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Foz do Iguaçu, em 3 diferentes momentos

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[2004]
A primeira vez que fui a Foz do Iguaçu foi em 2004. Foi no período que chamo de hibernação do meu instinto viajante, foi num raro momento que consegui tirar férias. Fui sozinho, fiquei lá uns 5 dias.

Fiquei no Paudimar, acho que era o único albergue na área naquela época. Era isolado, numa área rural, de modo que havia até um ônibus gratuito para a população pegar de/para a estrada. O fato de ser isolado praticamente empurrava todo mundo que estava hospedado lá a socializar, que é o que ocorria toda noite depois da janta. Galera ficava nos arredores da piscina bebendo e conversando. Dei sorte de ter pego uma galera muito bacana por lá no período, eu era o único brasileiro em meio a diversas nacionalidades. Lembro de um cara do País de Gales que era professor e tinha vendido a casa para viajar pelo mundo. Lembro de dois ingleses com quem ainda me encontrei no Rio posteriormente e com quem mantive contato durante alguns anos. Lembro de umas garotas irlandesas que falavam um inglês complicado de entender, toda vez tinha de pedir para elas repetirem (ou era socorrido pelos ingleses que as entendiam). Eram as únicas pessoas que eu não entendia. Toda noite era bem bacana por essa troca de experiências, era muito bacana ouvir as experiências deles nas viagens que faziam, o que achavam do Brasil, Rio, etc. Foi ótimo.

Além disso, é claro, conheci o que acho que havia para conhecer em Foz. Parque brasileiro, parque argentino, Parque das Aves, Itaipu, Ciudad del Este (sem compras!), Mesquita (fiz uma longa visita pré-agendada e particular, e foi excelente para eu desfazer resquícios de preconceitos e conhecer melhor a cultura islâmica; foi das coisas mais legais daquela viagem), zoológico público, rafting no Macuco, etc. Cinco dias foi tanto tempo que eu me lembro de passar uma tarde lendo no albergue.

Lembro do espetáculo para os olhos que foi ver aquelas cataratas pela 1ª vez. Fotos, vídeos, nada disso é como estar lá e ver com os próprios olhos. Sentir o vapor, os respingos, ouvir aquele barulho das águas, ver aquele volume de águas, aquela .
 

 
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As Cataratas em 2004

Lembro de como visitamos o lado argentino. Era um ônibus particular de um argentino que fazia esse serviço para o albergue. Ele levava de manhã, organizava a parada toda na fronteira, e trazia no fim do dia. Ainda parava em algum canto de Puerto Iguazu. Mas a lembrança mais divertida era ele, naquele dia em que nos levou, zoando geral na Argentina pq o time dele tinha ganho na noite anterior. Provavelmente era Boca x River, mas realmente não me lembro. Sei que ele zoava até os policiais e caras da imigração, passava por eles buzinando e cantando vitória. E a galera recebia numa boa. Divertida e sadia, como deveria ser a rivalidade.

Lembro de como eu me senti bem fazendo o rafting pelo Iguaçu. Foi uma esbanjada na época, a segunda e última da viagem. Tinha sobrado orçamento, então decidi esbanjar no Macuco e escolhi o rafting. Já tinha feito o Gran Aventura (a outra esbanjada), então optei por um passeio diferente. A lembrança que ainda tenho descendo o rio nadando (depois do rafting tem um relax) ao redor do bote é deliciosa. (Era 2004, as câmeras digitais ainda eram relativa novidade. Não havia fotos na água como hoje.)


[2014]
Dez anos depois voltei. Fiz anotações na época, mas nunca publiquei o relato, então agora vai.

Soube que empresa para a qual eu trabalhava iria enforcar Corpus Christi. Entre as opções, acabamos escolhendo Foz do Iguaçu, que eu já conhecia, mas Katia não. Seria legal rever as coisas 10 anos depois.

No entanto, o Rio Iguaçu havia sofrido dias antes com uma das suas maiores cheias naquele período. O lado brasileiro tbm teve várias passarelas fechadas. Quando fomos, a cheia já estava diminuindo e os parques estavam abertos. Ainda assim, o volume de água estava muito alto, a água estava bem barrenta, e algumas poucas partes do lado brasileiro estavam fechadas. Do lado argentino o estrago foi bem maior: todo o circuito da Garganta do Diabo, principal atração do parque, estava fechado. Várias passarelas tinham sido destruídas pela força do rio. Outras partes do Circuito Superior tbm estava fechadas. Não ver a Garganta de fato diminui a experiência, mas o espetáculo da natureza no Iguaçu prossegue esplendorosamente espetacular.

Naquela vez optamos por passar duas noites em Foz e duas em Puerto Iguazu. Seria interessante conhecer a pequena cidade argentina, bem menor e mais pacata que Foz. Ficamos na Pousada Natureza Foz e na Iguazu Royal (ambas com custo-benefício muito bom na época). Era meio do ano, fazia frio. No feriado, fez bastante frio, chegou a bater 7 graus de noite. E dessa vez alugamos carro, optamos pelo conforto (e agilidade).

No 1º dia fomos para o Parque Nacional do Iguaçu, +- na hora de abrir. Deixei o carro em frente ao Parque das Aves e logo fomos abordados por alguém. Escolado pelo assédio constante da Índia (que havíamos visitado meses antes), já meio que repeli, mas o cara era um agente oficial de turismo (ou coisa parecida), deu boas informações. E nos vendeu uma capa de chuva bem guerreira (a um preço mais baixo que no parque).

Percorremos o parque todo, revi toda aquela maravilha, tomamos muito banho de água (gelada!) devido ao ainda alto volume, ao vapor.

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Era muita água

Fui conferir no Macuco se ainda havia o rafting que eu tinha feito dez anos antes. A galera informou que só o passeio de barco do Macuco que estava rolando, todos os demais estavam suspensos e/ou cancelados. A cheia devastou a plataforma de rapel, por exemplo.

Optamos pela aventura do Macuco. O passeio do lado argentino (Gran Aventura) me trazia ótimas lembranças, seria legal ver agora do lado brasileiro. E foi mesmo muito maneiro! Ainda que eu tenha ficado tremendo de frio com a água gelada no corpo. Teria facilitado MUITO se eu tivesse levado uma toalhinha para me enxugar!

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Macuco rumo ao arco-íris!

