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Wesley Felix

Conhecendo Manaus e volta de barco para Porto Velho.

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Olá, essa foi a minha primeira viagem sozinho com foco no turismo, apesar do motivo principal não ter sido este, não posso dizer nem de longe que foi um "mochilão", sequer uma "mochilinha" pois teve duração de apenas uma semana e meia, entre 15 e 25 de fevereiro de 2017, mas foi a experiência que despertou em mim a necessidade de conhecer novos lugares e principalmente pessoas, de um modo menos "luxuoso" e mais humano. Atualmente estou me preparando para um mochilão de verdade em Setembro 2018 (Peru, Bolívia e Chile), e a preparação, pesquisa e ansiedade dessa viagem me lembraram a de Manaus, por isso depois de passado mais de um ano, decidi postar esta experiência, espero que ajude de alguma forma alguém.

O motivo principal para esta viagem a Manaus foi o Concurso Público TRT 11ª REGIÃO, onde a prova ocorreria na capital amazonense no dia 19 de fevereiro de 2017, como minhas férias cairiam no mês de fevereiro, vi no concurso a chance de tentar o cargo em arquitetura, que é minha área de formação, e na viagem, para conhecer a cidade de Manaus e relaxar um pouco, não vou falar do concurso porque foi o pior de toda a minha vida 😢😭, e com razão deveria ter estudado mais, mas essa é outra história.

Um mês antes de chegar a data para a viagem, comecei a pesquisar mais sobre a cidade, locais para ficar, passagem, etc. Moro em Ji-Paraná-RO, estado vizinho ao Amazonas, de clima parecido e que também faz parte da Amazônia, apesar de estar em um nível de devastação bem mais avançado. Algo raro, mas consegui encontrar passagens aéreas saindo da capital do estado (Porto Velho) com preços razoáveis e sem escala (isso sim raríssimo), como queria conhecer um pouco da cidade, marquei a data de ida para a primeira quarta-feira antes da prova, que ocorreu no domingo (19), e acabei não marcando a volta, mesmo ficando mais barato que apenas a ida de avião, tinha em mente voltar de barco para Porto Velho, mas acabei deixando para decidir quando estivesse em Manaus, uma vez que tinha pouquíssimas informações sobre a viagem de barco (e as que tinham eram desestimulantes). A pesquisa para acomodações foi bem mais fácil, além dos hotéis com diárias na casa dos R$ 200,00, Manuas tem uma infinidade de hosteis na casa dos R$ 50,00 - 100,00 - como minha intenção era conhecer a cidade e não ficar fechado em um quarto estudando (tá explicado por que fui tão mal) preferi juntar o útil ao agradável e ir em frente na opção mais econômica de acomodação, fechei no Booking um hostel próximo ao centro, perfeito para conhecer tudo a pé, além do preço na casa dos R$ 60,00 com café da manhã e wifi, meu pensamento era tentar ficar o mais perto possível do local de prova, e por fim o cancelamento era grátis. Acabou que pesquisando mais um pouco conheci no TripAdvisor um outro local de hospedagem que parecia mentira de tão bom, A Place Near to the Nature, o preço super acessível, nos mesmos valores dos hosteis, só que ao estilo hotel, o que seria bom pra estudar um pouco (afinal o objetivo ainda era o concurso 😅) acabei cancelando o hostel e fechando com o Douglas, dono da pousada (vou chamar de pousada, mas as características é de hospedagem domiciliar), e foi a melhor escolha que poderia ter feito, mesmo sendo mais longe do centro e muito mais longe do local da prova, como vocês verão adiante. (Fiz uma avaliação completa do Place Near no site do TripAdvisor, se quiserem saber mais é só acessar o link, A Place Near to the Nature).

A pesquisa pelos pontos principais de Manaus também é bem simples de fazer, a cidade tem como principais atrativos os locais históricos, e são muitos e riquíssimos, os locais de contato com a natureza e o pacote pelo encontro das águas dos rios Negro e Solimões, que inclui outros passeios pelo rio.

 

VIAGEM - 1º dia - Chegada a Manaus.

 

Sai de Ji-Paraná na madrugada de quarta-feira (5 horas de ônibus até Porto Velho - 374 km), o voo estava marcado para as 12:00 horas, minha primeira viagem de avião, primeira vez em um aeroporto, por acaso havia dado um problema de falta de energia no terminal de embarque, tudo uma bagunça e conseguimos embarcar com uma hora de atraso, tentei ligar para o Douglas avisando que iria atrasar (ele oferece o serviço de busca no aeroporto), mas não consegui falar com ele, então só bora, a viagem sem escalas de Porto Velho - Manaus tem duração de uma hora mais ou menos, e realmente viajar de avião é muito bom, quando nos aproximamos de Manaus é possível ver o mundo de água dos rios Negro e Amazonas e acidade encravada em meio ao verde da floresta, muito lindo essa imagem.

O aeroporto de Manaus é muito maior que o de Porto Velho, mas ainda assim consegui me localizar sem problemas e fui ao ponto de encontro onde havia marcado com o Douglas apesar do atraso de uma hora e obviamente ele não estava lá, então segui para o ponto de táxi, liguei para ele e ele estava a espera em outro local, pois não podia ficar parado muito tempo dentro do aeroporto, dessa vez consegui encontrar ele e sua Kombi (abacatinho, por causa das cores verde e branco 🚎), também era a primeira vez que entrava em uma Kombi e apesar de não ser nada de mais, foi muito bacana haha, o Douglas é um jovem (na casa dos trinta eu acho) mas mais que a idade, ele tem a alma jovem, e internacional, ele já rodou toda a América do Sul na sua Kombi, e apesar da pouca idade conhece vários países do mundo (Europa, Ásia e África, além da América) e foi na Europa que ele conheceu sua companheira Rebecca, uma Austríaca que ele conseguiu arrastar para o Brasil e para suas andanças.

De minha parte foi empatia na hora, apesar de ter levado uma bronca pela demora em achar a Kombi (ele já teve problemas com o pessoal do aeroporto por ficar parado lá dentro sem permissão), pedi desculpas pelo atraso e ele disse que já sabia, ele acompanha os horários dos voos de alguma forma, então não precisou esperar muito. A pousada fica bem próximo ao aeroporto em um condomínio fechado as margens do Igarapé Tarumã-Açu braço do Rio Negro, a região é a mais nova da cidade e também uma das mais valorizadas por estar próxima a região turística da Ponta Negra, acredito que em pouco tempo estará cercada de condomínios de alto padrão, prédios e hotéis (há toda uma infra estrutura urbana para isto), dentro do condomínio há alguns ancoradouros as margens do Igarapé além de flutuantes e a mata ciliar do rio, o que trás a natureza amazônica pra dentro do condomínio e para dentro da pousada que fica a uns 200 metros do Igarapé.

Manaus é conhecida (até por nós de Rondônia) por ser muito quente e abafada, devido à umidade dos dois rios que margeiam a capital, confesso que a umidade realmente pega mais do que em Rondônia, mas não senti tanto o calor, certamente por já estar acostumado e porque nessa época estamos no chamado inverno amazônico, onde devido as chuvas e nuvens no céu a temperatura não sobe tanto, e durante os 10 dias de viagem pela região foi assim, um clima bem agradável, de modo que não usei o ar condicionado para dormir em nenhuma noite, apenas a janela aberta, e não se preocupe, não vai entrar nenhum pterodáctilo pela janela e lhe carregar (se tiver sorte é claro 🦅), ha, e por incrível que pareça, e dessa vez até eu estranhei, não tive problemas com mosquitos, um milagre verdadeiro.

Voltando ao relato, após chegarmos na pousada, Douglas me apresentou a Rebecca, e de cara já me encantei pelo sotaque dela, é até engraçado, além da simpatia e beleza, o casal é muito jovem e auto astral, combinam de verdade. Depois fui para meu quarto que ficava em uma ala mais distante da sala e dos outros quartos, essa parte onde fui hospedado estava sendo ampliada para ter mais quartos futuramente, o quarto é bem amplo e confortável, idem o banheiro, tomei meu banho e o Douglas me incentivou a conhecer o condomínio, o restaurante que sua mãe (Dona Mônica) comanda as margens do Igarapé e a visitar uma das marinas. O condomínio é super seguro e possui umas casas bem interessantes (coisa de arquiteto), depois fui ao restaurante, mas estava fechado ainda, então fui apreciar o ancoradouro as margens do Igarapé até o por do sol entre nuvens, tudo muito bonito, voltei pra pousada e soube pelo Douglas que mais dois concurseiros iriam se hospedar pelos próximos dias, na pousada, já estava hospedado um gringo de algum lugar da Europa, quando encontrei com ele preparando sua comida para o jantar tentamos trocar algumas palavras, mas meu inglês se limita a perguntar o nome, de onde vinha e se estava bem e gostando do Brasil, (depois disso não entendia mais nada e foi frustrante pra ambos), a cozinha é livre pra usarmos mas como não estava com fome fiquei na sala a espera do Douglas e da Rebecca, eles oferecem alguns passeios para conhecer o centro histórico de Manaus, o encontro das águas e Presidente Figueiredo, fechamos Figueiredo para sexta-feira e reservei a quinta para conhecer Manaus por conta própria, eles me passaram algumas dicas do que ver e onde ir, alguns cuidados para tomar e a mais preciosa, andar de táxi em Manaus, sozinho, é muito caro, caríssimo. Fui para o quarto às nove da noite, baixei um aplicativo das linhas de ônibus da capital, os pontos turísticos no aplicativo de mapas do celular e fui estudar um pouco, depois cama, no outro dia cedo o Douglas me daria uma carona até a avenida principal que era servida pelo transporte público de ônibus.

