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Carlosfuca

Mochilão África do Sul / Zâmbia - 23 dias

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Parte 1: Introdução e Roteiro

O fato de poder pisar no Continente Africano está diretamente relacionado às minhas aspirações de pelo menos quatro anos pra cá. Tempo esse que pude saber que foi em África que se instalou os primeiros seres humanos do mundo, ou seja, o continente Africano é o Berço da Humanidade. De sua antiguidade clássica provem as primeiras civilizações que consolidaram diversos feitos avançados para época e que foram modelados para civilizações de outras partes. As dificuldades que se presenciam nos dias de hoje em África foi devido o advento das invasões europeias e também das invasões árabes, todo o passado de glória se perdeu e transformou no que podemos ver ainda no século XXI e o que ocorreu nos séculos anteriores de desmantelamento cultural e exploração intensa desde pelo menos o século XVI.

De certo que existe a importância cultural (e de certa forma política), mas essa viagem teve um aspecto mais mochileiro/turístico com uma diversidade de atrações e com certeza contando com o espetáculo da natureza, a exuberante paisagem do sudeste africano. Foram 23 dias de viagem, onde parti de São Paulo dia 04 de Julho de 2017 e só retornei no dia 27 do mesmo mês.

Antes de ir, apesar de estar próximo de se realizar um grande sonho e do que esse momento significava pra mim, o planejamento foi feito bem rapidamente utilizando o pouco de experiência que tenho em fazer meus roteiros com informações da internet. Não agendei previamente (no Brasil) nenhum "Tour", transporte ou acomodação, apenas comprei a passagem para Cidade do Cabo (Cape Town) pela Angola Airlines (TAAG) que custou R$1960,00, renovei meu passaporte e chequei se eu precisava tomar a vacina contra Febre Amarela. No caso não precisei, pois já havia tomado em 2011 quando fui pra Bolívia e essa vacina é valida por dez anos. Lógico que antes de tudo olhei os mapas, compilei os hostels no centro de Cape Town e tudo mais. Levei dinheiro em espécie e no Cartão VTM (Visa Travel Money) tudo em dólar, mas a moeda na África do Sul é o Rand (Zar). Na questão do visto para a África do Sul, pra turismo os brasileiros não precisam pagar nem agendar previamente, é apenas mostrar um passaporte contendo pelo menos 1 mês de validade antes da data de retorno pro Brasil e uma folha em branco, o visto valerá por 90 dias.

Vou deixar pra detalhar essa encantadora e graciosa aventura nas próximas postagens, por enquanto vou deixar o esboço do roteiro. Recebi no passaporte carimbos de cinco países: África do Sul, Reino de Lesoto, Zâmbia, Zimbábue e Botsuana. A estadia foi maior na África do Sul e depois em Zâmbia, os outros três países visitei mais a região próxima das fronteiras fazendo um "Day Tour" em cada país.

Do que eu havia planejado tudo correu muito bem, só não consegui conhecer a Ilha Robben (Robben Island) por ter chovido no dia em que eu agendei minha ida e não pude adiar porque no dia seguinte já estava marcado o inicio da viagem pelo BasBuz, uma van que percorre por toda a costa sul africana desde a Cidade do Cabo até Pretória (falarei mais sobre). Outro ponto que queria muito ir era o Museu Africano em Joanesburgo, mas não achei o local. Isto foi minimizado pelos diversos pontos altos da mochilada, como a subida na caminhada até a Montanha da Mesa (Table Mountain), o tour na Península do Cabo, a caminhada até a Tugella Falls na Cordilheira de Drakensberg, a ida as Cataratas Mosi-oa-Tunya/Victoria Falls em Zâmbia/Zimbabue, ou o Chobe Safari em Botsuana. 

Cataratas Mosi-oa-Tunya ou Victoria Falls

 

Dia 06/07/17
Table mountain - Trekking sozinho pela Montanha da Mesa - Cidade do Cabo

Dia 07/07/17
ida ao centro comercial V&A Waterfront de manhã
Praia - Camps bay beach à tarde

Dia 08/07/17
Cape Peninsula Tour (BasBuz)- Ilha das Focas, Praia dos Pinguins e Cabo da Boa Esperança
 

Dia 09/07/17
Era pra ser robben island mas foi cancelado pelo tempo chuvoso. Dia de descanso depois de breve caminhada pela cidade. Domingo tudo vazio. Ajeitar roteiro.


Dia 10/07/17
Viagem de Cape Town até Port Elisabeth por basbuz. O dia todo de viagem com a van.


Dia 11/07/17
Viagem de port elisabeth até durban. Chegando no Hostel Curiosity no Centro de Durban.


Dia 12/07/17
Sai umas 10h para o Kwa Muhle Museum, depois fui comer, depois pra região do porto e finalizando a tarde na Praia - South Beach.


Dia 13/07/17
Cheguei no Amphitheatre Backpackers em Northern Drakensberg e passei a tarde de boa. Fiz umas trilhas ao redor do Hostel.


Dia 14/07/17
Tugela falls tour - A segunda maior cachoeira do mundo e a maior da África, mas no inverno o volume de água é baixo.
Beleza da Cordilheira de Drakensberg - Show!!!


Dia 15/07/17
Lesotho Day Tour - Lesoto é um país montanhoso incrustado na África do Sul e sem saída pro mar. A etnia predominante é Bashoto e a língua é o Sesoto (soto).
Experiencia unica. Show!!


Dia 16/07/17
Amphitheatre Backpackers


Dia 17/07/17
Amphitheatre Backpackers


Dia 18/07/17
Viagem de van basbuz de Drakensberg até Joanesburgo, fiquei num hostel próximo do aeroporto Oliver Tambo.


Dia 19/07/17
Viagem de avião de Joanesburgo até Livingstone em Zâmbia
Ao chegar andei pela cidade, povo muito acolhedor. Fiquei no Hostel Zinga Backpackers.


Dia 20/07/17
Grande dia nas cataratas Mosi-oa-Tunya (Victoria Falls). lados da Zâmbia e Zimbabwe.


Dia 21/07/17
Walk around the city centre. Change money to next day


Dia 22/07/17
Chobe Safari Day Tour em Botsuana


Dia 23/07/17
Viagem de volta a joburg. Do aeroporto um taxi até curiocity backpacker


Dia 24/07/17
Soweto Day Tour e Museu do Apartheid


Dia 25/07/17
Andando por joburgo.


Dia 26/07/17
Transfer até o aeroporto e volta pra São Paulo com escala em Luanda (transferência apenas).

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Parte 2: De SP a Cape Town

Republica da África do Sul: País da África Austral, limitado por Botsuana, ao norte; Namíbia, ao noroeste; Zimbábue e Moçambique, a nordeste; e pelo Oceano Atlântico, ao sul. Suas fronteiras circundam o enclave que constitui o Reino de Lesoto. Os primeiros povoadores foram indivíduos dos coissãs e bantos, entre os quais ovambos, sotos, zulus, xonas, os quais expulsaram, no século XV, os antecessores; além destes, citem-se os primeiros europeus, estabelecidos já no século XVII. As sociedades bantas. No século X, povos das bacias dos rios Limpopo e de seu afluente Cháchi (Sashi, Shashe)já se inseriam na rede comercial do Oceano Índico, adquirindo contas de vidro, tecidos e até artefatos de cerâmica envernizada, em contrapartida ao fornecimento de ouro e marfim (Huffman,2010, HGA, III, p.791). Essa atividade, comprovada pela arqueologia, levou à constatação da possível existência, em partes do território atual da África do Sul, de sociedades das quais a pastorícia, a agricultura e a extração mineral teriam sido exercidas em paralelo, e às vezes de forma combinada. Nos centros mais avançados, teria dominado a mineração e fundição de metais, sendo a autoridade politica prerrogativa hereditária de uma classe dirigente, proprietária dos rebanhos e das minas (Jaspan,1958, p.164-165), Consoante Davidson (1981, p.55), a metalurgia do ferro já existia, no centro do território da atual republica, no ano 1000 d.C. 

