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amandaplima

PRIMEIRO MOCHILÃO! UK-2017 (INGLATERRA E ESCÓCIA - 21 DIAS - JUNHO)

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Olá gente!  :D

 

Vim finalmente contar como foi a minha aventura, cheguei de viagem no dia 25/06/17, depois de 21 dias na Grã-Bretanha. Segue o link do roteiro dessa viagem, http://www.mochileiros.com/inglaterra-e-escocia-abril-ou-maio-2017-t127092.html Ali tem bastante informação do planejamento e também recebi várias dicas, pra quem quiser ver!  ::otemo:: Comecei a escrever esse relato na semana que cheguei, e ainda não terminei, olha que papelão! ::lol3::  Mas já to quase terminando, e vou ir postando o que já está pronto!

Vou começar dando uma noção geral do orçamento da viagem, e depois, durante o relato, vão ir vendo o que deu e o que não rolou.

Eu viajei sozinha, parti no dia 03/06/17 e cheguei de volta no dia 25/06/17, foi uma viagem bem mochileira de rodinha mesmo... sem luxos no dia a dia nem nada, mas vim com uma lista de compra da família, então tinha uma reserva pra esse tipo de gasto. Meu roteiro era só Reino Unido mesmo, Inglaterra e Escócia, e foi a viagem dos sonhos! <3 Espero poder ajudar um pouquinho quem está precisando, porque nunca teria conseguido realizar essa viagem sem os cinco anos que passei atormentando o povo nesse fórum com perguntas! ::lol3:::D

 

PASSAGEM AÉREA

Comprei pelo Decolar, foi a única opção que me ofereceu a combinação de companhias que eu precisava (a Gol, com escala direto em Guarulhos, sem ter que trocar de aeroporto) e um parcelamento em mais vezes do que a maioria dos sites oferece (até 4x). Vinha pesquisando durante vários e vários meses, até que chegou a hora da compra! Minha passagem foi pela Gol + Air Europa saindo de Londrina, com escalas em São Paulo e Madri, chegando em Londres pelo aeroporto de Gatwick (na volta foi o mesmo esquema).

A passagem saiu por R$ 3.200,00, com 2 malas de 32kg incluídas, porque comprei algumas semanas antes da mudança na lei, em março desse ano.

Sobre a compra: foi tudo ok! O pagamento foi aprovado sem nenhuma encheção de saco da operadora do cartão (eu havia ligado 2 dias antes avisando que iria fazer essa compra), o ticket eletrônico chegou logo em seguida no meu e-mail com todas as informações do voo, nº do bilhete, código para check in tanto da Gol quanto da Air Europa e código para "rastreio" da passagem.

Tentei fazer o check in online na sexta a noite (meu voo saía no sábado) com o código fornecido e não consegui, nem no site da Gol e nem no da Air Europa, embora com o código de rastreio eu conseguia encontrar minha passagem e, podia, inclusive, fazer a reserva de assento, se quisesse. Como sou gato escaldado, liguei na Gol na sexta pra perguntar se podia fazer meu check in pelo telefone, e a atendente me informou que para o trecho nacional com a Gol o check in só abre 3 horas antes do voo. Achei estranho, mas ok. Pedi pra ela confirmar se minha passagem estava lá, e ela confirmou, estava tudo ok e minha passagem estava certinha! Deu até aquele alívio, porque comprando por intermediadores a gente sempre fica com aquele receio né  ::hein:

Sobre a companhia e o voo: Ouvi horrores da Air Europa enquanto pesquisava, mas quando fui comprar, o melhor preço com as melhores condições eram deles, então pensei "quer saber? São só 30 horas das minhas férias que vou passar voando, mesmo se for ruim, me levando até lá tá ótimo!" e encarei! Comprei com eles e não me arrependi nem um pouco!

Na ida os aviões saíram pontualmente, a equipe foi super educada e prestativa, a comida tava até gostosinha (frango ou massa) e não, realmente não tinha entretenimento de bordo individual (nem nenhum, na verdade, já que os monitores só ficaram acompanhando o voo 70% do tempo, e nos outros 30% ficaram passando uns vídeos de pegadinha estilo Silvio Santos  xD ). Mas como eu já sabia disso, carreguei um pen drive com filmes e séries, e levei meu tablet com bateria cheia, então meu plano era assistir isso durante o voo.

Na volta, o voo Londres-Madri e Madri-São Paulo atrasaram. O de Londres atrasou 30 minutos, e o de Madri atrasou 2 horas (era pra ter saído as 23:20, saímos a 01:20), sem nenhuma explicação por parte da companhia do porquê dos atrasos, simplesmente ficamos no portão de embarque esperando até que decidiram abrir pra embarque. Já o voo da Gol vindo pra Londrina saiu até adiantado. Como minhas escalas eram relativamente longas (3h de espera em Madri e 7h de espera em Sampa) não chegou a interferir nada pra mim, mas quando descemos em Guarulhos, um funcionário do aeroporto estava na porta anunciando as "conexões perdidas" e chamando as pessoas pra um canto, então imagino que pelo menos já haviam tomado providências e não ficaram esperando as pessoas chegarem e irem reclamar pra se mexerem.

O serviço de bordo na volta também foi bom, funcionários educados e prestativos - só um comissário que fez o voo Londres-Madri tava meio estressado, mas eu até entendi a irritação dele... naquele momento onde eles estão passando as informações de segurança e eles mostram as saídas de emergência e tal, tinha um grupo de garotas bem do lado dele falando e rindo alto, o que eu particularmente achei falta de respeito, não é porque poucas pessoas realmente prestam atenção naquilo que você tem direito a atrapalhar também né! Enfim, ele não chegou a dizer nada, mas vi na cara dele o mal humor chegando.

O que ferrou na volta foi a comida, o jantar tava meio ruinzinho - era frango ou massa, eu peguei o frango, que foi minha opção na ida e deu certo rs - o frango em si não tava ruim, era com um molho de cogumelos, até saboroso, mas o acompanhamento era arroz, e parecia aquele arroz requentado no terceiro dia seguido? Meio desmanchando, empapado e parecendo meio oleoso? Sei lá, tava com uma cara horrível. E a sobremesa era um "mousse" de limão, que na verdade era um chantilly com sabor de limão, porque não tem outra explicação pra consistência daquilo... ::dãã2::

Aaaah, é importante dizer que as bagagens chegaram comigo em todos os pontos!  ^_^ Quando fui embarcar aqui em Londrina, o rapaz da Gol me disse que eu ia retirar elas direto em Londres, e não me deu mais nenhuma instrução. Chegando em São Paulo, fiquei sabendo que eu tinha que ir até o balcão da Air Europa pra "reencaminhar" a bagagem e pegar o Cartão de Embarque deles. Isso feito tava tudo certo. Na volta, o senhor que fez meu check in em Gatwick já avisou que eu ia ter que retirar minha bagagem em São Paulo e despachar ela pra Londrina direto no balcão da Gol, e foi o que eu fiz, daí no balcão da Gol eles substituíram meu Cartão de Embarque da Air Europa por um deles (aquele papelzim reba amarelinho que parece nota fiscal de mercado).

Enfim, no geral, eles entregaram um serviço melhor do que estava esperando e o voo foi super tranquilo. Nunca tinha voado então não sei o que as pessoas consideram "turbulência", mas na minha percepção só tivemos um pouquinho na volta, já chegando em São Paulo, e, teve uma hora que eu acho que o piloto deixou o volante escapar, já em Sampa também, porque a gente tinha começado a perder altitude, e de repente foi de uma vez, se não fosse o cinto todo mundo teria caído, cheguei a sentir minhas pernas e minhas costas saírem da cadeira, e a mulher do meu lado começou a agarrar o marido e falar "Ai meu Deus do céu!". Agora já consigo rir disso, mas na hora, fí do céu... ::mmm: Não me passou pela cabeça "o avião vai cair" em nenhum momento, mas eu fiquei com medo de toda a descida ser na pancada daquele jeito.

Mas no fim deu tudo cedo, cheguei vivinha da Silva e é isso que importa  :-D

 

HOSPEDAGEM

Já tinha reservado todos os hostels antes, porque meu roteiro já estava decidido.

Londres - Palmer's Lodge Swiss Cottage, reservado pelo site do próprio hostel, £ 201.00 para 9 noites, quarto feminino com 14 camas. Pago na reserva £ 37.18, a pagar na chegada £ 164.82 - aceitam cartão. Eles possuíam um café da manhã estilo "buffet self service" que você podia comer a vontade e repetir, por £ 4.90, não tomei café lá nenhum dia, então não posso dizer se é bom. Café e chá estavam disponíveis gratuitamente durante todo o dia. O Hostel também possui um pub no andar “ -1 “ que funciona das 17h ás 00h, e lá eles também servem comida até as 22h. Tem um ambiente interno, que parece um refeitório hipster e um espaço externo bem legal. Eu gostava bastante desse espaço externo pra ficar sentada a noite, quando precisava ligar pra casa ou simplesmente pra sentar e conversar com alguém. Ele possui lockers de tamanho grande nos quartos, embaixo das camas, e você leva seu próprio cadeado. O acesso a área dos hóspedes e aos quartos é feita através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros são por andar, portanto, mistos, mas era bem tranquilo de usar, não peguei fila nenhuma vez pra usar o chuveiro. A ducha era muito boa, com bastante água e você ajustava a temperatura ao seu gosto. A lavanderia era lave-você-mesmo, e ouvi alguém comentar que uma maquinada saía a 6 libras, mas como não usei, não sei detalhes.

Um adendo, a localização dele havia motivo de dúvida pra mim... porque olhando no mapa, parece longe do centro de Londres, mas, de verdade, não fez diferença nenhuma! Como fica a uns 2 minutos da estação de metrô Swiss Cottage, e ela é da linha Jubille (que vai até Westminster, além de baldear com quase todas as outras linhas), eu pegava o metrô todo dia pra ir até a região que visitaria no dia, fazia tudo a pé, e a noite pegava o metrô de volta. Nunca foi um problema, uma dor de cabeça, muito pelo contrário, o bairro era delicioso! E por não ser no fervo do centro de Londres, e sim uma área mais residencial, deu pra ter um leve gostinho de como seria morar por ali... amei muito mesmo!

Acessibilidade: o hostel possui uma escada com 3 degraus logo na entrada, e na saída para a área externa do pub tem 2 degraus também. Dentro os corredores são todos planos e eles possuem um elevador que alcança todos os andares.

Minha impressão: Gostei muito do hostel. O pessoal que trabalhava lá não me pareceu dos mais simpatiquinhos, mas sempre foram educados e o serviço era entregue de acordo, então tudo certo. Esse foi o quarto que dividi com mais pessoas, pois eram 14 camas, mas ainda sim foi o que senti que tive mais privacidade, em virtude de todas as camas terem cortinas em volta. Eu recomendaria todos os hostels na Terra a terem isso, porque é divino você poder fechar aquelas cortininhas e ter seu próprio espaço! A localização também é muito boa, porque embora não fique no centrão de Londres, fica muito perto de uma estação de metrô da zona 2, então é fácil ir pra qualquer lugar dali. A limpeza também é muito boa! O quarto não cheirava a nada, tudo era bem limpo e eu vi camareiras limpando os quartos duas vezes, quando voltei pro hostel no meio do dia. Os banheiros então... eram limpíssimos. Havia um aviso na porta falando que de tal a tal horário o banheiro ficava fechado pra uso para limpeza, geralmente uns 20 minutos, 4 vezes por dia! Enfim, de modo geral, eu daria 4 estrelas pro Palmer’s Lodge Swiss Cottage!

 

Edimburgo - Castle Rock Hostel, reservado pelo próprio site também, £ 81.00 para 5 noites, quarto misto com 8 camas. Pago na reserva £ 15.00, a pagar na chegada £ 66.00 - aceitam cartão. O café da manhã deles custa £ 1.50 e consiste em uma tigela de cereal (haviam 4 tipos), um pão, uma fruta e um copo de suco. Parece um buffet, você vai lá e faz sua própria tigela com seu cereal de preferência, adoça com mel ou açúcar, coloca leite se quiser, pega seu pão (do tamanho de um pão francês) e recheia, pega sua fruta (de 3 opções) e coloca seu suco (de 3 opções). Eles tem café, chá e chocolate quente gratuitos disponíveis durante todo o dia. Os lockers nos quartos são de tamanho médio, e são abertos por chave, então não precisa de cadeados aqui. O acesso a área interna do hostel é feito através de um cartão laranja que eles te dão no check in, você tem que mostrar toda vez que for entrar, e o quarto é aberto com uma chave normal, no mesmo chaveiro vem a chave do seu armário. Eles pedem como depósito pela chave o valor de £ 10 ou um documento com foto, quando fizer o check out, eles te devolvem o valor. Os banheiros também eram mistos e por andar, bem grandes, peguei fila uma vez pra tomar banho. As duchas também eram ótimas, com muita água e você regulava a temperatura ao seu gosto. Eles possuem um serviço de lavanderia por £ 4.00! Você pode encher um saco, tipo saco de lixo de 50 litros, que eles lavam, secam, passam e dobram e te devolvem no mesmo dia até as 22h (se entregar pra eles até as 17h).

Acessibilidade: o hostel possui 1 degrau na entrada, e, dentro, a área comum fica toda no andar da rua, sem degraus. Já para acessar os dormitórios que ficam nos andares acima e abaixo do nível da rua, só através das escadas, eles não possuem elevador.

Minhas impressões: Amei o hostel! Desde o momento que cheguei – tinha passado um nervoso nesse dia, que verão mais pra frente – fui super bem tratada e recebida com muita gentileza e educação! O pessoal da recepção é demais, te ajudam no que precisar, são suuuuper prestativos e alguém que tava lá um dia no turno da noite tem o melhor gosto musical da vida hahahahahaa Achei o café da manhã deles incrível! Porque por £ 1.50 você não compra nem um copo de café, quem dera uma refeição inteira... achei muito bom mesmo! Aqui foi o único hostel onde fiquei num quarto misto, porque quando fui reservar o quarto só feminino já estava esgotado. Lembro de ter aberto a porta do quarto e ser recebida por um cheio incrivelmente forte de meia suja misturado com cueca suja e mais alguma coisa azeda. Pensei “fantástico, que agradável serão meus próximos 5 dias nessa delícia!” hahaha Mas acabou que quando você fica dentro do quarto por um tempo, você meio que se acostuma com o cheiro. Enfim. Não era isso que iria estragar meu dia. A localização do hostel é muito boa, fica do lado do Castelo de Edimburgo e, como mais central do que aquilo é impossível, dá pra andar pra qualquer lado da cidade com tranquilidade dali! Minha nota pro Castle Rock é 4 estrelas - só por causa do cheiro do quarto, que eu ainda acho que é um pouco de falta de limpeza haha

 

Oban - Backpackers Plus, reservado pelo próprio site, £ 80.00 para 4 noites, quarto feminino com 6 camas. Pago na reserva £ 80.00. O café da manhã é incluído, bem simples, mas dá pro gasto. Cereal, leite e afins, pão, manteiga e geleia. Eles também tem café, chá e chocolate quente gratuitos durante todo o dia. Os lockers são bem grandes e ficam embaixo das camas também, precisa de cadeado próprio. O acesso a área dos quartos e ao lounge do hostel é aberto, com a porta principal do hostel só fechando as 22h. O acesso ao quarto é feito por chave, que você recebe no check in, a mesma chave pode ser usada para abrir a porta principal do hostel, caso você chegue depois das 22h. Eles pedem um depósito de £ 5 pela chave, que é devolvido no check out. A recepção aqui não é 24h, caso esteja chegando muito cedo ou muito tarde, entre em contato com eles para deixarem alguém te esperando. Os banheiros eram espaçosos, mas nem tanto. Aqui haviam 2 banheiros mistos e 1 estritamente feminino, não peguei ele ocupado nenhuma vez! Parecia que só tinha eu naquele andar, na verdade haha O único problema aqui eram as duchas... ela era com timer, igual as torneiras de shopping? Então você tinha que ficar apertando ela pra sair água, e mal você tinha tempo de fazer qualquer coisa, ela já parava de novo :S Sem contar que o espaço da ducha é pequeno, então, quando você dá os primeiros 3 pump's, a água sai super fria e não tem onde se esconder! Esse ia ser meu hostel favorito, não fosse o drama na hora de tomar banho 9_9 Eles também oferecem um serviço de lavanderia igual o anterior, lavam, secam, passam e te entregam as roupas dobradas, mas aqui custava £ 6, se não me engano, e eles te entregavam de volta no dia seguinte.

