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Olá viajante!

Bora viajar?

4.500km de moto pela ARGENTINA no Réveillon 2021/2022

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Fala mochileiros, motociclistas, viajantes.

Todos bem?

Vamos lá para mais um relato de uma RideTrip pela América do Sul, desta vez apenas pela Argentina, com o objetivo de curtir uns dias na linda Buenos Aires e passar o réveillon em alguma das praias do litoral argentino.

Nosso roteiro foi o seguinte: (mais adiante detalho tempos de viagem e quilometragem rodada)

26/12: saída de Curitiba/PR com destino e pernoite em Oberá/Argentina

27/12: Saída de Oberá/AR com destino e pernoite em Concordia/AR

28/12: Saída de Concordia/AR com destino e pernoite em Buenos Aires

29 e 30/12: Dias livres em Buenos Aires

31/12: Saída de Buenos Aires com destino e pernoite em La Lucila Del Mar/AR

01 e 02/01: Dias livres em La Lucila Del Mar

03/01: Saída de La Lucila Del Mar com destino e pernoite em Gualeguaychú/AR

04/01: Saída de Gualeguaychú/AR com destino e pernoite em Oberá/AR

05/01: Saída de Oberá/AR com destino final para casa, em Curitiba/PR

 

Fomos em 3 motos para essa RideTrip: eu e minha esposa, meu tio e minha tia e o tio da minha esposa sozinho.

 

--- PREPARAÇÃO ----

Para iniciar, alguns detalhes da preparação da viagem, principalmente, a burocracia de documentação.

Para entrar na Argentina no final de dezembro era exigido o seguinte: fazer a DDJJ no site Migraciones, teste PCR negativo de Covid, Certificado de Vacinação contra a Covid, seguro saúde com cobertura para Covid e Carta Verde.

A DDJJ deve feita pelo site Migraciones em duas etapas. Primeiro alguns dados básicos e eles enviam um e-mail para seguir preenchendo com no máximo 72h de antecedência, pois será necessário juntar o teste negativo.

Atenção: não adianta preencher a etapa 1 muito antes. Ela expira. Havia preenchido com uns 5 dias e na hora de juntar o teste ela havia expirado e tive que começar novamente.

Na etapa 2 você deverá juntar os documentos que mencionei. Juntei tudo em português e não tive problema algum.

Dica: nossa viagem pegou bem o período que o site do Ministério da Saúde foi rackeado, logo não estávamos conseguindo emitir o Certificado de Vacinação para todos os viajantes. Foi uma preocupação grande. Por sorte eu tinha o meu certificado e da minha esposa salvos por conta de uma viagem para o RJ em outubro. Do tio da minha esposa, apenas conseguimos emitir no dia anterior a partida. Foi um sufoco. A dica é, baixe seu certificado e já deixe salvo. De tempos em tempos baixe uma nova versão atualizada. Se for preciso para uma viagem, vc já tem ele pronto.

 

Seguro saúde eu comprei na Black Friday pelo Seguros Promo, o mais barato com cobertura de Covid. Me atendeu, embora não foi necessário utilizar.

Carta Verde sempre imprimo em papel verde. Nunca foi objeto de reclamação, mas não custa levar.

Documento da moto levei um antigo (aquele papel verde) e um atualizado impresso (agora não mandam mais o CRLV para casa, tem que imprimir).

Algumas reservas impressas, caso necessário.

Viajamos todos com o passaporte. Acho sempre mais fácil do que usar o RG. Fora que se ganha carimbos.

Com relação a moto, eu havia feito revisão e troca de óleo há poucos quilômetros, então não foi preciso nada mais. Apenas o pneu que deveria ter trocado, mais adiante veras o porquê kkkkk.

Moto carregada, correia lubrificada, documentos preparados, hora de sair para viagem. Começamos nossa jornada!!!

 

Dia 1 (26/12) – Curitiba a Oberá/AR – 800km

Combinamos de sair bem cedo, pois tínhamos um trecho longo de estrada e a travessia de uma fronteira, algo que nunca sabemos quanto tempo vai levar. Sendo assim, às 5h nos encontramos no meu prédio e às 5h20 já estávamos na BR277 sentido Guarapuava e, depois, Argentina.

