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Em Algum Lugar do Mundo

Barcelona em 3 dias: roteiro de viagem

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Aproveite nossas dicas de Barcelona e confira um roteiro de 3 dias imperdível pela cidade, incluindo seus principais pontos turísticos. Se você tem pouco tempo disponível pra conhecer Barcelona, esse roteiro é o ideal!

 

O que fazer em Barcelona em 3 dias: roteiro de viagem

Dia 1: Park Guell, Passeig Gràcia, La Pedrera e Casa Batlò

Park Guell

Vamos acordar cedo para começar logo esse primeiro dia e ir direto ao Park Guell, o parque mais famoso de Barcelona. Uma das muitas obras de Gaudí, sendo que essa já foi considerada um fracasso urbanístico, veja só! A partir de 1984, tornou-se Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

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Passeig Gràcia

Próximo destino é passear pela Passeig Gràcia uma avenida bem longa que liga o bairro Gràcia até a Plaça de Catalunya. Construções lindas e exuberantes, com lojas de grife e hoteis de luxo.

La Pedrera e Casa Batlò

Essa dupla famosa fica na Passeig Gràcia, São duas obras de Gaudí, também declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. La Pedrera e Casa Batlò são imperdíveis!

O_Que_Fazer_em_Barcelona_em_3_Dias
O_Que_Fazer_em_Barcelona_em_3_Dias

Para conferir o roteiro de 3 dias completo, acesse: https://emalgumlugardomundo.com.br/o-que-fazer-em-barcelona-em-3-dias/

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    • Por karinerribeiro
      Oi, gente! Em meados de Abril eu embarquei pra Europa com meu mochilão e minha própria companhia por 29 dias, dos qual eu nunca imaginaria ser tão incrível. Sério, se ta em duvida se vai ou não, só vai, jamais, JAMAIS irá se arrepender. Quem quier acompanhar com mais dicas, fotos e stories corre la no  instagram @monteseuroteiro 
      Roteiro:
      Barcelona, 5 dias (12 a 17 de abril de 2018)
      Vienna, 5 dias (17 a 22 de abril de 2018)
      (Encaixado em Vienna, fui a um bate volta em Budapeste (dia 18/04), e amei tanto que voltei e fiquei 2 dias, 19 a 21 de abril)
      Praga, 4 dias (22 a 26 de abril de 2018)
      Berlin, 7 dias (26 de abril a 02 de maio de 2018)
      Amsterdam, 6 dias (03 a 09 de maio de 2018)
      Avião:
      Ida:
      Rio de Janeiro X Barcelona (Com conexão em Casablancas) - Pela Royal Air Maroc, R$1366. Voar pela Royal Air Maroc, ao contrario do que li em muitos relatos na internet, foi muito bom. O avião era novo, muita comida boa, eles davam kit tapa olho, lençol e travesseiro) e tambem tinha tv (mas todos os programas eram sem legenda em portugues)
      Volta:
      Amsterdam X Rio de Janeiro (Com conexão em Lisboa) - Pela TAP, R$999. Voar com a TAP foi bem bom tambem, mesma fartura de comidas, lençol e travesseiro mesmo no voo pela tarde.
      Minha experiência de conexão em Casablancas não foi das melhores. Eu não despachei mala em momento nenhum dessa viagem, fui com um Mochilão de 50l, não muito cheio, e uma mochila pequena preta. Saindo do avião já tem uma parte de perguntas-esteira-revista que não da nem pra respirar direito. Eles deixavam muita gente passar e vez ou outra mandava alguem pra passar os pertences na esteira e ir pra revista. Eu fui a escolhida, o cara não manjava nadinha de inglês e ficava repetindo "trabajo?" mesmo comigo falando minha profissão em ingles , bom...deixei minhas mochilas no scanner, peguei e dai me pediram pra ir pra trás de uma cortininha pra uma revista quase intima. Era com uma moça, claro, ela me apalpou inteira, tive que abrir doleira, tirar tudo, e verificou ate a haste do meu sutiã. AWKWARD demais. Depois você andava um pouquinho e dai sim, tinha a esteira, o detector de metal e o guarda para verificar passaporte e passagem, de novo! Dai de lá segui rumo ao meu portão de embarque pro Voo pra Barcelona.Em Barcelona por sua vez, na imigração, o moço não me respondeu nem o ''hello'' que dei, carimbou e me entregou o passaporte, ufa. Eu levei uma pastinha com TUDO que se tem direito. Reservas de hostels, voo, onibus, etc, não precisou, felizmente! mas sempre bom levar
      GASTOS DIÁRIOS:
      Barcelona, 5 dias -  € 40/dia -  €200
      Vienna, 5 dias -  €40/dia -  €200
      Budapeste - Como foi encaixado em Vienna, foi incluso no valor de lá por dia que fiquei, inclusive o valor do hostel (2 dias)
      Praga, 4 dias -  €40/dia -  €160
      Berlin, 7 dias -  €40/dia -  €280
      Amsterdam, 6 dias -  €40/dia -  €240
      TOTAL: R$4750, euro a R$4,40
       
      BARCELONA:
      Dia 12/04: Cheguei em Barcelona por volta das 19h, andei até o metro integrado com o aeroporto, comprei o Bilhete Único e fui em direção a minha segunda experiencia no Couchsurfing, a casa da Ester ficava ao lado da Basílica da Sagrada Família e de ótimo acesso a varios pontos. Acabei indo na loa Vodafone, comprar um chip de internet porque eu queria estar segura pra me locomover em algns pontos durante a viagem. Acabei comprando um de 6gb por $25 (e me serviu durante os 29 dias sim, na verdade, nos dias de AMS a velocidade tava reduzida porque tinha acabado mas mesmo assim nao deixou de funcionar um pouco). Me estabelecendo e conversando um pouco com a minha Couch, fui dar uma andada ao redor da Sagrada Família e logo voltei, pois estava bem cansada e ficamos comendo comida japonesa e bebendo vinho!
      Dia 13/04: No dia seguinte, fui novamente a Sagrada Familia, porque acho que nunca cansaria daquela vista, infelizmente eu não entrei por causa das filas grandes, mas se arrependimento matasse eu tava morta e enterrada (ainda volto pra entrar nessa lindeza) visitei o museu do Barcelona que fica ao lado e que vale muito a pena, principalmente se você for ou conhecer aquele parente doido por futebol. Acabei estiquei o caminho ao Parque Guell, onde eu já tinha comprado ingresso pela internet (€7). Antes, encontrei um restaurante onde paguei outros €7 euros pela comida (muita)+bebida (minha primeirissima cerveja na europa, eba).  AH, importantissimo: Comprem o bilhete de metro T10, ele da direito a 10 viagens de metro e custa $10. Eu usei e abusei dele durante minha estadia.
      Algumas ruas que dão para o Park Guell tem escada rolante e tudo, o que foi ótimo! (trace o caminho de onde vc estiver até o park pelo google maps quando estiver com wifi e tire prints, ele te da o caminho certinho mesmo). O acesso pelo park é bem facil, e comprando antecipado você entra direto sem fila, e não tem necessidade de levar o comprovante impresso, pode ser no celular! E CUIDADO, o Park é alem da área paga. ele é muito maior e da pra ver mais coisa subindo cada vez mais, mas tem uma delimitação de onde é a área paga e se você sair, não tem como voltar. Então, minha dica, é olhar bastante aos arredores da parte paga do parque, e depois subir mais ainda além da limitação. Pra quem não quer pagar pra ver as artes de Gaudi de pertinho, da pra ir pra parte de graça e ter uma visão muito incrível e linda, mas não tão detalhada das artes.


