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  • Membros de Honra

9º DIA - 05/02/2013 - Terça-feira

 

De Lagoa Dourada a Prados - aprox. 20 kms em +- 06:00 horas

 

A proprietária da pousada muito gentilmente secou nossa roupa na secadora da casa dela(muito prestativa).. O dia amanheceu nublado, o primeiro marco fica fora da cidade, pegamos uma subida bem forte até lá.

Entramos na trilha desse trecho, no início plantação de eucaliptos, num marco, fui ler o que estava escrito, umas abelhas me picaram na mão/braço/perna, foi tenso...tive que tirar minha camisa(segundo pessoal de lá, elas(abelhas) somente vê as cores pretas e vermelhas, e atacam mesmo)....... essa trilha é curta, mas devido as fortes chuvas estava com muito barro e lama, tivemos que atravessar um pequeno riacho.....

Obs.: terminando a trilha, logo a seguir, na estrada, vc visualizará um marco, atrás dele tem uma seta branca, indicando que é prá virar à direita....não vire, o certo é pela esquerda(parece que o marco não tem explicação).

O resto do trecho é com muitas subidas/descidas íngremes.....uns 3 kms antes de Prados, tem um restaurante típico mineiro, com algumas cachoeiras...muito legal.

Na chegada de Prados, vc pegará uma descida medonha, se tiver com o joelho ruim, ali vc vai sofrer mesmo....mas procure hospedar na parte baixa da cidade(tem hospedagem de todo preço...a partir de R$25 p. pessoa, mas simples.....até Apart hotel, tem...foi no que ficamos).

 

 

HOSPEDAGEM: Água Linda Apart hotel,(32) 3353-6396, tv a cabo, wi-fi, frigobar, camas ótimas, ventilador, bem conservado, fica na saída para Tiradentes, café da manhã ótimo...preço:R$120,00 o casal - ÓTIMO

 

 

Prados: Cidade pequena, estrutura razoável(hotéis, restaurante....), tem um centro histórico bem preservado, as igrejas são lindas por fora(estavam fechadas).

 

Estrada de terra, com muita lama...

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Pinguela

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Centro histórico de Prados

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10º DIA - 06/02/2013 - Quarta-feira

 

De Lagoa Dourada a Tiradentes - aprox. 19 kms em +- 04:10 horas

 

Um dos trechos mais fáceis da ER, poucas subidas/descidas, alguns trechos são em asfalto, outros em terra, e um pouco em pé-de-moleque.Tivemos sorte, apesar do tempo nublado, não choveu.

O ponto alto desse trecho é o distrito de bichinho, várias lojas que comercializam artezanto em madeira e ferro, muito bom gosto. Casas pintadas com cores vibrantes, outras estilizadas ao estilo mineiro....vá com calma nesse trecho e pare nas lojas para apreciar...vale a pena... Não compramos nada.

A chegada a Tiradentes foi tranquila, várias pousadas de todo preço...cuidado em reservar em datas festivas.

Como chegamos cedo, curtimos muito o belo e restaurado centro histórico da cidade, igrejas antigas(fechadas), casarões antigos.. e uma praça para jogar conversa fora.

Como não tínhamos informações dos outros trechos, fomos ao posto do Senai na cidade, próximo a praça principal, obtivemos informações o que facilitou muito a nossa vida.

É impressionante, em Tiradentes, a quantidade de lojas especializadas em doces e queijos, mineiro comemos muito.... pra quem gosta e pode, é um prato cheio....eu me deliciei....mas no final da viagem paguei o preço(estou com sensibilidade ao leite).

 

Hospedagem: Como estávamos cansados, prefirimos ficar bem próximo do centro histórico, para facilitar os deslocamentos, mas tem pousadas mais baratas na cidade...ficamos na Pousadas São José da Serra, simples mas limpo, tv(somente aberta), ventilador, tudo perto(supermercado, resturantes....) café da manhã +-, preço R$100,00 o casal

 

TIRADENTES: Cidade turística, ótima estrutura de apoio, tem wi-fi na praça central, aproveite para deliciar com os doces de frutas secas e queijos(em toda cidade mineira)...Os restaurantes perto da praça oferece opção de self-service na faixa de R$33 o kg

 

algumas fotos:

Distrito de bichinho suas casas e a serra

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Loja especializada em doces, pimentas......as coisas aqui são bem caras...

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Amanhecer em Tiradentes, lindo aquilo lá..

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Um fordinho 29 dando um show na cidade...

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11º DIA - 07/02/3013 - Quinta-feira

 

De Tiradentes a São João del Rey - aprox. 10 kms em +- 02:30 horas

 

Acordamos bem cedo, tomamos café da manhã numa padaria próxima ao hotel. Aproveitamos que o trecho era fácil, fomos ver o nascer do sol na igreja matriz. A cidade ainda dormia, alguns cachorros teimavam em nos acompanhar numa ladeira na saída da cidade.

Visitamos o primeiro marco da estrada real.

Esse trecho mescla estrada de pedra, asfalto e pé-de-moleque, mas muito tranquilo.

Como chegamos cedo a SJDR, caminhamos muito na cidade, mas as igrejas(ponto alto da cidade) estavam todas fechadas.

Comemos num restaurante no centro da cidade, colher de pau, self-service R$25,80 o kg - muito bom.

Aproveitei e já comecei a planejar os próximos dias, pois começaria o carnaval no sábado e, não fizemos nenhuma reserva para os dias posteriores.

As informações são desencontradas, ninguém sabe se tem hospedagem na próxima pernada.

Diante da falta de informações sobre hospedagem pra frente....e todos hotéis de sjdr estavam lotados pro carnaval, resolvi ir a pé até próximo a rodoviária e verificar a disponibilidade...achei dois que tinham vagas para os dias de carnaval, deixei mais ou menos reservado....(estavam cobrando entre R$100 a 130 casal no carnaval).

Se, por acaso, S.S. Vitória não tivesse hospedagem, pegaríamos um busão e dormiríamos novamente em sjdr.

 

HOSPEDAGEM: Pousada Chiaini, perto quartel/maria fumaça, camas boas, tv a cabo, wi-fi, banho quente, piscina, gentilmente deixaram lavar nossas roupas na lavanderia sem ônus.... preço: R$110,00 o casal, mas sem café da manhã.

 

TIRADENTES: Cidade histórica mineira, ótima estrutura hoteleira, restaurantes, comércio.....

