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Olá pessoal! Deixo aqui o relato da viagem que fiz com minha mãe em fevereiro de 2019. É o primeiro relato de viagem que escrevo, então já peço desculpas se algo ficar repetivivo ou não tiver detalhes. Vou escrever por partes, conforme a sequência da viagem. Let's go.

Dia 1: apresentação e embarque

Certo dia minha mãe (mamis) me revelou que tinha vontade de conhecer Paris e Roma. Ela não sabia explicar o porquê dessas duas cidades e não outras. Com bom viajante, compreendo perfeitamente essa vontade, imagino que vocês tb já quiseram visitar um lugar sem saber por que, apenas ir e pronto! Como ela não tem condições físicas nem financeiras de ir sozinha, decidi que a levaria para sua primeira viagem internacional e longa.

Com essas duas cidades em mente, a primeira coisa que eu fiz foi comprar a passagem aérea (não recomendo fazer isso rsrs, mas eu tenho uma enorme dificuldade em planejar uma viagem, se não tiver as passagens compradas era como se não tivesse certeza de que ia viajar, aí imagino que estaria planejando a toa, aí não planejaria nada e acabaria não viajando). Com várias dúvidas ainda, recorri ao mochileiros, blogs de viagens, youtube etc. Coisas como onde se hospedar, o que ver e fazer, como se locomover, quanto tempo ficar etc.

Como eu queria que mamis tivesse uma boa experiência ainda no voo de ida, optei pelas cias mais tradicionais, com boa avaliação dos usuários e que não tivessem históricos de transtornos, como perda de bagagens, atrasos etc. Nesse sentido, a melhor opção seria voar AirFrance, com a vantagem do voo direto até Paris. Comprei a passagem de SP até Roma com stopover de uma semana em Paris. Pra felicidade geral da nação, a KLM faz parte do mesmo grupo da AirFrance, então na volta podemos aproveitar outro stopover, desta vez em Amsterdam. Financeiramente a passagem saiu mais cara do que se fossêmos por outra cia, mas nessa hora o emocional ganhou do racional e comprei mesmo assim. A vantagem foi que os voos internos (de Paris a Roma e de Roma a Amsterdam) estavam inclusos e com bagagem, assim não precisei me preocupar em pesquisar voos com as low cost e gastar ainda mais pra incluir bagagem (uso isso como conforto mental pra justificar pagar a mais rs). Se eu fosse sozinho provavelmente não faria isso, mas como queria que mamis tivesse uma boa experiência valeu a pena. Outra coisa que pesou na escolha da cia foi o fato de ser a primeira viagem internacional de mamis, e também a primeira viagem longa de avião. Confesso que fiquei preocupado quanto a isso, pois o máximo que ela tinha voado antes eram 3h, e pegar um voo de quase 11h assim pode assustar um pouco. Graças a Deus ela não teve nenhum medo nem receio.

Dona Sonia (mamis) no Aeroporto de Guarulhos, momentos antes de embarcar no Boeing 777-200 da AirFrance (ao fundo)

Dona Sonia (mamis) no Aeroporto de Guarulhos, momentos antes de embarcar no Boeing 777-200 da AirFrance (ao fundo), rumo a Paris.

Também foi a primeira vez dela em um avião grande, e a primeira palavra dela ao entrar no avião: "- Que lindo!". Imaginem a minha emoção rs!

O voo trancorreu sem problemas. Pegamos turbulência na travessia do Atlântico, mas nada que assustasse. Mamis conseguiu dormir bem.

A AirFrance não foge do padrão da econômica (serviço de bordo, sistema de entretenimento, espaço para as pernas e reclinação das poltronas, além dos clássicos travesseiros, cobertores e fone de ouvido), mas tem alguns "mimos" que poucas cias oferecem, como máscara de dormir e lenço umedecido para higienizar a mão antes da refeição. O grande destaque fica para a cordialidade das comissárias e, claro, o champagne que é servido como welcome drink, mesmo na econômica.

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Champagne servido no voo da AirFrance. 

Pelas passagens, paguei R$ 3.189,58 por pessoa, comprada em junho/2018 para embarque no dia 01/fevereiro/2019. Em dólares, saiu por U$ 717,00. 

Em julho fechei o seguro viagem com a Mondial/Allianz, que custou R$ 302,24 por pessoa (era mais caro, lembro que usei um cupon de desconto). Graças a Deus não precisamos de atendimento na Europa, então não tem como avaliar o seguro.

