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GR-20 (Pronuncia-se "gérvan") é uma das mais de 100 grandes rotas da Europa (GR em francês grande randonnée ou simplesmente Grande Rota) pela qual se atravessa a ilha da Corsega. Trata-se de um dos mais famosos "hikings" europeus, compreendendo basicamente o percurso de 180 kM entre Calenzana e Conca, podendo ser feito de Norte para Sul ou vice-versa. Nesse "post"vamos descrever a rota mais tradicional, Norte para Sul, executada em 15 dias e pelas variantes de rotas mais tradicionais.

 

O GR-20 é um trilha pelas "rugosas" montanhas da Córsega (Fra li Monti) com subidas e descidas que somam 10.000 m de altitude (maior parte entre 1000 e 2000m) ::mmm: . Com cenários variados que lentamente se alteram entre alta montanha, regiões de praia, passando por florestas pinheiros, estepes e lagos deslumbrantes. O clima acompanha fielmente a altitude, em nossa viagem tivemos amplitudes de 7 a 36 oC (Julho) sem chuvas (nada comum segundo os guias) e com claridade estendida.

 

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As trilhas são bem marcadas por pinturas especificas (listra branca e vermelha ), e a depender da época podem estar bem cheias. Durante a trilha é comum ver animais introduzidos, mas que hoje são selvagens tais como porcos, bois, cavalos e carneiros da montanha. Logicamente existem diversos lagartos, besouros, formigas enormes e abelhas de povoam os arbustos floridos e com aromas variados.

 

Outra característica interessante é a existência de algumas estruturas de apoio nas áreas permitidas para "camping" ou "bergeries"(rusticas fazendas com habitações não perenes e comercializam seu produtos), tais como "banheiros" e duchas rusticas, venda de mantimentos e refúgios limitados. Boa parte dos mantimento são de produtos locais manufaturados como Copas, salames, linguiças, queijos, pão e vinho...muito vinho...e mais vinho... e lá você constata ser verdade que na França qualquer vinho e queijo são ótimos, ou talvez seja o tempero da fome! Com esses pontos de apoio é possível aliviar um bom peso das mochilas, mas recomendo mantimentos e barracas para empecilhos, mudanças de rotas ou horários de chegada nos "campings".

 

Nosso planejamento foi baseado em relatos da internet, paginas do governo francês e livros como "GR20 - CORSICA - The High-Level Route" da Ed. Cicerone e autoria de Paddy Dillon ( http://www.amazon.com/gp/product/1852844779/ref=pd_lpo_k2_dp_sr_1/191-0344529-0355035?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&pf_rd_s=lpo-top-stripe-1&pf_rd_r=0BKV032JX74X56QXSNP3&pf_rd_t=201&pf_rd_p=1278548962&pf_rd_i=1873756984 ) comprado na Amazon por menos de 20 dolares.

 

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Na sequencia cada post vai compreender um dia da trilha, tendo os mapas topográficos, de satélite, perfil de altitude e arquivos para GPS do trajeto em questão.

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Para visualizar adequadamente os mapas coletados pelo GPS é necessário instalar o pacote topográfico da Córsega, alem de ser muito útil caso você leve um GPS e queira fazer planos e rotas alternativas.

 

Devido o tamanho não pode ser anexado no post, então segue o link (download gratuito) http://www.ourfootprints.de/gps/mapsource-korsika_e.html O mapa apresenta diversos pontos e curvas de nível (20m), alem de ter a trilha no mapa base. Utilizei para registros um GPS Garmin 60csx com Datum WGS84 com boa reprodutibilidade.

 

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Para o dia 1 escolhemos a via de Alta Montanha com dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 12 kM (GPS 12,00 kM)

Ascensão: 1550m (Ponto max. pelo GPD 1573m)

Descida: 235m

Previsão: 7h

 

Mapa Topográfico

 

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Perfil de altitude

 

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Foi um dia composto de 12km, com subidas intensas e constantes desde a cidade de Calenzana (Chegamos até lá de taxi desde Calvi por 39 euros no taxímetro por 14kM, caro mas de BMW e ar-condicionado nos incríveis 36oC) partindo do Camping Gîte d'Étape Municipal (Boa estrutura e banho quente). Vamos de 235 m do camping a 1580m no refugio. O mercado da cidade (Spar) há suprimentos adequados, combustível e mapas.

 

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Primeira parte intensa com forte subida até 700m. Após passa-se a zona protegida por florestas e montanha ate 1250m. Feito esse passo segue-se por floresta com fortes subidas e escalaminhadas e com uma passagem com auxilio de correntes. Em cerca de 1480m há um gramado bom para descanso e o caminho segue com subida e descidas mais suaves.

 

Vista da Trilha

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Entrada da Trilha (Logo Após a capelinha de Santo Antonio)

 

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Marcação da trilha

 

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A Trilha

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Os verdadeiros escaladores de Trilha

 

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O refugio de pode ver visto ao longe, mas o caminho contorna a garganta com um subida no final o que frusta uma pouco os mais afoitos. Trilha bem marcada, segura, mas cansativa e muito calor. Tempo com paradas e fotos (primeiro dia já viu quanta foto) deu algo entorno de 9h, previsto pelo livro de 7 sem paradas. Água quase escassa até o camping.

 

Refugio ao Longe

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Camping (Um dos mais Cheios)

 

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D1-Calenzana- Ref dortu di u Piobbu.gpx

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Para o dia 2 (15-06-2011) escolhemos novamente a via de Alta Montanha com dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 8 kM (GPS 8,1 kM)

Ascensão: 750m (Ponto max. pelo GPS 2044m)

Descida: 1050m

Previsão: 6:30 h

 

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

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Vista do Satelite

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Dia composto por 8km segundo livro, confirmado de perto pelo GPS. A trilha iniciou com uma subida por um bosque até um riacho, de forma agradável e protegido do sol.

 

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Na sequencia iniciou-se uma forte subida até atingirmos os 1900m. Esse platô tem um vista boa do mar e de uma bocca, apesar da subida acentuada e na pedra, a trilha esta bem marcada. Deve- se evitar sair da rota, para não gerar confusão ou arriscar ter de voltar.

 

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Na seqüência sobe-se aos 2020m com passagens expostas e de maior risco, logo após o platô.

 

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A seqüência temos a impressão pelos mapas vendidos de ser uma área mais plana e rápida, grande engano...o caminho nos conduz por sequencias de subidas e descidas intensas e com escalaminhadas até as diversas bocas... com cerca de 2 passagens difíceis (para que esta com mochilões, nesses pontos convem guardar os bastões) ambas nos caminhos entre as "boccas"

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Essa etapa permanece pelos picos e após a segunda bocca o caminho desce para o vale. No caminho passa-se por Boccas até que não aparecem nos mapas...

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A descida é longa e desgastante pela inclinação constante que faz os dedos do pé reclamarem. Após a visualização do refugio, temos ainda um bom caminho e com nova passagem difícil para mochilas devido a altura das passagens. O caminho segue serpenteando e descendo constantemente para o bosque e posterior cruzamento do riacho (primeiro desde a subida até os 1900m).

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Em poucos minutos chega-se ao refugio. Bem localizado boa vista, mas terreno péssimo para camping (terreno de pedras do tamanho de laranjas, algumas barracas de aluguel ficam em estrados de madeira). Preços diferenciados em relação ao primeiro refugio (Para refeição há limite de hora para confirmação), janta de 20€ por 17€... Cerveja Serena de 4€ por 3,5€. Há omelete por 8€ e prato de frios por 9€ (4 salames, 4 copas e 4 fatias de pão). Vinho de 750ml por 8€. Tem ainda alguns itens para venda, poucas opções. Nesse dia temos um por do sol maravilhoso...

 

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D2-Ref dortu di u Piobbu - Ref de Carozzu.gpx

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Dia 3 a via é unica e temos dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 6 kM (GPS 6,1 kM)

Ascensão: 860m (Ponto max. pelo GPS 2044m)

Descida: 710m

Previsão: 5:30 h

 

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

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Vista do Satelite

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Trilha com previsão de 6 km e com marcação do GPS ligeiramente superior. Boa parte da trilha segue alternando entre sol pleno e proteção do relevo. Caminho continua bem marcado, e novamente devendo se ater às marcações e resistir à cortar caminho, pois em muito trechos a continuação da trilha não segue a logica ou ao mais intuitivo.

