"Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar."............................
No centro do Estado de São Paulo, a 200 km da sua capital, uma região de incontáveis atrações naturais, ainda se mantém muito longe do turismo de massa, ainda que sua cidade mais famosa, BROTAS, acabe por cooptar a maioria do turismo, se intitulando a Capital da Aventura no Estado. Mas a região vai muito mais além do que a sua cidade mais famosa, na verdade, são dezenas de cidade compondo uma grande região turística, mas que sinceramente, até para mim que vivo ao seu redor, me soa um pouco confuso. Costuma-se denominar algumas cidades como CHAPADA GUARANÍ, que seriam cidades encima de uma grande mesa basáltica, um incrível chapadão, uma espécie de, guardando as suas devidas proporções, Chapada Diamantina Paulista.
Acontece que, embaixo desses chapadões, também temos pequenas cidades de belezas muito cênicas, aliás, são cidades que recebem as águas que despencam das mesas e é por onde se pode acessar algumas cachoeiras. Mas não é só isso, são cavernas, formações rochosas, vilarejos charmosos, trilhas para motocross, jeep, bicicleta, formações rochosas, morros testemunhos, mirantes de perder o fôlego. Algumas dessas cidades compõe o CIRCUITO DA SERRA DO ITAQUERI e outras o circuito CHAPADA GUARANÍ, na verdade, uma salada difícil de compreender porque várias cidades acabam por fazer partes de todas as denominações e como a região é gigante, o governo do Estado e secretaria de turismo, ainda dividiu em outra região que chamou de circuito CUESTA PAULISTA.
Já fazia anos que o Thiaguinho me cobrava uma pedalada nessa região e como eu não me manifestava, colocando uma data, ele simplesmente me forçou a sair da moita e numa sexta-feira à tarde me informou que passaria na minha casa, sábado à noite e me pegaria com seu carro, porque já era hora da empreitada sair do papel. Coube a mim elaborar um roteiro, já que, apesar de frequentar muito a região, eu nunca tinha me aventurado sobre 2 rodas, então decidi que o nosso ponto de partida seria a minúscula e pacata IPEÚNA, uma charmosa cidadezinha de meia dúzia de habitantes, onde eu pretendia estacionar o carro e fazer um circuito tranquilo, de uns 60 km de pedaladas, subindo a chapada e voltando para o mesmo lugar.
Por volta das 8 da manhã, estacionamos na praça central de Ipeúna, bem da rua abaixo da sua igreja central, em frente da base policial. O Thiaguinho sacou logo sua bike de última geração e eu tomei posse de um trambolho fabricado na década de 80, uma bicicleta bem conservada, mas sem as tecnologias atuais, apenas algumas mudanças aqui e ali, mas no final do dia, eu iria descobrir que não havia sido suficiente.
O nosso caminho seguiu exatamente pela rua que estávamos e em poucos minutos, numa curva, deixamos o asfalto e ganhamos as estradas de terra junto à uma bifurcação. Logo o caminho desembesta para baixo e desce até um vale e aí a subida desafia nossa capacidade de pedalar, ainda com o corpo frio, mas eu logo arrego e empurro ladeira acima e quando se estabiliza, a estrada vira um amontoado de areia e logo à frente, uma bifurcação junto à uma placa, faz a gente parar e admirar os paredões avermelhados da Serra do Itaquerí, de frente para uma formação característica conhecida como CABEÇA DE ÍNDIO. É a primeira vez que o Thiaguinho tem contato com essa paisagem e realmente, é uma visão lindíssima e surpreendente por estar tão perto da capital e ser conhecida por poucos.
A previsão de mal tempo não se confirmou, o sol já queima sem piedade e na bifurcação, pegamos para a direita e vamos seguir como quem vai ao encontro da Cabeça de Índio e cerca de 6 km desde a cidade, uma porteira lateral nos chama a atenção para um mirante espetacular para a grande formação rochosa, então nos detivemos por um tempo para um gole de água e uma foto.
O terreno parece que vai se estabilizar, mas hora ou outra, nos deparamos com alguma ladeira e o calor inclemente da manhã, vai minando nossas energias. O cenário é muito bonito e nossa direção vai seguir o caminho que nos levará para a subida da serra. Antes de subir a serrinha, eu pretendia deixar as bikes escondidas e tentar reencontrar a Gruta da Boca do Sapo, mas achei que perderíamos muito tempo nela, haja visto que esse roteiro eu havia estabelecido para ser feito em 2 dias e estava apenas adaptando a quilometragem para um único dia, então passamos batidos e iniciamos a subida da serra, abandonaríamos a planície local e subiríamos de vez para os chapadões, era hora de ganharmos altitude.
Nossa pedalada inicial então chega ao km 12, que de bicicleta poderia significar absolutamente nada, mas diante do terreno arenoso e das primeiras subidas intermináveis sob um sol escaldante, já faz a gente começar a botar a língua de fora. No início da subida da serra o terreno vai se elevando lentamente, mas não dá nem 300 metros e pedalar já não é mais opção, não só pelo terreno inclinado, mas pelas grandes pedras que inviabilizam a progressão montado nas bikes . Empurrar bicicleta ladeira acima é um martírio que vamos absorvendo, um sofrimento que é preciso passar, sob o pretexto de que quando chegarmos lá encima, tudo vai ser diferente, e é vivendo nessa ilusão que nos apegamos à nossa força interior e quando atingimos uns dois terços do caminho, nos deparamos com um MIRANTE que nos faz voltar a sorrir novamente e continuar acreditando nas mentiras que a nossa cabeça criou.
Como não há sofrimento que dure para sempre, uma última curva da serra é deixada para trás e do nosso lado direito, meia dúzia de eucaliptos força a nossa parada e mesmo que ainda não seja definitivamente o fim da subida, será ali que abandonaremos provisoriamente a estrada, em favor de uma TRILHA que sai à direita e entra num capinzal alto, tão escondida que se não forçar passagem na alta vegetação inicial, quem não conhece e não tem nenhuma referência, passará batido.
Levamos cerca de 45 minutos empurrando as bicicletas para ganharmos quase todo o chapadão e agora, vamos abandoná-las no mato e ganharmos a trilha a pé, rumo a uma das grandes joias da Serra do Itaqueri . Então, forçando passagem no capim alto, uns 10 metros depois a trilha surgirá, aberta e bem consolidada, vai se curvar para a esquerda e descerá meio que em nível até começar a despencar de vez, curvar quase 90 graus para a direita, onde encontraremos uma arvore monstruosa e começar a percorrer um paredão de arenito que estará a nossa direita.
Não há erro, é preciso se manter quase que colado nos paredões, às vezes não mais que 5 metros de distância deles, passamos por um filete de água que despenca de cima do próprio paredão, onde poderemos abastecer os cantis, contornamos um terreno encharcado até que surpreendentemente, daremos de cara com a enorme boca da GRUTA DO FAZENDÃO.