 

Algumas fotos

Marco zero da estrada real

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Igreja São Francisco em SJ del Rey, estava fechada para visitação, uma pena!

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Cair da noite em SJ del Rey

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  • Membros de Honra

Thiago,

 

Claro que postarei todo o relato, mas na medida do possível.....

 

Complementando o relato sobre TIRADENTES:

 

OS MINEIROS SÃO DEMAIS:

"depois de caminhar quase 20 kms, entre Prados x Tiradentes.... na entrada da cidade de Tiradentes, vi uma senhora com uma forma de pão de queijo assados...olhei para ela e perguntei: "a senhora está vendendo?"...ela: não, fiz para uma vizinha! ...... imediatamente ele nos ofereceu para degustar.... ficamos assim sem jeito, mas não perdi a oportunidade de saborear ali mesmo........ mineiro é assim mesmo.....são tremendamente hospitaleiros"

Estamos acostumados em cidade grande, onde os vizinhos nem se ligam....nas cidades pequenas, os vizinhos são parceiros....

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  • Membros de Honra

12º DIA - 08/02/2013 - Sexta-feira

 

DAQUI PARA FRENTE OS PROBLEMAS COMEÇARAM A APARECER, O CARNAVAL COMPLICOU UM POUCO!! MAS DEU TUDO CERTO!

 

De São João del Rey a São Sebastião da Vitória à pé; depois caquende(de busão) e logo a seguir Capela do Saco(balsa) no total +- 14 horas.

 

Dia complicadíssimo!

Saimos, como sempre, muito cedo, o primeiro marco fica defronte a estação ferroviária, após segue-se pela avenida, e anda dentro da cidade, pega-se a trilha, com forte subida no início, logo a seguir caminha-se num charco, passamos perto de um lindo lago, do lado esquerdo uma indústria poluindo aquele lugar....depois do charco, os marcos estão em lugares errados, nos perdemos, como sempre, é só voltar ao marco anterior e seguir outro caminho; como choveu muito nos dia anteriores, tivemos que atravessar 2 riachos com água nos joelhos com muita lama; No final subidas fortes e o sol escaldante.... a última parte é em asfalto(pouco).

Na entrada do distrito(ss vitória), tem um posto que serve comida, R$12 por pessoa, come-se a vontade, comida simples, mas gostosa...

A única pousada de SS Vitória, fica numa casa, depois do posto, na mesma estrada, em frente a um quebra-mola....batemos várias vezes, tentamos ligar para os telefones que estavam anunciando, e nada...não atendiam..... batemos nos vizinhos, eles também, não tinham informações.... aguardamos até as 14 horas, como ninguém chegava e nem atendiam o telefone.... ficamos em dúvida...e ai...o quê fazer? ou voltariamos para sjdr(como era sábado de carnaval, ligamos para os hotéis perto da rodoviária, eles tinham vaga, ainda, mas tínhamos que reservar) ou iámos a Caquende(próxima pernada)...... caminhamos mais um pouco e chegamos a matriz do distrito(ssv), numa farmácia, uma pessoa nos informou que em caquende ou em capela do saco possivelmente conseguiríamos hospedagem...e que o busão que iria para lá, passaria uns 30 minutos depois..... então resolvemos ir até caquende.........pegamos o busão, chegamos um tempo depois(ponto final do ônibus), para nossa surpresa não tinha hospedagem.....as pessoas já tinham alugado suas casas para os visitantes..... só nos restava, dormir na rua ou atravessar o lago e ir até a única pousada de Capela do Saco e verificar se tinham disponibilidade(tentamos ligar, mas não antendiam)... e assim fizemos, atravessamos de balsa(R$1 por pessoa), para nossa sorte tinha vaga....ufa..... mas somente para aquele dia(NO SÁBADO DE CARNAVAL A POUSADA ESTAVA LOTADA)....e ai.....pois no outro dia, teríamos que ir a ss vitória e voltar caminhado para capela do saco(completando a pernada).........Mas ai, entrou em cena mais DOIS ANJOS PARA NOS SALVAR.....conto

depois...

 

HOSPEDAGEM EM CAPELA DO SACO: POUSADA REIS(http://www.pousadareis.com.br/) - fones: (035) 9848-3243 e (032) 3331-0892, sabe daqueles lugares, onde vc se sente em casa, o lugar é esse; mãe(Cléia) e a filha(Debora), administra o lugar com maestria, deixando os hóspedes bem a vontade, tentando resolver todos os problemas que possam aparecer(conosco apareceu, pois no outro dia não tínhamos lugar para dormir, e elas resolveram)....Nos receberam com muito amor e carinho......

A Pousada: apesar de estar num lugar ermo, longe de tudo, ela é muito confortável, camas boas, colchões novos, banho quente, ventilador, roupas de camas novas e limpas, tv a cabo, wi-fi, restaurante(R$15 por pessoa), piscina, salão de jogos, estacionamento, tela mosquiteira, agilizam passeios nas cachoeiras da região, pesca... - RECOMENDADÍSSIMA....mas liguem antes, principalmente em feriados, pois a procura é grande.....

Preço da diária: R$90 casal(período de feriados, o valor aumenta) com ótimo café da manhã.

 

SÃO SEBASTIÃO DA VITÓRIA: distrito sem estrutura hoteleira(somente um pequena pousada, deve ter somente dois ou três quartos, mas não me atenderam...), mas tem lanchonete, restaurantes, padaria, farmácia, supermercado......

 

CAQUENDE: distrito menor ainda do que ssv, tem somente um ou dois bares/lanchonete...não tem hospedagem, o pessoal costuma alugar as casas em feriados, segundo informações, algumas pessoas podem alugar quartos esporadicamente.

 

CAPELA DO SACO: minúsculo distrito, tem uma ótima pousada, os moradores não costumam alugar suas casas para viajantes, portanto, antes de atravessar a balsa se informe da disponibilidade de hospedagem na pousada.... não tem estrutura para turistas....somente nos feriados. Se a pousada estiver lotada, converse com a débora(dona da pousada) se ela pode conseguir alguma casa de morador para dormir....ela é super atenciosa

 

Obs.: para verificar os horários do busão entre SJ del rey e caquende(passa em ss vitória), vá até a rodoviária, que tem um guiche que informa, mas peguei os fones do dono dos ônibus: 032 3371-5685 / 3372-2180 - a empresa Transilveira... SS vitória a caquende vale R$6,60 por pessoa.