 

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Ancoradouro as margens do Igarapé que fica junto ao condomínio da pousada, na outra margem estão embarcações e flutuantes.

 

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Vista do Igarapé a partir do ancoradouro.

 

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Vista do Igarapé a partir do restaurante da Dona Mônica.

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VIAGEM - 2º dia - Parte I - Conhecendo a cidade de Manaus.

 

Quando desci para a cozinha o Douglas e a Rebecca haviam acabado de acordar e estavam preparando seu café da manhã, detalhe, eles são vegetarianos, e isso reflete o estilo de vida que eles escolheram para si, ainda não havíamos conversado muito, mas aos poucos fui os conhecendo melhor e isso é muito bacana nesse tipo de hospedagem, na noite anterior, quando havia chegado do passeio pelo condomínio eles estavam preparando alguns (bastante) salgados, no momento não perguntei o que era, mas depois fui descobrir que eles preparam e vendem salgados veganos duas vezes por semana em pontos da cidade. Assim que terminou o café o Douglas me levou para a avenida Coronel Teixeira e disse que poderia terminar o passeio pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), pois nesse dia eles vendiam os salgados lá em frente e assim a carona de volta estava garantida, após alguns minutos na parada peguei um dos ônibus indicados pelo aplicativo com destino ao centro, obviamente o Teatro Amazonas seria o primeiro ponto de parada.

No caminho percorrido pelo ônibus da pra ter uma boa ideia de como é a cidade de Manaus e a população manauara real, na primeira parte desse trajeto deu para contemplar toda a orla do rio Negro que foi revitalizada e é conhecida como o Complexo Turístico da Ponta Negra, a região mais nobre de Manaus, pelo calçadão da pra ver um bom numero de pessoas caminhado, também há bastantes militares, já que Manaus é uma cidade estratégica e algumas bases ficam próximas do Complexo, infelizmente não tive tempo para conhecer melhor o local que é parada obrigatória dos turistas, possui praia artificial, quiosques, quadras esportivas, enfim tudo muito bonito, o Douglas até incentivou que fossemos (eu e os dois colegas de concurso) para a região na noite de sábado, pois era bem movimentado, mas acabamos priorizando o concurso e deixamos para tentar encaixar em um outro dia, no final ficou para uma próxima viagem. Mas para quem for não deixe de provar a famosíssima  caipirinha de jambu, dar um mergulho no rio e ver o pôr-do-sol de lá.

Continuando o trajeto, o ônibus foi adentrando pelos bairros da cidade que não são os mais turísticos por assim dizer, então você percebe que Manaus possui todos os problemas que as outras metrópoles brasileiras também possuem, acho que cada profissão agrega um olhar específico a mais para nós, e como arquiteto e urbanista, não dava pra deixar passar em branco a percepção de desorganização de pontos da cidade que poderiam ser melhorados com uma administração municipal voltada á recuperar algumas áreas e prédios que contam a história da cidade e que se encontravam completamente abandonados, assim como as pessoas, acho impossível andar em uma grande cidade e virar o rosto para os problemas, principalmente sociais, a desigualdade ainda é muito marcante além das drogas, violência e o trânsito, obviamente isso não se restringe a Manaus, é uma realidade de toda cidade brasileira e quanto maior, pior a situação.

Da Ponta Negra até próximo ao Teatro o trajeto durou cerca de uma hora, minha maior preocupação era passar o ponto local do teatro e ir parar sabe-se Deus onde, mas é muito pouco provável isso ocorrer, assim que o ônibus se aproxima do centro da pra ver o teatro próximo, então é só parar em um dos pontos, dar uma conferida no mapa pelo celular e ir caminhando. Essa região do centro de Manaus eu dividiria em duas, a do porto até o teatro é bem tumultuado, e não andaria na noite sozinho por ali, já do teatro em direção a Av. Getúlio Vargas me pareceu mais tranquilo, mas é bom lembrar que isto é uma percepção pessoal, então é bom pesquisar antes e conversar com os locais para tirar suas conclusões.

Em torno do Teatro Amazonas (lateral esquerda e frente) não há transito de veículos e parece uma ilha em meio ao movimento da cidade, é um local de real contemplação da construção, eu deixaria como dica, antes de visitar o teatro (e qualquer outro monumento em qualquer lugar) dar uma pesquisada sobre o mesmo, acho que pra quem é da região e gosta de história, estar junto ao teatro tem um certo impacto, pois ele representa muito, e ter essa dimensão aumenta a fascinação e a sensação desse momento, o que vale para outros locais também. O Teatro Amazonas é a coroação do ciclo da borracha na região amazônica do século XIX e representa um marco para a cidade, sendo o principal cartão postal de Manaus. Pouco antes das nove da manhã os portões foram abertos e podemos (haviam muitos turistas) percorrer o lado externo do teatro que possui algumas estatuas, uma bela vista do Palácio da Justiça (estava fechado para reformas) e da igreja de São Sebastião que fica em frente ao teatro no outro lado da rua, em frente ao teatro há uma carruagem do século retrasado onde as pessoas podem tirar fotos, além do monumento de abertura dos portos na praça em frente ao teatro (Largo São Sebastião) que também estava em reforma. Assim que o teatro abriu suas portas foi possível fazer a compra dos ingressos para uma visita guiada ao seu interior (R$ 15,00), lá dentro é possível conhecer o sinônimo da palavra ostentação, a visita guiada é muito bacana pois permite conhecer a história do teatro e da cidade por uma equipe que tem real conhecimento, além de visitar vários cômodos do teatro que na visita free (as terças feiras, se nada mudou) não é permitido justamente por não haver a supervisão de responsáveis. A duração da visita é de aproximadamente uma hora, assim que acabou havia iniciado uma chuva forte, nessa época algo mais que normal para a região amazônica, como não tinha tempo a perder corri para dentro da igreja de São Sebastião, que remonta ao final do século XIX e possui em seu interior uma rica decoração, pinturas, vitrais e estátuas, aguardei um tempo lá dentro até a chuva passar, não sem antes contemplar tudo, fazer minha prece (apesar de não ser católico e nem muito religioso) e tirar algumas fotografias sem fleche, afinal mesmo não havendo culto naquele horário a igreja estava cheia.

Para não estender muito esse relato vou dividi-lo para continuar posteriormente, seguem algumas imagens do Teatro e da Igreja.

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Vista do Palácio da Justiça a partir do Teatro Amazonas.

 

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Vista da Fachada Lateral Esquerda do Teatro Amazonas, assim como das escadarias que dão acesso a partir da praça, onde não há trânsito de veículos.

 

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Melpômene, representa a Musa da Tragédia, além desta há mais outras três estátuas em ferro nos jardins do teatro, as Musas Callíope (Poesia Épica), Euterpe (Música) e Thalía (Comédia).

 

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Carruagem típica do final do século XIX.

 

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Não poderia deixar de tirar uma foto minha em frente a Fachada Frontal do Teatro.

 

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Vista interna do teto do Teatro, a pintura representa a Torre Eiffel de Paris, a riqueza de detalhes no interior do prédio é impressionante.

 

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Vista da Igreja de São Sebastião a partir do Teatro, de estilo arquitetônico neoclássico misturado a outros elementos, é possível notar também a presença de apenas uma das torres, a outra é cercada de lendas, uma delas diz que durante sua vinda da Europa para Manaus o barco em que se encontrava acabou afundando e hoje ela se encontra no fundo do rio Amazonas.

 

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Interior da Igreja de São Sebastião, revestida em mármore vindo da Europa, ainda há muitas estátuas, pinturas e vitrais que formam sua rica composição.

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VIAGEM - 2º dia - Parte II - Conhecendo a cidade de Manaus.

 

Assim que a chuva diminuiu fui dar uma volta ao entorno do Teatro, há muitos prédios revitalizados e bem conservados que mantêm os traços arquitetônicos dos séculos passados, quase em frente ao Teatro, na rua lateral com a Av. Eduardo Ribeiro (fundos do teatro), há um centro de atendimento ao turista, lá eles disponibilizam um mapa da cidade com os principais pontos e dão dicas de horários entre outras, peguei meu mapa, fui até a sorveteria/cafeteria que fica em frente ao Largo São Sebastião e tentei traçar uma rota otimizada dos lugares que iria visitar, aparentemente tudo ficava muito próximo, mas nesses mapas as distâncias não são confiáveis, por isso se quiser conhecer todo o entorno da cidade com seus principais pontos, aconselho ter a disponibilidade de um veículo, ou se curte vivenciar a cidade mais de perto, ir a pé mesmo, mas reservando mais de um dia para conhecer tudo (não é que seja longe os lugares uns dos outros, mas o tempo que se gasta faz diferença). O entorno do teatro possui muitos lugares que valem a pena conhecer, como o Museu da Casa Eduardo Ribeiro (importante governador do ciclo da borracha), a Galeria Amazônica, o Prédio da Editora Brasil, o Museu da Amazônia e seu café, a Praça da Saudade, o Museu Amazônico e a Casa de Artes mantidos pela UFAM (Universidade Federal do Amazonas) além de muitos bares e pontos de comida regional. A partir do anoitecer o clima é muito bacana ao redor do Teatro, no chamado Centro Cultural Largo de São Sebastião, ocorrem apresentações de musica ao vivo, não deixem de visitar o Bar do Armando (local tradicional com uma cerveja bem gelada, mas um tanto decadente em minha opinião, daria nota 7) e a Tacacária da Gisela (o mais famoso tacacá da cidade, pra quem não conhece esse prato típico, vale muito a pena experimentar, haa, na Sorveteria Barbarella, que fica em frente a praça, eles servem vários sorvetes com sabores das frutas regionais, aconselho experimentarem o de tucumã e claro o de cupuaçu, outra sorveteria muito famosa na cidade é a Glacial, que fica na Av. Getúlio Vargas). Como última dica, o Local Hostel (que era onde me hospedaria inicialmente) fica na rua posterior ao Largo, pra quem curte esse tipo de hospedagem vale a pena pela localização muito próxima aos pontos turísticos, essa parte da cidade é bem segura, pelo menos aparentemente.

