Segue abaixo um breve relato sobre a subida do Pico Agudo, norte do Paraná, no Vale do Rio Tibagi. Já tem algumas informações aqui no site sobre este destino, mas são mais antigas, e este é um ótimo lugar pra quem quer começar a se aventurar em trilhas e montanhas. Fomos pra lá dia 23 de dezembro de 2018.
DADOS SOBRE O LOCAL
O Pico Agudo é a segunda elevação mais alta do norte do Paraná, perdendo de Pedra Branca, na Serra do Cadeado. Tem cerca de 1100 metros de altura. Seu acesso é pela cidade de Sapopema, Fazenda Zamarian, e por enquanto o funcionamento é das 7h às 19h aos sábados, domingos e feriados. Contato com a administração: 43 98462-5977
O Pico Agudo fica em uma propriedade particular (RPPN: reserva particular do patrimônio natural) e como o passar do tempo tem trazido cada vez mais gente ao local, o impacto ambiental já é visível. As trilhas estão alargadas, tem lixo espalhado e babaca escrevendo nome em pedra e árvore.
Por estas razões ouvi dizer que acampar no local não será mais possível a partir de 2019, terá cobrança de entrada e estão construindo um pequeno centro de visitantes na entrada da Fazenda, pois hoje não há nenhuma estrutura.
QUEM FOI
O Antônio, amigo e guia de alta montanha, seu irmão e amigo (de 18 anos cada, sem experiência em trilhas), eu (enferrujada), marido (acostumado a correr), meu filho de 10 anos (iniciado em trilhas na mata) e nosso primo, de tb 10 anos, que nunca tinha feito trilha.
A ESTRADA
Quando se deixa a estrada de asfalto tem uns 20km de estrada de chão até chegar na entrada da Fazenda. Fomos de carro sedan (o Antonio de Jipe), mas apesar da estrada estar boa, em época de chuva não se recomenda nem a montanha* nem a estrada. Nessa estrada tem duas pequenas vilas, aproveite pra ir ao banheiro em alguma lanchonete do caminho, pois como já relatado, na Fazenda não tem banheiro (ainda). Tem kilos de dicas sobre o caminho exato na internet!
*Geologicamente não é montanha, mas vamos chamar assim pra ficar mais fácil!
Pois bem, como moramos relativamente perto do local (140km), saímos de Londrina às 5h30 e chegamos ao local cerca de 7h30. Paramos pra ir ao banheiro e comer lanches que tínhamos trazido de casa. Tb trouxemos água e suco. É muito importante começar a subir a montanha com pelo menos 1,5L de água por pessoa pq faz MUITO calor, a subida é íngreme e nem sempre uma bica que tem na trilha tem água, e as vezes está barrenta.
A TRILHA
A subida começa por mata aberta, depois fecha e no fim abre novamente. A subida de fato é de uns 350m (altura) por uns 2km. Tem um caminho que vai direto ao cume, mas é só pros montanistas mais experientes, pois é difícil. Os demais seguem pela trilha que contorna a subida. Mesmo assim há trechos bastante íngremes e 3 locais que a subida tem auxílio de cordas.
Eu tinha bastante prática em trilha na mata quando era mais nova, mas faz algum tempo que estou enferrujada e fora de forma. E a inclinação do terreno ajuda a cansar, e muito. Pelo fato de ter conseguido subir mesmo estando fora de forma e com tênis de corrida (nem um pouco indicado), digo que a trilha é fácil, acessível, e dependendo do ritmo de quem sobe o tempo de caminhada pode variar de 30 minutos à 1h30. Mas não é um passeio no shopping! Na volta tinha uma senhora de mais idade e acima do peso esperando uma maca buscá-la no meio do morro pq tinha torcido o pé. Um tênis de trilha e fôlego suficiente são fundamentais!
As crianças e o Antônio, que trabalha guiando em alta montanha, subiram sem nenhum esforço. O resto cansou bastante, hahaha!
PRECISA IR COM GUIA?