 

BALSA: ela funciona todos os dias, a última viagem é as 17 horas....à noite não funciona, portanto chegue mais cedo, aqueles que vão de carro, chegue ainda mais cedo, pois a balsa é bem pequena, cabe no máximo uns 5 veículos pequenos.

horários da balsa: das 08:00 as 12:00 e das 14:00 as 17:00 horas, preço R$1,00 por pessoa.

 

Algumas fotos:

Foto tirada na primeira subida depois de sj del rey....à esquerda fábrica poluindo, a direita lago..... no horizonte, onde chegaríamos no mesmo dia...longe pra caramba.....subidas fortíssimas...perto de uma pedreira.....

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Charco perto do lago....

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Lindo lago

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Um marco depois de uma porteira inundada por um riacho....antes dai, perdi meus óculos e tive que retornar

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O que a vida tem de bom...que cheiro...

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Riacho para atravessar

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  • Membros

Passei pela Pousada Reis em Capela do Saco durante a semana e fora de feriado... tem estrutura para turista sim, amigo! Elas (mãe e filha) moram na pousada e estão à disposição 24 horas por dia, todos os dias. Também adorei o atendimento delas. É um verdadeiro paraíso e extensão da nossa casa. Até serviço de lavanderia tem lá.

Mas me conta: qual foi o problema que elas resolveram para vocês?

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  • Membros de Honra

Cléa,

 

Veja bem, disse que o distrito de Capela do Saco não tem estrutura turística, somente a pousada Reis....essa sim tem tudo(piscina, quartos ótimos...boa comida).... Por isso a necessidade de fazer reserva com antecedência, principalmente nos feriados prolongados....

 

No sábado de carnaval a pousada estava lotada, mas ela me disse de manhã, antes de sairmos pra ssv, que iria conversar com os moradores do distrito e provavelmente conseguiria uma casa para nos abrigar..... elas tiveram dificuldades, mas conseguiram........no domingo acordaram bem cedo(05:30 horas) para fazer café da manhã(dormi numa casa de família e tomei o café com ela(paguei a parte)).......

Editado por Visitante
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  • Membros de Honra

13º DIA - 09/02/2013 - SÁBADO

 

DE Capela do saco a caquende de balsa - CAQUENDE A SS. VITÓRIA Á PÉ - SS.VITÓRIA A CAQUENDE DE CARONA X CAQUENDE A CAPELA DO SACO DE BARCO - o trecho a pé fizemos em 04:50 horas

 

Acordamos é já tínhamos um grande problema pra resolver: arrumar hospedagem para aquela noite, a pousada que ficamos, estava lotadaça....tudo reservado com antecedência...mas a Débora, me disse que iria conversar com os moradores do lugar, e verificaria a disponibilidade de dormimos numa casa de família e, que era pra nós voltarmos à tarde......

 

Como estava fazendo muito calor, resolvemos atravessar o lago, via balsa, e fazer o caminho inverso(capela do saco x caquende), a balsa saiu de CS as 07 horas, quinze minutos depois já estávamos caminhando... O início pegamos uma subida fortíssima, depois mesclava trechos subidas/descidas leves....Esse trecho tem muita plantação de milho, café/soja.... segundo o pessoal de caquende, tem muita cobra(urutú, cascavel...) no trecho de plantações, ficamos bem atentos, mas não vimos nenhuma......

próximo ao viaduto da estrada férrea, erramos o caminho, e caimos nos trilhos da ferrovia, aguardamos alguém passar, e pedimos informação, tivemos que pegar um atalho dentro de uma plantação de eucalipto e caimos novamente na ER.... chegamos cedo em ss vitória, comemos uns pães-de-queijo e linguiça mineira, muito bom)....e ficamos no ponto esperando o ônibus que nos levaria de volta da caquende e depois pegar a balsa a CS.... nisso apareceu um casal pedindo informação de como chegar a caquende, pronto, era o que estávamos esperando...pegamos carona com eles,....chegamos bem cedo em capela do saco... a Débora até aquele momento não tinha conseguindo hospedagem pra nós........ mais tarde um casal de moradores foram até a pousada para nos conhecer e ver se iam como a nossa cara.....ESTÃO CERTOS...tem que ver quem colocar dentro de casa...gostaram de nós....e combinamos de ir para casa deles as 19 horas.....ficamos curtindo o resto da tarde na piscina, pois estava muitooo calor....

 

Á noite fomos para a casa da Teresinha, pessoa da comunidade, ela e seu marido(bell), nos receberam com o coração aberto, ficamos até tarde conversando com os seus dois filhos....que família linda.....

De manhã acordamos ao som dos passarinhos, quando fui ao banheiro, vi os filhos dela dormindo, um no sofá e, outro num improvisado colchão na sala.... Mineiro é assim mesmo: sempre ajudando a quem precisa...eu não sabia que iríamos dormir na cama deles...mas tudo bem.... Mas no final paguei todo esse carinho para conosco...OBRIGADO TERESINHA/BELL POR TUDO....VALEU MESMO!!

 

HOSPEDAGEM: na casa da teresinha... obs.: nessa comunidade não costumam dar alojamento para viajante, tem que correr atrás.

 

Algumas fotos:

Lindo amanhecer na pousada Reis em Capela do Saco(foto tirada da janela do cozinha da pousada):

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TV ao vivo, ao fundo lago da represa....próximo a capela do saco.....estrada real

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Atalho dentro plantação de eucaliptos caminho capela do saco x ss vitória

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Olhem o nível da água da represa...

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  • Membros de Honra

14º DIA - 10/02/2013 - DOMINGO

 

Capela do saco a Carrancas - fizemos em aprox. 06:40 horas

 

Acordamos bem cedo na casa da Teresinha, a despedida foi com muita emoção(todos choraram), curtimos cada momento na presença deles, pessoas magníficas...

Até pra retribuir o que fizeram para nós(tudo mesmo), negociamos no dia anterior, em tomar o café da manhã na pousada(cobrada à parte - R$15,00 por pessoa), muito bom..... OBRIGADO DÉBORA/CLEIA POR TUDO QUE FIZERAM POR NÓS.

