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dominique91

Relato, roteiro e Dicas - Expedição de Carro São Paulo - Ushuaia

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Boa tarde, Dominique!

Achei muito legal a aventura de vocês! Coragem enfrentar a friaca da inverneira! Vale muito pelas paisagens. Parabéns! Relato direto e reto, porém muito elucidativo.

Estou preparando uma viagem muito semelhante com a de vocês junto da minha esposa e do nosso pequeno para o mês de novembro/2018, só que faremos o caminho inverso.

O projeto é sair de Porto Alegre/RS descer pela ruta 3 até Ushuaia e depois subindo pela ruta 40, carreteira (Chile Chico a Futaleufu), subir até San Martin de Los Andes e voltar por Neuquen... 

A ideia é seguir o estilo econômico também. Tanto na hospedagem quanto no rango. Não temos muita frescura e o Miguel vai ser criado nesse clima. 

Por tudo que já pesquisei até agora, cheguei num valor quase idêntico ao de vocês para um período de 30 dias. São doze dias a menos, só que no início alta temporada.

Fiquei meio assustado procurando reservas no booking para ter uma ideia e muitos dos lugares recomendados aqui nos mochileiros e outros relatos já estão "reservados" ou os valores passam fácil de 150 reais para duas pessoas (crianças menos de 2 anos não pagam) mesmo em dormitórios compartilhados. Tudo que achei barato com reserva gratuita já fui pegando. Ir com mulher e filho pequeno e ter que ficar catando lugar para ficar está longe de ser o ideal. No máximo vou ir alterando pelo caminho. Aí até dá pra usar o airbnb também, que tem valores bem mais atrativos que o booking, só que cobra antecipado.

Por acaso tu tens alguma planilha contendo os locais de pernoites, restaurantes, custos e etc... da organização geral de vocês? 

Agradeço muito se puder me ajudar. Deixo também meu email [email protected]

Grande abraço!

 

 

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Booking não coloca imposto,deve evitar pesquisar lá.

Em anos pela América, comprei nesse site pouquíssima coisa,prefira decolar.com e hotéis.com

São muito mais corretos e sem essas ciladas.

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Em 17/03/2018 em 01:38, D FABIANO disse:

Booking não coloca imposto,deve evitar pesquisar lá.

Em anos pela América, comprei nesse site pouquíssima coisa,prefira decolar.com e hotéis.com

São muito mais corretos e sem essas ciladas.

Muito obrigado pela dica, Fabiano!

 

Abração!

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Guto, já fiz algumas viagens de carro e nunca reservei nada, entendo o seu problema(filho pequeno), mas acredito que no período que vcs vão, apesar de ser início alta temporada não terá dificuldade em arrumar hospedagem mais em conta.

Na Argentina,  além do airbnb, Booking. ...muita gente alugar suas casas...e só chegar no centro da cidade e se informar. A disponibilidade é muito grande.

Neste caso vc tem que se programar para sair bem cedo  e chegar cedo no destino,  vai dar um pouco de trabalho mas, no meu caso valeu. Além do que reservar muito antes vc fica engessado naquele roteiro.

Sobre alimentação: em várias cidades os supermercados vendem comida pronta por quilo.

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27 minutos atrás, casal100 disse:

Guto, já fiz algumas viagens de carro e nunca reservei nada, entendo o seu problema(filho pequeno), mas acredito que no período que vcs vão, apesar de ser início alta temporada não terá dificuldade em arrumar hospedagem mais em conta.

Na Argentina,  além do airbnb, Booking. ...muita gente alugar suas casas...e só chegar no centro da cidade e se informar. A disponibilidade é muito grande.

Neste caso vc tem que se programar para sair bem cedo  e chegar cedo no destino,  vai dar um pouco de trabalho mas, no meu caso valeu. Além do que reservar muito antes vc fica engessado naquele roteiro.

Sobre alimentação: em várias cidades os supermercados vendem comida pronta por quilo.

Opa! Beleza, Casal 100?

Eu fiz algumas reservas pelo booking porque tem cancelamento gratuito, sem necessidade de depósito, até uns 3 dias antes da chegada na cidade. Aí se ganha uma certa mobilidade.

Pesquisei e vi que no airbnb, apesar de ter várias opções, já tem bastante coisa alugada para novembro/dezembro. O Airbnb tem preços bem mais atrativos para alguns locais, mas tem que pagar antecipado pela reserva.

No hostelworld é o mesmo caso, embora o pagamento seja só uma pequena porcentagem. E buscando locais pelo site, grande parte dos mais baratos já se foram nas cidades mais concorridas, e em outras ele nem tem opção de hospedagem.

