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Felipao86

Primeira Eurotrip: 21 dias na Itália (Roma-Florença-Veneza-Milao) com esposa gestante

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Primeira Eurotrip: 21 dias na Itália (Roma-Florença-Veneza-Milao) com esposa gestante
Olá pessoal,

Meu grande sonho de viagem sempre foi a Europa. Ano após ano algo acontecia que me impedia de conhecer um pedacinho do Velho Continente, mas finalmente no final de 2017 pude colocar os pés lá em grande estilo. Começamos pela Itália, onde ficamos 21 dias andando e comendo por lugares maravilhosos.

Roteiro:
Roma – 8 dias;
Florença – 6 dias;
Veneza – 3  dias;
Milão – 3 dias; 

Preparação:

Passagens: Tap saindo de BH com conexão em Lisboa. Saiu caro, em torno de 4000 reais ida e volta por pessoa. Procurei por muito tempo promoção mas não achei. Na ida conseguimos umas 12 horas de conexão, o que nos permitiu um tempo para explorar alguns pontos de Lisboa.
Passagens de trem: todas compradas no site da trenitalia com cerca de 3 meses de antecedência. Os trechos saíram entre 20-30 euros aproximadamente. 
Hospedagens: todas pelo Airbnb, pelo preço mais em conta e pela comodidade de pagar e parcelar no cartão de crédito. O critério de escolha, além do preço, era localidade próxima às estações de metrô/trem.

  • Roma: https://www.airbnb.com.br/rooms/11174608 Ficamos nesse simpático apartamento pertíssimo de Roma Termini. O Sr Franco. dono do apartamento é fantástico, nos comunicamos entre português e italiano (ele não fala inglês) mas foi bem tranquilo. E nos dava um bom café da manhã todos os dias.  A região não é das mais bem encaradas, mas foi bem tranquilo de andar todos os dias.
  • Florença: https://www.airbnb.com.br/rooms/7604862 A melhor hospedagem da viagem. Um verdadeiro Bed and Breakfast com bom café da manhã e não somente torradas e um suco de caixinha. Vale muito a pena. Fica a 5 minutinhos da estação Santa Maria Novella.
  • Veneza: https://www.airbnb.com.br/rooms/891441 Veneza é tudo absurdamente caro. Essa é a única hospedagem que não recomendo. Apesar de ficar relativamente perto da estação Venezia Santa Lucia, o quarto tem um cheiro de mofo grande e o banheiro é compartilhado. A vista da janela da sala, no entanto, é espetacular.
  • Milão: https://www.airbnb.com.br/rooms/2944362  Ótima hospedagem em Mião, muito bem localizada, na porta de uma estação de metrô. Nada a reclamar

Dinheiro: dessa vez levamos apenas dinheiro, para não cometer o mesmo erro de quando rodamos a América do Sul (levamos pouco dinheiro e toda hora precisávamos sacar num caixa eletrônico pagando absurdo de taxas). Levamos 2300 euros em espécie, sendo que gastamos 1600 euros (esse dinheiro foi gasto com os gastos do dia a dia, que incluem ingressos a atrações, passagens de ônibus, trens ou metros que pagamos na hora e alimentação).


Ingressos comprados antecipadamente: em alguns locais na Itália é extremamente importante comprar os ingressos antecipadamente, para furar fila e evitar perda de tempo desnecessárias. Foi o caso nos seguintes locais:

  • 1-Última Ceia em Milão: o mais difícil de  comprar, pois depende da abertura da venda no site oficial e acaba com poucas horas. Normalmente eles abrem, se não em engano, 2 a 3 meses de antecedência. Não existe venda no local na hora.
  • 2-Galleria Uffizi e Galerria Dell´Academia em Florença:  nesses até que a fila para comprar na hora não estava tao grande, mas de qualquer modo não perdemos tempo nenhum.
  • 3-Museu Vaticano em Roma: essencial, a fila para comprar na hora estava gigantesca, e o Museu é enorme, fica-se 6 horas tranquilamente lá dentro.

Seguros de Viagem: fiz no Seguros-Promo o seguro da Assist em torno de R$250,00 para duas pessoas. Nao utilizamos então não sei avaliar.

Questões relacionadas à gravidez: em geral foi bem tranquilo. Quando viajamos minha esposa estava com 25 semanas, então nem precisava de atestado médico, mas levamos por precaução. Levamos também uma farmacinha básica (remédio para cólica, enjoo, dor) e procuramos seguir um ritmo mais lento nas andanças do dia a dia (nem tão lento assim). Duas situações mais importantes aconteceram: ela não se adaptou à agua de lá. Parece que a água da Italia tem uma composição diferente da nossa, é mais “pesada” e isso lhe dava muito enjoo. Custamos achar uma marca de água mineral que não lhe causasse mal estar (a marca é “levíssima”). E ela, por incrível que pareça, não se adaptou muito à comida de lá. Várias vezes tinha refluxo quando comia pizza ou massa. Então procurávamos mais pratos com peixes, carnes e legumes. Fora isso, o restante foi bem tranquilo.

Dito tudo isso, vamos ao roteiro do dia a dia.

 

29/10/17 – Dia 1 – Lisboa.
Chegamos em Lisboa em torno de 5 horas da manhã e pegamos a fila prioritária da imigração (viva a gravidez, rs). O fiscal só perguntou o que iriamos fazer na Itália e já carimbou. Não pediu nenhum documento. Compramos um chip de 10 euros da Vodafone que nos foi suficiente para a viagem inteira e ficamos esperando a cidade amanhecer.
Pegamos um uber e fomos ao primeiro destino do dia: Castelo de São Jorge. Muito bonito, bem conservado e com uma pela vista de Lisboa. Ótimo lugar para visitar primeiro e dar uma boa situada na cidade.
(Obs: em Lisboa rodamos apenas de uber, bem tranquilo de usar, nenhuma corrida passou dos 10 euros).
De lá descemos a pé até a praça do Comércio, parando em alguns miradouros da cidade. A praça é linda, estava bem cheia, e deu para colocar os pés no Rio Tejo, de onde há alguns  séculos saiam embarcações para todo o mundo. Incrível!
Após algum tempo admirando o lugar fomos de uber até o Mosteiro dos Jerônimos, que é estupendo. Sua beleza, arquitetura, inigualáveis. Ficamos um bom tempo na fila esperando para entrar. Aproveitamos para passar na igreja ao lado onde estão os restos mortais de Vasco da Gama e Luis de Camões.
Após o Mosteiro paramos para almoçar num restaurante “pega turista”: bacalhau ruim e caro. Mas não tínhamos pesquisado restaurantes em Lisboa.
Em frente ao Mosteiro tem uma bela praça com um belo jardim e caminhando por ele você chega até o Marco do Descobrimento, um monumento erguido em homenagem às grandes navegações. 
Você sobe um elevador e vai até o topo. Dá uma vertigem danada, mas é outra visão estupenda da cidade que você tem. Muito bacana!
Iria ainda na Torre de Belém mas pelo horário já não era mais permitido a entrada.
Caminhamos então em direção ao Mosteiro dos Jerônimos e fomos comer os famosos pasteis de Belém! Muito gostosos, saborosos. Compramos bastante para comermos em Roma também.
Ficamos na praça em frente curtindo o movimento  e esperando o horário de voltar ao aeroporto para terminarmos de chegar a Roma.
Impressão geral de Lisboa: foram poucas horas para ter alguma impressão, mas gostei muito do que vi: cidade limpa, organizada e bem arborizada. Portugal como um todo tem sido redescoberto pelo turismo mundial e isso se reflete na quantidade enorme de turistas em todo o lugar. Com certeza voltaremos com mais tempo para conhecer com calma.
No fim o vôo atrasou e só chegamos em Roma mais de 01:00hs, precisamos rachar um taxi (já que não tinha mais opção de trem ou ônibus até Roma Termini). Se não me engano o taxi saiu 20 euros por pessoa.

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30/01/17 – Dia 2 – Roma


1ªDia na Itália, começamos leve, para irmos nos habituando aos poucos.
Fomos andando até a Piazza De lla Republica, que é muito bonita e enorme. Local bacana para tirar umas primeiras fotos e já sentir um pouco do que é a Roma de prédios enormes e antigos.
Na própria praça tem a Basilica Santa Maria Degli Angeli.  Por fora você não dá muita coisa mas por dentro, nossa, é impressionante. Foi a primeira igreja que visitamos mas já ficamos muito impressionados. O tamanho, beleza das pinturas, das decorações, é incrível.
Em Roma é muito comum o reaproveitamento de construções da época do império romano. É o caso dessa basílica, que na época do império era um termas e foi transformada em igreja na idade média. Muito interessante.
De lá ainda fomos até a Basílica Santa Maria Maggiore, passando em frente ao teatro Della Opera.  Tinha uma fila básica para entrar pois deve-se passar bolsas e mochilas nos detectores de metais.
Aliás, vale uma observação: em diversos locais na Itália vimos o exército nas ruas, principalmente em pontos muito turísticos. Parece que o alerta contra o terrorismo está no máximo lá.
Outra basílica espetacular, pelo tamanho, imponência, riqueza de detalhes. É tudo muito grandioso, como não estamos acostumados a ver aqui no Brasil. 
Mas a igreja mais bonita do dia, na nossa opinião, foi a Basilica Santa Prassede. É uma igreja bem menor, com uma entrada bem discreta numa rua lateral, bem menos conhecida, mas com ricos mosaicos na parede. No momento que estávamos lá tinha alguém tocando o órgão o que tornou a visita ainda mais especial. É simplesmente fantástico.
Voltamos até o Roma Termini para almoçar no Mercado Centrale, que é um mercado novo bem bacana dentro da estação. 
Aproveitamos também para comprar o Roma Pass de 72 horas (38,50 euros).
Voltamos ao apê para descansar um pouco e no final da tarde seguimos para a Fontana di Trevi.
Sempre falam que deve-se vê-la de manhã e à noite e realmente é muito diferente, mas igualmente linda. Pena que fica sempre tao cheio, mas devagarinho conseguimos chegar na beirada dela. Ainda andamos um pouco pelos arredores da Fontana e arrumamos um lugar para comer nossa primeira pizza italiana (essa era ok).

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31/10/17 – Dia 3 – Roma

Dia de mergulhar na Roma Antiga. De cara já começamos com o coliseu.
Saindo do metrô nada te prepara para o que você vai ver, já sai em cima desse monumento majestoso da humanidade. Andar pelos seu corredores é respirar a história do centro do mundo em um determinando momento. Incrível.
Com o Roma Pass já entramos direto (1ªuso do Roma Pass) e pulamos a enorme fila para quem ia comprar na hora. 
A sensação de estar lá é indescritível, muita história já aconteceu ali. Ficamos um bom tempo andando para lá e para cá procurando os melhores ângulos para fotos e para visualizar melhor o que era.
Seguimos em direção ao Foro Romano e Palatino, que também é muito interessante e muito grande! Ficamos umas 4 horas andando ali dentro. Não tem a mesma imponência que o coliseu mas é também interessante. Além do mais, tem um local bem bacana para fazer fotos do coliseu. 
Saímos de lá e fomos almoçar (praticamente jantar, já, rs) no Pasta Chef, que tem massas muito boas a um preço bacana, bem em conta. 

À noite jantamos no La Trattoriola di Luca, que fica próximo á estação Termini. Comida muito boa e preço médio.