Acessibilidade: O hostel não é nem um pouco acessível, a própria recepção fica no segundo andar do prédio, junto com a área comum, e para chegar até lá somente subindo dois lances de escadas. Eles não possuem elevador.

Minhas impressões: Aaaah, esse hostel <3 Quando cheguei eu quis odiar, mas depois ele acabou me conquistando, fazer o que >.<  Ao chegar, exausta e carregando duas malas super pesadas, me deparei com uma escada enorme... já não acreditei “alguém tá tirando comigo, não é possível!”, mas quando eu ia começar a subir as malas, apareceu uma pessoa bendita e me ajudou com a mala mais pesada. Logo em seguida, descobri que o check in era só a partir das 15h e que até lá não teria ninguém na recepção, e que eu teria que ficar aguardando por praticamente 1h30m. Nesse ponto eu já estava preparada pra odiar aquele lugar... Mas, quando a moça da recepção chegou, me encaminhou pro quarto e eu vi aquele lugar todo fofo e aquelas pessoas todas legais... tive que amar, fazer o que! Hahaha O hostel tava meio vazio, porque a cidade enche mesmo durante os meses de julho e agosto, então eu dei sorte de ter um banheiro quase que só pra mim e o quarto pra 6 pessoas nunca ter mais de 3! O café da manhã aqui é incluído e é bem simples mesmo, tipo cozinha de casa, onde você pega sua tigela, pega seu cereal, esquenta o leite se quiser, pega o pão direto do saco... enfim, bem informal, mas suficiente (y) A única coisa que me estressou nesse hostel foi o chuveiro, não fosse isso, seria nota 5, mas como tem esse inconveniente... 4 estrelas para o Backpackers Plus!

 

Londres (2ª estadia) - YHA London Oxford Street, reservado pelo Hostelworld, £ 36.05 para 1 noite, quarto feminino com 4 camas. Pago na reserva £ 5.33, a pagar na chegada £ 31.72 - aceitam cartões. O café da manhã é pago, £ 4.50 e consiste num buffet de café da manhã normal. Eles não possuem nada gratuito ou de cortesia. Os lockers são muito grandes, de tipo, caber uma mala G com tranquilidade, mas nem todos são verticais, alguns são embaixo das camas - também grandes, mas fica difícil enfiar a mala dentro haha, precisa de cadeado próprio. O acesso ao hostel e aos quartos é através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros aqui são meio estranhos, porque são várias portinhas no corredor mesmo e algumas são com privadas e outras com duchas, daí você tem que entrar em várias até achar o que quer ::lol3::, mas tirando isso, os banheiros são ótimos e os chuveiros são incríveis... sai muita água, na temperatura que você ajustar, e o espaço dentro da ducha foi o maior de todos! Adorei de paixão :x 

Acessibilidade: O hostel tem um elevador que te leva do nível da rua até o 3º andar que é onde fica a entrada/recepção. Nesse nível fica a área comum. Para chegar nos dormitórios somente através de alguns lances de escada, pois eles não possuem elevador até eles.

Minhas impressões: Esse hostel foi o mais ambíguo para mim haha Por um lado a localização foi incrível pro meu propósito – que no último dia eram compras – então estar do lado da Oxford Street foi a melhor pedida DA VIDA. Eu ia nas lojas, voltava pro hostel guardar, ia em outras, fazia isso de novo... Enfim, era super prático! Mas no restante... achei o Palmer’s Lodge melhor em quase tudo, menos os chuveiros haha O quarto era pequeno pra 4 pessoas, mal dava pras quatro ficarem em pé ao mesmo tempo. Os armários eram bem grandes, o que é ótimo, mas as camas rangiam bastante e nosso quarto estava QUENTE, QUENTE, QUENTE... O ventilador de “teto” do quarto estava quebrado, então trouxeram um pequeno portátil que não fazia vento nenhum! A só janela abria uns 2 centímetros, então mesmo sendo no 5º andar, não entrava ar! Na única noite que dormi lá, dormi mal pra caramba, porque acordei várias vezes soando bicas, com o lençol úmido e, simplesmente desconfortável por causa da situação! Não foi uma noite bem dormida nem agradável. E isso porque minha colega de quarto americana disse que aquela noite ainda tinha sido melhor, que as noites anteriores tinham sido bem piores! Outra coisa que me incomodou foi que, no momento do check out, a recepcionista ficou toda “ah, mas você viu como o nosso custo benefício é bom? Porque nossa localização é a melhor! E não sei mais o que...” Sabe, tentando vender o peixe pra gente deixar uma boa review no Hostelworld, Tripadvisor ou o que seja? Não me pareceu genuíno e eu não gostei disso. Especialmente depois da noite que tinha tido no quarto direto do inferno que a gente dormiu. Por esse motivo, dou 3 estrelas pro YHA London Oxford Street.

 

TRANSPORTE

Os trechos longos têm preços melhores quando comprados com certa antecedência, então foi isso que eu fiz.

Londres – York, York – Edimburgo, Edimburgo – Oban, Oban – Glasgow e Glasgow – Londres foram todos comprados com antecedência de 3 meses.

Todos os trechos foram feitos de trem, exceto Glasgow – Londres que foi num ônibus noturno.

Já nas daytrips, algumas passagens foram compradas com antecedência (Bath e Cambridgde) e outras eu deixei para comprar na hora porque o preço era o mesmo (Stirling e Dunfermline).

Sobre os meios de transportes: andei de metro e viajei de trem, ônibus e ferry, e o que dizem é a mais pura verdade – “pontualidade britânica” não ganhou sua fama sem merecimento. Se seu trem parte ás 11:00, ele vai partir as 11:00. Se seu ferry está marcado para as 09:00, ele vai sair as 09:00. É incrível de ver... e mais incrível de sentir na pele quando você perde por segundos haha

O site que eu usei para pesquisa de trens foi o da National Rail, e pretendia comprar por lá também, mas não dava certo na hora de fazer o pagamento, então, utilizei o site The Trainline. Todas minhas passagens foram compradas por ele, as compras foram super tranquilas e fáceis de fazer, e o ticket ou código para coleta já chegava logo em seguida no meu e-mail. Recomendo!

A única passagem de ônibus que comprei, foi pelo site da National Express. A compra também foi bem fácil de fazer e o ticket já chegou logo em seguida no e-mail.

Todos os trens que utilizei tinham espaço para bagagem em algum ponto do vagão, fosse próximo da divisão com os vagões da frente ou de trás, ou no meio do vagão, perto das portas centrais. No ônibus, o espaço para bagagem também era bem grande, o ônibus foi quase cheio e todos pareciam ter pelo menos uma mala grande, e mesmo assim vi que sobrou bastante espaço. No ferry, aparentemente, não havia restrição de bagagem, acredito que seja “tudo o que conseguir carregar” haha Havia uma área que parecia propícia para se colocar malas, mas havia um aviso logo em cima que dizia algo do tipo “deixe por sua conta e risco” o que achei meio desencorajador, mas como não utilizei o ferry com malas, não precisei enfrentar o dilema haha

Agora, uma aventura é utilizar o metrô com malas... sim, porque fiz a besteira de comprar outra mala no meio da viagem. Gente, chegou uma hora que eu tava a ponto de largar as duas em qualquer lugar e continuar a viagem livre leve e solta, de tanta raiva que tava me dando! Isso porque os londrinos ainda são muito educados e sempre me ajudaram quando eu tinha que subir ou descer escadas nas estações. Então, ficou uma grande lição para o futuro, pois embora você já saiba, existem coisas que só passando pela experiência te fazem realmente valorizar, então: UMA MALA SÓ PRA TODA ETERNIDADE! E se possível menor do que a mala que eu fui ainda, que era uma mala de média pra pequena... se der pra viajar só com a mala de mão ainda... perfeito! Pratiquemos o desapego! Rs

No total, meu orçamento de transporte/viagens internas era £ 238.60.

 

ATRAÇÕES

Os lugares que já sabia que ia querer visitar, pesquisei para ver se haveria desconto caso comprasse o ingresso online com antecedência, alguns tinham, outros não, outros eu acabei esquecendo de comprar mesmo haha

Acabou que as únicas coisas que comprei/agendei com antecedência foram os ingressos para a Abadia de Westminster, a Torre de Londres, o tour nos estúdios do Harry Potter (que, por sinal, precisa OBRIGATORIAMENTE ser agendado com antecedência), a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (também, é necessário a compra antecipada), a visita ao Sky Garden e o passeio de Punting em Cambridge.

Todas as outras atrações, passeios e tours comprei por lá mesmo.

Todas as atrações vendem os ingressos na “porta”, então não tem erro. O único que comprei com alguns dias de folga foi o tour até a Ilha de Mull e Iona, que em alta temporada pode esgotar alguns dias antes, então se for tentar comprar na hora ou pro dia seguinte, pode acontecer de não ter mais vagas. Comprei no domingo para fazer o passeio na terça, custou £ 35 só a parte de transporte, sem nenhuma entrada incluída. O passeio que chegava até a ilha de Staffa saía a £ 55.

No total, gastei com entradas £ 237.00.

 

ALIMENTAÇÃO

Lendo vários relatos e pesquisando bastante restaurantes bons e baratos no TripAdvisor, fiz uma média de £ 30/dia para alimentação. Que, para 21 dias, dava um total de £ 630.00. Não contei o dia da saída nem o da chegada no Brasil, então dependendo de onde vai sair e qual o tempo das suas escalas (se tiver que almoçar e jantar no aeroporto, por exemplo) tem que ter uma margem para isso também, porque se um cappuccino com um pão de queijo já sai R$ 20,00, imagina uma refeição completa...

Nessa minha média de £ 30, eu coloquei o valor referente a uma refeição com comida mesmo e um lanche (torta, sanduíche etc), como não tenho costume de comer de manhã, não separei uma quantia específica para café da manhã, só para um cappuccino ou chocolate quente mesmo.

Se deu? Saberão nos próximos capítulos hahahaha

Mas posso afirmar, com alguma certeza, que esse valor por pessoa numa viagem econômica é suficiente pra comer sem ter que sacrificar tanto a qualidade, fazendo uma refeição, um lanche e um café por dia (também é uma boa opção fazer uma compra no mercado e deixar frutas, leite, bolachas no jeito, tanto pra tomar café e fazer aquele lanche esperto da noite, como para cozinhar mesmo, se tiver tempo/vontade/necessidade).

Vou falar tudo durante o relato, mas só pra que tenham uma ideia, vou colocar aqui os valores de algumas refeições que fiz durante a viagem, para dar uma noção do custo:

- Combo Whopper do Burguer King: £ 5.90.
- Big Mac, batata frita e refrigerante: £ 4.90.
- Hamburguer, fritas com queijo e limonada (Shake Shack): £ 11.20
- Restaurante italiano em Oban, macarronada com almondegas e suco de laranja: £ 10.90
- Restaurante indiano Massala Zone em Londres, prato de butter chicken com vários acompanhamentos (na minha opinião, serve duas pessoas tranquilamente) e 2 sucos de laranja + gorjeta, £ 25.00.
- Chocolate quente + muffin num café perto do hostel, £ 4.20.
- Pizza de pepperoni + suco de laranja 1 litro, comprados num mercado: £ 1.90 (e tava uma delíiiiiicia!)
- Pizza de frango com bacon na Pizza Hut + gorjeta, em Edimburgo: £ 14.70 (a pizza do mercado tava mais gostosa! xD).
- Sorvete de massa estilo italiana na Royal Mile, em Edimburgo: £ 2.50.
- Chocolate quente, 1 croissant de manteiga e 1 croissant de chocolate no Café Nero (delícioooso) : £ 6.20.

Enfim, dá pra ter uma ideia!

Acho que o geralzão é isso... se eu lembrar de mais alguma coisa, adiciono aqui embaixo em vermelho gritante :D

Maiores detalhes a respeito de cada tópico eu vou dando conforme for andando no relato. E já deixo avisado que sou detalhista e gosto de escrever, então, brace yourselfs, o maior relato já visto está chegando hahahaha

Era pra ter postado antes do Natal, mas não rolou. Feliz Natal atrasado pra quem estiver por aqui e um ano novo cheio de viagens maravilhosas pra todos nós!!! 

Até logo! :D

ADENDO EM VERMELHO GRITANTE:

Esqueci de um detalhe básico desse relato... o roteiro! ::lol3:: 

Como quando comecei a escrever esse relato o planejamento ainda estava fresco na minha cabeça e o link com o roteiro da viagem seria colocado aqui, nem me passou pela cabeça de colocar ele diretamente aqui! Mas, sem mais enrolação, lá vai!

03/jun - Saída Londrina
04/jun - Chegada Londres
05/jun - Londres
06/jun - Londres
07/jun - Londres
08/jun - Londres
09/jun - Londres
10/jun - Londres
11/jun - Londres
12/jun - Londres
13/jun - Londres - York - Edimburgo
14/jun - Edimburgo
15/jun - Edimburgo
16/jun - Edimburgo
17/jun - Edimburgo
18/jun - Edimburgo - Oban
19/jun - Oban
20/jun - Oban
21/jun - Oban
22/jun - Oban - Londres
23/jun - Londres
24/jun - Saída Londres
25/jun - Chegada Londrina

Prontinho! Agora sim!
 

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DIA 1 e 2 – 03/06/2017 e 04/06/2017 – SÁBADO e DOMINGO

Meu voo saía do aeroporto de Londrina às 05:50, operado pela Gol, e o horário previsto para chegar em Guarulhos era 07:20. Segui todas as recomendações que me foram dadas e que li pela internet: fiz minha mala na quinta, porque assim teria um dia inteiro para lembrar caso tivesse esquecido alguma coisa; coloquei todos os líquidos que iam na bagagem de mão em uma zip lock e deixei separado; escolhi uma roupa bem confortável pro voo e um casaco bem quente, porque me disseram que o avião era super gelado; enchi meu tablet de filmes e séries pra assistir, porque sabia que não tinha entretenimento individual no avião da Air Europa que eu ia pegar; comprei uma almofada de pescoço com tic tac pra ele ficar paradinho no lugar; levei meu próprio fone de ouvido (a Air Europa não fornece, eu teria que alugar um durante o voo). Enfim, mil coisas hahahaha

Fiz tudo isso, e, o mais importante, obviamente, era “chegue no aeroporto com 3h de antecedência para voos internacionais”. Então, dormi da meia noite até umas duas e meia da madrugada, acordei, e lá vamos minha mãe e eu para o aeroporto. Chegamos lá, tudo fechado, outros gatos pingados que nem eu, mas tipo, nenhum funcionário e TUDO fechado.