Para quem chega, pode se surpreender com as pichações do passado, mas hoje praticamente essa prática cessou e mesmo não havendo nenhuma fiscalização, pelo estado que encontramos a trilha, percebemos que a gruta quase não está sendo visitada. Ao subir as pedras que antecedem a entrada da gruta, é possível sentir a grandiosidade do seu pórtico. A gruta do Fazendão é daqueles lugares que sempre gosto de levar os amigos e apresentar como sendo parte do meu quintal, já que a maioria do meu círculo de amizades, ligadas ao mundo de aventura, são de gente da Capital Paulista e eu acabo por me tornar um dos poucos representantes do interior. Uma vez inventei de trazer uns amigos na gruta, alguns deles jamais haviam entrada numa caverna antes, apesar de já serem exploradores que já rodaram meio mundo. E mesmo os que já estiveram em cavernas, nunca tinha entrado em cavidades areníticas, onde em algumas é preciso se rastejar feito um lagarto. E um desses amigos passou mal, deu pit, simplesmente teve uma crise de pânico e tivemos que evacuar a gruta às pressa, o que no final, rendeu muita zoeira e altas risadas.
Nos apossamos das nossas lanternas e subimos os blocos de pedras, que num passado muito distante, desmoronou do teto. No início, a impressão é que a gruta não passa de uma pequena cavidade, baixa e sem muito interesse, mas em um minuto a desconfiança da lugar a grandiosidade . Um corredor gigante se abre e o teto se eleva e nos surpreende, porque 2 minutos depois, a escuridão absoluta toma conta do lugar e quem não está familiarizado com esse tipo de ambiente, já começa a ter um desconforto. Num primeiro momento, a gruta é horizontal, anda-se em pé porque o espaço é amplo, com um grande corredor . O teto é alto , mas o chão apresenta irregularidades , onde algumas fendas vão deixando os visitantes de primeira viagem, um pouco desconfiádos.
Eu sigo à frente, fazendo as vezes de guia, mas já conhecedor dos caminhos que vão levar aos becos mais aventureiros, rapidamente abandono o caminho fácil e desimpedido , em favor de uma greta a direita do caminho, encostando na parede da caverna., onde desço por uma pequena rampa até me ver de frente à um buraco de rato.
É aqui que começa a brincadeira, num buraco de uns 50 centímetros de largura por uns 10 metros de comprimento, iremos adentrar no corredor de arenito, nos rastejando feito vermes, encostando nossas barrigas no chão e ganhando terreno metro à metro , até nos vermos dentro de um grande salão no centro da terra, com seu teto alto , sua temperatura gelada , uma cena iluminada pelas luz das nossas lanternas, como quem adentra nas histórias de Júlio Verne.
O Thiaguinho passou muito bem e parece se encantar com o novo ambiente e mesmo eu, acostumado à exploração de cavernas desde os primórdios da minha vida de aventura, ainda consigo me surpreender com esse mundo fascinante.
Uma nova passagem em formato de um pequeno pórtico, nos leva para outro salão, tão grande quando os 2 primeiros e a saída desse terceiro salão, é pela esquerda, subindo rastejando numa rampa , que vai passar por uma perigosa e profunda fenda e então virando para a direita, chegando ao salão dos morcegos , um amontoado de centenas deles, que estão agrupados no teto e ao sentirem nossa presença e nossas lanternas, tomam conta da caverna, voando de um lado para o outro, às vezes trombando nas nossas cabeças.
A saída é retornar para a esquerda, cruzando por uma passarela natural sobre a fenda que havíamos passado, com cuidado para não cair em outras cavidades, avançando lentamente, vagarosamente, até perceber ao longe, um facho de luz que nos indica a saída ou seja , o nosso ponto de partida. Foi uma exploração proveitosa e antes de deixarmos a gruta para trás, fizemos uma parada para um lanche e um gole de água.
Retornamos pelo mesmo caminho que viermos, agora subindo lentamente até reencontrarmos nossas bicicletas e ganharmos novamente a rua. Ainda iremos subir por uns 200 metros até que o terreno se estabiliza de vez, definitivamente agora, estamos em cina da CHAPADA PAULISTA, galgamos com dificuldade, mas enfim subimos à grande mesa . Logo à frente cruzamos por uma lagoinha à nossa esquerda, onde penso em me jogar , mas menos de 5 minutos , também à nossa esquerda, uma lagoa gigante desafia a minha capicidade de resistir, mas não resisto e não faço nenhuma questão. Jogo a bike no capim, tiro meu tênis e com roupa e tudo , saio correndo e me jogo na água. O calor tá de lascar e o Thiaguinho vem junto e em um minuto, somos dois moleques se regozijando nas aguas mornas .
Voltamos à estradinha até que ela chega a uma espécie de “T”, aí vamos pegar para a direita. Estamos agora indo ao encontro da Cachoeira da Lapinha e estradinha ao chegar a um cruzamento em forma de triangulo, nos obriga a viramos para a direita e aí vamos descer pra valer, tentando segurar os freios até quando ela se estabiliza, passa por uma floresta de eucalipto e aí temos que nos deter junto a um pequeno riacho que despenca no vazio, formando a cachoeira em questão.
A CACHOIERA DA LAPINHA, também é conhecida como Cachoeira do Carro Caído, devido a uma carcaça de um veículo que se encontra nos pés da queda. No passado, a gente explorou todo o vale vindo por baixo, mas a cachoeira estava com pouca água e não há propriamente uma trilha que se possa chegar partindo de cima, mas com um pouco de habilidade e sem medo dos riscos, é possível descer pela esquerda dela, desescalando uma parede perigosa, mas não ali onde a queda despenca, claro, tem que se afastar uns 300 metros, cair no leito do rio e subir até onde ela despenca.
Nos despedimos da Cachoeira, atravessamos a pontinha e seguimos adiante, apreciando as florestas de eucaliptos e sempre seguindo na principal, nosso rumo vai tomar a direção do Bar do Valentim, onde está a Cachoeira São José, sempre atentos as placas. Da Cachoeira da lapinha até a Cachoeira São José, serão exatos mais 6 km de pedalada e é um caminho belíssimo e agradável, por ser quase só descida e quando lá chegamos, nossa quilometragem vai bater exatos 25 km, pouca coisa, mas não se engane, a atividade não foi feita só de pedalar, então, já um tanto cansado, estacionamos junto ao bar, onde dezenas de pessoas se amontoam, gente de bike, de moto, de jeep, corredores de montanha, ali é parada para todas as tribos.
O bar é onde se pode tomar umas cervejas, uns sucos, comer alguma coisa ou somente descer as escadarias e ir tomar um bom banho na CACHOEIRA SÃO JOSÉ, porque a entrada é gratuita. A cachoeira não é muito alta e suas águas escuras são proveniente de terrenos areníticos com rochas basálticas, portanto, a água é avermelhada, meio cor de barro, mas com o calor que está fazendo, não vamos ficar de mi-mi-mi e não demorou muito pra gente se enfiar embaixo dela e lá ficar, aplacando o calor intenso dessa final de manhã.
Uns 15 anos atrás, eu havia chegado até aqui, mas vindo motorizado, foi quando nosso 4x4 atolou dentro de um rio e eu e minha filha ficamos horas tentando desatolá-lo, lutando contra o tempo e contra uma tempestade que se avizinhava, não levasse a gente embora caso enchesse o riacho. Acampamos próximo ao bar, mas não chegamos nem a conhecer a Cachoeira, que estava fechada. Então a partir de agora, todo o caminho à frente seria uma novidade também para mim.
