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FlavioToc

Marrocos, uma aventura de carro – 19 dias no destino

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Fantástico relato!!!! Como se pronuncia bi saha?!? rsrs

Estou em uma situação idêntica  no que se refere ao idioma. Falo apenas espanhol!!! Inglês, apenas algumas dezenas de palavras. Poderia comentar algo em relação à essa experiência e questão? Irei sozinha e tenho 52 anos. Ainda não sei utilizar muito bem aqui o site é para garantir que não perderei suas dicas e resposta, deixarei meu e-mail: [email protected]

As-salam alaykom

 

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Apenas em Casablanca foi um pouco difícil quanto ao idioma, mas a visita a mesquita tinha guia em espanhol. Eu havia selecionado hotéis no Booking que diziam falar espanhol, nem sempre isso na prática ocorreu mas não foi problema. No comércio em geral é comum falarem vários idiomas e até português. Pode ficar tranquila quanto a isto. Pode continuar perguntando. É um prazer ajudar e reviver esta viagem inesquecível.

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      Pessoal,
      Me chamo Marcelo e eu, junto com mais 3 amigos(as), Edmar, Renata e Isabel,  vamos de Curitiba a Machu Picchu seguindo pela Argentina, Chile, Bolívia e Peru.
      Serão 30 dias de viagem com o meu Renault Symbol 1.6 2013. Vamos partir no dia 26/12/2017 e devemos voltar dia 24/01/2018.
      Estou me preparando para a viagem desde junho com manutenções, melhorias e equipamentos extras.
      Também já paguei os seguros de saúde, carta verde e Soapex (Chile).
      Nesta etapa os custos foram estes:
      Seguro Carta Verde= R$ 60,00 para 30 dias (só Argentina) pela Seguros Proteges, de São Borja-RS.
      Seguro Soapex do Chile= R$ 34,00 para 12 dias pela internet.
      Seguro de saúde= R$ 252,00 para cada, pela Assist Card por intermédio do site SegurosPromo . com . br.
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    • Por Anderson Paz
      Relato de uma viagem feita de carro com um grande amigo entre os dias 12/02 e 22/02 antes da pandemia de coronavírus (espero no futuro ler isso e ver que conseguimos superar a crise). Muitas das informações apresentadas aqui já foram compartilhadas no meu Instagram de viagens: https://instagram.com/viajadon_/
      - Antes de chegar à primeira cidade citada no relato - Jujuy - ficamos dois dias em San Pedro de Atacama (há algumas dicas no meu Intagram e posso passar outras caso deseje). Após o último atrativo citado no relato, ficamos dois dias em Córdoba e mais dois inteiros em Buenos Aires (não relatei nada no Instagram, mas posso passar dicas, caso deseje
      Obs: os preços informados estão em pesos argentinos.
       
      PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS (em ordem cronológica): San Salvador de Jujuy (ou apenas "Jujuy"), Maimara, Tilcara, Humahuaca, Iruya, Purmamarca, Salinas Grandes, San Antonio de los Cobres, Tolar Grande + Cono de Arita, Salta, Cachi, Angastaco, Cafayate,  Amaicha del Valle (Museo Pachamama), Belén, Campo de Piedra Pomez, Parque Nacional de Talampaya, Baldecitos, Parque Provincial Ischigualasto
       
      MAPA GERAL DA ROTA
      * Está faltando Tolar Grande e Cono de Arita, pois o Google Maps dá uma volta muito grande para chegar até os pontos

       
      MAPA INTERATIVO NO GOOGLE MAPS: https://drive.google.com/open?id=1LtTF87I0L1GPBiNd1VGNPVgQESvfSJqs&usp=sharing
       * Arquivo em kmz: Norte da Argentina.kmz
       
      ITINERÁRIO RESUMIDO
      * Planilha editável: Roteiro norte argentina.docx

       
      INFORMAÇÕES BÁSICAS
      - Aluguel de carro: fizemos quase toda a viagem em carro alugado, exceto a viagem a Iruya em ônibus de linha regular e os tours a Tolar Grande + Cono de Arita e a Campo de Piedra Pomez realizados em carro 4x4 com motorista contratado. Alugamos um carro popular mesmo e ficamos satisfeito. Não era necessário um carro mais potente para a viagem da forma como a realizamos. Alugamos o veículo na Alma Rent a Car. Saiu por $43.900 ($29.900 aluguel por 13 dias + $14.000 taxa de devolução do carro em Córdoba). Gostamos tanto do atendimento, que depois escrevemos comentários positivos no Google. Segue o comentário que escrevi:
                   " Bom preço e ótimo atendimento ao cliente. Foram super atenciosos e solícitos comigo e meu amigo. Nos receberam no terminal rodoviário com sorriso no rosto,  mesmo após atraso e ausência de comunicação nossa por estarmos sem celular. Depois ainda nos levaram numa casa de câmbio com cotação ótima para trocarmos o nosso dinheiro. Todas as vezes que precisamos de nos comunicar com eles, nos atenderam prontamente pelo Whatsapp."
      - Câmbio: conforme citado acima, trocamos dinheiro inicialmente na casa de câmbio que o pessoal da Alma Rent a Car nos levou. Infelizmente demos mole e não anotamos o nome do local. Pelo pesquisei aqui, provavelmente fica do lado da Graffit Turismo. Depois trocamos mais um pouco com cambistas próximo da praça principal de Salta e em um quiosco na Plaza San Martín em Córdoba (caso vc vá passar por esta cidade antes). Em todas essas situações trocamos R$1 por $17 pesos, a mesma cotação da casa de câmbio Mais Brazucas de Buenos Aires, a qual costuma ser a mais recomendada nesta cidade. Em Salta e em Córdoba, não compensava trocar em casas de câmbio oficiais. Nesse período compensava muito mais trocar real por pesos do que trocar dólar.
      - Hospedagens: de forma geral, ficamos em hospedagens econômicas muito baratas. Demos preferência a hostels com quartos compartilhados, mas em San Antonio de los Cobres e Baldecitos não havia essa opção (mais detalhes no tópico "hospedagens" ao final do relato). O custo da hospedagem girou entre $350 (pouco mais de R$20) e $600 para cada um de nós dois.
      - Comida: a comida de forma geral é baseada na carne, mas se vc é ovolactovegetariano (eu sou pseudo...hahaha...não como carne no dia a dia, mas eventualmente como em viagem em caso de necessidade ou como um experiência cultural), basta negociar, que geralmente fazem alguma coisa tipo uma omelete.
      - Bebida: o vinho é super barato na Argentina e em alguns locais por onde passamos, especialmente na parte do roteiro após Salta, havia opções de vinhos da região. O litro da cerveja tinha um custo geralmente em torno de $200 nos restaurantes e $150 em mercados. Vc conseguirá menú (entrada + prato principal + sobremesa) por $300 em vários locais ou então conseguirá bons pratos entre $180 e $250.
      - Preços: já citei os valores de hospedagem, comida e bebida, vale dizer que o transporte coletivo também parece ser econômico pelo o que li em relatos. Não posso dar muitas informações a respeito, pois o único transporte coletivo que pegamos foi de Humahuaca a Iruya a $300 (cada trecho). Digo ainda que artesanato também é muitooo barato!
      - Viajando de carro - estradas e combustível: de forma geral, mesmo as estradas de terra, são ótimas. Bastante atenção e velocidade reduzida, pois muitos trechos são muito sinuosos e há bastante depressões nas estradas por onde passa água de rios temporários ou de chuva. É interessante como nessa região muitos vezes não há canalizações d'água ou pontes mesmo nas estradas com ótimo asfalto.
      A respeito do combustível, pagamos entre $58 e $64 pelo litro de gasolina normal. Não há muita variação de preço entre as cidades. No total, gastamos $7.600 (pouco mais de R$400), incluindo a viagem até Córdoba.
      Por últimos, há muitas blitz. Sendo assim, esteja com todos os documentos, inclusive o seguro do automóvel a mãos. Fomos parados apenas em uma por sorte.
       
      ROTEIRO
       
      DIA 1) SAN PEDRO DE ATACAMA - SAN SALVADOR DE JUJUY (JUJUY)
      Ao chegar na rodoviária às 16h30 aproximadamente e fomos muito bem recebidos por um dos funcionários da Alma Rent Car, onde alugamos um carro para percorrer uma boa parte do noroeste da Argentina. Depois de nos receber, fomos até o escritório da locadora e em seguida à uma casa de câmbio para trocar nosso dinheiro (detalhes sobre câmbio em tópico acima).
      Posteriormente, fomos até o Hostel Malala, onde relaxamos um pouquinho, tomamos um banho e depois saímos caminhando até a a Plaza Belgrano, onde estão a catedral, a Casa de Gobierno e outras atrações. Como já era noite, estava tudo fechado, mas deve ser um ponto interessante para se visitar durante o dia. Durante a caminhada, é interessante ver como os argentino são noturnos. Sério! Parece que a galera economiza bateria durante o dia para gastar depois das 19h, 20h. 🤣 

       
      Depois tivemos um jantar maravilhoso no restaurante Viracocha, recomendado pelo funcionário da locadora de carro. Comemos milanesa de quinua (que trem bom!) e milanesa de quesillo (tbm bem gostoso), um arroz especial delicioso e chuño (batata desidratada, super sem graça). De quebra ainda tomamos uma garrafa do gostoso vinho Alamos por $400. Por acaso, depois descobrimos que o restaurante é o n° 1 do TripAdvisor da cidade (e ainda assim bastante barato).
       
      DIA 2) MAIMARA - TILCARA - HUMAHUACA
      Saímos cedo rumo ao norte com primeiro destino em Maimara (a 75 km de distância de Jujuy). Ao longo do caminho, vamos margeando o RIo Grande e montanhas coloridas que podemos apreciar a partir de mirantes estrategicamente posicionados no acostamento. 

      Maimara é uma cidade bem simples, sem muito para conhecer. Seu maior atrativo para mim, foi o seu cemitério (sim, sou o gótico (nem sou!) que se amarra em cemitérios! 🤪👻).


       
      Depois seguimos até a cidadezinha de Tilcara a 7 km de distância. Esta já tem bastante infraestrutura turística, com muitos hostels e restaurantes interessantes. Visitamos o Pucará de Tilcara - comunidade pré-hispânica reconstruída parcialmente por arqueólogos - que teve a sua construção iniciada no séc XVIII e alcançou maior esplendor com a ocupação inca no séc. XV. Bastante interessante, mas achamos a entrada de 350 pesos (cerca de 20 reais) um pouco cara.


      Por fim, chegamos a Humahuaca (a 45 km de distância de Tilcara). Cidadezinha super agradável, com uma praça central bonita, onde ficam muitos vendedores de artesanato. O seu maior atrativo é o Cerro Hornocal ou Serranias de 14 colores (na verdade fica a alguns km de distância) .
        

      Antes ir à Serrania, demos uma volta pela cidade e almoçamos Café e Restaurante Las Glorias. Comemos um menú de $300 que incluía um estofado de llama. Basicamente é uma sopa com carne de lhama e batatas. Não vi muita diferença entre a carne de lhama e a carne de vaca. Tudo bem que não sou a melhor pessoa para degustar carne, mas o Sávio também considerou o mesmo. Ah, e vale dizer que enquanto almoçávamos, fomos agraciados pela apresentação de um cantora e violonista chilena maravilhosa.
      Depois do almoço, seguimos até a Serranía de Hornocal ou Cerro de 14 Colores está situado a 4760 m de altura, a 25 km da cidade de Humahuaca. O caminho é feito em estrada de chão (no linguajar brasiliense ou de terra, se preferir). Na cidade fazem um terror danado com a qualidade da estrada e oferecem transporte de 4x4 para chegar ao local por 2 mil pesos (um absurdo!). Se estiver na cidade em um carro pequeno, não hesite em ir até o local. A estrada na verdade é bem tranquila, apesar de ser muito sinuosa.
      Apesar do nome alternativo de Cerro de 14 Colores, muitas fontes dizem que na verdade são 24 cores, enquanto outras dizem que são 33 tonalidades. Eu tentei contar e vou falar que não consegui definir quantas cores são. Isso vai mais da sua interpretação pessoal. hehehe As diferentes cores são resultado de processo de diferentes processos de intemperismo sobre rochas que têm desde 110 milhões a 40 milhões de anos.