(Origem: Dicionário de História da África, Séculos VII a XVI - Nei Lopes e José Rivair Macedo)

 

"África do Sul, oficialmente República da África do Sul, é um país localizado no extremo sul da África, entre os oceanos Atlântico e Índico, com 2 798 quilômetros de litoral. É limitado pela Namíbia, Botsuana e Zimbábue ao norte; Moçambique e Suazilândiaa leste; e com o Lesoto, um enclave totalmente rodeado pelo território sul-africano.
O país é conhecido por sua biodiversidade e pela grande variedade de culturas, idiomas e crenças religiosas. A Constituição reconhece 11 línguas oficiais.Duas dessas línguas são de origem europeia: o africâner, uma língua que se originou principalmente a partir do neerlandês e que é falado pela maioria dos brancos e mestiços sul-africanos, e o inglês sul-africano, que é a língua mais falada na vida pública oficial e comercial, mas é apenas o quinto idioma mais falado em casa."
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Dias 04 e 05 de Julho/17

Saí de casa perto das 13h00, no meio do caminho minha irmã avisou sobre uma falha na consecução da transferência de credito no cartão VTM (Visa Travel Money), no caso fica aqui um ponto a pensar adiantado, evite de deixar para os últimos dias igual eu fiz. Como eu estava no trem, desci na estação Jurubatuba e passei no Shopping SP Market. Não tinha Banco do Brasil neste shopping, então segui direto pro aeroporto de Cumbica (Guarulhos) pelo busão que saiu do Tatuapé, linha 257-Aeroporto de Guarulhos (horários aqui). Demorou menos de 40 minutos. Lá no aeroporto procurei o caixa do Banco do Brasil, mas meu limite era apenas de 800 para transferência. Então saquei o limite pra saque que era de R$1200, com mais R$400 que tinha sacado da Caixa ficou R$1600. E debitei mais R$1000 da Caixa Econômica pra levar em cash. Dica: Vejam tudo isso dias antes, até questão de aumentar limites e debloqueio de transferência nos bancos. *Investimento inicial: R$2600,00 (Vtm/cash) + R$ 1960,00 (Passagem) = Total R$4,560,00

Fiz um check in na TAAG, sem filas e tudo ok. Fui já pro portão de embarque e fiquei aguardando abrir a porta. Saiu sem atraso a viagem. Gostei do serviço. Serviu uma janta e café da manhã. Durou umas 8 horas até chegar em Luanda. Chegamos as 06h20 em Angola, diferença de 4 horas do Brasil.

Agora o destino era a Cidade do Cabo. Mas antes uma fila grande pra fazer a transferência, mas não precisa de visto. Essa fila se formava porque só tinha um scanner em serviço na parte da transferência. Demorou um pouco, e a partir de então foi fila atras de fila. Até aguardarmos a abertura do portão final. Contudo, atrasou 30 minutos. Saindo às 09h30. 

Viagem tranquila, cochilei logo no inicio da decolagem. A aeromoça me acordou pra fazer um almoço, e depois voltei a dormir  Essa parte do voo passou bem rápido, duração de 3 horas.

Chegada em Cape Town

Eis que chegou o momento de ir amenizando pouco a pouco toda a ansiedade de pisar em solo africano, de andar nas ruas da África do Sul e de sentir sua atmosfera. Abobalhado, eu andava pelas ruas do centro da Cidade do Cabo, realmente eu estava muito contente de estar ali e de me identificar com o local e com as pessoas que circulavam pelas ruas, a principio senti um baque de cidade grande, onde eu era apenas mais um na multidão, mas em instantes me senti em casa. Do aeroporto eu havia utilizado o ônibus do transporte público sentido "Civic Centre". Ao lado do aeroporto vendem-se os cartões Mycity, paguei uma taxa de 35 Rands e creditei mais 80 Rands. Esse sistema é parecido com o bilhete único de São Paulo, porém a passagem é cobrada gradativamente, de acordo com a distância percorrida, então se passa o cartão na entrada e é debitado na saída, ou seja, é cobrado no desembarque. Foi o meio mais barato e correu bem tranquilo. 

Ao descer na estação do centro, já segui sentido a Strand Street pra depois virar na Long Street, onde eu havia planejado de checar o hostel Two Oceans Back Packers. Por lá eu fechei quatro diárias por 150 rands cada dia, totalizando 600 rands e então fui descansar o restante da tarde após ter tomado um bom banho. O Wi-fi era livre e dei notícias pra minha família. Vale frisar que uma pessoa importante que me auxiliou do Brasil foi minha irmã, principalmente no diz respeito ao cartão vtm. Voltando ao hostel, ele era simples, um atendimento bom, tinha uma cozinha muito bem organizada com chá livre. Lá também se lavava roupas mediante uma taxa. Fiquei num quarto compartilhado com seis beliches e foi tudo tranquilo, não tinha muita rotatividade, até porque tinham hospedes que alugaram a cama por meses, pois estavam trabalhando na long street.

A Long Street pode ser considerada uma das ruas mais turísticas da Cidade do Cabo, pois conta com diversos restaurantes, hostels, casas noturnas, bares, comércios, etc. Passei num mercadinho pra comprar algumas coisas pra comer na janta e também pra tomar um café reforçado, já que no dia seguinte eu iria pra famosa e tão esperada TABLE MOUNTAIN!

Observação: 
* No geral, fiz as contas de 1 real valendo 4 Rands ou 1 dolar de 12 a 13 Rands - Julho/17 
 

Links úteis: 

Linha Metro Tatuapé x Aeroporto de Guarulhos (R$06,15 jan/2018)

http://www.emtu.sp.gov.br/sistemas/linha/resultado_imp.htm?numlinha=30446

Mycity

https://myciti.org.za/en/home/

Hostel - Cape Town

http://twooceansbp.co.za/Welcome/

Mapa - chegada no hostel:

https://goo.gl/maps/RxAyDwc1Vw72

Providenciar certificado da Anvisa - Febre Amarela

http://portal.anvisa.gov.br/certificado-internacional-de-vacinacao-ou-profilaxia

Requerimento de Passaporte brasileiro:

http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/requerer-passaporte

Sobre o Visa Travel Money (VTM)

https://www.visa.com.br/pague-com-visa/cartoes/cartoes-pre-pago/visa-travelmoney-detalhes.html

Angola Airlines (TAAG):

http://www.taag.com/en/

África do Sul - Wikipédia:

https://pt.wikipedia.org/wiki/África_do_Sul


HINO DA ÁFRICA DO SUL

 

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Parte 3: Subida à Table Mountain (Montanha da Mesa)

06/07/2017 - Subida à Table Mountain (Montanha da Mesa) - Cidade do Cabo

Dia bonito em Cape Town, acordei mais tarde do que o esperado pelo despertador, me agilizei pra aproveitar o dia, pois iria enfrentar a tão falada Table Mountain. Desde casa em SP eu já havia navegado por parte do seu caminho via google maps. Até então pensava em ir à pé desde o hostel mas como havia adquirido o cartão mycity, fui de ônibus poupando uma caminhada de 6km. O ônibus foi o 107 Camps Bay. Peguei na Estação Adderley mas poderia ter pego após a Long Street.

Desci logo quando chega a entrada pra Tafelberg Road que já liga até o inicio da trilha. Desse trecho andei uns 30 minutos até chegar na base do Teleférico, mas na volta percebi que tem um ônibus que faz integração gratuita e deixa bem próximo da base.