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Info: viajamos em fevereiro de 2019, em pleno inverno, mas nos acostumamos fácil ao frio. Mais ou menos no sexto dia da viagem eu começer a ficar resfriado, com falta de ar e tosse. No dia seguinte não tinha melhorado e fui na farmácia comprar um remédio. Coloquei as palavras no Google Tradutor do celular e mostrei para a farmacêutica, que prontamente me indicou a prateleira onde pude escolher os medicamentos.

Segurança: Durante toda a viagem não tivemos nenhum contratempo com relação à segurança. Seguimos as dicas e mantivemos vigilância total, confesso que até fiquei um pouco paranoico hehehe, toda hora conferia os bolsos e tal. Na mochila não carregava nada de valor, apenas uma garrafa d'água, luva, guarda-chuva, essas coisinhas, então usei ela nas costas sem neura.

Dia 2: Paris

Tinha nevado na madrugada antes da chegada; ao pousarmos no CDG, de dentro do avião dava para ver os resquícios de gelo/neve. Infelizmente durante toda a viagem não pegamos neve.

Após passar pela imigração e alfândega, fomos na Loja Relay comprar o chip de internet da Orange (40 EUR, 20 GB, 30 dias, válido por toda a União Europeia); passamos no Posto de Informações Turística para comprar o Paris Museum Pass (2 dias, 48 EUR), e ali mesmo no aeroporto, na loja Marks & Spencer, tomamos café da manhã, um menu de sanduíche, suco de laranga e um yaourt maravilhoso (divino mesmo, infinitamente melhor que os iogurtes gregos), por 7 EUR (na verdade foi seis e alguma coisa).

Depois seguimos para a estação do RER. Infelizmente não achei o guichê para comprar o Navigo, mas como só usaríamos na terça-feira isso não chegou a ser um problema. Além dos tickets do RER até Paris (10,30 EUR), comprei um carnet com 10 tickets t+ para andar nesse final de semana, saiu por 14,90 EUR. Comprei nas máquinas de atendimento automático, que não estava aceitando dinheiro.

Pegamos o trem até a estação Gare du Nord (aproximadamente 30 minutos), onde pegamos o metrô até a estação próxima do hotel (mais uns 15 minutos). Ficamos hospedados no 10.º arrondissement, no Hotel Aida Marais Printania (a um quarteirão da estação Jaques Bonsergent, linha 5 do metrô). Paguei R$ 662,56 por duas diárias. Não sei qual seria o valor em euros porque reservei no hotels.com, pagando em reais e parcelando em 12x.

Chegamos no Hotel por volta de 12h30, onde o recepcionista (um peruano muito simpático) nos presenteou com uma sacola de papel do hotel com duas caixinhas de suco. No balcão estava disponível um biscoitinho também. Fizemos o check-in, pagamos a imposto municipal e aguardamos uns trinta minutos até a liberação do quarto.

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Visão da janela do hotel e mamis maravilhosa!

Fomos para o quarto descansar e dormir um pouco. Não programei nada para esse primeiro dia de chegada, pois o interesse era justamente descansar e se acostumar com o frio e a diferença de fuso horário. Mais tarde saímos para um passeio descompromissado, mais para se ambientar e ter um primeiro contato com a cidade, e mamis também queria visitar os brechós, que seria melhor encaixado nesse primeiro dia para não comprometer o cronograma.

Depois da soneca saímos para passear em direção ao brechó. Como era sábado e estavam tendo protestos dos coletes amarelos, a Place de la République estava fechada. Voltamos pela avenida e pegamos o metrô na estação Jacques Bonsergent mesmo.

Descendo na estação Hôtel de Ville, ficamos maravilhados com a imponente construção.

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Atravessamos uma ponte (pelo mapa acredito que seja a Pont D'Arcole),

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e andando mais um pouco chegamos à Notre Dame, que só apreciamos por fora, já que a visita estava programada para outro dia.

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Continuando a andança, atravessamos mais uma ponte, voltamos e chegamos ao Palais de Justice e a Saint Chapelle. Não entramos.

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Mamis em frente ao Palais de Justice.

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Mamis e eu em alguma ponte de Paris.

