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Estrada Real a pé - Perguntas e Respostas - 2013 a 2015

Posts Recomendados

1) - Jan/fev de 2013 - estrada real caminho velho. Foram aprox. 710 kms no total + 100 kms entre Paraty x aparecida + PN Itatiaia + visconde de mauá

2) - Julho/2013 - estrada real caminho diamantres (diamantina x Ouro Preto);

3) - Julho/2013 - Estrada Real caminho Sabarabuçu(Ouro preto x Glaura x Cocais)

4) - Janeiro/2014 - Estrada Real caminho Novo (Ouro Preto x Rio de Janeiro).

Informações Básicas e Resumo geral:

No final da postagem desse relato, informarei nesse post , todas as principais dicas sobre esse maravilhoso roteiro, bem como o resumão.

Muitas pessoas já fizeram a E.R. à pé, mas pouquíssimas fizeram relatos sobre a viagem, com dicas, sugestões.......

Procurarei dar dicas sobre: tempo de viagem em cada roteiro, locais de hospedagem e seus respectivos preços..... fotos, roubadas, .....

Alguns sites importantes da região:

Ouro preto e os distritos: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_distritos_de_Ouro_Preto

Estrada Real(planilhas e informações diversas): http://www.institutoestradareal.com.br/

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O COMEÇO:

 

Fomos visitar uma amiga em Brasília, que tinha sofrido um AVC, portanto iniciamos a viagem por Brasília.

Prá economizar uma diária, compramos passagem para as 21 horas. Busão novo e confortável. como tenho dificuldade dormir em viagem, ficava ouvindo rádio, até prá começar entrar no clima da cultura mineira....ouvi muita música caipira de raiz, revivi várias músicas de minha infãncia(bons tempos), lá pelas 3 da manhã, foi noticiado o incêndio na boate de Santa Maria-RS.....muita tristeza!

Brasília x BH - viação União(R$115,67 cada). tempo de viagem: +- 10 horas

 

chegamos em Belo Horizonte no domingo cedo, por volta das 07 da manhã, o terminal rodoviário para os ônibus que vinham de certas regiões,, mudou-se, ficando bem distante do centro..... pegamos o metrô(R$1,80 cada) até a rodoviária do centro, dali fomos conhecer o mercado municipal de BH, após experimentar os deliciosos queijos/doces mineiros.... tomamos nosso café ali mesmo(coxinha, bolinho de bacalhau......), na saída experimentamos um pastel delicioso e barato(R$0,70 cada). Depois do festival de gordura, pegamos o busão para Ouro Preto às 10 da matina (viação Pássaro verde - R$25,70 cada - tem ònibus de hora em hora), chegando depois de duas horas.

Mercado central e seus queijos/doces...maravilha:

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Nossa intenção era chegar cedo, pegar as informações sobre o roteiro todo(tentei conseguir via internet, mas sem sucesso), mas infelizmente nosso turismo está engatinhando, prá vcs terem idéias, domingo à tarde, o escritório de informações turísticas da cidade de Ouro preto estava fechado, pode isso! apelamos para o plantão dos guias turisticos, que mantém alguns escritórios na cidade....... O escritório do Senai/fiemg estava aberto, mas não tinha quase nenhuma informação sobre o próximo trecho(O.preto x Glaura).

A chuva não dava trégua, almoçamos uns pastéis numa lanchonete do centro, entramos no hotel(Pousada Horto dos contos R$130 casal, cama boa, quarto limpo, com TV cabo, wi-fi, ventilador....como sairiamos bem cedo no outro dia, ficamos a tarde toda preparando as mochilas, e dormimos bem cedo).

Obs.: As informações em Ouro preto são desencontradas, cada um fala uma coisa, mas a maioria das pessoas/guias/inf. turísticas não têm quase nenhuma informação sobre o trecho, portanto tentarei passar todas as dicas, pois tive que começar sem saber se conseguiria terminar o trecho todo, foi um desafio enorme.............. O MESMO ACONTECEU NAS OUTRAS CIDADES, QUASE NINGUÉM CONHECIA ESSA TRAVESSIA, INCRÍVEL! nem sabiam se tinha hospedagem prá frente.

 

O quê ajudou muito foi a disponibilidade dos roteiros planilhados de todo o trecho, é só tirar uma cópia de cada trecho e seguir a risca, não tem como perder....

DICA: devido as fortes chuvas, embalamos tudo dentro da mochila com sacos plásticos. Tivemos a idéia de colocar o roteiro panilhado dentro de um saquinho plástico com fecho e deixar dentro do bolso da calça, era fácil, mesmo debaixo da chuva, conferíamos o marco com a planílha, foi uma idéia ótima.

 

 

AGORA É PRÁ VALER:

 

1º DIA - 28/01/2013 - segunda-feira:

 

Saída de Ouro preto às 10:00hrs, chegada em Glaura às 18:40Hrs

 

Aproximadamente 28 kms - fizemos um pouco mais, pois devido as fortes chuva/raios/relâmpagos, tivemos que seguir, depois da primeira trilha, o caminho dos carros, era mais seguro, onde poderíamos esconder em algumas casas na beira da estrada; logo depois de São Bartholomeu, voltamos a trilha normal.