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Sendo uma das atrações mais visitadas da África do Sul, a Montanha da Mesa esbanja beleza desde diversas partes da Cidade do Cabo até o seu ponto culminante que é achatado se assemelhando a uma mesa. Com mais de 1000 metros de altitude e um cume de 3km de extensão, consegue-se avistar todo o centro da Cidade do Cabo, a Ilha Robben e diversas praias, um visual de tirar o fôlego.

A Montanha da Mesa pertence a um Parque Nacional sendo um Patrimônio Mundial e uma das 7 maravilhas naturais do mundo. Existe um Teleférico que faz a subida em 5 minutos, mas meu plano era subir andando, uma aventura ímpar pra iniciar bem minha mochilada!

A trilha escolhida foi a Platteklip Gorge que aparenta ser a mais utilizada, a mais fácil e a mais demarcada. A atmosfera tava sensacional, fiz essa caminhada numa paz incomum, minha única preocupação a principio era o tempo, pois havia me atrasado pro inicio do role e a tarde era possível chover. A subida foi tranquila, eu sempre fazia as pausas necessárias e já tinha durante todo o trajeto um panorama legal da paisagem. Acredito ter feito em 2 horas esse trekking.

A caminhada começou sobre um piso de rochas planas e um declive moderado, logo apareceu um pequeno córrego, mas eu apenas o olhei e continuei subindo, meu cantil de 2 litros estava cheio e não precisei abastecer, também não sei informar se era água própria pra consumo. Depois o zigue zague tomou conta da trilha, era meio de semana mas mesmo assim tinham várias pessoas na atividade, algumas subindo e outras já descendo. Algo muito interessante eram os cumprimentos e o apoio que todos davam, um ambiente bem favorável para esta modalidade. Presenciei crianças e mais velhos fazendo a trilha, certo que era num ritmo bem tranquilo, mas estavam lá tendo essa vivência.

É mais que importante lembrar que quem decidir encarar a subida a pé, deve se preparar fisicamente, calçar um tênis apropriado, vestir roupas leves e para trilhas, levar alimentação de trilha, água é crucial, pensar nos primeiros socorros e ter disposição/ paciência!

 Então é só curtir a fauna e flora local, o visual da cidade e do oceano ao fundo. Cheguei ao topo e precisei vestir uma blusa, ventava muito e a temperatura diminuiu bastante. Sensação de parte do dever cumprido pra admirar aquela beleza natural africana. Fiz diversas trilhas lá em cima e tirei muitas fotos. (selecionadas abaixo)

Ao sentar pro descanso um passarinho me acompanhou bem de perto, e ficou um bom tempo do meu lado. Pelo que eu vi ele é conhecido como Estorninho de Asas Vermelhas. Depois fiz meu lanche, o pássaro já havia ido embora e acho que ele deve ter voltado ali pra bicar os farelos rs

A tarde já se encaminhava a envelhecer, então me pus a voltar, fiz o mesmo trajeto da subida. Não quis arriscar outro caminho por não ter muito tempo pra se caso ocorresse algo de errado, alem da previsão de chuvas. A descida foi mais rápida, porém mais interessante pela janela que se tinha, pois eu ficava a maior parte do tempo de frente pro visu.

Finalizada essa jornada com o cansaço aparente, embarquei no ônibus até a avenida principal e depois um pro centro, pois na Long Street eu fui descansar nos hostel Two Oceans!

Fotos:

opa, tô chegandoLion de fundo

parte do teleféricosubi por essa trilha

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Parte 4 - Dia 07/07/17 - Museu Robben Island e Praia Camps Bay

Na noite anterior havia chovido mesmo, conforme a previsão dizia. Chuva é sempre bom em época de racionamento de água, em julho essa campanha não me pareceu tão intensa, mas na Cidade do Cabo existe racionamento de água. Essa manhã o clima estava ameno, tomei um café da manhã caprichado (food lover's cafe, se não me engano) e depois parti para o centro comercial V&A Waterfront e seguindo pelo plano de ir até a praia de Camps Bay, ainda de forma independente utilizando o transporte público ou a própria caminhada mesmo. 

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The Victoria & Alfred Waterfront é um porto em principio, mas não só isso, o que realmente se destaca são os diversos atrativos ao redor do porto, desde comércios, bares, pubs, museus, lojas de artesanatos, restaurantes, o Aquário Two Oceans que não fui, porém dediquei grande parte do tempo no Museu Robben Island, que é o local de onde parte a viagem até a ilha. Comprei o ingresso para o dia 09/07 e depois do museu eu troquei dinheiro no banco, almocei e andei pelo porto.  

A Ilha Robben foi por um tempo território de um presidio de segurança máxima, onde aprisionava presos políticos. Na época do apartheid sul africano, Nelson Mandela foi um desses presos, e hoje o local é visitado como tour educativo e de memória de preservação da resistência desses que lutaram pela liberdade e por plenos direitos civis, sociais e políticos. Nesse dia eu apenas comprei o ingresso, mas bem no meu dia de visita a chuva impediu que o tour ocorresse, e como eu estava com o tempo já contado fiquei sem conhecer a ilha, os 340 Rands foram reembolsados no cartão  Os guias desse passeio são alguns dos ex-presos políticos daquele tempo. O museu não me escapou e fiquei muito informado sobre essa época que muito marcou. Vale lembrar que a visita à ilha dura em torno de 4 horas e tem horários específicos de partida. (deixarei o link mais abaixo).

Momento de muita emoção foi estar frente a frente dos quadros que traçavam a história de luta anti-apartheid, as informações eram separadas em diversas seções, tais como: Fundação do Apartheid; primeiras resistências; distribuição de terra; mão de obra barata de imigrantes; primeiros sindicatos; mulheres, apartheid e resistência; partido nacional no poder; legislação do apartheid; campanha de desobediência; Massacre de Sharperville*; campanha contra lei do passe**; estado de emergência; luta armada; encarceramento, insurreição da juventude; capitulo da liberdade; crescimento de movimentos sociais, etc.

Após o almoço, voltei pro centro andando e parti direto pra Camps Bay Beach. Tem um ônibus que vai direto e é barato. No verão essa praia costuma lotar, mas como era inverno o tempo tava nublado e a temperatura baixa trombei com uma praia vazia. Ao embarcar no ônibus 107 Camps Bay usando o cartão Mycity, logo o rumo se deu em um bairro muito bem estruturado e de grandes casas, aos poucos já dava pra avistar o mar.

Essa praia é uma das mais badaladas na época quente, suas águas são frias, mas o diferencial é a estrutura que se tem na beira da praia, diversos restaurantes, bares e inclusive um mercado. Então mesmo que não se entre no mar, tem muita coisa pra se fazer. A vista é muito linda da sequencia de montanha que pertence a Table Mountain, chamada de 12 apóstolos. Quando eu fui essa visão estava parcialmente coberta, mas se mostrou bonita do mesmo jeito. Ao continuar a caminhada pelo calçadão se chega numa piscina natural que é tida como mais apropriada para banho, já que também não tem o risco de aparecer tubarões como ocorre no mar. Fiz minhas compras no próprio mercado, sendo assim a opção mais barata. Não entrei na água pois estava frio e por lá permaneci o restante da tarde. Show de bola!!!

O dia terminou com esse programa light, bem tranquilo. Voltei de ônibus até o centro, desci na Long Street pra descansar no hostel Two Oceans. No dia seguinte eu tinha agendado o rolê até a Peninsula do Cabo com a agencia BazBus.

