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Valeria Barbosa

17 dias, 5 cidades, 3 pessoas - Relato, Fotos e Dicas - Roma, Santorini, Atenas, Londres e Paris

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Olá mochileiros!

Estava fazendo o meu relato em tópicos, mas agora que já cheguei em casa, chegou a hora de contar tudo de uma vez, enquanto ainda está fresco na memória.

O inicio do Relato e da viagem, foi em Roma, e lá mesmo fiz meu primeiro post sobre esta viagem.

Segue o link para quem desejar começar do começo rs

https://www.mochileiros.com/topic/84446-roma-3-dias-3-pessoas-fotos-preços-e-itinerário

Resumindo o inicio da viagem - Voo saindo de Florianópolis com escala em Guarulhos e chegando em Roma, Imigração foi uma piada - tanta preparação pra nada.

Média de troca de euro foi 4,50, Comprei as passagens com MaxMilhas, Alugamos AirBnb

Monumentos maravilhosos, a cada esquina uma nova maravilha que nem estava na lista. Comida gostosa e farta, museus lindos!

No relato acima tem, é claro, muito mais detalhes, com fotos e gastos que tivemos por lá.

 

Saindo de Roma, foi a vez de irmos a Santorini, na Grécia. 

 

Dia 13/04

Voo marcado para 12h45, a partir do aeroporto de Fiumicino. Atrasou um pouco, e o voo em si demorou 1h45. Adicionando 1 hora a mais pelo fuso horario de Santorini, chegamos no aeroporto de Thera por volta de 16h15. Ficamos no hotel San Giorgio, que acima de 2 diárias oferecia transfer grátis de e para o aeroporto.

Chegamos lá e o encanto foi imediato. Quarto recém reformado, cheiroso e super confortável!

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Deixamos as malas e saímos pra comer em um restaurante próximo (aliás, tudo é proximo, Thera é super pequena e tudo é de fácil acesso) chamado Greek Bites. Super delicioso, comida regional, maravilhosa!

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Passamos no mercado e compramos algumas coisas para o café, além de água, que não é potável na ilha. [agua 0,50 ; croissant 1 ; suco 1,50, snacks 1]

Passeamos um pouco pelo centro (uma rua rs) e voltamos pro hotel para um merecido descanso.

 

Dia 14/04

Acordamos cedo e fomos para o terminal de onibus.

Vi em muitos relatos e sites que é indispensável alugar carro quando vier para Santorini; e discordo completamente. Não era viavel alugar carro pois ficariamos apenas 2 dias e não dirigimos, mas mesmo que esse não fosse o caso, achei suuper tranquilo andar de onibus. O terminal é bem localizado, onibus de viagem limpos e baratos. [1,80 a 2,40 dependendo do destino]

Segue fotos dos horarios de onibus, não tem muitos, mas são precisos. 

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Nosso destino nesse dia foi a maravilhosa Oia. Como saimos cedo, ainda estava bem vazio, e conseguimos aproveitar bem o lugar, sem multidões.spacer.png

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Voltamos para Thera e almoçamos no restaurante Pelican Kipos.

A decoração e ambiente encantam logo de primeira, e a comida fecha a experiencia com chave de ouro.

Descansamos um pouco depois do almoço e no fim da tarde seguimos para uma igrejinha próxima, chamada Virgin Mary Church, pra ver o tão falado por do sol.

Bom, não tem o que falar.. As fotos dizem tudo.

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Na volta, jantamos em uma lanchonete meio vintage, chamada D’s Burgers. Super gostoso e um ótimo atendimento! [Burger 6, Fritas 4, Refri 2]

 

Dia 15/04

Café da manhã no Our Corner, no centro de Thera [waffle 10, sanduiche 6]

De lá fomos até o terminal pegar um onibus para Perissa, a famosa praia de areia preta. Lá almoçamos e bebemos em um barzinho também chamado de Corner - Food and Drinks.

O sol abriu e nos deu uma manhã maravilhosa de presente.

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No fim da tarde saimos pra ver a caldeira pela ultima vez, porém com o céu nublado não conseguimos aproveitar o por do sol novamente.

Jantamos no Lucky’s Souvlakis, bem bom e barato, ótimo pra aproveitar a cozinha local.

 

Dia 16/04

De manhã tomamos café em uma lanchonete próxima, chamada Crepe House. Também gostoso, porém demoradinho.

De lá, voltamos pro hotel pra fazer o checkout e pegar novamente o transfer de volta pro aeroporto.

E assim acabou nossa mágica viagem a Santorini, curta porém inesquecível.

 

Links

Hotel - https://bit.ly/2Jgv117

 

Preços para 3 dias, 3 pessoas

Voo Roma - Santorini - 269 euros

Hotel - 196 euros

Almoço Greek Bites - 40 euros

Mercado - 50 euros

Onibus - 25 euros

Pelican Kipos - 50 euros

D's Burgers - 30 euros

Our Corner - 30 euros

Corner Food Perissa - 60 euros

Lucky's Souvlakis - 30 euros

 

Impressões e Dicas

  • Sempre levem um casaco. O tempo foi completamente imprevisivel, mudando em questão de 1 hora, mas o vento era sempre constante.

