Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#634913 por Jefferson Zanandréa
20 Set 2011, 22:37
Introdução.

A trilha que se inicia em Parelheiro e termina em Itanhaém é de extrema beleza, a trilha é proibida ao público em geral e visitas ao parque somente com autorização da administração do Parque Estadual da Serra do Mar (sede Itanhaém – núcleo Curucutu que abrange 26 mil hectares) acompanhado de um guia credenciado, porém, não para esta trilha em específico, pois ela é proibida pela administração do parque mesmo com guias, mesmo assim são muitos os que entram na mata com guias clandestinos e até mesmo por conta própria (meu caso), a fim de desafiar a sorte.

As trilhas são de áreas de preservação ambiental e pertencem aos índios, de responsabilidade da FUNAI, protegida e fiscalizada pela Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (fiscalização irrelevante já que não há como controlar uma área de 315 mil hectares, devido aos poucos guardas existentes), palmiteiros, caçadores e mochileiros entram na mata frequentemente.

Local com mata atlântica primária, rios importantes como: Rio Branquinho e Capivari Monos, além de um número incalculável de nascentes que deságuam nestes dois rios, existem uma grande biodiversidade, animais como onças, jaguatiricas, macacos, porcos do mato e muitos pássaros, enfim um paraíso, que devemos lutar para preservá-lo para futuras gerações.
Pelas informações que obtive, um guia indígena pode ser localizado nas aldeias da região (Parelheiros/ Barragem) ‘’Krukutus’’ ou na ‘’Tonondé Porã’’ eles normalmente costumam cobrar de 15 a 25 reais dependendo do número de pessoas do grupo. A saída é prevista para as 07h com previsão de chegada a aldeia em Itanhaém às 14h em um trajeto de 28 km. Soube que pagando 8 reais a mais o índio pode guiar a trilha até as aldeias de ‘’Iguapéu’’ e ‘’Itaoca’’ em Mongaguá. Caso contrário o grupo, poderá realizar uma caminhada de 14 km pela estrada de terra até o trevo de Itanhaém no km 324 da rodovia Pedro Taxi - Bairro Mambu, (esta opção não é aconselhável a quem não curte caminhar muito, além de desgastante essa estrada não acaba nunca!!!!!)

Trilhas permitidas pela administração do Parque Estadual Serra do Mar (Curucutu) com acompanhamento de um guia credenciado:

1- Bica – Trilha fácil com caminhada leve na mata e que termina em uma bica d água, trecho de 1,4 km.

2- Mirante – Trilha moderada para pessoas inexperientes, no cume da serra é possível apreciar uma paisagem de tirar o fôlego sobre as praias do litoral sul, trecho de 1,6 km.

3- Telégrafo – Trilha pesadas para pessoas inexperientes, esta é uma travessia histórico cultural, por onde passava a linha de telégrafo que fazia a ligação Entre São Paulo e o sul do pai, trecho de 15 km (duração 8 horas).

Como chegar ao inicio da trilha?

Descendo no terminal Parelheiros (Zona Sul de São Paulo) é só pegar o ônibus “terminal Barragem” e descer no ponto final, logo no ponto final basta seguir reto na estrada de terra que leva até a antiga estação de trem Evangelista de Souza (nome dado em homenagem ao Barão de Mauá). Para chegar ao início da trilha é só descer a linha de trem na Ferrovia Ferro-Norte (1935) com 27 túneis que cortam a serra do mar, a qual hoje passa somente trens de cargas, ligando Sul, Sudeste e Centro Oeste do País ao Porto de Santos e a cidade de Cubatão. A caminhada vai até o túnel 24 e até lá são aproximadamente 8 km sobre os trilhos e pedras. A trilha estará a uns 200 metros após o término do túnel 24, uma bananeira e a placa de “área indígena” são os pontos de referência.


O relato.

Após dias planejando a viagem, lendo relatos e estudando a respeito do assunto, chegará o tão esperado dia (16/09/2011), finalmente me arriscaria em uma área proibida (o que estimulou mais ainda a vontade) e tentaria realizar a trilha que tanto escura falar. Quinta de noite a mochila já estava prontinha.
Na sexta-feira o trampo rendeu muito, logo chegará às 16h48min horário que estaria zarpando sentido HOME. Cheguei a minha casa aproximadamente às 19h00minh, chamei meus amigos que me acompanhariam nesta trip (Patrik e Vinicius), fomos ao mercado e começamos a comprar bolachas, bisnaguinhas e etc.

