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GR-20 (Pronuncia-se "gérvan") é uma das mais de 100 grandes rotas da Europa (GR em francês grande randonnée ou simplesmente Grande Rota) pela qual se atravessa a ilha da Corsega. Trata-se de um dos mais famosos "hikings" europeus, compreendendo basicamente o percurso de 180 kM entre Calenzana e Conca, podendo ser feito de Norte para Sul ou vice-versa. Nesse "post"vamos descrever a rota mais tradicional, Norte para Sul, executada em 15 dias e pelas variantes de rotas mais tradicionais.

 

O GR-20 é um trilha pelas "rugosas" montanhas da Córsega (Fra li Monti) com subidas e descidas que somam 10.000 m de altitude (maior parte entre 1000 e 2000m) ::mmm: . Com cenários variados que lentamente se alteram entre alta montanha, regiões de praia, passando por florestas pinheiros, estepes e lagos deslumbrantes. O clima acompanha fielmente a altitude, em nossa viagem tivemos amplitudes de 7 a 36 oC (Julho) sem chuvas (nada comum segundo os guias) e com claridade estendida.

 

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As trilhas são bem marcadas por pinturas especificas (listra branca e vermelha ), e a depender da época podem estar bem cheias. Durante a trilha é comum ver animais introduzidos, mas que hoje são selvagens tais como porcos, bois, cavalos e carneiros da montanha. Logicamente existem diversos lagartos, besouros, formigas enormes e abelhas de povoam os arbustos floridos e com aromas variados.

 

Outra característica interessante é a existência de algumas estruturas de apoio nas áreas permitidas para "camping" ou "bergeries"(rusticas fazendas com habitações não perenes e comercializam seu produtos), tais como "banheiros" e duchas rusticas, venda de mantimentos e refúgios limitados. Boa parte dos mantimento são de produtos locais manufaturados como Copas, salames, linguiças, queijos, pão e vinho...muito vinho...e mais vinho... e lá você constata ser verdade que na França qualquer vinho e queijo são ótimos, ou talvez seja o tempero da fome! Com esses pontos de apoio é possível aliviar um bom peso das mochilas, mas recomendo mantimentos e barracas para empecilhos, mudanças de rotas ou horários de chegada nos "campings".

 

Nosso planejamento foi baseado em relatos da internet, paginas do governo francês e livros como "GR20 - CORSICA - The High-Level Route" da Ed. Cicerone e autoria de Paddy Dillon ( http://www.amazon.com/gp/product/1852844779/ref=pd_lpo_k2_dp_sr_1/191-0344529-0355035?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&pf_rd_s=lpo-top-stripe-1&pf_rd_r=0BKV032JX74X56QXSNP3&pf_rd_t=201&pf_rd_p=1278548962&pf_rd_i=1873756984 ) comprado na Amazon por menos de 20 dolares.

 

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Na sequencia cada post vai compreender um dia da trilha, tendo os mapas topográficos, de satélite, perfil de altitude e arquivos para GPS do trajeto em questão.

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Para visualizar adequadamente os mapas coletados pelo GPS é necessário instalar o pacote topográfico da Córsega, alem de ser muito útil caso você leve um GPS e queira fazer planos e rotas alternativas.

 

Devido o tamanho não pode ser anexado no post, então segue o link (download gratuito) http://www.ourfootprints.de/gps/mapsource-korsika_e.html O mapa apresenta diversos pontos e curvas de nível (20m), alem de ter a trilha no mapa base. Utilizei para registros um GPS Garmin 60csx com Datum WGS84 com boa reprodutibilidade.

 

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Para o dia 1 escolhemos a via de Alta Montanha com dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 12 kM (GPS 12,00 kM)

Ascensão: 1550m (Ponto max. pelo GPD 1573m)

Descida: 235m

Previsão: 7h

 

Mapa Topográfico

 

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Perfil de altitude

 

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Foi um dia composto de 12km, com subidas intensas e constantes desde a cidade de Calenzana (Chegamos até lá de taxi desde Calvi por 39 euros no taxímetro por 14kM, caro mas de BMW e ar-condicionado nos incríveis 36oC) partindo do Camping Gîte d'Étape Municipal (Boa estrutura e banho quente). Vamos de 235 m do camping a 1580m no refugio. O mercado da cidade (Spar) há suprimentos adequados, combustível e mapas.