 

O primeiro marco fica na saída Ouro Preto, na rua da rodoviária, defrente a um escritório de inf. turística. Compramos água, e seguimos no acostamento da rodovia asfaltada até o trevo que vai prá BH(cerca de +- 1 hora), trecho com subidas fortes, depois do trevo pegamos uma estrada de terra á direita(atrás de um ponto de ônibus), com uma subida fortíssima, logo no início da descida, pega-se à esquerda(tem uma porteira) bem perto do marco, o terrível trecho de trilha, bem demarcado, mas com várias valas, pedras soltas e escorregadias, mato bem alto, por muito pouco não entrou um espinho no meu olho(passou bem perto, fiquei com o olho inchado por algum tempo, por sorte, feriu abaixo do olho esquerdo). Essa trilha é praticamente descida e reta.

O destaque histórico está no marco 595, onde está um chafariz de 1792 em bom estado de conservação(aqui vc pode abastecer com ótima água potável).

Assim que saimos da mata fechada, entramos num descampado, avistamos duas cidades no horizonte, e nuvens negras, sinalizando chuva forte à frente.... o vento começou a soprar forte, a chuva logo chegou, tivemos que sair do trecho dos marcos, e seguir o dos veículos, em função dos raios/relâmpagos que caiam, chegamos num entrocamento de 4 estradas, na dúvida, tivemos que retornar 1 km prá perguntar qual rumo seguir, pois não havia nenhuma placa indicativa(não tem marco no trecho de carro)........ saimos cerca de 2 kms à frente de São bartholomeu....a chuva chegou de novo..... seguimos pela estrada, sem problema, depois de algum tempo(no marco 629), entramos em outro trecho de trilha, tivemos que atravessar um riacho com água na altura dos joelhos.....trecho pequeno, cerca de 3 kms, mas estava sujo e com uma subida forte. Na saída da mata, ja avistamos Glaura, passamos dentro de um pasto, atravessamos uma ponte, e pronto...terminamos o temível trecho!

 

Então vamos procurar acomodação! não é que a única pousada da cidade, ficava a mais de 8 kms prá frente.....e ai? já estava escurecendo, fomos até o único bar de Glaura, prá comer algo e saber se existia alguém que poderia nos receber em sua casa, segundo o dono do bar, ninguém fazia isso...... E agora!

 

A PRIMEIRA SURPRESA AGRADÁVEL DA VIAGEM:

minha esposa, diante da negativa do dono do bar, foi até a rua e perguntou a uma senhora que passava, se existia alguém na cidade que poderia oferecer hospedagem......para nossa surpresa, ela ofereceu a casa dela........ gente finíssima, tivemos momentos de total desconcentração ao lado dessa incrível senhora, divertidíssima. Ela é aposentada como professora da escola da cidade.

Diante do oferecimento de acomodação, perguntamos a ela o preço da estadia.....ela disse: vcs são meus convidados, e terei enorme prazer em recebê-los.....e lá vamos nós.......Mas, no final, paguei o justo.... acho que ela gostou..... É assim, jamais podemos aproveitar da situação...ela teve custo conosco,se disponibilizou a cozinhar....... ELA COBRARÁ DOS OUTROS VIAJANTES, NADA MAIS JUSTO...... FICA O ALERTA!

Prá começar, fêz uma excelente jantar, ao estilo mineiro, com muita fartura, e, acima de tudo, excelente....que macarrão com queijo mineiro(não deve nada aos grandes restaurantes estrelados do brasil), depois serviu doce de figo e de cidra ralada...DELICIOSOS.... de barriga cheia, fomos dormir, cama boas..... lá pelas 5 da manhã acordo com o barrulho dos gansos(sim, ela cria galinha, gansos, patos........), fiquei preocupado, será que entrou ladrão justamente hoje que estamos aqui....... mas a surpresa veio na hora do café da manhã....ela madrugou, para fazer um delicioso bolo prá nós, e os ovos veio direto do produtor(sic), fresquinho......mas que café......... mineiro realmente sabe receber as pessoas!

Ela ficará eternamente em nossos corações, que Deus a ilumine cada vêz mais!!!!

 

Como na casa dela tem 3 quartos, com várias camas, orientamos ela a disponibilizar acomodação para os viajantes, pois fica num lugar estratégico, não tem pousada lá.....ela ficou animada, e ficou de estudar o caso........se ela abrir.....RECOMENDO.

Enviaremos uma correspondência ao governo mineiro, informando a eles, a necessidade de viabilizar projetos voltados a pessoas, que possam receber turistas nas cidade que não tem hospedagem.....citaremos o caso dela....

 

Para aquelas pessoas que farão o trecho à pé, informarei o telefone dela(ela autorizou), se porventura, ficar sem acomodação, entrar em contato, via fone, e verificar se pode recebê-los:

Nome: Ailza

Fone: (031) 3553-7106

Endereço: Rua dos flores Nº 17

Casa ao estilo mineiro, com fogão à lenha, camas boas, comida(nem se fala, ótima), Café da manhã ótimo, banho quente....TV

Obs.: não é certeza que ela oferecerá hospedagem, quem estiver disposto a ir até lá, procure se informar antes, pois ela recebe muita visita em casa....e negocie, também, o preço .....

 

Obs.: Não consegui fazer ligação, via celular;

As pessoas oferecem carona a todo momento, se porventura, sentir algo, as pessoas param para ajudar, somente nas trilhas que não tem movimento algum, era somente nós dois e Deus!