 

No início muitas subidas/descidas leves, passamos por vários mata-burros, o sol queimava nossa pele, forte mesmo...no caminho encontramos com uma caravana de 4 x 4 fazendo um tour por lá...O mais difícil desse trecho e o mais bonito também, é a subida da serra de carrancas.... tenso viu!! além de íngreme, vc já caminhou cerca de 4 horas debaixo do sol forte, nesse trecho o piso é em pedra (deve ser ardósia, não estou certo), o que reflete ainda mais o efeito do sol, quase dissolvemos naquela subida....mas é lindo...uma visão fantástica a perder de vista, de lá dá pra visualizar o lago que saimos 5 horas antes.... tem cachoeiras de todo tamanho.....flores uma mais bonita que outra...pedra em formatos variados....

Para chegar a Carracas ainda tivemos que descer uma forte descida, e como todos sabem, descer é muito mais complicado do que a subida....o sol cada hora mais forte...e a cidade não chegava........pqp sofri muito nesse trecho....no final deu tudo certo....

 

Como informamos anteriormente, era carnaval, sabíamos que possivelmente os hotéis de Carrancas estavam lotados, se estivessem, tentariamos arrumar uma casa de família, ou dormir numa cidade próxima....saimos de Capela do saco com esse pensamento.... mas no final deu tudo certo, conseguimos um hotel próximo a praça principal, mas pagamos muito caro.

Almoçamos um self-service no hotel(muito bom) por R$26 o kg...valeu a pena!

Á tarde tomamos um açaí na praça....

 

HOSPEDAGEM: Pousada Roda Viva, detrás da igreja matriz, grande estruta, piscinas grandes, sauna, tv, wi-fi, mas o apto. era bem simples, camas pequenas com colchões finos e ruins, roupa de cama pior ainda...o café da manhã foi o melhor da viagem, tinha tudo....preço: R$200,00 (ISSO MESMO, ERA CARNAVAL)...era isso ou dormir na rua...

Obs.: gentilmente deixaram lavar nossas roupas no tanque do hotel; coloquei minha bota para secar

 

MAIS UM GRANDE PROBLEMA:

Entre Carracas x Cruzilia(quase 70 kms) tem somente uma pessoa que fornece hospedagem em sua casa(perto da fazenda traituba), é o Roberto, irmão do Dutra dono da pousada Carrancas.... então, à tarde fomos a casa dele solicitar o contato do roberto para verificar se ele podia nos receber na casa dele.....

Gentilmente o Dutra tentou em vão entrar em contato com o Roberto, e nada...ele não atendia.....dormimos aguardando a liberação da casa dele através do contato do Dutra.... No outro dia cedo iríamos na casa do Dutra saber se conseguiu...dormimos ansiosos, pois não dava para partir sem um OK do roberto(não tem outra opção), e é praticamente impossível caminhar quase 70 kms em um único dia...muito forte o trecho, ainda mais o forte calor que estava reinando no pedaço!!!

 

Algumas fotos:

No início, algumas sombras...

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Imaginem esse piso ai as 13 horas....pqp que calor.....subida fortíssima, sol a pino...e o cansaço batento forte......

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Um visual de tirar o fôlego.....no horizonte o lago que saímos umas 5 horas antes......tenso!!

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Vcs acham que foi fácil descer isso ai.....vcs acham que Carrancas tava perto né......foi phoda........ ao fundo a serra de traituba, onde no outro dia iríamos dormir, na casa do Roberto.....Longe a bessa!

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Ufa, chegamos....igreja matriz de Carrancas, do lado direito fica a Pousada Carrancas, do Dutra, irmão do Roberto, única pessoa que fornece hospedagem entre Carracas x Cruzília....se forem fazer esse trecho a pé....guardem bem esses nomes....são pessoas FINÍSSIMAS