 

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Primeira parte intensa com forte subida até 700m. Após passa-se a zona protegida por florestas e montanha ate 1250m. Feito esse passo segue-se por floresta com fortes subidas e escalaminhadas e com uma passagem com auxilio de correntes. Em cerca de 1480m há um gramado bom para descanso e o caminho segue com subida e descidas mais suaves.

 

Vista da Trilha

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Entrada da Trilha (Logo Após a capelinha de Santo Antonio)

 

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Marcação da trilha

 

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A Trilha

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Os verdadeiros escaladores de Trilha

 

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O refugio de pode ver visto ao longe, mas o caminho contorna a garganta com um subida no final o que frusta uma pouco os mais afoitos. Trilha bem marcada, segura, mas cansativa e muito calor. Tempo com paradas e fotos (primeiro dia já viu quanta foto) deu algo entorno de 9h, previsto pelo livro de 7 sem paradas. Água quase escassa até o camping.

 

Refugio ao Longe

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Camping (Um dos mais Cheios)

 

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D1-Calenzana- Ref dortu di u Piobbu.gpx

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Para o dia 2 (15-06-2011) escolhemos novamente a via de Alta Montanha com dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 8 kM (GPS 8,1 kM)

Ascensão: 750m (Ponto max. pelo GPS 2044m)

Descida: 1050m

Previsão: 6:30 h

 

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

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Vista do Satelite

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Dia composto por 8km segundo livro, confirmado de perto pelo GPS. A trilha iniciou com uma subida por um bosque até um riacho, de forma agradável e protegido do sol.

 

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Na sequencia iniciou-se uma forte subida até atingirmos os 1900m. Esse platô tem um vista boa do mar e de uma bocca, apesar da subida acentuada e na pedra, a trilha esta bem marcada. Deve- se evitar sair da rota, para não gerar confusão ou arriscar ter de voltar.

 

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Na seqüência sobe-se aos 2020m com passagens expostas e de maior risco, logo após o platô.

 

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A seqüência temos a impressão pelos mapas vendidos de ser uma área mais plana e rápida, grande engano...o caminho nos conduz por sequencias de subidas e descidas intensas e com escalaminhadas até as diversas bocas... com cerca de 2 passagens difíceis (para que esta com mochilões, nesses pontos convem guardar os bastões) ambas nos caminhos entre as "boccas"

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Essa etapa permanece pelos picos e após a segunda bocca o caminho desce para o vale. No caminho passa-se por Boccas até que não aparecem nos mapas...

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A descida é longa e desgastante pela inclinação constante que faz os dedos do pé reclamarem. Após a visualização do refugio, temos ainda um bom caminho e com nova passagem difícil para mochilas devido a altura das passagens. O caminho segue serpenteando e descendo constantemente para o bosque e posterior cruzamento do riacho (primeiro desde a subida até os 1900m).

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Em poucos minutos chega-se ao refugio. Bem localizado boa vista, mas terreno péssimo para camping (terreno de pedras do tamanho de laranjas, algumas barracas de aluguel ficam em estrados de madeira). Preços diferenciados em relação ao primeiro refugio (Para refeição há limite de hora para confirmação), janta de 20€ por 17€... Cerveja Serena de 4€ por 3,5€. Há omelete por 8€ e prato de frios por 9€ (4 salames, 4 copas e 4 fatias de pão). Vinho de 750ml por 8€. Tem ainda alguns itens para venda, poucas opções. Nesse dia temos um por do sol maravilhoso...

 

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D2-Ref dortu di u Piobbu - Ref de Carozzu.gpx

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Dia 3 a via é unica e temos dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 6 kM (GPS 6,1 kM)

Ascensão: 860m (Ponto max. pelo GPS 2044m)

Descida: 710m

Previsão: 5:30 h

 

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

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Vista do Satelite

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Trilha com previsão de 6 km e com marcação do GPS ligeiramente superior. Boa parte da trilha segue alternando entre sol pleno e proteção do relevo. Caminho continua bem marcado, e novamente devendo se ater às marcações e resistir à cortar caminho, pois em muito trechos a continuação da trilha não segue a logica ou ao mais intuitivo.