 

IMPORTANTE: A primeira trilha, estava com o mato bem alto, portanto, sugiro que se forem fazer, principalmente em épocas de chuvas, façam com camisa manga comprida, calça, boné e óculos escuros....muitos espinhos...

 

Algumas fotos:

Trilha Ouro preto x Glaura:

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Chegada em Glaura:

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O primeiro anjo(Ailza em glaura) que ajudou na nossa travessia:

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2º DIA - 29/01/2013 - terça-feira:

 

Saída de Glaura às 07:15hrs, chegada em Engenheiro Correa às 14:00hrs

Aproximadamente 25 kms

 

Já tomei café da manhã bom, mas igual a da casa da ailza não tem!!....ela se superou, fêz um suco de couve com gengibre, laranja, beterraba......que segundo ela, iria ajudar nas próximas caminhadas....comemos geléias de vários tipos(jaboticaba, abacaxi....), doces vários, pão, bolo feito na hora, com produtos caipiras....ai que bom aquilo lá.....estamos até hoje sentido saudades.......

 

1º trecho: Glaura x Cachoeira do campo(distrito bem estruturado com bom comércio) +- 7 kms, fizemos em aprox. 2 horas

Sorte que dormimos em Glaura, pois entre as duas cidades, subida fortíssima, em asfalto, tempo estava nublado e não pegamos sol forte;

Chácaras lindas antes de cachoeira do campo

 

2º trecho: C. do campo x Santo antonio do Leite(distrito pequeno) +- 8 kms, fizemos em aprox. 2 horas

Trecho tranquilo, cuidado na entrada da cidade de S.A leite, descida fortíssima, com pedras de pé-de-moleque, que com chuva ficam escorregadias;

 

3º trecho: S.A. do Leite x Engenheiro Correa +- 10 kms, fizemos em aprox. 02:20hrs

Trecho com algumas subidas/descidas, mas nada assim tão forte, pegamos um pouco de chuva

 

Engenheiro Correa, é um distrito bem pequeno, pouco comércio, somente umas ruas.

 

Hospedagem em E. correa:

Bar do Tonho(a única hospedagem), na rua principal, quartos de casal bons, banho quente com aquecedor solar, de manhã água mais fria, camas boas, frigobar, TV, wi-fi(mas com sinal fraco), lavanderia, café da manhã simples(pão, mamão, bolo, café e leite)...preço:R$75 casal.

Tem quartos com várias beliches, infelizmente não perguntei o preço dessa camas...mas deve ser barato.

CONTATO: (031) 3554-1175 falar com tonho(gente finíssima) é bom reservar antes, se forem ficar nos quartos privados(tem somente dois ou três quartos privados), o resto quartos com vários beliches, quando ficamos lá, estava lotado pelos funcionários de uma empresa.

 

No bar do tonho serve refições(ótimas): comercial: R$16,00 - PF: R$9,00 - macarrão a bolonghesa: R$12,00 serve 2 pessoas

 

Algumas fotos:

Ao fundo igreja revestida em ouro...linda - mas está em reforma.

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Igreja pelo caminho

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3º DIA - 30/01/2013 - quarta-feira:

 

De engenheiro Correa a Lobo leite, aprox. 32 kms - 06:45hrs de caminhada e depois busão entre L. Leite x Congonhas

 

1º trecho: engenheiro Correa x Miguel Burnier - 15 kms - aprox. 03:30hrs

Trecho com muitas subidas/descidas fortíssimas, tempo fechado com muita neblina, nem conseguimos ver a paisagem, pegamos muita chuva antes de M.burnier, estrada de terra com muita poças d'água;

Cuidado ao avistar um viaduto, logo após tem uma siderúrgica, trânsito pesado de caminhões.

Em M.burnier tem somente uma venda(mercearia),segundo os moradores não tem hospedagem.

 

2º trecho: M. Burnier x Lobo Leite, aprox. 17 kms - 03:15hrs

Trecho bem leve(praticamente somente descidas), cuidado somente com os caminhões, muitos mesmo.

A parte do asfalto é mais complicada, devido a largura do acostamento, muitas curvas fechadas..... o minério de ferro é transportado, pelas estradas, através de caminhões, acontece que o pó que caí deles, fica no acostamento, esse pó reflete o sol diretamente nos olhos, portanto nesse trecho aconselho o uso de óculos de sol.

A Gerdau construiu uma barragem perto de M.burnier, seu lago artificial lhe acompanhará por um bom trecho.

Pegamos um sol forte até próximo de Lobo Leite, mas uns 2 kms antes, pegamos um diluvio....choveu tudo que podia, sorte que embalamos nossas roupas.....chegamos molhados.....crentes que ali tinha hospedagem.......não havia......tivemos que pegar um busão. Tentamos conversar com os moradores para ver se alguém oferecesse a casa pra nós....mas nada feito....nem pagando! tudo bem...vamos pra frente mesmo. no outro dia retornaríamos

 

Obs sobre hospedagem:

Em Santo Antonio do Leite, uma pessoa nos garantiu que em Lobo leite tinha várias pousadas, então fomos tranquilos, mas na realidade a cidade tem somente um restaurante....o único hotel fica a uns 4 kms, fora da estrada real, na rodovia, portanto fora de questão, pois a cidade de Congonhas fica a somente 9 kms da cidade, mas como já tínhamos caminhado 32 kms no dia, resolvemos pegar um busão(coletivo, R$2,25 p.pessoa) e dormir em Congonhas...... além de tudo estava chovendo forte.

