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Alcides

Huayna Potosí

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Dúvida!!!

 

Tem aquele ditado velho que "homem nao sente frio mas sim variação de temperatura", entao pergunto-lhes: A temperatura varia muito do dia para noite? Meu saco de dormir é para -8ºC ma aguenta uns -16ºC sussa.

Em setembro tô partindo e quero fazer essa montanha, acho que o passeio em 3 dias vai ser legal para curtir o lugar e sentir a montanha.

 

abraço

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3 dias é o ideal mesmo, pois vai aclimatando melhor.

 

Seu saco aguenta numa boa, mas é mais uma tralha pra carregar por toda viagem. Eu prefiro alugar. Sai baratinho (a maioria das agencias emprestam de graça).

 

Abraço,

Leo

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Se for por agencia nao precisa, o unico lugar que precisei de saco de dormir foi pra trilha inca. Sendo que fiz o Huayna Potosi e o trekking Sta Cruz em Huaraz. Mas tambem se levar nao deixa de ser um argumento para uma boa negociação alem de que alugar saco de dormir não é la muito higienico.

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Galera, ::sos::

Gostaria de saber quais equipamentos serão fornecidos pelas agências, ( to pensando em ir pela Andreans Expedition) para a escalada,

pois não gostaria de comprar nada além do que preciso, pois disseram que arrumavam tudo, só

precisaria levar o anorak, gostaria de saber se arrumam botas, luvas, óculos..etc.

E quanto a alimentãção, faz parte do pacote fornecido pela agência? ::sos::

Qualque informação para este marinheiro de primeira viagem será bem vinda.

 

Só não quero congelar ::Cold:: , no alto da montanha, e comprar equipamentos desnecessário.

 

Obrigado a todos.

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Washington, voce nao precisa de nada, as agencias oferecem tudo. O anorak é so uma questao de opção, se achar uma coisa muito boa (pra alta motanha nao serve apenas boa) e barata compra, se não compra um meia-boca e vai com o da agencia. Muita gente sobe com o anorak da Huayna-Potosi que não é a melhor das agencias e nao tem nenhum problema, se for com a Andeas Expedtions deve ser ainda mais dificl de ter. Isso vale pra botas de aproximação e todos os outros equipos, se for bom, barato e tiver utilidade pro futuro compra, se não vai com o da agencia.

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Opá...

 

Discordo !! ::tchann::

 

A Andreans Expeditions é a melhor agencia de montanha de La Paz. Eles tem todo o equipamento completo, sacos de dormir de pluma de ganso e anoraks realmente impermeáveis/respiráveis.

 

Se for por eles, não precisa comprar nada. Nada mesmo !!

 

Só meias e cuecas. ::otemo::

 

A última vez que fui lá, tinha bastões Leki novinhos, anoraks Patagônia, sacos de dormir Kelty, piolets Black Diamond, Petzl, Austrialpin, Simond e tudo mais da melhor qualidade.

 

Paga-se um pouco mais caro, mas vale pela qualidade dos equipos e dos guias.

 

Abraço,

Leo

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Leo, voce confirmou o que eu falei. Eu disse que com a Huayna Potosi o pessoal nao tem problemas quem dira com a Andeans Expeditions.

Mas dificilmente quem faz o Huayna Potosi nao faz um trekking ou alguma coisa do tipo por la, mas nada que exija algo muito tecnico. Por isso falei de comprar so se for bom, barato e tiver outras utilidades.

Foi o meu caso, usei o meu anorak TNF no Huayna Potosi com -20 e na chapada com 25°.

Abraço

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Nunca escalei antes, vou ou não vou ?

 

 

Gente, desculpa a ignorância, mas pelos relatos que estou vendo, é mais um trekking nas montanhas do que uma escalada mesmo ?

Ví uns relatos de algumas pessoas que nunca escalaram na vida e fizeram essa escalada.

 

Nunca fiz trekking de verdade mesmo, quem dirá escalada. Será que dá pra encarar o Huayna ?

 

Meu objetivo na Bolivia é ver neve, gelo, glaciar, montanhas, coisa que brasileiro nunca viu

 

Algum trekking mais indicado para mim do que este ?

 

Minha Bota Snake Alpinist serve para a escalada ?

 

abraços

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Rodrigo e Gí

 

Mesmo que muita gente te fale pra ir... Não vá !!!

 

Faz o passeio do Chacaltaya, sobre o trecho que falta pra chegar ao cume e se diverte.

 

O Huayna Potosi está muito longe de ser uma coisa simples e fácil como alguns dizem.

 

Quando dizemos que é uma montanha relativamente fácil, estamos falando para pessoas do meio. Pessoas que praticam escalada em gelo e/ou alta montanha e possuem bom conhecimento técnico, não pra quem ainda não se iniciou no esporte.

 

Existem outras boas opções de trekking na Bolívia e Peru.

 

Depois olha esse tópico: http://www.mochileiros.com/melhor-trekking-bolivia-peru-t32350.html

 

Abraço,

Leo

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Concordo plenamente com o Leo, antes dessa viagem eu nunca tinha feito trekking mas mesmo assim escalei o Huayna Potosi. so que no meu caso saí daqui muito bem informado sobre medicamentos pra ajudar com aclimataçao e emergencias, equipamentos e principalmente cheguei la muito bem aclimatado e informado sobre os riscos. O que parece não ser seu caso em todas as situaçoes citadas.

O que nao falta é trekking nessa região que ofereça o contato com o gelo e pode pegar até neve nas cidades.

De repente se lá quando voce sentir o real clima do que é uma montanha e tiver vontade de fazer valha arriscar. Mas nesses estagio que voce ta ai ir pra uma montanha é quase certeza de frustração.

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.


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