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paulistana28

Ilha Grande - Hospedagem (Hotéis - Pousadas - Albergues e Campings)

Posts Recomendados

ôi Dhilgemb . Difícl essa decisão...bem, pelo que li na reportagem qualquer acampamento que não seja em um camping tá vetado na Ilha Grande, principalamente no carnaval. Se alguém te informar ao contrário pondere sobre a seguinte questão: quem ficalizará isso, além do IBAMA, será a polícia. Uma vez que nossa PM é tão mal remunerada...dai por diante vc imagina ,né? Conheço estórias horripilantes sobre a atuação da PM na Ilha Grande. Carnaval e Ano Novo então, os "homi" tão doidinho. Se o turista for de um estado mais "rico", ai que complica mais ainda. Por essas e por muitas outras é melhor acampar em camping estruturado mesmo. Não pense porque Aventureiro, Pananioca e outras ,são distantes que os "homi" não pinta por lá. Pintam sim e com muita disposição...por isso é melhor "não dar mole pra kojac".

 

Paula Mendes , carnaval entope de gente mesmo. Tudo fica mais caro(do que geralmente já é). E todas as praias do lado de Abraã e Angra dos Reis parecem Copacabana em dia de domingo. Mas tem vantagem: pinta gente jovem de todo canto do sudeste e muitas dessas pessoas são legais, por mais que a Ilha não seja a mesma de 15 anos atrás ainda tem belezas a serem apreciadas. Caso não sejam biólogos e tenham uma graninha extra procurem os guias, eles conhecem muito sobre as peculiaridades da Ilha.

 

Vibrações positivas,

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Max da uma entrada no site d ilha grande... www.ilhagrande.com ou www.ilhagrande.com.br

 

os preços de sex a quar entre 170 e 120 .....

 

olha a lista ai !!!

 

Campings - Telefones e Precos Ilha Grande > Vila do Abraão > Campings:

Alfa (24)33615745 - R$140 (P)

Ângela (24)33615862 - R$140 (P)

do Bicão (24)33615076 - R$170 (P)

Cantinho da Ilha (24)33615358 - R$120 (P)

do Lúcio (24)33615775 - R$170 (P)

das Palmeiras (24)33615059 - R$150 (P)

do Peixoto (24)33615599 - R$160 (P)

do Pernambuco (24)33615060 - R$ 20 (D)

Raio de Sol (24)33615744 - R$170 (P)

Santana's (24)33615287 - R$170 (P)

do Sossego (24)33615367 - R$160 (P)

Toca do Guaiamum (24)33615314 - R$200 (P)

 

 

vlw

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Alguém sabe quais são os campings autorizados? O preço das barcas aumentou pra 15,00 por pessoa. Esse preço é só de ida né? Já fui duas vezes na ILHA, mas não me lembro deste detalhe. De qualquer forma é uma exploração toda vez que chega feriado e eles colocam os preços lá nas alturas...Alguém recomenda um camping em Palmas? Valeu galera!

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Olá pessoal,

Estive na Ilha no feriado de São Sebastião. Foi tudo de bom! Fiquei em um camping na praia Brava de Palmas chamado camping Paraiso. Muito organizado e limpo. Dica: Pra quem vai ficar em Palmas sempre rola barco pra voltar direto para Mangaratiba nos feriados. Eles cobram o mesmo preço da barca, as vezes até menos. Abs

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gostaria de saber qual o melhor camping pra ficar em palmas .....e se é possível chegar ao caxadaço saindo de palmas?

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Fala galera ! tudo bem com vocês ?

 

estou pensando em ir para a Ilha no feriado de novembro. Estou calculando custos.

 

Eu vi um camping, que me parece muito legal e já vi um comentario sobre ele nesse tópico, o camping paraíso em Palmas.

 

Como que chega nessa gruta do acaia ?

os passeios de barco são caros ? qual a distancia + ou -

 

 

agradeço

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...

 

Camping em Ilha Grande eu sempre vou pro Cantinho da Ilha (é barato, legal, bem equipado) - o preço muda muito, mas geralmente é 7 reais fim d semana

carnaval lá que era absurdo

 

 

Restaurante em IG é só pra gringo..todos tem vinhos na mesa, preços caros e tal

o melhor é comer em PF ou comprar comida nos mercados e fazer no camping

 

o PF que vou quando to lá é o que fica dentro do Camping do Bicão - custa 5~6 reais e vem bastante comida, mas é simples (arroz feijão carne batata salada)

última vez que fui lá o teto caiu..heeheh..por causa do temporal, mas devem ter refeito

 

é isso..

qlqr duvida, pode mandar que eu tento responder

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Galera to levantando preços para ir para IG...

olhem só:

Presidente Prudente-Sao Paulo: 190R$ (ida e volta pela BRA aéreas)

Sao Paulo-Angra dos Reis: 100R$ (ida e volta Reunidas Paulista)

Angra-IG: 12,00R$ (ida e volta barca)

Total transporte: 302,00R$

Penso em ficar em camping 7 dias...

Pelo q eu vi agora em julho o preço do camping vai variar de 10 á 15R$

Qual camping vcs me indicam?

dos 7 dias q pretendo ficar la, eu penso em reservar 3 para trilhas e 4 para praias...

onde vcs me indicariam ficar? na praia do Abraao mesmo?

e o mais importante onde eu acho os famosos PFs de 6R$?

aguardo ajudas

 

o melhor é ficar no abraão mesmo, pq a estrutura é bem melhor

 

camping bom eu indico o Cantinho da Ilha, mas tem o do Bicão também que é bom

 

e PF tem dentro do camping do bicão (é um restaurante dentro do camping)...e fuja da pensão da bahiana que todo mundo fala que é bom, ,mas nem é

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raquel recomendo o camping paraiso (www.campingparaiso.com) no reveillon, o camping é mto bom, limpo e seguro, acampo lá ha mais de 6 anos e sempre tem festas open bar (no carnaval desse ano foi mto legal).

 

o camping fica ne enseada de palmas (praia brava pra ser mais exato).

 

Abs.

marcos

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E ae galera!

 

Estou pensando em ir pra ilha com uns amigos no Reveillon, estamos na duvida entre ficar no camping Toca do Guaiamum ou no Raio de Sol (ambos em Abrãao), alguem tem alguma referencia de um dos dois ou indicação de outro tambem na Vila de Abraão? estou indo com a patroa, ai tem que ser algo melhor estruturado.

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    • Por eitagu
      Fala, galera!
       
      Esse é meu primeiro post aqui no site e eu quis escrevê-lo como forma de retribuir tudo o que li aqui que me foi MUITO útil pra montar esse roteiro. Inicialmente seríamos dois amigos fazendo essa viagem, mas chamamos mais umas pessoas e acabamos viajando em quatro. Nossa meta era gastar em torno de R$1k cada e ficar dez dias de rolê pela costa verde - região do RJ que engloba Paraty, Angra e suas particularidades.
       