Montamos nas bicicletas e prosseguimos, mas não deu nem 500 metros, fomos obrigados a desmontar novamente. O cenário que nos foi apresentado era surpreendente, sem aviso prévio, um cânion de proporções gigantescas surgiu à nossa frente. E não posso nem negar que desconhecia a sua existência, já que tinha ideia que havia uma cachoeira que despencava ali nas redondezas do bar, mas nunca que eu iria imaginar que seria daquela magnitude.
O CÂNION PASSA CINCO, me desconcertou, ainda que a grande cachoeira de mesmo nome, tivesse a sua vista muito prejudicada. Mas era mesmo surpreendente, um gigantesco abismo com bem mais de 100 metros de altura, de onde 2 quedas d’agua se precipitavam no vazio, emolduradas por uma floresta verdinha.
Claramente, por ali seria impossível descer ao fundo do cânion, então retomamos o arremedo de estrada e em mais 1,5 km, numa bifurcação tripla, vamos quebrar para esquerda e uns 150metros depois, vai surgir à direita, uma trilha que irá nos levar definitivamente para dentro do cânion. Estamos na TRILHA DO LISINHO, uma trilha somente para quem pratica motocross, com veículos especializados e com experiência vasta no assunto, evidentemente, não é nem de longe uma trilha para bicicletas, mas como ninguém havia nos dito nada, embicamos a nossa bike e fomos nos fuder naquela desgraça.
Logo no começo, já vimos que seria uma encrenca, mas sem conhecer, esperávamos que o terreno melhoraria mais à frente. Ledo engano, cada vez foi é piorando mais. As valetas eram capaz de engolir nossa bicicletas e era praticamente impossível pedalar e quando tentávamos, não era raro cairmos nos buracos e termos nossas canelas dilaceradas pelos pedais que batiam nas paredes laterais e voltavam nas nossas pernas. Aquilo foi um verdadeiro inferno, ainda que a gente se divertisse com a pataquada que acabamos nos metendo, a descida foi minando nossa energia, já que o calor ainda se mantinha insuportável.
Levamos uma meia hora ou mais para chegar ao fundo do cânion, mas mesmo assim, as trilhas ainda se mantinham confusas, parecia que não iam dar em lugar nenhum e empurrar as bicicletas já foi se tornando um verdadeiro martírio. Claro, a gente não se deu conta de que estávamos tomando decisões erradas e que deveríamos ter abandonado as bikes e seguido á pé por dentro do cânion, até conseguirmos interceptar as grandes cachoeiras. Mas chegou uma hora que a gente resolveu voltar, simplesmente o dia já começava a escorregar por entre os dedos e já havíamos passado das 14 horas e aí nos demos contas que não tínhamos mais tempo para explorações, era hora de voltar ao nosso roteiro original.
Dentro do cânion, junto ao rio que corta todo o vale, resolvemos que deveríamos atravessar para o outro lado, tentar achar um caminho que subisse as paredes opostas do vale, porque voltar pela trilha do Lisinho, estava fora de cogitação. Então atravessamos o rio com as bicicletas nas costas e ao chegarmos no centro do cânion, o horizonte se abriu e interceptamos uma sede de fazenda totalmente abandonada, um lugar lindíssimo, onde chegava uma estrada. Essa estrada ao chegar ao casarão abandonado, se transformava numa trilha que ia se enfiando para dentro do cânion, indo na direção do fundo dele, onde estavam as cachoeiras. Seguimos essa trilha por uns 5 minutos, mas logo desistimos de vez, o tempo urge, era chegado a hora de pular fora dali.
Analisamos o mapa, vislumbramos uma saída por uma perna do cânion, na verdade, outro cânion lateral. Então tomamos o rumo de quem vai em direção a entrada do vale, passamos por mais uma casa abandonada, subimos uma trilha pela sua esquerda até chegarmos ao outro cânion, onde uns bois mal-encarados nos deram as boas-vindas, louco para nos dar umas chifradas. Ali começamos a subir, na esperança que no seu final, houvesse um caminho que nos levasse para cima das paredes, ainda que tivéssemos que carregar as bikes nas costas.
Mas não adiantou, o caminho não tinha saída. Estávamos presos, não havia mais o que fazer, tínhamos que retornar, repensar nosso caminho, agora havia chegado a hora de achar uma rota de fuga. O Thiaguinho voltou rápido, eu já começava a capengar com aquela bicicleta pesada e na ânsia de alcançá-lo, meti marcha no meio da trilhinha junto ao pasto, mas um tronco estacionado fora das minhas vistas, foi o obstáculo que faltava para eu bater com a roda dianteira e ser catapultado barranco abaixo, eu de um lado, bike do outro, canela arrebentada e guidão entortado, o chão é o refúgio dos trouxas sobre 2 rodas.
Levanto-me, ainda puto, mas logo estou rindo sozinho da situação. Alcanço o Thiaguinho e tomamos o rumo da saída, passamos pelos bois, pulamos uma cerca de arame e ganhamos uma estrada larga, onde uma ponte decrepita, impede a passagem de carros. Em poucos minutos passamos por uma única casa que parecia ser habitada e ganhamos a estrada em definitivo, assim que cruzamos mais uma ponte, de onde era possível avistar sobre nossos cabeças, o MORRO DO GORILA, uma linda formação de arenito.
Verdade seja dita, a tarde praticamente já se foi e o dia já é capenga, apesar de ainda haver sol. Depois de atravessar a ponte , a estrada de areia vai seguir quase em nível, o que ajuda a gente a conseguir peladar um pouco mais forte, mas não demora muito, observo que o Thiaguinho para imediatamente à frente e sem perceber, desvio rapidamente de uma cascavel que por um pouco não picou a picou a perna dele, foi muita sorte. Dois quilômetros depois, passamos por um bar, que estava fechado , mas um senhor nos indicou que se quisessemos voltar pra Ipeúna, teríamos que virar a direira e seguir pedalando até o curral de uma fazenda, onde deveriamos contornar pela direita e nos apegarmos à estrada principal.
Como sol ja está bem baixo, os paredões do nosso lado direito, vão ficando belíssimos. Mas se o cenário é de tirar o fôlego, o caminho é de tirar a nossa paciência. O areião vai travando a gente , a pedalada não desenvolve, eu praticamente não tenho mais água, a comida acabou faz horas . Claro que poderiamos buscar socorro em algum sitio próximo, pelo menos pra buscar uma hidratação, mas a vontade é de chegar, de encerrar . As pernas já pedalam no modo automático, a minha bicicleta começa a dar sinais que o freio não quer mais funcionar e cada vez, preciso fazer mais força com as mãos.
E a gente pedala, e à frente dos nossos olhos, vão ficando para trás uma infinidade de pequenas propriedades rurais, choupanas jogadas à beira do caminho, matutos e seus animais de estimação, bois, vacas, cavalos, tratores, carroças, plantações, riachos , capões de mato, num sobe e desse sem parar, até que nem eu, nem equipamento aguentam mais . Os freios da bicicleta se foram, a minha capacidade de seguir pedalando , virou pó. Sou um homem entregue ao meu próprio sofrimento, ao meu desespero individual. Não consigo nem mensurar o que o Thiaguinho deve estar pensando de mim, também estou numa condição que nem me importo mais , sou só um homem morto que não caiu porque ainda me resta um brio interior, tentando resguardar o ultimo vestigio de dignidade que me sobrou.
Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho , que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar.
