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Patagônia Sozinha (Ushuaia , El Calafate, Puerto Natales e El Chaltén) – DEZEMBRO/2018 –JANEIRO/2019

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Olá, viajantes!

Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance!

Meu insta é https://www.instagram.com/primporai/, se tiverem alguma dúvida e quiserem trocar alguma ideia, podem me chamar lá. 😊

Espero que gostem!

Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui:

- O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza.

- Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂

- A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. 

- Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio.

- Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa.

- Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças.

- Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento.

- Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir.

- Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar).

- Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online.

- Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito.

- Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados.

- Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons.

 

 Meu cronograma foi o seguinte:

20/12 – Florianópolis – Buenos Aires

21/12 – Buenos Aires - Ushuaia

22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda

23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial

24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião)

25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike

26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking

27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus)

28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine

29/12 – Puerto Natales – Trekking até  Base deTorres del Paine

30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chaltén (ônibus)

31/12 – El Chaltén – Cerro Torre

01/01 – El Chaltén – Chorrilo Del Salto

02/01 – El Chaltén – Fitz Roy

03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica

04/01 – El Chaltén – Loma Del Pliegue Tumbabo

05/01 – El Chaltén – El Calafate (ônibus)

06/01- Chegada em Florianópolis

 

Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂

21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA

Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto.

O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos.

Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300.

No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo.

Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa.

Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando.

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Vista do avião

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Foto clássica na placa "fin del mundo"

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Canal Beagle

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22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA

Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta.

A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes.

Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para -la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta.

Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk

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Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho.

 

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Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda

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23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL

Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179.

No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos.

Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço.

Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos.

Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele.

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Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas.

Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados.

Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia).

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Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover, olhamos para trás, o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas.

Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO.

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Patagônia e suas surpresas 😍

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Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!

 

 

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Em 04/03/2019 em 15:42, FlavioToc disse:

Como tu falou nas variações do tempo na patagônia e que não dá para deixar de sair devido à chuva, lembrei-me de te perguntar: Tu usou calça impermeável? Qual o a modelo e marca? Pois há pouca variedade disponível no Brasil e algumas tem que vender um rim para comprar.

Oii Flavio :D Vamos lá...

Usei sim e muito!!

Eu não achei pra comprar na minha cidade, só aquelas que secam rápido e são corta vento, com um preço salgado. Pretendia passar em uma decathlon, não consegui e acabei deixando pra comprar lá e ver se tinha necessidade mesmo. Por mais que eu tivesse usando a calça térmica, os ventos são fortes e não param nunca por lá, então não teve jeito, tive que ir atrás.

Dei uma procurada em Ushuaia, achei uma que era corta vendo e impermeável da The North Face por uns ARS 3.000, parecia uma calça de chuva de motoqueiro, sabe? Enrolei e não comprei. 

Em El Calafate até que dá pra ficar sem, lá não venta tanto. Mas sabia que as minhas próximas cidades eram pequenas então fui atrás de uma em El Calafate. Encontrei na loja Xtremo Sur, fica na rua principal mesmo. Vou te falar que não foi das mais baratas, mas para o que era oferecia em comparação as do Brasil, tava valendo. Comprei a calça e uma luva por ARS 5.800. Ela é impermeável (Gore-tex), corta vento e térmica. Dali ela não saiu mais do meu corpo, voltou até marrom 😂 Eu teria me lascado muito, principalmente em El chalten.

A marca dela é Ansilta, nunca tinha ouvido falar, acho que é da Argentina. Me surpreendeu, qualidade e acabamentos são excelentes, considerei um bom investimento.

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Muito obrigado pela atenção. Vou procurar esta aí, mas é o tipo de coisa difícil de comprar on-line. Que tu tenhas grandes e ótimas aventuras pela frente.

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19 horas atrás, FlavioToc disse:

Muito obrigado pela atenção. Vou procurar esta aí, mas é o tipo de coisa difícil de comprar on-line. Que tu tenhas grandes e ótimas aventuras pela frente.

Imagina, Flavio! Estamos ai pra ajudar. Muitas aventuras para todos nós :) 

Esse tipo de roupa é complicado comprar pela internet. Por mais que eu use 38, a calça que comprei é tamanho G 😂

Abraços

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Achei seu post essa menina! Vou ler com calma e me aguarde, pq vou te agoniar (como dizemos aqui em Salvador qdo ficamos toda hora procurando a mesma pessoa para saber de algo) rçrçrç. Valeuuuuz! Ajaiô

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Em 09/03/2019 em 17:09, Tito Bosco SSA disse:

Achei seu post essa menina! Vou ler com calma e me aguarde, pq vou te agoniar (como dizemos aqui em Salvador qdo ficamos toda hora procurando a mesma pessoa para saber; de algo) rçrçrç. Valeuuuuz! Ajaiô

Pode perguntar à vontade. Fico feliz em ajudar :)

 

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Oláá :D! Tô ficando sem criatividade para escrever esses relatos, mas vou terminar, prometo!