      Se alguém tiver lendo isso e tiver meio perdidão sobre como montar um roteiro, assim como eu tava no início, vou deixar aqui mais ou menos como a gente começou a planejar. Antes de mais nada: o Excel (ou, no meu caso, o Google Sheets) é seu melhor amigo! Lá tu pode lançar todos os links úteis de relatos de outras pessoas, dicas, lugares pra ficar, visitar, etc. A gente fez uma planilha que tinha uma relação de transportes e hospedagens e os preços. Aí ficava até mais fácil comparar. Botamos lá uma coluna de observações também que era bem útil. A gente deixava já na ordem dos dias também pra ficar mais fácil pra gente se guiar. 
       
      Se alguém quiser ver como a planilha ficou no final, só dar uma ideia aí que eu mando o link!
      No mais, bora lá! Viagem feita dos dias 15/07 ao dia 24/07 (de 2019).
       
      Dia 1. Paraty
      Viajamos de BH pro RJ de Buser e como a gente tinha distribuído nosso código, conseguimos salvar essa ida e volta. Chegamos no RJ por volta de 5h30 e pegamos o primeiro ônibus direto pra Paraty. O busão sai da rodoviária Novo Rio mesmo, às 7hs (mas costuma atrasar muito!), e custa R$83 pela Costa Verde. Ficamos hospedados no Chill Inn Hostel e, sinceramente, recomendo demais! Staff muito atencioso e café da manhã na praia. Almoçamos por lá mesmo, paramos pra tomar umas brejas e fazer umas compras pros próximos dias. Não sei se era pq a cidade ainda tava cheia de gringos pós-flip, mas tava rolando um forró na praça em frente à Matriz pela noite e o comércio ficou aberto até bem tarde no centro histórico. Ficamos apaixonados pelo lugar e pegamos nosso carimbo do passaporte da Estrada Real. O preço das coisas é normal fora do centro histórico (almoço em torno de R$20,00) e bem alto dentro do centro histórico.
      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
      R$34 almoço e brejas
      R$20 de rolezin a noite durante o forró
      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
      R$4 miojo que compramos na vila pra dar um gás a noite, pq a comida acabou rápido kkkkk

       
      Dias 3 - 4. Paraty
      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!


    • Por Rogerio K C
      Para fazer algumas trilhas na Ilha Grande vi que é necessário contratar um guia (por exemplo, trilha do Abraão x Bico do Papagaio). Onde se consegue contratar esses guias? Tem algum ponto específico lá?
      E, para se fazer a volta inteira, já existe algum roteiro com lugares para dormir, comer, etc?
      Valeu.
    • Por Rogerio K C
      Li nesta página que é permitido pescar com linha e anzol na Ilha Grande: 
      https://www.ilhagrande.com.br/ilha-grande/preservacao/e-proibido/
       
      Saberiam de pontos bons na ilha para fazer esta pescaria, de preferência onde fosse possível também fazer trilhas?
       
    • Por dan_08_08
      Saudações meus colegas de mochila, vou pra Ilha Grande em julho, chegando no aeroporto SDU umas 2h30, isso mesmo, é inviável pegar ônibus nesse horário, e so me resta o transfer privado que é quase o preço da passagem de avião! Alguem conhece algum mais barato e confiavel?? (são dois passageiros)
    • Por Diego Minatel
      Esse é um relato de uma volta quase completa por Ilha Grande. Primeiramente, queria agradecer o @Augusto por fazer o guia definitivo das trilhas de Ilha Grande (https://www.mochileiros.com/topic/1171-volta-completa-de-ilha-granderj-uma-caminhada-inesquec%C3%ADvel/). Salvei o relato e não tivemos problemas em realizar as trilhas. Então, esse relato não tem nenhuma pretensão em ser mais preciso ou descrever minuciosamente as trilhas, isso já foi muito bem feito pelo @Augusto . A ideia aqui é tentar transmitir as sensações que tive ao realizar a minha volta por Ilha Grande e tentar acrescentar algumas informações.
      Na minha visão, é possível realizar a volta (isso falando apenas da orientação no percurso) pela Ilha Grande tendo em mente apenas três coisas. A primeira é levar o relato do @Augusto , ele descreve muito bem as passadas das trilhas, os lugares e tudo mais. No meu caso, salvei o relato no celular e foi muito útil, principalmente nos dois primeiros dias, quando ainda não estávamos familiarizados com as trilhas. A segunda dica: no caso de dúvida siga à rede elétrica.  A terceira, a mais importante, é interaja com as pessoas locais, em todas as comunidades da ilha haverá pessoas e todas elas conhecem as trilhas de acesso a comunidade em questão. Todas as pessoas que tivemos contato ajudaram-nos com informações e detalhes valiosos sobre as trilhas.
      Agora vamos ao relato!
      Desde a minha última viagem vinha pensando em qual seria o meu próximo destino, pois a data da viagem iria ser pelo final de ano. Queria algo não muito longe. Pensei na Serra da Canastra, Serra da Bocaina, Parque do Itatiaia e Paraty. Confesso que estava pendendo pelo Itatiaia, mas algumas lembranças vieram a tona e fizeram-me mudar de decisão. Agora estava decidido, seria Ilha Grande o destino e iria dar a volta na ilha. Das lembranças que alteraram o rumo da viagem, foram apenas vozes de uma amiga que sempre dizia-me para fazer a volta na ilha e naquele momento essas vozes me soavam como um chamado.  
      Fazia alguns anos que eu viajava sozinho e mal planejava minhas viagens, apenas me deixava ir. Porém, final de ano é complicado, todos os destinos são invadidos por centenas/ milhares de pessoas, tudo fica mais escasso e os preços são todos mais altos. Ano passado já tinha me frustrado por não me organizar nessa data do ano e tive que mudar de última hora o meu destino. Dessa vez não cometeria o mesmo erro e teria que voltar a fazer algum planejamento antes de sair de casa.
      Como teria que me planejar porque não ter companhia? Fiz-me essa pergunta. A primeira pessoa que conversei sobre a viagem foi com o Vinicius, amigo que conheci no mestrado, e logo percebi que ele estava afim de fazer esse rolê por Ilha Grande. Depois entrei em contato com duas amigas que no primeiro momento tiveram interesse, mas com o tempo e outros planos não iriam conseguir embarcar nessa. Matheus é um velho amigo e está fazendo um mochilão de longa data pelo Brasil, falei com ele sobre a viagem e ele também animou de fazer parte da trupe. Assim, estava fechado o grupo: Eu, Vinicius e o Matheus. Dias antes de embarcar, pesquisei (no mochileiros.com) se haveria mais alguém fazendo a volta na mesma data e meio sem querer encontrei a Jordana. Ela estaria na ilha nas mesmas datas e estava procurando companhia para dar a volta na ilha. Entrei em contato com ela e consequentemente o grupo tinha mais uma nova integrante. Agora, éramos quatro.
      Confesso que não houve um super planejamento. O plano resumiu-se a levar comida para os primeiros dias, comprar as passagens para Angra com antecedência e ler alguns relatos. No entanto, é importante comentar que a decisão de fazer a volta na semana do Natal foi a mais acertada de todas, pois na semana entre o Natal e Ano Novo a maioria dos campings estavam trabalhando com pacotes e os preços aumentavam substancialmente devido a grande procura. Em questão de economia acho que o maior acerto da volta foi ser realizada entre os dias 20-27 de dezembro e não dos dias 27-02 como pensado inicialmente.
      Era uma terça-feira. Acordei cedo. Organizei minhas coisas, aprontei minha mochila e o relógio ainda marcava 09:00. A passagem para São Paulo era só para as 16:00. A ansiedade para mais um trekking era grande. Ouvi música, vi televisão e o tempo passava devagar. Às 13:30 decidi que era hora de partir, caminhei até a rodoviária. Lá fiquei esperando o tempo que restava. Sentei no ônibus que estava praticamente vazio. Li um pedaço do livro que eu levava comigo. Cochilei. Quando a marginal Tietê se tornou a paisagem na janela do ônibus percebi que, enfim, a viagem tinha começado. Na rodoviária de Sampa, logo encontrei o Vinicius.
      Vinícius é um amigo que conheci no meu mestrado. Ele faz parte do mesmo laboratório no qual eu trabalho e já está no final do seu mestrado. Essa viagem seria a primeira dele nesse estilo.
      Ficamos esperando e conversando até o Matheus chegar. O Vinícius e o Matheus não se conheciam até então. Foi feita as formalidades e saímos para achar algum lugar para jantar.
      Matheus é um amigo de longa data. Fizemos graduação, estágio e nossos primeiros mochilões juntos. Hoje em dia ele está em um período sabático viajando pelo Brasil e relata suas aventuras em seu blog (http://fazeraquelasuaviagem.com.br/).
      Às 22:00 embarcamos no ônibus. Eu, como sempre, levei um livro que eu sabia que não iria ler durante o percurso na ilha. Comecei a lê-lo e dez minutos depois desisti. Estava ansioso. Tentei dormir e não consegui. Depois me senti em viagem escolar, por causa que quase todos os outros passageiros do ônibus se conheciam e a viagem foi seguindo com música e violão. Isso até despertar a ira dos passageiros restantes. Enfim, mal dormi naquela noite. Quando consegui cochilar o ônibus tinha adentrado Angra dos Reis. Ficamos um tempo na rodoviária. Depois seguimos para TurisAngra e assim conseguimos a autorização para acampar na praia de Aventureiro. Logo em seguida pegamos um barco e navegamos até a ilha de codinome grande.
      Informação 1 - A TurisAngra fica no caminho para o porto. Saindo da rodoviária é só virar a esquerda e seguir caminhando na calçada até chegar na TurisAngra e depois no porto.