Fomos pela BR277 e BR373 até a fronteira e a estrada estava bem tranquila, bastante veículos e interrupção dos contratos com os pedágios ainda não fez com que as pistas estivessem tão ruins.

Parada para um café na BR227 (Parada Benetida, quanta fila e lentidão):

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Quase chegando na fronteira com a Argentina, cerca de 11h, fomos parados numa abordagem de rotina da PRF. Conferência de documentos, teste do bafômetro e todos liberados. O ponto negativo e que já estava um calor absurdo. Por volta de 35 graus.

Ao meio-dia já estávamos na fronteira de Dionísio Cerqueira/Bernardo de Irigoyen (ou Paso de Bernardo de Irigoyen como dizem os argentinos). Nunca havia passado ali, então foi tudo novidade.

Antes de chegar na cidade já tem placas indicativas que levam direto até a fronteira. A de veículos leves fica praticamente no meio das duas cidades, a brasileira e a argentina.

Estacionamos as motos e, por orientação de um militar, fomos diretos numa casinha branca onde verificaram os testes de covid e Certificado de Vacinação. Após, nos deram um pequeno papel timbrado para ir fazer a imigração.

Numa outra construção fizemos o procedimento de imigração, bem tranquilo e rápido com as tradicionais perguntas “de onde estão vindo?”, “para onde vão?”, “onde ficarão?” e o motivo da viagem ... vacaciones!!!

Fizemos essa travessia num domingo, dia 26/12, portanto estava tudo muito tranquilo e em menos de 30 min já estava tudo ok. Tanto do lado argentino quanto brasileiro estava tudo fechado. Perguntei a um agente da PF Argentina sobre trocar dinheiro, ele disse que as casas de câmbio estavam todas fechadas desde o início da pandemia e que era seguro trocar com um dos rapazes que ficava na esquina logo a frente.

Haviam vários homens nas esquinas oferecendo câmbio. Fizemos a primeira troca, numa cotação de R$ 1 para AR$ 30.

Aproveitamos para pegar dica para comer.

Comemos num restaurante ao lado do posto PETROAR. Comida boa, com assado típico argentino e ainda pagamos em real. Algo em torno de 40 reais por pessoa.

Aproveitamos para abastecer pois a Super 95 (gasolina) estava AR$ 98, o que dá 3 reais e pouquinho. Maravilha!!!

Seguimos até Oberá pela Rota 14. Estrada muito boa, plana, bastante retas e um trecho com muitas curvas de alta. Quem gosta de curvas de alta, ali é o lugar certo, praticamente nada de trânsito. Lembre que era um domingo pós-natal. Show de bola.

Com o passar dos quilômetros a temperatura foi aumentando e a força do sol também. O painel da moto chegou a marcar 38 graus.

Quase chegando em Oberá, a 15km, meu pneu traseiro furou. Que triste, mas faz parte da vida do motoqueiro. Tentamos colocar um reparo de pneu da Motul, mas não surtiu efeito. Tentamos dar uma carga extra de ar, com um cilindro portátil que meu tio levava e também nada. Pelo visto o estrago tinha sido grande.

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Por sorte, logo que encostei a moto por conta do ocorrido, no sentido contrário vinha um rapaz argentino com uma 125cc, Cristian Lozano, rapaz muito gente boa que parou e nos ajudou em todo o momento, inclusive pq tinha sinal de celular e já pesquisou a borracheria (gomeria) mais próxima.

Tiramos o pneu e lá fui na garupa do meu tio até a gomeria de Oberá. Por sorte havia uma aberta em pleno domingo. Quando os rapazes tiraram o pneu vimos que tinha um corte interno, algo que nunca eles nem eu tinha visto, e câmara tinha estourando em 3 pedaços. Não sei o que houve. Talvez o excesso de calor. Não dava para encostar no pneu sem um pano de tão quente que ele tava. Eu acho que o fato de estar meia-vida ajudou nesse problema. Enfim, não saberei.

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Por óbvio o pneu não tinha reparo e lá não havia um pneu compatível com uma 800GS. Por sorte tinham um meia vida lá que era aro 17 e que dava para colocar na moto, nem que fosse apenas para tirar do acostamento e trazer até o hotel.

Pneu “novo” instalado, voltamos para a estrada para colocar o pneu e seguir viagem. Por sorte deu tudo certo.