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    • Por mcolzani
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      Distância: 40km (areia fofa com bem pouca área firme)
      Dia 03
      Despertador tocou as 5:00, estava chovendo e botei o soneca para + 15min. Continuava chovendo e seguimos dormindo até aproximadamente 6:15 quando parou de chover, então comemos e saímos para caminhar já eram 8:00.
      Decidimos que 30km estaria bom para esse dia.
      Seguimos +/- a ideia do dia anterior e racionamos a água para reabastecer no Farol Albardão que estava a 7-8km de distância.
      Fomos muito bem recebidos no Albardão onde bebemos água e reabastecemos todas nossas garradas. A água lá é potável, então não tratamos nem filtramos.
      Nesse dia percebemos que uma parada a cada 10km não era sustentável e decidimos parar a cada 7km. Nesse dia comecei a sentir fortes dores na junção do fêmur com o quadril e comecei a "mancar" para não estender a perna e doer mais. Assim foi praticamente até o final da travessia.
      Outro dia que tivemos pouco contato humano e com pouco vento, dessa vez sentido leste.
      Apenas no final do dia quando chegamos na área de reflorestamento que avistamos 2 caminhões saindo de uma área indo no sentido norte.
      Quase no final do dia, avistamos um morador indo recolher sua rede. Perguntamos se conhecia algum lugar bom para acampar na região querendo ouvir um "pode acampar no lado da minha casa" mas veio um "lá naquela baleia tem uma base do reflorestamento, talvez consiga lá". A tal baleia estava a uns 3-4 km e já estava começando a anoitecer. Deveríamos nos arriscar a andar toda essa distância e chegar lá de noite correndo o risco de nem achar a base? 
      Preferimos seguir mais 1km e acampar em meio as dunas altas. Dessa vez ancorei muito bem praticamente todos os lados da barraca para não ter surpresas.
      Novas bolhas para cuidar.
      Dormimos magnificamente bem. Como todas as noites anteriores, choveu bastante durante a noite.
      Distância: 35km (areia fofa)
      Dia 04
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Nesse dia acreditamos que seria difícil manter o ritmo e terminar em 6 dias. Já aceitamos que precisaríamos de 7 dias. Porém mantivemos o desejo de fazer os 35km.
      O dia foi bastante movimentado, muitos caminhões, ônibus, etc. Sabíamos que agora a água viria apenas dos arroios, porém perto das 11:00, quando devíamos ter apenas 1 litro de água, vimos um quadricíclo vindo em nossa direção. Pedi para parar e perguntei se sabia de algum ponto de água pela frente. Conversamos um pouco e o Mauro, funcionário da empresa de reflorestamento, se ofereceu para ir pegar água na base deles. Deixamos nossas 4 garrafas de 1,5lt com ele. Uma hora depois ele passou por nós e falou que deixou as garrafas em uma placa mais a frente para que não precisássemos carregar todo o peso. Caminhamos uns 2km até chegar nas garrafas, tratamos e filtramos. Ficamos absurdamente contentes, não tinha como ficar mais contente.
      Próximo das 15:00 uma caminhonete branca nos intercepta. São funcionários da empresa de reflorestamento. Conversamos um pouco e eles falam (se pedirmos) que iriam trazer água para nós quando voltassem. Ganhamos o dia e agora não tinha mais como melhorar mesmo.
      Uma hora depois passa outra caminhonete igual (também da empresa) e pergunta se queremos algo (água, comida, fruta etc). Respondo que aceitamos qualquer coisa, mas principalmente água. Ele diz que na volta trará algo para nós.
      Continuamos a caminhada e com o sol de pondo resolvemos achar um local para acampar. Enquanto montava a barraca a esposa ficava nas dunas de olho se vinha alguma caminhonete.
      Quando terminei de montar a barraca, avistei um veículo vindo e como já estava escuro sinalizei com a lanterna.
      Dois santos que caíram do céu. Nos trouxeram 4 litros de água tratada e gelada (com pedaços de gelo ainda). Não só isso, trouxeram duas marmitas e frutas. Estávamos nos sentindo reis.
      Só então percebemos que montávamos acampamento praticamente na entrada de uma base deles e nos falaram que o movimento de caminhões ali seria a noite toda pois a operação deles é 24hrs. Nos ofereceram ficar em um alojamento vago.
      Agora certamente não tinha como melhorar. Decidimos aceitar o convite pois o local onde estávamos era de dunas baixas e o vento provavelmente iria incomodar. Caminhamos quase 2km até chegar na base e nos deparamos com o inimaginável, além de tudo que já tinham nos oferecido, poderíamos tomar um banho quente em chuveiro a gás.
      Nossa energia se renovou absurdamente nessa noite. Decidimos dormir uma hora a mais nessa noite pois não precisaríamos arrumar muita coisa pela manhã.
      Agradecemos ao pessoal que nos recebeu e principalmente ao Rodrigo (encarregado). Pegamos seu contato para agradecer novamente quando concluíssemos.
      Nesse dia outras bolhas surgiram e algumas antigas começavam a parar de incomodar.
      Distância: 42km (enfim, areia firme)
      Dia 05
      Despertador tocou as 6:00, comemos, organizamos as coisas, reabastecemos nossa água, nos despedimos do pessoal e começamos a caminhada.
      Pela distância percorrida no dia anterior, decidimos que esse dia seria de luxo, 35km bastaria.
      Saímos dá área do reflorestamento e começamos a avistar as torres geradoras de energia eólica. Que visão horrível. Você começa a enxergar elas a 20-25km de distância, então caminha, caminha, caminha e caminha ainda mais e nunca chega.
      Esse dia foi um dia caminhando olhando apenas para baixo, pois era desmotivador. Esse foi o 1o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      O vento estava moderado a forte no sentido leste, o que fez com que a maré estivesse acima do normal, nos forçando a subir para areia fofa em vários momentos.
      Ao final do dia, chegamos em um trecho de dunas baixas e já bateu aquela sensação ruim para achar um local bom para acampar. 
      Nós não queríamos ter que andar 500-700 metros para chegar nas árvores, querendo ou não é uma distância que pode fazer a diferença e em terreno ruim.
      Atravessamos o primeiro grande arroio e achamos um ponto menos exposto. Ancorei bem a barraca e dormimos igual reis.
      Distância: 38km (alternando entre areia firme e fofa)
      Dia 06
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Esse seria o primeiro dia para captar água nos arroios. Estávamos com 1 litro de água e a esperança era conseguir água com quem passasse, afinal era feriado e teríamos movimento. Passou o primeiro carro e nada de água. Logo chegamos a outro arroio grande e decidimos captar água ali e garantir. Pegamos 4,5 litros, tratamos e filtramos.
      Esse dia estava puxado, o vento resolveu querer dificultar e virou norte moderado. Foi o dia todo contra o vento, mas nada nos seguraria. Muitos arroios pela frente, já estávamos exaustos de colocar e tirar a sacola nos pés, mas assim o fizemos durante todo o dia.
      No 4o ou 5o arroio a Magali não olhou bem o terreno e entrou em uma arreia movediça, ficando com os 2 pés enterrados até acima do tênis. Falei para não tentar sair, fui até ela e puxei ela pela cargueira. Saiu fácil mas encharcou os pés e os tênis.
      Andamos, andamos, andamos e a quilometragem não andava. Parecida que estávamos em uma esteira, andava sem sair do lugar.
      Dia bem movimentado, carros, motos, ônibus, bicicletas e o primeiro cachorro de toda travessia. Esse foi o 2o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      Enfim chegamos a praia do Cassino, mas ainda tínhamos 13 km pela frente. Parece que foi a parte mais longa da travessia. A praia estava muito movimentada devido ao feriado. Às 16:30, enfim, chegamos aos molhes. Ficamos sem reação, apenas sentamos e aproveitamos o momento.
      Decidimos pegar um Uber até Pelotas e retornar direto para casa.
      Distância: 34km (areia firme)
      Distância total: 230,74 km

      Equipamentos que levamos:
      Murilo Magali Se alguém querer, posso passar também a relação dos alimentos levados.
      Tracklog
       

    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Em tempos complicados nos colocamos na estrada. Foram 26 horas dentro do ônibus. A lotação praticamente vazia, nem 15 pessoas, uma série de protocolos para evitar ao máximo qualquer contaminação. Depois de todo esse trajeto ficaríamos sós, isolados, quase uma quarentena. Sete dias completos e muitas surpresas, superações e no final um evento triste que poderia estragar toda uma viagem, mas deixa pra lá. As pessoas de boa índole não merecem que seja despendida grande atenção para os intrépidos.
      Dia 1
      Ficamos meio período na cidade de Rio Grande, um local de muita história, 9 museus (fiquei sabendo) todos fechados, muita arquitetura e praças dignas de um povo desbravador.

