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Saiba como conhecer Santa Marta, Taganga, Minca e Palomino

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Santa Marta é a principal cidade da região, no qual os fins de semana são agitados com suas baladas, e durante a semana certa normalidade de uma cidade pequena, mas com um transito bem chato e barulhento rs.

Aqui você consegue realizar muitos passeios pela região, já que você encontra hostels mais baratos e lugares para comer também mais baratos, o melhor é ficar hospedado por aqui e fazer alguns bate e voltas para as cidades de Taganga, Minca e Palomino, caso queira se hospedar nessas cidades, não há problema, a diferença que os preços sobem um pouco mais, junto com os valores da alimentação também.

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- Como chegar

 

De Cartagena sai ônibus a todo momento, eles custam em torno de 22 mil pesos e acaba levando 4/5 horas de viagem, depende muito do transito e das paradas, eles falam que vai direto, mas é mentira, vai parando em vários cantos, mas ate ai tudo bem, o terminal fica um pouco longe do centro da cidade, recomendado pegar um táxi ou moto-táxi, um táxi sai no valor de 7 mil pesos.

 

- Hospedagem

 

O melhor bairro para se hospedar é no centro histórico, eu fiquei no Hostel Santa Morena, custou 20 mil pesos colombianos e os quartos eram ótimos, com ar condicionado e banheiro dentro do quarto, a cozinha era bacana e o staff gente boa, o dono é um belga, gente finíssima, fica o dia todo no hostel praticamente hehehe, o café da manhã não esta incluído.

 

**** Aos amigos do blog que vão viajar e reservar sua hospedagem, peço para usarem minha caixa de pesquisa na página inicial do site, assim o Booking repassa uma parte da comissão para mim, ajudando eu a seguir com o trabalho aqui no blog, isso não gera nenhum custo adicional para você. ****

 

 

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- Alimentação

 

Na esquina do hostel tem um restaurante com menus diários a 7 mil pesos colombianos, ou então a uma quadra tem um mercado bem grande que da para comprar de tudo e você cozinhar sua comida no hostel.

 

- Segurança

 

Santa Marta por ser menor, da uma sensação de segurança maior, achei aqui bem tranquilo.

 

- Câmbio

No centro da cidade existem casas de câmbio,  na Calle 14 entre a Carretera 4 e 6 tem várias casas para tocar moeda.

 

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Praia deserta em Taganga

 

- Passeios

 

Santa Marta tem para todos os gostos, para os que tem mais grana e para os que tem pouca, abaixo vai algum dos passeios, logicamente os mais caros eu não fiz, estou com a grana curta e como voltarei para o Brasil, quero economizar o máximo possível, depois vocês vão entender o porque hehehe

 

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Playa Branca, apenas 20 minutos de trilha ou 60 mil pesos de barco.

 

Taganga: Uma pequena cidade que fica a 5 Km de Santa Marta, você precisa somente pegar um ônibus na avenida 5 que custa 1.600 pesos colombianos que ele te leva ate Taganga, lá tem uma praia melhor para uso, a principal não é tão bonita assim, mas é de lá que você pode pegar barcos para ir a outros praias, geralmente cobrando de 60 a 100 mil pesos, dependendo da praia, a de 60 mil se chama Playa Grande e você pode chegar lá a pé, no fim da praia de Taganga, começa uma trilha que vai passando por várias pequenas praias desertas, sem falar da visão que você tem das outras praias, em 20 minutos de caminhada você chega nessa Playa Grande, um lugar mais bonito, que você pode alugar cadeiras, tomar sua cerveja e depois almoçar, a comida varia de 15 a 20 mil pesos, porém você pode continuar a trilha por mais uns 50 minutos, você terá vários visuais bacanas, eu pelo menos quando fui era o único na trilha, e foi muito bacana, fiquei numa praia totalmente deserta, onde uma hora ou outra passava algum barco, depois de conhecer tudo e desfrutar, só voltar para Taganga e pegar o ônibus de volta.

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Minca: Essa cidade fica em torno de 24 km da cidade, e o ônibus para lá sai do mercado e custa 9.000 mil pesos, geralmente muitas pessoas acabam se hospedando lá, mas como eu gostei bastante do hostel que eu estou em Santa Marta, preferi fazer um bate volta, sem citar que os hostels em Minca são um pouco mais caro, então acabei fazendo isso, por lá você pode conhecer uma fazenda cafeeira e algumas cachoeiras que ficam em uma trilha que dura 06 horas, você pode ir de moto táxi também ou na caminhada, a fazenda e cachoeira só fica uma hora de trilha, então da para fazer os dois e depois voltar para a cidade, a trilha em si depois disso fica normal, parece ate uma estrada, toda hora passa carro e moto hehe, então não tem nada de especial.

 

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Palomino: É uma região turística que fica a 2 horas de distancia de Santa Marta, lá tem muitos hostels para você se hospedar ou você pode fazer um bate volta, como eu estava com tempo, resolvi passar uma noite por lá e aí eu conto mais para vocês através desse link.

 

Cidade Perdida: Esse era um passeio que eu queria ter feito muito, mas é muito caro, ele custa 850 mil pesos colombianos, arredondando da 1000 reais, são 05 dias de trilha, acampando no meio do mato para chegar ate as ruínas de uma cidade perdida, o nome já diz tudo né, só pelo valor já da uma desanimada no peão mochileiro, então infelizmente esse não fiz.

 

Parque Nacional Tayrona: É uma reserva natural que fica próximo a Santa Marta, mas ela é protegida, pois existem tribos indígenas vivendo na região, assim a entrada é controlada e cobrada, são 40 mil pesos colombianos só para entrar, depois mais 3 mil para uma van te deixar no inicio da trilha, que para o lugar mais conhecido, chamado de Cabo San Juan, dura em torno de 2 horas, ate que você chega na praia e lá encontra barracas para alugar, ao custo de 30 mil pesos colombianos por pessoa, e tudo isso você precisa chegar bem cedo, pois as vagas são limitadas, além disso você enfrentara longas filas para comer e tomar banho, todo esse relato foi de um amigo meu brasileiro que foi para lá, um mês antes, e isso me desmotivou bastante, além de ser algo muito turístico e caro, uma garrafa de água custa 6 mil pesos, um pouco mais que 2 dolares, para comer os preços são bem salgados, e pelo que vi do lugar não me pareceu ser um lugar tão foda para passar por isso tudo e pagar por isso tudo, além de eu ser contra exploração abusiva por um lugar que deveria ser de graça, com isso acabei não indo também para esse Parque, preferi ficar em uma praia deserta em Taganga de graça com menos turistas possíveis.

 

É isso ae galera...

 

Espero que tenham gostado do relato e...

 

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    • Por Andressa Carneiro
      Como esse destino se popularizou entre os brasileiros e ficou mais acessível ($) acho que algumas informações com base na minha experiência de viagem podem auxiliar, principalmente, quem não está acostumado com viagens internacionais. Vou então tentar detalhar um pouco os procedimentos de imigração também.
      Antes de ir fiz umas pesquisas e tive que acessar vários blogs e sites para definir o roteiro, saber quanto e qual moeda levar, etc. Algumas informações estavam bem desatualizadas, principalmente, quanto aos valores dos aluguéis de veículos. Ah, uma coisa importante é entrar em contato com seu banco para solicitar autorização do uso do cartão internacional no período da viagem, além de consultar como estão as taxas para saque e compras no exterior para evitar surpresas. 
      Com passagens e hospedagem não me preocupei porque comprei com a Agência Aventureiros de Nova Iguaçu. O pacote foi para o período de 03 a 08/06/2017 com hospedagem na Hosteria Mar y Sol. Ficou em US$ 902,55 = R$ 2.960,35 para duas pessoas (passagem, traslado e hospedagem com café da manhã). O hotel é afastado do Centro, uns 35 minutos de carro, isso foi ruim (se for possível, sugiro ficar no Centro), mas era bonito, a cinco minutos da praia Los Chaquitos e tinha traslado gratuito com ida para o Centro de manhã e retorno no final da tarde. A comida também era bem gostosa.
      O voo do Rio de Janeiro a San Andrés durou cerca de 8h20, com conexão em Bogotá (vale lembrar que não precisou de passaporte, mas se a conexão fosse no Panamá precisaria). Bastou levar RG com menos de 10 anos de emissão e certificado internacional de vacina contra febre amarela (foi uma exigência quando viajei, precisava estar vacinado há pelo menos 15 dias, então é bom sempre verificar com antecedência).
      No avião você recebe um formulário para declarar alguns itens da bagagem e a quantidade de dinheiro que está levando (foto abaixo). Posteriormente você entrega esse formulário preenchido quando desembarca e também preenche uma “tarjeta de migración”, com nome, sobrenome, identidade e data de nascimento. Essa tarjeta é solicitada novamente no retorno, então tem que guardar com cuidado. 


      Já no portão de embarque vendem a “tarjeta de turismo” exigida no desembarque em San Andres. Custou 105.000 pesos por pessoa, pode ser pago com cartão, em dólar ou em peso colombiano. Na saída da ilha também solicitam essa tarjeta, então também guarde com cuidado.
      Bom saber que em comparação com o horário de Brasília o fuso horário tem diferença de 2h. Em San Andres é mais cedo.
      Com relação à quanto e que moeda levar, sugiro levar dólares do Brasil e trocar por pesos colombianos no aeroporto de Bogotá – tem várias casas de câmbio no aeroporto, então vale uma pesquisa antes para comparar os preços, eram bem diferentes de uma casa para outra. Comprei na que tem logo quando você passa para área de embarque, Alcansa S.A., saiu a U$1 = 2.700 pesos.
      Outra dica é levar ou comprar snorkels (cerca de 20.000 pesos) e os sapatinhos flexíveis que se usa muito lá para entrar no mar (de 12.000 a 15.000 pesos). Nas lojinhas do Centro é fácil encontrar. É bom comprar uns lanches no mercado para os passeios, tem praias que não possuem muita infraestrutura. Também sugiro levar uma bolsa impermeável ou com material plástico, para usar nos passeios de lancha e fazer as travessias pelo mar, isso vai proteger melhor seus pertences.
      Quanta às reservas de passeio, na recepção do hotel que fiquei era possível reservar, exceto o voo de parasail. Os preços não variam muito na ilha, mas sempre dá para negociar e conseguir um desconto. Caso seu hotel não reserve, sugiro a lojinha Sun Island, na Av. Colombia Frente Hotel Tres Casitas – contatos: (57) 312 232 5050 / 318 759 3375 / 317 751 2212 (whatsapp) / e-mail: sunislandtourssanandres@gmail.com - lá que reservamos o voo de parasail e os funcionários são muito simpáticos.
      Agora, vamos ao roteiro.
      DIA 01 (SÁBADO)
      Chegada na ilha por volta de 17h20.

