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Dois dias antes de chegar em Cochamó, nunca tínhamos ouvido falar nesta cidade chilena litorânea. Vimos um planfeto no Hostal em Pucón, e nos interessamos em uma travessia que começa no Chile e termina na Argentina, passando pelo vale de Cochamó. Fomos ver pessoalmente e não nos arrependemos.

Cochamó é uma pequena cidade localizada na região dos Lagos, onde fica um lindo vale, com montanhas e grandes paredes de pedra, bordeando o claro rio Cochamó. Faz parte da Patagônia chilena, e as temperaturas oscilam entre 0 e 20°C.

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Resumo do trekking

  • País: Chile
  • Distância entre cidades: Santiago (1160 km), Puerto Montt (116 km)
  • Área: Valle de Cochamó
  • Distância percorrida: 46 km
  • Duração: 5 dias
  • Subida acumulada: 2113 metros
  • Descida acumulada: 2044 metros
  • Altitude máxima: 1121 metros
  • Previsão do tempo: Windguru
  • Sinal de celular: sem sinal de celular
  • Período do trekking: início de novembro de 2017
  • Dificuldade: Moderada. Não indicada para iniciantes. Necessário bom condicionamento físico.

Como chegamos

Nossa última localização era Pucón. Saímos de Pucón e após uma viagem de 5 horas de ônibus chegamos em Puerto Montt.

No terminal de Puerto Montt há duas empresas, que disponibilizam ônibus diariamente, passando por Cochamó. Segue a grade de horários, saindo de Puerto Montt:

  • 2a feira a sábado: 7h45 / 11h30 / 12h15 / 14h00 / 15h30 / 16h00
  • domingos e feriados: 7h45 / 12h00 / 16h30

Quando entrar no ônibus, importante pedir para te deixarem em Valle de Cochamó. São 2h50min de viagem. O ônibus te deixa em uma ponte, que dá acesso a uma estrada de terra. Esta estrada termina no início da trilha.

Campings

No total foram 5 noites acampando:

  • 1 noite no camping Campo Aventura, perto da ponte, na parada de ônibus
  • 4 noites no camping La Junta, no vale

Camping Campo Aventura

Chegamos no final da tarde em Cochamó e optamos por dormir em algum camping perto da ponte. O motorista do ônibus nos indicou o camping Campo Aventura.

No camping fomos recebidos por Miguel, um americano que vive 17 anos no Chile. Ele nos recomendou não tentarmos a travessia que estávamos planejando para Argentina. Nos deu dois motivos: havia muita neve dificultando a visualização da trilha e o nível de água dos rios pode subir, tornando-os perigosos ao tentar atravessá-los. O ideal é fazer essa travessia entre janeiro e fevereiro, que são meses mais secos e os rios estão mais baixos.

O camping é simples e como o chuveiro não estava funcionando, nos deram $CLP 1000,00 de desconto por pessoa. O banheiro parecia ser novo e era bem limpinho.

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O Campo Aventura fica ao lado do rio Cochamó, no lado oposto à estrada de terra que leva à La Junta. Do camping à ponte são 15 minutos andando.

Camping La Junta

O camping La Junta fica bem no meio do vale. É um lugar muito lindo e vale a pena ser conhecido.

 

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Para chegar ao camping deve-se percorrer uma trilha de 5 horas. Também é possível chegar em cavalos.

Foi o primeiro camping que passamos e o único aberto em novembro. Em novembro ainda é baixa temporada. No verão, na alta temporada, é necessário reservar com antecedência.

O camping é bem espaçoso e conta com uma boa infraestrutura, levando em consideração que não há eletricidade e saneamento básico.

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Os banheiros são bem limpos e quase inodoros. Há um esquema para separar a urina das fezes, mantendo o ambiente sempre seco. Há chuveiro frio, pia para lavar roupa e local comunitário para refeições.

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O gramado está sempre aparado pelos cavalos.

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Se precisar de comida, são vendidas algumas verduras.

Outro ponto positivo é que não é muito alto e as noites não são tão frias.

Em La Junta, além do caminho que cruza a Argentina, também há algumas trilhas de 1 dia, para trekkers e escaladores.

Trilhas

[googlemaps https://www.google.com/maps/d/embed?mid=1ZvZzklNcc8y8Ga1y2sUSDdcY25hC0UFE&w=640&h=480]

Ponte de Cochamó a La Junta

Para chegar a La Junta há duas etapas para seguir:

1. Estrada de terra até início da trilha

Resumo estrada terra  
Total percorrido
Tempo
Subida
Descida
Altitude máxima
Dificuldade
6 km
1:30
47 metros
6 metros
50 metros
Leve

São 6 km de estrada de terra sempre subindo. Dessa vez não conseguimos carona e tivemos que encará-la caminhando. Foram 1,5 hora de subida.

Na estrada há algumas opções de hospedagens e pelo que me informaram cada ano que passa, há cada vez mais construções. Em 2010 haviam somente 2 casas nesses 6 km que separam a ponte ao início da trilha. Mas o volume de turistas está crescendo rapidamente.

 

2. Trilha até La Junta

Resumo La Junta  
Total percorrido
Tempo
Subida
Descida
Altitude máxima
Dificuldade
12 km
5:30
377 metros
111 metros
328 metros
Moderada

A estrada de terra termina no início da trilha que vai até La Junta.

A trilha percorre um bosque sempre ao lado esquerdo do rio e é bem protegida do Sol. Não é necessário carregar muita água, pois há vários lugares para coletar a água do rio.

Até Las Juntas todos os grandes cruzamentos de rios há pontes. Também há alguns riachos para cruzar, mas com a ajuda de algumas pedras não se molha os pés.

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A trilha tem muita lama, que com um pouco de ginástica, sobrevive-se sem muitos estragos.

Após 2h30 de trilha, há uma placa para nos lembrar que devemos descansar. Essa placa indica praticamente a metade do caminho.

No total foram 5h30min de trilha para ir até La Junta. Para voltar fomos mais rápidos e fizemos o mesmo percurso em 4h15min.

O caminho é bem demarcado e não tem como errar. Na dúvida é só seguir as pegadas de homens e cavalos.

Ao chegar em La Junta há 4 opções de campings: La Junta, Trewe, outra unidade do Campo Aventura e Vista Hermosa. Para esses dois últimos é necessário cruzar o rio com um carrinho-tiroleza.

 

Sendero Cerro Arco Íris

Resumo Arco Íris  
Total percorrido
Tempo
Subida
Descida
Altitude máxima
Dificuldade
5 km
2:30
555 metros
549 metros
853 metros
Moderada Leve

O objetivo do dia era chegar no mirante do cerro Arco Íris.

A trilha começa atrás do camping e é totalmente dentro do bosque, protegido do Sol. Em alguns pontos era possível ver uma linda paisagem e o camping abaixo.

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Subimos 1h10 até chegarmos em uma parede com corda. A partir deste ponto achamos muito perigoso continuarmos e voltamos.

 

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Na volta passamos por uma cachoeira. Havia outra trilha saindo pela cachoeira, mas a ponte que atravessava o rio, caiu.

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Ida e volta resultou em 2h30min de caminhada.

 

Tobogã

A 10 minutos do camping fica uma queda d'água chamada Tobogã, onde o pessoal escorrega. O único problema é ter que atravessar o rio com água gelada pelas canelas, para chegar lá. Mas quem tiver o objetivo de se refrescar no tobogã, isso não será um problema.

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base cerro Trinidad

Resumo Trinidad  
Total percorrido
Tempo
Subida
Descida
Altitude máxima
Dificuldade
12 km
6:00
1023 metros
1001 metros
1121 metros
Moderada Pesada

Saindo do acampamento La Junta há um tipo de tiroleza com um carrinho pendurado para as pessoas atravessarem o rio. Do outro lado do rio há o camping Vista Hermosa e as trilhas que levam para os cerros Trinidad, Anfiteatro e cachoeiras.

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Fomos até a base do cerro Trinidad. É uma trilha no meio do bosque, sempre subindo. Fitas rosas e amarelas marcam o caminho. Mas mesmo assim, na primeira hora ficamos 45 minutos perdidos. Até que decidimos ignorar algumas fitas e seguir o GPS. E conseguimos encontrar o caminho novamente.

Não é necessário carregar muita água, pois tem pontos de água no caminho.

Após 3h00 de caminhada, saímos do bosque e um lindo paredão de rocha aparece. É a base do cerro Trinidad.

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Parecia que a trilha terminava por ali. Mas seguindo o vale à direita, encontramos a continuação do caminho. Subimos por um rio, passamos por uma placa, passamos ao lado de outro rio e a trilha não acabava. Andamos mais 50 minutos e como estava ficando tarde, voltamos sem chegar até o fim. No total foram 6 horas de caminhada.

 

Outros atrativos

Além da travessia para Argentina vimos outras placas indicando trilhas para outras montanhas e cachoeiras próximos.

Poderíamos ficar mais 2 dias acampando para conhecer mais os arredores. Mas tivemos que ir embora por causa da chuva e estoque de comida.

Custos

Custos em pesos chilenos para 1 pessoa:

  • Ônibus Puerto Montt a Cochamó, ida: $ 3500,00
  • Camping Campo Aventura, diária individual: $ 4000,00
  • Camping La Junta, diária individual: $ 4000,00

Cotação em 12/10/2017:
US$ 1,00 = R$ 3,17 = $ chilenos 623,88

Dicas

  • Em Cochamó não há caixas eletrônicos e são pouco os lugares que aceitam cartão de crédito. Leve dinheiro suficiente para sua viagem.
  • Se for em alta temporada, entre janeiro e fevereiro, reserve sua estadia nos campings com antecedência.
  • Para o trecho na estrada de terra, é possível pagar para te levarem de carro até o início da trilha. Se informe em Cochamó.
  • Janeiro e fevereiro são os meses propícios para a travessia à Argentina, pelo paso El León.

Dados sabáticos

560 km trilhados
54 noites acampando
22 cidades
14 áreas naturais
5 meses
2 países

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Nós, Paula Yamamura e Ramon Quevedo, estamos curtindo uma vida sabática, focando no que mais gostamos de fazer: viajar trilhando.