Aí dá para ver no decorrer da viagem e ir trocando de reservas, caso o valor compense. 

São várias e várias horas de estrada e ter um lugar te esperando também tem seu valor, já que não tem como prever como vai ser cada trecho. Vai que tenha stress no caminho e ainda na chegada tem a missão de arranjar lugar... Eu não me importo muito e sempre viajei vendo na hora hospedagem, mas a patroa já deu a dica de que se tiver a reserva ela fica mais tranquila. Tem que fluir na parceria as decisões. E como será a nosso primeira experiência em grandes distâncias e longo de tempo de viagem, melhor ir numa boa.

Ficar no compromisso de sair sempre cedo pra chegar cedo, dada certa imprevisibilidade do tempo e demais adversidades que possam aparecer, também dá uma "engessada" na viagem.

Vou ficar esperto nessa da comida pronta nos supermercados.

Agradecido pelas dicas!

Abração!

 

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Você tem razão,  neste caso é melhor fazer dessa maneira. Deixar a mulher insatisfeita é um perigo..kkk

 

  • kkkkkkk 2

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Em 15/03/2018 em 17:59, Gutoblack disse:

Boa tarde, Dominique!

Achei muito legal a aventura de vocês! Coragem enfrentar a friaca da inverneira! Vale muito pelas paisagens. Parabéns! Relato direto e reto, porém muito elucidativo.

Estou preparando uma viagem muito semelhante com a de vocês junto da minha esposa e do nosso pequeno para o mês de novembro/2018, só que faremos o caminho inverso.

O projeto é sair de Porto Alegre/RS descer pela ruta 3 até Ushuaia e depois subindo pela ruta 40, carreteira (Chile Chico a Futaleufu), subir até San Martin de Los Andes e voltar por Neuquen... 

A ideia é seguir o estilo econômico também. Tanto na hospedagem quanto no rango. Não temos muita frescura e o Miguel vai ser criado nesse clima. 

Por tudo que já pesquisei até agora, cheguei num valor quase idêntico ao de vocês para um período de 30 dias. São doze dias a menos, só que no início alta temporada.

Fiquei meio assustado procurando reservas no booking para ter uma ideia e muitos dos lugares recomendados aqui nos mochileiros e outros relatos já estão "reservados" ou os valores passam fácil de 150 reais para duas pessoas (crianças menos de 2 anos não pagam) mesmo em dormitórios compartilhados. Tudo que achei barato com reserva gratuita já fui pegando. Ir com mulher e filho pequeno e ter que ficar catando lugar para ficar está longe de ser o ideal. No máximo vou ir alterando pelo caminho. Aí até dá pra usar o airbnb também, que tem valores bem mais atrativos que o booking, só que cobra antecipado.

Por acaso tu tens alguma planilha contendo os locais de pernoites, restaurantes, custos e etc... da organização geral de vocês? 

Agradeço muito se puder me ajudar. Deixo também meu email [email protected]

Grande abraço!

 

 

Opa, tudo certinho Guto? 

 

Me desculpe a demora, estava em uma outra aventura e retornei hoje! Fiquei sem internet por alguns dias rs.

Li o que o pessoal falou aqui e tudo é bem válido. Quando fui em 2014, o booking era uma boa opção, mas de fato, fiz agora uma viagem ao Chile e no booking nunca mostra a tarifa... Me parece que se paga em dólar não há essa cobrança, porém se pagar com cartão ou efetivo tem. 

 

De fato, disponibilidade sempre há, mas entendo a preocupação por viajar com criança! Acho que já deixar tudo reservado te da uma paz. 

 

Vi que sugeriram chegar cedo nas cidades para alugar casa, pode ser uma opção, seria necessario dirigir a noite para chrgar pela manha...mas eu não recomendo dirigir pela noite... Uma grande parte das estradas sao de uma faixa de ida e outra de volta... A noite não é muito bem sinalizada e se tiver algum motorista vacilando pode ter algum acidente... além de que o ponto máximo, para nós pelo Menos, foi olhar a paisagem das estradas de dia que são incríveis.

 

Uma coisa importante... Algumas aduanas mais ao sul fecham as 7 da noite! Quebrei a cara uma vez...saindo de Bariloche não chegamos a tempo e tivemos que dormir em um hostel de última hora! Foi fácil achar, mas n tinha calefação quase viramos picolé rs

 

E quanto a planilha, puxa infelizmente  ao tenho com a acomodação e tudo mais. 

 

Na época ficamos em hostes beeem baratinhos e como já foi há 4 anos pode ser que os preços subiram um pouco! 