No momento que eu escrevo este relato eu olho no Google Maps e tento lembrar o trajeto que fizemos e vou pegando os nomes, mas enquanto flanávamos em Paris estávamos tão maravilhados que não me preocupei em saber o nome das atrações nem os endereço, apenas andamos descompromissadamente.

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Primeiro contato com a Tour Eiffel. Confesso que de longe assim eu não fiquei muito surpreso com a torre, parecia distante e sem graça demais rs. Mal sabia eu que no dia seguinte mudaria completamente de pensamento rs.

Seguimos andando e passamos por uma praça com uma torre (Square de la tour Saint-Jacques), pelo Centre Georges Pompidou e finalmente chegamos aos brechós. Nisso devia ser umas 18h. Comemos em alguma barraca de rua nesse trajeto, eu peguei o crepe de Nutella e mamis o de fromage (queijo).

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Square de la tour Saint-Jacques e nós em frente ao Le Centre Pompidou.

No brechó, enquanto mamis olhava as peças de roupas, eu fiquei mexendo no celular. Mamis não quis comprar nada, disse que não viu nada interessante, mas disse que os preços e a qualidade das roupas eram boas. 

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Pra quem tiver interesse deixo aqui o endereço dos brechós que fomos:

Kilo Shop: 79 Rue de la Verrerie;

Kilo Shop Kawaii: 65 Rue de la Verrerie;

Free'P'Star: 61 Rue de la Verrerie;

Emmaüs Boutique:  35 rue Quincampoix;

 

Depois saímos caminhando em direção à Place des Vogues

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Passamos num mercado para comprar comida e pegamos um metrô para voltar para o hotel.

Apesar de não ter nada programado nesse primeiro dia, foi bem proveitoso essa caminhada, pois já me familiarizei um pouco com a cidade e o metrô.

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Dia 3: Paris - Sacre-Coeur

Saímos do hotel e antes de pegar o metrô procuramos uma "padaria" para o petit dejeneur. Encontramos uma bem próximo do hotel mesmo, a poucas quadras de caminhada. Tomamos um suco de laranja natural, café expresso e comemos um croissant. Não lembro o preço, mas achei caro pelo tamanho das porções. Para mim estava uma delícia, mas mamis não gostou do café.

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Arredores do hotel e da "padaria".

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Mamis plena no metrô de Paris.

Pegamos o metrô e fo mos em direção à Sacré-Coeur. Não tenho certeza, mas olhando no mapa acho que descemos na estação Barbès - Rochechouart, meio que sem querer, porque fiquei meio perdido em saber qual era a estação mais próxima. Pelo menos aproveitamos para dar uma caminhada de leve pelo bairro. Não tem nada de mais, mas por ser o segundo dia em Paris cada esquina era um encanto, com as construções, os letreiros e vitrines de lojas etc., todos esses encantos quando estamos em um país pela primeira vez...

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Caminhamos e chegamos na Sacré-Coeur por uma rua cheia de lojinhas, estilo feirinha. Acho que esse momento dispensa apresentação rs. Olha essa foto:

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É possível subir andando, vai muito da sua disposição. Para evitar a fadiga subimos com o funicular, ao preço de um ticket t+. Achei caro, mas mamis não podia andar muito para não cansar, então valeu a pena. A subida é bem rápida, nem deu para curtir direito o meio de transporte e já estavámos chegando rs.

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A Basílica é imponente, surpreende tanto pelo tamanho quanto pela beleza - aliás, eu fiquei impressionado a viagem inteira com o tamanho das estruturas e monumentos - e a vista de Paris ao fundo não tem palavras.

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Detalhe que Paris é sempre cheia de turista, mesmo na baixa temporada. Imagino em julho como deve ser lotado.

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Visitamos a Basílica por dentro.

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Depois, seguimos até a Place du Tertre (Praça dos Artistas), andamos até o Le Mur des Je t'aime (é um muro onde tem escrito "eu te amo" em várias línguas), claro que não deixamos de procurar aonde estava escrito em português né.

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Depois, andamos um pouco e entramos numa loja para comprar perfume, passamos um bom tempo naquela maravilha de cheiros. Compras feitas, fomos atrás de um lugar para almoçar antes de voltar para o centro.

No roteiro estava previsto visitar ainda a Igreja da Madeleine, Palais Royal e Opera Garnier, tudo só por fora, e passear pelo Champs de Mars e Jardins du Trocadéro antes de seguir para a Torre Eiffel, porém, nosso ingresso tinha hora marcada e o relógio foi contra nós (ou nós que ficamos admirados e acabamos esquecendo as horas kkkkk) e infelizmente tivemos que abandonar essa parte.