       
      Area nao paga:

       
      Dia 14/04: Dia de Check-in no Hostel e conhecer os arredores do verdadeiro coração de Barcelona: a Las Ramblas. O Kabul Hostel Party fica MUITO bem centralizado, e inclusive se encontra na Plaça Reial, uma praça completamente rodeada por restaurantes(um pouco caros) mas que fica sempre cheio e com uma vibe muito gostosa! Fica bem próximo ao Metro Liceu e ao Mercado La Boqueria, o qual é incrivel pra pequenas a médias refeições de tudo quanto é tipo e gosto. O hostel é bem interativo, tem MUITAS atividades e é ideal se for sozinho. Os quartos são bons lockers que cabem o mochilão todo e bem limpo. Depois de bater muita perna e me perder nas ruas do Bairro Gótico (imperdivel), passei pela Catedral de Barcelona, algumas lojinhas e voltei ao Hostel. Conheci uma galera que tava hospedada por lá. Ficamos bebendo, jogando sinuca e nos aventuramos em uma balada e bar pelos arredores do Hostel. Tudo 10/10 e incrivel.
       
      Dia 15/04: O tempo já tinha aberto em Barcelona e o sol tava torrando!! Aproveitei pra dar uma volta na Barceloneta, pra quem não sabe, é a praia la de Barcelona. Fui andando pela beira do mar até chegar a praia, avistei um mercado, comprei um lanche, uma bebida e sentei na orla bem de boas, aproveitando o solzinho! Na beira da Barceloneta há vendedores de oculos e tenis (replicas), com precinho bem camarada, cerca de  €20, me arrependi de não ter comprado um (ou vários). Aproveitei também a volta, visitei algumas lojas que eu queria, comi uma foccacia enorme + coca por  €5 e terminei no hostel pra aproveitar os 30min de cervejinha gratis, porque não? hahah Acabei também, fazendo o Pub Crawl, que custou  €12 (APROVEITEM PELO AMOR, foi o mais barato que paguei dentre os que eu fiz) e tinha direito a 3 shots em cada lugar que iriamos parar (2 bares+1 balada) Os bares ficavam num complexo enorme com muitas opções e a balada foi a Opium. Drinks caros, musica masomenos, mas tava lotaderrima e era segunda feira, então, valeu a experiencia.  Dia 16 e 17/04 (manhã): Ultimo dia em Barcelona, dei umas voltas ao redor do bairro, andei muitissimo a procura de brechós e lojinhas e terminei a noite visitando o Arco do Triunfo, que é incrivel e lindo de ver, a noite ele tem uma iluminação especial e super vale a visita. De metro a partir do hostel eu cheguei rapidex, e com isso me restou só 1 passagem no bilhete T10. Lembra que eu comentei dele? O problema é que chegando la no aeroporto no dia 17 (super cedo, meu voo era as 9h) ele não é valido pra linha que permite você a sair da roleta pro aeroporto, então, você tem que acabar comprando um unitario só pra poder passar.  VIENNA:
      Dia 17/04: Cheguei em Vienna de avião desde Barcelona, porque o trajeto é bem longo e de ônibus levaria 2 dias ou mais. Cheguei no hostel graças ao meu melhor amigo google maps que traçou minha rota bonitinha enquanto eu tava no Wifi e tirei print caso ficasse sem internet. A chegada do aeroporto até a estação de trem é bem curta e um pouco confusa. A estação é em uma capsula enorme mas sem nenhuma sinalização de que ali tem um trem passando...e ai, não tinha nenhum guarda, não vi nenhuma maquina de ticket e quando reparei ja tava na plataforma na cara do trem...achei estranho, subi as escadas de novo e vi uma maquina apenas, bem escondidinha aonde eu tinha que comprar o ticket pra embarcar. Custou cerca de  €5, e me deixou na estação central de Vienna, que calhou de ser do lado do hostel.(não esqueçam de validar o ticket antes de entrar no trem, por sorte tinha um guardinha la embaixo com uma maquina de validação na mão e me ajudou, porem, nunca mais vi disso na viagem, não arrisquem de ir sem ticket também porque se a fiscalização pegar é multa altissima). Deixei minhas coisas e fui bater perna. Vi que estava do ladinho do Palacio Belvedere, e fui até lá. O palácio e seus jardins são incriveeeeeeis! De lá, fui andando pro Stadtpark, que é muito bonitinho e confortável pra sentar na grama e fazer um pic nic, ou só pensar na vida. De lá, você já da de cara com o centrão de Vienna, com as ruas largas e com prédios lindos e lojas de todos os estilos e preços. É maravilhoso se perder pelas ruas também, fuçar tudinho, até dar de cara com a Catedral de St. Stephen, que com certeza, você não vai esquecer quando encontrar. É magnifica demais. AH, e tem que OBVIO provar o Schnitzel. Como meu dia já estava quase no fim, e eu não tinha gastado quase nada dos €40 reservados pro dia, me dei de presente um prato incrível de Schinitzel+batata frita do restaurante WienerWald, no valor de €16 e que estava simplesmente incrível.   BUDAPESTE:
      Dia 18/04: Meu primeiro dia em Budapeste, na verdade, foi um Bate e Volta ja programado desde Vienna. Eu já tinha comprado ida e volta numa promoção da Flixbus coisa de um mês antes.Paguei  €10 ida e volta de ViennaXBudapesteXVienna. MAS como nem tudo são flores, acordei atrasada e acabei perdendo o ônibus por 10 minutos. Na europa é assim, eles são pontuais DEMAIS. Dai, fui no Guiche ver quando seria a próxima ida e tive que pagar mais  €10. Ok, um pouco bolada e mais de 2h de espera pro próximo, resolvi comprar anyway. Mesmo tendo pouco tempo pra curtir por la, porque afinal a volta tava mantida e era as 17h. De Vienna pra BP são 3h. Cheguei por volta de 11/12h e acabei indo da estação ate o centro andando pelas ruas. Me arrependi novamente hahahah fiquei 1h andando até chegar na Deak Ferenc U (A estação central de BP), ja tava meio cansadinha mas nada me impediu de bater muita perna. Aliás, quando dei de cara com o Parlamento vi que tudo fez sentido. Eu agradeci demais por ter persistido e ido apesar dos pesares. Cada rua que eu entrava em me impressionava ainda mais, era doido de ser ver a grandeza da cidade.   Dia 19/04: Resumindo? Na volta de Budapeste pra Vienna, aproveitei o wifi do onibus e acabei vendo que reservando hostel pros proximos dois dias entrava na minha média do que eu podia gastar por dia. Era  €9 a diaria,  €10 ida e  €10 volta, então me sobraria  €21 para gastar por dia. (Pois no meu planejamento, eu teria  €40/dia) e DEU, até porque me sobrou uns florint do dia do Bate e Volta. Sendo assim, reservei pra mais dois dias e voltei na manha seguinte bem cedo porque eu realmente me apaixonei por Budapeste como nunca antes aconteceu.  Assim que cheguei no hostel, deixei minhas coisas e segui pra comer alguma coisa e conhecer um pouquinho mais do que eu não tinha visto no dia anterior. Mas acabei finalizando o dia, claro, no Parlamento pra ver o por do sol por lá e o acender das luzes e caraca! acho que entrou pras cenas que meu cérebro não tem nem coragem de esquecer de tão lindo. Voltei pro hostel, e como ja tinha conhecido uns amigos e outros que conheci em Vienna também tinham chegado em Budapeste, fomos todos pro bar mais famoso de lá: O Szympla Kert. O espaço é todo diferente e incrível. É todo decorado de objetos que iriam (ou foram) pro lixo. Tem vários e vários ambientes e dois bares bem distribuídos pra você não precisar se deslocar tanto só pra pegar uma cerveja. Lá lota qualquer dia da semana e ah, não paga entrada, só o que consumir. O pint da cerveja (500ml) é por volta de 500-600 florint, coisa de  €2. De lá, depois de conhecer mais um galera super doida e divertida, fomos pro Instint, uma balada que você também não pagava pra entrar (pq era quinta feira, não sei muito bem dos outros dias) e tava tocando uma musica bem boa que eu gosto muito e dai ficamos noite afora por lá e era do lado do hostel então foi bem de boas e volta.   