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João Peregrino

uma historia de 30 dias_pedindo carona na America do Sul

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aqui sera relatada uma historia de uma aventura vivida logo no inicio do ano quando tive a brilhante ideia de aproveitar meu seguro-desemprego,e com apenas R$700 reais conhecer cinco países sulamericanos sucessivamente;e das formas menos convencionais.

 

 

sai de minha casa logo nas primeiras horas da manha do dia 2 de janeiro de 2012,e através de caronas com gordos caminhoneiros,carros de todos os modelos e ate mesmo um ônibus que transportava boias frias aos canaviais,eu finalmente cheguei a cidade de Corumba-MS "1650 km apenas de carona" ::cool:::'>

 

 

 

 

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permaneci 2 dias na cidadizinha Boliviana de Quijarro onde aconselho ficar quem for esperar pelo ônibus ou pelo trem da morte,ao invés de se hospedar no lado Brasileiro onde a hospedagem custa ate 6x mais caro.

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Quijarro me deu muita dor de cabeça.o rapaz que chegaria em um ônibus na noite anterior não veio,tive que enfrentar a fila da imigração de saída do Brasil e entrada na Bolívia,tive que ficar das 08:00 da manha as 18:00,não obstante o lado boliviano de imigração não havia nada para se esconder do sol que estava muito forte,pessoas desmaiavam, comecei a sentir efeitos de insolação,as pessoas dos dois lados protestavam e havia muita gente burlando fila,houve um tumulto e um cão foi atropelado,ali estava o inferno a unica coisa legal,foi que deu pra fazer amizade na fila ,algumas pessoas ate cheguei a encontrar pelo caminho,e quando finalmente chega minha vez,quase sou preso por uma brincadeira fora de hora,

 

Havia um guarda gordo e mal encarado na porta da imigração,e quando eu e outros brasileiros íamos passar:

 

_Usteds tienen que se quedar mas un poco,esta lleno ahora

_Entonces,galera vamos todos nos quedar mas e mas tiempo hasta las nueve,Respete la policia

_Joven,Tu quires dormir caliente ?

_No maestro,desculpe,es solamente una broma,una bromita nada mas

_Brasileiro,tienes que saber quando hablar quando eschutar e quando quedar-se en silencio ahora estas adentrando en la Bolivia.

 

com isso aprendi a não fazer muitas bromitas com os homens da lei,Sai da fila as seis e as 06:30 estava num ônibus rumo a Santa Cruz de La Sierra,onde eu conheceria pelo acaso o Cristian,um chileno que fazia sociologia e trabalhava em uma empresa de cobranças e estava de ferias,a gente conversou e decidimos viajar juntos para Santa cruz,la a gente ficou na casa de um senhora que deixava viajantes dormirem no teto da sua casa,onde havia bastantes artesoes e músicos de rua,eles mais tarde se tornaram para mim quase que uma família,estavam combinando de ir a um pueblo chamado "Samaipata",pelo que eles falavam do lugar parecia ser muito interessante o problema e que eu e o chileno já havíamos comprado um passagem para La Paz para a tarde,a coisa parecia ser boa demais para se passar batido, então fomos a rodoviária em reembolsamos a passagem,e com o pessoal pegamos uma combi bem barata para Samaipata,no grupo havia um casal de brasileiros que com seu filhinho estavam viajando a 10 anos pela America

 

 

e um brasileiro do amazonas que me deu muitas dicas de castellano,e uma pulseirinha de presente,tinha outro chileno alem do Cristian,e um argentino de nome Joel que com seu violão proporcionou momentos de festa e alegria a todos.

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Samaipata e linda,bem tranquila e calma,atrai gente de todas as partes do mundo e perto possui cachoeiras sítios arqueoogicos,e lugares históricos como a localização de onde morreu Che Guevara que esta a poucos quilômetros da cidade,acampamos no quintal de uma gentil senhora e fomos para praça,ali a maioria do grupo expôs artesanato,e quando foi chegando a noite compramos uma garrafa gigante de vinho um pacote de folhas de coca e outro de marijuana,o Argentino com seu violão e sua voz abençoava a noite,os gringos,os malucos e os propio nativos ouviam a musica e se aproximavam,se juntavam ao grupo buscavam mais vinho,mais folha de coca,mais marijuana,alguns ia e voltavam com amigos e instrumentos, o ritmo ficava mais forte,eram pessoas de vários países,estilos culturais e sociais distintos que sentavam juntos a fim de dividir aquela egregora mistica e harmoniosa,a fumaça embriagava e aguçava os sentidos,quando percebi nosso grupinho já tinha mais de 30 pessoas,todos falando a mesma Lingua com diferentes sotaques e entonações

 

jamais esquecerei samaipata e meus companheiros de estrada.