      Angra dos Reis

      Indo para Ilha Grande
      Já no barco ficamos fascinados pela cor da água, um verde bem escuro. Logo depois fomos margeando o trajeto de Saco do Céu até Abraão, que seria o percurso inverso do nosso primeiro dia. Atracamos no cais. A nossa espera estava a Jordana que havia chegado um dia antes. Antes da nossa chegada ela havia tentado a autorização no Inea para cruzarmos as praias do Sul e Leste para conseguirmos sair de Aventureiro e chegar em Parnaioca caminhando. Ela não havia conseguido a autorização e isso deu uma desanimada na hora.  
      Jordana é uma guria tocantinense, estudante de medicina em Brasília e seria o seu primeiro trekking. Até aqui era tudo que eu sabia sobre ela.
      Conhecemos a Jordana e jogamos algumas conversas fora. Tomamos um café coado e logo seguimos para iniciar as trilhas (T01 e T02) até o Saco do Céu, onde iriamos dormir naquela primeira noite. O sentido do percurso foi determinado pelos relatos que consultamos antes de ir, pois todos falavam que o sentido anti-horário era mais tranquilo. Na minha opinião não existe muita diferença não, o principal ponto é entre Aventureiro e Provetá, onde no sentido horário a subida é numa tacada só, mas em compensação a maior parte do trajeto é descida. Enfim, acho que o sentido da volta não faz muita diferença na dificuldade do percurso.
      Informação 2 - Site com as informações oficiais das trilhas e suas nomenclaturas (http://www.ilhagrande.com.br/atrativos/atividades/trilhas-da-ilha-grande/)

      Bem-vindo a Abraão
      Nos primeiros metros vimos que seria difícil completar o dia. Levamos muita comida, o suficiente para uns quatro/cinco dias e assim, economizar o máximo com alimentação. Pra piorar fui na frente e segui a passos largos, sem perceber que estava forçando a passada do restante do pessoal que faziam algo do tipo pela primeira vez. Até o Aqueduto tudo estava tranquilo. Depois no caminho para a Cachoeira da Feiticeira o pessoal foi desanimando, até que o Matheus passou mal. Descansamos e depois fomos devagarinho. O clima entre nós era pesado, creio eu que ninguém além de mim estava curtindo caminhar naquele momento. A umidade também maltratava-nos. Quando chegamos na cachoeira da Feiticeira tudo mudou. Banhar naquelas águas renovou a energia de toda a trupe. Foi bom demais. À partir daí, começamos interagir como um grupo. Seguimos para a Praia da Feiticeira. A praia é bem bonita e muito movimentada. Tirei minha camiseta, torci ela e jorrou suor, parecia que havia acabado de lavar a camiseta. Ficamos por ali por um tempo, tomamos o primeiro banho de mar da viagem e depois seguimos caminhada. Aqui é importante ressaltar, voltando na trilha até uma bifurcação siga para onde continua a rede elétrica. Enfim, sempre siga a rede elétrica.

      A primeira foto do grupo - Matheus, Eu, Jordana e Vinicius

      Abraão

      Abraão

      Aqueduto

      Trilha T2

      Mirante antes de chegar na Cachoeira da Feiticeira

      Cachoeira da Feiticeira

      Praia da Feiticeira
      Continuamos a caminhada. No meio do caminho tinha a indicação da Praia do Iguaçu, não fomos e seguimos adiante. A trilha desembocou na primeira praia da Enseada das Estrelas, a Praia da Camiranga. Já era final de tarde e a maré estava alta. Descansamos um pouco. Ao passar num trecho que a areia era toda coberta pelo mar, achei que conseguiria passar ileso (sem molhar o tênis) no momento em que a onda do mar recuasse, ledo engano, o trecho era grande demais para passar dessa forma. O resultado foi todos os tênis encharcados. Caminhamos descalços pelas praias de Fora e Perequê. A ansiedade de chegar logo no Saco do Céu era grande, caminhávamos lentamente e todas previsões de tempo que os nativos indicavam nunca confirmava-se em nossa passada. Chegar na Pousada Gata Russa  foi um alívio.

      Próximo de Saco do Céu
      Eu tinha feito um pré contato com a Rilma, dona do lugar. O valor do camping é R$60 com café da manhã e R$40 sem café da manhã, logicamente ficamos sem o café e ainda demos aquela chorada básica e reduzimos o valor para R$35. Destruídos armamos as barracas e tomamos o merecido banho. Depois, como seria de praxe, cozinhamos bastante comida. Convidamos a Rilma para o jantar. Deitamos por um tempo nas redes. Fomos no cais tentar ver o céu, mas o tempo nublado não deixou as estrelas aparecerem. Logo depois fui para a barraca e desmaiei de sono.

      Gata Russa

      Gata Russa
      Na trilha até o Saco do Céu encontramos um bugio preto morto no meio da trilha. Foi meio chocante, nunca tinha visto um bugio e na primeira vez que vejo, vejo um morto. O Vinícius achou que era uma cobra que havia matado ele, mais especificamente uma jararaca. Eu fiquei preocupado com febre amarela. No entanto, comentei sobre isso com a Rilma e ela disse que o pessoal da comunidade havia falado que o bugio havia morrido eletrocutado. Isso deu um certo alívio. Não sou perito em coisa nenhuma, mas o bugio estava muito perfeitinho para ter morrido eletrocutado. Enfim, o que eu sei que foi triste ver aquela cena.