      Ao meio dia pegamos o circular que vai até a Barra. Descemos no último ponto antes do retorno. Recebeu-nos um aguaceiro danado. Enquanto encapávamos a cargueira e colocava a capa de chuva, tomamos o primeiro banho. Só não foi maior porque fugimos para uma varanda ali do lado. Não demorou para o proprietário aparecer. Depois de algumas curiosidades sanadas, seguimos firmes pelo asfalto até o molhes. Já na chegada encontramos um bugue, nele um homem desesperado. Pedindo ajuda. Seu filho, um amigo e o tio haviam seguido pelo molhes mar adentro. O mar enfurecera e subiu rapidamente. O homem fugiu com o carro mas os outros nem sinal, o molhes já estava praticamente tomado de água. O mar quebrava com força, rajadas de ondas cobriam metros acima do monumento. Orientei o a correr na Barra e chamar o bombeiro ou qualquer coisa (nesse momento eu não havia visto a situação do mar ainda). Quando chegamos no molhes, padre mio... Olhei para trás e lá vinha o homem, não tinha ido atrás do bombeiro ainda. Quando peguei o telefone para fazer a ligação um casal que estava em um trailer ali do lado gritou - Lá, estou vendo alguém. Guardei o telefone, os três vinham com dificuldades entre as ondas. O pai desabou em prantos, e xingamentos. Horas mais tarde fui refletir: ele não ligara para o socorro temendo a notícia horrível que receberia. No final todos ficaram bem.
      Para nós, vida que segue. Primeiro não conseguimos chegar no molhes, o mar tinha tomado toda a praia. Desviamos pela direita e saímos nas dunas. Dali seguimos com dificuldades contra o vento e sobre as dunas. Para ter uma ideia os banheiros químicos que ficam na praia estavam todos tombados. Mas não se apavoremos, toda essa situação se devia a um ciclone que estava sobre o oceano nesses dias.

      Caminhamos os 8 km até o Balneário Cassino, durante o trajeto traçamos vários planos B. Se a tempestade não passasse teríamos de esperar alguns dias, em último caso desistir. Pernoitamos num Hostel. Ventava muito. Passei a noite monitorando o ciclone e os ventos pelo app wheater. De madrugada os ventos começariam a se afastar e no sábado já estaria tudo calmo.

       
      Dia 2
      Acordamos cedo, o vento ainda soprava forte, mas o céu já estava melhor. Partimos. Na praia o mar tinha recuado um pouco, apesar do vento sul. Logo na primeira hora, depois da garoa um arco íris pintou sobre o parque eólico. Isso é um bom sinal.

      Seguimos firmes, 3 horas depois o parque eólico ainda estava às vistas. Chegamos no Naufrágio Altair. Pera lá! Chegamos perto dele, as ondas tomavam a ruína. O mar já avançara sobre a praia novamente, muitos dos canais de água se tornaram bancos de areia movediça engolindo os pés. Paramos para almoçar no Hotel Netuno, único lugar abrigado do implacável minuano (vento).

      Voltamos a marcha, agora pelas dunas. A praia estava alagada. Não demorou muito até que a Bruna fosse engolida até a cintura na areia movediça. Com muita luta conseguimos resgatá-la. Um misto de apreensão, medo e comicidade tomou conta dos dois. Às 15:00 demos por vencidos, depois de 30 km, tomamos o rumo da mata, em meio a um novo parque eólico, as poucas árvores restantes serviram de guarida.
       
      Dia 3
      Saímos cedo, ansiosos por descobrir o que o mar reservara. Pelo menos o vento já reduzira pela metade. Com a praia larga a caminhada fluiu bem. Logo cedo avistamos o Farol Sarita. Mais um desafio psicológico. Caminhamos 25 km dos 30 km, avistando o luminoso, e nada de chegar. Parecia que o negócio tinha rodinhas. Logo depois do almoço o mar voltou a complicar. A caminhada voltou a ser pela duna. Em poucos quilômetros encontramos um homem todo esfarrapado, com uma faca e olhar desafiador. Com receio, me aproximei a tentar um diálogo. Não entendi nenhuma palavra que ele disse, tratava-se de um hermitão que vive nas dunas, provavelmente.

      Enfim às 15:00 chegamos no farol, e logo à frente tentamos ir para a mata acampar. Caminhamos 3 km circulando o mangue alagado até que decidimos acampar embaixo de um arbusto na duna mesmo (sei que é burrice, mas depois do hermitão, fiquei um pouco abalado, não com medo de ser atacado, mas vai que ele se sentisse invadido...). Depois de lavar as partes no alagado, deitamos na barraca e nem lembramos mais do hermitão ou de qualquer coisa. Nessa hora o vento já havia cessado. Durante o dia, manhã, encontramos muitos carros e motos fazendo a travessia, a penas um grupo de motocross parou e falou que acampariam perto do Farol Verga, que deveríamos passar lá. Também encontramos um leão marinho e muitas, muitas tartarugas mortas.

      Dia 4
      Começamos cedinho na tentativa de fugir das dunas no período da tarde. O dia estava lindo, céu azul, vento leve, areia fina, mar calmo. Encontramos muitos carros fazendo a travessia nesse dia, também um grupo de ciclistas, que inclusive nos deram água. Logo avistamos a primeira carcaça de Jubarte, no segundo dia tínhamos visto uma Beluga morta. Mais à frente um naufrágio recente ainda bastante visível apesar das ondas.

      Logo que retomamos do almoço encontramos novamente a galera do motocross. Nos disseram que tinham feito um churrasco e esperado por nós, mas... No fim o seu Zeca falou que seria um bom lugar para acampar, e foi o que fizemos. Durante a caminhada da tarde percebemos que algumas caminhonetes iam e vinham pela praia, só não entendi o motivo. Como o mar tinha acalmado e a praia estava larga aproveitamos. Debaixo do sol forte das 14:00 uma das caminhonetes parou, um simpático senhor nos ofereceu um suco de limão, oh glória. Pensa num negócio bom, agradecidos seguimos em frente. Já eram passadas 15:00 quando chegamos no local de acampar. Definitivamente não chegaríamos a tempo de almoçar. Nesse dia alcançamos a marca importante dos 100 km andados.

      Dia 5
      Foi o dia que começamos mais cedo. Logo nas primeiras horas avistamos um senhor maltrapilho, descalço, caminhando com dificuldades. Ainda lembrando do hermitão, me aproximei. Ele com a mão dentro da bermuda, eu com cautela. Surpreendentemente entendi sua fala. Se chamava Paulo, recusou um sapato que tinha minha mochila, recusou comida, apenas aceitou água. Como tínhamos avistado um pouco antes um acampamento de trabalhadores na mata de pinus, orientei o senhor que caso precisasse chegasse lá. Nesse ponto já estávamos no Farol Verga.