Agora a coisa ficou feia de vez. Até então, a minha capacidade de pedalar já não existia mais , só que agora, sem nada de freios, eu não conseguia nem descer as ladeiras montado, porque naquela escuridão avassaladora, não conseguia ver nada , saber se a ladeira era perigosa ou não. Então, eu subia empurrado e descia empurrando, enquanto a chuva fria castigava nossa cacunda. E nem quando o Thiaguinho me chamou a atenção para as luses da cidade, que se apresentou à nossa frente , eu me animei. Mas eu continuei, cabeça baixa , moral abaixo do volume morto . As cãibras surgirem , era algo inevitavel , a cada 15 ou 20 minutos, lá estava eu, jogado ao chão, com os musculos enriquecidos, dores tão fortes quanto a minha vergonha diante da situação.
Só quando passamos enfrente aos campings , foi que me dei conta que estavamos perto do asfalto e quando lá chegamos, minha vontade era de jogar a bicicleta fora , porque eu já não tinha mais forças nem pra pedalar no terreno plano e firme, por isso empurrei na maior parte do tempo, até que quase NOVE da noite, desembocamos em definitivo na PRAÇA CENTAL de Ipeúna, quase 13 horas de pedaladas e então , nos sentamos à frente da barraca de lanches e quando o sanduiche de costela atingiu a minha corrente sanguinia , uma lagrima escapou dos meus olhos.
Quando o Thiaguinho lançou o convite, pensei em recusar, eu estava fisicamente destruído por atividades ligadas a outros esportes tradicionais. Mas achei que seria deselegante deixá-lo na mão, já que era uma promessa antiga , que eu vinha adiando, mesmo assim , deixei bem claro que só iria com o intuito de fazer um belo passeio, apenas pra mostrar parte da região pra ele. O problema, é que a maldita palavra "passeio" jamais fez parte do nosso vocabulário, quando a gente inventa algo, será sempre acima da nossa capacidade de bom senso. O suposto passeio, se tornou numa jornada de quase 13 horas , um epopéia de achados e perdidos , que misturou montain bike com exploração de cavernas, mergulho em lagoas, descida à cânions, banho de cachoeira, pedaladas em trilhas e pastos sem caminhos . Saímos em busca de uma jornada tranquila, voltamos destruídos pela aventuda que encontramos pelo caminho.
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Essa foi minha segunda viagem por conta própria e, mais uma vez, foi um sucesso, principalmente pro bolso. Nunca viajei por agencia e não pretendo fazer isso nunca. É muito bom bolar o seu próprio roteiro, planejar os gastos, pesquisar sobre os destinos. Mas o melhor é a liberdade de ir e vir, onde e quando quiser, sem depender de agencia. Comecei a planejar essa viagem em outubro de 2010, mas só comecei mesmo a colocar a mão na massa em março de 2011. Inicialmente a viagem seria Portugal/Espanha, mas decidi ficar só por Portugal e ter a oportunidade de conhecer o interior do país e Porto. Meus pais me acompanharam nessa viagem e me deram total liberdade para tomar decisões e escolher os destinos e passeios. Apenas me pediram que incluísse Fátima e Coimbra no roteiro.
Para que essa viagem fosse realizada, contei com a ajuda de outros relatos aqui do mochileiros, principalmente os de Mauro e Fernando (foi importantíssimo o passo-a-passo de Fernando sobre como pagar o pedágio e dirigir em Portugal). Também busquei ajuda em diversos sites, dos quais eu destaco:
Turomaquia http://turomaquia.com/
Matraqueando http://www.matraqueando.com.br/
Wazari http://wazari.wordpress.com/
Viaje na Viagem http://www.viajenaviagem.com/
Blog de Viagens http://www.blogdeviagens.com.br/
Viajar e Pensar http://viajarepensar.blogspot.com/
Sair do Brasil http://www.sairdobrasil.com/
Relato de Mauro= portugal-e-espanha-agosto-2009-t36570.html?hilit=portugal
Relato de Fernando= 22-dias-pela-europa-portugal-italia-franca-holanda-t55781.html?hilit=portugal
Mondial https://www.mondialtravel.com.br/home.aspx
Hertz http://www.hertz.com/
Booking http://www.booking.com/
Ônibus turístico Porto http://www.portosightseeingyellowtours.pt/default.aspx
Pra contar como foi minha viagem, dividi esse relato em 3 partes. Na primeira, estão os hotéis em que nos hospedamos e os gastos principais da viagem (não tenho planilha de custos, mas tenho tudo anotado num caderninho). Na segunda parte está o relato da viagem, onde procurei não ser muito extensa, mas mesmo assim ficou bem grande. Na última parte, estão algumas fotos que considero úteis.
Tomei como base para elaborar o meu relato, o relato de Fernando, que está muito bom e super organizado.
-----------Todos os gastos descritos são sempre para 3 pessoas (eu e meus pais).-------------
---------Nossa viagem começou dia 02 de agosto de 2011 e terminou dia 16 de agosto de 2011.------------
HOSPEDAGEM
Lisboa – 8 noites – Sooliver Rooms – sem café da manhã (03/08-11/08)
€ 318,00 site: http://www.souliverrooms.com/
- Peguei a dica dessa hospedaria com Mauro.
Pontos negativos: dividir cozinha e banheiro com os outros hospedes (mas não foi tão ruim)
Pontos positivos: localização excelente. Pra quem tem disposição, dá pra ir a pé para o centro (voltar não recomendo, pois é subindo ladeira). Próximo da hospedaria, tem lavanderia, internet e algumas lanchonetes. É muito perto da estação de metro Anjos e de uma unidade do supermercado Pingo Doce. O táxi do aeroporto deu pouco mais de €7,00 (contando o valor de 3 malas). A dona é muito simpática e prestativa, além disso é brasileira, o que é um conforto estando no exterior.
Recomendamos o Sooliver Rooms para quem deseja economizar na hospedagem.
Fátima – 1 noite - Hotel Cinqüentenário - (11/08-12/08)
€ 75,00 site: http://www.hotelcinquentenario.com/
-Reservei esse hotel pelo site booking e o principal atrativo foi a garagem para hospedes.
Pontos negativos: Não tem pontos negativos
Pontos positivos: O hotel é perfeito, bem localizado, próximo do santuário e de restaurantes, super limpo, o café da manhã é excelente, o quarto é lindo e arrumado, recebemos uma bandeja de frutas e água de cortesia, tudo muito bom, foi nossa melhor estadia em Portugal.
Recomendamos altamente o Hotel Cinqüentenário. Voltaria a Fátima novamente só para me hospedar nesse hotel.
Porto – 3 noites – Pensão do Norte - sem café da manhã (12/08-15/08)
€ 180,00 site: http://www.pensaodonorte.com/
-Mais uma boa dica de Mauro
Pontos negativos: Achamos a diária cara, considerando o quarto pequeno e sem café da manhã. Além disso, tivemos problema com o banheiro, pois pingava uma água fedorenta do teto. Não achei o quarto limpo e o cobertor cheirava a cigarro.
Pontos positivos: A localização é boa, considerando que é perto do Mercado do Bolhão, da estação de metro do Bolhão e é praticamente ao lado de dois shoppings. O atendimento também é bom.
Recomendamos a Pensão do Norte pela localização. Mas de uma próxima vez, preferimos procurar outro hotel.