      Saco do Céu
      Na manhã seguinte, tomamos um café da manhã reforçado e assim aliviamos nossas costas com menos peso pra caminhada. Alongamos. Um pouco atrasado partimos, pois já tinha passado metade da manhã. Seguimos pela trilha T03 rumo a Freguesia de Santana. No início da trilha, do lado do campo de futebol, avistamos a diferente Praia do Funil. Particularmente, eu gostei bastante dessa praia, pois nunca tinha visto nada do tipo até então. O restante do pessoal não se encantou muito por ela. Acho que com a maré mais alta e o sol de fundo essa mini praia iria ficar demais.

      Praia do Funil

      Matheus e a Praia do Funil
      Depois seguimos para a Praia do Japariz e logo em seguida para a Praia de Freguesia de Santana. E assim, acabamos a trilha T03 que foi das mais tranquilas do percurso. Ficamos um tempo na praia. Mergulhamos. Tomamos uma coca gelada e descansamos.

      Praia de Japariz

      Praia de Japariz

      Trilha T03

      Beleza de vista

      Trilha T03

      Trilha T03

      Trilha T03

      Praia de Freguesia de Santana

      Preparando-se para partir de Freguesia
      Seguimos por detrás da igrejinha. Caminhamos um pouco e logo avistamos a placa indicando a trilha T04 sentido Bananal. A trilha começa com uma subida forte, porém nessa subida encontrei com a Dona Maria, ela mora na subida, e pedi algumas informações que ela prontamente respondeu e depois ela me disse que vendia sucos. Compramos os sucos. Escolhemos o de acerola. Cada um era R$5 e veio estupidamente gelado. Naquele momento senti que era o melhor suco que havia tomado na vida, era incrivelmente bom. Eu com minha mania de supor coisas, supus que haveria diversas Dona Maria pela volta da Ilha Grande, grande inocência a minha. Não surgiu em nenhum momento mais uma Dona Maria com seus sucos milagrosos. Não teve um dia que em nossas conversas não lembrássemos daquele suco de acerola gelado. Continuamos a caminhar. A trilha é cansativa. Quando avistamos o mar a nossa frente achamos que havíamos chegado em Bananal, mas era Bananal Pequeno. Paramos e descansamos um pouco. A praia de Bananal Pequeno é muito bonita e deserta. Voltamos a caminhar e depois de uns cinco minutos chegamos em Bananal, final da trilha T04.

      A igrejinha

      A Trilha T04

      Bananal Pequeno

      Bananal Pequeno

      Chegando em Bananal

      Chegamos em Bananal - Na vendinha
      Bananal era um ponto de interrogação. Não sabíamos se passaríamos a noite aqui ou se seguiríamos para Matariz ou até mesmo para Maguariqueçaba. Resolvemos olhar o camping da Cristina, o espaço que ela tem no quintal da casa é bem bacana, mas o senhor que nos atendeu parecia meio confuso, dava informações contraditórias e resolvemos não ficar ali. Paramos numa casa para pedir informações e o dono da casa disse que poderíamos acampar no quintal da sua casa por R$30 (mesmo preço do camping da Cristina), ele com sua filha pareciam bem receptivos e então ficamos ali na casa do Juca Bala, na companhia do próprio e de sua filha Josi.
      Nos livramos das mochilas e fomos logo cozinhar o almoço. Pela primeira vez comi macarrão, molho de tomate e bacon. A fome é um bom tempero, mas estava muito bom esse rango. Depois fomos a beira mar. O Vinicius ficou no mar sozinho, como se fosse a primeira vez dele e o mar. Juntamos-se a ele e ficamos até a chuva nos expulsar do mar. Ficamos abrigado na vendinha. A chuva não cessava. A Jordana foi até a casa do Juca Bala e fez pipoca. Ficamos assistindo a chuva, que não tinha fim, debaixo da vendinha, de frente pro mar, comendo pipoca e bebendo as primeiras cervejas da viagem.

      Bananal

      Bananal

      Bananal
      A noite foi boa. Conversamos sobre tudo. Rimos demais. A Josi fez companhia por toda noite. Ela jantou conosco e a janta foi arroz com seleta de legumes, farofa e calabresa frita. A chuva não parou. Pedimos ao Juca se podíamos estender os sacos de dormir na área e dormir por ali mesmo, no relento. O Vinicius que estava sem saco de dormir montou a barraca na área e nós outros estendemos o sacos de dormir e dormimos com aquele ventinho frio que fazia na noite. Diferentemente do primeiro dia, nesse dia conseguimos desfrutar de todo o percurso, das praias, da comunidade, da nossa amizade e tudo mais. Esse dia foi um ótimo dia.

      A varanda
      Levantamos às 06:00. Tomamos o café e partimos para a trilha T05 rumo a Sítio Forte. A primeira parada seria a Praia de Matariz. Não sei ao certo o que aconteceu nesse percurso, foi o único no qual nos perdemos por um instante maior, apesar de ser pouco tempo. Seguíamos pela trilha e depois o caminho começou margear um mangue. O chão cada vez mais tinha buracos com ninhos de cobra. Quando os ninhos eram muitos decidimos voltar. Fomos voltando pela trilha e depois de uns cinco minutos avistamos uma ponte e a orla de Matariz. Creio que foi uma cegueira de olhar apenas pro chão que não nos deixou ver aquela ponte que estava logo ao nosso lado. Aliviados paramos um pouco em Matariz que estava deserta naquela hora do dia.

      Saindo de Bananal

      Rumo a trilha T05

      Rumo a trilha T05

      Trilha T05

      Praia de Matariz
      Seguimos rumo a Praia de Passaterra. Cruzamos com uma gangue de cachorros. Quando chegou na bifurcação não fomos para a Praia de Jaconema e seguimos pela trilha principal. Chegamos em Passaterra e descansamos um pouco. O dia hoje seria o de maior quilometragem até então. Não perdemos tempo e seguimos a caminhada até Sítio Forte. Passamos pela Praia de Maguariqueçaba que estava vazia. Para mim Passaterra e Maguariqueçaba são praias bem parecidas. No final da praia seguimos pela trilha. Caminhamos por mais algum bom tempo e chegamos no final da trilha T05. Enfim, Sítio Forte. O lugar me agradou bastante, com um gramado amplo, alguns poucos moradores, um mar tranquilo, mas o melhor é o contorno da serra o fundo a quilômetros de distância. Ficamos abrigados em um sombra. Comemos, descansamos e enchemos as garrafas de água. O tempo parado ali foi grande.