O rio que corta congonhas estava quase transbordando..... aqui ficamos em dúvida se continuaríamos a fazer a ER..... cogitamos desistir!

 

HOSPEDAGEM EM CONGONHAS:

Pouso Mineiro, perto de uma ponte, no centro, camas boas e novas, café bom(mas contado), wi-fi, banho quente, TV.... o problema que fica bem próximo a linha do trem, e lá pelas 05 da manhã, o barulho atrapalha um pouco...parece que o trem tá dentro do quarto.....credo! mas foi o mais barato que conseguimos: R$90,00 casal.

Dados que peguei na internet: Rua Benedito Quintino, 98 fone: (31) 3732-2666

 

Levamos as roupas molhadas e sujas para lavanderia(no centro da cidade, numa casa), foram 12 peças por R$25,00;

 

Comemos um self-service, coma a vontade(mas uma carne por pessoa) por R$13,00 cada pessoa.....

 

Nos trechos de trilha(entre Ouro Preto x glaura), usei bota com cano curto, me deu algumas bolhas, principalmente no calcanhar, e machuquei muito os dedos, ai resolvi o problema com um tênis velho que levei, e comprei uma fita microporosa branca da Cremer.... comprei de outra marca, mas não ficava muito tempo nos dedos.....

Dessa vez não caiu nenhuma unha, e as bolhas desapareceram, pois usei Nebacetin pra curar as feridas dos pés...resolveu bem!!!....

Não deixem de levar esparadrapo e band-it.

 

Algumas fotos:

Muita chuva, à frente viaduto..estrada antes do M.burnier

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Represa da gerdau antes de Lobo Leite

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Olha a altura que a água chegou - Congonhas....choveu pra caramba na região e, o pior, estávamos hospedado numa pousada na beira desse rio!

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4º DIA - 31/01/2013 - quinta-feira:

 

De Congonhas a Lobo Leite, aprox. 8 kms - fizemos em 02:10 hrs

 

Foi o trecho mais curto de toda a viagem. Nesse período(dez/jan/fev.) não é recomendado fazer essa travessia, muita chuva mesmo.....o problema, além da chuva, é a grande incidência de raios, muito perigoso caminhar nos campos abertos.

 

Saímos da pousada com a intenção de pegar o busão que saia cedo, mas chegando na rodoviária ele já tinha partido, então resolvemos fazer o caminho inverso(Congonhas x Lobo leite), mas como estávamos com a planilha inversa, sofremos muito, pois há muitos entroncamentos na estrada de terra, no final andamos uns 2 kms á mais..... Esse trecho é tranquilo, com algumas subidas/descidas leves....mas pegamos um temporal a uns 3 kms antes de Lobo Leite, outro diluvio.... a uns 100 metros da cidades, o rio estava passando por cima da única ponte que liga as duas cidades, então ficamos esperando alguém que poderia ter outra alternativa, pois o rio estava muito acima da ponte, não dava pra ver, nem os guardas-corpos......

Nisso apareceu um morador que nos orientou a voltar uns 200 metros, entrar numa mata fechada, e seguir até a linha do trem, fizemos isso.....mas imagina, caindo um diluvio... mata fechada, somente caminho estreito.....piso escorregadio.....credo!! levei um tombo e quase quebrei o braço...seroa o fim da viagem...esse caminho passava bem próximo a uma cerca, dai o problema, raios caindo e nós próximos da cerca......foi tenso.....mas tudo terminou bem, chegamos a tempo de comer um ótimo comercial no único restaurante da cidade.

Almoçamos no restaurante tia Maria(apesar de estarmos bem molhados, a proprietária nos arrumou um lugar no fundo), comida ótima, bem no estilo mineiro...muita gordura, mas deliciosa.... comercial: R$19,00, dá pra duas pessoas.

Com a barriga cheia, pegamos o mesmo busão(R$2,25) de ontem, e voltamos para Congonhas, foi um dia quase perdido, pois nossa intenção era dormir mais á frente.....mas a segurança em primeiro lugar.

dormimos no mesmo lugar de ontem(pouso mineiro - Congonhas).

 

Com a tarde livre, resolvi subi até a igreja onde tem os profetas confeccionados pelo aleijadinho, subida fortíssima, valeu a pena(vista lindíssima da toda cidade, além da obra de arte dele), queria visitar a igreja, mas estava fechada.

Nesse dia, comi um ótimo caldo de mocotó(R$5), com um torresmo(ótimo, bem grande mas bem sequinho - R$3), comemos X'tudo...e cama....preparar o espírito para o que estava por vir.....até ali, estávamos pensando em desistir da travessia, o risco era muito grande....todo dia, tinha que analisar a previsão do tempo, ponderar se valia a pena seguir ou desistir de vez...... mas a vontade foi maior.....ficamos tentados a seguir viagem.....desistir depois de tudo, era uma decisão difícil de tomar, mas minha parceira sempre otimista.......

Ai percebemos uma coisa, a chuva começava por volta das 12 horas, então começamos a acordar bem cedo, assim quando começava a chuva, já estávamos bem próximo do outro destino. E assim foi até Paraty.......

 

Caminho entre Congonhas x Lobo Leite, muita chuva.....

