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Eduardo Melo Ferreira

Ushuaia, El Calafate, El Chaltén e Buenos Aires - 11 a 28 de setembro, 2018

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17 DIAS PELA ARGENTINA!

·         Dia 1:

Essa foi apenas nossa segunda experiência internacional, a primeira foi para o Chile. O diferencial é que nesta Sâmera e eu fizemos tudo por nossa conta, quer dizer, com o grande auxílio de vocês aqui do Mochileiros.com, claro!!

Nossa jornada iniciou-se na segunda feira dia 10 de setembro na cidade de Paulínia/SP, quando a deixamos as 19h sentido Campinas de Uber para pegar o ônibus para o aeroporto de Guarulhos, partindo as 20H. Chegamos às 22:30 e a noite foi longa, nosso vôo partiria somente ás 06:41h (para ser exato). Optamos pela compra de Múltiplo destino pela companhia Aerolíneas Argentinas.

Vôo saiu no horário marcado e 09:20h chegávamos ao Aeroparque. Tínhamos quase seis horas de espera pela conexão e aproveitamos para trocar nosso dinheiro. A cotação estava R$1,00 - $8,00 Pesos. Trocamos o máximo que conseguimos pois na Patagônia a cotação era desvantajosa, o que verificamos realmente depois! O segundo e longo vôo partiu também no horário exato 15:22h chegando em Ushuaia ás 19h.

Optamos por ficar hospedados por AirBNB. Melhor coisa que fizemos!! Nosso Host, Sr. Oscar já nos aguardava no aeroporto de Ushuaia. Sabe daquelas pessoas que passam rapidamente por sua vida, mas deixam boas marcas para sempre? Então, ele e sua esposa Nora são dessas pessoas!! No caminho para a cabana, ele sugeriu se não gostaríamos de parar em um supermercado para comprar alimentos, água, etc. Nós estávamos tão cansado que não havíamos pensado nisso. Ponto para o sr. Oscar! Sua cabana é muito aconchegante e fica no pé da montanha. Tinha tudo para uma hospedagem tranquila. Combinamos que no dia seguinte ele nos levaria para alguma das opções em Ushuaia ainda a definir de acordo com o clima. Chegamos com chuva e gelo! Um frio e um vento absurdo! Patagônia nos dava boas-vindas...rs   

Apartamento Las Terrazas de Nora y Oscar: https://goo.gl/RHdFRV

·         Dia 2:

Amanheceu, tomamos nosso café e saímos da cabana para aguardar nosso super host. A comunicação entre dois mineiros e um argentino nem sempre foi fácil, mas sempre divertida. Decidimos ir para o Parque Nacional Terra do Fogo. Queria subir a Laguna Esmeralda, mas como havia chovido muito na noite anterior, fomos desencorajados. Senhor Oscar nos cobrou $1.200,00 pesos para levar e para buscar. Para se ter uma ideia, as agências cobram não menos que $2 mil por pessoa!! Seguimos pela linda estrada de terra até a entrada do Parque. Nós dois já maravilhados pois havia muita neve nos cantos da pista. Paisagens, claro de tirar o fôlego. Primeira parada no mirador da Laguna Verde! Lindíssima. Em seguida fotos na famosa placa do fim da Ruta N.03! E caminhamos pelas passarelas que margeiam a baia Lapataia.

Voltamos para o carro e o Senhor Oscar nos sugeriu uma trilha curta! Claro, topamos na hora. Confesso que para Ushuaia, pelo pouco tempo que ficamos, acabei sem saber o que fazer.. Ele nos deixou ao lado do Centro de Visitantes Alakush, próximo ao início da trilha. Combinamos que as 16h ele nos buscaria.

Iniciamos nossa primeira trilha, super motivados pela paisagem, vegetação, clima, tudo diferente do que estamos acostumados. Trilha tranquila, margeando o lago de nome Roca. Ao nosso lado, uma montanha linda, coberta pela neve ia nos “vigiando”.

Depois de 1:20h chegamos ao final da trilha que é onde fica a placa de divisa entre os Argentina e Chile! Que sensação da hora de estar ali entre dois países muito queridos! A trilha leva o nome da placa “Hito XXIV”. Recomendo muito. Trilha leve! Vale salientar o cuidado e o quão bem sinalizada é a trilha. Aliás, todas as que eu vi na Patagônia.. sonho isso para minha cidadezinha no sul de Minas (Caldas-MG)!

Retornamos e entramos no Centro de Visitantes Alakush para comer, tomar um café e conhecer o local, faltavam 30 minutos para o sr. Oscar nos buscar. Ele claro, foi pontual!

No caminho de volta ele nos sugeriu ir ao ponto de partida do “Tren Del Fin Del Mundo”. Achamos bem bonitinho, mas não é o tipo de passeio que nos interessou. Em seguida, de volta para Ushuaia ele, por conta, decidiu que nos levaria para conhecer a pista de esqui do Glaciar Martial. Uma grata e grátis surpresa! E para nossa alegria, nevou!! Haha – mineiro nunca tinha visto neve!! Estava muito liso, assim decidimos não subir até o Glaciar. Mas valeu muito a pena! Gracias Sr. Oscar!!