Mochilas abastecidas, e lá fomos nós sentido Parelheiros, nosso primeiro objetivo. Pegamos o busão até o terminal Sacomã, depois metrô até a Ana Rosa (linha verde), baldeação para linha azul, desembarcamos na Vila Mariana e fomos até o ponto de ônibus, após 20 minutos o bus chegou quase que vazio, embarcamos no danado e 2 horas depois, ISSO MESMO 2 horas!!!
Chegamos ao terminal Parelheiros, onde de lá pegamos outro coletivo até o terminal Barragem, por onde passávamos o pessoal ficava olhando admirado (parece que nunca viram uma cargueira na vida rs). Enfim, chegamos ao terminal Barragem aproximadamente às 00h00minh, pegamos algumas informações com uns caras que estavam por lá e nos informaram o sentido correto até a estação Evangelista de Souza. Fica a dica, vá sempre em grupo, JAMAIS sozinho, o lugar lá é sinistro e provavelmente você será assaltado!

Começamos a andar pela estrada de terra, no começo havia iluminação, mas depois de uns 15 minutos andando as lâmpadas não estavam mais acesas e mais 5 minutos depois era só rio, mato e a lua, o terreno era complicado, cheio de buracos e pedras, não estávamos vendo nadinha, tive que apelar para a lanterninha que minha mãe havia me dado um dia antes, alegando que a lanterninha iria me proteger e me ajudar já que não estávamos levando nenhuma lanterna (depois dessa eu aprendi que conselho sempre tem que seguir, sempre MESMO!!!!).

Liguei a lanterninha de 5 mangos que tinha até LED RS... Fomos uma boa caminha ligando e apagando a dita cuja devido ao medo de acabar a pilha RS... Confesso que a lanterna nos livrou de muitas torções nos buracos da estradinha de terra. Eram 02h30min da matina e nada da estação chegar, comecei a pensar que havíamos pegado o caminho errado, chegamos a um local que estradinha fazia uma curva brusca e havia um sítio bem à frente com uma área descampada ao lado de um riacho, não tivemos dúvidas, montamos acampamento e ali foi o nosso descanso.

Após uma noite terrível e gelada, pois, não havíamos levado nem saco de dormir nem isolante térmico e nem nada, acordamos às 05h30minhs da matina, aproveitei para encher nossas garrafinhas de água no riacho, foi quando vi um senhor muito simpático que nos informou que havíamos pegado um caminho mais demorado, mas que sairíamos bem atrás da estação Evangelista de Souza fiquei muito contente em saber que faltavam aproximadamente 2 km até a estação.
Desmontamos acampamento e seguimos na caminhada, chegamos à estação por volta das 07h30minhs o sol estava tímido e ameaçava sair de vez, no nosso segundo objetivo fora alcançado (Evangelista de Souza), paramos para as fotos, entramos nos trens abandonados e realmente foi muito bacana.

Decidimos partir, começamos a descer sentido litoral, quando de repente escutamos um barulho muito alto vindo em nossa direção, aguardamos onde estávamos e era um trem subindo, foi algo sensacional, já que nós ubarnóides não estamos acostumados com esses trens de carga. O Trem passou por nós e nem deu uma buzinadinha (maquinista sem graça), mas apenas a gravação e fotos já foram o suficiente. Continuamos a descer, andamos sobre pontilhões e chegamos ao túnel 27 (próximo a cachoeira da usina), logo na seqüência vieram os outros tuneis e pontilhões que por sinal tem vistas magníficas, já no final do túnel 26 encontramos com um índio que estava vindo de Itanhaém, ele nos informou que existe outra trilha pouco antes do túnel 25, só que era bem íngreme, nem tentei arriscar, nos despedimos e partimos, chegamos ao famoso túnel 25, confesso que foi um sufoco atravessar o mesmo devido a sua extensão e ao receio de trombarmos de frente com um trem, o túnel estava cheio de buracos entre os trilhos e muito úmido, tudo parecia difícil quando derrepente surge novamente à lanterninha que a mamãe havia-me presenteado rs... Após a passagem do túnel 24 e 8 km percorridos sobre a linha férrea paramos para um lanchinho, foi quando encontramos um palmiteiro que nos orientou sobre a trilha.