 

Camping recebendo um Helicóptero - Em muitos é forma de receber gás, mantimentos e levar o lixo gerado...

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O caminho segue numa descida até uma ponte, de cabo de aço, porém segura e estável.

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Logo após começamos a subir de 1270m à cerca de pouco mais que 1900m onde haverá o lago. Subida forte e cansativa passando por pontos de escalaminhada e quase todo em rocha nua sempre margeando cachoeiras e córregos formados pelo gelo derretido. No começo, existem varias corrente para auxiliar a ascensão, apesar de em dias sem chuva ser desnecessárias para os mais experientes.

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Passada essa subida chegasse a um platô com ótima vista da planície litorânea. Lá encontramos o lago. Esse trata-se de fonte de água parada, sendo recomendado uso de filtro. Algumas pessoas nadam...

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Vista do Platô e Lago - Ótimo ponto para descanso e almoço

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Após temos nova subida íngreme e cansativa, mas que permite ser vencida facilmente para quem descansou um pouco no platô. Podendo ter neve ainda no topo.

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Em seguida temos uma descida pela encosta com cerca de dois pontos difíceis de passagem, desprotegidos, seguindo então para nova ascensão até a um segunda e última bocca desse dia. A parte final, que se trata de uma descida íngreme com vista do hotel, que gera expectativas e ajuda a tornar ingrata a descida com um sentimento de nunca chegar ao refugio. Bem, refugio que na verdade é uma estação esqui, que tem hotel e acesso por carro. Então a subida até a bocca mencionada é um tipo caminho para famílias.

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Descida - Repare na criança de coleira, parecia a "mulher aranha" de tanto que pulava...

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O refugio-estação de esqui não serve refeição, mas tem boa estrutura de mesa, panelas, pratos e talheres. Conta com 4 bocas de fogão para cozinhar. Há uma loja bem abastecida que vende de supercola a leite condensado, e de fruta a tênis. Comprar comida para 2 para dois dias, copa, queijo etc não custa o valor de 2 refeiçoes na trilha. Vinho custa 10€ e o refugio é bem grande com 2 beliches por quarto. Banho frio, mas com vaso sanitário. Nessa viagem ponderamos basicamente meio a meio refúgios e barraca. Finalmente desistimos da água, gatorade e barrinhas... Entramos definitivamente no vinho, queijo, copa e salame...

D3-Ref de Carozzu - Haut Asco.gpx

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Dia 4, atualmente a via é unica e temos dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 9 kM (GPS 8,3 kM)

Ascensão: 1000m (Ponto max. pelo GPS 2044m)

Descida: 1000m

Previsão: 6:30 h

 

Mapa Topográfico

 

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Perfil de altitude

 

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Vista do Satelite

 

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Terreno muito montanhoso, com vários boulders e muitos trechos de corrente íngremes, que acredito alteraram as medições do GPS. Esse dia começa com muita expectativa e torcida por ótimo tempo, primeiro pois esse é o dia do famoso Cirque de la Solitude a passagem mais difícil de todo o trajeto (alguns fazem no sentido contrario para reduzir o desafio) onde qualquer chuva inviabiliza a passagem. A trilha começa com leve subida por um bosque, seguido por campo agradável onde há a pista de esqui rumando até um lago com água corrente logo após um antigo camping que pegou fogo (marcas ainda pode ser vistas).

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Nesse ponto, inicia-se a subida que da entrada no Cirque de la Solitude. Subida íngreme, com pontos de neve, mas todos protegidos. Na entrada do Cirque, começam as correntes do passo até vários metros abaixo. Nesse ponto deve guardar os bastões, manter tudo na mochila de forma equilibrada pois na descida há trechos onde a corrente e o único apoio. Devido a dificuldade e ao fluxo de passagem por ambos os lados, pode haver pequenos engarrafamentos, devendo re-dobrar a atenção e em alguns pontos é melhor usar as correntes como rapel.

 

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Terminado o trecho de descida com as correntes, temos forte descidas por vários boulders e passagens dificultadas pelas mochilas grandes. No fundo do vale há sombra e água corrente.

 

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Após o descanso e um rápido almoço nos preparamos para outra longa subida que logo se inicia com uma escada metálica, seguida de 2 longos trechos de subida. Nesse ponto a escada esta mais pelo psicológico do que utilidade.

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Passado a escada temos uma longa subida pesada, com correntes em trechos de pedra lisa.

 

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Finalmente vencido o Cirque, temos uma longa descida até o vale com quase todo o trecho até o refugio em pedra nua. O refugio de longe aparenta ser bonito, mas de perto o camping é terrível e pedregoso demais.

 

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Decidimos seguir até o Albergue U Vallone, com leve descida, fácil e sempre beirando o rio com varias piscinas naturais e cascatas. O camping é ótimo com áreas floridas e gramadas (fotos ficaram pro dia seguinte). O camping tem um um tanque de pedra que acaba virando ponto de encontro. Temos aqui o primeiro banho quente (Nós como bons brasileiros com banhos diários e lavar roupa todo dia, isso é fantástico). O restaurante tem uma cozinha boa e cerveja especial. Há bons suprimentos para venda.O pessoal do camping é atencioso. Aqui vale dizer que após quatro dias podemos definir a famosa sopa corsa: sopa rala ou grossa, com ou sem carne, podendo ter macarrão ou não e com o único vegetal que tem na dispensa.

D4- Haut Asco - Alberge U Vallone.gpx

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Dia 5 apresenta também via unica, e temos dados de viagem segundo literatura:

 

Distancia: 15 kM (GPS 12,9 kM**)

Ascensão: 850m (Ponto max. pelo GPS 1964m)

Descida: 870m

Previsão: 6:00 h

 

Mapa Topográfico

 

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Perfil de altitude

 

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Vista do Satelite

 

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Esse dia temos de começar explicando a diferença do previsto para o GPS, que aconteceu devido a uma rota alternativa (um atalho) que tomamos conforme pode ser visto no mapa topográfico (trilha original é a rota pontilhada). Há tb a diferença devido a preferirmos manter em um trilha no outra margem do rio após o atalho para ver de perto algumas ruínas de Bergeries.

 

A parte cortado pelo atalho, trata-se do acesso ao Refuge de Ciottulu de I Mori que estaria em a altitude pouco acima (1991m) e que vemos a nossa direita. A grande maioria das pessoas ficam nesse refugio, mas achamos que o dia não seria produtivo sem contar a possibilidade de pegar menos pessoas nas trilha e poder sair em horários mais interessantes. Normalmente acordávamos 6:00h e saímos 7:00/7:30h, é comum vc ver pessoas saindo 3:00h!!! Muita gente faz a trilha correndo ou "catando cavaco como kamikazes" e sem parar para aproveitar, a essa altura eramos uns dos poucos sem quedas e nenhum machucado (Incrível como a grande maioria tinha os joelhos e canelas ralados).

 

Nesse dia, após conversar com algumas pessoas (confirmado posteriormente lendo foruns na net) chegamos a conclusão que a diferença dos horários previstos no livro e alguns mapas, comparado para o realizado por nos, não era culpa exclusiva nossa. Os tempos previsto precisam ser adicionados de 15 a 30% a mais.

 

Esse trecho começa com estigma de ser o dia após o pior de todos (passagem pelo Cirque de la solitude), mas para nos não foi o pior sofremos mais com os dias de sol e calor intenso. A saída do camping reforça a boa escolha que fizemos de não ficar no Refuge, alem da beleza matinal encantar e dar vontade de passar o dia todo por lá "jacarezando", temos a vantagem de largar na frente dos grupos.

 

Vista da sede do Auberge U Vallone (Na verdade é um camping apenas)

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Tinha trilheiro profissional que ficou "jacarezando"...

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O dia começa com um trilha por bosques com leve subida, sempre protegida do sol e com ótima vista. Terminada a floresta inicia-se um subida intensa, mas protegida do sol e com vários trechos de escalaminhada até chegar na bocca de passagem onde temos ventos fortes e o sol muito intenso na garganta.

 

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Vencida a garganta, como já mencionamos optamos pela rota alternativa e pular o próximo refugio que ficou o tempo todo a nossa direita. Tendo feito a nova rota, fico claro que nao perdemos nenhuma paisagem, e sim ganhamos uma trilha livre e com a possibilidade de ver de perto as ruínas de construções tipo "bergeries".

