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Em 15/06/2020 em 00:17, D FABIANO disse:

@Jonatas Elias Essa  Eurodisney fica longe de Paris?Há outro modo de chegar lá a não ser de trem?

A viagem demorou uns 50 minutos de Paris até lá. A vantagem é que a estação é em frente a entrada da Disney e aceita o Navigo, então é a forma mais barata de ir. Outra forma de ir é de táxi/uber ou motorista particular, mas acho que não vale a pena pelo custo e pelo trânsito.

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Dia 7: Museus, Arco do Triunfo, e Jardins

Na quinta-feira foi o cansaço do dia anterior bateu e eu também comecei a sentir um mal estar de gripe. A noite tive que ir na farmácia comprar um remédio. Coloquei no Google Tradutor os sintomas que estava sentido e mostrei para a farmacêutica, que prontamente me indicou a prateleira dos remédios que precisava.

Como só nos restava mais dois dias em Paris, percebi que não daria para ver tudo que estava no roteiro, então começamos a priorizar o que iríamos ver.

Após o café da manhã, fomos para o Museu do Louvre. Naturalmente não tinha o tempo necessário para ver o mínimo aceitável, então demos prioridade à Mona Lisa. Andamos pelo Museu passando o olhar pelo acervo. Confesso que não sou grande fã das artes, e não entendo muita coisa, mas gostaria de poder aproveitar melhor o que o Museu oferece.

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Ao chegar na Mona Lisa, a multidão de chineses foi bem complicada. Não respeitavam a ordem de chegada na "fila" e muitos passavam minutos tirando fotos sem dar espaço para as outras pressoas. Eu tive que entrar na frente de uma chinesa, que não saiu após vários pedidos de licença. Tiradas as fotos, fomos embora. Usamos o Paris Museum Pass para entrar. 

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Repito aqui o conselho que me deram enquanto eu planejava a viagem (e que eu mesmo não segui rs): antes de visitar, entre no site e faça o tour virtual para ver as obras do seu interesse e o pavilhão onde estão localizadas, assim você vai direto a elas sem perder tempo procurando (o museu é enorme, se não tiver foco vai ficar lá o dia inteiro). Outra dica (essa eu segui hahaha), é entrar no Museu via Carrousel du Louvre, evitando a fila da pirâmide; também dá para acessar pelo metrô (entrada do metrô ao lado do Arc de Triomphe du Carrousel, um arco parecido com o arco do Triunfo).

Saindo do Museu, caminhamos pelo Jardin des Tuileries...

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até a Place de la Concorde...

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depois até a Pont Alexander III.

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Pegamos o metrô e fomos até o Moulin Rouge para vê-lo por fora.

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Andamos pela redondeza à procura de algum lugar para comer. Acabamos comprando comida e mais algumas coisinhas em um monoprix e sentamos na praça para comer.

Depois pegamos o metrô até o Arco do Triunfo. Fiquei impressionado com o tamanho do arco, de boca aberta mesmo. A gente até gostaria de ter subido, mas juntando a saúde de mamis, o cansaço, a mochila com coisas compradas no mercado que não passava pela segurança e os 284 degraus, a ideia foi embora rapidinho. Não bateu arrependimento, pois ainda veria Paris de cima a partir da Torre de Notre Dame.

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O Arco é tão grande que para tirar foto dele inteiro tem que ser de longe. Aí fomos para o Jardins du Trocadéro admirar mais um pouco a Tour Eiffel.

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Seguimos andando até a Pont de Bir-Hakeim, sempre admirando a torre.

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Da Pont de Bir-Hakeim, acessamos a Allée des Cygnes, uma ilha no meio do Sena onde fica a "verdadeira" estátua da liberdade, a Statue de la Liberté Paris. É uma caminhada grande, mais de 800 metros até a estátua.

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Depois de andar tudo de novo para voltar para a Pont de Bir-Hakeim, pegamos o metrô e fomos para a Pont des Arts (a famosa ponte dos cadeados).

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Nessa hora percebi uma falha no planejamento do trajeto, pois a ponte fica praticamente do lado do Louvre e poderíamos tê-la visitado pela manhã quando fomos ao Museu. Então fica a dica de aproveitar a visita ao Museu para visitar a ponte. Ou então, se quiser andar mais um pouco, dá para conhecer saindo da Catedral de Notre Dame ou do Hôtel de Ville, em direção ao Louvre, é a próxima ponte depois da Pont Neuf. Mesmo com a determinação da prefeitura de retirada dos cadeados, dá para ver que tem gente que ainda continua colocando.