  • Cidade super calma, bem rural, estilo praia. Todas as lojas e supermercado ficam em apenas uma rua principal, tudo fácil de achar.

  • Transito tranquilo, porém ninguém usa capacete, principalmente quem aluga quadriciclo rs

  • Os pratos vinham sempre bem fartos, e sempre pedíamos pra dividir e provar de tudo.

 

Continua em Atenas..

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    • Por Viviana Ciclobeijaflorismo
      Olá!
      Você que aparece por aqui dizendo que “gostaria de começar a viajar mas que não tem dinheiro e nem sabe como”, sua hora chegou! Estas palavras são digitadas pensando em VOCÊ!
      Antes, vamos iluminar alguns pontos:
      O Mochileiros.com é um fórum [lê-se: o maior e mais completo fórum] de troca de experiências e certamente você poderá encontrar riquíssimos relatos de viagens para se inspirar, dicas do que usar, orientações de onde ir e informações que deixam qualquer CAT (Centro de Atendimento ao Turista) no chinelo! Dessa forma, sugiro que procure, fuce, explore! Como já diziam as nossas avós “Quem procura, acha!”. Fatão! Dessa forma, te convido a degustar isso aqui: https://www.mochileiros.com/blog/mochilao
      Outro ponto que sinto ser importante iluminar é que, ainda que leia TUDO isso e muito mais, nada, NADA, vai te ensinar mais do que a prática. Esteja ciente.
      E, o mais importante é aquele velho ditado “quem quer arranja um jeito, quem não quer arranja uma desculpa”. Porque quando você REALMENTE quiser fazer algo, nada, ABSOLUTAMENTE NADA, poderá te impedir de realizá-lo. Inclusive viajar.  
      A ideia é que, a partir do compartilhar destas experiências que tive, você possa se inspirar e traçar o seu norte de acordo com sua proposta de viagem. Se você ainda não sabe disso vou te contar uma coisa: não existe certo ou errado, inclusive para viajar. Viajar sem dinheiro não te faz uma pessoa melhor do que quem viaja com dinheiro, e vice versa. O que nos faz uma pessoa melhor é nossa capacidade de expressar o Amor [em todas as suas faces como a paciência, a honestidade, a gentileza, o perdão...] através de nossos pensamentos, palavras e ações. Em toda e qualquer circunstância. A todo e qualquer momento.
      Você só saberá se viajar sem dinheiro - ou como dizemos, no modo roots – serve para você depois de se permitir ter sua própria experiência. Antes disso, qualquer pensamento não passa de masturbação mental e especulação. E isso também vale para quaisquer outros aspectos da vida. Permita-se.
      Vou separar por ordem das perguntas que mais recebi ao longo do tempo:
      SOBRE AS CARONAS
      :: Como pedir: tenha em mente que uma imagem vale mais do que mil palavras e que esta imagem que o(a) motorista receberá de ti irá durar pouquíssimos segundos para que decida parar ou não. A maior parte das vezes usei um grande pedaço de papelão como cartaz no qual escrevia bem grande o destino final, seguido de uma cidade intermediária logo abaixo. O papelão é importante pois ele não reflete a luz solar, além de ser facilmente encontrado por aí e ser suficientemente resistente contra a ventania da BR. Sempre carreguei três cores de tinta para tecido (branco, vermelho e azul/preto)  e um pequeno pincel para caprichar na placa. Vale a pena. Sempre começava o dia antes de o Sol nascer e encerrava o deslocamento diário umas duas horas antes do Sol se pôr. Raras foram as vezes em que viajei de noite, até porque a exaustão física orientava os limites. Como acredito em trocas, sempre fiz pequenas lembranças (como filtros dos sonhos ou dobraduras) para dar como forma de agradecimento a cada carona recebida. Também é importante lembrar que a carona é um genuíno e sagrado ato de confiança mútua e geralmente o deslocamento é oferecido em troca da sua história! A maior parte das pessoas que oferece carona está interessada em ouvir sobre você por se identificar ou pela curiosidade em si. Além disso, no caso dos caminhoneiros(as) a conversa é uma forma de quebrar o silêncio dos longos quilômetros de solidão que enfrentam diariamente. Alguns querem ouvir histórias, outros querem contar as suas histórias, desabafar sobre alguma questão ou simplesmente ter a oportunidade de falar. Deguste estes momentos. Aprenda. Ensine.
      ::Onde pedir: se estiver em trechos de BR, no mais amplo e longo acostamento em linha reta possível, nunca em curvas pois tanto o(a) motorista quanto você não terão visão. Em trechos de subidas/descidas/morros não adianta pedir carona no início da descida ou no final dela pois os veículos descem embalados em alta velocidade e não vão parar. Neste caso, ande até chegar no topo da subida do morro onde a velocidade é reduzida ou até o próximo trecho de linha reta com acostamento. Às vezes você poderá andar quilômetros até encontrar este trecho...