 

Descida do Atalho e Refugio "by-passado"

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Ruinas...

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Apesar do sol forte e caminho sem proteção, seguimos um lindo vale com terreno mais plano, gramado e com muitas cachoeiras (águas de geleiras). Retornamos a descida por pedra agora com o rio a direita e com relevo de mais obstáculos, mas ainda na rota alternativa (a rota principal fica na outa margem do rio). O sol permanece muito forte, obrigando a paradas para aproveitar a sombra. Nesse trecho há interligação de vários trajetos menores, deixando a trilha meio conturbadas. Passando uma segunda ponte, tem os pontos das "bergeries", que ainda estavam fechada devido ao início da estação. Essa área tem acesso por diversas trilhas que partem de estradas próximas da região.

 

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Na sequência, seguimos para trechos de bosque mais planos e úmido, e com muitos porcos selvagens. O caminho para o hotel tem de ser corretamente seguido, pois há intermináveis outras trilhas se cruzando devido ao trecho final ser próximo a uma estrada e vilarejo. O dia foi muito agradável e com poucas pessoas na trilha na maior parte do caminho. Chegando ao refugio (outra estação de esqui com hotel de luxo) tivemos a ótima surpresa de uma área de camping muito boa, gramada, com cozinha bem equipada, banho quente e loja de suprimentos sortidos e com preços bons comparados aos refúgios. Única atenção é quanto ao horário de funcionamento da loja (8 as 19h). Ótimos banheiros, com água quente e amplos. Lá comemos um dos melhores pães da estadia na França.

 

Lá novamente vimos o helicóptero que vinha de um resgate.

D5- Alberge U Vallone - Hotel Castel de Vergio.gpx

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Parabéns Eduardo!

 

Exclente relato, detalhado e com fotos e roteiro!

 

Fez com tranquilidade uma dos mais famosos roteiros de trekking do mundo. Pelo visto a trilha tem vários trechos puxados e difíceis, no mínimo cansativos.

 

Qual foi o peso máximo que levaram na mochila? Que barraca levaram?

 

Vc menciona que foi no início da estação. isto deve significar março, abril ou maio, não?

 

Abraços, peter

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    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Alimentação: €425 - €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches...)
      Atrações turísticas: €233 - €47/dia
      Transporte: €147 - €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um belo banho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées

      Arco do Triunfo
       
      Jantar: Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa, e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, vc escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por f0soare
      Em 02/03 eu e minha esposa saímos para essa que foi o maior tempo seguido que ficamos fora do país. Foram 28 dias corridos de férias que consideramos fantásticas, superando em muito a nossa expectativa.
      O fato de termos ficado com carro alugado durante todo o período contribuiu bastante, já que facilitou muito a logística e permitiu que tivéssemos bastante flexibilidade no roteiro. Este ponto também nos ajudou a economizar bastante, já que o carro acabou virando nossa “segunda casa” e deixávamos sempre mantimentos nele (Como o clima estava bem frio, acabamos fazendo do carro a nossa geladeira, deixando ele sempre abastecido de bebidas e até frios para tomar café da manhã quando o mesmo não estava incluso na diária do Hotel).
      Um breve resumo de nossa viagem:

      ·         8 países visitados: Alemanha, Áustria, Itália (Bônus), República Tcheca, Holanda, Bélgica, França, Luxemburgo (Bônus)
      ·         5.438km percorridos com nosso veículo alugado.
      ·         Média de 11,3km por dia de caminhada (305km no total)
      ·         Utilizamos 39GB de dados em nossa viagem via 3/4G.
       
      Bom, vamos ao que interessa:
       Dia 0: 02/03, sábado de carnaval
      Saímos de casa para Guarulhos. Como o Uber de minha casa até o aeroporto sai em torno de 130 reais ou até mais na época de festas e para ter mais flexibilidade, aluguei um carro na Localiza perto de minha casa para entregar no aeroporto. O aluguel com a tarifa do clube porto ficou R$65,63. Me foi oferecido um Logan Expression c/ ar manual com quase 3mil km rodados, bem novo e limpo.  O processo de entrega no aeroporto foi bem tranquilo e logo o transfer da Localiza nos deixou no terminal 3 de onde partiríamos para Frankfurt.
      Fizemos o check in e como ainda faltava 1 hora para iniciar o embarque, aproveitamos a sala vip da Mastercard Black (acesso gratuito devido ao benefício do cartão). Ela estava bastante cheia, mas deu para petiscar antes de embarcarmos.
      Nossa operadora foi a Latam (Vôo direto, passagem comprada com pontos multiplus ida e volta). O Voo saiu com atraso de quase duas horas devido a chuva, mas isso não atrapalhou em nada nossa programação, já que não havia nada agendado para o Domingo. O voo foi tranquilo e chegamos em Frankfurt por volta das 16hs.
      Dia 1: 03/03 Domingo
      A imigração foi bem tranquila. O aeroporto estava cheio e levamos em torno de 40 minutos para concluir todo o processo. Na imigração, o agente só nos perguntou quantos dias ficaríamos por lá e quando respondi 28 dias, ele me olhou espantado e disse: 28 dias?  Muito bom! Tenham uma ótima viagem!
      O Aeroporto de Frankfurt muito bem sinalizado, mas é bem grande. Andamos bastante para chegar na Alamo e fazer o processo de retirada do veículo. Confesso que me decepcionei um pouco com o processo de check in. Foi bem demorado. Haviam duas pessoas na nossa frente e demoramos em torno de 1hr até sair com o carro. Nosso companheiro de viagem foi um RENAULT CAPTUR BRANCO AT, que já estava com a tarifa de inverno inclusa no preço pago ainda no Brasil. Lá no balcão, para retirar o carro apresentei a carteira de motorista, o PID (Foi solicitado) , cartão de crédito e passaporte. Tivemos que pagar EUR 61,50 referente a taxa de fronteira.
      Antes de sair do aeroporto, ativei o chip da Easysim4u que compramos aqui no Brasil (plano ilimitado de 30 dias). Funcionou muito bem durante praticamente toda viagem. Começou a “ratear” nos dois últimos dias, mas foi uma ótima escolha já sair com o chip do Brasil e em relação ao preço que vi na Alemanha durante a viagem, fizemos a escolha correta.
      Saindo do aeroporto, fomos direto para nosso Hotel em Aschaffenburg. Já nos primeiros quilômetros deu para sentir a qualidade das estradas alemãs. Asfalto e sinalização impecáveis. Em meia hora estávamos no Hotel que ficava há 59km do aeroporto.
      Aqui passamos um certo “sufoco”.  Ao ligar meu smartphone em Frankfurt, saindo do aeroporto e utilizando o Google Maps, o GPS estava doido, sinalizando que eu estava há alguns KMs de distância de onde eu realmente estava e o smartphone da minha esposa sem bateria.. Estávamos “cegos” em uma estrada que não conhecíamos. A sorte é que o carro veio com sistema de navegação (gratuito) e foi o que nos salvou naquele momento. Acabamos usando o GPS do carro durante toda a viagem.... nos ajudou bastante.
      Estava bastante frio (7 graus) naquela noite e também estávamos bem Cansados da viagem. Comemos no McDonalds e fomos para o Hotel dormir cedo. Neste dia dormimos no Hotel Olive Inn, que é bem simples, mas com uma cama confortável.
      Dia 2 - 04/03 Segunda
      Acordamos cedo e fomos ao Schloss Johannisburg mit Schlossanlagen que ainda estava fechado quando chegamos (8hs) e fomos na Stiftsbasilika St. Peter und Alexander, que é uma igreja belíssima. Passamos no mercado (Lidl) para comprar alguns suprimentos e seguimos para Würzburg. Levamos menos de 1hr para chegar. Deixamos o carro em um estacionamento próximo ao centro e visitamos as principais atrações da cidade (Residenz de Würzburg, Catedral de Würzburg, Neumünster, Marienkapelle, Wallfahrtskirche Käppele, etc.). Passeamos as margens do rio Meno que é extremamente limpo e com uma intensa movimentação de barcos. É impressionante como ele é conservado e utilizado a favor da população. Com certeza é um exemplo para todo mundo.


      De lá partimos para Rothenburg ob der Tauber. Chegamos por volta das 16hs e fomos caminhar pela cidade. Que cidade linda! Caminhamos por cima da muralha e pelo centro da cidade. Jantamos no centro histórico e seguimos para o nosso Hotel que ficava ali perto, no lado externo da muralha, o Hotel Rappen Rothenburg ob der Tauber.
       