Encerrado o parque, fomos realizar o grande barato que tínhamos programado para a viagem: fazer o passeio de helicóptero. Caríssimo, sem dúvida. Se vc tem algum medo, entendo que é igual a mergulhar de muito alto: melhor não pensar muito. Ande, pule e pronto. Pague e curta. Depois trabalhe para pagar a conta do cartão. A memória será eterna. Ao menos enquanto durar – e a minha dura até hoje. Cada dia que passava nas semanas e meses seguintes eu tinha uma lembrança cada vez melhor daquele passeio, que dura míseros minutos, mas que sobrevoa as cataratas dos dois lados. Sublime. Tranquilo. Inqualificável. E o melhor: já nos esquecemos de quanto pagamos.

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Inesquecível

Lembro que o que eu mais queria fazer quando acabou o voo era... fazer o voo novamente. Mas aí o bom senso prevalece, claro. Atravessamos a rua e fomos no Parque das Aves. 

Eu também tinha ótimas lembranças do Parque das Aves, mas achei que foi ainda melhor. Maravilha de lugar. Ficamos lá até o parque fechar e a galera nos intimar a sair. Era época de Copa do Mundo e, na saída, o Uruguai derrotava a Inglaterra.

Ou seja, num dia inteiro dá para conhecer o Parque, fazer o Macuco, sobrevoar de helicóptero e conhecer o Parque das Aves. Sem pressa, nem correria. Basta pular o almoço. (mas, claro, isso sempre vai depender do ritmo de cada um)

Encerramos o dia jantando muuuito bem na Vó Bertilla.

No 2º dia fomos cedo para o centro da cidade. Arrumamos um estacionamento por lá, negociamos o preço por algumas horas e rumamos para a Ponte da Amizade. Dez anos antes eu fui ao Paraguai para conhecer. Fiquei basicamente ali na entrada de Ciudad del Este, entrei em algumas lojas e shoppings e não comprei nada. Fui muito assediado nas ruas, me ofereceram até revólver (!!). Mas cruzei a ponte de volta sem nada comprado. É raro eu comprar coisas em viagem.

Dessa vez o espírito era semelhante, era mais para ver. Com a diferença de que eu queria e comprei um ipod, que tinha realmente bom preço por lá. Achei Ciudad del Este bem melhor daquela vez. Menos zoneada, menos gente assediando. Fomos, passeamos, curtimos, voltamos. 

[O ipod era original, mas durou pouco mais de 3 anos somente, o fone esquerdo pifou meses atrás. Fui na Apple, que me ofereceu trocar por outro (não consertam) por cerca de *800* reais. Deve ser mais barato comprar um novo, sem trocar. Enfim, adeus, ipod (e Apple). Comprei um sandisk por 200.]

Ainda conhecemos o Templo Budista. Esse era um lugar que eu não tinha ido da outra vez. Muito bacana, muito bem cuidado. Curtimos um bom momento. 

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Templo budista em Foz

Katia não tinha interesse em visitar Itaipu e eu já tinha ido da outra vez, então descartamos. Próxima parada era a Mesquita Muçulmana. Dessa vez, no entanto, a mesquita estava fechada para visitas naquele horário. Apenas observamos de fora.

Já era meio de tarde e já não havia mais o que fazer em Foz para o que havíamos planejado, então partimos para Puerto Iguazu. No caminho passamos no Marco das Três Fronteiras, que estava bem vazio. Pareceu meio largado.

Sair do Brasil é mole, não houve qualquer barreira. Entrar na Argentina é mais sacal, tem de abrir a mala, ficar na fila para passaporte etc. Mas não durou tanto. Ainda passamos no badalado Duty Free, que não achei nada de mais. 

Em Puerto Iguazu, fizemos nosso check-in na pousada e ficamos batendo perna pelo centrinho, conhecendo a pequena cidade. É pequena, beeeem menor que Foz. Aconchegante. Fomos no bar de gelo Icebar Iguazu, que é bem divertido. Você fica uns 20 minutos lá dentro (é frio pacas, não dá pra ficar muito mais que isso, mesmo com o casaco que eles dão) e pode beber à vontade. E se divertindo com o gelo e tudo mais.

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Relax no gelo

O 3º dia foi dia de conhecer o parque argentino e lá fomos cedo pela manhã. Mesmo cedo pela manhã já havia um monte de grupos organizados (o que acaba impedindo o livre trânsito nas passarelas) – acho que deve ser melhor na hora do almoço. De qualquer forma, nos saímos bem, percorremos todas as passarelas abertas daquele espetáculo. Lamentavelmente diversas passarelas, incluindo todo o circuito da Garganta do Diabo, estava fechada por conta da destruição da cheia. Curtimos o que foi possível. 

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As águas barrentas pós enchente em 2014

Com tempo de sobra, fomos fazer a trilha do Salto Arrechea, que era algo que havia me faltado dez anos antes. Foi legal. Na volta, chegamos a tempo de ver o final do jogo entre Argentina e Irã, quando o Messi fez o gol da vitória nos minutos finais. Festa argentina na Argentina!

Rumamos de volta a Puerto Iguazu e vimos que rolava uma festa local em função do jogo. Uma ou duas ruas estavam fechadas e a galera se divertindo. Uma das ruas fechadas chamava-se Av. Brasil! Muita gente celebrando tomando vinho, e não cerveja.

No 4º e último dia fomos conhecer o Marco das Três Fronteiras argentino. Não há muito o que inventar com essa coisa de marco de três fronteiras, mas o do lado argentino naquele ano era muito superior ao brasileiro. Em termos de acesso, manutenção, atratividade, etc.

Dentre as atrações que havíamos listado, fomos conhecer Guira-Oga. Foi muito interessante. Não é um zoológico, é um abrigo de animais que são encontrados. Atropelados, mal tratados, ilegalmente vendidos, etc. Ótima visita. Fomos guiados por um argentino que já viveu em diversos cantos no Brasil, então ele sempre conseguia traduzir para o português o nome dos bichos de que falava. Mas o tour era em espanhol, numa boa.

Almoçamos em Puerto Iguazu mesmo, e confirmei minha impressão geral dos restaurantes badalados de lá: todos bons, mas em Buenos Aires comemos melhor e por menos. Seguimos de volta para o Brasil para nosso voo de volta. Ainda passei no albergue Paudimar para rever o lugar, dez anos depois. Estava vazio quando entrei, mas foi muito bacana rememorar.
 