      Trilha T05

      Trilha T05

      Praia de Passaterra

      Trilha T05

      Trilha T05

      Sítio Forte

      Sítio Forte
      Com as energias renovadas partimos para a trilha T06 com destino Araçatiba. Logo no início cruza-se a Praia da Tapera. Seguimos em frente. Caminhamos por mais uns trinta minutos e chegamos na Praia de Ubatubinha. Paramos só um pouco para descansar as costas e continuamos a caminhada que estava muito agradável. O dia estava nublado, em alguns momentos saiu algumas chuvas finas, mas sempre por pouco tempo. O clima facilitava a caminhada. O trecho entre as praias de Ubatubinha e do Longa é bem mais extenso e mais chato de caminhar. Porém, nada muito complicado. A trilha desemboca numa vendinha. Sentamos na vendinha e tomamos uma Coca 2 litros (R$10) bem gelada. Uma fato na Ilha Grande é que todas as bebidas, em qualquer lugar, vem muito gelada e isso me agradou muito. Ficamos descansando e vendo a bela Praia do Longa. Tínhamos combinado que de acordo com o horário e o clima seguiríamos ou não para a Lagoa Verde. Creio que era umas 13:00, portanto, tínhamos tempo de sobra e as nuvens de chuva tinham dado uma trégua. Resolvemos ir para a Lagoa Verde antes de ir para Araçatiba.

      Vendinha na Praia do Longa
      A trilha para a Lagoa Verde é tranquila. Acho que levamos uns quarenta minutos saindo da Praia do Longa. Chegar na Lagoa Verde é chegar em um paraíso. Desde do início do trekking já havíamos passados por muitos lugares de belezas ímpares, lugares muitos bonitos, mas agora a percepção de beleza estava num nível mais elevado, enfim, a Lagoa Verde é um paraíso. O verde da lagoa, principalmente pelo alto é encantador. Dentro de suas águas límpidas é possível ver cardumes e cardumes de peixes tão nitidamente como se estivessem em nossa palma da mão. Os peixes por lá são tão coloridos. Uma belezura de momento. Apesar de haver algumas pessoas no local somente nós estávamos nadando, portanto, por alguns minutos a lagoa foi nossa. Em certo momento fui queimado por uma água viva e o Vinicius pisou em um espinho. Assim, eu, ele e o Matheus resolvemos sair um pouco da lagoa enquanto a Jordana mergulhava com seu snorkel. Na saída, caminhando distraído eu pisei numa pedra. No ínicio achei que não havia cortado, mas depois de ver a poça de sangue que se formava debaixo de mim fiquei preocupado. Nesse momento surge o anjo, um anjo de dreadlocks, de nome Mari. Antes de eu esboçar qualquer reação ela já estava com o algodão na mão pressionando o machucado. Foi um corte bem grande na sola do pé. Com toda a paciência do mundo ela ficou ali esperando o sangue estancar. Ela me contou que é de São Paulo e sempre vem com seu pai e seu simpático irmãozinho para a Ilha Grande, mais especificamente a Praia do Longa. A Ilha Grande é sua segunda casa. Limpou o ferimento com álcool, aplicou os remédios que o Vinicius havia levado, fez o curativo e ainda ficou um tempo conversando conosco. Quanta gratidão. Fiquei tão feliz com aquela situação que nem mesmo lembrava do ferimento. Nunca irei esquecer a prontidão, a solidariedade e a doçura da Mari. Nunca é demais agradecer: Mari, muito obrigado!

      Lagoa Verde

      Lagoa Verde

      Lagoa Verde

      Lagoa Verde
      Depois de todo o ocorrido e a presença de nuvens carregadas decidimos partir. Ao colocar o tênis vi que seria difícil caminhar daquele jeito, mas seria suportável. Nos despedimos da Mari e fomos embora. Voltamos a trilha e na bifurcação subimos rumo a Araçatiba. Esse trecho de trilha é tranquila, porém pra mim foi difícil. A cada pisada do meu pé direito uma pontada de dor subia no corpo. O andar era complicado. Chegamos em Araçatiba. Iriamos ficar no camping Bem Natural. A praia de Araçatiba é bem grande e o camping fica no final da praia. Assim, caminhamos por mais uns vinte minutos debaixo de uma chuva forte até chegar no camping. O preço do camping é R$45 (caro!) sem café da manhã, mas é a melhor estrutura que encontramos em toda viagem. Ótima cozinha, muitos banheiros, alguns chuveiros quentes, locais cobertos para armar a barraca e tudo muito limpo. Conseguimos reduzir o valor para R$40. Montamos nossas barracas. Tomei o melhor banho da viagem. Chuveiro a gás com uma boa regulagem de temperatura, consegui massagear bem as costas. A Jordana refez o curativo do meu pé. Preparamos macarrão com molho de tomate, atum, bacon, milho e ervilha, fizemos suco e ainda ganhamos queijo parmesão ralado do Alexandre, um cara gente boa demais que estava acampado por lá também. Foi uma boa janta. Conversamos bastante com o Alexandre. Depois o Vinicius foi dormir. Eu, Matheus e a Jordana fomos beber umas cervejas num bar suspenso no mar. Antes das onze da noite estávamos de volta ao camping.  
      Acordamos bem cedo porque queríamos chegar em Aventureiro o mais cedo possível. Fizemos café da manhã. Conversamos mais um pouco com o Alexandre e partimos para a trilha T08 rumo a Provetá. A trilha é bem agradável e as mochilas nesse momento já estavam bem leves em relação ao primeiro dia. Fomos em um bom ritmo. Chegamos em Provetá. Aqui é uma autêntica vila de pescadores. Não lembro de nenhum turista por lá. Paramos numa vendinha perto da igreja e compramos muitas frutas, destaque para a melancia que devoramos em instantes. Depois de uma dieta sem frutas era hora de comer frutas por todos os outros dias. Descansamos em uma sombra e por lá ficamos por quase uma hora. 

      Finalzinho da trilha T08

      Foto do grupo

      Provetá

      Provetá

      Provetá

      Provetá
      De Abraão até Araçatiba, caminhamos pela parte oeste da ilha que está voltada para o continente. O mar nesse trecho é caracterizado por suas águas plácidas e de coloração verde escura. Ao chegar em Provetá esse cenário muda drasticamente, pois agora inicia-se a caminhada pelo lado leste da ilha que está voltada diretamente ao mar aberto. O mar de Provetá até Lopes Mendes é mais bravo, com muitas ondas e sua coloração pende mais para o azul clarinho. Esse é um dos encantos de dar a volta na Ilha Grande conhecer dois tipos distintos de mar em um trecho tão pequeno de terra.

