DO NADA) comprar a passagem e embarcar nessa maluquice junto com a gente.
      Irei dividir este relato em várias partes. Procurarei descrever cada detalhe, mostrar as fotos de cada local e de cada situação e tentar passar um pouco para vocês de uma experiência totalmente ÚNICA. Entretanto, faz 4 anos que fiz essa viagem e não lembro exatamente dos valores de cada coisa (eu não anotei nada 😐), somente do valor total que gastei, então infelizmente isso não será um diferencial aqui neste relato, beleza? Mas vou me esforçar para lembrar os mais importantes ao longo da escrita.
      Não se incomode caso esse relato se assemelhe em váááários pontos com o do RodrigoVix. Vou pegar a estética do dele pois está muito foda, porém vou trazer a MINHA experiência o que foi totalmente diferente em vários pontos, fechou?
      Bom, seguindo o protocolo você deve estar se perguntando: Mas Luquinhas, primeiramente o que eu preciso para fazer um mochilão pela América do Sul? 🤔 A PRIMEIRA COISA QUE TODO MUNDO ME PERGUNTA E SEMPRE QUER SABER e foi a primeira coisa que eu quis saber antes de fazer o meu também rs você precisa: coragem para se desafiar e se conhecer, vontade de sair de uma bolha que as vezes nem imagina que vive e claro... a bendita grana! Tentamos fazer a melhor viagem, da forma mais econômica (dentro das nossas formas de curtir uma viagem) e foda possível. E o resultado: levamos 1200 dólares e ainda voltamos com 100 no bolso, GRUVA. TUDO. Mais uma vez, eu disse TUUUUUDO, desde um pão de queijo na rodoviária, a bota comprada na internet, tudo tudo tudo, saiu por aproximadamente 7.000 reais. Fruto de pessoas que sabem pechinchar e não ligavam pra comer bem e dormir em hotel HAHAHA Nossa grana era pra aproveitar a maior quantidade de passeios possível. 
      Bom, mas além disso, aqui vai uma relação do que eu levei, anote aí!
      Com antecedência:

      - PASSAGEM BRASIL (São Paulo) X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL

      - PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE

      - SEGURO VIAGEM - (Escolhi a MONDIAL TRAVEL)
      - INGRESSO PARA MACHU PICHU: Muitas pessoas falam que precisa comprar com antecedência. Isso porque o limite máximo de pessoas (por dia) em MP é de 2500 e, em períodos de alta estação esse número pode se esgotar rapidamente. Mas sinceramente eu acho muito difícil... relaxe, você vai conseguir comprar de boa. Chegamos em Cusco e na mesma hora já compramos para o dia seguinte, foi  muito tranquilo.

      Antecedência Opcional:

      - RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOURS: Aqui eu acho que vale a pena, apesar de ser muito tranquilo lá na hora, mas foi legal ver que tinha uma pessoa perguntando por meu nome na praça de Uyuni, me senti aqueles caras famosos chegando no aeroporto e um chofer esperando HAHAHAH. Mandamos um email uns 2 meses antes e fechamos por 850 bolivianos, preço média por lá mesmo.

      O que tinha dentro do meu mochilão:
      7 camisetas
      3 bermudas
      8 cuecas
      1 toca
      1 par de luvas
      1 toalha microfibra (secagem rápida)
      1 Money Belt (doleira)
      1 relógio
      1 sabonete
      1 shampoo médio
      1 protetor solar grande
      1 protetor labial
      1 repelente
      1 cadeado
      1 escova de dentes
      1 creme dental
      1 barbeador elétrico
      1 desodorante aerossol
      1 perfume
      1 cortador de unhas
      1 bepantol creme
      1 par de óculos de sol
      1 celular
      1 carregador 
      1 par de fones de ouvido
      1 caneta
      1 bloco de anotações
      1 capa de chuva
      1 pasta plástica para documentos
      1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional
      1 mochilão + toalha de secagem rápida sdds minha toalha que perdi em um hostel em San Pedro do Atacama 😢 (comprei no site da Decathlon por R$352,00: os dois)

      1 bota de Treking (comprei uma bem basicona na Centauro em um promoção por R$92,00... não recomendo porque estragou muito rápido, melhor investir e comprar uma melhor que dure bem mais!)
      NA PASTA DE DOCUMENTOS:
      ·        Cartões de embarque
      ·        Cartão internacional de vacina para Febre Amarela (ANVISA): dizem ser obrigatório, mas nunca pede pra ninguém. PORÉM FAÇA, custa nada!
      ·        Certificado do Seguro Viagem
      ·        Todos, eu disse TODOS os papéis que você receber durante a viagem!!!
      NO MONEY BELT:
      1200 Dólares (na época comprei o dólar no Brasil por uns 3,76 salvo engano, bons tempos, saudades...)
      300 Reais
      Passaporte
      ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
      03/01 Adiós Brasil!
      Estava de férias no interior de minha avó. Eu e David seguimos de ônibus para Vitória no ES. De lá pegaríamos um voo para Sampa logo cedo umas 6am, onde encontraríamos com meu primo João Paulo e seguiríamos para Santa Cruz de La Sierra na Bolívia.

      Foi um longo trecho... zero saudades dormir nessa cadeira tããão confortável.
      O nosso voo em São Paulo era as 11:30 da manhã do dia 04/01. E aí já começou a bagaceira. Era 11:00 e João Paulo (que estava vindo de Salvador) ainda não tinha chegado no aeroporto de São Paulo. Pronto! JÁ COMEÇAMOS A VIAGEM BEM, JÁ IA DAR MERDA VEI. Por sorte, faltando poucos minutos ele chegou como se nada tivesse acontecido (calmo, para variar... vocês vão ver que esse ignóbio nunca liga para nada ao longo do relato) e embarcamos para LA PUTCHARIA!
      Momento CÓPIA RODRIGOVIX porque estou com preguiça de escrever rs No voo para Santa Cruz, os comissários nos entregam 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo.
                 
      Mas enfim, depois de um trecho não muito longo de SP x Santa Cruz: AGORA A PARADA VAI COMEÇAR DE VERDADE! HEHEH
      ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
      04/01 OLÁ BOLÍVIA! Dedo no cu e gritaria!
      E, de lei, qual a primeira coisa a fazer? Cotação!
      Como em qualquer lugar do mundo, evitem ao máximo cambiar em aeroportos, shoppings ou zonas muito turísticas. Optem pelas regiões centrais, sempre que possível. Mais comércio, mais concorrência, melhores preços. Mas nesse caso iríamos fazer apenas uma escala para Sucre com a Amaszonas, então... se fudemos e tivemos que cambiar no aeroporto mesmo (estava caro p/ porra, mas é o jeito).

      Voozinho de boas, rápido... chegamos em Sucre. Sucre (2.810 m de altitude) é a capital oficial da Bolívia, diferente de La Paz (capital administrativa).
      Estava um frio do caralho e tínhamos uma única missão em Sucre: cambiar 100 dólares e seguir rumo a Uyuni, de ônibus. Aqui vai uma dica: ATENÇÃO PARA NÃO VACILAR COM OS TAXISTAS FILHAS DA PUTA!! Logo quando você vai na porta uns 200 vão vindo em sua direção falando um espanhol chato pra disgraça que te deixa nervoso. Resumindo: chore aquele desconto maroto e entre no carro do que achar mais confortável, vai na fé papai.
      Saindo da rodoviária de Sucre: Lá nos compramos o ticket da taxa terminal (Bs.1,50), obrigatório para embarcar. Essas taxas são bem comuns nas rodoviárias desses 3 países, fiquem sempre atentos a elas. E MAAAAAAANO, que rodoviária doida da porra man.
      Estava a 1 dia e meio sem tomar banho. Neste momento entrei em um banheiro e lavei foi o cabelo na pia mesmo, pivete! Uma gritaria da porra... nós 3 estávamos sem entender nada, UMA BAGUNÇA generalizada. Foram poucos minutos em Sucre: suficientes para não vermos a hora de chegar em Uyuni e sair daquele lugar HAHAHAH.
      (Ouvi relatos que Sucre não é ruim... tenho um amigo que foi e que curtiu a cidade. Minha experiência foi breve e ruim. Só queríamos entrar no ônibus e ir pra Uyuni logo rs.)
      Ao entrar no Ônibus conhecemos duas alemãs que estavam viajando também para o Salar do Uyuni. Pedimos água para se entupir de Dramin e aguentar a noite de sono (já estávamos enjoados com a altitude elevada e estava difícil dormir). Por um único momento fomos encarados como que estivéssemos consumindo drogas KKKKKKK Foi uma cena engraçada. Curioso que as encontramos no Chile depois, em uma longa história (que me dá raiva só em lembrar) que irei contar em breve.
       ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
      05/01 - Chegando em Uyuni: aquele sobre o mistério do velhinho de capuz e guarda-chuva, o Cemitério de Trens e o maior Deserto de Sal do MUNDO!
      Eram umas 05:30 da manhã quando o Ônibus parou em uma rua deserta, chuvosa e sombria, com uma sensação térmica de 2ºC. Juro, parecia uma cena de terror. A nossa primeira experiência na Bolívia já não tinha sido das melhores. Pegamos nossos mochilões e seguimos pelas ruas a procura de um local para tomar café e se aquecer (estava um frio do CARAAAALHO mermão).
      Mendigos  bêbados nos abordavam pedindo dinheiro, a chuva começava a engrossar, um silêncio de terror, até que... no canto da rua um moço de capuz e um guarda-chuva nos abordou e disse que tinha um bom lugar para nos acolher. MANO: tá no inferno abraça o capeta. Seguimos o velho debaixo do guarda-chuva e depois de poucos minutos nossos olhos brilharam: O VELINHO ERA O DONO DO SNACK NONIS! 😍 Simplesmente a lanchonete que o RodrigoVix disse que era para tomar café em seu relato. A gente riu feito a porra de felicidade e já foi logo entrando para comer, tirar aquela tralha toda e descansar um pouco antes de fechar os passeios.  