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Uns 100 metros antes de Lobo Leite, rio passando por cima da ponte......muita chuva, mas muita chuva mesmo....molhamos até a alma

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Subida para igreja dos apóstolos.....muito forte

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Mas valeu a pena....linda igreja....pena que estava fechada

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5º DIA - 01/02/2013 - sexta-feira:

 

De Congonhas a São Brás de Suaçuí - aproximadamente 26 kms em +- 06:20 horas.

 

1º Trecho: Congonhas x Pequeri - +- 03:30 Horas:

Nossa pousada ficava na parte baixa de Congonhas, tivemos que subir muito com as mochilas até a igreja dos profetas....o primeiro marco fica quase fora da cidade.......

Esse trecho é até tranquilo, mas com algumas subidas/descidas fortes(normal em MG)..... chegamos em Pequeri, num ponto de ônibus, paramos para descansar(se por acaso forem fazer esse trecho, vçs podem pegar esse busão e voltar a Congonhas). Esse distrito é muito pequeno, não tem estrutura algumas(nem bar), somente tem um restaurante/pousada a uns 2 kms da cidade, na br-383, mas voltando pra Congonhas..... nosso caminho era por estrada de terra....

 

DICA: Uma funcionária do posto de saúde de Pequeri, me informou o contato da única pousada:

Pousada(pesque-pague) Hawai, br-383 +- 2 kms do distrito.... fones: (031) 9929-6203 e 031-9646-1341

 

2º Trecho: Pequeri x S.Brás de Suaçuí - +- 02:40hrs:

Depois de Pequeri, pega-se uma subida forte e chega numa fazenda........nesse trecho tem uma pequena trilha, bem sinalizada, mas devido as fortes chuvas, muitos buracos, lama e poças...... essa trilha fica praticamente ao lado da a br-383....... tivemos problemas com os bois, pois tivemos que atravessar um pasto ...mas nada preocupante.....chegamos num condomínio fechado....o sol tava forte..... entra de novo na estrada de terra até uns 2 kms de sb suaçuí.... depois asfalto até o centro. Nós paramos num posto na entrada da cidade, mortos de sede e de fome, e deliciamos com a comida mineira....ótima.....

 

Jantamos num restaurante perto do hotel, macarrão a bolonhesa (R$12) salada mista(R$10).....

 

Hospedagem: A cidade tem(segundo informações dos moradores, 3 hotéis), por azar escolhemos o mais sujo(pelo visto).... Hotel muralha, camas/colchões ruins, roupas de cama sujas e fedendo....café da manhã bom, banho quente e privado, TV, wi-fi..R$110,00 casal....caro pelo que oferecem....eu não recomendo, quando forem subam mais um pouco, depois da praça tem outro hotel.

 

SÃO BRÁS DE SUAÇUÍ: Pequena cidade mineira, mas com estrutura boa(hotéis, restaurantes, farmácias, supermercado...)

 

Algumas fotos do trecho:

Amanhecer em minas gerais...próximo a Congonhas

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Caminhando bem cedo

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Que sufoco

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Igreja Matriz de SB de Suaçuí

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6º DIA - 02/02/2013 - Sábado:

 

De S.B do Suaçuí a Entre Rios de Minas - aprox. 20 kms em +- 05:00 horas.

 

Esse trecho é mais fácil.... passamos por diversas fazendas, com grandes plantações de milho e muito gado(corte e de leite), devido as fortes chuvas(chovia muito à noite), o piso estava muito escorregadio com lama e poças, os riachos que tivemos que atravessar estava com a água na altura dos joelhos, mas foi tranquilo....alerto para a quantidade de bois que vc vê na estrada, tome cuidado quando for cruzar com eles.....a chuva não deu as caras, mas estávamos com todas as nossas roupas molhadas, e como era sábado e, o tempo nublado, ficamos preocupados, em lavá-las e não conseguir secá-las...... Almoçamos num self-service na praça da matriz(R$22 o kg).

 

ENCONTRANDO OUTRO ANJO NO CAMINHO:

Hospedagem: POR SORTE ENCONTRAMOS OUTRO ANJO NA ESTRADA..... é que nos indicaram a pousada flor do jacarandá, no centro da cidade(rua principal, na parte alta da cidade), a subida é forte..... chegando lá, fomos atendidos pela dona....a SILVINHA.... vendo o estado de nossas roupas, abriu a lavanderia da casa dela e lavou/secou todas as nossas roupas..... lá pelas 7 da noite, ela nos levou de carro para saborear um excelente macarrão a bolonhesa num restaurante muito simpático da cidade....gostamos muito.......No outro dia saímos bem cedo, muito gentilmente ela acordou mais cedo e fez um delicioso café da manhã.....quanta saudade do pão-de-queijo que ela nos ofereceu...

OBRIGADO SILVINHA/ESPOSO.....vcs ficarão pra sempre em nossos corações....obrigado mesmo!

 

HOTEL FLOR DO JACARANDÁ (http://www.flordojacaranda.com.br/😞 Na rua comercial do centro, fica embaixo de uma loja de variedades(dos donos)....super/hiper confortável, aptos com camas ótimas, tv a cabo, wi-fi, banheiro super limpo, café da manhã ótimo..diária: R$100,00, mas durante a semana é mais caro..e fica lotado, pois atende várias empresas da região...liguem antes....RECOMENDADÍSSIMO!!

