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Olá viajante!

Bora viajar?

Ciririca, 10 anos depois

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Primeiro, vou explicar o título do tópico.

Pratico montanhismo a algum tempo, comecei frequentando a região do Marumbi e Itupava. Ali era meu quintal de casa, quase todo fds estava por lá.

Depois de algum tempo descobrimos o Pico Paraná, e mudamos o roteiro. Neste tempo o Dilson não estava na fazenda ainda, e fomos conhecendo a região aos poucos.

Mas eu já não ia com tanta frequencia, os compromissos familiares e de trabalho cada vez me tomavam mais tempo...

Nestas incursões pela serra do Ibitiraquire sempre fiquei intrigado com uma certa montanha que tinha duas "antenas" no topo. Montanha distante, que não eu sabia nem o caminho.

Com o tempo fui descobrindo coisas sobre esta montanha, seu nome, o porque das "antenas" (que na verdade são placas refletivas de sinal de microondas) e relatos do povo que ia até lá. Minha vontade aumentava cada vez mais. Como só sabia o caminho p/ o PP, cada vez que ia pra lá ficava admirando aquela montanha distante, pensando quando finalmente iria conhecê-la.

O tempo passou e acabei deixando de lado as montanhas, por pura falta de tempo e compania. Até conhecer os Montanhistas de Cristo (AMC).

Comecei a frequentar as reuniões e fazer ataques a montanhas próximas, até que fomos p/ o Tucum. Eu já sabia que o caminho p/ o Ciririca era o mesmo p/ o Tucum até uma parte, ou seja, eu irira conhecer a chacara da Bolinha, o ponto de saída p/ Camapuã, Tucum, Serro Verde e Ciririca!!!

Na subida do Tucum o que mais fiz foi tirar foto do Ciririca, e perguntar pra galera como era a trilha, as dificuldades, água, etc... eu estava ficando cada vez mais perto da montanha tão sonhada...

 

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Ciririca visto do Camapuã

 

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Ciri e Agudo Cotia vistos do Tucum

 

Então finalmente chegou minha grande chance: a AMC faz todo ano o "Projeto 5 cumes" que consiste em criar cinco equipes e subir no mesmo dia os cinco maiores cumes do Ibitiraquire (PP, Caratuva, Itapiroca, Ferraria e Ciririca). Na mesma hora me escalei p/ a eqipe do Ciririca. Finalmente iria conhecer A montanha...

Mas por causa de compromissos das outras equipes, o projeto 5 cumes não saiu. Mas não me dei por vencido, nossa equipe foi ponta firme e fomos assim mesmo.

O tempo não poderia ter sido melhor, estávamos em pleno inverno e fazia um bom tempo que não chovia. Isso nos ajudou bastante, graças ao tempo extremamente seco pegamos uma trilha bem aberta, com pouco bambuzal p/ atravessar. Aliás este é uma das dificuldades desta trilha, os bambuzais. Levamos sorte...

A trilha começa na chacára da Bolinha, que não é o nome da dona da mesma, e sim de uma de suas cachorras que sempre acompanhava os montanhistas.

Para chegar lá é preciso pegar uma estradinha logo após o primeiro posto de gasolina, depois do posto da Polícia Rodoviária Federal. Este posto da PRF fica logo após a entrada da Estrada da Graciosa, na BR116 sentido PR->SP. Ficou confuso? É assim, passa a Graciosa, a PRF, o posto e logo após tem a estradinha. Aí é só ir até o final, sempre pela principal.

 

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Chácara da Bolinha

 

Da chácara a trilha começa subindo suavemente em direção do Camapuã, atravesando riachos e embrenhando no mato.

Quando a subida aperta um pouco chegamos na bifurcação da trilha Tucum - Ciririca. Até aqui subimos a encosta do Camapuã, agora começamos a descer e direção do Poço das Fadas.

 

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Bifurcação Tucum - Ciririca

 

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Poço das Fadas

 

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Bambus no caminho

 

No Poço das Fadas fizemos uma parada p/ um lanche e descanso. Da bifurcação até aqui descemos, isto quer dizer que agora vamos subir! A esquerda do poço a trilha segue pelo rio, hora pela esquerda, hora pela direita, hora por dentro, sempre subindo. O rio acaba, mas continuamos subindo pelo vale. Depois de um certo tempo (desculpe, mas não marquei os tempos de cada trecho) a subida termina e começamos a descer.

