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Gente, td bem? 
Preciso de informações de locomoção de cartagena > arquipélago > santa marta > tayrona> providência.
Qual a melhor forma de ir a cada lugar? 
Quais os melhores locais para se hospedar?
Quantos dias passar em cada lugar?
Quais lugares não podemos deixar de ir?
Temos 15 dias para conhecer todos os lugares.

Obs: em arquipélago eu to pensando em ficar na casa en el água, sei que tem que agendar com 2 meses de antecedência , mas fui dar uma olhada hj, pra janeiro já mostra que não tem data disponíveis kkk é assim mesmo ou tenho que esperar chegar mais perto pois eles vão abrindo em pouco em pouco as datas?

Obs 2: Playa Blanca ou Bora Bora ? alguém tem relatos que poderiam me ajudar ?

Toda ajuda é bem vinda! 
Se possível vocês poderiam me enviar o roteiro de vocês? 
P.S. foto para chamar atenção.
Obrigada desde já 🙏😘

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@Caroline Hersbach oi :) pra ir de cartagena pra san bernardo tem um barco que chama TRANQ IT EASY, custa 100 mil COP por pessoa, se quiser te passo o numero deles pra reservar. lá fiquei no isla roots e foi infinitamente melhor que o casa en el agua (acabei tendo que passar um dia lá na volta). achei o casa legal pra passar algumas horas, mas ele é pequeno e ficou muito "famosinho" então as pessoas mais c* tavam lá quando eu fui.

já no isla roots, que é do lado, tem um espaço enorme (até quadra tem), as camas são confortáveis (e pelo preço de dormir em rede no casa), tem uma prainha atrás (no casa não tem areia) e a galera era beeeem mais suave, parecia uma familia mesmo.

eu queria muito conhecer o casa quando eu fui, mas vc acaba ficando um tempo lá de qualquer jeito pq o barco que te pega pra ir pro isla roots sai de lá ;)

sobre as praias que você falou, talvez eu pularia pq vc já vai pro arquipélago, valeria a pena trocar um dia de praia perto de cartagena por um dia a mais nas ilhas, pq a viagem de barco é longa...

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nao sei teu estilo mas...eu dormi uma noite no Tayrona e deu vontade de ter ficado mais...é um lugar simples e mto bonito, vale demais a pena, eu adorei a experiencia de acordar de madrugada numa rede e ouvir as ondas ali do lado...

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Alguém a fim de fazer um mochilão de no máximo uns 10 dias agora na primeira quinzena de julho na Colômbia? Se sim entrar em contato urgente pelo whats app 61 9 81359435

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    • Por Willian C A Reis
      Preparativos
      A maioria dos brasileiros que escolhem a Colômbia como destino o faz devido as fotos incríveis de Cartagena ou de San Andres, que encontramos na internet. Talvez mais um ingrediente se adicione na motivação, devido o sucesso das séries da Netflix sobre Pablo Escobar e El Chapo. No meu caso foi devido eu resolver fazer outra faculdade. Desta vez, Arquitetura e Urbanismo. Logo me veio a cabeça visitar Medellín, referência mundial em urbanismo. Viajar, principalmente para outro país é tão caro, que eu não poderia deixar de conhecer outras cidades. Sentei diante do computador e comecei a pesquisar. Certeza eram Medellín e Cartagena. San Andres nem fazia parte dos planos iniciais. Fontes de pesquisa foram o google e este site, além das comunidades no face. Encontrei também alguns grupos no whatszapp que foram muito úteis.
      Comecei a monitorar os preços da passagem para Bogotá, que me pareceu a opção mais econômica, no começo de 2018. Finalmente comprei a passagem em meados de março pela Latam por 1400,00 mais 5mil pontos multiplus. A viagem seria dia 6 de junho com retorno dia 27. O roteiro ficou definido assim: Bogotá, Zipaquirá, Medellín, Guatapé (bate e volta para Medellín), Cartagena, San Andres, Santa Marta e Tayrona.
      Grana: Reservei 2400 dólares em espécie, mais 3mil reais transferidos pela WU. Sobraram 1700 dólares.