 

A comida a gente fazia um cardápio mesmo e ia comprar no mercado. Levamos aqueles fogareiros de butano e cozinhavamos na rua mesmo, quando estávamos indo para alguma cidade.

 

 

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    • Por JULIANA ROCHA
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      O sonho de conhecer a Paragônia começou logo após a viagem para San Andres, em 2015, quando um amigo sugeriu esse destino para uma próxima viagem juntos. Eu não conhecia nada sobre a Patagônia, mas a partir daquele momento comecei a pesquisar e ver as possibilidades. 
       
      Em 2016, agendamos a viagem, reservamos os hotéis, onde incluía a visita a Ushuaia, El Calafate e El Chalten, no inverno. Mas antes de comprar as passagens recebemos a maravilhosa notícia da nossa gravidez. Cancelamos tudo. Mesmo assim, continuei sonhando e esperando o momento em meu filho pudesse crescer e chegar em uma idade em que fosse possível ir para lá. 
       
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      02/12 - Ctba à BA
      03/12 à 08/12 - Ushuaia (Pior horário de voo, saímos de BA as 4:35Am)
      08/12 à 12/12 - BA 
       
      O primeiro dia em BA foi uma conexão de 12 horas, onde pegamos um hotel, saímos do hotel as 3:00 Am. Chamamos táxi pelo Aysi. Um detalhe sobre os táxis de BA, sempre optem pelos que cobram pelo taxímetro, a diferença é gritante!
       
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      Em Ushuaia ficamos em uma Cabana que sinceramente, tornou nossa estada na cidade mais especial, com uma vista incrível do canal de beagle, foi muito bom ficar as noites ali assistindo o anoitecer, que só acontecida depois das 23:00. Pegamos pelo Airbnb. Link: 
      https://www.airbnb.com.br/rooms/19675985?location=Ushuaia%2C Terra do Fogo%2C Argentina&adults=1&guests=1&s=zF7bGwaU
       
      No primeiro dia, chegamos, fomos na cabana deixar nossas bagagens e já fomos ao mercado fazer compras, procuramos algum restaurante pra almoçar e não achamos quase nada... comemos em casa mesmo. 
       
      A tarde descansanos um pouco, pois tínhamos acordado as 2:00 am. E de tardinha saímos para comprar chip e conhecer um pouco a cidade. Depois fomos no Hard Rock Café, bem legal, mas a comida deixou a desejar.
       
      Fomos pra casa e esperamos ver o canal de beagle de noite, mas não aguentamos 😂 Percebenos o quanto nós e nossas prioridades mudaram ❤️
       
       
       
       
       
       
       
       
       





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      Destino: Deserto do Atacama. Vontade: dirigir por várias das estradas mais bonitas e inóspitas da nossa América do Sul.  Além disso, a gente só sabia que ia passar pela fronteira por Dionísio Cerqueira e ir seguindo o caminho mais curto que o GPS nos deu até lá. Não reservamos hostel, muito menos passeios. A pesquisa sobre documentação do carro, itens obrigatórios, clima e alguns destinos foi suficiente. O resto, o destino deu conta: uma rota sem roteiro.

      Antes de atravessar a fronteira, decidimos dormir em Francisco Beltrão que fica a 470 km de Curitiba, só pra descansar. Atravessamos a fronteira entre Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen pra fazer o câmbio de reais para pesos e a Carta Verde já no lado argentino. Só é necessário preencher uma ficha de imigração na aduana informando seus dados pessoais e destino. GUARDE ESSA FICHA! Não cobram nenhuma taxa e não revistam o carro. O câmbio paralelo vale muito mais a pena do que o câmbio das casas de câmbio.
      1 real = 12 pesos – paralelo
      1 real = 8,5 pesos – casas de câmbio
      Carta verde: só existem 2 opções: 15 ou 30 dias. Pagamos (em reais mesmo) 100 reais pra 30 dias. Pedem o documento do carro, do motorista e tiram uma foto do carro.
      Os postos de gasolina ali aceitam reais ou pesos (enchemos o tanque em reais, pois valeu mais a pena).
      As estradas são ótimas na Argentina, e os pedágios quase inexistentes são baratos. Foram 4 ao todo, o mais barato 10 pesos e o mais caro 60 pesos.
      Recomendo parar em Ituzaingó pra dormir e abastecer o porta-malas com macarrão e empanadas, pois os mercados e lanchonetes são bem baratos. Além disso, é uma cidadezinha quente e “praiana” no meio do continente. O Rio Paraná passa por lá dividindo a Argentina e o Paraguai, e é usado como praia, muitos gaúchos preferem ir pra lá no verão ao invés de subir pras praias de Santa Catarina.
      Depois de Ituzaingó a viagem realmente começou. Assim que saímos da RN 12 e entramos na reta infinita da RN 16 a cor da bandeira da Argentina começa a fazer sentido. Um céu de azul imenso onde não se consegue enxergar o fim daquela terra encharcada pelos Chacos, tudo ainda a 200m do nível do mar. Vários povoados, algumas cidades grandes, muitas fazendas e várias opções de postos de combustível, ainda. As estradas são lisas e pouco movimentadas. Tivemos que ultrapassar caminhões pouquíssimas vezes, o cuidado maior é com animais atravessando a pista. Ambulantes vendem morangos gigantes e suculentos na estrada por apenas 80 pesos o kg.