      Do aeroporto ao hotel que fiquei o táxi custou 35.000 pesos, mas tem hotéis no Centro que dá para ir andando do aeroporto.
      Chegamos no Hotel por volta de 18h, guardamos as coisas e pedimos um táxi para ir ao Centro. Custou 30.000 pesos a ida e 40.000 a volta. Essa era a média do preço cobrado pelo taxistas no trajeto hotel-centro-hotel. Por isso, achamos melhor alugar um transporte.
      Na ilha é comum o uso de motos, carrinhos de golfe e mules (um carrinho mais potente que o de golfe), os preços eram em média, 60.000, 120.000 e 160.000, respectivamente, para o aluguel das 8 às 18h. Lá as leis de trânsito ficam um pouco de lado, só vi policiais usando capacete e quando você aluga eles não te dão nenhum. Também é feita vista grossa se sua habilitação é pra moto ou carro. Então, dificilmente, alguém terá problema para alugar se quiser. Não vi acidentes, nem blitz, mas há muitos policiais circulando na ilha. Optamos por alugar uma moto no dia seguinte.
      Visitamos algumas lojinhas no Centro e compramos os sapatos flexíveis, snorkels, lanches. Achei as coisas baratas para um lugar turístico.
      A ideia inicial era irmos no Coco Loco, única boate da ilha. Mas ficamos muito cansados e só demos uma volta no Centro, que estava bem movimentado, com várias opções de bares e restaurantes.
      Paramos no Bocca de Oro – Av. New Ball, em frente a praça - que estava tendo reggae ao vivo, tem todas sextas e sábados. Comemos crema de lagosta, que é tipo um caldinho, e um prato chamado Trilogia Del Sabor, que vem com carnes vermelha, de frango e de porco na chapa acompanhadas de arroz de coco e legumes refogados. Tava bom, amei o arroz de coco, o mais gostoso que comi foi nesse restaurante. Bebemos umas Coronas e água. A conta deu cerca de 110.000 pesos. Para quem prefere não jantar, tem várias opções de lanches na ilha, sanduíches e cevicherias, que também sai mais em conta. As principais cervejas além da Corona, que é em média 8.000 pesos, são a Club Colômbia, no mesmo valor ou um pouco menos, e a Aguila, que varia de 4 a 5.000 pesos. Então não é caro se embebedar na ilha.rsrs

      DIA 02 (DOMINGO)
      Tomamos café no hotel e pegamos a van do hotel para o Centro às 8h30 para alugarmos a moto. Conseguimos por 140.000 pesos, pegando as 10h e entregando as 18h do dia seguinte.
      Reservamos o dia para dar uma volta na ilha. Paramos primeiro na praia Cocoplum de onde você pode ir andando até a ilhota Rocky Cay. A entrada é gratuita, mas o estacionamento foi 5.000 pesos. É possível levar alguns pertences da praia até a ilha se você não for muito baixinho(a), a água fica no máximo até o peito, pelo menos no horário que eu fui, por volta de 10h30, mas tem armários que podem ser alugados no restaurante a 5.000 pesos. Fomos andando com a bolsa até a ilha e lá ficamos mergulhando com snorkels por um tempo, comparado aos outros lugares, não tinha tantos peixes, mas foi bem legal o primeiro contato com o famoso mar de 7 cores de San Andres. Voltamos depois de 1h e pedimos um petisco de frutos do mar e algumas cervejas no bar da praia. Deu cerca de 75.000 pesos.


      Depois seguimos até San Luis que tem diversos trechos de praia, paramos em uma que água estava bem clarinha e tranquila. A infraestrutura nas praias de San Luis é menor e nem sempre os quiosques estão abertos, alguns servem apenas drinks e cervejas.


      Em seguida, fomos ao West View. A entrada foi 4.000 pesos para cada um e lá é possível mergulhar num mar azul lindo e com muitos peixes. Na entrada você ganha uns pães para os peixes ficarem próximos, mas nem precisa. Tem um toboágua e um trampolim para a piscina natural, mas o acesso também pode ser por uma escada. Oferecem mergulho com cilindro e outros serviços no local. Lá que experimentei o drink famoso da ilha, o Cocoloco, que é um monte de cachaça, vodka e outras coisas que resultam numa bebida vermelha docinha. Os drinks custam entre 10 e 18.000 pesos, dependendo do lugar e do sabor.



      Depois fomos rapidamente ao Hoyo Soplador, paramos em uma parte que o atendimento era ruim e não foi dessa vez que conhecemos bem o lugar, só tiramos umas fotos da vista para o mar e saímos meio sem entender porque pagava para entrar. Pagamos 5.000 pesos pelo estacionamento, mas se tivéssemos consumido os drinks do local, não precisaria ter pagado.

      Aproveitamos o final da tarde para dar uma volta no Centro e ver uma lojas do Free Shop da ilha, algumas coisas estavam mais em conta que nos Free Shops do aeroporto de Bogotá e do Brasil, principalmente, eletrônicos, já outras estavam no mesmo preço. Vale visitar várias lojas antes de comprar porque os preços variam um pouco. Pode-se pagar em dólar, peso ou cartão na maioria das lojas.

      Fomos para o hotel e saímos a noite para jantar no Centro. Fomos no restaurante Café Café que fica bem movimentado, tinha até fila. Mas demos uma volta e logo a fila já havia acabado. O cardápio tem várias opções, mas as massas tinham sido recomendadas por algumas pessoas então comemos uns croquetes de peixe e o macarrão com camarão e com lula. Os pratos são individuais. Também experimentei lá a famosa Limonada de Coco, bebida maravilhosa e refrescante, sem álcool. Viciante! A conta deu cerca de 110.000 pesos. Valeu à pena. Tudo uma delícia. Recomendo.

      DIA 03 (SEGUNDA)
      Tomamos café e fomos ao centro reservar o jantar no La Regatta, um restaurante super famoso da ilha. É fundamental fazer a reserva porque ele realmente lota. Reservamos para a noite seguinte. É necessário ser pontual.
      Depois fomos até a loja Sun Island e reservamos o voo de parasail, que saiu a 150.000 pesos para cada um. Queríamos agendar para as 12 ou 14h porque falaram que era o melhor horário, mas só conseguimos para 16h. Então fomos conhecer a La Piscinita antes do voo.
      Na La Piscina há uma piscina natural nos mesmos moldes que no West View, mas estava com menos pessoas e o restaurante não vende bebidas alcoólicas. Lá também havia muitos peixes e o pão foi desnecessário de novo, levei até uma mordida no dedo, mas não foi nada demais, só um arranhão ardido (kkkkk).
      Em seguida, voltamos para o Centro. No caminho paramos num restaurante simples e dois pratos individuais, cervejas e refrigerante saiu por 30.000 pesos. Antes da refeição ainda serviram uma sopa de legumes, o que é comum por lá, apesar do calor de quase 40 graus. Suei horrores e descobri que pechuga não é costela, e sim peito de frango. Falha na comunicação... (é bom treinar palavras básicas em espanhol antes de ir, não é tão parecido com o português como a gente pensa! kkkk)
      Depois de almoçar paramos um pouco na praia Sprat Bright, no Centro, que é bem movimentada, mergulhamos um pouco, não tinha muitos peixes, e seguimos para o local de saída do passeio. O lado positivo do horário das 16h é que o barco foi vazio, só a gente e mais um casal. Pode ter até 16 pessoas e o voo é sempre feito em dupla. Você deve informar a diferença de peso com relação a seu acompanhante, eles te colocam no equipamento, você senta no fundo do barco, eles aceleram e você voa sem muitos problemas. O passeio é fantástico, visual lindo demais e você ainda pode se molhar no mar durante os míseros 10 minutos que duram o voo. Ao final, eles te puxam de volta para o barco e você aterrissa em pé. Achei o preço salgado e o tempo curto, mas sem dúvida, foi o passeio que nos proporcionou a vista mais incrível do mar e suas diversas tonalidades de azul e verde. Amei e recomendo!



      Depois fomos devolver a moto e pegamos a van para o hotel na Praça do Centro (foto) às 18h30. Jantamos no hotel mesmo (bem bom!) e tiramos a noite para descansar. Reservamos o passeio para o Acuario no dia seguinte.


      DIA 04 (TERÇA) – 06/06/17
      Tomamos café e às 8h30 saímos para o Acuario. Foi 20.000 pesos para cada e na hora cobram mais 5.000 pesos de entrada. A van nos levou ao local de embarque, pegamos um barco que nos levou até a ilha em uns 10 minutos. Chegando lá, há duas ilhotas, uma conhecida como Acuario, porque é mesmo um aquário natural, com muitos peixes de diferentes espécies, e a outra, Haynes Cay, que você atravessa caminhando pelo mar, e lá há vários restaurantes. Acabou que ficamos só no Acuario e só vimos a Haynes Cay de longe, foi um ato falho porque entendemos que tínhamos que ter comprado ingresso para ir nela também, mas foi só um mal entendido (falha na comunicação de novo!kkkk).