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    • Por Marcela Carnier
      Boa noite! Busco informações para começar minha viagem de carona, saindo de São Paulo para a Argentina. Onde é melhor para conseguir carona com caminhão?  
      Agradeço e deixo um abraço para todos! 
    • Por henriquepsantos
      Pessoal, boa noite pra todos vocês!!
      Nesse tópico pretendo falar sobre a minha viagem para Torres del Paine para fazer o Circuito W. Estou fazendo isso porque senti um pouco de dificuldade para pesquisar mais sobre o tema na internet e pretendo ajudar os próximos mochileiros que forem para lá. Falarei sobre roupa, alimentação, clima, roteiro e dicas em geral. 
      Bom, primeiramente eu fiz a rota com dois amigos. Depois de reservar a passagem aérea, apenas para estabelecer a data que iríamos, passamos a comprar os equipamentos e roupas necessárias para fazer a Rota W. Foram vaaarias idas a Decathlon para comprar tudo que precisávamos. Muitas pessoas falam que os itens da decathlon, quechua, não são taaao bons (e realmente não dá para comparar com marcas como North Face), mas a quechua e demais marcas da decathlon são ótimas para essa viagem, não tive problema nenhum com as coisas que eu comprei. Então recomendo que vocês passem lá para comprar as coisas.
       Nessas idas e vindas nas lojas, comprei tudo e fui, basicamente, com os seguintes itens:
      Roupas:
      - Jaqueta impermeável
      - Blusa estilo fleece (mais usada da viagem)
      - 3 camisetas básicas estilo Dri-Fit 
      - Camiseta segunda pele 
      - Calça segunda pele
      - Calça com secagem rápida
      - Calça de moletom (para dormir)
      - Bota (um dos itens mais importantes)
      - Meias normais e meias para trekking
      Equipamentos: 
      - Mochila de 50 L
      - Mochila de ataque de 10 L
      - Barraca - Fiquei com muita dúvida nesse item, então vamos lá: Fui com uma da Quechua, "Quik Hiker 2", pq na descrição da barraca estava que ela aguentava ventos de até 70km/h, e realmente aguentou bastante vento. Um outro amigo foi com uma da Náutica, "Cherokee", mas no primeiro dia, que pegamos muito vento, a barraca parecia que não ia aguentar. No final, deu tudo certo, a barraca conseguiu sobreviver aos 4 dias.
      - Saco de dormir
      - Isolante térmico - como não queria despachar minha mala e não tinha mais espaço dentro, aluguei no próprio hostel que fiquei, "Carfran Hostel". Custou 4 mil pesos, tranquilo.
      - Capa de chuva para a mochila
      - Lanterna
      - Fogareiro e panela - alugamos no hostel
      - Bastão para caminhada - Algumas pessoas vieram me perguntar se não era frescura usar isso, mas digo que vale a pena cada real pago. Lógico que vc vai conseguir terminar a trilha sem um bastão de caminhada, mas ele te ajuda muito nos trajetos. 
      Comida:
      Neste tópico fomos muito mal planejados. Como era a primeira viagem nossa desse estilo, não tinhamos noção nenhuma de nada, então compramos varios chocolates, bolachas, café em pó, alguns miojos e algumas comidas instantâneas que o hostel vendia. Durante a viagem, vimos que não ia dar certo e compramos um pão e algumas latas de atum.
       
      Bom, pode ser que eu tenha esquecido alguma coisa, mas aó estão pelo menos as coisas essenciais.
      Enfim, vamos a viagem.
      Saímos de São Paulo de avião com destino a Santiago (4 horas). De lá, pegamos um outro voo para Punta Arenas (4 horas). Já no aeroporto de Punta Arenas pegamos um ônibus para Puerto Natales. Dica: O ônibus para Puerto Natales para na frente do aeroporto, é só perguntar que te falam onde eles passam exatamente. Não caiam em histórias de taxistas que queiram te levar até a rodoviária de punta arenas ou coisa do tipo, pq é realmente muito tranquilo pegar esse ônibus. É praticamente falar que vai pra Puerto Natales, jogar sua mala na parte debaixo do ônibus e pagar a passagem durante o trajeto (8 mil pesos).
      Enfim, chegamos em Puerto Natales, uma cidade bem tranquila, com uma vista muito bonita. O lago que beira a cidade é realmente muito bonito.
      Da rodoviária pegamos um taxi até o hostel (acho que qualquer taxi ali dentro da cidade sai 2 mil pesos). O Hostel ficava ali perto e era tranquilo, o pessoal era receptivo e nos deu várias dicas.
      No dia seguinte fomos para a rodoviárria e pegamos um ônibus para Torres del Paine. Acho que era 8 mil pesos, mas não tenho certeza. Sobre horário, tinha saídas às 7h30 e as 14h30. Pegamos o das 14h30.
      1º Dia - Chegada no Parque:
      Pegamos o ônibus e fomos até a entrada do Parque. Lá, apresentamos o comprovante de pagamento da entrada (compramos pela internet), e preenchemos um formulário simples. Depois, voltamos para o nosso ônibus e continuamos até Laguna Amarga. Fizemos isso porque o nosso trajeto era fazer o W invertido. Tem muita discussão aí nos blogs e tal sobre como fazer o W. Fazer invertido ou não, deixar as torres pro final ou começar por elas. Bom, na minha humilde opinião, fez muito mais sentido, e consegui comprovar isso durante a viagem, fazer o W invertido. As Torres são a cereja do bolo, e você caminha em direção a elas, e não para o lado contrário. Não sei, mas no penúltimo dia, o mais sofrido de caminhada, foi importante caminhar olhando para os cuernos e depois para as torres. Quando você visualiza o objetivo parece que te dá mais energia.
      Enfim, voltando. Pegamos o ônibus até a Laguna Amarga e de lá pegamos o Catamarã. O preço foi de 18 mil pesos, pq no nosso caso era só a ida (voltaríamos no final do W, de transfer). O Catamarã é pago no final da viagem. Uma das vistas mais bonitas é essa do Catamarã. Ele vai se afastando e, quando vc olha pra trás, o horizonte está cheio de monstanhas e tal. Bonito demais.
      No final da viagem, descemos no primeiro refúgio, Paine Grande. Esse Refúgio é privasdo, então pagamos 10 dólares pelo camping (como ficamos dois dias, pagamos 20 doletas). Chegando lá fizemos check-in e procuramos um lugar para montar a barraca. O vento estava muuuito forte nesse dia, então nós 3 montamos uma barraca por vez, e mesmo assim foi difícil. Qualquer levantada na barraca o vento levava. No final conseguimos.
      Nesse primeiro dia nos habituamos com o lugar, tomamos um banho e tomamos um vinho que havíamos levado. Descobrimos que pode fumar lá. Apesar de eles serem bem rigorosos com fogo, descobrimos que era permitido fumar em alguns refúgios. Depois disso, fomos dormir.
       
      2º Dia - Glaciar Grey:
      Acordamos cedo, por volta das 8h e saímos em direção ao Refúgio Grey, apenas com a mochila de ataque com uma agua e jaqueta impermeavel dentro. Para quem fica com medo da trilha, pode ficar seguro pq ela é bem demarcada, em quase todos os lugares do parque. A caminhada foi bem tranquila para nos acostumarmos com o trekking e tal. No entanto, fomos apenas ao mirador. A paisagem é sensacional, absurdamente bonito. Como era nosso primeiro dia, voltamos para Paine Grande e não fomos até o Refúgio Grey. Minha intenção era ir, mas depois de um consenso entre nós 3, decidimos que os outros dias seriam bem pesados e guardamos um pouco de energia. Voltando para o Paine Grande, tomamos o resto do vinho que havia sobreado da noite anterior, conversamos com uns gringos que estavam lá e fomos dormir. 
       
      3º Dia - Mirador Francês e Britânico: 
      Esse dia foi um pouco pesado, já que teríamos que caminhar com a mochila cargueira de 50L. Acordamos bem cedo, desmontamos nossa barraca, colocamos tudo na mochila e seguimos até o camping Italiano. Após algumas horas de caminhada chegamos no Italiano e nos deparamos com um camping totalmente diferente de Paine Grande. Por ser gratuito, o Italiano é bem basico. Uma casinha para fazer o check in, banheiros atrás (sinceramente, inutilizaveis), não tem água, e outra casinha para refeição. Entre tudo isso, tem um espaço para as barracas. Chegamos no Italiano, fizemos o check in, largamos nossas mochilas cargueiras, pegamos a de ataque e subimos em direção ao mirador francês e depois britânico. Sinceramente, apesar do parque levar o nome das torres e elas serem consideradas a principal atração, eu arrisco dizer que a paisagem nesse dia foi a mais bonita para mim. Já no começo da caminhada entre o camping e o mirador Francês vc já vai observando uma montanha gigante no seu caminho. Chegando no mirador Francês, a vista é surreal: uma montanha gigante na sua frente, repleta de neve, com algumas avalanches acontecendo. É indescritível aquele lugar. 
      Após algumas fotos, continuamos a subir em direção ao britânico.  A caminhada é pesada, apesar de estar com a mochila pequena, pois é apenas subida. Se eu não me engano, o camping italiano está a 270 metros de altitude, e o britânico está a 970. Apesar dessa subida, a vista continua incrível. No britânico estamos rodeados por montanhas, então vc tem uma visão panorâmica com diversas montanhas ao redor. É realmente incrível. Nessa caminhada, é preciso tomar cuidado com o horário. Chegamos lá 16h45, e fomos avisados por um guia que estava no caminho que o britânico fechava às 17h. Apesar disso, ficamos apreciando a vista tranquilamente até umas 17h20 e depois descemos. Algumas pessoas ainda estavam subindo,então imagino que tenha uma "margem de erro" nesse horário.
      Outra coisa que é preciso atenção é a trilha. É difícil se perder completamente ali, mas como a trilha é no meio da floresta, com muitas árvores, é preciso prestar atenção na sinalização. A sinalização que eu digo são estacas de madeira, com uma ponta laranja (nós apelidamos eles de Marlborinho, já que parece um cigarro haha). Eles que indicam que caminho seguir. Algumas vezes, a indicação do caminho está nas árvores. essas manchas laranjas são colocadas nos troncos de árvores ou em fitas penduradas em galhos. Enfim, sempre fiquem atentos a qualquer coisa colorida, pois esse é o caminho a seguir.
      Chegando no Italiano, montamos nossas barracas e dormimos.
       
      4º Dia - 11 horas de caminhada:
      Esse foi o "pior" dia da viagem. Saímos do Camping Italiano às 10h30 (saímos tarde) e chegamos no nosso destino, Camping Central, 21h30. Foram 11 horas na caminhada com a mochila cargueira. Sem dúvida foi o dia que nós mais andamos com a mochila pesada nas costas. O caminho, desde o italiano, passa pelo camping frânces (que fica perto do italiano), e pelo camping los cuernos, antes de chegar ao central. Nós passmos pelo francês e paramos no Los Cuernos para comer. Esse refúgio parece ser bem interessante. Para quem não está afim de ficar no Italiano, que é basicão, talvez seja uma boa trocar.
      O caminho para o camping Central é sensacional. Passamos por um lago e sentamos um pouco para descansar, colocar o pé na água (extremamente gelada) e dar uma revigorada. A vista desse lago é sensacional. 
      Bom, acho que não tenho muito para falar sobre esse dia. O caminho é sensacional, com paisagens absurdamente bonitas. No entanto, foi a caminhada mais longa da viagem.
      No fim, conseguimos chegar no camping Centrla, fazer o checkin e montar nossas barracas. Jantamos no restaurante que tem no refúgio e fomos dormir.
       