Links:

Rota e horários da linha Camps Bay

https://myciti.org.za/en/timetables/route-stop-timetables/?timetable[weekday]=wednesday&timetable[route_id]=107&timetable[direction]=0

Ilha Robben ou Robben Island

http://www.robben-island.org.za/

 

*Massacre Sharpeville - fonte "Por dentro da África"

Em 21 de março de 1960, ocorreu em Sharpeville, na província de Gauteng, África do Sul, um protesto realizado pelo Congresso Pan-Africano contra a Lei do Passe, um documento que detalhava onde os negros poderiam ir. Caso os negros não apresentassem o passe, eles eram sumariamente detidos.

Neste dia, milhares de manifestantes caminhavam por Sharpeville para um protesto pacífico, que foi reprimido pela polícia sul-africana com arma de fogo provocando a morte de 69 pessoas e ferindo cerca de 180.

Após esse dia, a opinião pública mundial passou a olhar com mais atenção para o regime do apartheid. Em 21 de novembro de 1969, as Nações Unidas implementaram o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, que passou a ser comemorado todo dia 21 de março.

http://www.pordentrodaafrica.com/noticias/por-dentro-da-historia-o-massacre-de-sharpeville-durante-o-apartheid
 

**Lei do Passe

A Lei do Passe era uma lei que existia antes do Massacre de Sharpeville, na África do Sul.

A lei, que obrigava os negros da África do Sul a portarem uma caderneta na qual estava escrito onde eles podiam ir, era um dos principais elementos do sistema de apartheid.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_do_passe

O apartheid (...) foi um regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul, no qual os direitos da maioria dos habitantes foram cerceados pelo governo formado pela minoria branca.

A segregação racial na África do Sul teve início ainda no período colonial, mas o apartheid foi introduzido como política oficial após as eleições gerais de 1948. A nova legislação dividia os habitantes em grupos raciais ("negros", "brancos", "de cor" e "indianos"), segregando as áreas residenciais, muitas vezes através de remoções forçadas. A partir de finais da década de 1970, os negros foram privados de sua cidadania, tornando-se legalmente cidadãos de uma das dez pátrias tribais autônomas chamadas de bantustões. Nessa altura, o governo já havia segregado a saúde, a educação e outros serviços públicos, fornecendo aos negros serviços inferiores aos dos brancos.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid

Fotos: 

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Parte 5 - 4* Dia -  08/07/17 - Cape Peninsula Tour (BasBuz) - Ilha das Focas, Praia dos Pinguins e Cabo da Boa Esperança

Acordei cedo, tomei café no próprio hostel com aquele gelado matinal, cheguei pela varanda e a brisa leve indicava que viria dia bom pela frente. Não pra menos eu faria o Day Tour na Península do Cabo, rolê guiado que mesclava história com a bela paisagem oceânica e montanhosa do sul do país e da Cidade do Cabo. Eu havia agendado esse tour no dia anterior pelo Baz Bus e já comprei a passagem de van que vai desde a Cidade do Cabo até Joanesburgo passando por diversas cidades e hostels. Com isso fechei um pacote e ficou 2780 Rands. (+ ou - R$700,00).

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Baz Bus é basicamente um transporte que busca na acomodação e deixa em outra acomodação ao longo da costa sul africana. Essas acomodações inclui hostel, hotel e casa de hospedes. São mais de 200 acomodações entre 40 cidades. Existem diversos tipos de passagens, apenas de ida por 7, 14 ou 21 dias, e também ida e volta. Dessa forma facilita bastante a viagem para quem não está de carro, e acessando os horários disponíveis se planeja perfeitamente a viagem. Bas Buz oferece alguns tours como o da Cape Peninsula.

Ainda não tinha alcançado as 8h da manhã e a van já estava em frente ao hostel, passou por outras acomodações e com o grupo fechado, todos a bordo, foi hora de seguir pra viagem. O que nos esperava era primeiramente a Hout Bay, de lá partia um barco até a Ilha das focas. Depois, na cidade de Simon, a visita à Boulder Beach (Praia dos Pinguis). Por fim na Reserva Natural Cape Point, Cabo da Boa Esperança, etc. Incluido uma caminhada leve e um rolê de 6km de bike.


Seal Island

O Lobo Marinho do Cabo (Arctocephalus Pusillus)

Há 35 espécies de focas no mundo. A ilha de Duiker é um santuário de aves e de lobos marinhos do Cabo, onde se contam aos milhares estas focas e muitas aves tais como o corvo marinho do Cabo, o corvo marinho do banco, as gaivotas de dorso negro, etc. (...)

O lobo marinho do Cabo mergulha a profundidade de 36 metros, variando esta aptidão de espécie para espécie. Ao mergulhar, os ouvidos e as narinas fecham-se hermeticamente, não sendo possível a respiração debaixo da água. Mesmo quando dorme, torna-se necessário emergir para respirar. O animal adulto consegue permanecer debaixo de água durante 30 minutos e os mais novos de 10 a 15 minutos. 

- De um modo geral alimentam-se de peixe, camarão, crustáceos e lulas.

- As focas gozam de boa audição fora da água, ouvindo muito melhor quando submersas. A sua aptidão de detectar a origem dos sons é excelente.

- Os olhos estão adaptados paar verem tanto na água como em terra.

- O seu corpo é mantido a uma temperatura constante de 38,5º C.

- OS machos chegam a pesar 350kgs e as fêmeas 113kgs.

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Boulders Beach

Aninhado em uma enseada abrigada entre a cidade de Simon e Cape Point, Boulders tornou-se mundialmente famosa por sua colônia próspera de Penguin Africano e magníficas praias protegidas de vento e seguras. 

A partir de apenas dois pares reprodutores em 1982, a colônia de pinguins cresceu para cerca de 2200 nos últimos anos. Isto é em parte devido à redução do arrasto pelágico comercial em False Bay, que aumentou o suprimento de pilchard e anchovas, que fazem parte da dieta dos pinguins.

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A segunda parte do tour é marcada pela ida até a região do Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope) e uma caminhada até a Ponta do Cabo (Cape Point). Ao chegar ao parque nacional da montanha da mesa, iniciou-se uma pedalada de 6 km, a bicicleta é cedida pela agencia, assim como, os capacetes de segurança. Após essa atividade fizemos um bom lanche da tarde, pra já seguirmos rumo à ponta da África. O Cabo da Boa Esperança representa o extremo sudoeste do continente, já o extremo sul é por conta do Cabo das Agulhas que não é tão famoso quanto o da esperança, que já foi chamado de tormentas por Bartolomeu Dias. O guia perpassou pelas histórias das navegações, realmente muita referencia histórica no local, que tem por característica a difícil navegação.

Ao visitar todos esses atrativos, seguimos de volta a cidade, o sol já estava se pondo, avistamos também diversos babuínos na beira da estrada, algumas pessoas paravam os carros, desciam e se aproximavam para tirar fotos, algo que não é muito aconselhável. Vale lembrar que foi um grande tour, o serviço muito divertido dos guias e reuniu uma galera bacana. Vale a pena!!!

Links para consulta de horários e preços!

http://www.bazbus.com/tickettype.html?rid=17

Fotos:

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Parte 6: Da Cidade do Cabo até Durban

Nesta parte do relato vou focar na minha ida a Durban. No dia 09 de julho completou meu quinto dia na Cidade do Cabo e eu tinha o ingresso da Ilha Robben que eu tanto queria visitar, mas nesse dia choveu, então o tour foi cancelado e me reembolsaram no cartão vtm. Era um domingo e eu andei pelo centro na intenção de fazer outra atividade, estava tudo vazio e ainda mais com chuva então decidi passear pela Long Street. Aqui vai um alerta acerca dessa rua nos domingos e a noite pois pode ser perigoso na questão de furtos ou roubos.

Mesmo sem programa eu pensei em sair pra beber, mas que logo decidi ficar mais tranquilo, almoçar bem e organizar os próximos passos do roteiro. Por bem dizer só fui tomar uma gelada lá em Zâmbia, mas é coisa pros próximos capítulos. 