      Há armários para guardar as suas coisas enquanto mergulha, mas deixamos no chão atrás de um quiosque como muitos estavam fazendo e foi tranquilo. Para atravessar também é possível levar suas coisas na mão, então o armário é opcional, o aluguel estava 8.000 pesos. Serviam almoço nos quiosques, mas compramos só cervejas e comemos os biscoitos que tínhamos levado, então nem tenho noção dos preços. Retornamos por volta de 15h30, apesar deles terem avisado que nos pegariam as 13h. Então não confiem nos horários, essas idas e voltas são bem desorganizadas lá.
      Optamos por alugar a moto das 16h desse dia até as 8h30 do dia seguinte, para irmos em outra praia de San Luis e jantarmos no La Regatta. Então fomos no mesmo lugar que reservamos o voo e fizeram o aluguel por 80.000 pesos nesse período.
      Depois que curtimos a praia de San Luis de novo (dessa vez fomos na parte que tem um bar do Bob Marley com as cores do reggae, mas estava fechado), passamos novamente no Hoyo Soplador. Dessa vez foi bem legal e entendemos o nome do lugar. Realmente tem um olho soprador na pedra (rs). Com as ondas um buraco na pedra sopra um vento forte, é bem divertido, sua roupa voa e as vezes sai até água, tem que ter cuidado. 

      Em seguida, voltamos para o hotel, reservamos o passeio para Ilha de Johnny Cay para o dia seguinte e nos arrumamos para ir ao La Regatta. O lugar é simples, mas tem uma ornamentação fofa e o pessoal vai mais arrumadinho, algumas mesas ficam no deck, e ficamos numa dessas. Tem luz de velas e o cardápio é uma tortura com tantas opções que parecem deliciosas. Escolhi o risoto de camarão e meu marido um peixe com purê. Os pratos são muito bem arrumados, de comer com os olhos, e bem servidos apesar de não parecer nas fotos. Bebemos cervejas e pedi outra limonada de coco (divina!). A conta deu uns 144.000 pesos. Achei que valeu muito a pena e me arrependi de não ter deixado outro espaço no roteiro para comer lá de novo.


      DIA 05 (QUARTA)
      Tomamos café, fomos entregar a moto e seguimos para o passeio à Ilha de Johnny Cay. Foi o mesmo valor do passeio ao Acuario e Haynes Cay, 20.000 pesos. E também é necessário pagar a entrada de 5.000 pesos antes de embarcar. É possível fazer esses dois passeios no mesmo dia por 35.000 pesos, mas me indicaram fazer separado porque ficava muito corrido, então se tiver menos dias ou quiser incluir outros passeios pode juntar.

      Essa ilha tem alguns restaurantes, passeio de banana a 10.000 pesos (uma volta bem rapidinha) e a água é mais agitada e com menos peixes, comparado aos outros lugares que fomos. O aluguel de tenda e espreguiçadeiras foi 35.000 pesos, e havia cadeiras e guarda-sol a 25.000, mas já estavam ocupadas. Depois vimos que vai fazendo sombra na areia em alguns pontos, então se quiser economizar é só jogar a canga e ser feliz. O almoço custou 25.000 pesos para cada e tinha algumas opções. Escolhemos robalo sem espinha com arroz de coco e bananas fritas. Bom. Voltamos da ilha por volta das 15h30 novamente, compramos algumas lembrancinhas e ficamos na Sprat Bright de novo até dar o horário da van que nos leva para o hotel. Recomendo o sorvete do quiosque no início da praia (lado próximo ao Cafe Cafe), é bem gostoso e tem sabores exóticos. Reservamos o jantar no hotel de novo para descansarmos e arrumarmos as malas.

      DIA 06 (QUINTA)
      Tomamos café e a ideia era ficarmos na piscina, mas colocaram produtos de limpeza e ficou interditada. Decidimos então caminhar até a praia mais próxima do hotel. Foram cerca de 10 minutos e chegamos na praia Los Chaquitos. A areia estava bem suja, andamos mais um pouco em direção a um quiosque e melhorou. Tinha vários peixinhos e a água era azul bem clarinho. Tomei um Coco Fresa, drink com vodka, um pouco parecido com o Coco Loco, achei mais gostoso, e voltamos para o hotel, pois o check out era as 13h.

      Almoçamos no hotel. O táxi chegou para nos levar ao aeroporto as 15h, nosso voo era 17h55. Despachamos as malas e fomos andar mais um pouco na orla da Sprat Bright, paramos num restaurante para beber umas cervejas, limonada de coco e beliscamos um camarão com arroz de coco. A gente tinha acabado de almoçar, mas era clima de despedida de todos esses sabores (saudade!).
      Voltamos para o aeroporto e depois de ficarmos mofando sem entender nada, como todos os outros passageiros, nos informaram que nosso voo ia atrasar e perderíamos o voo de Bogotá para o Rio de Janeiro. Só tinha outro voo para o Rio às 22h18 do dia seguinte, ou seja, tivemos que dormir uma noite em Bogotá. A Avianca se responsabilizou pela hospedagem, traslado ao hotel e alimentação nesse período. Falam que isso costuma acontecer com certa frequência então é bom não ter compromissos próximos à data de retorno.
      DIA 07 (SEXTA-FEIRA) – BOGOTÁ
      Tomamos café no hotel e apesar de alguns transtornos e compromissos ameaçados, aproveitamos para visitar uns pontos turísticos em Bogotá.
      Pedimos um UBER (o app que usamos no Brasil funcionou normalmente) do Hotel Movich Buró 26 para La Candelaria, deu cerca de U$4,52 no cartão, a cotação do dólar estava R$3,44 nesse período, então ficou por uns R$15. O motorista era muito atencioso e foi nos falando da cidade e de alguns museus, nos orientou a tomar cuidado e pedir informação apenas para policiais, pois a cidade andava violenta (logo eu? carioca kkkk).
      Acabamos soltando próximo ao Museu del Oro, o ingresso estava 4.000 pesos, não entramos, fomos apenas numa galeria de artesanatos que tem em frente.


      Decidimos ir andando até a Plaza de Bolívar, onde ficam a Catedral Primada de Colombia, Palacio de Justicia e o Congresso de La Republica. Achei estranho o povo brincando com os pombos na praça (tem muitos!!), vendem até milho para os turistas atraírem os bichinhos e tirarem fotos com eles nos corpos (de onde eu vim pombo é rato com asa kkkk).


      Próximo, ficam vários cafés e lojas. Fomos andando até o Museo Botero e a Casa da Moeda de Bogotá, uns 5 minutos da praça e a entrada foi gratuita. Bem legal lá e tem um jardim fofo também.

      Tínhamos almoço no hotel às 16h30 e decidimos voltar quando era umas 15h, mas foi bem na hora de um dilúvio, que só serviu para complicar nossa vida. Não consegui pedir o UBER sem internet, porque as zonas de WiFi ficavam na chuva e tivemos que pegar um táxi, o motorista falava enrolado e disse que sabia onde era o hotel mas estava tendo uma manifestação de professores e estava tudo engarrafado, ele nos deixou num lugar que não conhecíamos a umas 20 quadras do hotel e tivemos que ir andando porque o trânsito estava interrompido. Foi bem estressante, mas chegamos bem, almoçamos, descansamos e seguimos para casa.
      Bogotá tem seu charme, valeu o pequeno tour e os artesanatos que comprei (lindooos!).
      Então foi isso, pessoal! Espero ter contribuído.
      Mais roteiros e dicas no Instagram @viajagora e na minha página do facebook: Sobre Lugares e Destinos (@sobrelugaresedestinos)


    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Depois de minha última viagem próxima ao Círculo Polar Antártico, escolhi a Linha do Equador dessa vez. No fim de 2014 aproveitei uma promoção razoável (1450 reais com impostos) e comprei passagens pela Avianca, com destino final San Andrés, no caribe colombiano. Diferentemente do normal, dessa vez não planejei minuciosamente o roteiro e deixei algum tempo para relaxar.
       
      Entre janeiro e fevereiro desse ano comprei por 420 mil pesos colombianos (COP) os voos da Satena para a ilha de Providencia e por 250 mil COP para Medellín na VivaColombia, a companhia de baixo custo do país. Por causa desses voos com limitação de espaço, tive que usar uma mochila tão pequena que as nadadeiras de mergulho foram dobradas para caber.
       

       
      Como o voo com escala em Lima saía de Porto Alegre na madrugada, resolvi pernoitar no aeroporto.
       
      1° dia
       
      No meio da manhã chuvosa aterrissei nas terras áridas de Lima. Mais precisamente em Callao, município vizinho. Quando passei pela imigração tive a má notícia que teria que pagar cerca de 100 soles, que na época valiam quase o mesmo do real, para sair do aeroporto e voltar. Azar, como iria passar o dia inteiro ali não tive outra escolha.
       
      Peguei um táxi na rua para economizar, pagando uns 30 soles para me deixar na Plaza Mayor, onde fica o centro histórico.
       

       
      O local fotografado por muitos turistas é cercado por edifícios religiosos e governamentais. Ali se pode observar uma característica marcante da arquitetura, a presença de balcões no segundo piso das edificações.
       
      Segui ao norte, parando nas lojas de souvenires, onde fiquei impressionado com o preço barato dos itens, mas meu espaço limitado só me permitiu levar o chullo (toca) e o pisco (bebida).
       
      Na rua seguinte fica o parque La Muralla, com os resquícios das camadas de fortificação colonial do século 17, às margens do rio Rímac. Não há muito que ver, mas pelo menos não há cobrança de entrada.
       

       
      Voltando pelo mesmo caminho, presenciei a banda militar tocando no Palácio do Governo e fui entrevistado por um grupo de estudantes sobre minha impressão de Lima.
       
      Por menos de 10 reais almocei um saboroso e baratíssimo ceviche, acompanhado de uma variedade de milho crocante, um litro de limonada e o famoso prato feito.
       