De lá fomos ver a Galeries Lafayette por fora, já que não daria tempo (nem estava com tanta vontade assim) de entrar.

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Para fechar o dia, seguimos para o Museu Quai d'Orsay, que achei bem interessante (confesso que gostei mais dele do que do Louvre), porém ficamos bem pouco porque já estava fechando.

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Dia 8: Último dia - Cortes no Roteiro

Nosso último dia em Paris, tivemos que cortar várias coisas do roteiro porque não daria tempo. Desistimos de ir na Citypharma, ao Pantheon, ao Palácio e Jardins de Luxemburgo, Saint-German-des-Prés, Quartier Latin, Saint Chapelle e Montmartre. Também não entramos no Centre Georges Pompidou (tive que me contentar e apenas vê-lo por fora no primeiro dia). Também estava previsto ir no Castelo de Vincennes, mas sem condições. Isso sem contar que muitas coisas que fizemos no dia anterior, como a Pont des Arts, Allée des Cygnes e Moulin Rouge estavam originalmente escaladas para a sexta-feira. Acho que eu superestimei a nossa disposição em andar pela cidade, não considerei que uma hora bate o cansaço e um dia ou outro a gente acaba ficando até mais tarde na cama, ou cansa de andar e acaba desistindo de uma atração para ir para o hotel mais cedo, achando que vai dar para fazer outro dia. O Palácio de Versalhes por exemplo eu nem coloquei no roteiro, pois não achei válido gastar quase um dia de passeio só para ele. Outro lugar que eu queria ter ido era as Catacumbas, mas foi retirado durante o planejamento ainda, em acordo com mamis. Outra coisa que contribui também foi o fato de que não estava previsto a gente ir para a Disney, então quando comprei os ingressos na promoção tive que redistribuir as atividades.Também a ida ao Mont Saint Michel ocupou dois dias do  roteiro. Na prática, tivemos que fazer em quatro dias o que estava previsto fazer em sete, assim foi inevitável ter que fazer os cortes. Mas de forma alguma me arrependo rs, afinal o Mont Saint Michel é um local mágico e vale muito a pena ir, mesmo com os custos e logística envolvidos, e a Disney é realmente um lugar de magia. Também, o gostinho de quero mais de Paris ajuda a manter a vontade de voltar né. Por fim, percebi que Paris tem muito mais coisas para ver e descobrir do que o que a gente imagina. Acho que isso vale para qualquer destino. Permitir-se sair andando pela cidade sem destino, descobre-se coisas que não achamos na internet nem nas histórias de quem já foi, e acho que é isso que torna cada viagem única para cada pessoa. Assim, fica a dica de você deixar um espaço em aberto no seu roteiro, sem compromissos, para poder descobrir detalhes que tornam a viagem única. 

Dia 8 - Notre Dame, Passeio de Barco e Museu do Ar e do Espaço

Apesar dos cortes, conseguimos aproveitar bem o dia, de forma um pouco mais calma ainda, já que o roteiro foi enxugado. Pela manhã fomos à Catedral de Notre-Dame, onde entramos (gratuito) e subimos a Torre (Paris Museum Pass). Existe uma fila virtual para subir, tem um aplicativo chamado JeFile onde no dia que você quer subir você entra no App e "reserva" um horário. É importante entrar logo pela manhã (umas 6h ou 7h) porque esgota rápido. Assim, com a hora marcada entra direto sem pegar fila nem esperar ter "vaga" para subir. Obs.: tudo isso foi em fevereiro de 2019, depois do incêndio e da pandemia podem ser que tenham alterado o esquema de acesso à Torre.

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Era um imperativo para mim subir a torre, pois a visão de Paris dela com as gárgulas é uma das imagens mais lindas que eu já vi da cidade e precisava ver isso pessoalmente. É uma escadaria bem pesada para subir. Eu perguntei se mamis queria ficar no térreo esperando enquanto eu subia mas ela quis subir também. Ela teve bastante dificuldade por causa da condição dela, mas subimos devagar sempre parando quando ela cansava demais. Ao chegar lá em cima tem um banquinho para as pessoas sentarem e ela ficou descansando alguns minutos.

