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Paola Acosta

Alugar uma moto em Marrakech(sem carteira de motorista)

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Eu e meu namorado estávamos fazendo um mochilão por alguns países na Europa. Dentro do nosso roteiro a última parada seria na África, mais precisamente em Marrakech, no Marrocos. Durante quatro dias estávamos hospedados em um Hostel localizado na Medina, bem próximo aos souks (mercados dos mais diversos utensílios locais). A localização da hospedagem foi uma ótima escolha e o Majorelle Hostel nos recebeu incrivelmente bem. 

Estávamos viajando há 23 dias de mochila, utilizando de ônibus e vôos low cost para nos locomover até os países, quando chegamos a Marrakech já estávamos bastante cansados. Foi no último dia de estadia no Marrocos que decidimos alugar uma moto. Nunca havíamos dirigido antes, exceto em uma pequena aventura no interior do Brasil por alguns poucos minutos. Por sorte descobrimos que havia um modelo de moto a ser alugado que não exigia carteira de motorista, pois chegava a uma velocidade de apenas 80km/h.

Deslocamo-nos até a  loja Palmekech, cujo o endereço é Ruy La Recette, nº 53 , próximo a Medina e negociamos o valor de R$ 80,00 ( cerca de 200,00 dihans) das 12h às 21h. Sabíamos que o trânsito na medina era caótico, mas optamos por nos aventurar. Em meio a carros arranhados, milhares de motos, charretes, bicicletas e pedestres nos jogamos. No começo é um pouco aterrorizante, pois os motoristas buzinam o tempo inteiro e pouco seguem regras de trânsito, mas depois de algum tempo é possível se adaptar.

O transporte possibilitou que conhecêssemos a parte nova de Marrakech e outros pontos turísticos mais distantes da Medina. Mochilamos desde o ano de 2014 e podemos garantir que dirigir uma moto em Marrakech foi uma das vivências mais marcantes das nossas viagens. 

Obs: Apenas o/a motorista utiliza o capacete, pois o/a passageiro(a) está isento(a) por lei.

 

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Obrigada pelo post e pela informação da morada de aluguer de motas em Marraquexe. Vou muitas vezes a Marrocos e apesar de conhecer a fundo o país, e me ter aventurado a viajar sozinha lá várias vezes, esta me parece uma aventura bem radical no meu caso ......já tenho mais de 50 anos e conheço o louco transito da cidade vermelha. Choukran!!!

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    • Por Mari D'Angelo
      É difícil não colocar uma noite sob o estrelado céu do Deserto do Saara como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo Marrocos!
      Várias empresas, hotéis e hostels oferecem roteiros até o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do Marrocos, mas como estávamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um ônibus turístico não agradava a nenhum de nós, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.
      Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!
      Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.
      A solução foi inusitada, mas não poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simpático funcionário do Riad Dar Outeba, onde estávamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no Deserto do Saara, nunca pensei que seria possível ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra “luxo” não combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experiência, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.
      O valor oficial do acampamento onde ficamos é de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo dá por volta de 60€ e inclui: Transporte ida e volta de 4×4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, café da manhã, garrafinhas de água gelada, chá de boas vindas e estacionamento em Merzouga.
      Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.
      Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando chá de menta num calor de 40º) até que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!
      Há algumas formas de chegar até os acampamentos; de 4×4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromedários. Eu estava decidida a não ir com a última opção, pois acho que é uma forma de exploração animal e apesar de saber que o corpo deles é preparado para esse tipo de clima e de “função”, não acho certo e não quis apoiar a prática. Como o quadriciclo era a opção mais cara, decidimos ir de 4×4.
      Ficamos sabendo que atualmente, para a segurança dos turistas, não é mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do Deserto do Saara, então todos eles agora ficam a uma curta distância da cidade. De 4×4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emoção de um rali pelas dunas! De dromedário o tempo é em média 1h30.
      O acampamento fica em um vale em meio às dunas e é encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e até tomadas e entradas USB! São 8 tendas e mais um espaço comum para as refeições. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme àquele lugar que parecia cenário de filme!
      Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!
      Caminhamos até o topo de uma duna, de onde a vista é de tirar o fôlego, e arriscamos algumas descidas de sandboard. Lá de cima vimos um pôr do sol tão lindo que entrou para o top 5 da minha lista imaginária!
      Mesmo não sendo tão afastado da civilização, a sensação é de estar no meio do nada. É uma emoção incrível caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um grãozinho de areia! Naquele momento estávamos animados demais para apreciar o silêncio do Deserto, mas não imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.
      Na volta para o acampamento passamos pelo “estacionamento de dromedários” e obviamente não resisti àquelas carinhas sorridentes! Eles são dóceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de não ter ido até lá sobre suas corcovas. Não é que eles não sejam bem tratados, mas vê-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados não me pareceu certo.
      Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!
      Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.
      Quando já estávamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresentação de música berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos típicos.
      De forma bastante simplificada, os berberes são o povo do deserto. Há diferentes ramificações e diferentes línguas (que são no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles é de ser um povo livre. Talvez por seu passado nômade, tenham se tornado mais abertos em relação à várias ideias, e essa foi uma das mais agradáveis surpresas da viagem.
      Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.
      E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.
      Eu sei que a essa altura você deve estar se perguntando, e os escorpiões? Nós não vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. Não fiquei descalça e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais não é muito comum vê-los durante o dia, eles preferem sair à noite quando o clima está mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpiões enormes e até cobras. Lá eles estão preparados caso avistem um, mas é sempre bom ficar atento.
      No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
    • Por thais.caldeirinha
      A minha viagem por alguns países do Sul da África iniciou por Johannesburgo, de lá fomos com carro alugado até Lesoto. Voltamos a Johanesburgo e pegamos um voo para Maun – na região do Delta Okavango- no Botswana.
      Após passarmos pelo Delta do Okavango, fomos ao Parque Chobe no norte do país. De lá cruzamos por terra para o Zimbabwe, na região da Victoria Falls.
      Após isso, cruzamos a Zambia, desde Livingstone, Lusaka até o Malaui. Chegando no Malaui ficamos na capital chamada Lilongwe e seguimos viagem com carro alugado até Cape Maclear (Monkey Bay)- região sul do Lake Malawi.
      Voltamos a Lilongwe para pegar um voo a Maputo no Moçambique.
      Depois cruzamos para a Suazilândia e finalmente voltamos para Johanesburgo finalizando a viagem.
      -----
      Quando comecei a planejar minha viagem à África, pensei imediatamente em alugar um carro. Na minha última viagem à África, visitei a Namíbia e foi muito fácil dirigir por lá.
      1) Se você está planejando viajar da África do Sul para o Botswana, eu recomendo fazer um vôo de 1:30 hrs com Botswana Air (de Joanesburgo para Maun) ao invés de dirigir 18 hrs. Você vai economizar muito tempo e o preco da passagem é praticamente igual ao aluguel do carro para 2 pessoas porém são praticamente 2 dias perdidos dirigindo.
      2) Um aluguel de carro 4x4 custa aproximadamente US $ 1.300 por semana (incluso 2 taxas de fronteira (Lesoto e Botswana) + entrega do carro em um país diferente)
      3)Tenha cuidado para não se confundir com os preços on-line (quando você fizer a pesquisa, ele mostrará somente o preço do aluguel do carro mas você precisa adicionar outros custos a ele). Você precisará pagar pelo aluguel do carro + taxa de devolução em local diferente da retirada + taxas de travessia de fronteira + taxa de contrato. O valor da taxa de devolução do carro em outro país é geralmente o dobro do preço da locação do carro 😖.
      4) O melhor GPS para usar na Africa é o Here WeGo: muito simples, é necessario apenas baixar os mapas off-line e pronto, funciona muito bem. De backup baixei os mapas no Google mas não funcionou em alguns países.
      5) Nem sempre as empresas sul-africanas têm os melhores preços, entao pesquise. 6) não é aconselhável andar à noite após as 18 hrs e dirigir carros também. A maioria não pára nos semáforos vermelhos. Na África do Sul é por causa de roubo, mas em Botsuana, por exemplo, é por causa dos animais na estrada.  
      Johannesburg - Africa do Sul