[2017]
Desde nossa ida a Foz do Iguaçu em 2014 que ficou no radar de voltar lá. A cheia da época trouxe limitações em ambos os lados. Faltou sobretudo a Garganta do Diabo. Enfim, rolou promoção para Foz, com voos diretos e ótima logística, e compramos. Foi para o começo de dezembro. Dessa vez um simples fim de semana (e é suficiente!).

Chegamos a Foz na sexta-feira de noite. Ficamos dessa vez no Blue Star II, com uma ótima promoção pelo booking de 80 reais a diária. Hotel bem simples, custo-benefício excelente. Aproveitamos para curtir um pouco a noite ao redor tomando umas cervas no Guns’n Beer. Boa vibe. Fazia muito calor em Foz naquele fim de semana.

O plano dessa vez era um dia inteiro para o lado argentino e outro dia inteiro para o lado brasileiro + Parque das Aves.

Sábado acordamos cedo e partimos logo depois de um rápido café. Saímos do hotel umas 7:30. O parque abre às 8hs. Tinha a dica de fazer câmbio na casinha onde vende a carta verde, no acesso para a Argentina. De fato, o câmbio por lá é bom. Estava pouco mais de 5 por real e 17 por dólar (especificamente no dia 09/12/2017). Trocamos 250 reais. A entrada no parque para cada um e estacionamento já somam a bagatela de quase 200 reais (400 ARG para cada para entrar + 100 ARG para estacionar). Trocamos 50 a mais para comprar água e etc no parque. Dados os preços, teria sido consideravelmente melhor levar água. Não comprei carta verde. Ultimamente todos dizem que é necessário em qq ocasião, mas entendo que só precisa se vc entrar mais de 50km na Argentina. Em 2014 não comprei, e ficamos 2 dias em Puerto Iguazu. Não comprei dessa vez tbm. E nunca me pediram por lá.

A saída do Brasil na fronteira foi sem qualquer checagem. Seguimos direto. Entrada na Argentina foi rápida tbm. Tinha uma pequena fila, mas acho que não levou nem 10 minutos. Identidades, “vamos somente ao Parque e voltamos hoje mesmo”, cadastra, ok, liberado. Aduana idem, nem inspeção teve dessa vez.

Já dentro da Argentina vimos uma fila monstra que se fazia para quem saía de lá. Looonga, bem longa. Deu medo de ter de encarar aquilo na volta.

Já dirigindo em direção ao parque... vi que o celular marcava 7 e pouco da manhã. Putz! Esqueci do fuso! O parque só abre às 8, eu achava que chegaria lá um pouco depois disso. Enfim, chegamos antes de abrir. De qq forma, a estrutura já está pronta, estacionamentos funcionam, alguns funcionários já estão lá. Alguns grupos chegam antes tbm. Bilheterias abriram um pouco antes.

Assim que entramos, fomos direto para o trenzinho para ir direto para a Garganta do Diabo. Foi o que nos faltou da última vez, era o que queríamos conhecer. Fomos nós e todo mundo daquela primeira leva. Trenzinho saiu lotado.

Fazia um lindo dia de céu azul, e muito calor. Foi assim por todo o fim de semana. Obrigado, São Pedro!! Fomos andando pelas passarelas até chegar no mirante da Garganta e curtir toda aquela grandiosidade. Subia um vapor forte que nos molhava de vez em quando. Molhava, mas não encharcava. De modo que era tranquilo prescindir de capa de chuva. O vapor refrescava, na verdade. O vapor tbm impede que se veja o fundo da Garganta, tamanha é a quantidade de água descendo ali. Curtimos aquele lugar durante um longo tempo, em cada canto, por mais de uma vez. Mais que bonito, é grandioso demais. Pássaros voam nos arredores e entre as cataratas. Helicópteros sobrevoam. E a água segue. Voltamos.

Voltamos, e pegamos o trenzinho de volta. Próximo passeio foi o Circuito Superior. Outro que tinha alguns acessos fechados em 2014, algumas passarelas tinham sido danificadas pela enchente. É redundante chamar de espetáculo o que se vê nas Cataratas do Iguaçu. O circuito é uma agradável caminhada por passarelas e sucessivos mirantes de cataratas, cachoeiras, saltos, rios e etc. Cada um mais belo que o outro.

Completamos o circuito, fizemos uma pequena pausa para reidratação, e seguimos para o Circuito Inferior. Outro redundante espetáculo. O que víamos de cima, agora vemos de baixo. E não necessariamente as mesmas coisas, mas há interseções. Completamos e retornamos para a área de comidas, para mais um relax. Lembro que foi lá que vimos o gol do Messi em 2014. Não eram nem 14hs ainda. Ou seja, 6hs para conhecer, e bem, o lado argentino. 

Um lugar que eu queria conhecer, mas acho que nunca vi aberto (realmente não me lembro de 2004) é a Isla San Martin. Do que eu vejo de longe, parece fechado há tempos. Mas esqueci de perguntar.

Depois de uma nova pausa, tínhamos a opção de refazer uma trilha do Salto Arrechea, mas achamos que não valia a pena. E Katia não queria fazer aventura náutica nenhuma.

Então decidimos voltar à Garganta para ver novamente aquela imensidão, agora com outra luz. E lá fomos. Muito menos gente no meio da tarde. Muito mais quente. Bem menos vapor. Se as passarelas estavam molhadas de manhã, agora estavam secas. Curtimos ainda um bom tempo e encerramos nossa visita.

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O lado argentino

Ainda paramos em Puerto Iguazu para um almojanta, que reconfirmou minha percepção de anos antes: é bom, mas em BA é melhor e mais em conta.

Retornamos para Foz. Nada daquela fila monstra para sair da Argentina. Amem! Saímos rapidamente, nem fila tinha. Ainda perguntei para o cara da imigração sobre isso, a mega fila de manhã, se era galera indo para o Paraguai (?!), mas ele disse que não fazia ideia do motivo. Na entrada do Brasil, passamos direto novamente. Ainda ficamos de relax no Falls, uma área aberta de lanchonetes em estilo foodtruck antes de voltar e dormir.

Domingo saímos um pouco mais tarde, direto para o Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro. Tinha uma mega fila para comprar ingressos. Mas havia indicações para comprar nos totens de auto-atendimento, com cartão. Lá fomos. Tinha fila também, mas muito menor. Compramos e entramos. Tinha fila para pegar o busum, mas andava rápido, saía um ônibus atrás do outro. Era outro belo dia de céu azul.