       
      Continuei andando pelas ruas da cidade, ganhando mais confiança quanto à segurança, minha maior preocupação inicial. Passei pelo bairro Jesus María e os parques urbanos mais sem graça que já vi na vida. A beleza foi aumentando conforme percorria o bairro San Isidro até chegar ao turístico e ajeitado Miraflores, alguns quilômetros depois.
       
      Do alto do desfiladeiro se tem uma ótima visão da praia e do mar abaixo.
       

       
      Zona frequentada por turistas e locais, surfistas e parapentistas, impressiona também pela areia, que na verdade é composta por seixos escuros.
       

       
      Fui caminhando em direção ao aeroporto enquanto o pôr-do-sol se aproximava, até ser resgatado por um taxista camarada. Como estavam ocorrendo dois eventos na proximidade, passamos um longo tempo parados no trânsito. O engraçado é que esse taxista estava como motorista particular para um português que estava morando ali e que nem se importou em deixá-lo fazer um extra.
       
      Cheguei à noite a tempo para a próxima conexão, em Bogotá. Ali eu passaria a noite no aeroporto para pegar o próximo voo cedo. O problema foi que me esqueci que a capital colombiana fica a mais de 2600 metros de altitude. Consequentemente, fazia um frio bem considerável à noite. E o esperto aqui despachou a mochila com calça e jaqueta para não ter que carregar em Lima, onde fazia calor. Resultado: outra noite mal dormida.
       
      2° dia
       
      Depois de um café-da-manhã nada saudável à base de Dunkin Donuts, embarquei a San Andrés. Ao sair do avião senti aquele calorzão. Com o GPS em mãos fui caminhando até o albergue El Viajero, o mais famoso da ilha.
       
      Assim que coloquei meus pés na recepção, antes mesmo de arrumar um quarto para largar minhas tralhas, já fui chamado por um grupo e convidado a ir à praia Rocky Cay. Perfeito, pois já tinha planejado ir nesse lugar, mas não sabia bem como. Com a turma composta por uma colombiana que não recordo o nome, o colombiano Juan, a argentina Flor e o italiano Luca, nos esprememos num táxi e chegamos lá alguns minutos depois.
       

       
      A agradável praia consiste em uma faixa muito rasa que leva até uma ilhota e, logo depois, um dos muitos naufrágios de San Andrés. O diferencial é que a profundidade máxima é de menos de 3 metros, ficando a maior parte do navio acima do nível do mar.
       
      Sob a estrutura metálica partida, cardumes de algumas espécies de peixes como cirurgiões, além de corais, ouriços, outros invertebrados e algas, bom para um primeiro contato. Ali percebi que na água quente caribenha seria inútil o neoprene que levara e que ocupou um espaço precioso na mochila.
       

       
      Fiquei conhecendo essas pessoas legais que me acompanhariam ao longo da viagem, até o pôr-do-sol, quando voltamos ao hostel.
      Junto com Mauro e outro argentino que estavam em meu quarto, jantei uma pizza no restaurante Don Aníbal, no centro.
      Cansado de 2 dias noites praticamente sem dormir, fui pra cama cedo, mas não sem antes agendar um passeio para a manhã seguinte.
       
      3° dia
       
      Eu, o basco Josué, os argentinos do dia anterior, Flor e mais sua amiga e compatriota Sol, fomos todos ao aquário. O passeio mais sem graça que fiz consiste em um curto trecho de lancha até uma curta ilha, com curtas quantidades de peixe e longas aglomerações de turistas. Ou seja, não dá para curtir muito.
       
      Ainda bem que havia uma continuação para esse passeio, a ilha Johnny Cay. Logo ao chegar esperamos para provar um dos muitos pargos e patacones (banana verde frita) que eu iria ingerir durante essa viagem.
       

       
      Enquanto os demais torravam na areia da única praia da pequena ilha, fui explorar o resto dela. Conheci os onipresentes lagartos e iguanas fora da água e alguns corais cérebro e ramificados abaixo.
       

       
      Depois voltei à praia para ouvir o reggae rápido de San Andrés e tirar fotos com aquelas argentinas que rapidamente se tornariam minhas melhores companhias de viagem.
       

       
      À noite, jantamos no mesmo lugar e depois tomamos umas aguadas cervejas Sko..., digo, Águila, no bar do albergue.
       
      4° dia
       
      Dia de dar a volta na ilha com um carrinho de golfe alugado. Primeira impressão do trânsito no centro: péssimo! Motos produzindo fumaça, buzinas e manobras arriscadas para tudo quanto é lado, e um infeliz motorista de caminhão que deu ré em cima do carrinho. Com a velocidade de uma pessoa trotando, esse veículo não é nada adequado pra rodar na cidade.
       
      Saímos o mais rápido possível para ir até a primeira parada, um manguezal meio degradado. Não vi nem aves e nem caranguejos.
       

       
      À continuação, passamos pela bela e longa praia de San Luis, mas não chegamos a parar. Seguimos sendo ultrapassados por todos até chegar ao extremo sul da ilha, onde paramos no Hoyo Soplador. Ali era para existir um fenômeno similar ao gêiser, mas com a ausência de ventos nada acontecia. Ao menos a vista dos muitos tons do mar era bonita.
       

       
      Contornamos para o lado oeste, onde os pontos de mergulho se situam. Como já tínhamos um em vista, não paramos nos pontos turísticos pagos, como a Piscinita. Na altura da Cueva de Morgan, simulação de vilarejo típico que também deixamos passar, achamos um restaurante de comida regional para o almoço. O baita rango incluiu um tal de caracol-do-mar afrodisíaco, que muito depois fiquei sabendo que é o extraído da concha gigante mais comum das ilhas (Eustrombus gigas). Um pouco emborrachado, mas gostoso.
       
      Rápida digestão antes do mergulho no naufrágio conhecido como Barco Hundido, sinalizado por uma boia, já que fica a cerca de 10 metros de profundidade e a alguma centena de metros da costa. Deixamos o carro aos cuidados de um rastafári que vivia ali, um pouco apreensivos já que não há chaves no veículo, basta pisar no acelerador e se mandar!
       
      Já no mergulho, vi que havia um pouco mais de diversidade por lá, principalmente nos mastros.
       

       
      Na hora em que cheguei aportou um navio de mergulhadores americanos, que me ofereceram uma água e bateram um papo. Em nova descida, vi quatro barracudas, uma raia de esporão, entre outras coisas.
       
      Voltei até a margem, onde as chicas estavam, passando por uma gorgônia e um peixe-cofre.
       

       
      Prosseguimos com o circuito, completando a volta na ilha depois de mais um tempinho cruzando coqueirais.
       

       
      Paramos em uma praia já que havia tempo de sobra. Após fritar no sol o suficiente, tentei explorar uma região próxima ao centro conhecida como La Loma, mas fui desrecomendado por alguns locais, por ser perigoso.
       
      Uma corridinha antes, e para jantar agregamos mais um ao grupo, o britânico James. Foi a despedida do Don Aníbal, com comida mexicana.
       

       
      Para fechar o dia, mais confraternização no albergue.
       
      5° dia
       
      Cedinho fomos novamente ao píer. Dessa vez o destino seria o Cayo Bolívar, porção de terra mais distante do arquipélago de San Andrés. Conseguimos uma promoção por 160 mil COP, quase 200 reais, o que não é exatamente barato, mas pelo menos a comida e bebida estavam incluídas.
       
      Fortes emoções com a lancha na ida, parecia uma montanha-russa. Uma hora depois chegamos todos inteiros à ilha completamente deserta.
       

       
      Caímos na água com nossos equipamentos de snorkeling. Há que nadar bastante até chegar aos corais de verdade, ou caminhar no caso, já que é bastante raso no entorno do ilhote. Tive a felicidade de ver duas criaturas magníficas. Uma raia de espécie diferente da que vi anteriormente flutuava na mesma hora em que eu e outros poucos turistas estávamos na água.
       

       
      Em seguida, um bicho mais surpreendente ainda surgiu quase na areia da praia, um tubarão-enfermeiro! O peixe que tinha uns 1,5 metros ficou por uns minutos rondando a região enquanto eu me esforçava inutilmente para acompanhá-lo. Foi uma experiência legal.
       

       
      O almoço foi logicamente à base de peixe, e a sobremesa foi cerveja à vontade, o que fez um colombiano falar pelos cotovelos enquanto o resto fazia a siesta. Curtimos mais um pouco a praia de areia branca e o sol cancerígeno (eu sempre de camiseta e chapéu de safari) antes de voltar.
       

       
      Entre as muitas andanças pelo centro, que pode ser facilmente percorrido a pé, no fim do dia conhecemos o Café Café, outro restaurante bastante recomendável em frente ao anterior. Além da variedade de pratos e possibilidade de uso do cartão de crédito como o Don Aníbal, ainda tem ar-condicionado.
       
      E a noite terminou de forma excelente em ótima companhia no albergue.
       
      6° dia
       
      Eu e Sol fomos mergulhar nesse dia. Minha intenção era fazer o curso PADI Águas Abertas, mas como não sobrou tempo me contentei com um batismo. Lá conheci o Fernando, um brasileiro que mora no mesmo lugar que eu. Depois da parte teórica do minicurso e da prática na piscina, submergimos no Shark Point, a sudoeste da ilha.
       

       
      Descemos tranquilamente até quase 11 metros de profundidade, equalizando a pressão nos ouvidos. Até esse momento tudo estava bem. O problema ocorreu quando usei a técnica de desembaçar a máscara embaixo da água. Me atrapalhei inspirando água em vez de expirá-la, e com isso também soltei o regulador da boca. Sem ver nada por estar com a máscara cheia de água, que era bem salgada por lá, me apavorei e com isso voltei o mais rápido possível para a superfície, pois já estava sem ar. Além de ter engolido água, nada de mais grave aconteceu, mas o susto foi grande. E depois disso o instrutor não me largou mais e nem me deixou ir tão fundo. Acho que vou continuar no snorkeling por enquanto...
       