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01/11/17 – Dia 4 – Roma


Voltamos a rodar pelo centro histórico de Roma, passando pela Piazza Venezia (muito linda e bela escadaria), Panteão, Fontana di Trevi (de dia tem seu charme, e estava mais vazia), Templo di Adriano, a charmosa Piazza Navonna, visitamos uma igreja que fica na praça que não me recordo o nome. 
As ruelas de Roma são muito bonitas e com muitas lojinhas de souvenirs. Aproveitamos para comprar os chaveiros para a coleção (cada um custou 1 euro).
Almoçamos uma massa muito ruim por 3,50 e seguimos para o Castelo de Santo Angelo (2ªuso do Roma Pass).
Na maioria dos relatos vejo que a galera tira foto em frente ao Castelo mas não chega a visita-lo. Eu gostei bastante da visita, ao todo são 5 andares que vao contando sobre os usos do castelo ao longo da história e como ele foi sendo aumentado ao longo do tempo. Interessante que tem um muro que o liga diretamente ao Vaticano para seguir de via de escape do papa em caso de invasão da cidade, o que aconteceu uma vez na idade média.
Além disso tem uma bela vista da cidade no terraço!
Voltamos devagarinho e terminamos o dia no Monumento Vittorio Emanuelle. Vimos que tinha um museu do exército lá dentro mas não animamos. 
Nessa noite jantamos no Cantina e Cucina, ótimo restaurante próximo à Piazza Navona. Gostamos tanto que ainda voltamos outas 2 vezes e foi nosso restaurante preferido em Roma. Tem uma boa fila de espera mas as mocas servem um espumante pra já ir abrindo o apetite. Realmente muito bom!

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02/11/17 – Dia 5 – Roma
Comecamos o dia visitando a Piazza Del Campidoglio já emendando com os Museus Capitolinos  (15 euros).
A praça é bem bonita, com uma bela escadaria e os museus mais bacanas ainda, porém tinha uma expectativa de que era pequeno e nada, ficamos a manhã inteira lá dentro. Todos os prédios ao redor da praça fazem parte do museu, lá dentro é um labirinto, mas é bem legal. 
Muitas peças e obras de arte que de alguma forma falam sobre a história de Roma, desde a sua fundação até pelo menos a idade média. E tinha uma modelo lá fazendo sessao de fotos, hehe.
Após o almoço fomos até a Galeria Borguese, tínhamos visita agendada às 15:00hs;
Importante: todas as visitas devem ser agendadas com antecedência, você precisa ligar e agendar (eu fiz isso com 2 dias de antecedência). As atendentes falam inglês.
Na hora marcada você informa seu código de reserva e paga a entrada (15 euros).
Em termos de valor artístico acho que foi a melhor que visitamos em Roma e junto com a galeria Uffizi em Florença as melhores da Itália. Você encontra diversas obras excelentes e históricas, tanto esculturas quanto pinturas. Várias pinturas de Caravaggio lá, pintor espetacular!
A visita é mais rápida, menos de 2 horas consegue visitar tudo com calma. 
A galeria fica localizada em uma grande área verde, passeamos por lá um pouco e pegamos um ônibus até a Piazza del Popolo. Lá visitamos a Basilica Santa Maria Del Popolo que é mais simples que as outras já visitadas mas tem 2 obras de Caravaggio muito bacanas!
Ainda deu tempo de voltar ao centro histórico para visitar o panteão (que ainda não tínhamos visto por dentro) e apreciar as ruas romanas à noite, cheias de gente, turistas e muitos vendedores ambulantes (a maioria indianos).

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03/11/17 – Dia 6 – Roma

Dia do Vaticano. Entradas compradas com antecedência para as 10:00hs (17 euros).
A fila estava quilométrica para quem iria comprar na hora, mais uma vez, não façam isso!
Uma vez lá dentro, percebemos que tinha um percurso longo e curto, fomos no longo mesmo. Mas antes descemos para uma parte onde ficam os carros papais.
Gente, o vaticano é algo imenso, ficamos umas 6 horas lá dentro, tranquilamente. É muita coisa pra ver e realmente não dá pra absorver tudo da mesma forma. No final já estávamos exaustos.
O que mais gostamos foi: a parte do museu egípcio, as salas cartográficas, as salas de Rafael, e óbvio, a Capela Sistina. 
Na Capela Sistina é uma chatice só porque os guardas não param de falar 1 minuto “No Picture, no photo, no vídeo!” e você não consegue se concentrar pra apreciar as imagens.
Ah, e na saída ainda esbarramos com o Edson Celulari, heheh.
Após o Vaticano fomos conhecer a famosa praça do Papa e a Basílica de São Pedro. Pegamos uma fila quilométrica para entrar e quase não deu tempo de subir até a cúpula da basílica.
Minha esposa não quis subir e então fui sozinho de elevador (se não engano 8 euros pra subir).
A vista da cúpula é sensacional, dá pra ver bem a praça do papa e roma por inteiro!
Descemos e entramos na Basílica. Que Igreja! Que construção. Tudo muito grandioso!
A pietá de Michelangelo estava lá nos aguardando ansiosamente!

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04/11/17 – Dia 7 -  Roma – Bate e Volta a Ostia Antica


Os próximos 2 dias ficaram reservados para bate volta. A princípio iriamos fazer o tradicional bate volta a  Nápoles e Pompeia, mas achamos que ficaria um roteiro muito pesado, ainda mais com uma gestante.
Dentro de uma temática semelhante resolvemor ir a Ostia Antica, que também era uma cidade da época do império romano e mais perto de Roma, basta pegar um metrô e trem urbano, cerca de 40 minutos já chegamos lá (8 euros a entrada).
É uma visita muito interessante até porque está bem preservada. Dá pra se ter uma ideia de como era uma vila romana. 
Achei que valeu muito a pena.
Na volta, já no fim da tarde, descemos até o Tratesvere para uma volta e descobrir algum lugar para jantar. 
O bairro é bem charmoso, cheio de vários restaurantes, bem bacaninha. Descobrimos um por lá e comemos uma pizza boa, mas agora não lembro o nome.
O legal foi depois, fomos para uma pracinha e estava uma moça tocando muito bem, ficamos lá curtindo o som e observando o movimento.

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05/11/17 – Roma – Bate e Volta a TivoliÚltima dia em Roma,  fomos a  Tivoli, uma cidade próxima com algumas atrações bacanas. Lá conhecemos Villa D´Este e (tentamos) conhecer Villa Adriana.
Nós fomos de ônibus: pegue o Metrô linha B – direção Rebibbia, vá até a estação Ponte Mammolo. Lá você vai pegar o ônibus da empresa Cotral ( Roma – Tivoli ), que custa 2,20 euros e sai a cada 15 minutos. Compre o bilhete na lojinha que vende jornais, dentro da própria estação do metrô. 

Chegando lá fomos conhecer a Villa D´Este, nesse dia era gratuito pois era o primeiro domingo do mês, yes!
Realmente o lugar é espetacular, muito bacana. Nunca tinha visto um jardim desses antes, e olha que já fui em Inhotim algumas vezes, mas é realmente deslumbrante.
O ponto alto é escutar o “som da água”. Uma das fontes tem um órgão associado e em alguns momentos do dia quando a agua passa faz uma melodia bacana.

Ficamos a manhã inteira passeando e conhecendo cada cantinho desse lugar incrível e depois fomos em um restaurante almoçar. Não tinha quase nenhum aberto, acabamos almoçando em um caro, ruim e que demorou demais para servir. Não lembro agora o nome.
Depois perguntamos numa lojinha qual ônibus pegar para a Villa Adriana, tem um ônibus interno da cidade que lhe deixa na porta, mas acabamos errando e pegando o ônibus que volta pra Roma, que nos deixou a cerca de 1km.
O problema foi que, quando estávamos chegando, caiu uma chuva torrencial na cidade!! Ficando um tempão esperando na recepção para ver se a chuva diminuía. Quando parou um pouco entramos (ingresso também foi gratuito). Mas acabamos vendo só um pouco do lugar porque logo voltou a chover de novo! Uma pena, porque parecia ser um lugar muito bacana.

Voltamos para a rua principal da cidade e pegamos o ônibus de volta a roma.
À noite jantamos no Cantina e Cucina já em clima de despedida da cidade. Essa noite foi muito legal porque na fila conhecemos uma moça do Canadá muito simpática que já foi 14 vezes a Roma. Ficamos conversando sobre a cidade, foi bem bacana. Ela é realmente apaixonada por Roma.

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Considerações de Roma: acabou sendo a cidade que mais gostamos, conforme minha expectativa. Sou uma apaixonado por história e Roma nos proporcionou isso e muito mais na nossa estadia. Fomos muito bem atendidos em todos os lugares. Nosso anfitrião do AirBnB foi muito bacana e nos deixou bem à vontade. Depois de conhecer vários lugares obrigatórios, o legal realmente é andar à ermo, observando o movimento e os romanos.  Aspecto negativo: como em toda a Itália, eles fumam muito, principalmente os mais jovens. Fiquei surpreso ao perceber isso. Mas a sensação de estar no Coliseu, no Vaticano, em locais onde a história aconteceu é incrível.

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06/11/17 – Dia 09 – Roma a Florença

Dia de sair de Roma em direção a Florença. Normalmente é um dia muito perdido pelo deslocamento, mas era uma das grandes atrações da viagem pra mim: pela primeira vez andar em um trem de alta velocidade.

Além de história, sou apaixonado por trens e fico muito decepcionado por não termos muitas opções desse tipo de transporte no Brasil.

Nos despedimos do simpático Sr. Franco e fomos caminhando até a estação Roma Termini. Lá pegamos o FrecciaRossa e em cerca de 1h30 minutos já estávamos desembarcando em Florença.

Viagem maravilhosa, o trem chegou a 300km/h por 2 vezes, eu até baixei um aplicativo no celular pra acompanhar a velocidade porque não estava acreditando naquilo! Incrível, como estamos atrasados nisso. É um choque de realidade.

Nosso Bed and Breakfast ficava a cerca de 5 minutos a pé da estação, após deixar as malas saímos para andar pela cidade, mas antes almoçamos em um restaurante self service não muito bom mas bem barato, algo em torno de 5 euros (Ristorante Self Service Leonardo).

Andamos pela praça do Duomo, entramos na Igreja (muito mais bonita por fora do que por dentro) mas não fomos nem ao batistério nem à torre do Campanário.

Começou a chover então voltamos pra casa, dando uma passada rápida no Mercado Centrale de Florença (a mesma marca do Mercado Centrale de Roma, que fica na estação Roma Termini).

Em Florença foi onde a minha esposa se adaptou melhor à comida, talvez por ter mais carne no cardápio.

Ficamos 5 noites lá, comemos sempre em dois restaurantes: Il Brincello (3x) e Trattoria Guelfa (2x): todos os dois excelentes, baratos e com ótimos cardápios. Ficam próximos à estação Santa Maria Novella.

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 07/11/17 – Dia 10 – Florença

Às 09:00hs da manhã esta´vamos na porta da Galeria Uffizi conforme nosso ingresso comprado antecipadamente. A galeria é imensa e gasta-se a manhã inteira por lá. Ficamos admirados com a coleção de arte que existe lá.

Extremamente emocionante ver ao vivo, do seu lado, algo que até então você só via em livros e nos blogs.

Destaco principalmente as obras de Da Vinci e Botticelli e a linda vista da Ponte Vecchio.