      5º Dia - Las Torres:
      Finalmente, a cereja do bolo. As Torres. 
      Nesse dia, acordamos e saímos em direção as torres por volta das 10h. No dia anterior, quando chegamos no camping, perguntamos sobre o clima do dia seguinte e se conseguiriamos ver o nascer do sol nas torres. Infelizmente, nos disseram que o tempo estaria fechado, então nao valeria a pena subir de madrugada. Assim, dormimos umas horas a mais e subimos em direção as torres.
      Perguntando no caminho, antes de realmente começar a subir, alguns viajantes falavam que dava pra subir em 3 horas e descer em 2 horas das torres, então estávamos tranquilos achando que seria bem mais fácil, que o pior já tinha passado. Para tristeza das nossas pernas, não foi bem assim. Nós não temos preparo de atleta, mas a subida é exaustiva. É MUITA subida logo no começo, e parece que não para. Pelo caminho, passamos pelo camping chileno, outro lugar que parecia interessante.
      Nessa trilha, não pegamos muito vento, mas é preciso muito cuidado, já que a trilha passa por umas encostas, e como é feita por pedra pequena, não é dificil escorregar. Esse aviso é apenas por precaução, pois a trilha me pareceu segura.
      Chegando nas torres, mais uma imagem surreal: O lago gigante  que acaba na base das torres, e as torres gigantescas, la no fundo. É uma vista inexplicável, nenhuma foto que você procurar na internet vai conseguir demonstrar a real beleza daquele lugar.
      Depois de passar uns 40 minutos lá em cima, apreciando a vista, começamos a descida. Como um dos meus amigos começou a sentir a perna por causa do cansaço, fomos mais devagar. 
      Enfim, chegamos no camping às 18h.
      Daí começou a correria: o nosso onibus, que tinhamos comprado ida e volta em puerto natales, ia sair as 19h30 da portaria do parque. Do camping central até a entrada do parque teriamos que pegar um transfer, que saía 18h30. Como chegamos as 18h, desmontamos a barraca e saimos correndo com nossas mochilas e algumas outras coisas na mão até o lugar do transfer, que fica atrás do refúgio. Apesar da correria, conseguimos pegar o transfer das 18h30, e chegamos na portaria tranquilamente. No final, descobrimos que nosso onibus estavam saindo 20h, acho que para esperar o transfer das 19h. Corremos a toa, mas no final foi tudo certo.
      Depois disso, pegamos nosso onibus para Puerto Natales (que quebrou no caminho, mas tudo bem, pq um outro onibus, de outra companhia, levou a gente hahaha) e ficamos mais uma noite no hostel antes de voltar.
       
      Pessoal, acho que é isso. Esse é o meu primeiro relato, desculpe se ficou confuso ou deixei de falar alguma coisa, mas escrevi para ajudar quem quer saber mais ou menos o que esperar dessa viagem surreal que é Torres del Paine.
      Qualquer dúvida que vcs ficarem em relação ao texto podem perguntar que eu respondo. 
       
      Abraço.

      Vista do Catamarã, no início da trip.
       

      Vista do Camping Paine Grande.
       

      Vista do Glaciar Grey.
       

      Camping Italiano.

      Começo da subida para o Mirador Francês.
       

      Las Torres.
       

      Caminhada puxada na volta das Torres. 
    • Por LLoschi
      Olá Mochileiros e Mochileiras!
      Vim aqui deixar meu relato de viagem ao Chile e Patagônia por algumas razões. Uma delas é por conta de uma das minha cias de viagem, a minha avó. Acredito que muitas pessoas talvez tenham até vontade de fazer uma viagem dessas com pais, ou avós ou até mesmo crianças e tenham receio por acharem muito "selvagem". Mas tem como fazer uma viagem dessa ficar acessível a essas pessoas e ainda sim ser incrível para todos. A outra razão é para compartilhar algumas dicas e perrengues pelos quais passamos e ajudar outros viajantes.
      Escolhemos viajar em outubro pois li que era quando inicia a temporada de passeios na Patagônia. O bom é que o clima já está bem mais ameno comparado ao inverno, porém, ainda não é a alta temporada, o que torna os passeios menos caros (eu não disse baratos, ok?) e as atrações menos cheias de gente. Saímos de Brasília no dia 11 de outubro à noite, pela GOL e fizemos conexão no Rio de Janeiro. Como nosso voo para Santiago era só no dia 12 de manhã, dormimos em um hotel perto do Galeão. 
      SANTIAGO
      1º DIA - SEXTA-FEIRA
      O voo para Santiago foi bem tranquilo, acho que pelo RJ são 4h20 de duração. Nem tínhamos pousado na capital e já estávamos maravilhadas lá de cima com a majestosa Cordilheira dos Andes. Foi o primeiro (de muitos) contatos que tive com as paisagens de tirar o fôlego do Chile. Vai vendo...

      Como chegamos sem nenhum peso optei por trocar alguns no aeroporto, algo que desse para pegar uma condução até o nosso apartamento e outras despesas iniciais. A cotação do aeroporto é bem ruim, o ideal é trocar o resto depois no centro da cidade. Se bem me lembro, no dia que chegamos estava 1 real = 160 pesos. Pesos trocados, optei por pegar um táxi pois estava com a minha avó. Sei que dá para pegar Uber, porém, como ainda não é legalizado, fiquei com medo de não conseguir encontrar o ponto de embarque. Outra coisa que também é possível são os ônibus para o centro, mas deixarei para quando eu voltar sozinha. Ao chegar vários taxistas irão te abordar, nem olhe para o lado, vá direto para as empresas credenciadas de táxi. O preço para o bairro de Providência é de R$ 20.000 pesos (cerca de R$ 120 reais).
      Chegamos no nosso apartamento (aluguei pelo Air Bnb e achei um excelente custo benefício. A hospedagem saiu por R$ 1092 reais para 4 dias. Muito organizado, excelente localização, ótima receptividade e uma vista.....ah meu bem, veja por você mesmo....) Vou deixar o link aqui para quem se interessar: https://www.airbnb.com.br/rooms/21106715


      Feito o check-in fomos direito para o centro de Santiago com dois objetivos: trocar pesos e comprar um chip de dados de internet para o meu celular. A Afex (a mesma casa de câmbio do aeroporto) fica na Rua Augustinas e estava com uma cotação boa. Trocamos por 1 real = 177 pesos, ou 1000 pesos = R$ 5,65, além de alguns pesos argentinos para a viagem até El Calafate. O chip eu comprei por R$ 2 mil pesos de um vendedor ambulante brazuca que estava no centro. Com o chip já instalado eu fui na farmácia Cruz Verde, fiz uma recarga de R$ 5 mil pesos. Depois fui na loja da Entel, que fica do lado e pedi orientações ao vendedor para a instalação do pacote de dados. Tudo configurado, fomos direto para o shopping Costanera Center almoçar e conhecer o mirante "Sky Costanera". Porém, aqui, vai mais uma dica importante: atente-se às condições meteorológicas para não jogar seu dinheiro fora. Como chegamos em um dia ensolarado, céu aberto, eu pensei: por que não? Porém, chegando lá em cima, percebi que as cordilheiras estavam todas encobertas por "Smog", que é aquela névoa de poluição comum em grandes metrópoles. Ou seja, pagamos salgados 15 mil pesos (cerca de R$ 90 reais) para ver prédios e carros, o que já dava pra ver bem legal da varanda do nosso apto. Terminada nossa experiência, fizemos umas comprinhas de comida no supermercado Jumbo (depois voltarei a falar desse mercado), pegamos um táxi no subsolo do shopping (mais seguro do que pegar na rua, pois os da rua são muito exploradores) e voltamos para casa.
       
      2 DIA - SÁBADO
      Sábado de manhã fomos dar uma caminhada pelos bairros de Providência e Bellavista, para conhecer a região. Sugeri à minha vó que fôssemos caminhando até a famosa casa do Pablo Nerura, La Chascona, porém, chegando lá, percebemos que era impraticável entrarmos, pois são muitos degraus para conhecer tudo e seria muito cansativo para a minha avó. Retornamos ao nosso apartamento para encontrar a minha tia que havia acabado de chegar do Brasil e seguimos de metrô até o Bairro Paris-Londres. Lá é bem pitoresco, tem umas ruas de paralelepípedo e uma arquitetura diferente. É lá também que tem um memorial para as vítimas da Ditatura do Pinochet, mas quando chegamos, infelizmente, tinha acabado de fechar, então só fizemos umas fotos na entrada mesmo. Mais uma dica: se pretende trocar câmbio no sábado, fique atento, pois as casas fecham ao meio dia, ok?

      Seguimos andando pelo centro, com várias lojas e comércio variado até chegarmos na Plaza de armas. Conhecemos a Catedral e em seguida o Mercado Municipal. O prédio do mercado é bem bonito, entramos, demos uma olhada e saímos, pois achamos o cheiro de peixe um pouco desagradável...rsrsrs mas vimos muitas pessoas por lá comendo a famosa Centolla, o caranguejo gigante das águas geladas da Antártida. Colocamos na cabeça que não sairíamos do Chile sem provar essa iguaria, porém, em outro lugar. De lá, seguimos para o Bairro Bellas Artes, onde tomamos um café. Depois, voltamos para o apartamento para descansar um pouco e à noite fomos conhecer o famoso Pátio Bellavista, onde tem diversos bares e restaurantes e costuma ser bem movimentado à noite.reservar 
      3º DIA - DOMINGO
      Separamos o domingo para conhecer uma vinícola, por indicação de amigos fomos até à Santa Rita. Aqui vai mais uma dica: reserve com antecedência, para conseguir mesa no restaurante. Infelizmente, como deixei para comprar no dia, não havia mais vagas no restaurante e acabamos almoçando no café que fica dentro da vinícola, que tem uma comida bem mais ou menos. Para chegar até a vinícola fizemos uma simulação de quanto custaria se fôssemos de Uber. Cerca de 15 mil pesos, quase 90 reais. Então optamos por ir de metrô até a estação Las Mercedes e de lá pedimos um Uber, que nos custou 5 mil pesos. O passeio foi bem legal, compramos o tour em Português que tinha a degustação de 3 vinhos, além de alguns tipos de queijos. Acho que foi 16 mil pesos, se não me engano. A vinícola é bem bonita, os vinhos são muito gostosos e têm um bom preço. Saí de lá com apenas uma garrafa pois queria voltar para o Brasil com rótulos de várias vinícolas. O tour demorou cerca de 1h,  almoçamos e pegamos uma charrete (carreta como eles chamam) até a porta da vinícola para tentar pegar um ônibus até a estação de metrô, pois como o lugar é meio fora de mão ficamos com receio de nenhum uber querer nos buscar. Por sorte, passou um táxi na porta pedindo 15 mil pesos para nos deixar na estação do metrô. Eu disse: "moço está muito caro". Ele respondeu: "10 mil pesos". Eu retruquei: "O uber nos deixou aqui por 5 mil". Depois de pechinchar ele acabou topando e voltamos até o metrô pelo mesmo preço da ida. 

      Chegamos em Providência por volta de 17h e minha ideia era ainda subir o Cerro San Cristobal, pois tinha lido que lá é muito bonito, tem uma vista panorâmica da cidade e um por- do-sol divino. Porém, como era domingo estava lotado, uma fila imensa para entrar e o parque fecha às 18h. Por conta disso, acabamos não conseguindo conhecer o cerro, vai ter que ficar para uma próxima visita à cidade. À noite fomos jantar no restaurante famoso "Como água para chocolate", porém, não achei nada demais. O ambiente é bacana, mas a comida é bem sem tempero. Sou mais a minha...hehehehe
      4º DIA - SEGUNDA-FEIRA
      Separamos esse dia para conhecer o Cajon del Maipo, mais precisamente a represa Embalse El Yeso. Optamos por alugar um carro e ir por conta própria, para termos a liberdade de decidir quanto tempo iríamos ficar e também pelo fato de eu ser traumatizada com excursão. Reservei com antecedência pela internet um carro na Chilean - United rent a car, no Bairro Bellavista, cerca de 500m a pé do nosso apartamento. O bom é que poderíamos retirar o carro lá e devolvê-lo no dia seguinte no aeroporto, onde precisaríamos ir para tomar nosso voo para Punta Arenas. Pegamos um carro comum, compacto, com ar condicionado. Deu conta legal do passeio, mas o clima ajudou bastante também. GPS do celular ligado, seguimos em direção ao Cajon del Maipo e o bom desse passeio é que não só o destino é lindo, mas todo o caminho também. E como estávamos por conta própria, podíamos parar na estrada para tirar fotos e admirar as belezas do caminho. 