      Saindo do Verga avistamos no horizonte um veículo gigante que saiu na areia e rumou para o sul. Não demorou, encontramos um carro parado com adesivos "Pet Free", não sei o que fazia ali. Uma hora depois aponta no horizonte o gigante, eram um caminhão de carregar toras, carregado. Vinha a todo vapor na areia. Passou por nós, buzinou e sumiu no norte. Paramos para almoçar quando encontramos uma carreta parada na areia. Sentamos à sombra e logo o dono dela apareceu. Curiosamente ele tinha o mesmo nome do senhor dos sucos. Conversando, explicou-nos que têm frentes de trabalho que ficam acampadas na floresta de pinus (chegam a 150 trabalhadores). Ele estava com a carreta-casa esperando um ônibus que traria o pessoal de Rio Grande e Pelotas. Quando falei do seu Paulo ele disse que já havia visto o mesmo homem andando de bicicleta na areia, de certa forma me senti aliviado por saber que ele se virava por aquelas bandas.

      Pouco depois de deixar a carreta, encontramos outra Jubarte, essa bem mais conservada. Ao tirar foto da baleia, olhamos para trás e lá estava o ônibus, descendo uma galera.

      Às 14:00 o reflorestamento que nos acompanhara acabou. Percebemos que seria possível chegar no Farol Albardão ainda naquele dia, ele já se desenhava no horizonte. Com 40 km, exaustos, com chuva, chegamos no farol. Já não esperávamos dormir lá devido a pandemia. Montamos acampamento do lado de fora do pátio da Marinha. Como o vento já rugia, fiz algumas ancoras com sacos cheios de areia que, enterrei e amarrei a barraca neles. Fomos dormir assustados com o vento, mas a amarração deu conta.

       
      Dia 6
      Acordamos de madrugada com trovões, vento e muita chuva. O dia clareou e a chuva castigava, meu maior medo não era se molhar, eram os raios. Pensamos em fazer um dia de descanso caso não passasse. Eram 07:15 quando as nuvens começaram a ceder, fizemos um desjejum e partimos, já 08:10. A chuva sumiu, mas as dunas estavam todas alagadas.

       
      Assim que começamos a caminhar começaram aparecer os problemas. Os passos de água que, até então eram raramente fundos, agora pareciam rios de desgelo. E para piorar se multiplicaram, cruzamos em média 5 por km nesse dia. Nessa manhã observamos uma infinidade de caravelas azuis na areia, assim como raízes e galhos que devem ter saído das dunas com a enxurrada (não as caravelas, que, devem ter vindo do mar).

      Só atingimos os 30 km às 17:00, quando avistamos um pedaço de mata, onde nos escondemos à noite. Além de atingir os 150 km nesse dia, tomar água muito boa drenada das dunas, encontrar um bom local para acampar, acompanhamos o segundo pôr do sol nas dunas (o primeiro havia sido no Albardão), tomamos banho fresco na água da chuva acumulada nas dunas e dormimos em meio a algazarras dos periquitos que aninham nas árvores ali.

       
      Dia 7
      Sabíamos que seria um dia longo, faltavam mais de 40 km para chegar no Balneário Hermenegildo onde teria um camping. Partimos às 06:40. O mar tinha recuado muito, as enxurradas formaram muitos canais (já secos). O chão irregular castigou os pés a manhã toda, quando ficava mais plano o conchal tornava os passos mais pesados. Nesse trecho muita vacas vigiam a praia, é grande também o número de ranchos nas dunas. Lá pelas 09:00 encontramos um negócio motorizado, feito em madeira, puxando uma carretinha cheia de entulho, com rodas largas que parecia um rolo compressor, apinhado de gente. Ainda de manhã avistamos mais dois naufrágios quase submersos na areia e no mar, um hotel destruído e um leão marinho começando a putrefação.

      Na hora do almoço se chegamos à sombra de um rancho na areia. Descansamos, aliviamos os pés e retomamos a marcha. O número de veículos que encontramos cresceu exponencialmente, muitas pessoas pescando de molinete. A praia agora alternava em trechos terríveis de irregular e outros menos, mas os pés doem até a alma. O alento é que já avistamos o Hermenegildo. No final foram 45km caminhados, além de bater os 200km. Valeu a pena. Chegamos no Camping Pachuca, o dono (incrivelmente tinha o mesmo nome dos dois outros homens que conversamos na praia nos dias anteriores) nos recebeu muito bem. Ofereceu a garagem para montar a barraca, nos trouxe pão com queijo e mortadela e ainda disse que seria cortesia da casa. Depois do banho, de barriga cheia, e diga-se de passagem a musica no rádio incrível, dormimos feito criancinhas.

       
      Dia 7
      Se demos o luxo de acordar mais tarde e sair só às 08:00. Diga-se de passagem que amanheceu chovendo. E ventando, mas o vento agora era norte e empurrou nos para o molhes. Na praia novamente, não demorou para dois cachorros, muito brincalhões nos acompanharem.

      Foram 15 km tranquilos. Com muitos passos de água, alguns fundos, inclusive. Mais um negócio estranho aconteceu, eram umas 10:00 quando passou uma patrola por nós. O maquinista ainda ofereceu carona, dispensamos numa boa. Chegamos no molhes da Barra do Chui às 11:50. Fomos recebidos por um bombeiro, todo empolgado que nos revelou estar pronto para fazer a travessia nos próximos dias. Descansamos algum tempo refletindo nosso feito.

      Tomamos as ruas do balneário até encontrar um buffet, onde fomos à desforra. De barriga inchada pegamos o ônibus para o Chui, chegamos lá a então a palhaçada. Como o ônibus para Porto Alegre era só às 22:00 ou às 12:00 do dia seguinte, fomos procurar um local para tomar banho e descansar, quem sabe passar a noite.
      Fomos em um posto Ipiranga que segundo o dono da rodoviária tinha chuveiro para os caminhoneiros. Fomos muito mal recebidos, e mesmo oferecendo para pagar fomos recusados. Segunda tentativa, uma pousada. O velhote que nos atendeu, primeiro fez cara de nojo por que talvez não estávamos muito bem trajados, segundo ele estava lotado, sei. Terceira tentativa, outra pousada. O homem que nos viu nem a porta abriu direito, após nos analisar, disse em tom ríspido que não tinha vaga e deveríamos procurar outro local. Respondi pra ele que não adiantaria procurar, o problema não era vaga, era preconceito. Nossa última investida foi um hotel de uma rede, Turis Firper, apesar de não muito barato (afinal não passamos a noite), fomos muito bem recepcionados.
      Às 22:00 tomamos o ônibus para passar 29 horas viajando até nossa terrinha. A maior dificuldade acabou sendo o chão irregular dos últimos dias, e a batalha psicológica do terceiro e quarto dias. Agora vamos descansar que a temporada de montanhas se avizinha.