O ingresso do lado brasileiro é beeem mais em conta que no lado argentino.
Brasil = 36 BRL
Argentina = 400 ARG = aprox. 80 BRL

As coisas dentro do parque tbm são mais em conta no Brasil, ainda que caras. Mas já compramos algumas garrafinhas de água no lado de fora (3 por 5!).

Pelo que vi em cartazes dentro do Parque, agora o Marco das Três Fronteiras é pago. Não era das outras vezes em que fui. Nunca achei nada de mais por lá, custo a crer que valha a pena agora. Mas não sei as atrações que criaram para cobrar ingresso. Cheguei a pensar em ir lá no dia anterior para o ver o pôr do sol, mas deixei passar. 

De ônibus o habitual é descer em frente ao Hotel das Cataratas, que é onde começa a trilha até as cataratas. O impacto é crescente, vc vai chegando cada vez mais perto das quedas. É o jeito adequado de se conhecer aquele espetáculo, parando pelos mirantes ao longo do caminho. No entanto, como já conhecíamos, optamos por descer no final, no restaurante, e fazer o trajeto inverso. Do ápice para o começo.

A área do restaurante estava vazia. É bacana ver o alto do rio, antes das quedas, ainda aparentemente calmo. O mirante da Garganta do Diabo, do lado argentino, ali do outro lado. Fomos então no sentido inverso, e aproveitamos que o mirante do elevador panorâmico estava bem vazio. É um ótimo visual dali do alto. Observa-se as passarelas, as quedas e etc.

Fomos nas passarelas, que estavam fechadas quando fomos anos antes. Havia vapor, mas nada que encharcasse. Novamente achei que era desnecessário ter capa de chuva (fora do parque vendiam capas por 6 reais). Curtimos um longo tempo. Acho que o visual do lado brasileiro permite ver melhor o cânion que é formado pela Garganta do Diabo.

Depois seguimos a trilha no sentido inverso. Era domingo, havia muita gente. Em sua ampla maioria, grupos de excursão com crachá de identificação no peito e/ou seguindo o guia de bandeirinha ou guarda-chuva para o alto. No lado argentino tbm tinha muita gente.

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O lado brasileiro

Desconheço Parque Nacional brasileiro melhor estruturado do que o do Iguaçu. Aliás, custo a me lembrar de algum PN brasileiro que chegue perto em termos de organização e estrutura. Também desconheço um Parque Nacional que tenha mais visitantes que lá. Ainda assim, entendo que destratamos nossos vizinhos próximos, que são, de longe, os principais visitantes estrangeiros do Parque: o áudio do ônibus é em português e inglês somente.

Além disso, presumo que o país perde provavelmente uma boa receita com a exigência de visto – presumo que muitos turistas estrangeiros que estão no lado argentino deixam de visitar o lado brasileiro por conta da exigência de visto. Mas essa é outra (e longa) história.

Encerrada a visita, pegamos o ônibus de volta e fomos para o Parque das Aves. Acho aquele lugar muito bacana. Entrada mais cara que o Parque: 40 BRL. E muitos bichos para curtir lá dentro, muito bem organizado e tratado. 

Eram pouco mais de 16hs qdo encerramos nossas atividades do dia. Nosso voo era somente às 19hs e alguma coisa, então dava tempo tranquilo para um clássico almojanta. Das dicas nos arredores que tínhamos, fomos conhecer o Recanto Gaúcho. Chegando lá, fomos informados que o almoço já tinha encerrado, então partimos para o plano b, que foi o Cantinho da Lasanha, lugar simples e saboroso que nos satisfez bastante. De lá fomos para o aeroporto.

E assim foi mais um fim de semana revendo algum lugar pelo Brasil!
 

Dicas gerais sobre Foz:
- Tem 2 dias? Um dia para o lado argentino, 1 dia para o lado brasileiro + Parque das Aves (e ainda dá para voar de helicóptero!).
- Tem mais dias? Tem Itaipu (hoje tem muito mais atrações do que quando fui), Templo Budista, Mesquita (verifique horários e como visitar). Tem atrações em Puerto Iguazu. E agora tem Museu de Cera em Foz (não fui). E tem Ciudad del Este.
- Ciudad del Este é um mercado brasileiro no Paraguai, para brasileiros. Se vc for a Assunção, verá uma vibe completamente diferente.
- No lado argentino, entendendo que o ideal é deixar o principal para o fim, então deixe a Garganta do Diabo para o fim.
- No lado brasileiro, desça do ônibus na altura do hotel das cataratas (salvo engano, é a parada da Trila das Cataratas), e siga a trilha.
- Eu acho muito bacana os passeios náuticos, seja o Macuco brasileiro, seja o Macuco argentino. Escolha um e seja feliz. Mas tenha em mente que vc sai encharcado: o barato dos passeios é justamente chegar bem perto das cataratas (das menores, claro). E no inverno a água é gelada.
- Verifique o fuso horário da Argentina, para vc não chegar antes de o parque abrir!
- Carta verde? Vários dizem que precisa para entrar na Argentina. Nunca comprei, nunca precisei. Fiquei 2 dias em Puerto Iguazu uma vez, com carro alugado no Brasil. E fiquei um dia inteiro no Parque agora. Salvo engano, precisa de carta verde se vc for 50 km adentro em território argentino. Se quiser comprar, vendem a 50 reais.
- Faça câmbio antes de chegar ao parque argentino, só aceitam cash e moeda local para pagar a entrada e estacionamento. Lá dentro aceitam real e dólar a um câmbio justo. Em Puerto Iguazu o câmbio dos restaurantes é variado, verifique antes.
- Fui em alguns dos restaurantes badalados de Puerto Iguazu e acho que, embora bons, não compensam. Acho que como melhor e por menos em Buenos Aires. E em Foz. Mas muita gente discorda de mim, então essa é uma avaliação bem pessoal.
- Tem promoção de pagar metade no 2º dia, se vc ficar 2 dias no parque argentino. Eu não vejo motivo para 2 dias no parque, salvo se for para repetir passeios, ou fazer todos os passeios cobrados à parte. No meu ritmo, conhecemos todos os circuitos (com calma e muita contemplação) em cerca de 6hs.


 

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O Marco das Três Fronteiras passou por uma ampla reforma e ficou muito bonito, tem um restaurante excelente lá, que ao por do sol é simplesmente fantástico, inclusive alguns shows noturnos para os turistas. Valeria a pena ter ido, a administradora é do Grupo Cataratas.