Não. A maioria vai por conta, o Antônio tava com a gente na amizade! Mas tem que prestar atenção na descida pq tem algumas “pseudo-entradas” na trilha que não dão em lugar nenhum, e é MUITO comum gente se perder por lá. Inclusive tem um local pra pouso de helicóptero no cume para possíveis resgates. Então mais uma vez: não é difícil mas não é super fácil tb! Estar com o Antônio foi ótimo, pq ele obviamente tem muito conhecimento do local, da melhor forma de subir pelas cordas, da trilha e tudo o mais. Como ele trabalha com isso super indico o site dele pra quem quiser se aventurar pelas montanhas da Argentina, Brasil e Bolívia principalmente:
Chegando na Fazenda Zamarian, café da manhã com vista!
Começo da trilha, os bastões ajudam bem na descida!
Os bastões ajudam na descida!
Começo da trilha aberta...
Depois mata adentro!
Trilha na mata!
O caminho vai subindo e a vista vai ficando linda!
Paradinha pra descanso!
Começa o trecho com cordas...
São 3 trechos com cordas na parte final...
E subindo...
Mais e mais cordas...
E a recompensa!
Antonio solitário!
Gui estilo Karate Kid!
Escrevendo o nome do livro da montanha que é pra continuar sempre subindo!
Os meninos e contemplação.
Descanso com vista, ventava bastante.
Tudo meu!
Tibagi ao fundo, vista linda!
A família!
Descemos o Pico cerca de 15hs pq o tempo começou a fechar e é bem perigoso pegar chuva na montanha. Trocamos de roupa pq as nossas estavam molhadas e seguimos viagem de volta, chegando em Londrina 17h30. Na própria estrada que dá acesso à Fazenda do Pico Agudo tem acesso a várias cachoeiras (pelo menos duas) e a região de Sapopema tá recheada delas... Lageado Liso ou Salto das Orquídeas é das mais famosas. Então fica a dica de uma aventurina de fim de semana pra quem estiver por perto. Nós não fomos em cachoeiras pq tínhamos compromissos a noite e precisávamos estar vivos!
Eles sobem correndo mas depois desmontam, hahahaha!
Que o ano novo (2019) daqui uns dias nos traga desertos, cachoeiras, trilhas e montanhas!
Olás!
Segue abaixo um breve relato sobre a subida do Pico Agudo, norte do Paraná, no Vale do Rio Tibagi. Já tem algumas informações aqui no site sobre este destino, mas são mais antigas, e este é um ótimo lugar pra quem quer começar a se aventurar em trilhas e montanhas. Fomos pra lá dia 23 de dezembro de 2018.
DADOS SOBRE O LOCAL
O Pico Agudo é a segunda elevação mais alta do norte do Paraná, perdendo de Pedra Branca, na Serra do Cadeado. Tem cerca de 1100 metros de altura. Seu acesso é pela cidade de Sapopema, Fazenda Zamarian, e por enquanto o funcionamento é das 7h às 19h aos sábados, domingos e feriados. Contato com a administração: 43 98462-5977
O Pico Agudo fica em uma propriedade particular (RPPN: reserva particular do patrimônio natural) e como o passar do tempo tem trazido cada vez mais gente ao local, o impacto ambiental já é visível. As trilhas estão alargadas, tem lixo espalhado e babaca escrevendo nome em pedra e árvore.
Por estas razões ouvi dizer que acampar no local não será mais possível a partir de 2019, terá cobrança de entrada e estão construindo um pequeno centro de visitantes na entrada da Fazenda, pois hoje não há nenhuma estrutura.
QUEM FOI
O Antônio, amigo e guia de alta montanha, seu irmão e amigo (de 18 anos cada, sem experiência em trilhas), eu (enferrujada), marido (acostumado a correr), meu filho de 10 anos (iniciado em trilhas na mata) e nosso primo, de tb 10 anos, que nunca tinha feito trilha.
A ESTRADA
Quando se deixa a estrada de asfalto tem uns 20km de estrada de chão até chegar na entrada da Fazenda. Fomos de carro sedan (o Antonio de Jipe), mas apesar da estrada estar boa, em época de chuva não se recomenda nem a montanha* nem a estrada. Nessa estrada tem duas pequenas vilas, aproveite pra ir ao banheiro em alguma lanchonete do caminho, pois como já relatado, na Fazenda não tem banheiro (ainda). Tem kilos de dicas sobre o caminho exato na internet!