Furou o pneu por volta das 15h e por volta das 17h estávamos prontos indo ao hotel. Isso me reforçou a importância de sempre sair cedo quando se viaja de moto. Problemas como esse acontecem e se já fosse noite, seria bem mais difícil de resolver.

Nos hospedamos no Azul Hotel e Spa, fica numa avenida principal bem próximo da entrada da cidade. Aproveitamos a piscina do hotel e, como estávamos cansados da viagem e do ocorrido, comemos por lá mesmo. Não saímos passear pela cidade.

Gostei bastante do Azul Hotel e Spa. Recomendo.

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Dia 2 (27/12) – Oberá/AR a Concordia/AR – 617km

Como o hotel só liberava o café da manhã às 7h, combinamos de ajeitar as motos e bagagem antes das 7h e às 7h já tomar o café para sair o quanto antes, tínhamos um trecho longo e o calor da região era bem forte.

Às 7h30 já estávamos na estrada.

Atualização sobre o pneu: como Oberá não tinha estrutura, resolvi seguir com o pneu até Buenos Aires para fazer a troca lá. Com isso, minha esposa foi na garupa do tio dela e fomos num ritmo mais tranquilo para o pneu aguentar bem os mais de mil km’s que faltavam (ritmo de 110 a 130km/h).

Seguimos pela Rota 14 até Concordia. Por um grande trecho é pista simples, porém pista boa. Os pedágios que tem não são tarifados para moto.

Aqui um ponto de atenção, escassez de postos de gasolina e posto sem gasolina. Cerca de 150kms após Oberá inicia um trecho praticamente sem nada que segue por alguns bons quilômetros. Até aí tudo bem, o problema foi que encontramos um posto e nada de gasolina, no segundo posto a mesma coisa. Aí complicou. Rodamos quase 300km sem achar posto. Então fica o registro para quem passar nessa região. Buscar estar sempre bem abastecido.

Cerca de 200km de Concordia tivemos um novo problema. A zica tava grande e começou a nos preocupar.

A moto do meu tio, uma 1200GS, parou do nada. Cortou sinal e não dava mais partida. Olhamos bateria e estava ok. O calor já estava muito forte, painel da moto marcando 39 graus. Pensamos que poderia ser mais uma consequência do forte calor. Acredito que a sensação térmica passava dos 45 graus.

Paramos no acostamento e tentamos por alguns minutos ver o que poderia fazer. Sem solução e por conta do sol muito forte, reboquei a moto do meu tio com uma corda até o próximo posto. Por sorte estava a 8km. Lá no posto conseguimos um wi-fi e falamos com o nosso mecânico em Curitiba. O painel da moto começou a acusar EWS. Segundo o mecânico um problema da antena da ignição. Algo complicado para resolver no interior da Argentina, pois precisaria de uma oficina especializada.

Com esse quadro, meu tio resolveu voltar para o Brasil. Tínhamos acabado de passar próximo ao Paso de Los Libres (froteira com Uruguaiana). Conseguimos ali no posto o contato de um pranchão e depois de quase 3 horas entre o problema e a solução, eles retornaram ao Brasil.

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Seguimos viagem em apenas 2 motos. Depois que já estava resolvido e meu tio no carro para voltar para a fronteira, seguimos nosso trecho. Por sorte ainda com luz do sol. Era cerca de 15h. Aqui, mais uma vez, a importância de sair cedo. Antes de escurecer, acho que por volta das 18h, já estávamos no hotel em Concordia.

Ficamos no Hotel Frederico I. Hotel simples, mas muito bom. Gostei e recomendo.

Estacionamos as motos e fomos buscar um lugar para trocar dinheiro. Casa de câmbio no centro da cidade e já aproveitamos para conhecer um peatonal da região. Cidade bem bonita. Faz fronteira com o Uruguai. Gostei bastante.

Fizemos cambio na Cambio Río por R$ 1 para AR$ 33.

Na própria praça principal paramos para comer algo. Sentamos no Cristobal Café Concordia e comemos um hambúrguer que estava muito bom, não gastando mais de 100 reais o casal, incluindo alguns chopps.

Voltamos para o hotel para descansar e seguir a viagem no dia seguinte.

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Dia 3 (28/12) – Concordia/AR a Buenos Aires/AR – 430km

No Hotel Frederico I o café também só era servido após às 7h, então o mesmo padrão de sempre: deixar tudo pronto para só tomar café e sair.