Caminhamos até a Galleria Della Academia passando pela Piazza Della Signoria e Palazzo Vecchio (só fotos externas).

Na galeria Della Academia esperamos o nosso horário (14:00hs) e percorremos rapidamente, pois ela é bem pequena. O grande destaque é o magnifico Davi de Michelangelo que, sério, só vendo pessoalmente mesmo. Parece que a qualquer momento ela vai descer dali e caminhar pelo salão: impressionante!

Terminamos esse dia mais cedo pois minha esposa não estava passando muito bem com muito refluxo e voltamos logo para o apartamento. Nem saímos à noite.

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08/11/17 – Dia 11 – Florença

Após o café andamos alguns minutinhos até a Basílica Santa Maria Novella (entrada 7,50 euros). Igreja bem bacana, possui um lado anexo com convento e vários afrescos interessantes. Valeu a pena.

De lá fizemos a famosa parada na Ponte Vecchio para fotos e admiração. Que lugar lindo!

A próxima parada era no Museo Galileu, ao lado da Ponte, mas vimos uma turma saindo de uma rua com um sanduíche tão cheiroso na mão, várias pessoas, aí fomos seguindo até descobrir onde era: um lugar pequeninho que vendia um sanduíche muito saboroso, feito na hora. O sanduba era tão grande que acabou sendo o nosso almoço! (Lanchonete All´Antico Vinaio).

Depois desse almoço fomos ao Museo Galileu (9 euros a entrada). Bem legal também, tem vários instrumentos científicos utilizados no passado. E tem também o dedo do Galileu, rs!

Finalizamos o dia subindo até a Piazzale Michelangelo, que é um ponto alto da cidade. Ficamos lá apreciando a vista, o por do sol e curtindo o lugar. Florença é linda!

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Dia 09/11/17 – Dia 12 – Pisa e Luca

Os próximos 3 dias fizemos alguns bate-voltas na região da Toscana iniciando com o mais clássico: Pisa e Luca.

Bem tranquilo de se fazer, todo o trajeto faz de trem mesmo, em menos de 40 minutos já estávamos apreciando a torre de Pisa.

E não é que é torta mesmo??! Bem torta por sinal!

Também visitamos o Duomo ao lado e ficamos lá fazendo fotos dos outros fazendo fotos segurando a torre, hehehe.

De lá seguimos para Luca (20 minutinhos de trem pra frente). Que linda cidade, toda murada, com as cores de outono escancaradas na nossa cara. Junto com  San Gimignano as duas cidades mais charmosas da nossa viagem!

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10/11/17 – Dia 13 – Bate e Volta a Siena e San Giminano

Esse é outro famoso bate volta de Florença para quem não está com carro. O esquema básico é:

1-Ir para Siena (pegar o ônibus no terminal rodoviário ao lado da estação S.M.N – o terminal fica escondido dentro de um prédio, mas é tranquilo de achar); A passagem custa 7 euros, se não me engano, e a viagem dura 1 hora e meia.

2 –De Siena para San Gimignano: pegar  o ônibus 130 na Piazza Antonio Gramsci em Siena (no mesmo lugar que desceu para chegar a Siena).

3-De San Gimignano para Florença: pegar o mesmo ônibus 130 em direção a Poggibosi e de lá tomar o trem de volta a Florença.

Parece complicado, mas é bem tranquilo o trajeto, se tiver dúvidas, todos são muito solícitos para informar.

Nas cidades o legal é andar mesmo, curtir as ruelas das típicas cidades medievais.

Em Siena os pontos básicos são o Duomo de Siena (belíssimo, tanto por dentro como por fora. Uma das igrejas mais bonitas de toda a Italia) e a praça principal onde acontece o Palio.

Mas ficamos realmente encantados com San Gimignano. Aquela cidade no alto de um morro toda murada, com várias torres. Uma típica cidade medieval que sobreviveu ao tempo.

Extremamente fotogênica. E tem o melhor gelato do mundo (Se os chineses deixarem você comprar, porque são tantos que nunca saem da fila!).

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11/11/17 – Dia 14 – Arezzo

Esse último dia em Florença tinha ficado aberto no roteiro. Como optamos por não alugar carro para explorar a Toscana por questão de tempo, escolhemos bate-voltas fáceis de fazer de ônibus e trem.

Por conta disso, nesse último dia fomos a Arezzo, que era bem acessível de trem, cerca de 1 hora de viagem de Florença (ticket a 8 euros, se não me engano).

Arezzo não é das mais bonitas da região toscana, até por isso não recebe tantos turistas, mas tem o seu charme. Andamos pela cidade morro acima e ficamos admirando o movimento. Visitamos o Duomo e curtimos um festival de chocolate que tava rolando.

NA praça principal da cidade foram gravadas algumas cenas do filme “A vida é bela”.

Foi legal para ver como funciona uma cidade italiana sem todo o fervor de turistas.

Esse foi o último dia em Florença, no próximo dia: Veneza!

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Considerações finais de Florença: em aspecto de arte e historia, Florença realmente é inigualável. É charmosa, aconchegante. Foi a melhor hospedagem da nossa viagem. No entanto, eu ainda preferi Roma.

A comida em Florença é excelente, nas trattorias que fomos comemos muito bem e pagamos bem barato. No último dia, experimentamos o famoso bife a fiorentina, que é simplesmente indecente (a gente sempre esquece de tirar foto da comida, rs). Indico fortemente as duas trattorias que revezamos lá: Il Brincello (nessa uma das atendentes fala um pouco de português)  e Trattoria da Guelfa.

Ficamos com muita vontade de voltar para descobrir as vinícolas pelos caminhos da Toscana, que rende com certeza uma viagem por si só.

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12/11/17 – Dia 17 – Veneza

Nos despedimos após o café da manhã de Florença e chegamos no início da tarde em Veneza. Mais uma vez apreciando essa maravilha chamada trem de alta velocidade (será que teremos isso aqui no Brasil algum dia?)

Após deixar as malas no apê arrumamos um restaurante para almoçar e fomos andando pelas ruas e canais até a Praça São Marcos.

Já observamos de cara que os preços em Veneza são ainda mais caros do que o restante da Itália. Isso estava evidente nos restaurantes e nos souvenirs.

Tivemos azar em nossa estadia em Veneza: o tempo, além de muito frio, estava muito chuvoso, dificultando muito sair de casa para qualquer coisa.

Fizemos um reconhecimento da praça e visitamos a Basílica de São Marcos (também muito bonita). Passamos também pela ponte Rialto, Grande Canal e Mercado Rialto (estava no finzinho já quando chegamos).

Nessa noite fizemos uma refeição no apartamento mesmo.

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13/11/17 – Dia 18 – Veneza

A chuva que já caia no dia anterior piorou, juntamente com o frio. Só saímos de casa para almoçar e jantar, infelizmente. Ficamos o resto do dia no apartamento atualizando nossas séries, rs.

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14/11/17 – Dia 19 – Veneza

O frio  estava intenso mas finalmente a chuva parou e o sol saiu!

Aproveitamos então para pegar o Vaporetto  (7,50 euros cada viagem) no terminal próximo à estação Santa Lucia em direção a Murano.

Murano é uma cidadezinha próxima caracterizada pela produção de vidro. Suas lojas vendem pelos preços mais absurdos possíveis diversos tipos de itens de decoração, casa e cozinha feita em vidro.

Visitamos o Museu do Vidro (ingresso 10 euros), que conta um pouco da história da produção na cidade bem como a evolução ao longo do tempo. Achamos bem interessante.

De lá pegamos novamente o vaporetto até Burano, que é outra cidadezinha turística próxima caracterizada pelas casinhas coloridas, ou seja: uma Lavras Novas italiana (eheheh).

É um passeio gostoso pela cidade mas não tem muito o que fazer a não ser admirar as casinhas.

O legal é admirar pelo caminho os Alpes cobertos de neve lá ao longe!

Voltando à Veneza aproveitamos para andar mais pela cidade e ver quanto custaria o famoso passeio de gôndola: 80 euros o casal. Passei batido, sem chance! Já achei bem legal o Vaporetto mesmo, hehehe.

À noite saímos para jantar e já nos preparamos para a última parada na nossa viagem: Mião!

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Considerações finais de Veneza: foi a cidade que menos gostamos. Alguns fatores podem ter contribuído para isso: a hospedagem não foi tão boa como as outras; o tempo não ajudou: o frio estava intenso e além disso chuvoso; perdemos um dia inteiro da viagem devido a isso; os preços são muito mais caros do que nos demais locais que visitamos! Além disso, não gostamos de nenhum restaurante que visitamos, comidas sempre mais caras e não tão saborosas. Enfim, é uma cidade legal, diferente, tem seu charme, mas não nos agradou tanto.

 

15/11/17 – Dia 18 –  Milão

Já com aquele sentimento de nostalgia pelo final da viagem se aproximando saímos de Veneza ao final da manhã com destino a Milão. Cerca de 2 horas depois chegamos na Estação Central de Milão. Sabíamos que a nossa hospedagem ficava perto mas precisaríamos pegar um metrô e baldeação então acabamos optando por um taxi, que deu em torno de 9 euros.

Já estávamos sentindo o cansaço da viagem e minha esposa um pouco mal devido a todo o refluxo que sentia. Nesse dia não tinha nada programado, então resolvemos ir ao supermercado e fazer algumas compras para cozinhar à noite no apê. Aproveitamos também para ver o que se passa na TV italiana (as mesmas porcarias que a TV brasileira, tem um programa estilo faustão, um programa estilo silvio santos, hehehe).

À noite demos uma volta próximo à nossa hospedagem para ver o movimento e já notamos como Mião é uma cidade diferente, muito mais próxima de uma grande cidade em outros locais no mundo.

 

16/11/17 – Dia 19 – Milao

Após o café da manhã rumamos para o principal ponto turístico de Mião: o Duomo!

Sua beleza de fato é indescritível, totalmente diferente das outras igrejas italianas mas ainda assim belo e único! Também muito mais belo por fora do que por dentro.

Compramos um Duomo Pass A (16 euros) que dá direito a visitar: a Catedral; o terraço da catedral (subindo pelo elevaror), o museu do Duomo, a área arqueológica (no subsolo da catedral).

Valeu muito a pena e não gasta-se muito tempo. A visita ao terraço do Duomo é muito bacana e tem uma vista bem legal da praça do Duomo!

Saindo do Duomo fomos à Galeria Vittorio Emanuele, muito bonita, com os preços mais caros que você verá na sua viagem inteira pela Itália, heheheh.

Em seguida fomos ao Teatro Alla Scala (ingresso 9 euros). Eu sou um apaixonado por teatros antigos e óperas e tinha altas expectativas de conhece-lo por dentro. Por muitas décadas foi o teatro principal do mundo, junto ao Garnier de Paris, em apresentação de óperas, recebendo a primeira apresentação de O Guarani de Carlos Gomes.

Infelizmente estava acontecendo um ensaio no momento da visita, então só pudemos espiar por uma janelinha de vidro. Uma pena...Visitamos o museu que tem lá dentro, mas não é a mesma coisa.

Para quem curte, vale a pena comprar ingresso para assistir alguma apresentação no dia. Eu até pesquisei, mas é bem caro, acabei não animando (não achei nenhum ingresso por menos de 60 euros).

Finalizamos o dia passeando pelas lojas de roupas, tem muita coisa boa e barata por lá!