      O Snack Nonis foi uma excelente parada. Se você tiver a oportunidade de ir lá nos mande uma foto do nosso post it que deixamos na parede (se é q ainda tem lá 😆).
      Carregamos nossos celulares, compramos gorros na rua, cambiamos mais uns dólares e fomos ao Esmeralda Tours para acertar o passeio ao Salar.
      Acabamos fechando com a Esmeralda Tours mesmo. Primeiro porque o atendimento foi muito bom (quem nos atendeu foi a Eva). Segundo porque a agência tinha boas referências. E terceiro porque era o melhor preço médio que havíamos encontrado. Estava saindo por Bs.800 para quem fosse retornar para Uyuni e Bs.850 para que os fossem seguir para San Pedro de Atacama (cobra-se Bs.50 pelo transfer, isso em qualquer agência). Uma dica é: Também procure pela Andrea Tours e a Cordillera para avaliar os preços... Mas é quase tudo igual.
      ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
      O passeio pelo Salar do Uyuni dura 3 dias. No primeiro você visista o Cemitério de Trens. Pela tarde tira as fotos pelo Salar do Uyuni e durante a noite dorme no Hotel de Sal. No 2º dia você visita mais um tanto de plano de fundo do Windows, o Árbol de Piedra, e vários vales/montanhas... Já no 3º e último dia ou você pode voltar para Uyuni ou seguir direto para San Pedro do Atacama (o que foi o nosso caso), no Chile. 
      Seguimos em um 4x4 somente de BRASILEIROS. Isso mesmo! Éramos 3 e a empresa nos colocou com mais 3 meninas brasileiras. Era uma mãe que viajava com suas duas filhas. São 3 dias juntos, dormindo junto e compartilhando histórias de vida. Ensinando e aprendendo. Impossível não sentir a primeira emoção de mochilar: compartilhar a vida de uma maneira que você nunca imaginou, em locais surreais, em diferentes situações. 
      PRIMEIRA PARADA: CEMITÉRIO DE TRENS!
      Sinceramente: nada de mais. Um local legal para tirar fotos... mas não passa de uma pasto com ferragens, resumidamente HAHAHA. Ficamos uns 20-30 minutos, tiramos uma fotos e seguimos para O LOCAL MAIS FODA.

      No caminho para o Salar o carro ainda para em um poços lá, mas nada de mais também... acho que é um Geiser. Mermão, eu só sei que sai um fedorzão de ovo podre do caralho. mas numa viagem dessa, parceiro, até se a parada fosse pra ver uma galinha cagando eu não tava nem aí: TÔ NA BOLÍVIA MAAAAN! 🤩
      Mais uns Km e TCHARAM! O maior deserto de sal do MUUUUUNDO, porra! 
      Confesso, foi 200x mais incrível do que eu tinha em minha cabeça. O carro dá uma parada em um restaurante no meio DO NADA onde tem 47 empresas de turismo almoçando com seus clientes, tiramos foto no marco das bandeiras, e voltamos a andar pelo enorme Salar onde faríamos paradas para ver o pôr do sol (um dos momentos mais fodas), o salar espelhado (sorte em ter visto, só ocorre em poucos meses do ano), a Isla Del Pescado e, finalmente, voltar para o hostel onde passaríamos a noite. Segue algumas fotos de cada trecho:


      Marco das Bandeiras e eu achando o máximo fingindo que tava amarrando uma bandeira qualquer e a foto ia sair muito legal...

      Aqui já foi depois do almoço. Vamos para o meio do Salar tirar vária fotos e ficamos uns 30min pra admirar aquela coisa de outro mundo. 


      Isla Del Pescado: um vale no meio do NADA. MUITO foda e bonito pra caralho esse momento. Não tem muito o que explicar com fotos, é só sentar e olhar aqui tudo! É foda!

      A chance de ver o Salar levemente espelhado. Pausa para um foto ridícula, mas vale a recordação HAHAHAH
      Finalizamos com um pôr do sol SINISTRO que não cabe em nenhuma foto, apenas na memória. PQP, só olhar para aquela imensidão e refletir coisa pra caralho. O processo de se conhecer em um mochilão está nos mínimos detalhes. 
      Seguimos para o nosso hostel passar a noite mais fuuuuuudida que eu já passei na vida. E foi assim que fui pego pelo MAL DA ALTITUDE, é meus amigos... torça para não ter, por que parceeeeeeeeeiro: eu quis morrer vei. Taquicardia pra caramba, falta de ar e um mal estar dos infernos. Para variar, ainda tinha um grupo de holandeses bebendo vodka na sala fazendo um barulho da porra as 3 da manhã piorando ainda aquela noite que foi uma das piores da viagem. Os primeiros perregues estavam começando a chegar, em apenas 2 dias de viagem. VAMOS Q VAMO! 

      Nota: Sim, o deserto é TODO de SAL. O chão, as paredes, as cadeiras KKKKKKKK 
      ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
      06/01 - Salar do Uyuni 2º dia: aquele sobre lagunas e mais lagunas!
      [Pausa para o flashback: VOLTEI , CARAI! Depois de quase 1 ano e meio parado sem escrever isso aqui, foi necessário uma PANDEMIA e uma quarentena para eu me situar e refletir mais uma vez no quanto a vida é feita de MOMENTOS e principalmente de PESSOAS. Em meio a todo esse caos, cá estou eu visitando novamente está página e me deparando com algumas poucas pessoas que me motivaram a continuar e concluir esse relato (prometo, agora vai!).] 
      "Sabe aqueles cenários tipo fundo de tela do Windows, que você acha que não existe, de tão bonitos? Pois é, eles existem." E com essa frase eu ininio o segundo dia de viagem. Pensei aí numa laguna mais bonita que a outra, irmão!

       
      O esquema de visita a essas lagunas é basicamente chegar, ficar uns minutos, partir pra outra, que costuma ficar a menos de uma hora de distância, ficar mais uns minutos, almoçar, partir pra outra, ficar mais uns minutos, e depois segue viagem.
      Neste dia do passeio além das lagunas visitamos também Él Arbol de Piedra no Deserto de Siloli. A essa altura, estamos praticamente na porta de entrada da Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa. É lá que pagamos a entrada de Bs.150 (preço fixo para estrangeiros). Lá fica a Laguna Colorada, lar daqueles trilhões de flamingos. E, ali mesmo, próximo à laguna, estava o hotel em que passaríamos nossa 2ª e última noite desse passeio. 
      Não tivemos boas experiências neste dia, dividimos o quarto com as outras 3 meninas brasileiras e praticamente todo mundo estava com o mal da altitude. Parece que cada dia um ia ficando pior que o outro, na noite anterior foi eu, neste dia foi João Paulo... Mas nada que um bom jantar a noite não melhorasse! Ganhamos um vinho de presente, abrimos, falamos da vida e aproveitamos para tomar um chá de coca para ver se ajudava a dormir bem, não funcionou muito não, mas ok. 

      Pasta, pollo, vinho e pão: uma das refeições mais sofisticada da viagem foi essa aí! HAHAHAHAHA

      O famoso chá de coca que não bate porra nenhuma (pelo menos em mim).
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      07/01 Salar do Uyuni 3º dia e SPA 1º dia: sobre acordar cheirando ovo podre em um país e terminar admirando o infinito em outro
      Levantamos muito cedo, ainda era escuro. O primeiro ponto de parada foram os Geisers que nada mais é do que uma [WIKIPEDIA ALERT] nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor de ar com cheio de ovo podre, sim, ovo podre! Ficamos pouco tempo, tiramos umas fotos e logo fomos para as Aguas Termales, o que mais aguardávamos. Apesar de estar um friiiiio da porra e ter sido muito difícil para entrar não sabíamos que o pior estava por vir: o mais difícil era sair.

      Geisers del Tatio - Sol de la Mañana

      Aguas Termales
      Ps.: Minha recomendação é: ENTRE, GRANDÃO, SEM MEDO DE NADA! Não pense muito antes de entrar senão você desiste, sério. E posso te garantir, com 100% de certeza, que é uma experiência foda e você não vai querer mais sair de dentro. As outras meninas que estavam com a gente no carro não quiseram entrar, respeito, mas acredito que em oportunidades como essas só vivemos uma única vez, então se joga! 
      Bom, saímos das Aguas Termales e seguimos em direção à fronteira. No caminho paramos para tirar uma foto com nosso guia (Ausguto) que foi muito brother e com certeza marcou esse início da viagem.

      Eu (em pé lá), João, David e Augusto (de vermelho, nosso guia).
      E o que acontece nessa fronteira? Então, você chega, tem uma filinha de pessoas que precisam passar por uma rápida vistoria. Basicamente você mostra seu passaporte, paga uma propina de Bs. 15 (não sabemos o porque disso, mas ele cobram) e estámos liberados para entrar no Bus e ir para o Chile.