      Também é possível conversar com caminhoneiros estacionados em postos de combustível e acertar a carona. Ficar na saída dos postos também é um bom lugar, assim como logo após radares e lombadas onde os(as) motoristas obrigatoriamente passam com a velocidade reduzida aumentando o tempo do olho-no-olho. Um pouco a frente dos postos da Polícia Rodoviária também pode funcionar.
      SOBRE DORMIR
      ::Como e Onde dormir: Só não dormi em barraca nas vezes em que fui convidada para dormir em alguma pousada, bangalô, hostel ou casa de amigos feitos durante a viagem. Houve ainda duas ocasiões em que montei a rede. Mas a via de regra para não gastar com hospedagem é dormir com a barraca “moitada” (escondida) em algum lugar. Em trechos de BR geralmente falava com o segurança do posto de combustível e perguntava onde poderia montá-la para passar a noite (o famoso "mocó"). Em trechos de interior encontrava algum mato no meio do nada que muitas vezes se tornava meu endereço fixo por dias, ainda mais se tivesse rio ou cachoeira nas proximidades! E enquanto viajava de bicicleta tive duas experiências muito positivas utilizando o www.warmshowers.org.
      Em trechos urbanos e pontos muito turísticos é realmente mais difícil (~quaaase impossível) encontrar um lugar minimamente tranquilo e seguro para passar a noite, então sempre que possível trocava trabalho por estadias em campings ou hostels caso fosse necessário ficar mais dias no meio da civilização. Dentre as definições de trabalho posso citar: carpir terreno, podar árvores, pintar ou envernizar portas e janelas, pintar paredes, desenhar mandalas, consertar tomadas, chuveiros, lâmpadas ou outros reparos básicos de elétrica, trabalhar na recepção, lavar banheiro e cozinha, cuidar de jardins, bioconstrução, permacultura, paisagismo, tradução de textos e inclusive troca de artesanatos. Quaisquer dons e talentos podem (e devem!) ser usados. Autoconfiança é tudo. rsrsrsrs
      Tenha em mente que sempre que for moitar quanto menos atenção chamar, melhor para seu sono, seja em um posto de gasolina ou no meio do mato. Monte a barraca chamando menos atenção possível (ainda que isso signifique que terá de esperar algumas horas a mais - mesmo estando exausto(a)!!! - para que o movimento diminua). Se estiver no mato, tenha ciência de que fogo chama atenção e deve ser sabiamente manuseado (ainda mais em áreas naturais em períodos de seca, e isso vale para cigarros, incensos, velas) e examine bem o terreno quanto a possibilidade de formigas, cupins, pedras e gravetos. No litoral facilmente poderá pernoitar em postos de Bombeiros Guarda Vidas ou quiosques a beira mar.
      SOBRE TOMAR BANHO
      Durante períodos de deslocamento, como a maior parte dos pernoites ocorriam em postos de combustível, os banhos eram tomados nos próprios postos. No Sudeste, a maior parte dos banhos são pagos (entre R$3 e R$7) e para ter acesso é necessário retirar uma ficha com o frentista. Nunca paguei, sempre pedi cortesia e sempre ganhei. Mas atente ao tempo: pode variar de 6 a 8 minutos, mas garanto que serão minutos deliciosos... rsrsrsrs
      Centro-oeste, Norte e Nordeste apresentam em sua maioria banhos livres e gratuitos onde será possível até lavar aquela roupa em estado de decomposição avançada, porém não espere por chuveiro aquecido (o que é uma dádiva devido ao calor!). No Sul, os chuveiros são aquecidos e em sua maioria gratuitos. A composição dos banheiros pode variar muito: desde um cano que cai água até o luxo dos boxes de vidro com paredes de mármore e regulagem de temperatura e pressão. Permita-se ser surpreendido... rsrsrsrs
      Já em trechos urbanos recomendo o mantra “durmo sujo(a), acordo limpo(a)”...  ¯\_(ツ)_/¯
      Mas já consegui (em uma ocasião em que estava quase ligando para a vigilância sanitária me interditar hahahaha) trocar um banho em um hostel às 22h no meio de Belo Horizonte por... cristais!!! rsrsrsrs
      Mas no geral, como meus destinos sempre envolveram rios e cachoeiras, isso nunca foi um problema. Já cheguei a passar bastante tempo no mato relativamente longe da fonte d’água, o que não me impediu de ir a cada dois dias encher os galões ou de fazer um chuveiro com garrafa pet. A necessidade é a mãe da invenção!
      SOBRE COMER