Dia 20: Depois de acordar meio pra la do que pra cá, me estabeleci, tomei um banho e fui conhecer o lado de Buda, o castelo e o bastião do pescador. Optei por ir andando, porque como eu ja disse, AMO bater perna e acho a melhor maneira de se locomover (e porque não era tão longe assim, já que o Hostel era bem central). Tava bastante sol e eu com bastante ressaca, então fiz tudo no meu tempo, revezando entre muita água e sorvete hahaha Chegando no pé do Castelo, optei por ir a pé, porque a subida não era tão grande assim, e não demorei mais que 15min pra subir. Porem, existe a opção da Funicular. Percorri o castelo todinho e de lá se tem muitas vistas incríveis do lado Peste. Pra quem não sabe, Budapeste é dividida em dois lados. O lado Peste é o comercial, onde tudo acontece. E o lado Buda, é do outro lado do Rio Danubio, onde tem castelo e tudo é mais medieval e menor, inclusive as ruas. Essa é a historia resumida, historicamente falando, tem que dar uma pesquisada hahaha Segui ao Bastião do Pescador e acabei não comprando o ticket pra subir e ter uma vista ''melhor'', achei salgado o valor, era por volta de  €7 e ja tinha visto quase a mesma coisa, inclusive do lado tem umas escadinhas que se tem a mesmissima vista. Na volta pro hostel, aproveitei pra dar uma descansada porque afinal, era sabado e meu ultimo dia naquele lugar incrivel. Acabei decidindo (junto de um dos meu roommate por dois dias e do qual virei amiga hahah) sair e entrar em bares que achássemos legal, tomar uma cerveja e fazer isso o quanto pudêssemos hahahha fomos a lugares incríveis que eu nem imaginaria que existia se não visse e resolvesse entrar de doida. Dos que me lembro, fui ao Kuplung, um complexo parecido com o Szympla Kert e muito animado e o IAI, que era uma espaço tipo um galpão gigantesco, que acredito rolar uma festa diferente a cada dia.    Dia 21/04: Acordei catando cavaco mega atrasada pro Check Out, mas pro meu alivio eles foram bem legais mesmo com meu atraso de 20min. Era dia de voltar a Vienna, fuen. Fui caminhando ao metro da Deak Ferenc U em direção a estação de ônibus de Nepliget. (Não esquece de fazer o trajeto no google maps, ele te da certinho o que fazer, se precisa de baldiação e tudo mais). Chegando em Vienna, voltei pro hostel, deixei as coisas e segui de metro pra ver um pouquinho do que me faltava. A prefeitura, e o Palácio de Hofburg.  Voltei ao hostel já de noite, morta com farofa de cansaço e aproveitei pra dormir tudo o que eu ainda não tinha dormido durante esses dias, me dei de presente belas 12h de sono e acordei plena no dia seguinte pra ida a Praga. PRAGA:
      Dia 22: Cheguei em praga por volta das 13h, pela estação de ônibus de lá. Ela é bem próxima ao centro e já de cara é bom trocar um pequena quantidade na casa de cambio (o suficiente pra sua locomoção até a hospedagem) Como do lado do meu hostel, possuía uma estação de metro, optei pelo metro. Foi a compra de bilhete mais confusa que eu vi nos metros da europa hahahah eu fiquei bons muitos minutos analisando as milhões de opções de tickets que oferecem. optei, depois de muito esforço pelo ticket de 24 centavos de CZK que dava direito a uma locomoção de até 30min, como tava dando apenas 15min do meu trajeto, achei a melhor opção. (aham, isso mesmo, 24 centavos. Já de cara eu comecei a perceber como tudo era barato).
      Chegando no hostel e feito o Check in, segui pra conhecer um pouquinho da cidade e comer alguma coisa. O hostel era bem proximo da Charles Bridge e sendo assim, percorri ela todinha até o outro lado pra visitar tambem a John Lennon Wall, continuei caminhando, meio sem rumo e acabei em um pequeno festival com algumas barraquinhas e palco com banda tocando em um parque próximo de lá. Assim que acabou, voltei por uma outra ponte, caminhei a beira do rio ate a Dancing House, e de lá, voltei pro começo da Charles pra ver o por do sol!  finalizei o dia no hostel mesmo, bebendo umas cervejas e descansando.   Dia 23/04: Tinha deixado meu nome na recepção pro free walking tour que ia passar la no hostel pra me buscar e levar pro ponto de encontro as 10h. O tour foi feito com a The Good Prague Tours e claro, como o nome diz, foi gratuito. POREM, o lance dos free walking é exatamente você curtir a tour a ponto de dar uma gorjeta no final! eu dei 250 CZK, por volta de $10 porque foi tudo muito bom e explicado pelo guia. Foi percorrido toda a old town square e o bairro judeu. A noite, passei no mercado Bila (anotem esse nome, ele é simplesmente otimo com varias refeições prontas só pra esquentar e muito em conta) comprei uma salada, um frango empanado e uma barra enorme de milka que tava na promoção e tudo me custou 170 CZK, cerca de $7. A noite, acabei fechando tambem na recepção, o Pub Crawl com o the drunk monkeys. Eles passam por 2 bares e uma balada, porem, eu recomendo muitissimo que seja feito num fds de preferencia hahaha o primeiro bar era também um open bar de 2h de cerveja, shots e drinks num bar próprio deles com mesa de totó, coisas de beer poing e tudo mais. A galera que conheci lá fez valer o resto da noite, porque era segunda feira e né, segunda feira é um pouco parecida em qualquer lugar. Dia 24, 25 e 26/04: Aproveitei que não tinha nenhuma atividade pra manhã e dormi até um pouquinho mais tarde. E as 14h fui ao ponto de encontro pro tour do castelo + beer tour com direito a 3 cervejas, o pacote foi um combo do The Good Prague tours e custou 590 CZK, cerca de $23, o que é SUPER barato. Depois do ultimo bar da beer tour, o guia nos indicou um outro muito irado e todo subterraneo onde a cerveja era bizarramente barata e se pagava com duas moedinhas APENAS (45 centavos de CZK). ficamos lá por um bom tempo (sem o guia) hahaha e foi MEGA divertido!
      No dia 25, eu tive o dia todinho off e andei muito, visitei muita loja (comprei quase nada) e terminei o dia numa jata coletiva por $3 que o Hostel oferecia.
      No dia 26, eu acordei tranquilamente e fui rumo a estação, porque meu onibus pra Berlim era por volta das 10h da manhã.
      BERLIN:
      Dia 26/04: Cheguei em Berlin por volta das 16h, mas me perdi muito que bem durante 1h na estação de metro de lá. É GIGANTE, com muitas plataformas e direções, e até eu conseguir me achar, vi que estava indo pro lado errado hahahha e dai tive que voltar tudinho pra finalmente chegar no hostel, isso já era lá pras 18h (pra vocês verem o tanto de tempo que fiquei zanzando, sendo que o trajeto seria de 30min da rodoviaria até o Hostel.
      Enfim, estabelecida, o Hostel que eu fiquei foi o Heart Of Golden. Foi o que mais me surpreendeu e o que eu mais tava apreensiva. Na reserva, optei pelo "MegaDorm", que nada mais era descrito como um quarto com aproximadamente 20-25 beliches, assusta né? Mesmo assim arrisquei e que bom que o fiz. O quarto é literalmente uma casa hahaha é ENORME e na verdade as 20 e tantas beliches sao divididas em dois quartos dentro do comodo, que contem lockers menores internos no quarto e maiores externos na área social que possui uma mesona com cadeiras etc. Possui dois banheiros também. A parte social do hostel é bem boa, tem sinuca, bar, computador pra uso comum e etc. Não achei os staffs lá muito simpáticos mas ninguém me tratou mal.
      Dei umas voltas ao redor do hostel, que ficava muito bem localizado, acabei fazendo uma friend de quarto e saímos juntas pra jantar alguma coisa no restaurante Peter Pane, o preço é um pouco salgado mas o ambiente é incrivel e vale a pena.