Começamos a descer a trilha que fica atrás da placa (área indígena). A trilha começa bem íngreme e logo no início existe uma bifurcação, continuamos no caminho reto, depois outra bifurcação ainda continuamos reto, mais alguns minutos e outro bifurcação, deveríamos pegar a esquerda, porém fomos reto e acabamos saindo em uma cabana totalmente destruída, voltamos e retornamos a última bifurcação agora à esquerda (nosso único mapa era o relado do Raffa, membro dos mochileiros e que já havia realizado a trip, imprimimos e fomos seguindo o relato RS...).

Descíamos e descíamos e a descida não acabava nunca, já estávamos escutando barulho de água, quando chegamos a um poço, não tive dúvida, fiquei só de cueca e tomei um banho nas águas gélidas do rio branquinho... Após o banho seguimos viagem, foi quando chegamos a outro poço, havia uma trilha que continuava na mata e outra que era após o poço, seguimos na que atravessava o poço e nos demos mal e muito mal, depois de algum tempo a trilha acabou, começamos a beirar o rio procurando outra entrada e não achamos nada, ao invés de voltar na última bifurcação os “burros” continuaram atravessando a mata fechada. De repene já era tarde, estávamos perdidos. Restava-nos seguir o rio, o desânimo estava estampado na face de todos, mesmo assim eu não perdia o bom humor e tentava alegrar o pessoal.

Atravessamos o rio branquinho umas 30 vezes desviando dos poços e seguindo pelas pedras procurando alguma picada, mais era em vão tudo isso, tentamos mais uma vez atravessa o Branquinho quando derrepende eu ouço “Jefinho (meu apelido) olha a cobra aiiiiii”, era uma cobra de cor vermelho com preto, me parecia uma Coral (não sei informar se era ou não), eu havia pisado na cobra e passado bem rápido, quase, mas quase mesmo ela me picou! Depois disso ninguém queria mais atravessar rio nenhum, eu de um lado da margem e meus amigos do outro se borrando de medo. Lá fui eu, retornei a margem oposta atravessando o rio mais a frente onde as cobras estavam, é cobras, pois eram 3!

Depois disso qualquer galho de árvore para meus amigos era uma cobra, subimos barrancos, escalamos pedras e nada da trilha, estávamos frustrados e desanimados, o medo aumentará e o pensamento na família era constante. Chegamos a um antigo acampamento e eu disse estamos no caminho certo, eu vi essa foto no relato do Raffa, tinha alguns lixos por lá, recolhemos e procuramos a trilha que deveria estar do outro lado do rio, não achamos!

Continuávamos atravessando o rio desesperadamente, quando de repende eu vi um local com uma trilha, eu disse “essa trilha leva a algum lugar”, seguimos pela trilha e já eram 17h30minh, na mata escurece cedo, notei um barulho mais forte de água e uma parte da trilha seguia para a margem do rio, quando pude observar o rio por inteiro notei que havíamos chego à junção do rio Capivari com o rio Branquinho, fiquei contente e devido ao horário resolvemos não prosseguir pela trilha que adentrava pela mata novamente e resolvemos montar acampamento a margem da confluência dos rios. Barraca montada e fomos ainda desanimados para a beira do rio “jantar”, experiência muito boa, após comermos as tranqueiras (bolachas e etc..) ficamos apreciando a paisagem, quando derrepente... Um flash na margem oposta, o que será? Eu logo perguntei! Ninguém se arriscava a afirmar algo, novamente mais flashes em nossa direção, rapidamente peguei a lanterninha e comecei a dar flashes de luz tbm, era um rapaz que corria pelas pedras em meio quase a total escuridão da mata, o sujeito corria demais por cima das pedras, achei que era um ET ou coisa desse tipo, mas não era nada além de um Homem, não era possível a travessia devido à forte correnteza, porém, podemos conversar mesmo distantes, informai que estávamos perdidos e de prontidão ele perguntou se havia alguém machucado e se estávamos com fome, disse que não e até o momento estava tudo ok!