       
    • Por Caçadordeviagem
      No dia 14 de Junho de 2019 foi inaugurado o Caminho de Nhá Chica, inspirado no Caminho de Santiago de Compostela e no Caminho da Fé, a rota se inicia na cidade de Inconfidentes/MG e vai até o Santuário de Nhá Chica em Baependi/MG, são cerca de 260 km cruzando as belíssimas paisagens montanhosas da Serra da Mantiqueira, é todo sinalizado com setas e placas, para mais informações há um grupo no Face com o nome "Caminho de Nhá Chica" ou visite o site: www.caminhodenhachica.com
      1° Dia: Inconfidentes/Borda da Mata (21 km).
      Eu percorri em Setembro de 2019, o 1° trecho, entre Inconfidentes e Borda da Mata, é o mesmo do Caminho da Fé, após Borda os caminhos se separam, o da Fé vai pra Tocos do Moji e o de Nhá Chica vai para Congonhal...
      2° Dia: Borda da Mata/Congonhal (25 km).
      Trecho muito bonito após uma fazenda com um haras, muito pitoresco, na metade do trecho há uma torneira ao lado da Igrejinha no bairro das Almas, o topo da Serra das Almas e Cachoeira das Almas são os destaques desse trecho...
      3° Dia: Congonhal/Espírito Santo do Dourado (26km).
      Trecho magnífico, logo de cara tem que superar a Serra de São Domingos, ainda na Serra, no km 07 tem fonte de água potável e mais uns 7 km depois tem o Santuário da Obediência, com estrutura de água e lanchonete, a paisagem é linda, com lindas araucárias e várias plantações de brócolis e morango, um dos trechos mais bonitos do caminho...
      4° Dia: Espírito Santo do Dourado/Silvianópolis (20 km).
      Trecho muito bonito e ermo até a rodovia MG-179, chegando nessa rodovia, a uns 100 mts tem uma barraca de frutas e doces mineiros onde adquiri bananas e doces, os últimos 3 quilômetros são em asfalto até Silvianópolis...
      5° Dia: Silvianópolis/Careaçu (20 km).
      Trecho plano e tranquilo perto dos anteriores, na saída de Silvianópolis há um belo lago chamado Lago dos Bandeirantes, próximo a Careaçu o caminho coincide com o Caminho de Aparecida até a cidade, paramos no bar da ponte para beber alguma coisa e seguimos para a belíssima Pousada Castelo...
      6° Dia: Careaçu/Heliodora (24km).
      Saindo de Careaçu por baixo da Fernão Dias, chegasse na Comunidade Rainha do Brasil, ali o monge Bernardo ofereceu café e batemos um papo, deixando o local passa-se por umas 3 porteiras e uma pequena trilha até pegar a estrada de terra novamente, a partir dali caminha-se por lugares muito ermos e bonitos até o km 16, ali há um comércio para abastecer e depois seguir pelos 8km finais pelo asfalto visualizando lindas montanhas...
      7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).
      Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...
      8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).
      Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...
      9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).
      Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...
      10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).
      Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...
      POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...
      Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍
      Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍
      Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).
      Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).
      Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.
      Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.
      Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).
      Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.
      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por eitagu
      Fala, galera!
       
      Esse é meu primeiro post aqui no site e eu quis escrevê-lo como forma de retribuir tudo o que li aqui que me foi MUITO útil pra montar esse roteiro. Inicialmente seríamos dois amigos fazendo essa viagem, mas chamamos mais umas pessoas e acabamos viajando em quatro. Nossa meta era gastar em torno de R$1k cada e ficar dez dias de rolê pela costa verde - região do RJ que engloba Paraty, Angra e suas particularidades.
       
      Se alguém tiver lendo isso e tiver meio perdidão sobre como montar um roteiro, assim como eu tava no início, vou deixar aqui mais ou menos como a gente começou a planejar. Antes de mais nada: o Excel (ou, no meu caso, o Google Sheets) é seu melhor amigo! Lá tu pode lançar todos os links úteis de relatos de outras pessoas, dicas, lugares pra ficar, visitar, etc. A gente fez uma planilha que tinha uma relação de transportes e hospedagens e os preços. Aí ficava até mais fácil comparar. Botamos lá uma coluna de observações também que era bem útil. A gente deixava já na ordem dos dias também pra ficar mais fácil pra gente se guiar. 
       
      Se alguém quiser ver como a planilha ficou no final, só dar uma ideia aí que eu mando o link!
      No mais, bora lá! Viagem feita dos dias 15/07 ao dia 24/07 (de 2019).
       
      Dia 1. Paraty
      Viajamos de BH pro RJ de Buser e como a gente tinha distribuído nosso código, conseguimos salvar essa ida e volta. Chegamos no RJ por volta de 5h30 e pegamos o primeiro ônibus direto pra Paraty. O busão sai da rodoviária Novo Rio mesmo, às 7hs (mas costuma atrasar muito!), e custa R$83 pela Costa Verde. Ficamos hospedados no Chill Inn Hostel e, sinceramente, recomendo demais! Staff muito atencioso e café da manhã na praia. Almoçamos por lá mesmo, paramos pra tomar umas brejas e fazer umas compras pros próximos dias. Não sei se era pq a cidade ainda tava cheia de gringos pós-flip, mas tava rolando um forró na praça em frente à Matriz pela noite e o comércio ficou aberto até bem tarde no centro histórico. Ficamos apaixonados pelo lugar e pegamos nosso carimbo do passaporte da Estrada Real. O preço das coisas é normal fora do centro histórico (almoço em torno de R$20,00) e bem alto dentro do centro histórico.
      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
      R$34 almoço e brejas
      R$20 de rolezin a noite durante o forró
      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
      R$4 miojo que compramos na vila pra dar um gás a noite, pq a comida acabou rápido kkkkk

       
      Dias 3 - 4. Paraty
      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!



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