       
      Passei a tarde com minha parceira pelo centro. Já a noite foi de salsa no hostel. Meu colega de quarto colombiano Jeseva mandou bem nessa sessão. Depois, como surgiu um grupo de brasileiras por lá, a parte final foi à base de músicas daqui.
       
      Com essa turma fui ao último lugar que me restava de novo na ilha, a balada Coco Loco. Ritmos latinos embalavam nativos e turistas até altas horas.
       
      7° dia
       
      Dia de despedida. Depois de encarar a praia de Rocky Cay novamente, junto com James, Flor, Sol e mais um americano, com direito a selfie com uma enorme caravela-portuguesa, tive que partir para o aeroporto e deixar para trás essas pessoas incríveis que conheci.
       
      Subi no teco-teco e torci para o barulhento avião não cair antes de chegar à remota ilha, cujo acesso é apenas através desse avião ou de um catamarã, ambos de San Andrés.
       

       
      Na saída do aeroporto dividi um táxi na garupa de uma picape com alguém que ia pro mesmo lado que eu, na Bahía Aguadulce, ou Freshwater Bay, já que lá se fala tanto inglês quanto espanhol (na verdade assim como em San Andrés falam o crioulo, mistura incompreensível dos idiomas anteriores).
       
      O “albergue” Blue Almond na verdade é um quarto compartilhado da pousada Cabañas Agua Dulce. Não que isso tenha sido ruim, pois o preço foi bem em conta pela qualidade.
       

       
      Antes de conhecer meus companheiros de quarto aproveitei o fim do dia para praticar snorkeling na frente do hotel. Não é um ponto muito bom, mas vi uma raia marrom, ou seja, até agora tinha visto três raias, sendo cada uma de uma espécie!
       
      Quando não enxergava mais nada e minha câmera menos ainda, saí da água e assisti o dia terminar.
       

       
      Conheci meus colegas, a senhora alemã Ines e o jovem austríaco Andi. Começou a confusão linguística: Ines falava alemão e espanhol, mas não inglês; Andi falava alemão e inglês, mas não espanhol; e eu falava inglês e espanhol, mas não alemão!
       
      A janta foi no ponto mais movimentado do bairro, onde se concentrava um mercado, algumas pousadas e restaurantes. Estava apenas começando a descobrir o quanto o lugar era tranquilo.
       
      8° dia
       
      Agitei o Andi, que estava há uma semana por ali e ainda não tinha feito muita coisa, e a Ines, que havia chegado comigo, para fazermos a trilha do pico mais alto da ilha pela manhã. Fomos de moto-táxi, que carrega até 2 passageiros por vez e que, como iria descobrir posteriormente, te leva a qualquer lugar da ilha por menos de 10 reais.
       
      Apesar do “The Peak” ter apenas 360 metros de altitude, não era tão fácil assim. Recomendaram que fizéssemos com guia, mas o GPS foi suficiente. Os primeiros trechos foram de mata tropical, com a presença constante de variados lagartos.
       

       
      A segunda metade era aberta, com outro tipo de formação mais adaptada à luminosidade. Lá do alto a visão de 360 graus é incrível. Muito verde no meio da montanhosa ilha, e no mar os diversos tons de verde e azul da 3ª maior barreira de corais do mundo.
       

       
      Dali, seguimos para a praia Manzanillo, onde fica a “balada” mais famosa da ilha, o Roland Roots Reggae Bar. Uns poucos turistas e nativos frequentavam o ambiente situado à beira-mar.
       

       
      Embora o almoço marítimo estivesse bom, para mim o auge foi o passo seguinte, a siesta em uma rede sob a sombra de um coqueiro em frente ao mar turquesa e ouvindo reggae, o som eterno que toca nessa e nas demais praias de Providencia.
       
      Boas horas depois, quando meus companheiros já tinham partido, me levantei para investigar o manguezal e as aves que ficavam no caminho até a praia seguinte, pois até o momento não tinha visto uma sequer, deste que é considerado um paraíso de aves endêmicas pelo seu isolamento.
       

       
      Cheguei à praia de Southwest Bay. Caminhei pela areia através dos poucos bares, até que vi uma coisa estranha por trás de um deles. As águas do manguezal eram de um tom rosa/roxo! Jurei que era algum efluente, mas pesquisando na internet depois descobri que é um fenômeno natural que ocorre em períodos de seca, devido à concentração de uma substância que escoa das raízes dos mangues vermelhos na água. Muito louco.
       

       
      Em seguida, mais um fascinante pôr-do-sol.
       

       
      O jantar foi como sempre em Freshwater Bay, como sempre com Andi e como sempre acompanhado de uma Club Colombia, a melhor das cervejas colombianas populares.
       
      Em sequência, aquela bela dormida de longas horas no aconchegante chalé compartilhado com os outros dois.
       
      9° dia
       
      Mais um baita dia de sol. Eu e Andi seguimos de motoca até Bahia Maracaibo, norte do aeroporto. Nesse lugar fica o Parque Nacional Old Providence McBean Lagoon, que protege alguns ilhotes, barreiras de coral, pastos marinhos e manguezal.
       
      Alugamos um caiaque duplo por um preço ótimo, e ainda veio com uma sacola estanque de graça. Remamos até Cayo Cangrejo a 600 metros da costa. Poderia ser facilmente renomeada para Cayo Tortuga, visto que tem o formato de um casco de tartaruga. Ali fica a portaria do parque, que embora não ofereça nenhuma facilidade, cobra sua entrada.
       
      Uma rápida ascensão ao topo revelou uma vista muito bonita.
       

       
      Caímos na água. Legal, mas nada de excepcional, e de novo apenas o Rhinesomus triqueter da foto a seguir. O melhor estava na longínqua barreira de coral que ficava afastada dali e não podia ser acessada, para sua melhor preservação.
       

       
      Um pouco mais de remada até próximo ao Cayo Tres Hermanos, também inacessível. Paramos para um rápido mergulho, enquanto surgiu uma nuvem negra que resultou em alguns pingos.
       

       
      Por fim, passamos rentes ao manguezal e o respectivo banco de algas que o cercava, para voltar à terra firme.
       
      Subimos em outra moto para almoçarmos em Santa Isabel, que é o centro limítrofe com a Ilha de Santa Catalina e também aonde chega o catamarã. Como era domingo quase tudo estava fechado. Entramos no único restaurante que achamos aberto. Consegui finalmente saborear carne de siri, que estava em falta em todos os locais que já tinha almoçado. Também provei o suco do tal lulo, fruta cítrica parecida por fora com uma laranja. Aprovado.
       
      Fui até Santa Catalina, inacessível a veículos motorizados. Como Andi já conhecia, picou a mula.
       
      O primeiro passo para entrar na ilha é atravessar a Puente de Los Enamorados. Reza a lenda que sempre há raias passando pelo canal abaixo. Não vi nenhuma.
       

       
      O que há do outro lado são apenas algumas residências, restaurantes e a trilha que conta um pouco da história da colônia pirata estabelecida ali (vide Fort Warwick e os resquícios de Morgan), além de levar a belas praias e à Cabeza de Morgan.
       

       
      O sol já estava quase dando adeus quando retornei, enchi meu tanque de água e decidi ir correr, pois meu treinamento estava um tanto relapso nessas férias. Não pretendia ir tão longe, mas como meu ritmo ia bem decidi continuar subindo e descendo as lombas intermináveis da rodovia que circundava a ilha principal. Como os bairros se desenvolveram basicamente só ao longo dessa estrada, posso dizer que depois de 2 horas correndo quase na escuridão conheci cada canto de Providencia. Eu havia completado 17,5 km pela primeira vez na vida, e olha que o caminho não era nem um pouco plano. Cheguei me arrastando no final, com dor em tudo, mas bastante satisfeito. Fui até parabenizado por um policial que soube do meu feito.
       
      Dormi como um anjo nessa noite.
       
      10° dia
       
      O último dia inteiro em Providencia foi usado para o pouco que ainda havia a fazer fora da água. Pela manhã caminhei até a represa da ilha. Cheguei lá pensando que ia ter bastante gente, mas para meu espanto não havia absolutamente ninguém.
       

       
      Assim pude finalmente conseguir ver diversas aves, tanto nas margens do lago artificial quanto nas matas conservadas em volta, sendo que boa parte delas são existentes também no Brasil.
       

       
      Percorri algumas trilhas pela volta antes de descer até a praia de Southwest Bay, onde encontraria Andi para comer o famoso plato mixto, essa enormidade gastronômica da foto que inclui até lagosta. Muito bom e em conta.
       

       
      Se fiz mais algo no dia não foi relevante, mas dormi cedo para pegar o voo de volta.
       
      11° dia
       
      Cheguei a San Andrés a tempo de despedir-me de Flora, que recém chegara ao aeroporto para retornar à Argentina.
       
      A essa altura minha pele estava começando a descascar. A única parte que faltava começou depois de mais esse dia ensolarado, em que não tive nada para fazer além de ficar na praia.
       

       
      No fim do dia voltei ao aeroporto, dessa vez rumo a Medellín, a terra de Pablo Escobar, que contribuiu para a decadência da cidade no passado, embora há uma década tenha sofrido uma revitalização surpreendente.
       
      Ao chegar, usei o micro-ônibus barato para ir até a cidade propriamente dita, já que esse aeroporto ficava em Rionegro, ainda que haja outro menor dentro de Medellín.
       
      Já era noite quando peguei o metrô até a estação Poblado, na periferia da metrópole, em uma zona residencial mista abastada. Como não sabia disso, caminhei meio desconfiado até o albergue Black Sheep. Para minha surpresa, o idioma falado por lá era o inglês. Um pouco decepcionante, pois estava ali para melhorar meu espanhol. Outra coisa ruim foi o quarto onde fiquei, pois os beliches quase encostam no teto. Cheguei a bater em cima no meio da noite ao sentar na cama.
       