      Brasil - Bogotá
      Saí da minha cidade, na noite do dia 05, rumo ao Rio de Janeiro de ônibus. Cheguei ao Rio na manhã do dia 06 e peguei o frescão (ônibus com ar) para o Galeão. O Voo partiu do Rio às 11h da manhã. A partida de São Paulo foi às 14:50h e a chegada em Bogotá às 19:10h. Fiz câmio no aeroporto onde troquei 100 dólares. Peguei um táxi no aeroporto por 35 mil até a candelária. Fiz reserva pela internet no Tip Top Backpackers, na carrera 1, com calle 12c. Preço 20 mil por noite. Como eu estava sozinho em quarto com banheiro, pude escolher a melhor cama. Lá conheci um brasileiro que estava viajando no esquema de 10 dólares por dia.


      Foto: Bogotá dia 07/06/2018.

      La candelária é o bairro histórico de Bogotá, mas todos dizem não ser muito seguro à noite. Não tive problemas, mas as ruas a noite são realmente escuras e é preciso ficar esperto.
      Zipaquirá > dia 07:
      Saí bem cedo rumo ao Terminal Salitre Norte. Peguei um Bimodal (ônibus articulado). Me informei sobre o melhor local para descer, o mais próximo do terminal. Precisei caminhar uns 20 minutos até o terminal.
      Dica: Baixei todos os mapas do google, para acessar offline.
      Vacilo: Não levei câmera fotográfica. Pensei que o celular seria suficiente. Mas esqueci que seria necessário consultar o mapa toda hora e a bateria não daria conta de, além disso, fazer as fotos da viagem.
      No terminal, basta se informar sobre empresas que oferecem translado para Zipaquirá. Paguei 10mil. No caminho o ônibus vai pegando outros passageiros, mas ele mal para para o embarque. O trocador vai dependurado na porta que fica aberta, gritando o destino sempre que vê alguém parado no caminho.
      Em zipa desci na chegada da cidade. Avise ao trocador que pretende visitar a catedral que ele te indicará o melhor local para desembarcar. Mas o ônibus nem para direito. Prepare-se para saltar, kkkkkk.
      Caminhei uns 15 minutos até o parque. Acho que foram 25 mil para entrar. Você recebe um aparelho com áudio gravado, no idioma que preferir, para que possa compreender o que significa cada local da visitação. A catedral foi esculpida em uma antiga mina subterrânea de sal. A via Crucis é representada por altares esculpidos pelo caminho, a medida que se adentra a mina.


      Via crucis - Catedaral de Sal - Zipaquirá

      Algumas surpresas visuais se apresentam diante de seus olhos e que mais surpreende é a imensa nave com 16 metros de altura bem no fundo da mina. Também chama a atenção o comércio lá embaixo. Há de lanchonetes a lojas de artesanato e outras que até vendem esmeralda.


      Nave - Catedaral de Sal - Zipaquirá

      Escultura de sal - Catedaral de Sal - Zipaquirá
      Lá dentro não se percebe o tempo passar e quando me dei conta já passava da hora de voltar para Bogotá. Queria evitar de chegar a noite. Peguei um táxi que me deixou numa esquina da cidade por onde passava o ônibus para Bogotá. Não foi difícil identificar o ônibus, pois o trocador veio pendurado na porta e gritando o destino. Quando sinalizei, ele saltou do ônibus, e praticamente me empurrou lá pra dentro com o mesmo ainda em movimento kkkkk.
      Cheguei em Bogotá no final da tarde e parti para o ponto de ônibus a 20 minutos de caminhada do Terminal. Foi preciso consultar o mapa no celular que estava quase descarregado. peguei o bimodal e saltei na estação do museu. Eu deveria ter saltado uma estação adiante. Me guiei pela torre do edifício da primeira foto que postei, pois através dele eu conseguia me localizar. Caminhei de volta ao hostel e o celular estava sem carga. Estava escuro, e fiquei atento, sempre de olho em alguma rota de fuga kkkk. Passei em frente ao meu hostel mas não percebi. Continuei caminhando até encontrar um guarda que segurava um pastor alemão. Pedi ajuda e ele me levou até o hostel. Bastou dar meia volta e caminhar uns 200 metros kkkkkk.
      > Dia 08/06:
      Acordei cedo e fomos para o museu nacional. Eu o brasileiro que estava neste hostel. Para o alívio dele a entrada foi barata, 2 mil, afinal ele não podia começar o dia causando um rombo no seu orçamento de 10 dólares/dia.
      Do museu nacional fomos para o museu Botero. A entrada é gratuita, outro um alívio para o cara. Este museu é incrível e é quase impossível não sorrir a cada pintura do artista.