      De modo geral achei a estrada bem tranquila, mas como eu disse, o dia estava lindo e o clima ajudou muito. Depois de passar pela porta da represa a estrada fica um pouco pior, com curvas bem sinuosas e o chão de terra. Nesse trecho em especial é bom ir devagar e ficar bem atento, pois o espaço é bem estreito para dois carros passarem. Ao chegar mais perto da represa, para nossa surpresa: um grande engarrafamento. O lugar estava muito, mas muito cheio. E como têm trechos que não passam dois carros, você tem que esperar um monte de carro descer para conseguir subir. Muita gente já ia largando o carro pelo meio do caminho e subindo a pé, mas o sol estava muito forte e minha vó estava no carro, então esperamos cerca de 1h para conseguir subir. Depois, ficamos sabendo que aquele dia (15 de outubro) é feriado no Chile, então se eu puder te dar uma dica é: evite ir em domingos e feriados para não passar por isso.  No dia em que fomos tinham vendedores ambulantes, banheiro químico, etc. Não sei se é assim todo dia ou se estava assim por conta do feriado. Então aproveite para tirar a aguinha do joelho no restaurante que tem antes da entrada de acesso à represa (El Tarro). Outra opção (bem mais barata) é levar seu próprio lanche. O clima lá é muito doido, estava quente, um sol de rachar e do nada dava uma rajada de vento congelante! Vá de roupas confortáveis, use muito protetor solar e leve um bom casaco para os momentos de vento. Perrengues à parte, o lugar é muito bonito e todo passeio valeu muito a pena.

      PUNTA ARENAS
      5º DIA - TERÇA-FEIRA
      Saímos bem cedinho para o aeroporto rumo ao nosso primeiro destino da Patagônia chilena: Punta Arenas. E por que escolhemos essa cidade? Pois o sonho da minha avó (e confesso, meu também) era conhecer os pinguins de Magalhães, uma colônia que pode ser visitada de barco a cerca de 40 minutos da cidade. Mas vou contar dessa cilada  passeio já já.
      Continuando, fomos até Punta Arenas de Sky Airlines, uma empresa low cost do Chile e a viagem foi ótima, sem nenhum contratempo. Chegando no aeroporto retirei o carro que havia reservado pela Avis, dessa vez um carro melhor, pois íamos pegar algumas estradas mais longas com ele. Detalhe importante: como iríamos cruzar a fronteira até a Argentina, foi preciso fazer uma solicitação à empresa com 10 dias de antecedência da viagem para que eles providenciassem a documentação necessária a ser apresentada. Sem isso você não consegue atravessar a fronteira. Segundo detalhe importante: ao chegar no nosso hotel (link para o hotel: https://www.booking.com/hotel/cl/finis-terrae.pt-br.html) me dei conta de que havia perdido o meu papel da PDI (que eles te dão na imigração quando você entra no país). Sem esse papel você pode ter problemas para sair do Chile. Por sorte, havia a poucas rua do hotel um prédio da PDI e foi bem fácil para eu tirar uma segunda via. 
      Como não tínhamos nada programado para esse dia acabamos indo conhecer a famosa Zona Franca de Punta Arenas e achamos uma loja com preços incríveis para comprar casacos e roupas de frio. Não lembro o nome, mas é uma loja de departamento grande, é bem fácil de achar. Fizemos nossas compras e voltamos à cidade. À noite fomos jantar em um restaurante chamado La Marmita, bem aconchegante e perto do nosso hotel. Gostamos tanto de lá que voltamos no dia seguinte para almoçar. O Ceviche e a Centolla são bem gostosos!

      6º DIA - QUARTA-FEIRA
      Esse, para mim, foi o dia mais marcante da viagem. Se por um lado, eu amei, por outro, odiei. Vou dizer por que. Contratamos o passeio até a Isla Magdalena com a empresa Solo Expediciones. Não é nem um pouco barato são 63 mil pesos por pessoa (Cerca de R$ 380 reais), mas para mim valia tudo para ver os pinguinzinhos em seu habitat natural. E lá fomos nós, às 6h30 da manhã até a agência para pegar o traslado. Um ônibus nos levou até um porto para tomar o barco bote até a Isla Magdalena. Juro, devia ter umas 30 pessoas e o barco era bem pequeno, parecia uma cápsula motorizada. Só de ver aquilo já me deu uma agonia, mas tudo bem, eu estava lá para me aventurar. Quem me conhece sabe que eu tenho problema com barco, pois enjoo muito fácil e por isso mesmo tomei um remédio antes de ir. Só que eu não tinha noção de como era o tal estreito de Magalhães. Parecia que o nosso barquinho estava participando do programa "Pesca mortal" do Discovery, ele pulava tanto, mas tanto, que eu não aguentei nem 10 minutos antes de perder a minha dignidade na frente de todos. Não teve jeito, fiquei os 40 minutos da ida passando muito, mas muito mal mesmo. O bom é que assim que o barco atracou e eu coloquei os dois pés em terra firme o enjoo passou na hora e pude curtir os meus tão sonhados pinguins.  Dica: lá tava fazendo um dia lindo, muito sol, e mesmo assim a sensação términa era de -3º. Ou seja, vá bem agasalhado. Mesmo assim, a 1h que passei com os pinguins me fez esquecer todo o perrengue que eu passei, foi muito incrível a experiência.


      Na volta o barco circundou a Isla Marta para o pessoal ver e fotografar os Leões Marinhos, mas eu ainda estava muito nauseada e só conseguia pensar em voltar logo para terra firme e recuperar a minha dignidade. Esse dia foi a primeira aventura de verdade que a minha vó viveu na viagem, pois não foi fácil se segurar dentro daquele barco com um mar tão revolto. Se você gosta muito de pinguins e não curte barcos, uma opção é visitar a Pinguineira Otway, que tem acesso a partir do continente.
      Retornamos do passeio as 13h, almoçamos e já pegamos estrada até Puerto Natales. Sobre essa estrada: ela faz parte da Ruta del fim del mundo e foi a melhor que eu dirigi na minha vida. Muito bem pavimentada, pouco movimentada, muitas belezas pelo caminho. Dá vontade de meter o pé, hehe, mas tem que tomar cuidado com os ventos laterais que desestabilizam o carro. São pouco mais de 3h de Punta Arenas até a cidade que é a porta de entrada para o parque Torres del Paine. Dica importante: encha o tanque do carro antes de sair de Punta Arenas, pois não existe um posto sequer entre uma cidade e a outra.

       
      PUERTO NATALES
      Como essa época do ano no Chile demora bastante para escurecer, chegamos lá em Puerto Natales por volta das 18h e ainda conseguimos pegar um belo pôr-do-sol na praça da cidade. Fiquei impressionada com a quantidade de cachorros de rua que existem por lá e são todos muito lindos, dá vontade de levar pra casa. Fizemos o check-in no hotel (Link para do hotel: https://booki.ng/2T5VvVf), demos uma volta no centrinho e fomos jantar em um restaurante muito bom chamado Cafe Kaiken. Lá, experimentei o famoso prato chileno Lomo a lo pobre, que é uma carne de vaca com dois ovos fritos em cima, cebola e batata frita. Estava muito gostoso!

      7 º DIA - QUINTA-FEIRA
      Seguindo a programação, reservamos todo o dia para conhecer o parque Torres del Paine. Na minha opinião, o segundo ponto alto da viagem, um dos lugares mais bonitos que já conheci. Existem inúmeras opções de conhecer o parque, seja a pé, seja de carro, seja de excursão. Como estava com a minha vó, optamos por ir de carro, no esquema bate e volta e, para mim, foi muito lindo e suficiente. Existem duas estradas que dão acesso ao parque, uma mais longa e uma mais curta. Nós fizemos a mais longa na ida (é bem mais bonita e também em melhor condições) e a mais curta na volta (depois percebemos que apesar de mais curta não é mais rápida, porque tem muita curva, é de terra e não é bem sinalizada). Na ida, além de ver as lindas montanhas de gelo no horizonte, vimos muitos animais, ovelhas, vacas, cavalos, tem um mirante lindíssimo do lago Sarmiento já perto da entrada do parque. Logo mais a frente, nos deparamos com a cena mais linda, um guanaco sozinho pastando na beira da estrada com as montanhas cobertas de gelo ao fundo. Emocionante!


      Seguimos direto em direção às Lagunas Amarga e Azul, pois além de muito bonitas são os trechos do parque com maior chance de ver os Guanacos, animais que parecem uma mistura de Lhama com camelo. E não foi diferente do esperado, tem muitos mesmo, inclusive tome cuidado pois eles correm no meio da rua e podem pular na frente do carro.

      Fizemos fotos incríveis e quando nos preparávamos para entrar na Portaria Sarmiento percebemos que o carro estava com 1/4 de tanque. Que amadorismo da nossa parte! Já tinham me alertado que lá não existem postos de gasolina, mas foi uma distração nossa mesmo. A única solução que encontramos para não inviabilizar nosso passeio foi voltar até Puerto Natales, abastecer e retornar ao Parque, desta vez direto para a portaria Sarmiento. Chegando lá de volta, pagamos o ingresso para entrar no parque (21 mil pesos por pessoa, vale ressaltar que pode ser pago no cartão de crédito) e nos deram um mapinha bem completo com todas as atrações do parque. De cara já vimos o trajeto que poderia ser feito de carro e seguimos em direção ao salto grande e ao lago Nordenskjöld. No meio do caminho, paramos para tirar fotos no mirador deste lago, que é maravilhoso e seguimos para a cafeteria Pudeto, onde fizemos um lanchinho (mais uma vez, se quiser economizar, leve seu próprio lanche). Em seguida subimos de carro para o mirante do salto grande, paramos o carro, fizemos uma caminhada rápida e já demos de cara com o paraíso.


      Desse ponto é possível fazer uma caminhada de aproximadamente 1h até o Mirador Cuernos, porém não fizemos pois estávamos com a minha vó e achamos melhor poupá-la pois ainda tinha muitas coisas para ver. Seguimos pela estrada de carro em direção ao lindíssimo lago Pehoé, onde também tem um mirante que nos rendeu mais um show de fotos e vista espetacular. Nossa próxima parada era o Lago Grey, então não perdemos tempo e rumamos para lá, pois já começava o cair da tarde. Estacionamos o carro e fizemos uma caminhada bem agradável de uns 30 minutos por um bosque que tem uma ponte bem bacana que passa por cima do rio Pingo. Seguimos em frente até chegar ao lago, que tem uma prainha toda de pedra. Contemplamos, fizemos fotos, porém decidimos não caminhar até o mirador Grey por dois motivos: já estava escurecendo e a vó já demonstrava sinais de cansaço, então como já íamos ver glaciares na Argentina, resolvemos voltar.