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Saindo da Catedral, fomos para o Rio Sena fazer um passeio de Batobus. A minha intenção era fazer o passeio completo, mas mamis não gostou muito e descemos dois pontos depois de onde embarcamos.

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Paramos um tempinho para decidir os cortes do roteiro e então seguimos para nossa última atração na cidade, o Musée de l'Air et de l'Espace, em Le Bourget. 

A intenção era ir de transporte público, pegamos o metrô até a estação La Courneuve e descemos para pegar o ônibus 152. Essa região nem parece Paris, há muitas barracas de venda no estilo feira livre, com muita sujeira no local e pessoas mal encaradas, passando uma sensação de insegurança. Como eu não conseguia achar o ponto de ônibus e não me senti seguro na região, decidi chamar um Uber para nos levar até o Museu.

Eu e mamis gostamos muito de avião, então era imprescindível visitar o Museu, afinal lá tem a "Rainha dos Céus" (o Boeing 747) e dois Concordes. Já que não temos oportunidade de voar neles, pelo menos tivemos o gosto de conhecê-los no Museu. Entramos com o Paris Museum Pass.

Para voltar para Paris, pegamos o ônibus num ponto em frente ao Museu. Passamos em frente ao Stade de France mas nem deu para tirar foto.

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Dia 9: ida para Roma

Fizemos check-out no hotel e fomos para o aeroporto. Para fechar a viagem, comprei o famoso macaron na Ladurée para experimentar e nem mamis nem eu gostamos (parece um suspiro recheado rs). Nos despedimos da França e seguimos viagem para Roma.

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Continuação do relato pela Itália:

 

Continuação do relato pela Holanda:

 

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    • Por Roberto Tonellotto
      No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma.
      Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte.  Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo.
      No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas.
      Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países.
      Cleulis (Itália) –  Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km.
      Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen.
      Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira.
      Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve.
      Nenhuma palavra pode descrever o que eu senti lá. É emocionante estar em um local de Guerra tão bem preservado a quase 2 mil metros de altitude. Ali as trincheiras ficam a menos de 30 metros umas das outras. A bateria da Gopro e do celular já tinha acabado. A minha também. Apenas uma foto registrou a chegada. Não demorei muito e comecei a descer. Depois de 40 minutos de descida até a fronteira, pego a bicicleta e desço em direção a Cleulis, sob chuva e vento forte.
      Grossglokner Alpine Road – Áustria – 30km
      O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h.
      Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália)
      Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos.
      É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli.
      A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado.
      Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta.
      Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático.
      Pendenze Pericolose
      Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia.
      Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas.
      Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos.
      Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt.  Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas.
      Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho.  O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta.
      Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes.
      Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora.
       
