      Fila para passar pela revista na fronteira Bolívia-Chile.
      CHI CHI CHI, LE LE LE! Meu amiiigo, logo nos primeiros passos já percebemos a diferença na organização do Chile. Estradas com um bom asfalto, toda sinalizada (talvez à "propina" seja para isso, não sei) e bem mais arrumada que a Bolívia. 
      - Rapaz, o dia está apenas na METADE. Pense em um dos melhores dia de minha vida? Esse foi esse que você está lendo eu relatar aqui agora. Você não sabe o que estar por vir. 
      Certo, voltando. Chegamos em San Pedro do Atacama por volta de 11h da manhã. A gente só sabia que tinha que achar logo um hostel para tomar um banho, deixar os mochilões, cambiar e aproveitar para ainda conseguir fazer mais um passei naquele dia. Passamos pela vistoria que tem no momento que chegamos na cidade e tínhamos a possibilidade de pegar um táxi ou ir andando para o centro. Você acha que 3 mochileiros vão escolher o que? Seguimos andando em direção ao centro da cidade (não era tão longe assim). 
      Aqui a gente tinha um plano. Pensávamos em seguir para o Hostel de uma tal de Dona Maria que já tínhamos visto na internet e visto boas recomendações. A questão é que a gente não sabia que essa dona Maria era uma FILHA DA PUUUUUTA! E eu vou te contar o por que agora. Chegamos no hostel dela e perguntamos quanto seria a estadia para os 3 dias: ela disse 10.000 pesos chilenos (o que realmente era bem barato, o mais barato da cidade por sinal... mas não sabíamos, a gente tinha acabdo de chegar ali). Em compensação o local era podre, toda acabado, tinha uma VALA, mano... era muito fudido, sério. Beleza, pedimos um desconto (de lei, né?!), ela não aceitou e ainda ficou nervosa... falamos com ela que a gente ia dar uma conferida em outros hostels pois tinha acabado de chegar e de repente essa Dona Maria firou um foi um BIXO, full pistola com a gente.
      - COMO É QUE PODE VOCÊ REJEITAR O MEU NEGÓCIO!!! TODOS SABEM QUE EU SOU O HOSTEL MAIS BARATO DE SAN PEDRO, ISSO É UMA AUDÁCIA. VÁ E VOCÊ NÃO ENCONTRARÁ MAIS NENHUM MELHOR QUE O MEU.
      Como o nosso orçamento não era dos maiores, tivemos que ouvir isso na maior paz. Eu e David fomos cambiar uns dólares e deixamos João Paulo de cobaia para reservar nosso lugar. E quando voltamos... O CORO COMEU! HAHAHAHA Encontramos João Paulo no meio do caminho PUUUUTO dizendo que Dona Maria continuava xingando a gente e dizendo que não era mais para a gente ficar lá, que ela não permitia esse tipo de situação. HAHAHA Eu ainda tentei voltar para conversar com ela na maior paz, porém lembra daquelas meninas que deram água para a gente no ônibus de Sucre para Uyuni? Então, coincidentemente elas já tinham escolhido nosso quarto HAHAHAHA. Enfim, sem mais delongas... resolvemos procurar um outro hostel e acabamos escolhendo um mais caro (14.000 pesos chilenos) mas que porém foi uma das melhores escolhes que fizemos na viagem: dormimos bem em quarto privativo, banho quente, comida boa... enfim! Recarregamos literalmente as energias. 
      Recomendação: Se eu não me engano foi o El Toconao.
      Vamos a parte boa do negócio logo então. Como funciona os passeios em SPA?
      Fechamos o Valle de la Luna + Valle de la Muerte no primeiro dia, Lagunas Altiplanicas + Piedras Rojas no segundo dia, e Salar de Tara no terceiro dia. Tem a possibilidade de ir para Uyuni no final também, depende de como você organiza sua trip. Como estávamos vindo de lá, fizemos os passeios clássicos saindo de lá, sem voltar. E para nossa felicidade, o Valle de La Luna + Valle de La Muerte saia por volta das 15h, tempo ideal para almoçarmos, tomarmos um banho, cambiar, e descansar um pouco.
      Seguindo em direção ao primeiro passeio eu realmente fiquei sem palavras. Era um plano de fundo do Windows atrás do outro...

      Valle de La Luna

      Em direção ao Valle de La Muerte

      Valle de La Muerte

      Cara... sabe a sensação de você acordar em um país e admirar o infinito em outro que eu disse no título desse capítulo? Então, foi a sensação que eu senti nesse momento. 
      DICA: Esse lugar é realmente lindo. Quando você chega lá no alto e vê toda aquela imensidão, é difícil até descrever. A dica que eu quero dar é: APROVEITE o momento. VIVA a experiência. O que eu percebi foi uma imensidão de turistas fazendo fila para tirar foto na pedra e preocupado apenas se tinha ficado legal pra postar nas redes sociais, e com isso estavam perdendo o principal, que era aquele magnífico espetáculo do sol colorindo aquela imensidão toda do deserto. Então, tire as fotos que você quiser, mas reserve um bom momento para ficar ali parado, respirar fundo e admirar aquela beleza toda. Dificilmente você terá outra oportunidade dessas na sua vida, então não a desperdice preocupado com selfies. "Nesses pequenos momentos o mochilão vai nos ensinando muitas coisas, é algo muito além de uma imagem bonita... é sobre pessoas e todo o processo que você passou para chegar até ali" (parafraseando meu querido amigo David nessa frase que fez a gente se emocionar).  
      Voltamos revigorados, compramos mais uma águas, comemos em um lugar qualquer que infelizmente depois de 3 anos não lembro mais (HAHAHAH) e fomos descansar para o próximo dia. 
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      08/01 SPA 2º dia: aquele sobre Valentina e mais um plano de fundo do Windows
      Começamos o dia 8am. Seguimos em direção as Lagunas Antiplanicas e no meio do caminho uma pausa para admirar essa pintura: 



      Laguna Antiplanicas: parece foto do Google... Imagine ver isso com os próprios olhos? Era uma sensação muito louca todo santo dia, a gente ficava sem acreditar que aquilo existia tão perto da gente. 
      Uma pausa para fotos e seguimos para aquilo que era considerado um dos pontos turísticos mais fantásticos de San Pedro: Piedras Rojas. Nem vou falar muito, acho que as fotos falam por si só.

      Piedras Rojas
      Uma dica: JAMAIS deixem de incluir Piedras Rojas em seu roteiro de SPA. Infelizmente, no ano passado, eu soube que o local estava interditado por conta de vandalismo. Algumas pessoas picharam algumas das pedras e houve levantamento de Drones para a gravação de um comercial esportivo. Não sei como está a situação por agora, porém espero mesmo que eles tenham reaberto esse marco. 
      Como de costume em quase todos os passeios a dinâmica funciona o seguinte: vai de Bus, pausa, tira umas fotos, entra no Bus, segue para outra paisagem fantástica, mais uma pausa para mais fotos, volto pro Bus, pausa para refeição, volta pro Bus e segue adiante.
      A questão que eu queria compartilhar com vocês neste momento do relato é que: APROVEITEM ao máximo as pessoas que vão junto com vocês nesses caminhos. Tem gente de todo lugar do mundo. E foi assim que para alegrar ainda mais nosso dia, tivemos a sorte de se bater com Valentina, que morava no Chile e estava aproveitando as férias para conhecer sua cidade viszinha (é para poucos ter esse roteiro mais perto de casa ainda, né). Essa figuraça veio a viagem toda resenhando com a gente HAHHAHAHA.


      Chega de palhaçada, de volta para o hostel onde a gente precisava de um bom banho, se alimentar melhor e descansar para o segundo dia de viagem. Curiosamente neste noite eu comecei a sentir uma coceira debaixo do braço... meio como se fosse uma alergia. Aquilo me incomodava bastante, chegava a doer um pouco. Comecei a pensar que tinha pegado alguma alergia ao desodorante. Mas enfim, ignorei e segui adiante. O que esse incômodo era? Cena para os próximo capítulos
      Aproveitamos para conhecer um pouco da noite de SPA. A cidade estava cheia e aqui eu quero comentar um ponto com vocÊs... realmente o Chile é BASTAAAANTE caro. Gastamos em 3 dias no Chile o que não gastamos em 10 dias no Peru, acredite. Mesmo assim, como só iríamos passar poucos dias e depois de todo o stress passado com a desgraçada Dona Maria, resolvemos nos presentar com um vinho e uma pizza perto da pracinha da Igreja. Foi uma noite muito atípica, na volta pela casa João Paulo ainda pegou o violão de uns meninos na rua e aproveitou para tocar umas músicas e fazer um gruoove sacanaaaagem HEHEH. Sinto saudade desses momentos, de conhecer a verdadeira cultura local, saca? De sair pelos bairros mais distantes, ver como funciona a cidade em vários horários distintos.
      Chegamos em casa, dormimos BEM PARA O CARALHO (ó hostel que renovou a alma ein, meu caros amigos) e ficamos no aguardo do 3º e último dia. 
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    • Por Felipe de Melo
      Senhoras e senhores, boa noite! Fiz meu primeiro mochilão pela América do Sul ano passado (set/2019) e resolvi compartilhar com vocês meu relato de viagem feito da Trilha Inca Clássica. Espero que gostem e que possa ser útil de alguma forma. Agradeço primeiro a Deus pela oportunidade de tê-lo feita e por ter encontrado, aqui no fórum, pessoas acessíveis para tirar dúvidas (valeo Rodrigo). Bom, esse é meu relato de viagem, espero que gostem e qualquer dúvida estou a disposição, paz!