Voltamos para a Rota 14 rumo a Buenos Aires. A estrada nesse trecho é muito boa. Pista dupla, retão e pedágio sem pagar. Depois pegamos a Rota 12 e, por fim, a Rota 9 para chegar em Buenos Aires.

Nesse trajeto, na região de Zarate passamos por duas pontes muito grandes e bonitas. Vale fazer um vídeo.

Na Rota 9 chegando em Buenos Aires, ela se torna tipo uma free way grande, com mais de 4 pistas e limites de velocidade para cada faixa. Mais à esquerda limite de 130 km/h e vai baixando até 80km/h na pista da direita. Inclusive há várias indicações claras que o limite mínimo da via é 60km/h. Achei interessante.

A entrada em Buenos Aires, como toda grande cidade, foi com muito trânsito, bastante mesmo e muito calor. Chegamos por volta das 12h30. Seguindo o GPS não foi difícil achar a nossa hospedagem.

Pegamos um apartamento pelo Booking.com, muito bom e bem equipado. Na Villa Crespo, bairro que eu, até então, não conhecia e gostei muito. Tem tudo perto, inclusive um Western Union onde fizemos câmbio duas vezes, por R$ 1 para AR$ 34.

Neste dia almoçamos por perto do apartamento e fomos no mercado para buscar algo para cozinhar em casa e, assim, economizar com alimentação. Também aproveitei para ir a um shopping perto (Abasto Shopping, bem grande e com muitas lojas) para comprar um chip de celular e no dia seguinte ligar para oficinas para pesquisar o preço do pneu novo.

Dica: compre chip da Claro. É o mais fácil de ativar para estrangeiro e os pacotes tem bom preço. Por 340 pesos tivemos 2GB de internet, ligação e whatsapp free.

 

CONTINUA .......

 

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Editado por thiago.martini

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Dia 4 (29/12) – Buenos Aires/AR – Dia livre / Resolver problema do pneu

Nos demos o direito de descansar um pouco mais, mas às 9h já estávamos indo atrás do pneu.

Pesquisei bastante e achei o pneu adequado para a moto, com um preço um pouco mais razoável, na Urquiza Motos. No caminho paramos em vários lugares, mas nada melhor que na Urquiza.

A loja ficava 8km de nós e naquele trânsito intenso de Buenos Aires foi quase 1 hora para chegar.

Pneu comprado, porém, era só uma loja de peças, não faziam troca. Rumamos até a Gomeria Floresta, especializada em motos, para fazer a troca. Lá fui muito bem atendido. Recomendo o lugar para os motoviajantes que precisarem um dia.

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Gastamos a amanhã inteira e parte da tarde nessa questão do pneu. Era tudo muito longe e a troca levou bastante tempo, pois pedi balanceamento também.

Voltamos para o apartamento e improvisamos algo para comer e no meio da tarde saímos passar por BA.

Pegamos o metrô sentido Obelisco e de lá passeamos pela Calle Florida, Plaza de Mayo, Catedral, Casa Rosada, San Telmo, estatua da Mafalda e, por último, paramos tomar uma cerveja artesanal no Antares San Telmo (Recomendo muito).

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Não disse antes, mas eu já conhecia um pouco de BA. Em 2016 fiz um mochilão pela Argentina e Uruguai e fiquei 6 dias inteiros em BA. Minha esposa já havia passado por lá rapidamente e o tio dela não conhecia, então fomos nos pontos turísticos clássicos.

A noite voltamos para comer em casa e descansar. O dia livre foi cansativo por conta da correria para resolver a questão do pneu.

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Dia 5 (30/12) – Buenos Aires/AR – Dia livre

Neste dia resolvemos ir conhecer Tigre, cidade próxima a Buenos Aires conhecida pelos seu canais.

Levantamos cedo, porém tivemos que ficar esperando até 10h, horário que abria o Western Union perto de nós, para trocar alguns reais.

Pegamos o metrô e fomos até a estação Retiro, onde lá pega-se o trem para Tigre. Salvo engano foi 74 pesos por pessoa, ida e volta.

O trem vai bem devagar e parando em várias estações, então lá se foram quase 1 hora até chegarmos em Tigre.