No dia 10 de julho iniciou minha viagem de Bas Buz pela costa sul africana sentido Joanesburgo. Como peguei uma sequência de chuvas nas tardes e era inverno, decidi passar direto até Durban, eu poderia ter comprado uma passagem pela Intercape, no entanto eu havia fechado um pacote com Bas Buz e de certa forma eu iria percorrer a costa, só que apenas de passagem. E assim fiz, foram dois dias de viagem com uma pernoite em Port Elisabeth. Na verdade meu objetivo maior era a Cordilheira de Drakensberg, quase pensei em ir direto pra lá, mas passar um dia em Durban seria bom.

Em Port Elisabeth fiquei acomodado no Hostel Jikeleza e logo de manhã a Van passou novamente rumo a Durban, onde eu fiquei no Curiocity BackPackers, chequei a disponibilidade de camas já que eu não havia agendado, acertei por duas noites no curiocity. A estrutura do hostel é bem bacana, camas confortáveis, wifi nos quartos, tomada na cama, mini luminaria, etc. 

Um dia em Durban - 12/07/2017 - 8º dia

Depos de uma noite bem dormida, acordei umas 9h00, tomei café da manhã e parti rumo ao museu Kwa Muhle, isso já era bem umas 10h00. Caminhei até o museu, não durou nem 40 minutos do hostel. Assim como o Museu da Robben Island, esse me deixou bastante emocionado, acredito que até mais, pois me deparei com a história, imagens e depoimentos de Andrew Zondo*. Outra seção muito bem detalhada era a que tratava da história da lei do passe. Nesse museu tinha também uma sala dedicada a informações para conhecimento e preservação contra a AIDS e tuberculose também.

Logo depois do museu passei no prédio onde ocorreu a III Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas em setembro de 2001, e contou com mais de 16 mil participantes de 173 países.

Após ter esse contato histórico fui passear pela cidade, andei até porto pelo calçadão e foi bem tranquilo. Procurei um lugar pra almoçar e segui sentido a South Beach. Cheguei na praia já de tarde e tinha uma movimentação razoável, tendo em vista que era meio de semana. Um ambiente bem legal, as pessoas se divertiam bastante e o interessante foi ver mais moradores locais curtindo a praia. 

Todo esse rolê fiz à pé, e na volta pro hostel ainda passei por umas ruas fora da rota turística, assim tive mais contato e deu pra sentir a atmosfera do local, moraria ali de boa. O contato era mais quando eu ia comprar algo e já fazia alguma pergunta ou algum comentário. Nesse trecho aumentou também o número de moradores indianos. Por indicação dos funcionários do hostel eu andei sem a câmera fotográfica e sem muito dinheiro no bolso, pois disseram haver risco de roubo. Ainda bem que comigo correu tranquilo, mas só tirei fotos pelo celular, essa foi a desvantagem, já que ele não é top.

Por fim, e depois de camelar um tanto, foi momento de relaxar no hostel. No dia seguinte eu tinha viagem pronta para a grande e tão esperada Cordilheira de Drakensberg!

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Reprodução caderneta de passe - museu durban

 

*Andrew Zondo

Ele cresceu no município de KwaMashu de Durban, teve seu despertar politico aos 14 anos inconformado com a Lei de Educação Bantu e se juntou ao CNA quando tinha 16 anos. Foi treinado como combatente no exílio em Angola e realizou várias operações clandestinas contra o governo do apartheid sul-africano.

A explosão no Amanzimtoti, no período de compras pro natal, foi o seu mais proeminente. Cinco pessoas foram mortas e Zondo foi capturado seis dias depois.

Em 20 de dezembro de 1985, as forças de segurança sul-africanas realizaram uma incursão em Lesoto, matando nove ativistas anti-apartheid. Em retaliação, os agentes da Umkhonto weSizwe, incluindo Andrew Zondo, colocaram uma bomba (mina) no centro comercial Amanzimtoti Sanlam em 23 de dezembro de 1985, matando três adultos e duas crianças, enquanto outras 40 pessoas ficaram feridas. Por este ato Andrew Zondo foi amplamente criticado pela população branca na África do Sul. O alvo seria uma agência do governo.

Também teve criticas por parte do CNA, Oliver Tambo, ex-presidente do CNA, indicou que o assassinato de civis foi contra a política do CNA e, consequentemente, ele desaprovou o bombardeio, mas entendeu as razões.

A Execução

Em 6 de setembro de 1986, a família de Andrew Zondo foi visitá-lo na Prisão de Segurança Máxima em Pretoria, onde estava aguardando sua execução. Ele estava em paz consigo mesmo e com o mundo e ele disse a sua família:

"Eu não quero que vocês chorem. Não quero que as pessoas venham e chorem por mim. O que eu tinha que fazer, eu fiz. Agora minha vida está terminando."

Menos de nove meses após o bombardeio, na terça-feira, 9 de setembro de 1986, Andrew Sibusiso Zondo foi enforcado com dois homens de KwaMashu. Lucky Paye e Sipho Xulu, que também morreram sob instruções políticas.

"A pena de morte na África do Sul foi reservada como uma punição por assassinato premeditado, traição ou como parte da justiça militar."

"A execução de criminosos e opositores políticos foi usada para punir e reprimir a dissensão política."

A última palavra de Andrew Zondo foi "Amandla", o grito de guerra da luta anti-apartheid!

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Carlos muito show esse roteiro parabens eu gostaria muito de fazer esse roteiro e gostaria de pedir informações para vc um grande abraço

  • Gostei! 1

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Parte 7: Cordilheira de Drakensberg + Lesoto

Depois de ter passado um dia em Durban, no dia 13/07/2017 (9° dia de viagem) embarquei no Baz Bus rumo ao Amphitheatre BackPakers que se localiza na região norte da Cordilheira de Drakensberg, na província de KwaZulu-Natal, sendo que nessa província se localiza parte da Cordilheira que no total se estende por aproximadamente 1000 km. 

Pra mim parecia ser o momento mais esperado do mochilão, pois é esse tipo de atividade e esse tipo de lugar que mais me identifico - caminhada nas montanhas. A principio o plano seria aproveitar dois dias no Amphitheatre, e assim poder fazer o tour até a Tugela Falls (Cataratas do Tugela) em um dia e no outro ir até o Reino Lesoto. Acabei esticando minha estadia em mais dois dias, pois perdi o horário da Van (Baz Bus) que me levaria para Joasnesburgo e só teria outra dois dias depois. No final acabou que foi uma boa mudança, pois pude curtir mais ainda a tranquilidade desse lugar!

Cheguei por volta das 14h00 no belo e aconchegante hostel Amphitheatre BackPackers, a van havia me buscado no Curiosity Backpackers em Durban pra em algumas horas chegarmos no meu destino. Fiz o check-in, como eu não havia agendado perguntei primeiro onde tinha vaga e no quarto compartilhado consegui uma vaga. Ali já agendei os dois dias de tour, no caso de Lesoto coloquei meu nome na lista de interesse pois não havia certeza de que fecharia um grupo. E por fim pus meu nome na lista de quem queria jantar no hostel.

Essa tarde eu aproveitei pra caminhar numas trilhas próximas do hostel, o sol estava presente, mas ventava bastante também, foi um rolê tranquilo e refrescante.Voltei pro hostel e em meio aquele ambiente brando pude relaxar o resto da tarde até a hora da janta. O dia seguinte me reservara uma grande aventura pelo Amphitheatre da Cordilheira de Drakensberg, o objetivo era um trekking até as Cataratas de Tugela!