      Chegamos em Johannesburgo e o staff do nosso hotel literalmente começou com o terror sobre a falta de segurança na cidade, que não era recomendado sair sozinho e muito menos após as 18 horas. Ir até o Soweto então sozinhos, nem pensar.
      Ficamos em um bairro considerado seguro, em Sandtown, bem na Mandela Square (Do aeroporto até Sandtown são 30 km). Não é recomendado ficar na região do centro.
      Tudo é muito espalhado pela cidade, e como seguiríamos viagem até o Lesoto, fazia sentido alugar um carro.
      Na verdade, o staff do hotel tinha razão quando falavam sobre a segurança, mas não é uma situação tão alarmante nos pontos turísticos. Acho que eles queriam mesmo é descolar uns $100 dólares de tour guiado. Como não temos esse perfil, fui a procura de um tour daqueles hop on hop off, que pelo menos iria nos levar a todos os pontos principais, e do ônibus teríamos uma ideia se podíamos descer ou não.
      Resumindo: pagamos 18 dólares (240 Rands) cada ticket e fomos em todos os pontos turísticos exceto Soweto. Há também a opção de ir ao Soweto e o ticket custa o dobro.
      Apesar de Johannesburgo ser a maior cidade da África do Sul e ser considerada uma cidade de "oportunidades" e expansão nos dias atuais, a grande maioria do comércio fecha entre 16:30 e 18:30 hrs (incluindo lojas e restaurantes dentro de grandes shoppings). Ou seja, precisa se organizar para poder jantar.

      No dia seguinte decidimos ir com o carro alugado até o Soweto e foi totalmente tranquilo. A rua da Casa do Nelson Mandela é bem turística, tem vários camelôs vendendo souvenirs e alguns cafés. Para estacionar também foi bem tranquilo e sempre aparece gente se oferecendo para cuidar do carro.

      Soweto é uma área que foi delimitada aos negros durante o Apartheid, portanto o bairro fica no subúrbio de Johannesburgo e é plano. Isso diferencia bastante das favelas que conhecemos no Brasil - as construções se misturam entre casas simples e barracos de metal.
      Lesoto

      Você sabia que dentro da África do Sul há 2 países? Um se chama Lesoto e o outro Suazilândia ou Essuatíne (o Rei mudou o nome do país recentemente). 

      "Lesoto, uma país independente mas totalmente dependente da África do Sul" – essa foi a minha conclusão sobre o Lesoto. O solo é muito árido e pobre, além das altas temperaturas e falta de chuvas por longos períodos. A maior parte dos alimentos e outros bens são importados da África do Sul.

      O reino de Lesoto (ex Basutolândia) se auto-denomina como: "Lesotho, kingdom in the sky" e em Portugues, "Lesoto, O reino no céu". É o único país no mundo em que toda a sua superfície está a mais de 1.000 metros do nível do mar.
      Algumas nacionalidades possuem isenção de taxa de visto mas os brasileiros devem pagar 150 dolares por um single entry. É bem fácil solicitar o e-visa (http://evisalesotho.com/)
      Lesoto é relativamente pequeno, possui extensão de um pouco mais de 30.000 km2 e uma populacao de 2,1 milhões. Se você olhar o mapa do país verá que há aglomerações bem espalhadas, tornando difícil a locomoção de uma cidade a outra por transporte público.
      O comércio no geral fecha muito cedo (entre 17 e 18 hrs) então precisa se planejar.
      A noite as vias não possuem iluminação! Tem muitos barracos por toda a cidade e a população é muito pobre. 

      Como chegar:

      1) De Johannesburgo aluguei um carro. De ônibus é necessário ir até Bloemfontein e de lá pegar outro ônibus até Maseru (capital do Lesoto). Ou também há voos até a capital Maseru.
      2) Pagamos 50 dólares x dia em um Toyota Yaris - é necessario pedir um documento que a locadora autoriza o carro entrar em Lesoto.
      3) De Johannesburgo são 379 km - aprox 5 hrs.
      4) Gasolina custa aprox 1 dolar por litro.
      5) Não é necessário um 4x4 pois as estradas são até que OK, mesmo sendo secundárias.  Muitas partes com buraco então é recomendável dirigir durante o dia. Algumas estradas de terra com muitas pedras, caso você opte por fazer um mini rally dentro do Lesoto (optamos por alguns quilômetros de rally pois gostamos de aventura 😂)
      Já imaginou sair de cobertor na rua ??? 😃

      O traje tradicional no Lesoto é a manta Basotho, ou seja, um cobertor de lã. Os cobertores estão sempre presentes durante todas as estações, e é usado por homens e mulheres.
      O país vive da agricultura e criação de ovelhas, então é comum encontrar pessoas vestidas com um cobertor pelas ruas conduzindo ovelhas por exemplo.
       
      Delta Okavango - Botswana

      O Delta Okavango é acessível por via terrestre ou de aérea (você deve voar para Maun em Botswana).
       Maun é uma cidade bem pequena e há poucas opções de hotéis. Sua infraestrutura é completamente diferente de outros países africanos pois são muito limitados. Por exemplo: você precisa escolher suas refeições com antecedência para que eles possam prepará-las, incluindo café da manhã que na maioria dos hotéis não está incluso na diária. Não espere muito com relação culinária local pois as opções são limitadas.
      Para passeios você pode escolher entre:
      1)      Lancha
      2)      Voos panorâmicos de avião ou helicóptero (helicóptero parece ser a melhor opção porque eles abrem a porta e voam muito mais baixo, possibilitando tirar boas fotos e com a melhor vista)
      3)      Mokoro (pequenas canoas para 2 pessoas no máximo que cruza pelo rio Okavango).
      DICA : O passeio de Mokoro é vendido pelos hotéis por US $ 80 por pessoa, no entanto, há uma maneira muito mais barata e fácil de fazê-lo pela metade do preço, além do que, você vai dar o seu dinheiro para os locais em vez dos proprietários do hotel.
      Primeiro você precisa encontrar o Okavango Kopano Makoro Community Trust (OKMCT) que fica no mesmo pátio da Horizon Helicopters (você pode encontrar no Google Maps). A caminhada é aproximadamente 8 minutos do aeroporto - na mesma estrada! Então lá você vai pagar 68 pulas (usd 6,80) por pessoa para entrar no Boro Gate (há varias entradas para o Rio Okavango e esta é a mais próxima do centro da cidade de Maun). O Boro Gate é 1 h de distância do OKMCT, e é impossível ir sozinho pois você não vai encontrar o seu caminho até lá e não tem nos mapas / gps.
      Importante: OKMCT não tem transporte para o Boro Gate, mas você pode pedir para eles ajudarem a contratar um carro – no nosso caso, a pessoa que nos atendeu ligou para o marido fazer o transfer – não é necessário 4x4. Primeiramente ela nos passou o preco de um 4x4 de uma agencia de turismo local e era o dobro do preco.  Eu disse que era muito caro e nós pagamos 50 dólares para ir e voltar, em carro normal, mas eu acho que você pode negociar mais e chegar nos 40 dólares.
      Uma vez que você chegar na comunidade do Rio Okavango, você vai pagar 200 pulas (usd 20) para o passeio de Mokoro e mais 25 pulas (usd 2,50) para cada assento (é um assento de plástico para colocar dentro do barco para que seja mais confortável) . Uma vez que o passeio começa você vai passar 1:30 h pelos canais do rio até chegar um local para o  safari a pé, que leva tambem aprox 1 hora de caminhada e mais 1:30 h para voltar. Certifique-se de chegar cedo para que você tenha mais chances de ver os animais, traga protetor solar, repelente, muita água, comida e um chapéu (as canoas são abertas e é muito sol)
       