Pela rua da sorveteria desci até a Av. Getúlio Vargas e caminhei pelo centro da cidade até a Av. Sete de Setembro, nesse encontro está localizada a Praça Heliodoro Balbi conjuntamente ao Palacete Provincial, a praça é um bom local de contemplação, com fontes, estátuas, problemas sociais e muito verde. O Palacete é um prédio incrível com entrada gratuita, ele guarda algumas exposições muito interessantes de se visitar, na minha data de visita estavam em exposição "Esculturas do Mundo", "Coleção de Moedas de todos os tempos", "História da Policia Militar do Amazonas" (no atual Palacete funcionou a sede da polícia do AM), "Museu da Imagem e Som" e a "Pinacoteca" com vários quadros e esculturas regionais. Acabei perdendo a noção da hora e quando fui ver já era quase uma da tarde, vale ressaltar que cheguei ensopado ao Palacete, o tempo nessa época é muito chuvoso e a única coisa previsível é que em algum momento vai chover.

O próximo destino era o Palácio Rio Negro que fica na mesma Av. Sete de Setembro, um pouco mais abaixo do Palacete, de lá daria para conhecer o Parque Senador Jefferson Péres e a Ponte Metálica Benjamin Constant no Largo do Mestre Chico, um pouco mais abaixo já na Av. Duque de Caxias há o Museu do Índio que é um local incrível, no entanto, a fome tinha batido com força e optei em deixar para conhecer todos esses locais na próxima semana, mesmo sem saber quanto tempo ficaria na cidade 🙃, além de que, no caminho de ida para o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, onde iria almoçar, passaria pela Praça e Catedral da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e pelo Relógio Municipal, então daria pra conhecer de forma rápida esses pontos da cidade, ledo engano, também estavam cercados por tapumes para alguma intervenção e reforma, em compensação, como não tinha mais uma rota bem definida fui me enfiando em ruas laterais para fugir do grande movimento da hora do almoço no centro e acabei indo parar em duas feiras a céu aberto, uma de frutas, principalmente bananas, onde a maioria dos vendedores eram claramente imigrantes haitianos tentando a sorte em Manaus, e a outra uma feira de produtos de todos os tipos, que terminava às portas do Mercado Municipal.

Todo mercado municipal é um mundo a parte, e o de Manaus não é diferente, uma infinidade de comidas, peixes, artesanatos, cores e gente. Dei uma volta rápida dentro, acredito que não só o mercado como boa parte de Manaus ainda vinham dos investimentos em melhorias trazidos pela Copa do Mundo de 2014, a estrutura havia sido modernizada e a fachada do prédio se destaca em meio a essa parte do centro, já na região portuária da cidade. Aproveitei para comprar alguns artesanatos para distribuir na volta pra casa e fui matar quem estava me matando, o prato pedido foi costela de tambaqui frito, arroz com feijão de corda, farofa e vinagrete, junto à mesa há pimenta e farinha d’água, esta ultima é mais típica do Amazonas e Para, com um refrigerante lata (Baré, que é produzido pela Ambev, mesma marca do Guaraná Antártica, mais ainda quero acreditar que possui características regionais próprias) tudo ficou na casa dos R$ 30,00. No momento em que comprava os artesanatos fui abordado por mais de um vendedor oferecendo o passei pelo Encontro das Águas, por diversos preços, como já tínhamos formado um grupo via WhatsApp e fechado o passeio, acabei recusando as ofertas, mas para quem for a Manaus e não tiver nenhuma agencia de turismo pré-definida, fica a dica de onde encontrar os passeios, pelo o que o Douglas falou, junto ao porto também há um monte de vendedores ofertando o passei nas mais diversas modalidades e preços, mas deve-se ficar atento quanto a real oferta dos serviços, qualidade e segurança dos passeios. Na maioria das vezes essas pessoas trabalham apenas como intermediários de agências especializadas e ganham uma comissão por cada cliente captado, mas antes de comprar qualquer passeio deve-se verificar se possuem autorização para fazer esse tipo de serviço com turistas, emitir alguma garantia dos passeios a serem feitos e saber quais as condições das embarcações, de resto, têm passeios pra todos os gostos e bolsos.

Quando sai do mercado já era mais de duas da tarde, minha intenção era voltar para a Av. Sete de Setembro e ir ao Museu do Paço Municipal (Paço da Liberdade) que conta a história da cidade de Manaus de maneira interativa, além de abrigar exposições itinerantes. O Museu fica em frente à Praça Dom Pedro II e tem como vizinho o Palácio Rio Branco (este me interessava apenas por sua arquitetura, mas para quem quiser visitá-lo, nele é mantido exposições de artes relativas a fatos políticos e ao poder legislativo do estado do AM), no entanto, assim como o Palácio Rio Negro, decidi deixar para a próxima semana estas visitas, como queria muito conhecer o Cemitério São João Batista – Sim, gosto de visitar esse tipo de cemitério, pois eles guardam muitas características históricas da cidade, e contam através de seus símbolos, a cultura de uma parte social inteira em um determinado momento. Geralmente esse tipo de cemitério abriga pessoas de grande influencia histórica, e nele está contida uma grande riqueza artística, estatuas e monumentos. Do ponto onde estava até achar o ônibus que passaria em frente ou próximo ao cemitério se tornou um problema, acabou que fui andando na sua direção sempre de olho nas paradas, acredito estar na metade do caminho quando já se aproximava das três horas da tarde e como ameaçava chover novamente, peguei um moto-taxi e consegui finalmente chegar ao local, felizmente não estava fechado, mas bem que poderia. Apesar de ser um local importante para a cidade e já estar se tornando uma referencia turística, o Cemitério se encontrava bem abandonado, acabei dando uma volta rápida pelas ruas principais, onde se encontram os jazigos com os ornamentos mais imponentes, muitos dos barões da borracha e figuras importantes da política amazonense estão sepultados ali, felizmente soube que o governo local pretende aderir ao movimento “museu a céu aberto” e investir mais no local, a exemplo do que já ocorre em outras cidades do Brasil e exterior.

Quando disse “dei uma volta rápida” durou mais de uma hora, ainda queria encontrar o Bosque do INPA aberto, seu horário de funcionamento vai até às cinco da tarde, a correria foi grande, sorte que várias linhas de ônibus passam pelo Instituto que fica bem afastado do centro e aos 45 do segundo tempo consegui chegar e implorar para o recepcionista me deixar entrar, como disse que era de outro estado, acredito que ele ficou com dó e me deixou entrar, (o valor da entrada é/era R$ 5,00). Lá dentro há muitas trilhas onde se pode observar animais, plantas e árvores nativas da floresta amazônica, há ainda a recriação de uma maloca, viveiro de jacarés, os tanques de peixe-boi, museus da ciência com exposição de plantas e animais amazônicos, entre muitos outros atrativos, vale realmente a visitação, e é possível conseguir informações atualizadas de horário, valores e atrações no site do Instituto.

Pra quem se interessar em conhecer mais da biodiversidade amazônica, Manaus possui outros dois grandes parques urbanos, o Parque Estadual Samaúma e o Parque Municipal do Míndu, ambos com trilhas e uma boa infraestrutura de recreação e equipamentos públicos, apesar de não ter ido conferir pessoalmente, dentre as pesquisas que fiz na época, eles se apresentavam como boas opções de visitação, conhecer todos estes pontos de Manaus acabam exigindo mais que dois dias inteiros. Ainda seguindo pelas pesquisas que fiz, mas passeios que não fiz, há o Zoo do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva) mantido pelo Exército Brasileiro, e pra quem gosta de Museus e queira pesquisar mais, há referencias para os Museus do Índio, do Homem do Norte, de Ciências Naturais e o Museu da Amazônia, este último eu já havia citado estando próximo ao Teatro Amazonas, no entanto o que fica junto ao Teatro é apenas uma referencia do MUSA que está situado na Reserva Florestal Adolpho Duck, a Reserva conta, além do Museu, com uma torre de observação com mais de 40 metros de altura, de onde é possível observar o contraste urbano e a floresta que o cerca, também há mais de três quilômetros de trilha na mata, serpentário, orquidário, e o Jardim Botânico de Manaus, sendo este o maior do mundo, assim como a própria Reserva é também considerada a maior área com floresta urbana inexplorada do planeta, pelo que pesquisei há três formas de visitação com preços e horários distintos, sendo que a mais recomendada é a visitação guiada (R$ 20,00 – 30,00), onde poderão ser passadas várias informações sobre a Reserva e tudo que nela existe.