      Foto: Museu Botero - Bogotá, Colômbia
      Ficamos neste museu até a hora do almoço. Há um restaurante lá no museu que me pareceu uma boa opção, mas pelo preço, não era a melhor opção para o meu amigo. Descemos a rua e ele escolheu um restaurante que servia Bandeja Paisa - o prato mais tradicional do país. Só que ele esqueceu de perguntar o preço e ri muito quando veio a conta. 25 mil kkkkk.


      Foto: Bandeja Paisa
      Depois do almoço, perambulei pela Candelária para conhecer o bairro. Fui até uma loja da Western Union e saquei metade da grana que havia enviado do Brasil. Por volta das 17h peguei um táxi (7 mil) e fui para o funicular.
      Dica: Táxi na Colômbia é barato, conforme relatarei mais adiante. Mas procure por taxistas com taxímetro. Esta carrera (corrida) de 7 mil custaria bem menos pela tabela.
      Meu destino era o Montserrate. Naquele horário, só havia a opção de subir pelo metrocable - 20mil. Vale a pena ver o por do sol lá de cima. Visual insano.


      Foto: Vista do alto do Monserrate - Bogotá Colômbia.

      Quando voltei, no dia anterior de Zipaquirá, no Terminal Salitre Norte, comprei passagem de ônibus para Medellín. Paguei 70 mil. A viagem seria às 23h, portanto era hora de voltar para o hostel e preparar tudo para partir.
      Foram só dois dias em Bogotá. Só me arrependi de não ter tido tempo de visitar o museu do ouro e o Andres Carne de Res (www.andrescarnederes.com/andres-dc)
      Partindo para Medellín: Programei viajar a noite para chegar em Medellín pela manhã do dia 9. Desse modo economizei na hospedagem, pois dormi no ônibus. A companhia foi a Brasilia, o ônibus era bom e foram 10h de viagem.
      > Dia 09 - Medellín:
      Pesquisei o mapa offline que baixei para descobrir como deslocar do Terminal Norte (terminal rodoviário) até o bairro Poblado (bairro nobre de Medellín onde ficam os principais hostels e baladas) O terminal é interligado à estação de metrô Caribe. Me informei sobre qual lado da estação deveria esperar pelo trem para a estação Poblado. O metrô de superfície é super funcional e barato. Não se aguarda nem 5 minutos e o trem já aparece. Parti para a estação Poblado e de lá caminhei até o bairro subindo a calle 10. Não havia reservado hostel e pensei em ficar no Happy Buddah na Carrera 35, mas estava tão cansado, e com uma cargueira nas costas, que entrei no primeiro hostel que encontrei - Casa 10 na Calle 10 no Poblado. É um hostel mais tranquilo para quem não quer escutar a barulheira do bairro. Diária foi 35 mil. Lancei uma mensagem no grupo de brasileiros em Medellín no whatzapp, dizendo que estava na área. Duas pessoas responderam e combinamos o encontro ali na muvuca do bairro. Encostei minhas coisas num canto do quarto (estava sozinho) e fui conhecer o bairro.
      Dica: El Poblado é melhor lugar para se hospedar em Medellín. O bairro mistura boemia, hostels e edifícios da classe alta. Visite o supermercado êxito, próximo a Samart Fit, na calle 10. Ali fiz compras de frutas, biscoitos e sucos que deixei na cozinha do hostel. Lá é possível até fazer câmbio, ou mesmo comprar roupas da Levis.
      Anoiteceu e parti para rua. São quarteirões de muita gente. Bares com baladinhas, um diferente do outro e muita gente circulando entre eles. Aguardei no ponto marcado pelos novos amigos: Juliana, uma brasileira que mora lá e o Fábio, que estava de turista assim como eu.


      Foto: Eu, Juliana e Fábio, no Poblado em Medellín.
      Ops deu ruim... acabei de voltar para continuar o post, mas percebi que deu algo errado, pois só aparecem as fotos. Vou reescrever então.