      A maior parte de minhas viagens foram baseadas na troca ou na contribuição voluntária, só depois passei a vender artesanatos. Esse processo foi ocorrendo naturalmente a partir da maneira que passei a me relacionar com o dinheiro e com minhas reais necessidades. A princípio, sempre busquei manter meu estoque de “lembas” (vide: The Lord of the Rings) cheio. Isso quer dizer que sempre carreguei alguns alimentos básicos: amendoim salgado torrado, aveia, chia, uvas passas e cacau africano em pó e, eventualmente, bananas, maçãs ou pepinos. Também sempre carreguei alguns temperos como sal rosa do himalaia, canela em pó, cravo e orégano. Independente da situação, passava muito bem com estes alimentos o tempo que fosse. Na verdade, raramente me alimentava durante o dia por saber que a barriga cheia diminui o rendimento (principalmente viajando de bicicleta). Então, posso afirmar que nunca passei fome. O que fazia ao chegar nos postos de gasolina era pedir uma marmita no restaurante self service dos caminhoneiros [que fica nos fundos dos postos de gasolina das grandes redes, como GRAAL ou BR – onde também tem café de graça] e sempre fui prontamente atendida. Ao passar pelas cidades, qualquer restaurante oferecia marmita ao final do expediente, alguns solicitavam que deixasse algum pote com tampa para retirar posteriormente. Muitos montavam mesas com banquetes na relação de “quanto menor a cidade, maior a generosidade e recepção”. É claro que houve casos em que negaram o pedido de comida e, independente da falta de generosidade ou empatia, o fato é que ninguém é obrigado a nos dar nada. Ninguém nos deve nada, assim como não devemos nada a ninguém. Esses foram “nãos” essenciais ao meu crescimento pessoal e à compreensão de que é sábio buscar ser autossustentável em todos os aspectos da vida.
      O verbo que recomendo que conheça é manguear: a arte de trocar o seu artesanato diretamente pelo produto que precisa, sem precisar vendê-lo intermediariamente para só depois utilizar o dinheiro. Já mangueei colares de macramê e filtros dos sonhos por marmitas, lanches e sucos.
      Se for ficar um período maior em alguma cidade, encontre o maior mercadinho que tiver e descubra quando é a xepa. A xepa é o dia que antecede a chegada de novos produtos de hortifruti quando é possível pedir pelas frutas e legumes mais passadinhos (no limite do consumo) ou você pode comprá-los pelo simbólico valor de R$0,99/kg. Evite os produtos com marcas de bolor (como mamão e caqui) pois isso pode te livrar de uma bela diarreia fúngica. Esta assepsia também te livra da cólera e de morrer por motivos estúpidos... rsrsrsrs
      Sempre que fiquei parada por mais tempo em algum lugar usava uma pequenina panelinha em um fogão feito com latinha de refrigerante à álcool etílico (atenção ao manuseio!!! Para apagá-lo é necessário abafá-lo!!!). As cidades também possuem Centros Espíritas assistencialistas que geralmente oferecem durante a semana refeições em algum determinado horário. Em alguns lugares é conhecido como “sopão”. A verdade é que muitas são as refeições que se recebe, ainda mais se viajar de bicicleta.
      SOBRE LAVAR ROUPA
      Pelo menos uma vez na semana será necessário fazer essa função. Sempre que possível lavar no banho e já pendurar a peça de roupa na barraca para secar até o dia seguinte: faça! Nas regiões mais quentes isso é tranquilo de fazer. Se você tiver dinheiro, os postos de combustível das grandes redes possuem lavanderias pagas e sua roupa é entregue lavada, passada, limpa como nova e tudo isso enquanto você dorme! Pessoalmente nunca utilizei esse serviço, mas pude testemunhar muitos caminhoneiros utilizando-o. Mas bom mesmo é poder ficar na beira do rio e lavar roupa na pedra... Mas não se esqueça de usar sabão biodegradável (de coco de babaçu ou de cinza), por amor! Também é possível lavar roupas sempre que algum convite para hospedagem acontece. E também é possível usar uma roupa sem lavar por mais tempo do que você está imaginando agora... rsrsrsrsr 
      SOBRE IR NO BANHEIRO
      Não tem mistério: “Moça(o), posso usar seu banheiro?”  hahahahah funciona na maior parte dos estabelecimentos, ainda que seja apenas um buraco no chão no melhor China Style! Se estiver pelo mato acampado(a), não faça do seu banheiro a beira dos cursos d’água. Faça looonge, e enterre bem! E, se for ficar acampado(a) por mais tempo e não conhecer os princípios de decomposição de um banheiro seco, não faça sempre no mesmo lugar. No caso de ficar complicado sair de noite para fazer xixi, as garrafas pet estão aí, né, gentem?! E para as meninas existe o oigirl ( https://www.oi-girl.com.br/ ) e o InCiclo ( http://www.inciclo.com.br/ ) 
      Só sucesso!
      O que é realmente importante que tenha em mente é qual o seu objetivo e qual o preço que está disposto a pagar por isso? Quer viajar sem dinheiro por curiosidade? Diversão? Por liberdade? Convicção política? Fetishe? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Para conhecer algum destino específico? Para ter experiências únicas? Conheça o que te move e saberá o que pode te derrubar. Está disposto a ficar longe do conforto? Precisa dormir bem toda noite? Tem pressa? Não gosta de interagir? Saiba qual o preço que está disposto(a) a pagar e nada poderá te derrubar.
      Se quiser saber sobre o que aprendi viajando, clica aqui:
       