O sujeito disse que eles estavam acampados na curva do rio, e que fossemos lá pela manhã, eu concordei. A noite foi difícil, na beira do rio o termômetro apontava 7 Cº, a ansiedade era grande, não podia de forma alguma passar mais uma noite na mata, pensamento constante na família, dormimos as 19h00min e acordada toda hora, quando foi as 02h30min a barraca estava iluminada, acordei meus amigos e fomos dar uma olhada, a lua estava cheia e maravilhosa, clareando tudo ao nosso redor. Voltamos a dormir eu acordei primeiro às 06h00minhs, fiz uma filmagem, algumas fotos, tomamos café escovamos os dentes e desmontamos acampamento.

O domingão começava agitado com a travessia dos rios bem na junção, demorou uns 5 minutos pelas pedras, a correnteza estava forte e nós sem cordas, ufa! Atravessamos, fomos até a curva do rio e lá fomos recebidos pelos biólogos Fábio e Claudio, pessoas fantásticas e muito humildes, nos informaram que trabalhavam com pesquisas no parque e que partiriam para Itanhaém às 15h00min, nos guiaram boa parte a trilha e nos despedimos, os biólogos nos passaram informações sobre a travessia nas aldeias, não olhar para as índias, doar algo se possível (bolachas, mantimentos e etc..) e a falar o estritamente necessário com os índios.

Após uma hora de caminhada chegamos à primeira aldeia, perguntamos a um índio por onde devíamos seguir eles nos informaram com muita educação e seguimos caminho, atravessamos o rio branco que estava com o seu nível até os joelhos, rio cristalino, certeza tiramos várias fotos!

Após a travessia tranquila, chegamos à aldeia principal, um índio carregava um celular no pescoço, usava bermuda da bilabong, e fumava seu cachimbo inacreditável kkk...
Perguntamos como chegar até a estrada de asfalto e ele nos disse que teríamos que caminhar umas 3 horas na estrada de terra, agradecemos e seguimos nosso rumo, na saída da aldeia demos vários pacotes de bolachas às crianças que nem sabiam falar português (apenas Guarani), foi demais!

Despedimos-nos e seguimos na estrada de terra, que mais parecia “um caminho ao inferno”, aquilo não acabava nunca!
Passamos por um verdadeiro “MAR” de bananeiras, a estrada beira o rio Branco, que por sua vez serpenteia a serra do mar, após 2 horas e 30 minutos de caminhada, eu já estava assado, com sede e não via à hora de chegar ao famoso bar do “Zé Pretinho”, confesso que quando cheguei por pouco eu não o abracei kkk...
Chagamos no bar do “Zé Pretinho” às 13h00min, bebemos umas 10 tubaínas e fomos informados que o busão aos domingos só passa três vezes ao dia (12h00min, 17h10min e 19h00min), teríamos que esperar até as 17h10min, tudo bem, já nem ligava mais, o importante era chegar a casa.

No tempo em que ficamos no bar, fizemos amizade com um caçador chamado Carlos, que passou seu telefone e disse que quando fossemos á Itanhaém, poderíamos passar o tempo que quiséssemos na chácara dele e de graça, eu nem gostei rs’...
Quando eram 17h00min escutamos um barulho de jipe vindo pela estrada de terra, já tínhamos tentado inúmeras tentativas de arrumar uma carona e foram todas em vão, mas não desta vez.
Quem estava dentro do jipe? Nossos novos amigos biólogos Cláudio e Fábio, que nos ofereceram uma carona até São Paulo já que os mesmos moram em Interlagos, disseram apenas que tomariam um banho na sede do Parque Estadual Serra do Mar (Curucutu), nem questionamos, e jamais o faria.