      Noite em Poblado. O primeiro a chegar foi o Fábio, gente finíssima. O cara tinha quase dois metros de altura. Fomos encontrar a Juliana em um bar próximo ao Burger King. Ali tinha a cerveja mais barata que encontramos, 5 mil a longneck. Como boa cicerone a Juliana começou a nos apresentar alguns bares. Impossível conhecer todos, a não ser que reserve uma semana para um tour etílico. Todos os bares tinham muitas luzes e cores, e vários deles com Djs e turistas misturados com os locais. Nada por ali é barato. Mas dá pra curtir de boa, pois na maioria deles a entrada é gratuita, apesar de ter segurança controlando a entrada de pessoas, se tiver cara de turista o passe é livre, mesmo que o lugar já esteja com a lotação máxima. Você pode escolher se sentar em alguns bares, curtir as baladinhas de outros, ficar circulando pelas ruas ou descansar em algum bar tipo lounge. Tem para todos os gostos. Preferimos circular. Entramos em um bar que mais parecia uma casa velha adaptada. Controle na entrada mas passamos de boa. Estava cheio e a Juliana apontou para os fundos, então seguimos em frente. Nos deparamos com uma passagem e uma escada que levava ao porão da casa. Descemos e nos deparamos com isso:

      Foto: Bar com baladinha na piscina de bolinhas, Poblado em Medellín.
      O Dj tocava regaton no talo, o povo pulava na piscina de bolinhas e só saia para encher o copo. Tinha umas mesinhas, mas o espaço era apertado para tanta gente. Dalí fomos para outro bar super lotado. Na TV rolava UFC ao vivo. Seguimos em frente e outro bar balada, lotado também. Vez ou outra voltávamos para o bar próximo ao Burger King para aproveitar a cerveja de 5 contos kkkkk. Bateu o cansaço e subimos para um bar lounge com tema de caverna. A escadas já pareciam a entrada de uma caverna. No terraço fiquei de cara com a decoração insana. Galos de árvores com musgos, cascata de gelo, fogueiras etc.

      Foto: Bar lounge no terraço, Poblado em Medellín.
      Este é um bar mais para casal ou para bater papo com os amigos, pois na rua o som ensurdeci qualquer um. Os bares ficam competindo quem toca o regaton mais alto. Então para nós três foi ótimo. Pedimos cerveja da BBQ, fabricada por uma cervejaria artesanal colombiana. A minha cerveja estava quente, então pedi para trocar, mas a moça trouxe gelo kkkkk.
      Fechamos a noite, afinal todos tinham compromisso no dia seguinte.
      > Dia 10:
      Acordei cedo. Estava cheio de planos. Pretendia visitar o parque Arví pela manha, o parque Explorer e o Jardim Botânico a tarde. Fui a pé para a estação de metrô Poblado e segui até a estação Acevedo. Dali peguei o metro cable para estação Santo Domingo onde conheci mais um bando de brasileiros que eu viria a encontrar em San Andres dias depois. A melhor vista de Medellin se tem nesse trajeto. Imperdível.

      Foto: Metrocalbe da estação Santo Domingo, Medellín.
      Na estação Santo Domingo é preciso descer e pegar outro metro cable rumo a parque Arví. Fazendo uma comparação é como se pegasse um bondinho na Tijuca, no Rio de Janeiro até o meio do Parque Nacional da Tijuca. No parque Arví tem várias trilhas e vc pode alugar uma bicicleta. Na entrada do parque tem uma feira com artesanato, comidas típicas e café colombiano. Segui para um lugar que eles chamam de Piedras Brancas. Foram 3 km de caminhada, passando por uma pequena trilha no meio da mata, mas a maior parte da caminhada foi pela carrera 42, uma estrada asfaltado que atravessa a mata. Em Piedras Brancas não vi nada demais. Há belos jardins, algumas trilhas e uma grande lagoa. Me pareceu um lugar para famílias fazerem piquenique.


      Foto: Piedras Blancas no parque Arvi, em Medellín.