À noite saímos para jantar no Ristorante Maruzella, bem cheio, bom e barato! Muito bom o macarrão com frutos do mar!

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17/11/17 – Dia 20 – Milão

Penúltimo dia de viagem, mas ainda com uma incrível experiência a curtir. Madrugamos pois às 08:15hs da manhã (o primeiro horário do dia) estávamos  na porta do Cenacolo Vinciano já apreciando a incrível Ultima Ceia, de Leonardo da Vinci. Gente, é algo indescritível, a sensação de estar diante de uma obra mundialmente famosa que até então só tinha visto em livros ou filmes. É uma obra tão importante que montaram todo um esquema de segurança, o que permite a visita por apenas 15 minutos: um grupo sai, outro grupo entra e por aí vai ao longo do dia. A gente fica perdido entre admirar, tirar foto, estudar a pintura. Da Vinci era um gênio!

Como disse no início do relato, os ingressos são muito difíceis de se conseguir, deve comprar com cerca de 2 meses de antecedência somente pelo site. Não existe venda no local.

Apesar de ser no fim da viagem, esse com certeza foi um dos ápices!

De lá seguimos para o Castelo Sforzesco que é um espaço cultural na cidade bem bonito para tirar umas fotos e ao fundo o Parco Sempione, um gigantesco parque da cidade onde as pessoas fazem caminhada, piquenique, etc. No final dele fica o Arco da Paz!

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18/11/17 - Dia 21 - Milao

 

Último dia dessa viagem, já que na madrugada seguinte já iríamos embarcar de volta ao Brasil.

Já tendo conhecido os pontos mais importantes de milão, aproveitamos esse último dia para fazer um bate-volta a Lago de Como. Fomos de trem partindo da estação Milano Centrale (ticket 4,80 euros) cerca de 1 hora já estávamos lá. É uma cidade balneário muito charmosa, famosa também porque o George Clonney tem uma casa por lá, hehehe.

O lugar é lindo e o mais legal é pegar o funicular e ter uma visão de cima, bem bacana.

Tinha um pessoal tirando fotos de casamento por lá, galera bem descolada, achei maneiro.

Almoçamos lá em cima, apreciamos a vista, descemos e voltamos pra Milão. Deixamos nossas coisas arrumadas e fomos curtir nossa última noite na Itália com uma típica macarronada no Ristorante da Oscar, no mesmo esquema de bom, tradicional e barato. Foi uma das melhores refeições da Itália para fecharmos com chave de ouro.

De madrugada pegamos um taxi até a estação Milano Centrale (cerca de 8 euros). Como era ainda em torno de 3 horas da manhã não tinha trem para o aeroporto de Malpensa então tomamos um ônibus que sai ao lado da estação (8 euros o ticket) e gasta uns 50 minutos até o aeroporto. Fizemos uma conexão rápida em Lisboa  e rumamos para casa.

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Considerações de Milão: uma cidade italiana diferente, por ser mais contemporânea, mas ainda com muita coisa legal para se conhecer. Para quem curte compras, lá deve ser o lugar na Itália. Nosso foco é outro, mas mesmos assim gostamos bastante. O ponto alto com certeza foi ver de perto a Última Ceia de Leonardo da Vinci. Isso já valeu a viagem para lá. Mas gostamos também dos outros locais visitados e dos restaurantes que fomos à noite. O lago di Como é belíssimo e vale a pena conhecer, apesar de não ser algo imperdível.

 

Para quem me aguentou até aqui, parabéns ! O meu jeito de escrever não é muito atraente, tento ser talvez um pouco mais técnico e resumido nos relatos, mas uma viagem como essa que era um sonho de infância precisava de alguns detalhes a mais. A Itália é de fato um país incrível e um belo início para quem deseja percorrer o Velho Mundo. Os italianos são muito simpáticos, acostumados aos turistas (e tem muitos lá, rs) e muito orgulhosos de sua terra. Quem for não irá se arrepender!

Tentei na medida do possível colocar um pouco da minha impressão de cada lugar e incluir os preços das atrações à medida que iam aparecendo no relato. Se tiver esquecido de algo, por favor, fiquem  à vontade.

Grazie e Arrivederci!

 

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  • Gostei! 4

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Em 07/03/2018 em 06:55, Felipao86 disse:

Dinheiro: dessa vez levamos apenas dinheiro, para não cometer o mesmo erro de quando rodamos a América do Sul (levamos pouco dinheiro e toda hora precisávamos sacar num caixa eletrônico pagando absurdo de taxas). Levamos 2300 euros em espécie, sendo que gastamos 1600 euros (esse dinheiro foi gasto com os gastos do dia a dia, que incluem ingressos a atrações, passagens de ônibus, trens ou metros que pagamos na hora e alimentação).

 

 

Felipe,

Ótimo relato, parabéns, sendo que nessa altura o bebê já deve ter quase um ano de idade.

Tenho uma dúvida ? ? ?

Na imigração tiveram que mostrar o dinheiro ou outro comprovante, tipo saldo no cartão de crédito e imposto de renda, também quero viajar somente com cash, por isso a pergunta.

Maria Emília

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Olá  Maria,

 

Já sim, quase 1 ano mesmo, hehehehehe.

Não precisamos mostrar nada, além do passaporte, mas estavamos com toda varias documentações, incluindo Seguro de viagem e uma carta de um dos meus locais de trabalho. Mas o fiscal apenas perguntou qual era nosso destino final w qual seria o motivo da viagem.

 

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Obrigado Eduardo! Foi uma viagem sensacional!

Em 03/08/2019 em 05:46, Eduardo Melo Ferreira disse:

Que relato bacana!! Muito detalhado e me ajudará com certeza!!! Parabéns!!! 

 

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    • Por pedro.phma
      Após a viagem para a Itália comecei a pensar qual seria o nosso próximo destino internacional para janeiro de 2020, época em que minha esposa pode tirar férias. Queria conhecer algum lugar com passagem mais em conta. Pensei inicialmente em passar uma semana em algum lugar do Caribe, mas os preços das passagens estavam semelhantes aos da Europa. Voltei a focar novamente no velho continente. Existiam várias possibilidades: conhecer o Reino Unido, ou o trio Holanda, Bélgica e Luxemburgo, ou ainda a Alemanha. No fim escolhi a França.
      As passagens foram compradas ainda em junho de 2019. Consegui novamente pela LATAM um voo direto de Guarulhos para Paris por R$ 2.497,69 por pessoa através do Maxmilhas, com direito a mala despachada e marcação de assento. De todas as vezes que fiz simulações antes e depois da compra, só vi preço menor para a mesma época em um voo da Aeroméxico com escala no México, algo em torno de R$ 100,00 a menos, mas com a viagem durando o dobro do tempo. A saída do Brasil ficou para o dia 16/01, às 23h30, e a saída da França no dia 30/01, às 21h30. Na prática, teríamos 14 dias para aproveitar o país.
       
      Roteiro
      Definida as datas, era hora de montar o roteiro. De certeza eu só tinha duas: Paris e Nice. Achei que 4 dias inteiros em Paris, com um bate-volta em Versalhes, e 2 dias em Nice, com outro bate-volta em Mônaco, seriam suficientes. Para Nice foi. Como era inverno, não via muita lógica em conhecer as diversas cidades da Côte d’Azur. Além de Mônaco, aproveitaria para dar uma passada em Èze e Saint-Jean-Cap-Ferrat. Para Paris, os 4 dias seriam suficientes se fossem no começo da viagem, mas como deixei para conhecer a cidade no fim, o cansaço bateu forte e um quinto dia teria sido muito bem vindo. Saí da cidade com a certeza que deixei coisa para trás e com a certeza maior ainda de que voltarei lá na próxima ida para a Europa.
      Os outros locais escolhidos para visitar foram Marselha ou Cassis, por conta do Parque Nacional dos Calanques, Carcassone, e o Vale do Loire, montando base em Tours. Deixei o Monte Saint Michel de lado. Era ele ou Carcassone. Preferi a segunda opção. O deslocamento de Paris para Nice poderia ter sido feito de trem ou avião em um dia. Pensei também em fazer uma parada de 1 dia para conhecer Lyon, mas as atrações da cidade não me chamaram tanta atenção. Como tinha alguns dias em aberto, resolvi adotar uma solução diferente. Peguei um trem de Paris à Basileia, pernoitei na cidade suíça, depois peguei outro trem para Milão para atravessar a Suíça e poder conhecer as paisagens dos Alpes. Por fim, mais um trem até Nice.

      O roteiro ficou assim:
      16/01 – Saída do Brasil
      17/01 – Paris
      18/01 – Basiléia
      19/01 – Milão
      20/01 – Nice
      21/01 – Nice/Mônaco
      22/01 – Marselha
      23/01 – Carcassone
      24/01 – Tours
      25/01 – Tours
      26/01 – Paris
      27/01 – Paris
      28/01 – Paris/Versalhes
      29/01 – Paris
      30/01 – Retorno ao Brasil
      Algumas decisões foram acertadas, outras nem tanto. O deslocamento até Nice passando pela Suíça e Itália tomou bastante tempo, mas valeu a pena pela paisagem única. Também gostei de Nice. Sobre Mônaco, eu tinha uma expectativa meio exagerada da cidade por ser a sede de uma das maiores corridas de carro do mundo. É apenas um local bacana. Como estava com duas idosas junto comigo, não cogitei fazer o passeio de trilha pelos Calanques de Marselha ou Cassis. A ideia sempre foi o passeio de barco, mas no inverno é muito difícil dele ocorrer, seja pela baixa temporada, seja pelos fortes ventos que costumam soprar no local. Carcassone infelizmente não foi possível visitar devido a problemas climáticos que relatarei mais a frente. Dois dias em Tours para conhecer o básico do Vale do Loire foi mais que suficiente. Como dito antes, os quatro dias em Paris seriam suficientes se fossem no início da viagem, quando ainda estava descansado.
      O que eu mudaria no roteiro? Primeiramente, focaria em Paris no início da viagem. É a cidade mais interessante e é bom estar bem disposto para as inúmeras atrações. Descartaria a visita aos Calanques se o foco for o passeio de barco no inverno. Apesar de ter me surpreendido com Marselha, também tiraria ela do roteiro se não for para conhecer os Calanques. Esse dia a mais eu usaria para visitar o Monte Saint Michel ou ainda Mulhouse, por conta do Museu do Automóvel espetacular que a cidade tem. Se focasse a viagem totalmente na França, os dois dias que usei para Basileia e Milão provavelmente seriam transferidos para conhecer a Normandia ou Estrasburgo.
      Os deslocamentos entre as cidades foram todos feitos de trem. Aluguei um carro em duas ocasiões: conhecer o Vale do Loire e fazer o percurso de Nice a Mônaco, além de andar pelas mesmas ruas onde é disputada a corrida de Fórmula 1. Inicialmente também tinha a ideia de ir de Nice a Marselha com parada em Cassis de carro, mas alterei a forma de deslocamento no meio da viagem por motivos que exporei adiante, e acabei fazendo esse trecho também de trem.
       