 

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    • Por Léo Tavares
      Lugar Fantástico!
      Peguei um ônibus na rodoviária de BH que me deixou na porta do Local. Existem duas empresas; Saritur e Serro, o custo está em torno de 30$. 
      Para acampar, paguei 45$(diária) +1$ por barraca. O local é bem estruturado, ótimo para passeio em família, vale a pena conferir.
      🙏
      https://www.instagram.com/leo.tavares
      Deixo aqui alguns registros que fiz 📸























    • Por fernandos
      JUN 18     Passeio na Orla do Guaíba. Guaíba.RS.Jun.2018. Passando por Nova Milano
      Destino da vez Guaíba, Berço da Revolução Farroupilha. Saímos de Caxias, passadas 11 horas, difícil acordar cedo com esse frio que anda fazendo aqui no Sul. No caminho passamos pela cidade de Farroupilha, e demos uma paradinha rápida na localidade de Nova Milano, que fica bem a beira da estrada do lado direito, quem passa o Centro de Compras de Farroupilha. No local existe um monumento que chama a atenção do viajante, uma grande estatua  de ferro, parecendo um pássaro estilizado ou algo assim. É onde fica oParque da Imigração Italiana, de Nova Milano, um parque bonito, com pracinha para as crianças, várias bandeiras, esse monumento e uma Gôndola Veneziana, presente do governo da Itália, em comemoração aos 100 anos da imigração, feitos em 1975. Ainda demos uma passada no centrinho da localidade, onde há uma bela igreja, e havia uma feirinha de produtores rurais.    Seguindo o baile descemos a RS 122, rumo a GPA (Grande Porto Alegre). Umas 2 horas de viagem e chegamos em torno das 13 horas e 30 min. em Guaíba. E fomos direito a Orla, o lugar que surpreende pela organização e pela beleza. A vista do Lago Guaíba desse local é linda, a aguá reflete o céu azul, e o calçadão convida ao passeio. Demos uma caminhada admirando a bela paisagem, a  vista do Catamarã partindo rumo a Porto Alegre é bem legal. No entorno existem diversos restaurantes para todos os gostos e bolsos, que servem de frutos do mar, a Ala Minutas. Escolhemos um para almoçar, já que já eram quase 2 horas da tarde. E voltamos a apreciar a linda vista, o lugar não da vontade de ir embora, ainda mais um belo dia de sol, numa tarde fria do inverno gaúcho. Um cenário perfeito para quem gosta tomar um chimas, ou tirar fotografias, e decidimos ficar por ali mesmo nos deleitando com a paisagem,  na saída ainda passamos pela Escadaria: de onde se pode ter uma vista mais completa do Lago, mas a quantidade de degraus desanimou a subida. E assim conhecemos mais esse belo recanto do Rio Grande.    Que segundo pesquisas possui como atrativos: O Catamarã: que nada mais é que o barco que faz a travessia Guaíba-Porto Alegre; A Jardineira: ônibus especial modelo Jardineira, o passeio turístico conta com guia local. O ponto de partida e chegada é na Hidroviária de Guaíba (nesse dia que fomos não enxergamos); Casa de Gomes Jardim: Construída em fins do século XVIII, era sede da Estância de Gomes Jardim no período da Revolução Farroupilha. Erma de Gomes Jardim– Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha; Ruínas do Matadouro São Geraldo: Construção de 1927, foi um dos mais importantes do Rio Grande do Sul. Rua São Geraldo, Guaíba; Cipreste  Farroupilha: Árvore símbolo da cidade. Na sua sombra líderes da Revolução Farroupilha planejaram a tomada de Porto Alegre em 1835. Rua Gomes Jardim; Erma de Gomes Jardim: Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha;Vitrine Cultural: A Vitrine Cultural é um espaço desenvolvido através de uma parceria da Prefeitura Municipal de Guaíba e da Fundação Toyota do Brasil que tem por objetivo conservar, divulgar e promover os atrativos culturais e históricos do município e da região; Museu Carlos Nobre: Construção de 1908 – ao longo do tempo foi residência, hotel, biblioteca, prefeitura e hoje encontramos objetos, fotografias, documentos pessoais do comunicador e humorista conhecido internacionalmente. (Terça a Sexta – 8h30min às 12h – 13h30min às 17h30min/ Sábado, Domingo e Feriado – 13h30min às 17h30min)(Fonte:pesquisandocidades.blogspot.com).

      Mais Fotos:
          Rota:

          Postado há 1 hour ago por Sant' Anna  
      Blog:https://rotasetrips.blogspot.com/
    • Por Marina Soares
      Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita  cabeçada e alguns perrengues ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands (Africa do Sul e Suazilândia) ou Pula (moeda de Botswana).
      Passagem de BH x Joanesburgo 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa)
      Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto, depois do desembarque a algumas casas de câmbio.. o dólar havia dado uma disparada nessa época então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu menos de 11 rands.
      Fizemos reserva  do carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar, alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar e deu tudo certo, em questões de horas já estávamos dirigindo normalmente. O valor em reais foi cerca de 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA SAIR DO PAÍS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, e feito uma cobrança calção no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. 
      Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa, porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados, o carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algums pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos.Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse park.
      Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger nacional park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien, as reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos ficar em Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais por dia por pessoa. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas e recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada, a tal taxa por dia foi paga diretamente nos acampamentos. Existe outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolço de cada um.
      Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc já começa fazendo seu próprio safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos.  Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm  suvenir para comprar mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e em Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá.
      Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador.
      Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley.  Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel  de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary, e foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso, mas o lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo, não dá para fazer nada a pé. . O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas tourist information e internet café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve .
      Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro.
      No outro dia cedo partimos rumo ao Soweto, foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos.                                                                                                
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      Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã.
      No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito, não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada, foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo de certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar infos, os brasileiros quando vão para Bots acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone no Mokolodi Backpackers, gostei muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais cara, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger park, pois são bem diferentes, em tamanho e estrutura mas ver aqueles animais em seu habitat natural é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida...  ficamos 2 noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões.
      l
      Saímos de Botswana em direção a Pretória, a estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado encima de uma faixa amarela que era proibido... oi??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. 
      Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos.  Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas  com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais.
       

      Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart.
      No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo e primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro,  a praia é linda e vale o preço.

      De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar.

       
      Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local.
      No dia seguinte fomos rumo a Table Montan fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trila... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder.

      Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte.
      Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal, tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados...
      E foi isso galera, até a próxima!!!!
       