      Para otimizar nosso retorno a Puerto Natales voltamos pela estrada que passa pela sede administrativa do parque (aquela mais curta que eu falei antes). Foi um pouco tensa a volta, pois já era tarde, o sol começou a cair e a estrada é bem sinuosa, escura, tem muito coelho que se joga na frente do carro (ainda bem que não atropelamos nenhum) e é bem estreita, sem sinalização...enfim, a volta definitivamente não foi legal, talvez se não tivéssemos perdido tempo no passeio pela falta de combustível na ida a gente tivesse conseguido voltar mais cedo e não passar por isso. À noite, para recuperar as energias fomos direito para o restaurante comer. Desta vez escolhemos um chamado El Bote, que tem a melhor carne que eu já comi em toda a minha vida (carne mechada). Serve muito bem duas pessoas, sobrou bastante, e olha que eu comi muito! 
      EL CALAFATE
      8º DIA - SEXTA-FEIRA
      Escolhemos dar um pulo para conhecer a Patagônia Argentina, mais precisamente o Parque Nacional Los Glaciares, onde tem um dos glaciares mais bonitos do mundo, o Perito Moreno. Seguimos para El Calafate ainda de manhã e cruzamos a fronteira sem problemas, pois toda a documentação estava correta. Dica importante: existem dois caminhos para El Calafate, um mais curto e um mais longo. Tanto o pessoal da locadora de carros, quanto da fronteira nos alertou para evitarmos o mais curto, pela condição ruim da estrada. Então optamos, por segurança, pegar o caminho mais longo, que é cerca de 4h30 de viagem saindo de Puerto Natales. Não tem posto de gasolina durante um longo trecho, então encha o tanque antes de sair de Puerto Natales.
      Na entrada da província de Santa Cruz, já na argentina, os policiais pediram para abrirmos o porta-malas, mas só deram uma olhada por cima e já nos liberaram. Na primeira cidadezinha já paramos em uma loja para comprar um chip Argentino de celular para acesso de dados de internet. Não foi tão fácil configurar dessa vez pois precisava ligar na operadora e informar alguns dados, mas o rapaz da loja foi bem gente boa e nos ajudou. Apenas pediu para quebrarmos o chip quando terminasse a viagem, já que estava com os dados dele. Continuamos a viagem, mais longa e bem mais tediosa que as anteriores, pois são muitos trechos sem absolutamente nada para se ver, apenas campos de vegetação rasteira, trechos com retas sem fim, parecia que nunca ia chegar no nosso destino. Finalmente chegamos em El Calafate por volta de 15h e fomos direto para o hotel fazer o check-in e deixar as malas (Link do hotel: https://www.booking.com/hotel/ar/aca-el-calafate.pt-br.html) Logo na recepção nos informaram que se quiséssemos conhecer o Glaciar Perito Moreno ainda naquele dia teríamos que sair naquela hora. Então, apesar do cansaço foi o que fizemos, pois não teríamos outra oportunidade de fazê-lo.
      O acesso ao parque para o Perito Moreno é uns 80km de El Calafate, a estrada é bem tranquila. Logo na entrada do Parque você tem que pagar para entrar (custa 600 pesos o ingresso por pessoa, cerca de R$ 70 e é possível pagar com cartão de crédito). Dentro do parque a estrada também é bem bonita, apenas é preciso ficar atento às curvas. Chegamos no tão esperado Perito Moreno e para nossa surpresa era o horário em que as excursões estavam indo embora, o que eu achei ótimo, pois quanto menos gente, melhor. Lá, tem uma placa com todas as trilhas que podem ser feitas pelas Plataformas. Ao todo, são 5, com tempos e níveis de dificuldade diferentes. Independentemente da trilha, as vistas são espetaculares. Se fizer silêncio você consegue ouvir barulhos como se fossem explosões, do gelo se desprendendo e caindo na água. De arrepiar.

      Minha vó acabou não descendo com a gente pois ficou com medo de se cansar muito na volta, além disso, o pessoal do hotel foi sacana e fez um terrorismo com o lance das escadas, disseram que era muito exaustivo, etc. Então eu e minha tia descemos pela trilha central, de cerca de 1h enquanto minha vó ficou no mirante lá do alto, perto do restaurante. Quando estávamos voltando acabamos descobrindo que tem um acesso diferente para pessoas com mobilidade reduzida para um mirante que é um pouco mais abaixo e melhor, mas já era bem tarde quando descobrimos e ela acabou não conseguindo descer. À noite voltamos para a cidade para comprar chocolates artesanais no centrinho e jantar. Eu comi no pior lugar da minha vida, um restaurante chamado San Pedro. Além do atendimento péssimo, o bife era muito duro e sem gosto. Fiquei com uma péssima impressão da comida Argentina, pois vinha comendo muito bem no Chile. Quando retornamos ao hotel tivemos uma desagradável surpresa: o padrão de tomada deles é completamente diferente do nosso e do chileno! Nós não tínhamos adaptador, então tivemos que pedir para deixar nosso celulares carregando na recepção.
      9º DIA - SÁBADO
      Fizemos uma reserva antecipada do passeio Rios de Hielo para conhecer mais glaciares do parque. Acordamos bem cedo, pegamos o carro e seguimos para o Puerto Punta Bandera, um acesso diferente do parque Los Glaciares de onde saem embarcações. Estávamos com poucos pesos argentinos e eu já sabia que a gente teria que pagar novamente a entrada do parque, mas não sabia se eles aceitavam cartão por essa outra entrada de acesso ao parque. Perguntei para a empresa que nos vendeu o passeio e eles não souberam nos informar (o que eu achei absurdo). Perguntei no hotel e eles nos disseram que aceitava. Pois bem, fomos até o tal porto e para nossa surpresa, a entrada do parque por esse acesso é apenas em dinheiro. Por conta disso, minha tia desistiu de fazer o passeio e voltou para a cidade, o que foi muito chato. O barco saiu do porto às 9h e foi navegando pelo lago argentino em direção ao primeiro glaciar, o Upsala. No caminho já é possivel ver vários icebergs enormes e todo mundo corre pra fora do barco para tirar foto, mas nesse dia estava nublado em bem frio, então tava difícil ficar muito tempo lá fora.


      Depois de um bom tempo de navegação chegamos ao Glaciar Upsala, ele é muito, mas muito grande. Não é permitido às embarcações chegar muito perto dele, pois ele está regredindo. Então o barco para em frente a um enorme bloco de gelo para as pessoas fotografarem. Em seguida, ele segue pelo outro braço do lago Argentino em direção ao glaciar Spegazzini, no caminho vemos mais diversos pedaços enormes de gelo até chegar bem pertinho do glaciar e para para mais um tempo de fotos.

      O passeio terminou por volta de 14h30 (sim, ele é bem longo e eu achei muito tempo de passeio, até um pouco cansativo). Depois descobri que tem um passeio de 1h de duração que visita outro glaciar, acho que teria sido melhor fazer este. Terminado o passeio retornamos ao centro de El Calafate para comermos e abastecermos o carro, pois voltaríamos no mesmo dia a Puerto Natales. Se eu já tinha achado a estrada cansativa na ida, a volta foi muito pior, pois choveu durante todo o trajeto. Para coroar nossa volta, o pessoal da fronteira do Chile nos pediu para tirar todas as malas do carro para passar no raio X, muito bom para quem já estava podre de cansada. rsrs
      Em Puerto Natales, já de noite, fomos direto para o restaurante comer (voltamos ao El Bote, pois gostamos muito da comida e do atendimento) e dormimos no mesmo hotel que havíamos nos hospedado antes.
      PUNTA ARENAS - SANTIAGO
      10º DIA - DOMINGO
      Acordamos bem cedinho, abastecemos o carro e pegamos estrada para Punta Arenas, rumo ao aeroporto. Nosso voo para Santiago era meio dia e chegamos por volta de 15h30. Como nosso voo para o Brasil era no dia seguinte, optamos por ficar hospedadas perto do aeroporto (Link do hotel: https://www.booking.com/hotel/cl/lq-by-la-quinta-santiago-aeropuerto.pt-br.html) Como tínhamos tempo de sobra, fizemos o check in e fomos de uber para o supermerado Jumbo, que fica dentro do Costanera Center. Lá tem uma adega excelente, com muitas opções boas de vinhos a preços ótimos. Fizemos as nossas compras, até comprei uma malinha de mão para trazer as minhas garrafas (trouxe 7 no total na bagagem de mão). Eles também te dão plástico bolha de graça para embalar os vinhos. À noite voltamos ao hotel, jantamos e retornamos ao Brasil no dia seguinte às 15h muito cansadas, mas felizes pela grande experiência que tivemos no Chile. Com certeza algo que levarei por toda a minha vida! Gracias, Chile!
       
       