Voltando ao relato, quando terminou o horário de visitação ao INPA (ás 18:00 horas), já estava começando a escurecer, uma hora foi pouco pra conhecer tudo, não consegui fazer as trilhas, mas o principal deu pra ver, o Douglas e a Rebecca estavam em frente a entrada do INPA, uma vez que o Bosque onde ocorrem as visitas fica do outro lado da sede do Instituto, fiquei sentado na calçada até que eles terminassem suas vendas, muita gente já conhecia os salgados naturais e muitos outros paravam pela primeira vez para experimentar os produtos (com recheios de palmito ou tucumã) além de um bolo de chocolate só com produtos veganos, aproveitando a deixa, eles me deram para experimentar a “coxinha de tucumã”, sinceramente não é ruim, mas o casal disse que fui a primeira pessoa que eles conheceram que não caiu de amores pelo fruto, mesmo sendo da região amazônica, em Rondônia não sabia da existência dele, só quando retornei para o meu estado que soube que também há por aqui, apesar de não ser nada famoso.

Nesse tempo que passei esperando deu pra perceber como o estilo de vida que eles escolheram levar influencia em tudo, desde as amizades, os momentos, o que para eles “importa ou não”, conhecer pessoas diferentes, com visões de mundo completamente diferentes das nossas é o que há de mais incrível nessas viagens que fazemos, e apesar de em um primeiro momento achar que eles eram um tanto “loucos”, aos poucos vamos percebendo que os loucos somos nós, quando não temos coragem suficiente pra assumir algo que gostaríamos de ser ou viver de modo pleno, completo.

 Quando eles acabaram as vendas já passava das oito horas, todos a bordo da “abacatinho” e seguimos de volta para a pousada, a faculdade onde faria a prova ficava próximo ao INPA, então já estava consciente que seria um longo caminho no domingo de manhã, uma vez que eu faria duas provas para cargos diferentes (já estava em Manaus mesmo). O caminho de volta foi feito por uma das novas avenidas preparadas para a Copa, passamos em frente ao Estádio Arena da Amazônia, muito bonito por sinal, no caminho fomos conversando melhor, sobre como se conheceram, quais as impressões que ela tinha de nós brasileiros – e vou ter que abrir um parêntese aqui, o que ela mais gostava em nós, “é a alegria, a espontaneidade de receber e ajudar as outras pessoas”, no entanto o que ela menos entendia ou gostava em nós “é o fato de prometermos as coisas de maneira séria sabendo que não vamos cumprir, como por exemplo, ver algum conhecido e dizer que vamos marcar para nos encontrarmos depois tendo ambos a certeza que isso não vai ocorrer, ou ainda, dizer que vamos chegar em um horário combinado para algo, sendo que só chegamos muito mais tarde, inclusive quem convidou” – ela dizendo isso com o sotaque e tentando achar as palavras em português foi muito divertido para todos, no resto do caminho combinamos como seria o passeio do dia seguinte, comida já tinha, o bolo e alguns salgados além de suco, marcamos de sair bem cedo para podermos chegar em Figueiredo e aproveitar o máximo possível das belezas da cidade. Assim que chegamos fui direto tomar um banho, não sem antes me oferecer em ajudá-los com as coisas, o que foi prontamente negado, claro. O Douglas ainda iria buscar o primeiro companheiro de concurso que só chegaria durante a madrugada, então antes de cair na cama ainda consegui revisar uma parte do material de estudos, uma pequena parte é verdade, mas o suficiente para a consciência não pesar tanto, isso ficaria pra depois da prova.

 

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Construções ao entorno do Teatro Amazonas.

 

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Sede do Palacete Provincial.

 

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Um dos quadros em exposição na Pinacoteca, há uma grande variedade de quadros regionais e estátuas.

 

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Encharcado e sendo observado por agentes disfarçados da Polícia.

 

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Visitação ao tanque de peixes-bois no Bosque do INPA.

 

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Reprodução de uma maloca em um dos espaços do INPA.

 

No próximo post, vai o relato da ida a Presidente Figueiredo, a terra das cachoeiras.

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Em 25/07/2018 em 10:05, Márcio/Sp disse:

No aguardo do restante do relato, tem poucas informações desse trajeto de barco

@Márcio/SpAcredito que até o final dessa semana termino as postagens Márcio, realmente na época em que viajei não tinha encontrado muita coisa também, vou tentar detalhar o máximo, obrigado por acompanhar, abraço.

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VIAGEM - 3º dia - Presidente Figueiredo, a terra das cachoeiras.

 

A sexta-feira começou cedo, as seis estava arrumando minha mochila, coloquei uma camisa, chinelos, bermuda e sunga, apesar de não ter muita intensão em entrar na água, tinha que estar preparado para qualquer coisa. Quando ouvi uma movimentação vinda da cozinha desci e encontrei a Rebecca preparando o café da manhã, logo depois o Douglas chegou e me convidaram para comer algo com eles, sinceramente não tinha fome alguma e eles já estavam achando estranho minha falta de apetite, como seria uma manhã com algumas trilhas até chegar às cachoeiras, eles me convenceram em comer uma deliciosa tapioca preparada pela Rebecca e experimentar o açaí do Amazonas (Rondônia, e acredito que o Amazonas também, têm muita influencia dos migrantes nordestinos, apesar disto, confesso que não sou o maior fã de tapioca salgada, a que a Rebecca serviu “temperei” com mel e castanha igual a do Douglas, essa sim eu aprovei, já o açaí do Amazonas é igual o de Rondônia quando puro, açaí é açaí, e é assim o jeito que eles consomem por lá, particularmente gosto muito de açaí de qualquer jeito, no meu estado é muito comercializado o açaí na tigela, onde se mistura um monte de coisas no açaí, por vezes o açaí, que deveria ser o principal, acaba ficando aguado e em segundo plano, por isso gostei bastante do que foi servido por eles), depois de comer minha tapioca com um café sem açúcar, do jeito que gosto, café é outra bebida que gosto de qualquer jeito, e tomar um copão de açaí, colocamos uma caixa térmica na abacatinho contendo alguns salgados, pedaços de bolo e suco, e partimos rumo a capital brasileira das cachoeiras – Presidente Figueiredo.

O caminho de Manaus para Figueiredo é feito pela BR – 174 que liga a capital amazonense até Boa Vista e Venezuela, a estrada está/estava muito bem conservada e seu trajeto é muito bonito, há ainda muita preservação de seu entorno, algo raro na maioria das BR’s de Rondônia por exemplo. No fim de semana muitos manauaras saem em direção a Figueiredo que possui mais de 100 cachoeiras e uma boa infraestrutura para receber turistas, como era sexta-feira, o movimento na rodovia ficou bem tranquilo assim que saímos de Manaus, depois de pouco menos de uma hora e meia chegamos ao primeiro ponto de parada, antes de chegar ao núcleo urbano entramos pela AM-240 (estrada que leva até a hidroelétrica de Balbina) e na altura do km-06 fica a entrada para uma área de proteção ambiental onde se localiza a Caverna Refúgio do Maroaga e a Gruta da Judéia, para entrar na reserva é necessário ter contratado um guia e pagar um valor na entrada (se não estiver enganado, pois quem tratou de tudo foi o Douglas, o valor é de R$ 100,00 para um grupo de até 05 pessoas), como disse, o Douglas já havia feito esse passeio outras vezes, ele entrou na “casa da administração” e voltou de lá com um jovem que nos acompanhou no percurso floresta adentro (pelas pesquisas que havia feito anteriormente a viagem, no centro da cidade de Presidente Figueiredo há um centro de atendimento ao turista - CAT, e é lá que os visitantes devem procurar para contratar os guias que acompanharão nos passeios, nem todos os passeios necessitam de guia, pra quem vai sem agência ou apoio, recomendo dispor de algum tipo de veículo, uma vez que as atrações se dispersam por vários locais e são no geral longe uma das outras).

No caminho de ida para Figueiredo fomos conversando e descobri que a Rebecca é uma bióloga ou ornitóloga ou algo assim e pelo que entendi desenvolve um trabalho no Brasil onde pesquisa por espécies da Amazônia, então, além de ir conhecer as cachoeiras também estávamos de olho nos animais e pássaros que poderiam vir a aparecer pelo caminho, sinceramente o ambiente de floresta não me é estranho, Rondônia se assemelha com o Amazonas por terem o mesmo bioma, etc, e no meu estado também já havia conhecido cachoeiras floresta adentro, no entanto cada lugar é único e Figueiredo é diferenciado por sua formação geológica, o que possibilita a existência de cavernas e grutas como a que iriamos conhecer nesta visita, a vegetação por onde fizemos a trilha é igual no meu estado, mas a visita guiada permite conhecer algumas árvores e curiosidades sobre a floresta que não tinha tido a oportunidade ainda.

Pra quem não é da região, o caminho pela mata vai mostrar o que realmente é o clima quente e úmido da floresta amazônica, andamos cerca de meia hora por uma trilha bem leve, mas que pelo clima pode pesar um pouco pra quem não está acostumado, levem água mineral e se quiserem, um repelente também é aconselhável apesar de não ter sentido falta, outra coisa, sapato fechado e roupas leves, no mais vai com fé e tudo certo, no máximo poderá se deparar com uma onça e ela se assustar e sair correndo, vai depender da potência do seu grito. Sério, o nosso guia tinha bastante conhecimento do local, que por ser floresta amazônica necessita de alguém que a conheça, pois é muito fácil se perder por ali, no caminho ele foi contando suas histórias, saiu para fazer faculdade fora e depois de se formar voltou para ser guia local, e (partindo do principio que ele não mente) também já havia se deparado com uma onça nessa região que estávamos, e bem, ele estava nos guiando então não havia muito o que temer.