       
      Se quiser saber sobre perrengues, espia:
       
      Se está buscando inspiração audiovisual, vai fundo:
       
      O resto é poesia.
       
    • Por thaltia de lima gomes
      Meu Roteiro de 7 dias 
       
      Dia 01 a 04. 
      Paris - Givenchy (jardim Monet) - Roen - Mont Saint Michel - Vale do Loire (castelo chambord) - orleans - Paris.
      Locomoção de De carro. #Vários pedágios. 
       
      Dia 05 a 06. 
      Paris - brugge (Bélgica), Bruxelas ( Bélgica) - Paris. 
      Locomoção de carro #1 pedagio somente. (10€). 
       
      Dia 07 - Paris 
       
      Gasolina =\ 1.76€/l. 
       
      Locomoção em Paris: mêtro - baixe o mapa da cidade no Google maps. Alugar carro é perder dinheiro com estacionamento. A noite não paga na rua. 
       
      Locomoção aeroporto orly - Paris ... dividimos o táxi com outros dois brasileiros. E assim ficou o mesmo preço do Uber (30€). Chamamos o Uber, mas ficou difícil chegarmos até ele sem conhecer o aeroporto. E os franceses gostam de falar francês viu..: inglês não curtem muito não!!! Tem a opção de metro. Mas depende das malas para locomoção. Se tiver de mochila cargueira se joga. Peça informação em inglês começando pelo menos um “bonjour”. 
       
      Pôr-do-sol geralmente é 21hs. Ótimo para passear. O dia dura muito mais. 
      Temperatura (estamos na primavera) variou de 4 a 15 graus). Pegamos uma frente fria que chegamos a tremer!!! Esperava uma temperatura mais amena.
       
      1• dia 
      Chegamos meio dia. Fomos para o hotel. Passamos no monoprix para comprar vinho (várias opções com preço ótimo) , queijo (variedades de queijo com preço muito bom, Brie/Camembert é baratinho), frutas e chocolate para comemorar meu aniversário. 
      Sentamos à Beira do rio Sena. 
      Seguimos em direção a torre. Já tinha ingresso para subir as 19hs, pois queria ver o
      Pôr-do-sol lá de cima. Deu tudo certo e foi nosso primeiro contato com Paris. 
       
      2• dia 
      Pegamos o metro sentido ópera garnier (entrada grátis) -  (a sala principal de festas é impressionante), nem a sala de espelhos de versailles me impressionou tanto). 
      Atrás está as galerias laffayete. Existem três prédios, dois de compras (lojas de grife para passear mesmo rs) em geral e um gourmet, onde tem restaurantes, supermercado, vários quiosques com doces, frios e bebidas. Nos indicaram um italiano. Prove o ravióli com trufas negras com um vinho da casa. 
      De lá seguimos para o Atelie des lumieres (exposição de Van gogh 3D, que você entra nos cenários), mas estava lotado. Se quiser ir compre com antecedência de 3 dias on line no site oficial (10€). Não vende na bilheteria. Seguimos para o cemitério  do Père-Lachaise, onde está enterrado algumas celebridades como Alan Kardec, Jim Morrison. Não estava no roteiro, mas era próximo. 
      De lá pegamos um metro e seguimos para o bairro de monmatre .. conhecemos a igreja Sacré-Coeur, passamos pela praça onde está o muro do eu te amo, tomamos sorvete em forma de flor na amorino e fomos conhecer a fachada do Moulin rouge. Não entramos, sem condição o preço do espetáculo.. 170 euros. 
       
      Metrô custa hoje 1.90€ o ticket, compramos o pacote de 10 tickets por 14,90€. Valeu mais a pena. Vi que não compensava comprar a diária. 
       
      3• dia 
      Alugamos um carro. 
      Tomamos um café da manhã em uma padaria próxima. Média: 1 café e croissant 🥐por 3,90 €. 
      E fomos para o jardim de Monet. Lindo o jardim. 10€ para entrar. 
      Seguimos para a cidade de Rouen - cidade do interior da França onde morreu Joana D’Arc. E caminhamos pela cidade. Almoçamos aqui. 
      Seguimos para a cidade de Pontorson, onde está o mont saint Michel e chegamos 17hs. Estacionamos o carro (pago 14€ 🤨- vale pela entrada do mont) e pegamos um ônibus grátis para o monte. Não paga para entrar no mont. É lindooooo, é imenso. Jantamos uma pizza com aquele molho caseiro especial dentro do mosteiro (não provei o famoso omelete de forno). Andamos por lá e Vimos o pôr-do-sol, que foi por volta das 21hs. Na volta estava um vento friooooooo. Para esperar o ônibus foi uma tortura. 
      Nos hospedamos na aubergie de la baie (267 reais). Super confortável. Bom custo. Da para ver o monte de longe. Mas só é bom se você tiver carro. Porém se você for de trem+ônibus para o mont, que é a opção sem carro fique em frente ao Mont em portonson (ex: hotel Gabriel, vert, e outros) ou fique dentro do mosteiro (média de 700 a 1000 reais a diária). Muitas pessoas fazem um bate e volta de Paris de ônibus ... outra opção viável. 
       