      Chobe Park - Botswana

      De Maun nós pegamos uma van na rodoviária para a cidade de Nata. São 295 km - 4:30 hrs, custa 80 pulas (usd por pessoa e partiu às 9 am / chegou às 1:30 pm.
      De Nata você precisa pegar outra van para Kasane, são mais 307 km, custa 84 pulas (usd 8,40) e são mais 3:30 h de carro. Partiu às 1:30 pm / chegou às 5 da tarde.
      De alguma forma eles foram organizados e assim que chegamos em Nata, havia outra van esperando para Kasane.
      No Botswana você não encontrará informações fáceis, parece que as pessoas não estão interessadas em ajudar ou elas simplesmente não se importam. Também é difícil encontrar informações on-line. Horários de ônibus também são impossíveis de encontrar, mesmo na "rodoviária", porque é apenas um posto de ônibus /van.
      Indo para Chobe Park você tem 3 opções:
      1)      Reserve um hotel na área de Savuti, onde os preços são muito altos - min Usd 400 por dia e você precisará pagar um vôo para chegar lá. A maioria das tarifas dos hotéis desta área inclui o voo. Savuti está localizada na área leste de Chobe, é savana, área alagada e não recomenda-se ir por conta e nem mesmo em 4x4.
      2)      Se não quiser voar e tiver tempo, é possível fazer um safari móvel. Você pode chegar em Maun e com o safari móvel seguir em direção ao Savuti fazendo safaris pelo caminho.
      3)       Opção mais em conta: Reserve um hotel perto de Kasane e visite a parte norte do Parque Chobe. Os preços dos hotéis variam e você pode escolher aquele que atenda às suas expectativas. Descobrimos o melhor hotel até agora com comida de qualidade, quartos incríveis e o nome é The Old House – fica em Kasane.
      Zimbabwe  
       
      Do nosso hotel em Kasane (Botswana) usamos a companhia Wild Horizons para nos levar para a fronteira com o Zimbabwe (15 min de carro) para podermos emitir o visto Kaza Univisa (custo de 50 pp para ambos os países - Zimbábue e Zâmbia, e é válido por 1 mês). Depois disso, pegamos outra van já do lado do Zimbábue para ir a Victoria Falls. (Mais 60 km).
      O ticket para entrar na Victoria Falls do lado do Zimbabwe custa USD 30 pp.
      Uma das 7 maravilhas naturais do mundo, a Victoria Falls fica entre o Zimbabwe e a Zambia e ganhou este nome de David Livingstone, que foi o primeiro europeu a ve-las em 1855 e homenageou a rainha da época com o seu nome, Victoria.
      Victoria Falls é a maior queda d'agua do mundo com 1,7 km de extensão no cânion do Rio Zambezi. O volume de agua é de 1 milhao de litros x segundo e as quedas chegam a 128 metros.
      Zâmbia  - Livingstone

      De Victoria Falls no Zimbábue você deve apenas caminhar até a fronteira para obter o seu carimbo de saída do país. Caminhar mais 1,5 km até à fronteira com a Zâmbia e obter o seu carimbo de entrada.
      A melhor taxa de câmbio é na fronteira, por isso não perca.
      Você pode pegar um táxi por 60 kwacha zambiano ou cerca de 6 dólares para o centro de Livingstone, que é cerca de 11 km da fronteira. A cidade em si não tem muito a oferecer, mas é muito mais barata que Vic Falls. Você pode visitar o mercado local para comprar souvenirs.
      A maior parte dos turistas visitam a Zâmbia para conhecer a Devils Pool ou a Angels Pool (dependendo da época, a Devils pool esta fechada devido ao volume de agua, então eles oferecem outra piscina natural que é a Angels Pool). Na Devils pool os turistas tiram a famosa foto bem na borda da catarata, em uma piscina natural que se forma antes da queda.
      A entrada para o parque é USD 105 pp 😮  !!!! E você precisa ter um guia. O passeio de Livingstone, ida e volta, fica por USD 125 pp.
      Outra opção de passeio é o The Elephant Café, que custa usd 185 pp para tomar um café da manhã ou almoço e interagir com os elefantes. Precisa reservar com antecedência pois servem um numero limitado de pessoas.
      Zâmbia - Lusaka De Livingstone para Lusaka de ônibus (melhor opção disponível) é cerca de 8 horas e custou usd 20 pp. O ônibus sai às 9 horas e chegar às 17:30 aprox. Tivemos a sorte de ter a/c no ônibus, mas eles param muitas vezes no caminho para deixar as pessoas em pequenas cidades ou na estrada. Lusaka tambem nao tem muito a oferecer. A Zambia em si é um pais com poucos atrativos e recentemente se conscientizaram com relacao a caça de animais. Portanto estao introduzindo novamente alguns animais aos parques nacionais.  
      Malawi - Lilongwe
      Em 2005 foi considerado o país mais pobre do mundo e hoje está em 4o lugar no ranking com a ajuda do FMI, Banco Mundial e a melhora da economia local que é basicamente agricultura (apesar do clima seco e árido - pelo caminho muitas áreas de plantação de milho e tabaco). O Malawi foi devastado pelo virus da AIDS e tem mais de 1 milhão de crianças órfãs pela doença. Mais de 40% da população vive com menos de USD 1,20 por dia.
      Lilongwe é a capital do Malawi, eu fiquei extremamente assustada com a pobreza daqui. 
       
      De Lusaka a Lilongwe (Malawi) são 12 horas de viagem de ônibus (parte às 6h - chega às 18h), custa usd 39 pp com o Kobs Bus Service. No caminho, eles oferecem um pacote de biscoitos e um 7up. O ônibus para em torno de 10 vezes no caminho. Os brasileiros pagam usd 75 pp pelo visto de turista - tentei obter o vistoa de trânsito que custa usd 50, mas não permitiram. Recomendacao de Hotel: Hotel Kiboko – naohá muitas opções e pelo o que pesquisei era o melhor custo beneficio.
      Malawi - Cape Maclear De Lilongwe para Cape Maclear foram 4 horas por causa do engarrafamento em Lilongwe além da rota do GPS, que nos levou por caminhos secundários, estradas esburacadas, areas rurais e cheias de buracos. Portanto evite a rota mais rapida no Malaui, prefira a mais longa que é por estradas mais conservadas. Cape Maclear está localizado na Baía dos Macacos, no sul do Lago Malawi. Uma boa dica é sempre ter água e algum lanche em seu carro, porque no caminho você raramente encontrará um lugar decente para comer.   Não espere encontrar comida elaborada nessa regiao. Todos os alimentos sao frescos e preparados do zero, então em todo lugar que você for, sua refeição levará cerca de 45 minutos para ficar pronta. Opcoes bem simples, basicamente arroz, feijão, salada, macarrão, peixe, frango ou carne (vaca ou cabra – normalmente pedacos de musculo, nao encontramos nenhum que servisse filé, bife etc).  
      Baobás
      No caminho encontramos muitos Baobás.
      O tronco dos baobás adota uma forma de garrafa durante a fase de maturidade, que em geral é estimada pelos 200 anos. Em boas condições estas árvores podem viver até aos 800 ou 1000 anos.
      A capacidade de armazenamento de água nos tecidos do tronco pode alcançar os 100.000 litros e esta reserva permite a árvore sobreviver às duras condições de seca.
       