 

Camping recebendo um Helicóptero - Em muitos é forma de receber gás, mantimentos e levar o lixo gerado...

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O caminho segue numa descida até uma ponte, de cabo de aço, porém segura e estável.

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Logo após começamos a subir de 1270m à cerca de pouco mais que 1900m onde haverá o lago. Subida forte e cansativa passando por pontos de escalaminhada e quase todo em rocha nua sempre margeando cachoeiras e córregos formados pelo gelo derretido. No começo, existem varias corrente para auxiliar a ascensão, apesar de em dias sem chuva ser desnecessárias para os mais experientes.

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Passada essa subida chegasse a um platô com ótima vista da planície litorânea. Lá encontramos o lago. Esse trata-se de fonte de água parada, sendo recomendado uso de filtro. Algumas pessoas nadam...

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Vista do Platô e Lago - Ótimo ponto para descanso e almoço

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Após temos nova subida íngreme e cansativa, mas que permite ser vencida facilmente para quem descansou um pouco no platô. Podendo ter neve ainda no topo.

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Em seguida temos uma descida pela encosta com cerca de dois pontos difíceis de passagem, desprotegidos, seguindo então para nova ascensão até a um segunda e última bocca desse dia. A parte final, que se trata de uma descida íngreme com vista do hotel, que gera expectativas e ajuda a tornar ingrata a descida com um sentimento de nunca chegar ao refugio. Bem, refugio que na verdade é uma estação esqui, que tem hotel e acesso por carro. Então a subida até a bocca mencionada é um tipo caminho para famílias.

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Descida - Repare na criança de coleira, parecia a "mulher aranha" de tanto que pulava...

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O refugio-estação de esqui não serve refeição, mas tem boa estrutura de mesa, panelas, pratos e talheres. Conta com 4 bocas de fogão para cozinhar. Há uma loja bem abastecida que vende de supercola a leite condensado, e de fruta a tênis. Comprar comida para 2 para dois dias, copa, queijo etc não custa o valor de 2 refeiçoes na trilha. Vinho custa 10€ e o refugio é bem grande com 2 beliches por quarto. Banho frio, mas com vaso sanitário. Nessa viagem ponderamos basicamente meio a meio refúgios e barraca. Finalmente desistimos da água, gatorade e barrinhas... Entramos definitivamente no vinho, queijo, copa e salame...

D3-Ref de Carozzu - Haut Asco.gpx

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Dia 4, atualmente a via é unica e temos dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 9 kM (GPS 8,3 kM)

Ascensão: 1000m (Ponto max. pelo GPS 2044m)

Descida: 1000m

Previsão: 6:30 h

 

Mapa Topográfico

 

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Perfil de altitude

 

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Vista do Satelite

 

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Terreno muito montanhoso, com vários boulders e muitos trechos de corrente íngremes, que acredito alteraram as medições do GPS. Esse dia começa com muita expectativa e torcida por ótimo tempo, primeiro pois esse é o dia do famoso Cirque de la Solitude a passagem mais difícil de todo o trajeto (alguns fazem no sentido contrario para reduzir o desafio) onde qualquer chuva inviabiliza a passagem. A trilha começa com leve subida por um bosque, seguido por campo agradável onde há a pista de esqui rumando até um lago com água corrente logo após um antigo camping que pegou fogo (marcas ainda pode ser vistas).

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Nesse ponto, inicia-se a subida que da entrada no Cirque de la Solitude. Subida íngreme, com pontos de neve, mas todos protegidos. Na entrada do Cirque, começam as correntes do passo até vários metros abaixo. Nesse ponto deve guardar os bastões, manter tudo na mochila de forma equilibrada pois na descida há trechos onde a corrente e o único apoio. Devido a dificuldade e ao fluxo de passagem por ambos os lados, pode haver pequenos engarrafamentos, devendo re-dobrar a atenção e em alguns pontos é melhor usar as correntes como rapel.

 

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Terminado o trecho de descida com as correntes, temos forte descidas por vários boulders e passagens dificultadas pelas mochilas grandes. No fundo do vale há sombra e água corrente.