Fica a lição: se você estiver saindo de Londrina, o aeroporto só abre as 05h00! Então não adianta chegar com 3h de antecedência se o seu for o primeiro voo do dia, porque você vai ficar que nem tonto durante 2h no aeroporto, enquanto podia estar dormindo... E ainda dei a sorte de aquela ter sido a madrugada mais fria do ano até então hahahaha

Maaaas tudo certo, faz parte haha

As 5h o aeroporto abriu e com ele, o check in da Gol. Ah, vale dizer que eu tentei fazer o check in no dia anterior pela internet, mas no site da Air Europa dizia que eu devia fazer no site da “companhia parceira”, e no site da Gol o código de check in que veio no bilhete eletrônico “não era encontrado”. Então, como disse no resumão ali em cima, liguei na Gol e tentei fazer o check in pelo telefone, foi quando o atendente me informou que eu só conseguiria fazer o check in 3h antes do voo. Enfim, deixei para fazer no aeroporto mesmo.

Fiz o check in, despachei minha mala, olhei pra ela carinhosamente e esperei que nos encontrássemos novamente no dia seguinte, e parti para a sala de embarque – sim, porque na minha mega cidade nós temos o total de UMA sala de embarque, com 2 portões inteiros só nossos... invejem :*

Despedi da mãe, quase comecei a chorar, pensei o que todos os meus parentes andavam pensando desde que descobriram que ia eu viajar sozinha pra Europa “meu Deus eu sou muito doida, o que que eu to fazendo?”, mas, com uma encarada bem dada da minha mãe, o trem voltou pros trilhos e eu embarquei rs

Nunca tinha andado de avião, então estava ansiosa sobre como ia ser a experiência.

Também nunca tinha tido crise de labirintite, e não estava ansiosa pra saber como era.

Assim que o avião decolou minha cabeça parece que descolou do corpo, não era só a pressurização normal que o ouvido entope, a cabeça dói um pouco e é isso. Não, parecia que eu não tava presa no chão, minha cabeça parecia estar dançando e a náusea que seguiu nunca tinha sentido na vida. Gente, que coisa horrível! Teve um momento que os comissários passaram servindo água e um biscoitinho e eu, lembrando que tinham me dito que mastigar ajudava, mastiguei aquelas bolachas até o maxilar doer, e não ajudou em nada.

Fiquei tentando segurar a cabeça no lugar, respirar fundo e manter o estômago quietinho. Hora que eu achei que não dava mais, o piloto anunciou que a gente ia começar a se preparar para o pouso. Aleluia!

Conforme o avião chegou no chão e foi parando, ficou tudo certo, era como se não tivesse acontecido nada. Mas daí ficou aquele medo medonho: um voo de mais de 10 horas me aguardava... se eu passasse mal assim a viagem toda, não sabia o que ia fazer!

Desci do avião e arrumei uma cadeira pra sentar. Depois de passado o enjoo do avião, percebi que estava com fome, então passei em um 365 Deli – que estava cheirando maravilhosamente a pão de queijo – e tomei meu café da manhã.

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Logo que deu uma hora decente, liguei pra casa, minha mãe é técnica de enfermagem, fui ver o que dava pra fazer... meu pai e minha avó tem crises de labirintite e pelo sintomas que eu tinha tido, parecia o diagnóstico mais provável. Já estava levando Dramin na mala de mão, e passei na farmácia do Terminal 2 de Guarulhos e comprei mais uma caixinha. Não era a medicação ideal, e nem recomendo ninguém a fazer isso, mas era o que eu tinha em mãos, e foi o que me serviu. Tomei um comprimido a cada 6 horas durante o voo e comprei chiclete no aeroporto e masquei durante a maior parte do voo também – só jogava o chiclete fora na hora de comer e depois pegava outro – nos poucos momentos que fiquei sem mastigar, o ouvido entupia muuuuito. E rezei.

Ah, foi uma beleza... não tive sintoma nenhum, só um pouquinho de falta de equilíbrio nos momentos que precisei levantar, mais nada.

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O avião saiu pontualmente de Guarulhos e chegamos em Madri uma hora antes do horário previsto. Foi um voo tranquilo, com um serviço de bordo muito bom e comida bem gostosinha até, e, pasmei comigo mesma: consegui cochilar, quase dormir mesmo, em vários momentos quando eles apagavam as luzes (sim, o Dramin teve sua cota de culpa, tava praticamente dopada dele haha). E não senti todo esse frio que dizem não... teve vários momentos que cheguei a tirar a blusa e ficar só de camiseta, por estar com calor. Aah, uma coisa que vale falar... já ouvi dizer, e tive a experiência no avião da Gol, que o espaço pra pernas só diminui, mas achei até grande o espaço entre as fileiras nos dois voos da Air Europa.

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Não cheguei a tirar foto da comida, porque como estava com medo de me mexer muito bruscamente e zicar o meu “bem estar”, não peguei a câmera nem o celular durante o voo, mas era massa ou frango - eu peguei o frango e foi uma boa escolha, era tipo filé, com purê de batatas, cenoura cozida e ervilhas. Acompanhava um pãozinho com manteiga e a sobremesa foi um bolo/pavê de abacaxi que tava uma delícia. De bebidas eu vi no carrinho coca, fanta, suco de laranja, suco de abacaxi e água. Não vi nenhuma bebida alcóolica.

Em Madri minha conexão era de 2 horas, que acabou virando três já que chegamos antes da hora. Fiquei zanzando pelo aeroporto, só comi um pacotinho de Clube Social – porque não queria abusar da sorte, e quando anunciaram o portão de embarque, já fui para lá esperar mais um pouco. Como era de madrugada, o aeroporto estava as moscas.

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Aaah, quando descemos em Madri, o avião taxiou um tempão, parou em um lugar aberto e nós, ao descer, pegamos um ônibus que nos levou até uma área de conexão internacional. Ali só passei pela segurança (raio x e scanners), não houve imigração.

Meu voo ia sair as 07:20, quando eram umas 06:30 começaram o embarque. Hora que passaram meu cartão de embarque na máquina ela apitou e ficou vermelha... já assustei haha Daí a funcionária disse alguma coisa em espanhol, riscou o número do meu assento e escreveu outro. Beleza. Segui o corredorzinho até o avião, a comissária pegou meu cartão, deu um olhar estranho, e me indicou a entrada a sua direita... E amigos e amigas, eu estava na primeira classe! xD

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Ganhei um upgrade por overbooking no meu primeiro voo da vida gente! Ô meu Brasil varonil, que coisa mais linda! Hahaha

E nunca acho que um upgrade foi tão agradecido! Eu tava tão exausta, e com tanto Dramin no corpo, que assim que apagou a luz do cinto de segurança, eu estiquei meu banco-reclinável-total e dormi, mas dormi... Que só acordei com o piloto anunciando que estávamos chegando em Londres! ::mmm: A propósito, na primeira classe foram servidos água e sucos, mas fiquei sabendo que na classe econômica não foi servido NADA durante esse voo. Tudo que você quisesse, tinha que comprar. A primeira classe desse avião parecia bem velhinha, mas, de verdade, só do banco inclinar e eu não ter ninguém do meu lado foi ótimo! A propósito, tinham mais uns dois deslumbrados junto comigo lá na primeira classe, então imagino que eles também tenham saído na sorte grande na hora do check in ::lol3::

Em Londres, ao descer do avião, caminhei pelo que senti que foi meia hora até chegar na área de imigração. Que aeroporto enorme! Isso porque era o Gatwick... Fiquei imaginando as dimensões do Heathrow.

Quando cheguei na área da imigração, tinham umas filas sinistras e vi várias pessoas com um papelzinho na mão, foi aí que lembrei do Landing Card. Não distribuíram ele no voo, então tive que pegar um lá mesmo – tinha um lugar bem no meio do saguão com várias cópias – e achar um canto para preencher.

Apoiei meu passaporte e o Landing Card numa mureta, e ali se materializaram quatro brasileiros viajantes pela CVC que não falavam nem o nome em inglês e não tinham a mínima ideia de como preencher o cartãozinho haha Ajudei eles a preencherem o deles e depois de todos terminarem, consegui terminar de preencher o meu... nisso já tinha ido quase uma hora parada ali. Nosso voo chegou às 08:50, hora que consegui sair do aeroporto já era mais de meio-dia.

Minha passagem pela imigração foi peculiar – tive certas experiências em Londres, que saí de lá com a impressão de que eu devo parecer ser muito legal e aproximável ou os londrinos são muito mais amigáveis do que me disseram, e a primeira dessas experiências ocorreu no momento de mais nervosismo de um turista haha – fui chamada, um senhor de cara normal me atendeu, não parecia nem mega bonzinho nem mal-encarado. Entreguei meu passaporte e meu Landing Card, ele olhou, digitou alguma coisa no computador e me perguntou “De onde é o endereço que você colocou aqui?” (no Landing Card, você precisa colocar um endereço em Londres, sempre coloque o endereço de onde vai ficar, seja hotel ou casa de amigos/parentes, nunca minta porque eles podem ligar atrás se duvidarem de você), respondi que era do hostel onde eu ia ficar e falei o nome dele. Daí ele perguntou se eu tinha reserva, disse que sim, pedi para ele esperar um segundo e peguei minha pasta na mochila (já deveria estar com ela na mão, mas como me distrai com meus colegas CVCianos, acabei esquecendo).

Tirei o papel da reserva e entreguei pra ele, ele olhou bem, viu até que dia eu ia ficar, e perguntou o que eu ia fazer em Londres, essa era a pergunta que eu mais temia, porque de verdade, eu não sabia como responder hahahaa “ahn... tourism?” falei o nome de alguns lugares que iria visitar e vi que ele ficou me encarando, dai perguntou se eu já iria embora de lá ou iria para algum outro lugar. Respondi que iria para a Escócia e ficaria até o dia 23 no Reino Unido. Ele perguntou se eu tinha uma passagem de volta. Disse que sim, e dessa vez perguntei se ele queria olhar na pasta, só para eu não ter que ficar tirando todos os papéis (é uma daquelas pastas com plástico que você enfia os papéis dentro rs). Ele pegou a pasta e olhou minha data de partida.

Assim que abria a pasta, eu tinha colocado preso atrás da “capa” a minha carta do trabalho, declarando meu vínculo com a Prefeitura e dando a data das minhas férias. Ele perguntou se aquilo era minha carta de “dispensa” pras férias. Disse que sim. Ele daí comentou tipo “ah, você trabalha na prefeitura na sua cidade?”, eu respondi que sim, que trabalhava na Autarquia da Saúde, numa Unidade de Pronto Atendimento.

Ele começou a folhear a pasta, eu tava super de boa e tranquila, não achei que ficaria tão tranquila, mas acho que só o fato de ter ficado uma hora ajudando outras pessoas que nem falavam inglês ajudou a me deixar calma.

Hora que ele viu todas as passagens de trens que já estavam compradas e os ingressos das atrações, ele comentou “nossa, você tem bastante coisa planejada pra essa viagem ein?”.

Daí ele viu meu ingresso para Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, e o tom mudou completamente hahahaha Ele ficou chocado “como você conseguiu ingressos para peça? Eu estou tentando faz meses e não consigo comprar!” hahaha Eu ri e disse que tinha acompanhado o site todos os dias, até que saíram ingressos promocionais pras datas que eu estaria lá. Ele comentou mais alguma coisa e eu lembro de ter respondido que tinha trocado um passeio a Windsor pela peça, então era melhor que fosse boa.

Nisso chegou um outro agente, que deve ter pensado que eu ia pra salinha do terror, pelo tanto que tava demorando, mas ele deu uma olhada na minha pasta, e falou pro outro agente meio brincando “Essa daí você vai ter que deixar entrar! Olha tudo isso!” hahahaha

O agente-que-antes-era-normal-e-agora-era-legal disse então a coisa da qual eu mais orgulho nessa viagem “Temos que deixar ela entrar, essa daí tem um inglês perfeito!”.

HAHA pensa se me achei pouco depois disso?! Meu primeiro contato NA VIDA com falante nativo de inglês, e o cara me diz que eu não tenho sotaque e que meu inglês era “perfeito”? Gente, se ele pedisse, eu acho que casava com ele ali mesmo! HAHAAHA

Ele me devolveu minha pasta, meu passaporte, me deu belo sorriso e desejou que eu tivesse uma ótima estadia. Agradeci, desejei um bom dia pra ele, e lá me fui, feliz da vida :D

Ao sair da área de imigração, você vai para um salão gigantesco onde as bagagens são entregues... como demorei pra sair, minha mala já estava encostada em um montinho de malas do lado de uma das esteiras. Fiquei tão feliz de ver ela lá!

Finalmente, depois de tudo isso, saí da zona de desembarque e entrei na parte pública do aeroporto. Você sai e já tem uma fila imensa de motoristas com plaquinhas esperando seus contratantes. No que eu ia passando, ouvi uma gritaria “Amanda! Amanda! ”. Pensei “como isso é possível? Não conheço ninguém aqui!!!”, mas olhei, e eram minhas amigas brasileiras da CVC novamente hahaha Dessa vez, o motorista do transfer que elas contrataram pela CVC já tinha ido embora e deixado elas na mão. Fiquei com elas até essa crise ser resolvida também e depois fui encontrar o ponto de venda do Oyster e a estação de trem.

O guichê da TFL (Transport for London) fica quase em frente ao desembarque, então nem precisei procurar haha Ali mesmo já comprei um Oyster com um Travelcard de 7 dias para as zonas 1 e 2, começando a valer no dia seguinte. Paguei o total de £ 38.00.

As plaquinhas são super fáceis de seguir, então achei rapidinho a entrada da estação de trem. Lá dentro precisava encontrar as máquinas para retirar os tickets que já havia comprado. Paguei £ 20.25 por uma passagem de ida e volta Gatwick até London Blackfriars. A ida podia ser usada em até 3 dias da data selecionada na compra (04/06, então podia usar até 07/06) e a volta podia ser usada em até 30 dias do uso da ida.

Se você comprar antecipadamente para um dia e horários específicos sai mais barato, mas eu não quis correr o risco, levando em conta atrasos de voo, eu me perder, ser parada na imigração e coisas do tipo. Não paguei tão barato, mas pelo menos tive a tranquilidade de poder pegar qualquer trem, tanto na ida quanto na volta. Pra comprar na hora, o preço varia de acordo com a demanda, então pode ser que você pague baratinho ou bem mais caro que isso.

Não consegui retirar nas máquinas, então entrei na fila onde tem atendentes, e lá foi só apresentar o número de referência recebido no e-mail e o cartão de crédito usado para a compra e ela já me entregou minhas passagens, ida e volta.

Nesse momento eu estava morrendo de sede e começando a ter fome, minha última refeição (um pacote de clube social) e minha última água haviam sido no aeroporto de Madri, lá pelas cinco da manhã.