      Moçambique
      Nós pegamos um vôo do Malawi - Lilongwe para Maputo. Porém não há vôos diretos e tivemos que fazer escala na África do Sul (Johannesburg) . Maputo é uma cidade grande, o país passou por guerra civil até pouco tempo atras e também nao é tão segura. Como todos os outros países, a recomendação é evitar algumas áreas e não andar depois das 6 da tarde. É possível visitar Maputo em 1 dia completo. Fizemos tudo a pé, fomos em todos os pontos turisticos, e pegamos um tuc tuc até o Marcado de Peixe, onde escolhemos camaroes, polvo e almeijas (vongole) por aprox 20 euros. La mesmo voce contrata um pessoa para cozinhar os frutos do mar. Fique atento ao negociar os precos pois eles querem extorquir o turista. No nosso caso negociamos por 500 miticais tudo e na hora da conta a pessoa veio com os valores totalmente fora !!! Nao pagamos e batemos o pé no preco que haviamos combinado. Apos almoco pegamos uma van local por 12 miticals e nos deixou em frente ao mercado de artesanato.   Náo tivemos tempo de fazer a costa , mas vale a pena fazer o litoral. Tem uma barca para a Ilha da Ilhaca que sai proximo ao Forte. É apenas 1 horario na parte da manha e retorno no final da tarde.  
       
      Suazilândia ou Essuatine
      De Maputo a Suazilândia (Manzini) tivemos que esperar 5 horas (das 8 da manhã até à 1 da tarde) só para ter a van cheia de passageiros. As vans só saem se tiverem cheias, caso contrario nao vale a pena para eles fazer esse percurso, que é longo.   Pagamos 600 meticais por pessoa e a viagem durou uma eternidade, saímos às 13:00 e chegamos às 6 da tarde - fomos parados duas vezes para controle de bagagem. Tem muita gente da Suazilandia que vai a Maputo fazer compras de roupas para vender.   Uma vez que estávamos em Manzini, no dia seguinte alugamos um carro na Avis Rent a Car no aeroporto King e nos dirigimos para a Festa da Amarula - oferecida pelo rei para a população. Na festa as mulheres se vestem com roupa tipica, dancam e a noite é oferecido uma bebida feita de amarula (eles chamam de Marula). Há outras festas realizadas pela familia real e é o modo de juntar a populacao local.   Ps. De Manzini para o aeroporto, pegamos uma carona com alguns moradores, na caçamba da  caminhonete por 55 km :)   Dados interessantes sobre o país:
      1.      O atual rei da Suazilândia possui 15 mulheres e 60 filhos
      2.      O seu antecessor tinha 60 esposas e 200 filhos
      3.      A cada uma das mulheres ele deve garantir o sustento da casa e dar "presentes" a família. Normalmente o presente é entre 15 e 20 vacas.
      4.      A fruta não tem nada a ver com o creme de Amarula
      5.      26% da população adulta tem HIV
      6.      Menor pais do hemisfério sul
      7.      É a 12ª menor expectativa de vida mundial, 58 anos
    • Por FlavioToc
      Observei que há poucos relatos sobre o Marrocos de carro e eu estava em débito quanto a contar a história desta viagem, então resolvi escrever agora. E também pela gratidão ao povo marroquino pela hospitalidade, gentileza e simpatia.  Escolhemos viajar em março por ser o fim do inverno e porque gostaríamos de ver neve. As temperaturas oscilaram entre 2º e 13ºC, com exceção do Sahara onde foi de 16° a 22°C. Ah, e é um destino muito seguro e bastante econômico, que são palavras mágicas para mim.
      O Marrocos por todo o exotismo povoa minha mente há décadas, então quando soube que tinha surgido uma empresa aérea que fazia voos diretos e em 9 horas, achei que era a hora. A cotação do dólar e euro começou a subir sem parar, isso sempre ocorre quando estou prestes a viajar, e só faltavam as passagens. Decidimos minha esposa e eu, que tinha que ser naquele momento. Por sorte durante a viagem o dólar e euro baixaram e a Royal Air Marroc devolveu-me a diferença, que foram uns R$ 800, nas duas passagens.
      Um probleminha era que os idiomas oficiais eram o francês, árabe e berbere. Meu inglês é capenga, mas soube que dava para se virar bem com o espanhol, então com a cara e coragem, nós fomos. Tratei de escolher apenas hospedagens nas quais falassem espanhol (tem lá embaixo no Booking).
      A aventura começou ao entrar no avião com a tripulação falando francês, alguns homens usando roupas típicas, todas as mulheres usando lenço (hijab) e músicas árabes de fundo, me parecia que só tinha nós dois de brasileiros. O voo atrasou uma hora e meia, devido a um temporal em Guarulhos. E ao chegarmos a Casablanca vimos o quanto é rigorosa a imigração, sendo nós e outro casal separado para a revista, mas deu tudo certo e nem perguntaram sobre o chimarrão e cinco quilos de erva-mate que levávamos.
      Incluímos neste roteiro as quatro cidades imperiais que são Marrakech, Fez, Meknes e Rabat. E acrescentamos Chefchaouen, Ifrane, Ouarzazate, Merzouga, Tinghir e Casablanca todas de grande importância turística.
      Coloquei abaixo com as fotos um mapa de nosso roteiro.
      Visão geral sobre turismo no Marrocos
       