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Dia 3: Paris - Tour Eiffel

Descemos na estação Champ de Mars - Tour Eiffel do RER C e caminhamos até a Torre Eiffel. Aqui vai uma confissão: no primeiro dia em Paris eu vi ela de longe, achei bonita mas nada demais, porém agora era a primeira vez que me aproximava dela e simplesmente fiquei estarrecido, e posso dizer que até hoje é mais bela torre que já vi, uma mistura de arte e magia sem igual, que mesmo não sendo um das mais altas do mundo, impressiona pelo seu tamanho. Ficamos até anoitecer, depois fomos ver ela piscando. Os ingressos foram comprados até o topo, demos sorte que o dia estava limpo. Uma dica que dou é comprar até o segundo andar, se o dia estiver bonito, compra lá na hora a subida até o topo. Tentem marcar um horário que subam no fim do dia, mas ainda claro, e fiquem até anoitecer, pois assim você vê Paris em três condições (dia, pôr do sol, noite) com um único ingresso.

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@renatasoares fiquei impressionado em como foi tranquilo viajar com mamis. Ela tem alguns problemas de saúde e eu fiquei preocupado em ela ter uma crise durante a viagem, mas graças a Deus foi tudo bem (na verdade quem acabou doente fui eu kkkkkk, mas nada sério). Meu inglês é intermediário, mas nos hotéis, restaurantes e áreas turísticas é tranquilo. Apenas um único francês foi rude comigo (não sei se por falar em inglês ou por ele ser rude mesmo). Aprendemos o bonjour, bonsoir e merci, além do je ne parle le français né. Sempre chegávamos com um sorriso no rosto comprimentando em francês e dizendo que não falava francês, aí partia pro inglês. Teve um episódio que eu tive que usar o tradutor do celular, escrevi em português e mostrei o escrito em francê na tela pra pessoa e ela foi bem receptiva. 

Eu tenho facilidade com localização, mapas, linhas de metrô e ônibus, então não tive  dificuldades em me localizar por lá. Pra quem mora em SP, Rio etc e tem costume de usar transporte público não tem tanta diferença não, mas é sempre bom dar uma estudada nos mapas antes pra não ficar perdida. 

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Dias 4 e 5: Mont Saint-Michel

Na segunda-feira, fizemos check-out no hotel e fomos para a Gare Montparnasse. Lá deixamos as mochilas grandes no guarda-volumes e viajamos apenas com as pequenas, já que voltaríamos no dia seguinte. Não lembro o preço que paguei, mas apenas um guarda-volume foi necessários para as duas mochilas grandes (uma Quechua Forclaz de 70 L e a outra de 50 L). Às 08h11 pegamos o TGV ("trem bala" francês) rumo à Rennes.

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Chegando, fomos comer e esperar pelo ônibus que nos levaria ao Mont. Comprei as passagens pelo site da SNCF tanto para o trem quanto para o ônibus, foram 35 euros por pessoa por trecho (20 do trem + 15 do ônibus). Bem caro, mas não consegui comprar o trem low cost (OuiGo) e não achei outra forma mais econômica para ir de Rennes até o Mont.

O ônibus para o Mont saiu às 11h45 e a viajem durou 01h10. Detalhe que o ônibus não deixa direto no Mont, mas numa estaçãozinha onde fica o Centro de Informações Turística. Aí pega outro ônibus, o "Passeur", que deixa na entrada do Mont, aonde acaba de chegar a pé. Esse "Passeur" é de graça e tem várias vezes ao dia. É um ônibus bem interessante, ele não tem frente nem trás, o motorista que troca de lado dependendo a direção.

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Demora coisa de 15 minutos até o Mont. Para quem quiser encarar a caminhada, dá uns 45 minutos, é gostoso ir andando também, vai do seu nível de empolgação/cansaço/tempo. No dia que fomos estava nublado, de longe não dava para ver o Mont direito, mas à medida que íamos chegamos perto ele ia se revelando, é lindo gente, vale muito a pena ir.

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Fomos direto para o hotel fazer o check-in. Ainda não estava no horário mas ganhamos early check-in Tinha feito reserva no Hotel le Mouton Blanc e fomos direcionados para o Hotel Ermitage. A atendente do check-in me disse que foi um upgrade, apesar de ambos serem 3 estrelas. O le Mouton fica na rua principal, na "base" do Mont, e o Ermitage fica num nível acima, tendo uma vista mais ampla da costa da Normandia.