    • Por milamguerra
      Olá, mochileiros!
      Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
      Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.
      DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
      Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

      Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.
      Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!
      Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

      Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!
      Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

      Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.
      Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

      O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

      Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.
      De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.
      Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

      Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.
      Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.
      Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).



      Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.
      DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
      Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

      Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.
      À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

      Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.
      Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

      Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

      Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.
      DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
      Um dia que eu não repetiria.
      Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.
      - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.


      - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

      A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.
      Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

      Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.
      Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

      Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.


      Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!
      Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬
      Veja mais abaixo:
      - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
    • Por Murilo Andrade
      BELO HORIZONTE:
      02 – 01 – 2017:
      Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando a tarde em Belo Horizonte. Fui de “carona” conseguida através do aplicativo Blablacar, o motorista dirigia muito bem e a viagem ficou bem em conta, recomendo demais.
      Chegando em BH, fui para um hotel (Hotel Madrid – somente para passar uma noite é razoável) próximo a rodoviária, pois no outro dia viajaria para Brumadinho. Aproveitei a tarde para passear pelo Centro de BH, saindo da praça Rio Branco em direção ao Mercado Central de Belo Horizonte. Cidade excelente para uma boa caminhada, tanto pela qualidade das ruas, quanto pela sensação de segurança.
      O mercado é um local com muita variedade de produtos, especialmente de comidas (rs). Destaco o restaurante Casa Cheia, com uma vista do alto de todo o interior do mercado, oferece um cardápio excelente, ao começar pelas deliciosas almôndegas exóticas:
        
      Continuei batendo perna pelo centro de BH, a cada esquina um prédio, igreja, casa com arquitetura interessante. Cidade muito boa de percorrer a pé.
      Fiquei impressionado com Igreja de São José:

      A noite retornei ao hotel para descansar.
      BRUMADINHO:
      03 – 01 – 2017:
      No dia anterior já havia comprado minha passagem de ida e volta para Brumadinho, com chegada e partida no estacionamento do Instituto Inhotim, centro de arte contemporânea de renome mundial. Já estava com ingresso a postos, comprado antes da viagem.
      Fui para a rodoviária bem cedo, chegando em Inhotim por volta das 09:30h, onde descemos no estacionamento da própria instituição. Deixei minha mochila na recepção do local, desde o início percebi a excepcional estrutura do local.
      Digo desde já que não entendo nada de arte, apenas gosto de admirar o que instiga à reflexão e (nem sempre rs) é belo.
      O lugar é impressionante, para todo lado que você olha enxerga alguma coisa impressionante, sejam as representantes da flora brasileira e mundial (o Instituto possui a maior coleção de palmeiras do mundo) sejam, claro, as esplêndidas obras de arte contemporânea espalhadas por todo o local.

      O Instituto é imenso, devendo ser feito um planejamento prévio sobre por onde vai se iniciar o passeio, recomendo começar pelo lado esquerdo do instituto, especialmente por causa da enorme ladeira no circuito laranja. O mapa fornecido na entrada é de imensa ajuda e sua utilização é bem intuitiva, ademais o parque é bem sinalizado e possui funcionários muito prestativos.
      Destaco algumas obras que mais me interessaram no Instituto Inhotim.
      Galeria Adriana Varejão, um conjunto imenso de obras em azulejos em uma estrutura impressionante, visceras  e órgãos humanos substituem cimento e tijolos nessa parede:


      Essa obra, bastante interativa (viewing machine), oferece um panorama incrível e uma nova forma de ver não só do parque, mas de todo o seu entorno servindo como um gigantesco monóculo com caleidoscopio:

      Esta obra achei muito interessante ao propor demonstrar o poder do acaso (beam drop inhotim), no qual o artista, usando um guindaste, deixou cair sobre um poço de concreto uma série de vigas de aço:

      Árvore de metal interagindo com árvores de verdade (Elevazione):

      Galeria Cosmococas, um lugar incrivel e de grande interatividade. Piscina onde podemos mergulhar os pés, redes onde podemos deitar, chão inesperado..são diversas as propostas. Foi o lugar que mais gostei nesse primeiro dia de visitas:

      Ao final das visita, beeem cansado, fui aguardar o transfer do Hostel70. Ali já conheci pessoas que estavam hospedadas no local. A própria dona do hostel foi-nos buscar, Nathi, uma pessoa excepcional.
      O hostel, um local simples e muito bem localizado, superou as minhas expectativas especialmente pelo atendimento, todas as pessoas que ali trabalham se mostraram super atenciosas e prestativas. Naquela mesma tarde fomos a um morro local em busca do por do sol, mas em razão do tempo nublado não podemos ver, em compensação apresentou-se uma paisagem deslumbrante e o belo momento no qual as brumas (névoa) tomam conta das serras de Brumadinho, serpenteando por entre os morros:

      De volta ao Hostel, fiquei por ali mesmo, após o jantar, hora de bater papo até tarde da noite com os outros hóspedes. Dei sorte de encontrar uma galera super gente boa, desde fotografo e professores de São Paulo até estudantes “black blocks” de Brasília, passando uma adolescente que tinha “fugido” de casa, para quem acabei dando consulta jurídica a mesma e ao pai que estava na França rs
       
      04 – 01 – 2017
      Acordei cedo, após um bom café da manhã no Hostel70, partimos para mais um dia de desbravamento do Inhotim. Já levei minha mochila, pois de lá mesmo voltaria para Belo Horizonte.
      Dessa vez fiz o percurso mais longo (roteiro rosa) e com uma ladeira gigante (rs).
      Como era o dia de gratuidade, o local estava lotado. Por isso fui direto para a última obra, no fim do percurso, Som da Terra, uma cúpula na qual encontra-se um poço com 202m de profundidade com microfones que captam os sons emitidos pelo terra. Não sou nem um pouco místico, mas ali é um lugar mágico sem sombra de dúvidas. Fiquei por um bom tempo, refletindo ao som das profundezas da terra e descansando após a longa caminhada kkk:

      Saindo dali fui até a uma galeria, uma impressionante cúpula espelhada no meio da mata, que guarda a obra Lama a Lâmina – que resgara o confronto entre os orixás que representam o ferro e a fauna. Apesar de, na minha humilde opinião, expor a destruição da natureza que tanto assola o nosso país e, em especial, aquela região de minas amplamente atingida pela exploração mineral:


      Dirige-me depois a galerias que expõe uma série de obras de áudio, vídeo e imagens:
      Na galeria Claudia Andujar estava acontecendo uma exposição fotográfica com a temática de índios do Brasil:

      Na galeria Miguel Rio Branco haviam expostas imagens e vídeos projetados em tecidos com a temática de nudez, muito interessante ao nos dar uma visão leve e reflexiva sobre o tema:

      Ainda passei no complexo do Instituto no qual se localiza biblioteca, lanchonete e uma enorme coleção taxonômica de borboletas.
      Fui para o estacionamento, onde o ônibus da Viação Pássaro Verde já aguardava para retornarmos para Belo Horizonte.
       