29/12 – PUERTO NATALES – TREKKING TORRES DEL PAINE

Finalmente chegou o dia de conhecer as Torres del Paine. O dia amanheceu bem melhor, já fiquei feliz e muito grata pelo app Windy 🙌 Optei por fazer esse trekking por conta. Comprei a passagem de ônibus por CLP 15.000, se você optar de fazer por empresas com guia vai sair em torno de CLP 40.000.

O ônibus saiu às 7h da rodoviária, peguei um taxi até lá que custou CLP 1.500. A viagem até a entrada do parque (Laguna Amarga) dura umas 2 horas e ali todo mundo desce. Como tinha comprado o ingresso no dia anterior, passei na recepção para validar o mesmo.

Nesse momento você tem 2 opções:

1 – Pegar um transfer até o inicio da trilha. O custo dele é de CLP 3.000 ida e volta.

2 – Ou ir andando. Não vi nada de interessante nesse caminho, vi poucas pessoas andando, acho que só vai comer poeira mesmo hahaha

O transfer te deixa no inicio da trilha, onde tem uma recepção, lanchonete e banheiros. Se você estiver de carro, tem um estacionamento nessa área. Ali você precisa preencher um formulário, inclusive contato de emergência. Você entrega para a pessoa da recepção, que te dá algumas instruções básicas sobre água, protetor solar e afins. Então é só começar a caminhada.

A subida até as torres se divide em 3 partes:

1º é uma subida que não tem muita inclinação, mas ela é longa. Terreno é irregular com pedras.

2º Momento para descansar para as perninhas

3º Hora de malhar os cambitos. Não pensa muito e só sobe kkkkkkkkkkkk

Comecei a caminhada às 9h40 e já consegui ver as Torres de longe. No dia anterior não tinha conseguido vê-las em nenhum momento. Só de olhar para elas já animei, não acreditava que estava ali. Alguns minutos depois já estava tirando a calça corta vento, tirei meu bastão de trekking da mochila e segui. Começou a subir e fiz mais uma parada para tirar os casacos, já vestia só  legging e regata 😂🤷‍♀️

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Primeira vez que consegui ver as Torres

Havia muitas pessoas iniciando a trilha de manhã, pessoas de todas as idades, famílias, grupos, etc. Como estava sozinha, subi no meu ritmo. Fui devagar, mas constante. Neste primeiro trecho só fiz paradas rápidas para tomar água, tirar algumas fotos e olhar ao redor.

Dentro do Parque, tudo é carregado por cavalos, encontrei vários pelo caminho. Inclusive, se você se machucar, vai ser levado por um. Tome bastante cuidado por onde pisa para não virar o pé e correr o risco de estragar a sua viagem.

Subi, subi, subi, até chegar ao vale dos ventos, parte em que a subida dá uma trégua. E UAU! Que lugar era aquele? Umas das paisagens mais bonitas da viagem. Apesar do nome, nesse dia não tinha vento nenhum kkk dizem que quando há muito vento, é preciso esperar para atravessar aquele pedaço. Você percorre uma trilha cheia de curvas, algumas descidas na beira de um abismo. Fiquei alguns instantes admirando aquele lugar maravilhoso e continuei.

Toda essa parte da trilha é aberta, sol bate direto em você o tempo inteiro, então passe protetor solar, porque o sol da patagônia queima sim HAHAHA mais tarde conto pra vocês.

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Início da trilha com subida e o terreno irregular

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Minha primeira parada foi no camping chileno, aproveitei pra ir ao banheiro (é pago, acho que algo em torno de CLP 500/1000).  Depois procurei uma mesa para sentar, pedi licença para uma moça, perguntei se podia me sentar ali e ela disse que sim. Conversamos um pouquinho, quando chegou o marido dela, falando no maior carioquês, eu ri e perguntei se ela era brasileira. Sempre digo que brasileiro é que nem imã.

Peguei água no rio que passa na frente do camping e coloquei meu pré-treino. Eu não gosto muito de comer sólido durante a subida, mas sabia que precisaria de energia para o ultimo trecho. Me despedi de Sara e Junior e segui meu caminho.

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Nesse momento você volta a subir, mas no meio de uma floresta, o cenário muda completamente. Boa parte deste trajeto tem um pequeno rio que te acompanha com água fresquinha e gelada. Que saudade de beber aquela água pura.

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Quando você sai da floresta, dá de cara com o enorme paredão cheio de pedras que está prestes a subir. Ali têm algumas placas informativas sobre o lugar e também plaquinhas indicando os banheiros naturais e quanto tempo você deve caminhar até chegar neles.