Desci para a estação de trem, meio confusa com os painéis e tentando descobrir onde ia passar o que eu ia pegar. Descobri depois de muito olhar e ler, que a estação onde eu ia descer era só uma parada e o trem seguiria até não sei onde. Foi bom já saber daquilo para ficar esperta e prestar atenção nas chamadas, porque quando sua estação é o “ponto final” você tende a se desligar daquilo e nem prestar atenção no que a mulherzinha fica falando nos auto falantes.

Nessa hora comecei a ter uma dor no rim hahahaha A boca mais seca que não sei o que, sem comer nada... Já estava vendo, depois de viajar tão longe e conseguir passar pela imigração, ia desmaiar e passar mal antes sequer de ver Londres! Ó o drama hahahahaha

O trem finalmente chegou, subi nele com a minha malinha, meio confusa de onde eu deveria ficar, se tinha onde colocar minha mala e eteceteras. Sentei num banco perto da porta mesmo e fiquei segurando minha mala, por via das dúvidas.

Não senti dificuldade ao andar no trem, porque sempre tem um letreirozinho que fica correndo qual é a próxima estação e qual é o ponto final, e sempre que está se aproximando de uma parada, uma voz avisa “a próxima estação é tal”. Então é realmente só prestar atenção que não tem erro.

De Gatwick até London Blackfriars deve ter demorado uns 30~40 minutos.

Quando percebi que os prédios estavam aumentando e estávamos chegando, nem acreditei, finalmente me bateu “mano, tô em Londres!”. Daí o trem avança e de trás de um prédio, me aparece a ponta do Shard! Fiquei :o queria gritar igual uma garotinha de 8 anos vendo um unicórnio hahahaha Olhei pro outro lado e de repente vejo a parte de cima da London Eye... ai meu coração! <3

Então a voz anuncia “Next station: London Blackfriars”. Já fico a postos com a minha malinha, a gente vai entrando na estação, assim que o trem para eu já pulo para fora. Não tinha nem ideia de quanto tempo as portas ficavam abertas...

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A estação estava as moscas... não tinha quase ninguém! Mas vi um oásis no meio do deserto... um quiosque com um freezer cheio de água! *___*

Reidratada e sem riscos de desmaios (£ 2.20 uma garrafa de água, Highlands Spring, MELHOR ÁGUA QUE EU TOMEI LÁ), segui meu caminho para a estação de metrô de Blackfriars, que fica junto da estação de trem, descendo umas escadas rolantes. Qual a minha surpresa quando ao chegar na escada que levaria até lá, vejo um aviso que a estação estava fechada.

Pequeno adendo: quando chegamos em Madri ás 04:30 da madrugada, 23:30 no Brasil, entrei no Facebook enquanto esperava e tava cheio de mensagens de amigos e familiares me perguntando se eu estava bem, onde eu estava e coisas do tipo. Foi então que fiquei sabendo do ataque da London Bridge.

A ponte onde fica a estação de trem de Blackfriars é bem próxima da London Bridge, então assumo que por motivos de segurança, e para a própria investigação policial, a estação de metrô de Blackfriars estava fechada. Tinha um funcionário por lá dando informações aos perdidos e ouvi ele dizendo para outro homem que a estação mais próxima funcionando era a St. Paul’s, que ficava a umas 5 quadras dali, uns 10 minutos de caminhada.

Naquele momento deu vontade de sentar por ali mesmo e descansar um pouco... estava sem comer, cansada, sem dormir direito, carregando uma mala que, a princípio não estava pesada, mas depois de algumas horas parecia pesar uma tonelada! Mas, respirei fundo e lá fui eu, desbravando Londres com a minha malinha – que depois eu percebi que estava com a alça quebrada, porque ficava soltando toda hora ¬¬ - até a estação da Catedral de São Paulo.

Quando cheguei numa esquina, olhei pra esquerda e vi aquele prédio imenso! Eu fiquei :o Gente, nunca tinha imaginado que era tão grande! Ela era maciça e gigantesca e ninguém tinha me dito como ela era bonita! Tinham uns banquinhos numa praça logo em frente e eu sentei por ali, finalmente tirei a câmera da mochila e minha primeira foto “profissa” de Londres, foi da linda Catedral de St. Paul’s :x

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Matei um tempo ali, dando uma respirada, descansando de carregar a mala, e depois fui pra estação. Lá em Blackfriars eu tinha percebido que esqueci de carregar o Oyster pra usar naquele dia, então coloquei £ 5 libras de crédito no pay-as-you-go, ou, como eles chamam “top up”. Já tinha olhado qual seria minha linha e qual baldeação que faria, então só subi e fui FINALMENTE pro hostel.

Quando cheguei na estação de metrô Swiss Cottage, perguntei pra um funcionário qual saída utilizar (porque haviam várias) pra chegar no meu hostel. Eu mal terminei de perguntar e ele disse “é o Palmer’s Lodge?”, eu ri e disse que sim, então ele me explicou certinho como chegar lá mais rápido.

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Nisso já eram umas 15h, cheguei e fiz o check in, paguei o restante da estadia, e já recebi a chave para o meu quarto. Quando cheguei nele, me joguei na cama e por lá fiquei por uns 30 minutos ::dãã2::

Se vocês pensam que nessa altura eu já tinha desistido do resto do dia... nã-na-ni-na-não. Se em Londres estou, para Londres eu vou!

Meu “planejamento” pro primeiro dia consistia em caminhar até Primrose Hill, de lá pra Camden Town e se não fosse muito tarde, ir de metrô até Piccadilly Circus ou o Parlamento, pra já ter aquele momento “estou em Londres!”.

Mas primeiro fui até a rua debaixo do hostel, que era uma rua comercial e cheia de lojas e restaurantes, Finchley Road, procurar alguma coisa pra comer. Eu estava meio enjoada e sem fome, mas senti que se não comesse ia acabar passando mal de fraqueza. Entrei na primeira coisa que reconheci: McDonald’s. Um Big Mac, com batata média e refrigerante saíram £ 4.90 +-. Só serviu pra me confirmar o que eu já sabia: detesto McDonald’s! ::lol3::

Depois disso, sai caminhando na segurança de que eu sabia o caminho, tinha nas minhas mãos um mapa fornecido pelo hostel e o mapa que tinha vindo no meu guia da Lonely Planet. Fiz o caminho certinho pra chegar em Primrose Hill... pro lado contrário.

Até perceber que já tinha andado demais e que alguma coisa estava errada, eu já tinha dado uma volta tão grande que tava quase perto de onde eu queria chegar hahahaha Depois de uma meia hora de caminhada, olhei no mapa, achei o nome da rua onde eu estava e descobri que era a rua do parque, só precisava andar mais duas quadras haha

Quando finalmente cheguei lá, foi só correr pro abraço? Não, não! Aparentemente, um lugar não se chama “hill” por motivo nenhum. Tem uma colina enorme que você precisa praticamente escalar pra chegar no mirante do parque. Cheguei lá em cima com um metro e meio de língua pra fora e já pensando que Londres realmente tava tentando me matar no primeiro dia de viagem, não tinha outra explicação!

Era um domingo à tarde, e parecia que muita gente teve a mesma ideia que eu...

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O parque estava cheio de rodas de amigos bebendo e fumando, casais correndo juntos, famílias com filhos andando de bicicleta, cachorros correndo atrás de bolinhas e pessoas haha um clima muuuuito gostoso! E o melhor, a vista do skyline de Londres... do jeitinho que eu tinha sonhado em ver pela primeira vez essa cidade incrível!

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Fiquei um tempo por lá, daí decidi que estava cansada demais pra ir andando até Camden, então decidi ir pra estação de metrô mais próxima. Assim que sai do parque, dei de cara com a entrada do London Zoo, que fica no Regent’s Park, logo abaixo de Primrose Hill. Eu queria muito visitar o zoo, mas não entrou nos meus planos nessa viagem, então só passei por ali e continuei andando.

Tinha um ponto de ônibus logo em seguida, e pensei “porque não?” , era uma linha que ia até Marble Arch, na esquina do Hyde Park com a Oxford Street. Pensei que era central o suficiente, e assim que passou um, eu subi nele, e andei pela primeira vez num ônibus vermelho de dois andares de Londres! :D

Eu precisava comprar um chip pro meu celular e vi uma loja da Vodafone, então apertei o botãozinho amarelo de parada e desci assim que o ônibus parou, já na Oxford Street. Era domingo perto das 17h da tarde, então tava tudo fechado ou fechando, mas eu não tive essa consciência no momento. Entrei na loja da Vodafone, comprei meu chip (£ 20 para 30 dias de internet 4G com 4 giga, mais ligações e SMS ilimitados dentro do Reino Unido – o que era inútil pra mim, mas valeu pela internet). O vendedor quase me empurrou até a porta e já fechou ela logo que eu saí, pra eu não ter ideia de voltar perguntar mais alguma coisa hahahaha

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Zanzeei pela Oxford Street, passei na frente da Primark – não ia entrar mesmo, mas se eu quisesse, já tinham seguranças na porta impedindo a entrada, porque a loja ia fechar assim que os clientes que estivessem lá dentro saíssem -, fui andando... andando... andando... Hora que vi, estava em Piccadilly Circus!

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Faltou o impacto dos telões, mas mesmo assim foi lindo! <3 As pessoas, o trânsito, os outdoors, as lojas, as luzes...

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Aquilo era Londres! Finalmente... eu estava lá!

Fiquei um tempão por ali, só observando o vai e vem de gente, escutando mais línguas do que eu sabia que existiam, ficando preocupada cada vez que ouvia uma sirene...

Depois, quando comecei a ficar cansada, voltei um pouco a Regent Street, tinha visto que passava um ônibus que ia até a Finchley Road (rua debaixo do hostel). Lembrava de cabeça ter lido alguma coisa ‘-itch’ no nome e que o número era 11, 12 ou 13, então, quando tava chegando no ponto, vi o ônibus “13 Aldwych” parado e corri pra subir nele, afinal de contas, vai que demora pra passar outro? Hora que eu passei meu Oyster no trenzinho amarelo, ele apitou e soltou um papelzinho: meu saldo já estava negativo, e ele tinha liberado uma “passagem de emergência”, mas eu precisaria carregar ele para usar de novo. Pensei “ok”, a partir de amanhã meu Travelcard entra em uso, então no meu último dia aqui (quando meu Travelcard já vai ter acabado) eu carrego com umas £ 10 e fica tudo certo.

Dentro do busão, começo a reparar que a gente parece estar indo muito pra oeste, e de repente a gente passa na frente da National Gallery! Pensei “ferrou, peguei o ônibus errado!”. Levantei e fui perguntar pro motorista se aquele ônibus passava perto de Swiss Cottage e ele disse que não, e que aquela era a última corrida e que o ônibus ia “fechar” depois do último ponto em Aldwych – no meio de Covent Garden, no distrito dos teatros.

Eu respirei profundamente, disse muito obrigado e desci no próximo ponto, que já era o último.

Comecei a fazer o caminho de volta, e pensei “posso pegar um ’13 Aldwych’ voltando, descer no mesmo ponto onde eu peguei, e pegar o ônibus certo!”. Maaaaas, lembrei na hora que meu Oyster estava zerado e negativo, então eu teria que encontrar uma estação de metrô de qualquer jeito para carregar ele, pra poder usar.

Passei na frente de um Tesco Express, aproveitei pra já comprar alguma coisa pra comer hora que chegasse no hostel e alguma coisa pra carregar na bolsa no dia seguinte. Comprei um sanduíche, um suco de laranja e chocolates :) Esse mercado não tem funcionários nos caixas, você faz tudo sozinho, então paguei minhas compras (£ 6.39), e voltei pra rua.

Abri meu mapa e percebi que a estação mais próxima era Charing Cross (na verdade não era, Covent Garden era mais perto, mas eu não me atentei a isso haha), então fui andando e andando até chegar na estação. Carreguei meu Oyster com £ 10, peguei o metrô e voltei pro hostel.

Comi, guardei meus chocolates na mochila, tomei banho, coloquei as coisas que mais iria usar no dia a dia dentro do armário, pra não ter que ficar abrindo a mala toda hora, e, finalmente, fui dormir. Tava exausta!

E esse foi só o dia número um! Lá pelo terceiro eu sentia que já estava em Londres a uma semana xDxD

Como eu já disse, não sei ser concisa, então se minha falação sem fim incomodar, sinto muito, I was born this way haha

Encerro por aqui a crônica do meu primeiro dia em Londres haha

GASTOS:

Hospedagem - £ 201.00 (no total)

Transporte - £ 73.25 (Gatwick-Londres, Oyster com Travelcard e créditos ‘top up’)

Alimentação - £ 13.79 (água, McDonald’s e mercado)

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(As fotos tão ficando meio estranhas quando eu carrego elas pro site... não sei se é porque são muito pesadas, estão ficando meio borradas :/ )

DIA 2 – 05/06/2017 – SEGUNDA FEIRA

Meu plano para esse dia era visitar o bairro de Westminster: ver a parte externa do Parlamento, a Abadia de Westminster, andar até a National Gallery e o Buckingham Palace. Sairia do hostel e iria até o bairro de metrô e por lá faria tudo andando. E foi o que eu fiz.

Como era meu primeiro dia, não tinha planejado tanta coisa para ele e queria dormir todo o necessário pra não ficar de jet lag depois, então nem coloquei o celular para despertar. Acordei naturalmente, vulgo por causa do barulho das minhas companheiras de quarto, as 10:00. Só me arrumei e já sai.

Não tomei café no hostel, primeiro porque não estava com fome, segundo que não tenho hábito de comer de manhã e terceiro que estava com o estomago meio nauseado ainda.

Peguei a linha Jubilee direto até Westminster.

Já na saída do metrô, você sobe a escadinha e já dá de cara com a linda, a única, a fofa... Elizabeth Tower! <3 Ou, mais – erroneamente – conhecida, como Big Ben! :D

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O tempo estava meio estranho, com um chuvisco que começava e parava, bem fininho, então não chegava a incomodar, mas, ao mesmo tempo, molhava os meus óculos e a lente da câmera, o que atrapalhava um pouco.

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Ali eu andei sem rumo, ia e voltava, tentava achar um ângulo legal pra tirar as fotos, atravessei a ponte, cheguei até a London Eye e voltei – pretendia ir naquele dia, mas como o tempo tava feio acabei deixando quieto.

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Devo ter ficado uma hora por ali, observando a cidade, o rio, tirando fotos, enfim. Por ali é tudo lindo... muita gente se decepciona com o tamanho da Torre, mas gente, é proporcional ao tamanho do parlamento. Acho que essas pessoas devem ir esperando uma Torre Eiffel da vida, porque de verdade, ela é linda e é do tamanho certo <3

Perto do meio dia, segui pra a Abadia de Westminster, eu já tinha comprado o ingresso online, pelo site da Visit Britain e tinha custado £ 20.00. Esse ingresso era válido por um ano da data da compra. Hora que eu cheguei na praça que tem em frente a Abadia, o Big Ben tocou para anunciar as 12 horas. Aaaah, nem querditei! Que lindeza ouvir esse sino histórico bater doze vezes!

Quando cheguei na área externa da Abadia – onde fica o lugar de comprar ingressos e a entrada – a fila estava bem grande, mas, assim como ouvi várias pessoas dizendo, fiquei “positivamente surpresa” com o tamanho da fila, porque achei que estaria maior por já ser junho.