      Provetá

      Vinicius em Provetá
      Das muitas histórias que já ouvi nessa vida, talvez a melhor seja do João, morador de Provetá. João, um pescador com brilho no olhar e de fala mansa salvou um pinguim-de-magalhães, na qual deu o nome de Din Din, que encontrava-se machucado na orla de Provetá. Depois de meses juntos, Din Din partiu rumo a Patagônia. Depois disso, todo ano Din Din volta a Provetá para visitar o João pela gratidão e amizade, isso já ocorre por seis anos. Não tive o prazer de conhecer o João, mas teria sido imensamente gratificante dar um abraço nesse grande homem. Vou deixar o vídeo com ele contando a história que é muito melhor que minhas palavras:  
       
      Gostamos bastante da Praia de Provetá, o clima menos turístico favorecia isso. Queria ter ficado mais tempo, talvez pernoitado, mas naquele dia queríamos chegar em Aventureiro. Pegamos a trilha T09 e seguimos a caminhada. No início da trilha é uma subida bem chata e sem vegetação, então há outro castigo aqui, além da subida, que é o sol. Difícil aquele trecho, e justo nesse dia o sol apareceu com toda a sua cara. Depois a trilha volta para a mata mais fechada, mas a subida nunca cessa. Sempre subindo. Com toda certeza, essa trilha é a mais pesada de todas. No final da subida, tem uns quatros bancos de madeira que de longe parecem troféus. Ficamos ali deitados por algum tempo. Resolvemos acabar logo com aquela caminhada e partimos para a descida. Nesse momento se desce em zigue-zague. Alguns escorregões e tombos. Descida até o fim. Víamos o mar, a descida estava no final e no fim estavam nossas energias. Depois de Abraãozinho, Bananal Pequeno e Araçatibinha, só faltava haver a praia de Aventureirinho antes de Aventureiro, falava o Vinicius enquanto dávamos risada, mas aquela risada com responsabilidade pois tínhamos um certo medo de haver mesmo uma praia de Aventureirinho. Pra nossa sorte não havia e pra melhorar o camping do Luís ficava bem do lado do final da trilha. Jogamos as mochilas no chão e pela primeira vez nos permitimos não cozinhar. Pedimos um PF (R$30) no camping.

      Início da T09 - Vista para Provetá

      Início da T09 - Vista para Provetá

      O fim da subida e a cara da derrota

      O início da descida

      Camping do Luís

      Camping do Luís

      Camping do Luís

      Camping do Luís
      Caminhei em direção ao coqueiro deitado que é o cartão postal da Ilha Grande. Não sei, coqueiro deitado não me parece um bom nome, o coqueiro está mais para sentado do que para deitado. Prefiro chamá-lo de coqueiro degrau. Entretanto, uma coisa que não tem como discordar que ele é lindo demais, merece o título de cartão postal. Aquele pequeno trecho de praia onde ele se esconde é de uma beleza ímpar.

      O coqueiro deitado

      O coqueiro deitado

      O coqueiro deitado

      Eu eu o coqueiro

      Jordana e o coqueiro
      Depois do almoço o Vinicius se sentiu mal. Ele ficou pelo resto do dia amoitado tentado recuperar-se. Fomos pro mar, ficamos nos divertindo com as ondas do mar que até então era novidade nessa viagem. O Matheus desfilou seu estilo de nado que mais parecia com um afogamento. A tarde naquele mar foi gostosa. Eu estava com certo receio de pisar em algo e abrir o pé novamente. Com isso sai do mar mais cedo que gostaria. Tomei banho. No resto do dia me encostei numa rede. Que delicia. Ficar de bobeira deitado numa rede me lembrava os dias viajando de barco pela amazônia. A noite veio e o lual em Aventureiro não aconteceu. O vento chegou e deixou a noite na rede mais delicia ainda. Só o Vinicius montou a barraca. De resto ficamos todos pelas redes do camping. Dormir na rede naquele cenário foi bom demais. No fim, até o Vinicius desistiu da barraca e se arranjou numa rede para dormir.

      Aventureiro

      Aventureiro

      Aventureiro

      Matheus e Aventureiro

      Matheus e Aventureiro
      Acordei, ainda tudo tava escuro. Caminhei a beira mar e fiquei ali a espera do nascer do sol. A Jordana juntou-se a mim. Pouco a pouco o sol ia erguendo-se e dando brilho aquela praia tão especial e de um mar de cor tão peculiar.

      Eu e o nascer do sol

      O nascer do sol em Aventureiro

      Jordana e o sol 
      Senti muita vontade de passar o resto da viagem em Aventureiro. Desistir da volta e ficar ali em paz. Se algum dia eu voltar para Ilha Grande, será para ir direto rumo Aventureiro e ficar uma semana inteira ali, acampado à beira mar. Entre o céu, o mar, a areia da praia e uma sombra pra descansar. Que saudades de Aventureiro. Que saudades.

      Aventureiro

      O resumo de Aventureiro
      O Vinicius tinha acordado renovado. Tomamos um café da manhã reforçado com direito a pão e queijo deixado por um família que conhecemos no dia anterior. Tentamos uma conexão de internet (no camping tem wifi) para antecipar os votos natalinos com nossas famílias. Tentativa bem sucedida. Saímos era tarde da manhã. Fomos querendo ficar. Não tínhamos a permissão do Inea para atravessar as praias do Sul e Leste, mas fomos mesmo assim. Afinal, não tinha barcos para Parnaioca naquele dia. Logo no inicio da caminhada, no trecho em que caminha-se entre rochas até a Praia do Sul  o momento de maior tensão da viagem. O Matheus distraído pisou na parte da pedra que tinha tipo uma cachoerinha, portanto estava molhado. E assim, foi descendo em direção do mar, escorregando pelo pedra que parecia um tobogã. Na hora que olhei bateu um desespero grande. Já estava tirando a mochila pra pular no mar quando o Matheus milagrosamente conseguiu travar-se num trecho inclinado da rocha. Fomos em sua direção, pegamos sua mochila. Ele saiu tranquilo, na visão dele ele nem tinha passado por nenhum perigo. Porém, eu e o restante do grupo ficamos em choque. Foi um  grande susto. A caminhada infinita pelas também infinitas praias do Sul e do Leste foi de tensão inicialmente, mas a beleza do lugar logo nos fez esquecer do ocorrido. O Matheus ganhou o apelido de Quase Morte e a sobrevida que ele ganhou nesse dia fez ele disparar no percurso. Ele caminhou na nossa frente pela primeira vez e assim foi até não ser mais visível aos nossos olhos. Esse trecho judia, pois só se caminha pela areia e o sol estava forte demais. Eu me encantei pela travessia entre a praia do Sul e do Leste, na parte que atravessa-se pelo mangue. É de uma lindeza indescritível. Depois foi caminhar e caminhar debaixo de um sol escaldante, mas a beleza do lugar tornava tudo mais fácil. 

      O trecho de pedra

      Praia do Sul

      Praia do Sul

      Belezura

      O Mangue

      O Mangue

      Praia do Leste

      Praia do Leste

      Fim de caminhada

      Praia do Leste
      Beleza é relativo. Direto eu digo que esse ou aquele lugar é o mais bonito que já vi em minha vida, para mudar de opinião cinco minutos depois. Sobre as praias de Ilha Grande isso também era uma verdade. Toda hora falava que essa ou aquela era a praia mais bonita da ilha. Porém, a verdade que para mim as praias do Sul e do Leste são as mais bonitas. Areia branquinha e mar límpido. Enquanto caminhávamos molhando os pés consegui ver uma raia que nos acompanhou por instantes nadando no rasinho. Lindeza. Naquela situação fiquei feliz demais em ver uma raia. A parte final da Praia do Leste em contraste com a vegetação é lindo demais e é a imagem que eu lembro quando recordo da ilha.