      Dia 3 - 05/03 Terça
      Tomamos café de manhã no Hotel e voltamos para terminar de conhecer o centro de Rothenburg ob der Tauber. Aqui ocorreu a primeira decepção da viagem: Fomos atrás do que seria o “melhor strudel de maçã do mundo”, mas a Konditorei Pretzel, café que fica na Marktplatz estava fechado tanto na segunda quanto na terça por causa do feriado de carnaval. Então ficamos só na vontade mesmo... Mas deu para conhecer a Kathe Wohlfahrt que é uma belíssima loja de enfeite de natal. A loja é imensa e do lado de fora não parece que é tão grande e tem tanta coisa para vender lá dentro...
      Depois seguimos viagem para Dinkelsbühl. Deixamos o carro no estacionamento P2 e caminhamos pela cidade. A cidade é linda e rende belas fotos. O centro é bem pequeno e aqui fica o destaque para a catedral de São Jorge.

      De lá seguimos para nosso hotel que ficava próximo a Baden Baden. O Hotel Kloster Maria Hilf Bühl que também é um convento, apesar de afastado do centro, é uma ótima escolha para quem está de carro. Preço bastante acessível em relação aos demais e com uma boa qualidade. Ainda deu tempo de passear um pouco a noite pelo centro de Baden Baden, que também é bem organizado.
      Dia 4 - 06/03 Quarta.
      Foi dia de passearmos pela Floresta Negra. Saímos cedo do Hotel (que tinha um café muito bom já incluso na diária) e seguimos para passear pela Floresta Negra. Nossa primeira parada foi em Herrenwieser See. Como ainda era bem cedo e havia nevado naquela noite, o caminho estava lindo, todo branquinho e as estradas estavam bem limpas. Você percebe a preocupação com a remoção do gelo para evitar acidentes. O problema é que para chegar no lago, você entra em uma estrada secundária, bem estreita e sem esta manutenção das estradas principais. Fomos subindo e a estrada estava com bastante neve. Como só havia nós ali naquele horário, chegou um ponto que tivemos que encostar o carro pois havia muita neve no chão e estava perigoso seguir (o carro estava derrapando). Então encostamos o carro próximo ao ponto de observação Blick zur Schwarzenbachtalsperre (que possui uma vista de tirar o folego do lago) e seguimos o caminho restante (em torno de 1,5km) a pé para contemplar o lago congelado (acreditávamos que seria o único lago congelado que iríamos ver, mas depois, ao longo da viagem, vimos vários outros).
      Engraçado que não seguimos a estrada com o carro pois a camada de neve estava fofa, mas muito alta (havia trechos que a neve quase bateu no meu joelho). Ao voltar do lago a pé, como a estrada é bastante estreita, manobrei com todo cuidado para voltar para a estrada principal. Dai veio um carro em nossa direção, com o senhor de uns 60 anos dirigindo. Ele falou 1 kg em alemão e eu só entendi 50 gramas... Peguei o celular para traduzir e só deu para entender que ele estava perguntando se precisávamos de ajuda.  Agradeci, disse que não precisava de ajuda e avisei a ele que eu achava que não dava para passar com o carro mais a frente, já que havia uma camada de neve a frente que apesar de fofa, estava bastante alta. Ele sorriu, disse que iria em frente e nos desejou um bom dia... pegou seu carro e seguiu pelo caminho que fizemos a pé. Não sei se nós, que pela falta de experiencia, estávamos com mais receio do que o necessário, mas para ele parecia ser algo normal.
      Retornamos e fomos em direção a See Mummelsee para tirarmos umas fotos do lago Schwarzenbachtalsperre. Paramos no estacionamento e atravessamos represa, mas não havia nada aberto ali para podermos comprarmos um café. Então tiramos algumas fotos e seguimos viagem.
      Em menos de 1hr chegamos em Schiltach. Uma pequena cidade repleta de construções típicas alemãs. O rio que corta a cidade muito limpo. Posso dizer que ali encontramos a perfeita junção da natureza com a arquitetura alemã.  A cidade muito bonita e vale a visita. 
      Mais meia hora de estrada e seguimos para Triberg. Passeamos pelo centro da cidade, visitamos a loja Haus der 1000 Uhren que possui uma grande variedade de “relógios cucos” para venda e visitamos a Triberger Wasserfälle, que possui várias cachoeiras. Como já era meio da tarde, paramos para almoçar no único restaurante que encontramos aberto ali na avenida principal.
      Obs: Aqui em Triberg ocorreu a segunda decepção da viagem: Fomos no Cafe Schäferpara comer o que dizem ser a receita original do bolo Floresta Negra, mas estava fechado devido ao feriado de Carnaval.
      Saindo de Triberg seguimos para Friburg, onde dormimos. Foram mais 1hr de carro através de paisagens maravilhosas. Fomos direto para o centro da cidade, já era fim de dia, passeamos pelo centro da cidade e assistimos a uma missa na igreja Münster de Freiburg. Dormimos no Hotel Super 8 Freiburg, que apesar de se um pouco distante do centro, possui instalações novas e de boa qualidade. Não deixamos o carro no estacionamento do Hotel, deixamos na rua mesmo (havia algumas vagas livres para estacionar gratuitamente).

      Dia 5 - 07/03 Quinta
      Fomos direto para o Castelo de Neuschwanstein. Foram 3 horas de viagem, novamente por paisagens belíssimas. Subimos e descemos a pé já que não estava chovendo. Visitamos o castelo (31 EUR p/ 2) e andamos nos arredores.  A Mariensbrücke estava fechada pois havia tido um deslizamento próximo a ela na noite anterior. Ao descer do castelo, almoçamos em um restaurante no caminho. Passamos a tarde no centro de Fussen e depois dormimos no Hotel Fantasia, um bom Hotel que fica bem próximo ao centro da cidade. Nesta noite jantamos em um restaurante italiano chamado Peperoncino Pizza e Cucina. Recomendo a quem for passar pela cidade. Comida de qualidade com um preço bastante justo.

      Dia 6 - 08/03 Sexta
      Saímos cedo do Hotel e seguimos para Oberammergau. Em 1hr chegamos na cidade e visitamos a casa de artesanatos Pilatushaus. Mas o destaque é para a cidade em si, repleta de afrescos por toda cidade, um mais belo que o outro. Parece uma disputa entre os moradores de quem é a fachada mais bonita. Fico me perguntando o custo da manutenção daquelas pinturas, já que a qualidade delas é muito boa.
      De lá fomos visitar o Palacio Linderhof em Ettal (Estava fechado e em obras), caminhamos por seus jardins e seguimos para a belíssima Abadia de Ettal.
      Saindo de Ettal, seguimos para Eibsee onde pegamos o bonde para Zugspitze (93 EUR p/ 2) Almoçamos lá em cima e ficamos até o fim da tarde lá. O tempo estava bom, mas de vez em quando fechava e vinha uma pancada de neve (foi nosso primeiro contato com a neve caindo). É impressionante a estrutura lá em cima, assim como a velocidade em que o tempo muda. Pegamos -14 graus no topo já próximo ao horário de descermos. Interessante que no top, tem uma parte que é a divisa entre a Alemanha e a Áustria. Apesar de não haver mais o controle de fronteira ali, você pode carimbar seu passaporte com os carimbos das regiões.
      Dali fomos para Innsbruck. No meio do caminho parei em um posto para comprar o Vignette de 10 dias (EUR 9,20). Após 1 hora de viagem, chegamos ao apartamento que alugamos pelo Airbnb. Um apartamento com uma anfitriã supersimpática, confortável e com uma bela vista. Para quem está de carro, vale muito a pena ficar nele (https://www.airbnb.com.br/rooms/16673155?guests=1&adults=1).  Apesar de ainda ser somente o sexto dia da viagem, estávamos começando a sentir o cansaço das férias...