      Dia 27/04 Pra minha mega surpresa, o amigo que fiz em Budapeste, estaria em Berlim exatamente nas datas que eu, e ele já tinha morado por 2 anos lá, então, resolvi ir com ele andar de bike por ai e explorar um pouco da cidade na visão local, acrescentando só uns pontos turísticos porque afinal, eu era a turista né? Passamos pelo Treptower Park (que é a coisa mais linda ever), pelo Muro de Berlim, por complexo Raw (onde tem varias daquelas baladas famosas em berlin que você só entra se o segurança for com a sua cara), por alguns complexos de comida, o Aeroporto abandonado (que muita gente vai pra andar de bike, patins, etc e finalizamos o dia no Görlitzer Park, bebendo algumas cervejas locais.



      Dia 28/04: Dia de conhecer a Alexanderplatz e suas muitas lojas maravilhosas, incluindo, a Primark, foi a primeira vez que fui na primark e quase endoideci, muita roupa barata e linda de morrer, anotem esse nome pra vida, ela tem varias filiais por toda a Europa. Dei uma passada na topshop que fica em frente só pra babar mesmo (pq é bem mais cara) e depois de muita andança, acabei num restaurante maravilhoso e não tão caro (por volta de $7-10). 
      A noite, fui conhecer a noite de berlim e suas famossisimas baladas eletronicas icônicas e olha, é incrivel, mesmo se a vibe não for exatamente a sua, é uma experiencia muito foda de estar, algumas festas duram o fim de semana todo, e com pulseira você pode ficar indo e voltando a hora que bem entender. A maioria das boates por lá, não é permitido gravar, fotografar nem nada do tipo (em algumas ate botam um adesivo na câmera do seu celular, e se te pegarem com ela sem, você é expulso).  Antes de ir eu achei muito doido isso, mas depois de estar lá eu entendi o quanto era legal aquela ação. As pessoas tão ali e se doam inteiramente ao lugar (alem das drogas que rolam e coisa e tal) é uma sensação muito confortavel. Nesse dia eu fui numa festa nos arredores da estação Schlesisches Tor, acho que fui quase todos os dias pros lados de lá, onde o underground e lugares locais são muito fortes.