Sinceramente, não achei nada de mais em Tigre. Caminhamos pela cidade, visitamos o Cassino, fomos ao Mercado de Frutos (tipo uma grande feira de rua), almoçamos por lá e no meio da tarde já voltamos.

Mais 1 hora de trem e voltamos para a estação Retiro. Lá pegamos um ônibus de linha normal para irmos até o Caminito. A região do Caminito não é atendida por metrô.

Conhecemos o Caminito, algumas fotos e compra de artesanias, e voltamos a pé até a estação do metrô mais próxima (cerca de 2km). A ideia era parar na Floralis Generica, porém resolvemos ir direto para Palermo, onde eu queria comer, o que na minha opinião, é um dos melhores hamburguês que já comi na vida – Burger Joint, em Palermo.

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O Burguer Joint é um local bem simples, mas que há uns anos entrou na lista dos 20 melhores hamburgues do mundo. Na minha opinião é muito bom mesmo. Minha esposa não achou tudo isso, enfim kkkkk.

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De lá estávamos cerca de 2km de casa, então resolvemos seguir caminhando pelas ruas de Palermo e Villa Crespo para voltar para casa. No caminho uma parada no mercado para comprar um espumante para a virada do ano.

 

Dia 6 (31/12) – Buenos Aires a La Lucila Del Mar – 360km

Combinamos com o host do no apartamento para entregar as chaves às 7h. 7h e pouco já estávamos na estrada rumo ao litoral argentino.

Na saída de BA tivemos que pagar alguns pedágios, porém nada muito caro. Lembro que 2 deles foram apenas 10 pesos. Seguimos pela Rota 2 e depois pela Rota 11.

Estradas muito boas até La Lucila. O movimento era muito intenso e por várias vezes e longos períodos tivemos que ir pelo corredor. Não sei se é permitido lá, mas tivemos que recorrer a essa opção.

Quando pegamos a Rota 11, que surpresa boa. Pelo que soube ela foi recém feita, antes era pista simples e agora são duas pistas grandes, asfalto bom e muito bem sinalizada. Talvez a melhor Ruta que já peguei na Argentina.

Por volta das 12h/13h já estávamos no nosso apartamento em La Lucila Del Mar.

Que surpresa boa com esse balneário, pensava que fosse mais simples e pacato, mas não, tinha uma boa infraestrutura, uma boa faixa de areia e um mar até que bom (mais marrom por conta do Rio da Plata).

Chegamos e já fomos direto no mercado e peixaria para providenciar as coisas para a virada do ano.

Por volta das 23h, após comer, fomos para a areia da praia, até então tranquila. Próximo a meia-noite começou a chegar muita gente, com seus coolers, espumantes, cerveja. A praia encheu e teve bastante fogos de artifício. Bem legal!

 

Dia 7 (01 e 02/01) – La Lucila Del Mar – Dias livres

Esses dois dias em La Lucila serviram para descansarmos bastante e aproveitamos a praia. Como disse, gostei do balneário. Só imóveis baixos, uma grande faixa de areia e os imóveis beira-mar ficam distante e, inclusive, não tem vista para o mar por conta da vegetação grande que protege a faixa de areia da rua.

Muito show!

Segue algumas fotos:

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Dia 02/01 era aniversário da minha esposa, então fomos almoçar num restaurante bem gostoso. Chama Lopez, no centrinho de La Lucila. Recomendo. 

Minha esposa pediu um linguado com pêras e eu um sorentino de jamon y queso com bolonhesa. Ambos estavam deliciosos.

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CONTINUA ..... 

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Aonde fica esta Lucila?Passei a virada de 2019 para 2020 dentro do quarto de hotel em Mar del Plata porque não havia nada na rua, fazia cerca de 10 graus e chovia.Fogos eram proibidos.Quem diria naquela noite estava na TN a notícia de que um vírus havia sido sequenciado na China. E eu pensava,31.12 na Argentina nunca mais,quem diria...

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Em 14/01/2022 em 17:51, Juliana Champi disse:

Eu adoro esses tipo de relato, acompanhando Thiago!

Obrigado Juliana!!

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Em 15/01/2022 em 01:53, D FABIANO disse:

Aonde fica esta Lucila?Passei a virada de 2019 para 2020 dentro do quarto de hotel em Mar del Plata porque não havia nada na rua, fazia cerca de 10 graus e chovia.Fogos eram proibidos.Quem diria naquela noite estava na TN a notícia de que um vírus havia sido sequenciado na China. E eu pensava,31.12 na Argentina nunca mais,quem diria...