 

ENTRE RIOS DE MINAS: cidade com ótima estrutura(bons hotéis, restaurantes pra todos gostos, comércio forte......).

 

Algumas fotos:

Plantações de milho......

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Vista maravilhosa de cima

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Entre Rios de Minas

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7º DIA - 03/02/2013 - Domingo

 

De Entre Rios de Minas a Casa Grande - Mais de 32 kms em 08:15 horas.

 

No início asfalto, mas com acostamento, depois entra numa estrada de terra sem fim, com muitas subidas/descidas fortes com sol forte.....em Camapuã(pequeno distrito), comemos uns salgados num bar(tem somente dois)....saindo na saída pegamos um forte temporal, e não tinha lugar pra abrigar, as capas das mochilas aguentaram bem o tranco......a chuva parou e o sol atacou de novo..... chegamos bem cansados em Casa Grande.....

DICA IMPORTANTE: Depois da igreja(+- 1km), vc encontra um entroncamento, vire a esquerda, aqui vc notará que dois marcos estão em lugares errados....o 815 e o 816..... vc sai do entroncamento e já vê eles....só que a planilha diz que eles estarão a uns 3 kms....(a planilha está certa)......

Em todo o trecho tem marcos em lugares trocados.

 

HOSPEDAGEM/REFEIÇÃO: Pousada da dona Irene(031) 3723-1226, perto do colégio, tem somente 3 quartos, mas se porventura for um grupo grande, ela consegue acomodação em outras casas(mas tem que avisar bem antes)....camas boas, tv na sala, banheiro coletivo limpo..preço: R$50 casal sem café da manhã, mas ela fornece à parte.

Dona Irene fornece comida....feita no fogão a lenha, como era domingo, o rango foi ótimo....vi uma carne sendo curtida numa banha de porco e perguntei se ela podia fazer, imediatamente e preparou pra nós....uma delícia......

 

CASA GRANDE: pequeno distrito, com pouca estrutura(tem 2 pequenas pousadas(uma na entrada da cidade)....não vi restaurante, lojas.....mas, foi no domingo)....

 

Algumas fotos:

Sinalização na estrada de terra, muita chuva e muitos buracos...

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8º DIA - 04/02/2013 - Segunda-feira

 

De Casa Grande a Lagoa Dourada - aprox. 25 kms em +- 08:00 horas de caminhada.

 

ESTRADA DE TERRA:

Boa sinalização, marcos nos lugares certos, com muitas subidas/descidas fortes, passará próximos de várias fazenda de criação de gado e jumento... no início sol forte, avistamos no horizonte o céu escuro, passou um tempo e fomos pegos no meio de um descampado pela chuva, com raios e relâmpagos, foi tenso...........quando chegar no asfalto, deverá virar à direita, e descer até o próximo marco(fica do lado esquerdo, meio escondido), pegamos outra estrada de terra, e uns kms a mais, chegamos no início da trilha, os marcos sinalizava o início da trilha, mas estava com mato alto e difícil localização.

A primeira cobra morta que vimos(de uma série de umas 20), foi na saída de Casa Grande, uma coral toda picada no facão..

 

TRILHA DE +- 3KMS - antes de L. Dourada:

Como o caminho estava com mato alto, fomos perguntar para um morador, depois das dicas...seguimos.... IMPORTANTE: quando chegar no riacho, atravesse um tronco que os morados colocaram, e logo a seguir, verá um marco do outro lado da cerca(é que fecharam o acesso por aquele caminho), na planilha diz pra subir margeando a cerca...só que é uma subida forte e não verá caminho algum....é que o caminho era entre as duas fazendas e o caminho no meio(fizeram cerca impedindo a travessia pelo caminho certo).....

Ou seja, ao invés de subir o morro(quando avistar o marco do outro lado da cerca), vire a sua direita(na diagonal, sem subir) e siga até o final, numa cerca, do outro lado verá um caminho que sobe o morro do outro lado....tem que passar pelo meio da cerca.......não tem porteira.

 

Num dos marcos li que Lagoa Dourada é a capital do rocambole...... que delícia....tem de vários tipos...muitoooo bommmmm.... e barato, cerca de R$3,00 no centro da cidade e numa padaria perto do hotel.

 

HOSPEDAGEM: Pousadas das Vertentes(032) 3363-1103, na praça da matriz, casarão antigo com moveis antigos e de época, com quartos confortáveis, camas/colchões ótimos, banheiro limpo, TV. wi-fi, bela vista da cidade, café normal..preço R$80 casal, a proprietária é super atenciosa.

 

LAGOA DOURADA: cidade bem estruturada, com vários restaurante, bancos, boas lojas, hotéis.....), pra jantar procure o posto perto da rua principal....em quase todas cidades pequenas, não tem restaurante que abre pro jantar.

 

Tivemos que encarrar essas nuvens negras próximo a Lagoa Dourada....muitaaa chuva....raios..relâmpagos.. tenso

DSC04278_zpsa5aa4a75.jpg

3 kms de trilha, simples né....desde que esteja bem sinalizada, e o mato baixo....foi tenso

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Charmosa pousada em Lagoa Dourada....

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    • Por eitagu
      Fala, galera!
       