      O Marrocos é um país de enormes contrastes. O país tem praias, montanhas, neve, deserto, cidades históricas e culturais. A cada 50 km a paisagem muda totalmente. Nas cidades grandes convive a mistura de modernidade e tradição. Não é todo lugar que se pode almoçar em um restaurante fundado em 1150 ou dormir em um hotel do ano 1348. E por falar em neve, as Montanhas Atlas têm neves eternas, ou seja, neves permanentes no topo, lindas.
      É um país seguro e de pessoas alegres, amáveis e que respeitam o turista. A polícia é muito educada e eficiente. São muito tolerantes e respeitadores quanto a outras religiões. Não há problemas para que mulheres viajem sozinhas, claro que devem se cobrir mais e não usar roupas muito justas por respeito a seus costumes. Também não precisam usar o lenço (hijab). Podem até ouvir uma cantada, tipo “quer casar comigo?” ou “quero casar com uma garota brasileira” e não se admire se em português.
      Todas suas fotos parecerão profissionais, porque além dos cenários incríveis a iluminação é perfeita. Por isso que Ouarzazate é chamada de Hollywood do Marrocos. Ocorrem muitas filmagens e não só de filmes com a temática árabe ou com deserto, mas até com temas europeus ou chineses por exemplo.
      Você vai ouvir muito as palavras:
      -Medina – É a cidade antiga que fica dentro das muralhas, ou seja, uma fortificação. Os portões das medinas são chamados de Bab, por exemplo, em Meknes tem a Bab El Mansour.
      -Souk, zoco, (espanhol), souq (inglês) – que se refere à zona comercial ou bazar dentro da medina. Há o souk dos couros, dos frutos secos, das joias, dos calçados, etc.
      -Riad – São mansões ou palacetes tradicionais sem janelas para o exterior, as salas e quartos abertos para o pátio interno ajardinado que muitas vezes tem árvores e fonte para refrescar. Abrigavam famílias numerosas e endinheiradas, hoje é uma palavra para hospedagem, ou seja, é um pequeno hotel sempre com decoração típica. Hospedagem que recomendo e é quase obrigatória, pela experiência, em Chefchaouen, Fes e Marrakech entre as cidades deste roteiro.
      -Kasbah – são palácios fortificados. Normalmente são de adobe (mistura de terra e palha) é um tipo de arquitetura muito comum no Marrocos. Tanto que, entre Ouarzazate e Thingir é chamado de Vale dos Mil Kasbahs. Alguns atualmente servem como hotéis.
      -Ksar – é uma cidadela fortificada e pode conter vários kasbahs. O mais famoso é o Ksar Ait Bem Haddou em Ouarzazate.
      -Bérbere – são os habitantes originais do Marrocos e de seus vizinhos Argélia, Mali, Tunísia antes da chegada dos árabes no ano 681. São diversos grupos ou tribos e sua cultura é muito forte e influente no dia a dia. Não confundir com índios, como li alguém citar. Tem uma cultura com escrita bem antiga derivada dos fenícios. Tiveram também influencia grega e romana. O grupo mais conhecido pelo cinema são os touaregs.
      -Djellaba - é o traje típico masculino.
      -Kaftan – é o vestido típico feminino. Assim como os trajes masculinos, tem para o inverno, o verão, para o dia a dia e para festas. Aliás, as mulheres vão ficar encantadas com a beleza dos mais festivos em exposição nas lojas.
      -Hijab – é o lenço feminino. Não é obrigatório. Também chamado nas lojas de pashmina. É uma boa opção de presente. Bem baratos e de boa qualidade.
      Baboucha ou babouche – São chinelos típicos. Tem para homens e para mulheres. São muito decorativos. Outra boa opção para presente. Também são bem baratos.
      -Dirham – É a moeda (abreviação MAD), que vale 10 a 11 por um Euro. Euros também circulam muito bem no comércio e hotéis. Bem fácil de converter, até de cabeça, para reais. Por exemplo, 200 MAD. Tire um zero e multiplique por 10 ou 11 (como preferir), o resultado é 20 Euros.
      -Hamman – É o conhecido banho turco. É um ritual de banho, esfoliação e massagem. Nós fizemos os dois juntos em Marrakech em nosso riad. Adoramos! Creio ser uma experiência obrigatória. E a moça que fez tinha mãos de fada, nada daquela coisa bruta que se vê em filmes.
      Coloquei os hotéis que ficamos para referência de preços (ver no Booking) e de localização, que no caso das cidades grandes também incluía o problema de chegar de carro. Isso porque dirigir dentro das medinas como em Marrakech e Fez é um problema.  Todos tinham nota acima de 8 na época.
      Muitas atrações são livres ou muito baratas. Apenas mais caros foram os ingressos com guia na Mesquita Hassan em Casablanca e o Jardim Marjorelle em Marrakech. Mas valem todos os centavos. Estes não se comparam aos valores na Europa, são muito menores.
      Se for comprar algo mais caro tenha uma noção de preços antes de entrar em uma negociação. É uma experiência marcante que pode levar horas. Nós compramos um lindo casaco de couro de camelo para minha esposa. O preço começou em umas três vezes mais, saímos, voltamos umas duas vezes e novas discussões de valores. Então soube quanto era a faixa de preços lá no riad e também com outro vendedor e no final quando já estávamos quase brigando fechamos em 80 Euros, ficamos amigos, nos abraçamos e conversamos.
      Para mais informações veja no site:http://www.marrocos.com/
      A culinária
       
      Mundialmente famosa e exótica com muitos temperos, mas nada que desagrade a maioria dos paladares (ah..., tem o cominho) e há também muitos pratos vegetarianos. Não tem esquisitices. Não estranhamos e gostamos muito. É bem variada e os mais populares são:
      -Cuscuz – Que é feito com sêmola um tipo de trigo duro. Quem gosta do cuscuz paulista vai gostar porque é semelhante, mas melhor.
      -Tajine – Costuma ser alguma carne bovina, cordeiro, frango, peixe. É como uma carne de panela muito macia. São cozidos lentamente em uma panela de barro com o mesmo nome.
      -Mechui – Cordeiro assado lentamente e muito macio.
      -Sopas – As mais comuns são a harira e baissa de habas (favas). Tomávamos todos os dias e muitíssimo barata.
      -Paella – Espanhola. Servida no litoral. Como em Rabat.
      -Pastella ou pastilla – É um prato bastante exótico com uma carne como frango ou pombo com ameixas, amêndoas e mel, cobertos por uma fina massa folhada e cobertos com açúcar de confeiteiro. Mistura salgado e doce. É bem gostoso e bonito.
      -Pinchito – são espetinhos. Semelhantes aos que conhecemos.
      -Kebab – são espetinhos de carne moída. Bem conhecidos por aqui.
      -Amlou – é conhecida como a “Nutella marroquina”. É deliciosa, mas não achamos semelhança, é bem fluída, não pastosa. Confeccionada com amêndoas, mel e óleo de argan.
      Todos os pratos são acompanhados com pão à vontade.
      Nas cidades maiores há também várias opções de comida internacional, de mexicana a tailandesa.
      Muitas vezes, como estávamos em dois, um pedia um cuscuz e outro um tajine e cada um comia um pouco de cada. Em todos os lugares são pratos muito fartos. Só em Marrakech são um pouco menores, mas nunca faltou comida. Todos os cardápios são pelo menos em francês, inglês e espanhol e tem foto da comida, além da descrição.
      Não deixe de entrar em uma pâtisserie (confeitaria) para fazer um lanche e ficará encantado com a variedade de doces. São de um sabor delicado e não muito doces. Usam mel, amêndoas, gergelim. E não deixe de tomar o suco ou batido de amêndoas, que é fantástico, vem quase copo de liquidificador. Mesmo assim foi um para cada.
      Vai se esbaldar comendo tâmaras e tem uma grande variedade. Procurei comprar embaladas. São deliciosas.
      Azeitonas, eu nem imaginava que havia tantas variedades. Servem até no café da manhã. E na maioria das vezes antes de qualquer refeição já colocam na mesa pão e azeitonas.
       
       
      Como é dirigir no Marrocos
      Dirigir no Marrocos é fácil e uma experiência incrível que te faz sentir na pele os lugares por onde passa, viajando no teu ritmo e desfrutando do trajeto, não só dos destinos.
      Nosso roteiro deu uns 2000 km, mas rodamos um total de 3600 km.
      Alugamos o carro pela internet pelo site https://www.economycarrentals.com
      que apresentou os melhores preços (até a metade de outros) e não tinha taxas extras. A locadora foi a Europcar, e escolhemos um i30, na falta nos ofereceram como upgrade o Qaskay que é uma SUV do porte do Jeep Compass. Um detalhe maravilhoso que era a diesel, o que fez a diferença, porque fez 22,5 km/l. Pagamos pela diferença R$ 120 (convertidos). Então, lá escolha o diesel. Uma coisa que não entendi é que no ticket da máquina de cartão apresentou a palavra débito, apesar de ter escolhido o crédito. E no fim das contas saiu mesmo no crédito na fatura do cartão. Não entenderia mesmo em português, muito menos em francês. Mas na próxima vez lá, já sei e tudo bem. Portanto, não se preocupem com isso. Se quiseres saber o preço dos combustíveis lá para planejamento veja em https://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/ que mostra a média dos valores praticados em todos os países.
      Evite dirigir nas grandes cidades que pode ser confuso e também para não perder a vaga do estacionamento, que em geral é na rua com “flanelinhas” licenciados, custou 2 Euros por noite em todos os lugares. Pode ficar tranquilo que ninguém mexe. Não vá deixar coisas de valor à vista, é claro. Nestas use táxis que são baratos.  As placas de sinalização são em árabe e alfabeto ocidental. Verá algumas em bérbere nas autoestradas (escrita que lembra a dos fenícios). Não é necessária a PID (Permissão Internacional para Dirigir).
      As estradas são de ótima pavimentação e poucas têm pedágios sendo a maioria baratos (foram valores como 6, 8 ou13 MAD, ou seja, 1 Euro), a exceção é a que vai de Marrakech à Casablanca.
      A polícia é bastante simpática, então também seja. Não ultrapasse os limites de velocidade que com 90% de chances você trará como “souvenir” uma multa. Têm radares em todas as estradas inclusive as mais desertas. Minha principal atenção foi com a placa Ralentir (desacelere) que é uma pegadinha no sentido literal mesmo. Leia neste post https://www.tempodeviajar.com/como-escapar-gendarmerie-royale-marrocos/ lá tem todas as informações necessárias para dirigir com tranquilidade no Marrocos.
      Chefchaouen nos mapas pode aparecer El Aiún. Por sinal, no Google mostra no menú a opção El Aiún, Chefchaouen, Marrocos. É esta mesmo.
      SAINDO DE CASABLANCA
       