 

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Após o descanso e um rápido almoço nos preparamos para outra longa subida que logo se inicia com uma escada metálica, seguida de 2 longos trechos de subida. Nesse ponto a escada esta mais pelo psicológico do que utilidade.

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Passado a escada temos uma longa subida pesada, com correntes em trechos de pedra lisa.

 

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Finalmente vencido o Cirque, temos uma longa descida até o vale com quase todo o trecho até o refugio em pedra nua. O refugio de longe aparenta ser bonito, mas de perto o camping é terrível e pedregoso demais.

 

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Decidimos seguir até o Albergue U Vallone, com leve descida, fácil e sempre beirando o rio com varias piscinas naturais e cascatas. O camping é ótimo com áreas floridas e gramadas (fotos ficaram pro dia seguinte). O camping tem um um tanque de pedra que acaba virando ponto de encontro. Temos aqui o primeiro banho quente (Nós como bons brasileiros com banhos diários e lavar roupa todo dia, isso é fantástico). O restaurante tem uma cozinha boa e cerveja especial. Há bons suprimentos para venda.O pessoal do camping é atencioso. Aqui vale dizer que após quatro dias podemos definir a famosa sopa corsa: sopa rala ou grossa, com ou sem carne, podendo ter macarrão ou não e com o único vegetal que tem na dispensa.

D4- Haut Asco - Alberge U Vallone.gpx

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Dia 5 apresenta também via unica, e temos dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 15 kM (GPS 12,9 kM**)

Ascensão: 850m (Ponto max. pelo GPS 1964m)

Descida: 870m

Previsão: 6:00 h

 

Mapa Topográfico

 

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Perfil de altitude

 

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Vista do Satelite

 

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Esse dia temos de começar explicando a diferença do previsto para o GPS, que aconteceu devido a uma rota alternativa (um atalho) que tomamos conforme pode ser visto no mapa topográfico (trilha original é a rota pontilhada). Há tb a diferença devido a preferirmos manter em um trilha no outra margem do rio após o atalho para ver de perto algumas ruínas de Bergeries.

 

A parte cortado pelo atalho, trata-se do acesso ao Refuge de Ciottulu de I Mori que estaria em a altitude pouco acima (1991m) e que vemos a nossa direita. A grande maioria das pessoas ficam nesse refugio, mas achamos que o dia não seria produtivo sem contar a possibilidade de pegar menos pessoas nas trilha e poder sair em horários mais interessantes. Normalmente acordávamos 6:00h e saímos 7:00/7:30h, é comum vc ver pessoas saindo 3:00h!!! Muita gente faz a trilha correndo ou "catando cavaco como kamikazes" e sem parar para aproveitar, a essa altura eramos uns dos poucos sem quedas e nenhum machucado (Incrível como a grande maioria tinha os joelhos e canelas ralados).

 

Nesse dia, após conversar com algumas pessoas (confirmado posteriormente lendo foruns na net) chegamos a conclusão que a diferença dos horários previstos no livro e alguns mapas, comparado para o realizado por nos, não era culpa exclusiva nossa. Os tempos previsto precisam ser adicionados de 15 a 30% a mais.

 

Esse trecho começa com estigma de ser o dia após o pior de todos (passagem pelo Cirque de la solitude), mas para nos não foi o pior sofremos mais com os dias de sol e calor intenso. A saída do camping reforça a boa escolha que fizemos de não ficar no Refuge, alem da beleza matinal encantar e dar vontade de passar o dia todo por lá "jacarezando", temos a vantagem de largar na frente dos grupos.

 

Vista da sede do Auberge U Vallone (Na verdade é um camping apenas)

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Tinha trilheiro profissional que ficou "jacarezando"...

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O dia começa com um trilha por bosques com leve subida, sempre protegida do sol e com ótima vista. Terminada a floresta inicia-se um subida intensa, mas protegida do sol e com vários trechos de escalaminhada até chegar na bocca de passagem onde temos ventos fortes e o sol muito intenso na garganta.

 

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Vencida a garganta, como já mencionamos optamos pela rota alternativa e pular o próximo refugio que ficou o tempo todo a nossa direita. Tendo feito a nova rota, fico claro que nao perdemos nenhuma paisagem, e sim ganhamos uma trilha livre e com a possibilidade de ver de perto as ruínas de construções tipo "bergeries".