    • Por Eduardo Melo Ferreira
      17 DIAS PELA ARGENTINA!
      ·         Dia 1:
      Essa foi apenas nossa segunda experiência internacional, a primeira foi para o Chile. O diferencial é que nesta Sâmera e eu fizemos tudo por nossa conta, quer dizer, com o grande auxílio de vocês aqui do Mochileiros.com, claro!!
      Nossa jornada iniciou-se na segunda feira dia 10 de setembro na cidade de Paulínia/SP, quando a deixamos as 19h sentido Campinas de Uber para pegar o ônibus para o aeroporto de Guarulhos, partindo as 20H. Chegamos às 22:30 e a noite foi longa, nosso vôo partiria somente ás 06:41h (para ser exato). Optamos pela compra de Múltiplo destino pela companhia Aerolíneas Argentinas.
      Vôo saiu no horário marcado e 09:20h chegávamos ao Aeroparque. Tínhamos quase seis horas de espera pela conexão e aproveitamos para trocar nosso dinheiro. A cotação estava R$1,00 - $8,00 Pesos. Trocamos o máximo que conseguimos pois na Patagônia a cotação era desvantajosa, o que verificamos realmente depois! O segundo e longo vôo partiu também no horário exato 15:22h chegando em Ushuaia ás 19h.
      Optamos por ficar hospedados por AirBNB. Melhor coisa que fizemos!! Nosso Host, Sr. Oscar já nos aguardava no aeroporto de Ushuaia. Sabe daquelas pessoas que passam rapidamente por sua vida, mas deixam boas marcas para sempre? Então, ele e sua esposa Nora são dessas pessoas!! No caminho para a cabana, ele sugeriu se não gostaríamos de parar em um supermercado para comprar alimentos, água, etc. Nós estávamos tão cansado que não havíamos pensado nisso. Ponto para o sr. Oscar! Sua cabana é muito aconchegante e fica no pé da montanha. Tinha tudo para uma hospedagem tranquila. Combinamos que no dia seguinte ele nos levaria para alguma das opções em Ushuaia ainda a definir de acordo com o clima. Chegamos com chuva e gelo! Um frio e um vento absurdo! Patagônia nos dava boas-vindas...rs   
      Apartamento Las Terrazas de Nora y Oscar: https://goo.gl/RHdFRV
      ·         Dia 2:
      Amanheceu, tomamos nosso café e saímos da cabana para aguardar nosso super host. A comunicação entre dois mineiros e um argentino nem sempre foi fácil, mas sempre divertida. Decidimos ir para o Parque Nacional Terra do Fogo. Queria subir a Laguna Esmeralda, mas como havia chovido muito na noite anterior, fomos desencorajados. Senhor Oscar nos cobrou $1.200,00 pesos para levar e para buscar. Para se ter uma ideia, as agências cobram não menos que $2 mil por pessoa!! Seguimos pela linda estrada de terra até a entrada do Parque. Nós dois já maravilhados pois havia muita neve nos cantos da pista. Paisagens, claro de tirar o fôlego. Primeira parada no mirador da Laguna Verde! Lindíssima. Em seguida fotos na famosa placa do fim da Ruta N.03! E caminhamos pelas passarelas que margeiam a baia Lapataia.
      Voltamos para o carro e o Senhor Oscar nos sugeriu uma trilha curta! Claro, topamos na hora. Confesso que para Ushuaia, pelo pouco tempo que ficamos, acabei sem saber o que fazer.. Ele nos deixou ao lado do Centro de Visitantes Alakush, próximo ao início da trilha. Combinamos que as 16h ele nos buscaria.
      Iniciamos nossa primeira trilha, super motivados pela paisagem, vegetação, clima, tudo diferente do que estamos acostumados. Trilha tranquila, margeando o lago de nome Roca. Ao nosso lado, uma montanha linda, coberta pela neve ia nos “vigiando”.
      Depois de 1:20h chegamos ao final da trilha que é onde fica a placa de divisa entre os Argentina e Chile! Que sensação da hora de estar ali entre dois países muito queridos! A trilha leva o nome da placa “Hito XXIV”. Recomendo muito. Trilha leve! Vale salientar o cuidado e o quão bem sinalizada é a trilha. Aliás, todas as que eu vi na Patagônia.. sonho isso para minha cidadezinha no sul de Minas (Caldas-MG)!
      Retornamos e entramos no Centro de Visitantes Alakush para comer, tomar um café e conhecer o local, faltavam 30 minutos para o sr. Oscar nos buscar. Ele claro, foi pontual!
      No caminho de volta ele nos sugeriu ir ao ponto de partida do “Tren Del Fin Del Mundo”. Achamos bem bonitinho, mas não é o tipo de passeio que nos interessou. Em seguida, de volta para Ushuaia ele, por conta, decidiu que nos levaria para conhecer a pista de esqui do Glaciar Martial. Uma grata e grátis surpresa! E para nossa alegria, nevou!! Haha – mineiro nunca tinha visto neve!! Estava muito liso, assim decidimos não subir até o Glaciar. Mas valeu muito a pena! Gracias Sr. Oscar!!
      ·         Dia 3:
      Nosso anjo em forma de Host disse que conseguia desconto para o passeio de Catamarã para o Canal de Beagle – 20%! Claro que aceitamos. Pagamos um total de $2.320,00 Pesos. Menos da metade que pagaríamos por intermédio de uma agência! – Dica, comprem direto nos quiosques!! Ainda compensará!!
      O passeio é turistão, mas as paisagens, sem palavras! Ushuaia é linda demais!!! O Farol é muito bonito, ali, pequeno no meio daquela imensidão entre a água do mar e as cordilheiras. Vimos uma espécie de pinguins que claro, não me lembro o nome, muitos pássaros e os escandalosos e muito fedidos leões marinhos. Sério, nunca senti um cheiro tão fedido na vida...kkk
      Retornando à Ushuaia, decidimos caminhar pela cidade, almoçar um belo Chorizo ($1.000,00), colocar um chip no celular e enviar uns postais. Em seguida fazer o tour pelo Museu do Presídio ($600,00 Pesos). Bastante interessante e confesso que a ala que continua intacta é bem pesada, sombria. Retornamos a pé para a cabana depois de andar muito por Ushuaia... pensa numa subida infinita. O importante foi achar!! Kkk
       
      ·         Dia 4:
      Dia de deixar Ushuaia. Nosso grande amigo e host Oscar nos levou, antes despedimos de sua muito simpática e atenciosa esposa, Sra. Nora. Confesso que nos emocionamos ao despedirmos. O bom de viajar é isso, além das paisagens, momentos, as boas pessoas que encontramos pelo caminho fazem valer muito a pena!
      Novamente, as Aerolíneas Argentinas foram pontualíssimas. Partiu exatamente no horário marcado, as 11:10h com destino a El Calafate.
      Continua...
       
       
       
       
       
       
       














    • Por manuelahm
      Olá!
      Esse é o relato da viagem que eu e mais duas amigas fizemos em Agosto e Setembro de 2013 para Cuba. Como nossa viagem começou aqui no mochileiros, nada mais justo que termine aqui mesmo. Qualquer ajuda, podem falar comigo! Botei o relato aqui em .doc com algumas imagens, etc, mas vou colocar aqui o texto corrido também. Alguns posts à frente aqui no tópico, tem fotos de Baracoa.
       
      Revisado em 25/11/2016.
       
      25 DIAS EM CUBA: DE PONTA À PONTA
       
      Havana – Matanzas – Cienfuegos – Trinidad – Santa Clara – Baracoa – Santiago - Viñales
       
      PRÉ VIAGEM
       
      Passagens
      Comprei pela Copa Airlines com 3 meses de antecedência em promoção! Rio – Havana, com escala em Panamá, ida e volta, saiu a R$1486,00 por pessoa. Pelo que vi, o preço normal varia de R$2000 a R$2200(melhor ter esse preço em mente ao fazer o orçamento). O serviço foi bem satisfatório! Na ida, houve atraso no embarque, mas o piloto compensou no trajeto e conseguimos pegar a conexão no Panamá.
       
      Seguro de saúde
      Obrigatório para entrada em Cuba desde 2010. Fiz pelo Sul-América(serviço da Mondial Assistance) e custou R$180,00 um plano simples(América Latina Compacto) com validade de 25 dias. Pesquisei bastante antes de comprar e, dos mais conhecidos, foi o mais barato que consegui. Na imigração, não pediram esse documento! Mas vou dar a primeira dica: comida em Cuba é um pouco complicado e a chance de você passar mal em algum momento da viagem é grande. Eu fui atendida em uma clínica internacional em Trinidad(tem em outras cidades também), e o atendimento foi excelente.
       
      Visto
      Apesar de já ter lido na internet sobre visto para Cuba, pode acreditar que não precisa! No próprio balcão da companhia aérea, já na hora do check-in, você compra a tarjeta de turista(válida por 45 dias, prorrogáveis por mais 45) por 20 dólares. Você mesmo preenche e apresenta na imigração. Eles carimbam(a tarjeta, não o passaporte) e, pronto, bem-vindo à Cuba!
       
      Câmbio
      LEVAR EUROS! A cada transação de câmbio com dólar, é cobrada uma taxa adicional de 10%. A taxa de conversão para CUCs foi de aproximadamente 1,30 enquanto estive lá, com pequenas variações de um dia para o outro. Aliás, essa é uma vantagem da economia socialista. Os preços são estáveis e, via de regra, tabelados! Eu levei 800 euros para tudo e voltei com 100.
       
      Hospedagem
      Cara, um conselho: não fique em hotéis. Em Cuba tem uma grande oferta de casas particulares, que são baratas, confortáveis e a melhor forma de entrar em contato com a cultura local. Minha dica é: reserve apenas a primeira estadia. A partir daí, os donos das casas particulares indicam e até fazem a reserva por telefone para você para as próximas casas. Nas rodoviárias é muito comum, e irritante, terem muitas pessoas esperando a saída dos ônibus cheios de turistas com ofertas de casas. Mas eu acho melhor ter sempre alguma indicação.
       
       
      Transporte
       
      Entre as cidades, fomos de ônibus (Viazul o nome da empresa). Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Teve um dia que eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa importante é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi dividindo com outros viajantes. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias.
       
      Já para fazer os programas, combinávamos táxis não por frescura, mas porque na maioria das vezes é a “única”* forma de chegar nesses locais, já que o transporte público em Cuba é um grande problema. E o bom dos táxis é que eles ficam o dia inteiro à sua disposição, então dá pra combinar mais de um programa no mesmo dia e economizar tempo e dinheiro. Além disso, eles são como guias também, porque conhecem tudo e acabaram virando nossos amigos!
       
      OBS: por táxi, entenda qualquer carro particular que vira táxi pra eles ganharem um dinheirinho extra. Os cubanos são muito visionários, já faziam Airbnb e Uber MUITO antes do resto do mundo, hahaha.
       
      *Entre aspas porque já li alguns relatos de mochileiros que pegaram carona e outros meios mais alternativos pra chegar nos lugares, mas curiosamente eram todos de homens. Cuba é um país muito seguro, mas mal ou bem somos 3 meninas e não quisemos “arriscar”.
       
       
      VIAGEM
       
      Chegamos à parte boa! Farei o relato por cidade e não por dias, para ficar menos maçante. Caso falte alguma informação ou queira perguntar qualquer coisa, sinta-se à vontade. Até Santa Clara, fizemos a viagem em 3, então os preços citados normalmente são pra 3, e a partir dali fomos só 2.
       
      Vale lembrar também que gosto é uma coisa muito particular e várias circunstâncias fazem a diferença numa viagem, mas apenas para situar... Somos 3 meninas de 19 anos que fomos pra lá sozinhas e não queríamos conhecer apenas a parte óbvia de Cuba e passamos longe de resorts. Nos hospedamos apenas em casas particulares, usávamos o critério preço para muitas coisas e esse é o nosso estilo de viagem, espero que combine com o seu!
       
      HAVANA
       
      Chegamos em Havana de dia, perto da hora do almoço, e tinha um táxi nos aguardando. Reservamos com a dona da casa particular por e-mail, para nos dar uma segurança extra no momento da chegada. O táxi nos custou 25 CUC para nós 3 e o preço não varia muito, especialmente para a chegada. Trocamos algum dinheiro na casa de câmbio no aeroporto, mas apenas o suficiente para o táxi e os gastos do primeiro dia, pois a cotação não estava boa!
       
      No táxi, já deu para sentir o clima da capital cubana! Abrimos a janela (muito muito calor) e nos divertimos ao som da salsa que vinha das caixas de som do simpático taxista. Chegamos à Casa de Ania(Calle 27 de noviembre, 160, aptos 8 e 9), um dos únicos hostels de Cuba(10 CUC por cama), ótimo lugar pra conhecer outros viajantes! Fomos muito bem recebidas. A Ania nos informou que houve um problema com a reserva e que para a primeira noite só havia 2 camas disponíveis e não 3. Uma das camas era bem grande e decidimos dividir, e acabamos fazendo isso nas outras noites também, nos garantindo uma economia de 10 CUC por noite.
       
      Já na chegada fizemos dois amigos que já estavam viajando por Cuba há um tempo e nos deram dicas valiosas, inclusive de hospedagem em outras cidades! De noite, saímos todos para beber em um lugar frequentado por cubanos chamado Casa Balear e que se pagava tudo em moedas nacionais(!), ou seja, quase de graça. Ótimo para uma pré-night! O mojito era 10 pesos, que equivalia mais ou menos a 0,50 CUC, enquanto em qualquer lugar turístico um mojito custa 3. Endereço: Calle 23 esquina com Calle G(uma casa branca grande). Ali perto tem também um restaurante mexicano que vendia em MN(!), o El Burrito(Calle 23, 504). É bom para variar o cardápio e além disso é muito barato, tipo 40 ou no máximo 50 MN, que equivale a 2 CUC. O atendimento é bem simpático também.
       
      O hostel
       
      - Feira de artesanato na Calle 23: várias peças interessantes! Porém, não é tão barato assim. Como a moeda do turista é muito valorizada e há muitos vendedores vendendo quase a mesma coisa, a melhor dica é: BARGANHE! Nunca aceite o primeiro preço e se não conseguir um valor satisfatório, diga que não quer.
       