      Há uma entrada de 80 pesos e vale a pena fazer o caminho do mirador até mais perto da serra. Desses lugares que nenhuma foto consegue captar a real beleza.


      Depois desse rolê, voltamos para Humahuaca e fomos procurar hospedagem. Decidimos ficar no Hostel Humahuaca (detalhes ao final do relato). Depois de relaxar um pouco no hostel, saímos para jantar no La Puerta Verde. Menú também a $300 com muitaaa comida. Comemos umas humitas (a pamonha dos nossos vizinhos) e uma tortilla de papas andinas. Ambos estavam razoáveis, nada de mais. E vale dizer também que mais uma vez tivemos música ao vivo no restaurante. Aqui no caso era um grupo, com alguns bolivianos, que tocava música regional e cantou chacarera e fez o povo dançar.
       
      DIA 3) IRUYA
      Dia de conhecer a cidadezinha de Iruya, situada na Serra de Santa Victoria, a 75 km da cidade de Humahuaca.
      Há saídas de ônibus diariamente às 8h20, 9h e 10h30, com último retorno garantido às 15h15. O preço de cada trecho é de $300 pesos (cerca de 18 reais) e a viagem dura quase 3h.
      Iruya teve sua construção iniciada em 1751 e há indícios de que os primeiros habitantes eram descendentes dos incas. A cidadezinha é bem pitoresca e pode ser toda percorrida rapidamente. Primeiro fomos até o cemitério e ao mirante na parte superior. Depois descemos até uma pracinha na parte inferior, onde almoçamos no restaurante Cachis. Eu comi uma tortilla de quinua com papas andinas (espécie de suflê com esses ingredientes), que estava gostosa e caprichada ($230).

        
      Retornamos no último ônibus. Antes de ir pro hostel, compramos umas deliciosas (muito...demais mesmo!) tortillas rellena perto do mercado municipal. Essa tortilla é bem diferente da tortilla citada em Iruya, parece mais um calzone. É uma das coisas mais gostosas que comi durante toda a viagem e é encontrada também em Purmamarca e Salinas Grandes. Não achei mais dela na parte mais ao sul da nossa rota.
       
      DIA 4) PURMAMARCA - CUESTA DEL LÍPAN (ruta 52) - SALINAS GRANDES - RUTA 40 (Tres Morros e El Mojón) - SAN ANTONIO DE LOS COBRES
      Saímos de Humahuaca con direção a Purmamarca, uma cidadezinha fotogênica com uma história centenária, tendo assentamentos humanos desde antes da chegada dos espanhóis. Na cidade destacam-se as suas casas de adobe, o centrinho com muitos vendedores de artesanato, uma igrejinha que data de 1648 e o principal: o Cerro de Los Siete Colores como "tela de fundo". 
      Vale super a pena pagar 20 pesos para subir no mirante do Cerro de Los Siete Colores e também recomendo demais fazer uma caminhada pelo Paseo de los Colorados, uma rota circular de cerca de 3 km, que passa por trás do Cerro.

        

      Depois da nossa volta pela cidade, pegamos a Cuesta del Lipán ou ruta 52: uma estrada bastante sinuosa e bastante inclinada, de pouco mais de 60 km, com belíssimas vistas. Ao longo do caminho, paramos em acostamento para tirar fotos, No local estava um ciclista parado e para nossa surpresa era um brasileiro, o Vieira, que estava fazendo a subida sinistra com o seu amigo Felipe (galera cascuda da porra!). Eles estavam com um projeto massa de pedalar do Atlântico (mais especificamente de Paranaguá) até o Pacífico (Antofagasta), promovendo a doação de medula óssea (dá para encontrar eles no Instagram: @pedalando_para_vida).


      Depois de trocar umas ideias com os ciclistas brasileiros, seguimos pela ruta 52 com destino às Salinas Grandes.
      Localizada a cerca de 3400 m de altitude, na província de Jujuy, as Salinas Grandes ocupam uma superfície de 212 km². Muitos sites a colocam como a segunda maior salina do mundo, mas essa informação é errada já que depois de Uyuni, outras duas (pelos menos) são maiores: a do Atacama e a de Arizaro (mais a frente falarei sobre esta 😆).
      As salinas possuem acesso super fácil, pois a Ruta 52 atravessa o salar, tendo alguns pontos para se estacionar o carro e descer para curtir a paisagem.
      Ao pensar em salina, talvez imediatamente vc pense em mar, não é?! Porém, as Salinas Grandes não têm nenhuma relação com o mar. Elas foram formadas a partir da evaporação de água de origem vulcânica entre 5 a 10 milhões de anos atrás.
       

      Depois de conhecer as Salinas, seguimos rumo a San Antonio de los Cobres. Aqui vale contar uma história: quando pegamos o carro, a galera da locadora nos disse para não pegar a ruta 40 para ir até San Antonio de los Cobres porque estava em péssimas condições. Olhamos no Maps e vimos que essa ruta era afastada da estrada que pretendíamos pegar, a qual não tinha indicação de nome no app, e assim ficamos tranquilos.
      Pegamos essa estrada de terra e depois de dirigir um bocado, avistamos uma placa: ruta 40. Lasqueira! Pegamos outro braço dessa ruta danada. hahaha 😂
      Realmente a estrada tinha muita costela de vaca e alguns trechos de travessia de rio, mas de boa para quem já teve um Celtinha "off-road", que enfiava em todas trilhas e que foi meu veículo de campos de pesquisas no Cerrado por um bom tempo. 😆
      Na verdade, a estrada talvez só não seja viável para carro pequeno em situações de muita chuva quando os rios enchem.
      No final, valeu a pena demais pegar essa rodovia. Muitas paisagens bonitas, umas ruínas massa em um cenário meio Mad Max, incluindo um fundo com salar e montanhas, e ainda dois povoadinhos super pitorescos: Tres Morros e El Mojón. Este último é meio que um projeto de povoado modelo, com restaurante, museu, igreja e hospedagem. Infelizmente não havia ninguém no local e como as informações na internet são escassas e defasadas, não sabemos dizer a quantas anda o projeto.




       




      Por fim, chegamos em San Antonio de los Cobres, uma cidade a 3775 m de altura, baseada principalmente na atividade de mineração e que tem buscado desenvolver o turismo no entorno, no qual se destacam o Viaducto La Polvorilla, o passeio pelo Trem de las Nubes e para Tolar Grande e Cono de Arita (cenas dos próximos capítulos 😆).
       
       DIA 5) TOUR TOLAR GRANDE + CONO DE ARITA
      Segurem-se, que lá vem o tour que talvez seja o mais incrível que já fiz (no mesmo patamar do tour de 3 dias de Uyuni)!
      Fizemos o tour a Tolar Grande e Cono de Arita partindo de San Antonio de los Cobres com o motorista Jorge Olmos (+54 387 519 9112), uma pessoa super tranquila e atenciosa, que nos cobrou barato pelo passeio ($15 mil no total...daria para colocar mais uma pessoa no veículo para dividir e ainda fazer o passeio com qualidade).
      O tour é super cansativo. Durou um total de mais de 13 horas dentro de uma Duster para percorrer pouco mais de 500 km. Mas vou te falar que o cansaço foi muito bem recompensado. Cada paisagem que cê tá doido!!! Passamos por montanhas incríveis, ruínas de casas abandonadas, salares de Pocitos e Arizaro, pelas Coloradas e Deserto del Diablo, por olhos de água salina (Ojos del Mar), pela cidadezinha de Tolar Grande e por último pelo incrível Cono de Arita (uma pirâmide natural no meio do Salar de Arizaro). Seguem as principais atrações:
      Salar de Pocitos
      O primeiro salar do roteiro. Há poucas informações sobre ele na internet (para não dizer nenhuma boa 🤣). Há uma pequena vila na beirada do salar e há bastante extração de sal no local. Há ainda um trilho de trem de carga que o corta.

       
      Las Coloradas e Desierto del Diablo
       A primeira é um conjunto de formações de rochas metamórficas sedimentares constantemente erodidas pelo vento e por chuvas de verão. Simplesmente incrível! 😍
      Já o Desierto del Diablo (está situado a 3700 m de altura e é rodeado por montanhas majestuosas da Serranía de Macón, que degelam e formam pequenos cursos d'água que chegam até o deserto.

      MAH04445.MP4

       
      Tolar Grande
      Atualmente a cidade tem mais de 200 habitantes, mas no passado, no auge da atividade ferroviária devido à mineração nos arredores, chegou a ter cerca de 5 mil habitantes.
       

       
       Ojos del Mar
      Os Ojos del Mar são um conjunto de três pequenas lagoas, situadas pertinho de Tolar Grande, que afloram a partir de um lençol freático bem profundo. Abrigam estromatólitos - rochas fósseis formadas pela atividade de microorganismos - e possuem coloração que variam de azul a verde esmeralda dependendo da luz.

       


       
      Cono de Arita
      Este com certeza é um dos lugares mais incríveis que já vi em toda a minha vida! 😍
      O Cono de Arita se situa a pouco mais de 80 km da cidade de Tolar Grande. É uma formação piramidal com quase 200 m de altura, praticamente perfeita, que está situada no meio do Salar de Arizaro, o terceiro maior do mundo, após o Salar de Uyuni e de San Pedro. 
      Segundo alguns estudos geológicos, o Cono é um vulcão que já chegou a entrar em atividade. Nas suas proximidades foram encontrados alguns artefatos que indicam que o local era usado em cerimônias por povos pré-incas e assim poderia ser considerado um local sagrado para estes.
       
      E para não dizer que tudo são flores, que há contratempos que aumentam a aventura (ou te tiram um tampão hahaha), segue algumas fotinhas de perrengues ao longo do caminho. Fiquei com muita pena do motorista que tava no caminhão da terceira foto. Imagina o esporro que levou! E o pior não faço ideia como ele aprontou essa arte. 😂😂 
       

       
      DIA 6) VIADUCTO POLVORILLA (San Antonio de los Cobres) - SALTA
      Acordamos cedo e fomos conhecer o Viaducto Polvorilla. É um dos maiores viadutos de trem do mundo com 63 m de altura e 223 m de comprimento. É o viaduto mais icônico por onde passa o Trem de las Nubes, um trem turístico que passa por diversos lugares muito bonitos.


      .
      Depois seguimos pela belíssima ruta 51 até Salta. Ao longo do caminho, montanhas nevadas e belas paisagens, como a da Quebrada del Toro, e ainda o importante sítio arqueológico de Santa Rosa de Tastil, que acabou nos passando batido. 🤦‍♂️ As estradas que percorremos durante a viagem às vezes eram mais atrativas do que os próprios destinos.



      Depois de cerca de 3h de belas paisagens na estrada, chegamos a Salta, a capital da província de mesmo nome, fundada em 1582. O nosso maior objetivo na cidade era visitar os Museus de Antropologia e de Arqueologia de Alta Montanha, o qual tem as famosas múmias de Llullailaco. Porém chegamos na cidade na segunda, o dia oficial dos museus fechados em várias cidades do mundo. 😂 
      Bola para frente. Fomos curtir a cidade que tem belas igrejas, como a grande Catedral e as coloridas Iglesia de la Candelaria e Iglesia San Francisco; uma charmosa e movimentada praça central; e ainda um teleférico que vai até o alto do cerro San Bernardo, de onde se tem uma vista privilegiada da cidade. Nós subimos nele e depois descemos a pé.