Neste trecho a descida é mais forte, as raizes formam uma escada natural. Vale lembrar que toda trilha é feita por dentro da mata, apenas em algumas janelas é possível ver os contrafortes do Camapuã e Tucum.

 

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Janela na mata

 

E continua a descida... neste trecho tem uma corda p/ ajudar numa descida mais radical, mas nada demais. Estamos descendo pela encosta do Camapuã/Tucum, e no final desta descida chegamos na Cachoeira do Professor.

 

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Cachoeira do Professor

 

Nova pausa p/ descanso e lanche, e depois das fotos e algumas mastigadas voltamos a pernada. Agora começamos a subir novamente. Neste trecho, na volta, demos um perdida. Tem uma bifurcação que p/ quem está indo p/ o Ciri passa desapercebida, mas na volta gera confusão, e agora não lembro se é direita ou esquerda... ::putz::

 

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Trilha

 

A propósito, a trilha é bem definida e tem até algumas fitas de marcação. São poucas bifurcações p/ confundir, mas em alguns trechos é preciso ter um certo conhecimento de trilha p/ achar o caminho. Nas travessias do rio da Cach. do Professor e do Última Chance fique de olho nas fitas.

Voltamos p/ a trilha e encaramos mais uma subida, depois uma descida, sobe de novo e chegamos no Última Chance. Neste ponto se unem as duas trihas que dão acesso ao Ciri, a de baixo (esta que você está acompanhando) e a de cima, que vai pelo cume Do Serro Verde, Luar e Cirizinho. A trilha de cima é acessada tanto pelo Tucum como pelo Itapiroca.

 

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Ultima Chance

 

No Última Chance descansamos, almoçamos e pegamos toda a água que iriamos usar no cume. Em época de seca esta é a última água, caso não esteja na seca logo após o Última Chance tem um pequeno rio. Mas a água do Última Chance me parece melhor, e a distância entre as duas é pequena. Aliás água até aqui não é problema, e não usamos nenhum método de esterelização.

Agora é que o bicho pega!!! Começa a subida do Ciri propriamente dita. Depois de colocar 4 kg a mais na mochila, de subir e descer montanhas por cinco horas chegamos na derradeira subida, e o pior, sem a proteção das árvores e com sol a pino... ::mmm:::mmm:::mmm:

 

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Subindo o Ciririca

 

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O cume láááá em cima

 

Neste trecho descubri a cãibra itinerante: começou na perna direita, depois passou p/ a perna esquerda, votando p/ a perna direita passando pelas costas...

Mas com determinação e sem pressa chegamos!!! 10 anos depois pude ver as placas ao vivo. Levamos 8:00 horas p/ chegar e descobrir pelo GPS do Wilson que a trilha tem quase 7 km, andamos a 1 km/h...

A vista do cume é maravilhosa, o PP a esquerda, a baía de Antonina em frente, os Agudos Lontra/Cotia/Cuíca a direira... mais ao sul a Serra da Graciosa e logo após o Conjunto Marumbi.

 

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Chegamos!!!

 

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PP visto do cume

 

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Agudos

 

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Acampamento

 

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As placas

 

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A noite foi de tempo aberto e muitas estrelas. Sem chuva e sem frio, perfeita.

 

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Por do sol

 

No dia seguinte foi acordar, tomar café e arrumar as coisa p/ voltar. Fizemos a volta em 6:30 hs

Agradeço aos colegas de caminhada Wilson, Sérginho, Demian e Leandro, galera da AMC nota milhão!!!!!!!!!!!!!

 

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Pronto p/ a volta

 

Ah, tivemos também a compania de Tobi, o dog!!! Um simpático cachorro da chácara que nos acompanhou até o cume e pernoitou lá conosco. Ele deve ter ficado muito feliz com a caminhada, pois ganhou várias guloseimas...

