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Alcides

Huayna Potosí

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Olá pessoal!

 

Em janeiro/2010 irei fazer um mochilão Bolívia/Perú com mais dois amigos e, após ler algumas coisas sobre Huayana Potosi/Condoriri/Illimani, pensei em incluir a subida de uma delas no meu roteiro.

 

Muitos disseram que a melhor época para isso é no meio do ano! Contudo, como já vou estar por lá, gostaria de informações sobre a subida nessa época do ano (janeiro) e qual a real dimensão do perigo da neve não estar "tão firme".

Também gostaria de informações de quem já foi nessa época, sobre a paisagem e as condições climáticas. Pois se não houver neve, prefiro esperar uma próxima oportunidade.

 

Tenho certa experiência em rapel e preparo físico para caminhadas/corridas e subidas longas, no entanto, não domino técnicas de escalada e montanhismo. Pelo que li no site, o indicado seria subir a Huayana Potosi ou alguma no Condoriri, correto? E com guia, é claro.

 

Acho que é isso.

Obrigada!

 

Abraços,

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Ju, acho que no seu caso o Huayna Potosí é uma ótima de pedida.

 

Apesar de não exigir muito da técnica ela está longe de ser uma montanha fácil, e pode crer que você vai gostar muito.

 

Como já foi falado aqui essa realmente não é a melhor época, mas fui em meados de dezembro e não tive grandes problemas. Não posso avaliar o quanto mais arriscado se tornou por ter sido minha unica experiencia, mas tinha muita gente subindo e quase todos foram bem sucedidos. O visual também estava sensacional, tirei muitas fotos boas e com quase nada de nuvens.

 

Vai fundo!!

 

::kiss::

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Obrigada Paulo!

 

Estou reformulando meu roteiro inteiro... difícil deixar algumas coisas de fora!

Uma viagem que era pra ser de apenas 15 dias virou uma de 30... hehehe

 

 

Beijos,

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Nossa Ju,

Acabei de me cadastrar justamente pra pergutar a mesma coisa que você quis. Estou indo com um amigo pra Bolívia em Janeiro também, e por volta do fim de Janeiro nós estaremos em La Paz, e eu estou muito ansioso pra fazer essa subida. Já mandei uns e-mails pra agências de La Paz pra saber como que seria o esquema com o guia nessa data, e ainda espero as respostas. Não sei se sai mais barato porque é fora de época ou mais caro por causa do perigo, mas estou desanimado porque vou acabar subindo sozinho (amigo = fumante), então, depois que você planejar direitinho, se precisar de companhia pra dividir um guia, eu animo, ok?

 

 

- Pedro

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E outra pergunta que eu tenho, é que também vou fazer a estrada da morte de bicicleta. Sei que o clima nessa época é tenso e com chuvas torrenciais quase todo dia (+ equatorial), mas enfim, gostaria de saber como é a visibilidade antes e depois da chuva, no geral. Se for um esquema tropical de altitude, onde as nuvens ou neblinas são escassas mas passageiras, iria ser melhor pra mim, porque chegar ao cume do Huayna Potosi e não poder tirar uma foto boa é sacanagem...

 

Obrigado denovo,

 

- Pedro

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Nossa Ju,

Acabei de me cadastrar justamente pra pergutar a mesma coisa que você quis. Estou indo com um amigo pra Bolívia em Janeiro também, e por volta do fim de Janeiro nós estaremos em La Paz, e eu estou muito ansioso pra fazer essa subida. Já mandei uns e-mails pra agências de La Paz pra saber como que seria o esquema com o guia nessa data, e ainda espero as respostas. Não sei se sai mais barato porque é fora de época ou mais caro por causa do perigo, mas estou desanimado porque vou acabar subindo sozinho (amigo = fumante), então, depois que você planejar direitinho, se precisar de companhia pra dividir um guia, eu animo, ok?

 

 

- Pedro

 

Pedro, também vou estar em La Paz no final de janeiro e também pretendo subir o Huayana Potosi, inclusive ja providenciei um abrigo da TNF. Se puder me adiciona no MSN pra trocarmos umas ideias.

[email protected]

 

Abraço.

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Pessoal

 

Janeiro é o pior mês pra se escalar montanhas em La Paz.

 

Muito cuidado quem não tiver experiência e muito cuidado com o simplismo e descaso das agencias, que levam iniciantes nessa época.

 

Tanto o complexo do Condoriri e a Huayna Potosí, estão longe de serem fáceis. Isso é linguagem entre montanhistas experientes, não para quem nunca teve contato com alta montanha. Alta montanha não é excursão, mas uma expedição séria, que envolve vários risco e fatores extremos.

 

Muitos montanhistas experientes já tiveram problemas lá. Eu mesmo já tive edema cerebral e se não tivesse sido ajudado, teria morrido lá.

 

Quem quiser fazer alguma expedição desse porte, mesmo que seja na época menos recomendada do ano, que pelo menos leve isso a sério, assuma o risco de se acidentar ou até morrer e não se entregue na mão de pessoas desqualificadas, que só visão o lucro em cima de turismo em alta montanha. Procurem a agencia com os melhores equipamentos e com guias que realmente te passem segurança.

 

Pesquisem muito bem, antes de entrar em uma coisa que não conhecem ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

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Muito obrigado pelo insight, Leo.

Estou ciente de tais problemas, e, mesmo nunca tendo feito nenhuma atividade à essas alturas, já pratiquei bouldering e rock climbing em lugares onde a falta de oxigênio me afetava, tão como hiking em lugares de maior altitude/com neve e gelo. Decidi então tomar mais um passo, e, devido à localização, pensei que seria uma boa oportunidade para fazer isso. Só essa idéia do mês de Janeiro não ser muito propício que está me encomodando.

 

Há alguma agência que você recomenda? Consegui o telefone de 4 agências, e mandei e-mail pra 3 delas, mas ainda não recebi respostas.

 

 

- Pedro

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Muito obrigado pelo insight, Leo.

Estou ciente de tais problemas, e, mesmo nunca tendo feito nenhuma atividade à essas alturas, já pratiquei bouldering e rock climbing em lugares onde a falta de oxigênio me afetava, tão como hiking em lugares de maior altitude/com neve e gelo. Decidi então tomar mais um passo, e, devido à localização, pensei que seria uma boa oportunidade para fazer isso. Só essa idéia do mês de Janeiro não ser muito propício que está me encomodando.

 

Há alguma agência que você recomenda? Consegui o telefone de 4 agências, e mandei e-mail pra 3 delas, mas ainda não recebi respostas.

 

 

- Pedro

 

Cara, tenta dar uma lida no topico, o Leo ja recomendeu uma agencia como sendo a mais confiavel de lá algumas vezes.

 

Tem o depoimento de pessoas que foram por outras (meu caso) assim como de gente que foi nessa época (também foi meu caso).

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.


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