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Alcides

Huayna Potosí

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O problema é que são montanhas com mais de 6.000 m, ou seja, mesmo a rota dita fácil, ou normal, apresentam as dificuldades da altitude. Geralmente vc tem q estar um pouco aclimatado para ter maiores chances de chegar ao cume. Mas o Huayna é possível sair em 1 dia e voltar no outro, que é mais comum. Vc sai as 10 hs de La Paz, chega as 12 hs no "pé" da montanha (4.800 metros) e já sobe pro acampamento alto (5.220 metros). Demora de 2 a 4 hs a subida. Vc dorme (ou deita) cedo e lá pela 1 ou 2 hs da manhã vc sai rumo ao cume com o guia, devendo chegar ao amanhecer. A descida é mais rápida e vc já volta a La Paz no mesmo dia.

Há pessoas (quase sempre bem experientes) que saem de madrugada de La Paz, sobem e descem no mesmo dia. Os guias me disseram q alguns poucos fazem isso, mas aí fica muito puxado. Acho meio mancada, pois uma das coisas legais é vc curtir (ou tentar curtir) desde a saída do campo base até a própria subida. Na correria é meio complicado.

 

Eu paguei 60 dólares pelo esquema de ir num dia e voltar no outro, Se vc perguntar em La Paz vão te falar q custa uns 120 dólares. Como fui com mais um amigo ficou 60 doletas cada um.

 

Ahh, o Illimani em 1 dia esquece. O normal são 4 dias.

 

O preço do guia inclui equipo, transporte e comida. Se quiser q alguém carregue sua mochila montanha acima custa cerca de 6 a 10 dólares por porteador (carregador).

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Galera, estarei em La Paz em julho/07 e pretendo subir o Huayna Potosi (2 dias). Não tenho experiência em escalada (só fiz uns rapéis) muito menos no gelo. Nem experiência em altitude, mas até o dia da subida devo estar bem aclimatado, pois vai ser na volta de Machu Picchu. Minha grande dúvida é com o preparo físico: o que é um bom preparo físico? Enquanto estou aqui estou treinando com corrida. Até julho quero estar correndo 5 km por dia. Será que está bom?

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Caro Ricardo. Pratico escalada esportiva e tenho alguma experiencia em alta montanha. É preciso sim algum preparo fisico. Alta montanha é complicado. Faz muita diferença os 2.500 de cusco para os mais de 5.000 de Huayna Potosi. Fiz isto em 2005 e acredite - andar acima de 5.000 é puxado, a cabeça doi, o ar não chega, e o cansaço é absurdo. Mas vale a pena, não é necessário mais do que o seu conhecimento técnico em rapel. Quanto ao preparo fisico fundamental é aerobico. Existem muitas agencia para a escalada em La Paz, e a que conheço fica na Calle Sagargana, em frente ao hotel com mesmo nome. Preço tranquilo, mas só faça depois de pelo menos uns 2 dias em La Paz, mais alto que Machu Picchu, para aclimatação. Quanto a trilha vi que vc ta desistindo. Cara, se vc curte montanha, não deixe de fazer a trilha. É indescritivel. Existe uma alternativa por SALKANTAY, que é mais puxada e por isso mesmo tem menos procura, da para fechar mais em cima. Salkantay é uma das montanhas mais sagradas para os Incas. Essa é a trilha radical.

Boa viagem e boa sorte.

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Ola amigos mochileiros, estamos com um tópico para uma trip que abranger Bolivia, Chile e Peru, para julho de 2009. Porem eu (particularmente) gostaria de subir o Huayna Potossi, encontrei poucas informações aqui no forum, li alguns ralatos que é uma escalada conciderada fácil, que não requer grandes conhecimentos de escalada para tal feito, que geralmente é feito para quem vai ter o primeiro contato em escalada em neve.(PERGUNTA 1: ATÉ ONDE ISSO É VERDADE, É REALMENTE TRANQUILO A ESCALADA, DÁ PARA FAZER TENDO APENAS POUCO CONHECIMENTO EM RAPEL?) Li tambem, que tem como fechar com agencias em La Páz e que os equipamentos são alugaveis pela agencia mesmo, não tendo que ter muitos equipamentos para essa escalada. (PERGUNTA 2: TEM COMO FECHAR COM AGÊNCIAS EM LA PAZ, É MUITO CARO, E OS EQUIPAMENTOS SÃO ALUGAVEIS, TEM QUE COMPRAR ALGUM EQUIPAMENTO?). Li em alguns lugares que que são nescessarios 2 dias para tal feito, em outros 3 dias, li tambem que vc tem que acampar na neve e em outras pesquisas que a agencia te leva a um refugio base em torno de 5 mil metros de altitude, e que vc sai do refugio de madrugada para a escalada, chegando ao cume por volta de 7 horas da manhã, sendo gastos apenas 2 dias. (PERGUNTA 3: QUANTOS DIAS REALMENTE SÃO GASTOS 2 OU 3, FICA-SE EM REFUGIO OU TEM QUE ACAMPAR NA NEVE, TEM ALGUMA AGENCIA QUE ALGUEM POSSA INDICAR?)