      Percebi que se não saísse logo dali não conseguiria visitar o parque explora e o jardim botânico, então caminhei de volta a até a portaria e peguei o metro cable de volta a estação Santo Domingo. Deu ruim quando cheguei na estação pois dali pra frente o bondinho estava parado para manutenção. Já era meio da tarde e percebi que o resto da minha programação havia furado. Então resolvi conhecer a biblioteca Santo domingo que fica perto da estação. São três prédios em forma de monolito cravados na beira do morro, mas estava fechado para reforma :(. Voltei e em uma rua próxima à estação, vi duas gringas e mais um cara esperando um táxi. Descemos juntos o bondinho vindo do parque Arvi então perguntei para onde iam. Poblado responderam. Ofereci para dividirmos o táxi.
      Andar de táxi em Medellín é por sua conta e risco. Quando o cara acelerou descendo as ladeiras, atropelando os quebra molas e ignorando os semáforos, percebi as gringas apertando firme qualquer coisa em que pudessem se segurar. Começamos a rir pela maneira insana que o cara dirigia. Parecia que ia tirar a mãe da forca kkkkk. Nessa hora dei valor ao meu seguro viagem kkkk. Acho que foram mais de 10km até o Poblado em poucos minutos.
      Chegamos vivos, mas já era tarde e não foi possível visitar o Explora e o Jardim Botânico. Voltei ao hostel, anoiteceu e repeti a noitada no bairro.
      > Dia 11/06 - Guatapé:
      Quando cheguei em Medellín, ainda no terminal Salitre, pesquisei por empresas que ofereciam passagem para Guatapé. Há vários horários e umas duas empresas, mas a viagem é longa (mais ou menos 70km), cerca de duas horas, então como eu pretendia fazer um bate e volta optei por ir cedo. Peguei o ônibus das 8, 10 mil o preço da passagem. Pedi para descer na começo da estrada que leva à pedra do penol. Alí há vários tucs, tucs que te levam até o pé da montanha ou para a cidadezinha de Guatapé, mas cobram caro. 13 mil por pessoa para a cidadezinha e 5 mil até a pedra. Resolvi ir a pé. São apenas 400 metros de caminhada até o pé da montanha subindo uma ladeira. Você paga 20 mil para subir os 700 degraus até o topo. Foi ali que paguei todos os meus pecados e ainda fiquei no crédito. A escada é apertada e como eu estava num ritmo mais acelerado ficava complicado passar pelas pessoas mais lentas. Pelo menos a descida é por outra escada ainda mais incrustada na fenda da pedra. Após dois terços de subida há um mirante onde pode-se descansar um pouco, mas eu o ignorei e segui em frente. Finalmente alcancei o topo. Lá em cima há lanchonetes, banheiros e vários mirantes com vista para a represa. Dizem que são centenas de ilhas e realmente a vista da represa impressiona, mas não chega a ser a vista mais bonita do mundo como eles dizem. Será que já foram no pão de açúcar?

      Foto: Pedra do Penol, em Guatapé.


      Foto: Vista da represa do alto da pedra, em Guatapé.

      No pé da montanha há um forte comércio de quinquilharias, souvenirs, artesanato e restaurantes.
      Deste ponto você tem duas opções. Voltar para Medellín ou ir para a cidadezinha de Guatapé. Se preferir voltar para Medellín tem uma budega por ali que vende passagem, ou simplesmente retorne pelo mesmo caminho até a estrada. Daí basta aguardar o primeiro ônibus que passar. O pessoal que fica ali em baixo pode te ajudar a pegar o ônibus correto.
      Mas a melhor opção é ir conhecer Guatapé. Do alto da montanha avistei a cidade e no olhômetro medi uns 3 a 4 km. Então no espírito mochileiro, resolvi meter o pé na estrada e economizar uns trocados.

      Caminhei a passos largos. Vez ou outra era preciso caminhar pela estrada pois não havia canteiro para passar. Ignorei aqueles tucs tucs que me ofereciam carona ($$$) e rapidinho cheguei na pequena cidade.


      Foto: Guatape
      Guatapé parece uma cidade de boneca. As ruas são estreitas, as casas são coloridas, os postes são baixinhos e quase não há transito. Pelo menos nessa parte mais histórica da cidade. Parece uma cidade cenográfica. As casinhas possuem um barrado com mosaicos em relevo que parecem ter algum significado muito além de simples desenhos.  São chamado de zócalos. A cidade renasceu após a primeira ter sido alagada pela represa, então foi possível desenhá-la de modo tão encantador, que atrai turistas do mundo inteiro.


      Foto: Guatape

      Outra característica são as floreiras penduradas nas fachadas, ruas de pedra e barraquinhas de artesanato. Aliás é um bom lugar para comprar aquelas bolsas coloridas da Colômbia. Eu não poderia voltar para o Brasil sem pelo duas delas, pois duas amigas minhas se juntariam para me esgoelar se retornasse sem os presentes.. kkkk.