      Total: 2000 km
       
      1º Dia 05/3- Chegada a Casablanca
       
      Chegada ao hotel no final da tarde, por conta dos atrasos. Então, o previsto para fazer não deu certo e ficaram várias atrações para outra viagem.
      Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA. Escolhi pela nota no Booking na época superior à 8 e pela localização perto de várias atrações e junto ao Twin Center que é uma referência. O custo-benefício dos hotéis em Casablanca é baixo. Neste mesmo, o café da manhã era a parte e custava 7 Euros por pessoa. Tomamos café em uma lanchonete.
      2º Dia 06/3- Casablanca – Rabat – 85 km – 1:00 h
       
      - Mausoléu de Mohammed V
      - Torre Hassan
      - Kasbah dos Oudaias. É uma fortaleza cheia de residências ainda usadas atualmente. Não é necessário guia, mas se quiser combine, inclusive se entrar em uma casa vão querer te cobrar a parte, então trate antes.
      - Jardim Andaluz
      - Chellah (antiga necrópole que foi construída fora das muralhas pelos Merenidas no século XIII, que abriga as ruínas da antiga cidade romana). Hoje é um bonito jardim que dá vontade de passar uma tarde. É cheio de cegonhas e seus ninhos.
      - Palácio Real. Não pode tirar fotos.
                  Almoçamos na praia junto ao Kasbah dos Oudaias 180 MAD (para dois)
      Pernoite em Rabat – Riad Meftaha
       
       
       
      3º Dia 07/3- Rabat – Chefchaouen
       
      – 250 km – 3:35 h
       
      Chefchaouen é imperdível!  Conhecida como “cidade azul”, é uma das cidades mais coloridas do mundo, muito fotogênica e autêntica. Você se sente voltando mil anos no tempo. Parece que todos os moradores usam roupas tradicionais, até os meninos usam a jelaba e com capuz parecem magos de um filme de Harry Potter. Quem gosta de gatos vai adorar, porque são muitos pelas ruas e todos bem tratados, estes tendo sido até objeto de um estudo de universidade. São muitas as opções para refeições e também bem econômicas, na praça é uma pechincha.
      Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra. Este hotel fica dentro da medina, bem no alto, então tem que contratar carregadores (combine antes) ou terá que subir pelas ruelas e escadas com tudo nas costas.
      Todas as atrações na cidade estão listadas abaixo.
       
       
      4º Dia 08/3- Chefchaouen
       
      -Cidade antiga e medina. Exige muito das pernas para percorrer os labirintos de ruelas e escadarias. É o que mais se faz lá, olhar, descobrir e encantar-se.
      -Castelo central
      -Mesquita com minarete octogonal
      -Lavanderia pública Rass Elma
      Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra
       
       
      5º Dia 09/3 –Chefchaouen – Volubilis
       
       165 km– Méknes Total: 200 km –
       
      Volubilis – Méknes 34,3 Km 44 min.
       
       
      Volubilis
       
      - Volubilis (imensas ruínas romanas datando de 28 A.C). Nós paramos junto a uma cerca e avistamos de longe. Não tivemos tempo para visitar.
       
       
      Meknes
       
                  Meknes é uma cidade surpreendentemente linda. Quando estávamos chegando a gente começou a ficar de boca aberta. Os roteiros turísticos não lhe dão a devida importância, mas é uma das cidades que o guia Lonely Planet recomenda para a visita em 2019. Nós moraríamos lá, se pudéssemos.
      - "Tour des remparts", circuito das muralhas, que passa pelas diversas portas ("babs") da cidade; fizemos com uma carruagem. A cidade antiga é cercada por três conjuntos de muralhas, sendo uma dentro da outra e a externa com 12 metros de largura.
      - Mausoléu de Moulay Ismail (construtor da fortaleza, que teve 500 mulheres e 800 filhos!), uma das poucas mesquitas que podem ser visitadas, exibindo trabalhos decorativos riquíssimos;
      - Bab El Mansour
      - Medersa Bou Inania
      - Palácio Real, com seus fantásticos estábulos, com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos cavaleiros, os silos, com capacidade de armazenagem de 2 anos,  o reservatório com uma "nouria" (monjolo), apto a alimentar de água tanto o palácio, quanto a "medina",  além dos jardins suspensos com oliveiras. Uma obra de engenharia militar. Um guarda se ofereceu por um pequeno valor nos servir de guia.
      - Ville Nouvelle (cidade nova), onde estão localizados os hotéis e restaurantes, mais parecendo um "mercado persa". Quanto ao artesanato, seu forte são os "damasquinados": semelhantes aos trabalhos encontrados em Toledo (Espanha), só que elaborados com ferro e prata. 
       
       
      Pernoite em Meknes – Riad Yacout, este fica dentro da muralha, uma localização privilegiada e perto de tudo. O riad era lindo e com uma decoração muito autêntica. O ano de fundação era por volta de 1750 se não me engano.
      6º Dia 10/3 - Méknes – Fez 64 km
       
                  Fez é uma das cidades mais antigas do Marrocos, sua fundação foi 789. É misteriosa e cultural, é maior medina que não entram carros do mundo. Percorrer suas ruas e ruelas é a principal atração. E ficará impressionado com a qualidade dos objetos de couro, com as cerâmicas, dos ladrilhos, com as portas, bem, a lista é longa. Porque você vai se surpreender a todo o momento. Precisaríamos ter ficado mais uns dois dias pelo menos.
      - Bab Boujloud – o portão azul, principal entrada para a Medina
      - Medersa Bou Inania (medersa ou madrassa)
      - Dar-el-Makhzen (Palácio Real)
      - Bairro judeu Fez Mellah
      - Santuário de Moulay Idriss I
      - Padaria comunitária. São bem comuns até hoje. As pessoas levam o seu pão para assar lá.
      - Medina
      - Jardin Jnan Sbil
      - Palacio Glaoui
      - Al-Karaouine University – Foi fundada em 859 por Fatima Al-Fihri e é a mais antiga universidade ainda em funcionamento contínuo do mundo de acordo com a UNESCO. Mas não se pode entrar, pena.
      - Museu de Artes e Ofícios de Madeira de Nejarine
      - Tombeaux merinides (Tumbas dos Merenitas)- Vista da cidade
      - Quartier tanneurs – quarteirão de tingimento de couros
      -Borj Nord (Museu das Armas) Fortaleza no alto de uma colina
      -Dar-el-Makhzen (Palácio Real)
      Observação: Serviço Oficial de Guias em Fez é tabelado: Meio- dia: 200 MAD inclui apenas visita a medina.
                  Nós contratamos um guia que foi chamado pelo gerente de nosso riad para otimizar o tempo, então nosso tour começou por volta das onze horas até lá pelas quatro e meia da tarde. Foi meio corrido e com muita informação. Depois ande sem guia, então vai se perder e se achar entre as 10.000 ruelas (isso mesmo) que compõem esta medina. Nós tínhamos como referência a Bab Boujloud, o portão azul, já que nosso riad ficou próximo.
                  No outro dia era sexta-feira e no Marrocos que é muçulmano, equivale ao domingo. Então, dentro da medina a maioria do comércio estava fechado. Utilizamos o serviço de um guia para conhecer a parte fora da medina. Ele foi com uma van, e este sim foi maravilhoso, com muitas explicações inclusive sobre sua religião.
                  Esta hospedagem merece uma referência especial, já que nunca na vida fomos tão bem acolhidos em um hotel quando lá. O gerente nos colocou sob os cuidados do Hassan, e tudo que precisamos, ele nos auxiliou. Levou o carro que estava com pneu furado para conserto, conseguiu os guias, a compra de remédio para tosse (gripei) e um monte de coisas. Este riad é um palácio literalmente e nos deram uma suíte enorme que tinha até sala com sofás e o ambiente finamente decorado. Daria para passar um dia só fotografando os detalhes de tudo. Este riad foi construído em 1373. Bem antigo, mas reformado e belíssimo.
      Pernoite em Fez – Riad Al Makan – creio que melhor localização é impossível.
       