A caverna Refúgio do Maroaga fica atrás de uma pequena cachoeira e têm sua história repleta de lendas, entre elas duas chamam a atenção, a primeira diz que serviu de refugio para os índios locais depois de atacarem os operários que construíram a rodovia federal durante o regime militar, a outra diz que durante as obras de construção parte da caverna havia desmoronado restando apenas os 400 metros atuais de tuneis (aparentemente a primeira história é verdadeira, já a segunda não encontrei relatos durante as pesquisas que fiz para a região de Figueiredo, mas não duvido de nada nessa vida). Deixamos nossos calçados e mochilas na entrada da caverna, nessa trilha só estávamos nós quatro, mas dava para escutar outro grupo se aproximando ao longe, num primeiro momento fiquei meio preocupado em deixar as coisas lá (era no meio da floresta, mas vai que some, e nem estava falando do outro grupo, existem mais mistérios entre a floresta e o céu que nossas vãs filosofias podem imaginar, kkk) depois que você começa adentrar a caverna se esquece de tudo, tudo fica lá fora, a começar pela claridade, era a primeira vez que entrava em uma caverna e foi algo bem interessante, como estava acompanhado foi de boa, mas não entraria só lá dentro, acho. Nos corredores da caverna haviam alguns morcegos e aranhas gigantes, mas segundo nosso guia, o local também era refugio de jacarés quando estes vinham colocar seus ovos e de onças que vinham atrás dos jacarés, nessa hora confesso que fiquei um pouco apreensivo, mas eram quatro contra um, haa, e correr não é uma opção com água até sua canela e muito cascalho no chão. Na saída entrei em baixo da queda d’água e tomei um refrescante banho, o outro grupo com um casal mais o seu guia também estava fazendo o mesmo, acredito que esperando nós sairmos para entrarem na caverna também.

Continuamos a trilha, primeiro dentro do curso d’água e depois por terra firme, mais meia hora rodeando os paredões de arenito misturados aos troncos e raízes das árvores centenárias e chegamos a Gruta da Judéia, o lugar é espetacular, mesmo, vale muito toda a caminhada, dessa vez não quis tomar banho mesmo o local sendo o melhor para isso, se permitem mais uma dica, a época do “inverno amazônico” é a melhor para visitar essas cachoeiras, pois o volume de água permite um espetáculo de grande proporção. Em relação aos pássaros, infelizmente não demos muita sorte, a Rebecca queria muito encontrar e me mostrar o galo da serra, morador mais ilustre da região, vai ficar para uma próxima.

Depois de voltarmos para a entrada da reserva e comermos algo na Kombi já fomos em direção à cidade, o Douglas tinha em mente tentar mais duas cachoeiras, mas ia depender do desenrolar das trilhas, pelo que pesquisei, além da primeira parada que tínhamos acabado de fazer, as outras cachoeiras que não poderiam faltar eram a Cachoeira do Santuário, da Pedra Furada, das Orquídeas, da Neblina, Salto do Ipy, Asframa, Iracema e Araras. Ao passar pela cidade, o Douglas parou apenas para pegar duas marmitas e já seguimos viagem para o Parque Ecológico Iracema Falls (Parque particular e nele há toda uma estrutura com chalés e restaurante para receber turistas, para quem não está hospedado é cobrada a entrada, quando fomos era de R$ 15,00 por pessoa e fica a oito quilômetros na BR – 174 acrescidos de mais dois no ramal de acesso), logo na entrada já avistamos algum animal que não me lembro agora, depois seguimos mais um pouco e deixamos nosso veículo para seguir alguns metros de trilha até as cachoeiras, no parque há duas cachoeiras, Iracema e Araras além das grutas Palácio Galo da Serra, da Onça e da Catedral, por esse motivo o Douglas escolheu passar lá primeiro, caso sobrasse tempo poderíamos tentar outra. O volume das cachoeiras estavam bem intensos, de modo que não quis me arriscar na única que poderia servir para banho, a de Iracema, nesse caso, a época do Verão Amazônico é melhor para a visita, uma vez que se formam piscinas naturais que possibilitam desfrutar tranquilamente do local, assim como a pratica de vários esportes. No momento de nossa visita chegou um grupo de brasileiros e argentinos, trocamos algumas palavras e tiramos umas fotos do grupo para que pudesse aparecer todo junto, depois me sentei um pouco para apreciar a beleza da nossa natureza, o Douglas e a Rebecca aproveitaram para almoçar as marmitas e descansamos um pouco, depois ainda fizemos mais um bom percurso de trilha (uns 500 metros) para avistar a cachoeira das Araras, aqui não é necessário guia, pois é tudo bem delimitado, inclusive as grutas.

Quando terminamos já se aproximava das três da tarde, então fomos para a cidade, o casal insistiu para que experimentasse o lanche típico da região, o X-Caboclinho, acho que mais por medo de eu cair duro que por qualquer outra coisa, enquanto o lanche era preparado, o Douglas avistou outra Kombi em uma rua próxima, é como se ele já soubesse que isso tinha um “Q” de história e aventura. O dono da Kombi estava rodando o Brasil e havia adaptado ela para ser sua casa, assim como meu casal anfitrião fizera em sua viagem pela América do Sul, só que este estava sozinho e tinha vindo de Porto Velho para Manaus pela BR-319 em pleno inverno da nossa região (gente uma Kombi na transamazônica é muita coragem, pra dizer o mínimo). Desejamos sorte para sua jornada e fomos até o ponto mais famoso da cidade, as corredeiras do rio Urubuí, que funciona como um balneário público municipal, no centro da cidade, ele conta com áreas para banho e para pratica do bóia-cross, além de restaurantes, bares, lojas de artesanato, pousadas e a estatua/monumento gigante do Índio Cupuaçu, marco da cidade.

Nessa brincadeira já era quatro da tarde, a maioria dos parques onde estão às cachoeiras só permitem a entrada até esse horário, então se quiser conhecer mesmo a região, e inclua ai a comunidade de Balbina, reserve pelo menos dois dias inteiros na cidade, de minha parte queria muito ter ido à cachoeira do Santuário e da Pedra Furada, são muito bonitas e diferentes das demais, vai ficar para uma próxima vez, agora na época da seca na região, assim vou poder aproveitá-las além da contemplação.

Antes de fechar o passeio com o Douglas, havia pesquisado a Amazon Eco Adventures, que é uma empresa de turismo muito recomendada no TripAdvisor, e com preços mais que justos para os passeios, acho que vale a pena conferir o trabalho deles caso queiram uma indicação desse tipo de turismo, por agencias, mas há muitas outras que fazem esse roteiro, vai depender da necessidade e vontade de cada um. Um blog que me ajudou muito nas pesquisas foi o da Carol, segue o link pra quem quiser dar uma olhada: VIAGENS DE CAROLINA MARTINEZ.

Como tínhamos caminhado bastante nesse dia, o jeito era voltarmos exaustos para a capital, não demorou muito e a Rebecca desmontou na parte de trás da abacatinho, o Douglas também estava bem cansado, ainda mais porque tinha ficado até tarde esperando para ir buscar o outro concurseiro, então fomos conversando mais sobre as viagens que eles já tinham feito, incluindo uma que está em meu roteiro há algum tempo - Monte Roraima, além da vida dele, que estudou Mecânica nos Estados Unidos, depois foi trabalhar em uma multinacional na Europa e teve oportunidade de conhecer outros continentes por causa do trabalho, depois conheceu a Rebecca e estavam ali agora pela sétima vez fazendo a visitação a Figueiredo, e segundo eles, não estavam enjoados porque toda vez é diferente, seja pela companhia ou pelas paisagens que mudam, a floresta é viva (em relação à vida deles, talvez a ordem dos fatos não seja essa, mas como na matemática, não altera o resultado).

Quando chegamos em Manaus passamos por um grande mercado com caixa eletrônico para que pudesse sacar um dinheiro, mas por algum motivo meu cartão estava bloqueado e eu teria que ir até uma agencia do meu banco para destravá-lo, por sorte o Douglas e a Rebecca foram bem compreensíveis e disseram que não tinha problema, mas confesso que fiquei com a cara no chão, a verdade é que este tipo de coisa acontece nessas viagens, na verdade, acho que é nelas que isso acontece, e eles sabiam bem disso. Retornando a pousada, banho, estudo e conheci o primeiro colega de concurso, Rafel, um mineiro muito gente boa que iria tentar uma vaga para psicólogo, o outro colega de concurso havia chegado a tarde um pouco antes de nós, mas estava no quarto, só o conheceria no outro dia, o Rafel é do tipo que gosta de uma boa conversa, então conversamos um pouco porque eu estava mais pra lá do que pra cá, o dia havia sido longo e muito proveitoso, agora era dormir e se preparar para a véspera do concurso.

 

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Rebecca fotografando a entrada da caverna Refúgio do Maroaga.

 

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Gruta da Judéia.

 

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Gruta da Judéia, (na net, vocês encontram fotos bem melhores e panorâmicas).

 

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Descida de acesso dentro do Parque Ecológico Iracema Falls para acesso as cachoeiras.

 

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Uma das grutas dentro do Parque.

 

Abaixo estão respectivamente, a cachoeira das Araras e de Iracema.

 

 

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VIAGEM - 4º dia - Relaxando em um flutuante.