       
       
       
      Depois do rolê pela cidade, ao fim da tarde paramos no Café Van Gogh para almoçar (sim, almoço oficial (ou já seria janta?!) às 17h30 🤣). Comemos um menú por $380 com um crepe de verduras de entrada, filé de merluza de prato principal e ainda um crepe de banana com doce de leite. Tudo muito gostoso! 
       
      DIA 7) SALTA - CACHI - ANGASTACO - CAFAYATE
      Dia de um rolezão enorme! Não tanto pela distância percorrida (320 km), mas pelas estradas de chão muito sinuosas e pelas paradas que fizemos em lugares muito lindos.
      Saímos de Salta, pegando a ruta 33. Depois de alguns quilômetros, passamos pelo Parque Nacional Los Cardones (espécies de cactus). De acordo com as fotos que vimos, o Parque tem vistas de paisagens incríveis. Porém, para o nosso azar pegamos muita neblina neste trecho do Parque, que muitas serras e curvas, e assim pouco conseguimos ver da paisagem. Depois de passarmos por esse trecho nublado, chegamos à bela Recta del Tin Tin, uma retona ladeada por muitos cactus e morros bonitos, onde paramos para tirar umas fotos e apreciar os cardones.

       
       

       
      Depois seguimos com destino à Cachi: uma cidadezinha branca linda, super agradável, com várias opções de restaurantes. Curtimos demais essa cidade! 😍
       

      Depois de um bom rolê pela cidade, compramos umas empanadas baratas em uma casinha em um rua subindo logo após a praça principal (a de frango estava bem gostosa...a de carne vermelha, o Sávio não curtiu) e seguimos rumo a Angastaco, uma cidadezinha minúscula, super agradável, em que eu poderia facilmente me hospedar por um dia para descansar. Ao longo do caminho até essa cidade, muitas casas de adobe com tetos de barro, que escorrem pelas paredes formando um visual de filme de terror e diversas paisagens lindas, mas o mais incrível de todo esse caminho viria logo após: a belíssima Quebrada de Las Flechas. Paramos em todos os mirantes desse trecho e curtimos uma paisagem mais bonita que a outra.




       
      > Quebrada de las Flechas:



      Por fim, chegamos até Cafayate, uma cidade que muitas pessoas visitam para fazer visitas a vinícolas. Vou ser sincero que esperava um pouquinho mais da cidade em si. Achei bem sem graça e com um aspecto de lugar que na década de 70 e 80 era muito visitado, mas que hj em dia ficou meio defasado.
      Jantamos no restaurante Chikan na praça principal. Pedi um ravioli de verduras que estava bem fraco e ainda veio com um pedaço de carne cozida horrível, que não constava no cardápio.
       
      DIA 8 ) QUEBRADAS DE CAFAYATE (ruta 68) - MUSEO PACHAMAMA - CAFAYATE
      Começamos o dia conhecendo as quebradas e paisagens próximas da cidade de Cafayate, na ruta 68. No caminho, paramos para dar carona para um casal super gente boa de russos. Acabou que depois eles conheceram todas as quebradas com a gente. hehehe Dar carona é legal, pois é uma oportunidade de contribuir com outros viajantes e ainda conhecer um pouco mais sobre suas culturas, pegar dicas de roteiros e ainda fazer amizades. Sempre quando viajo de carro, dou caronas. Também já peguei muitas! Foi massa ver como a cultura da carona é forte nessa parte da Argentina.
      Quebradas basicamente são caminhos estreitos que passam entre montanhas ou desfiladeiros. Nesse trecho se destaca a belíssima Quebrada de las Conchas, o mirante de Los Castillos e
      Las Ventanas.





      Depois desse rolê pelas quebradas, seguimos no carro com destino a Belén, fazendo um pequeno desvio para conhecer a cidadezinha de Amaicha del Valle e o seu Museo Pachamama.
      O museu traz informações sobre a geologia da região e faz uma interpretação de como poderia ser a vida dos primeiros habitantes pré-incas da região, além de ter obras de arte do artista que o fundou, Héctor Cruz. A parte de acervo e de informações no museu é meio fraquinha. O que chama atenção mesmo é a arquitetura, as esculturas e ornamentações da área comum que recriam símbolos dos povos originários. Entrada: 200 pesos (cerca de 12 reais na cotação atual do peso).



      Por fim, seguimos caminho até a cidade de Belén, que seria a nossa base para o passeio ao Campo de Piedra Pómez. Essa cidade, que não é nem um pouco turística, tem três agências de viagem onde se pode contratar o passeio. Depois da contratação (falo sobre a empresa no final do tópico abaixo), jantamos no restaurante Ateneo. Era o que tinha opções mais baratas e onde consegui ver um esquema vegetariano (ovos com batatas fritas 😝). Porém não recomendo, não. Demos o mole de comer duas vezes no lugar. No segundo dia, a comida estava horrível.
       
      DIA 9) CAMPO DE PIEDRA POMEZ
      Segure-se que lá vem mais um passeio pedrada!
      Saímos rumo ao Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Belén) às 7h30, com o excelente guia e condutor Pierino na sua SW4 (4x4 é obrigatório para entrada no Campo). Ao longo do caminho até o Campo, passamos por formações incríveis, como Puerto Viejo (uma sequência de formações que parecem proas de barcos) e Cuesta de Randolfo (com dunas imersas em montanhas altas...muito louco!), e ainda tivemos o prazer de ver várias vicunhas, inclusive algumas cruzando a estrada.




      VID_20200220_092737.mp4 O Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Belén) é uma área natural protegida de pouco mais de 75 mil hectares na província de Catamarca. É uma paisagem surreal formada por rochas originárias de eventos vulcânicos (especialmente no Vulcão Blanco) que inundaram a área de magma entre 20 milhões e 10 mil anos atrás. Posteriormente, essas rochas foram esculpidas pelo vento, dando origem a diferentes formas e relevos. Lugar único, incrível!!!





       
      Depois de conhecer o Campo, voltamos até a vila de El Peñon,  praticamente na base do Campo, e almoçamos no restaurante Comedor La Pomez. Na verdade o restaurante é a casa de um morador da cidade, sendo a comida servida na sua sala. Comi uma tortilla de batata e o Sávio uma carne vermelha. Gostamos bastante da comida!
      Depois do almoço, já no nosso retorno a Belén, demos uma passadinha na Laguna Blanca. Situada na Reserva de Biosfera de mesmo nome infelizmente estava com pouca água e bastante turva. Segundo o Pierino, de uns anos para cá anda geralmente muito seca, mesmo em períodos de chuva. No local vimos alguns flamingos e vicunhas 😍.


       
      No total, o passeio durou 10h30. Fizemos com a empresa Fanayfil por 12 mil pesos (carro para até 4 pessoas, cerca de R$400...facada!). As outras empresas estavam negociando pelo mesmo preço. Há ainda a opção de partir de El Peñón, cidadezinha praticamente na base do Campo (assim deve sair mais em conta...seguem alguns contatos abaixo caso queiram verificar).

       
       DIA 10) EL SHINCAL - PARQUE NACIONAL DE TALAMPAYA
      Saímos de Belén com primeiro destino nas Ruínas de El Shincal e segundo no Parque Nacional de Talampaya.
      El Shincal, fica a pouco mais de 20 km de Belén, e é o principal sítio arqueológicos dos incas na Argentina. Infelizmente encontramos informações de horário de funcionamento conflitantes na internet e ainda erramos o caminho (não siga o Google Earth; vá pelas placas). Assim, perdemos um dos horários de saída da visita guiada obrigatória e não podíamos aguardar a saída do próximo grupo pq depois a gente poderia perder o passeio em Talampaya. Segue abaixo os horários desde o ano passado para não ter contratempos:

      Depois de cerca de 4h30 de viagem e pouco mais de 300 km percorridos (mais uma vez com alguns trechos incríveis), avistamos serras altas dos dois lados da estrada em uma região árida e com vegetação composta por arbustos e algumas árvores esparsas, características da ecorregião de Monte de Sierras y Bolsones. Chegamos a um dos patrimônios naturais da humanidade declarados pela UNESCO: o Parque Nacional de Talampaya (declarado em conjunto com o seu vizinho, o Parque Provincial Ischigualasto...ambos considerados uma mesma unidade geográfica).
      O parque possui cânions e formações geológicas incríveis e abriga cerca de 190 espécies de vertebrados, entre eles guanacos, o condor, serpentes e nandu. No passado, abrigou dinossauros répteis e protomamiferos do Triassico (precursores dos dinossauros dos grandes dinossauros do Jurássico), que podem ser estudados e reconstituídos a partir de fósseis bem conservados encontrados na região (vou falar pouco mais sobre isso no post seguinte sobre o parque vizinho Ischigualasto).
      🚩 Passeios: são feitos com empresas concessionárias ou com permissionários da comunidade local. Optamos por fazer um dos mais famosos: o do Cañón de Talampaya ($1490 + $400 de entrada, cerca de R$120...verifique no site oficial do Parque os horários dos passeios).
      O passeio é feito em um microônibus 4x4, com acompanhamento de guia e tem uma duração de 2h30, com saídas em diferentes horários ao longo do dia. O ônibus sai da entrada do parque e depois de percorrer alguns quilômetros - em parte pelo leito de um rio seco, que se enche apenas temporariamente com enxurradas nos meses dezembro e janeiro -, chega ao primeiro ponto de parada: um sítio com petrogriflos, alguns com cerca de 2500 anos, que trazem representações de animais, pessoas e figuras geométricas. 🖖


      Depois percorremos mais uns quilômetros no ônibus e adentramos no incrível Cañón de Talampaya, o ponto alto do parque. Um cânion com paredes serpenteantes e em algumas partes tão retas na sua projeção ao céu, que parecem que foram cortadas por uma grande faca. Maravilhoso! 
       

       
      Depois de ouvir explicações do guia, tirar fotos, gritar e escutar o eco, apreciar os loros (papagaios) que fazem festa nas árvores e ainda tomar uns vinhos locais oferecidos pelo guia🥂, seguimos até a formação Catedral Gótica. Bem massa!

      Por fim, seguimos até a última parada para contemplar a formação o Monge, que fica em uma parte mais aberta do parque, com outras formações geológicas bem interessantes.


      Que passeio incrível! Sim, é caro, mas vale super a pena.
      Depois seguimos até a cidadezinha de Baldecitos, uma cidade minúscula com apenas duas ou três opções de hospedagens, onde nos hospedamos em uma hospedagem familiar logo na entrada da cidade, onde há também o Armazém e Restaurante Alba. À noite, jantamos nesse restaurante. Eu comi um macarrão improvisado feito na manteiga e com ovos (não foi uma boa invenção, mas como tava com fome, foi de boa 🤣).
      p.s : Se tiver mais tempo na região pode valer a pela fazer outros passeios no Parque Talampaya, como o do Cañón Arco Íris e o da Ciudad Perdida.
       