      Esse é meu primeiro post aqui no site e eu quis escrevê-lo como forma de retribuir tudo o que li aqui que me foi MUITO útil pra montar esse roteiro. Inicialmente seríamos dois amigos fazendo essa viagem, mas chamamos mais umas pessoas e acabamos viajando em quatro. Nossa meta era gastar em torno de R$1k cada e ficar dez dias de rolê pela costa verde - região do RJ que engloba Paraty, Angra e suas particularidades.
       
      Se alguém tiver lendo isso e tiver meio perdidão sobre como montar um roteiro, assim como eu tava no início, vou deixar aqui mais ou menos como a gente começou a planejar. Antes de mais nada: o Excel (ou, no meu caso, o Google Sheets) é seu melhor amigo! Lá tu pode lançar todos os links úteis de relatos de outras pessoas, dicas, lugares pra ficar, visitar, etc. A gente fez uma planilha que tinha uma relação de transportes e hospedagens e os preços. Aí ficava até mais fácil comparar. Botamos lá uma coluna de observações também que era bem útil. A gente deixava já na ordem dos dias também pra ficar mais fácil pra gente se guiar. 
       
      Se alguém quiser ver como a planilha ficou no final, só dar uma ideia aí que eu mando o link!
      No mais, bora lá! Viagem feita dos dias 15/07 ao dia 24/07 (de 2019).
       
      Dia 1. Paraty
      Viajamos de BH pro RJ de Buser e como a gente tinha distribuído nosso código, conseguimos salvar essa ida e volta. Chegamos no RJ por volta de 5h30 e pegamos o primeiro ônibus direto pra Paraty. O busão sai da rodoviária Novo Rio mesmo, às 7hs (mas costuma atrasar muito!), e custa R$83 pela Costa Verde. Ficamos hospedados no Chill Inn Hostel e, sinceramente, recomendo demais! Staff muito atencioso e café da manhã na praia. Almoçamos por lá mesmo, paramos pra tomar umas brejas e fazer umas compras pros próximos dias. Não sei se era pq a cidade ainda tava cheia de gringos pós-flip, mas tava rolando um forró na praça em frente à Matriz pela noite e o comércio ficou aberto até bem tarde no centro histórico. Ficamos apaixonados pelo lugar e pegamos nosso carimbo do passaporte da Estrada Real. O preço das coisas é normal fora do centro histórico (almoço em torno de R$20,00) e bem alto dentro do centro histórico.
      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
      R$34 almoço e brejas
      R$20 de rolezin a noite durante o forró
      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
      R$4 miojo que compramos na vila pra dar um gás a noite, pq a comida acabou rápido kkkkk

       
      Dias 3 - 4. Paraty
      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!


    • Por casal100
      Resolvemos, dessa vez, fazer alguns roteiros distintos: beira-Mar, trilhas em montanhas e travessia.
      Começamos por Ubatuba, foram 10 dias de caminhada, por algumas das principais praias; depois pegamos nosso veículo e fomos fazer alguns roteiros em Extrema-MG e, por último,  a grata surpresa: TRAVESSIA DA SERRA DA CANASTRA-MG, que lugar maravilhoso: belas cachoeiras, trilhas fortes, flora e fauna exuberante, povo amigável, queijos deliciosos(alguns entre os melhores do mundo na sua categoria) sem contar a culinária mineira. Tudo de bom.
    • Por casal100
      Fizemos a maioria dos caminhos que passam pela Serra da Mantiqueira(Estrada Real, Caminho da Fé, Crer....), alguns mais de 1 vez.
      É quase unanimidade entre os caminhantes que, indiscutivelmente, a Serra da Mantiqueira têm as mais bonitas paisagens e, nós concordamos integralmente. São caminhos que proporcionam lindas fotos,  clima agradabilíssimo, povo acolhedor e simpático, ingredientes que definiram esse roteiro.
      Foram quase 50 dias e mais de 1.100 quilômetros de muitas alegrias, felicidade e paz,  poucas tristezas e decepções.
      Começamos e terminamos na MAGNÍFICA cidade de Campos do Jordão-SP, depois de rever vários lugares (passei alguns invernos nesta bela cidade, quando eu era "bacana"). A cidade se transformou,  criaram vários roteiros turísticos, belas e caras casas dos novos e velhos "bacanas", ótimos restaurantes, atrações mil,  pousadas e hotéis de todo tipo e preço, tem até o refúgio do peregrino, comércio bom, povo hospitaleiro, clima perfeito e, ainda por cima fomos no verão,  baixa temporada,  onde com facilidade encontramos boa hospedagem com preços menores que muitas hospedagem em cidades pequenas.

      Outra coisa que pesou em escolher fazer essa travessia é que a região se assemelha muito com um projeto que temos em mente, que é a travessia entre Punta Arenas x Arica no Chile,  então serviu como treinamento.
    • Por casal100
      ROTEIRO À PÉ:
       
      RIO GRANDE DO SUL:
      Portão
      Bom Princípio
      Carlos Barbosa
      Garibaldi
      Bento Gonçalves - Vale dos vinhedos
      Bento Gonçalves - Pinto Bandeira
      Bento Gonçalves - pela cidade
      Bento Gonçalves - caminho de Pedras
      Caxias do Sul - flores da Cunha
      Caxias do Sul - estrada dos imigrantes
      Nova Petropolis
      Gramado - Natal de Luz
      Canela - Cachoeira do Caracol
      Gramado - pela cidade (parques, centro)
      Santa Maria Herval
      Picada Café
      Ivoti
      Sapiranga
      Três Coroas
      São Francisco de Paula
      São Francisco de Paula  (parques, lagos e pela cidade)
      Tainhas
      Cambará do Sul
      Cambará do Sul - Canyon Itambezinho
      Cambará do sul - canyon Fortaleza
      Torres - praia
       