      Dia 7 e 8 - 9 e 10/03 Sábado e Domingo
      Ficamos em Inssbruck por 3 noites. Foi bom a pausa de viagens para descansarmos um pouco. Conhecemos a Hafelekar, que fica a 2.256m de altura e possui uma vista magnifica da cidade. Fomos também no Swarovski Crystal World Museum, que é bem interessante e vende produtos Swarovski a um preço mais em conta que nas lojas, além de visitar os pontos turísticos no centro histórico e caminhar bastante a beira do lindíssimo rio Inn. A cidade em sí é um espetáculo, cercada de montanhas... Bonita em todos os ângulos..
      Em uma tarde que estávamos livres, fomos até o Outlet Center Brenner, na Itália. O Outlet fica a 40 minutos de Innsbruck e bem pertinho da fronteira dos países. Valeu a pena a ida, apesar do pedágio no caminho de quase 10 euros na ida e volta, pois encontramos no Outlet os menores preços de roupas da viagem.

       
      Dia 9 - 11/03 Segunda
      Aqui foi a grande mudança que fizemos no roteiro de última hora. Estávamos programados para 3 dias em Munique. Mas como teremos que fazer uma conexão em Munique nas próximas férias, resolvemos deixar a cidade para um Stop over futuro. Então cortamos Munique do roteiro.
      Com isto, seguimos para Dachstein-Gletscherbahn. Em 3 horas chegamos no destino e o tempo estava bastante fechado. Por teimosia nossa, subimos assim mesmo (EUR 78 p/ 2), mas infelizmente não deu para ver nada lá em cima.  Estava nevando muito, mas muito mesmo... Nevava por todos os lados que vocês possam imaginar... Não dava para ver 2 palmos a frente. Fomos na Suspension Bridge, Ice Palace e Skywalk, mas sem conseguir apreciar praticamente nada, já que o frio era congelante e estava difícil até de respirar. Ficamos imaginando como seria lindo estar ali em um dia de tempo claro com bastante sol... infelizmente vai ficar para a próxima vez.
      De lá, fomos para o Lago Gosausse. Demoramos em torno de 1hr para chegar e valeu muito a pena. Era fim de tarde e o tempo estava muito claro, com um sol lindo... lago completamente congelado! Uma paisagem deslumbrante!!!!
      Saímos do Lago quando estava escurecendo e fomos para Hallstatt para ver a cidade a noite. Chegamos lá e não vimos uma viva alma na rua. Estava muito frio e não encontramos nenhum lugar aberto para jantarmos. Então retornamos para nosso Hotel. Dormimos no ótimo COOEE Alpin Hotel Dachstein, em Gosau. Hotel muito bem conservado e com um preço justo. O restaurante do Hotel serve uma comida de qualidade.

      Dia 10 - 12/03 Terça
      Tomamos café no Hotel e fomos Visitar Hallstatt. Ao chegar no estacionamento, o carro estava coberto por neve. Ainda bem que havia no carro uma pá de acrílico para remover a neve, foi o que ajudou bastante. Quando saímos do Hotel ainda estava nevando bastante. Todo caminho até Hallstatt foi com neve. Demoramos 20 minutos para chegar. Estacionamos no P1 e fomos conhecer a cidade. Chegamos na cidade com neve e durante a tarde estava com tempo claro e muito sol... A cidade é belíssima, seja com sol ou nevando!  O lago de águas cristalinas dá um toque especial na cidade. Passamos o dia passeando pela cidade, compramos um monte de lembrancinhas (inclusive sal) e voltamos para o nosso Hotel em Gosau.

      Dia 11 - 13/03 Quarta
      Saímos cedo do Hotel e fomos para Cesky Krumlov. Novamente nevou bastante e tive que remover a neve do carro. Quando saímos ainda estava nevando bastante em Gosau, mas as estradas sempre bem cuidadas, não foram um problema. Cruzamos a fronteira para a República Tcheca e paramos no primeiro posto para comprar o Vignette (10 dias p/ 12,50 EUR). Logo chegamos em nosso destino depois de 2:30hs de viagem. Deixamos o carro em um estacionamento privado próximo ao castelo (48°48’50.5″N 14°18’47.2″E).
      Passamos o dia visitando o centro histórico e o castelo da cidade. Aqui resolvemos não trocar euro por coroas tchecas. Fizemos um saque internacional no caixa eletrônico e o custo total menor que o custo total das casas de câmbio.
      Saímos de Cesky Krumlov no fim da tarde e seguimos rumo a Praga. Depois de 2 horas chegamos ao nosso destino: Hotel Habitat que possui um preço muito bom, é próximo a uma estação de metrô (+/- 1km), mas tem um problema: Não tem elevador. Nosso quarto era no terceiro andar e estávamos com muitas malas, então deixamos todas no carro e colocamos somente o que utilizaríamos na mochila para subir. O Hotel também não tem estacionamento e o carro ficou na rua, que por sinal é bem tranquila tinha vaga disponível. Não recomendo este Hotel caso esteja com muitas malas... a escada é cruel....

      Dia 12 - 14/03 Quinta
      Deixamos o carro parado e fomos conhecer o centro de Praga de metrô. A estação próxima ao Hotel é a Střížkov. É muito fácil comprar as passagens nas máquinas (apenas com moedas) e utilizar o metrô. Não esqueça de validar o ticket. Ao descer no centro, fomos abordados pela fiscalização e foi tudo certo, apresentamos os tickets e ele apenas nos desejou boa viagem.
      Dedicamos o dia para conhecer o Planetário, a torre Petrin e o Castelo de Praga (todos belíssimos por sinal) e no fim da tarde passeamos pelo centro. Ficamos até anoitecer e retornamos para o Hotel também de metrô.

      Dia 13 - 15/03 Sexta
      Fizemos checkout no Hotel, deixamos o carro próximo a estação de metrô e voltamos para o centro de Praga. Fomos direto para Vysehrad pois queríamos conhecer a basílica. Após passear pela região fomos terminar de conhecer o centro da cidade.
      No fim da tarde pegamos o metrô de volta para a estação Střížkov, pegamos nosso carro e seguimos para Karlovy Vary. Pegamos um pouco de trânsito no caminho e demoramos 2hs para chegar ao nosso destino.
      Fomos direto para o centro conhecer a cidade a noite. Jantamos no Ristorante Pizzeria Venezia, que tem uma massa de primeira qualidade.
      Dormimos no Hotel Marttel , que apesar de antigo, é bem conservado e tem um café da manhã de primeira qualidade.

      Dia 14 - 16/03 Sábado
      Karlovy Vary: Que cidade linda! Uma das mais bonitas que visitei. Parece que o tempo não passa por ali.... As centenas de pessoas caminhando pelas ruas, bebendo água das fontes termais, sem pressa... Passeamos durante todo dia na cidade, compramos uma caneca tradicional da cidade e bebemos água de todas as fontes (Não sei como conseguem beber tanta água daquela... não gostei). Tomamos um café no Grandhotel Pupp (hotel onde foi filmado Casino Royale). A dica aqui é experimentar o Oblaten, que é um biscoito vendido vem vários locais na cidade....


      Dia 15 - 17/03 Domingo
      Saímos cedo de Karlovy Vary e voltamos para Alemanha. Agora nosso destino era Dresden. Depois de 2hs de viagem, chegamos ao nosso destino.  Deixamos o carro em um estacionamento publico a beira do rio Elba e fomos flanar pela cidade.
      O dia estava lindo, ensolarado! Combinando com a cidade. É impressionante como as pessoas aproveitam os parques para tomar sol. Eu diria que é um hábito continental, já que percebemos isto em todas as cidades em que passamos.
      Visitamos os principais pontos turísticos da cidade que possui muitas construções imponentes. A cidade por si só é um museu a céu aberto. Vale muito a pena a visita.
      Almoçamos no Ayers Rock e particularmente não gostei muito. Esperava mais devido ao valor dos pratos.
      Ao anoitecer, começou a chover. Pegamos nosso carro e seguimos para nosso próximo destino: Berlim.
      Mais 2:30hs de viagem e chegamos ao nosso hotel (Enjoy Hotel Berlin City Messe). Recomendo este Hotel, não só pelo preço justo e instalações de boa qualidade que ele oferece, mas também pelo fato de você poder deixar seu carro estacionado na rua em frente ao mesmo (grátis) e poder pegar o metrô para o centro de Berlin ali próximo.