*Geologicamente não é montanha, mas vamos chamar assim pra ficar mais fácil!
Pois bem, como moramos relativamente perto do local (140km), saímos de Londrina às 5h30 e chegamos ao local cerca de 7h30. Paramos pra ir ao banheiro e comer lanches que tínhamos trazido de casa. Tb trouxemos água e suco. É muito importante começar a subir a montanha com pelo menos 1,5L de água por pessoa pq faz MUITO calor, a subida é íngreme e nem sempre uma bica que tem na trilha tem água, e as vezes está barrenta.
A TRILHA
A subida começa por mata aberta, depois fecha e no fim abre novamente. A subida de fato é de uns 350m (altura) por uns 2km. Tem um caminho que vai direto ao cume, mas é só pros montanistas mais experientes, pois é difícil. Os demais seguem pela trilha que contorna a subida. Mesmo assim há trechos bastante íngremes e 3 locais que a subida tem auxílio de cordas.
Eu tinha bastante prática em trilha na mata quando era mais nova, mas faz algum tempo que estou enferrujada e fora de forma. E a inclinação do terreno ajuda a cansar, e muito. Pelo fato de ter conseguido subir mesmo estando fora de forma e com tênis de corrida (nem um pouco indicado), digo que a trilha é fácil, acessível, e dependendo do ritmo de quem sobe o tempo de caminhada pode variar de 30 minutos à 1h30. Mas não é um passeio no shopping! Na volta tinha uma senhora de mais idade e acima do peso esperando uma maca buscá-la no meio do morro pq tinha torcido o pé. Um tênis de trilha e fôlego suficiente são fundamentais!
As crianças e o Antônio, que trabalha guiando em alta montanha, subiram sem nenhum esforço. O resto cansou bastante, hahaha!
PRECISA IR COM GUIA?
Não. A maioria vai por conta, o Antônio tava com a gente na amizade! Mas tem que prestar atenção na descida pq tem algumas “pseudo-entradas” na trilha que não dão em lugar nenhum, e é MUITO comum gente se perder por lá. Inclusive tem um local pra pouso de helicóptero no cume para possíveis resgates. Então mais uma vez: não é difícil mas não é super fácil tb! Estar com o Antônio foi ótimo, pq ele obviamente tem muito conhecimento do local, da melhor forma de subir pelas cordas, da trilha e tudo o mais. Como ele trabalha com isso super indico o site dele pra quem quiser se aventurar pelas montanhas da Argentina, Brasil e Bolívia principalmente:
http://www.gaiamontanhismo.com.br/
E A VISTA?
As fotos falam por si!
Chegando na Fazenda Zamarian, café da manhã com vista!
Começo da trilha, os bastões ajudam bem na descida!
Os bastões ajudam na descida!
Começo da trilha aberta...
Depois mata adentro!
Trilha na mata!
O caminho vai subindo e a vista vai ficando linda!
Paradinha pra descanso!
Começa o trecho com cordas...
São 3 trechos com cordas na parte final...
E subindo...
Mais e mais cordas...
E a recompensa!
Antonio solitário!
Gui estilo Karate Kid!
Escrevendo o nome do livro da montanha que é pra continuar sempre subindo!
Os meninos e contemplação.
Descanso com vista, ventava bastante.
Tudo meu!
Tibagi ao fundo, vista linda!
A família!
Descemos o Pico cerca de 15hs pq o tempo começou a fechar e é bem perigoso pegar chuva na montanha. Trocamos de roupa pq as nossas estavam molhadas e seguimos viagem de volta, chegando em Londrina 17h30. Na própria estrada que dá acesso à Fazenda do Pico Agudo tem acesso a várias cachoeiras (pelo menos duas) e a região de Sapopema tá recheada delas... Lageado Liso ou Salto das Orquídeas é das mais famosas. Então fica a dica de uma aventurina de fim de semana pra quem estiver por perto. Nós não fomos em cachoeiras pq tínhamos compromissos a noite e precisávamos estar vivos!
Eles sobem correndo mas depois desmontam, hahahaha!
Que o ano novo (2019) daqui uns dias nos traga desertos, cachoeiras, trilhas e montanhas!
Abraços!