      Matheus no paraíso

      A imagem que grudou na retina - Praia do Leste
      Todas as trilhas que fizemos em nenhuma tivemos problemas com água, exceto essa. O trecho que caminha-se pelas praias do Sul e Leste era de se esperar que não haveria água. São quase duas horas exposto ao sol, então o consumo de água é alto. Ao chegar no trecho que liga a Praia do Leste a Parnaioca volta-se a caminhar em vegetação fechada. Entretanto, nesse trecho não há rios para encher as garrafas. No ínicio da trilha já estávamos sem água. Completar esse percurso foi um martírio, perdíamos muito água pelo suor e a boca estava seca. Quando avistamos o fim da trilha foi um alívio.
      Chegamos em Parnaioca não era nem uma hora da tarde, tínhamos todo o resto do dia para nós. Nesse dia era véspera de Natal. Seguimos para o camping do Silvio. Não tivemos o prazer de conhecer o Silvio que estava no hospital se recuperando de alguma enfermidade. Fomos recepcionados por seu filho Célio e sua família. Almoçamos. Organizamos nossas coisas e levantamos acampamento. Descansamos nos colchonetes do camping. Depois ficamos na praia. O dia estava ensolarado e Parnaioca estava linda demais. Pena que quase não registramos Parnaioca em fotos. No descer do sol voltamos ao camping. Tomamos banho e pedimos um PF para nossa ceia de Natal. Depois fomos convidados para uma fogueira à beira mar. Aceitamos. Ficamos pouco tempo, não entramos em sintonia com o outro grupo que estava em outra vibe. Voltamos para o camping e ficamos o resto da noite conversando e rindo. Foi boa demais aquela noite.  Antes de irmos dormir, como um presente de Natal, o céu se abriu pela primeira vez durante a noite nessa viagem. Curto demais ver o céu estrelado e naquela noite o céu estava bonito de se ver. Fiquei admirando as estrelas até o cansaço me dominar.

      Parnaioca

      Parnaioca  
      Acordamos cedo. Alongamos. Tomamos um café da manhã fraquinho, pois já não havia muitas coisas nas mochilas. Seguimos para a trilha T16 rumo a Dois Rios. No caminho para a trilha tirei as únicas fotos de Parnaioca que naquela hora do dia não estava nada bonita em comparação com a tarde anterior, na qual aproveitamos a Praia de Parnaioca. Essa trilha é chatinha apenas nos primeiros vinte minutos, mas depois é quase toda plana. Delicia de caminhar assim. A T16 é a trilha mais longa de Ilha Grande. Porém, nem de longe é a mais difícil. A trilha é cheia de bugios e ao atravessar algumas áreas de posse deles, eles gritam para espantar os invasores e os gritos de um bando de bugios é assustador, principalmente a primeira vez. Não consigo nem fazer um paralelo ou comparação. Acredite é assustador. Na terceira ou quarta invasão no territórios deles você acostuma com o barulho e começa até aproveitar aquele som peculiar. Quando avista-se a Toca das Cinzas a trilha está no final. Essa toca diz a lenda que era usada para deixar os presos mal vistos do presídio de Dois Rios apodrecendo até a morte. O final da trilha é em uma vegetação rasteira diferente de toda vegetação vista na ilha, não consegui identificar qual era essa vegetação, mas era bem bonita. O fim da T16 anuncia-se no mesmo momento que avista-se o presídio de Dois Rios.

      A trilha T16

      A trilha T16

      A Trilha T16

      A Trilha T16

      A Trilha T16

      Comunidade de Dois Rios

      Dois Rios
      O presídio de Dois Rios é uma tentativa de isolamento e de dificultar a fuga dos detentos, como feito na ilha de Alcatraz nos Estados Unidos. Esse presídio abrigou alguns célebres prisioneiros. O caso mais famoso foi do traficante Escadinha que fugiu de helicóptero do presídio no seu banho de sol. O presídio era de segurança máxima e tal fuga vive até hoje no imaginário da sociedade, inspirando contos, livros e filmes. Porém, o preso mais famoso com toda certeza foi, o fora de série, Graciliano Ramos. Graciliano foi preso por subversão acusado de ser comunista no ano de 1936 no governo Vargas, que na época namorava com os regimes fascistas da europa. Como admitiu posteriormente, Graciliano na época não tinha afinidade com o comunismo, algo que foi só acontecer no pós guerra em 1945. Em Dois Rios, Graciliano terminou de revisar, que para muitos é seu melhor livro, o livro Angústia. Quinze anos depois (e pouco tempo antes de falecer) da sua prisão ele publicou Memórias do Cárcere em que conta seus dias na prisão em Dois Rios. Eu curto demais literatura e antes de embarcar nessa viagem li atentamente o livro Angústia do qual ainda não sei se gosto. Graciliano entrou na minha vida na época que eu prestava vestibular. Tive que ler pela primeira vez Vidas Secas nessa época. Esse foi dos melhores livros que já li. O livro foi muito importante na formação do meu caráter e na minha forma de ver e conceber o mundo em que vivemos. Portanto, estar de frente aquele presídio era estar de frente com uma parte da história de alguém que é importante em minha vida. Não foi especial estar ali, mas tinha que estar naquele lugar e ver um pouco da história. Hoje, resta apenas o paredão da entrada principal do presídio que foi implodido em 1994.

      O presídio

      O presídio
      Desde da caminhada até Aventureiro tomar uma água de coco gelada virou nossa obsessão. Não encontramos em Aventureiro e nem em Parnaioca. Chegamos em Dois Rios e tínhamos a certeza que naquele lugar conseguiríamos, por fim, tomar o coco gelado. Não rolou, nos lugares em que procuramos nada de coco. A comunidade estava meio deserta, afinal era dia de Natal. Tomamos outra Coca de dois litros estupidamente gelada e estupidamente cara, R$14. A comunidade de Dois Rios é bem estilo vilinha de cidade de interior. Eu gostei bastante, porque as casas ficam bem distante das praias. A comunidade é cheia de gramados, isolando a overdose de areia de todas as outras praias, areia que fica apenas na orla. Fomos pra praia e encontramos uma boa sombra. Ficamos na sombra. Dormimos. Almoçamos por ali. Passamos toda a tarde naquele lugar. Surgiu a ideia de montar acampamento, afinal aquela paisagem era demais. Mais uma vez o mar surpreendia por sua cor. Dois Rios não deve em nada em questão de beleza para nenhuma outra praia da ilha. No fim da tarde, o tempo já anunciava chuva. Já havíamos desanimado da ideia de seguir a volta da ilha por Caxadaço, Santo Antônio e Lopes Mendes e com aquele tempo decidimos cortar a pontinha norte da ilha e seguimos para a trilha T14 rumo a Abraão.