      Decidimos parar para dormir em Monte Quemado, ponto de parada quase obrigatória para os motoqueiros. Tem apenas um hotel na beira da estrada que serve almoço e jantar, mas preferimos cozinhar macarrão com nosso fogareiro portátil. Economizamos muitos pesos com isso. A única parte ruim e esburacada da estrada dura uns 20km na saída de Monte Quemado. A partir daqui, já é possível enxergar a silhueta das montanhas que escondem as tão esperadas curvas.
      Depois da ferradura do mapa, começa o trecho mais surreal da viagem. Entramos na RN 9 – sem dúvidas, a rodovia mais bonita do norte da Argentina - e só o que se vê são montanhas. Por todos os lados. Secas, rochosas, com cactos, nevadas, de pedras, coloridas, rachadas, de todos os tipos possíveis. Alpacas, Vicunhas, Lhamas e Guanacos atravessam a rodovia e uma paisagem totalmente diferente aparece a cada km. Foto nenhuma é capaz de registrar essa imensidão.

      San Salvador de Jujuy é uma cidade enorme e barata. Perto dali ficam Purmamarca, Tilcara e Humahuaca: os passeios turísticos oferecidos por eles. Fique esperto com o horário de funcionamento do comércio: tudo fecha antes das 13 e reabre depois das 17.
      Encha o tanque em San Salvador de Jujuy. Depois dali, não há sinal de celular e o próximo posto fica a 200 km, em Susques. Mas não conte com isso! Um posto que fica a 3896 m de altitude nem sempre tem combustível. Não confie em todos os postos que aparecem no gps. Meu gps mostrou um numa cidade a 20 km de Jujuy. Chegamos lá, e era um posto desativado. Decidimos voltar a Jujuy para encher o tanque e garantir a viagem, foi a melhor decisão que tomamos. Dali pra frente, quase não há civilização.
      Então, conte com o trecho Jujuy > Paso de Jama  = 330 km. Não é necessário levar combustível extra.
      No hostel em Jujuy, fizemos o seguro de carro obrigatório para entrar no Chile: o Soapex. É feito pelo site mesmo, custou 12 dólares para 10 dias. Aqui, foi a primeira vez que reservamos um hostel, queríamos garantir pelo menos a primeira noite no Atacama pra decidir o que fazer nos outros dias. Encontramos 3 mineiros que estavam voltando do Atacama de moto. 1 deles, passou por algum objeto na pista e isso quebrou o cárter da moto, ele estava esperando o guincho pra voltar ao Brasil.