      Relato da viagem.docx
    • Por Mel e João
      Antes tarde do que nunca!!!!
      Foi o que pensei ao começar esse relato, mas quer saber, mesmo se passando mais de 2 anos acho que será útil de alguma forma 😉
      Sou a Melissa e fiz esse mochilão com meu marido, o João, em setembro de 2017. Durante toda a fase de planejamento utilizamos os relatos daqui como base, isso nos ajudou demais, portanto muitooooo obrigada a todos que dispõe do seu tempo para dividir experiências por aqui, vocês são foda!!!  💓
      Como já passou algum tempinho não vou me lembrar de muitos detalhes, mas prometo me esforçar 🙂

       
      Leiam isso!!!
      Queríamos muito fazer um mochilão e após pesquisarmos aqui no site vimos que essa trip caberia no nosso orçamento, então juntamos esse fator com a imensa vontade de conhecer as terras hermanas e começamos a programação.
      Partimos somente com a passagem de ida e volta e nosso roteiro bem definido, não fizemos nenhuma reserva de hospedagem ou passagem de ônibus. Deixamos para negociar pessoalmente e assim fizemos até a metade da viagem, porém torna-se cansativo “bater perna” atrás do melhor preço e optamos por utilizar o Booking e reservar as hospedagens uma cidade antes.
      As passagens de ônibus e passeios podem ser facilmente compradas com pouca antecedência, não se esqueçam de sempre pechinchar!!!!
      Em relação à segurança não tivemos problemas, tem regiões muito pobres, alguns pedintes, mas nada além disso. Lógico que não marcamos bobeira né, sempre com a grana no moneybelt, não mexíamos no celular ou GoPro em locais ermos, atenção redobrada com nossas bagagens nas viagens de ônibus, etc.
      Só senti um pouco de receio quando desembarcamos na rodoviária de Nasca a meia noite e saímos caçando um hostel barato na cidade vazia, com poucas “almas penadas” nas ruas kkkk e em Ica quando tivemos que abandonar o Hotel na madrugada devido barulhos insuportáveis no quarto ao lado (parecia uma briga). Tudo isso pode ser evitado com reservas de hospedagem, fica a dica 😉
      Alimentação geralmente é muito barata se você opta por uma refeição simples em locais populares. Não frequentei restaurantes requintados ou de comidas típicas para indicar, ia mais nos PF da vida kkkk. Na Bolívia o negócio é mais roots sabe, mas da pra se virar tranquilo, afinal tem sempre um mercadinho e a batata Pringles lá era bem barata kkkk. Já no Peru comemos muito bem com pouca grana, eles tem costume de tomar uma sopinha de entrada nas refeições, a de quinoa é muito boa!! Tem uma marca de cookies nos mercados que é barata e muito boa, chama Chips Ahoy se não me engano, quebra um galho uma dessas na mochila de ataque.
       
      Cotação da moeda na época (Set 2017)
      R$ 1,00:       2,23 bolivianos
      R$ 1,00:      1,03 soles
      R$ 1,00:       200 pesos chilenos
      Mesmo com as oscilações cambiais, esses destinos têm valores bem atrativos.
       
      Passagens aéreas:
      Pesquisamos muito e fechamos ida e volta (era mais barato assim) com a GOL, porém aconselho a pesquisar com maior antecedência pois existem opções mais baratas.
      Santa Cruz de La Sierra é um destino comum em promoções relâmpago de companhias aéreas e programas de pontos, fiquem de olho. Recomendo também o app “melhores destinos” para busca de passagens em promoção.
      01.09.17: São Paulo (Guarulhos) X Santa Cruz de La Sierra (Bolívia)
      26.09.17: Santa Cruz de La Sierra X São Paulo (Guarulhos)
      Valor: não lembro com precisão, mas era em torno de R$800,00 ida e volta.
      ATENÇÃO: Se você possui aqueles cartões de crédito Platinum se informe sobre seus benefícios, pois se você compra suas passagens aéreas nele tem direito ao Seguro Viagem na faixa, incluso um dependente. Pena que só descobri isso após comprar as passagens em outro cartão e tive que fazer o seguro particular, custou uns R$150,00 por pessoa na AssistCard.
       
      Nosso roteiro:
      Sta Cruz de La Sierra – Sucre
      Sucre – Potosi
      Potosi – Uyuni
      Salar de Uyuni – Deserto do Atacama
      Atacama – Arica
      Arica – Tacna
      Tacna – Arequipa
      Arequipa – Nasca
      Nasca – Ica
      Ica – Cusco
      Cusco – Aguas Calientes
      Cusco – Puno
      Puno – Copacabana
      Copacabana – Isla Del Sol
      Copacabana – La Paz
      La Paz – Sta Cruz de La Sierra
      Sta Cruz de La Sierra – São Paulo
       
      O que levar
      Primeiro passo é saber qual será a estação do ano, quantos dias ficará e o limite de proporções da bagagem pela companhia aérea, tendo isso o resto é bem simples, prometo 🙏
      Lembre-se que quanto menos levar, menor será o peso que carregará, esse é o mantra!!
      Durante a viagem, conseguimos facilmente lavar nossas roupas por baixo custo, utilizamos pausas estratégicas de alguns dias em determinado destino para isso, pois geralmente o serviço entrega em 24h.
      Levem peças em tonalidades mais escuras (roupa branca é furada, pois suja muito rápido), versáteis, confortáveis, de preferência que sequem rápido e que possam ser vestidas em camadas (era normal eu vestir uma calça sobre a outra a noite pois o frio é tenso demais).
      Vou tentar montar uma lista aqui com o que levei e o que achei que faltou, espero que ajude:
      ·         Mochila 77L Trilhas e Rumos. Não tinha, então pesquisei muito e comprei no site da marca que estava com um preço excelente (abaixo de R$400,00) e é de ótima qualidade. Se curte esse estilo de viagem, invista em uma de boa qualidade, pois dura muito.
      ·         Saco de dormir. Usei muito! Sério mesmo! À noite o frio é tenso, os cobertores dos Hostels eram insuficientes. Meu marido é calorento e mesmo assim usava o dele. Alguns locais, como no Salar de Uyuni, o pessoal aluga, não lembro os valores, mas não acho muito higiênico.
      ·         Go Pro, acessórios
      ·         Calças: levei 01 jeans, 01 legging normal e 01 com forro bem quentinho, 01 calça bailarina.
      ·         07 camisetas e 03 manga longa (estilo segunda pele da Decathlon)
      ·         01 par de luvas
      ·         01 gorro (comprei mais um por lá)
      ·         10 calcinhas e 02 sutiãs (cores neutras e confortáveis)
      ·         01 bermuda jeans (usei no último dia, portanto retiraria da lista)
      ·         02 jaquetas (01 com forro de pena que consegue ser guardada em um pequeno saco e 01 com tecido semi-impermeável e forro de soft, ambas da Decathlon)
      ·         07 meias (escuras de preferência). Levei 02 bem grossas, daquelas de vó mesmo kkkkk e foram super úteis
      ·         02 blusas de frio (01 moletom forrado e 01 polar)
      ·         01 toalha de secagem rápida
      ·         01 headlamp + pilhas (não conte somente com a lanterna do celular e sim usamos bastante)
      ·         Mochila de ataque 20L (será sua parceira inseparável!!)
      ·         01 travesseiro, daqueles de pescoço, inflável (comprei na Daiso por R$7,90) item imprescindível para as longas viagens de busão
      ·         01 óculos de sol
      ·         01 moneybelt ou doleira ou como quiser chamar
      ·         Celular e carregador
      ·         01 caderno de anotações (graças a ele que estou fazendo esse relato 2 anos depois kkkk)
      ·         01 pasta para colocar documentos (seguro viagem, comprovantes que foram surgindo no decorrer da viagem, etc)
      ·         01 par de chinelo
      ·         01 bota de trekking ( a minha é da Nord, não é impermeável e deu conta do recado)
      Comprei por lá um gorro e uma blusa de lã que usei muitooooo tb
      Itens de nécessaire indispensáveis:
      ·         Protetor solar (corpo e rosto)
      ·         Itens de higiene pessoal
      ·         Lenço umedecido (salvação nos dias em que tomar banho é impossível)
      ·         Medicamentos (minha lista foi: Buscopan, Profenid, Dipirona, Dramin, Omeprazol, Luftal, Neosaldina, Floratil
      ·         Pinça e cortador de unha
      ·         01 batom (único item de maquiagem que levei e foi suficiente)
       
      O que faltou
      ·         Álcool em gel
      ·         Garrafa de água (improvisei com uma de Gatorade)
      ·         Protetor labial (fez muita falta!!! Nos primeiros dias nossos lábios já estavam totalmente ferrados)
      ·         Hidratante de rosto
      ·         01 boné
      ·         01 legging a mais
       
      Espero que essas informações ajudem bastante 😀
      Agora para atiçar a galera, segue o link de um vídeo que meu marido batalhou para editar, mas ficou show! Pegamos essa ideia de um dos relatos daqui, o @Tanaguchi, muito obrigado pela ideia e relato maravilhoso.
       
       
       
       
      Gastos!!!!!!
      Somando todos os gastos da viagem, desde passagem aérea a lembrancinhas (que por sinal são lindas e baratas), tivemos um gasto de R$5.000,00 por pessoa. Achei um excelente valor para uma viagem de 26 dias. Claro que esse valor depende de muita pechincha e pesquisa, pois quase tudo lá tem um preço acessível, porém da para baixar mais kkkk.
      Os valores detalhados no relato são geralmente por pessoa, porém algumas coisas como refeições, hospedagens e taxi são compartilhados (vou tentar pontuar no relato).
       