Lisboa – 1 noite - Olissippo Oriente – (15/08-16/08)
€ 122,00 site: http://www.olissippohotels.com/gca/index.php?id=33
-Reservei pelo site booking e o principal atrativo foi a proximidade com a estação Oriente.
Pontos negativos: Não tem pontos negativos.
Pontos positivos: O hotel não é tão bom quanto o de Fátima (apesar de ser mais caro) mas cumpri todas as exigências. O café da manhã é muito bom, os quartos são limpos e muito bem decorados. É muito perto da estação Oriente e é praticamente dentro do Parque das Nações.
Recomendamos o hotel Olissippo Oriente pela localização. Próxima vez em Portugal é uma opção a ser considerada.
ALUGUEL DO CARRO/ PERMISSÃO PARA DIRIGIR
A PID (permissão internacional para dirigir) não é exigida de brasileiros que pretendem dirigir em Portugal por até 6 meses. Mesmo assim, por questão de segurança, segui o conselho de Fernando e tirei a minha. A taxa que paguei foi de pouco mais de R$ 40,00 no Detran/PE. Alugamos o carro pela Hertz, duas diárias: €384,17. Achei muito caro. O que encareceu foram as taxas de pegar numa cidade e devolver em outra, o aluguel do GPS, a taxa de pegar o GPS numa cidade e devolver em outra, e outras coisinhas que agora eu não lembro. Acho que a melhor solução seria fazer apenas uma diária, pegando o carro e devolvendo na mesma cidade. Eu teria mudado o roteiro se soubesse que pagaria esse absurdo de aluguel. Também não gostei do atendimento da Hertz, eles nem me deram o troco certo depois do pagamento, foi uma decepção. Próxima vez experimento a AVIS ou outra qualquer.
SEGURO VIAGEM
-Fizemos o MONDIAL TRAVEL EURO PLUS, para 3 pessoas. Cobriu todo o período da viagem. Achei muito bom pq foi possível fazer pela Internet. Paguei em 6x o valor de R$ 372,99. Não precisamos usar o seguro viagem, mas acho importante fazer. Até por que é obrigatório.
GASTOS (3 pessoas)
Passagens aéreas: R$ 6.477,00 - vôo direto pela TAP
Hospedagem: €695,00
Refeições: €438,59
Supermercado: €140,50
Aluguel do carro: €444,17 (contando gasolina e pedágios)
Transportes (metro, táxi, onibus, trem): €224,55
Ingressos: €282,00
MEDICAMENTOS
-Minha mãe é enfermeira e ficou responsável por essa parte. Levamos tudo que imaginamos que poderíamos precisar. Foi ótimo, pois tive dores de cabeça em alguns dias e meu pai sofreu uma distensão muscular leve na canela. Não foi preciso comprar nenhum remédio.
ROTEIRO DA VIAGEM
02/08 - Recife - Lisboa (embarque às 18:15h - vôo direto pela TAP)
1º - 03/08 - Lisboa (centro histórico, elevador de santa justa, convento do carmo)
2º - 04/08 – Lisboa (Parque das Nações)
3º - 05/08 – Lisboa (zoo)
4º - 06/08 – Lisboa (Castelo de São Jorge, Miradouros Glória e Sta. Luzia, Feira da Ladra e Igreja de São Vicente de Fora)
5º - 07/08 – Lisboa (Belém)
6º - 08/08 – Lisboa (Cascais – Palácio de Queluz)
7º - 09/08 – Lisboa (Shopping Colombo)
8º - 10/08 - Lisboa (Sintra)
9º - 11/08 - Lisboa – Óbidos – Fátima (de carro)
10º - 12/08 – Fátima – Coimbra – Porto (de carro)
11º - 13/08 - Porto
12º - 14/08 - Porto
13º - 15/08 – Porto - Lisboa (trem)
14º - 16/08 - Lisboa - Recife (embarque às 11h para Recife pela TAP)
RELATO DA VIAGEM
O embarque foi feito no aeroporto internacional do Recife, às 18h15. O vôo foi tranqüilo com pouca turbulência. O serviço de bordo da TAP foi muito bom. Tive sorte e sentei sozinha numa fileira (chance de estirar as pernas durante a viagem). O vôo de ida foi tão bom que nem criança tinha por perto.
Dia 01: Centro Histórico, Elevador de Santa Justa, Convento do Carmo (quarta)
Chegamos em Lisboa por volta das 6h30 da manha, depois de passar pela alfândega (muito tranqüilo) e de pegar as malas (ficamos um pouco perdidos nas esteiras, mas é só observar a tela, que indica o seu vôo), pegamos o táxi com destino a hospedaria Souliver Rooms. Descansamos o resto da manha e saímos para conhecer o Centro Histórico. Andamos por toda a Rua Augusta e fomos até a Praça do Comércio. Almoçamos no restaurante João do Grão, na Rua dos Correeiros, que fica ao lado da Rua Augusta e que também tem muitos restaurantes. Depois caminhamos pela Praça do Rossio e seguimos para o Elevador de Santa Justa. Não existe bilheteria lá e a compra do ingresso é feita dentro do elevador (o ingresso dá direito a visitar o mirador que tem no topo do elevador). A vista lá de cima é muito bonita e dá pra ver todo o centro histórico, além do Castelo de São Jorge. Seguimos para conhecer as ruínas do Convento do Carmo e o museu. Foi uma visita muito interessante, gostamos bastante e adoramos o museu. Aproveitamos para descansar e caminhar um pouco pelo Bairro Alto. Voltamos para o elevador e descemos bem perto da estação baixa-chiado, onde compramos na bilheteria nossos cartões verde viva e utilizamos o metro pela primeira vez.
Dia 02: Parque das Nações (quinta)
Saímos cedo da hospedaria, pois seria um dia muito puxado no Parque das Nações. As 9h já estávamos dentro do metro com destino a estação Alameda, onde fizemos conexão com a linha vermelha, e seguimos para a estação Oriente. Apesar de ser um dia cheio de atrações, fizemos tudo calmamente. Andamos pelo shopping Vasco da Gama, depois compramos os ingressos do parque num quiosque que fica perto da saída do shopping. Caminhamos devagar pelo parque com destino ao Oceanário. Como estávamos com o cartão do parque, não foi preciso enfrentar a fila imensa para comprar o ingresso. O Oceanário é realmente muito grande e bonito. Foi um passeio muito agradável e é impressionante a sensação de estar a poucos centímetros de um tubarão e daqueles peixes exóticos. Existem outras atrações além do aquário gigante, a que mais gostamos foi o tanque dos leões marinhos, que são muito fofos (pegamos a hora do almoço deles e foi um verdadeiro show de graça). Também tem pingüins, algumas aves e vários mini aquários com peixes de todo tipo. Foi um momento muito especial o que passamos no Oceanário. Depois de visitar o Oceanário, fizemos um lanchinho e descansamos um bocado. Depois, seguimos para o teleférico. O passeio é bem agitado, pois o teleférico balança um pouco, mas é só questão de alguns minutos para se acostumar com a altura, com os balaços e os solavancos. Foi um passeio muito divertido. Em seguida, fomos no Pavilhão do Conhecimento. A loja do Pavilhão do Conhecimento vende produtos bem interessantes (muito melhor do que a loja do oceanário) e compramos umas lembrancinhas lá. As exposições todas interessantíssimas e acabamos por ficar mais tempo do que havíamos planejado. Antes de voltar para o shopping Vasco da Gama, descansamos mais um bocado e fizemos uma breve e última caminhada pelo Parque das Nações. Nossa refeição foi feita num restaurante do Shopping Vasco da Gama, o Cascata. Aproveitei e passei na loja de decoração Gato Preto, é impossível sair de lá sem comprar alguma coisinha fofa. Fizemos o caminho de volta, só que resolvemos descer na estação Alameda, pois pretendíamos conhecer a Alameda Infante Dom Henrique. Ficamos curtindo o parque até começar a escurecer e ainda passamos no supermercado Pingo Doce. Foi realmente um dia puxado.