      Dia 16 e 17 – 18 e 19/03 Segunda
      Nesses dois dias fomos ao centro de Berlin de metrô (também muito fácil de se locomover). Visitamos as principais atrações (Reichstag, Portão de Brandeburgo, Checkpoint Charlie, torre de TV, etc). A cidade é muito organizada, imponente, bonita, possui museus de qualidade... mas não criou aquela sensação de “UAU!” como várias outras cidades criaram durante essas férias... É uma bela cidade para se conhecer, mas não foi a nossa preferida como pensei que seria durante o nosso planejamento da viagem. Talvez o fato de haver obras por todo lado da cidade tenha contribuído para esta nossa percepção, tenha tirado um pouco do charme, mas sem dúvidas é uma cidade que deve estar no roteiro de quem passa pela Alemanha.
      No segundo dia pela manhã, pegamos o carro e fomos a Potsdam. Fomos em Sanssouci (que também estava em obras) e visitamos seu jardim. Depois passamos no Designer Outlet Berlin, fizemos algumas compras e seguimos novamente para o cetro de Berlin.
      Retornamos ao Hotel tarde da noite para descansar e se preparar para o dia com o maior número de KM a serem percorridos.

      Dia 18 - 20/03 Quarta
      Este foi o dia mais puxado da viagem. Saímos cedo do Hotel em direção a Amsterdã. Foram 8:00hs horas de viagem. Iríamos chegar em Amsterdã cedo, por volta das 15hs, então resolvemos ir para Zaanse Schans, que é uma belíssima aldeia holandesa, repleta de moinhos típicos e com uma fábrica de queijos SENSACIONAL (Catharina Hoeve). Foi mais uma escolha acertada que fizemos, já que se tivéssemos ido para o Hotel, com certeza iríamos dormir. Passeamos até anoitecer pela cidade e saímos de lá com várias bolsas de souvenir, além de muitas peças de queijo de vários tipos que trouxemos para o Brasil.
      Um fato que chamou atenção aqui foi que deixamos o carro no estacionamento do Zaans Museum. Ao retornarmos ao veículo para ir embora, não havia onde realizar o pagamento do ticket pois estava tudo fechado. Rodei tudo ali para fazer o pagamento e não encontrei nenhuma máquina, foi quando eu li atrás do ticket que após as 17hs, bastava passar o ticket pela cancela que ela abriria....
      Já era noite quando seguimos para o New century hotel. Escolhemos este hotel pelo fato de ter estacionamento grátis e ter um preço acessível em relação aos Hoteis do centro.  Mais uma escolha correta no nosso ponto de vista, já que foi muito fácil e barato ir para o Centro dali.

      Dia 19 - 21/03 Quinta 
      Aqui é um exemplo de como o governo pode contribuir para desafogar o trânsito das grandes cidades com inteligência. Para economizarmos com o estacionamento contribuir com o trânsito da cidade, utilizamos o sistema de P+R (Park & Ride) que consiste em deixar seu veículo em um dos estacionamentos conveniados, ir de transporte público para o centro, voltar e pagar um valor baixo por isso. Então deixamos nosso carro no P+R Olympisch Stadion, onde por 5 euros compramos dois tickets para o bonde (ida e volta) para o centro e ao retornar para retirar o carro a noite, pagamos somente mais 1 euro (o carro ficou estacionado ali o dia todo!), ou seja, o custo total foi de por 6 euros para duas pessoas! Vale ressaltar que você precisa validar o ticket na entrada e na saída do transporte público para poder ter o desconto no estacionamento. Meu coração gelou quando coloquei o ticket de estacionamento na máquina para validar e apareceu mais de 50 euros a pagar... mas quando eu encostei o ticket validado do bonde, o valor caiu para 1 euro a pagar... Pensa na satisfação de ter feito tudo certinho...
      Obs: Eu havia programado para deixar o carro no P+R Amsterdam RAI, mas na data em que estávamos lá havia um evento no centro de convenções e ele estava fora o P+R estava fora de operação. Então fomos para o mais próximo que era o Olympisch Stadion.
      Amsterdã é uma cidade muito agradável para passear... flanamos muito pela cidade, fizemos o passeio de barco pelos canais, comemos croquetes e batata frita, se perdemos entre os canais, quase fomos atropelados por bicicletas várias vezes, comemos batata frita e croquetes, estanhamos as mulheres nas vitrines do Red Light District (haviam algumas ali que deveriam pagar e não receber dinheiro dos clientes...), comemos croquetes sem batata frita, visitamos museus, comemos uma torta de maçã na Winkel 43,  não necessariamente nesta ordem... Enfim, “turistamos” bastante pela cidade que ficou marcada em nosso coração.

      Dia 20 - 22/03 Sexta
      A parte da manhã ficou reservada para visitar o parque Keukenhof. Levamos 30 minutos para chegar lá e ficamos impressionados com a organização, cuidado e limpeza do parque que é imenso e faz jus ao título de maior jardim de flores do mundo. Como era o início de temporada, muitas flores ainda estavam fechadas, mas ainda assim o parque é lindo! Acredito que a melhor época de se visitar o parque seja no meio de abril, quando todos os bolbos devem estar completamente abertos.
      Almoçamos no parque e como estava sol e já tínhamos visitado o parque todo, resolvemos ir a praia em Noordwijk para conhecer, já que era ali perto... andamos uns 20 minutos de carro, passando por várias plantações de tulipas... Ao chegar chegar próximo ao litoral, dava até medo, parecia que os “vagantes brancos estavam chegando”...  uma neblina densa, que não dava para ver 5 metros a frente... É impressionante a diferença de clima entre dois lugares tão próximos... e mesmo assim várias pessoas caminhando pela areia, crianças encasacadas brincando na areia... Foi ali que eu experimentei o kibbeling, que é um bacalhau fresco empanado (e que bacalhau) com molho tártaro, que delícia!!! Deu vontade de voltar lá só de falar...
      Não deu para ver muita coisa na praia. Ficamos ali por umas 2hs e depois voltamos para o centro de Amsterdã. Novamente deixamos o carro no P+R e seguimos de bonde para o centro para completar o passeio pela cidade.

      Dia 21 - 23/03 Sábado
      Tomamos café no McDonalds ao lado do Hotel e seguimos para Bruges. Pegamos uma estrada interditada no meio do caminho e o GPS não nos deu outra rota... nos enrolamos um pouco para contornar a via fechada que não estava bem sinalizada, mas deu tudo certo... em 3 horas chegamos.
      Deixamos o carro na rua mesmo (mas tinha parquímetro e tivemos que pagar 6 euros), perto do centro histórico. Bruges é mais uma daquelas cidades “imperdíveis”. Linda em todos os ângulos. Além de bonita, em vários pontos é muito cheirosa... As fábricas/lojas e chocolates perfumam a região onde estão localizadas... são muitas, com chocolates de todos os tipos, formas e para todos os gostos...
      Passeamos bastante pela cidade, fomos ao Grote Markt, Campanário, passamos pela praça Burg, seguimos para Basílica do Sangue Sagrado, Igreja de Nossa Senhora, Ponte de São Bonifácio, etc...
      À noite, quando a fome bateu, jantamos no Restaurante Italiano La Bruschetta. Um restaurante de qualidade com preço justo.
      Neste dia dormimos em Bruges, na Guesthouse De Vijf Zuilen. Nos surpreendemos com a recepção calorosa, carinho e a vontade de servir da proprietária Ginette. Ela realmente gosta do que faz e gosta de pessoas... O estabelecimento é um charme, repleto de detalhes e muito confortável. Possui estacionamento privado e o café da manhã é fantástico. Tudo feito com muito carinho, pensando no bem-estar dos hóspedes. Recomendo muito o estabelecimento ....

      Dia 22 - 24/03 Domingo
      Saímos de Bruges e passamos na cidade de De Haan que fica no litoral para conhecer a praia. Depois seguimos para Gent, que fica há 40 minutos de carro, e passamos o dia lá. Deixamos o carro no Parking Sint-Michiels (P7) que ficar pertinho do centro. Subimos na torre do campanário (é legal ver como funciona os sinos, além da bela vista que você tem lá em cima), nos perdemos nas ruas da cidade... O tempo estava bom e foi um belo passeio de domingo.
      Fomos para o centro de Bruxelas ao anoitecer, deixamos o carro no estacionamento privado próximo a Grande Place e ficamos ao redor dali. Conhecemos alguns pontos turísticos da cidade, experimentamos as famosas batatas belgas e no fim do dia seguimos para Anderlecht, onde ficava nosso hotel. Nos hospedamos no Budget Flats Brussels, que tem um bom custo benefício. O problema foi ter saído de uma hospedagem tão calorosa para uma tão impessoal. O quarto é bem simples, mas confortável. Tem frigobar e o estacionamento é gratuito na rua, mas sempre havia vaga em frente ao hotel.