      DIA 11) PARQUE PROVINCIAL ISCHIGUALASTO
      Depois de conhecer o Parque de Talampaya, foi a vez o conhecer o seu vizinho, o igualmente fantástico Parque Provincial Ischigualasto.
      Famoso mundialmente por ser o local onde foram encontrados 5 das 7 espécies de dinossauros conhecidos mais antigos do mundo, datados do período Triassico (250 a 201 mi anos) entre elas ancestrais dos mamíferos, de crocodilos e dos dinossauros do Jurássico. Ischigualasto é o único lugar do mundo com uma sequência de rochas continentais triassicas completa e contínua, que permite estudar uma das transições de fauna mais importantes da história.
      O passeio no parque é feito em veículo particular próprio, que deve seguir um comboio em que um guia, funcionário do parque, segue no primeiro veículo. O passeio tem 3h de duração e o custo/ pessoa é de $600 (aprox. 35 reais). As saídas acontecem a cada hora, iniciando às 9h.
      São cinco pontos de paradas no passeio. O 1º no Valle Pintado, onde é possível ver as três formações do parque com suas características e cores próprias: Coloradas, Los Rastros e Ischigualasto.

      2º: Cancha de Bochas: um local com pedras ovaladas, algumas lembram bolas de bocha. Ainda não há uma explicação definida para a origem e processo de formação, mas supõe-se que são provêm de blocos esféricos de rochas arsênicas, que depois foram englobadas por detritos e com o tempo, reveladas pela ação do vento.

      3º: um pequeno museu de estrutura metálica, onde se encontra no seu centro fósseis de três espécies ainda presas ao solo.

      4º e 5º: duas formações interessantes: Submarino e El Hongo. Curiosidade: o Submarino há 4 anos tinha dois telescópios, mas um foi derrubado por fortes ventos. Isso mostra como o parque está em constante evolução e como o que vemos hoje pode não ser o mesmo do que existirá no futuro.



      Por fim, voltamos,  margeando as belas Coloradas, à entrada do parque, onde visitamos o ótimo museu (não perca!).



       
      Depois de conhecer o parque, seguimos até Córdoba, onde ficamos dois dias e entregamos o carro. Como fomos em época de Carnaval, com muitas coisas fechadas, e como a cidade é grande e com várias dicas na internet, prefiro encerrar por aqui o relato dessa viagem incrível! Espero que tenham curtido! 
       
      >Veja abaixo os meus top 10 e as informações de hospedagens<
       
       
      TOP 10 DA VIAGEM
      1 - Cono de Arita (tour de Tolar Grande)
      2 - Campo de Piedra Pomez
      3 - Coloradas e Desierto del Diablo (tour de Tolar Grande)
      4 - Serranía del Hornocal (Humahuaca)
      5 - Parque Nacional de Talampaya
      6 - Parque Provincial Ischigualasto
      7 - Quebrada de las Flechas (Angastaco)
      8 - Ojos del Mar (tour de Tolar Grande)
      9 - Quebradas de Cafayate
      10 - Purmamarca
       
      HOSPEDAGENS
       - San Salvador de Jujuy: Malala Jujuy Hostel - bom. Hostel barato em uma casa antiga com bom ambiente, cama confortável, bom café da manhã (com pães gostosos e frutas) e atendentes atenciosos. O único problema para mim foi o banheiro externo com área de chuveiro muito apertada. A cortina ficava grudando no corpo. $350, quarto para 6 pessoas
      - Humahuaca: Humahuaca Hostal - satisfatório. Super econômico, com quartos não muito espaçosos no caso de quarto para seis, cama confortável, café simples (pães e geleia), ótima área de convivência (se não estiver chovendo) e banheiro limpo, mas um pouco meio sem privacidade. $300, quarto para 6 pessoas.
      - San Antonio de los Cobres: Hosteria La Esperanza - satisfatório. Quarto privativo com cama confortável, banheiro privado, boa localização e café simples (pães, geleia, manteiga e doce de leite). $1200 para os dois, quarto para duas pessoas.
      - Salta: Hostal Namasté - bom. Quarto privativo com cama confortável, excelente atendimento, ótima limpeza. Não tem café da manhã. Um pouquinho distante do centro. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas.
      - Cafayate: Hostel Esperanto - Fraquinho. Café da manhã simples (pães, geleia e doce de leite), quarto muito quente e com cama estreita, cozinha meio desorganizada. $350, quarto para oito pessoas.
      - Belén: Hostel Bazetta - muito bom. É uma casa que foi transformada em hostel com três quartos com duas camas cada. Há boa cozinha, banheiro bom e tanque na área externa para lavar roupas. Sem café da manhã. $440 por pessoa pelo quarto duplo.
      - Baldecitos: infelizmente perdemos o nome da hospedagem, mas é uma familiar que fica logo na entrada da cidade, próximo de um armazém/restaurante. Achamos muito bom! Super limpa e confortável! Sem café da manhã. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas. 
       
       
    • Por Juliana Champi
      Olás amigos mochileiros! Esse meu texto tá diferente! Tá dividido em 2 mesmo! Pela Bahia, uma história, pelas Minas Gerais, um relato. E digo isso pq não fomos pra Bahia conhecer seu belo litoral, não visitamos nenhum “lugar turístico”... fomos pro sertão! E se vc quiser saber logo abaixo vou contar pq! Já em MG percorremos um pedaço do circuito histórico, cachoeiras lindas e terminamos com uma relaxadinha em Poços de Caldas. MARA!!
      No total foram 4520km rodados por 4 estados: Paraná (de onde saímos), São Paulo (que só atravessamos), Minas Gerais e Bahia! Fomos de Nissan Versa relativamente novo (5.000km rodados) e só abastecemos com álcool, que manteve média de consumo a 10km/L.
      A equipe foi meu marido Gui, o motorista principal, eu, a navegadora e co-pilota, tb responsável pela comida e bebida a bordo, e nosso filho João (10 anos), que dormiu praticamente o tempo todo!
      Foi nossa primeira viagem em carro grande e a maior em extensão que já fizemos. Antes desta a maior tinha sido para as serras gaúcha e catarinense de UNO. Foi quando pegamos gosto pela estrada em si e não paramos mais. Eu era bem feliz com o UNO, mas viajar com carro mais espaçoso é imensamente mais confortável, sem contar que o porta-malas tb não fica cheio nunca, rs!
      A vantagem de viajar de carro neste tipo de viagem é ir conhecendo tudo pelo caminho, e tb pq passagens áreas estão meio salgadas ultimamente não??
      Para hospedagens, ao contrário da regra geral, peguei só um airbnb desta vez, em São João Del Rei, e nos demais locais hotéis pelo Booking, com cancelamento gratuito até perto da viagem, com exceção de Poços de Calda que pegamos um melhorzinho sem direito a cancelamento, mas pago na hora. Vou descrever cada hospedagem no relato por cidades, mas já adianto que todas as opções foram ótimas e eu sigo apaixonada pelo airbnb! Se vc quiser experimentar faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima viagem!
      https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL
      Mas vamos começar! Segue o relato dia a dia dividido entre os dois estados!
       
      BAHIA – UMA HISTÓRIA
      (pq nem só de conhecer lugares vive o viajante)
       
      29 de dezembro de 2018 (sáb) – trecho 1: Londrina/PR > Pirapora/MG (1100km)
      Saímos de Londrina com 1h de atraso em relação ao horário planejado, mas tudo bem. As 7h da manhã estávamos rumo ao nosso primeiro destino (apenas pra dormir): Pirapora em MG.
      As estradas do Paraná têm os pedágios mais caros do Brasil, e penso que do mundo. E as estradas não correspondem ao que custam, uma vergonha! Não que sejam ruins, mas estão muito aquém do que se paga. Como estamos próximos a fronteira do PR com SP, depois de pagar um pedágio de 13,80 para andar em pista simples, cruzamos o Paranapanema (rio que marca a divisa dos estados) com apenas 1h20 de viagem!
      Em São Paulo seguimos por boas estradas, mas tb com MUITOS pedágios! Até chegarmos em MG foram 8 pedágios somando aproximadamente 66 reais!
      No carro, muito ecletismo musical, acabava Pixies e tocava Leonardo, acabava David Bowie e tocava pagode, e assim íamos!
      Não paramos pra almoçar pq estávamos cheios de lanches e porcarias no carro, mas íamos parando a cada 2-3 horas pra esticar as pernas! João tinha virado a noite jogando vídeo game então dormiu a viagem toda, rs!
      Passamos sobre o Rio Tietê numa ponte que achei legalzinha, e às 14hs cruzamos a divisa de SP com MG (divisa feita pelo Rio Grande), aí que beleza: acabaram os pedágios, mas tb acabou a estrada, kk! Pegamos trechos até que bons (sempre pista simples) na BR-146 e na BR-365, mas os últimos 100km chegando em Pirapora foram MUITOOO ruins, buraqueira, pista simples, caminhões, nenhuma sinalização... péssimo. Fotos 1 a 3
       
      1: Ponte sobre o Rio Tietê!

      2: Divisa de Estados!
       
       

      3.mp4 3: Chegamos em Minas, adeus estradas!
       
      No total foram 1100km, 194 músicas, álcool variando de 2,59 (SP) a 3,31 (MG), e consumo de 10km/L, chegamos em Pirapora umas 20h! Foram 13h de estrada! Foto 4
       
      4: o caminho do primeiro dia!
       
      O hotel que pegamos em Pirapora (Cariris) era bem simples e bem próximo à “orla” do Rio São Francisco. Fizemos check-in, tomamos banho e saímos pra dar uma volta e comer! Ia ter uma mega balada na cidade, tava tudo bem lotado e policiado! Demos só uma voltinha, comemos bem num restaurante bonitinho (Casa Benjamin) e fomos dormir! A música da balada tinha começado e não agradava em nada, rs!
       
      30 de dezembro de 2018 (dom) – trecho 2: Pirapora/MG > Caetité/BA (570km)
      Acordamos cedinho, tomamos café no hotel e saímos dar uma voltinha pra ver o Rio São Francisco com luz, rs! A “orla” estava imunda graças aos bons costumes dos seres humanos na balada da noite anterior, mas já tinha bastante gente limpando! O Velho Chico tava bem sequinho... mas por ali tinha uma ponte férrea de 1922 desativada que era bem legal. Fotos 5 e 6
       
      5: Velho Chico!
       

      6: Ponte férrea de 1922!
       
      Saímos de Pirapora às 8h45 e a estrada seguiu razoável, com o cerrado e plantações de eucalipto nos acompanhando, além de gente vendendo pequi, umbu e seriguela! Compramos tudo, inclusive pequi! As frutas comemos no caminho!
      A medida que nos aproximamos de Montes Claros em MG o tráfego de caminhões aumentou bastante, e depois desta a estrada vai ficando ruim (trepida muito) e não tem mais nada...
      É engraçado pq aqui no Paraná as cidades são perto umas das outras, mas MG é um estado imenso e dirigíamos por 100km sem ver nada! Nem posto, rs! Chegando na fronteira com a Bahia a estrada fica horrorosa, cheia de quebra-mola... padrão minas!
      Às 15h15 cruzamos a fronteira com a Bahia e a estrada ficou linda, simples, mas bonita e boa. Fotos 7 e 8
       
      7 e 8: divisa de estados e estradas bonitas!
       
      Não me lembro exatamente que horas chegamos em Caetité! Mas era de tarde, tava bastante sol! Foram cerca de 600km, 120 músicas e nenhum pedágio. Fizemos check-in no fofíssimo hotel Vila Nova do Príncipe, que era um casario do século XIX restaurado por um arquiteto suíço. O hotel ficava na praça da catedral, ou seja, no umbigo do centro de Caetité. Fotos 9 a 12
       
      9: entrada de Caetité!
       

      10, 11 e 12: Hotel em Caetité!
      Deixamos as malas e saímos pra ver a cidadinha com cerca de 50 mil habitantes e mais de 200 anos! Era bem bonitinha ali no centro e muito bem preservada historicamente. Uns 10 minutos depois de termos saído deu uma pancada de chuva e nos molhamos muito, rs! Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos de carro! Vimos mais casarões históricos, e com o fim da chuva voltamos pro hotel e saímos novamente a pé! Já era noite e preferimos comer ali por perto, no ótimo “Frank’s Burger”, com a melhor batata frita do mundo e chopp geladíssimo! Fotos 13 a 15
       
      13: amo mesmo!