      Algumas curiosidades antes de continuar o relato
      Vamos começar pela comida. Alimentação é algo muito importante na França, provavelmente o país com a gastronomia mais famosa do mundo. E não é por menos. Come-se muito bem lá. O preço de uma refeição em um restaurante razoável é equivalente ao da Itália, mas a comida é muito mais bem servida e mais variada. Esqueça aquelas coisas de televisão onde é servido um pouquinho de comida por um preço absurdo. Talvez seja assim em restaurante chique. Um prato francês normalmente já vem completo, com uma opção de proteína e carboidrato, quase sempre alguma variação de batata nos pratos mais básicos. Mas para quem estiver disposto a experimentar coisas novas, há diversos carboidratos diferentes. Por exemplo, comi um purê de beterraba em Marselha que era coisa de outro mundo.
      Os franceses amam tanto sua culinária que os funcionários e, não raras vezes os próprios chefs de cozinha, vinham à mesa perguntando se a comida estava gostosa. Isso mostra a preocupação em servir alimentos de qualidade.
      Ainda na onda da comida, li antes de viajar que os franceses são bem pontuais. Isso vale também para o horário de fechamento dos restaurantes, em especial o funcionamento da cozinha. Se um local diz que encerra suas atividades as 14h00, não ache que vai chegar nele para almoçar 13h50 e ainda sim terá seu prato preparado. Passei por isso em duas ocasiões. Em uma delas, no primeiro dia, cheguei para jantar às 19h30 numa cafeteria que fechava a cozinha às 20h00. O garçom perguntou se iria comer ou só beber. Como disse que iria comer, ele foi perguntar ao cozinheiro se ainda poderia servir comida. Felizmente o cozinheiro aceitou. Em outra ocasião, não tivemos tanta sorte. Num dia para ficar no esquecimento, chegamos a Tours às 21h45 morrendo de fome. Foi um dia de muito azar. O restaurante do hotel encerrava as atividades às 22h00, mas já não queria mais servir comida. E não havia outras opções de restaurantes próximas. Resultado, fomos na estação de trem pegar salgadinho e suco nas máquinas de self-service para não morrer de fome.
      Outra questão é o uso do inglês na França. Há uma lenda de que o francês não gosta de falar inglês. Até pode ser verdade, mas acredito que tudo vai depender de como será sua abordagem inicial. Estudei francês por três meses antes de viajar. Antes eu não sabia nada, mas consegui aprender o básico a ser usado num museu, restaurante ou hotel. Na maioria das vezes o pouco que aprendi de francês foi suficiente, mas em algumas situações eu não tinha vocabulário para manter uma conversa de qualidade. Por exemplo, quando tive problemas com o trem para Carcassone, precisei tirar dúvidas que só conseguiria me expressar em inglês. Comecei o diálogo assim:
      “Pardon. Je parle peu français. Parlez-vous anglais?”
      Seria algo como, “Desculpe, falo pouco francês. Você fala inglês?”. Todas as vezes que perguntei isso, quando recebia um não como resposta a pessoa pelo menos fazia o esforço de procurar algum colega que falava para poder me ajudar.
      Para quem fala só português, não se preocupe. O Google tradutor está aí para ajudar. A versão aplicativo dele permite até traduzir textos em tempo real através da câmera do celular. Mas claro que saber o básico de idioma local ou o inglês permite ter conversas mais fluídas.
      Por fim, dei muito azar de a França entrar em greve antes de viajar e de permacer assim no decorrer do passeio. O serviço mais afetado foi o transporte. Felizmente não tive maiores problemas por conta disso em relação aos trens, pelo menos. Para piorar ainda mais, no meio da viagem começou a aparecer os primeiros casos de coronavírus na França, mas até então não havia tanta preocupação com a doença. Só que uma coisa ficou nítida, principalmente nas atrações turísticas mais famosas: não havia muitos chineses. Era até estranho. Outros asiáticos, como japoneses ou coreanos, eram bem presentes, mas o chineses que sempre estão aos montes nas atrações turísticas, simplesmente sumiram. Era como se o governo chinês estivesse impedindo a saída de seus nacionais da China.
      Chega de papo. Hora de continuar o relato.
       
      16/01 – Saída do Brasil
      O voo estava marcado para sair do Brasil às 23h30 e chegar a Paris às 14h50. O embarque ocorreu normalmente e dentro do horário, mas a fila de aviões em Guarulhos fez com que nossa decolagem fosse próxima das 00h30.
       
      17/01 – Chegada em Paris
      A viagem ocorreu normalmente. Pela primeira vez eu e minha esposa conseguimos dormir razoavelmente bem em um voo tão longo. O serviço de bordo da LATAM também foi bom. Nenhuma queixa em relação às refeições e ao atendimento das aeromoças.
      Pousamos em Paris no Aeroporto Charles de Gaulle com um pouco de atraso, às 15h30 no horário local. Saímos do avião e seguimos as placas até chegar à migração. Na mão, uma pasta com diversos documentos e reservas. Como renovei o passaporte e ele estava sem carimbos, trouxe o passaporte antigo que mostrava que já havíamos viajado ao exterior outras vezes, para o caso de acharem que estávamos indo na França para ficar. Prefiro me precaver. Quando chegou minha vez, o oficial de migração pediu em espanhol que fosse uma pessoa de cada vez no guichê. Cumprimentei com um “bonjour”, ele olhou para a minha cara e não fez nenhum questionamento. Carimbou a entrada e chamou o próximo.
      Depois de pegarmos as malas procurei por algum local onde pudesse comprar um chip de celular para usar na França. Havia lido que no Terminal 1 era possível adquirir no atendimento ao turista um chip da “Orange”, mas como não achei fácil o local e não estava muito a fim de procurar, deixei para comprar depois.
      Fomos para a fila de táxi e pegamos um em direção ao centro de Paris. A viagem saiu por 50 euros, preço tabelado. Como estávamos em quatro pessoas, foi vantajoso. O percurso durou cerca de 1 hora e 20 minutos. Havia muito trânsito, provavelmente ainda mais agravado devido à greve dos transportes.
      Hospedamo-nos no Hotel Viator, o único que deixamos para pagar na França. Todos os outros estavam com as diárias pagas no Brasil. A grande vantagem dele é ficar a menos de 5 minutos a pé da Gare de Lyon, local onde pegaríamos o trem no dia seguinte, além de ter um preço acessível para o padrão Paris. Conseguimos reservá-lo por 105 euros o quarto de casal sem café da manha e taxa turística. É um bom hotel. Recomendo.

      Descansamos um pouco e fomos atrás do chip de celular. Vi que era possível comprar na Relay, uma loja bem comum na França. Havia uma na Gare de Lyon, e lá fomos. O plano “Orange Holiday” com 20GB de internet e 120 minutos de ligação com validade de 14 dias saiu por 40 euros. A instalação do chip pode ser feita pelo próprio usuário. Na verdade é só colocar ele no aparelho e a configuração é feita automaticamente.
      Obs: o chip funcionou bem 95% do tempo. Algumas poucas vezes ele ficava sem sinal, geralmente em deslocamento de trem entre cidades. Sobre o roaming em outros países, é preciso ficar atento, pois a Suíça não faz parte da União Europeia. Algumas operadoras forneciam planos mais em conta, porém com roaming restrito à União Europeia, sem incluir a Suíça.
      Na rua fazia frio e chuviscava um pouco. Estávamos com bastante fome, então procuramos algum lugar para comer. De início procuramos por alguma “boulangerie” (um tipo de padaria) próxima. Apesar de encontrarmos algumas que a vitrine enchia os olhos, elas não tinham espaço para comer dentro, e minha esposa não queria abrir mão de comer sentada em um ambiente aquecido. Então o jeito foi procurar algum café ou restaurante.
      Paramos para comer no La Consigne. Comemos um sanduíche e uma omelete no capricho mais as bebidas, tudo bem servido. Para o casal saiu por 25 euros.
      Depois de comer, fomos no mercado comprar algumas coisas. A água mineral na França é cara, bem mais que na Itália, por exemplo. E o gosto de várias marcas é bem ruim, principalmente aquelas sem gás. Acabávamos comprando Perrier ou San Pellegrino, que eram muito boas, porém ainda mais caras.
      Obs: teoricamente a água das torneiras na França é potável. Nos restaurantes é comum servirem uma garrafa de água da torneira de graça, e com gosto bem melhor que de muita água mineral sem gás vendida no mercado.
      Após, retornamos ao hotel para descansar.
      Gastos do dia:
      50 euros de táxi do aeroporto até o centro de Paris
      40 euros do chip de celular
      25 euros do jantar no La Consigne
      0,70 euros em suprimentos no mercado
       
      18/01 – Ida para Basileia
      Dormimos até um pouco mais tarde para descansar bem. Por praticidade resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel. O preço não era dos melhores, custando 11 euros por pessoa, mas pelo menos poderíamos comer à vontade e daria para aguentar até a hora do almoço. Fizemos o check out no hotel e acertamos tudo, ao custo total de 135 euros por conta dos cafés da manhã e taxas turísticas.

      Seguimos para a Gare de Lyon e pontualmente às 10h22 o trem partiu rumo a Basiléia. A passagem foi comprada no Brasil com bastante antecedência, e saiu por 29 euros (R$ 153,37 na fatura do cartão). Faltando alguns dias para o embarque havia dúvida se esse horário de trem partiria por conta da greve. Havia trens fazendo a rota, mas em número reduzido. Dois dias antes do embarque recebi a confirmação da SNCF que o horário seria cumprido.


      O trem é bastante confortável mesmo na classe econômica. Em alguns momentos chegou a passar dos 300 Km/h. A paisagem também é bem bonita.
      Às 13h26 chegamos pontualmente à Basileia. Desembarcamos na estação Bahnhof Basel SBB e fomos direto para o Hotel City Inn Basel, que ficava literalmente na frente da estação. A diária já estava paga desde o Brasil, ao custo de R$ 385,81 sem café da manhã e taxa turística. Reservei pelo Hoteis.com pela possibilidade de pagar direto em reais. O idioma mais falado na Basileia é o alemão, do qual não sei nada. Mas consegui me virar bem com o inglês quando precisei. Como o dinheiro na Suíça é o franco suíço, fiz o câmbio na recepção do hotel. Troquei 100 euros por 102 francos suíços.
      Uma coisa bacana de Basileia é que os hotéis “dão” para o cliente um voucher que dá direito a usar o transporte público da cidade de graça e você pode escolher um museu para pagar metade do valor. Para quem não sabe, Basileia é a capital cultural da Suíça, e há diversos museus pela cidade. Esse voucher não é totalmente um brinde porque para isso precisamos pagar 4 francos suíços (CFH) por pessoa de taxa.
      Quando saímos do hotel já passava das 14h00. Não havia muitas opções de restaurantes abertos. Um dos poucos era o Tibits, especializado em comida vegetariana, que tinha um horário de funcionamento bem amplo. Ele tem um tipo de serviço raro na Europa, mas bastante popular no Brasil: comida a quilo. Mesmo eu sendo carnívoro, gostei bastante da comida do local. Minha comida e a da esposa saiu por 20,30 CHF com bebidas, um valor muito bom para a Suíça.
      Do restaurante, fomos bater pé pelo centro histórico da cidade, que ficava a menos de 10 minutos caminhando do hotel. Primeira parada foi na Marktplatz, uma pracinha com uma feira e onde estava localizado o Rathaus Basel-Stadt, a prefeitura da cidade. É uma construção de 500 anos de idade com uma cor única, um vermelhão bem forte. De lá partimos para a atração que eu mais queria ver na cidade: o Naturhistorisches Museum Basel (Museu de História Natural Basiléia). Por quê? Tinha uma réplica de um mamute em tamanho real, além de outros animais pré-históricos, como o tigre dentre-de-sabre e a preguiça gigante. Na verdade não sei se todos os animais eram réplicas ou realmente estavam empalhados, mas a qualidade dos modelos era incrível. Tinha também esqueletos de dinossauros, como um pterodátilo e um ictiossauro. Simplesmente fantástico. Segundo minha esposa meus olhos brilhavam quando eu vi o mamute. Eu devia estar me divertindo mais que as crianças no local. Aqui usamos o voucher e pagamos metade do valor do ingresso. De 7 CFH por 3,50 CFH por pessoa.