      Foto: Guatapee
      As margens do lago são oferecidas várias atividades aquáticas e em algum lugar ouvi dizer que há uma tirolesa.
      O centrinho da cidade é onde os ambulantes se concentram. Há restaurantes, hostels e muita gente circulando. O prédio da prefeitura chama a atenção por sua singeleza.


      Foto: Prefeitura de Guatape.


      Foto: Centrinho de Guatape.
      Vale a pena para passar o dia, ou até um final de semana em Guatapé. Não sei se há o que fazer a noite, mas durante o dia ningue´m ficará entediado.


      Foto: Guatape.

      Almocei e paguei só 10 mil com direito a suco. Comida simples, mas há opções para todos os bolsos. Hospedagem em hostels ou hotéis. Os melhores hotéis ficam as margens da represa. Arrependimento foi de não ter passado uma noite  por lá para aproveitar melhor o dia e explorar todas as opções que a cidadezinha oferece. Como optei por um bate e volta, fui até terminal local comprar minha passagem de volta para Medellin. O terminal funciona improvisado em um bar na calle 32, às margens da represa. É facinho encontrar. Basta seguir à esquerda da igreja, na foto acima. Segue pela rua à esquerda até chegar na calle 32. São só alguns metros de caminhada. Se não me engano o bar se chama terminal, fica bem na esquina desta rua que citei com a calle 32. Há um estacionamento de ônibus, mas ali cabem no máximo dois daqueles pequenos. Se ainda assim tiver dúvidas, basta perguntar pois a população local é hospitaleira.
      Voltando para Medellin. Suspirei fundo e subi no micro ônibus. A vontade era ficar. Porém eu ainda tinha coisas pra fazer em Medellin e mesmo lá, os três dias lá era pouco pro tanto que tinha pra conhecer. Cheguei no terminal por volta das 16:30. Peguei o metrô e parti para o terminal Universidad, mas cheguei tarde . Tanto o parque Explora quanto o Orquidário já não permitiam a entrada de mais ninguém. Então foto só pelo lado de fora.

      Foto: Parque Explora, Medellin
      Dica: Quem for a Medellin tente programar um dia para conhecer o parque Explora e o Orquidário. O parque Explora é repleto de atrações onde você pode passar horas aprendendo e se divertindo ao mesmo tempo. Uma mistura de brinquedos que mexem com a lei da física, tecnologias e experimentos científicos interativos. São quatro blocos recheados de diversão, além de contar com um viveiro e com o o maior de água doce da América do Sul. Há também um planetário administrado pelo parque, mas este fica em outra praça em frente, o parque de Los Deseos. A entrada no parque é por volta de 27 mil. O orquidário também é imperdível, fica logo ao lado do Parque Explora.
      Perambulei pela região e aproveitei a muvuca que rola no calçadão do lado de fora do Parque. Ali tem muitas barraquinhas com comidas típicas e muita gente circulando. Parei para assistir uma roda de capoeira ao som de paranauê, paranauê paraná. kkkkk
      De volta ao hostel preparei as coisas para partir na manhã seguinte. Comprei passagem aérea pela Viva Colômbia direto para Cartagena, afinal a low cost colombiana é bem barata e vale a pena. Comprei ainda no Brasil através do edreams passagem aérea para Cartagena, San Andres e depois de Santa Marta para Bogotá. Nesta noite fiquei no hostel mesmo, apesar do Tinder ser tentador, pois nunca dei tanto like na vida quanto lá. kkkkk. 
      Dica dois para sacudos de plantão: Apesar de muitas meninas colombianas postarem fotos de lingerie, são todas conservadoras. São criadas para casar cedo, ter filhos e cuidar da casa, bem ao estilo brasileiro de décadas atrás. Então não pense que é festa. Logo abaixo da foto de lingerie vem a legenda... quero casar! kkkkk
      > Dia 12/06 - Bye Bye Medellin, Cartagena me aguarda.

      continua ... (quem quiser mais fotos da viagem só espiar o insta: wriopomba)
       


       
       
       