      14: Caetité tem casa rosada tb!

      15: Igreja matriz da cidade!
      Com a pansa muito cheia demos mais uma voltinha voltamos pro hotel, onde a preço de ouro tomamos um vinho sensacional! Estava animada e feliz por finalmente ter chegado no sertão! Fotos 16 e 17
       
      16 e 17: Igrejinha a noite e vinho foda no hotel!
       
      31 de dezembro de 2018 (seg) – o grande dia: Igaporã e Riacho de Santana
      Eu sinceramente queria conhecer este “fim de mundo” chamado sertão baiano, mas não trazendo as cinzas do meu pai. Queria tê-lo trazido vivo. Ele manifestou vontade voltar já no fim, e eu disse pra ele sarar que eu o traria! Acabei trazendo as cinzas pq ele não sarou! Meu pai estava num pote azul! Ele lutou contra duas doenças crônicas no final da vida e faleceu em 16 de março de 2018, aos 67 anos, após um transplante de fígado mal sucedido realizado em Curitiba em 3 de março do mesmo ano. Apesar do estado adoentado dele há pelo menos 3 anos, o transplante significava uma nova vida, e não perdê-lo. A morte dele não passou pela minha cabeça em nenhum instante até poucos dias (poucos mesmo, menos de uma semana) antes de acontecer. Eu sinceramente ainda não entendo pq e como tudo isso aconteceu tão rápido. Eu não estava preparada, se é que alguém está!
      Mas segue a história deste dia fantástico!
      Meu pai nasceu em Igaporã (1950) e viveu parte da vida na zona rural de Riacho de Santana e outra parte em Caetité. É por isso que viemos! 💗
      Eu não tinha muitas informações, apesar de seus 3 irmãos já terem voltado desde quando foram... pq era tudo meio perdido... memórias de muitos anos atrás... e eu estava um tanto receosa! Quando botamos meu pai e seu pote azul no carro só sabia que ia levá-lo de volta pro seu sertão, mas não fazia ideia do que ia fazer, onde ia deixa-lo, como... mas isto o meu marido definiu bem: não foi o acaso, foram intercessões.
      Acordamos cedo em Caetité, tomamos nosso café no hotel e eu estava decidida: antes de visitar Igaporã em si (a ideia era deixar meu pai em sua cidade natal), ia a Riacho de Santana pra ver se achava uma prima-irmã do meu pai que ainda morava por lá... meus tios disseram que a tal da Lourdes era gente muito fina! Eu tinha mandado whatsapp pra ela na noite anterior mas não obtive resposta... arrisquei ir mesmo assim.
      Entre Caetité e Riacho de Santana são cerca de 70km percorridos em 1h, pois a estrada obviamente é simples, não tem acostamento e em muitos trechos beira precipícios ou corta formações rochosas estreitas! A mesma estrada que leva à Riacho corta Igaporã ao meio, que eu achei bem esquisita ali na rodovia! Feia é a palavra! Mas seguimos viagem e chegamos em Riacho perto das 10h da manhã!
      Cidadezinha ajeitada, muita gente na rua... pracinhas fofas, igrejinha, e aquelas coisas de cidadinhas pequenas! Onde eu começaria a procurar pela “Lourdes dos correios”? Bah, nos correios...
      Depois de um mini rolê na cidade a escaldantes 30 e muitos quase 40 graus, chegamos nos correios, que estava fechado, óbvio! Um sujeito ligeiramente alcoolizado por perto, vendo nossa cara de “oncotô” olhando frustrados pros correios fechados nos perguntou se precisávamos mandar alguma carta, rs! Dissemos que não, que na verdade estávamos procurando uma pessoa que morava na cidade e que tinha, no passado, trabalhado ali, e que era conhecida como a “Lourdes dos correios”! Ele e mais uns dois por perto se apressaram em nos explicar onde ela morava, que era ali perto, e mais um BILHÃO de informações que não faziam sentido nem eram necessárias... ele estava meio gorozado lembram? Hahahauaha... educadamente fomos nos afastando e despedindo do senhorzinho que tinha nos ajudado e uns 10 minutos depois estávamos a caminho da casa da Lourdes! Mais umas 2 perguntadas e chegamos na porta da casa dela! Que coisa estranha... ia bater lá e dizer “oi, vc não me conhece mas sou sua prima”. Estava com frio na barriga!
      Tinha um senhor de cabeça branca perto da porta que em teoria era a casa da Lourdes, mas ao perguntar ele disse que não era não. Uns 3 segundos de “comassim” depois ele entra na casa e diz “filha, os meninos chegaram”. Surge de lá de dentro uma senhorinha que era a cara da minha avó paterna e eu sem sombra de dúvidas estava na casa certa!
      Não há palavras pra descrever a simpatia, fofura, amor, sensibilidade e todos os demais adjetivos queridos do mundo pra esta família! Lourdes e seu marido “Fone” (ele tem um nome diferentão, se tratam por filha e filho, uns cute cute) que ali moravam, e suas duas filhas, Dione e Cynthya (nos explicaram pq de tanto y e h, haha) e suas 3 netas, Gabi (20) e as gêmeas Allice e Alline (16)!
      E como eles sabiam que a gente tava indo se a Lourdes nem tinha visualizado minha mensagem? Pq uma tia minha, de Curitiba, tinha conseguido falar com ela e portanto a família toda estava nos esperando!
      Contamos para eles pq tínhamos vindo: deixar as cinzas do meu pai num pequizeiro que ele tanto amava! Este “insight” tinha me ocorrido quando passamos por Montes Claros, norte de MG, e na estrada tinha um montão de pequizeiros... e gente vendendo pequi. A família do meu pai (além dele, pai, mãe e 3 irmãos) veio inteira pro Paraná na década de 70 e todos se estabeleceram em Curitiba, com exceção do meu pai, que ficou no interior do estado. Esses baianos quase se matavam por causa de pequi (os que sobraram ainda se matam), que não tem aqui no Paraná... só chega quando alguém vem lá de cima trazendo! Então um pequizeiro com certeza seria a sua melhor morada final, e pra mim, botânica, ele ficar numa árvore tb tem mil significados! A família da Lourdes nos deu dicas de onde tinha na estrada alguns pés!
      Conversa vai conversa vem... Teve lágrimas nos olhos... a Lourdes tb contou que sua mãe havia falecido há seis meses, e esta, Dona Rosinha, era irmã da minha avó! Tb teve muita história! Ela me contou que era bem amiga do meu pai, brincavam juntos... e tb contou da doidera que eu já sabia: minha avó e duas irmãs (entre elas a mãe da Lourdes) se casaram com meu avô e dois irmãos... eram 3 irmãs casadas com 3 irmãos! Casamento arranjado... os Batista e os Carneiro! Tb me contou do gênio e peculiaridades de cada um dos sobrenomes! Foi muita conversa e muita comida! MUITA mesmo! Quanta saudade eu tinha da comida da minha avó! Xiringa, Chimango, bolo frito, bolo de colher, beiju com manteiga de garrafa... meodeos! Fotos 18 a 20
       
      18 e 19: beiju com manteiga de garrafa, bolo de colher!

      20: comendo pequi num restaurante de Caetité!
      E quando Lourdes e família ficaram sabendo que a gente estava sem malas no carro e que estávamos hospedados em Caetité foi como se tivessem tomado um remédio amargo! Torceram a cara e exigiram, hahahahauahaauha, que a gente fosse lá buscar as coisas e voltasse pra Riacho passar o resto dos dias com eles! Mas já era dia 31 de dezembro e dia 2 de janeiro seguiríamos para MG, então ponderamos que iríamos sim a Caetité buscar roupas pra passar dia 31 e 1 com eles, mas que no fim do dia 1 voltaríamos pro hotel arrumar malas e seguir viagem dia seguinte! A gente mal sabia que tinha essa família quando começamos a viagem e agora íamos passar o ano novo com eles!
      Voltamos pra Caetité! Passamos lentamente por Igaporã, que de fato era bem feinha! Foto 21 Fomos reparando na estrada e avistamos alguns pés de pequi! Em Caetité fui atrás de comprar requeijão de comer com café (pra quem não sabe não tem nada a ver com o do mercado, é duro, corta e põe no café quente) e fomos pro hotel tomar banho, descansar um pouco (João queria nadar) e nos arrumar para voltar. Eu queria passar pela estrada ainda claro.
       
      21: Igaporã, pórtico de entrada!
      E assim fomos: entre Caetité e Riacho, exatamente em Igaporã, tinha um mini cemitério na beira da estrada. Ajeitadinho, mas com cara de ninguém é enterrado ali há tempos. Perto do cemitério, em uma área particular (pulamos cerca de arames farpados) tinha um pé de pequi... lá dentro da mata! Arranhei as pernas pra chegar lá pq estava de saia (ano novo né!)... e neste pé de pequi, cheio de pequi, ficaram as cinzas do meu pai! Ele estava de volta no seu sertão!
      Eu tb havia escrito uma carta bem resumida sobre sua história... escrevi no hotel minutos antes de sair pq o que devia ser feito ia clareando só na hora. Enquanto escrevia meu filho chorou bastante... esta carta foi posta dentro do pote azul (se chama urna na verdade) e deixada no cruzeiro do cemitério! Ele era católico e temos um ponto de referência para voltar, se um dia calhar!
      Foi sensacional, emocionante, um momento só nosso! Foi LINDO! Fotos 22 a 28
       
      22 e 23: O pequizeiro onde agora jaz meu papis!
       

      24: a carta!

      25: a carta no pote!

      26: o cemitério na beira da estrada!
       

      27 e 28: emoção!
      Chegamos em Riacho de alma lavada, espírito elevado... como a gente deve chegar pra um ano novo afinal!
       
      01 de janeiro de 2019 (ter) – feliz ano novo: Riacho de Santana e Caetité
      Passamos a noite do ano novo na casa de mais parentes que conheci por lá, outras primas e primos, e durante o dia ficamos só nós na Lourdes conversando muito e comendo muito muito! Que pouco tempo tivemos com eles... Me contaram da seca, do sofrimento da falta de água... que distante está minha realidade! Na despedida mais choro! Vim me despedir do meu pai e ganhei tanta gente nova e maravilhosa! Promessas de reencontros e lágrimas depois, voltamos pra Caetité!
      Arrumar as malas foi fácil, difícil foi ficar transportando o pequi que estava levando, pq segundo os baianos de Curitiba, se eu não levasse nem precisava voltar pro Paraná, hahahaha! No dia seguinte nos despedimos daquela terra onde falta água mas sobra amor com nossa primeira promessa de ano novo: até logo, sertão! Foto 29
       
      29: eu volto!
      “O sertão é do tamanho do mundo”
      “O sertão é dentro da gente”
      Guimarães Rosa sabe o que diz! 💙
      CONTINUA com Minas Gerais, num relato normal, prometo!
    • Por Lucas Mourao Machado
      Olá pessoal pela primeira vez na vida venho a escrever um relato diário de viagem. Um blog. Não tenho muita experiência em blogs, mas devido a pouquíssimas informações que encontrei sobre São Tomé e Príncipe escrito por brasileiros resolvi deixar aqui o meu depoimento para ajudar futuros viajantes. Estou viajando eu Lucas e meu companheiro Jair. Nossa viagem iniciou-se em São Paulo dia 23 de julho de 2018 as 18:20h . Chegaremos em São Tomé dia 25 as 00:30h. Dia 3 de Agosto vamos em um vôo para Príncipe que volta para São Tomé dia 5 de Agosto. Dia 6 de agosto voltamos para o Brasil de madrugada e chegamos dia 7 de Agosto de madrugada. Ou seja. Ao todo serão 9 dias na ilha de São Tomé e 3 dias na ilha de Príncipe. Tentarei relatar com detalhes cada dia dessa viagem a esse país pouquíssimo conhecido.