      - Sorveteria Coppelia: clássica rede de sorveterias de Cuba, a de Havana é a filial mais badalada! Era bem perto do nosso hostel. O sorvete em si é gostoso, mas nada demais, o interessante é observar por exemplo que há filas gigantescas para os cubanos, que pagam em moeda nacional, ou seja, 25 vezes menos, e NENHUMA fila para os turistas. Tem um policial que fica ali à paisana pronto para retirar turistas que tentem comprar em MN.
       
      - Museu da Revolução: em nossa opinião, bem frustrante! Os murais parecem trabalho de escola tipo Paint, hahaha, há várias salas interditadas quebrando a cronologia dos eventos e só alguns escritos foram traduzidos para inglês. MAAS... é o museu da Revolução e é uma boa maneira de iniciar a viagem adquirindo mais conhecimento sobre um tema que será tão recorrente na viagem. O prédio é bem bonito também! A entrada é 6 CUC e tem uma taxa para entrar com câmera(acho que 1 CUC).
       
      - Almoço no Paladar La Familia: terraço agradável e música ao vivo! Fomos parar lá depois de nos deixarmos cair no papo de um casal de cubanos, sempre muito simpáticos, que dizem que vão nos levar para o melhor restaurante da área, blá blá. Vão nos acompanhando e acabam sentando na mesa com você e esperando que você pague coisas para eles. Pagamos um mojito para cada, mas não gostamos da sensação de termos sido enganados, pois era um restaurante bem caro(entre 15 e 20 CUC). Ou seja, se não quer ter esse tipo de aborrecimento, corte o papo e nem responda à pergunta ''where are you from”. Por outro lado, sabendo disso e e mesmo assim querendo ter um papo com um cubano, não se reprima! Eles não irão te assaltar, pode ter certeza.
       
      - Show do Amaranto do Buena Vista Social Club de graça num bar em Havana! Esse tipo de acaso acontece muito em Havana e é uma sensação deliciosa. Tomamos uns bons drink e nos refrescamos do calor brutal.
       
      - Daiquiri no Floridita: Eu já li alguns livros do Hemingway e fiz questão de ir em um de seus bares preferidos (acabei não conseguindo ir no Bodeguita del Médio). Tem uma estátua dele e o ambiente remonta os cabarés dos anos 50, com decoração e música de bom gosto. Daiquiri custava 6 CUC, caro para os padrões cubanos, mas delicioso!
       
      - Capitólio e Gran Teatro La Habana: dois prédios lindos.
       
      - Noite no La Cuerva y lo Zorro Jazz: bem perto do hostel também. A entrada era 10 CUC com 2 drinks de brinde, mas conseguimos negociar(hahaha) e pagamos 5 CUC com 1 drink. Eu recomendo MUITO, o ambiente é muito agradável e a música de altíssimo nível.
       
      - Havana Bus Tour: 5 CUC pelo dia inteiro, quantas vezes quiser. Normalmente, eu odeio essas coisas mas em Havana vale a pena. O ônibus tem uma rota com pontos determinados e a ideia é que você salte e fique o tempo que quiser em cada atração, esperando o próximo, e não um tour que você vê cada coisa em 2 minutos só para tirar foto. Vale a pena, pois acabamos não precisando de táxi para ir pra Havana Velha e acabamos economizando dinheiro.
       
      - Plaza Vieja: parte de Havana que foi completamente reformada. É toda lindinha, de cima parece até uma maquete! Vários restaurantes e barzinhos agradáveis, ruas estreitas e prédios históricos. Bem gostoso de passear, mas é muito turístico e por isso era tudo caro! Pedimos informação na rua de onde comer barato e acabamos parando dentro da casa de uma pessoa, que nos serviu comida caseira a um preço bem honesto!
       
      - Câmara Oscura: um artefato ótico que permite ver em zoom Havana Velha em tempo real. O guia da atividade era uma simpatia, falava inglês e português fluentemente. Lá de cima, antes da atividade, pode-se apreciar a vista do alto da Plaza Vieja.
       
      - Calle Mercaderes e Calle Obispo: ruas para passear sem rumo, cheias de lojinhas de artesanato legais!
       
      - Plaza de Armas: um grande sebo a céu aberto! Imperdível.
       
      - Plaza de La Revolución: vários prédios oficiais que não se podia nem chegar na porta. Tava um calor absurdo e não tinha uma sombra pra se refrescar! Todas as sombras eram nas áreas oficiais e os guardinhas ficavam brigando com a gente, hahaha. Tiramos foto com os prédios com o rosto do Che e do Camilo, mas acabamos não entrando no Memorial a José Martí por causa do sol escaldante e de um vento esquisito. Estávamos exaustas e pegamos o ônibus no sentido errado, mas foi bom que deu pra dormir!
       
      - Internet no prédio Fucsa(o maior de Havana). Custou 4,50 CUC a hora (promocional, porque é 6 CUC) e, apesar das filas desorganizadas, não é lento como eu imaginava, quase uma velocidade normal! Edit: como fui em 2013, internet só assim... Mas hoje em dia a oferta de wi-fi é bem mais comum, só fica uma dica: aproveite para desconectar e viver uma viagem no tempo pros anos 50!
       
      - Almoço no restaurante estatal, chamado La Roca. Comemos um “combo”, que era prato principal + refrigerante + sorvete por só 3 CUCs: muito barato e muito bom. Não anotei o endereço!
       
      - US Interests Section: um prédio enorme dos EUA em pleno Malecón. No Lonely Planet, dizia que em torno do prédio havia um muro de grafites de provocação aos EUA, mas não vimos nada, apenas um grande “PÁTRIA O MUERTE” que parecia ter sido escrito pelo próprio governo. Nessa área não se pode andar na calçada deles e por isso não conseguimos pedir informações aos guardas.
       
      MATANZAS/VARADERO
      - Fomos de táxi(6 CUC) para a rodoviária, pois é longe para ir a pé! Foi nossa primeira experiência com a Viazul e vou dedicar algumas linhas para explicar pra vocês, já que não tem como fugir dela... Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Nesse dia, eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias e dá pra compartilhar com outros viajantes.
       
      - Hospedagem em Matanzas: Hostal Alma – junto com o hostal Azul, é um dos mais recomendados pelo LP, ficam na mesma rua. Fomos no Azul mas tava muito caro e aí fomos pro Alma (25 CUC para três, o mais caro da viagem). A dona, Mayra, é uma grossa! Ela separa o espaço da casa dela e do quarto dos hóspedes, aí de noite ela fecha a porta que une os dois e você fica sem acesso à cozinha e à sala. Ela também não te dá uma chave da casa, tem que ficar tocando interfone e ela ainda pergunta a que horas você vai sair ou vai chegar. Muito desconfortável! Teve um dia que saímos 7h pra ir fazer um passeio de barco e a porta tava fechada. Ficamos batendo desesperadamente para ela abrir por uns 10 minutos até que ela acorda, super mal-humorada, falando que deveríamos ter dito para ela no dia anterior que sairíamos cedo. Quase perdemos o passeio e ainda ouvimos bronca!
       
      - Playa Coral de táxi(15 CUC o dia inteiro). A praia é lindaaa, tem aluguel de snorkel(não usamos) e dá para curtir bastante o mar caribenho. Porém, dou duas dicas: levar fone de ouvido, pois o restaurante usa uma caixa de som alta que irrita bastante e levar um lanche de casa, pois esse restaurante (só tem um) serve uma comida ruim e cara.
       
      - Passeio para as Cuevas de Bellamar: fomos de ônibus local(1 MN = nada), por indicação da Mayra. Menos 1 ponto para ela, porque foi mó programa de índio. Só tinha famílias com crianças, a entrada para as cavernas era dentro de um museu(?) e tinha até escadas e lâmpadas no caminho. Zero aventura e também nem era bonito! O preço de entrada era 5 CUC por pessoa.
       
      - Passeio para Cayo Blanco, com parada para nado com golfinhos. Compramos na Cubatur por 100 CUC por pessoa(aceita cartão de crédito), com translado de Varadero (tivemos que pegar um táxi pra lá), barco open-bar(!!!), 40 minutos de interação com os golfinhos, dia na praia e almoço incluído com bebidas. Como era o sonho meu e da Giulia, aceitamos a facada e fomos! Foi incrível, mas admito que é triste ver os golfinhos treinados. Eu me recusei a ir num delfinário perto de Cienfuegos por causa disso e fui pra Matanzas só para poder fazer esse passeio, acreditando que era uma parada para nadar com golfinhos livres. Talvez eu tenha sido bem ingênua, mas fica o registro... Fora esse passeio, Matanzas não tem nada de especial! Achamos a cidade meio feia e com uma vibe meio pesada, sei lá.
       
       
      CIENFUEGOS
       
      - A cidade: bem limpa, organizada e tranquila! Depois da efervescência de Havana e o clima meio down de Matanzas, Cienfuegos foi um poço de tranquilidade.
       
      - Hospedagem na casa de Arelys e Jesús: Calle 41, #5418, entre Calles 54 y 56. (20 CUC para 3)
      Opinião: os dois são muito simpáticos, o quarto e o banheiro são bons, tem frigobar para guardar as suas coisas e o café da manhã foi o melhor da viagem(3 CUC)! Eles são muito prestativos para dar dicas de turismo na região e agendar táxis.
       
      - Parque El Nicho (entrada 9 CUC e táxi 40 CUC). Apesar de termos gastado bastante, foi um dos melhores dias da viagem para mim! O parque é lindíssimo e tem 3 cachoeiras, sendo que uma delas é simplesmente incrível! Para chegar nas 3, tem que pegar uma trilha tranquila e bem rápida.
       
       
      TRINIDAD
       
      - Chegamos e já levamos um susto com a abordagem das pessoas na rodoviária. É difícil até ouvir os próprios pensamentos, com tanta gente oferecendo suas casas quase que aos berros! Mesmo com ofertas mais baratas, preferimos ir na indicação da Ania, o “La Juliana”. Fomos indo a pé, mas descobrimos que era muito longe e acabamos conseguindo uma carona de charrete, hahaha.
       
      - Opinião sobre a casa: a Marylin e a sua mãe, já bem velhinha, são duas pessoas muito gentis! Foi lá que eu passei muito mal e precisei ser atendida na clínica. Fiquei um dia de repouso enquanto as meninas foram à praia e a Marylin ficou sempre verificando se eu precisava de alguma coisa!
       
      O quarto ficava no terraço, em um andar superior, o que nos garantiu bastante privacidade. O preço foi o mesmo que vínhamos pagando, 20 CUC para as três, e o café da manhã 3 CUC. O café era bom também! O único lado negativo é que é relativamente longe do burburinho da cidade, que é o centro histórico. Endereço: Frank País, #41, entre Manuel Fajardo y Eliope Paz.
       
      - Playa Ancón: essa eu não fui, mas as meninas disseram que é linda! Dá pra ir de ônibus (1 CUC) ou alugar uma bicicleta (3 CUC pelo dia, na Cubatur) e ir pelo caminho de aproximadamente 15 km, com outras praias no caminho. Elas foram de bicicleta e acabaram levando bastante tempo por causa das paradas e do cansaço com um sol escaldante na cabeça, mas elas disseram que vale a pena.
       
      - Parque El Cubano: fechamos um táxi(sempre peça ajuda para a dona da casa), não anotei quanto foi, mas diria que foi uns 20 CUC. A entrada no parque custa 9 CUC e após uma trilha de 45 min a 1 hora, você chega a uma cachoeira! Ela é bem grande e forte, difícil de chegar na queda, mas com um bom poço para mergulhar.
       