      Saindo do museu fomos em direção a Basel Minster, a Catedral de Basiléia, também numa coloração vermelha. Não entremos no local. Apenas apreciamos de fora. Depois seguimos até uma ponte sobre o Rio Reno, um dos grandes rios da Europa Ocidental. Apesar de o frio estar bem suportável na cidade, em cima da ponte o vento era muito forte e deixava tudo muito mais gelado. Só consegui ir até o meio da ponte e tirar umas fotos. Corremos do vento e nos dirigimos a uma rua com bastante movimento de pessoas e diversas lojas. Entramos em algumas, mas o preço era mais caro que da mesma loja em outros países. O único lugar que compramos alguma coisa foi no mercado: água e uns chocolates suíços. Tudo custou 4,05 CFH.


      Voltamos caminhando em direção ao hotel, mas passamos antes numa espécie de praça de alimentação gigante. No local, diversos tipos de restaurantes. Decidimos jantar no Acento Argentino, que era comandado por um argentino (se não me engano) e um brasileiro. Pedimos pratos com carne e empanadas, todos acompanhados de saladas. Tudo muito gostoso e bem servido. O preço saiu em 48 CFH para o casal. Após o jantar voltamos para o hotel e fomos descansar.
      Basiléia fica na fronteira tríplice da Alemanha, França e Suíça. Do lado alemão, a cidade mais próxima é Lörrach, e a Floresta Negra está localizada bem próxima. É uma cidade que entrou por acaso no roteiro, mas deu para ter uma noção do que esperar da Suíça em termos de custos numa futura viagem. Hospedagem e alimentação não são baratas, mas achei que seria pior. A diária do hotel, por exemplo, saiu mais barata do que a de Paris por um quarto muito maior e mais confortável. Fiquei animado para um dia conhecer melhor este país.
      Gastos do dia:
      135 euros de hospedagem no Hotel Viator em Paris
      58 euros para duas passagens de trem Paris -> Basiléia (R$ 306,74)
      385,81 reais de hospedagem no Hotel City Inn Basel
      8 CFH de taxa turística para duas pessoas em Basiléia
      20,30 CFH de almoço no Tibits
      7 CFH em dois ingressos no Museu de História Natural de Basiléia
      4,05 CFH em mercado
      48 CFH de jantar no Acento Argentino
       
      19/01 – Ida para Milão
      O trem para Milão iria partir tarde, então seria mais um dia para poder dormir bastante. Quando acordamos, resolvemos tomar café da manha no próprio hotel. Saiu 25 euros por pessoa, bem salgado, mas o café era espetacular. A outra opção seria um Starbucks do lado do hotel, mas eu e minha esposa não somos muito fã da rede. De bucho cheio, ficamos mais um tempo relaxando no quarto. Depois fizemos o check out e fomos para a estação de trem.
      A passagem já estava paga, saindo por 39 euros por pessoa (R$ 196,51 na fatura do cartão). O trem para Milão partiu às 11h03. Existem várias combinações possíveis para chegar à Milão. O que pegamos iria direto, com algumas paradas. Cruzaria os Alpes Suíços antes de entrar em território italiano. E era esse o motivo de ter incluído Basiléia e Milão no roteiro: conhecer uma parte da paisagem desse pedaço da Suíça. E não nos arrependemos. É realmente muito bonita. Pena que havia menos neve do que esperávamos.



      Chegamos à estação Milano Centrale às 15h50 e nos dirigimos ao Hotel Gram Milano para o check in. A diária já havia sido paga no Brasil, R$ 404,71 com direito a café da manhã e jantar no hotel. Restou pagar 10 euros para duas pessoas de taxa turística. Como são caras as taxas turísticas na Itália.
      Largamos as malas e corremos para a estação de metrô. Queríamos estar na Piazza del Duomo antes de escurecer. O ticket custa 2 euros por pessoa. Aqui há uma diferença para outros sistemas de metrô que já peguei. É necessário passar o ticket tanto para entrar quanto para sair das plataformas de embarque.
      Descemos na estação de Duomo. Ao sair para a superfície, damos de cara com o Duomo di Milano. Realmente ele possui uma fachada única, muito bonita. Tiramos algumas fotos no local e fomos fazer um lanche, afinal não havíamos almoçado nesse dia. Primeiro paramos no Caffè Vergnano 1882, onde tomamos café e alguns doces. Para o casal saiu por 12 euros. Depois pegamos uns tipos de pastéis no Il Panzerotto del Senatore. Três unidades saíram por 6,50 euros.



      Como ainda havia algum tempo até a hora do jantar, que foi agendado para as 20h30 no hotel, ficamos batendo pé. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuele II, que estava abarrotada de pessoas. Depois andamos por algumas lojas da cidade. Quase todas estavam com liquidações de inverno. E uma coisa que constatamos depois é que os preços na Itália são bem mais atraentes que os da França.


      Pegamos o metrô na estação Montenapoleone e voltamos ao hotel. O jantar estava muito bom. Era no estilo self-service, com bastante variedade de pratos. Somente as bebidas não eram inclusas. Elas saíram por 11 euros para duas pessoas.
      O quarto do hotel era bem confortável e moderno, com o visual totalmente oposto ao dos outros hotéis que ficamos na viagem da Itália de 2019. Para melhorar ainda mais tinha uma banheira pra relaxar.
      Gastos do dia:
      50 euros de café da manhã no Hotel City Inn Basel
      78 euros para duas passagens de trem Basiléia -> Milão (R$ 393,02)
      404,71 reais de hospedagem no Hotel Gram Milano
      10 euros de taxa turística
      8 euros em quatro tickets do metrô de Milão
      12 euros de lanche no Café Vergnano 1882
      6,50 euros de lanche no Il Panzerotto del Salvatore
      11 euros de bebidas no jantar do hotel
       
      20/01 – Ida para Nice
      Hoje acordei cedo. Como novamente o trem partiria um pouco mais tarde, aproveitei para conhecer outras atrações de Milão. Deixei minha esposa descansando e fui para a estação de metrô. Desci na estação Lanza, bem próxima ao Castello Sforzesco, para onde fui logo em seguida. É uma construção do século XIV que foi restaurada diversas vezes ao longo dos séculos. Hoje conta com diversos museus. Não entrei neles, pois não daria tempo. Restou caminhar pelos arredores do castelo e aproveitar o belo nascer do sol no local, aproveitando a luminosidade para tirar algumas fotos.







      Caminhando por Milão vê-se como ela é bem mais moderna que as outras cidades turísticas italianas. Seguindo pelas ruas cheguei ao Giardini Pubblici Indro Montanelli, um parque no meio da cidade bastante arborizado. Como diversos outros parques da Europa, o chão é de um tipo de areia grossa.


      Obs: Cabe aqui uma curiosidade que percebi nas três idas ao velho continente. Excetuando bitucas de cigarro que em alguns lugares se vê aos montes, as ruas das cidades são extremamente limpas. Mesmo que ande nesses parques de areia, o solado dos calçados não suja. Parece até que não tem poeira nas ruas. Um dia andando na cidade em que moro, que visualmente falando parece limpa, sujou mais meu calçado do quê quatorze dias na França.
      Voltei pra hotel e fomos tomar café da manhã, que era tão bom quanto o jantar. Arrumamos as malas e nos dirigimos para a estação Milano Centrale, onde pegaríamos o trem para Nice, que partiu às 11h10. A passagem saiu por 22 euros por pessoa (R$ 110,84 na fatura do cartão). Milão me surpreendeu. Foi pouco tempo na cidade, menos de 24 horas, mas deu para ir ao Duomo, que era a atração mais aguardada e pude conhecer também o exterior do Castello Sforzesco, além das belas ruas e prédios do lugar. Mas só a incluiria no roteiro da Itália de 2019 se tivesse tempo sobrando ou fosse usar o aeroporto de lá.
      O trem que pegamos era da empresa Thello, pertencente à empresa Trenitalia, a mesma que foi responsável pela viagem de Basiléia a Milão. Uma coisa que ficou nítida nesses 14 dias é que os trens das empresas francesas são muito mais limpos que os da Itália. E olha que a França estava em greve e nem todo o serviço estava funcionando 100%.
      De Milão o trem seguiu em direção a Gênova e depois foi até Nice beirando o Mar de Ligúria por todo o caminho. A paisagem era linda, mas há algo que com certeza o inverno atrapalha um pouco. A latitude das cidades nessa região do globo terrestre varia entre 43º e 44,5º. Isso é quase metade do caminho entre a Linha do Equador e o Polo Norte. No inverno do hemisfério norte, quanto maior a latitude, menor é a duração do dia. Mas não apenas isso. Nessa época o sol nunca fica a pino. Sempre está numa posição de que acabou de nascer ou estar pra se por. Essa angulação faz com que a luz solar reflita muito no mar (no caso das praias voltadas para o sul). Assim, o mar nunca fica tão bonito como ficaria em outras épocas do ano.

      Chegamos em Nice às 15h50 na Gare de Nice Ville. O hotel que escolhemos, Villa Bougainville by Happyculture, ficava a cinco minutos caminhando. As duas diárias foram pagas no Brasil, custando 560,98 reais com café da manhã incluído. É um hotel pequeno, com quarto pequeno, mas bem aconchegante.
      Deixamos as malas no quarto para aproveitar o restante da luz solar que tínhamos. Seguimos direto para o mar, saindo na Promenade des Anglais no rumo do Hotel Negresco. O calçadão na beira mar estava com pouco movimento, provavelmente devido á época do ano. Dali, fomos até a Place Massena procurando por algum lanche, pois novamente não havíamos almoçado. Achamos umas barracas de crepes, mas só tinham de doce. Fizemos então uma pausa na Boulangerie Blanc e pegamos alguns salgados para comer enquanto caminhávamos. Chegamos na Colline du Château para pegar um elevador até o topo, mas já estava fechado. Felizmente ainda dava para ir de escada. Não são muitos degraus, uns dois minutos subindo, mas ninguém quis ir comigo. Fui sozinho. Lá em cima, têm-se uma bela vista panorâmica de Nice. Depois que desci fomos passear pela praia, que na verdade é pura pedra. Provavelmente isso contribui para o mar ficar bem bonito no verão, já que não tem areia para as ondas remexer e deixar a água turva.






      Ficamos mais um tempo caminhando e tirando fotos aguardando a hora do jantar. Nice não é tão fria, mas venta bastante, e com o cair da noite o vento já estava incomodando. Fomos almoçar no restaurante Casa Leya. A dona é uma simpatia de pessoa. Para melhorar ainda mais e para a alegria das minhas companheiras, falava espanhol. A comida também era deliciosa. Comemos muito e muito bem. Dois pratos de massa, um carpaccio e bebidas saíram por 58 euros.
      Voltamos em direção ao hotel caminhando pela Promenade des Anglais. A fachada dos prédios iluminadas de noite fica bem bonita. O Hotel Negresco, por exemplo, fica muito charmoso. Chegando no quarto, fomos descansar de um dia com bastante caminhada.