      Bom chega de conversa e vamos aos fatos 😜
      Dia 01
      Chegamos em Sta Cruz de La Sierra, aproveitamos um Wi-fii no aeroporto para uma breve comunicação com a família. Saindo do aeroporto e pedindo informações, conseguimos localizar o terminal bimodal (transporte público que nos levaria até a rodoviária), gasto total de 8 bols.
      A rodoviária de Sta Cruz é tumultuada e suja como quase todas que já passei na vida kkkk, lá compramos a passagem para Sucre por 80 bols (empresa Guadalupe), cambiamos uma grana ($1 – 6,85 bols). Como tínhamos umas horas até o embarque fomos procurar algum lugar pra comer, dividimos um combo de frango frito com batatas que estava bem ruim, quase não comi (26 bols) e compramos umas bolachas para enganar a fome na estrada (10 bols).

       
       
      Dia 02
      Chegamos mega cedo na rodoviária de Sucre, o local não estava bem estranho e não sentimos muita segurança para rodar atrás de busão com as mochilas, optamos por um táxi, negociamos muito o preço e fechamos por 10 bols para nos deixar no centro da cidade (o Uber não era tão popular naquela época, talvez hoje em dia seja uma opção).
      O centro da cidade é bem legal, paramos na Plaza de Armas e não tinha praticamente nenhum comércio aberto, entramos em um café que não lembro o nome, que apesar de um caro era bem bacana e tinha Wi-fii rsrs (café 40 bols).

       
      Fomos até um hostel aleatório e pedimos para guardar nossas mochilas (15 bols) pois íamos rodar muito pela cidade. Visitamos o Museu de La Libertad (15 bols) muito legal.
      Saímos desbravando a cidade, subimos até o Mirador onde rolava uma feira de rua com lembrancinhas muito lindas e baratas, paramos para almoçar em um comedouro público (o nome é feio mas vc irá se deparar com vários assim no decorrer da trip) onde pagamos 11 bols em um almoço que conseguimos dividir 😄 , a comida era simples e boa, um arroz com frango e salada, porém a questão sanitária não é o forte por lá, as comidas eram armazenadas em uns baldes e a mulher que montava o prato pegou o frango com a mão e pôs no meu prato (sem luva, talher, nada disso 😅).
       
      Aproveitamos e cambiamos mais grana por lá antes de pegar o bus até o terminal Sucre (1,50 bols). Pagamos 20 bols na passagem até Potosi pela empresa Emperador.
      Chegamos de noite em Potosi e sem sinais de Soroche ( mal de altitude) até o momento, graças a Deus!!!!
      Na rodoviária pegamos um busão até a Plaza 10 de novienbre (1,50 bols) e de lá começamos a caçar hospedagens. A cidade estava bem movimentada, rolando umas barraquinhas de comidas e bebidas, tranquilo para andar. Fechamos a hospedagem no Koala Hostel, indicação dos relatos daqui J (quarto compartilhado 60 bols), local simples porém com ducha quente e café da manhã, indico.
      Saímos a pé para jantar e paramos em uma pizzaria (28 bols), depois voltamos para o Hostel para descansar um pouco, estávamos pregados.
      Dia 03
      Tomamos um café da manhã no Hostel e experimentamos o famoso chá de coca (meu marido odiou, mas eu não achei ruim não).
       

       
      Visitamos a Casa de La Moneda (40 bols), super recomendo!!! Local excelente para descobrir um pouco mais sobre a História, que apesar de pontos muito tristes é muito interessante.
      Passamos um bom tempo passeando pelo centro da “cidade branca”, estava rolando uma apresentação na rua de várias escolas, como um desfile, cada grupo de crianças com roupas e danças típicas, coisa linda de se ver!! 🥰
      Paramos para almoçar, não lembro o nome do local (23,50 bols), pegamos nossas mochilas no Hostel e caminhamos até a rodoviária. Era uma boa caminhada, mas foi bem tranquila.
      Compramos nossa passagem com destino a Uyuni por 30 bols com a empresa 11 de Julio. Lá na rodoviária ficam várias pessoas gritando “Uyuni” oferecendo os serviços das empresas de ônibus, lembre-se de negociar sempre!! Como tínhamos um bom tempo até nossa partida, aproveitamos para comprar uns snacks em um mercadinho em frente (18 bols). Dica: sempre leve snacks na mochila, principalmente nas viagens de busão, pois são longas e muitas vezes as paradas não tem quase nada de opção.
       
      Dia 04
       
      As viagens de ônibus pela Bolívia vão ficar pra memória 🤣, foram todos os tipos de perrengue, desde veículos em condições precárias, sem cinto de segurança e banheiro, foras as estradas ruins com curvas alucinantes que cortam uns lugares completamente isolados.
      Outra coisa que sempre me deixou assustada são aquelas cruzes na beira da estrada com flores e imagens religiosas que sinalizam que alguém morreu por ali, cara isso é o que mais tem por lá!!!!! Chega a ser surreal, ao fim da viagem já tinha costumado kkkkk.
      Fora que alguns ônibus possuem TV e DVD, que na maioria das vezes são deixados em volumes altíssimos. Em uma das viagens passou toda a sequência do Karate Kid (nem sabia que tinham tantos 😂) em um volume estrondoso e não dormi a viagem toda, e sim foram algumas pessoas reclamar para o motorista, mas não resolveu nada.
      Enfim chegamos em Uyuni umas 23h e por incrível que pareça a cidadezinha estava com várias pessoas oferecendo os passeios pelo Salar. Dá pra perceber que é o turismo que movimenta a região. Na própria parada de ônibus ficavam pessoas te abordando.
      Nossa ideia era fechar o passeio, comer algo e procurar um Hostel, já tínhamos umas indicações de empresas que vi aqui nos relatos e assim saímos buscando o melhor preço. Pesquisamos bastante, mas não fechamos para poder negociar descontos (negociem tudo!!!!!) e pq percebemos que podíamos fechar no dia seguinte, cedo, sem problemas.
      Como estava um frio de lascar e a fome estava apertando, saímos caçando um lugar pra comer e já estava quase todos fechados (pelo menos os que cabiam no orçamento né rsrs), paramos então no Café Uyuni e pedimos pão com queijo e chocolate quente. Pessoal é sério, essa dica vale ouro! Não peçam chocolate quente na Bolívia!!! A receita consiste em água quente com Nescau e nada mais, é muito ruim!!!!! Terminei minha refeição mega decepcionada e voltamos para rua principal para caçar um Hostel.
      Tinhamos indicação do Hostel El Viajero e acabamos fechando lá pois os outros estavam cheios e mais caros, pagamos 60 bols no quarto duplo com banheiro privado e ducha caliente.
      Após uma boa noite de sono, acordamos cedo, tomamos banho e saímos, fechamos o passeio com a Thiago Tours por 600 bols por pessoa (2 noites e 3 dias) incluso hospedagem e refeições. Essa empresa é de um brasileiro e super recomendo pois não tivemos problemas e fomos bem atendidos. É claro que se vc dispõe de mais grana e quer algo mais requintado tem outras empresas no mercado, nós vimos a diferença nas paradas para alimentação pois a quantidade, variedade e qualidade dos alimentos era bem maior que a nossa.
      Os carros sairiam ás 10h30, portanto tínhamos um tempo livre, então fomos comer no Nonis Café que tinha sido bastante indicado nos relatos, pedimos um café continental e, como todos os outros, não matou nossa fome de dragão, tivemos que pedir mais alguma coisa L, gastamos 50 bols (achei caro mas vale a visita).
      Na volta fui acometida por uma crise de enxaqueca surreal (acredito que era a altitude mostrando suas garras! 😵) e parei no hostel para tomar remédio e descansar um pouco, o João foi atrás de snacks para a viagem (gastou 27 bols).
      Melhorei e seguimos para o ponto de encontro, dividimos nosso 4x4 com mais 2 casais da República Tcheca, bem simpáticos. Lembre-se que esse carros levam uma média de 6 turistas por veículo.
      O passeio é um caso a parte, vale muito a pena e foi o ponto alto da viagem para mim, empatando com Machu Picchu. Não vou ficar descrevendo em detalhes pois só vendo para saber do que estou falando 😍😍
      Nesse dia gastamos o seguinte:
      60 bols (blusa de lã linda! para mim) + 55 bols (blusa de lã João)
      20 bols lembrancinhas
      10 bols (ducha caliente). Custo para usar por 5 minutos (deu para nós dois tomarmos banho, acredite se quiser kkkkkk o frio faz milagres)
      10 bols snacks
      12 bols cervejas
      15 bols Imigração
       

       
      05 dia
       
      Não tenho anotação de gastos, pelo que me lembro não tivemos nenhum pois tínhamos snacks suficientes.
      Tivemos um dia excelente, paisagens deslumbrantes, porém à noite o “Soroche” bateu forte, foi um misto de náuseas, dor de cabeça, tontura e febre 🤒. Tomei um monte de remédios que tinha levado, me enfiei no saco de dormir e tentei descansar. Nesse dia ficamos sem banho devido frio intenso e um chuveiro precário que pingava água gelada, portanto recorremos ao lencinho umedecido.