      4• dia 
      No dia seguinte fomos em direção ao Vale do Loire visitar o castelo de chambord. No caminho passamos pela linda de cidade de blois. Tem um castelo lá que só vimos de longe. Almoçamos em um lugar que a dona era uma simpatia. Era estilo espoleto, mas com macarrão artesanal. 6€ o prato. 
      O castelo de chambord vale a visita. É imenso. A escadaria é famosa, pois foi desenhada por da vinci. Entrada 10€. 
       
      Seguimos de carro e paramos na cidade de orleans. Na minha opinião foi a catedral mais linda que vimos em toda viagem. Amei a cidade. Cheia de bares e restaurantes charmosos. Está a 120km de Paris. 
       
      Seguimos para Paris felizes depois de um percurso delicioso pelo interior da França. 
       
      Ao chegar em Paris fomos para o trocadero. Lugar de melhor vista para a torre Eiffel. Jantamos no restaurante le wilson, fica na rotatória atrás do trocadero. Escolhemos uma das opções de formule: Entrada foi tipo um patê de frango com salada, o prato principal uma carne com fritas e sorvete de pistache de sobremesa.  
       
      5• dia 
      No dia seguinte seguimos para o palácio de Versalhes. Está próximo a Paris. Em Versalhes descobri alguns detalhes. Não vá cedo. A não ser que queira visitar com ele cheio. 
      Quando chegar compre o ingresso com direito a castelo/jardim (27 €- achei caro pelo que vi), e siga pela lateral dele, que você chegará aos jardins sem a fila da entrada. Precisa mostrar o ticket para entrar. Explore o jardim. E visite o Trianon ao fundo. Trianon foram aposentos de Maria Antonieta. Volte ao castelo. O jardim é imenso. Tem a opção de alugar bicicleta e aquele carrinhos de golfe. Fizemos tudo a pé. 
      Quando voltamos à frente do castelo a fila continuava grande. Vi que tinha um restaurante dentro do castelo, que se chama ore, e que se você consumir algo lá dentro você pode entrar por uma entrada preferencial ao castelo. Foi o que fizemos. Almoçamos lá dentro. Comi um macarrão com trufas negras muito bom. Fiz reserva na hora pelo TripAdvisor. Não entra sem reserva. Tem a opção no restaurante de café +entrada e almoço + entrada, se você estiver sem ingresso. Então você não precisa comprar ingresso antes. Veja se compensa. 
      Visitamos o castelo e quando saímos fomos conhecer as carruagens reais no prédio da frente. É grátis. 
       
      Em frente ao castelo de Versalhes foi o lugar mais em conta que encontramos souvenir vendido por ambulante: chaveiro da torre, a torre em miniatura e imãs de geladeira. 
       
      Retornamos a Paris. Como era cedo. Fomos de carro conhecer Notre Dame (fechada para reconstrução). Só tiramos fotos distante. Tiramos fotos na frente do
      Louvre 18:30. Que estava fechado e vazio. Ótima opção se quiser exclusividade. Em horário de visita é cheio de gente na frente. Seguimos para o arco do triunfo. 
      Depois fomos conhecer o estádio do Paris Saint German.  
      Depois retornamos ao hotel. Jantamos no monoprix (ficava atrás do nosso hotel e é forma econômica de comer). Lasanha + macarrão ao pesto + dois refrigerantes de 600ml foi 15€ para duas pessoas. Levamos morangos grandes e suculentos (3€) e nutella (2€) do supermercado como sobremesa para comer no hotel. 
       
      Ai vai uma dica ótima: tanto monoprix quanto Carrefour tem boas opções de lanches/comidas rápidos, inclusive sobremesas como tortas, doces e macarrons. Mais em conta que cafés e restaurantes. Se estiver em apartamento a melhor opção é piccard, uma variedade de opções congeladas e o preço é ótimo. 
       
      6• dia 
      Fomos de carro até brugge - em Bruxelas. A arquitetura muda totalmente. Cidade pequena. Seria como gramado é para porto alegre. Para os amantes de cerveja esse é o lugar. É também lugar do chocolate belga e do waffle (média de 5€). O bar cambrinus é lindo e a comida é deliciosa. O chops variam de 2.8 (25ml) a 8 € (1litro). Tomamos o da casa (delicioso), hoeggarden, delirium, leffe. 
      Fizemos um passeio de barco pelo canal de brugges. É legalzinho, mas nada imperdível. Dura 30 minutos. 10€
      Achei os refeições mais caras  que Paris: formule de 17 a 20 €. 
      Dormimos no ibis e seguimos no dia seguinte para Bruxelas. (1 hora de carro até Bruxelas).
      Em Bruxelas andamos pelo centro (catedral, palácio do rei, museus, teatro), comemos a famosa batata frita belga (existe briga com os franceses sobre a origem), fomos em jardins e seguimos para o bar da delirium (em frente tem a escultura da menina fazendo xixi). Tomamos alguns chops. Fomos conhecer a escultura famosa do menino fazendo xixi. Comemos waffle na rua (5€). Fomos conhecer o atomium, estrutura com várias esferas gigantes. Não subimos. Mas tem a opção e dizem ter uma linda imagem da cidade. 
       