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eis o primeiro trecho pra trás

 

Tugela Falls

Situada no Royal National Park, as Cataratas do Tugela possui uma queda de mais 900 metros, essa beleza natural se cessa no inverno, estação que ocorre uma grande diminuição do volume de água. Foi bem nessa época do ano que eu fui e não pude presenciar aquela queda máster, mas mesmo assim a formosura do lugar foi imperdível de se ver.

Considerada a segunda maior cachoeira do mundo e a primeira mais alta da África, consegue-se atingir seu topo numa caminhada média de aproximadamente 2 horas e assim se deu o role. Saímos pela manhã do hostel, acredito que em um pouco mais de uma hora já estávamos no estacionamento do parque real, após uma viagem por uma estrada boa e só quando se aproximava as montanhas que o caminho ficou sinuoso e um pouco dificultoso.

O tour foi fechado por 690 Rands, o nosso guia era o Sia, que já é muito experiente nessa região, trabalhando ali há anos desde que veio de Durban. As primeiras instruções foram dadas, grupo completo e então foi hora de caminhar. O tempo estava gelado, as mãos quase congelaram se não fossem as luvas que eu usava para manter o calor. Faz muito frio lá, não é pra menos pois estávamos próximo dos 2500 metros de altitude e iriamos atingir mais de 3000 até o final da trilha.

A trilha eu considerei como autoguiada, no primeiro trecho estavam inclusive, de certa forma, pavimentando, no segundo momento começou alguns zigue-zagues, típicos de extensões de caminho nas montanhas devido também ao escoamento das águas das chuvas. As pausas eram feitas em momentos oportunos para descansarmos, tendo em vista que nem todos tinham experiências em trilhas, é uma aventura que vale pra quase todas as pessoas.

O terceiro momento do trekking já foi mais puxado, uma subida mais íngreme numa trilha de rochas, algumas pessoas não continuaram, pois preferiram esperar num ponto que fossemos passar na volta. Com muita cautela cheguei no topo, um visual estonteante das montanhas em forma de agulhas, aquela chapada imensa e assim a pausa pro lanche e mais fotos. Em seguida fomos rumo a queda do Tugela, uma pena estar suave naquela época, pois o lugar é fantástico.

Passamos por outra queda depois, que também estava seca e na volta enfrentamos dois lances de escadas de tirar o folego, deu aquela aquecida na adrenalina e enquanto o tempo nos presenteava com pequenos flocos de neves. Bem legal. Era final de tarde quando estávamos de volta ao estacionamento. A minha sensação foi boa, mas eu também esperava mais, não sei se porque tenho o costume de explorar mais ou de não me adequar ao tipo de tour muito programado por guias e lógico que se a queda estivesse no seu auge seria o lugar mais brilhante que eu teria visitado rs.

Ao chegar no hostel foi papo de descanso, já que no dia seguinte já tinha programado o dia em Lesoto. Continuarei mais abaixo, após as fotos!


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Reino de Lesoto

Para falar sobre meu dia em Lesoto vou deixar a publicação que fiz na época no facebook!

---Hoje foi mais um dia de aprendizado, passei o dia numa vila em Lesoto. Mesmo que não falo a mesma lingua, um sorriso, um aperto de mão, um abraço, pôde transmitir a imensidão do que eu sentia no momento.

Lesoto é um pais localizado no sul da África, o povo é Basoto, a língua Sesoto. Lesoto faz fronteira unicamente com a África do Sul. Geografia montanhosa sendo o país mais alto do mundo, pois tem... uma altitude minima entre 1400 a 1500 metros com relação ao nível do mar.

Na foto, eu com um dos 2 Curandeiros da vila ou usando o termo certo, Sangoma. aos 18 anos ele recebeu os sinais dos ancestrais para se tornar um Sangoma. Não vou colocar seu nome e nem o da vila porque não sei como escreve corretamente. ---

Muito respeito aos ancestrais.
Paz, chuva e prosperidade.
Povo lindo, lugar lindo!

De fato o povo de Lesoto está onde está devido as batalhas travadas com os invasores holandeses, de acordo com o guia e a própria história, antes eles se localizavam no Free State (Estado Livre), que é hoje província da África do Sul. Esse país incrustado nas montanhas teve batalhas entre os povos San* e os Bantos, Zulu. Mas foi com o advento da invasões europeias que o genocídio se ocorreu. Essa região é rica de afrescos e pinturas rupestres dos povos San, porém no trecho do tour, já estavam todas se deteriorando muito disso devido a transgressão de alguns moradores. O guia foi um professor local, e isso foi muito gratificante por ele contar as vivências dali e a história tal como ela é, ou seja, não romantizou pra agradar turistas. O grupo no hostel estava grande e como tinha apenas um guia, foi dividida a turma. Grande experiência pra mim, difícil de descrever o que representou estar ali...   

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Preços/ Gastos (julho/2017)

-Dormida por noite 180 Rands (+- R$45,00)
5 noites = 900 Rands

- Jantar unidade 135 Rands 
4 dias - 540 Rands

- Atividade Lesoto day tour = 690 Rands

- Atividade Tugela Falls = 690 Rands

- 3 breakfast - café da manhã = 180 Rands

- 3 garrafas de água 1,5L = 75 Rands

- 2 sucos de laranja = 52 Rands

Enfim gasto total nesse trecho = 3440 Rands ( +- R$860,00)
Site do Hostel: http://www.amphibackpackers.com/


*Khoisan: conjunto de povos mais antigos da África Austral

Khoisan ou Coissã é na verdade a junção de duas etnias, os San, que são caçadores-coletores, e os Khoi Khoi, que são pastores semi-nômades. Há dezenas de milhares de anos vivem na terra, atualmente de forma reduzida no deserto de Kalahari, na Namíbia, mas já ocuparam grande extensão da África Austral, que representa a parte sul do continente africano. Com a chegada dos Bantos, os Khoisan desapareceram ainda portando grande território, mas foram dizimados com a chegada dos britânicos e holandeses. O Reino de Lesoto, por exemplo, que situava-se no Estado Livre (província da Africa do Sul) foi empurrado para o território montanhoso que ocupa hoje, sem acesso ao mar e muito dependente da África do Sul. 

A Cordilheira de Drakensberg ou uKhahlamba (em zulu), na África do Sul, abriga mais de 30 mil pinturas rupestres dos Khoisan, arte conhecida pela sofisticação de seu simbolismo espiritual. Eland (antílope africano com espirais no chifre) predomina porque o eland era o animal favorito de Deus e então estava repleto de poder espiritual. A arte Khoisan também retrata cenários de caça, dança, cerimonias religiosas e guerra. 

Conhecidos de forma depreciativa pelos colonizadores como hotentotes ou bosquímanos, possuem linguagens únicas chamadas de "Línguas do Clique" com diversos sons inexistentes em outros idiomas e por isso chamados de "gagos" pelos colonos. 

Segue um trecho do Dicionário da África - sec. VII a XVI, Nei Lopes e José Rivair:

(..)"Segundo L. D. Ngcongco, entre os anos 1000 e 1500 d.C., os KhoiKhoi tornaram-se criadores de gado, inclusive bois e vacas de grande porte, que montavam e usavam em transporte de cargas, além de ovelhas de causa grossa. Assim, espalharam-se por vasta área, numa expansão que deixou marcas profundas, tanto sob aspecto linguístico, quanto do ponto de vista da miscigenação, em grande parte da Africa Meridional, em terras hoje pertencentes a África do Sul, Angola, Botsuana, Namíbia, e Zimbábue. Em 1510, na região do Cabo da Boa Esperança, o português Dom Francisco de Almeida é morto com outros fidalgos no decorrer de uma 'expedição punitiva'. (Almeida, 1978, p.91). O ilustre falecido era vice-rei das Índias e sua morte ocorreu em confronto com um grupamento KhoiKhoi, que fez, além dele, mais 60 vitimas fatais. O fato comprova o grau de organização desses africanos, capazes de, apenas com seus arcos e flechas, infligir essa fragorosa derrota a uma coluna portuguesa, munida de armas de fogo"
Logo no inicio do filme "Os Deuses Devem estar Loucos" mostra um pouco da vivência dos Khoisan, com propriedade coletiva, cultura de dividir, caça e coleta para sobrevivência, o amor e respeito às crianças, muita sabedoria, etc. Na África do Sul tem um partido politico que representa os Khoisan de atualmente, o Partido Revolucionário Khoisan, que não tem pretensão de ganhar grandes cargos, mas de defender seus interesses.