 

dejare viajar mi alma

Más allá del horizonte

Más allá de mis limitaciones

allá donde me encuentre libre

allá donde no existan más temores

 

 

(con los pies descalzos e el alma desnuda,Sixto angolo alpire y lois jammes)

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Saimos eu e Cristian de samaipata pegamos umas caronas e um ônibus ate cochabamba,no caminho conhecemos um cara de nome "Jona"que saiu da frança,e a anos viajava pela America do sul,ele tinha um jeito muito peculiar de pedir carona,Fazia suas artesanias e conversava com os motoristas em Geral,Trocava uma pulseira,por uma carona em ônibus.na Bolivia a fiscalização em onubus e quase inexistente,então o motorista em situações em que tem vaga na condução pode muito bem te levar por uma quantidade menor de dinheiro.Dito e feito La estava o cara indo de carona com a gente rumo a cochabamba,ali eu senti frio,nunca em toda minha vida havia sentido frio igual,e em desventura deixei meus agasalhos todos na mochila que estava no ônibus,pegando os agasalhos fui logo bscar algo bem quente para beber para espantar um pouco o frio,e bebi o quinua com manzana uma bebida consistente e deliciosa,20120417030409.JPG

 

 

 

A Altitude se mostrava a cada kilometro Mais evidente,houve uma hora que achei que ia morrer:

 

“existem nas montanhas bolivianas a comunidade dos “Pueblos Andinos”

São vilas que ficam a uma altura de 4.600 acima do nível do mar.a sensação e que você vai sair da terra rumo ao infinito,o sol Luzia como astro único,você poderia olhar horas pelas janelas e não veria nenhuma Arvore ou coisa viva,apenas casas de barro e pastores de ovelhas

Um mundo vazio e único,onde Deus parecia ter criado uma carência simples e estonteate ao mesmo tempo .enfim chegamos a La Paz começava a escurecer e fomos para casa de Raul dono da Family House um lugar acochegante e barato onde se pode dormir e conhecer varias pessoas,em especial argentinos,La paz tem muito oque se ver o vale de La luna,El vale Del sol,a calle de las brujas,praças e tem ainda montanhas que vc paga muito barato para conhecer e explorar estão a mais de 5.000metros,e tem temperaturas muito baixas,mais e realmente algo imperdível,enfrentando a altitude

 

 

e adelante.

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Saímos de La Paz no dia 14,pegamos uma pseudo-carona, havia um ônibus saindo para copacabana mais ele estava lotado ai o motorista disse que se esperássemos na rua seguinte ele deixaria a gente ir na frente com ele e pagaríamos só meia cada,o canalha já tinha combinado isso com outro e ainda tinha a cobradora que também foi na frente,foi parecido com viajar de caminhão,uma janela panorâmica aberta para a estrada infinita,alem de você passar horas com o motorista e isso acaba se tornando uma conversa longa e que se fala de quase tudo historias de viagens amores frustados,incapacidade do governo,chegamos em copacabana e tava tudo lotado os Hotéis,ate que chegamos em um super barato e que não tinha água...

mais para um frio desses quem precisa banhar-se? ::tchann::

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o Cristian me acorda de manha,dizendo que haviam comprado Tiquetes,para a Isla de Sol,Praguegei todos os palavroes contra ele,Afinal fazia mais de uma semana que eu não dormia em ma cama e quera desfrutar mais desse momento,mais depois fiquei contenete e recuperei meu humor,e em alguns minutos estavamos entrando na embarcação que em 1:30 nos deixaria na ilha.

