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Alcides

Huayna Potosí

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Estarei indo para Bolivia para escalar nos arredores de La Paz, gostaria de saber queum teria infos sobre estas montanhas. Quais são mais faceis e se as trilhas são bem demarcadas, como faço chegar até estes locais?

 

Gostaria de infos sobre Illimani e Huyana Patosi entre outras de nivel de dificuldade mais baixo.

 

Há algum curso em La Paz? gostaria de ir sem guias por motivos pessoais e financeiros, é viável?

 

 

Desculpem o monte de perguntas.....

 

[]´s

 

Kauré

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Olá Kauré, tudo bem. Fazem 3 anos que tenho ido escalar naquela região. Em julho de 2004 estive na Cordilheira Real com amigos, nos arredores de La Paz. Lá vc tem centenas de opções de escaladas, mas as mais "comuns" são o Huayna Potosi, a região do Condoriri e o Illimani.

 

Em Laz vc encontra muitas agências que oferecem desde guias até transporte ou cursos. Tenho o email de algumas (nao tô com eles aqui agora mas se vc quiser te passo depois).

 

No Condoriri eu e meu amigo fomos sem guia. No Huayna Potosi fomos com guia. No Illimani nunca fui, mas pelo maior grau de dificuldade o pessoal recomenda guia se vc não tem muita experiência.

 

Não sei se vc tem experiência, mas acima dos 5000 metros não há muita montanha dita "fácil" não. O Huayna Potosi tem 6.088 m e é tido como "fácil", mas na verdade depende muito das condições de tempo na montanha, da sua condição e adaptação a altitude.

 

- Huayna Potosi: 6.088 m, fica a 2 hs de carro (ou taxi, ou van) de La Paz. O transporte te deixa ao lado da montanha, a 4800m. Vc sobe por umas 4 hs até o acampamento alto (5.600m mais ou menos) e dorme lá. Se quiser há um refúgio que cobra 10 dólares para dormir lá. Se vc for sozinho facilita e vale a pena porque não tem q carregar barraca, apenas seu saco de dormir e isolante. Saindo no dia seguinte do acampamento alto, lá pela 1 hs da manha, vc chega umas 8hs no cume. A parte final da escalada é mais íngreme e exige cuidados. Altamente recomendável ir com um guia ou parceiro experiente.

 

Mas o melhor lugar para vc escalar é na região do parque Tuni Condoriri. Lá vc acampa ao lado de uma bela lagoa, tem água líquida para beber (não precisa derreter), tem uma área até certo ponto protegida para acampar e o melhor, tem n opções de montanhas, desde as mais fáceis até as mais difíceis.

 

Para ir ao Condoriri não há transporte público, vc terá que pegar um transporte privado até o vilarejo de Tuni (4 hs de La Paz), depois caminhar por cerca de 3 hs até o campo base. Na boa, é o lugar mais animal q já estive. Tem muita montanha bonita. Lá é possível ir sem guia, mas sozinho na montanha não aconselho, ao menos vá com mais alguém.

 

Se quiser um guia os preços são os seguintes (incluidos transporte, guia, equipos, comida, etc):

 

- Huayna Potosi: cerca de 60 dólares

- Condoriri: cerca de 120 dólares

 

se quiser pode contratar só o transporte, ou carregadores.

 

Se quiser mais info entre em contato q terei prazer em ajudar.

 

Meu amigo fez um site q tem algumas informações: tem até uma cópia do projeto q fizemos da viagem, que talvez possa te ajudar.

 

www.tacio.com.br/bolivia2004

 

Até mais.

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Há,, é bem possível que no meio do ano eu volte pra lá. Se vc for aconselho ir entre o fim de maio e fim de agosto, pois a neve está mais firme e há menos risco de avalanches.

 

Tem um livro de uma cara chamado Yossi Brian que é muito bom. Vou verificar o nome e depois te passo.

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Obrigado pela dicas...

 

Sobre aluguel de equipos técnicos (botas, piolets, crampons) isso é facil encontrar em la paz, e nestas montanhas se faz necessario o uso em todos os períodos do ano?

 

Sobre a dificuldade da montanha, compreendo o qeu vc disse mas acho qeu me espressei mal, quando falei em dificuldade queria saber se há lances de escalada mais técnica em gelo, o até mesmo a necessidade de estar encordado em determinados pontos.

 

Grato por tudo!

 

[]´s

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Ola Kauré, beleza !

Então, vc encontra aluguel de todos os equipos nas agências em La Paz, principalmente na Rua Sagárnaga onde estão a maior parte das agências. O que não rola por lá é a parte de vestimenta (ao menos haviam pessoas que não tinham anorak e estavam com dificuldade em encontrar).

 

Por exemplo, no Huayna Potosi vc terá que usar os equipos sempre (piolet clássico, botas duplas e crampoms). Devido aos meses de setembro a março serem temporada de chuvas não são indicadas para escaladas. Os melhores meses são junho e julho. Nesta época o céu costuma estar limpo e sem nenhuma nuvem e a neve mais sedimentada e segura.