      Pela nossa pesquisa anterior o que vale mais a pena para quem vem a São Tomé e Príncipe é trazer consigo Euro. São poucos os locais no país que aceitam cartão de crédito. Os que aceitam muitas vezes não tem as nossas principais bandeiras visa/master. Não existe no país caixas eletrônicos que aceitam cartões internacionais como os nossos para sacar dinheiro. Existe no país uma moeda local a Dobra. Quando utilizamos o euro nos dão o troco na moeda deles. Pelo que pesquisamos Dólar não é bem aceito.

      Calculamos uma média de 100 euros por dia fora os gastos com hospedagem e locação de carro. Pelo que pesquisamos os preços dos passeios com guia são bemmm salgados então conseguimos alugar um carro por 35 euros por dia em São Tomé e 50 Euros em Príncipe e pretendemos fazer os passeios por nossa conta. Quanto a segurança em circular pelo país o que me informaram é que para nós que somos brasileiros acharemos o lugar mais calmo e pacífico do mundo. Assim espero !!!

      Como São Tomé conseguiu sua independência de Portugal super recente (1975) ainda tem muita ligação com o país. Os portugueses são os turistas mais frequentes. Aconselho a quem quiser procurar mais blogs os melhores que encontrei foram de portugueses.

      Nosso vôo partiu de São Paulo com destino a São Tomé com escala em Luanda (Angola). Conseguimos comprar por R$1700,00 reais com taxas. O problema é a conexão em Luanda longuíssima de 18 horas que é onde me encontro neste momento escrevendo o relato do percurso. Saimos de São Paulo ontem as 18:20h. Chegamos em Luanda as 2:20h. 06:20h no horário local. Viemos de cia aérea TAAG. A maneira mais em conta de vir a São Tomé é pela TAAG mas tem essas escala gigantesca em Luanda. O vôo foi excelente. Boing 777 300 new generation. Um avião de dar inveja nos nossos humildes jatinhos. Nos serviram jantar e café da manhã super fartos e variados. Avião extremamente confortável com tudo de mais moderno que se tem hoje. Pousamos em Luanda e já sentimos aquela desordem tipicamente brasileira no desembarque. Viemos para a área de passageiros em conexão para aguardar nosso vôo para São Tomé que sai as 22:00h no horário local. O visto para quem quiser sair do aeroporto e passar o dia em Luanda custa 120 dólares por entrada. Ou seja, 120 na ida mais 120 na volta caso queira deixar o aeroporto em ambas oportunidades. Não pesquisei o que tem para fazer em Luanda pois nos assustamos com o preço e pretendemos fazer uma viagem mais econômica. Como aqui tem internet wifi gratuita no aeroporto não vai ser difícil passar o tempo. A área de conexão onde me encontro é relativamente ampla. Tem várias lojas e um free shop pequeno. Tem também 4 lanchonetes simples com o preço bem salgado. Paguei 7 dolares em um pãozinho com café. Recomendo comerem bem em São Paulo e no avião pois eles não deixam entrar com comidas e bebidas aqui na sala de conexão. Além do preço alto as opções não tem uma boa aparência. Uns salgados meio velhos e uma comidinha com um cheiro de gordura velha que não me interessou nem ver o cardápio. Os assentos são relativamente confortáveis. Dá para deitar em vários e tirar um bom cochilo. Tem um ar condicionado agradável então não vi problemas ... Diferente dos relatos que li na internet onde as pessoas reclamaram muito. Tem também uma área de grandes janelas onde conseguimos ter uma vista panorâmica da cidade o que ajuda a passar o tempo. O único porém na área de conexão são os pernilongos. Tem bastante. E como não podemos trazer repelente na mala de mão estamos expostos ao ataque. Aconselho virem de blusa de frio, meia, e calça para ajudar a evitar as picadas e também pelo ar condicionado que é bem frio. Espero que os pernilongos não sejam da malária hehe.
      Lojas no aeroporto de Luanda
      Lojas típicas do aeroporto.
      Lojinhas no aeroporto.
      Aeroporto visto da sala de conexão.
      Sala de conexão no aeroporto.

      Embarcamos depois de muita confusão na sala de embarque para São Tomé com 1 hora de atraso as 23:00 e adivinham... O avião também estava tomado de pernilongos hehe. Apesar dos sugadores de sangue, o avião também era ótimo. Um 737 novinho. Mesmo a viagem sendo rápida apenas 1:40 foi nos servido um jantar maravilhoso. A tripulação do avião não era bem treinada o vôo foi um caos. Uma desordem na organização das pessoas, do serviço, somado a falta de educação de alguns indivíduos, e o excesso de crianças no vôo deixou tudo bem complicado. Não posso dizer que aterrizamos na pista e sim caímos rs. Meu companheiro de viagem também ja fez ciências aeronáuticas e ele também ficou chocado. Pousamos de ponta em alta velocidade. Quando o avião tocou o chão todos gritaram rs foi um susto imenso. Estava muito nublado e acho que o piloto não tinha lá muita experiência. Desembarcamos e se ja achamos o aeroporto de Luanda desorganizado o de São Tomé é um tumulto. As pessoas desceram do avião e foram correndo para a sala de desembarque, sem fila, ônibus, nem nada. Correndo pela pista. Um empurra empurra danado sem a menor educação de alguns. Na imigração era claro que a policia não tinha controle de nada e nenhuma tecnologia. Não havia cameras de seguranca no saguão nem se quer um aparelho de Rx para revistar as malas. Um rapaz carimbava os visto sem muitas perguntas e entravamos. Um grupo de arruaceiros que estavam no nosso vôo estavam bem bebados. Deixaram uma garraga de whisk quebrar no chao e beberam a no bico quebrada com os cacos em frente a imigração sem nenhum problema. Uma verdadeira farra. Ao ingressar ao país sai rapidamente do aeroporto e me deparei com um campão escuro sem iluminação onde umas 100 pessoas aguardavam seus parentes. Não vi taxi nem nada parecido. Por sorte tinhamos contratado um serviço de transfer e no meio daquele multidão avistei um rapaz com uma plaquinha com o nome do nosso hotel. Nunca me senti tão aliviado. O rapaz do transfer muito carismatico trabalha neste primeiro hotel que estamos de onde escrevo agora. O nome é Sweet Guest House. Amei o hotel. Muito organizado, limpo, quarto ótimo com ar, banheiro limpinho, cama boa, muito espaço. Pessoal super receptivo e bem treinado. Chegamos tomamos um bom banho depois de 48 horas e capotamos.

      1° dia. Acordamos as 11 da manhã. Levantamos e partimos para o nosso primeiro contato. Neste dia pretendemos ficar mais pelo centro fazendo um city tour a pé pois pegamos nosso carro apenas amanhã. Como no centro de São Tomé tudo é perto não vimos a necessidade de carro neste primeiro dia. Confesso que no caminho do aeroporto para o hotel fiquei assustado em como vamos dirigir por aqui. As ruas são precárias e tudo bem desorganizado. Fomos direto para o mercado municipal e já foi aquele verdadeiro choque cultural. Um tumulto de pessoas, verduras, lugumes, especiarias e peixes vendidos a céu aberto. Bem interessante mas falta um controle sanitário pesado. Não consiguiria comer nada naquele mercado. As frutas, verduras e especiarias são bem semelhantes as nossas mais comuns. Uma ou outra desconhecida. Do mercado fomos almoçar em um dos restaurantes indicados nos blogs que pesquisamos. Xico's. Um lugar super agradável perto do mercado com uma comida gostosa e um atendimento muito bom. Todos aqui são muito solícitos e prestativos. Também tem uma pequena exposição de arte no segundo andar do restaurante. O preço da refeição do dia foi 180 dobras. 1 euro equivale a 25 dobras. Um lombo com pimenta salada e batata frita foi o que nos foi servido.

      Almoço no Xico's.

      Do restaurante fizemos um tour por nossa conta pelos principais pontos turísticos da região central.

      Entrada do mercado central
      Mercado central
      Forte de São Sebastião
      Palácio do Governo
      Baía Ana Chaves
      Forte São Sebastião
      Mercado da cidade
      Museu de artesanato

      A noite saímos para jantar na associação CACAU. Incrível!!! Passam um filme com apresentação da história de São Tomé, tem show ao vivo de músicas locais com dançarinos, e um jantar expetacular super farto por 20 euros. Só nao inclui bebidas alcoólicas. Fotos do jantar a seguir:

      Fomos e voltamos do jantar de taxi que nos cobrou 6 euros por percurso. Vamos dormir que amanhã cedo recebemos nosso carro e vamos sentido norte da ilha.

      2° dia . Acordamos as 8:00h tomamos nosso café da manhã no próprio hotel por 8 euros por pessoa. ( Sweet Guest House). Fizemos o check-out. Gostei muito do hotel. Muito limpo, super novo e bacana. Quarto e áreas comuns sensacionais. Os atendentes que trabalham são perfeitos super gentis e solícitos. Recomendo muito! Em seguida o pessoal da Ban ben Noun Tours chegou com nosso carro. Um carro bem antigo com uma luz de emergência ligada no painel e pneus bem carecas rs. É um toyota 4×4 bem antigo. Tem até toca fita ao invés de CD rs. Mas tem funcionado até o momento. Compramos um chip de internet em uma agência de telefonia móvel no centro para que possamos usar o GPS do google que tem sido muito útil. Depois disso seguimos rumo ao norte para nosa segunda hospedagem. Em 40 minutos chegamos ao Residencial Tamarindos. Amamos o hotel também. Quarto perfeito com ar, frigobar, banheiro ótimo, super novo e limpo. Deixamos as coisas e seguimos para as Roças do norte com uma boa parada de duas horas na Praia Lagoa Azul.

      Praia Lagoa Azul
      Amamos a praia. Quanto as Roças, que são antigas fazendas do seculo XX de café e cacau, estão todas destruídas e sendo usadas como abrigo pela população. O norte da ilha é extremamente pobre. De ambos os lados da estrada passamos por vilarejos paupérrimos. Muita pobreza mesmo como nunca tinha visto em nenhum lugar do Brasil. Mas pelo que percebi ninguém passa fome, pois, como é uma ilha, a pesca é intensa, e eles criam muitos animais que vivem soltos com eles... porcos,galinha,cabras.... também tem infinitas bananeiras, pés de cacau, cana , mandioca, mamão. Frutas bem semelhantes das nossas. Eles pedem o que eles não encontram. Doces rs. Ninguém nos pediu comida. As crianças vem correndo atras do carro pedindo doces em todos os lugares. Todos muitos educados sempre com um sorriso no rosto e prontos para nos ajudar em tudo. A pobreza assusta. Ainda mais que todos andam com um facão gigante na cintura mas não sentimos medo em momento algum. Após passar por todas as vilas e fazendas da época colonial mais ao norte (Santa Catarina, Diogo Vaz e Fernão Dias) voltamos e paramos para almoçar em um eco resort chamado Mucumbli. Maravilhoso! Evidente o abismo social existente como no Brasil.

      Estrada ao norte da ilha.
      Roças do seculo XX
      Meu Xará Lucas e seu côco
      Eco Resort Mucumbli.

      Vimos o pôr do sol em Mucumbli e voltamos para nosso hotel onde fomos surpreendidos pelo eclipse lunar que acontecia hoje. Simplesmente magnífico.

      Eclipse lunar.