       
      06 dia
      Acordamos muito cedo para visitar os Gêiseres, foi a manhã mais fria da viagem, dica: levem touca, luvas e cachecol na mochila de ataque.
      Depois de visitar alguns locais, finalizamos atravessando a fronteira com o Chile e foi tranquilo. Chegamos no Atacama umas 12h.
      Atacama me impressionou pela estrutura turística com seus restaurantes refinados, lojas elegantes e coleção de agências de turismo no meio do deserto, um contraste interessante.
      Saímos à procura de hostels com bom preço e acabamos escolhendo o La Casa Del Sol Nascente, fechamos beliche em quarto compartilhado por 7.000 pesos (2 noites), o local atendeu as expectativas, nada demais.
      Conseguimos almoçar por 3.500 pesos cada, comida bem simples e caseira servida em uma barraca na rua, não tem nome pra indicar, mas elas ficam próximas ao hostel.
      Aproveitamos para comprar os passeios do dia, fechamos Valle de La Luna por 10.000 pesos (incluso os 3.000 da entrada) e Laguna Lican Atay por 13.000 pesos, não tenho o nome da empresa. Fomos no Valle de La Luna e foi demais, lugar lindo, curtimos o fim de tarde nessa vista incrível.

       
      Dica importante: a temperatura do Atacama oscila muito, durante o dia o tempo é quente e seco, quando anoitece a temperatura despenca e muito, portanto não subestime o deserto, leve blusa nos seus passeios. 🥵🥶
      Compramos também a passagem para Arica para o dia seguinte (21.200 pesos). Jantamos uma pizza e cervejas no Barros Restaurante, lugar ótimo com música ao vivo (14.200 pesos).
       Dia 07
      Compramos nossos itens para o café da manhã em um mercadinho (3.250 pesos), saímos para conhecer a região a pé (se vc curte bike dá pra alugar uma) e voltamos para almoçar no Barros, comemos uma massa bem servida e boa (13.250) e partimos para nosso próximo passeio, a Laguna Lican Atay, que já tínhamos fechado no dia anterior com a mesma agência.
      O dono da agência tinha um jeitão de gangstêr 😎, ele explicou que a região em que é realizado o passeio possui algumas lagoas, uma é própria para banho, e que ele era dono delas (pasmem!!).
      Chegamos no local de micro-ônibus, pagamos uma taxa de entrada de 5.000 pesos, as lagunas são lindas, a cor impressionante, eu não quis entrar na água pois estava frio, mas se vc não tem problemas com isso sugiro que entre, pois devido o alto teor de sal na água, as pessoas não afundam!!! Sim, ficam boiando naquela lagoa no meio do deserto! Muito show!
      Super recomendo que vc leve uma toalha na mochila de ataque, pois será necessário uma ducha para tirar o sal que fica impregnado na pele.
      Chegamos no Atacama, tomamos um banho no Hostel (já tinha feito check-out mas eles autorizaram J), forramos o bucho com nossos lanchinhos baratos do mercadinho (2.800 pesos) e partimos para rodoviária. A caminhada é boa, mas dá pra ir tranquilo.

       
      Dia 08
      Esse dia foi bem cansativo, pois consistia em diversas viagens de ônibus seguidas, mas coragem que o destino final, Arequipa, vale o esforço!!
      Chegamos em Arica, compramos pão com ovo e café por 4.000 pesos, pagamos 700 pesos de taxa de embarque. O ônibus de Arica para Tacna custou 7.000 pesos pela TurBus.
      Chegamos em solo peruano!!!! Em Tacna compramos a passagem para Arequipa por 25 soles, 4 soles de taxa de embarque.
      Chegamos no fim de tarde em Arequipa, caçamos um Hostel para ficar e achamos um por 65 soles o quarto com banheiro privado e café da manhã, mas infelizmente não lembro o nome, fica em uma galeria.
      Saímos para conhecer a região, Arequipa é incrível, eu fiquei apaixonada por essa cidade e pretendo voltar um dia para subir o vulcão Misty. A Plaza de Armas é linda, ao redor tem diversas agências de turismo e lojas de “regalos”.
      Aproveitamos e fechamos o passeio do dia seguinte com a Kusi Travel, pagamos 40 soles para Valle Del Colca e 40 soles para o bilhete Del park. Se vc se afastar do centro da cidade vai encontrar diversos restaurantes pequenos com ótimos preços, jantamos por 7 soles e a comida era muito boa, uma sopa de quinoa de entrada, prato principal: arroz, filé de frango, fritas e salada, incluso um suco de cortesia e uma gelatina de sobremesa!!!!
       
       
      Dia 09
      Acordamos mega cedo para o passeio do Valle Del Colca, a van da agência passou no hostel para nos buscar. A viagem é longa, a paisagem maravilhosa e a altitude é foda, vi algumas pessoas passando mal. A van vai realizando paradas em locais estratégicos para fotos, sempre tem ambulantes com artesanatos lindos e volto a lembrar: pechinchem!!!!!!! Aproveitamos e compramos uma réplica de um “tumi de oro” por 10 soles (vi um casal pagando 50 soles em uma peça semelhante).
      Na hora do almoço, o guia levou os turistas para um restaurante que cobrava uns 40 soles com comida “á vontade”, mas desconfiamos do golpe e entramos para ver o Buffet, que realmente deixava a desejar. Saímos para caçar outro lugar mais em conta, foi nítida a insatisfação do guia 😂🤣, mas to nem aí!!!
      Não tinha muita opção, vila bem pequena e quase todos os estabelecimentos fechados. Almoçamos em um restaurante super simples, bem caseiro, por 17 soles (João) e 8 soles o meu prato. Ainda achamos sorvete por 1,50 e empanadas por 2,50 soles 😋
      O Valle é lindo, dá para ver os condores voando bem próximos de nós, simplesmente imperdível.
      Voltamos para Arequipa no fim de tarde, jantamos no Mc’Donalds (ninguém é de ferro né kkk) por 18 soles o combo Big Mac, passeamos bastante no centro e voltamos para descansar.
      Aproveitamos essa parada em Arequipa para lavar nossas roupas, o próprio Hostel indicou um serviço de lavanderia que retirava as peças lá e trazia limpas por 6 soles o kg, gastei 12 soles.

       
      10 dia
       
      Tomamos café no Hostel, o famoso café continental 😒, já adianto que se vc for uma pessoa com uma fome bruta igual a nossa, não vai ser suficiente, pois é bem pouca coisa 😔
      Tiramos o dia para passear por Arequipa, pois partiríamos para Nazca naquela noite. Começamos pelo Mosteiro de Santa Catalina (entrada 40 soles) e garanto: vale cada centavo! Que lugar lindo, cheio de história, chega a ser meio sinistro em alguns momentos, rende fotos incríveis e merece ser visitado sem pressa. Se quiser fazer com um guia, custa 5 soles a mais e vale a pena pagar.
      Saímos de lá na hora do almoço, comemos bem por 9 soles (sim, a comida é muito barata!! 🤩) e partimos para o Museu Andino (20 soles entrada + 2 soles de gorjeta para guia), local super interessante, é onde esta exposta a múmia mais bem conservada dos Andes, a Juanita.
      Tomamos um sorvete no Burger King (8 soles), buscamos nossas mochilas no Hostel e fomos para rodoviária, passagem para Nazca foi 50 soles pela empresa Cetur.
      Chegamos em Nazca bem tarde, quase meia noite e caminhamos pela cidade em busca de hostel. A cidade estava praticamente deserta, bem sinistro mesmo, esse foi um dos poucos momentos da viagem em que senti certa insegurança, mas felizmente arrumamos um quarto (40 soles casal).
       
      11 dia
       
      A cidade em si não tem muitos atrativos, a Plaza de Armas é simples, mas nosso interesse eram os passeios pelo deserto. Tomamos um café da manhã em lanchonete por 17,50 soles (bem servido), fechamos passeio com a Peru Desert por 50 soles, incluindo a pirâmide de Cahuachi e o sandboard, achei o preço alto, porém as empresas de turismo foram irredutíveis e você depende delas para chegar lá.
      Como sairíamos somente à tarde, aproveitamos para almoçar um PF por 10,50 soles com direito a Inca Kola ❤️ (sim, a esse ponto já estava viciada nela), não tenho o nome do restaurante, mas era próximo da Plaza.
      O passeio é bacana, feito em um carro doido que parece um buggy “a La MadMax” 😆🤣. Passamos por um antigo aqueduto que ainda possui peixes, bem legal. Vi em alguns relatos daqui que as pessoas entravam neles para tirar foto, no nosso caso não rolou, sinceramente não sei se são locais diferentes ou se as regras mudaram.
      Passamos por um cemitério profanado, que apesar de bastante interessante, me pareceu ser um cenário um pouco montado para turistas, mas vale a visita.
      O passeio pelo deserto é uma aventura, o guia pegava umas descidas bem fudidas, dava um frio na barriga, dá uma animada no passeio. Eu não fiz o sandboard, mas o João fez e gostou.
      Cahuachi é bem bacana, trata-se de um sítio arqueológico, antigamente servia como centro de peregrinação da cultura Nazca, vale bem a visita. Só sei que nesse momento o frio já estava tenso demais e o vento do deserto só piora a situação, tudo isso somado a um buggy todo aberto em movimento, já viu né, é areia no olho e vento gelado cortando a pele. Posso dizer que foi um dos momentos mais gelados da viagem 🥶.
      Não fizemos o voo pelas linhas de Nazca, pois achamos caro e também não teríamos tempo suficiente para tentar avistar das outras formas possíveis. Se você vai pra lá com mais tempo livre, acho que vale muito a pena pesquisar as maneiras de fazer esse rolê de forma econômica.
      Chegamos na cidade era fim de tarde, pegamos nossas mochilas na Peru Desert, jantamos em uma lanchonete uns lanches gostosos por 9,50 soles e fomos para rodoviária. Partiu Ica, passagem custou 12 soles pela empresa Soyuz.