      E retornamos a Paris!! 
       
      7• dia (último 😓) 
      Último dia e fizemos o percurso turístico a pé. 
      1dia para conhecer os principais pontos turísticos a pé. 
      Inicie seu tour a pé pela estátua da liberdade (tem metro próximo)... e vá margeando o rio Sena. 
      Passe pela ponte bir-hakeim. Tem uma vista linda da torre e o Rio. 
      Passe ao lado da torre Eiffel. Comemos um crepe delicioso ao lado carrocel e sentamos ali na beira do rio. Se for a intenção entre na torre Eiffel.
      Siga até a pont alexandre III, ponte mais linda e imponente de todas. Na ponte a direita estará o museu militar onde está o corpo de Napoleão bonaparte. Ao lado o museu d’orsey, onde estão obras de da vinci e Monet. A direita estará o grand palace com seu teto de vidro. Só passamos na frente. 
      Seguimos até a praça da Concórdia. No meio a direita você verá a champs elisier (avenida com lojas de grife pe de Paris) e lá no fundo o arco do triunfo. Siga reto e vá visitar a rua dos guardas-chuvas.. se chama Village Royal.
      De lá pegamos um mêtro, pois fomos almoçar nos restaurante próximos a Notre Dame, bem próximo a shakespeare company (livraria). Há formule por 10 a 15 € com entrada, prato principal e sobremesa. Escolhemos o maison blanche, restaurante francês na rua de la Huchette. Provamos a tão falada sopa de cebola. Comemos um filé ao molho com fritas e confit de pato com fritas. Torta de maçã e mousse de chocolate de sobremesa, tudo por 15 € por pessoa. Os garçons são uma simpatia. 
      Fomos margeando o sena, sentido Notre Dame ao louvre... vimos a antiga pontes dos cadeados. Retiraram todos de lá, mas você observa que na próxima ponte encheram novamente de cadeados 🤷‍♀️. Descansamos um pouco no jardim das tuileries. Sentamos ao lado do bosque e depois da maior fonte. E seguimos para entrar pelo louvre pelo carrocel do louvre (dica: menos fila que pela frente) as 16hs (fecha às 18hs, mas as 4as e 6as fecha as 22hs). Não havia fila. Deixamos a monalisa por último.  E a sala estava relativamente vazia. Os aposentos de Napoleão são surreais. Entrada do louvre 15 €. Só vale a pena se você gostar de arte. Não achei imperdível para mim. 
      Saímos e de lá fomos tomar uns chops artesanais no bar au trappist, fica próximo a Notre Dame. Comemos um hambúrguer artesanal delicioso. Voltarei a Paris só para comer esse hambúrguer de novo. Rs.
       
      Ao final do dia, não tínhamos mais pés para andar. Rs. Fim da viagem. 
       
      Retorno ao aeroporto fomos de Uber: 30€.





















































    • Por MarceloBarce
      (relato em vídeo no fim do post)
      Na primavera desse ano, fui visitar a região de Trentino-Alto Àdige, para conhecer os Dolomiti, no norte da Itália.
      Me hospedei no Youth Hostel Bolzano, que era um dos únicos na região.

      Fiz 3 dias de trilhas, mas vou falar primeiro dessa travessia que eu registrei em foto e vídeo.
      No hostel, eu conheci 3 americanos que também tinham bastante experiência em trilhas, e fui com eles.

      Era primavera (4 de junho), um dia ensolarado com previsão de chuva para o fim da tarde, fazia uns 27 graus de temperatura.
      A chuva parecia inofensiva, mas se revelou uma tempestade assustadora no alto da montanha e deixou a temperatura NEGATIVA.
      Este foi um dos dias mais incríveis, bonitos e assustadores da minha vida.
      A ROTA DA TRAVESSIA

      Tomamos um ônibus circular de Bolzano para a bela cidade de Selva di Val Gardena, 1 hora de viagem ao preço de 5 EUROS, esse seria o único custo do passeio.

      PLANO A: pegaríamos o bondinho de ski Dantercepies (bandeirinha verde do mapa, abaixo do plano B) e a partir dali, daríamos uma volta no Monte Puez, um lugar com vistas incríveis, e desceríamos pelo vale de Valunga (trecho azul do mapa).
      PLANO B: começaríamos a trilha pelo final do Plano A, o vale Valunga, e ao chegar no ponto mais alto (o coraçãozinho do mapa), voltaríamos pelo mesmo caminho.
      EMERGÊNCIA: esta foi uma rota de fuga que precisamos tomar para fugir da tempestade

       
      RELATO
      O dia estava lindo, a previsão era de sol com nuvens para a tarde toda com uma garoa no fim da tarde.