      12° dia
       
      O sistema de transporte público é uma das atrações da capital do departamento de Antioquia. A linha principal do metrô, que é elevado em algumas partes, percorre todo o vale que contém a cidade. De uma ponta saem linhas secundárias que seguem para o alto dos morros, bastante ocupados. Só que não são trens que sobem, e sim teleféricos!
       

       
      Para seguir mais adiante, com destino ao Parque Arví, tomei outro bondinho (pago à parte, e que também vale como entrada do parque) que atravessou quilômetros de mata protegida muito acima de Medellín. O clima fresco dali contrastava com o calor da cidade abaixo.
       
      Logo na entrada há uma feira orgânica abastecida pelos agricultores que vivem na região montanhosa. Provei alguns salgados e frutas, dentre as diversas opções, só não gostei da fisális. Também havia bastante artesanato por ali.
       
      Segui uma guia e um grupo por uma trilha curta, passando por árvores de grande porte e musgos de vários tons de verde.
       

       
      Em seguida havia outra trilha a se iniciar, mas eu optei por almoçar e descer, pois tinha ainda muito a ver, como o jardim botânico. A princípio não estava em meus planos, mas como ficava no caminho do metrô e não precisava pagar a entrada, dei um pulo. Bem razoável, mas é mais para moradores do que turistas. Como atração, há um bocado de iguanas e um borboletário, além de alguns jardins temáticos. Vi mais passarinhos ali do que no parque anterior.
       

       
      Como ainda havia tempo, o passo seguinte foi o Parque Explora, ao lado do jardim botânico. É um prédio composto por aquário e por diversas salas interativas que buscam ensinar ciência na prática, como o museu da PUC em Porto Alegre. Se pretende aproveitar para valer, prepara-se para sair de lá suado como eu e vá com mais de 2 horas restantes, pois há bastante coisa para ver e fazer.
       

       
      13° dia
       
      Devido ao feriadão santo, a cidade começou a se esvaziar e fechar as portas dos estabelecimentos nesse dia. Pelo menos assim consegui caminhar mais tranquilo pelo centro. Para melhorar ainda mais estava na companhia de um guia, Juan, aquele simpático careca que conheci em San Andrés.
      Primeiro, uma pegadinha na rechonchuda estátua do famoso artista local Fernando Botero.
       

       
      Seguindo, me levou para conhecer as praças e os prédios históricos religiosos e governamentais à distância de uma caminhada.
       

       
      De lá, tomamos um ônibus até o pé do Cerro Nutibara. Uma íngreme subida a pé nos revelou uma boa vista cidade que é quase toda marrom, por ocasião dos tijolos à vista nas construções.
       
      Em seu topo fica o Pueblito Paisa, uma réplica de um vilarejo típico da região, com igreja, restaurante e lojas de souvenir.
       

       
      O gentil colega me pagou um chope antioquenho (cerveja, sal e limão) enquanto eu tirava algumas fotos da cidade.
       
      De lá, fomos caminhando pelas ruas até o supermercado de um shopping center, onde almoçamos novamente por sua conta, embora eu tivesse insistido para pagar. Que baita feijoada comi naquele dia!
       
      Para finalizar, me guiou até a outra rota de teleféricos sobre os morros e se foi. Como havia tempo livre, fui de metrô até a estação final já bem fora de Medellín e retornei até o Poblado. Não havia muito o que ver, além de indústrias, lixo e pobreza.
       
      A atividade noturna foi uma corrida pelo desnivelado Poblado. Condomínios chiques, shopping centers e até cassinos dominam as ruas e avenidas arborizadas.
       
      Jantei no aglomerado de lanchonetes que há próximo ao albergue e capotei.
       
      14° dia
       
      De manhã, depois de provar deliciosas granadilhas (frutos do mesmo gênero do maracujá), dei uma caminhada próximo a onde tinha passado na noite anterior correndo. Nada de mais para se ver, além da procissão saindo da igreja mais antiga do lugar e carregando estátuas. Descobri também um incrível mercado de comida saudável, o Carulla. Sai de lá devorando um pacote de oxicocos (como é chamado cranberry em português) desidratados.
       
      Fiz o check-out e voltei ao centro para ver a praça onde ficavam concentradas as esculturas de Botero e o Museu de Antioquia, o qual adentrei em seguida. Entre outras coisas, havia uma exposição dos quadros de Botero que retratam a temática do circo.
       

       
      Juro que me esforço, mas não consigo compreender a arte. Tomei o micro para o aeroporto e fiquei zanzando pelo aeroporto até a hora do voo. Como saí da região de San Andrés e Providencia eu teoricamente necessitaria pagar mais quase 50k COP por outra tarjeta turística, como fiz na primeira vez que cheguei. Mas conversando com o pessoal da companhia aérea e da imigração consegui não desembolsar nada, visto que minha estadia seria inferior a 24 horas. Fica a dica.
       
      Ao chegar ao mesmo albergue El Viajero, uma situação diferente: os argentinos haviam debandado em massa e cedido lugar aos brasileiros! Falei com uns 3 grupos diferentes enquanto as simpáticas recepcionistas me arrumavam um quarto. Tive o prazer de reencontrar Luca, um sobrevivente de minha estadia anterior, e também o carioca Fabio, que já estava praticamente morando ali. Nós e mais uma galera fomos juntos ao Coco Loco, não sem antes provar o aguardente Antioqueño.
       
      15° dia
       
      E a festa rolou até altas horas...
       
      ...tanto que perdi a hora e depois do café-da-manhã reforçado tive que correr para o aeroporto, sem poder ter feito as compras que pretendia no centro.
       

       
      E assim peguei um voo até Bogotá, onde gastei meus últimos pesos em comida. Depois fiz a mesma coisa na escala interminável em Lima, pois nem o wi-fi era liberado lá. Dormi bonito no avião e finalmente cheguei a Porto Alegre na madrugada seguinte. Com o dólar nas alturas não vi vantagem em fazer compras no duty free, então passei facilmente pela Receita Federal e tive a agradável surpresa de meus pais me esperando para a Páscoa!
       
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com
    • Por Amanda Sfair Gonçalves

       
      Antes de você começar a ler preciso avisar três coisas:
       
      1. É meu primeiro relato. Vou tentar fazer o meu melhor, mas não garanto o mesmo espetáculo dos relatos que já li por aqui!
      2. Eu não anotei os preços de nada muito menos o câmbio (ainda não tinha tido a expertise de entrar aqui antes e roubar as dicas... conseqüentemente não tinha aprendido as manhas de escrever um bom relato para vocês!)
      3. Sou dessas que tira foto de si com a paisagem e pouca coisa só da vista.. então se preparem para ver a minha carinha em muitas fotos por aqui haha
       
      Da decisão pela viagem.
       
      Sou viciada em futebol. Conheci meu marido dentro do estádio do Coritiba e desde então estamos sofremos e comemoramos juntos. Dia 28/09/2016 o Coritiba ganhou do Belgrano pelas oitavas de final do Campeonato Sulamericano e se classificou para as quartas de final, contra o Nacional, jogo marcado para o dia 26/10/2016, em Medellín. Na primeira semana eu e o meu marido ficamos nessa de vamos-não-vamos. Ele entrou em um grupo no whatapp de torcedores/amigos que iriam e ficavam azucrinando as idéias, msa, por fim, foi quando um casal de compadres nossos – somos padrinhos mútuos de casamento - também doentes pelo Coritiba decidiram ir que batemos o martelo e confirmarmos nossas férias pela Colômbia!! Compramos as passagem e as hospedagens para nós 04 eu, Vinicius meu marido, Cris e Fabinho nossos comprades e nos primeiros dois dias tivemos a participação especial dos outros amigos/torcedores Coritiba que estavam em Medellín.
       
      Da decisão pelo roteiro.
       
      Acabamos decidindo muito correndo qual seria o roteiro e as cidades que visitaríamos. Tínhamos que obrigatoriamente estar em Medellín dia 26/10, não poderíamos viajar antes de 22/10 e nem voltar depois do dia 02/11, em ambas as datas tínhamos casamento. Utilizamos o balizador ~preço das passagem~ e compramos ida 25/10 e volta dia 31/10. A passagem por Bogotá estavam muito mais em conta do que direto para Medellín, mesmo precisando comprar o trecho interno, então compramos Curitiba-São Paulo-Bogotá e a volta Bogotá-Lima-São Paulo-Curitiba. Eu fazia questão de conhecer Cartagena ( no TLC fica passando propaganda de lá TODOS os intervalos ) e como nós só tinhamos 07 dias não faria sentido incluir mais cidades Então ficamos com Medellín, Cartagena e Bogotá!
       
      Do roteiro.
       
      1. 25/10 – Curitiba-São Paulo-Bogotá-Medellín
      2. 26/10 – Medellín
      3. 27/10 – Medellín – Cartagena
      4. 28/10 – Cartagena
      5. 29/10 – Cartagena – Bogotá
      6. 30/10 – Bogotá
      7. 31/10 – Bogotá-São Paulo-Curitiba
       
      Das bagagens.
       
      Compramos passagens pela VivaColômbia para fazer os trechos internos Bogotá/Medellín, Medellín/Cartagena e Cartagena/Bogotá. É uma companha de LowCost e, sendo assim, não tínhamos franquia de bagagem. E sim, optamos por economizar R$ 60,00 e não compramos bagagem extra Ou seja, foi uma mochila de 6kg por cabeça – descobri aqui no Mochileiros que se chama mochila de ataque haha – e boa sorte!
       

    • Por ederfortunato
      Em Maio de 2017, passei 7 dias no Equador e 14 dias na Colômbia, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, por isso, resolvi fazer um também!
       
      Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia por lá(até porque tenho péssima memória).
       
      Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais lá no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato/
       
      Colômbia
       
      O roteiro ficou meio bagunçado rs, comecei em Bogotá, apena 1 dia(poderia ter ficado mais 1, não mais que isso) e depois avião para Medellín, eu li que as estradas são bem ruins nesse trajeto, e levaria 13 horas, achei uma passagem pela Viva-Colômbia saiu por COP $150.000 pesos, compensou pois de ônibus ficaria quase esse preço. Então passei 3 dias em Medellín(o ideal seria 5!), minhas passagens para San Andrés tinham o trajeto Medellín > San Andrés / San Andrés > Cartagena(deveria ter ido direto pra Santa Marta), com isso passei 4 dias na ilha(achei tempo ideal), chegando em Cartagena já fui pra Santa Marta de van(fiquei 1 dia por lá) e depois Parque Tayrona(1 dia, seria melhor 2), então voltei pra Cartagena onde fiquei os últimos 2 dias(queira ter ficado 3), já que meu voo de volta sairia de lá.
       
      Dicas Gerais:
       

      Sobre gastos, eu levei dólares, achei que foi melhor pois consegui uma cotação boa no início do ano(R$3,21) e porque eu estava no Equador antes de ir pra Colômbia(a moeda de lá é dólar), mas pelo que vi os Reais tem boa cotação, nem pense em trocar nas casas de cambio dos aeroportos, ali tem as piores taxas.
      Gastei +ou- os $500,00 dólares que levei, com hospedagem/passeios/comida/transporte, fora as passagens para os trajetos internos que havia comprado antes de ir, os 3 trechos ficaram em R$400,00, achei que foi OK para 14 dias, poderia ter gasto menos, principalmente em Santa Marta/Tyrona, mas tudo bem, fiquei satisfeito com tudo.
      Ainda sobre dinheiro, a moeda na Colômbia é o Peso, e atualmente eles estão num processo de trocar as notas, então vc vai encontrar algumas antigas com as novas ao mesmo tempo, as antigas tem escrito "5.000" já a nova vai estar escrito "5 MIL", mas o maior problema são as cores não são iguais, então a nota de 2.000 velha não tem a mesma cor que a de 2.000 nova, pior!, ele vai ter a mesma cor da nota de 20.000 nova! isso gera muita confusão, então, sempre que receber troco, confira os valores, algum espertinho pode ter de dado troco errado "por engano".
      Sempre que chegar num aeroporto, você vai precisar passar por uma parede de pessoas tentando te oferecer táxi ou carro executivo, em todas as cidades que visitei me deparei com a mesma coisa, tente ignorá-los e encontrar a fila de táxis oficiais que tem do lado de fora, são mais seguros e às vezes até mais baratos, eles têm taxímetro(o preço você ver comparando o número que aparece no taxímetro com uma tabela que deve estar visível dentro do táxi).
      Em Cartagena principalmente, esse assedio com os turista é bem pesado, a dica que nos deram lá é "Nada é de graça!", pois muitos vendedores dão uma "amostra grátis" mas se você não comprar nada, precisa pagar rs, então não tenha medo de falar "no grácias", pois eles costumam ser chatos.
      Sobre a organização dos nomes das ruas na Colômbia, de inicio parece complicado, mas na real é bem fácil, as ruas estão organizadas em forma de "grade", existem dois "tipos" de nomes,as Calle, que são as travessas de leste a oeste(ou as ruas na horizontal se vc estiver vendo um mapa), e as Carrera são as de norte a sul(ou as ruas na vertical), e todas elas tem nome com números crescentes, tipo: Calle 1, Calle 2, Calle 3, se vc está na esquina da Calle 4 com a Carrera 6, é facil achar a Carrera 8, basta andar dois blocos em direção ao norte.
      Ainda sobre a localização, os endereços por lá costumam ser algo como "Cra. 50 #42-30", traduzindo, o lugar ficar na Carrera 50, depois da travessa com a Calle 42(no quarteirão depois que essas ruas se cruzam), no numero 30. Um outro exemplo, o endereço "Cl. 36 #53-43,", traduzindo, fica na Calle 36, na quadra depois da travessa com a Carrera 53, no numero 43. Parece confuso de inicio, mas quando vc acostuma percebe que fica mais fácil se localizar do que se as ruas tivesse nomes comuns.
       
      Bogotá
       
      Fiz o Free Bogotá Walking Tours, este é o do site Gran Colombia Tours. recomendo bastante, diferente do outro mais famoso(do site Beyond Colombia), que costuma ter muito mais pessoas, nesse éramos apenas 8, o que fez o passeio ficar bem melhor. Além de toda a parte histórica de Bogotá, tivemos também um "Tasty Tour", parávamos para experimentar as frutas e sucos típicos colombianos, paramos também numa loja que vendia tudo feito a base da folha de coca(site deles, gostei de lá), e no final numa cafeteria "gourmet" para ver o processo de preparo do café, recomendo bastante esse passeio.
      Depois do tour, fui no Museo del Oro(entrada por COP $4.000), vale a pena ir nele, assim que entrar, pergunte sobre o tour guiado(tem em inglês e espanhol), é algo que acrescenta em muito na experiência, tem muita coisa da história pré-colombiana pra aprender, vale a visita. Outro lugar bacana é o Cerro de Monserrate fui a pé para lá, e subi de funicular, a vista de lá é a melhor, além de ser um espaço bem tranquilo para passar um tempo.
       




       
       
      Medellín
      O aeroporto fica bem longe da cidade, umas 2 à 3 horas de viagem, táxi ficou fora de cogitação pra mim, por sorte tem um micro-ônibus que te deixa no centro da cidade, caso já esteja em Medellín e precise ir para o aeroporto, volte nessa mesma rua, o ponto de referencia é atrás do Hotel Nutibara, onde tem vários micro-ônibus parados lá.
      Sem dúvida foi minha cidade favorita nessa viagem, no primeiro dia fiz o free walking tour do Real City Tours, recomendo muito esse, a parte histórica aqui foi muito boa, a guia que nos acompanhava falou de tudo, tanto as partes boas como as ruins da história de Medellín, além da distinta relação do povo de Medellín com o resto da Colômbia, e como sempre as melhores dicas de onde comer e o que visitar.
      Finalizado o tour, eu fui para o Cerro Nutibara, uma colina dentro da cidade, que tem um parque bem bonito em volta, além de uma réplica de algumas casas do tempo colonial no topo, tem também um museu, e uma ótima vista da cidade, é um lugar muito bom pra finalizar o dia, para chegar lá, pode ser de táxi, ou descer na estação Industriales do metrô e caminhar uns 20 minutos.
      Guatape, um passeio de bate-volta de um dia inteiro, obrigatório pra quem visita Medellín, uma cidade toda colorida, e onde fica a famosa La Piedra, também chamada de El Peñol, onde você tem uma visão de toda a área em volta, que tem uma represa artificial, a entrega para subir são COP $18.000.
      Para chegar lá, vá até a estação de metro de Caribe, saia dela, e caminhe até a estação de ônibus que é do lado, e procure pelo guichê da companhia que faz o trajeto, tem apenas duas, a passagem custa COP $20.000, e você pode escolher ir pra cidade primeiro ou já subir a pedra, o ideal é subir e depois almoçar e caminhar pela cidade, no meu caso, quando cheguei o tempo estava fechado(a vista não seria muito boa) então resolvi visitar a cidade primeiro, o que acabou ficando mais caro pegar os tuk-tuk de ida/volta, mas fazer o que né.
      Eu até pesquisei sobre o tal do passeio para conhecer as casas do Pablo Escobar, mas sinceramente, não me interessou, ele não é uma figura que mereça esse tipo de homenagem ou atenção(o cara matou muita gente inocente poxa), então eu deixei pra lá, prefira assistir o seriado Narcos da netflix que compensa mais que visitar túmulo de traficante.
       







       
       
      San Andrés
       
      Eu havia lido antes de ir, e pude constatar lá, a ilha começou a receber muito mais turista que do que estava preparada, muitos dos serviços são bem mal organizados, e falta de informação(mesmo no hostel) era bem frequente. Um outro ponto que vale avisar, é que a ilha toda é uma espécie de Duty Free, no centro tem muitas lojas(muitas mesmo) de produtos por preços mais baratos, então separe uma grana caso queira comprar algo.
      A ilha tem 3 linhas circulares de ônibus, dá pra chegar em qualquer lugar usando elas, passagem custa COP $2.000, se estiver pelo centro, vá pra esquina da Calle 6 com a Avenida 20 de Julio, pois todas as 3 passam lá, além de ter um fiscal que fica monitorando os horários dos ônibus, ele é gente boa, pode te ajudar com qual pegar para o destino você queira ir.
      Lugares que visitei por lá e recomendo:
      West View, você paga pra entrar numa área mais "reservada", com mesinhas e cadeiras, onde pode deixar suas coisa, e pode nadar numa pequena encosta para o mar(não é praia, não tem areia), com vários peixes, tem até prancha pra saltar na água e um toboágua, eles também alugam colete e snorkel. Aqui também fica o passeio de Aquanautas, onde tu coloca um capacete pra respirar em baixo d'água e vai andando, não fiz pois achei sem graça rs, apesar dele ser bem famoso o passeio.
      La Piscinita, o mesmo que o acima, mas sem a prancha e o toboágua, e mesmo valor pra entrar, achei OK.
      Rocky Cay, uma praia bonita, aberta, tem boa estrutura de restaurante, e possui uma ilhazinha a algumas minutos de distância atravessando pela água, vale passar algumas horas ali, a água é bem clara e tranquila pra nadar.
      Johnny Cay e Acuario: é o passeio padrão, são duas ilhas com as praias mais bonitas de San Andrés, água cristalina para fazer flutuação, areia branca e limpa, uma parte no meia das ilhas tipo um oásis com coqueiros, para deitar e até tirar um cochilo. Tem passeio pra ficar um dia inteiro em cada uma, ou o que eu fiz, que foi metade do dia no Acuario e a outra metade Johnny Cay, onde tem almoço. recomendo visitar os dois.
      Mergulho, ficou em COP $160.000, só não gostei pois era um instrutor para 3 pessoas, e passamos mais tempo tirando fotos(o próprio instrutor tirava) do que explorando o lugar, ainda cobra COP $50.000 pelas fotos, bem mal tiradas por sinal, mas no geral é um passeio legal, vale a pena fazer se você tem o curso, já que a visibilidade lá é boa.
      No último dia, eu queria ter feito o parapente, porém o tempo não estava bom, então aluguei uma moto(apenas COP 70.000) e fiquei andando pela ilha, dei uma volta completa parando nos pontos mais bonitos, compensa bem mais do que o alugar o buggy se você estiver em até duas pessoas.
      Fuja dos passeios que são pega-turista, tu vai pagar e ver umas coisas bem sem graça: El Hoyo Soplador, Morgan's Cave e Big Pond.
       