·         Dia 3:

Nosso anjo em forma de Host disse que conseguia desconto para o passeio de Catamarã para o Canal de Beagle – 20%! Claro que aceitamos. Pagamos um total de $2.320,00 Pesos. Menos da metade que pagaríamos por intermédio de uma agência! – Dica, comprem direto nos quiosques!! Ainda compensará!!

O passeio é turistão, mas as paisagens, sem palavras! Ushuaia é linda demais!!! O Farol é muito bonito, ali, pequeno no meio daquela imensidão entre a água do mar e as cordilheiras. Vimos uma espécie de pinguins que claro, não me lembro o nome, muitos pássaros e os escandalosos e muito fedidos leões marinhos. Sério, nunca senti um cheiro tão fedido na vida...kkk

Retornando à Ushuaia, decidimos caminhar pela cidade, almoçar um belo Chorizo ($1.000,00), colocar um chip no celular e enviar uns postais. Em seguida fazer o tour pelo Museu do Presídio ($600,00 Pesos). Bastante interessante e confesso que a ala que continua intacta é bem pesada, sombria. Retornamos a pé para a cabana depois de andar muito por Ushuaia... pensa numa subida infinita. O importante foi achar!! Kkk

 

·         Dia 4:

Dia de deixar Ushuaia. Nosso grande amigo e host Oscar nos levou, antes despedimos de sua muito simpática e atenciosa esposa, Sra. Nora. Confesso que nos emocionamos ao despedirmos. O bom de viajar é isso, além das paisagens, momentos, as boas pessoas que encontramos pelo caminho fazem valer muito a pena!

Novamente, as Aerolíneas Argentinas foram pontualíssimas. Partiu exatamente no horário marcado, as 11:10h com destino a El Calafate.

Continua...

 

 

 

 

 

 

 

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O voo para El Calafate é um espetáculo à parte. Com contrastes vibrantes entre as cordilheiras e o tom desértico que do alto, nos proporciona a Estepa Patagônica!

Compramos nosso transfer pela empresa Las Lengas que nos custou $350,00 se não me engano pois esse valor esqueci de anotar. O trajeto é de 12 km até nosso hostel. O escolhido foi o famoso America Del Sur. Optamos por um quarto privado com banheiro compartilhado. Não foi uma boa, pois ficamos isolados “na casa” e pegamos o andar debaixo em uma cabana de madeira em que se ouvia tudo. Tudo mesmo... Mas o Hostel em si é ótimo. Atendimento excelente, cerveja gelada, boa música e clima muito bom.

Saímos para almoçar, conhecer a cidade, fazer compras no supermercado e comprar nosso passeio para o famoso Glaciar Perito Moreno! O almoço nos custou $590,00 e o passeio (mini-trekking), mais caro de toda a viagem e o mais fantástico também, $8.800,00. Compramos direto na Hielo e Aventura. A noite não saímos da casa, jantamos o famoso “miojo” e descansamos.

 

·         Dia 5:

Acordamos cedo, tomamos café e aguardamos o transfer para o parque. O trajeto é muito bonito e o contraste do branco da montanha e o amarelado das estepas proporcionam paisagens realmente inesquecíveis, agora ao nível do chão...

A sensação de avistar pela primeira vez, em uma curva da estrada, ao longe o Glaciar é indescritível! De perto então, acredito não haver palavra na língua portuguesa capaz de transmitir a emoção de estar diante de tamanha beleza! Sério, nunca vi nada parecido!! Enorme, lindo, vibrante, gelado... rs! A entrada no parque nos custou $1.200,00 Pesos. Passeamos um pouco por cada uma das passarelas e suas cores distintas. Fizemos um lanchinho na passarela vermelha, que fica mais abaixo possível, em frente ao paredão azul. Fantastico! Depois retornamos ao ponto de encontro para pegar o catamarã que nos levaria para o Mini-Trekking.

O trajeto de barco é espetacular, dava pra ver vários pedaços de gelo boiando no lago e à medida que aproximávamos do Glaciar, sua dimensão era monstruosa! Desembarcamos e fizemos uma pequena caminhada, circundando a montanha e o Glaciar. Em seguida nos foi colocado os “crampones” e iniciamos nossa caminhada pelo Glaciar. Uma experiência, com certeza, que ficará para sempre na memória. Jamais imaginei um dia pisar sobre um Glaciar! Ao final, uma dose de whisky e um bombom nos foi servido. Minha esposa não conseguiu tomar o whisky todo, então lhe fiz o favor de tomar também. Desci “simpático” do Glaciar.. haha

Quando achei que o passeio havia acabado, nos levaram para um túnel de gelo. O tom de azul é indescritível! Que coisa louca! Muito bonito!!

Voltamos para El Calafate e chegamos no hostel por volta das 19h. Tomamos uma cerveja local acompanhado do famoso Choripan e um molho com chimichurri! Bom demais!!!

 

·         Dia 6:

O “dia perdido”... explico-lhes! No primeiro dia em El Calafate, já havíamos andado pela cidade toda. Já neste dia, estava muito chuvoso, queríamos ir ao lago Argentino, mas a neblina o cobria todo, a entrada para uma trilha próximo a ele, acabava por ser cara e achamos que não compensaria.