      Dia 23 - 25/03 Segunda
      Voltamos ao centro de Bruxelas para terminar de conhecer os pontos turísticos da cidade. Conseguimos fazer tudo em um dia. Acho que a ordem dos fatores aqui influenciou em nossa opinião. Depois de passar em Bruges e Gent, Bruxelas ficou meio “sem graça”.  Não que a cidade não valha a visita, mas em nossa opinião ficou bem aquém das outras duas...

      Dia 24 - 26/03 Terça
      Na programação inicial ficaríamos esse dia em Bruxelas e a noite seguiríamos para Paris. Como já tínhamos feito o que queríamos em Bruxelas, mudamos o plano. Saímos cedo do Hotel e seguimos para a Disney Paris. Conseguimos chegar lá antes do parque abrir e estava bastante frio. Compramos o ingresso para visitar os dois parques no mesmo dia. Foi uma boa experiência e os parques estavam relativamente vazios, então conseguimos ir em todos os brinquedos que queríamos. Os parques são bem pequenos e se você chegar cedo, em época fora de férias, consegue fazer os dois sem maiores problemas. Agora, não vá pensando que são os parques de Orlando. Sentimos muita diferença no tratamento com as pessoas e até no cuidado com o Parque. O que achamos melhor que o de Orlando foi o show de encerramento, e só.
      Depois do encerramento do parque, seguimos para o apartamento que alugamos pelo Airbnb. Um Studio relativamente grande para duas pessoas, com cozinha, metrô próximo e o motivo de termos escolhido ele: Garagem privada já inclusa no preço.


      Dia 25 e 26 – 27 e 28/03 Quarta e Quinta
      Deixamos o carro na garagem do apartamento os dois dias já que andar de carro em Paris é uma loucura e nos locomovemos de metrô (A estação mais próxima era a Convention, que ficava a menos de 5 minutos de caminhada). Como já era a nossa segunda visita em Paris, nestes dois dias ficamos flanando pela cidade, passeando sem rumo, vivendo como verdadeiros parisienses. Foram dois dias perfeitos, de clima bom e muita andança. Infelizmente não conseguimos subir na Notredame, que seria consumida pelo fogo poucos dias após a nossa visita.
      Aqui, como já conhecíamos a cidade, constatamos como a situação dos imigrantes prejudicam as grandes cidades (Berlin e Bruxelas também sofrem com isto). A quantidade de pedintes nas ruas aumentou muito, em todos os pontos turísticos que fomos. Na saída do Louvre vimos 4 caras “tomando” os ingressos usados de um grupo de asiáticos que saia do museu (na saída da rua próximo a pirâmide). Ficamos pasmos com aquilo e falamos com o segurança e disse que não poderia fazer nada já que eles estavam na rua e o governo havia permitido que eles entrassem no país. É muito triste ver isto acontecer em plena luz do dia, em um local muito movimentado, sem ter policiamento. O pior é que eles utilizam aqueles ingressos usados para vender aos desinformados na fila da bilheteria do Louvre.

      Dia 27 - 29/03 Sexta
      Saímos cedo do apartamento e seguimos para Luxemburgo. Demoramos em torno de 4 horas para chegar ao destino e passamos o dia na Capital que tem o mesmo nome. Deixamos o carro em um dos estacionamentos da cidade (Monterey Parking) e seguimos a pé para conhecer a cidade, que é linda, apesar de ter obra por todos os lados. Passeamos pelo centro da cidade, fomos nas Bock Casemates, na Catedral de Notredame e outros pontos turísticos da cidade. É impressionante como ali, apesar de ser uma capital, não tem aquela correria de cidade grande.
      No início da noite, seguimos viagem para Bonn, na Alemanha. Dorminos no Dorint Venusberg Bonn que é um ótimo Hotel, com instalações modernas e confortáveis.

      Dia 28 - 30/03 Sábado
      Tomamos café e fizemos check out no Hotel cedo. Fomos conhecer a que seria a rua mais bonita do mundo (Rua Heerstrasse), mas infelizmente nos atrasamos alguns dias. As flores das cerejeiras já haviam caídos e a rua estava longe da beleza que vimos nas fotos. Depois fomos para o centro e depois visitamos o Castelo do Dragão em Königswinter.
      Após o Almoço seguimos para o Aeroporto de Frankfurt para pegar nosso voo de volta para o Brasil.
      Chegamos no aeroporto e o processo de devolução do veículo foi bem rápido de tranquilo. Usamos novamente o beneficio do cartão e acessamos a LuxxLounge. A sala estava bem vazia e de prato quente do Buffet eram as famosas salsichas alemãs com molho Heinz. A vantagem é que a sala oferecia serviço de ducha para quem quisesse tomar banho, o que foi uma vantagem para nós que saímos cedo do Hotel.
      As 19:45hs pegamos nosso voo de retorno para casa, sem atraso.

      Dia 29 - 31/03 Domingo
      O Voo foi tranquilo e chegamos no horário em Guarulhos. Fomos para a Localiza pegar o carro que alugamos para irmos para casa. O processo foi bem rápido e nos foi oferecido o Prisma LT 1.4 com a mesma tarifa da vinda (R$65,63). Saímos da Localiza quase as 5 da manhã. Fomos para cara extremamente cansado, mas muito felizes por que conseguido realizar mais um sonho e ter dado tudo certo na viagem!
      Devolvei o carro na localiza próxima a minha residência e assim terminaram nossas férias 2019.
       
      Algumas dicas gerais em relação a viagem:
      ·         Se for utilizar uma Autobahn, jamais dirija na esquerda e somente a utilize para realizar ultrapassagens. O povo alemão é muito disciplinado e durante toda viagem não vi eles ultrapassarem ninguém pela direita. Se você estiver andando mais lento e estiver na faixa da esquerda, eles ficam atrás, esperando você se “mancar” e sair da frente.
      ·         Os banheiros nas paradas das rodovias são pagos em sua maioria. Geralmente te devolvem todo valor ou parte dele para consumo. Uma forma de economizar é usar as paradas para caminhoneiros, lá o banheiro é limpo e grátis (todos que parei eram assim). Tem muitos pelo caminho, geralmente entre as paradas pagas.
      ·         Se for período de neve e o carro não tiver nenhum equipamento para remoção da mesma, compre no primeiro posto que você encontrar. Não dá para retirar a neve dos vidros sem a ajuda de uma pá ou algo similar.
      ·         Caso queira consumir algo quando for abastecer, após encher o tanque, vá no caixa, pague pelo combustível utilizado, volte na bomba, retire seu carro para liberar a mesma e estacione na área apropriada para isto. Não deixe seu carro na bomba e vá lanchar por exemplo....
      ·         Nem toda Autobahn é sem limite de velocidade. Atenção a sinalização... Em vários trechos o limite de velocidade cai de repente, assim como aumenta do nada.... As vezes é um pequeno trecho de 1km com limite de 130km ou 90km entre dois trechos sem limite de velocidade.
      ·         Sempre que possível, se não estiver com pressa, utilize as vias internas ao invés da Autobahn. A paisagem compensa...
      ·         O trânsito nos países ao redor da Alemanha não é tão organizado quanto lá, apesar das pistas serem tão boas quanto.
      ·         Utilizei cartão de crédito em praticamente toda a viagem e não tive problema em nenhuma cidade por não aceitar o mesmo, mesmo no interior.
      ·         Estando de carro, vale muito a pena se hospedar em cidades próximas aos grandes centros. Você economiza uma boa grana com hospedagem e ainda fica em bons hotéis.
      ·         Vale muito a pena sair já com um chip internacional daqui. Evita todo transtorno de busca de loja e ativação. É plug and play... Mesmo sendo relativamente um pouco mais caro.
      ·         Se você mora em SP ou em alguma outra grande cidade do Brasil, ao retornar de uma Road Trip pela Alemanha, com certeza você irá precisar de um calmante para enfrentar o trânsito da sua cidade. A diferença é muito grande na forma de dirigir. Não digo isto pela quantidade de carros, engarrafamentos, etc. e sim pelo respeito ao próximo. Chega a ser revoltante...
      ·         Se você curte visitar igrejas como nós, saiba que em todas as cidades que passamos havia pelo menos uma igreja católica. Visitamos todas que encontramos, uma mais bonita que a outra...
       