      - Centro Histórico: as ruas são todas de pedra, com um ar colonial. As cores das casas são lindas e a temperatura mais agradável que no resto de Cuba. Tem a Plaza Mayor como ponto de referência. Não tem muito o que ver, mas simplesmente caminhar pelas ruas de Trinidad é um bom passeio! O problema é que é uma cidade muito turística e com poucas alternativas aos restaurantes para “gringo” e por isso são caros! Gastamos por refeição lá uma média de 8 a 10 CUC(caro para o que vínhamos pagando).
       
      - Casa de La Musica: restaurante no meio de uma escadaria com música ao vivo! O ambiente é uma delícia, mas é caro e as por Bem turistão mesmo. O atendimento foi ruim também... Mas, depois de um almo-janta, tomamos drinks e ficamos lá até o início da noite, quando eles começam a cobrar 1 CUC para entrada no show. A minha dica é ir lá para o show ou então para um drink depois de almoçar em outro lugar, pois o ambiente vale a pena, mas não a comida.
       
      SANTA CLARA
       
      - O horário do ônibus de Trinidad para Santa Clara era diferente do que anotamos para o planejamento dos dias. Era pra ter um pela manhã, mas quando fomos só tinha uma saída diária, sempre às 15h. Chegamos por volta de 18h30 embaixo de chuva e perdemos o último dia da Giulia com a gente na viagem por culpa da Viazul.
       
      - Hospedagem na casa da Soledad (Calle Alemán, 83). Opinião sobre a casa: ela e o filho são duas pessoas muito simpáticas e que estão sempre dispostos a ajudar com indicação de restaurantes e o que fazer na cidade. Ele, cavalheiro que era, inclusive nos acompanhou à noite até o restaurante, o La Casona Guevara(http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g671534-d2232473-Reviews-La_Casona_Guevara-Santa_Clara_Villa_Clara_Province_Cuba.html). A comida é ótima, conseguimos desconto e dividimos 2 pratos por 3, então saiu super em conta. O destaque, porém, é a música ao vivo e a banda que era super interativa. No final do jantar, ganhamos aula de salsa de graça com os músicos da banda. Teoricamente iríamos ensiná-los a dançar samba também, mas não deu muito certo, hahaha!
       
      - A casa fica pertinho do centro e a noite em Santa Clara é animada, pois é conhecida por ser uma cidade universitária e tem realmente muitos jovens na cidade. De noite, eles se reúnem na praça central da cidade para beber e conversar. Ao redor da praça tem bares e “boates”, mas tudo fecha mais ou menos cedo, mesmo aos sábados. De qualquer maneira, o clima é bem tranquilo, nós gostamos! Foi a última noite de nós 3 juntas :'(
       
      - O Mausoléu do Che é a grande atração da cidade. Se o tempo estiver curto e você fizer questão de conhecer, deixe apenas um dia para Santa Clara sem peso na consciência. Fomos a pé da casa e aproveitamos para conhecer a cidade, mas era um pouco longe(obs: é perto da rodoviária, então tem gente que deixa as coisas no guarda-malas do terminal, vai no memorial, volta e já parte para outra cidade!). Lá tem a estátua do Che, com vários escritos bonitos e o memorial para os outros combatentes resgatados na Bolívia em 1967. Mas o que eu mais gostei foi um pequeno museu que conta a história do Che. Além do ar-condicionado(<3), tinha um acervo bem interessante de fotos e artigos pessoais.
       
      - Como nosso ônibus para Baracoa só saía de noite e não compramos assim que chegamos(dica: compre), além desse dia ainda tivemos outro inteiro e realmente não tem muito o que fazer lá. Fomos na estátua Che y Niño e no Monumento do trem descarrilado, mas estava fechado..
       
      BARACOA (fotos de Baracoa alguns posts abaixo)
       
      - Antes de tudo, quero dizer que esse lugar está em pouquíssimos roteiros de viagem para Cuba. Sim, é longe. Sim, é meio fora de mão. Mas é um lugar MÁGICO! Para chegar, pegamos um ônibus de Santa Clara até Santiago(33 CUC) e depois de Santiago para Baracoa(10 CUCs, 5 horas). Já adianto que todas as horas de viagem mal-dormidas e os CUCs gastos valeram MUITO a pena, pois esse foi o nosso lugar preferido da viagem(sorry, Giulia!).
       
      - Hospedagem: Edda & Alexis. Endereço: Flor Crombet, 115, entre Frank País e Maravi.
      Opinião sobre a casa: o quarto é em cima e tem bastante privacidade, um terraço agradável, frigobar, cama de casal e de solteiro, banheiro, ar, etc... O café da manhã era bom e as refeições também(negociamos preço e ainda dividimos prato). O dono da casa nos ajudou bastante a organizar nossos dias em Baracoa e a casa era perto de tudo. Tudo bem que a cidade é muito pequenininha, então realmente é difícil ficar numa casa mal-localizada.
       
      - Playa Caribe: é a praia principal, que pega quase a cidade inteira. Tem uma parte que a areia é bem suja, mas fomos andando até mais ou menos a altura do estádio. Sim, tem um estádio de futebol meio abandonado no meio da praia, hahaha, coisas de Cuba.
       
      - Parque Natural Majayara: mais ou menos na altura do estádio, começa o caminho para chegar no Parque. Eu não sei explicar muito bem como chegar, porque contamos com a ajuda do Josué, um vendedor de artesanato que trabalha no parque e também tava indo pra lá, mas tem as explicações no guia do Lonely Planet. Lá dentro, tem a Playa Blanca, pequenininha e deserta, ótima pra nadar e boiar tranquilamente. Na entrada, pergunte sobre o tour pelo Balcão Arqueológico e Cuevas de Agua. Você vai passar por plantações de cacau, um balcão arqueológico que tem uma vista absurda e parar pra se refrescar com um banho num lago subterrâneo de águas cristalinas!
       
      -Playa Maguana: mais uma praia caribenha de areias brancas. Fomos de táxi (25 CUC o dia todo) e passamos um dia de mordomia. A praia é bem tranquila, almoçamos lá mesmo. Não tem nada de especial nessa praia, mas na região de Baracoa é uma das que mais nos recomendaram.
       
      - Parque El Yunque: fechamos um táxi de novo(20 CUC pelo dia) e mais 8 CUC pela entrada com guia. Enfim, lá no Yunque tem duas trilhas, a mais pesada, que dura mais de 5h até o topo da montanha e uma mais leve, que deve ter 1h, até os rios e cachoeiras. Escolhemos a segunda porque já estávamos mortas de cansaço e queríamos relaxar. Lá é muito lindo, ficamos um bom tempo nadando e relaxando nas pedras.
       
      - Passeio de bote no Rio Tôa: aproveitamos o táxi e paramos no Tôa, que é tipo um rancho. Tem plantações e eu vi também uns quartos que eles alugam para turistas(para quem gosta de hospedagem em lugares inusitados, acho válida uma pesquisa). O passeio de bote custa 3 CUC por pessoa ao longo de todo o rio. Não estávamos levando muita fé no passeio, mas acabou sendo um dos melhores da viagem. Marina que o diga, que dispensou o bote e fez quase todo o caminho nadando, hahaha.
       
      - Centro de Cultura Yorubá: fica bem no centrinho e é um centro todo mantido pelo Estado, ou seja, é de graça. Como Baracoa está no extremo oriente de Cuba, acaba recebendo maiores influências do Haiti e da Jamaica, então a cultura negra lá é bem forte. Assistimos uma apresentação a convite do nosso amigo que fez um dread na Marina, hahaha. Não tem relação com religião, é música e dança. Eu achei a apresentação muito bonita e emocionante, vale a pena.
       
      - Mirante do Hotel El Castillo: dá pra ver a cidade inteira. Lindo!
       
      SANTIAGO
       
      - Voltamos de Baracoa e passamos 1 dia e meio em Santiago, até para descansar da viagem. Nada do que lemos nos deixou muito animada, mas era a rota. Não achei o endereço da casa que a gente ficou, mas era bem ruim de qualquer jeito, haha. Santiago é outra grande cidade, como Havana, mas não tem o mesmo clima pitoresco. Nós nos sentimos um pouco inseguras lá, até porque a iluminação é ruim e tem um clima de gangue hahaha. Mas logo vimos que não tinha motivo pra preocupação, aliás, em lugar nenhum de Cuba.
       
      - Restaurante La Juliana, endereço: calle Padre Pico, 359, entre São Basílio e Santa Lucia. A comida tava uma delícia e, novidade, negociamos o preço! Dois meninos nos levaram lá e eles ganham comissão por isso. Isso é comum e normalmente são honestos e falam como é o esquema, então se você quiser comer no restaurante indicado, ótimo, se não eles podem te levar em outro que te agrade e também vão ganhar algo por isso. Não vemos nada de ruim nisso, pelo contrário.
       
      - Livraria La Escalera: Calle Heredia, 265. A pérola de Santiago! Entramos despretensiosamente nesse pequeno sebo e só saímos de lá quase 3 horas depois, com muitas histórias do senhor Conrado, que viveu antes da revolução e é extremamente culto e politizado, além de muito simpático. No alto da escada, músicos se reúnem à noite e as pessoas se amontoam na escada para ouvi-los. Infelizmente não tivemos a oportunidade de assistir uma apresentação, mas o sebo é imperdível pelo acervo mas principalmente pelo sr Conrado.
       
      - Museu Quartel Moncada(2 CUC) O alvo do primeiro ataque da Revolução Cubana é hoje um museu que conta a história da primeira fase da Revolução e ainda conserva os buracos das balas na entrada(Batista cobriu e o Fidel mandou tirar a cobertura depois que assumiu o poder). Nós gostamos! É mais organizado que o museu da Revolução de Havana, haha.
       
      VIÑALES
       
      Voltamos de Santiago para Havana no ônibus noturno(51 CUC, facada!) e da rodoviária mesmo fomos pra Viñales, a outra ponta, por mais 12 CUC. Ficamos hospedadas na casa da Tita, endereço: Calle Salvador Cisnero Interior, 9. Desde que ficamos em 2, estávamos pagando 15 CUC pelo quarto, mas em Viñales conseguimos por 10 CUC. A casa é boa e todos são simpáticos. O quarto é enorme!
       
      Só tínhamos um dia e escolhemos ir numa cachoeira, mas demos azar e como tinha chovido nos últimos dias tava tudo marrom. Já estávamos bem cansadas da viagem e a Marina tava passando mal, então Viñales acabou sendo um pouco dispensável pra gente. A paisagem da cidade é linda e todo mundo fala bem, mas realmente não tivemos sorte.
       
      A VOLTA
       
      Voltamos para Havana e passamos mais uma noite na Casa da Ania. Conhecemos pessoas que estavam começando a viagem e passamos todas essas dicas para eles, assim como nos foram passadas muitas. Esse é o espírito, e por isso fiz questão de escrever esse relato, já que foram os relatos daqui que nos inspiraram e ajudaram a tornar tudo isso realidade. <3
       
      Qualquer dúvida adicional, pode falar comigo por e-mail [email protected] (mais rápido) ou comentando aqui no post. Também vou adorar saber como foi a sua viagem e se o meu relato foi útil pra você de alguma forma!
      Meu relato Cuba.doc


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