Quando fechei o roteiro, acabei levando em conta que o custo de Ushuaia era mais alto em relação à Calafate. Mas hoje, percebemos que 2 dias inteiros apenas em Ushuaia é MUITO POUCO e três dias em El Calafate acabou sendo desnecessário para as atividades que programamos! Enfim, é aprendizado e claro.. mil vezes um dia de férias em El Calafate sem fazer nada que dez dias de trabalho em Paulínia... kkk

Compramos nossa passagem para El Chaltén... Cara e tabelada entre todas as companhias. Isso me deixou meio puto... Compramos ida e volta, total: $3.200,00.

De volta ao America Del Sur, compramos também nosso passeio “turistão” -  Full Day em Torres Del Paine – Chile. Pagamos o total de $7.800,00. Em seguida mais cerveja e batata frita para fechar a noite.

 

·         Dia 7:

Acordamos bem cedinho, e depois do café nosso transfer chegou. Era um “caminhônibus”! Muito interessante o veículo! Seguimos em direção ao Chile. Assim que subimos a montanha que faz a divisa entre os países percebemos que o tempo não nos favorecia. Muito fechado e nevava muito! Fizemos a parada para inspeção e carimbo dos passaportes de saída e em seguida, em uns poucos quilômetros de entrada no Chile. Chegamos no parque após 5 horas de viagem e nosso roteiro foi primeira Lago Sarmiento de Gamboa (Mirador), em seguida seguimos para o lindíssimo Saltos del Río Paine (parada para mais fotos) e depois ao Cerro Almirante Nieto / Cuernos del Paine - Mirador Superior que claro, não conseguimos avistar nada... Em seguida seguimos para a Porteria Laguna Amarga e depois ao mirador Lago Nordenskjold.

Fizemos um pequeno trekking em direção ao mirador Salto Grande – Que visão fantástica. Era um dos lugares que mais gostaria de conhecer. Se por um lado não conseguimos avistar os picos de Torres Del Paine, por outro lado, realizamos o sonho de caminhar sobre a neve fofinha e amigos, como nevou!! Foi uma outra experiência inesquecível. A vantagem de não conseguir avistar as Torres é que fica a promessa de volta para quem sabe, fazermos o Circuito W!! Ainda passamos pelo Mirador Lago Pehoe con Valle del Francés. Eles servem um lanche, “bem servido” durante a excursão.

Como dito, é um passeio turistão, cansativo, mas acredito que vale a pena!

Chegamos em El Calafate por volta de 21h, pregados...rs. No outro dia acordaríamos cedo em direção a cereja do bolo da viagem, El Chaltén!

Continua...

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·         Dia 8:

Café, check out no America Del Sur e taxi rumo à rodoviária de El Calafate rumo a El Chaltén. O período mais esperado por mim da viagem. O ônibus atrasou mais de uma hora, mas o trajeto entre as duas cidades foi muito divertido. Estávamos sentados nas primeiras poltronas e o motorista era daqueles que gostavam de uma boa prosa. Mineiro como sou, não lhe neguei uns dedinhos de conversa. Durante todo o trajeto ele foi indicando os nomes dos locais, contando histórias sobre a região e seus atrativos pelo caminho, como o Lago e Glaciar Viedma. Também nos contou que além de motorista, era maratonista e havia participado de uma maratona de El Chaltén até El Calafate: 36h de prova e mais de 230km. Infelizmente me falha a memória seu nome.

O tempo também não ajudou e não podemos ver as lindas paisagens como nas fotografias do Fitz Roy e das outras montanhas no horizonte.

Chegamos por volta do meio dia e fizemos a parada para as explicações sobre os cuidados com o Parque Nacional Los Glaciares. Nosso hostel, também por indicação de vários relatos de mochileiros foi o Condor de Los Andes. Adoramos! Acredito ser o que mais gostamos de todos. Também pegamos um quarto privado que era muito bom!

Deixamos as coisas no quarto e fomos atrás de almoço e em seguida subimos para os dois miradores mais próximos: Los Condores e Las Aguilas. O primeiro (pequeno) trekking foi tranquilo, são bem próximos os dois miradores. Claro, após viagem, etc, cansamos um pouco. Mas nada demais, somente o sedentarismo falando... rs. Trajeto foi de 1h de ida e outra de volta, o tempo não ajudou e o Cerro Torre e Fitz Roy estavam encobertos.

Voltamos para o Hostel e procuramos descansar logo pois havíamos acordado cedo e no dia seguinte, certamente faríamos algum dos “sanderos”.

 

·         Dia 9:

Descemos para o café, e ao nos sentarmos olhei para a janela e advinha quem estava totalmente descoberto, sem nenhuma nuvem?! Sim ele, o majestoso Fitz Roy! Engraçado que ninguém havia percebido e quando eu colei na janela para ver melhor e tirar uma foto, todos se surpreenderam! Vários já se adiantaram para sair. Uma das hóspedes relatou que há 4 dias não aparecia. Nós também nos adiantamos e fomos para a trilha.