 

Descida do Atalho e Refugio "by-passado"

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Ruinas...

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Apesar do sol forte e caminho sem proteção, seguimos um lindo vale com terreno mais plano, gramado e com muitas cachoeiras (águas de geleiras). Retornamos a descida por pedra agora com o rio a direita e com relevo de mais obstáculos, mas ainda na rota alternativa (a rota principal fica na outa margem do rio). O sol permanece muito forte, obrigando a paradas para aproveitar a sombra. Nesse trecho há interligação de vários trajetos menores, deixando a trilha meio conturbadas. Passando uma segunda ponte, tem os pontos das "bergeries", que ainda estavam fechada devido ao início da estação. Essa área tem acesso por diversas trilhas que partem de estradas próximas da região.

 

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Na sequência, seguimos para trechos de bosque mais planos e úmido, e com muitos porcos selvagens. O caminho para o hotel tem de ser corretamente seguido, pois há intermináveis outras trilhas se cruzando devido ao trecho final ser próximo a uma estrada e vilarejo. O dia foi muito agradável e com poucas pessoas na trilha na maior parte do caminho. Chegando ao refugio (outra estação de esqui com hotel de luxo) tivemos a ótima surpresa de uma área de camping muito boa, gramada, com cozinha bem equipada, banho quente e loja de suprimentos sortidos e com preços bons comparados aos refúgios. Única atenção é quanto ao horário de funcionamento da loja (8 as 19h). Ótimos banheiros, com água quente e amplos. Lá comemos um dos melhores pães da estadia na França.

 

Lá novamente vimos o helicóptero que vinha de um resgate.

D5- Alberge U Vallone - Hotel Castel de Vergio.gpx

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Parabéns Eduardo!

 

Exclente relato, detalhado e com fotos e roteiro!

 

Fez com tranquilidade uma dos mais famosos roteiros de trekking do mundo. Pelo visto a trilha tem vários trechos puxados e difíceis, no mínimo cansativos.

 

Qual foi o peso máximo que levaram na mochila? Que barraca levaram?

 

Vc menciona que foi no início da estação. isto deve significar março, abril ou maio, não?

 

Abraços, peter

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      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc)
      Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia
      Transporte: €147 - média de €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
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      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées

      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por stellerocio
      Em julho do ano que vem irei à Paris fazer um curso. Gostaria de aproveitar e tirar uma semana de férias na praia e estou pensando em ir ou em um road trip pela Provença e Côte d'Azur ou para a Costa Amalfitana, sobretudo Capri. 
      Qual destino vocês sugerem? Pensando em preços, atrações, melhores praias e etc. 
      Ainda não conheço a Itália, então essa seria a primeira vez no país. 
    • Por gabriela souza p
      Estou organizando uma viagem para Europa em setembro de 2019, com mais uma amiga.
      A ideia é irmos de Porto Alegre para Paris em 05/09, ficarmos até 10/09, de lá irmos para Grécia (Atenas), na grécia vamos para Mykonos e Santorini, sairemos de lá dia 18/09, por atenas.
      Não sabemos se seria viável ficar mais uns dias na grécia e conhecer outras ilhas ou ir direto para Itália ou outro país, pois a passagem da grécia para Poa é cara.
      Queremos dicas de destinos para ir depois da grécia, voltaremos para Poa em 28/09. 
      Então, em suma, a ideia seria
      Paris 
      Atenas
      Mykonos
      Santorini 
      (acrescentar outras ilhas??)
      Roma
      (sugestão de lugares para conhecer? somos mais da natureza do que da parte mais histórica, embora também gostemos).
      Pensamos em ir para outro país também, saíra mais barato do que sair de atenas para poa.
       
      Estamos projetando R$ 6.000,00 para passagens de todo roteiro.
      R$ 8.000,00 para estadia, alimentação e demais despesas.
      Seria suficiente o valor?
      Iremos de mochila, sabem se posso levar sempre como bagagem de mão? mochila de 50/80 litros.
       
      Aguardo dicas, é a primeira viagem para Europa.
       