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Perguntei para uma funcionária onde eu ia para trocar meu e-mail da compra pelo ticket, e ela disse que era na entrada da própria Abadia, então já fui para fila de acesso ao passeio mesmo.

Demorou menos de 5 minutos para eu entrar, a fila andava super rapidinho. Assim que você entra já tem uma mesa onde ficam os funcionários fazendo a troca dos bilhetes eletrônicos pelo ingresso. Troquei o meu, peguei o áudio guia, que é incluído no valor, e comecei o passeio.

Dentro da Abadia de Westminster não é permitido tirar fotos, então todas as maravilhas que eu vi lá dentro – do que eu chamo agora de Cemitério Mais Foda do Mundo – ficaram só na memória.

Logo na entrada já tem umas estátuas enormes, gigantescas, maciças... que te fazem perceber como a gente é pequeno haha O teto dela é muito alto e lindo. Aliás, toda a arquitetura dela é linda! Lembro de ter ficado de boca aberta a cada esquina que eu virava dentro da igreja – porque sim, ela é tão enorme que tem esquinas! :o

Conforme você vai avançando, o áudio guia vai te contando toda a história da Igreja, desde a sua fundação por Edward, o Confessor lá em 1050, a consagração daquele solo em 1065, a reconstrução da Abadia em maiores proporções por Henry III e seu filho Edward I (que inclusive foi nomeado em homenagem ao rei fundador da abadia, que foi canonizado em 1161), a história de todos os que lá estão enterrados (Henry VII, vencedor da Guerra das Rosas, Elizabeth de York, sua esposa e filha do rei Edward IV e mãe de Henry VIII, Elizabeth I, Mary, Rainha dos Escoceses e seu filho James VI da Escócia e I da Inglaterra, os próprios Edward, o Confessor, Henrique III e Edward I, entre vários outros).

Pra quem é historimaníaco igual eu, e se perguntar porque Edward I foi o primeiro, sendo que Edward, o Confessor veio antes dele, a resposta é que Edward, o Confessor foi um rei saxão, enquanto Edward I foi um rei inglês, e todos os nomes que vieram antes da conquista de William I (Guilherme I, em português), em 1066, foram desconsiderados para efeito de nomenclatura futura. #NERDEEI :D

Tem tantos túmulos lá dentro que é mais um cemitério que uma igreja, é um mausoléu real. O último rei a ser enterrado lá foi em 1760, desde então a maioria dos monarcas foi enterrado na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor.

Pra quem lembra do casamento de William e Kate, que foi em Westminster, o tapete vermelho estendido para a entrada da noiva só chegou até o altar, que fica bem embaixo do centro da “cruz” (considerando o formato da Igreja, que foi construída em formato de cruz). Dali pra trás é onde fica a parte história mais antiga, e mais importante, na minha opinião. Pra trás do altar é onde se localizam todos os túmulos reais, as capelas construídas pelos reis e vários memoriais erguidos em homenagem as famílias nobres mais importantes da história inglesa.

Nesse altar também é onde são realizadas as coroações. Todos os reis ingleses desde a conquista em 1066 foram coroados na Abadia de Westminster, e, desde 1308, se usa a cadeira/trono construído por Edward I, para abrigar a Pedra do Destino (Stone of Destiny) – roubada dos escoceses – que ficou em posse dos ingleses de 1308 até 1996, quando a Rainha Elizabeth II autorizou o retorno da Pedra para a Escócia (mas a pedra será trazida para seu lugar na cadeira em futuras coroações). Hoje a pedra está em exposição, junto com as joias da coroa escocesa, no Castelo de Edimburgo. A cadeira da coroação também está em exposição, na própria Abadia de Westminster, atrás de um vidro a prova de balas de muitos centímetros de largura, a uma distância de uns 5 metros haha

Enfim, a Abadia é enorme, tem muita coisa pra ver dentro dela, mas, por incrível que pareça, não leva tanto tempo pra se ver tudo. Como eu disse, pelo horário que entrei, devia ser mais ou menos 12:30, e quando sai, depois de ter andado pra caramba e achar que tinha gasto a tarde toda, eram 15:00. E, acreditem, eu sou bem devagar nesses passeios, andava com calma, ia observando tudo, ouvia todos os áudios pelos quais eu passava – alguns duas vezes, porque percebia que tinha ouvido no lugar errado... ::mmm:

É um passeio que super vale a pena, mesmo pra quem não é doido por história. A própria arquitetura e ambience do lugar é incrível, e pra qualquer turista que não seja tão devagar quanto eu, o passeio não deve levar mais de duas horas xD.

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Quando sai da Abadia, fiquei um tempo sentada na praça que fica em frente, pra tirar umas fotos, aproveitar o sol que apareceu e dar uma descansada nas pernas... a gente fica distraído com tudo ao redor e não percebe a quanto tempo está em pé.

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Depois segui a avenida Whitehall até a Trafalgar Square, fui tirando fotos pelo caminho, vendo várias estátuas e monumentos que ficam na avenida, percebendo como as pessoas estavam todas andando do lado de dentro de umas divisões de segurança que existem no meio da calçada. Em nenhum momento me senti insegura em Londres, mas não deixava de ser cuidadosa, assim como os próprios londrinos.

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Quando comecei a ver a Trafalgar Square, percebi que provavelmente ia demorar por lá, porque pretendia entrar na National Gallery, então deveria comer primeiro embora não tivesse com fome... Fiz o que todo mundo diz pra não fazer hahaha Passei na frente de um pub da rede Wetherspoon, bem ali na Parliament Street mesmo, The Lord Moon of the Mall, e como achei o preço do menu que estava na porta ‘aceitável’ pra localização, foi ali mesmo que eu parei.

Um hambúrguer duplo com fritas e duas limonadas saíram £ 11.00.

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Estava bom? Beeem mais ou menos. Sustentou? Só dei conta de comer metade, o restante ficou no prato. Só comi todas as batatas. Caiu como uma pedra, e decidi que não ia mais comer por comer, se não estivesse com fome.

Quando cheguei na frente da National Gallery... a bateria da minha câmera acabou ¬¬

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Fiquei tão puta, porque a bateria tava cheia, de repente caiu para dois e para um, e então ficou vermelha piscando e desligou! Então me restou meu celular, que tem uma câmera decente mas não é nenhum iPhone 6s Plus ou Samsung Galaxy S200 haha

A National Gallery fechava ás 18h, então aproveitei para entrar e mergulhar em um pouco de cultura. No momento que eu entrei naquele prédio lindo sem minha câmera funcionando, eu já sabia que retornaria, então acabei fazendo um passeio mais superficial... Só entrei e fui andando, sem saber muito onde ficava o quê. Ao acaso, acabei achando a peça que, eu acho, é uma das mais famosa da coleção deles, Madonna nas Rochas, de Da Vinci. É realmente linda, e, o que eu mais gostei nesse museu é que a iluminação ajuda muito a valorizar a obra... Achei o museu inteiro encantador e se tornou meu museu preferido de Londres! :x

Vou entrar em mais detalhes sobre ele quando chegar na minha segunda visita, que tenho mais fotos para ilustrar e fiz o passeio mais direitinho rs

Sai da Galeria quando anunciaram nos altos falantes que eles fechariam em 10 minutos, então fui mais uma da boiada indo em direção a saída. A visão assim que você sai, de cima da Trafalgar Square é linda <3

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(se as fotos da câmera tão saindo embaçadas, as do celular então tão parecendo que foram tiradas debaixo d'água)

Achei um canto nas escadarias que não estava muito cheio e fiquei por ali, observando e absorvendo aquele lugar.

Depois decidi seguir com meu planejamento, apesar de já estar cansada, e ir andando até o Buckingham Palace pela avenida The Mall. Ela é bem bonita, uma avenida larga com árvores do começo até o fim em ambos os lados – do lado de baixo temos o St. James Park, e do lado de cima alguns prédios oficiais e a Clarence House, morada do Príncipe Charles – e, ao fim, o famosíssimo Buckingham Palace, morada da rainha da coisa toda!

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Cheguei no palácio, estava bem vazio ao redor, tinha começado a chuviscar e tava um vento geladíssimo (eu, desacostumada e esquecida, não passei protetor labial, no dia seguinte meus lábios tavam sangrando de tão rachados!), tirei umas fotos, andei em volta do monumento a Rainha Vitória, cheguei até os portões do palácio, observei toda aquela opulência. Então a chuva apertou, daí decidi que era suficiente por um dia... já deviam ser umas 19h30.

Segui por uma rua lateral do palácio, no mapa ela está identificada só como A3214, queria encontrar uma estação de metrô ou ponto de ônibus. Andei mais um pouco e finalmente encontrei um ponto, li as linhas que passavam ali e não lembro exatamente pra onde elas iam, mas se não me engano tinha uma linha que ia até Westminster, e de lá eu podia pegar o metrô direto pra minha estação. Parei uns 3 ônibus e todos eles estavam “recolhendo” e indo para a Victoria Coach Station, que eu imagino ser o equivalente ao Terminal Central deles.

Finalmente desisti de ficar parando ônibus ali e terminei de andar até a esquina, no que eu olhei pro lado esquerdo na Victoria Street... ali estava a Victoria Station ¬¬ Quem não conhece o lugar onde está passa por essas! Haha Nessa hora a bateria do meu celular já tinha acabado, então não consegui usar o GPS pra me localizar.

Como essa estação é enorme! E muito linda também... fui até as plataformas de metrô, peguei uma linha que baldeasse na Jubilee e fui pro hostel.

Quando cheguei, ainda estava estufada do lanche, então só tomei água e comi o chocolate que havia comprado no dia anterior.

Depois disso, banho e cama.

GASTOS:

Tickets £ 20.00 (Abadia de Westsminter)

Alimentação £ 11.00 (Pub ‘The Lord Moon of the Mall’)

 

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DIA 3 – 06/06/2017 – TERÇA FEIRA

Meus planos para o meu segundo dia cheio em Londres era conhecer a City: Torre de Londres, Tower Bridge, lado sul da margem do Tâmisa até a Millenium Bridge, St. Paul’s Cathedral para assistir a Evensong e depois encerrar o dia no Sky Garden.

(Meus planos já caíram por terra quando eu perdi o dia que abriram as reservas do Sky Garden pro dia 6, e quando eu lembrei de ir reservar todos os dias dessa semana já estavam lotados. Minha única esperança era a minha última segunda em Londres, dia 12/06, que ainda não havia sido disponibilizado no site. Coloquei como página inicial do meu computador pra não esquecer mais, e entrava umas 3 vezes por dia durante uns 3 dias, até que abriram, daí consegui reservar).

Nesse dia, me arrumei, saí toda feliz da vida pro meu passeio e... tava chovendo bicas. Tá, não era uma das nossas tempestades, mas era um chuvisco mais forte e acompanhado de vento, então não dava pra enfrentar sem guarda chuva.

Assim que sai do hostel, já bateu aquele pequeno desânimo por causa do clima. Eu tinha decidido que ia comer alguma coisa nessa manhã, porque como tinha ido dormir sem comer nada na noite anterior, estava com um pouco de fome. Parei num café na rua do hostel mesmo, antes de chegar na estação do metrô.

Pedi um chocolate quente e um muffin de chocolate (£ 4.00+-), perguntei se podia me sentar em uma das mesinhas do lado de dentro, e fiquei assistindo o movimento dos carros e a chuva.

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Pequeno adendo: fiquei desapontadíssima com o chocolate quente do estrangeiro. Pra quem tá acostumada com o nosso chocolate grosso, encorpado, doce, quase um mingau... aquele leite com achocolatado foi bem broxante! Não é tão doce quanto um leite com Nescau, por exemplo, mas a liquidez é a mesma hahaha

Beleza, levei uma era pra esfriar o leite e deixar ele numa temperatura bebível – tudo que você pede por lá em cafeterias é INSANAMENTE quente -, e comi metade do muffin, não aguentei comer ele inteiro (não que fosse enorme, era de um tamanho normal, eu que não consegui comer mesmo).

Sai de lá, peguei o metrô e fui até a estação London Bridge. A estação tem várias saídas, e tenho certeza de que escolhi pela pior possível, porque não consegui encontrar um jeito fácil de sair dali... várias ruas estavam fechadas (eram 3 dias após o ataque), estava chovendo e ventando de forma que nos primeiros passos minha sombrinha já virou e eu não tinha ideia de como ia chegar até a Torre de Londres e a Tower Bridge dali. Sem contar que enquanto eu estive no metrô, havia esfriado bastante.

Parei um pouco, pensei no que eu ia enfrentar o dia todo e minha decisão foi: preciso me preparar melhor. Voltei pra dentro da estação, peguei todos os metrôs de volta e lá estava eu no hostel novamente hahaha Deixei minha sombrinha lá – porque com o vento ela não era de uso algum –, troquei de casaco, troquei minha sapatilha por um tênis e então, me sentindo preparada para enfrentar o dia, coloquei minha cara de volta na rua :D

Como tinha visto a confusão que estava a estação de London Bridge, decidi que iria chegar por Tower Hill dessa vez, e foi muito mais simples. Dentro da própria estação existem placas indicando qual saída usar para chegar nas atrações, e, assim que saí da estação, já consegui ver a Torre ^_^

Esse era outro ingresso que eu havia comprado online, porque havia um desconto para compra antecipada de £ 3.30. A compra foi pelo próprio site da Tower of London e era com data marcada, paguei £ 21.50.

Você precisa ir na bilheteria trocar seu e-mail da compra por um ingresso de verdade, então fiz isso – super rápido na bilheteria, não tinha fila nenhuma – e já entrei, novamente, sem filas.

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Eu poderia falar horas a respeito de tudo o que tem na torre, mas primeiro: vocês ficariam entediados, e, segundo: eu estragaria a magia pra quem for visitar, porque você já chegaria sabendo demais hahaha

Então, vou colocar algumas fotos, e deixar que tirem suas próprias conclusões haha

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O lugar é realmente lindo, a Torre Branca, que é o prédio central, foi a primeira construção daquele complexo todo, encomendado por William, o Conquistador em pessoa em 1067.

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Uma curiosidade que eu não fazia ideia, é que a Torre foi um zoológico por mais de 600 anos! Até que em 1835, o Duque de Wellington – que depois de vencer Napoleão e ganhar títulos e terras – foi posto na posição de administrador da Torre de Londres pela Rainha Vitória, e decidiu que aquilo era um absurdo e transferiu todos os animais (que incluíam leões, elefantes e girafas) para o recém-inaugurado zoológico no Regent’s Park, que está em funcionamento até hoje.

Para representar a incongruência que deveriam ser esses animais no meio do forte medieval, uma artista foi contratada para fazer esculturas os simbolizando. O resultado foi esse...

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A Torre em fotos não parece tão grande, mas são muralhas que ligam torres, que ligam com outras muralhas, com outras torres, e hora que você acha “ei, já vi tudo”, você chega no pátio central e percebe que ainda faltam todos os prédios internos rs

O lugar é muito enorme!

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Uma atração famosa lá dentro é a exibição das Joias da Coroa. Dentro desse prédio não é permitido o uso de câmera fotográfica nem celular. No restante da Torre a fotografia é permitida livremente.

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Quando você entra no prédio das joias existe toda uma introdução, é contada a história de onde as peças foram adquiridas, tem a exposição de coroas antigas que não estão mais em uso e algumas joias que também não são mais usadas, até que você chega ao ápice, que é a apresentação das joias atuais.