       
      Agora é começar a planejar as férias de 2020.....






















    • Por casal100
      Resolvemos, dessa vez, fazer alguns roteiros distintos: beira-Mar, trilhas em montanhas e travessia.
      Começamos por Ubatuba, foram 10 dias de caminhada, por algumas das principais praias; depois pegamos nosso veículo e fomos fazer alguns roteiros em Extrema-MG e, por último,  a grata surpresa: TRAVESSIA DA SERRA DA CANASTRA-MG, que lugar maravilhoso: belas cachoeiras, trilhas fortes, flora e fauna exuberante, povo amigável, queijos deliciosos(alguns entre os melhores do mundo na sua categoria) sem contar a culinária mineira. Tudo de bom.
    • Por casal100
      Fizemos a maioria dos caminhos que passam pela Serra da Mantiqueira(Estrada Real, Caminho da Fé, Crer....), alguns mais de 1 vez.
      É quase unanimidade entre os caminhantes que, indiscutivelmente, a Serra da Mantiqueira têm as mais bonitas paisagens e, nós concordamos integralmente. São caminhos que proporcionam lindas fotos,  clima agradabilíssimo, povo acolhedor e simpático, ingredientes que definiram esse roteiro.
      Foram quase 50 dias e mais de 1.100 quilômetros de muitas alegrias, felicidade e paz,  poucas tristezas e decepções.
      Começamos e terminamos na MAGNÍFICA cidade de Campos do Jordão-SP, depois de rever vários lugares (passei alguns invernos nesta bela cidade, quando eu era "bacana"). A cidade se transformou,  criaram vários roteiros turísticos, belas e caras casas dos novos e velhos "bacanas", ótimos restaurantes, atrações mil,  pousadas e hotéis de todo tipo e preço, tem até o refúgio do peregrino, comércio bom, povo hospitaleiro, clima perfeito e, ainda por cima fomos no verão,  baixa temporada,  onde com facilidade encontramos boa hospedagem com preços menores que muitas hospedagem em cidades pequenas.

      Outra coisa que pesou em escolher fazer essa travessia é que a região se assemelha muito com um projeto que temos em mente, que é a travessia entre Punta Arenas x Arica no Chile,  então serviu como treinamento.
    • Por casal100
      ROTEIRO À PÉ:
       
      RIO GRANDE DO SUL:
      Portão
      Bom Princípio
      Carlos Barbosa
      Garibaldi
      Bento Gonçalves - Vale dos vinhedos
      Bento Gonçalves - Pinto Bandeira
      Bento Gonçalves - pela cidade
      Bento Gonçalves - caminho de Pedras
      Caxias do Sul - flores da Cunha
      Caxias do Sul - estrada dos imigrantes
      Nova Petropolis
      Gramado - Natal de Luz
      Canela - Cachoeira do Caracol
      Gramado - pela cidade (parques, centro)
      Santa Maria Herval
      Picada Café
      Ivoti
      Sapiranga
      Três Coroas
      São Francisco de Paula
      São Francisco de Paula  (parques, lagos e pela cidade)
      Tainhas
      Cambará do Sul
      Cambará do Sul - Canyon Itambezinho
      Cambará do sul - canyon Fortaleza
      Torres - praia
       
      SANTA CATARINA:
      Praia Grande - descida Serra do faxinal
      Balneário Gaivota - Praia
      Balneário arroio do Silva - Praia
      Balneário Rincão - Praia
      Balneário corrente - Praia
      Farol de Santa Marta - Praia
      Laguna - cidade histórica + Praia
      Orleans
      Guatá  (distrito de Lauro Muller) pé da serra do Rio do Rastro
      Bom Jardim da Serra
      ROTEIRO DE ÔNIBUS :
      São Joaquim
      Urubici
      Bom Retiro
      Lages
      Fraiburgo
      CONTINUAÇÃO À PÉ SANTA CATARINA:
      Videira
      Treze Tílias
      Água Doce
      Jaborá
      Concórdia
      Seara
      Chapecó
       
      PARANÁ (ÔNIBUS):
      Curitiba
      Paranagua
      Morretes
       
      QUILÔMETROS /DIAS: +- 1.300 kms em 53 dias
       
      PESSOAS:
      No planejamento da viagem nossa preocupação era de como seríamos recebidos nas pequenas cidades, visto que algumas delas não tinham vocação turística, e "mochileiros"poderiam ser "novidade". Mas, essa preocupação foi rapidamente deixada de lado.
      Fomos recebidos muito bem em todos os lugares (exceto dois episódios, que não afetou em nada nossa caminhada).
      Ficamos impressionados com a educação e o acolhimento da população do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sempre solícitos às nossas demandas.
      Poxa, que saudade de tudo aquilo, em breve voltaremos.
       
      CIDADES:
      Praticamente todas as cidades desse roteiro tinham pousada ou hotel, somente o distrito de tainhas-SC não tem, somente restaurante (mas esse trecho tem serviço de ônibus intermunicipal).
       
      ESTRADAS:
      Optamos em fazer pelas estradas asfaltadas(alguns trechos fizemos em estrada de terra), pois não conseguimos informações sobre estradas secundárias nesta região.
       
      COBRAS:
      Nunca vimos tantas cobras como na serra Gaúcha, teve dia que vimos umas 5, quase minha esposa pisou numa em uma rodovia asfaltada.
      Elas ficam enroladas na pista de rolamento, é normal vê-las todas esmagadas por veículos, ficam parecendo um desenho no chão (pois vários veículos passam por cima).
       
      ANIMAIS SELVAGENS:
      Outra coisa que nos chamou atenção, vimos muitas espécies(raposa, cobras, tatu, macacos, roedores, porco espinho etc) passando lentamente perto de nós.
       
      PRECONCEITO:
      Tivemos um fato lamentável num hotel fazenda.
      O gerente nos recebeu num descaso tremendo, nem respondia nossas perguntas, foi preciso a intervenção de uma funcionária para resolver a situação (quase mandei o cara a pqp), o infeliz está no lugar errado.
      O outro caso foi mais leve, mas fiquei puto.
      Tirando isso, foi muito tranquilo ser mochileiro naquela região, muito tranquilo mesmo.
       
      PREÇOS HOTÉIS:
      Variou de $25 a 95 por pessoa (mas a crise pegou todo mundo ), em alguns lugares priorizamos ficar em lugares melhores,
      Sempre pechinchamos os preços, na maioria dos casos conseguimos descontos, principalmente à vista.
      Não fizemos nenhuma reserva, foi muito tranquilo.
       
      PREÇOS REFEIÇÕES:
      variou de $10 a $35 por pessoa à vontade.
      Peso : de $20 a $44 o quilo.
      Obs.: em média coloque $22 por refeição sem bebidas.
       
      ABUSO CONTRA TURISTA:
      Só tivemos alguns casos de abuso, mas nada gritante:
      Você chega em duas pessoas e pede somente um cafezinho pequeno, o cara trás dois grandes (claro, mais caro) e na maior cara de pau diz que pedimos dois.
      Isso aconteceu nuns 5 lugares na serra gaúcha, lamentável!
      Obs.: para nos proteger disso, fazíamos assim: chegávamos nos caixas do estabelecimento e pagava antecipadamente, acabou o problema.
       
      CARONA: precisamos pegar carona em algumas oportunidades, e foi até tranquilo conseguir.
      .fomos ao canyon Itambezinho e no Fortaleza à pé, e voltamos de carona, foi tranquilo.
      .quando visitamos uma cachoeira em Cambará do sul, fomos à pé e voltamos de carona ( neste dia pegamos três, cada um nos levou num pequeno trecho).
      .dividimos o trecho entre Seara e Chapecó-SC em dois, como o ônibus demoraria muito, resolvemos ir de carona, demorou uns 40 minutos para aparecer.
       
      SEGURANÇA:
      Em momento algum tivemos problema, somente em Porto Alegre (visita ao mercado central que nos orientaram a ter cuidado), mas os moradores de PA estão preocupados.
      .na saída de Caxias do Sul, saída para estrada dos imigrantes tem um lugar que me pareceu inseguro, mas nada complicado.
       
      NEGOCIAÇÃO HOSPEDAGEM:
      Sempre negocie, em alguns casos conseguimos descontos de 10% abaixo dos sites de hospedagem. Principmente nesta crise, em alguns casos somente nós dois estavam hospedados no hotel.


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