 

Meu sábado começou próximo ao meio dia, nem havia colocado o celular pra despertar e só acordei porque o Douglas estava fazendo uma geral no quintal e piscina da pousada, na cozinha o Gabriel, o outro colega concurseiro, estava preparando um rango que havia comprado na mercearia do condomínio, de cara deu pra sacar que ele era do Rio Grande do Sul, o sotaque bem marcante, ele iria tentar algum cargo na área do Direito, que era sua formação, o Rafel (acho) tinha ido almoçar no restaurante da D. Mônica e só nos veríamos novamente no fim da tarde, tarde essa que seria pra todos rever o conteúdo na esperança de estar tudo fresco na memória para o dia seguinte.

Quando caiu a tarde desci do quarto e o Rafel estava conversando com a Rebecca, depois o Gabriel também chegou, e como queríamos fazer algo pra relaxar, afinal o que tinha de ser estudado já foi, a Rebecca recomendou que fossemos passear na Ponta Negra, o sábado a noite era o melhor lá, mas acabou que o Gabriel queria continuar estudando (de fato a consciência pesa, e se perder uma questão que faz toda a diferença porque não li um pouco mais, ao mesmo tempo que refrescar a mente também é importante, chega um momento que ninguém aquenta mais receber tanta informação), com bom senso, seguimos a dica do Douglas e fomos dar uma volta nos flutuantes do outro lado do Igarapé, quando digo nós, falo de mim e do Rafel, o Gabriel estava irredutível e voltou para o quarto a fim de estudar um pouco mais.

O Douglas fez nossa travessia até o flutuante em um barco á motor, junto também foi a Wednesday, a cachorra oficial da pousada, tem mais dois agregados lá também que ficam do lado de fora. Já era fim de tarde, o sol estava para se por, quando quiséssemos voltar era só dar um toque e o Douglas nos buscaria, apesar de que, há mais gente que faz o trajeto, é só esperar aparecer alguém. O flutuante fica quase no meio do rio, mais próximo de uma das margens e era uma das diversões da região, um lugar onde poderíamos tomar banho no rio, alugar caiaques ou stand up paddle, só que o horário para estes eram até as cinco, pois o movimento de lanchas, barcos e jet-skis eram intensos e como já escurecia, acidentes poderiam ocorrer. Sentamos próximo ao bar e fomos tomar umas cervejas com opção de degustar peixes fritos, camarão e outras comidas, o Rafel estava com roupas próprias pra banho então caiu na água, tem um cercado delimitando com segurança um lugar próximo ao flutuante, era quase sete quando pagamos a conta (R$ 40,00 divididos entre nós dois, quatro long neck’s e duas beat’s) e resolvemos ir embora, no caminho de volta ficamos conversando um bom tempo com a D. Mônica, ela é uma mulher muito forte e mente aberta, chegou à região quando não existia nada por lá, como já estava ali quando vieram abrir o condomínio o jeito foi manter ela dentro (acabou por ser um ótimo investimento, como já disse, a região é a mais nobre da cidade), como também já disse, o Rafel adora bater um papo então deixei eles lá conversando mais e fui tomar um banho, depois jogar conversa fora até tarde com os meninos, o Douglas e a Rebecca, meu domingo ia começar cedo, a princípio o Douglas iria me levar até o local da prova mas como ele estava muito cansado ele marcou um táxi para me buscar as seis da manhã, o casal se retirou pro seu quarto e continuamos conversando os três, meia noite resolvemos pedir uma pizza e só a uma e tanto da madruga fomos dormir, domingo seria um dia bem longo.

 

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A Wednesday é quem comanda toda a navegação a frente ...

 

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... E ainda avista os perigos subaquáticos, muito esperta nossa comandante.

 

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Os famosos e movimentados flutuantes.

 

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Fica a dica.

 

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Não é necessário falar, a imagem diz tudo.

 

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E esse é o nosso modelo Rafel, também atua como psicólogo e concurseiro nas horas vagas, mineirinho muito gente boa.

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VIAGEM - 5º dia - Domingo de concurso, mas não só isso.

 

Meu domingo iniciou-se no banheiro, a pizza não caiu muito bem (acho que foi por ter intolerância à lactose, só acho), por sorte e provavelmente por não ter mais nada no estômago foi só esse primeiro momento de mal estar, desse mal não sofreria para a prova. Banho tomado e pontualmente nosso taxista (ele se tornou o oficial para o nosso trio) estava me esperando rumo a Universidade Nilton Lins, muita gente foi fazer esse concurso, de todo lugar do Brasil, domingo de manhã e o transito já estava intenso, principalmente à medida que nos aproximávamos do campus, cheguei com mais de uma hora de antecedência, depois de pagar quase R$ 100,00 pela corrida de pouco mais de 15 km, fui procurar o local da minha prova, o campus é bem grande, tem um córrego bem poluído que corta todo ele e duas grandes estatuas na sua entrada principal, de resto, as provas foram bem cansativas e as carteiras acabaram com a minha coluna, tanto que na prova da tarde minha vontade era fazê-la em pé ou chorando, ou as duas coisas.

Acabadas as provas, já eram mais de cinco horas da tarde e fui para o ponto de ônibus em frente à universidade, havíamos combinado de nos encontrar no Shopping Manauara para voltarmos juntos a pousada e racharmos o táxi. Acabou que o ônibus indicado no aplicativo não passava e o sol indo embora, ir andando até o shopping era uma opção, eram uns dois quilômetros apenas, mas como já passava das seis e começava escurecer, resolvi pegar um moto-táxi que me deixou no shopping, o valor da corrida, R$ 20,00.

Não demorou muito e o Gabriel chegou, depois o Rafel, e fomos dar uma volta no lugar. Sinceramente shoppings não são meus lugares favoritos para visitação, afinal, tirando um detalhe ou outro no resto são todos iguais, templos de consumo aonde, ou só se vai pra comer em fast-foods ou ficar andando de um lado pro outro, com raras exceções, como se as cidades não tivessem nada melhor a oferecer, mas enfim, o Shopping Manauara vale a pena a visitação, além de ser um dos maiores e famosos da cidade, nele há uma reprodução ou preservação de um pedaço da floresta amazônica, para os turistas que não tiveram nenhum contato com o ambiente amazônico verdadeiro da pra ter uma pequena percepção de como é a floresta. As colunas no interior do prédio, junto à praça de alimentação também são bem interessantes, de resto é um shopping como todos os outros. Como os meninos estavam com fome decidimos comer algo, o Gabriel foi de comida salgada e eu e o Rafel de doce, mais especificamente bolo, ele pediu um de chocolate que estava muito bom e olha que não sou fã de chocolate, já eu pedi um de cupuaçu com castanha do Brasil (ou da Amazônia, eles não gostam que chamem a castanha do Pará de castanha do Pará, haha), de verdade, foi um dos melhores bolos que comi na vida, sério, muito bom mesmo e pelo preço tinha que ser, mas é bom, se forem visitar o shopping peçam e não vão se arrepender, o Rafel também gostou, só pra constar. Todos de barriga cheia e já era quase hora de fechar o shopping, ficamos próximo à saída tentando decidir algo para fazer no resto de noite, enquanto o Rafel foi fazer rapidinho, não sei o que, ficamos esperando, o Gabriel tentava ver algum contato que estivesse em algum lugar pra irmos também e eu só queria respirar sem doer tanto à coluna, há tempos não tinha uma crise tão forte.

Reunidos mais uma vez, aparentemente o pessoal do concurso não estava no mesmo gás que “nós”, uma ou outra noticia de uma festinha, mas o melhor já havia acabado segundo os grupos de Whats, então fomos andando avenida acima até um bar/restaurante de sushi, lá ficamos e bebemos umas cervejas até passar da meia noite, o Gabriel estava pilhado querendo fazer algo, eu e o Rafel já em clima de fim de festa e decidimos por chamar nosso taxista oficial, apesar de sermos três, já era tarde e Manaus não era uma das cidades mais seguras para se andar de madrugada (foi bem no começo desse ano que houve a maior rebelião e chacina nos presídios do estado), no caminho para a pousada, já na Ponta Negra, estava tendo várias “baladas”, o que deixou o Gabriel com ainda mais vontade de curtir a noite manauara, o Rafel declinou e eu até ia acompanhá-lo se insistisse mais um pouco, mas minha coluna estava travando, passava da uma hora e como teríamos o passeio para o Encontro das Águas pela manhã cedo ele se convenceu de ir dormir, não sem antes caírem na piscina da pousada, como mal conseguia andar, fiquei só dar apoio moral, depois fui tomar um remédio para dor e rezar para amanhecer melhor, do contrário nem o passeio iria conseguir fazer.

 

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Um dos monumentos no campus da Universidade Nilton Lins.

 

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Esse é o outro, só me fazia lembrar de Dom Quixote, mas sem duvida têm outro significado.

 

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Vista da praça de alimentação do Shopping Manauara vista a partir do espaço de floresta que o compõe.

 

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Espaço no hall de entrada do Shopping.

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VIAGEM - 6º dia - Passeio para o Encontro das Águas.