       
       
       
    • Por Jonatas Elias
      Olá pessoal! Deixo aqui o relato da viagem que fiz com minha mãe em fevereiro de 2019. É o primeiro relato de viagem que escrevo, então já peço desculpas se algo ficar repetivivo ou não tiver detalhes. Vou escrever por partes, conforme a sequência da viagem. Let's go.
      Dia 1: apresentação e embarque
      Certo dia minha mãe (mamis) me revelou que tinha vontade de conhecer Paris e Roma. Ela não sabia explicar o porquê dessas duas cidades e não outras. Com bom viajante, compreendo perfeitamente essa vontade, imagino que vocês tb já quiseram visitar um lugar sem saber por que, apenas ir e pronto! Como ela não tem condições físicas nem financeiras de ir sozinha, decidi que a levaria para sua primeira viagem internacional e longa.
      Com essas duas cidades em mente, a primeira coisa que eu fiz foi comprar a passagem aérea (não recomendo fazer isso rsrs, mas eu tenho uma enorme dificuldade em planejar uma viagem, se não tiver as passagens compradas era como se não tivesse certeza de que ia viajar, aí imagino que estaria planejando a toa, aí não planejaria nada e acabaria não viajando). Com várias dúvidas ainda, recorri ao mochileiros, blogs de viagens, youtube etc. Coisas como onde se hospedar, o que ver e fazer, como se locomover, quanto tempo ficar etc.
      Como eu queria que mamis tivesse uma boa experiência ainda no voo de ida, optei pelas cias mais tradicionais, com boa avaliação dos usuários e que não tivessem históricos de transtornos, como perda de bagagens, atrasos etc. Nesse sentido, a melhor opção seria voar AirFrance, com a vantagem do voo direto até Paris. Comprei a passagem de SP até Roma com stopover de uma semana em Paris. Pra felicidade geral da nação, a KLM faz parte do mesmo grupo da AirFrance, então na volta podemos aproveitar outro stopover, desta vez em Amsterdam. Financeiramente a passagem saiu mais cara do que se fossêmos por outra cia, mas nessa hora o emocional ganhou do racional e comprei mesmo assim. A vantagem foi que os voos internos (de Paris a Roma e de Roma a Amsterdam) estavam inclusos e com bagagem, assim não precisei me preocupar em pesquisar voos com as low cost e gastar ainda mais pra incluir bagagem (uso isso como conforto mental pra justificar pagar a mais rs). Se eu fosse sozinho provavelmente não faria isso, mas como queria que mamis tivesse uma boa experiência valeu a pena. Outra coisa que pesou na escolha da cia foi o fato de ser a primeira viagem internacional de mamis, e também a primeira viagem longa de avião. Confesso que fiquei preocupado quanto a isso, pois o máximo que ela tinha voado antes eram 3h, e pegar um voo de quase 11h assim pode assustar um pouco. Graças a Deus ela não teve nenhum medo nem receio.

      Dona Sonia (mamis) no Aeroporto de Guarulhos, momentos antes de embarcar no Boeing 777-200 da AirFrance (ao fundo), rumo a Paris.
      Também foi a primeira vez dela em um avião grande, e a primeira palavra dela ao entrar no avião: "- Que lindo!". Imaginem a minha emoção rs!
      O voo trancorreu sem problemas. Pegamos turbulência na travessia do Atlântico, mas nada que assustasse. Mamis conseguiu dormir bem.
      A AirFrance não foge do padrão da econômica (serviço de bordo, sistema de entretenimento, espaço para as pernas e reclinação das poltronas, além dos clássicos travesseiros, cobertores e fone de ouvido), mas tem alguns "mimos" que poucas cias oferecem, como máscara de dormir e lenço umedecido para higienizar a mão antes da refeição. O grande destaque fica para a cordialidade das comissárias e, claro, o champagne que é servido como welcome drink, mesmo na econômica.

      Champagne servido no voo da AirFrance. 
      Pelas passagens, paguei R$ 3.189,58 por pessoa, comprada em junho/2018 para embarque no dia 01/fevereiro/2019. Em dólares, saiu por U$ 717,00. 
      Em julho fechei o seguro viagem com a Mondial/Allianz, que custou R$ 302,24 por pessoa (era mais caro, lembro que usei um cupon de desconto). Graças a Deus não precisamos de atendimento na Europa, então não tem como avaliar o seguro.


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