Enquanto eles pegavam as malas e colocavam no carro, eu, Patrik e Vinicius demos um look no por do sol no término do rio Branco, tiramos obviamente várias fotos.
Entramos no jipe e seguimos para São Paulo, antes é claro paramos no rancho da Pamonha, enchemos a pança. Quando foi 19h30min estávamos nos despedindo dos biólogos que nos deixaram na frente do metrô Jabaquara.
Pegamos o metrô e as 21h30min estávamos são e salvos em casa!
Realmente não existem palavras para expressar a felicidade em completar essa travessia, nunca havia acampado, e nem feito percursos que demorassem mais de dois dias, tive experiências fantásticas, como o valor da amizade, humildades, simplicidade, amor ao próximo e esperança sempre! Aprendi também a jamais esquecer um mapa, uma bússola, fogareiro, isolante térmico e um saco de dormir, outra coisa importante foi o aprendizado sobre os calçados, no meu caso eu usei uma bota bico de aço do meu trampo hehe, achei que seria ótimo, na verdade foi um desastre, essa bota come o dedinho, aprendi também a JAMAIS molhar o calçado, o ideal é levar uma bota própria p/ treeking e nas travessias de rios uma sandália.
Levar muito repelente achava que os borrachudos não seriam problema, engano o meu, levei aproximadamente 82 duas picadas somente nas pernas, acredite eu contei!
Está tudo inchado ainda, é difícil até caminhar kkk...

Mas no geral não há valor no mundo que pague o que eu vivenciei.
Desculpem-me o texto longo, os erros gramaticais de concordância, gírias e etc. Quis apenas passar em detalhes o ocorrido, mesmo assim muita coisa ainda ficou de fora, mas acredito que o mais importante eu mencionei.

Abraços amigos, até a próxima, que será em breve se Deus quiser!

XD

Segue alguma fotinhos;

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Após pegar agua no riacho, demontamos acampamento e seguimos para a Evangelista de Souza.


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Estação Evangelista de Souza


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Foto tirada no interior de um vagão principal, que estava abandonado.


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Locomotivas abandonadas.


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Seguindo nos trilhos.

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Túnel 27 o primeiro deles.

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Final da travessia pelo túnel 25 se não me engando são 200 mt de túnel com escurião total XD

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O último túnel antes do início da trilha

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Pontilhão show de bola, ideal para rapel.

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Patrik e Vinicius curtindo o visual em um dos pontilhões

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Início da trilha.

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Anoitecer na confluência dos rios Capivari e Branquinho, nosso 2º acampamento.

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6 da matina, a lua e o sol dividem espaço no céu, em terra firme tomavamos coragem para atravessia do rio.

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Curva do rio, continuação da trilha na outra margem.


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Aldeia Guarani em Itanhaém

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Travessia do rio Branco de uma aldeia para outra, agua calma até o joelho.

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Pose para a foto, certeza!!!

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Fim da área de proteção aos índios.

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Começa a caminhada de 14 km na estrada de terra, sol na cabeça e um mar de bananas ao lado.

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Mar de bananeiras.

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O famoso bar do "Zé Pretinho, jagunço nato kkk"

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Ponte sobre o rio Branco, aqui os borrachudos acabaram comigo, 82 picadas só nas pernas!

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Sede do Paque Estadual Serra do Mar núcleo Curucutu em Itanhaém.

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Por do Sol lindo no final do rio Branco.

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Eu, Patrik e Vinicius.

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Nosso transporte até o metrô Jabaquara!

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Já na linha verde do metrô, restavam lembranças e as fotos.
Editado pela última vez por Jefferson Zanandréa em 23 Nov 2011, 19:10, em um total de 2 vezes.

#634993 por Otávio Luiz
21 Set 2011, 09:07
Parabéns, bela pernada!!!

Jefferson Zanandréa escreveu:............... Aprendi também a jamais esquecer um mapa, uma bússola, fogareiro, isolante térmico e um saco de dormir................


E a lanterna também, né? Fazer triha a noite sem lanterna... ::putz:: ::putz:: ::putz::
#635264 por Jefferson Zanandréa
21 Set 2011, 21:53
Otávio/ Massa,

Obrigado pelos parabéns, realmente a travessia foi cansativa, ainda mais nos seus 14 km finais pela estrada de terra!
Vacilei mesmo no caso da lanterna ::prestessao:: , graças a Deus eu tinha uma lanterninha mixuruca hehe...

Mais é erro de principiante, as quedas fazem com que nos levantemos com mais força e dedicação!

Não vejo a hora de realizar outr.

Mais uma vez obrigado!

::hahaha::
#780610 por Jefferson Zanandréa
21 Nov 2012, 23:12
Fabiovale escreveu:E ae Jefferson!! Parabens pelo relato, muito bom e a trilha parece ser muito loca!