A sala tem duas pistas rolantes nas quais você sobe e desliza do lado da vitrine que contém as joias. Não dá pra parar e ficar observando a vontade, se quiser ver de novo, tem que dar a volta e entrar outra vez na pista.

Quando se sai dessa sala, você entra em outra sala onde a coroa da Rainha Mãe está em exposição, adornada com o maior diamante possuído pela realeza britânica, o Kohinoor.

Tinha um engraçadinho que tentou tirar uma foto da coroa, eu vi ele tirando, e na hora que virei pra sair da sala, a guarda já estava indo em direção a ele “Sir, I’m gonna need to see your phone”. Vai dar uma de espertinho...

Por último visitei a Torre Branca. Ela é realmente velha e bem grande, dentro tem um andar com umas atividades interativas, é bem bobinho mas deve ser legal pra criançada (diga-se de passagem que todos os adultos brincaram, inclusive eu ::lol3::).

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Quando saí da Torre branca, senti que já tinha visitado "tudo" dentro da Torre de Londres (o que, obviamente, é uma ilusão haha), e havia ficado tanto tempo, mas, TANTO TEMPO lá dentro... que qualquer outro plano que tivesse feito pra aquele dia já estava arruinado xDxD

Deixei o Castelo pelo portão que dá para a margem do Tâmisa e segui por ele até o outro lado da Tower Bridge, onde tentei chegar - e falhei - em St. Katharine's Docks, onde fica "estacionado" o iate da rainha. Nesse momento deu uma ventania que jogou meu cabelo quase pra fora da cabeça - detalhe que eu tava tentando fazer uma selfie com a ponte!

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Sentei num banquinho ali em frente a ponte e terminei meu muffin daquela manhã, queria atravessar logo e já seguir pela margem sul do Tâmisa até onde aguentasse ir. Meu plano era ter visto o Shakespeare's Globe na chegada - pela estação London Bridge - mas não rolou, então ia tentar passar na frente agora.

Já tinham me dito, e, realmente, o melhor ângulo pra tirar fotos da Tower Bridge e da própria Torre de Londres é do outro lado do rio! Teria sido mais legal se não tivesse um barco-lixeiro parado bem no meio do rio, entrando em todas as minhas fotos, mas nada é perfeito haha

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Então, comecei minha caminhada, nessa hora já deviam ser umas 16h30, eu havia entrado na Torre, com toda a minha andação da manhã, umas 11h30.

Passei pelo HMS Belfast...

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...e cheguei na London Bridge.

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Fiquei até meio assustada... era uma terça feira, cerca de 17h00, então todo o distrito financeiro estava saindo do trabalho, praticamente. O movimento naquela ponte era, de verdade, TÃO GRANDE que eu demorei um tempão só pra conseguir atravessar a rua e ir até o outro lado dela, e não por causa dos carros, mas sim pela quantidade de pessoas! Naquele momento me deu até um arrepio, porque, por mais horrível que tenha sido o ataque, poderia ter sido mil vezes pior se tivesse ocorrido num dia de semana num horário de pico.

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Quando cheguei na ponte, queria continuar por aquele caminho, margeando o Tâmisa, mas a rua estava fechada e não tinha como passar, teria que dar uma volta enorme pra sair novamente na margem do rio, então acabei atravessando a ponte ali, e segui pelo lado norte, até chegar na St. Paul’s Cathedral.

O tráfego de pessoas estava intensíssimo, tava bem difícil até andar na calçada, porque todo mundo andava super rápido, bem estilo londrino, em direção as estações de metrô. Tava foda ser turista nesse momento, porque você acompanhava o ritmo ou era arrastado e atropelado pelas pessoas.

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Quando cheguei na esquina da Catedral acabei me perdendo um pouco da multidão, porque eles viraram à direita pra estação de metrô St. Paul’s e eu continuei até a praça que fica atrás da igreja.

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Como eu disse, meu objetivo era participar da Evensong, mas quando cheguei já eram quase 18h e já tinha até acabado. Mas tudo bem, era só pra ver a igreja por dentro pessoalmente, já que não pretendia comprar o ingresso para a visita. Fica pra próxima!

No meu primeiro dia acabei vendo ela só de um lado, dessa vez dei um giro de 180º. Ela é linda de todos os ângulos, e reforço a minha primeira impressão: é ENORME! Deve ser linda por dentro, e embora não seja tão incrivelmente relevante historicamente quando a Abadia de Westminster – com isso quero dizer que não tem metade da realeza inglesa enterrada nela, não é palco de coroações e etc – ainda sim deve valer a visita pela sua opulência (é possível ver o interior da catedral através do Street View do Google Maps).

A construção medieval da Catedral de São Paulo veio abaixo com o Grande Incêndio de 1666, a construção que existe hoje foi desenhada pelo arquiteto Christopher Wren, que está enterrado nela, junto com o poeta William Blake, o pintor William Turner e outras personalidades da história inglesa, incluindo um rei saxão, Etherald II, pai de Edward, o Confessor (pra quem gosta de livros de ficção histórica, A Rainha Normanda conta a história, com certa liberdade criativa, de Emma da Normandia, segunda esposa de Etherald e mãe de Edward, o Confessor).

Fiquei por ali um tempo e depois segui em direção a Millenium Bridge. Ela fica bem em frente mesmo, é literalmente olhar pra frente, e lá está ela! Segui pra lá, percebi que os ângulos pra tirar fotos dali não eram muito bons e é difícil tirar uma foto que faça justiça a sua estrutura... então desisti e só atravessei mesmo. Logo em frente tem o museu de arte moderna Tate Modern, como não sou fã de arte moderna, só tirei foto.

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Hoje, depois de olhar no mapa, vejo que o Shakespeare’s Globe é literalmente do lado do museu. Se eu tivesse me dado ao trabalho de olhar pra esquerda, ao chegar em frente ao Tate, teria visto o teatro, mas... não o fiz! E, por isso, vim embora sem ter passado na frente ou visto o Shakespeare’s Globe com meus próprios olhos... ::dãã2:: vai ficar pra próxima.

Já tinha andado bastante nesse dia e estava cansada, mas ainda tinha que achar um mercado pra comprar comida e já passavam das 19h. Então desci da Millenium Bridge e continuei meu caminho pela margem sul do Tâmisa, porque eu sabia que a estação de metrô de Blackfriars ficava logo a frente – o que eu não sabia é que a entrada que fica ali é da estação de trem haha Resumindo, tive que andar mais um pouco, subir até a ponte Blackfriars, atravessar ela, descer a rua, e entrar na estação do metrô (que fica do lado norte do Tâmisa).

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Assim que cheguei no hostel fui procurar onde ficava o mercado mais próximo, e descobri que tinha um Sainsbury’s na Finchley Road, umas quadras a frente.

O mercado ficava dentro de um shopping, num andar de baixo do nível da rua, e era enorme. Comprei refrigerantes, sucos, mais chocolates (porque era muito barato! Tipo, Kinder Bueno a £ 0.59), frutas (também, muito barato! Embalagens com uma quantidade razoável de morangos, uvas sem sementes, kiwis, ameixas, tudo por £ 0.59, £ 0.69, £ 0.99!), Pringles (£ 1.49), Doritos (£ 0.99), molho pra Doritos (£ 2), e comprei uma macarronada com frango pronta, era só esquentar no micro-ondas, cerca de £ 4.90. Comprei um galãozinho de leite, acho que 300ml, £ 1.50. Comprei um monte de porcaria mas comprei umas coisas saudáveis também haha Comprei também um pote estilo tupperware redondo alto, porque queria levar frutinhas na mochila para comer durante o dia nos passeios. Todas as minhas compras deram £ 21.17.

No hostel, separei o que precisava ficar na geladeira em uma sacola, nomeei e guardei, e as outras coisas coloquei em outra sacola e guardei no meu armário embaixo da cama.

Fiz meu jantar – aqueci meu macarrão no micro-ondas – e peguei um dos sucos que tinha comprado. Comi na cozinha mesmo. A gente até podia levar pra comer no “refeitório”/pub, mas eu não me sentia muito confortável indo com meu prato comer lá haha (essa foi uma coisa que eu senti aqui e não nos outros hostels... tanto em Edimburgo quanto em Oban, eu esquentava minha comida de mercado e ia comer nas áreas comuns sem neura, aqui não me senti confortável pra fazer isso dia nenhum... sempre acabava comendo em pé na cozinha mesmo, não sei se é porque eles serviam comida própria no refeitório... sei lá).

O macarrão tava bem mais ou menos. Cheguei a conclusão de que eles não entendem muito o conceito de sal. O prato era meio adocicado e ao mesmo tempo azedo do molho de tomate. Sei lá, não curti não, mas enfim, comi, era o que tinha rs. E foi minha primeira refeição decente desde que havia chegado, pra paz de espírito da minha mãe haha

Depois disso foi só descansar e ir dormir.

Não sei se vale comentar, mas meu quarto tinha uma quantidade incrível de garotas asiáticas. Eram coreanas, chinesas, japonesas... elas não eram muito de ficar batendo papo não. E o engraçado era que a cada uma que fazia check out, parecia que chegavam duas no lugar haha Sei que além de uma australiana e duas argentinas, nas minhas 9 noites lá, todas as minhas companheiras tinham olhos puxados haha

 

GASTOS:

Alimentação: £ 25.17 (Café da manhã + mercado)

Tickets: £ 21.50 (Torre de Londres)

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sim Talyta! o prédio onde fica o hostel é uma antiga mansão, então ele é lindo por dentro, todo em madeira! no booking e no hostelworld tem várias fotos dele, e eu posso dizer que elas fazem justiça porque é tudo daquele jeitinho mesmo! :) 

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DIA 4 – 07/06/2017 – QUARTA FEIRA

Nesse dia uma das coisas mais esperadas da viagem aconteceria.

Não cheguei a comentar por aqui, mas consegui ingressos para ver a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada! A peça é dividida em duas partes de 2h30m mais ou menos, e as apresentações são tanto em dias subsequentes (Parte I na sexta a noite e Parte II no sábado a noite, por exemplo), quanto no mesmo dia (nas quartas e nos domingos), onde a primeira parte é a tarde e a segunda parte a noite.

Sou mega fã de Harry Potter, então quando resolvi que ia pra Londres comecei a ver a respeito do tour nos estúdios e pra comprar ingressos pra peça. Nas primeiras vezes que visitei o site, só encontrei ingressos para 2018! Quando ia voltando o calendário até junho/2017, todas as sessões estavam em vermelho, ou seja, esgotadas. Mas não desisti! Continuei com uma pontinha de esperança de que talvez conseguiria, e comecei a ver datas mais próximas de quando estava pesquisando, por exemplo, em janeiro/2017 comecei a ver que haviam alguns ingressos disponíveis para fevereiro (por uma fortuna, mas mesmo assim), então já me animei um pouco!

Depois descobri que todas as sextas-feiras eles liberam um lote promocional. São apenas alguns ingressos por sessão, e, além desses, também existem as devoluções, e esses podem entrar a qualquer dia e horário.

Conforme foi chegando no meio de maio já comecei a olhar diariamente, mas os únicos ingressos disponíveis pro dia que eu poderia ver a peça (em virtude de já ter reservado algumas coisas e estar fora da cidade em outros dias) estavam custando £ 199.00 as duas partes.

Se eu estivesse nadando em dinheiro, ou a libra estivesse a R$ 3,50, talvez eu até teria encarado, mas com a libra beirando os R$ 5,00 e meu orçamento relativamente curto, decidi continuar esperando para ver no que dava.

Já tinha praticamente desistido de ir quando, na quinta feira, 25 de maio (eu viajava 03 de junho) entrei e haviam ingressos promocionais para o ‘Balcony’, que é o lugar mais alto do teatro, por £ 40.00 para as duas partes! :-o Pirei muito nessa hora! ::dãã2::::dãã2:: Sério, dei uns gritos de alegria aqui que até meus cachorros correram pra ver do que se tratava o escândalo! ::lol3::

Comprei imediatamente! Constava um aviso de que a visão era restrita, mas acabou que a restrição do meu lugar era só de um pedaço do palco - no canto inferior esquerdo e não interferiu em nada no andar da peça pra mim, porque houve apenas uma cena na qual os atores ficaram naquele canto.

Fiquei com um medo do site não aceitar pagamento com cartão de fora do Reino Unido, mas se fosse assim eles não venderiam nada, então me tranquilizei. A compra deu certo e meu e-mail de confirmação já chegou logo em seguida 8)

Então, nessa quarta-feira, meus planos iam ser Harry Potter e só, porque a primeira parte começava as 14h e a segunda parte começariam as 19h30. É recomendado ir trocar o e-mail pelo ingresso na bilheteria mais cedo, para evitar as filas perto do horário de entrar, então saí do hostel e fui direto para Piccadilly Circus. O teatro onde a peça está sendo apresentada é o Palace Theatre, na Shaftesbury Avenue.

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Andei um pouco por Piccadilly, vendo as lojas, e em uma das ruas que desciam vi aquele portal chinês, e percebi então que ali já era parte de Chinatown!

Terminei de chegar até o teatro, troquei meu bilhete (nessa hora não tinha fila nenhuma) e voltei um pouco, até chegar em Chinatown. Como não tinha outros planos marcados, decidi conhecer o bairro naquela manhã. Andei por ali me sentindo num episódio de Sherlock xD Todas aquelas fachadas, aqueles restaurantes, os arcos... muito diferente e muito bonito! Fiquei zanzeando por ali um bom tempo.

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(Adendo: havia recebido um e-mail na semana anterior dizendo que as portas do teatro abriam 1 hora antes do início da peça, que não era permitida a entrada com câmeras e filmadoras semi ou profissionais – então minha câmera ficou trancadinha no meu armário no hostel, motivo pelo qual tenho pouquíssimas fotos desse dia, e as que eu tenho não são na melhor resolução pois foram tiradas com o celular – e que não era permitida a entrada de alimentos comprados fora do teatro).

Quando deu 12h decidi almoçar por ali mesmo, mas, porque é claro que isso ia acontecer, não entendia os menus nas portas dos restaurantes hahaha Por ser comida, e chinesa, não era um vocabulário que eu conhecesse tão bem, então foi um desafio! Mas achei uma vitrine que me pareceu promissora... era um buffet self service e tinham pessoas dentro do restaurante! Custava £ 12 se quisesse comer lá dentro, ou £ 7 se quisesse fazer uma marmita e levar embora. Minha opção foi a de comer na rua, obviamente 9_9

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Você pagava, a mulher te dava uma embalagem retangular de marmitex com tampa e um par de talheres de plástico, e você ia passando e colocando o que quisesse - se fechasse tava valendo! ::lol3:: Como sou alérgica a frutos do mar, evitei o que parecia ser camarão, mas no restante tudo tinha uma cara e um cheiro bem bons. Fechei minha marmita, saí pra rua, abri ela de novo e já comecei a comer andando mesmo haha Comidinha bem gostosa - finalmente comida onde eles sabiam como e onde utilizar o sal, sério, #lifeishard No pedaço de rua onde eu estava não haviam bancos pra sentar, então só fui andando e comendo. Como descer a seco é triste, parei em um comércio que tinha por ali, onde só parecia vender refrigerante e chiclete (agora que eu to parando pra pensar, com a minha sorte aquilo devia ser uma frente da máfia chinesa ::mmm: sabe, que nem no Brasil essas banquinhas de chiclete são, na verdade, pontos de jogo do bicho? xDxD), e comprei uma latinha de fanta uva por £ 1.25 (a propósito, eu achei os refrigerantes deles menos doce, não sei se era meu paladar ou se realmente vai menos açúcar na composição dos que são vendidos por lá).