      Algumas considerações sobre Inhotim:
      - O acesso à Inhotim por ônibus é bem tranquilo, com ônibus saindo diariamente da rodoviária de Belo Horizonte, com destino tanto ao próprio instituto quanto a cidade de Brumadinho.
      - A caminhada é nível médio, é bom ter disposição, caso não, vale a pena contratar o uso dos carrinhos para se deslocar pelo complexo.
      - Em todo o instituo encontram-se banheiros e bebedouros, muito bem cuidados. Quanto a água, vale a pena levar uma garrafinha em razão das distâncias a serem percorridas. Existem restaurantes e lanchonetes, com preços condizentes com o local, vale a pena levar umas barras de cereais ou lanches mais práticos rs.
      - O uso do mapa é fundamental, mas os funcionários e uma excelente sinalização dá segurança para se deslocar pelo parque.
      - Recomendo ao menos dois dias de visitação, tempo suficiente para ver todo o parque. Ver, não conhecer, pois ai seriam necessárias algumas semanas rs. Fiz o circuito amarelo e laranja no primeiro dia e o rosa no segundo, mas no pique e com bastante disposição...mas, não contratei os carrinhos kkkk
      - Por fim, destaco que, por mais que não entenda-se nada de arte contemporânea, o Inhotim é um local impressionante tanto pela estrutura quanto, especialmente, pela natureza e pelas obras ali existentes.
       
      OURO PRETO
      04/01/2017
      Cheguei na rodoviária de Belo Horizonte e imediatamente comprei minha passagem para Ouro Preto, viagem bem tranquila, cheguei em Ouro Preto por volta das 20:00h, fui andando até o hostel (Brumas Hostel – uma enorme casa colonial no alto da cidade, com uma estrutura simples, compensada pela disposição dos proprietários do local e pelo excelente café da manhã rs, e a 1 minuto de caminhada da praça principal da cidade).
      Fui procurar um local para comer, sai do hostel, passei por uma igreja e me deparei com a seguinte imagem, que deixou-me impactado pela impressionante arquitetura colonial na noite de Ouro Preto:

      Senti naquele momento o que as fotos nos livros e internet não conseguem traduzir, ver mais de três séculos de história ao vivo e a cores é outra coisa rs.
      Fui até uma hamburgueria na praça principal da cidade, hambúrguer muito bom. Voltei ao hostel para descansar, mas lá encontrei um fotografo de Montes Claros, muito gente boa, e voltamos até a famosa Rua Conde de Bobadela para tomar a famosa cachaça mineira.
       
      05/01/2017
      Acordei cedo, afinal era dia de conhecer a Ouro Preto.
      Meu café da manhã, o tradicional colonial mineiro, foi com essas vistas:


       
      A mesma imagem da noite anterior, mais ampla e tão bela quanto a cidade no período noturno, com o pico do Itacolomi ao fundo:

      A praça Tiradentes, principal da cidade, onde se localiza o Museu da Inconfidência, que vale a pena demais a visita e de onde tirei a foto seguinte, e antiga Escola de Minas de Ouro Preto, ao fundo na imagem:

      Após visitar o Museu da Inconfidência, saí dali e iniciei um périplo pelo lado oeste da cidade, visitando primeiro a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde conheci uma sanfoneira de São Paulo, excelente musicista e fã de Elomar rs. Deu boas dicas sobre a cidade. Foto da igreja:

      Fui até o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo do Brasil. Depois passando por um beco, saí na Rua Conde da Bobadela dos bares (Porão), restaurantes e botecos (Satélite) da cidade:

      Dei uma volta pelos fundos da Igreja do Carmo, passando pela Escola de Odontologia de Ouro Preto, após uma boa caminhada, já saí na lateral da Igreja de São Francisco de Assis, cujo largo se localiza uma feirinha de artesanato, com muita coisa feita de cristais e outros minerais:

      Por fim, voltei para almoçar no restaurante Forno de Barro, na praça da Inconfidência, onde serve a tradicional e deliciosa comida mineira. Reencontrei também almoçando lá a sanfoneira paulistana e o fotógrafo de Montes Claros, além de conhecer um estudante alemão de intercambio que estava hospedado no Brumas Hostel também.
      Após o almoço, saímos nós três para um passeio pelo lado leste da cidade, começando por uma visita pelo interior da Igreja de São Francisco de Assis. Depois seguimos até as Igrejas Nossa Senhora da Conceição (segunda foto a partir do pátio da Mercês) e Nossa Senhora das Mercês (na primeira foto a partir da frente da Conceição):

       
      Fomos até uma uma antiga mina de ouro, não entramos, apenas tomamos um belo açaí para recuperar as forças e enfrentar novamente as ladeiras no retorno ao hostel. A noite fomos, eu, o estudante alemão e um professor de história para O Porão novamente, um bom papo acompanhado por uma cerveja estupidamente gelada.
      06/01/2017
      Madruguei para assistir o nascer do sol, ao lado da igreja de São Francisco de Assis:

       
      Igreja de Santa Efigênia no topo ao lado do sol nascente:

      Inicialmente, tinha previsto que nesse dia iria até Mariana. Mas, acabei decido-me por ir, juntamente com o intercambista alemão, até o Pico do Itacolomy (1.772m) pela trilha de 7 Km no parque de mesmo nome. Fomos de ônibus até a entrada do parque e dali a pé em direção ao centro de visitantes (5km), mas demos sorte de pegar uma carona após 2km rsrs
      A trilha é mediana, mas conta com pontos íngremes, locais nos quais inclusive precisa-se de apoio das mãos na subida, mas as paisagens são surpreendentemente belas a cada passo dado.
      Vista de Ouro Preto:

      Após uma longa e sinuosa trilha, chegamos ao Pico do Itacolomy, local de onde dá para visualizar a cidade de Mariana:


      Saindo do local do pico, após subir uma trilha apertada em meio as pedras chega-se ao topo da serra do Itacolomy, uma bela visão de 360º na qual se vê a imensidão das terras mineiras:

      Tivemos que descer a trilha meio que na pressa rs, uma vez que começou a se formar uma forte tempestade com fortíssimos trovões, para nossa sorte pegamos chuva apenas próximo do centro de visitantes:


      Após a longa e sedenta trilha de volta (levem muita água rs) até o centro de visitantes, voltamos de carona até a cidade.
      Lá após um pesado almoço mineiro, pegamos carona com o fotografo de Montes Claros para Belo Horizonte, sem tempo nem para tomar um banho kkk.
       