      Gastos do dia:
      2 euros em um ticket do metrô de Milão
      44 euros em duas passagem de trem Milão -> Nice (R$ 221,68)
      1 euro de água na estação de trem
      560,98 reais em duas diárias do Hotel Villa Bougainville by Happyculture em Nice
      4,70 euros de lanche no Boulangerie Blanc
      58 euros de jantar para o casal no restaurante Casa Leya
       
      21/01 – Uma volta pela Côte d’Azur
      O roteiro de hoje previa um passeio por parte da Côte d’Azur localizada a leste de Nice. Tomamos café da manhã cedo no hotel e fomos à Gare Nice Ville. Lá se encontra diversas locadoras de carro, inclusive a Sixt, escolhida por nós. Fiz a reserva do veículo por um dia. Paguei a diária ainda no Brasil, ao custo de 69,98 euros (353,06 reais na fatura do cartão). No fim das contas, acabei pegando o seguro completo, o que custou mais 37 euros. Não foi barato, mas o valor da diária é proporcional ao número de dias da locação. Como eu queria fazer esse roteiro de carro, me sujeitei a isso.
      Havia reservado uma BMW Series 1 ou similar, mas não tinha nenhuma disponível na hora da retirada do veículo. Por isso, a atendente nos ofereceu uma Mercedes Classe E. Para quem entende de carro, sabe que é um veículo de uma categoria bem superior. Infelizmente a razão me fez recusar o modelo. Ele é muito grande, e como imaginava que passaria por ruas estreitas, um modelo menor seria mais apropriada. No fim, ficamos com um Skoda Scala Hatchback.
      Apesar de não ter problemas com carros, sempre fico tenso quando dirijo em outros países. Algumas placas de trânsito bem comuns na França não existem no Brasil, por isso é bom dar uma estudada no significado das placas antes de pegar estrada e não fazer besteira. Mas dirigir pela região da Côte d’Azur foi bem tranquilo, pelo menos no inverno quando as ruas estão bem mais vazias.
      Há três estradas saindo de Nice que vão para o leste da Côte d’Azur: basse corniche, a mais próxima do mar, moyenne corniche, a do meio, e a grande corniche, a mais ao alto de todas. Pegamos a moyenne corniche e seguimos em direção ao Èze Village, mas primeiro fizemos uma parada no Villefranche Belvédère para aproveitar um pouco do visual. O sol ainda estava nascendo. Ao chegar em Èze, o estacionamento estava interditado com faixas policiais. Alguma investigação estava ocorrendo lá e os parquímetros estavam lacrados. O policial até falou que poderíamos estacionar. Mas preferi deixar de lado. A ideia aqui era visitar o Le Jardin Exotique no topo do vilarejo e apreciar a vista do mar lá de cima, mas como o dia ainda não estava claro o suficiente para aproveitar mais a vista, achamos melhor seguir viagem.

      Descemos então para a basse corniche. Queria entrar em Mônaco vindo por essa estrada para evitar os possíveis túneis que poderiam haver na entrada a partir da moyenne corniche. Túneis e GPS de celular não combinam. Já passei alguns perrengues em Madrid por conta disso.
      Chegando ao Principado, me dirigi direto para a largada. Contornei a Sainte Devote e segui forte, a 40 Km/h, pela Beau Rivage. Passei pelo Cassino de Monte Carlo, que estava com a fachada em reforma, contornei a Mirabeau Haute e desci pela curva do hotel. Quando vi, já estava rasgando por dentro do túnel. Na saída dele, não havia chicane, mas quem se importa? Após algumas obras, já estava na piscina, e depois na La Rascasse. Pronto, havia acabado de completar uma volta no Grande Prêmio de Mônaco. Andar nas ruas do circuito a 40 Km/h não passa adrenalina, mas a emoção de circular por um trajeto que tantas vezes vi na televisão e em jogos de videogame não tem preço. Era incrível, cada curva que eu contornava, cada reta que eu passava, era como se já estivesse estado lá. Tinha o circuito todo traçado na cabeça.
      Voltando pra realidade, deixei o carro estacionado no Parking de la Colle, próximo de Mônaco Ville, onde está localizado Le Palais des Princes de Monaco e a Cathédrale de Monaco. Até chegar à parte alta, tem que subir um bocadinho. Lá de cima, têm-se uma bela vista do Port Hercule e do Port de Fontvieille. O Palácio tem a fachada bem sem graça, mas vale a visita para ver, próximo de 12h00, a troca de guarda. A Catedral, ao contrário, possui uma bela fachada. O seu interior é simples, mas elegante. A entrada é gratuita. Nas redondezas, também caminhamos pelas ruas estreitas e charmosas do local.

       


       






      Depois de ver a troca de guarda, descemos para a marina do Port Hercule. Lá estaria o restaurante onde iríamos almoçar, o Stars 'n' Bars. Tirando o McDonalds e outras lanchonetes, é tido como um dos lugares mais baratos para uma refeição descente em Mônaco. Meu almoço e o da esposa saiu por 70 euros, em dois pratos bem servidos e gostosos com carne, arroz, salada, batata frita e bebidas. No local há outros pratos mais em contas, como sanduíches, comida tex-mex e pizzas.
      Caminhamos mais um pouco pelas ruas do Principado e voltamos para o estacionamento onde deixamos o carro. As cerca de 5 horas que ficamos em Mônaco nos custou 14,10 euros de estacionamento.
      Seguimos pela basse corniche e fomos para Saint-Jean-Cap-Ferrat, onde visitaríamos a Villa Ephrussi de Rothschild. Havia obras na entrada do vilarejo, então sem entender a sinalização acabei fazendo umas barbeiragens para conseguir acessar o local. A entrada da Villa Ephrussi custa 15 euros por pessoa. Há estacionamento gratuito no local. Trata-se de um palácio construído à beira-mar pela Baronesa Béatrice Ephrussi de Rothschild. Além disso, possui nove jardins com diferentes temáticas. Tirando o Roseiral, que estava prejudicado por conta do inverno, todos os outros jardins estavam espetaculares. Do palácio temos ainda belas vistas do Mar Mediterrâneo.









      Finalizando o palácio, seguimos para Nice. Antes paramos em um posto de combustível para colocar gasolina. Na maioria deles nós que abastecemos. Em alguns é preciso pagar antes, em outros, paga-se depois que abastece. Nos que pagamos antes, caso não gaste todo o valor em combustível, o troco é devolvido. Depois de deixarmos o carro na Gare Nice Ville, fomos descansar no hotel.
      Já de noite, sem muito ânimo para passear, resolvemos almoçar em uma hamburgueria ao lado do hotel. Um lanche para duas pessoas saiu por 15 euros. Não era um sanduíche fantástico. Estava no nível daquelas versões gourmet do McDonalds. Mas deu para matar a fome. Depois fomos a um mercado para comprar algumas coisas. Por fim, voltamos ao hotel para dormir.
      Gastos do dia:
      69,98 euros de aluguel de carro na Sixt pago no Brasil (R$ 353,06)
      37 euros da diferença do aluguel do carro (R$ 197,91)
      70 euros em almoço no Stars 'n' Bars em Mônaco
      14,10 euros de estacionamento em Mônaco
      30 euros para duas entradas na Villa Ephrussi de Rothschild
      14 euros de gasolina
      15 euros em jantar no Tacos Burger em Nice
      7,02 euros de mercado em Nice
       
      Em breve continuarei com o restante do relato...
    • Por Yunes
      Pessoal, tudo bem?

      Me chamo Yunes (@yunesviana), paulista, 27 anos e depois de ler e aproveitar muito todo o conteúdo do Mochileiros, resolvi compartilhar meu relato sobre a primeira viagem que fiz na vida, onde eu e minha mala visitamos países que tinha muita vontade de conhecer mesmo sem dominar as línguas nativas de cada, com um inglês intermediário e certa timidez que foi sendo perdida ao longo da viagem. Ao todo, passei 29 dias (distribuídos entre 25 de Maio de 2019 até 23 de Junho de 2019) viajando pelos seguintes lugares:
      🇮🇹 Itália:
      4 noites em Roma;
      Bate-volta em Pisa;
      2 noites em Cinqueterre;
      3 noites em Veneza.
      🇭🇷 Croácia:
      3 noites em Split, incluindo um bate-volta em Plitvice Lakes;
      3 noites em Hvar;
      2 noites em Dubrovnik.
      🇬🇷 Grécia:
      4 noites em Santorini;
      4 noites em Mykonos;
      3 noites em Atenas.

      Tentarei ser o mais transparente possível nos relatos, pois acredito que seja inevitável um viajante sem experiência passar por perrengues, cair em tourists traps e ser enganado pela taxa cambial dos ATMs distribuídos aos montes na Europa, mas prefiro ver isso como experiência para as próximas viagens e dicas para que outras pessoas não cometam os mesmos erros.
      Planejamento
      Sem dúvidas é uma das partes mais importantes da viagem. Acredito que nenhum objetivo, por menor ou maior que seja, é capaz de ser alcançado sem uma boa base por trás. Tentei mitigar todos os imprevistos possíveis (e nem sempre com sucesso 😂) e cometi até alguns excessos, algo que futuramente talvez eu dê uma maior margem para flexibilização, porque viajar te obriga a improvisar em diferentes cenários.
      Todo o planejamento, seja ele financeiro ou do próprio roteiro em si, começou cerca de um ano anterior à viagem, onde coloquei na cabeça que iria realizar esse sonho. Comecei a fazer várias anotações, colocar lugares numa lista de prioridades sobre o que e como aproveitar nesse atual momento da minha vida, salvar vários blogs nos favoritos até o momento de comprar a passagem, um momento simbólico durante todo esse planejamento. 
      A passagem de ida cerca de 8 meses antes da data de embarque pela LATAM, pagando R$1317 com direito a mala despachada. A partir dessa "virada de chave", pesquisei as mais diversas possibilidades de deslocamento entre as cidades, hostels, itens indispensáveis para levar na mala e palavras básicas de cada idioma (isso ajuda muito!).
      Entrei no avião com todos os hostels reservados, passagens de ida e volta comprados além dos deslocamentos entre países. Deslocamentos locais (trem na Itália e Ferry Boats pela Croácia e Grécia) comprei no ato ou um dia anterior para ir até outra cidade, pois queria ter essa margem de flexibilidade caso quisesse passar um dia a mais (ou a menos) em um local. Acabei não fazendo nenhuma alteração, mas me arrependo de certa forma em dois locais que vou contar durante o relato.
      Custos
      Confesso que agora não faço a menor ideia de quanto gastei na viagem, vou descobrindo com base na minha memória, em toda a papelada que trouxe pra casa como souvenir e pelo extrato do meu cartão. Um euro na época estava R$4,45 (caro mas... que saudades desse valor). Ao fim do relato, atualizo esse post com os gastos detalhados de cada lugar. Hoje, tenho o registro dos seguintes custos: 
      ✈️ Passagens Aéreas:
      🇧🇷 - 🇮🇹 Passagem São Paulo - Roma pela LATAM: R$1.317,00
      🇮🇹 - 🇭🇷 Passagem Veneza - Split pela Volotea: €236 (R$1050,20)
      🇭🇷 - 🇬🇷 Passagem Dubrovnik - Atenas - Santorini: €133,94 (R$596,00)
      🇬🇷 - 🇧🇷 Passagem Atenas - Istambul - São Paulo: R$ 2.086,55
      💸 Total: R$5049,78
      _
      🛏️ Hostels:
      🇮🇹 4 noites no The RomeHello: R$858
      🇮🇹 2 noites no Grand Hostel Manin: R$365
      🇮🇹 3 noites no Combo Venezia: R$809
      🇭🇷 3 noites no En Route Hostel: R$231
      🇭🇷 3 noites no White Rabbit Hostel: R$274
      🇭🇷 2 noites no Hostel Angelina Old Town: R$377
      🇬🇷 4 noites no Bedspot Hostel: R$1028
      🇬🇷 4 noites no My Cocoon Hostel: R$1258
      🇬🇷 3 noites no Bedbox Hostel: R$412
      💸 Total: R$5612
      _
      Outros custos:
      🏥 Seguro Viagem Allianz Travel: R$500,27
      🛂 Emissão do passaporte: R$257,25
       