 

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Tobi

 

Foi uma grande caminhada, em todos os sentidos. Minha mais longa e difícil trilha tinha sido a do PP, mas o Ciri é mais longe e cansativo.

E o que ficou foi a vontade de voltar lá, mas agora com mais tempo p/ pernoitar duas noites no cume e fazer um ataque ao Agudo Da Cotia, minha nova meta... ::hahaha::

 

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Próxima meta, Agudo da Cotia

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Dá pra começar no Bolinha e terminar no Dilson sim. Eu não conheço o trecho Tucum->Serro Verde->Itapiroca, dizem que é um pouco chato por ser pouco utilizado (perdidos, trilha fechada, etc). É recomendável ter um bom farejador de trilha no grupo...

Acredito que com dois pernoites (três dias) dá pra fazer esse roteiro:

1º dia Bolinha->Camapuã->Tucum->Serro Verde. Dizem que a vista do PP do Serro Verde é a melhor de todas.

2º dia Serro Verde->Itapiroca->A1->A2->PP

3º dia PP->A2->A1->Getúlio->Dilson

O primeiro pernoite pode ser no Tucum, Serro Verde ou Itapiroca, vai depender do horário de saída, disposição da galera, etc...

O segundo pernoite pode ser A1, A2 ou PP, depois a volta.

Bela trip, hein?

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Bah, que saudade da Serra! Quando estivemos no PP pouco deu pra ver. Volltar aí é um projeto! Parabéns por fazer a trip e realizar seu sonho!

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Valeu Cacius!!!

Só existe uma coisa melhor do que sonhar, é transformar o sonho em realidade.

Ando sonhando com Agudo Cotia e os campos do Quiriri... :mrgreen:

Inclusive este fds estive ali pertinho, no Morro do Araçatuba, em Tijucas do Sul.

Mas peguei chuva e nevoeiro, sem visual pro lado do Quiriri... é uma montanha linda e de fácil acesso, apesar dos inúmeros trilhos de vaca que dificultam um pouco a orientação.

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Olá Otávio!

 

Grande relato! Chegou a ser comovente de certa forma para mim já que me identifiquei com sua história, especialmente por também ter ficado um tempão afastado das pernadas mais sérias. Bateu uma saudade daqueles lugares. Faz tempo, muito tempo que não subo até o Cerro Verde, Ciririca e outros ali em volta. Fiz ano passado apenas o PP, coincidentemente quase 10 anos depois de tê-lo subido pela última vez, em 2000, para marcar meu retorno às trilhas depois de quase 10 anos afastado (ainda que não completamente já que alguma coisa leve ainda fazia, muito esporadicamente). Este ano quero fazer o PP novamente, se possível esticando com uma pernada ao Caratuva e/ou Itapiroca, quem sabe até o Cerro Verde, só que desta vez com meu pai, que vai fazer 75 anos em maio (apesar da idade está fisicamente melhor do que eu). Vai ser a comemoração de 18 anos da nossa primeira subida lá juntos!

 

Realmente aquela região do Ibitiraquire é fascinante! Quem for a fim de fazer, recomendo seriamente! Vão querer repetir... Várias vezes! Só espero que peguem tempo bom lá em cima (céu limpo) pois a vista é surpreendente. Creio que em junho seja melhor pela maior possibilidade de pegar tempo claro e sem tanta condensação, pois agora em abril o tempo ainda não firmou bem para montanha aqui no Sul.

 

Tirando o saudosismo de lado, com bem disse o Otávio, melhor que sonhar é realizar o sonho! Pé na trilha moçada!

 

Abraços,

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muito bom o relato, estou pra ir la agora na páscoa! ou ao pp, eu + 2 colegas, estamos decidindo ainda o destino, mas que nos vamos é um fato, hehehe!!!

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Valeu Getúlio e Sono.

Realmente o Ibitiraquire é a cadeia de montanhas mais bela do Paraná, e acredito do Brasil.

E nada como retornar a um lugar tão bonito e grandioso!!! Já estou pensando na próxima... ::otemo::

  • 4 semanas depois...
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Grande Otávio , belo relato !!!