      Perguntamos a eles quanto tempo levaria nesse trecho Jujuy/ Atacama. Eles disseram que não faziam ideia, pois pararam tanto pra tirar foto de estrada, pedrinha verde, pedrinha amarela, plantinhas, nuvem, salares, curvas... que perderam as contas. E é fato, tambem não fazemos ideia de quanto tempo levamos. A cada km, a cada fim de curva, uma surpresa.  Pra esse trecho, saia cedo e aproveite o dia todo. Tínhamos pensado em parar em Susques pra dormir, mas conversando com eles vimos que não valia a pena, é um vilarejo com pouquíssimos hotéis caros e faz muito, muito frio.
      Depois de 2.000m de altitude, pisar no acelerador não é a mesma coisa. O carro vai perder potência, a luz do motor vai acender, o aviso de neve na pista vai aparecer. Mas quem fizer essa viagem vai entender que andar acima de 60km/h não é necessário – e nem é possível com tantas curvas de 180 graus.
      (Não é preciso ir até Humahuaca pra ver montanhas coloridas, elas estão por toda parte. Essa é a estrada entre San Salvador de Jujuy e Purmamarca).
      Atenção para a fronteira da Argentina com o Chile, o Paso de Jama: como fica a 4800m de altitude, às vezes fecha por condições meteorológicas. Conferir antes de sair nesse site:
      https://pasosfronterizos.com/paso-jama.php
      Ali em Jama, deixamos o carro estacionado e fomos fazer os trâmites aduaneiros. O frio, o vento e a altitude aceleram o coração e nos dão uma falta de ar repentina. Na aduana, pedem apenas nossas identidades, documento do carro, carteira de motorista do condutor e AQUELA FICHA que preenchemos na fronteira do Brasil com a Argentina. Isso acontece várias vezes em vários guichês diferentes. Carros particulares tem preferência na fila J (escapamos das filas enormes dos ônibus de turistas e do raio-x das malas). GUARDE TODOS OS PAPÉIS QUE A ADUANA TE ENTREGAR, eles serão devolvidos na volta. Depois, tivemos que parar o carro debaixo de uma parte coberta no meio da pista na saída da aduana, tirar tudo de dentro e colocar sobre uma mesa para o guarda abrir e apalpar todas as mochilas/sacolas/sacos de dormir e ver se não estávamos levando nada perecível – o controle deles é muito rígido com frutas e legumes, por isso levamos apenas macarrão, molho e enlatados para passar a fronteira. Se precisar, ali tem um posto de combustível, mas tocamos direto até o Atacama ainda com a gasolina de Jujuy.
      Depois de Jama, há uma declive imenso de uns 2500m de altitude durante 150 km até o Atacama, sempre vigiados pelo imponente vulcão Licancabur. Do lado direito, fica a Bolívia, e por todos os lados, cadeias de montanhas e vulcões. O vento forte dificulta a direção e quase tira o carro do chão quando carros passam do outro lado da pista.

      O ATACAMA
      O destino viajante veio a nosso favor mais uma vez. O hostel que havíamos reservado – Valle del Desierto - ficava retirado do centro da cidade (escolhemos assim pra ter um lugar seguro para deixar o carro, pois no centro é tudo muito apertado e não tem estacionamento) e era cuidado por um casal de brasileiros, o Gabriel e a Carol. Foi o melhor lugar que podíamos ter achado, com direito a churrasco brasileiro, fogueira nas noites mais frias e uma vista do Licancabur, que ficava em tons rosados todos os dias na hora do pôr do sol. Haviam várias kombis viajantes estacionadas e gente do mundo todo, pois era véspera do feriado das festas pátrias – do dia 14 ao dia 19 – e vários intercambistas de Santiago sobem para o deserto.
                 
      Ficamos cerca de 10 dias ali, na primeira semana aproveitamos o sossego, nos últimos 2 dias os banhos que eram ótimos já começaram a ficar frios devido ao feriado (o hostel  e a cidade ficaram lotados!).
      A cidade é bem pequena, e só há comércio voltado para o turismo.
      Há várias vendinhas, quitandas e sorveterias espalhadas pela cidade. Usamos várias, pois cozinhamos bastante no hostel. Nas vendinhas não há bebidas alcoólicas, pois elas só podem ser compradas em Botillerías por motivos de legislação. É seguro tomar água da torneira quando a cidade está vazia, quando está cheia, prefira água engarrafada.
      Como nem só de macarrão vive o viajante, comemos muitas empanadas, que são bem grandes, tem quase em todas as vendinhas e custam sempre cerca de 1500 pesos. Também tomamos muito chá de coca, que é um ótimo digestivo. Nem procure restaurantes, vá direto ao Los Carritos. A comida é MUITO boa e é o melhor custo benefício da cidade. Peça os nomes mais esquisitos e se surpreenda com o que vai vir. Pra quem está com fome: 2500 pesos. Pra quem está com muita fome: 3800 pesos. Tem opções vegetarianas também.
      Os sorvetes, a Chicha Cocida (que é uma bebida alcoólica) e o Mote com Huesilhos têm sabores muito diferentes de qualquer coisa que você já tenha comido. As pêras são mais suculentas, os cactos tem frutos e aquelas árvores com florzinhas amarelas deixam cair ao chão castanhas duras e doces. Guarde esses nomes e se surpreenda com os sabores: ayrampo, chañar, rica rica, algarrobo, pomelo rosado, llucuma.
      Como em setembro é o final do inverno, pegamos vários tipos de clima. O sol é a única certeza. Os narizes sangraram nos dias de 4% de umidade e nuvens apareceram no céu quando uma frente fria se aproximou. Nesses dias, já não era possível colocar shorts e camiseta durante o dia sem um corta-vento e as noites eram salvas pelas segundas peles e o saco de dormir usado sob as cobertas. Importante: leve pelo menos um conjunto de segunda pele, 1 par de meias de inverno e um saco de dormir simples, mesmo que seja no verão. Eles salvaram a minha vida. Durante algumas madrugadas, fizeram temperaturas negativas – mesmo não sendo típico da época do ano – e tive que dormir de segunda pele, dentro do saco de dormir, debaixo das cobertas do hostel! Quando esfriava assim durante a madrugada, dava pra perceber quando saíamos de manhã que os vulcões estavam mais brancos de neve que no dia anterior.
      Ir de carro traz liberdade, economia e a certeza de que é o caminho que faz a viagem valer a pena. Os passeios oferecidos pelas agências são bem caros e engessados. Como não tínhamos horário para sair e chegar, íamos pegando dicas com quem conversávamos pra decidir o próximo destino. San Pedro fica no centro do Atacama, e é impressionante como a paisagem muda ao redor, mesmo num raio de poucos quilômetros.
      Sal encrustado em rochas que parecem lunares e dunas gigantescas brilhando ao pôr do sol no Valle de la Luna, lugares jamais pisados pelo homem no Valle de Marte, uma vista surreal de montanhas intercaladas por outras montanhas na Piedra del Coyote, uma estrada com vento salgado e quente que termina na Laguna Tebinquinche, onde a vida parece não existir, mas existe. De repente, numa estrada que corta uma laguna seca, duas crateras cheias de água não tão salgada assim formam os Ojos del Salar. A surpresa maior fica com Toconao, a cidade vizinha que abriga o Valle de Jere - desconhecido até mesmo por alguns moradores de San Pedro – um oásis em meio ao nada, que foi habitado por alguns dos povos que deram origem a bandeira Wiphala e deixaram suas marcas nas rochas. Esses são os destinos mais bonitos e de estradas mais alucinantes de até 3000 pesos por pessoa para serem visitados ao redor de San Pedro.
        