    • Por Felipe Marques Santana
      Venho aqui compartilhar o meu mochilinha de 27 dias pela Europa. Essa foi a 1ª experiência no continente. Com certeza, voltarei muitas outras vezes.
      Bom, iniciarei pelo planejamento.
      Comprei passagens de ida e volta por Bruxelas, pois tenho uma amiga que mora numa cidadezinha não muito longe de lá: Boortmeerbeek.
      Comprei com muita antecedência, no mês de maio, mas consegui um bom negócio: 2400 reais pela cia Air Europa. Os voos tinham escala em Madri, pois não há, por nenhuma cia, voos diretos até Bruxelas.
      No mês de setembro reservei os hostels em Paris, Amsterdã, Berlim e Londres. E comecei a pensar como faria os trechos internos. Bom, na maioria dos casos utilizei o trem, todos tíquetes comprados com 3 meses de antecedência para pagar um menor valor. Os trechos Bruxelas>Paris e Paris>Amsterdã foram realizados com o Thalys. No primeiro paguei 22 euros e no segundo 29 euros. Já de Amsterdã a Berlim, preferi fazer aéreo, pois o trem demorava 6 horas e além de tudo o preço não era atraente. Acabei comprando a passagem pela Easyjet (60 euros, com direito a despachar uma mala); no trecho Berlim>Londres comprei pela Easyjet também, com o mesmo preço e as mesmas condições. Em Londres queria fazer um bate-volta a alguma cidade do interior, e acabei escolhendo Cambridge pelo preço das passagens de trem (12 libras ida e volta!). Para finalizar, fiz o trecho Londres>Bruxelas de Eurostar, uma facadinha: 60 euros! =(
      Tíquetes de atrações, só comprei 2 de forma antecipada: visita à casa da Anne Frank em Amsterdã (10 euros) e London Eye (24 libras).
      Com tudo certo, só restava viajar!
      E numa data inusitada: 31 de dezembro! Como não ligo muito para Ano Novo, decidi ir nessa data: um dos motivos para as passagens estarem baratas! hehehe
      Fiz o voo de São Paulo a Madri em uma saída de emergência, pois o atendente ao ver a minha altura (1,91m), ficou com pena de mim! O voo foi ótimo! =) A aeronave era um pouco antiga, mas não foi um problema. A comida servida era muito boa! E tinha água e refrigerante no fundo da aeronave à vontade, era só pedir. Uma vez em Madri, esperei cerca de 3h pela conexão, nada que atrapalhasse, mas o aeroporto estava com as lojas fechadas e meio vazio. O segundo voo também foi em aeronave antiga, mas foi tão tranquilo quanto ao outro. Ao chegar em Bruxelas, andei, andei, andei, andei até chegar à área onde estavam as esteiras, peguei a minha mala (ufa, ela chegou!) e esperei a minha amiga chegar para me buscar.
      A casa dela não era muito distante do aeroporto, em cerca de 40 minutos, já estava lá, local que ficaria 4 dias no início da viagem e mais 1 no final.
      Nesse primeiro dia, praticamente descansei, almocei e depois à noite fui até Bruxelas encontrar uma amiga que estava lá por coincidência! =) Para ir até lá, fui de trem. Na Bélgica os trens regionais funcionam bem e quase sem atrasos. As compras podem ser realizadas pelo site da Belgium Rail, ou em máquinas nas estações. As máquinas aceitam cartão e moedas, esqueçam dinheiro!
      Passagem de ida e volta comprada, era só embarcar. De Boortmeerbeek até Bruxelas era mais ou menos 1 hora, com uma troca de trem em Mechelen, uma cidade maior e com mais conexões. Há trens muito antigos, mas também há aqueles modernos, porém vários deles são pichados na parte externa, achei estranho Bom, chegando na estação Brussels Centraal/Bruxelles Central (tudo em Bruxelas é bilingue, inclusive o nomes das cidades!) fui até a Grand Place/Grote Markt de lá, que é um espetáculo à parte. Ainda estava rolando a feira de Natal, além de a cada hora um lindo show de luzes. Quando cheguei encontrei a praça assim:

      Linda, não? É o lugar mais bonito de Bruxelas, sem dúvida! =)
      Encontrando a minha amiga, fomos até ao Bar Little Delirium (não fomos ao grande, por ser muito lotado). Lá pudemos provar vários tipos de cerveja belga (as melhores da viagem) por preços razoáveis. Também aproveitei a ocasião para provar uma daquelas delícias culinárias belgas: o waffle. Esse tinha nutella e morangos! Muita vida! hehehe
      Depois de mais um rolê pela cidade, me despedi dela, pois era tarde e tinha que pegar o trem até Mechelen (ou Malines, em francês), onde a minha amiga e o seu noivo me esperavam, pois não haveria mais trens para Boortmeerbeek. =(
      Eles aproveitaram para me mostrar, de carro, como era a cidade. O lugar mais interessante é a Catedral Metropolitana, que possuía na idade média, uma das torres mais altas da Europa, pois a cidade era um entreposto comercial importante.

      Bom, escrevi bastante. No próximo post continuo o relato. (Obs: pode ser que demore um pouco, tanto pelos detalhes, quanto falta de tempo mesmo! hehehe)
      Até a próxima!
    • Por Jonatas Elias
      Relato da viagem pela França
       
      Relato da viagem pela Itália
       
    • Por Jonatas Elias
      Relato da viagem pela França
       
      Relato da viagem pela Holanda
       
    • Por lavidaesmara
      Conhece o roteiro de viagem do filme "Paris Pode Esperar", que marcou a estreia na ficção de Eleanor Coppola.
      https://lavidaesmara.com/2020/07/16/paris-pode-esperar-vida-nao/
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