      Dia 29/04: O dia amanheceu com um sol de DOER. Aproveitei pra ir ao MauerPark, onde nesse fim de semana (e acho que rola em vários outros) tava acontecendo uma mega feira de brechó, segunda mão, roupas novas, decoração, foodtrucks e muita gente fazendo música. O parque é gigante, não fica longe do centro (eu fui até lá pelos trams), e cheguei a comprar uma blusa muito comfort de manguinha por $2. Fiquei por lá a parte da manha e quase a tarde toda.
      Voltei ao Centro pra ver o por do sol no Brandeburg Tour e no Parlamento Alemão. Ali perto, fui até o Memorial pra vitimas do Holocausto (funciona um museu gratuito embaixo dele) e finalizei o dia andando até o hostel pra conhecer Berlim a noite.



      Dia 30/04 Depois de chegar no hostel quase as 6am, dei uma dormida muito rápida, e logo acordei, me arrumei, e fui conhecer a Catedral de Berlin, o Museu DDR e os arredores do Museum Square.
      O museu DDR foi em torno de $19 e é muitoooo incrivel. Conta a historia inteirinha da Alemanha desde muitos e muitos anos e ele é TODO interativo. Você toca e interage com quase todos os objetos lá. Tem varias gavetas e armarios pra puxar e abrir e saber uma história diferente. Além de musicas, vídeos, audios de rádio, telefone e até uma recriação de uma casa alemanha da decada de 70. A tour dura em media 2h se for bem apreciada.
      A noite, lá fui eu pra Schlesisches Tor pra uma mini tour bares (que só passei por dois) e um deles doi o Madame Claude, o ambiente é mucho doido, a entrada é uma coloboração do que você achar melhor (eu dei $3). O ambiente é todo virado de cabeça pra baixo, mega underground e no subsolo tem OpenMic, que nada mais é, pessoas aleatorias, com talento ou não, que tocam por 40min cada um. Quando eu cheguei lá embaixo tinha um menino muito do doido tocando uma guitarra de qualquer jeito, ele apertava, puxava, pressionava as cordas e eu fiquei fascinada com a doideira de tudo e o quanto as pessoas estavam simplesmente amando aquilo.



      01/05: PRIMEIRO DE MAIO FERIADO! Olha, nem nos meus maiores planos eu imaginaria que estaria em Berlin pra essa data (sem querer e sem saber) sabe carnaval? é tipo isso lá nesse dia. Ruas fechadas, lotadas, com shows, festas (eletronicas claro), parques tomados de gente, muita intervenção cultural e bebida permitida nas ruas, dai vocês imaginam né? Foi uma surpresa muito boa e doida que eu não tenho nem como descrever, só sentindo pra saber.


      02/05: No meu último dia, eu fui conhecer o Campo de concentração de Sachsenhausen, ele fica há 40min de Berlim, e pra chegar lá é preciso comprar o ticket ABC do metro, porque a estação de Oranienburg fica na região C. De lá, é cerca de 15min andando ou 10min de onibus. É um passeio pesado, triste e necessário. É você viajar no tempo, num passado muito recente e ver com seus próprios olhos tudo aquilo que estudou por alto no ensino médio. A entrada no Campo é gratuita e eu aconselho demais alugar um audio guia, que custa $3 e tem em Portugues. Eu deixei muitas e muitas lágrimas por lá. Aconselho tambem, a ir na parte da manhã, por o passeio ocupa facil uma tarde toda.




       
      AMSTERDAM:
      03/05: Meu onibus de Berlim pra AMS foi no trajeto noturno, então, economizei uma diária nesse esquema. Cheguei em Amsterdam por volta de 12h e foi super tranquilo achar o trem, chegar na Centraal Station e pegar um Tram até proximo ao meu hostel (Amém google maps traçando rotas).As primeiras impressoes do hostel foram magnificas. Atendimento bom, espaços sociais incriveis, quartos espaçosos e banheiro privativo. Foi o segundo hostel que eu tive café da manha (fora Barcelona) então se acostumem, porque servir Café da manha nos hostels da Europa não é muito comum.
      Já que ele ficava bem pertinho do Rijikmuseum, eu fui dar uma volta nos arredores, tirar umas fotos e entrei tambem a exposição que tava rolando do Banksy, custou $12,50 e eu meio que me arrependi. Não achei a exposição lá essas coisas, mas tudo bem, vida que segue.
      Nesse mesmo dia, ia rolar o show de um cantor que eu sou maluca e que talvez nunca rolasse a chance de ver de novo, como os ingressos estavam sold out, eu fui monitorando pelo evento da facebook se alguem vendia e TCHAN, achei. Paguei, entrei e fui. Foi íncrivel, obvio.



      04/05: Dia de bater perna for real pelo centrão e Amsterdam, o Mercado das Flores e muito mais. Nesse dia tambem, eu fui ao heineken Experience e foi uma experiencia e TANTO. O lugar é foda demais e vale a pena ser visitado, eu paguei pela internet no mesmo dia e tinha horario disponivel, custou $17. No fim do dia, o pessoal que chegou no meu quarto virou tudo amigo e saimos juntos pra ver um pouco da noite de lá. 
      De fato, é tudo muito agitada e incrivel. A cidade em si é apaixonante tanto de dia quanto de noite.