       
      Chegamos a noite em Ica, não lembro bem o horário mas já passava das 22h, a região ao redor da rodoviária não é muito agradável, achei mais perigoso com “ares de cidade grande” sabe... Enfim, fomos atrás de um local para dormir.
      Uma dica: se você estiver em uma cidade dessas em que não conhece a região, não tem hospedagem reservada e já esta tarde, pegue um transporte (táxi, Uber, Tuk Tuk, etc) até a Plaza de Armas, pois geralmente nessas regiões é maior a possibilidade de ter comércio aberto, mais movimento nas ruas e hostel perto.
      Outra dica: se sua intenção é fazer o passeio das Islas Ballestas, programe-se para chegar cedo em Ica para comprar o passeio, pois as agências funcionam em horário comercial. Como só tínhamos um dia disponível para Ica e chegamos tarde, não conseguimos fazer esse passeio, infelizmente 😥
      Encontramos um Hotel com quarto disponível e mesmo achando a região bem suspeita (tinha um estabelecimento em frente ao Hotel, parecia ser um bordel, com meninas adolescentes na porta, muito triste e preocupante 😭), já era tarde e decidimos ficar.
      Nosso pesadelo começava aqui...
      O quarto era bem simples com banheiro privativo e ducha quente. Acomodamos-nos, desesperados por um banho quente e uma noite de sono, tinha sido um dia agitado com passeio no deserto, viagem de ônibus e muito frio. Eis que ligo a maldita ducha e a água estava gelada, tentamos aquecer de toda forma e nada!
      Ligamos na recepção e muito a contra gosto nos trocaram de quarto quando constataram que o chuveiro estava queimado. E lá vamos nós...
      Cara eu já estava puta da vida, cansada e com frio, chego ao outro quarto e a situação segue ainda pior... Uma confusão no quarto ao lado, primeiro uma música bem alta, depois uma briga com gritaria. Aquilo foi à gota d’água!!! Fiquei bem assustada!😱
      Nem ligamos na recepção, já descemos direto, pedindo nosso dinheiro de volta, pois não tinha condições de se hospedar ali. O mesmo recepcionista não questionou muito e liberou nosso dinheiro.
      Já era quase 2h da manhã e lá estávamos nós na rua novamente e justamente na cidade em que mais fiquei cismada com a questão de segurança.😫
      Em uma situação dessas não da pra ficar pensando muito em economia, já que não conseguiríamos fazer o passeio para Islas Ballestas, optamos pegar um táxi para Huacachina e tentar se hospedar por lá.
      O percurso é mais rápido do que se imagina, aquele Oásis no meio do deserto é bem perto de Ica, cerca de 5km, não tenho o valor do táxi, mas foi barato. Chegamos lá e conseguimos um Hostel por 60 soles (quarto casal com banheiro compartilhado) depois de muita procura, a maioria das hospedagens são caras ou estão lotadas. Enfim, banho e cama. Desculpem a falta de informação $$ dessa parte, mas imagina cabeça desse casal como estava 🤯🤬
       
      12 dia
       
       Obviamente acordamos mais tarde que o normal e tiramos o dia para passear por Huacachina. Tomamos um café da manhã saboroso em uma espécie de food truck 🤔 (13,50 soles).
      A história do Oásis impressiona, o local antigamente frequentado pela elite era cenário de festas e luxo, com o passar dos anos foi sofrendo com falências, falta de clientes, poluição da lagoa artificial (sim ela é artificial e isso é decepcionante 😐) e algumas lendas sinistras (pare para ouvir os locais contando, é bem legal 🥰).
      Sinceramente esse misto de estabelecimentos chiques, construções antigas e hotéis abandonados dá um ar decadente muito charmoso.
      Passeamos bastante, almoçamos em um pequeno restaurante bem caseiro por 23,50 soles e foi o melhor rango da viagem toda 😋!!! Um spaghetti com molho pesto e filé de frango empanado, bem servido e saboroso. Para acompanhar, uma cerveza Cusqueña por 6 soles e fechamos com sorvete por 2 soles.
      De bucho cheio, subimos as dunas para curtir o visual, da pra fazer fotos incríveis e não senti a necessidade de pagar passeios por lá pois já tínhamos passeado de bug pelo deserto em Nazca. Dica importante: não faça como meu marido, que devido o calor da tarde decidiu subir as dunas de chinelo e passou um perrengue da peste 😂 kkkkk a areia parece brasa e queima mesmo!! Eu subi de bota e foi sucesso kkkk 😘
      À tardinha voltamos para Ica, pegamos um Tuk Tuk até a rodoviária, são super baratinhos, não lembro o valor, mas sei que usava somente umas moedas para pagar, porém sempre acerte o preço antes de embarcar. Para quem tem muita neura com segurança prepara o coração, pois são motos com uma adaptação para carregar 2 pessoas atrás e a maioria tem uma estrutura bem improvisada, andamos em um que as “paredes” eram feitas de papelão kkkkkkkkk.
      Compramos a passagem para Cusco por 160 soles pela Empresa Cruz Del Sur, guardem esse nome!!!! Cruz Del Sur ❤️!!!!! Que ônibus meus amigos, me senti na primeira classe dos busões kkkkkk. Se a viagem é longa, como a maioria é, vale cada centavo que se paga a mais que algumas outras empresas. Eles têm serviço de bordo (pasmem!!!), refeições inclusas (boas), cobertor e travesseiros, tela em cada assento com fone de ouvido e vários filmes bacanas, revezamento dos motoristas, resumindo foi bom demais.
      Ahhh cambiamos grana antes de partir.

       
      13 dia
       
      Chegamos na maravilhosa Cusco!!! Que emoção, era um sonho se tornando realidade 😍
      Saímos pelas ruas estreitas caçando um hostel, batemos muita perna, os hostels mais populares esgotam rápido, porém demos uma sorte danada e conseguimos uma cama em quarto misto no Milhouse (40 soles) com café da manhã incluso. Super indico o local, especialmente se estiver viajando sozinho, lá é bem animado, tem bar com festas à noite e passeios, fora que o local é gigante.
      Hospedagem ok, mochilas guardadas, lá fomos nós organizar nosso roteiro para os próximos dias. Pedimos informação do local que vendia a entrada para Machu Picchu, encontramos fácil, estava com uma pequena fila, mas foi tranquilo (152 soles). Se tua intenção é subir a Huayna Picchu, compre pela internet com antecedência.
      Para entrar nos pontos turísticos de Cusco, você vai precisar comprar o Boleto Turístico, custa 130 soles (tem desconto pra estudante que tem aquela carteira internacional). Segue foto modelo (internet)

      A Plaza de Armas é linda, tem muitas opções de comércio ao redor, passamos por várias agências tentando fechar o melhor preço para nossos próximos passeios, vale a pena (como sempre) pechinchar, tenha em mente todos os lugares que quer conhecer para fechar um pacotão, sai bem mais barato.
      Infelizmente não tenho o nome da agência que fechamos, mas tenho os valores para servir de base: City Tour Cusco 10 soles, Valle Sagrado com almoço incluso 50 soles (o desconto compensou pegar com refeição) e van para Aguas Calientes + Hospedagem 1 noite (quarto privado) 80 soles.
      Jantamos por 23,75 soles e voltamos para o Hostel.
       
      14 dia
      O café da manhã no Milhouse é ótimo!!! Depois de comer como se não houvesse amanhã 😋, partimos para o tour pelo Valle Sagrado. Sério, que incrível!! A dica de ouro aqui é fazer esse roteiro antes de Machu Picchu, pois da um gostinho de entrada para o prato principal sabe¿! A verdade é que depois de Machu Picchu, qualquer outra ruína Inca parece ser simples.
      Primeira parada foi Pisac, muito interessante esse primeiro contato com as ruínas dessa intrigante civilização.
      Durante o tour, eles param em pontos específicos para fotos e comércio de regallos, já aviso que a tentação é gigante. As clássicas fotos ao lado de lhamas bebê e mulheres com os trajes típicos podem ser facilmente tiradas 😉
      O almoço é no povoado de Urubamba, muito bem servido e as bebidas cobradas separadamente, cerveja 8 soles.
      Ollantaytambo é um caso a parte, simplesmente linda! Demos sorte de pegar um guia sensacional, muito empolgado e com ótimas informações sobre os lugares que passamos, que nos deixou ainda mais encantados pelas histórias do lugar. Se vc tiver tempo disponível no seu roteiro, eu encaixaria uma noite em Ollantaytambo, me arrependi de não ter ficado mais lá.
      Seguimos para Pisac, visitamos uma igreja linda e cheia de imagens marcantes, nos encontramos com as artesãs locais que produzem peças lindas com a lã da Alpaca, elas explicam todo o processo de coloração das peças e nos recebem com chá quente e muita educação. Comprei uma touca por 22 soles.
      Retornamos para Cusco no fim de tarde, jantamos um hambúrguer com fritas e sucos por 17 soles (em alguma lanchonete do centro).
       