À medida que caminhávamos, várias nuvens, bem sem graça, cobriram todo o céu. Quando chegamos no primeiro mirador, O Rio de Las Vueltas já não sobrava quase nenhum “azulzinho” no céu. O primeiro trecho da trilha é realmente puxado, bem como o trecho entre os quilômetros 3 e 4. Neste trecho encontra-se o segundo mirador, O Fitz Roy e a bifurcação para a Laguna Capri. Neste Mirador encontramos um simpático casal de senhores do norte europeu. Nós nos encontraríamos depois várias vezes pela trilha, inclusive no dia seguinte... Os quilômetros seguintes são mais tranquilos e cheios de paisagens de tirar o fôlego, isso sem ter o Monte Fitz Roy à vista como sabemos. O Glaciar Piedras Brancas é lindo e muito alto!!  Depois de 2,5 horas de caminhada chegamos no acampamento Poincenot. Estávamos bem próximos da realização do nosso maior desafio. Em seguida chegamos na famosa placa que indica que o próximo quilômetro seria o mais difícil.

Subíamos devagar, chovia um pouco e depois nevava também, o tempo ficou bem fechado. Víamos algumas pessoas que haviam passado pela gente retornando, e isso já me causava uma certa angustia. Até que um casal nos avisou que estava perigoso subir devido à neve e ao gelo. Agradecemos e claro que eu pensei: “Já cheguei até aqui, nem a pau que vou desistir.” Entretanto poucos metros á frente, à medida que ficava mais íngreme, tornou-se impossível prosseguir. O gelo colava nos vincos da bota e ela se tornava um sabão em contato com o próprio gelo do caminho. Algumas pessoas estavam com os “crampones” e somente assim subiam em segurança. Outros arriscaram. Minha esposa já me alertara umas três vezes que não devíamos continuar. Mas eu não aceitava, faltava pouco, eu sabia, muito pouco! Já havíamos subido pelo menos a metade do último trecho. Contudo, infelizmente fui vencido. Não poderia correr o risco de me machucar ou que minha companheira se machucasse. Desistimos!

Esse, com certeza foi um momento bem frustrante, bem doloroso até, eu diria. Mas respirei, olhei à volta, percebi onde estava, o quão privilegiado éramos por estar neste paraíso. E o quanto vitorioso já era por ter andado pelo menos uns 9,5km. Nunca havia feito um trekking com esta distância antes. Enfim, um dia retornaremos para completar. Ele sempre estará lá!!

No caminho de volta, pegamos a bifurcação em direção à Laguna Capri. Vale muito a pena, uma lagoa enorme em cima das montanhas..

Chegamos em Chaltén destruídos!! Tomamos um banho e descobrimos um barzinho que toca muito rock n” roll de qualidade. Comemos uma pizza maravilhosa e uma cerveja local de excelente qualidade! Depois, o sono dos justos.

 

·         Dia 10:

O dia estava bem fechado. Mas não chovia, então decidimos fazer outra trilha das consideradas fáceis. O Chorrillo Del Salto. Trata-se de uma bela cachoeira, bem escondida. São 4km de trilha que vão circundando o Rio de las Vueltas. Um belo caminho e uma trilha tranquila. Só não estava mais tranquila pois às vezes chovia e a canseira do dia anterior, ainda cobrava. Culpa do sedentarismo…

A cachoeira é realmente muito bonita e vale a pena conhecer. Ideal para os dias em que o tempo não ajuda para trilhas maiores. Na volta, almoçamos no mesmo restaurante do primeiro dia. Fica no hostel Rancho Grande. Sinceramente, não aconselho. É caro, muito cheio e a comida não é lá essas coisas. Mas a fome foi mais forte e era o primeiro que encontramos na volta! No caminho de volta ao hostel, fomos parando em algumas lojinhas para conhecer. Jantamos o famoso miojão..

 

·         Dia 11:

Esse dia amanheceu nevando muito e um frio de lascar. Não tinha muito o que fazer e vi meus planos de 3 grandes trilhas se esvaindo. Á princípio o plano era fazer as trilhas do Fitz Roy, Cerro Torre e a Loma Del Pliegue Tumbado, porém a última foi cortada... andamos pela cidade em busca de uns “pequenos regallos”, compramos alguns interessantes, em uma loja de artesanato local. Procuramos outro restaurante para almoçar e encontramos o Ahonikenk. Esse eu indico. Tem um Chorizo maravilhoso com batatas e de entrada uma espécie de vinagrete de lentilhas que é bom demais. Tomamos também um vinho no pinguim. Quando vimos no cardápio pensamos: Deve ser um vinho mais barato aqui da região.. na verdade era um vinho servido em uma jarra em formato de pinguim que derramava o vinho pelo bico. Bizarro! Hahahaha

A refeição é muito boa, atendimento ok! Voltamos “simpáticos” para o Condor e a tarde foi só neve e sono!!

 

·         Dia 12:

O dia amanheceu também com uma cara ruim, ficamos naquela de sair ou não sair. Mas decidimos que estávamos lá para isso e outro dia parado não seria interessante. Nos preparamos e saímos com uma leve garoa rumo à Laguna Torre.