Dia 03: Zôo (sexta)
Como estávamos cansados, resolvemos acordar bem tarde nesse dia e ir apenas no zôo. Pegamos metro na estação Anjos e seguimos até a estação Baixa-Chiado, onde pegamos conexão com a linha azul e descemos na estação Jardim Zoológico. O zôo de Lisboa é bem grande e a principal atração, a meu ver, é o teleférico. O passeio de teleférico passa por cima das jaulas dos animais e só isso já é bastante interessante. Tem também uma atração com focas e leões marinhos, mas nós perdemos o horário da apresentação. Eu gostei bastante desse passeio, foi bem tranqüilo e foi uma boa saída para um dia onde todos nós estávamos super cansados.
Dia 05: Feira da Ladra, Miradouros da Glória e de Sta Luzia, Igreja de São Vicente de Fora e Castelo de São Jorge (sábado)
Começamos o dia tarde, depois do almoço. Na estação Anjos, carregamos o cartão verde viva com o bilhete de 24h (metro+carris) e descemos na estação/praça Martin Moniz, onde fica o terminal do elétrico 28. Fila enorme, muitos turistas, depois de passar 3 bondinhos, finalmente conseguimos subir. O passeio é sempre subindo e é realmente muito agradável, passa por ruas estreitas e a vista é belíssima. Descemos na parada do Campo de Santa Clara, onde fica a Feira da Ladra (funciona todas as terças e sábados). A feira é enorme e tem de tudo um pouco (lugar ótimo para fazer comprinhas). Depois, visitamos a Igreja de São Vicente de Fora, que é logo ali do lado. Uma agradável surpresa, muito bonita! Voltamos o caminho do bonde, subindo uma ladeira, para visitar o Miradouro da Glória. Muito bonito mesmo! A vista da cidade é cena de cinema. Só perde em beleza para a vista do Castelo de São Jorge. Se fosse fazer esse percurso uma outra vez, invés de descer na Feira da Ladra, desceria uma parada antes, no Miradouro da Glória, e depois desceria a ladeira para a Feira da Ladra, evitando assim, a cansativa subida. Bom, depois de conhecer o belíssimo Miradouro da Glória, pegamos novamente o elétrico 28 (com o bilhete de 24h, é permitido subir e descer quantas vezes quiser) e seguimos para o Castelo de São Jorge. Descemos na parada do Miradouro de Sta Luzia, que é bem acanhado e pouco interessante, comparado com o Miradouro da Glória e a vista do Castelo de São Jorge. Ficamos pouco tempo e seguimos as placas que levavam até o Castelo de São Jorge. Só a vista oferecida pelo Castelo vale a visita. Foi um passeio muito interessante e a caminhada pelas muralhas do Castelo tem um sabor muito especial. Voltamos para o Miradouro de Sta Luzia, onde pegamos pela última vez o bondinho 28. Aproveitamos que estávamos no centro e jantamos por lá, antes de voltar para casa. Dessa vez escolhemos o Restaurante Moderno, que é bem do lado do João do Grão e que achamos muito melhor em termos de atendimento, de variedade e de sabor.
Dia 05: Belém (domingo)
Preferimos visitar Belém num domingo por que as atrações são gratuitas até às 14h. Pegamos o metro na estação Anjos e descemos na estação Rossio, na Praça da Figueira, pegamos o elétrico 15, quase lotado de turistas. Não pagamos as passagens de ida, pois no dia anterior tínhamos preenchido o cartão verde viva com o bilhete de 24h (metro + carris). A viagem até Belém foi demorada e com muitas paradas longas. De uma próxima vez, prefiro ir de trem, tendo em vista que deve ser muito mais rápido e com muito menos turistas. Chegando em Belém, não descemos no Mosteiro, mas sim na parada seguinte a parada do CCB. Nosso objetivo era começar o dia visitando a Torre de Belém. Depois de descer do elétrico, é só seguir as placas, atravessar a passarela, seguir pelo parque e em menos de 5 min chegamos na Torre de Belém. Era pouco mais de 9:30 e já estava uma fila de turistas esperando abrir. A Torre é belíssima e com certeza vale a visita. Fomos até o último andar, subimos por uma claustrofobica escada em caracol, cheia de gente. Não aconselho subir por essa escada, pois a vista de lá de cima é exatamente a mesma dos primeiros andares (antes de começar a escada) e os cômodos são vazios e muito parecidos. Depois de conhecer a Torre, partimos para o Padrão dos Descobrimentos, que fica um bocadinho longe de lá. Mas antes passamos numa feirinha que tem no caminho, uma boa oportunidade para comprar lembrancinhas. O Padrão dos Descobrimentos não tem muito o que ver. É um monumento gigante e bonito, só isso. Descansamos à sombra do monumento e depois pegamos a passagem subterrânea para o Mosteiro dos Jerônimos. Na entrada do Mosteiro tinha uma fila enorme para entrar na Igreja, pois estava havendo missa e a entrada estava limita a poucas pessoas. Ficamos um bom tempo na fila e conseguimos entrar na Igreja a tempo de assistir o final da missa. Foi muito bom por que lá estão os túmulos de Vasco da Gama e Camões, além de a Igreja ser muito bonita. Depois visitamos o Mosteiro e aproveitamos o friozinho gostoso que fazia lá dentro para descansar um pouco e fazer um lanchinho. O Mosteiro é lindo por dentro e por fora. Fizemos nossa visita bem devagar e curtimos bastante todos os detalhes. Lá também está o túmulo de Fernando Pessoa. Terminada a visita, fomos atrás dos famosos pastéis. Compramos sanduíches numa lanchonete próxima a pastelaria, e compramos os pasteis para a sobremesa. Fomos para o parque que tem em frente e fizemos um piquenique lá. Descansamos, passeamos pelo parque, compramos mais pasteis (deliciosos!) e voltamos para casa pelo bonde novo.