       
      15 dia
       
      Acordamos muito cedo para nossa viagem até a Hidrelétrica. A viagem dura em média 7 horas, fizemos em uma van, são realizadas poucas paradas para banheiro e alimentação (bem poucas mesmo), portanto leve snacks e água (lanches na estrada 10 soles).
      Se você é daquelas pessoas que passam mal em ônibus 🤢, já tome e leve remédio, pois sendo sincera é tenso!!
      Não tive problemas com enjoo, nem meu marido, mas vi pessoas passando mal. Agora se eu falar que consegui dormir estarei mentindo, o medo não deixava kkkkk sério que caminho é aquele!!!! São montanhas lindas, muito altas, com estradas estreitíssimas e precipícios, eu ainda fiz a bobeira de ficar na janela e não recomendo 😅😂.
      Se você não tem medo de altura... e da morte kkkkk vai ser sossegado 🙏🤣
      Conhecemos na van uma família de brasileiros, pernambucanos (Nordeste é foda!!!!! ❤️), que faziam exatamente o mesmo roteiro que nós, inclusive usavam o mesmo relato daqui como base para o planejamento, salve @Tanaguchi mais uma vez!!! Hahahaha!!!! Eles se tornaram companhia em outros momentos dessa viagem e da vida, pois nos encontramos em Olinda dois anos depois para uma cerveja gelada. Deixo aqui nosso abraço para Cássia, Márcio e seus filhos Camila e Marcio Jr.
      Finalmente chegamos na Hidrelétrica e tínhamos uma caminhada pela frente, seguimos o fluxo de turistas e acredite, é muita gente optando pelo modo mais econômico, portanto vai sem medo porque o caminho é tranquilo, a maior parte em linha reta beirando os trilhos do trem, com uma das vistas mais sensacionais dessa trip.
      Achamos o trajeto muito agradável, com aquele barulho gostoso de água corrente devido um lindo riacho que beira a estrada, ar puro e paz. Mesmo que você não tenha um bom preparo físico, seja sedentário, permita-se fazer essa trilha, vai no seu ritmo e curta cada passo, vale a pena!
      Avistamos as luzes de Águas Calientes e vem um alívio de missão cumprida. A cidade é um charme, ruas estreitas, restaurantes decorados tipicamente, vários doguinhos andando pelas ruas, aquela vista surreal das montanhas, tudo muito foda!
      Encontramos nossa hospedagem, chama Denis House, deixamos nossas mochilas e saímos para conhecer um pouco mais.
      Em relação a valores, Águas Calientes é uma cidade turística e tem preços altos, porém nada surreal como ouvi falar. O que mais me incomodou foi o tamanho das porções de comida dos restaurantes, simplesmente ridícula de tão pequena. E isso pareceu ser uma estratégia de todos os restaurantes, eles põem preços atrativos nas placas, mas diminuem na quantidade de comida.
      Paramos em um restaurante para comer uma pizza (29 soles a de 8 pedaços), porém a massa era extremamente fina e o recheio bem pouco, conclusão: não matou nossa fome 😒
      Compramos em um mercadinho uns itens para comer na trilha do dia seguinte (12 soles) e voltamos para descansar.
    • Por Albatti
      Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019.
      Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, airbnb e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido".
      Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato.
      . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy;
      . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil.

      . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num airbnb que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora).

      . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. 


       



      . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o airbnb da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor airbnb da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o airbnb dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima.
      . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz.



      . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um airbnb que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo.

           



      . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem.






      . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas.




      . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um airbnb na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares:
       -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante.




        -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada.



       -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,,  Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados.
       






        -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia !




      O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia...
      Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima).
      Pequeno aeroporto em Jaen:

      De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco):
      . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região.
      Hostal Royal Frankenstein - Cusco:

      A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região:









      . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía.




      . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local.










      . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba.









      . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos, que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir. E não é que o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular!  Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna e seguimos por uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinho com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia incrível para não esquecer...      Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há possibilidade de "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e muito empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um tiozinho (muito sem noção) que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo.




















      Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre:

      . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes mais). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado (poucas quadras da praça central) e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, todo em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana de Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico" (horários: 9:30, 11:00, 12:00, 14:00 y 15:00 hs - de terça a domingo), uns 5 km de distância (15 minutinhos). A área pertence a fábrica de cimento "Fancesa" e, além do parque (que é interessantíssimo, muito educativo, com réplicas de dinossauros, museu e muita informação), também tem o sítio paleontológico chamado "Cal Orcko", um dos mais importantes já descobertos. Trata-se de um paredão (cerca de 110 metros de altura x 1500 metros de comprimento, inclinado em 73º), em camadas, onde estão expostas 5055 pegadas individuais de dinossauros de, pelo menos, 8 espécies. Há 462 trilhas de caminhada contínuas. Dá pra ver o paredão desde o parque (uns 300 metros de distância), mas fizemos o tour guiado (ocorre apenas das 12 as 13hs - horário de almoço da empresa de cimento), caminhando ao longo da parede. Foi sensacional ficar ali ao lado das pegadas,,, vale muito a pena!
      Planejamos conhecer Maragua, um local creca de 25 km de Sucre, com trekkings, pegadas de dinos (uma das maiores pegadas de carnívoros do mundo pode ser vista aí) e pinturas rupestres, mas pela falta de tempo deixamos para uma outra oportunidade.
      De noite, tomamos um ônibus da empresa "6 de octubre" na rodoviária de Sucre em direção à Villazón (cidade na fronteira Bolívia/Argentina), uns 420 Km de distância. Estávamos um pouquinho preocupados porque, na noite do dia seguinte, tínhamos um voo de Jujuy para Buenos Aires, e depois para o Brasil. Tinha muito chão ainda até chegar em Jujuy.









      . Villazón/La Quiaca - Jujuy - Brasil - depois de uma longa, porém tranquila viagem (cerca de 9 horas), chegamos na gélida rodoviária de Villazón (3.450 metros de altitude e -8ºC de temperatura). De lá tomamos um taxi até a fronteira (2,6 km dali) onde havia uma pequena fila,,, mas andou rápido. Ninguém revistou nada! Pegamos as mochilas e fomos caminhando 1km até a rodoviária de La Quiaca (já na Argentina). Esperamos um pouco até que achamos um ônibus para Jujuy (260 km em cerca de 5 horas). Acabou que deu tudo certo, pois tínhamos toda a tarde em Jujuy até a hora de nosso voo as 21:40hs. Deixamos as malas no novo terminal de ônibus de Jujuy e fomos até o centro pro tempo passar. Aproveitamos para almoçar, tomar um café num shopping, caminhar um pouco pelas ruas próximas e o principal: comprar algumas garrafas de vinho no supermercado! Voltamos para o terminal e esperamos passar um ônibus que nos deixaria no aeroporto.
      O mais engraçado é que, depois de fazer o check-in do voo, ouvi nossos nomes sendo anunciados no aeroporto. Fomos até o balcão da empresa e, para nossa grata surpresa, o voo estava lotado e nos mudaram para a 1ª classe. Hahaha,,, tá certo que era um avião pequeno e a 1ª classe não era algo assim fantástico, mas minhas pernas agradeceram o espaço cômodo até Buenos Aires. De lá pegamos o ônibus da empresa Tienda León (que faz o transfer gratuito de quem compra passagens da aerolineas argentinas) e fomos do aeroparque até o aeroporto de Ezeiza. Tomamos mais um chá de cadeira (umas 4 horas) e embarcamos as 06:40hs da manhã pro Brasil.


      Foi uma viagem épica , que na verdade foram muitas viagens em uma. Focamos em lugares menos conhecidos como Waqrapukara, Suykutambo, Parque Torotoro, Chachapoyas e o norte do Peru. Mas também vivenciamos grandes cidades como Cusco, Lima, La Paz, Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Puno, Sucre e Jujuy. E ainda as pequenas e únicas Purmamarca, Tilcara, San Pedro de Atacama, Huanchaco, Lamud, Leymebamba, Yauri e Torotoro. Visitamos museus, sítios arqueológicos dos mais variados, desertos, cidades de antigas civilizações, montanhas, geleiras, mar e neve, águas termais, geisers, lagos de cor turquesa e cachoeiras,,, andamos de avião, ônibus, bicicleta, teleférico, carro, tuc-tuc,,, caminhamos trocentos quilômetros (ainda vamos fazer esta conta) entre cidades e trekkings em lugares maravilhosos e repletos de história e aventura,,, fomos do mar até 5.050 metros,,, comemos comidas típicas e deliciosas (viva o Peru),,, dormimos cinco noites dentro de ônibus, uma num aeroporto, muitas em pequenos e simples hotéis e até mesmo uma num hospital. Conhecemos muitas pessoas legais de muitas nacionalidades (chilenos, bolivianos, peruanos, argentinos, brasileiros, espanhóis, ingleses, alemães, australianos, e muitos outros),,, sendo que algumas boas amizades tiveram início. Celebramos a amizade com Juan, Miroslávia e Nils, participamos da cerimônia da Pacha Mama em La Paz e em Waqrapukara e desfrutamos da hospitalidade do maluco do Ludwig em Cusco. Por fim, brincamos muito, como deve ser, deslizamos em escorregadores de Saqsaywaman e em La Paz, nos perdemos de bicicleta na Garganta del Diablo, nadamos em lagoas geladas e, principalmente, compartilhamos um com o outro, juntos, pequenos e grandes momentos que ficarão eternizados em nossos corações. Infindáveis pequenos fragmentos de coisas boas,,, de cumplicidade,,, de entender um ao outro. O maior tesouro da viagem foi estar na melhor companhia.
    • Por stephcoliveira
      Olá,
      já vi vários posts, inclusive alguns daqui porém mais antigos e ainda tenho algumas dúvidas sobre que moeda(s) levar para o mochilão. Alguns dizem para trocar por dólares (que não está lá muito barato), outros dizem que trocar câmbio 2x faria com que perdesse muito dinheiro e totalmente desvantagem.. Alguém pode me ajudar?


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