Início da trilha também maltrata os amiguinhos sedentários. Logo chegamos ao Mirador da Cachoeira Margarita. Uma vista muito linda da queda d’água do outro lado do vale. Depois dessa pequena parada começou a nevar mais, nada que nos impediria de seguir.

Essa trilha em relação a do Fitz Roy é mais tranquila, porém, também com 10km aproximadamente cada perna. Assim como na trilha acima, também há um mirador por volta do quilometro 3 e também não era possível avistar o Cerro Torre devido ao mal tempo.

No quilômetro 8, há um acampamento, chamado de De Agostini e também é tão organizado quanto o Poincenot. Após o acampamento em poucos metros chega-se à Laguna Torre.

A nossa alegria e satisfação em terminar a trilha foi enorme. Mesmo sendo ela menos difícil que a primeira, por ter finalizado tem um gosto saboroso da vitória, da conquista. O local é lindo! A tonalidade da água é bem diferente e ver os grandes blocos de gelo boiando sobre ele é inexplicável. O Glaciar ao fundo é fantástico. Ficamos por 2 horas no local sem percebermos! O tempo pareceu que estava abrindo, mas desistimos de esperar e seguimos de volta à cidade.

O caminho de volta foi com céu bem mais limpo em relação a poucas horas antes quando estávamos em direção á laguna. As paisagens ficaram ainda mais bonitas com o sol.

Quando chegamos ao mirador do Cerro Torre era possível avistá-lo parcialmente, como é possível observar nas fotos abaixo.

Retornamos ao Condor, banho e fomos comer uma pizza no mesmo restaurante que havíamos almoçado no dia anterior!

 

·         Dia 13:

Dia de deixar esse paraíso na Terra, chamado El Chaltén. Depois do café, gastamos uma hora para organizar as mochilas, mala, etc. Depois check out. Nosso ônibus apenas partiria as 18h. Então deixamos nossa bagagem e fomos dar uma última voltinha pela cidadezinha e almoçar. Novamente um chorizo no Ahonikenk, porém sem pinguim de vinho! Retornamos ao Condor e ficamos “morgando” a tarde até o horário do ônibus na recepção do hostel, que, convenhamos, tem ótimo gosto musical a galera de lá, além do excelente atendimento, claro!

No fim de tarde o tempo abriu e ele, o majestoso Fitz Roy surgiu para despedir da gente! Foi um misto de alegria e frustração, pois bem na hora que íamos embora, ele resolve aparecer..rs

Dessa vez o ônibus não atrasou (muito) e partimos novamente em direção a El Calafate.

Pra mim, El Chaltén representa o paraíso na Terra com certeza! Digo e repito isso. Me identifiquei demais com a cidade, com o clima e com as paisagens, principalmente. Até brinquei com minha esposa Sâmera que se eu ganhar na mega sena, compraria uma casinha lá! Todos os dias até hoje após a viagem esse local não me sai da cabeça, em um misto de saudades e alegria por ter passado por lá. Com certeza, dos locais que passei, foi o que conquistou meu coração!

Continua..

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Chegamos em El Calafate novamente as 21:00h. A viagem foi uma atração à parte, mas nada divertido. Tenso eu diria. O motorista simplesmente não andou na faixa dele na rodovia, ou ia no meio ou na contramão o tempo todo. Além de ter corrido excessivamente. Mas chegamos sãos e salvos.
Para esta noite decidimos ficar no Folk Hostel (https://goo.gl/BcxeoA). Hostel excelente: ótimo atendimento e preços, quartos confortáveis, colchões excelentes, calefação funciona bem (até demais), boa localização (ao lado da rodoviária), estruturas novas e café da manhã honesto. Indico!

•    Dia 14:
Após o café da manhã, aguardamos na recepção o transfer, como nosso hostel foi o último, demorou um pouco até que chegasse. Mas nada que fosse preocupante. Seguimos para o aeroporto de El Calafate rumo ao nosso último destino na Argentina, a capital Buenos Aires. Vôo, como foi a viagem toda, saiu no horário marcado e as 17h chegávamos à capital. Saímos do aeroporto Aeroparque e atravessamos a rua para tentar pegar um Uber, sem sucesso. Por sorte um taxi parou para desembarcar um pessoal e conseguimos um preço muito mais acessível que o cobrado no aeroporto. Coisa de $300 pesos, no aeroporto estavam cobrando $600,00!
Chegamos no hostel, pegamos também o America Del Sur, fica no bairro de San Telmo. Um bairro bem charmoso de Buenos Aires. Localização ok, quartos ok, atendimento bacana também (https://goo.gl/RQ5Kfu). Fizemos algumas compras e comemos um lanche e voltamos para o quarto.