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Quando terminei de comer já era 12:40, e decidi ir pro teatro ficar na fila. A primeira parte começava as 14h, então a entrada seria a partir das 13h. Inocente de mim de achar que indo essa hora eu tava sendo adiantada haha a fila pra entrar já tinha praticamente dado a volta no quarteirão (e a fila da bilheteria pra trocar os ingressos também estava gigantesca nessa hora!).

Hora que se chega na entrada do teatro, você passa por uma revista daquelas bem feitas, eles passam todas as pessoas por um detector de metais e olham todas as bolsas. Já dentro tive que subir uns bons lances de escada pra chegar lá em cima e o negócio é íngreme pra caramba haha me vi caindo pra minha morte dali de cima, se tropeçasse hahaha 

As fotos de dentro do teatro são ridículas, porque né, não havia iluminação e meu celular não faz milagre, mas dá pra ter uma ideia de onde eu tava sentada.

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Não vou dizer muito sobre a peça, porque é bem específico. Mas pra quem é fã, as vezes leu o livro e teve sentimentos ambíguos, assim como eu, a peça é tão mágica e incrível que faz todos esses sentimentos saírem pela janela. É muito bem feito, os efeitos são impossíveis de acreditar serem de teatro, e é tudo lindo <3

Conheci um grupo de americanas lá, a garota sentada do meu lado não era muito fã de Harry Potter, mas estava acompanhando as amigas que eram, e ela comprou o ingresso na mesma bolada que eu, pagou só £ 40.00 pelas duas partes. As amigas dela haviam comprado antes, pagado £ 80.00 e os lugares delas eram bem mais altos que os nossos (os nossos eram na terceira fileira), e elas disseram que a visão de lá era muito ruim, então dei sorte!

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Enquanto eu pesquisava coisas baratas para fazer em Londres, procurei sobre chás da tarde que fossem de valores acessíveis, e encontrei em uma matéria de um jornal inglês um lugar chamado Soho’s Secret Tea Room. Fiquei intrigada, lá dizia que não tinha nenhuma sinalização indicando onde o lugar ficava, e que você tinha que entrar em um pub, dizer que queria ir para o salão de chá e eles deixavam você passar atrás do balcão e subir um lance de escadas até lá.

Adorei o mistério, obviamente.

Entrei no site deles, e nem no site eles passam os dados completos! É bem misterioso mesmo haha Mas dai, numa review do lugar no TripAdvisor, descobri que ficava na rua detrás do teatro! Então, como reservas são beeem recomendadas, agendei pelo site uma mesa pro dia da peça, para as 17h.

Quando a primeira parte da peça acabou eram pouco mais de 16h30, então já fui me encaminhando para lá. Realmente, você chega a duvidar de que o lugar existe haha tinham umas pessoas do lado de fora do pub, e quando eu entrei achei o lugar muito legal! O próprio pub é muito o que eu imaginava que um pub não-turístico seria. As pessoas dentro pareciam ser frequentadores de lá mesmo, o que eu achei demais!

O funcionário veio me atender no balcão e eu disse que tinha uma reserva pra casa de chá e dei meu nome. Ele pediu pra eu aguardar, deu um toque lá pra cima e me deixou passar. Você entra atrás do balcão do pub, passa por uma porta e sobe uma escada redonda meio estreita, e então, no topo da escada, já tem a porta pro salão de chá e uma funcionária te aguardando com um sorriso no rosto. Muito bonitiiiiinho!

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Lá dentro o espaço não é tão grande, se não me engano eram 9 mesas. Algumas com capacidade para até 6 pessoas, outras 4 e duas mesas para 2 pessoas. Foi numa dessas que eu fiquei.

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Assim que sentei ela já me trouxe o menu, mas eu já tinha visto ele online e iria querer o chá da tarde tradicional mesmo, então assim que ela voltou eu já pedi e não demorou nada pra chegar.

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Achei tudo bem gostoso, embora os sanduíches de ovo cozido não tenham me convencido hahaha Tinham várias opções de bolos para escolher, eu nunca tinha comido red velvet então decidi experimentar, mas achei doce demais pro meu gosto, dei conta de comer só 1/3 da fatia, que era beeem grande!

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Na minha opinião aquilo era comida pra duas pessoas, eu mal comi metade de tudo o que veio, e o bule deu pra 3 xícaras de chá bem servidas. Se por acaso você quiser algo a mais, você pode pedir separadamente, por exemplo, não pedir os sanduíches de ovos cozidos e mais um ou dois scones, se for da sua preferência. Você monta seu próprio chá da tarde! :) 

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A propósito, esses scones são os trenzinhos que parecem um pãozinho. Você corta ele ao meio e passa esses dois cremes que acompanham (um é creme e o outro é geleia)... pensa num trem bão! Tô salivando até hoje de vontade de comer mais disso! Delíiiicia!

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O lugar era fofíssimo, o atendimento foi ótimo e eu adorei a experiência! Tudo saiu por £ 19.69 , com gorjeta.

Quando sai de lá não eram 18h ainda e as portas só abririam as 18h30, então decidi ir em um lugar que meu irmão tinha me dito. Ainda no tema Harry Potter, algumas cenas do Harry com o Hagrid no primeiro filme - em que eles estão indo para o Beco Diagonal - haviam sido filmadas ali por perto, então fui procurar o lugar. Acho que encontrei, mas não era tão legal, porque obviamente era só uma rua, e as gravações foram a mais de 15 anos, então qualquer resquício mágico que poderia haver por ali já era haha Valeu pela caminhada pelo bairro, que nessa hora estava fervilhando de gente no happy hour! Sério, MUITA GENTE e muitos pubs naquela região... acredito que se eu morasse em Londres, o distrito dos teatros iria ser meu lugar favorito pra sair com amigos... a iluminação das ruas é diferente, e a própria fachada dos teatros é incrível de ver, super chamativos! Pra gente que não tem isso aqui, foi lindo, me senti na Broadway ::lol3::::lol3::::lol3::

Na hora certa voltei pro teatro, peguei a filinha de novo e entrei pra ver o final do espetáculo. E, olha, que espetáculo! Amei muito mesmo, se gostar de Harry Potter e estiver por lá, tente assistir a peça, vale muito a pena e os atores são incríveis! <3 

Comprei uma garrafa d'água quando voltei pro teatro porque o bolo tinha me deixado com sede, paguei £ 2.50 numa garrafinha de água!  :ph34r: A "bomboniere" deles vende chocolates, salgadinhos, água e bebidas, tudo a preço de filé mignon.

Quando a peça terminou já era mais de 22h, então fui até a estação de Leicester Square – que era a mais próxima – e fui pro hostel. Ainda não estava completamente escuro, a noite só costumava chegar depois das 22h30, e tinha bastante movimento na rua de gente saindo dos teatros (mas os pubs já pareciam estar mais vazios).

Chegando lá, banho e cama. O dia não havia sido muito turístico no sentido estrito da palavra, mas serviu como uma boa pausa, porque eu havia andado demaaaaais nos dois primeiros dias, então já estava bem cansada. Ter passado quase todo o dia sentada foi ótimo! :D:D Deu pra dar um break e lembrar que eu não tava numa maratona!

 

GASTOS:

Atrações £ 40.00 (Peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada)

Alimentação £ 30.00  (Almoço + Chá da Tarde + água no teatro)

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Em 30/12/2017 em 01:31, amandaplima disse:

 

Assim que abria a pasta, eu tinha colocado preso atrás da “capa” a minha carta do trabalho, declarando meu vínculo com a Prefeitura e dando a data das minhas férias. Ele perguntou se aquilo era minha carta de “dispensa” pras férias. Disse que sim. Ele daí comentou tipo “ah, você trabalha na prefeitura na sua cidade?”, eu respondi que sim, que trabalhava na Autarquia da Saúde, numa Unidade de Pronto Atendimento.

 

Essa carta que você levou, era escrita em inglês mesmo? Também trabalho em órgão público e vou pra Londres pela 1x, como não tira o visto antes, queria levar alguma coisa do trabalho pra dar uma garantida na imigração, mas não sei se no meu trabalho me forneceriam isso em inglês...

 

 

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@amandaplima Vi no tópico do roteiro que você fez uma planilha para o planejamento da viagem, se não for pedir muito, pode mandar no meu e-mail por favor ([email protected])? Queria uma base para formular um planejamento, também quero viajar pela 1x em meados de 2019!! 

Adorei as fotos!! Meu sonho conhecer o reino unido..

 

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Em 23/01/2018 em 00:43, Jaqueline CR disse:

 

Oi Jaqueline!

Desculpa a demora, andei na correria com o trabalho, cobrindo as férias dos outros haha e não tava conseguindo entrar! 

Então, eu conversei com a minha chefe na minha unidade mesmo, a coordenadora do pronto atendimento onde eu trabalho, e ela mesmo que assinou. Eu mesma elaborei a carta e ela só conferiu e assinou depois. Foi em papel timbrado da prefeitura mesmo, com a assinatura e carimbo dela embaixo. Procurei na internet modelos dessa carta e terminei juntando em uma bem simples, só dizendo que eu era funcionária, minha data de admissão, minha lotação, meu período de férias e que eu não estava sendo demitida nem nada. Bem simples mesmo, umas 5 linhas. O rapaz da imigração leu e só confirmou o que estava escrita, perguntou se era minha "carta de férias". Eu disse que sim e ele foi olhando as outras coisas na pasta. Bem tranquilo :) 

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      🙏
      https://www.instagram.com/leo.tavares
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          Postado há 1 hour ago por Sant' Anna  
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    • Por Marina Soares
      Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita  cabeçada e alguns perrengues ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands (Africa do Sul e Suazilândia) ou Pula (moeda de Botswana).
      Passagem de BH x Joanesburgo 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa)
      Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto, depois do desembarque a algumas casas de câmbio.. o dólar havia dado uma disparada nessa época então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu menos de 11 rands.
      Fizemos reserva  do carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar, alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar e deu tudo certo, em questões de horas já estávamos dirigindo normalmente. O valor em reais foi cerca de 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA SAIR DO PAÍS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, e feito uma cobrança calção no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. 
      Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa, porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados, o carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algums pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos.Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse park.
      Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger nacional park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien, as reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos ficar em Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais por dia por pessoa. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas e recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada, a tal taxa por dia foi paga diretamente nos acampamentos. Existe outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolço de cada um.
      Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc já começa fazendo seu próprio safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos.  Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm  suvenir para comprar mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e em Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá.
      Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador.
      Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley.  Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel  de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary, e foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso, mas o lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo, não dá para fazer nada a pé. . O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas tourist information e internet café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve .
      Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro.
      No outro dia cedo partimos rumo ao Soweto, foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos.                                                                                                
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      Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã.
      No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito, não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada, foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo de certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar infos, os brasileiros quando vão para Bots acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone no Mokolodi Backpackers, gostei muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais cara, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger park, pois são bem diferentes, em tamanho e estrutura mas ver aqueles animais em seu habitat natural é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida...  ficamos 2 noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões.
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      Saímos de Botswana em direção a Pretória, a estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado encima de uma faixa amarela que era proibido... oi??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. 
      Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos.  Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas  com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais.
       

      Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart.
      No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo e primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro,  a praia é linda e vale o preço.

      De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar.

       
      Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local.
      No dia seguinte fomos rumo a Table Montan fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trila... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder.

      Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte.
      Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal, tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados...
      E foi isso galera, até a próxima!!!!
       
    • Por milamguerra
      Olá, mochileiros!
      Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
      Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.
      DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
      Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

      Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.
      Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!
      Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

      Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!
      Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

      Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.
      Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

      O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

      Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.
      De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.
      Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

      Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.
      Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.
      Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).



      Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.
      DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
      Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

      Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.
      À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

      Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.
      Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

      Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

      Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.
      DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
      Um dia que eu não repetiria.
      Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.
      - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.


      - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

      A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.
      Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

      Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.
      Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

      Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.


      Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!
      Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬
      Veja mais abaixo:
      - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
    • Por Murilo Andrade
      BELO HORIZONTE:
      02 – 01 – 2017:
      Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando a tarde em Belo Horizonte. Fui de “carona” conseguida através do aplicativo Blablacar, o motorista dirigia muito bem e a viagem ficou bem em conta, recomendo demais.
      Chegando em BH, fui para um hotel (Hotel Madrid – somente para passar uma noite é razoável) próximo a rodoviária, pois no outro dia viajaria para Brumadinho. Aproveitei a tarde para passear pelo Centro de BH, saindo da praça Rio Branco em direção ao Mercado Central de Belo Horizonte. Cidade excelente para uma boa caminhada, tanto pela qualidade das ruas, quanto pela sensação de segurança.
      O mercado é um local com muita variedade de produtos, especialmente de comidas (rs). Destaco o restaurante Casa Cheia, com uma vista do alto de todo o interior do mercado, oferece um cardápio excelente, ao começar pelas deliciosas almôndegas exóticas:
        
      Continuei batendo perna pelo centro de BH, a cada esquina um prédio, igreja, casa com arquitetura interessante. Cidade muito boa de percorrer a pé.
      Fiquei impressionado com Igreja de São José:

      A noite retornei ao hotel para descansar.
      BRUMADINHO:
      03 – 01 – 2017:
      No dia anterior já havia comprado minha passagem de ida e volta para Brumadinho, com chegada e partida no estacionamento do Instituto Inhotim, centro de arte contemporânea de renome mundial. Já estava com ingresso a postos, comprado antes da viagem.
      Fui para a rodoviária bem cedo, chegando em Inhotim por volta das 09:30h, onde descemos no estacionamento da própria instituição. Deixei minha mochila na recepção do local, desde o início percebi a excepcional estrutura do local.
      Digo desde já que não entendo nada de arte, apenas gosto de admirar o que instiga à reflexão e (nem sempre rs) é belo.
      O lugar é impressionante, para todo lado que você olha enxerga alguma coisa impressionante, sejam as representantes da flora brasileira e mundial (o Instituto possui a maior coleção de palmeiras do mundo) sejam, claro, as esplêndidas obras de arte contemporânea espalhadas por todo o local.