      3° dia. Acordamos tomamos café e alugamos bikes no hotel por 5 euros cada. Fizemos um tour pelas praias da costa norte. Fomos ao Morro do Peixe uma comunidade de pescadores próxima ao hotel e de lá fomos a Praia dos Tamarindos, Praia do Governador, Comunidade Fernão dias, Comunidade Micoló, Cidade de Guadalupe e novamente Morro do Peixe. Foi um circuito tenso. As bikes eram péssimas fomos rezando para não quebrarem no caminho e quebraram bem no fim ufa rs. Elas não eram próprias para trilha e a estrada era péssima tanto a de terra como a parte em asfato. As comunidades extremamente pobres mas não sentimos medo. Comprimentavamos todos que passavam e eles ja abriam um sorrisão ainda mais quando descobriam que somos brasileiros. Chegamos a um restaurante esgotados quase mortos rs. Creio que o trajeto total deu uns 20 km mas pela péssima estrada, calor escaldante e as bikes péssimas pareceu que foram 100 rs. Almoçamos no restaurante Celva's. Menu executivo por 17 euros por pessoa. Único por perto foi nossa salvação. De lá pedalamos acabados para o hotel pegamos o carro e fomos a praia Lagoa Azul a mais bonita e mais limpa até o momento. As outras são muito próximas das vilas então acabam que são sujas e desembocam esgotos... Na volta da praia o segurança de lá nos pediu carona e nos levou a Roça Santo Agostinho creio que a maior. Chegou em seu funcionamento a ter 3000 trabalhadores. No momento encontra-se desativada e virou abrigo como todas as outras. Mais uma vez a pobreza chocou bastante. Nessa só não tivemos medo pois estavamos acompanhado desse amigo local que fizemos. De lá voltamos para o hotel jantamos e fim do dia !

      Praia dos Tamarindos
      Praia do Governador
      Caminho entre praias
      Caminho entre praias
      Almoço no Celva's
      Mapa da região do percurso de bike.


      Praia Lagoa Azul.

      Não tiramos fotos das comunidades pois fomos avisados a não fazer. O pessoal não gosta!!! E isso é sério rs. Quase tivemos problemas quando queriamos fotografar uma embarcação e a senhora achou que estavamos tirando foto dela. Foi tenso!!!! Então já fica o aviso. Jamais fotografem alguém sem pedir autorização.

      4° dia. Acordamos fizemos o check out e saimos sem tomar o café da manhã. Dirigimos direto para a região central e fomos para o Hotel Me-zochi. Este hotel é basicamente um jardim grande com uma casa central de madeira com algumas suites (creio que 4), e uma sala conjugada com cozinha comum. No hotel não havia ninguém para nos receber. A casa estava toda aberta entramos vimos algumas malas que devem ser de outros hospedes mas nem sinal de uma alma viva rs. Sai do hotel e fui a uma casa próxima onde o dono ligou para o rapaz que toma conta e ele disse que estava no centro fazendo compras e depois voltava mas que podiamos deixar nossas coisas em uma das suites rs. Fizemos conforme indicado e saimos para o nosso primeiro dia na região central. Começamos pela Roça Monte Café. Uma das únicas roças que mantém alguma produção após a independência do país em 1975. Todas as roças após a independência tiveram seus territórios divididos entre os trabalhadores que acabaram optando por um cultivo individual para sub existência e as dependências das roças viraram abrigo ou foram abandonadas. Apenas o Monte Café tem um museu do café que é do governo e uma cooperativa que é dos locais que estão tentando retomar o cultivo de forma coletiva e colocar de novo a Roça para funcionar. Super bacana a ideia deles. A cooperativa também faz um tour pelas antigas áreas de produção do café e cacau meio que disputando os turistas com o museu que é do governo. Fizemos o tour com eles para fortalecer a população. Foi ótimo. No final eles oferecem uma degustação de 3 tipos de café orgânico que são plantados lá e um chá. De lá fomos ao Jardim Botânico e adivinha? Também foi meio que abandonado. Pelo que o guia que contratamos explicou havia uma fundação da união européia que patrocinava alguns parques na África em vários países mas encerraram o projeto. De 24 trabalhadores restaram apenas 3 que fazem o tour meio que por conta própria. Apesar disso gostamos. O senhor que nos guiou trabalha lá a muitos anos e sabe muito sobre as plantas. Nos explicou sobre todas as frutíferas que foram trazidas pelos portugueses, as medicinais e as ornamentais. Pagamos 4 euros por pessoa a ele. De lá fomos a Cascata São Nicolau. Uma cachoeira que fica na beira da estrada de 20m de altura. Como estamos na época da Gravana,época de seca tem pouca água mas a natureza em volta é muito bonita bem preservada. Essa região central é mais montanhosa que o norte que é região de Savana. A mata é mais densa. Típica Floresta Tropical. Diferente do norte que é mais quente e seco. Aqui no centro chega a fazer um friozinho. Adoramos a Cascata pois havia uma turma de crianças e batemos muito papo. Nos contaram das novelas brasileiras que assistem os cantores de funk e sertanejo brasileiros que gostam. Eles escutam muita música brasileira mais até mesmo que a deles. E novelas só passa as nossas da Globo. A criança mais velha nos contou que queria muito fazer jornalismo ou sociologia mas que aqui nao tem universidade pública. De lá fomos a Roça Saudade onde funciona o museu Almada Negreiros um escritor e pintor nascido aqui que viveu em Portugal. Lá no museu também tem um restaurante com um mirante lindo! Almoçamos um menu executivo que foi a melhor comida até o momento. Duas entradas, prato principal e sobremesa sensacionais por 17 euros por pessoa. Voltamos para o hotel descansamos um pouco e não vimos ninguém. Realmente acho que é um hotel fantasma. Acordamos as 19:00h para jantar. Fomos ao Café Nunes. Comemos um franguinho bem fraco por 15 euros para os dois. Não recomendo comerem outro tipo de carne aqui que não venha do mar. Tudo do mar é muito mais fresco e os peixes são excelentes. Não vale a pena fugir do trivial percemos isso hoje rs. Voltamos para o hotel e adivinha? Ainda nao vimos ninguém!!!!! Entramos para o nosso quarto e aqui estamos. Estou com um pouco de medo de verdade rs. É um hotel fantasma mesmo. Amanha ja vamos para a costa oeste e acho que não terá ninguém para fazer o check out kkk muito doido isso.

      Roça Monte Café
      Jardim Botânico
      Cascata São Nicolau
      Museu Almada
      Restaurante Almada

      5° dia. Acordamos e gente adivinha. Apareceu 2 senhoras no hotel para fazer o café da manhã kkk. Nos prepararam uma omelete com pão e café. Comemos e partimos para o dia. Resolvemos fazer um tour pelo Parque Nacional Obô. Fizemos o percurso até a Lagoa Amélia. É uma cratera de vulcão a 1400 m de altitude que se encheu de água devido as nascentes próximas e teve sua superfície coberta por uma vegetação rasteira que nos permite andar por cima. Diz o guia que a cratera tem mais de 30 metros de profundidade. Quando andamos por cima dela parecemos que estamos sobre um colchão d'água. Super legal. São 3 horas o percurso de ida e volta. De lá voltamos ao Museu Almada e comemos novamente o menu executivo. Voltamos ao hotel buscamos nossas coisas e seguimos rumo a costa leste para a cidade de Santana. Nessa costa tem vários locais no Airbnb para hospedagem incríveis. As suites são cravadas na montanha sobre o mar com uma vista maravilhosa. É em um vilarejo paupérrimo. Custamos a encontrar nossa casa que alugamos no Airbnb que se chama Cabin Lover's. Amamos o quarto. No nosso terreno haviam 4 bangalôs do mesmo dono com uma escadinha que leva ate a praia que é meio que particular. São piscinas naturais incríveis. Eles oferecem todas as refeições no quarto a um preço ok creio que 15 euros o menu executivo e 8 euros o café da manhã. Chegamos nadamos rapidamente jantamos e ficamos a curtir o luar rs.

      Topo da Lagoa Amélia no parque Obô. Cratera do vulcão coberta por esse arbusto que nos permite andar por cima da água.
      Parque Obô
      Piscinas naturais do Cabin Lover's
      Varanda do quarto do Cabin Lover's.

      6° dia. Dormimos super bem. Acordamos as 6:00h para ver o nascer do sol no mar do quarto e 12:00 descemos para as piscinas naturais. Nadamos com umas crianças do vilarejo que apareceram por lá. Voltamos umas 14:00h fizemos as malas e partimos para o sul da ilha onde viemos nos hospedar no Jalé Ecolodge. No caminho paramos para almoçar no restaurante Mionga. Comemos o menu executivo por 10 euros e seguimos viagem. Passamos por várias praias bacanas mas não paramos pois pretendemos visita-las no nossos dias de hospedagem aqui no sul com mais calma. Também este hotel é bem longe. É a última hospedagem no sul. Da quase 2:30h de viagem da cidade de São Tomé. E como saímos tarde não queriamos parar para não chegar a noite. Ainda bem que fizemos isso pois chegando no Jalé tem uma vila extremamente pobre e é estrada de terra. Daria um pouco de receio passar a noite sem conhecer. O Jalé é uma praia particular onde ocorre a desova das tartarugas. É um hotel ecologico criado por uma ONG com apoio da união européia. Um lugar super roots. Só tem energia elétrica das 18 as 23 horas rs. O chuveiro é frio. Eles oferecem as 3 refeições e caso queira tem que avisar com antecedência. Jantamos hoje um polvo acompanhado de arroz, legumes, e banana frita. Comemos vendo o pôr do sol. Foi lindo. O Jalé tem apenas 3 chalés distribuídos em uma praia de 1 km particular. É uma verdadeira imersão na natureza. Relax total para quem curte essa vibe.

      Nascer do sol visto do quarto Cabin Lover's.
      Cidade de Santana. Piscinas naturais do Cabin Lover's.

      Pico Cão Grande. Pode ser avistado apenas da estrada no caminho para o Sul da ilha.

      Praia do hotel Jalé Ecolodge

      Jantar no Jalé ao pôr o sol.

      7°dia. Acordamos e junto a um guia que arrumamos aqui no Jalé saimos para desbravar as praias do sul. O guia é o segurança do Jalé que estava de folga neste dia e faz esses bicos nas horas vagas. Disse que poderiamos pagar o quanto quiséssemos. Oferecemos 10 euros por pessoa. Foi ótimo tê-lo conosco pois algumas praias não aparecem no mapa do google e ele nos levou também em uma cachoeira maravilhosa que jamais chegariamos por nossa conta. Ela não tem nem nome. Visitamos as praias Piscina, Cabana, Inhame, Grande, Micondó, e a cachoeira sem nome próximo a comunidade morro do peixe. Todas essas praias do sul são expetaculares e desertas. Em todas que fomos eramos as únicas pessoas na praia. Incrível!!! A que mais gostamos foi a praia Piscina. São várias piscinas naturais ótimas para nadar. A que estamos hospedados que é a Praia Jalé é a segunda mais interessante. Mas todas são únicas!!! Além dessas belezas naturais visitamos também a Roça São João dos Angolares. Ela funciona como um hotel e restaurante utilizando as estruturas da antiga Roça. Tem também uma exposição de arte bem interessante de artistas locais. É um lugar bem chick para os padrões daqui. Inclusive o presidente de São Tomé estava almoçando lá no momento. De lá voltamos para o nosso hotel na Praia do Jalé jantamos e descansamos. O jantar estava divino. Um peixe com ervas acompanhado de batata doce com um molho deliciso. Apesar do sabor maravilhoso ele não me fez bem. A noite tive febre, enjôo, e dor de barriga. Tomei uns remedinhos e consegui dormir.