•    Dia 15:
Esse foi o dia 25 de setembro, dia de “Paro General” na Argentina. Greve Geral, nada, absolutamente nada funcionava! Dia perfeito para andar muito pelo centro da Capital! Saímos pela manhã, após café no hotel (não incluso - $120,00 p/pax). Andamos algumas quadras e logo chegamos a famosa Av. de Mayo e já avistamos a linda Casa Rosada. Nossa primeira parada foi na Catedral Metropolitana de Buenos Aires, conhecemos ela por dentro, vale muito a pena, muito linda! Em seguida fomos a Praça de Mayo, Colón Park e Casa Rosada, mas não entramos, só pelo lado de fora, em seguida, fotos na Pirâmide de Mayo e fotos do antigo prédio Cabildo de Buenos Aires (foi sede do cabildo encarregado de representar a cidade frente à metrópole). Seguimos pela Av. de Mayo, com suas construções antigas e arquitetura inspirada em Paris, dizem. Passamos pelo Obelisco e em seguida pelo também famoso Palácio Barolo (lindíssimo, em Montevideo há um similar) e logo chegamos ao não menos bonito, Congresso Federal. Andamos um pouco pela maior avenida da America Latina, a Av 9 de Julio até encontrarmos o edifico que tem fotos da Evita nos dois lados. Paramos para almoçar e fomos atrás do Café Tortoni, mas devido á greve, estava fechado.. Seguimos então ao bairro San Telmo atrás da Fundación Mercedes Sosa, mas também estava fechado, então seguimos ao Mercado San Telmo em seguida fomos em direção ao Porto Madero e demos uma volta no parque Micaela Bastidas e, como tudo em Buenos Aires, a reserva Ecologica Costanera Sur também estava fechada. Mas tudo bem, valeu a pena passar pela lateral da reserva. Estava escurecendo e voltamos ao hostel. No total desse dia, caminhamos ao todo, 19 km!! A noite pedia uma cerveja gelada, Patagônia, claro, melhor pedida!


•    Dia 16:
Neste dia decidimos conhecer o famoso Cemitério La Recoleta, como nos outros dias, decidimos ir a pé e conhecer outra parte da cidade. No caminho passamos em frente ao Teatro Colón. O cemitério é realmente muito bonito com muitas obras de artes e cada túmulo que era um show à parte. Demoramos para encontrar o mais famoso deles, da Eva Perón, é simples, mas interessante conhece-lo pela sua importância histórica. Fomos em seguida ao cemitério atrás do parque onde encontra-se a Floralis Genérica. Passamos ao lado da Faculdade de Direito e logo já a avistamos. Me surpreendi, confesso, com seu tamanho. Enorme!! De lá, nossa intenção era chegar ao Rosedal, fomos até a metade do caminho, quando a canseira dos dias anteriores cobrou sua conta e desistimos. Fica para uma próxima! Tenho certeza que um dia retornaremos! Mesmo assim voltamos a pé, passamos pelo bairro Palermo, bem bonito e só fomos almoçar no centro. Restaurante mais estranho e cafona que já entrei, mas a fome falou mais alto e já passavam das 16h.. Total caminhado neste dia, 15km. Não foi trekking, mas quase que a mesma coisa.. rsrs
A noite no hostel, fomos tomar mais uma gelada e conhecemos uma turminha do Ceará, daí foi chegando mais gente, uma garota da Finlândia, um Inglês falante, argentinos, e foi uma torre de Babel bem divertida.

    Dia 17:
Dia de conhecer La Bombonera!!! Mas antes, fomos atrás do famoso banco de praça onde se encontra a ilustre moradora de Buenos Aires, Mafalda. Minha esposa tirou 400 fotos e pedimos um Uber para o Bairro La Boca. Rapidinho chegamos e ficou baratinho. Dessa vez não aguentaríamos ir caminhando. Canseira bateu forte. Chegamos no Caminito, várias fotos no famoso prédio, passeamos por uma linda galeria que não me lembro o nome, fugimos do pessoal que pede pra tirar fotos, como sugerido aqui, porque dinheiro já estava no fim e não estava disposto a pagar por fotos.. Seguimos em direção ao Estádio La bombonera. Gosto de futebol, embora não seja fanático. Mas, a sensação de estar de frente a um dos mais famosos estádios do mundo e indescritível. Entramos e compramos o tour mais barato, já dava acesso ao museu e as arquibancadas, para nós já estava de bom tamanho. Fantástico estar ao lado do campo e poder entrar nesse estádio. Confesso que foi das coisas que mais me marcaram em Buenos Aires. Em seguida, voltamos ao Caminito e passamos horas comprando lembrancinhas para família, colegas de trabalho, etc. Voltamos ao hostel e organizamos a mala, foi nosso último dia. 

•    Dia 18:
Nosso transfer chegou pontualmente as 3h da manhã, seguimos para o Aeroparque. Buenos Aires – São Paulo, São Paulo – Paulínia, pegamos o carro e seguimos para Caldas, sul de Minas Gerais matar as saudades dos dogs e da família.