    • Por @mateusmaps
      Pessoal, to fazendo esse post pois cansei da tamanha desinformação que encontro na internet a respeito dos itens obrigatórios exigidos nos carros em alguns países da América do Sul.
      Já fui parado pela polícia argentina em diferentes estradas mais de 20 vezes, portanto vou falar principalmente da Argentina, mas o procedimento vale para qualquer país.
      Primeira coisa: NÃO acredite em blogs de viagens e nem nos consulados de alguns países estabelecidos aqui no Brasil, se você quer saber o que é obrigatório ou não para o seu carro brasileiro circular em outros países, procura no Google por Ley de Tránsito + o país desejado + o ano vigente se deseja procurar o mais atualizado, apenas isso já abre um leque de informações, e todas oficiais do governo ou orgão responsável de cada país já na primeira página.
      Digo isso pois aqui no Brasil eles estão de sacanagem ou brincadeira com a população; se você acessar o site do Itamaraty do governo brasileiro, que sobre a Argentina está super desatualizado, você encontrará como item obrigatório a lendária mortalha (lençol ou sabana em espanhol, pra cubrir morto), que sempre foi um mito, aparentemente muito tempo atrás em algumas províncias isso constava como obrigatório, e dos anos 90 pra cá passou a ser usado pelos policiais corruptos como forma de extorquir o motorista argentino e estrangeiro. O portal G1 informando a população que cambão é obrigatório para circular na Argentina, e um monte de baboseira que já ví por aí.
      Agora recentemente (Junho 2019), mandei e-mail para diversos consulados argentinos aqui no Brasil (SP, RJ, Curitiba, Porto Alegre, Uruguaiana, Foz do Iguaçu) perguntando quais itens eram obrigatórios para o meu carro brasileiro poder circular na Argentina, e TODOS, todos os consulados me responderam prontamente em até 24h com diferentes anexos (pdf e doc) que o cambão e kit primeiros socorros eram obrigatórios junto com o extintor e dois triângulos. Eu argumentei de volta com todo meu conhecimento adquirido com as viagens e com o link oficial do governo argentino com a Ley Nacional de Tránsito 24449 Artículo 40, onde informa que apenas extintor (matafuego) e dois triângulos (dos balizas de sinalizacíon) eram obrigatórios, além claro, do encosto de cabeça para todos os passageiros presentes e a carta verde pra estrangeiro. Não consta nada de obrigatório o cambão (linga, cable de remolque ou barra de tiro que eles chamam) e nem kit primeiros socorros (botiquín de primeros auxilios). E NENHUM consulado me respondeu mais, parece que não estão interessados em passar as informações corretas a população.
      Em todas as vezes (2016 e 2018) nenhum policial argentino me solicitou cambão e kit primeiros socorros, apenas carta verde e extintor. Certa vez perguntei a um policial sobre o cambão e kit primeiros socorros e ele me disse que é recomendado, e não obrigatório. Depois conversando com alguns argentinos deu pra entender melhor, entre eles esses itens são bastante recomendado no trânsito, e entre os próprios argentinos há também aqueles que acham que são obrigatórios justamente pela tamanha desinformação e o famoso boca a boca.
      Portanto, se não está na lei não é passível de multa. No caso de ainda encontrar policiais corruptos exigindo qualquer item sem estar na lei, faça-o confeccionar a multa, não tem essa de pagar na hora só pra se livrar do problema e seguir viagem. Se você realmente estiver errado, no caso de uma multa por falta de extintor ou extintor vencido por exemplo, o procedimento de pagar a multa na hora com desconto é uma ação verídica e praticada legalmente entre os oficiais de trânsito na argentina, cabe a você escolher pagar na hora com desconto ou receber o ticket com o valor integral para pagar no Banco de LaNacion.
      As famosas histórias dos policiais corruptos se concentra basicamente nas províncias de Entre Ríos, Corrientes e Misiones, que são aqui próximos a fronteira do Brasil, Uruguay e Paraguay. Atualmente a prática tem diminuído bastante, o próprio governo argentino já é ciente da situação, alguns jornais locais como El Clarín já desmascarou esse problema, e ferramentas como o formulário de incidente do  Ministério das Relaciones Exteriores y Culto enviado no post anterior pelo eniobeier, ajudam o cidadão comum. Em minha última passagem por lá (Dezembro 2018) fui de Uruguaiana a Mendoza, e Mendoza a Dionísio Cerqueira, notei vários policiais camineros bem novos, inclusive mulheres, e todos foram cordiais e apenas solicitaram o que estava na lei. Essa renovação na polícia caminera já estão vindo ciente de seus antepassados corruptos e a mudança para melhor é bastante significativa.