Fala Fabiano, então fica uns 180km antes de Mar del Plata pela Rota 11. Cara, bem movimentado lá e bem quente. Gostei e me surpreendi.

  • 2 semanas depois...
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Dia 9 (03/01) – La Lucila Del Mar a Gualeguaychú – 610km

Neste dia saímos às 7h sentido Gualenguaychú, buscando desviar Buenos Aires para não precisar pegar o transito intenso da capital. Por esse motivo passamos pelas seguintes Rotas 11, 2, 41, 3, 6, 12 e 14.

A Rota 11, como já disse, é excelente, retão e bem sinalizada. De todas essas Rotas que mencionei, a pior foi a Rota 6, pista bem ruim, com buracos e alterações de nível da pista. Nós, motociclistas, precisamos ficar atentos para não cortar/estourar um pneu na estrada. Lembrem que já tive um problema com pneu, então fiquei com bastante medo e pilotei com cuidado rsrsrs.

Passando Buenos Aires, pegamos chuva pela primeira vez em terras argentinas. Foram vários episódios de chuvas bem forte, principalmente na Rota 14, mas como o calor era muito quente, nem colocamos capa de chuva. Os próprios períodos sem chuva já eram suficientes para secar a roupa da moto.

Chegamos em Gualenguaychú por volta das 13h/14h. Nos hospedamos no Hotel Berlin, hotel bom, confortável, recomendo muito.

Ao entrar na cidade notamos que estava tudo, completamente tudo fechado e muito calma, já nos ligamos que aquela era uma cidade em que a siesta era levada a sérios.

Nos instalamos no hotel e já com muita fome, precisávamos trocar alguns reais para sair comer algo. Obviamente naquele horário estava tudo fechado, por sorte o recepcionista do hotel (acredito que era o dono) nos emprestou alguns pesos para pagarmos o almoço e depois das 17h, quando abrisse a casa de câmbio, pagaríamos ele.

Saímos em direção a avenida principal para buscar algum restaurante, tudo fechado e por sorte encontramos um que estava quase fechando. Entramos e perguntamos encarecidamente se poderiam nos atender. Sim, mas só pizzas ou empanadas que não demandavam grande preparos.

Comemos pizza e empanadas, tomamos algumas cervejas e voltamos para o hotel para esperar às 17h, horário em que tudo voltaria ao normal rsrsrs.

Por volta das 17h saímos, eu e minha esposa, trocar dinheiro para nós e o tio dela. Aí, com tudo aberto, conseguimos ver o quão agradável é esta cidade.

Conseguimos o melhor câmbio da viagem R$ 1 para AR$ 35. Tomamos um bom helado de dulce de leche e caminhamos pelo centrinho bem agitado e com várias boas lojas.

Voltamos ao hotel, pagamos as nossas dívidas e saímos em direção a costanera para conhecermos e tomarmos uma boa cerveja artesanal.

A costanera nos surpreendeu muito, bem bonita, com várias lojas, restaurantes, bares e umas prainhas de rio que são bem bonitas. Uma estrutura que nos surpreendeu e nos deixou com aquela vontade de ficar mais tempo na cidade, pena que tínhamos apenas uma noite lá.

A cidade é cortada pelo Rio Uruguai e, pelo que notamos, há várias atividades para se fazer nele, como passeio de lancha.

Encontramos uma cervejaria de Mar de Plata e lá tomamos uma boa pint antes de voltarmos para o hotel e descansarmos para o próximo trecho.

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Dia 10 (04/01) – Gualeguaychú a Oberá – 810 km

Nosso hotel oferecia o café apenas após às 7h, então, como de costume, tudo pronto para tomar café e sair. Gostei do Hotel Berlin, mas o café deixou a desejar. Duas medialunas por pessoa, café e uns biscoitinhos. Enfim ...

Pegamos a Rota 14 e rumamos sentido Oberá. Como já conhecíamos a rota, foi bem tranquilo. Estrada muito boa, retões intermináveis e um calor muito, mas muito intenso.