 

Então minhas duvidas são essas, para quem puder me ajudar fico muito grato!!!!!!

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Huayna Potosí é dita como uma montanha fácil, mas de fácil não tem nada. Ela somente não é uma montanha técnica.

 

Não precisa quase nenhum conhecimento em rapel ou escalada, mas quem não tem essa noção, é altamente recomendado a ascensão em 3 dias, pois o primeiro dia, será de prática em um glaciar que fica próximo ao campo base.

 

Como funciona:

 

1º dia - Vc sai de La Paz pela manhã. Vai de carro até a porta do campo base (uma grande cabana com bons lugares coletivos pra dormir, cozinha e banheiro). Altitude: 4.700 metros.

 

Vc chega no refúgio, almoça e parti pro curso no glaciar que fica a uns 20 minutos do campo. Volta, janta, debe cerveja (não recomendado :mrgreen: ) e dorme.

 

Foto Externa Campo Base:

 

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Foto Interna Campo Base:

 

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Foto Glaciar:

 

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2º dia - Café da manhã, sai e parti pra subida mais nojenta da minha vida. A Morrena !!! Vai subir feito bode nas pilhas de pedras. Um Horror !!!

 

Vai acampar ou ficar na cabana do Campo Roca (se tiver vaga). Chegando vai amoçar, fazer uma horinha e dormir . Altitude: 5.130 metros.

 

Foto Campo Roca:

 

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3º dia - Vai acordar 00:00hr e começar a subir 01:00hr. A subida é bem cansativa e dura uma média de 6 a 7 horas. Quando descer, vai fazer o caminho inverso no mesmo dia e vai chegar a La Paz no final do 3º dia mesmo. Cume a 6.088 metros.

 

Foto da Subida: OBS: No finalzinho da rocha tem como avistar o Campo Roca e tem como ver o grande caminho que ainda vai ter que percorrem no gelo.

 

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Dicas: A agencia Andreans Expeditions é a melhor agencia de todas. Eles possuem todos os equipamentos, todos mesmo. E a maioria em ótimo estado e de grandes marcas. Com eles, vc não precisa comprar quase nenhum equipamento, pois eles tem até óculos escuros da Julbo. E não cobram nada a mais por isso !!!

 

Fica na Calle Illampu. Como chegar: Suba a Calle Sagarnaga até chegar a Illampu, depois vira a direita. Acho que é a terceira loja nessa mesma calçada.

 

O preço é 170 dólares incluindo alimentação, guia, refúgios, carregadores de equipamento pessoal (muito importante, pois subir a Morrena com mochila pesada nas costas é um saco).

 

Existem agencias, como a Huayna Potosi, que são uma porcaria e cobram mais barato. 130 dólares (sem carregador pessoal), mas os equipamentos são muito velhos e não atendem nada bem em nenhum quesito. Pague 170 e seja feliz !!!

 

Principiante não vá nunca no de dois dias, pois a maioria não consegue passar da Morrena (falta de aclimatação pela pressa na subida) !!!!

 

O único equipamento que é altamente indicado de comprar é um bom Anorak. O resto pode alugar sem grandes problemas (fazem parte do pacote).

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Alguem sabe se há alguma empresa que sobe o Huayna apenas ate o campo de base...Acho a subida ate o topo muito demorada, mas ir ao meio dele, tipo a uns 4700m (acho q eh isso!!) deve ser muito loco..

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Pode ir de taxi ou de ônibus. Tem um bus que vai pro Zongo e te deixa no outro refúgio (propriedade da agencia Huayna Potosí), que fica em frente a esse da foto.

Esse refúgio fica + ou - na mesma altitude do da foto.

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descoberto3

 

Depende do que queira !!

 

Dependendo da montanha...

 

Pra escalada em gelo: Junho, Julho e Agosto.

 

Em rocha: Janeiro, Fevereiro, Março e Abril.

 

Fora isso, são os meses que começam o frio ou que começam o desgelo.

 

Quais montanhas pretende escalar ??

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Leo,

 

Aproveitando da sua generosidade, deixa eu te perguntar.

 

Alem das dicas de qual montanha escalar, vc sabe me informar como eu faço para contratar guias, se e melhor eu juntar um grupo aki, ou ir sozinho nas agencias, e principalmente, os valores dessa brincadeira, para que eu possa fazer um planejamento financeiro.

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.


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