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O cristian tem uma qualidade,que praguejo a todas as forças,e e muito imperativo as vezes,o cara gosta de mais de andar,e curte so as rotas que são mais complicadas,mais ingremes,fazendo da caminhada na ilha ser um verdadeiro teste militar,encontramos com alguns garotos nativos,o mais velho disse que tinha um barco e poderia nos levar no outro dia a um terço do que valia o tiquete que em real nao me custaria 2 reais,entao combinamos de nos encontrar no dia seguinte na extremidade da ilha depois disso caminhamos 5 horas fazendo pausa chegamos a extremidade da ilha tendo passado por algumas vilazinha e visto varias ruinas incas.

 

 

quando chegamos a praia fiquei boquiaberto umas 150 barracas a beira da praia eli nossa pousada estava garantida,comprei rum e cigarros e ficamos curtindo a noite na praia,conversei com algumas pessoas entre alguns brasileiros,ja era tarde e as pessoas aos poucos apagavam suas fogueiras e entravam em suas barracas ,tentei dormir mais o frio logo se tornara insurportavel mais com certo custo consegui dormir traquilo.

 

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Peregrino, muito legal seu relato. E muito inspirador, para quem deseja aventurar-se. Simplesmente resolver ir, e de fato ir, sem ficar com delongas...

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De Puno fomos para Cuzco,e la algo muito legal sucedeu,o Grande Léo Carona,havia alguns dias dito que estaria em cuzco nessa data,então quando chegamos,decidi ligar e saber se ele ainda estava na cidade,e uma voz conhecida atendeu e disse para irmos imediatamente para a "Plaza de las Armas,que estaria la em 5 minutos, o Cristian estava digitando um e-mail ele ficou na lan-house e fui ao encontro do Léo.20120417151410.JPG

avistei ele vindo,e como já imaginava la estava Léo Carona iniciando mais um de seus videos,sinceramente eu não levo jeito para fazer videos me sinto pouco a vontade,mais por outro lado adoro vê-los.Leone foi o rei da camaradagem durante essa estadia nossa em Cuzco,fizemos macarrão e ele narrou um pouco de suas historias na estrada e me deu muitas dicas de como poderia melhorar meu Castellano,e dicas de carona,na manha do dia seguinte nos três fizemos um tour a cavalo por algumas ruínas perto do Cristo Blanco no alto de Cuzco, você paga muito barato e provavelmente sera guiado por um gentil "senhor quíchua "e ele te contara as historias de seus antepassados que viveram ali a centenas de anos atras com ele aprendi a palavra Arí que quer dizer sim.

 

 

Nota:nao tenho acervo fotografico desse dia por que minha camera havia quebrado

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no nosso ultimo dia em Cuzco conhecemos um casal de Brasileiros amigos do Léo,muito legais os dois almoçamos todos juntos,e fomos a rodoviária por que eles iriam comprar passagens,o Cristian não sei como conseguiu comprar tíquetes para Arequipa a 20 soles (o normal e 50)e para la iriamos ,nos despedimos do Léo e chegando em Arequipa fomos a "Plaza de las Armas" zarpamos imediatamente para o mar,ali perto havia a praia de Mejia.antes que eu pudesse dizer "oceano" ja estava olhando para ele

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foi uma sensação maravilhosa,e estonteante era um sentimento estranho de distancia,pois ali eu vi o qual longe estava da minha casa,e quando você olhava para o mar,percebia o quão grande e o mundo em que vivemos,quanta coisa a saber e se conhecer.ali na areia da tranquila cidade eu glorificava o oceano e dava graças a Deus a coragem de aventura que me foi concedida,chegando a noite acampamos na praia,e digo dormir ouvindo o som do mar e algo que não tem preço,na manha seguinte fomos a Tacna pegando carona com um senhor de idade , simpático ele ouvia a tradicional salsa Chilena,ele parou o carro e nos deixou em uma estação de serviço tomadas pelas vendedoras que abordam os veículos,elas vendem desde chapéus a pratos feitos,senhoras como aquelas partir do momento em que se entra na Bolívia você e sempre abordado por elas nos pedágios mais ara a primeira vez que eu via como era o trabalho dessas mulheres,ali conversamos com elas,vimos como elas preparam os alimentos com alegria e carinho,como elas se divertem entre si e tem um sentimento de solidadriedade,ali abordávamos os ônibus pedindo valor mais barato , já que não estávamos muito longe da cidade,e elas ficaram muito contentes quando um motorista se propôs a nos levar.levo boas lembranças das gentis senhoras que da estrada tiram seu sustento.