Nesse momento só dá pra ver as pontinhas das torres. É só pedra, pedra, morro e mais morro. Kkkkkk então você respira fundo, busca coragem e vai na fé. Um passo de cada vez e bora lá. Esse último trecho é com muitas pedras soltas e areia, atenção redobrada para não se machucar.

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O paredão é tão alto, que só dá pra ver uma pontinha das torres

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Fonte de aguá fresca e geladinha durante a subida

E apesar de todas as dificuldades é um trecho gostoso de fazer. Nessa hora todo mundo é amigo, incentiva, ajuda, dá a mão para auxiliar o próximo. Todos ali têm o mesmo objetivo.

Quando eu achava que estava quase chegando, comecei a descer, depois subi novamente e ai, finalmente cheguei e PÁ! Depois de 3h20min subindo, dei de cara com aquelas três torres imensas, a laguna com um tom que nunca vi igual. Lembrei dos documentários que já tinha visto, das fotos do Instagran, de revistas. E eu estava bem ali, encarando esse cenário que parecia de mentira, abestada com o que estava vendo.

Eu olhava o tamanho das pessoas para conseguir assimilar a imensidão desse lugar. É inacreditável! 😍

Fazia muito vento lá em cima. Já tinha colocado todas as minhas camadas de roupa e sentado para apreciar a vista, quando vi a Sarah e o Junior chegarem. Me juntei a eles, conversamos e comemos. Junior é da Marinha, estava de férias do trabalho na Base brasileira na Antártida. Achei o máximo! Fiz milhões de perguntas, ele me mostrou fotos, contou como é o caminho até lá e várias coisas.

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Fazendo macaquice

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Meu fiel companheiro durante a viagem ❤️

Depois de 1h30 lá na base, decidi descer na companhia da Sara e do Junior. Paramos novamente no camping chileno para descansar os pés e seguimos caminho.

Descemos com bastante calma e conversando, levei mais tempo pra fazer o caminho inverso kkkkk Desci com muito cuidado. É bem fácil escorregar ou pisar em falso e acabar machucando o pé ou o joelho.

Terminamos a trilha umas 17h30, fomos até a lanchonete e eu só queria tomar um chope para comemorar aquele dia. E assim paguei o caneco de chope mais caro da minha vida, CLP 5.000 (uns R$ 30,00). A Sara pegou um café expresso por CLP 2.500. Sentiram o drama dos preços dentro do parque né? 💸💰

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Sara e Junior me ofereceram uma carona até Puerto Natales, já que meu ônibus sairia só 19h ou 20h. Eu estava morta e aquele chope só ajudou a dar uma amolecida, mas vim conversando o caminho todo com os dois. Foi 1h30 de muita conversa boa e leve.

Cheguei mais cedo no hostel, ainda era dia. Arrumei minha mala já que no outro dia iria embora de manhã. Depois fui pra área comum fazer algo para comer. A Gabi que já estava hospedada no hostel me fez companhia e ficamos conversando. Mais tarde algumas pessoas fizeram check-in, outros chegaram de passeios e foram se juntando com nós. Ali juntou um monte de brasileiro que até hoje não sei da onde veio. Acho que deveria ter uns 8, a maioria estava viajando sozinho. Ficamos trocando experiencias, bebendo e rindo até tarde. Foi uma das melhores noites da viagem. Trocamos contatos, mais tarde alguns também iriam para El Chaltén.

Sobre escolher o passeio guiado ou fazer por conta, vou falar de dois pontos que acho importante  analisar para você tomar essa escolha:

- Se o seu medo é se perder, pode ficar tranquilo! Tudo é muito bem sinalizado, não tive duvidas em nenhum momento. Como fui na alta temporada o fluxo de pessoas lá era maior.

- Tempo total para realizar o trekking: o ônibus não espera ninguém, se você não costuma fazer esse tipo de caminhada e tem medo de demorar muito, é interessante pensar na possibilidade de fazer com guia, pois ele espera até a última pessoa terminar. Conversei com algumas pessoas que fizeram em grupo e parece que vão 2 guias, você fica “solto” para fazer no seu ritmo, mas fica um guia no começo e um no final.

 

Hospedagem em Puerto Nateles: We Are Patagonia. Melhor cama da viagem, acho que era até melhor que a minha. O Hostel é menorzinho, tem 4 banheiros “privados” com secador. Café da manhã gostoso, com frutas, geleias, pães e cereis. Quando você chega para tomar café da manhã, eles perguntam se você quer ovo e eles trazem bem quentinhos pra você. Os Staff’s são gente boas demais.

 

30/12 – PUERTO NATALES – EL CALAFATE – EL CHALTÉN (ÔNIBUS)

Chegou o dia de voltar para El Calafate e depois ir para a última cidade da viagem: El Chaltén. Acordei cedinho e fui para a rodoviária.