Dia 06: Palácio de Queluz e Cascais (segunda)
Segunda é um dia difícil de fazer turismo por que a maioria das atrações fecha nesse dia. Escolhemos Cascais e Queluz justamente porque Cascais é praia e o Palácio abre nas segundas. Seguimos para estação de trem do Rossio. Ao contrário do que eu pensava, a estação do metro Rossio não é conectada com a estação de trem Rossio. Mas foi só perguntar lá na Praça que o povo me indicou onde era a estação de trem. Falei pra atendente o percurso que queria fazer e ela me vendeu um pacote que permitia descer em Queluz, depois seguir para Sintra, pegar o ônibus para o cabo da Roca, descer em Cascais e ainda pegar o trem de volta a Lisboa. Não sei se foi mais em conta, mas com certeza foi mais prático. O único problema foi que toda vez que chegava ou saia de uma estação tinha que esperar aparecer o guarda para abrir a cancela especial. Pois bem, descemos em Queluz e seguimos numa longa caminhada até o palácio. O caminho é bem fácil, depois de sair da estação é só passar por debaixo do pontilhão e seguir pelo parque. É uma caminhada de no máximo uns 15min. O Palácio de Queluz é deslumbrante. É muito lindo... os salões, as peças, a decoração.. a história do lugar.. tudo vale a pena ver. Depois de tudo isso, ainda tem o jardim lindíssimo!!! Por mim tinha ficado o resto do dia lá, faria um piquenique.. andaria por todos aqueles caminhos.. Achei o Palácio de Queluz e seus Jardins belíssimos. Fiquei realmente apaixonada. Relutantemente, deixamos o Palácio e voltamos para a estação e seguimos para Sintra. Antes, compramos uns lanchinhos, pois a viagem para o Cabo da Roca seria bem longa. Em Sintra, me espantei com a quantidade de turistas, pois as atrações da cidade, creio eu, fecham na segunda. O que aquele povo todo tava fazendo lá? Bom, pegamos o ônibus lotado para o Cabo da Roca e demos muita sorte pois conseguimos lugar para sentar. Depois de 1h ou mais de viagem, chegamos no Cabo da Roca. Decidimos não descer do ônibus, pois a viagem nos deixou mais cansados do que já estávamos. Mas mesmo do ônibus dá pra ver a paisagem. Em Cascais, almoçamos no shopping CascaisVilla, fizemos uma refeição deliciosa lá e muito em conta, infelizmente não anotei o nome do lugar. Depois caminhamos, descansamos e ficamos apreciando a linda paisagem. Cascais é uma cidade muito bonita, uma pena que estávamos cansados e não pudemos ficar mais por lá. Antes de voltar para Lisboa, aproveitamos para conhecer o enorme supermercado Jumbo, que fica perto do Shopping e da estação de trem.
Dia 07: Shopping Colombo (terça)
Dia só de compras. Acordamos tarde e sem pressa seguimos para o Shopping Colombo. Fizemos a conexão com a linha azul na estação baixa-chiado e descemos na estação Colégio Militar/Luz. A estação tem conexão com o shopping então não tem aperreio para chegar lá. O Shopping é bem grande e é ótimo para fazer compras (preço e variadede de produtos). Na volta, houve uma intercorrencia. O metro simplesmente quebrou. Como já eram quase 20h da noite, fiquei preocupada, mas a todo momento um funcionário do metro anunciava o status do conserto e apesar de ter esperado quase uma hora pra poder seguir viagem, acabou sendo uma atração, pois fiquei observando a educação do povo e o esforço dos funcionários para realizar o conserto.
Dia 08: Sintra (quarta)
Nosso último dia em Lisboa foi na verdade em Sintra. Pegamos metro na estação Anjos e descemos na Estação Rossio. Tomamos cuidado para só botar a passagem de ida, pois o cartão deveria estar zerado para entrar a passagem de trem. Seguimos para a estação de trem Rossio e preenchemos nossos cartões verde vida com ida/volta para Sintra. Em Sintra, a idéia era conhecer a Quinta da Regaleira, Castelo dos Mouros e Palácio da Pena. Começamos pela Quinta da Regaleira. O percurso até lá é bem distante e fomos bem devagar, parando várias vezes para descansar e apreciar a vista. A Quinta da Regaleira é um lugar belíssimo, fomos até o fosso e andamos por muitos passeios lá. O problema da Quinta da Regaleira é que é num morro, ou seja, vc estará sempre subindo. Ao final do passeio já estávamos cansados. Saímos de lá e seguimos até o ponto de ônibus mais próximo, pra subir até o Palácio da Pena. Nessa altura do campeonato, devido ao cansaço, já tínhamos descartado conhecer o Castelo dos Mouros. Pois bem, o trajeto até o Palácio da Pena é lindo!!! É só subindo e subindo.. a vista de Sintra é linda lá de cima. O ônibus passa por ruas estreitas e beirando penhascos. Quem tiver coração fraco não olhe pela janela. Na entrada do Palácio da Pena tem um trenzinho que leva você até o palácio propriamente dito. É tanta subida que não é de se admirar que a paisagem lá do Palácio seja belíssima. Vale muito a pena conhecer o Palácio da Pena. Os cômodos são lindos e a visitação é muito bem organizada. No fim da visita, compramos um lanche muito gostoso na lojinha de lá. Voltamos para Sintra e resolvemos fazer nossa refeição em Lisboa, no restaurante Moderno, pois foi o restaurante que mais gostamos em Portugal. Ele fica na Rua dos Correeiros, rua ao lado da Rua Augusta
Dia 09: Óbidos e Fátima (quinta)
Acordamos cedo, tomamos nosso último café na pensão de Márcia e seguimos para o aeroporto. Na locadora foi bem demorado, muitos detalhes e tome tempo. No fim das contas, saímos de lá era quase meio dia. Seguimos direto para Óbidos. Apesar do GPS indicar o caminho certinho e de a estrada ser super bem sinalizada, conseguimos entrar errado e nos perdemos. Mas logo nos achamos e chegamos em Óbidos. Seguimos a dica de um morador a quem pedimos informação e eles no guiou direto para um estacionamento gratuito. É só entrar no primeiro estacionamento que aparecer depois do Pingo Doce. Pronto! Óbidos é uma cidade muito fofa. Andamos pelas muralhas e pelas ruinhas. Achei as muralhas um passeio perigoso, pois é muito alto e o caminho estreito. Mas a vista e a sensação de estar lá pagaram o preço. Achei incrível as pessoas circulando de carro lá dentro, é tudo tão apertado. Nosso plano era almoçar por lá, mas estava tudo muito caro. Decidimos fazer um lanchinho e jantar em Fátima. Chegamos em Fátima sem problemas, o GPS endoidou e queria que atravessássemos um muro e um parque. Resolvido o problema, chegamos no hotel Cinquentenário por volta das 17h e nos instalamos num quarto lindo, com uma bandeja de frutas de cortesia a nossa espera (encarei como um presente, pois era meu aniversário). Saímos logo para jantar, mas fomos informados que os restaurantes em Fátima tem horários de almoço (até as 14h ) e de janta (a partir das 19h). Tínhamos quase 1h30 de espera, então compramos um lanchinho pra enganar a barriga e fomos conhecer o Santuário de Fátima. Eu não sou religiosa mas fiquei muito impressionada com a grandiosidade do lugar. Eu não sabia, mas dali a 2 dias seria 13 de agosto, dia de peregrinação. Por isso que nos parques ao redor do Santuário já havia muita gente acampando e guardando o melhor lugar para ver a festa. Conhecemos a Igreja e visitamos os túmulos dos pastorinhos. Eram quase 19h quando deixamos o Santuário para jantar. Depois, fomos às compras. Existe uma feirinha bem razoável perto do Santuário, mas preferimos as lojinhas perto do hotel. Em Fátima tem muita variedade de lembrancinhas que se pode levar da cidade. Terços belíssimos! Mimos muito fofos.. muita coisa legal e muita coisa cara tb. Quase que levava um terço pra mim, mesmo não sendo religiosa (devia ter levado). Muitas lojas fecham cedo, mas algumas ficam abertas até às 22h. Já era noite quando retornamos para o hotel.