Eu não sabia que a tal fazenda da Bolinha era perto da fazenda do pico do Paraná. Já fui ao pico do Paraná, aliás minha primeira trilha solo.Esta serra é realmente fantástica e me animei a volta lá de novo. As coisas no sul do país são muito mais fáceis do que no sudeste, onde a burocracia para acessar as trilhas chega a ser absurdas. Com 4 dias é possível ir ao Ciririca, dar uma esticada até o Agudo(bonita montanha) e depois fazer a travessia para o mfazenda do Dilso ? Como eu já conhco o Pico do Paraná, poderai deixa-lo de fora no caso do tempo ser curto. Você que conhece a região, pode dar dicas de outras travessia nesta serra. Sabe qual é a carta topografica da região ? Um abraço.

Ps : moro em São Paulo( região de Campinas.).

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Salve Divanei! Com 4 dias por lá dá pra fazer bastante coisa.

Saindo do Bolinha e indo direto pro Ciririca pela "trilha de baixo" (1º noite), no dia seguinte ataca o Agudo da Cotia e volta pro Ciririca (2º noite).

No terceiro dia sai do Ciririca e volta pela "trilha de cima". As duas (de baixo e de cima) se encontram no rio Última Chance, última fonte confiável de água antes do Ciririca, e que fica bem no pé dele.

Esta "trilha de cima" pega-se subindo o Última chance, ao invés de cruzá-lo (trilha de baixo).

A trilha por cima vai pelo cume dos morros Luar, Serro Verde e outro que não lembro o nome... ::putz:: ... do Serro Verde tem uma trilha que vai pro Itapiroca, e de lá pra trilha Dilson-PP.

Ou então entre o Luar e Serro Verde pega-se a trilha pro Tucum, e deste segue-se p/ o Camapuã, "trilha de baixo" e Bolinha.

Esqueci de mencionar, o terceiro pernoite pode ser no Luar ou Serro Verde, ou até no Itapiroca, depende da perna.

Além deste rolê pode-se tentar a perrengosa travessia Ciririca-Graciosa (veja o relato do Jorge Soto aqui no mochileiros). O sentido desta travessia é Ciririca-Agudo Cotia-Graciosa.

Outra travessia legal por lá é a Trilha da Conceição, que começa em Bairro Alto, município de Antonina e vai até a fazenda do Dilson. Tem um relato do Augusto aqui no site também. Com mais tempo emenda uma na outra, fazendo a super-mega travessia Bairro Alto-Dilson (ou Ferraria... :mrgreen: )-Itapiroca-Serro Verde-Ciririca-Agudo-Graciosa!!! ::ahhhh::

Outra seria a Cacatu-Bairro Alto, descendo o leito do rio Cacatu que começa no pé do PP. Essa só ouvi falar...

Sem falar que pode-se ir pro PP, voltar pro Itapiroca, ir pro Ciririca... ou então ir pro Ferraria, pelo Caratuva e Taipabaçu...

Na sua segunda foto você está bem de frente pro Ferraria, e lá embaixo (a direita, sentido leste) fica o Bairro Alto.

Sobre a carta não sei te informar.

Editado por Visitante

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Valeu caro amigo ( otávio)

Com tanta informação , fiquei até tonto, rsrsrsrs.

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Você perguntou, e eu respondi... :mrgreen:

Uma sugestão de pernada de 4 dias/3 noites, boa pra quem vem de carro pois começa e termina no mesmo lugar.

1º dia :arrow: Chegada no Bolinha, rumo ao Ciririca pela trilha de cima, passando pelo Camapuã, Tucum, e pernoite no Luar.

2º dia :arrow: do Luar até o Ciririca. Esta trecho não é muito grande, mas bem desgastante da subida do Ciri. Pode-se mudar o primeiro pernoite pro Tucum e deixar um trecho maior pro segundo dia, depende da hora de chegada, cansaço... mas prefiro a primeira opção. Até porque se chegar cedo no Ciri dá pra curtir lá em cima, subir nas placas, descansar p/ o dia seguinte, etc...

3º dia :arrow: Ataque ao Agudo da Cotia e segundo pernoite no Ciri.

4º dia :arrow: volta ao Bolinha pela trilha de baixo.

Este é meu plano B pro feriado de Corpus Christi... ::otemo::

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