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Deixamos as coisas no quartos e saímos para passear pelo Mont e visitar a abadia. A entrada custa 10 euros. Aluguei aqueles fone de ouvido com gravação para servir de guia, não lembro o preço mas deve ter sido uns 5 ou 10 euros também, aluguei um só para nós dois mas não recomendo; além de ser chato de usar não tem informações assim tão relevantes para quem tá só passeando mesmo. O passeio é bem completo e cansativo, a abadia é enorme e tem muitas salas para visitar, com muitas escadas, mas cada lugar tem uma visão diferente e vale muito a pena a visita. 

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Depois da visita e de andar pelo Mont, fomos para o quarto descansar um pouco e tirar um cochilo. A noite saímos para ver o Mont e jantar. A vista é de tirar o fôlego.

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Na terça-feira, acordamos e fomos tomar café da manhã, que estava incluso na diária do quarto. Foi o disparado o melhor café da manhã de hotel que já tomei na vida.

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Depois fomos para o quarto arrumar as coisas e preparar para voltar para Paris. Fizemos o check-out e fomos para a estaçãozinha pegar o ônibus para Rennes. Como não estava ventando e tínhamos tempo,  optamos por ir caminhando até a estação. Às 14h05 pegamos o ônibus e chamos em Rennes às 15h15. Nosso trem para Paris era apenas às 17h52, então decidimos conhecer um pouco de Rennes. Confesso que achei a cidade bem gostosinha, o charme de interior da França me agradou mais que o charme da capital.

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Depois pegamos o TGV de volta a Paris, pegamos as mochilas na Gare Montparnasse, pegamos o Navigo e fomos para o mesmo hotel que ficamos.

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Observações:

1. Muita gente costuma fazer bate-volta a partir de Paris até o Mont Saint-Michel, eu pessoalmente não acho uma boa opção, pois é bem longe, chega cansaço e ainda tem muitos degraus para subir e descer (muitos mesmo); sem contar que não dá para ver o Mont a noite nem o fenômeno das marés;

2. No dia que fomos estava previsto a maré alta (ficaríamos ilhados), mas não vi nada, não sei se aconteceu de madrugada enquanto estava dormindo, mas só vimos mesmo a maré subindo normal, sem fechar a passagem;

3. Os hotéis que ficam no Mont são bem caros a diária, paguei 840 reais, porém acho que é um gasto que vale a pena considerar, afinal é uma experiência única de dormir numa fortaleza com quase 800 anos (mais velha que a descoberta do Brasil), que resistiu à guerras e à força da natureza;

4. Se realmente não couber no seu orçamento a hospedagem no Mont, tem vários hotéis na cidadezinha próxima com diárias bem mais em conta, e o "Passeur" é de graça e tem várias vezes ao dia;

5. Decidimos jantar num dos restaurantes do Mont, pois estávamos cansados demais para sair do Mont e ir até a cidadezinha e depois voltar. Não recomendo, é tudo muito caro e a porção é pequena;

6. Apesar de todo o trabalho logístico e o custo dessa aventura, super recomendo visitar o Mont e dormir por lá, acho que vale cada centavo e faria tudo de novo;

 

 

 

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Dia 6: Disney Paris

Tiramos esse dia para ir à Disney. A ideia inicial era não irmos, porém um belo dia estava navegando na internet e decidi entrar no site da Disneyland Paris e me deparei com uma promoção de 50% de desconto no preço do ingresso 01 dia/02 parques (de 99 por 49 euros), aí aproveitei e comprei na hora, totalizando duas pessoas pelo preço de uma. Foi uma surpresa para mamis e ela amou.

Saímos do hotel e fomos de metrô e RER até a Disney usando o Navigo. No início, o Navigo de mamis não tinha validado a catraca e uma nativa muito gente boa deixou que mamis passasse com ela na catraca. Apesar da gentileza, passei o trajeto inteiro com medo da fiscalização e da multa. Na hora de sair da estação o Navigo validou normalmente, não sei o que pode ter acontecido.