      Há quem prefira mergulhar literalmente nas atrações naturais desse lugar. Para esses, existe a laguna Cejar por exemplo, onde é possível boiar em suas águas mais salgadas do que as do mar morto, por um preço que é tão salgado quanto ela (apenas a entrada é 15.000 pesos). Dispensamos também o passeio das Lagunas Altiplânicas - que custaria uns 80.000 pesos sem incluir as entradas – pois no caminho passamos por lagunas por toda parte e em todas as altitudes.
      Ah, o céu: não é preciso andar mais do que 2 metros na rua – ou no quintal do hostel mesmo -para conseguir enxergar todas as constelações, planetas, galáxias, estrelas cadentes. Ele faz valer a pena boca e nariz ressecados da baixa umidade, do sal, do sol e do frio. No hostel, um hóspede tinha um telescópio. Conseguimos ver a Lua e vênus em questão de segundos.
      ___________________________________________________
      Voltar pelo mesmo caminho da ida dá uma perspectiva totalmente diferente de todos os lugares que havíamos passado. Leve tudo que quiser, pois na fronteira por Jama do Chile pra Argentina não fazem revista no carro. Pegamos um clima tão diferente que a estrada parecia outra. Mais vento, mais neve. Tivemos o prazer de ver uma raposa chilena e um tatu atravessando a rua. Só ficamos devendo a Vizcacha, que com certeza passamos por várias, mas não conseguimos enxergar nenhuma.
      Na Argentina, há muita polícia rodoviária. Éramos parados em quase todas as saídas das cidades. Em uma das únicas duas vezes que pediram nossos documentos, demos carona a um policial – é bem normal pedirem carona nas estradas argentinas. Procuramos evitar por segurança, mas como era um policial, e íamos tocar direto até perto da fronteira, aceitamos.  Na outra que fomos parados, estava acontecendo um protesto de caminhoneiros: o policial pediu pra verificar os 2 triângulos e o extintor. Não é mito, levem!
      Há muitos relatos de polícia corrupta na Argentina, mas é mais ao sul da RN 14 onde o país se aproxima com o Uruguai. Antes de ir, havia conversado com um amigo Argentino e evitamos a fronteira por Uruguaiana exatamente por causa disso. Como queríamos entrar mais ao sul do Brasil do que na ida, passamos por São Borja. Eles pedem apenas os documentos, não revistam o carro, e cobram uma taxa de 450 pesos ou 57 reais por pessoa.

      IR DE AVIÃO NÃO TERIA A MENOR GRAÇA. VÁ DE CARRO!
       