Vou fazer ela com dois amigos no feriado do dia 2 de Novembro!! Alguem ta afim de acompanhar?

Abraços


Obrigado amigo! Eaee fez a trip? Conta pra gente como q foi depois. Abração!
#781961 por Jefferson Zanandréa
26 Nov 2012, 19:10
Fabiovale escreveu:Fala Jefferson!!

Acabamos desistindo pois a previsão era de chuva no fim de semana inteiro. Como ninguem conhecia a trilha, seria perigoso e desistimos.
De fato, acabei indo para paranapiacaba e tava uma neblina forte, acho que a cidade chegou a ficar com 10 metros de visibilidade algumas horas kkkk


Então Fábio, eu irei repetir essa trip agora no começo de Janeiro! Se vc não fizer até lá pode vir conosco!

Me adiciona no Face depois => Jefferson Zanandréa
#784121 por Fabiovale
03 Dez 2012, 12:45
Opa! Legal Jefferson!!

Vou entrar de férias em Janiero, vou viajar, provavelmente, no dia 9. Se você for fazer a viagem antes, pode me chamar que eu to doido pra conhecer!
Aqui do trabalho não tenho acesso ao face, mas quando der eu te adciono sim! Pode me procurar lá. Fábio Vale, não sei se vai ser fácil achar. A foto é com uma roupa de mergulho!!

Valeu ! Abraços
#790024 por gvogetta
25 Dez 2012, 22:28
Olá Jefferson!


Belo relato e ótimas fotos (tirando as poses da marmanjada... hehe :mrgreen: )

Essas caminhadas em áreas cortadas por ferrovias são sempre muito inspiradoras. Parabéns!

Abraço!
#806995 por Jefferson Zanandréa
11 Fev 2013, 12:55
gvogetta escreveu:Olá Jefferson!


Belo relato e ótimas fotos (tirando as poses da marmanjada... hehe :mrgreen: )

Essas caminhadas em áreas cortadas por ferrovias são sempre muito inspiradoras. Parabéns!

Abraço!


gvogetta, obrigado amigo!

Foi a minha primeira travessia, e apenas minha segunda trip.
Fomos na raça, com a cara e a coragem e obviamente com a falta de experiência tbm. Não aconselho a ngm fazer essa travessia de primeira, pois, é um lugar remoto e perigoso. Fui irresponsável na época e pouco me atentei aos riscos, não me arrependo. Mas serve de lição, e p/ ser sincero q lição!!! Foi a trip em que mais aprendi sobre o q se levar em uma trip, a como se preparar previamente e etc...

O lugar é fantástico e o contraste entre construções antigas e a serra do mar é perfeito.

Forte abraço amigo, namastê.
#1015314 por Igor Romsom
26 Out 2014, 18:13
Que role! Massa as fotos e o relato. Sempre pensei em caminhar por essa regiao e valeu como motivacao. Uma vez fui pescar num local no meio desse mar de bananas. Foi massa e tinha bastante cobra. Valew por compartir a historia. Abraco
#1079102 por gi_soares
16 Abr 2015, 17:13
Nossa fiz essa trilha tb, acho que em 2008 ou 2009 com um grupo de 26 pessoas, sendo 5 canadenses, 1 soldado do exército, 3 guias, nossa professora da faculdade e o resto eram alunos dela.
Fizemos em 1 dia só, saímos de Eng. Marsilac as 06:00h e chegamos no hotel no centro de Itanhaém as 22:30h.
Pretendíamos terminar a trilha durante o dia, mas como uma pessoa do nosso grupo se machucou, acabou que atrasou tudo, e imagina um grupo enorme desse, no cair da noite sendo iluminado sob a luz da lua, e 3 lanterninhas mixurucas. Foi punk!
Um desgaste físico enorme, mas a emoção de cruzar o rio Branquinho e o Capivari Monos foi muito grande.
Ahhh mesmo com repelente, blusa de manga comprida e calça fiquei completamente cheia de picadas. Demorou um tempão pra sair.
Mesmo não sentindo muito minhas pernas nos 14 dias seguintes, tipo faria essa trilha de novo, com certeza... ::otemo::

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