 

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Com aquele onibus a bom preço chegamos a Tacna,e fui procurar uma nova maquina fotografica,por que seria realmente impossivel viajar e conhecer todos esses lugares,sem registra-los em fotografia,busquei por Horas ate achar uma de pilha que saiu a bom preço,pelo menos as proximas fotos estaria garantidas,fomos para o trevo da cidade de Tacna e tentamos com insucesso carona para Iquique,tenho que dizer que agora vou apertar ainda mais o cinto

por que ali meu dinheiro começava a se acabar e ainda faltava 2 paises para se atravessar20120417161033.JPG

 

Iquique sem sombras de duvidas e linda:gente bonita ,sorrisos,musica.20120417161824.JPG

ali entramos em uma boate sem pagar nada,mais a musica nao me agradava e so tinha casais,o Cristian no dia teve a otima ideia de deixar as nossas mochilas em um hostel,e na hora de pegar as mochilas quem disse que o dono do hotel acordou?,aquilo me deixou nervoso por que Iquique era uma cidade com muitos deliquentes e usuarios de drogas,ai tivemos que dormir na rua debaixo do Hostel,acordei com um deliquente olhando pra mim e o Cristian mandando ele sair.se nao fosse por ele com certeza poderia ter sido diferente.

amanhecemos e fui a praia dar um mergulho e la estava um chileno de boa fumando um cachimbo,Cristian ficou conversando com ele enquanto eu fui,quando regressei o Cristian havia arrmado sua mala,e me deu a noticia,o chileno estava indo para Santiago e conseguiria para o Cristian uma passagem muito mais barata,eu nao poderia seguir com ele pois santiago me distanciaria muito de casa,e eu ja estava com San Pedro do Atacama em Mente,entao era isso,fizemos alguns cambios de dinheiro nos abraçamos e ali na praia de iquique seguimos cada qual seu caminho.

Havia coisas que eu queria ter dito,como o quanto devia a ele em gratidao,o quanto devo ter sido chato nos ultimos dias,e que seria dificil para mim seguir sozinho,mais apenas desejei boa sorte,e me fui .20120418014510.JPG

 

caminhei,caminhei muito mesmo pensando sobe minha vida,as pessoas que eu amava,pessoas que eu ja havia decepcionado,e pessoas que eu nunca vou querer decepcionar,por sao como ouro para mim.

Havia saido dos limites da cidade em direçao a Tocopilia e Calama que eram meus proximos destinos,desci a um rochedo isolado,onde tomei banho (incrivel como o sabonete nao funciona no mar)

voltei a estrada e começei a pedir carona,nada ...era Domingo,eram carros de familia,ou de moças lindas de oculos de sol e o cabelo esvoaçando ao vento ,e pranchas de surf no teto,todos passavam voando,parecia que nenhum dos carros me notavam,me sentia invisível alem disso fazia tempo que nao comia nada,eram 09:00 da noite.escurecera por completo,voltei a praia e ali mesmo e adormeci,acordei com frio fome e sede.

Peguei a mochila e cai na estrada,caminhei ate chegar a uma fabrica onde implorei por água,o porteiro me deu sua propia garrafinha, percebi que ali nao pegaria carona alguma,as propias pedras,residentes seculares,parecia odiar e amaldiçoar minha presença,entao um carro que saia da fabrica me deu uma carona de volta a Iquique,quando me vi de novo em Iquique,cambiei mais alguns dolares e peguei um onibus para Tocopila me dirigi de imediato a estrada,e ali iria pelo caminho da fé.

Havia na estrada um pequeno santuario dedicado a San Lorenzo,padroeiro dos mineiros(so mineiro uai),minha Fe no sobrenatural me pos em terra naquele momento rezei pedindo ajuda,que meu caminho fosse bonito e abençoado,que os homens pudessem ter amor,aquele momento minha alma estava sincera e desnudada

e voltei ao trecho e ali pegaria uma carona que me levaria direto a calama.

o carro era um ultimo modelo,estremante limpo e luxoso,o motorista disse ter passado ali,ido 2 km adiante e retornado para poder me ajudar,pois se sentira tocado,parou em uma venda na estrada e comprou um pacote de bolacha e soda e me deixou em frente ao terminal onde eu peguei um onibus ate San pedro do Atacama.

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