      Dia 05/05: Dia de acordar com 0 ressaca (alias eu quase nao tive ressaca nessa viagem, viu? amém cerveja europeia). No dia 05 eu tomei um café a manha mega reforçado no hostel e segui rumo ao Winkel 53, aonde tem, quiça, a torta de maça mais famosa de amsterdam, e olha vale CADA centavo. Ela é meio grandinha e da pra dividir entre dois.
      Em seguida, fui ao Museu da Anne Frank, que era uma das atrações que eu mais queria ver em toda a viagem. Eu li o livro da anne na minha adolescência e me marcou demais. Eu comprei pela internet mais de um mês antes (porque é BEM concorrido e tem que ficar de olho MESMO) As vendas abrem um mes antes da data que você irá, e custa $10, tem horario marcado e a demanda é gigante. A tour dura por volta de 1:30h e é dificil não segurar o choro no final, eu mesma, não me aguentei depois que li uma das frases dela e que eu nem vou dizer pra não estragar o fim da sua tour tambem, mas pra mim, foi um baque muito pesado POREM, é tudo MARAVILHOSO, ainda mais se você tiver tido a experiencia que eu tive de ler o livro antes, parece que tudo faz sentido e que você entrou dentro dele. Tem audio guide incluso no valor, mas é com Portugues de Portugal.
      Logo depois eu sai e encontrei meus roomates e caimos, sem querer, num festival mara que tava rolando num parque próximo a Centraal Station. Com varios palcos, bandas, estilos de música e tudo que um festival realmente tem, e o melhor, de graça.
      Terminamos a noite, no meu ultimo e melhor pubcrawl ever! Custou $20, porem com direito a 4 bares/balada+1 balada principal e enorme. Em cada lugar você ganhava um shot na entrada e uma cerveja lá dentro, então acabou valendo super a pena.



      Dia 06/05: Amsterdam amanheceu num calor de FRITAR qualquer um. E eu e o pessoal decidimos ir ao Vondelpark fazer um pic nic, com direito a vinho, queijo, frutas e tudo mais. Passamos no mercao da rede Albert Heijn que é o mais famoso e AMS e tem em cada esquina e fizemos a compra de vaáárias coisas e no total de só $20, ou seja, menos de $7 pra cada uma, e compramos muita coisa, viu? Ficamos a tarde toda por lá e no fim do dia, voltamos ao hostel, nos arrumamos e marcamos de ir em um restaurante comer, conversar e se despedir, porque no dia seguinte só ia ficar eu e uma das meninas faria o check-out. Acabamos terminando a noite na Sugar Factory, onde aos domingos rola um jazz mega dançante e maravilhoso. Ficamos até de manha, e dai, aroveitamos que estavamos ao lado da Iamsterdam Sign e fomos correndo pra lá tirar as fotos, e olha QUE FOTOS.



      Dia 07 e 08/05: No dia 7, depois de uma bela manha de sono, sai pra andar e bater o restante final de pernas e visitar o que eu ainda queria visitar. Voltei na Primark e provei ser o que dizem, a melhor batata no cone de Amsterdam, e olha, é boa mesmooooo! Acabei provando no mesmo dia uma das melhores pizzas que ja comi na vida, e ainda é de uma rede de pizzarias rapidas que tem em muitas partes da cidade.
      No dia 08, fui ao um bate e volta no Keukenhof, o famoso Parque das Tulipas, que só fica aberto durante 8 semanas por ano, sempre na primavera. O onibus pra lá sai do Aeroporto de Amsterdam e a viagem dura cerca de 40min. O pacote do ingresso+onibus ida e volta sai por $25 no guiche la mesmo no aero. O parque é a coisa mais linda da vida, não perca a oportunidade de visitar se tiver por lá nessa época.


      Dia 09/05: A VOLTA!
      sem um pedaço de mim que foi substituído por outro maior e melhor.
      Eu sabia que essa viagem ia ser uma grande marco na minha vida, mas eu nunca imaginei que seria maior do que eu pensei. Todas as expectativas foram maiores que eu pensava e todo sufoco foi menor do que eu tinha medo de ser.
      Se eu pudesse dar um conselho pra todo mundo que ficava chocado quando eu disse que iria sozinha, seria: vai também, tu não sabe o quanto é gratificante.
      Tudo e + dicas vocês podem ver tanto pelo @monteseuroteiro quanto do meu pessoal @karinerribeiro, se tiver pegunta, manda aqui tambem ❤️ Espero que inspire um pouquinho no fundo ai da alma de vocês de quere se jogar nesse mundão.

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       

       
    • Por milamguerra
      Olá, mochileiros!
      Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
      Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.
      DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
      Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

      Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.
      Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!
      Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

      Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!
      Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

      Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.
      Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

      O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

      Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.
      De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.
      Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

      Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.
      Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.
      Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).



      Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.
      DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
      Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

      Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.
      À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

      Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.
      Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

      Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

      Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.
      DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
      Um dia que eu não repetiria.
      Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.
      - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.


      - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

      A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.
      Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

      Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.
      Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

      Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.


      Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!
      Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬
      Veja mais abaixo:
      - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
      - Cascais e Cabo da Roca de trem e ônibus
      - Óbidos, Nazaré e Aldeia do Talasnal de carro alugado
      - Guimarães de trem
      - Porto e Douro de ônibus e bonde
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Quer visitar a Espanha na África…..visitar a Grã-Bretanha na Espanha….e fazer alguns passeios de barco pelo caminho? Leia como nesse emocionante itinerário de Ceuta, Gibraltar e Málaga. Encontre tudo o que você precisa saber, incluindo atrações, acomodações baratas, o que fazer, cruzando o Estreito de Gibraltar, etc…
      Você está pronto para um roteiro europeu e aventureiro, onde você vai visitar algumas das situações geopolíticas mais estranhas da Europa ao explorar 4 “cidades”, 2 “países” e 2 “continentes”… Em apenas 6 dias?
      Deixe eu me explicar. Se você seguir nosso roteiro abaixo, você visitará:
      Ceuta: um enclave espanhol autônomo, localizado no continente africano, rodeado por 3 lados pelo Mar Mediterrâneo e, pelo 4º lado, pelo Marrocos. Gibraltar: um rico território britânico que não compartilha fronteiras com o resto do Reino Unido (mas compartilha fronteira com a Espanha), está a alguns quilômetros de distância do continente africano, e é conhecido por seus macacos.

      Continue lendo: Roteiro de 6 dias para Málaga, Ceuta e Gibraltar (2018 ATUALIZADO)
    • Por rherr
      Parque Nacional Picos De Europa
       
      A viagem ao Parque Nacional Picos de Europa foi meu primeiro contato sério com a montanha. Foi a partir dela que descobri finalmente qual é a atividade física que me convém: as caminhadas de longas distância, ou travessias em alta montanha. Claro que o prazer de viajar divide minha motivação para isso; mas atualmente, passados 4 anos desta viajem, continuo praticando esta atividade, hoje mais pelo esporte em si, do que pelo passeio. Ao mesmo tempo, as belezas naturais das paisagens as quais me dirijo são também uma escusa muito válida para partir; tudo isto compõem meus motivos para ter ido aos Picos de Europa, em setembro de 2011. Trata-se de um local um tanto inóspito ao ser humano inadaptado (neste caso, eu mesmo) ao qual meu corpo teve que habituar-se, no que se refere ao esforço feito para enfrentar longas subidas, atravessar os vales e os campos de altitude.
       