      Infelizmente, o bondinho Dantercepies estava em manutenção, e por isso fomos seguir o plano B, começando pelo vale de Valunga, que começa nesta foto acima.
      Valunga é fantástico, se parece muito com o vale de Yosemite dos EUA. Inclusive, eu diria que esta rocha em primeiro plano da foto acima é parecida com o famoso "El Capitan".
      Já estive nos 2 parques nacionais para fazer esta comparação. Os americanos que estavam comigo concordaram, hahaha.
      O legal do Valunga é que não passa carros no meio.


      As vistas eram lindas em todos os sentidos.

      Enfim, começou a grande subida do fim do plano B, uma parte muito íngreme com bastante escalaminhada e alguns trechos de neve bem perigosos em que um escorregão poderia ser fatal.
      Mas fomos com calma e cuidado, e deu tudo certo.

      A vista dali era fantástica, mas já começava a dar sinais de chuva.

      Para nossa surpresa, quando chegamos no final da subida, que era uma passagem de montanha, avistamos uma tempestade assustadora que não era visível antes.
      Do lado de onde viemos, o clima estava razoável... mas do outro lado da montanha, as nuvens estavam bem escuras e já estava chovendo:

      PRESTE ATENÇÃO naquela cidadezinha no canto inferior direito da foto, este lugar se chama Colfosco e foi nossa salvação.
      Estávamos num lugar com pouca visibilidade dos arredores, subi num ponto mais alto antes que fosse tarde, para ver qual seria a direção mais segura para fugir da tempestade:

      Repare nas duas fotos acima que a chuva já havia mudado de lugar, use a montanha pontuda (monte Sassongher) como ponto de referência.
      Foi questão de 10 minutos para eu descer e a chuva pegar a gente.
      Daí pra frente, as coisas só pioraram.
      Nosso plano de voltar pelo mesmo caminho foi por água abaixo (literalmente), porque seria impossível descer aquele trecho íngreme de neve com chuva.
      Optamos por seguir a trilha do plano A até encontrar um dos abrigos de montanha da região, que estaria a mais ou menos 2 horas de distância.



      Porém, este plano também não deu certo.
      Começou uma tempestade de granizo muito forte com MUITOS RAIOS e nós tivemos que nos separar e abaixar, para diminuir a chance de tomar um raio.
      Estimamos que a temperatura baixou para -5 graus.
      A paisagem que antes estava verde e ensolarada, ficou cinzenta, coberta de neve e granizo.
      Estávamos todos com casacos corta-vento impermeáveis, bem protegidos, mas vestindo shorts, o que obviamente tornou a experiência bem fria, apesar de suportável (graças às jaquetas).
      O local era SUPER EXPOSTO, pois se tratava de um platô gigante. O melhor que podíamos fazer era tentar ficar numa parte menos alta.

      Na foto: eu em primeiro plano, Micky de jaqueta vermelha no fundo, Nathan de preto mais ao fundo, Elsa de preto no canto esquerdo da foto.
      Foi aí que traçamos a rota de emergência!
      Nós não voltaríamos mais para Val Gardena, porque as duas rotas (plano A e B) estavam extremamente perigosas, e eram os únicos caminhos de volta.
      A prioridade agora era encontrar um abrigo para salvar a nossa pele.

      Após a chuva diminuir, nós desceríamos para a cidade de Colfosco, que fica do outro lado da montanha e tem uma trilha quase plana cercada por montanhas, que era menos exposta aos raios, mas não menos desoladora.

      Tivemos que atravessar algumas cachoeiras de lama causadas pela chuva, mas não foi difícil e deu tudo certo:

      Esta descida pela rota de emergência durou aproximadamente 1 hora e meia, e apesar dos trovões assustadores e da garoa que não parava, essa rota passou segurança.
      Claramente, foi uma decisão sensata abrir mão de retornar a Val Gardena.
      Chegando em Colfosco, batemos na porta de uma casa que tinha luzes acesas e fomos recebidos por uma senhora MUITO hospitaleira que nos deu toalhas e preparou um chá para cada um.
      Rachamos um taxi para Bolzano, que saiu 30 euros por pessoa. Se não fosse isso, o passeio inteiro teria custado apenas 10 euros de ida e volta do ônibus. Ao fim, saiu 35 euros.
      Valeu a pena? Sim, hahahahahaha.

      Abaixo, o relato em vídeo, no meu canal, para vocês terem uma noção do que foi:
       

      Obrigado, espero que gostem.
      Qualquer dúvida, é só perguntar
    • Por leduardol
      Tópico para concatenar dados e experiências sobre a famosa trilha do GR20 na ilha de Córsega.


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