Apesar de muita gente dizer que não vale a pequena, que é pequena, que a Disney de Orlando é melhor etc., sinceramente eu amei e recomendo muito ir para quem tiver interesse, principalmente para quem não pode/não quer ir para Orlando. Eu mesmo me dei muito satisfeito com a Disney de Paris e não tenho vontade nenhuma de ir na de Orlando. Primeiro fomos no Walt Disney Studio que é menor e mais "fraquinho", fomos em alguns brinquedos e depois fomos para o Disneyland Paris.

Aqui vai uma dica que usamos muito: baixei o app da Disney de Paris, que informa o tamanho da fila de cada atração. Desistimos de ir em todos os brinquedos com fila maior que 15 minutos. Para tirar foto com o Mickey, por exemplo, a fila era de duas horas, sem condições. É impossível ver tudo, então tem que escolher bem onde ir e infelizmente algum brinquedo interessante vai acabar ficando para trás. Mas mesmo assim conseguimos aproveitar bastante, fomos principalmente em montanhas russas e brinquedos mais radicais. O único infantil que fomos foi um trenzinho pela história do Pinóquio. Também acontece vários mini shows ao longo do dia, na entrada a gente recebe um panfleto com a programação aí é só escolher. Lembre-se, não dá para ver tudo, e muitos shows acontece no mesmo horário. Passamos o dia inteiro e para comer levamos sanduíche porque os preços lá são bem caros. No encerramento tem um show de luzes perfeito, não vou postar aqui porque acha fácil no YouTube.IMG_1814.thumb.JPG.54fd7925b1687b777478a4215d3dbccb.JPGIMG_1830.thumb.JPG.31cc4678edb5f426dce2a8b2a67eba72.JPGIMG_1836.thumb.JPG.cd138bf31a651080b43757c32b44a8d0.JPGIMG-20190206-WA0004.thumb.jpg.ed820fcfb77a4260e5df7dbaec2cd417.jpgIMG_1872.thumb.JPG.df8effa3937e2c2ead5b70a039c66143.JPGIMG_1804.thumb.JPG.db6800f37c73be18951c49333705f3f7.JPG

 

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    • Por Roberto Tonellotto
      No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma.
      Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte.  Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo.
      No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas.
      Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países.
      Cleulis (Itália) –  Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km.
      Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen.
      Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira.
      Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve.
      Nenhuma palavra pode descrever o que eu senti lá. É emocionante estar em um local de Guerra tão bem preservado a quase 2 mil metros de altitude. Ali as trincheiras ficam a menos de 30 metros umas das outras. A bateria da Gopro e do celular já tinha acabado. A minha também. Apenas uma foto registrou a chegada. Não demorei muito e comecei a descer. Depois de 40 minutos de descida até a fronteira, pego a bicicleta e desço em direção a Cleulis, sob chuva e vento forte.
      Grossglokner Alpine Road – Áustria – 30km
      O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h.
      Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália)
      Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos.
      É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli.
      A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado.
      Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta.
      Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático.
      Pendenze Pericolose
      Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia.
      Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas.
      Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos.
      Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt.  Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas.
      Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho.  O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta.
      Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes.
      Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora.
       
