 

Sobre as dificuldades o Huayna Potosi, por exemplo, possui uma rampa de 45°/50° no final da escalada pela rota normal, e há sim a necessidade de andar encordado. As que eu conheço, como a subida ao Tarija no parque do Condoriri e no Huayna Potosi, possuem uma ascensão em meio a gretas pelo caminho e rampas leves o que faz mais prudente andar encordado.

 

Olhei no meu livro e falei besteira na mensagem anterior qto a altitude do campo alto do Huayna Potosi. O campo alto esta a 5.220 m

e a diferença em altitude a se vencer até o cume é de pouco mais de 800 metros.

 

Seguem algumas agências q vc pode contatar por email para preços e etc... (recomendo a Alberth Tours)

. ADOLFO ANDINO, Calle Sagárnaga Nro. 380 P.O. Box: 4938 - Telf.: 2317151 - Cel.: 71989554. E mail: [email protected]

. HUAYNA POTOSI, Illampu No. 598 esq. Sagárnaga. Phone/Fax: (591)-2-2317324. E mail: [email protected]

. ALBERTH BOLIVIA TOURS, calle Illampu Nº 773.

Phone: 2458018 - Cel 71508169

E-mail: [email protected]

 

 

links com mais infos:

 

www.peakware.com

www.skybolivia.com

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Alcides, muito obrigado pelas dicas até agora foram muito uteis...

 

Sobre cozinha, o tipo de fogareiro qeu deve ser utilizado obrigatoriamente teria qeu ser uma multicombustivel(liquido) tipo msr ou rola usar os nossos comuns de butano/propano. aqueles com cartucho descartavel?

 

se for possivel usar este tipo de fogareiro o unico problema seria o volume dos cartuchos de combustivel extra....

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Não tentei usar estes fogareiros de gás, acabei usando um msr. Mas todo mundo me disse q estes de gás não funcionam acima dos 4000 metros pois a chama não consegue aquecer direito (não sei dizer a razão ao certo). O msr funcionou muito bem, apesar de q a gasolina entope após o uso e vc tem q dar uma limpada.

 

Lá na bolívia vc até encontra querosene, mas é muito caro e proibido (devido a seu uso para fazer cocaina). Eles usam gasolina mesmo. O ruim é que vc tem q confiar qdo dizem q a gasolina não tem chumbo. Se vc não tiver fogareiro eles alugam por lá.

 

Antes de ir pro Huayna Potosi ou outros destinos o pessoal costuma parar numa praça de El Alto, que fica na saída de La Paz. Chama-se Plaza Ballivian e vende folhas de coca, gasolina em garrafas pet e água mineral. Lá tbém tem umas lotações q levam o pessoal local pra Zongo e passam em frente ao campo base do Huayna, mas não tem horário certo. Se vc der a sorte de pegar uma destas lotações sai quase de graça o transporte.

 

Qdo vc ta pensando em ir pra lá? É provável que eu vá no final de maio pra tentar o Huayna Potosi e o Ancohuma (mais ao norte ao lado da cidade de Sorata), mas ainda nao ta certo pq nao sei se vou ter férias do trampo.

 

Até mais.

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eu ainda naum tenho certeza se vou agora em julho... pois acho que se passar este meio de ano eu vou ter qeu esperar o meio do ano qeu vem... em decorrencia do tempo, não qeuro correr o risco de ir para lah e so pegar tempo ruim.

 

 

As rotas normais da maioria das montanhas (Região do Condoriri, Huayna, Illimani..) e possivel fazer apenas com uma piqueta simples ou alguma exige piquetas técnicas e escalada tecnicas em gelo própriamente dito?

 

Kauré

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- No Huayna apenas a piqueta clásica (ou simples). O finalzinho da rota, próximo a pirâmide do cume tem a maior inclinação e vc deve ter cuidado ao descer (é bom estar encordado com alguém).

- No Condoriri há inúmeras montanhas, a mais tradicional é o Pequeño Alpamayo a qual tbém uma piqueta clássica é o suficiente. Montanhas mais difíceis no Condoriri como a Cabeza del Condor talvez exija as piquetas técnicas (não sei dizer ao certo).

- No Illimani já li muito a respeito e tbém o livro que tenho do Alain Mesili diz q uma piqueta clássica resolve.

 

Acho que o pessoal usa mais as piquetas técnicas nas rotas não tradicionais, q geralmente são as mais difíceis. Nesse caso não sei dizer bem.

 

Té +

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ai moçada, umas duvidas

é possivel subir o huayna ou o ilimani em apenas um dia (subida e descida), pagando um guia em lapaz? ou e loucura?

quanto custaria um guia para isso? incluidndo comida?

se alguem puder me responder

valeu

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.


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