 

Como que por milagre, acordei sem sentir nenhum incômodo nas costas, virei de um lado para o outro pra ter certeza e nada de dor, então foi hora de confirmar se os outros estavam acordados e descer para irmos até o centro aonde o grupo que iria para o passeio marcou de se formar. Chegamos pouco antes das sete em frente à sorveteria Glacial, logo o pessoal do passeio foi chegando e as oito o nosso guia apareceu para irmos caminhando até o porto de onde sairia nosso barco rumo ao encontro das águas, depois de todos embarcados seguimos pelo rio Negro até um ponto de abastecimento dos barcos e conveniência, lá seria pago o passeio, R$ 180,00, mas como disse, no mercado municipal ofertaram com valores de R$ 120,00 e R$ 100,00, os mais baratos que me lembro. Nosso barco estava cheio e acredito caber pelo em torno de umas 40 pessoas sentadas, nosso guia era bem animado e falante e essa parte do pagamento foi bem rápida, logo estávamos novamente descendo o rio para o famoso encontro, minha primeira impressão nessa parte do passeio, e não é necessário ser muito observador para isso, é que o rio Negro sofre do mesmo problema de outros rios que margeiam nossas cidades, poluição sem qualquer controle, e isso é visível não só pelo lixo aparente, que deve ser como a ponta de um iceberg, mas também, como nosso guia explicou, por conta de um tipo de planta que cobre parte do rio e margens e se desenvolve em águas de baixa qualidade e alta poluição. No campo urbano, essa parte da cidade que fica ao longo do rio não pode ser chamada de bonita e possui muitas indústrias e seus portos particulares, também há um grande movimento de balsas e grandes navios graças à navegabilidade do rio Amazonas que permite o acesso destes gigantes até a cidade, que por sua vez é uma zona franca de comércio e indústria.

Como íamos conversando dentro do barco só me dei conta que estávamos no local do encontro quando o guia fez o anuncio, logo começou um grande alvoroço e ele pediu para ficarmos em nossos lugares que todos veriam, de todos os ângulos, o encontro, e o barco iria parar para tirarmos as fotos na parte aberta à frente. A linha que demarca o encontro se estende até onde os olhos perdem a vista, e é um fenômeno bem interessante, os fatores que fazem os dois rios correrem lado a lado sem se misturarem se devem, entre outras coisas, pelas diferenças de temperatura, velocidade e componentes orgânicos. Não é o único caso que ocorre na região, mas é o mais famoso, principalmente pelo volume de água dos dois rios que acabam por formar o grande rio Amazonas, anteriormente ao encontro com o rio Negro, o Amazonas é chamado de rio Solimões e têm sua nascente da cordilheira peruana, ao longo de seu percurso recebe as águas de vários rios que formam sua bacia, o maior na sua margem direita é o rio Madeira, já em sua margem esquerda o grande rio Negro de águas escuras, que depois de correr conjuntamente por quase seis quilômetros, acaba sendo engolido pelas barrentas águas do Solimões até desaguar no Atlântico.

Depois de tiradas as fotos e todos apreciarem o fenômeno, voltamos para o rio Negro com o objetivo de conhecermos uma comunidade ribeirinha, suas casas estão dentro do rio, construídas sobre toras para acompanhar o sobe e desce das águas, mas junto a porções de terra que ficam encobertas pelas águas das cheias, eles vivem da pesca e da venda de artesanatos e outros produtos, também plantam de modo provisório quando a época permite e tem criações de animais que também ficam em cercados sobre toras, acredito que para “nós” de fora, possa parecer uma vida repleta de privações e coisas do tipo, mas na região amazônica isso é muito comum, principalmente para os que vem de uma tradição ribeirinha, é sobre tudo, um estilo de vida, mais do que a falta de recursos para irem compor a massa urbana nas cidades. A única coisa que conseguia pensar era: pelo menos eles não tem que pagar IPTU e IPVA, e quando enjoassem podiam amarrar suas casas em um barco e se mudarem de lugar, mas tem que se ter coragem.

Feita a visitação, o barco foi em direção a um local no meio da floresta onde poderíamos ter contato com animais da fauna amazônica e era gerido por indígenas. Assim como a comunidade ribeirinha este local também ficava sobre toras de madeira, como era época de cheia do rio, não sei se na seca há acesso à terra firme nesse ponto, no lugar havia um cercado para a criação de Pirarucu, onde os visitantes podem comprar um pequeno pote de ração e alimentar os peixes, em uma espécie de casa os indígenas vendem diversos artesanatos e expõem os animais para os visitantes que podem pagar um valor e segurar os animais para tirar uma foto, os animais em exposição eram uma sucuri, um filhote de preguiça e um de jacaré. Além de ter muita gente no espaço, o jacaré fica com sua boca amarrada e a sucuri tem sua cabeça segurada por um “índio” o tempo todo a fim de evitar acidentes com os visitantes.

Feita a visita e todos a bordo, fomos em direção a outro ponto na floresta onde almoçaríamos e também poderíamos contemplar um lago de Vitórias-régias junto ao rio, como ainda não estava sendo servido o almoço rumamos através de uma passarela de madeira até o lago de onde seria feita a observação, no caminho um monte de macaquinhos apareceram querendo comida ou ver nossos belos olhos, este último eu duvido um pouco. Sobre o lago haviam duas coberturas cercadas e nosso guia deu uma rápida explicação sobre as plantas e o porquê de terem esse nome, lá de cima é possível ver um pouco mais que apenas as plantas, a água é totalmente limpa e há muitos peixes que tem seu habitat neste ambiente. Voltamos para o restaurante, antes aproveitei para comprar um canivete para meu irmão, mas não qualquer canivete, ali há mais artesanatos regionais e esse me chamou atenção, e segundo a vendedora, protegeria seu portador de maus espíritos (ok então, melhor ainda), mas só o comprei por achar ele muito bacana e mesclar a cabeça de uma piranha com a arte indígena.

O almoço foi excelente, comida boa e farta e com variedade de peixes locais, tudo incluso no valor do passeio, uma vez terminado o almoço nosso guia foi levar o pessoal para ver a floresta submersa (mata-de-igapó) e falar um pouco do nosso bioma, depois iriamos subir o rio até outro extremo onde teria ainda uma visita a aldeia indígena e “nado” com o boto cor de rosa. Esse trajeto foi bem longo e novamente minha coluna deu sinais de vida própria, já não tinha posição confortável e tomei um remédio pra dor que havia levado.

A visita à aldeia indígena se resume a entrar em uma grande oca onde os índios fazem algumas pinturas e uma dança em troca de alguns reais, o quanto você achar que deve pagar, não há um valor determinado, já o nado com o boto é feito em um local também no meio do rio, mas sobre uma estrutura metálica, na verdade não é bem um nado, o que existe é uma área delimitada aonde os visitantes podem adentrar equipados com coletes, e o “tratador” sacode pedaços de peixe na água atraindo o boto, uma vez no local, o tratador faz o boto subir atrás dos pedaços de peixe e assim nós podemos avistá-lo de perto, foi recomendado não tentar tocá-lo e manter certa distância, pois o bichinho sobe atrás da comida e volta com tudo, acrescido seu peso, ele retorna a água com força, um colega nosso que tentou se aproximar demais foi nocauteado pelo boto e feriu os lábios, mas me pareceu mais que o tratador fez de propósito pelo fato dele não obedecer à recomendação. Terminado a visita, já próximo das cinco da tarde, voltamos para o local de embarque inicial, o porto de Manaus passando pela faraônica ponte sobre o rio Negro, muito bonita por sinal, e também sob forte chuva, o que torna a navegação muito perigosa, pois se forma uma espécie de nevoa branca sobre o rio e nada se pode ver há uma distância regular.

Se tivesse que dar uma nota para todo o passeio seria sete, havia feito pesquisas sobre o que fazer em Manaus e esse passeio aparece sempre em primeiro lugar junto com o Teatro, como disse, há vários tipos e valores, no primeiro grupo de Whats em que estava, nosso passeio ocorreria no sábado e teria duração de meio dia, então não teríamos a visitação aos botos e aldeia indígena, mas como o Rafel e o Gabriel estavam nesse outro grupo resolvi ir junto com eles, talvez por ser da região minha impressão sobre o passeio tenha sido diferente da dos demais, mas não foi a única.

O encontro das águas vale muito a visita, ver esse fenômeno diante de você te faz compreender o quão pequeno somos diante da natureza e quão bonita é essa visão, no entanto nossa embarcação, por acomodar um grande número de pessoas, era fechada em sua laterais (muito segura, diga-se de passagem), e só quem estava na janela podia ter uma completa visão de tudo, para quem for em grupos menores a experiência em outros barcos pode incluir tocar a água e sentir a diferença de temperatura e velocidade dos rios, e há opções mais radicais onde pode-se nadar entre os rios (mesmo que nadasse bem e com coletes acho que não faria, há pontos que se formam grandes redemoinhos no encontro dos rios, mas pra quem tem mais coragem, esse é um dos tipos de passeio que o Douglas oferece e outras agencias também).

A visita à comunidade ribeirinha é valida e apresenta a maioria das pessoas uma realidade ao qual não estão acostumadas e só veem na televisão, essa experiência, é, como disse anteriormente, um modo de vida dessas pessoas mais do que uma simples opção, acho que para a experiência ser mais real e menos comercial poderia ocorrer uma pequena interação com os locais, coisa que não vi em nosso passeio.