Perto da saída para o Paso de Los Libres, fronteira com Uruguaiana, paramos comer num posto e abastecer as motos. Comida boa do lugar. Ali vi pessoas no estacionamento se oferecendo a fazer câmbio, então fica a dica de quem entrar por Uruguaiana, que tem essa opção de fazer câmbio nos postos da região.

Depois passamos novamente por aquele longo trecho sem nada de civilização e posto de gasolina e, no meio da tarde, chegamos em Oberá. Nos hospedamos no mesmo hotel da vez passada, Azul Hotel e SPA.

Descansamos brevemente e subimos na piscina no terraço para relaxar um pouco. Depois tomamos banho e fomos procurar algum lugar para comer. Nessa hora vimos que estávamos um pouco distante do centro. Por sorte, um argentino, filho de brasileiros, estava hospedado no hotel e nos ofereceu de levar em seu carro particular até o centro. Perguntamos dicas de lugares para comer e ele indicou o The Jack Steak House, nos deixou na porta inclusive.

Comemos um Tomahawk e tomamos algumas pints de cerveja. Lugar agradável, comida boa, mas não sensacional. Preço justo, não diria que barato.

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Voltamos para o hotel, descansamos para sair cedo no dia seguinte e iniciar nosso último dia desta ridetrip.

Editado por thiago.martini

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@thiago.martiniFoi em Gualeguaychu que passei o Carnaval de 2020.A siesta lá, como em todo o norte da Argentina é sagrada, só mudam a hora entre Resistência, Corrientes ou Posadas.Mas,você falou bem,o que percebi lá. Dá 14h não tem mais comidas, tudo fechado, menos os passeios de lancha que fui fazer também,mas depois das 17h, pois o calor é terrivel. 

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Em 29/01/2022 em 21:50, D FABIANO disse:

@thiago.martiniFoi em Gualeguaychu que passei o Carnaval de 2020.A siesta lá, como em todo o norte da Argentina é sagrada, só mudam a hora entre Resistência, Corrientes ou Posadas.Mas,você falou bem,o que percebi lá. Dá 14h não tem mais comidas, tudo fechado, menos os passeios de lancha que fui fazer também,mas depois das 17h, pois o calor é terrivel. 

Que cidade massa Gualeguychu. Quero voltar e fazer o passeio de lancha. Vale a pena?

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@thiago.martiniNão sei como está hoje, mas NA época era Carnaval, a cidade lotada e o que fiz dava uma passeada pelo Rio,nos entornos da cidade.O que mais valeu a pena foi ver o desfile, látem 3 escolas, mas a competição era séria. 

  • 2 semanas depois...
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Demorei um pouco, mas voltei para finalizar o relato 😝

 

Dia 11 (05/01) – Oberá  a Curitiba – 800 km

Dia de levantar cedo para encerrar mais uma Ridetrip pela América do Sul.

Às 7h já estávamos tomando café da manhã e logo na sequência pegamos a Rota 14 sentido Bernardo de Irigoyen.

Chegamos lá tinha uma pequena fila para fazer a fronteira. Perguntamos a um militar como era o procedimento, ele disse que novamente precisaria preencher a DDJJ no site. Achei muito estranho e não confiei nele, na minha cabeça estávamos saindo do país e não precisaríamos daquela burocracia.

Uns 20 minutos esperando na fila, quando chegou a nossa vez ... bingo ... o militar estava certo, tivemos que encostar num container ao lado da fronteira para fazer nossa declaração e apresentar no setor de migraciones argentino. Que burocracia!

Tivemos que conectar nossos celulares na rede para preencher a DDJJ e depois passar no guichê. Nisso caiu o sistema e lá se foram quase 1h30 na fronteira para conseguir sair do país.

Demos saída e já pegamos a nossa rota sentido Curitiba.

A estrada foi a mesma que tínhamos pego no primeiro dia.

Perto de Francisco Beltrão paramos almoçar.

Depois, na região de Guarapuava, pegamos uma baita tempestade que nos acompanhou praticamente até a porta de casa. Muita, mas muita chuva mesmo.

Por volta das 18h chegamos em casa, Graças a Deus, em segurança mais uma vez.

Ao todo foram 4.491 km rodados pelo Brasil e Argentina, numa ridetrip excelente e barata.

A 35 pesos por real é a melhor hora de visitar a terra dos Hermanos!

Boa trip a todos!

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