      Resumo de infos mais importantes:
      Dinheiro na Argentina
      - Trocar reais por pesos na fronteira com a Argentina vale bem mais a pena do que no Brasil;
      - Não troque dinheiro em Jujuy, a cotação é péssima;
      Dinheiro no Chile
      - Em San Pedro de Atacama a cotação de reais para chilenos é ótima (para setembro desse ano: 1 real = 150 pesos chilenos, sendo que em Santiago estavam pagando 1 real = 158 pesos chilenos);
      - Não tem como indicar uma casa de câmbio, tem uma rua só pra elas e todo dia os valores mudam. O jeito é sair perguntando de uma em uma e negociar;
      - Deixar para trocar reais para pesos argentinos (para gastar na volta) no Atacama não é uma boa opção, a cotação é bem ruim;
      Carro
      - Evite estacionar o carro perto das esquinas das ruas. Escapamos de um acidente que teria dado PT no carro por pouco. Como o hostel não tinha estacionamento, deixamos o carro parado na rua ao lado na vaga perto da esquina. Um motorista argentino foi fazer a curva e perdeu o controle, passou raspando por nós e bateu no carro estacionado do outro lado da rua, que ficou com o eixo dianteiro totalmente quebrado e teve que ser guinchado.
      - Os itens obrigatórios são: extintor de incêndio e 2 triângulos. Cambão rígido, mortalha e etc é MITO.
      - A gasolina tanto na Argentina quanto no Chile custa praticamente o mesmo que pagamos no Brasil, as vezes até um pouco mais caro. Mas como é bem mais pura que a daqui rende MUITO mais. Na Argentina, usamos sempre a Super e no Chile, sempre a 93. Essas são as mais baratas.
      Documentos
      - Identidade com menos de 10 anos de expedição ou passaporte, ou um ou outro, tanto faz
      - Se o carro estiver no nome do motorista, apenas o documento do carro.
      - Fizemos a PID (permissão internacional para dirigir), mas em nenhum momento foi solicitada
      - Carta Verde: seguro obrigatório para o carro na Argentina. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      - Soapex: seguro obrigatório para o carro no Chile. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      Água
      - É tirada de poços. Tomamos direto da torneira sem problemas, só recomendamos comprar engarrafada se a cidade estiver cheia – muita gente polui a água -. Custa cerca de 1800 pesos o garrafão de 6l.
       

      Carro: Fiat Uno 1.0 2016/2017
      Km rodados: 5.500
      270 litros de gasolina: R$1.300,00
      Autonomia: 20km/l
      Pneus Furados: 0
      Troca de óleo feita antes da viagem
      Gps usado: Sygic
      Pouso mais caro/barato: 600 pesos por pessoa (Argentina) / 250 pesos por pessoa (Argentina)
      Gasolina mais cara/barata: 862 pesos (Chile) / 38 pesos (Argentina)
      Frase mais dita: “Olha essa estrada!”
      Gasto: aproximadamente R$2200,00 por pessoa. Levamos apenas reais em dinheiro vivo. Usamos cartão de crédito Nubank apenas para reservar hostel e fazer o Soapex.
      Duração: 20 dias

    • Por isaribeiro
      Oi pessoal, tudo bem?
       
      Acho que uma das melhores partes de viajar é poder escrever um relato depois e tentar ajudar esse fórum maravilhoso que tanto me ajuda. Essa foi minha segunda viagem internacional, sendo que a primeira foi um mochilão no Peru e esta uma viagem confortável com o meu namorado para a Patagônia argentina em plena primavera.
      Como esse fórum é voltado para mochileiros, não vou entrar em detalhes com questão de quanto gastei com alimentação, transporte e outras comodidades, pois me planejei bastante para GASTAR, principalmente com comida e vinhos, coisas que amo.  Caso tenham alguma dúvida específica nessa questão, ficarei feliz em responder os comentários.
       
      INTRODUÇÃO:
      PASSAGENS:
      Dividimos a viagem nas seguintes datas:
      16/10 – 18/10: BUENOS AIRES
      18/10  –  22/10: EL CALAFATE
      22/10 – 26/10: USHUAIA
      26/10 – 27/10: EL CALAFATE
       
      Todos os voos foram Aerolíneas e não tivemos problema com atraso.
      Compramos a passagem múltiplo destino BSAS – CALAFATE – BRASIL em uma promoção do Melhores Destinos no Viajanet por R$ 1.600,00 incluindo as taxas e deixamos para comprar a de Ushuaia mais para a frente, imaginando que seria a mesma coisa que comprar LIMA – CUSCO. Não achei muitas informações sobre isso, um voo nacional, de apenas 1h não seria tão caro, certo? pensei. ERRADO. Ao colocar o rastreador na passagem, fomos surpreendidos por valores acima dos mil reais e bateu aquele desespero. Ir de ônibus não era uma opção por causa do nosso tempo limitado e cancelar Ushuaia também não.
      Depois de alguns meses conseguimos comprar a passagem CALAFATE – USHUAIA por R$ 772,40, o que é considerado ótimo para esse trecho. Simulando o mesmo roteiro com uma passagem múltiplos destinos incluindo Ushuaia, daria em torno de dois mil, então acabou que não fez tanta diferença.
       