       
       
      7º Dia 11/3 – Fez
       
      Pernoite em Fez – Riad Al Makan
       
       
       
      8º Dia 12/3 - Fez – Ifrane 72 km
       
                  Ifrane é chamada de “Suíça Marroquina” e os tours normalmente só fazem uma passagem de umas horas, ela é mais “ocidental”, mas a natureza em volta é belíssima.  Mas nós queríamos ver neve, por isso resolvemos ficar um pouco e ter um tempo para descansar. Fizemos até bonecos de neve e interagimos bastante com as pessoas.
      -Estação de esqui.
      -Bosques de cedro com os macacos de Gibraltar, são a mesma espécie e bem mansos. Podemos nos aproximar sem que agridam. Entramos em uma estrada ao lado do hotel e ao longo do percurso víamos as pessoas fazendo pic-nic.
      -Nascentes de água
      -Parque das Cascatas de Vitel
      -Termas Naturais de Ras El Ma
      Pernoite em Ifrane – Hôtel Relais El Maa, sem café da manhã. Tinha uma lanchonete junto, mas comemos todas as refeições em um restaurante a poucas quadras.
       
       
      9º Dia 13/3 – Ifrane
       
      Pernoite em Ifrane - Hôtel Relais El Maa
       
       
       
      10º Dia 14/3 - Ifrane – Merzouga 400 km – tempo estimado de viagem 6:00h
       
                  Atenção ao tempo de viagem, que pode ser maior dependendo das paradas. Leve água e coisas para comer, porque não dará tempo para almoço se você quiser chegar até às quatro da tarde para ir de dromedário ao acampamento no deserto. Este horário tinha sido combinado por e-mail com nosso riad, e a finalidade é estar no acampamento ao por do sol. Foi o trecho mais longo que dirigimos e é demorado por conta das várias cidadezinhas que passamos. Muitas gostaríamos de ter parado um pouquinho.
      O passeio com dromedários até o acampamento no deserto foi uma experiência e tanto. Levamos em torno de uma hora e meia de dromedário. O jantar foi preparado no acampamento e o desjejum quando retornamos ao riad.  Creio não ser necessário falar o quanto isso foi emocionante. Ah, e era nosso aniversário de 24 anos de casamento.
       
       
      Pernoite em Merzouga no deserto em uma tenda
       
      11º Dia 15/3– Merzouga
       
      -Tour das dunas (visita a aldeia Khamlia, Minas Mfiss e oásis Tissardmine. Preço 500 MAD por pessoa (+- R$ 200,x2), achamos meio caro, mas cômodo pois tínhamos combinado tudo antes por e-mail. Foi em torno de quatro horas. Visitamos:
      -Aldeia e oásis de Hassilabied, aldeia e oásis de Merzouga, músicos Gnawa na aldeia de Khamlia, Dunas de Iqri, aldeia de Tisserdmine, nas dunas, visitar o Depôt Nomade (loja de tapetes e museu), planalto negro de cobalto vulcânico da Hamada du Ghir. Passa pelos caminhos de uma antiga rota do Paris Dakar, também verá nômades acampados junto às dunas.
                  À tarde fomos à Rissani para ver o mercado. Andamos por dentro de um kasbah que tinha várias famílias morando. Faltou conhecer o centro de Merzouga.
      Pernoite em Merzouga - Kasbah Azalay Merzouga. Esta hospedagem tem uma linda vista para o deserto e você vai querer ver o sol nascer. O traslado até o acampamento, o acampamento e jantar no deserto foram organizados por eles e combinado por e-mail. Creio que todos os hotéis ou riads também façam.
       
      12º Dia 16/3 – Merzouga – Tinghir - Boumalne Dades 252 km
       
                  Em Tinghir (ou Tinerhir), dê uma parada obrigatória e contemple a cidade oásis.
      -Gargantas do Dadés. É um desfiladeiro incrível e que vai render umas fotos impressionantes. Não deixe de dirigir até o alto.
      -A Garganta de Todra, é outro desfiladeiro, com paredes com mais de 200m de altura.
      -Vale das Rosas em Kelaat-M’Gouna, Jbel Saghro, La Vallée Des Figues, Vale das rochas Dedos de Macaco, Vale dos Pássaros.
       
      Para chegar nas Gargantas de Dadés: Em Boumalne pegar a R 704. E para ir à Garganta de Todra pegar a R 703 e andar uns 17 km.
      -Kelaat M’Gouna – Entrada para o Vale das Rosas. Aproveite para olhar as lojinhas e comprar uns perfumes, que são de excelente qualidade e com essências locais (influência francesa), são lembrancinhas boas e baratas.
      Pernoite em Boumalne Dades – Maison D’Hotes Restaurant Chez L’Habitant Amazigh
       
       
      13º Dia 17/3 - Boulmane – Skoura – Ouarzazate
       
                  Este trajeto é conhecido como o Vale dos Mil Kasbahs” e realmente são muitos.
      - Em Skoura com Kasbah Amerhidil e Sidi El Mati.
                  Ouarzazate é uma maravilhosa cidade com vários atrativos onde dá para sentir o dia a dia das pessoas e também pode servir de base para visitar os arredores até 100 km. É conhecida como a “Hollywood do Marrocos” devido à produção de filmes.
       Em Ouarzazate:
      - Kasbah Tifoultoute
      - Kasbah Taourirt
      - Kasbah des Cigognes
      - Ksar de Ait Ben Haddou. Impressionante. É uma cidade fortificada fundada em 757 e ainda vivem lá algumas famílias. Lá foram feitos muitos filmes como Lawrence da Arábia, O Gladiador, A múmia, Alexandre, etc. Fica a 30 km da cidade em direção de Marrakech. Indo pela N9 e depois pegar P1506 e andar uns 9 km. Nós preferimos ir e voltar para Ouarzazate.
      - Museu do Cinema
      - Estúdios de Cinema Atlas. Não foi possível entrar porque estava acontecendo uma filmagem.
      - Estúdios de Cinema CLA. Vá, só se tiver tempo. Eram objetos de cenários bem velhos, mas rendem boas fotos.
      - Bairro típico de Taourirt
      - Bairro típico de Tassoumaat,
      - Oásis Fint. Passamos umas horas e é muito relaxante estar entre as tamareiras.
      -Museu do cinema. Fica junto ao Kasbah Taourit.  Aproveite para entrar nas lojinhas em volta. Lá encontrará peças incríveis, inclusive antiguidades.
       