 

 

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Aqui vou continuar minha jornada pela África Austral após ter passado cinco dias em Nothern Drakensberg

Dia 18/07/17 - 14º dia de viagem

Viagem de van basbuz de Drakensberg até Joanesburgo, fiquei num hostel próximo do aeroporto Oliver Tambo, pois no dia seguinte iria pra Zâmbia.

Dia 19/07/17

Viagem de avião de Joanesburgo até Livingstone em Zâmbia

Ao chegar andei pela cidade, povo muito acolhedor. Fiquei no Hostel Zinga Backpackers.

Preço da Passagem pela British Airways = R$950,00 (ida e volta)

Eis que deixei a região das cordilheiras para seguir minha mochilada por Zâmbia, mas antes passei uma noite num hostel próximo do aeroporto e no dia seguinte voei para Livingstone. O voo estava marcado para as 14h00 e o próprio moço do hostel me deixou já no portão de embarque no aeroporto. Dali só foi fazer o check-in e embarcar.

Essa passagem eu não comprei antecipadamente, minha irmã que estava no Brasil comprou pra mim, vale frisar que ela foi bem prestativa e me ajudou muito nesse tipo de serviço. No caso eu preferi deixar assim um pouco mais flexível para que eu me decidisse conforme a viagem fosse ocorrendo. O trecho das cataratas era duvida na verdade, pois tinha a questão da grana que poderia ser insuficiente, mas fiz as contas e vi que daria se a passagem fosse comprada por fora. Então do orçamento inicial acrescentei mais R$1000,00 da passagem e depois minha irmã fez a gentileza de creditar mais R$1000,00 no cartão vtm, que lógico paguei quando voltei.

Do investimento inicial que foi de R$4560,00 adiciona aí mais R$2000,00, foi o total de tudo e ainda sobrou, assim pude ir pras cataratas de vitória, fazer o Chobe Safari e passar os dias finais em Joasnesburgo.

Chegada em Zâmbia

Uma viagem tranquila e rápida, era tarde do dia 19/07, uma quarta-feira. Ao passar na imigração no aeroporto de Livingstone, peguei o visto de múltipla entrada, pois eu iria passar na fronteira de Zimbabue e também de Botsuana. Paguei US$50 (Cinquenta dolares) pelo visto. Pra mim saiu um pouco mais caro (indiretamente) esse visto, lá no aeroporto Oliver Tambo em Joburgo, eu fiz a mudança de moeda e ali perdi bem uns R$70,00. Coisa que nem sei explicar agora, mas isso aconteceu. É sempre bom pesquisar bem para fazer essas changes currency.

Logo ao sair do aeroporto tinha uma fila de taxis, eu tava pensando realmente em ir à pé até o centro de Livingstone, eu havia visto dois hostels pela internet: o Livingstone e o Zinga. E assim poderia procurá-los já que estava com os endereço e não tinha nenhum agendado ainda. Acabei tomando um táxi até o Zinga BackPackers, isso me custou US$15, que achei caro. Mas que valeu pela gentileza e a boa recepção do taxista, conversamos bastante e dali já vi que o Brasil é muito conhecido pelo futebol, foram vários assuntos mesmo a corrida do aeroporto até o hostel sendo curta.

Adentrei o Hostel Zinga e de cara gostei muito do ambiente, algo bem leve, de certa forma roots, simples e criativo. A recepção foi dez também, o dono fui conhecer depois, o Skool boy. São vários quiosques e têm quartos também, todos nomeados em homenagem a grandes lideranças mundiais, a exemplo de Nelson Mandela. Acertei 4 noites, a diária estava $10 com café da manhã incluso, o quarto era compartilhado. Maquei pro dia seguinte a ida para as Cataratas de Victoria, o transfer tava incluso gratuito e fica menos de 15 minutos de carro do hostel até a entrada do Parque das Cataratas.

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Parque Nacional Victoria Falls - Lado Zimbabue

Mosi-oa-Tunya ou Victoria Falls

O grande dia, 20/07/2017, marcava o 16º dia do meu mochilão, pra mim parecia que eu estava com parte do meu objetivo concluído, como eu mencionei anteriormente a ida pra cordilheira era o que eu mais havia criado expectativas, mas ao presenciar as cataratas foi quando o suspiro de surpresa saiu de verdade. Fiquei 100% admirado e ali percebi que tudo valeu muito a pena. As vezes a vida nos põe um contrabalanço numa balança que lança vida, tristeza e esperança, que lança choro, vida dura ou vida mansa, ou o sorriso de uma criança. Esqueça tudo de mal que se faz ou que a história nos reserva. Ali dá pra acreditar num mundo melhor. O lugar é fantástico por demais!!! 

Encantamento gigantesco, nada menos que a maior catarata do mundo. sua extensão passa dos 1000 metros (1km) e sua queda mais de 100 metros. Quem alimenta a queda é o Rio Zambezi que demarca também a fronteira entre os países de Zâmbia e Zimbabue. Os povos tradicionais da região chamavam de Mosi-oa-Tunya ou "Fumaça que Troveja", isso antes da colonização. Essa maravilha natural é também patrimônio na Unesco e em cada parte da fronteira tem um parque. Em Zâmbia, Parque Nacional Mosi-oa-Tunya e em Zimbabue, Parque Nacional Victoria Falls.

No lado da Zâmbia paguei U$D 20 (vinte dólares) e após passar quase 4 horas pelo parque, eu atravessei a fronteira pela ponte, fui a pé mas tem vários taxis por lá, no geral é bem tranquilo de se atravessar essa fronteira e ainda tinha na ponte muitos turistas aguardando e olhando os saltos de Bunguie Jump. Alguns vendedores são insistentes demais nas vendas dos souvernies, e é nesse momento que tem que ser bom pra negociar pois ele colocam o preço inicial lá no alto. Como não negocio nessa situação muito bem, ou eu compro mais caro mesmo ou nem compro rs. O preço pra entrar no parque do lado de Zimbabue é de US$30,00 (trinta dólares). Ambos são espetaculares, cada um com sua particularidade, mas eu fiquei mais tempo no lado de Zâmbia. Um ponto interessante pra quem deseja planejar é saber sobre as épocas mais cheias e têm outras mais secas, o intermediário disso pode ser o ideal. Como eu fui no mês de julho achei perfeito! Para se atualizar mais sobre os parques é bom ir nos sites pra saber das condições da estações e também dos horários de funcionamento dos parques.

É interessante levar proteção para a câmera fotográfica e também capa de chuva. Algumas pessoas alugam por 1 dólar na entrada do parque. Pra voltar peguei um táxi por 5 dólares e então ao chegar tranquilo no Zinga Backpackers foi só relaxar a refletir o belo dia que tive. Foi mais um momento único!!! E a aventura continua...

Fotos:

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    • Por zervelis
      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!
    • Por ederfortunato
      Em dezembro de 2017, passei 3 dias no Zimbábue, como parte de uma viagem pra África, e devo agradecer a galera
      daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos,por isso, resolvi fazer um também!
       
      Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz
      no dia-a-dia(até porque tenho péssima memória).

      Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais lá no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato/


      Zimbábue ou Zâmbia?
       
       
      Eu já estava decidido que iria para África do Sul, mas queria passar por mais um país, e depois de pesquisar onde
      poderia passar uns 3 dias, achei as cataratas de Victoria, uma das maiores do mundo. O próximo passo foi decidir
      para onde ir, pois as cataratas ficam na fronteira entre Zâmbia e Zimbábue.
      Na Zâmbia, a cidade mais próxima é Livingstone, que é mais bem estruturada, as acomodações são melhores(para
      a mesma faixa de preço que na outra), porém, ela é situada a uns 10km das cataratas, o que não chega a ser um
      problema, pois o táxi pra ir/voltar seria apenas uns 10 dólares.
      No Zimbábue, a cidade mais próxima é Victoria Falls, bem mais perto das cataratas, dá até pra ir a pé, dependendo
      de onde você se hospeda, mas as coisas lá são mais, vamos dizer... rudimentares, e ainda assim caras.
      No final das contas, o que realmente importou na decisão, foi o preço da passagem, ambos os lugares são OK,
      e eu acabei optando por ir e ficar hospedado no Zimbábue.

      Zimbábue

      Roteiro: Fiquei 3 dias, o que foi mais do que o suficiente, apenas 1 dia já é possível fazer o principal, que é
      conhecer as cataratas, dos dois lados, e ainda fazer um passeio de barco no final do dia.
      Existem outros passeios para fazer nas cataratas como rafting e sobrevoar de helicóptero, safari, passeio de barco,
      pular de paraquedas, etc.
      O problema é que todos eles são bem caros, o que eu mais queria que era o rafting, acabei não fazendo,
      por custar $200 dólares.
       
      Gastos: Com hospedagem, passeios, comida, vistos e transporte gastei $350 dólares pelos 3 días(fora a passagem
      ida/volta pra lá). Essa região é bem cara, para os padrões daqueles países, acho que por causa do número de turistas.
       
      Dinheiro: O Zimbábue usa o dólar americano como moeda, já que o dinheiro deles passou por uma hiper inflação
      e perdeu todo o valor(inclusive você pode comprar essas notas de lembrança em qualquer loja, nunca vi tanto zeros
      numa nota, algo como 500.000.000.000, isso mesmo bilhões!).
       
      Cartão de crédito: Poucos lugares aceitam, até caixa eletrônico pra sacar não é fácil de encontrar e nem é
      garantido que terá notas, o melhor é levar dólar em espécie.
       
      Visto: Brasileiros tem que ter visto pra entrar no Zimbábue, você pode comprá-lo assim que chegar, no aeroporto.
      Existem 3 tipos de visto, o de entrada única, que custa $30 dólares; o de duas entradas, que custa $45 dólares;
      e um outro, que eu peguei e recomendo, caso você for ir para a Zâmbia, que se chama univisa KAZA, com ele você
      pode entrar e sair entre a Zâmbia/Zimbábue quantas vezes quiser no período de 30 dias, e ainda pode fazer um
      bate-volta no mesmo dia para o Botswana, ele custa $50 dólares. Compensa muito se você for ir para o lado da
      Zâmbia das cataratas, já que o visto para entrar nela por um dia, custa $50 dólares, então fazendo esse você economiza.
       
      Insetos: Não esqueça de levar, à noite tem bastante, não chegam a ter dentro dos quartos, mas nas áreas comum
      do hostel sim. Eu até pesquisei um repelente bem forte, mas não sei se fez tanta diferença para um normal tipo Off.   
       


      Victoria Falls
       
      Lado do Zimbábue: A entrada do parque custa $30 dólares(é tudo facada aqui, vai se acostumando rs).
      Tente acordar cedo, o parque abre às 07h00, esse é o melhor horário pra ir, pois o sol não está quente e não
      vai ter muitos turistas por ali. É possível percorrer todas as cachoeiras, numa caminhada de 2 horas, de forma
      tranquila, parando pra tirar fotos.

      Fronteira: Como eu disse antes, meu o plano era ir conhecer o lado da Zâmbia também, e foi o que eu fiz,
      a distância da entrada de um parque para o outro, deve ser de uns 3 km de distância, que precisa ser feito a pé!
      pois vai passar pela alfândega tanto do Zimbábue como da Zâmbia, e no meio das duas, tem a ponte das
      Cataratas de Vitória, onde tem o famoso bungee-jumping, por $50 dólares.
      Outra dica da fronteira, é tentar ignorar os vendedores, são vários, e eles vão andar do seu lado durante todo
      o percurso, puxando assunto, tentando conversar. Não precisa ter medo, eles só querem vender algum item, se
      não quiser só diga, apesar da insistência eles são de boas.
       
      Lado da Zâmbia: Chegando no parque do lado da Zâmbia(mais $20 dólares de entrada), também é possível
      caminhar por tudo em 2 horas.
      Na entrada do parque, tem uma agencia que faz o passeio para a Devil's Pool por $75 dólares, é o mais barato
      que você consegue, no centro da cidade, as agencia cobram uns $130 dólares, incluso o transporte.
       
      Cruzeiro: Fiz o passeio de barco no pôr-do-sol pelo rio Zambezi(eles chamam de Sunset Cruises),
      custou $50 dólares, o ônibus te pega as 16h30, se quiser fazer no mesmo dia das cataratas, dá tempo.
      O passeio é ótimo, dá pra ver muitos animais, como hipopótamos, jacarés, e várias aves, e ainda era open-bar!
      é um passeio tranquilo e um dos mais baratos que você vai achar ali.
       
      Hospedagem: Fiquei no Victoria Falls Backpackers , ele é bem rústico, sem mordomias, quartos simples,
      sem ar-condicionado, mas um lugar calmo, tranquilo, com piscina, e servem todas as refeições, a equipe é muito
      prestativa.
      Ele fica um pouco longe do centro da cidade, não dá pra andar, o táxi pra lá fica $5 dólares,  outro problema era
      o horário, depois das 19h00, não tem mais recepcionista para agendar passeios ou fazer reservas, e caso você
      queira jantar lá, precisa pedir até das 16:00.
      Custo da diária foi de $18 dólares, mais $3 pelo wi-fi, e não inclui café da manhã. Foi o mais barato e que tinha
      melhor recomendação que achei.
       

       
       
       
       
       
    • Por Em Algum Lugar do Mundo
      Estivemos na maior queda d'água do mundo e contamos os detalhes aqui. Confira o que fazer em Victoria Falls e veja todas as dicas de viagem pra esse destino incrível. 
      Saiba mais sobre Victoria Falls
      Victoria Falls é considerada o coração da África. Sua formação fica bem na fronteira entre Zimbabwe e Zâmbia. É a maior queda d’água do mundo, e ainda foi listada entre as 7 Maravilhas Naturais do mundo. As Victoria Falls fazem parte tanto do Parque Nacional Mosi-oa-Tunya (na Zâmbia) como do Parque Nacional Victoria Falls (no Zimbábue). As cataratas foram consideradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1989. As quedas d’água podem chegar a mais de 120 metros de altura!
       


      Zambia ou Zimbábue: para onde ir?
      Dá pra chegar nas cataratas tanto pelo Parque Nacional Victoria Falls (Zimbábue) quanto pelo Parque Nacional Mosi-oa-Tunya (Zâmbia).
      Para as melhores vistas das quedas d'água, o melhor é visitar o lado do Zimbábue. Para chegar bem pertinho da água, é do lado da Zâmbia que você deve ir. É bom levar em consideração  a estação do ano para fazer essa escolha.
      Para mais dicas sobre Victoria Falls, acesse o post na íntegra: https://emalgumlugardomundo.com.br/victoria-falls/


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