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Alcides

Huayna Potosí

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Alta montanha o buraco é bem mais em baixo, e o pior é que muita gente menospreza o Huayna Potosi por não ser uma montanha técnica, mas o riscos são reias.

 

Quando subi fiz com a Huayna Potosi que não passa nenhuma segurança, fiz isso porque estava sem dinheiro e pela falta de experiencia, mas hoje não arriscaria uma agência pouco confiável de novo.

 

Nesse caso o melhor que se pode fazer é escolher uma agência de segurança, qualquer economia com a segurança pode custar muito caro...

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E se a pessoa desistir no meio do caminho antes de chegar ao cume conforme relato acima ?

 

Ficam no mesmo lugar esperando os outros voltarem ? Voltam sozinhos ?

 

abraços

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Fala Rodrigo !!!

 

Do Campo Rocas pra cima (parte do gelo), volta com o ajudante do guia, ou com outro grupo, se tiver só um guia para seu grupo.

 

Da morrena pra baixo, pode descer sozinho, com um carregador ou com qualquer pessoa, pois é bem fácil.

 

Abraço,

Leo

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Quando eu subi pensei em desistir e o guia disse que não arriscaria de me mandar voltar com outra empresa. Ou seja, abortariamos a expedição e a gringa que subiu comigo sairia no prejuízo.

 

Pra quem não tem experiencia não da nem pra cogitar andar sozinho na montanha acima do acampamento, seja pra voltar ou pra fazer o cume caso alguem da expedição desista.

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Achei perigosa principalmente a parte de andar com os grampos nos pes

Depois de ter subido a uns 5 metros no Glaciar havia um paredao de 80 graus de inclinacao, esta subida nao tem corda, se cair tome uns 15 metros pelo menos.

 

Mas contudo a experiencia e' inesquecivel.

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Já fui à Bolivia várias vezes fazer alta montanha. Não aconselho ninguem a subir montanha sem experiencia. E experiencia começa com trilhas em lugares altos, como Machu Pichu, ou a trilha do Salcantay, no Peru tb. Na Bolivia tb tem várias opções para trilhas. Depois de conhecer seu corpo na altitude, acima dos 4.000 msnm, vc pode iniciar o montanhismo. Embora o Huayna Potosi seja uma montanha sem grandes exigencias tecnicas, tem acontecido acidentes e mortes por lá. Brasileiro tem má fama pq costuma amarelar e tb pq não avalia direito o que pretende fazer. Em bom portugues, é irresponsável mesmo. Jamais suba montanha com quem vc não conhece, pq ele pode colocar vc numa fria ou vice versa. Todas as montanhas nevadas exigem estar encordado, vc vai se encordar com quem nunca viu antes ? Na Bolivia tem gente competente para te guiar, e tem muito picareta tb. Assim, um ponto básico é ter referencias. Embora o Huayna Potosi seja considerada uma montanha fácil (fácil ??) penso que o melhor lugar para aclimatar e iniciar-se no montanhismo é o Condoriri. O ideal é vc fazer um curso de escalada em gelo. Vai gastar um pouco mais mas vai aprender mesmo, e não improvisar na montanha, com todos os riscos. Sem experiencia, vc não tem como avaliar nem os equipamentos - descobrir que não prestam ou não se adaptam em vc já na altitude é fria. O montanhismo não é turismo, é esporte sério e exige preparação, conhecimento e experiência. Portanto, aconselho os pretendentes a começarem lendo e estudando bastante o assunto e procurar alguem com experiência. Fora disso, vc tem uma grande chance de se decepcionar ou sofrer inutilmente. Com uma atitude correta, a subida do Huayna Potosi, ou outras, é uma experiencia memorável. Mas exige esforço e concentração. Espero ter sido útil a todos e peço desculpas a quem tenha decepcionado, por não aconselhar turismo em altas montanhas.

  • Gostei! 1

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Legal

 

mas voces tem o nome de alguma agencia que da esse tipo de curso, e que seja boa?

 

e uma ideia do preco etc?

 

sem duvida fazer um treinamento bom, eh melhor do que se aventurar de uma vez..

 

pretendo ir la esse ano

 

valeu

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Leia os comentários anteriores e verá algumas dicas de agencias que dão cursos. Em La Paz existem centenas de agencias e guias independentes. Mas todo cuidado é pouco, pq senão vai ser explorado ou entrar numa roubada. Continuo pensando que antes de fazer curso de escalada em alta montanha, é melhor ralar um pouco em trilhas primeiro e fazer amizade com quem tem experiencia e estudar. Uma sugestão é fazer a travessia de Petrópolis a Teresópolis pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Lá vai ter uma pálida idéia dos requisitos para fazer montanhismo. Se achar que foi muito pesada, nem pensar em alta montanha. Nunca fui a uma montanha que não fosse perigosa. Mesmo na Serra dos Órgãos tem havido acidentes e mortes. E lá vc não chega nem a 3.000 m de altitude. A temporada na Bolívia praticamente já acabou, agora só a partir de maio. Ir agora é muito arriscado de pegar mau tempo. Para viajar de agora em diante, é melhor o Chile, onde tem muitas opções de trilhas em montanhas. Para quem quer gastar pouco, sugiro ir na região do Cajón del Maipo, mas é bom saber que o Chile é muito mais caro que a Bolívia em quase tudo, embora sempre se encontre soluções alternativas, basta garimpá-las. Por outro lado, o Chile tem equipamentos bons e baratos e é menos arriscado de ser assaltado em plena cidade como na Bolívia.

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Essa dica da Serra dos Orgãos realmente é boa, apesar de não chegar perto de pressão psicologica de uma alta montanha ela tambem não é um trekking comum, trechos como o elevador e cavalinho dão uma breve idéia de como você vai reagir em situações de risco (e olha que nesses casos o perigo nem é tão real assim).

 

Quem quiser aproveitar vai ter que correr, a temporada de montanha encerra agora no feriado de 12 de outubro.

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.


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