      Praia de Dois Rios

      Praia de Dois Rios

      Praia de Dois Rios

      Descanso na Praia de Dois Rios

      O almoço

      Cozinhando
      O contorno da Ilha Grande seria completo se seguíssemos pela T15 rumo a Caxadaço e terminasse a volta pela ponta norte da ilha. Para fazer isso teríamos que fazer um camping selvagem em Caxadaço. Não tínhamos informação de como era o reabastecimento de água por lá, a chuva viria muito forte naquela noite, tinha a questão da trilha entre Caxadaço e Santo Antônio que parece ser confusa e nossos corpos já começavam dar sinais de esgotamento. Decidimos assim, seguir a trilha T14 e ir direto para Abraão, e no dia seguinte faríamos esse trecho sem mochilas. E assim, partimos para nosso último trecho com nossos mochilões. A T14 na verdade é uma pista, a única que transita carros autorizados na ilha. A primeira metade é de subida e a outra metade é só descida. Já na descida tem um mirante bem bonito. A alegria do sucesso já dominava-nos e o cansaço parecia secundário. Demos bastante risada nesse trecho de caminhada. A maior parte dos assuntos eram recordações da volta. Quando chegamos em Abraão o alívio era o sentimento da vez. Agora era hora de comemorarmos. Fomos até o camping Cachoeira. Eu tinha feito contato, antecipadamente, com a Noé e conseguimos a diária de R$25 no camping, um achado por ser a semana dos preços caros. Arrumamos nossas coisas no camping e logo começou a chover. Chuva forte. Chuva que impediu de sairmos das barracas. Chuva que impediu nossa comemoração do final da volta. A chuva ficou até a manhã do dia seguinte, de maneira intensa. O que fez que a nossa decisão de cortar a ponta norte da ilha fosse acertada. O Vinicius nessa noite resolveu antecipar sua partida. Logo ao amanhecer ele partiu.   

      A trilha T14

      O mirante

      O grupo no mirante

      Abraão

      Abraão

      Volta completada
      O dia amanheceu chuvoso. Agora éramos três. Demoramos mais que o normal para sairmos das barracas, afinal, a volta estava dada e o descanso era merecido. Tomamos o café da manhã reforçado preparado pela Jordana e saímos caminhar por Abraão. O sonhado coco gelado surgiu nessa manhã, mas de forma melancólica veio em um copo plástico e não diretamente da fruta. Enfim, estava bom demais. Ficamos a olhar o finito mar com Angra ao fundo. De chinelos nos pés resolvemos ir até Lopes Mendes. Vinte minutos depois de entrar na trilha T10 bateu o arrependimento de ir, pois começou a chover e toda hora meu chinelo se desfazia, e ainda tinha a preocupação em machucar o machucado novamente (ou seria remachucar o ferimento existente?). Caminhamos em frente. Depois de uma hora de caminhada estávamos na praia de Palmas. A chuva cessou com a nossa chegada, avistamos umas espreguiçadeiras e ficamos por lá.

      As espreguiçadeiras em Palmas
      Almoçamos. Decidimos não mais avançar até Lopes Mendes, o tempo estava fechado e o sol já estava baixo. Ficamos por ali o resto da tarde. Quando a chuva iniciou-se, novamente, partimos rumo a Abraão. Apesar da chuva, essa trilha foi a mais tranquila, sem peso nas costas e por ser o último trecho de trilha que eu iria fazer naquele ano que se encerrava. Tive prazer em cada passo que dei nos últimos sessenta minutos de caminhada. A trilha escorregadia e a chuva incessante não atrapalhava em nada. E assim que avistei os primeiros telhados na enseada de Abraão a sensação de missão cumprida me dominou juntamente com a felicidade.

      Praia de Palmas

      Praia de Palmas
      O Pico do Papagaio é o segundo ponto mais alto da Ilha Grande com 982 metros. O ponto mais alto é o Pico da Pedra D’Água com 1035 metros. Porém, o Pico do Papagaio é acessível por trilha (T13) e sua vista é incrível. A trilha é considerada a mais difícil da ilha em questão de preparo físico. Queria fazer a trilha de madrugada para ver o nascer do sol de cima do pico.
      Não sei explicar a minha relação com as montanhas. Quando digo montanha, excluo a definição literal e jogo no mesmo significado morros, serras, pedras ou qualquer elevação territorial que se destaca no horizonte. Nasci numa cidade plana e por isso, que até onde eu saiba, tinha dos maiores índices de bicicleta per capita do país. Fui conhecer montanhas tardiamente, talvez isso fez eu ter essa fascinação. Só sei que do alto de algum pico, de onde a imensidão domina a paisagem, d'onde faça eu ver o quão pequeno sou é onde sinto-me melhor. Ali do alto é que eu acho o meu equilíbrio de tempos em tempos. Entre o mar e a montanha sempre irei ficar com a montanha. Por isso, o Pico do Papagaio para mim era o ponto alto dessa viagem. No início do dia quando tive a certeza que não daria para subir o pico naquele dia e nem no próximo (por causa das chuvas e da falta de visibilidade), achei que iria ficar frustado. A frustração não veio. Os dias a beira mar haviam compensado e de certa forma o mar me trouxe esse equilíbrio.  
      Inicialmente iria partir no próximo dia no final da noite, mas com o tempo ruim decidi partir no início do próximo dia. Com ressalvas tinha conquistado o objetivo de dar a volta na Ilha Grande, estava satisfeito com tudo que eu havia vivido. Agora sobrava uma noite e era hora de comemorar. Saímos prum bar, comemos bem e bebemos até o inicio da madrugada. As recordações e as risadas deram o tom da despedida.

      A comemoração
      No outro dia acordei cedo. No escuro caminhei por Abraão rumo ao cais. O relógio marcava 06:00, sentei no cais e esperei. Na outra ponta havia um grupo - que imagino eu - que havia pernoitado lá e tocava alguma música. Me aproximei. Não reconheci a música. No momento que o sol se levantava acabei dormindo. Dois caras me acordaram e um deles me perguntou se eu estava procurando hospedagem, eu disse que estava partindo. Corri e consegui alcançar o barco que já estava saindo. Sentei no barco e dormi de novo. Acordei no porto. Novamente com pressa fui até a rodoviária. Subi no ônibus e mais uma vez dormi. Assim, me despedi de Angra e sua Ilha Grande, que facilmente poderia ser chamada de Ilha Bela ou, para evitar o plágio, melhor seria Ilha Linda.

      A última foto da ilha
      Para mim essa viagem foi muito especial. Reencontrar o Matheus foi muito bom, amigo que dividiu comigo tantas experiências, desde das aulas da época da universidade, passando pelo companheirismo nos projetos sociais nos quais nos envolvemos, nos dias de estágio no qual também dividimos o mesmo teto até chegar na nossa iniciação em mochilões, no mochilão pela América do Sul. Passar dias com o Vinícius fora do ambiente, por muitas vezes carregado, do laboratório e conhecê-lo de uma forma mais real também foi legal demais. Conhecer a Jordana de uma forma tão casual também foi muito bom, ela deu o toque feminino que faltava no grupo. Acho que formamos um belo grupo. Contornar cada canto da ilha foi surpreendente. Cada nova praia era uma beleza diferente. As trilhas são todas cheias de charme. Beleza não falta nesse trekking. Claro que existem os pontos altos como Lagoa Verde, Aventureiro e Parnaioca em que as belezas são mais gritantes e a paz prepondera nesses lugares tornando-os mais especiais ainda. Porém, caminhar esses dias sem a companhia da Jordana, Matheus e Vinicius fariam com que esses lugares não fossem tão belos. A soma dos lugares, do nosso grupo e das pessoas que cruzaram nosso caminho nessa jornada fizeram dessa viagem, uma grande viagem. Só tenho agradecer aos céus por mais essa oportunidade. Jordana, Matheus e Vinicius obrigado pela companhia e, principalmente, pelas boas memórias que teremos desses cansativos, porém incríveis dias. Muito Obrigado! E agradeço também os pacientes leitores que conseguiram chegar ao fim desse longo relato. Obrigado! Nos vemos pela estrada.
      Abraços,
      Diego Minatel


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