Pra quem quiser trocar idéia e/ou tirar dúvidas, estou á disposição! Espero contribuir assim como vários aqui contribuíram para que realizássemos esse sonho; confesso que hoje, passados 40 dias da viagem, já estou em abstinência da Patagônia! Preciso voltar!!!! rs
 

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Muito bom cara, relembrei minha trip lendo teu relato. Fizemos o mesmo roteiro. Que pena q vc nao pegou um tempo favoravel em Chalten...Eu fiquei 5 dias lá e o tempo ficou ruim nos 2 ultimos mas eu tive sorte de aproveitar bastante os 3 primeiros. Chalten é realmente a cereja do bolo😍

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@Rezzende Pois é.. foram raros os momentos de céu limpo. E a cada fração de tempo que ele abria, meu, que coisa linda o Fitz Roy. Vou ter que voltar lá. 
Nos baseamos muito no seu relato para fazer nossa viagem! Só não fizemos a pinguinera em Ushuaia por ser inverno, caso contrário, Mineiros como também somos, teríamos que dar um "canga leitão" num pinguim também!! hahaha
Obrigado pela ajuda!! 

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    • Por Diego Minatel
      "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.”
      Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?"
      De pernas pro ar, Eduardo Galeano
       
       
       O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García
      Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão.

      Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. 

      Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minha histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível.
      Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras!
      Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin  Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta e os reencontros Parte 16 - Reflexões
    • Por appriim
      Olá, viajantes 😊
      Depois de ler tantos relatos aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia.
      Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui:
      - O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza.
      - Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂
      - A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. 
      - Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio.
      - Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa.
      - Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças.
      - Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento.
      - Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir.
      - Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar).
      - Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online.
      - Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito.
      - Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados.
      - Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons.
       
       Meu cronograma foi o seguinte:
      20/12 – Florianópolis – Buenos Aires
      21/12 – Buenos Aires - Ushuaia
      22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda
      23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial
      24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião)
      25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike
      26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking
      27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus)
      28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine
      29/12 – Puerto Natales – Trekking até  Base deTorres del Paine
      30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chalten (ônibus)
      31/12 – El Chalten – Cerro Torre
      01/01 – El Chalten – Chorrilo Del Salto
      02/01 – El Chalten – Fitz Roy
      03/01 – El Chalten – Laguna Electrica
      04/01 – El Chalten – Loma Del Pliegue Tumbabo
      05/01 – El Chalten – El Calafate (ônibus)
      06/01- Chegada em Florianópolis
       
      Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂
      21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA
      Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto.
      O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos.
      Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300.
      No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo.
      Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa.
      Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando.

      22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA
      Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta.
      A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes.
      Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para vê-la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta.
      Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk
       
      23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL
      Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179.
      No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos.
      Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço.
      Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos.
      Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele.

      Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas.
      Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados.
      Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia).

      Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover e quando olhando para trás o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas.
      Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO.

      Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!
       
    • Por Leonardo Palestini Soares
      A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA.
      Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada.
      Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite:
      - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora?
      Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia
      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       

    • Por jeangomes92
      Blz Mochileiros!
      Estou planejando uma viagem em Setembro/Outubro desse ano (2019) pelo Chile, Argentina e Uruguai. Pesquisei bastante e montei o roteiro abaixo. 

      Chile Quantiadade de dias Santiago 3 Valparaíso 1 Viña del Mar 1 Atacama 5     Aergentina   Juyjuy 1 Purmamarca 1 Salinas grandes 1 Humahuaca 1 Salta 2 Rioja 3 Mendonza 3 Cordoba 3 Rosário 3 Buenos Aires 2     Uruaguai   Colonia de Sacramento 1 Cidade Velha 2 Atlantida 1 Piriápolis 1 Punta del Leste 1 Jose Ignacio 1 ParqueSanta Tereza 1 Cabo Polonio 1 Puntal Del Diablo 1 Fortaleza Santa Tereza 1   
      Eu quero fazer ir e imergir o máximo possível na cultura local, então a ideia é ficar em hostel, airbnb fazer couchsurfing ou fazer work exchange durante a viagem. Aqui pelos fóruns do site vi que tinha bastante roteiro para esses países mas não necessariamente na ordem que fiz. Alguém já foi para algum desses lugares e podem contar como foram as experiências com carona,  couchsurfing e fazer work exchange? Dicas sobre o roteiro são bem-vindas também.
    • Por spriesly
      Oi gente! Como o Mochileiros me ajudou muito nesses últimos anos a planejar as minhas viagens, resolvi relatar a minha mais recente aventura pros lados argentinos e chilenos. É a minha segunda vez nesses 2 incríveis países e vou começar com algumas informações básicas.
      Roteiro
      28/jan - Curitiba - Buenos Aires
      29/jan - Buenos Aires
      30/jan - Buenos Aires
      31/jan - Buenos Aires
      01/fev - Buenos Aires
      02/fev - Buenos Aires
      03/fev - Buenos Aires - Bariloche
      04/fev - Bariloche
      05/fev - Bariloche
      06/fev - Bariloche - San Martin de los Andes e Villa la Angostura
      07/fev - Bariloche - El Bolsón
      08/fev - Bariloche - Puerto Varas
      09/fev - Puerto Varas
      10/fev - Puerto Varas
      11/fev - Puerto Varas
      12/fev - Puerto Varas - Bariloche
      13/fev - Bariloche - Buenos Aires
      14/fev - Buenos Aires - Curitiba
      Comprei os trechos Curitiba - Buenos, Buenos - Bariloche, Bariloche - Buenos e Buenos - Cwb por 2 mil reais na Aerolíneas Argentinas. Tinha passagem mais barata mas com muitas horas de conexão, perrengue que não tô mais disposta a pagar. Não compensava também ir pra São Paulo pegar o vôo, a diferença era mínima e não pagava a passagem à parte pra SP.  Outra coisa: fiquei acompanhando por meses os preços mas ficaram bons em novembro, quando finalmente comprei.
      Como já conhecia Buenos Aires e parte da Patagônia, tentei fazer outras coisas nessa viagem, ainda mais que estava levando a minha mãe junto. Ela não conhecia nada e adaptei o roteiro pra que ela não tivesse desconforto, por isso optei por alguns passeios com tour na região dos lagos. Mas mesmo assim andávamos uma média de 10km por dia em Buenos e usamos metrô e ônibus. Ainda tenho que voltar pra região dos lagos pra fazer trekking, com certeza!
      Custos de Transporte
      Aéreos: R$2 mil cada
      Trecho Bariloche - Puerto Varas: R$109 (comprei um melhor assento na ida, valeu a pena!)
      Trecho Puerto Varas - Bariloche: R$83
      Uber Ezeiza - Recoleta: ARS533,35
      Uber Ezeiza - Palermo: ARS673
      Uber Palermo - Aeroparque: ARS300 (estava na tarifa dinâmica)
      Uber Recoleta - Aeroparque: ARS138
      Taxi Aeroporto - Airbnb em Bariloche: ARS500
      Remis Hotel Bariloche - Aeroporto: ARS400
      Táxi Airbnb Bariloche - Rodoviária: ARS170
      Táxi Rodoviária Bariloche - Hotel: ARS160
      Hospedagem
      Airbnb BA: R$1130,89
      Airbnb Bariloche: R$1443,06
      Hotel Bariloche: R$320
      Hostel Puerto Varas: R$940
      Hotel BA: R$190
       