      Próximo post: Viagem e primeiro dia em Roma: um choque de realidade


       
    • Por Weise Aguiar
      Fala mochileiros, meu nome é Weise (tipo o GPS Waze sim kkk) tenho 23 anos, e vou contar como foi minha primeira viagem a Europa, que aconteceu em Maio de 2019.
      Em Dezembro de 2018 estava decidido a realizar esta viagem, e a espera de passagens na promoção, porém não tinha nenhum dinheiro guardado, apenas o salário de Dezembro e dos próximos messes até a viagem (que não era muito). O instagram do Passagens Imperdíveis anunciou uma promoção para Roma nos mês Maio, era por volta de R$ 1.600,00, porém eu não tinha esse dinheiro, corri na CVC e fiz o agente colocar a mesma data que eu já sabia que estava promocional, o valor encontrado foi de R$ 1.800,00, não liguei para a diferença de preço, pois lá dividiram em 8x sem juros no famoso carnê. Perfeito! Minha mãe e tia também aproveitaram o achado e compraram também.
      Era Janeiro e eu tinha a responsabilidade de montar o roteiro, achar hotéis e fazer tudo que era necessário inclusive assessorar a confecção do passaporte das senhoras. Planejar viagens era um hobbie meu, não faze-las também kkkk, estava empolgado com os preparativos da primeira grande viagem e por estar responsável por pessoas que sempre foram responsáveis pro mim. Seriam 14 dias na Europa, inicialmente queria colocar a Europa toda no roteiro, porém percebi que 3 países seria o máximo que conseguiria conhecer neste tempo, foi difícil, tive que deixar a cara Suiça, mas em um comum acordo escolhemos conhecer as cidades de Paris, Londres, Milão, Veneza, Pisa e Roma. Utilizei todo meu conhecimento e sites mágicos para achar a melhor rota entre estes países (melhor no caso era a mais barata), a unica certeza e que chegávamos por Roma e por ali também sairíamos. O itinerário foi:
      - Escolhi conhecer Roma por ultimo, pois o risco de perder o voo de volta para o Brasil era menor, já que eu estaria na cidade. Sendo assim compramos passagens de Roma para Paris;
      Paris: Minhas pesquisas por custo x benefício me levaram ao Hotel Ibis Porte de Montreuil, eles tem uma categoria chamada budget que seria mais econômica, pagamos cerca de R$ 320,00 no quarto para 3 com café da manhã incluso. Sim! Ficou quase R$ 100,00 pra cada pessoa por diária em um hotel em Paris. O hotel ficava um pouco distante do centro da cidade mas a estação de trem era a 4 minutos de caminhada, e 40 minutos de viagem até a Torre Eiffel, nem sentíamos o trajeto. Também havia um Carrefour como vizinho no hotel, que tinha preços muito bons! Na cidade utilizamos o metrô (1,70€) para ir a qualquer lugar com exceção de Montmartre que utilizamos o uber (mesmo app do BR). Em Paris visitamos além da famosa Montmartre, a Champs Elysees, Arco do Triunfo, quase todas as pontes famosas, Village Royal (lugar onde tem o corredor cheio de guarda-chuvas), Galerie Lafayette, o Museu do Louvre, La Vallée Village (a outlet mais chique que já vi, comprei ate uma blusa da Levi´s por 13€), a Primark (mãe da C&A, Renner e afins) e claro a Torre Eiffel todos os dias a noite.  
      Londres: Escolhi fazer o trajeto com o trem da EuroStar, ele passa por baixo do mar e se pode ter uma vista muito bonita do trajeto na superfície, não me lembro o preço exato mas foi algo em torno de R$ 200,00. Chegamos em Londres na famosa estação King's Cross (Harry Potter), tentamos pegar um ônibus porém não aceitavam dinheiro e eu ainda não sabia comprar o cartão (destaque para o primeiro contato com inglês britânico, foi muito estranho não entender nada que o senhor no ponto de ônibus falou), pegamos uber e chegamos ao hotel bem rápido. Em Londres eu também escolhi um hotel budget da Ibis (Whitechapel), este porém era mais moderno, a moça que nos recebeu foi muito prestativa e me ajudou muito com informações importantes, custou algo entorno de R$ 120,00 a diária para cada pessoa no quarto triplo. Fui conhecer Londres logo que cheguei e ao sair do hotel percebi que o bairro era meio .... diferente, varias mulheres de burca e alguns homens com cara de indianos, mesquitas e muitas placas em árabe (ou seja lá o que era aquilo) mais tarde descobri que o bairro era multicultural e acabei adorando ver toda aquela cultura! E 20 minutos de caminhada e estávamos na Tower Bridge um dos maiores símbolos de Londres, foi impactante (foi o lugar que mais gostei na cidade), durante 4 dias conhecemos lugares como o Saint James Park, o Palácio de Buckingham, o Borough Market, a loja gigantesca da M&M (não deixe de conhecer, é a maior do mundo), China Town, Leicester, Tottenham, compras na Primark de Londres (que era melhor que a de Paris), Camden Town (é meio longe, mas iria 10x mais longe vale muito), um destaque para o Camden Market, tem vários outros lugares, mas assim como em Paris não vou citar para não ficar exaustivo. Em falar em exaustivo, primeiro perrengue da viagem, eu havia comprado passagens pela Ryan Air, o aeroporto em que eles atendiam era super longe, e de uber gastamos cerca de R$ 500,00 pela viagem para nos 3, essa foi a primeira facada, a segunda veio quando a atendente me disse que o embarque já havia sido encerrado 1h30 antes do voo, brigas depois minha tia passou o cartão e compramos outra passagem (55 libras cada).  
      Milão: Ok, passamos o perrengue e foi hora de engordar, do aero até a cidade pegamos um ônibus (7€). Os hotéis da Itália foram escolhidos na CVC, novamente pela facilidade do parcelamento sem comprometer limites dos cartões, as fotos do site não condiziam muito com a realidade, e isso foi uma coisa boa em Milão o iH Hotels Milano Gioia foi um achado, era muito confortável, digno de um 3 estrelas,  perto de supermercados, restaurantes (bons e baratos, onde comi a melhor pasta da viagem), além de ser relativamente parto do centro da cidade, aqui não utilizamos o transporte publico para nada, fizemos tudo caminhando e foi ótimo. A cidade sem duvidas e uma das mais bonitas da Europa, o antigo se misturava com o moderno, e realmente era a cidade da moda, marcas de luxo como LV, Gucci, Versace e outras enfeitavam as ruas. Aqui conhecemos a Pinacoteca de Brera, cujo qual eu nem sabia da existência e literalmente esbarrei na rua, o Duomo Di Milano, a Galeria Vittorio Emanuele II e o Castello Sforzesco. Foi tudo perfeito por aqui, boa comida e lugares impressionantes.  
      Veneza: Embarcados no trem seguimos para Veneza, estávamos com a expectativa alta para o Hotel Ca' Gottardi, pois foi o mais caro da viagem (R$ 1.300,00 por diária, só ficamos uma kkkk), era luxuoso, mas nada extravagante. A cidade realmente é tudo o que dizem, chegamos de manhã e partimos no outro dia de noite. Foi mais que suficiente para conhecer cada canal, as coisas eram um pouco caras, mas valeu cada euro.  
      Pisa: Pisa me surpreendeu muito, já era noite quando chegamos, mas não nos impediu de ir ver a famosa torre inclinada, estava deserta. A primeira surpresa foi com a cidade em si, ela parecia cidade universitária de interior (e era). O hotel foi o Royal Victoria, de frente para o rio que corta a cidade muito charmoso, inicialmente achamos o hotel velho demais, pesquisas depois me fizeram mudar de ideia, é um hotel histórico, a diária no quarto triplo custou R$ 400,00. A outra surpresa foi com o conjunto histórico, eu sempre achei que a torre era sozinha, porém descobri que ela faz parte de um conjunto que inclui um batistério e uma catedral. Não tem muito para conhecer na cidade, os 2 dias por lá foram suficientes.  
      Roma: Já um pouco cansados partimos de trem, é claro, para a nossa primeira e ultima cidade Europeia Roma. E mais um perrengue era previsto, o "hotel" Cesar Palace, era HORRÍVEL, até hoje não entendi o que era aquilo, mas parece que era um prédio residencial antigo, onde funcionava o "hotel" em dois dos diversos andares, não havia recepção, apenas uma sala de bagunça onde tinha um cara. Meio assustado fiz nosso check in e um segundo cara meio estranho apareceu do nada e nos levou ate o quarto, quando questionei sobre o café da manhã que tinha pago (5€) ele saiu e voltou com uma fixa "vale 1,50€ no bar da esquina" literalmente era isso, parecia uma grande piada, minha mãe se revoltou e queria fazer barraco kkkkk mas achamos melhor tentar curtir a cidade e ir para o hotel apenas para dormir, já que todas as nossas coisas ficavam lá sozinhas não fizemos nenhuma reclamação. A cidade era bem diferente das outras, encontramos com alguns brasileiras e elas haviam sido furtadas na Fontana de Trevi, a cidade era um pouco suja demais, mas nada que não estivéssemos acostumados. Aproveitamos muito e apesar das atrações serem longes, fizemos todos os trajetos a pé, andamos MUITO, mas já sabia chegar a qualquer lugar, já estava me sentindo um romano, entre as atrações visitamos o Coliseu, o bairro de Trastevere, o Vaticano, o Monumento a Vittorio Emanuele II, a Fontana de Trevi, o Panteão, Piazza di Spagna entre vários outros lugares. No check out não havia ninguém na sala de bagunça e uma placa dizia que o atendimento iria se iniciar em 2h, então tiramos tudo do quarto e saímos deixando a chave pendurada na maçaneta da porta. Este foi um resumo de cada cidade, creio que no futuro escrevo sobre detalhes sobre cidade. Foi um enorme aprendizado viajar desta forma, e apesar de ter pesquisado muito antes, algumas coisas ainda passaram despercebidas, cada cidade tinha seu próprio estilo e foi impossível escolher uma favorita (Londres), temos vontade de fazer tudo de novo, tenho certeza que teremos uma experiencia diferente. Me deixo a disposição para ajudar tirando duvidas ou de outras formas se tiver no meu alcance! 
      Depois que voltei ao Brasil contabilizei cerca de R$ 8.900,00 com tudo que tinha gasto na viagem, incluindo hospedagem, comida, compras, passagens, tudo mesmo. 
      Segue algumas fotos do ocorrido, no meu instagram @weiseaguiar também tem vários histories legais de cada lugar. Um grande abraço mochileiros!
       








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