      O Instituto é imenso, devendo ser feito um planejamento prévio sobre por onde vai se iniciar o passeio, recomendo começar pelo lado esquerdo do instituto, especialmente por causa da enorme ladeira no circuito laranja. O mapa fornecido na entrada é de imensa ajuda e sua utilização é bem intuitiva, ademais o parque é bem sinalizado e possui funcionários muito prestativos.
      Destaco algumas obras que mais me interessaram no Instituto Inhotim.
      Galeria Adriana Varejão, um conjunto imenso de obras em azulejos em uma estrutura impressionante, visceras  e órgãos humanos substituem cimento e tijolos nessa parede:


      Essa obra, bastante interativa (viewing machine), oferece um panorama incrível e uma nova forma de ver não só do parque, mas de todo o seu entorno servindo como um gigantesco monóculo com caleidoscopio:

      Esta obra achei muito interessante ao propor demonstrar o poder do acaso (beam drop inhotim), no qual o artista, usando um guindaste, deixou cair sobre um poço de concreto uma série de vigas de aço:

      Árvore de metal interagindo com árvores de verdade (Elevazione):

      Galeria Cosmococas, um lugar incrivel e de grande interatividade. Piscina onde podemos mergulhar os pés, redes onde podemos deitar, chão inesperado..são diversas as propostas. Foi o lugar que mais gostei nesse primeiro dia de visitas:

      Ao final das visita, beeem cansado, fui aguardar o transfer do Hostel70. Ali já conheci pessoas que estavam hospedadas no local. A própria dona do hostel foi-nos buscar, Nathi, uma pessoa excepcional.
      O hostel, um local simples e muito bem localizado, superou as minhas expectativas especialmente pelo atendimento, todas as pessoas que ali trabalham se mostraram super atenciosas e prestativas. Naquela mesma tarde fomos a um morro local em busca do por do sol, mas em razão do tempo nublado não podemos ver, em compensação apresentou-se uma paisagem deslumbrante e o belo momento no qual as brumas (névoa) tomam conta das serras de Brumadinho, serpenteando por entre os morros:

      De volta ao Hostel, fiquei por ali mesmo, após o jantar, hora de bater papo até tarde da noite com os outros hóspedes. Dei sorte de encontrar uma galera super gente boa, desde fotografo e professores de São Paulo até estudantes “black blocks” de Brasília, passando uma adolescente que tinha “fugido” de casa, para quem acabei dando consulta jurídica a mesma e ao pai que estava na França rs
       
      04 – 01 – 2017
      Acordei cedo, após um bom café da manhã no Hostel70, partimos para mais um dia de desbravamento do Inhotim. Já levei minha mochila, pois de lá mesmo voltaria para Belo Horizonte.
      Dessa vez fiz o percurso mais longo (roteiro rosa) e com uma ladeira gigante (rs).
      Como era o dia de gratuidade, o local estava lotado. Por isso fui direto para a última obra, no fim do percurso, Som da Terra, uma cúpula na qual encontra-se um poço com 202m de profundidade com microfones que captam os sons emitidos pelo terra. Não sou nem um pouco místico, mas ali é um lugar mágico sem sombra de dúvidas. Fiquei por um bom tempo, refletindo ao som das profundezas da terra e descansando após a longa caminhada kkk:

      Saindo dali fui até a uma galeria, uma impressionante cúpula espelhada no meio da mata, que guarda a obra Lama a Lâmina – que resgara o confronto entre os orixás que representam o ferro e a fauna. Apesar de, na minha humilde opinião, expor a destruição da natureza que tanto assola o nosso país e, em especial, aquela região de minas amplamente atingida pela exploração mineral:


      Dirige-me depois a galerias que expõe uma série de obras de áudio, vídeo e imagens:
      Na galeria Claudia Andujar estava acontecendo uma exposição fotográfica com a temática de índios do Brasil:

      Na galeria Miguel Rio Branco haviam expostas imagens e vídeos projetados em tecidos com a temática de nudez, muito interessante ao nos dar uma visão leve e reflexiva sobre o tema:

      Ainda passei no complexo do Instituto no qual se localiza biblioteca, lanchonete e uma enorme coleção taxonômica de borboletas.
      Fui para o estacionamento, onde o ônibus da Viação Pássaro Verde já aguardava para retornarmos para Belo Horizonte.
       
      Algumas considerações sobre Inhotim:
      - O acesso à Inhotim por ônibus é bem tranquilo, com ônibus saindo diariamente da rodoviária de Belo Horizonte, com destino tanto ao próprio instituto quanto a cidade de Brumadinho.
      - A caminhada é nível médio, é bom ter disposição, caso não, vale a pena contratar o uso dos carrinhos para se deslocar pelo complexo.
      - Em todo o instituo encontram-se banheiros e bebedouros, muito bem cuidados. Quanto a água, vale a pena levar uma garrafinha em razão das distâncias a serem percorridas. Existem restaurantes e lanchonetes, com preços condizentes com o local, vale a pena levar umas barras de cereais ou lanches mais práticos rs.
      - O uso do mapa é fundamental, mas os funcionários e uma excelente sinalização dá segurança para se deslocar pelo parque.
      - Recomendo ao menos dois dias de visitação, tempo suficiente para ver todo o parque. Ver, não conhecer, pois ai seriam necessárias algumas semanas rs. Fiz o circuito amarelo e laranja no primeiro dia e o rosa no segundo, mas no pique e com bastante disposição...mas, não contratei os carrinhos kkkk
      - Por fim, destaco que, por mais que não entenda-se nada de arte contemporânea, o Inhotim é um local impressionante tanto pela estrutura quanto, especialmente, pela natureza e pelas obras ali existentes.
       
      OURO PRETO
      04/01/2017
      Cheguei na rodoviária de Belo Horizonte e imediatamente comprei minha passagem para Ouro Preto, viagem bem tranquila, cheguei em Ouro Preto por volta das 20:00h, fui andando até o hostel (Brumas Hostel – uma enorme casa colonial no alto da cidade, com uma estrutura simples, compensada pela disposição dos proprietários do local e pelo excelente café da manhã rs, e a 1 minuto de caminhada da praça principal da cidade).
      Fui procurar um local para comer, sai do hostel, passei por uma igreja e me deparei com a seguinte imagem, que deixou-me impactado pela impressionante arquitetura colonial na noite de Ouro Preto:

      Senti naquele momento o que as fotos nos livros e internet não conseguem traduzir, ver mais de três séculos de história ao vivo e a cores é outra coisa rs.
      Fui até uma hamburgueria na praça principal da cidade, hambúrguer muito bom. Voltei ao hostel para descansar, mas lá encontrei um fotografo de Montes Claros, muito gente boa, e voltamos até a famosa Rua Conde de Bobadela para tomar a famosa cachaça mineira.
       
      05/01/2017
      Acordei cedo, afinal era dia de conhecer a Ouro Preto.
      Meu café da manhã, o tradicional colonial mineiro, foi com essas vistas:


       
      A mesma imagem da noite anterior, mais ampla e tão bela quanto a cidade no período noturno, com o pico do Itacolomi ao fundo:

      A praça Tiradentes, principal da cidade, onde se localiza o Museu da Inconfidência, que vale a pena demais a visita e de onde tirei a foto seguinte, e antiga Escola de Minas de Ouro Preto, ao fundo na imagem:

      Após visitar o Museu da Inconfidência, saí dali e iniciei um périplo pelo lado oeste da cidade, visitando primeiro a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde conheci uma sanfoneira de São Paulo, excelente musicista e fã de Elomar rs. Deu boas dicas sobre a cidade. Foto da igreja:

      Fui até o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo do Brasil. Depois passando por um beco, saí na Rua Conde da Bobadela dos bares (Porão), restaurantes e botecos (Satélite) da cidade:

      Dei uma volta pelos fundos da Igreja do Carmo, passando pela Escola de Odontologia de Ouro Preto, após uma boa caminhada, já saí na lateral da Igreja de São Francisco de Assis, cujo largo se localiza uma feirinha de artesanato, com muita coisa feita de cristais e outros minerais:

      Por fim, voltei para almoçar no restaurante Forno de Barro, na praça da Inconfidência, onde serve a tradicional e deliciosa comida mineira. Reencontrei também almoçando lá a sanfoneira paulistana e o fotógrafo de Montes Claros, além de conhecer um estudante alemão de intercambio que estava hospedado no Brumas Hostel também.
      Após o almoço, saímos nós três para um passeio pelo lado leste da cidade, começando por uma visita pelo interior da Igreja de São Francisco de Assis. Depois seguimos até as Igrejas Nossa Senhora da Conceição (segunda foto a partir do pátio da Mercês) e Nossa Senhora das Mercês (na primeira foto a partir da frente da Conceição):

       
      Fomos até uma uma antiga mina de ouro, não entramos, apenas tomamos um belo açaí para recuperar as forças e enfrentar novamente as ladeiras no retorno ao hostel. A noite fomos, eu, o estudante alemão e um professor de história para O Porão novamente, um bom papo acompanhado por uma cerveja estupidamente gelada.
      06/01/2017
      Madruguei para assistir o nascer do sol, ao lado da igreja de São Francisco de Assis:

       
      Igreja de Santa Efigênia no topo ao lado do sol nascente:

      Inicialmente, tinha previsto que nesse dia iria até Mariana. Mas, acabei decido-me por ir, juntamente com o intercambista alemão, até o Pico do Itacolomy (1.772m) pela trilha de 7 Km no parque de mesmo nome. Fomos de ônibus até a entrada do parque e dali a pé em direção ao centro de visitantes (5km), mas demos sorte de pegar uma carona após 2km rsrs
      A trilha é mediana, mas conta com pontos íngremes, locais nos quais inclusive precisa-se de apoio das mãos na subida, mas as paisagens são surpreendentemente belas a cada passo dado.
      Vista de Ouro Preto:

      Após uma longa e sinuosa trilha, chegamos ao Pico do Itacolomy, local de onde dá para visualizar a cidade de Mariana:


      Saindo do local do pico, após subir uma trilha apertada em meio as pedras chega-se ao topo da serra do Itacolomy, uma bela visão de 360º na qual se vê a imensidão das terras mineiras:

      Tivemos que descer a trilha meio que na pressa rs, uma vez que começou a se formar uma forte tempestade com fortíssimos trovões, para nossa sorte pegamos chuva apenas próximo do centro de visitantes:


      Após a longa e sedenta trilha de volta (levem muita água rs) até o centro de visitantes, voltamos de carona até a cidade.
      Lá após um pesado almoço mineiro, pegamos carona com o fotografo de Montes Claros para Belo Horizonte, sem tempo nem para tomar um banho kkk.
       
      Algumas considerações sobre Ouro Preto:
      - Ouro Preto tem uma boa estrutura turística, com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, mas é importante ter folego para enfrentar as ladeiras da cidade rsrs.
      - A visita das igrejas é imperdível, mas diante dos custos vale a pena selecionar umas duas para conhecer (a Igreja de São Francisco é fundamental).
      - Mariana é visita “obrigatória” para quem vai para Ouro Preto, mas diante do meu tempo exíguo preferi fazer a trilha do Pico do Itacolomy.
      - Por fim, vale a pena demais conhecer trezentos anos de história do Brasil, passando pelos períodos do Brasil colônia e sua mineração, a inconfidência, as escolas de minas e odontologia, além da impressionante arquitetura das igrejas e palacetes.
       
      BELO HORIZONTE:
      06 – 01 – 2017:
      Chegamos em BH já a noite, fui para o apartamento no qual havia reservado um quarto através do Airbnb. Fui muito bem recebido pelos proprietários, pessoas super hospitaleiras, além de estar localizado em um excelente local, próximo a estação de trem de Belo Horizonte.
      A noite fui para ao famoso Edificio Maletta com o pessoal que conheci em Ouro Preto, lá tomamos uma no Objetoria, depois saímos para o Sindicato do Choppe:

      07 – 01 – 2017:
      Tirei a manhã para conhecer o complexo cultural da Praça da Liberdade, um complexo de museus e centros culturais no entorno de uma belíssima praça, na imagem com o Edíficio Niemeyer ao fundo:

      Fui primeiro ao Centro Cultural Banco do Brasil, no qual ocorria uma exposição de arte denominada ComCiência, que trazia uma interessante proposta sobre a perspectiva da vida humana e animal em um futuro distópico:

      Agora, o Memorial Minas Gerais Vale, focado na história do estado de Minas e do seu povo com interessante acervo de mídia sobre a formação do povo mineiro:


      Saindo dali fui até o Museu das Minas e dos Metais, focado na metalurgia e mineração, atividade de forte importância econômica em Minas a ponto de inclusive oferecer o primeiro nome ao Estado. Lá encontra-se farto acervo audiovisual e interativo, além de grande coleção de minérios, inclusive um meteorito no qual todos os visitantes podem tocar. Na imagem, o Museu de Minas e dos Metais e ao fundo o Espaço de Conhecimento da UFMG, dedicado as ciências:

       
      Enquanto esperava a abertura do planetário do Espaço do Conhecimento da UFMG fui até a famosa Sorveteria São Domingos, sem dúvida o sorvete mais delicioso que já tomei. No Espaço pude assistir a uma representação de uma noite nos céus da Inglaterra que inspirou Shakespeare em seus escritos.
      Na volta para o apartamento onde estava hospedado passei no Parque Municipal Américo Gianetti, uma bela peça de interação entre arquitetura e a natureza no centro de uma metrópole, e além de parar na interseção da Avenida Bahia com a Álvares Cabral (a “quando cruza Ipiranga a Avenida São João” de BH), afinal nada mais beozontino que subir Bahia e descer Floresta:

      No período da tarde fui até a Praça do Papa, no alto da cidade de Belo Horizonte, emoldurada pela Serra do Curral ao fundo. Além de ter um dos mais belos por-sol, acompanhado por centenas de pessoas:


      No mais, sem dúvida, a melhor vista de Belo Horizonte também está aqui:

       
      Voltei para o apartamento por volta das 21:00hs, pois no outro dia teria que acordar cedo para não perder o trem para Governador Valadares.
       
      Algumas considerações sobre Belo Horizonte:
      - Ouro Preto tem uma excelente estrutura urbana (transporte público, opções de lazer noturno, etc), com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, ruas amplas e praticamente sem ladeiras e onde qualquer um pode facilmente se localizar em razão da organização bem racional e planejada das vias públicas.
      - Fiquei muito pouco tempo na cidade, pequei por não ter conhecido todos os lugares mais interessantes da cidade, mas isso serve como desculpa para voltar em outra oportunidade rsrs
       
      08 – 01 – 2017:
      Acordei cedo, pois o trem sairia as 07:00 (sem atrasos rs) da estação central de Belo Horizonte, ainda bem que fiquei hospedado bem próximo de lá. Vagões confortáveis, com televisores e tomada individual, além de vagão restaurante e serviço de bordo (almoço incluso):


      O melhor dessa viagem de mais de 600km sem dúvida foram as belas paisagens vistas pela janela do trem, minas gigantescas, pontes que desafiam grandes distâncias, bucólicas cidadezinhas a beira da ferrovia, florestas e fazendas:


       
      GOVERNADOR VALADARES:
      08 – 01 – 2017:
      Cheguei em Governado Valadares por volta das 15:00hs, Célio Nobre já me aguardava nas proximidades da estação de trem. Próximo destino - Pico da Ibituruna. Objetivo – voo livre de parapente:

      Lá de cima além de avistarmos a cidade de Governador Valadares, ainda se tem uma vista em 360º da imensidão dos Gerais, que dão o segundo nome desse tão belo Estado:

      Simplesmente incrível a sensação de liberdade e paz, nenhum resquício de medo ou temor, apenas admiração naquele momento:

       
      Após esse incrível voo, fui ao shopping dar tempo até o horário de ir a rodoviária pegar meu ônibus com destino a Bahia rs
       
      Algumas considerações sobre a viagem de trem e Governador Valadares:
      - Viagem de trem foi uma das partes mais surpreendentes deste meu périplo mineiro, já que nunca tinha viajado assim, experiência que valeu demais a pena a um custo menor até mesmo que viagem de ônibus. Recomendo demais. Vale a pena ficar algum tempo no último vagão, vista incrível.
      - O voo de parapente em Gov. Valadares não tenho palavras para descrever, apenas isso.
       
       
       
       
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