      Praia Jalé.
      Os únicos 3 bangalôs no Jalé onde estamos hospedados. Pé na areia.
      Praia com rio proximo ao Pico Cão Grande.
      Cachoeira sem nome rs
      Mangue no sul que oferece passeio.
      Praia Hotel próximo ao Inhame.
      Praia Hotel Inhame
      Cachoeira sem nome.
      Pico Cão Grande.
      Praia Piscina.

      Roça São João dos Angolares.
      Museu Roça São João.

      8° dia. Acordei ainda um pouco indisposto. Hoje iriamos ao Ilheu das Rolas. Uma ilha aqui próxima onde tem um Resort all inclusive da rede Pestana e algumas praias bacanas. Tem também um marco onde passa a linha do Equador. Mas como ainda estou um pouco fraco decidimos ficar por aqui mesmo no Jalé. Curtir mais a nossa praia que é pé na areia e ficar bem próximo do banheiro rs. O passeio a ilha é de barco e sai do vilarejo de Porto Alegre que é paupérrimo. São 30 minutos de barco até a ilha. Vai que a dor de barriga volta no trajeto. Após o café da manhã e um cochilo me senti melhor e decidimos ir para a Praia Inhame bem próxima da nossa que tem um hotel super bacana estilo ecológico também mas com mais estrutura. Inclusive recomendo muito ele ao invés do nosso mas é mais caro. Chegando lá tinha um pessoal fazendo um tour para o Ilheu das Rolas por 10 euros por pessoa saindo do hotel mesmo em um barco muito mais confortável dos que o que saem de Porto Alegre que são de pescadores e ainda é 15 euros e mais longe. Como eu estava melhor embarcamos. A ilha é linda. Chegamos e fomos para o Resort Pestana. Pode entrar e participar do almoço e ou jantar sem estar hospedado. Rodamos o Resort todo para conhecer. Adoramos a piscina com borda infinita para o mar. Resolvemos rodar a ilha toda e voltar para almoçar no resort mais tarde. Fomos rodando a ilha que tem mirantes lindos com uma vista para o mar incrível. Depois fomos ao marco por onde passa a Linha do Equador. É um mirante bem no alto com uma vista surreal. De lá descemos para a praia mais linda que vimos em toda viagem a Praia Café. Perfeita para um mergulho e uma relaxada na areia fofinha. Ficamos umas duas horas na praia e voltamos para o Resort Pestana. Participamos do buffet livre que serviam por 28 euros por pessoa. Tinha de tudo um pouco gostamos bastante. Depois voltamos para o local onde marcamos nosso barco de volta as 16 horas. Retornamos para o hotel Inhame de barco onde tinhamos parado nosso carro e retornamos para o nosso hotel. O Jalé.

      Barco que sai do Hotel Inhame e faz a travessia.
      Piscina Resort Pestana.
      Bar e piscina borda infinita para o mar do Resort Pestana.
      Mirante em torno da ilha.
      Marco linha do Equador.
      Praia Café a melhor analisando todos os aspectos. Cor da água, limpeza da praia, temperatura da água, faixa e textura da areia, estrutura por trás com almoço etc...

      9° dia. Acordamos as 5h da manhã pois nosso vôo que vai para Príncipe partia as 9h da manha. E como o trajeto do extremo sul da ilha ate o aeroporto demora cerca de 2:30h saimos bem cedo. Pagamos na passagem para Príncipe 110 euros ida e volta. O avião é um bimotor turbo hélice para 35 pessoas. Foi tranquilo o vôo. Chegamos em Príncipe e conseguimis alugar um carro por 100 euros os 3 dias. Do dia 3 ao dia 5. O carro não era uma 4×4 como deve ser pois as estradas em Príncipe são péssimas. Mas por outro lado economizamos muito. Queriam nos alugar por 80 euros cada dia. 240 euros os 3 dias !! Absurdo !! Mas conseguimos esse carro com um local que nos alugou o carro particular dele rs. Nos hospedamos no hotel Príncipe Residencial. Pagamos 45 euros a diária. Hotel simples mas limpinho. Nesse primeiro dia fomos inicialmente a praia do Macaco e Praia do boi. Ambas maravilhosas pertinho uma da outra. Desérticas com uma natureza surreal. As praias mais bonitas de toda a viagem mais até mesmo que do Ilheu das Rolas. Ficamos umas 3 horas nessa praia nadando e curtindo o sol e de lá fomos a Roça Belo Monte. A Roça funciona como um hotel chiquérrimo super bacana de visitar e pode usufruir do restaurante mesmo sem estar hospedado. Como ja tinhamos comido apenas visitamos e voltamos para o hotel ja no fim do dia. Começou uma chuva torrencial e não saímos mais do quarto.
      Baia da cidade de Santo Antônio.
      Cidade de Santo Antônio.
      Praia do Boi a mais linda que fomos.
      Mirante Com vista para praia do Macaco
      Roça Belo Monte

      10° dia. Fomos na parte da manhã no Resort Bombom que tem uma ilha particular com um restaurante sensacional. Tem também um snack bar com uma piscina TOP que pode usurfruir por 15 euros sem estar hospedado. Se não nadar não paga rs. De lá fomos para o Resort Sundy Praia. Nele nadamos e passamos a tarde toda foi uma delicia. Ele é da mesma rede do Bombom e pode se usurfruir da piscina por 15 euros. A piscina é ainda mais TOP com uma borda infinita maravilhosa para a praia. De lá fomos tentar ver o pôr do sol na Roça Sundy. Outro hotel da mesma rede mas em cima das montanhas com uma vista linda. Lá fizemos um tour pela Roça onde se cultiva cacau e vimos tudo sobre a prova da Teoria da Relatividade de Einstein que foi feita lá. Um amigo de Einstein fotografou o Eclipse do sol lá de Sundy e provou que Einsten estava certo e que o Universo é curvo e a luz ao passar por ele distorce a real posição das estrelas no universo. Saindo de Sundy já era noite e fomos jantar na cidade de Santo Antônio onde fica nosso hotel. Comemos em um restaurante beira mar de um Português mas não tinha nem placa com nome.

      Resort Bombom
      Resort Bombom
      Resort Bombom
      Resort Sundy Praia

      11°dia. Acordamos e chovia. Queriamos aproveitar a manhã para darmos um último mergulho na praia Bombom que é a mais perto com a melhos estrada mas não deu devido a chuva. Fomos então a um mirante chamado Terreiro Velho. Bem bonito a vista mas a estrada péssima. Ele é sentido sul da ilha que é onde fica o Parque Florestal que ocupa a maior parte da ilha. De lá voltamos a cidade e visitamos algumas lojinhas até dar o horário que devolveriamos o carro 12:30h. O nosso vôo para São Tomé partiu as 14:20h. Chegando a Sao Tomé e como estavamos agora sem carro alugado reservamos com a mesmo pessoa que nos alugou o carro um transfer para o aeroporto de ida e volta por 10 euros por percurso. (Empresa Ban Ben Noun Tours). Ele nos levou para o nosso hotel o Hospedaria Porcelana. Hotel simples mas bem limpinho e organizado super bem localizado. Pagamos 40 euros na diária. Deixamos as coisas no hotel e fomo almoçar no Restaurante Papa Figo. Comemos um peixe gostoso compramos alguns artesanatos e voltamos ao hotel onde dormimos ate 00:30. O transfer nos buscou e nos levou para o aeroporto pois nosso voo partia para Luanda as 03:00h. Pegamos o vôo que foi super tranquilo voltamos para Luanda e aqui estamos aguardando para voltar ao Brasil :)

      Mirante Terreiro Velho

      Cidade de Santo Antônio.

      Dicas Gerais:

      $$$: Leve apenas Euro. Não aceitam dólar em lugar algum e não aceitam cartão mesmo!!!! Impossível sacar dinheiro. Recomendo 100 euros por dia fora hospedagem e dinheiro para aluguel de carro. Apesar de termos gastado apenas 50 euros por dia não é bom arriscar. Lembre que esta viajando para um país extremamente pobre de pouquíssima estrutura. Não vai querer passar aperto né?

      Hospedagem: Vale a pena ficar em uma hospedagem diferente em cada região da ilha. As estradas são muito ruins e se você for e voltar todo o dia para a cidade de São Tomé vai ficar muito cansativo e vai ter pouco tempo para aproveitar os lugares. Os hoteis estão todos no Booking e Airbnb.


    • Por Ana Maria Cavani
      Gostaria de compartilhar com vocês a fantástica viagem que fiz para o Marrocos com esta agência Viagens_em_Marrocos
      Encontrei o site da agência "viagens_em_marrocos" sem querer, estava pesquisando sobre viagens em Marrocos e eis que surge o próprio. No começo fiquei insegura, mas resolvi mandar um e-mail e rapidamente o Omar me respondeu. Omar me mandou vários roteiros, até definir quantos dias queria e pedi para sair do Tanger, pois estaria na Espanha e queríamos atravessar de ferry-boat. Omar me mandou o roteiro de 10 dias saindo e chegando no Tanger. Após essa definição passamos a nos falar por whatsapp, foi incrível, pois todas as dúvidas que eu tinha, o Omar me esclarecia. Chegamos no Tanger dia 18/10/2019 e Mustafá (nosso guia) e Mouhamed (nosso motorista) foram nos buscar. Ali começou a incrível viagem pelo Marrocos. Fomos para Chefchouen / Fes / Mersouga / Erg Chebbi / Dades / Marrakech / Rabat, esses foram os locais aonde pernoitamos. O roteiro é muito mais completo, passamos por muitas cidades, visitamos as ruinas romanas de Volubilis, que não estava no nosso roteiro, mas falei com o Omar e ele prontamente incluiu essa visita, que valeu muito a pena. O ponto alto foi o deserto, andamos de 4 x 4 nas dunas, sensacional e depois fomos de camelo para o nosso magnifico acampamento Sirocco Luxury Camp, maravilhoso, lá conheci o Youssef irmão do Omar, foi muito atencioso, foi até a nossa tenda para nos comprimentar. Os hóteis são maravilhosos, sempre muito atenciosos com a gente. Depois do deserto visitamos, as Gargantas de Todra, os estúdios de cinema, atravessamos o Alto Atlas, paisagens deslumbrantes. Depois de Marrakech, fomos para Casablanca enfim pudemos entrar em uma Mesquita, aliás uma baita Mesquita - Hassan II. Ao final depois de Rabat passamos por Asilah e nos divertirmos na praia foi bem legal e no fim passamos na Caverna de Hercules que também não estava na programação mas atenderam nosso pedido e depois nos deixaram no Tanger onde atravessamos de volta para a Espanha no dia 27/10/2019.
      Em duas cidades tivemos guias locais. A guia local Fátima de Fes foi sensacional, muita história para nós contar. O guia local de Marrakech Mustafá também muito experiente.
      Na despedida nos emocionamos muito, pois nosso guia Mustafá e nosso motorista Mouhamed nos protegeram como se fossemos da familia deles, nos tornamos amigos que vão ficar para sempre em nossos corações.
      Recomendo muito "Viagens em Marrocos" são sensacionais!
      As viagens são privadas, estávamos em 5 pessoas, era tudo em função da gente, foi maravilhoso. Foram 10 dias inesquecíveis!
      Em relação a reserva demos um sinal feito através do paypal e o restante quando chegamos pagamos em Euros, super tranquilo.
      Meu enorme agradecimento ao Omar que junto com sua equipe maravilhosa me proporcionou uma Viagem Incrível.
      Contatos da agência Viagens em Marrocos:
      http://viagens-em-marrocos.com/
      E-MAIL: [email protected] / [email protected]
      WHATSAPP - Omar: +212 668 477 203 / Youssef: +212 661 347 126
      Ana Maria



























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