       
      Pernoite em Ouarzazate – Hotel Dar Rita. Ela, a Rita é portuguesa e tem um excelente site com informações sobre o Marrocos: http://www.darrita.com/hotel-marrocos/. Mais informações também com: http://www.joaoleitao.com/viagens/marrocos/ (é irmão da Rita)
      14º Dia 18/3 – Ouarzazate
       
      Pernoite em Ouarzazate - Hotel Dar Rita
      15º Dia 19/3 - Ouarzazate – Marrakech 196 km
       
      O tempo de viagem de Ouarzazate à Marrakech é em torno de 4 a 5 horas, mas depende das paradas. Uma coisa que eu tinha muita vontade era de cruzar as Montanhas Atlas, e foi realmente fantástico com cenários de indescritível beleza.
                  Todas as atrações de Marrakech custam em torno de 10 MAD (1 Euro).
      É melhor usar táxis para se locomover para fora da medina e negocie antes. Nós fomos ao Jardim Marjorelle de Tuk tuk.
      Não se hospede muito longe da praça, pois ela será sua referência para tudo.
      - Jemaa el Fna. De dia é uma coisa, e à noite se transforma numa mistura de magia com luzes, cores e aromas. Falta-me talento literário para descrever melhor o que se sente e vê. É a principal praça de Marrakech e uma das mais famosas do mundo e é onde a vida pública acontece. É bem movimentada durante o dia, mas ao cair da noite é quando tudo acontece. Parece que toda a população e turistas vão para lá e é impossível não sorrir o tempo todo ao ver todo mundo tão alegre e se divertindo, comendo, assistindo os vários espetáculos que estão acontecendo (como encantadores de cobras, malabaristas, etc). Nas ruas da medina chega a acontecer congestionamento de gente a pé. Sério, eu vi, então já esteja por lá ao entardecer e fique até lá pelas nove da noite quando o movimento diminui.
                  E a gente tem que ter cuidado são com as motos tipo “mobiletes” que andam a toda entre as pessoas dentro da medina.
      - Mesquita Koutoubia com minarete de 70 m.
      - Tumbas Saadianas
      - Palácio Real
      - Palácio Bahia que é lindo
      - Palacio El Badi em ruínas, pois foi saqueado para construir Méknes
      - Medersa Ben Youssef
      - Museu Dar si Said – Museu de artes de Marrakech (vale mais pela arquitetura)
      - Museu de Marrakech
      - Qoubba Almorávida – fica perto da Medersa Bem Yousef
      - Jardim Majorelle (entrada 20 MAD + 15 para o Museu Berbere). Superou todas as expectativas. Não dá para deixar de ir. Está junto a uma casa que pertenceu a Yves Sain Lawrent e é inspirado nos jardins islâmicos, tem uma coleção de cactos e palmeiras de todo o mundo, tudo com descrição. Lá vimos, do Brasil buriti e butiá. Reserve umas três horas pelo menos, porque é enorme e cheio de coisas para ver. Imperdível também é o Museu Bérbere, e isso que não sou muito de museus.
      - Gueliz e Ville Nouvelle (parte mais moderna, tem até um Carrefour (onde dá para comprar bebidas alcoólicas)
      - Cyber Park. Fica bem próximo da entrada da medina. É bonito, mas vá se tiver tempo ou na volta do Jardim Marjorelle se quiser dar uma parada.
      - Muralha da Medina.  Ver os portões Bab Agnou (mais importante) e Babe Rob além de Bab Debbagh, que dá acesso aos curtumes, e também no Bab Aghmat.
      - Souk do Ouro, souk das frutas, Souk Semmarine (sandálias, babouches, jóias, puffs), Souk Ableuh (especiairias, azeitonas), Souk Kchacha (frutos secos), souk dos instrumentos musicais, Souk do tapetes, Souk Mouassine, Souk El Khemis, Souk Siyyaghin (jóias, ouro), Souk Smata (babouches, cintos).
      - Maison de la Photographie
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam
       
      16º Dia 20/3 – Marrakech
       
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam
       
       
      17º Dia 21/3 –
       
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam
       
       
       
      18º Dia 22/3 - Marrakech – Casablanca 242 km Tempo estimado 3:30h
       
                  Gastamos a manhã neste trecho, que é uma autopista, com pedágio caro. Fizemos check-in adiantado no hotel em Casablanca. Deixamos o carro estacionado na frente do hotel e à tarde pegamos um táxi para ir ao Morocco Mall. Este é o maior shopping center da África e nosso objetivo foi ver um aquário gigante  no qual tem um elevador que passa por dentro. É maravilhosa a sensação que “lembra um mergulho”. Se paga uma pequena taxa e pode fotografar, mas sem usar flash. Nem vimos lojas, porque eram só daquelas grifes bem esnobes como Chanel, Louis Vuitton e Cartier.
                  Depois demos uma caminhada pela Boulevard de la Corniche, que é uma avenida na beira-mar. Voltamos para o hotel.
                  Casablanca é uma cidade muito bonita que tem a mistura de arquitetura do tempo da colonização francesa e a modernidade. O trajeto do aeroporto ao hotel, os arredores do hotel, o percurso até a Mesquita e ao Morocco Mall foi o que vimos e nos deixou uma ótima impressão e desejo de quando retornar ver o que faltou.
       
       
      Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA.
       
      19º Dia 23/3 – Casablanca
       
      Entregar o carro no aeroporto.
      Retorno – Partida 12:20h
       
       
      Vídeo do Youtube sobre as experiências no Marrocos:
       
      https://www.youtube.com/watch?time_continue=178&v=awQEEEWLYq0
      Nossos custos (2 pessoas) foram 2116 Euros assim discriminados:
       
      -Almoço e jantar –   630
      -Lanches -                 112
      -Hotéis/riads -           876 (alguns mais simples outros bem legais, mas todos muito bons)
      Atrações -                    50
      Aluguel do Carro -     265 (para todo o período)
      Diesel -                      183
       
      Para ter uma ideia dos custos de um destino uso o https://www.numbeo.com/cost-of-living/
      pode conferir que é bem aproximado e em média gastei sempre um pouco menos.
       
      Frases úteis em Francês, expressões francesas do dia-a-dia que ajudam a parecer mais simpático.
       
      Sim = Oui
      Não = Non
      Obrigado = Merci
      Salut = Oi / Tchau
      Ça va = Tudo bem (pode ser pergunta ou resposta)
      Bom dia = Bonjour (usado o dia inteiro)
      Boa tarde = Bonsoir (aos finais de tarde)
      Boa noite = Bonne Nuit
      Adeus = Au revoir
      Palavras em árabe
       
      Saudações:
      -As-salam alaykom = “que a paz esteja com você”, pronúncia: assalam-aleicûm
      -Responda a esta saudação padrão com "Wa Alykom As-salam, pronúncia
      aleicûm-assalam,= que a paz esteja com você também, pronúncia: aleicûm-assalam
      -Salam = Oi! – cumprimento informal
      - Shukran = Obrigado
      -Agradecendo o chá de menta: antes de beber, olhando nos olhos do anfitrião dizer: bi saha
       
                  Foram nossas experiências mais incríveis:
      -Visitar os mercados e souks sentindo suas cores e aromas
      -Passar a noite em um acampamento no deserto do Sahara
      -Ir até o acampamento de dromedário
      -Percorrer a gigantesca medina de Fez
      -Conhecer Chefchaouen, a cidade azul
      -Andar e se encantar à noite pela Praça Jemaa el Fna em Marrakech
      -Dirigir. Subindo para as Montanhas Riff, passando por lugares indescritíveis  como a Garganta Dades, ir ao deserto, se emocionar ao chegar em cidades como Méknes e tantos outros lugares
      -Cruzar as Montanhas Atlas e ver neves eternas, vales e vilarejos
      -Maravilhar-se com os vales verdejantes no deserto e o aproveitamento de toda terra fértil.
      -Conhecer as pessoas, com um pouco de sua cultura e religião e ter a oportunidade de interagir com elas. Fizemos amigos lá. Levamos as melhores lembranças.



































    • Por Denise Barreto da Silva
      Na África do Sul, a natureza sempre nos surpreende! neste país, é possível, através de empresas sérias, ir até o habitat dos tubarões brancos e observá-los. Dá pra aproveitar a ida à Cidade do Cabo para tentar ver estes incríveis animais. O mais importante disso, é saber que neste tour nenhum animal é ferido. Confira o post https://chicaslokas.com.br/2018/09/19/uma-aventura-entre-os-tubaroes-na-africa-do-sul/



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