      A Cordilheira Cantábrica ou Montes Cantábricos é um complexo de montanhas ao norte da Espanha, que discorre paralelo ao Mar Cantábrico. Tem um comprimento de 480 km desde a depressão basca até o Maciço Galaico, passando pelos Picos da Europa. A cordilheira se situa nas comunidades autônomas do País Basco, Cantábria, Principado de Astúrias e Castilla y León e representa o limite pelo sul da chamada “Espanha verde”. Enquanto que em sua vertente sul , desde o Maciço Central, existe pouco desnível, na vertente norte o desnível é bastante acusado pela proximidade ao mar, o faz que os rios, de caráter torrencial, e pendentes encalhadas em vales em forma de V, de ladeiras pronunciadas. Seus cumes ultrapassam os 2000 metros nos vãos mais pronunciados de Astúrias, León, Palência e na zona oriental, de Cantábria. Os ventos dominantes, de origem oceânica, chocam com a cordilheira, ascendendo e condensando tendo como resultado a refrigeração. Devido ao vento Föhn são produzidas abundantes precipitações na vertente norte cantábrica (de até 2000 mm anuais) e para quando os ventos descem até a vertente meridional estão já secos, dando origem a um clima mais árido. Wikipedia
       
      Cheguei a Madri vindo de Amsterdã, onde então vivia com minha ex-mulher, Maartje, minha companheira nesta viagem. A primeira coisa que fizemos foi alugar um carro, isto foi perto ao estádio Santiago Bernabeu. A estrada de saída da capital é ali perto, e não demorou muito já estávamos em direção ao norte, no sentido da província Cantábria. O destino era o vilarejo Potes , um pequeno município de estilo alpino, destino tradicional do turismo de montanha espanhol. No meio do trajeto paramos em Burgos para fazer as compras necessárias, onde não resisti entrar numa chacutería, loja típica da Espanha onde compra-se embutidos e queijos diversos. Comprei 1kg de jamón serrano para a viagem. Além do sabor incomparável, acho cômodo de armazená-lo na mochila e lavá-lo para trilha, ainda que não seja aconselhável come-lo durante a atividade física devido ao excesso de sal. Mesmo assim este alimento, assim como o salame, representa uma importante fonte de proteínas e minerais. Lamento pelos vegetarianos.
       
      Quando chegamos à Potes já era bem tarde na noite, pela sombra da lua via-se a silhueta de montanhas enormes ao fundo, causando verdadeira ansiedade por vê-las à luz do dia. O vilarejo é muito simpático, e como em qualquer lugar da Espanha, come-se muito bem. Dispõem de uma farta oferta de lojas artigos de montanha, mercados, hotéis e acampamentos com toda infraestrutura. Havia apenas poucos restaurantes abertos quando chegamos, e somente algumas pessoas pela rua. Seguimos para perto dos acessos ao parque pelo teleférico, um local chamado Fuente De, onde ingressamos num acampamento bem próximo ao estacionamento principal deste acesso ao parque. Embora tarde, fomos bem recebidos pelo pessoal. Ainda na recepção, compramos um mapa do parque, e numa rápida conversa com o dono do local, percebemos que o melhor a se fazer no dia seguinte era seguir a trilha que nos leva ao refugio Collado Jermoso.
       
       
      Ainda de madrugada, montamos o acampamento em silêncio para não incomodar os outros hospedes do local. No dia seguinte bem cedo, acordamos por volta das 6h00 da manhã, cheios de disposição e de ansiedade por ver o ambiente ao nosso redor. Na luz do dia, o acampamento já nos oferecia um panorama animador, cercados por formações rochosas impressionantes. Estávamos nitidamente num vale. Após o café, separamos o material necessário para subir o maciço central do parque, optando por 2 mochilas leves, com mais ou menos 6kg cada um. Deixamos o carro no estacionamento com o material do campo base, e por volta das 9h00, iniciamos a da trilha saindo de Fuente De com destino ao Refúgio Collado Jermoso, a 2400 metros de altitude.
       
      A primeira etapa é sem dúvida a mais exigente da caminhada, como acontece com toda ascensão às partes altas das montanhas. Caminhamos entre dois picos, chamados Tornos de Liordes, por uma subida 5.5km em zigzag bastante íngreme, saímos de Fuente De a 1052m até 1900m, no vale Vega de Liordes. Subindo por um terreno difícil, e rochoso. Não obstante, a paisagem vista desde a altitude alcançada, compensava-nos a cada metro. Olhar para frente era olhar para o alto. Era neste momento que sentíamos nossos corpos recebendo um tremendo desafio, e cada um deveria encontrar seu próprio ritmo de passo. Numa subida assim é melhor não forçar, ainda mais pessoas fisicamente despreparadas quanto éramos. Neste caso, pelo menos eu não era muito acostumado a exercícios físicos regulares, portanto, como quase do nada, de repente enfrentar aquelas encostas, era uma atividade um tanto exigente. Hoje em dia penso que estou muito mais condicionado, e já não me assusto com esse tipo de desnível. De todas as maneiras, estes primeiros dias de atividade são muito importantes para adaptação do corpo frente ao esforço enfrentado. Após esse período, é nítida a diferença de como se percebe o próprio corpo, e de como ele ganha resistência, sobretudo com uma alimentação e hidratação adequadas.
       
      Com estes dois fatores em dia, os dias de caminhada por essas trilhas deixam seu organismo visivelmente mais disposto e resistente. Mas a subida é longa, e requer paciência. Quando o desgaste bate forte, procuro não me queixar das dificuldades, mas absorver e me concentrar na pura sensação deste cansaço. É incrível como a mente trabalha entre movimento de opostos: no meu caso, quando evito pensar na fadiga, mais cansado fico, por outro lado, quando somente observo o estado do corpo exausto, e então me deparo com a realidade, eis o momento em que encontro a energia necessária para seguir. Todos os sentidos estão em alerta. Sinto que nessas etapas mais exigentes da subida, é necessário observar a si mesmo e ao corpo frente ao esforço, ter paciência, confiando numa recompensa, que em casos como este, trata-se mesmo do fim da subida.
       