       
       
       
      Santa Marta e Parque Tayrona
       
      Eu fiz apenas um bate-volta para o parque Tayrona, mas acho que o custo acabou sendo grande pra passar pouco tempo, compensa ficar pelo menos duas noites, para explorar mais e aproveitar as praias.
      Partindo do aeroporto de Cartagena, peguei um táxi até uma companhia de micro-ônibus chamada Marsol, custa COP 44.000 a passagem até Santa Marta, e eles te deixam na porta da sua hospedagem. No outro dia de manhã(erro meu, deveria ter ido no mesmo dia que cheguei), com apenas uma mochila menor de ataque(com uma troca de roupa) fui até a parte de trás do Mercado Central de Santa Marta, é fácil achar o ponto certo, tem várias pessoas gritando "tayrona", a van custa COP 7.000, vai até o portão El Zaino, que é o principal do parque.
      Dica importante: Nesse portão tem uma galera vendendo reservas para ficar no camping Don Pedro, eu acabei comprando ele, por não conhecer bem o parque, o problema é que este camping fica a uns 40 minutos de caminhada da praia, melhor ficar no Cabo San Juan, que fica do lado de uma praia, e tem uma estrutura bem melhor para banho, tem restaurante, armários para guardar suas coisa.
      Do portão El Zaino, você pode pegar uma van ou caminhar 2 horas por uma subida em estrada de asfalto, até chegar na entrada de verdade do parque, nesse ponto, do lado esquerdo, tem umas cabanas e um museu, e também um caminho para um mirante(deve levar uns 30min pra fazer) ou pode ir direto para entrar no parque. Ainda nesse ponto, você pode dar uma caminhada de umas 2:50 numa trilha bem tranquila e sinalizada, ou ir de cavalo(leva uns 40min custa COP 40.000).
      Depois dessa caminhada, o primeiro ponto que vc chega é no setor de Arrecifes, aqui é onde revistam suas coisa pra ver se você está levando drogas, bebida ou muitas sacolas(isso mesmo, sacolas plásticas). Só depois desse ponto você vai encontrar as praias indicadas para banho(antes disso, nenhuma é permitida, pois o mar é bem agitado e já houveram casos de morte), mais uns 20 minutos de caminhada para chegar na praia La Piscinita, onde já dá pra dar uma refrescada na água, apesar do mar um pouco agitado.
      Depois de ficar um pouco por lá, mais uns 30 minutos de caminhada pra chegar no Cabo San Juan, um camping bem bonito, tem uma cabana no alto de uma pedra em frente a praia(dá pra ficar por lá também), você pode escolher ficar nas barracas ou nas redes, existem outros camping por lá, sem duvida esse é o melhor.
      Tem mais caminho pela frente, mas eu fiquei por lá mesmo, e no outro dia fui embora pela manhã, voltei de cavalo pois havia chovido muito à noite e a trilha estava muito difícil de caminhar, foi bem tranquilo cavalgar, os bichos são bem calmos.
      Para ir embora, do parque Tayrona, fiz o mesmo caminho na volta, não sei por que, mas o ônibus para voltar era bem maior e tinha ar condicionado, e cobrou o mesmo preço do que paguei na ida, que era apertado e sem ar condicionado. E peguei um transfer no hostel de Santa Marta para Cartagena(COP 50.000).
       




       
       
      Cartagena
       
      Prepare-se que Cartagena é uma cidade bem cara, principalmente se você ficar na parte mais turística que é bairro da cidade murada, porem em compensação é a parte mais bonita, tem muitos restaurante que cobram bem acima da média, até dá pra encontrar alguns em conta, que cobram menos de COP $20.000, como o Atahualpa na Cra. 7 com a Calle 37 e o Dorotea ca Cra 9, os mais baratos que achei. A maioria dos restaurantes nessa parte da cidade, são muito mais "chiques", com pratos mais rebuscados, você vai deixar no mínimo uns COP 50.000, fácil fácil, então, pesquise bem, ou aproveite se tiver um bom orçamento.
      Fiz o Walking Tour aqui, mas não achei tão bom como nos outros, pelo que vi, o guia que fez o tour deve trabalhar para prefeitura, nem fez questão de pedir gorjeta no final, e era um cara mais velho, um senhorzinho(deve ser professor de história), não deu muitas dicas da cidade, focou mais na parte histórica.
      Praias: Dentro de Cartagena mesmo, não tem praia que vale a pena ir, você precisa sair da cidade se quiser conhecer alguma. Eu fiz um passeio com a empresa Backpackers Cartagena que incluía: uma van pra te pegar na hospedagem e te levar de volta no final do dia, o transporte de barco para as Islas del Rosario, com parada no caminho para fazer flutuação em volta das ilhas menores(e particulares) do arquipélago(com snorkel incluído), mais uma parada numa praia que não anotei o nome rs, e terminava na Playa Blanca, a praia mais bonita da região, onde almoçamos(incluído no pacote), tudo isso ficou em COP $60.000, achei que compensou.
      Outro passeio que gostei foi o Castelo de San Felipe de Barajas, dá pra ir andando ou de táxi, a entrada custou COP 25.000, e tem muita coisa pra explorar lá dentro, além de ter uma boa vista de toda a cidade.
       



    • Por rafacarvalho33
      A primeira frase que posso falar sobre essa cidade é que ela é QUENTE, a cidade ferve dentro das muralhas, com certeza essa foi a cidade que passei mais calor na viagem nos poucos dias que eu fiquei.
      Cartagena é uma cidade muito histórica, por ficar a beira mar há muitos fortes espalhados e ate um castelo dentro da cidade, que dão todo charme a região, sem citar as ruas apertadas com suas casas coloniais e toda colorida.
       
      - Como chegar
      Bom, você pode chegar aqui pelo aeroporto, que esta muito próximo ao bairro turístico, que se chama Getsemaní. Do aeroporto você pode ir andando ate a avenida da praia e pegar qualquer micro-ônibus que te leve ao centro, por 2100 pesos colombianos, ou pegar algum táxi coletivo a 3.000 mil pesos, ou se quiser ir a um táxi só para você, esta na faixa dos 7.000 pesos.
      Já o terminal rodoviário fica um pouco mais longe da cidade, em torno de 1 hora de ônibus, que custa os mesmos 2.100 pesos, ou você pode ir de táxi por 20.000 pesos colombianos, do terminal ate o centro e vice versa.
       
      - Hospedagem
      O melhor bairro para se hospedar é no Getsemaní, é ai que esta os principais hostels de Cartagena, eu fiquei hospedado em um chamado Hostal Las Tortugas, foi o mais barato que achei, por 20 mil pesos a noite, sem café da manhã, outros que eu vi estavam a 30/32 mil pesos, todos sem café da manhã, todos ficam muito bem localizados, as ruas são pequenas, assim tudo fica muito próximo.
       
      - Alimentação
      Aqui encontrei restaurantes de 7.500 a 8.500 pesos colombianos e serviam um belo prato com arroz, feijão, salada e carne, com uma sopa de entrada, a sopa eu sempre recusava, nesse calor tomar algo quente é impossível, a bebida estava inclusa também.
       
      - Segurança
      Não senti Cartagena tão segura assim, claro que não me passou nada, mas aqui é bom tomar um cuidado maior, há muita gente nas ruas, aqui é uma cidade muito turística, então é bom ficar esperto, mas nada que preocupe.
       
      - Câmbio
      Em uma das ruas principais do bairro é possível trocar dinheiro em lojas de cambio, bem tranquilo.
       
      - Passeios
      Cartagena é um lugar para se caminhar pelas suas ruas pequenas e cheias de vida, na parte do bairro principal, andar pelas ruas, ver os grafites e a cada porta é a oportunidade de tomar um drink ou comer algo, passear sem saber ao certo onde dará é umas das coisas boas a se fazer, já dentro da cidade murada, onde o nível da uma melhorada e carros são proibidos de andar, vale a pena caminhar na mesma pegada, e, além disso, da para você andar em cima da muralha e dar uma volta quase completa, aproveitar o por do sol e tomar uma cerveja geladinha é uma ótima pedida.
       
      Você pode ir ao Castilho de San Felipe, que fica a 10 minutos caminhando no máximo do bairro e não tem como não vê-lo, a entrada custa 25 mil pesos e mais 12 mil do guia, é importante fazer a visita guiada, pois senão não ira entender nada e ira apenas ver muros e muros hehehe.
       
      Outro lugar para se visitar, mas que eu não fui é Playa Blanca, fica cerca de 1/2 horas da cidade, há agencias que te levam lá, mas também da para fazer sozinho, é necessário pegar um ônibus e um moto táxi, ou então da para ir de barco também, eu recomendo se informar na recepção do hostel para eles te indicarem o local que saem de barco me parece ser mais rápido e econômico, dizem que a praia é muito bonita, com bares e restaurantes, acabei escolhendo não fazer, pois no dia seguinte iria para Santa Marta e ali ficaria na praia por uns 8 dias, aí não valeria o trabalho todo de chegar lá e fazer esse bate volta.
       
      É isso ae galera...
       
      Espero que tenham gostado do relato e...
       
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