    • Por Felipe Marques Santana
      Venho aqui compartilhar o meu mochilinha de 27 dias pela Europa. Essa foi a 1ª experiência no continente. Com certeza, voltarei muitas outras vezes.
      Bom, iniciarei pelo planejamento.
      Comprei passagens de ida e volta por Bruxelas, pois tenho uma amiga que mora numa cidadezinha não muito longe de lá: Boortmeerbeek.
      Comprei com muita antecedência, no mês de maio, mas consegui um bom negócio: 2400 reais pela cia Air Europa. Os voos tinham escala em Madri, pois não há, por nenhuma cia, voos diretos até Bruxelas.
      No mês de setembro reservei os hostels em Paris, Amsterdã, Berlim e Londres. E comecei a pensar como faria os trechos internos. Bom, na maioria dos casos utilizei o trem, todos tíquetes comprados com 3 meses de antecedência para pagar um menor valor. Os trechos Bruxelas>Paris e Paris>Amsterdã foram realizados com o Thalys. No primeiro paguei 22 euros e no segundo 29 euros. Já de Amsterdã a Berlim, preferi fazer aéreo, pois o trem demorava 6 horas e além de tudo o preço não era atraente. Acabei comprando a passagem pela Easyjet (60 euros, com direito a despachar uma mala); no trecho Berlim>Londres comprei pela Easyjet também, com o mesmo preço e as mesmas condições. Em Londres queria fazer um bate-volta a alguma cidade do interior, e acabei escolhendo Cambridge pelo preço das passagens de trem (12 libras ida e volta!). Para finalizar, fiz o trecho Londres>Bruxelas de Eurostar, uma facadinha: 60 euros! =(
      Tíquetes de atrações, só comprei 2 de forma antecipada: visita à casa da Anne Frank em Amsterdã (10 euros) e London Eye (24 libras).
      Com tudo certo, só restava viajar!
      E numa data inusitada: 31 de dezembro! Como não ligo muito para Ano Novo, decidi ir nessa data: um dos motivos para as passagens estarem baratas! hehehe
      Fiz o voo de São Paulo a Madri em uma saída de emergência, pois o atendente ao ver a minha altura (1,91m), ficou com pena de mim! O voo foi ótimo! =) A aeronave era um pouco antiga, mas não foi um problema. A comida servida era muito boa! E tinha água e refrigerante no fundo da aeronave à vontade, era só pedir. Uma vez em Madri, esperei cerca de 3h pela conexão, nada que atrapalhasse, mas o aeroporto estava com as lojas fechadas e meio vazio. O segundo voo também foi em aeronave antiga, mas foi tão tranquilo quanto ao outro. Ao chegar em Bruxelas, andei, andei, andei, andei até chegar à área onde estavam as esteiras, peguei a minha mala (ufa, ela chegou!) e esperei a minha amiga chegar para me buscar.
      A casa dela não era muito distante do aeroporto, em cerca de 40 minutos, já estava lá, local que ficaria 4 dias no início da viagem e mais 1 no final.
      Nesse primeiro dia, praticamente descansei, almocei e depois à noite fui até Bruxelas encontrar uma amiga que estava lá por coincidência! =) Para ir até lá, fui de trem. Na Bélgica os trens regionais funcionam bem e quase sem atrasos. As compras podem ser realizadas pelo site da Belgium Rail, ou em máquinas nas estações. As máquinas aceitam cartão e moedas, esqueçam dinheiro!
      Passagem de ida e volta comprada, era só embarcar. De Boortmeerbeek até Bruxelas era mais ou menos 1 hora, com uma troca de trem em Mechelen, uma cidade maior e com mais conexões. Há trens muito antigos, mas também há aqueles modernos, porém vários deles são pichados na parte externa, achei estranho Bom, chegando na estação Brussels Centraal/Bruxelles Central (tudo em Bruxelas é bilingue, inclusive o nomes das cidades!) fui até a Grand Place/Grote Markt de lá, que é um espetáculo à parte. Ainda estava rolando a feira de Natal, além de a cada hora um lindo show de luzes. Quando cheguei encontrei a praça assim:

      Linda, não? É o lugar mais bonito de Bruxelas, sem dúvida! =)
      Encontrando a minha amiga, fomos até ao Bar Little Delirium (não fomos ao grande, por ser muito lotado). Lá pudemos provar vários tipos de cerveja belga (as melhores da viagem) por preços razoáveis. Também aproveitei a ocasião para provar uma daquelas delícias culinárias belgas: o waffle. Esse tinha nutella e morangos! Muita vida! hehehe
      Depois de mais um rolê pela cidade, me despedi dela, pois era tarde e tinha que pegar o trem até Mechelen (ou Malines, em francês), onde a minha amiga e o seu noivo me esperavam, pois não haveria mais trens para Boortmeerbeek. =(
      Eles aproveitaram para me mostrar, de carro, como era a cidade. O lugar mais interessante é a Catedral Metropolitana, que possuía na idade média, uma das torres mais altas da Europa, pois a cidade era um entreposto comercial importante.

      Bom, escrevi bastante. No próximo post continuo o relato. (Obs: pode ser que demore um pouco, tanto pelos detalhes, quanto falta de tempo mesmo! hehehe)
      Até a próxima!
    • Por Jonatas Elias
      Relato da viagem pela França
       
      Relato da viagem pela Itália
       
    • Por Jonatas Elias
      Relato da viagem pela França
       
      Relato da viagem pela Holanda
       
    • Por lavidaesmara
      Conhece o roteiro de viagem do filme "Paris Pode Esperar", que marcou a estreia na ficção de Eleanor Coppola.
      https://lavidaesmara.com/2020/07/16/paris-pode-esperar-vida-nao/
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