      Algumas considerações sobre Ouro Preto:
      - Ouro Preto tem uma boa estrutura turística, com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, mas é importante ter folego para enfrentar as ladeiras da cidade rsrs.
      - A visita das igrejas é imperdível, mas diante dos custos vale a pena selecionar umas duas para conhecer (a Igreja de São Francisco é fundamental).
      - Mariana é visita “obrigatória” para quem vai para Ouro Preto, mas diante do meu tempo exíguo preferi fazer a trilha do Pico do Itacolomy.
      - Por fim, vale a pena demais conhecer trezentos anos de história do Brasil, passando pelos períodos do Brasil colônia e sua mineração, a inconfidência, as escolas de minas e odontologia, além da impressionante arquitetura das igrejas e palacetes.
       
      BELO HORIZONTE:
      06 – 01 – 2017:
      Chegamos em BH já a noite, fui para o apartamento no qual havia reservado um quarto através do Airbnb. Fui muito bem recebido pelos proprietários, pessoas super hospitaleiras, além de estar localizado em um excelente local, próximo a estação de trem de Belo Horizonte.
      A noite fui para ao famoso Edificio Maletta com o pessoal que conheci em Ouro Preto, lá tomamos uma no Objetoria, depois saímos para o Sindicato do Choppe:

      07 – 01 – 2017:
      Tirei a manhã para conhecer o complexo cultural da Praça da Liberdade, um complexo de museus e centros culturais no entorno de uma belíssima praça, na imagem com o Edíficio Niemeyer ao fundo:

      Fui primeiro ao Centro Cultural Banco do Brasil, no qual ocorria uma exposição de arte denominada ComCiência, que trazia uma interessante proposta sobre a perspectiva da vida humana e animal em um futuro distópico:

      Agora, o Memorial Minas Gerais Vale, focado na história do estado de Minas e do seu povo com interessante acervo de mídia sobre a formação do povo mineiro:


      Saindo dali fui até o Museu das Minas e dos Metais, focado na metalurgia e mineração, atividade de forte importância econômica em Minas a ponto de inclusive oferecer o primeiro nome ao Estado. Lá encontra-se farto acervo audiovisual e interativo, além de grande coleção de minérios, inclusive um meteorito no qual todos os visitantes podem tocar. Na imagem, o Museu de Minas e dos Metais e ao fundo o Espaço de Conhecimento da UFMG, dedicado as ciências:

       
      Enquanto esperava a abertura do planetário do Espaço do Conhecimento da UFMG fui até a famosa Sorveteria São Domingos, sem dúvida o sorvete mais delicioso que já tomei. No Espaço pude assistir a uma representação de uma noite nos céus da Inglaterra que inspirou Shakespeare em seus escritos.
      Na volta para o apartamento onde estava hospedado passei no Parque Municipal Américo Gianetti, uma bela peça de interação entre arquitetura e a natureza no centro de uma metrópole, e além de parar na interseção da Avenida Bahia com a Álvares Cabral (a “quando cruza Ipiranga a Avenida São João” de BH), afinal nada mais beozontino que subir Bahia e descer Floresta:

      No período da tarde fui até a Praça do Papa, no alto da cidade de Belo Horizonte, emoldurada pela Serra do Curral ao fundo. Além de ter um dos mais belos por-sol, acompanhado por centenas de pessoas:


      No mais, sem dúvida, a melhor vista de Belo Horizonte também está aqui:

       
      Voltei para o apartamento por volta das 21:00hs, pois no outro dia teria que acordar cedo para não perder o trem para Governador Valadares.
       
      Algumas considerações sobre Belo Horizonte:
      - Ouro Preto tem uma excelente estrutura urbana (transporte público, opções de lazer noturno, etc), com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, ruas amplas e praticamente sem ladeiras e onde qualquer um pode facilmente se localizar em razão da organização bem racional e planejada das vias públicas.
      - Fiquei muito pouco tempo na cidade, pequei por não ter conhecido todos os lugares mais interessantes da cidade, mas isso serve como desculpa para voltar em outra oportunidade rsrs
       
      08 – 01 – 2017:
      Acordei cedo, pois o trem sairia as 07:00 (sem atrasos rs) da estação central de Belo Horizonte, ainda bem que fiquei hospedado bem próximo de lá. Vagões confortáveis, com televisores e tomada individual, além de vagão restaurante e serviço de bordo (almoço incluso):


      O melhor dessa viagem de mais de 600km sem dúvida foram as belas paisagens vistas pela janela do trem, minas gigantescas, pontes que desafiam grandes distâncias, bucólicas cidadezinhas a beira da ferrovia, florestas e fazendas:


       
      GOVERNADOR VALADARES:
      08 – 01 – 2017:
      Cheguei em Governado Valadares por volta das 15:00hs, Célio Nobre já me aguardava nas proximidades da estação de trem. Próximo destino - Pico da Ibituruna. Objetivo – voo livre de parapente:

      Lá de cima além de avistarmos a cidade de Governador Valadares, ainda se tem uma vista em 360º da imensidão dos Gerais, que dão o segundo nome desse tão belo Estado:

      Simplesmente incrível a sensação de liberdade e paz, nenhum resquício de medo ou temor, apenas admiração naquele momento:

       
      Após esse incrível voo, fui ao shopping dar tempo até o horário de ir a rodoviária pegar meu ônibus com destino a Bahia rs
       
      Algumas considerações sobre a viagem de trem e Governador Valadares:
      - Viagem de trem foi uma das partes mais surpreendentes deste meu périplo mineiro, já que nunca tinha viajado assim, experiência que valeu demais a pena a um custo menor até mesmo que viagem de ônibus. Recomendo demais. Vale a pena ficar algum tempo no último vagão, vista incrível.
      - O voo de parapente em Gov. Valadares não tenho palavras para descrever, apenas isso.
       
       
       
       
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