      Agora em Julho 2019 estarei fazendo Dionísio Cerqueira a Bariloche, percorrendo toda a Ruta14, se algum policial me permitir, irei gravar um vídeo com ele explicando o que é obrigatório ou não nos carros, aí quem sabe só assim para pararem de passar informações errôneas nos blogs de viagens e consulados.
      Enfim, pra resumir;
      Trânsito na Argentina: Ley 24449 Artículo 40
      Extintor com validade, dois triângulos (se precisar usar no acostamento tem que usar um atrás do carro e um na frente do carro), encosto de cabeça para os passageiros e Carta Verde para estrangeiros.
      Ao se deparar com policial corrupto, procedimento é o seguinte:
      Leve a Ley de Tránsito impressa e argumente com o policial, seja cordial sempre. Mostre que você entende das coisas, se ele te pedir kit primeiros socorros diga que ele é obrigatório no Uruguay para todos os carros e no Chile apenas para veículos de carga e transporte, na Argentina não é obrigatório em nenhum carro, apenas recomendado. Se ele te pedir o cambão, diga também que não consta na Ley de Tránsito que você está segurando ali na mão. O policial corrupto irá querer dinheiro na hora, diga que tem Pesos somente para o pedágio (peaje) e que está viajando somente com cartão de crédito (tarjeta). Se ele insistir na multa corrupta, peça-o que confeccione o ticket e diga que você irá recorrer, e apresente o formulário de incidente para que ele anote suas credenciais e dados da multa, ele vai acabar cedendo pois seu trabalho estará em risco. Se a multa vier por radar móvel (eles operam em um lugar com radar móvel e um pouco a frente outro policial te pára pois recebeu um walkie talkie que você estava acima da velocidade, isso é comum em pequenas cidades e vilarejos ao longo da estrada, onde toda a estrada é 100km e somente próximo alguma entrada de vilarejo tem uma única placa de velocidade a 60km e se você passar acima disso vão te pegar), peça a contraprova da velocidade se você achar que não estava acima da velocidade, se eles não tiverem a prova peça para confeccionar a multa e você irá recorrer. O procedimento de pagar na hora a multa com desconto é opcional, faça isso somente se você tiver certeza que está errado.
      No geral, seja qualquer País em que for visitar, minha dica é; sempre desconfie de informações em blogs de viagens, seja auto critico em relação a informações que consulados e outros órgãos te passam. Sempre busque na internet informações direto na língua do país desejado, pesquise em sites oficiais do governo, seja o assunto trânsito ou qualquer outra coisa.
      Na normativa do Mercosul é explicado que os carros estrangeiros em circulação em outro país do Mercosul, deve seguir as leis de trânsito do país vigente, então o que vocês estão procurando em blogs de viagens e no boca a boca? Procura a Ley de Tránsito de cada país, verifica se é válido por todo o país ou província/estado tem divergências, traduza no Google Tradutor se não souber ou não ter certeza, e seja feliz viajando corretamente e sem gastos extras.
      Vou deixar em anexo um email da Seguridad Vial, orgão oficial de trânsito da Argentina, me respondendo quando questionei sobre o cambão e kit first aid.

       
      Abaixo mais algumas imagens, da Ley 24449 em sí e do site do governo mostrando quais províncias aderiram a Ley Nacional de Trânsito.




       
      Aqui deixo o pdf da Ley atualizado e o mesmo formulário de incidente do post anterior:
      Ley 24449 a febrero 2019.pdf  
      form_argentina-incident report (1).pdf
    • Por Caio Giachetti
      Estou viajando e vendendo brigadeiros numa caixa de ferramentas que paguei 19€, são 04 anos na estrada , 28 países e muita criatividade e cara de pau. 
        Quer viver seu sonho de viver viajando ? Eu te ensino como e o melhor de graça, sou grato por estar VIVENDO O MEU SONHO, e compartilho tudo em meus Stories no Instagram: @instacaionomundo
      Lá eu posto várias soluções criativas para você viver viajando de um jeito simples e grato. 
      Criatividade & Cara de Pau, chega de desculpas em sua vida e vai viver seu sonho HOJE !!!



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