      Transfer em Buenos Aires, Ezeiza – Palermo com a Class Receptivo: R$ 100,00
       
      Transfer Aeroparque – Ezeiza: GRÁTIS se seu voo for conexão da Aerolíneas. Se não for, o ônibus da Tienda Leon custa uns ARS 1.000 e o táxi tem corrida fechada por ARS 780.
       
      HOSPEDAGENS:
      Todas as hospedagens foram em apartamentos.
       
      Buenos Aires, 3 noites:
      https://www.airbnb.com.br/rooms/12705538
      R$ 428,05
      Muito bom apartamento, próximo do centro de Palermo, com ótimos restaurantes ao redor, há poucas quadras do Rosedal e perto do metrô.
       
      El Calafate, 4 noites:
      https://goo.gl/uLQPxo
      US$: 153,24
      Foi a melhor hospedagem da viagem, chalé fofo, confortável, quentinho e próximo do centro. A dona da hospedagem, Paola, e sua cachorrinha fazem o lugar ainda melhor.
       
      Ushuaia, 4 noites:
      https://goo.gl/Cn41vx
      US$ 159,32
      Apartamento muito bom, moderno, equipado com a ressalva que além de um pouco longe da Av. San Martin (cerca de 2km) fica no alto de umas ladeiras. Para descer é fácil mas a subida era impraticável.
       
      CÂMBIO:
      Levei:
      RS 1.000,00
      EUR 250,00
      USD 200,00
      Cotação do real em Buenos Aires na agência Mais Brazucas (Florida 656 PB 1, Buenos Aires, em frente a Zara) foi de ARS 9,45. Melhor cotação que achamos.
      Cotação Dólar em Ushuaia foi de ARS 35
      Cotação Euro em Ushuaia foi de ARS 39
      O real estava entre ARS 8,50 tanto em El Calafate e em Ushuaia.
      DICA: PRESTEM ATENÇÃO NO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DAS CASAS DE CÂMBIO!! Principalmente em El Calafate. Quando fomos, fechava as 18hrs e não abria no domingo. Em Ushuaia as lojas fecham no almoço e voltam só as 16hrs. Existe uma casa de câmbio em cada cidade, não olhamos o paralelo.
      Voltei com 50 dólares e alguns pesos. Não usei cartão de crédito, esse dinheiro que levei foi para praticamente tudo: passeios, comida, transporte, compras... salvo passagens, minitrekking, pinguinera terrestre e as hospedagens de BSAS e Ushuaia, tudo foi pago na Argentina.
      O total aproximado da viagem foi de R$ 5.000,00, lembrando que as únicas coisas que não foram divididas por 2 foram os passeios, compras pessoais e passagens. Se você for uma pessoa econômica, vai conseguir fazer essa viagem por uns 4 mil e dependendo dos passeios, por 3 mil, fácil. O mais caro que achei foi comida em restaurante, em torno de ARS300-500 os pratos mas indo de 2, considerando o tamanho gigante das refeições, tem como dividir tranquilamente. Você também acha empanadas beeem recheadas, pizzas por poucos pesos e os mercados sempre são uma boa opção. 
       
      CLIMA:
      Não achei sobre o clima da Patagônia em outubro/primavera em nenhum lugar, o que foi a principal motivação de escrever esse relato.
      Em Buenos Aires, dos 3 dias que ficamos, fez sol e calor insuportáveis e no último dia choveu de manhã, mas logo o céu abriu. 
      Dos 4 dias que ficamos em El Calafate, a maioria foi de céu limpo e solzão e o último dia foi de chuva torrencial e céu fechadíssimo. A temperatura média era de uns 8° de dia, 2° a noite e no dia da chuva foi de 2° o dia inteiro (com direito a neve nas montanhas). Quando voltamos para pernoitar na cidade 1 semana depois, ainda estava chovendo. Foi onde passei mais frio, as roupas "térmicas" que comprei no Brasil não deram conta. Chegando em Ushuaia tive que comprar uma calça urgente.
      Dos 4 dias que ficamos em Ushuaia, todos foram de céu limpo e sol com temperatura média de 10°, o degelo nas montanhas era visível. 
      Não sofremos com os ventos patagônicos, acredito que por causa do fim do inverno, mas senti que estavam começando a voltar.
       
      Dito isso, vamos ao relato.
       
    • Por xexelo
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.


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