      Terminamos o primeiro trecho de elevação em 2h30, em seguida paramos para um merecido e esperado lanche em Vega de Liordes. Um vale que é ao mesmo tempo um imenso e pitoresco campo de altitude, onde o ruído do vento passando por nós, a amplitude do espaço com suas belas formações rochosas ao fundo, junto dos animais nas pastagens, dão-nos uma incrível sensação de liberdade. Neste ponto já não há na paisagem vestígios de civilização, exceto nós mesmos e os outros passageiros, e as placas sinalizando a trilha ao refúgio. Depois do lanche de trilha, nos aproximamos do caminho que segue ainda Vega de Liordes. Neste momento um grupo de caminhantes pergunta-nos se por acaso sabemos onde está uma mina de água subterrânea que provavelmente corre por esta área. Na verdade fiquei feliz por saber que ali havia uma fonte, e que provavelmente seria a última até o refúgio. Fazia um calor intenso por volta do 12:00. Juntei-me a esse grupo na busca pela mina d´água, observando o solo atentamente, até que reparei que haviam canais subterrâneos por onde a neve derretida escoava, vinda dos picos acima de nós, porém ainda não encontrávamos o local onde poderíamos captá-la em estado puro, sem estar suja com os resídulos o solo. De repente um dos caras encontrou a fonte, e para nossa alegria, de uma água muito gelada, perfeita para o momento.
       
      Seguimos o caminho sinalizado sentido ao refúgio, onde se inicia uma trilha chamada Colladina, a qual se desenvolve na própria encosta da formação rochosa, que ao nosso lado transformara-se em uma parede. Em certos pontos expunha-nos a um precipício vertiginoso, mas sem riscos eminentes. Esta trilha incômoda e estreita segue por 1h00, num caminho que como se não bastasse a vertigem à nossa esquerda, é dividido com cabras de alta montanha, as quais impressionantemente se movem com desenvoltura e se equilibram para alcançar o melhor pasto rasteiro que nasce por entre as pedras. Quem não está habituado ou tem medo de altitude, encontrará problemas neste trecho, pois a sensação de estar exposto ao abismo é latente. Mesmo assim, não existe a necessidade do uso de cordas para cruzá-lo, apesar de estreito, o caminho somente requer atenção.
       
      No fim da trilha estreita chegamos num platô com uma vista privilegiada da Torre de las Minas de Carbón (2595m), imponentes agulhas de uma pedra esbranquiçada, formando junto ao terreno rochoso que compõe o local, o aspecto de um espaço lunar. Foi um momento para descansar e refletir o que estávamos fazendo. Uma pausa, nem tanto provocada pelo esforço, mas sim para aliviar a pressão vertiginosa que a Colladina nos impôs, principalmente para Maartje. Eu estava bem mais tranquilo com isso, o caminho até ali não me causara fobias extremas, eu estava mais preocupado em como acalmá-la, já que de sua parte, ela estava visivelmente afetada e não parecia estar desfrutando do passeio a essas alturas. Tivemos uma pequena discussão. Cheguei inclusive a propor para que voltássemos caso não quisesse mais seguir, mas foi nesse momento em que ela se levantou. Maartje nunca foi de desistir facilmente de qualquer coisa, esta é uma das qualidades que mais admirava nela. Na nossa frente havia o próximo desafio, outra subida bastante íngreme, porém mais curta que a da primeira etapa. Na verdade estávamos um tanto exaustos e estressados. Talvez tenha sido positivo que neste momento, passou por nós um grupo de corredores de alta montanha, que com menos peso que nós (não iam pernoitar no refúgio). Caminhavam num ritmo bem mais intenso comparado conosco. Isto nos deu ânimo para encarar mais uma ladeira elevada.
       
      Chegando lá em cima, tivemos nossa recompensa: já era possível avistar o abrigo. Aqui, a sensação de isolamento é forte, pois no longínquo horizonte, além daquela sensação de quanto o ser humano é pequeno frete a natureza, e não haver resquícios da civilização salvo o próprio abrigo do outro lado, o panorama das imponentes torres do maciço ocidental ao fundo de tudo, dava-nos a verdadeira dimensão daquela cordilheira. Algo que jamais havia visto e presenciado. No primeiro termo da vista, víamos o percurso restante até o abrigo Collado Jermoso do outro lado e ao nosso alcance. O refúgio era instalado num penhasco vertiginoso, coisas da engenharia, incrível como puderam instalar um abrigo naquele local, pensei. Numa primeira impressão, o que assustava neste trecho até o abrigo, era o nível de exposição, sobretudo se comparado com sensações cruzando a Colladina. De longe parecia ser inclusive uma exposição maior, embora mais curta. Outros grupos de pessoas também iam passando por ali. Maartje e eu nos olhamos e desejamo-nos boa sorte, desta vez dando risadas; estávamos um tanto aliviados por poder avistar nosso destino. Assim, partimos para o trecho de decida que atravessa o Collado, e finalmente subimos um trecho final até o abrigo.
       
      Chegando lá, montamos acampamento, com uma vista incrível, para a face sul da Torre de las Minas de Carbón. Fomos ao abrigo e conversamos rapidamente com o guarda responsável pelo local, mas ele estava muito ocupado junto com as outras pessoas que estavam ali, preparando um jantar para um grupo enorme que havia reservado o local. Voltamos então para nossa barraca para fazer o nosso merecido e saboroso jantar. Preparei minha especialidade nas montanhas, lentilhas castellanas (mais a frente haverá um capitulo sobre isso, incluindo essa receita). Tais comidas na montanha são as verdadeiramente saboreadas. Comemo-las dando um valor maior do que quando estamos nas cidades, talvez porque precisamos deste alimento mais do que nunca nestes momentos. Não sei se há como comparar este prazer ao de comer num restaurante confortável, mas para mim, essas refeições são momentos que valem a pena, pela alegria que nos dá. Tivemos a sorte de ter uma noite aberta, banhados por um luar frio, mas sem ser desagradável. O contorno daquela cordilheira sob esta luz seguia nos impressionando, tal como expostas pela luz do sol. Finalmente, olhando para ou outro lado, de onde viemos, lembrávamos, agora bem mais humorados, o quanto difícil fora chegar até ali.
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