Dentro do ônibus tinha um funcionário que não falava nada, nem espanhol, muito menos inglês. Só sabia apontar, ninguém entendia nada e ficávamos nos olhando, tentando descobrir o que ele estava tentando dizer. Ele estava pedindo aquele bilhete que falei para guardar no relato anterior. Não lembrava desse papel e por sorte ele estava na minha pastinha de documentos. Ufa, alívio!

A fila da imigração chilena estava grande e ficamos ali por um bom tempo. Cachorros ficam soltos ali dentro só farejando a gente. Próxima parada foi para registrar a entrada na argentina, essa parte não ocupou muito tempo. Seguimos caminho até El Calafate. No caminho paramos em um posto de gasolina, comprei algo para beliscar, o pagamento era somente em pesos argentinos ou dólares, não aceitam cartão.

Cheguei em El Calafate era inicio da tarde, meu ônibus para El Chaltén sairia apenas às 18h. Então fui até o Folk Hostel e pedi se poderia deixar as minhas coisas ali e matar um tempo no centro. Deixei a minha cargueira em um quartinho e fui almoçar. Comprei alguns imãs de geladeira, fui no mercado comprar comida, pois havia lido que a oferta em El Chaltén era menor e os preços um pouco mais altos. Foi uma boa escolha.

Voltei pro hostel, peguei minhas coisas e fui até a rodoviária. A ida até El Chaltén foi um pouco conturbada. Ventava demais, acordei algumas vezes durante o caminho achando que o ônibus iria virar (JURO). Depois o pneu resolveu furar (SIM!!) em uma reta e óbvio que no meio DO NADA 😂 Todo mundo precisou descer do ônibus, quase peguei voo de tanto vento e podia ver a chuva nos morros distantes, pelo menos ainda estava dia.

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Finalmente cheguei em El Chaltén! Estava chovendo, ventando e escuro. O terminal estava uma confusão. Só queria pegar um táxi e ir para o hostel. Pedi informação e a moça falou que eu precisaria esperar o táxi na parte de fora. Fui até lá e estava lotado de gente, sem nenhuma organização. Até que eu ouvi duas meninas falando que iriam para o mesmo hostel que eu. Elas não tinham reserva e iam tentar a sorte. Perguntei se poderia dividir o valor do táxi e ir com elas, não foram das mais simpáticas, mas aceitaram. Fiz meu check-in, comi algo, tomei um banho e desmaiei.

 

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Oi! Estou ansiosa para saber o que você tem a dizer sobre Chaltén! Pretendo fazer um roteiro semelhante ao seu e seu relato está sendo de grande ajuda. Pra ficar todo esse tempo, o que você levou na mochila? Vejo muito o pessoal comentando sobre o que levar, mas não falam muito em quantidades. 

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Em 26/03/2019 em 22:17, fercosta disse:

Oi! Estou ansiosa para saber o que você tem a dizer sobre Chaltén! Pretendo fazer um roteiro semelhante ao seu e seu relato está sendo de grande ajuda. Pra ficar todo esse tempo, o que você levou na mochila? Vejo muito o pessoal comentando sobre o que levar, mas não falam muito em quantidades. 

Oii! Que bom que está gostando!  A Patagônia é um sonho, vais amar 😍

Achei uma foto das minhas coisas organizadas pra colocar na mochila. Ignora a parte da mala com biquíni porque depois fui pra praia 😂😂 

Vou tentar listar abaixo o que levei para os 17 dias e o que usei e também o que achei desnecessário

1 Jaqueta corta vento

2 Fleeces

3 Blusas térmicas ( usei 1 dia só)

1 Calça Térmica

1 Legging

1 Calça impermeável/corta vento/térmica (usei MUITO, sempre um a legging ou térmica embaixo)

2 Calças jeans ( poderia ter levado só 1)

2 Toucas (usei bastante)

2 Cachecóis (usei 1x)

1 Bota de Trekking

3 Meias específicas

1 Vans

1 Havaianas

1 Pijama Curto

1 Toalha

4 T-Shirts e 1 blusinha mais "ajeitadinha" 😂

2 Blusas dry-fit

2 Tops

Meias e calcinhas

Acho que de geral foi isso, não tô lembrando de mais nada! Precisei lavar roupas 2x durante a viagem e onde dava, eu lavava as roupas intimas no banho mesmo.

Usei aquele sacos a vácuo com a bombinha manual que salvaram a minha vida e economizou muito espaço na mochila. Toda a minha bagagem deu 10,4kg.

 

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Em 27/03/2019 em 02:12, Eduardo Melo Ferreira disse:

Que legal encontrar seu relato aqui Ana Paula!!

Que show de viagem e que relato completão!! Aguardando ansioso por El Chaltén!! rs

Essa internet é pequena mesmo né hahaha 

Correria tá atrasando a última parte da viagem, mas logo sai.

Abraços!

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