      Utilizei os sites do Booking e Airbnb pra reservar acomodações e Skyscanner e Busbud para as passagens aéreas e rodoviárias. A empresa com que viajei para Puerto Varas foi a Andesmar.
      Felizmente peguei cotações de câmbio boas: na Argentina o real estava valendo 9,80 e no Chile 187. Em Buenos Aires troquei reais no próprio Banco de la Nacion no Aeroporto Ezeiza, pegando uma fila de mais de meia hora, e em Puerto Varas troquei na esquina da Calle San Francisco, uma das ruas principais da cidade. O câmbio no Chile estava me preocupando pois pela internet todas as as casas fechavam às 18h e meu ônibus chegava às 17:40, porém chegando lá tive a boa surpresa de que no verão as casas de câmbio ficam abertas todos os dias e em dias de semana fecham às 20h! 😍
      Pra escolher os lugares da viagem escolhi o critério de preço, localização e comodidade. Em Buenos Aires optei pela Recoleta porque tem vida à noite, é próximo de tudo e fazíamos praticamente tudo à pé. Estávamos atrás do Mall Recoleta e do Cemitério, e a 4 quadras da estação de metrô Las Heras, da linha amarela, além de ônibus que passavam na avenida principal próxima.
      O que ficou caro mesmo foi Bariloche e foi difícil escolher lugar tanto na ida quanto na volta. O Airbnb era bem compacto e o único defeito foi o calor (só tinha ventilador que não vencia) e fez muito calor na cidade pra ajudar. Porém a vista do lugar foi incrível - estava ao lado do lago Nahuel Huapi. Um problema de pegar hotel foi que os mais centrais tinham muitas avaliações negativas e continuavam caras; e os lugares mais em conta eram mais afastados. Como não alugamos carro, a opção foi pegar um airbnb mesmo. Na volta, decidimos pegar o hotel - que ficou atrás da rua do airbnb, bem central - para não ter incômodo em relação às malas. O nosso horário de volta para Buenos era apenas às 18h e precisávamos de um espaço guardar as bagagens sem nos preocuparmos se a pessoa estaria disponível ou não.
      Já em Puerto Varas, no Chile, pegamos um hostel com quarto privativo e banheiro (única exigência da minha mãe para ficar em hostel haha) e foi uma das acomodações mais baratas da região. A cidade é muito cara e tem pouquíssimos Airbnbs. 
      Na volta em Buenos Aires o critério foi proximidade com o Aeroparque e preço - e valeu muito a pena!
      Todas as acomodações não tinham café da manhã, com exceção do hotel em Bariloche. Porém os Airbnbs de BA e Bariloche, além do Hostel em Puerto Varas tinham cozinha, amenidades tipo café, açúcar, chaleira elétrica para água, cafeteira, etc que ajudou. O hotel de BA não tinha cozinha mas tinha a chaleira e saquinhos de chá, café e snacks com manteiga e geléias para um café rápido. Pra complementar, a gente comprava medialunas, empanadas e até pêssegos que estavam baratos (em Buenos Aires só ;p) e assim economizavámos no café da manhã.
      Estou de férias ainda e quero terminar esse relato até o final de fevereiro/março. Até a próxima postagem!


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