Dia 10: Fátima, Coimbra e Porto (sexta)
Acordamos bem tarde, mas ainda a tempo de pegar o café da manha. Nesse dia esquecemos os passaportes na recepção do hotel. Tivemos muita sorte, pois demoramos na garagem, ajustando o GPS. O funcionário do hotel já havia ligado pra casa aqui no Brasil e vinha correndo em nossa direção. Eu nem lembrava que tinha deixado os passaportes lá no dia anterior. Pois bem, saímos de Fátima depois do meio dia e novamente o GPS nos abandonou. Simplesmente deixou de funcionar em Coimbra, o que se via era apenas uma interrogação em cima do carro. Tentamos nos guiar pelas placas que indicavam a Universidade de Coimbra. Chegamos ao pé de uma enorme escadaria que eu deduzi ser as famosas Monumentais. Estacionamos o carro, descansamos, subimos, subimos e nada da Universidade. Depois de um tempo, perguntei a uma senhora se a Universidade estava longe. Pois descobri que estávamos na Praça da República, o que não era muito longe da universidade, mais 15 minutos de caminhada, sempre subindo, estaríamos lá. Pois bem, não fomos. Ficamos pela Praça da República mesmo, descansamos, voltamos para o carro e fomos embora de Coimbra sem conhecer a Universidade. O GPS voltou a operar e seguimos viagem para a cidade do Porto. Chegamos no Porto por volta das 17h, contamos com a ajuda de uma funcionária do posto de gasolina para abastecer o carro e depois fomos devolver na locadora. A locadora ficava bem perto da Hospedaria Pensão do Norte, e em pouco tempo, sempre descendo, chegamos no hotel. Depois de descansar um bocadinho, fomos jantar. Uma boa vantagem pra quem se hospeda na Pensão do Norte é a proximidade com dois shoppings. Um é quase em frente e o outro é quase do ladinho. Muito perto mesmo. Fizemos nossa refeição no Shopping Plaza e saímos para conhecer as redondezas. Mais uma passada no supermercado (Pingo Doce tem em todo canto mesmo) e voltamos para dormir.
Dia 11: City tour, Castelo do Queijo e Parque da Cidade (sábado)
Depois de tomar um café reforçado no quarto, seguimos para a Praça da Liberdade, onde começamos nosso city tour. Antes, passamos no Mercado do Bolhão e fizemos umas comprinhas de frutas para o lanche. Começamos o city tour pelo percurso Porto dos Castelos, onde descemos no Castelo do Queijo e no Parque da Cidade. O primeiro é bem light. Não tem muita coisa pra ver no Castelo, mas a vista é belíssima. Ainda é possível visitar um museu de armas no térreo do castelo. Não ficamos muito tempo, mas como o valor da entrada é simbólico, eu recomendo a visita e a parada, pois lá também tem uma praia bem legal e super movimentada. Depois voltamos para o ônibus e continuamos o tour. Nossa próxima descida foi no Parque da Cidade, que é lindo!!! Ficamos muito tempo lá. O parque é enorme, com lago, bichos e árvores lindas. Tem até uma mini plantação de uva. Muito bonito e agradável. Descansamos bastante debaixo das árvores. Faltou fazer um piquenique lá, teria sido perfeito. Por volta das 16h, voltamos para o ônibus e terminamos o city tour. Voltamos para o hotel e jantamos no outro shopping próximo, o Via Catarina, que é bem melhor e maior que o Plaza e tem mais opções na praça de alimentação. Voltamos para o Hotel e descansamos um pouco. O melhor do Porto é caminhar sem rumo por suas ruinhas lindas, especialmente a noite. Foi o que fizemos antes de dormir naquele dia.
Dia 12: city tour, Vila Nova de Gaia, Cruzeiro Rio Douro (domingo)
Novamente rumamos para a Praça da Liberdade, onde pegamos novamente o ônibus de dois andares para fazer o segundo dia de city tour. Dessa vez, escolhemos o percurso Porto Histórico. Esse percurso é bem mais bonito que o anterior. Descemos apenas em Vila Nova de Gaia, onde se tem uma vista belíssima da Cidade do Porto. Andamos por toda a extensão da rua (no início e no finzinho da rua tem feirinha, a do final é bem maior) e descansamos um pouco olhando a paisagem linda. Depois, fomos na vinícula Porto Calém, onde compramos nosso vinho do Porto. Em seguida, fomos fazer o Cruzeiro pelo Rio Douro (10 euros cada). A idéia do cruzeiro é percorrer as 5 ou 6 pontes que se erguem sob o Rio Douro. Muito agradável o passeio, que dura cerca de 1h. O chato é que o povo fica se levantando a toda hora pra tirar fotos, invés de apreciar o vento no rosto e a paisagem. Já passava das 17h quando nos sentamos para comer. Escolhemos um restaurante ali mesmo na Av. Diogo Leite. Depois voltamos para o ônibus e terminamos o city tour. Voltamos para o hotel e, antes de dormir, mais uma vez, caminhamos pelas ruas do Porto.
Dia 13: Ponte Luís I/Porto e Parque das Nações/Lisboa (segunda)
No nosso último dia no Porto, acordamos cedo para fazer uma coisa que queríamos muito ter feito no dia anterior mas o cansaço não permitiu. Fomos na parte de cima da Ponte Luís I. Lá de cima é tudo mais bonito ainda. Valeu acordar cedo pra rever essa paisagem pela última vez. Retornamos para o hotel, tomamos nosso café, e ainda deu tempo para uma descansada. Saímos do hotel por volta das 11h, na estação Bolhão, pegamos o metro para a estação Campanha e compramos os últimos bilhetes para o próximo trem para Lisboa. Chegamos na estação de campanha com mais de 1h de antecedência e quase não conseguimos vaga. As 3h de viagem de trem quase não se percebe. A paisagem é muito linda e o trem muito confortável. Quando nem pensávamos, chegamos na estação Oriente. O hotel Olissipo Oriente é próximo da estação e seguimos a pé sem problemas. Almoçamos no shopping Vasco da Gama e aproveitamos para fazer as últimas comprinhas em Portugal. Ainda voltamos no Parque das Nações e caminhamos por lá até o anoitecer.
Dia 14: embarque para o Recife (terça)
Acordamos cedo, tomamos café da manhã no hotel e às 9h fizemos o check out. Seguimos para o aeroporto pra pegar o vôo de meio dia com destino ao Recife. Mesmo sendo o hotel próximo do aeroporto, pagamos uns 7 euros de táxi, pois a principal via de acesso ao aeroporto estava fechada. A alfândega foi muito tranqüilo, não tivemos qualquer tipo de problema. O vôo de volta foi muito ruim, com muita turbulência, enfrentamos cerca de 2h de turbulência. Muitas crianças chorando. O almoço querendo voltar. O serviço de bordo da TAP não se comparou ao vôo de ida. Os funcionários praticamente jogavam a comida na mesinha, não tinham paciência. Foi tudo ruim. O desembarque foi igualmente terrível, pois a fila da alfândega aqui no Recife é uma verdadeira piada. Ficamos mais de meia hora em pé na fila. Mas a viagem para Portugal foi maravilhosa e foi esse o sentimento que predominou.
Espero que o meu relato possa ajudar futuros viajantes. Lamento ter ficado tão longo.
Quem tiver dúvida, fique a vontade para me contatar por aqui ou por e-mail.
Beijos para todos