Já a visita onde são expostos os animais é totalmente descartável em minha opinião, pra não dizer criminosa, sob a desculpa de ajudar alguns “indígenas” os animais são mantidos em níveis de estresse extremos além de servirem como bonecos para turista tirar foto, e o “índio” que segurava a sucuri teve a cara de pau de dizer que no fim do dia eles soltam os animais na floresta e no outro dia cedo capturam outro animal para exporem lá (tá bom). Acredito que não é necessário nem ser dessa onda do politicamente correto e protetores dos animais e blá, blá, blá, mas esse tipo de exploração e comercio não é bacana, há passeios que tem como objetivo uma real interação com o meio ambiente local, como a focagem de jacarés, e que permitem vivenciar em meio à mata, tanto a fauna quanto a flora da nossa Amazônia.

A contemplação das Vitórias-régias e almoço que pareciam ser as coisas mais simples foi o que mais me surpreendeu positivamente, ver os macaquinhos próximos a nós no ambiente deles, essas plantas realmente majestosas e o lago bem conservado foram pontos positivos, ali há uma grande variedade de artesanatos locais bem interessantes mesmo só para fotografar, e por fim a comida farta, variada e gostosa fecharam com chave de ouro essa parte do passeio.

A visitação a mata-de-igapó também é interessante, apesar de muito rápida, foi como passar em um corredor de árvores pela água e a maior preocupação do pessoal era de algum animal cair no barco, quase ninguém deu ouvidos a explicação do guia sobre esse tipo de floresta e suas características.

A visita à aldeia indígena é uma experiência mais turística mesmo, aqui os indígenas mostram um pouco da sua cultura, mesmo que de forma bem superficial e pelo menos não cobram explicitamente nenhum valor, na ocasião não fui até a oca com o grupo, fiquei a beira do rio conversando com um morador da região que estava buscando um casal de turistas ali, além do que, minha coluna não me deixaria subir o barranco muito bem naquele momento. Pra quem tiver interesse, há imersões em comunidades indígenas que duram dias e até semanas, onde você vai viver, comer, dormir e sei lá mais o que, durante esse tempo, como um indígena, e principalmente, conhece-los um pouco mais de verdade, mas considero está experiência propiciada valida, apesar de bem superficial.

Por fim o nado com os botos, idem a minha consideração da aldeia indígena, aqui os animais estão livres e só se acostumaram em receber uma recompensa em troca de alguns minutos para que os turistas tirem fotos e fiquem bem próximos. Vale ressaltar que dentre as pesquisas, há agências que permitem uma maior interação com os botos, como tocá-los e alimentá-los diretamente, algo que não foi permitido no nosso passeio.

Encerro essa parte do relato aqui, mas o dia ainda não terminara, ainda fomos aproveitar a noite no centro da cidade.

 

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O Encontro dos rios Negro e Solimões.

 

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Daqui podemos observar a vista diária dos moradores ribeirinhos.

 

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Essa passarela liga o restaurante ao ponto de observação da Vitórias-régias.

 

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Lago das Vitórias-régias.

 

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Arte indígena e regional, eles mandam muito bem.

 

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Ponte sobre o rio Negro, já no fim do passeio.

 

A narração é do nosso parça, Rafel.

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VIAGEM - 6º dia - Noite no centro manauara.

 

Acabado o passeio, precisava passar no banco pra destravar meu cartão, então seguimos para a agencia mais próxima e depois para o Teatro Amazonas, marcamos de encontrar um amigo do Gabriel pra tomarmos uma gelada, o ponto de encontro seria o bar do Armando, coluna mais ou menos ok, o bar é bem movimentado, como já disse anteriormente, achei um tanto decadente, acredito que muito mais pelo que ele já foi num passado recente, do que por ser “decadente de fato”, de longe se percebe que o local é um ponto de referencia na história da cidade, um empreendimento de gerações onde as paredes contam sua história com fotos, prêmios e sua importância no carnaval local, inclusive, como era época de carnaval a impressão passada é que daquele ponto se reuniam ou saiam os blocos. Pelo que conversamos com o pessoal ali no bar, o movimento só começaria mesmo depois das dez – onze horas, horário que o pessoal das faculdades saiam pra agitar a noite manauara, o som era bacana, um pagodinho pra não variar, gente bonita, cerva gelada e papo bom, depois de um tempo chegou o amigo do Gabriel, não me lembro seu nome mas ele pediu a melhor cerveja que provei e que me lembro, só não lembro o nome dela :$, ficamos mais um tempo por lá e esse amigo do Gabriel teve que sair mas voltaria depois, então fomos dar uma volta pelo centro, saímos da ilha (em torno do Teatro Amazonas) e fomos nos aventurar nas ruas menos seguras em direção ao porto, como estávamos em três, tudo certo mas como também já disse anteriormente, sozinho não me arriscaria por ali, ainda mais com dinheiro na carteira que saquei pra pagar o Douglas. Essa andança pelo centro antigo até foi divertida, ali o movimento de bares e boates para maiores de idade é bem intenso, até cogitamos adentrar uma dessas casas a convite, mas deveria ser como todas as que existem onde entrar e não consumir nada é até ofensivo, ainda mais estando em grupo, e adentar e consumir, especialmente bebidas, é bem caro, então só recusamos seguimos em frente.

Continuamos pela região, como começou a chover, ou melhor, não parou de chover, resolvemos parar no bar mais tradicional da cidade, segundo pesquisas, o bar do Caldeira, muito bem avaliado é um ponto boêmio de parada obrigatória para os turistas com muito samba e ambiente ao ar livre, o bar não é decadente, mas essa região do centro deve-se ter cuidado, lá tomamos mais umas cervas e aproveitamos para comer um prato feito a preços bem atrativos, ali esperamos o amigo do Gabriel e como a chuva tinha apertado o movimento da região praticamente havia acabado, ainda voltamos ao Largo de São Sebastião mas também estava muito parado por lá, nos grupos o pessoal ou já havia voltado ou estava se preparando para fazê-lo e como vimos ao longo do caminho de volta para a pousada, o movimento de segunda a noite na cidade não era muito grande, então nos despedimos e chamamos nosso taxista oficial para retornarmos a pousada.

 

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Vista da Igreja de São Sebastião já ao anoitecer.

 

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Teatro Amazonas.

 

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Monumento de Abertura dos Portos.

 

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Depois de várias tentativas, uma foto que retrata nossa presença no bar de Vinícius de Moraes.

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    • Por joshilton
      Definitivamente: NÃO EXISTE AGENCIAS DE TURISMO PARA FAZER ESSE PERCURSO.
      É feito dessa maneira: Só chegar no dia da viagem, ir ao Porto e ver qual o barco vai partir para Santarém, tem barcos TODOS os dias. Esses barcos fazem linhas até Santarém e alguns vão até Belém.
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      Compre a sua passagem e coloque imediatamente a sua rede, pois o barco vai lotando a cada cidade que passa, muitos ficam e muitos entram nos barcos, muitas pessoas entram para lhe vender algo, desde doce de leite (hummm, maravilhoso), Pão com manteiga, Sanduíches, bolacha, enfim, o que você imaginar.
      O café da manhã: 5 reais, sendo: melancia e/ou abacaxi, um pão com queijo e presunto, uma fatia de bolo, mingau e um copo de café com leite.  Simples, mas bom.
      Chegando a noite, faça amizades e principalmente com seus "vizinhos de rede", vai rolar muitas conversar até o sono bater forte. Você ficará 2 dias e 3 noites sem internet, com exceções, quando chegar em uma das cidades onde passa o barco.  Será um passeio inesquecível, vale a pena.
      As paradas: durante o trajeto Manaus > Santarém, o barco parou 3 vezes (Parintins, Óbidos e Juriti). Nunca por mais de 15 a 20 minutos, tempo suficiente para embarque e desembarque dos passageiros e suas cargas.
      As malas vão num estrado embaixo das redes, as refeições têm horários, não pode subir no deck do bar com bebida alcoólica trazida de fora. O café da manhã custa R$ 5, o PF R$ 8, a sopa, R$ 5. Tem que comprar ficha.
      Em Santarém, do Porto até o Centro, fui de ônibus e de lá em outro buzão, até Alter do Chão.
      Saiba os valores de barcos que partem de Manaus a várias cidades Amazônicas.
      https://www.portodemanaus.com.br
      Fiquei hospedado em Alter do Chão, fiz a reserva pelo aplicativo AIRBNB, que sai muito mais em conta.
      https://www.airbnb.com.br/c/josehiltonp1?currency=BRL 

       

    • Por Diego Minatel
      Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado.

      Foto 1 - A companheira de viagem
      Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir.
      Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar.
      Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma:
      Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí
      Parte 2: Cânions do Sul
      Parte 3: de Torres a Chuí
      Parte 4: Uruguai
      Parte 5: da região das Missões a Chapecó
      Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília
      Parte 7: Chapada dos Guimarães
      Parte 8: Rondônia
      Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre
      Parte 10: Viajando pelo rio Madeira
      Parte 11: de Manaus a Roraima
      Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela
      Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas
      Parte 14: Ilha de Marajó e Belém
      Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba
      Parte 16: Serra da Capivara
      Parte 17: Sertão Nordestino
      Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres
      Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro
      Parte 20: Pelourinho
      Parte 21: Chapada Diamantina
      Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras
      Parte 23: O retorno e os aprendizados
      O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
    • Por carol_rodrix
      Olá, tenho 40 anos e procuro companhia de qualquer idade para passar o carnaval de 2019 em Manaus.
    • Por adonys_alvares
      Bom dia! 
      Entre o natal e reveillon deste ano estarei indo pra Manaus reservei o primeiro dia no Local hostel e, em seguida, o objetivo é explorar a floresta. Se tiver mais alguém indo, chama no whatpp 51 996174550.
      Abcs!!
       
       


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