      SANTA CATARINA:
      Praia Grande - descida Serra do faxinal
      Balneário Gaivota - Praia
      Balneário arroio do Silva - Praia
      Balneário Rincão - Praia
      Balneário corrente - Praia
      Farol de Santa Marta - Praia
      Laguna - cidade histórica + Praia
      Orleans
      Guatá  (distrito de Lauro Muller) pé da serra do Rio do Rastro
      Bom Jardim da Serra
      ROTEIRO DE ÔNIBUS :
      São Joaquim
      Urubici
      Bom Retiro
      Lages
      Fraiburgo
      CONTINUAÇÃO À PÉ SANTA CATARINA:
      Videira
      Treze Tílias
      Água Doce
      Jaborá
      Concórdia
      Seara
      Chapecó
       
      PARANÁ (ÔNIBUS):
      Curitiba
      Paranagua
      Morretes
       
      QUILÔMETROS /DIAS: +- 1.300 kms em 53 dias
       
      PESSOAS:
      No planejamento da viagem nossa preocupação era de como seríamos recebidos nas pequenas cidades, visto que algumas delas não tinham vocação turística, e "mochileiros"poderiam ser "novidade". Mas, essa preocupação foi rapidamente deixada de lado.
      Fomos recebidos muito bem em todos os lugares (exceto dois episódios, que não afetou em nada nossa caminhada).
      Ficamos impressionados com a educação e o acolhimento da população do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sempre solícitos às nossas demandas.
      Poxa, que saudade de tudo aquilo, em breve voltaremos.
       
      CIDADES:
      Praticamente todas as cidades desse roteiro tinham pousada ou hotel, somente o distrito de tainhas-SC não tem, somente restaurante (mas esse trecho tem serviço de ônibus intermunicipal).
       
      ESTRADAS:
      Optamos em fazer pelas estradas asfaltadas(alguns trechos fizemos em estrada de terra), pois não conseguimos informações sobre estradas secundárias nesta região.
       
      COBRAS:
      Nunca vimos tantas cobras como na serra Gaúcha, teve dia que vimos umas 5, quase minha esposa pisou numa em uma rodovia asfaltada.
      Elas ficam enroladas na pista de rolamento, é normal vê-las todas esmagadas por veículos, ficam parecendo um desenho no chão (pois vários veículos passam por cima).
       
      ANIMAIS SELVAGENS:
      Outra coisa que nos chamou atenção, vimos muitas espécies(raposa, cobras, tatu, macacos, roedores, porco espinho etc) passando lentamente perto de nós.
       
      PRECONCEITO:
      Tivemos um fato lamentável num hotel fazenda.
      O gerente nos recebeu num descaso tremendo, nem respondia nossas perguntas, foi preciso a intervenção de uma funcionária para resolver a situação (quase mandei o cara a pqp), o infeliz está no lugar errado.
      O outro caso foi mais leve, mas fiquei puto.
      Tirando isso, foi muito tranquilo ser mochileiro naquela região, muito tranquilo mesmo.
       
      PREÇOS HOTÉIS:
      Variou de $25 a 95 por pessoa (mas a crise pegou todo mundo ), em alguns lugares priorizamos ficar em lugares melhores,
      Sempre pechinchamos os preços, na maioria dos casos conseguimos descontos, principalmente à vista.
      Não fizemos nenhuma reserva, foi muito tranquilo.
       
      PREÇOS REFEIÇÕES:
      variou de $10 a $35 por pessoa à vontade.
      Peso : de $20 a $44 o quilo.
      Obs.: em média coloque $22 por refeição sem bebidas.
       
      ABUSO CONTRA TURISTA:
      Só tivemos alguns casos de abuso, mas nada gritante:
      Você chega em duas pessoas e pede somente um cafezinho pequeno, o cara trás dois grandes (claro, mais caro) e na maior cara de pau diz que pedimos dois.
      Isso aconteceu nuns 5 lugares na serra gaúcha, lamentável!
      Obs.: para nos proteger disso, fazíamos assim: chegávamos nos caixas do estabelecimento e pagava antecipadamente, acabou o problema.
       
      CARONA: precisamos pegar carona em algumas oportunidades, e foi até tranquilo conseguir.
      .fomos ao canyon Itambezinho e no Fortaleza à pé, e voltamos de carona, foi tranquilo.
      .quando visitamos uma cachoeira em Cambará do sul, fomos à pé e voltamos de carona ( neste dia pegamos três, cada um nos levou num pequeno trecho).
      .dividimos o trecho entre Seara e Chapecó-SC em dois, como o ônibus demoraria muito, resolvemos ir de carona, demorou uns 40 minutos para aparecer.
       
      SEGURANÇA:
      Em momento algum tivemos problema, somente em Porto Alegre (visita ao mercado central que nos orientaram a ter cuidado), mas os moradores de PA estão preocupados.
      .na saída de Caxias do Sul, saída para estrada dos imigrantes tem um lugar que me pareceu inseguro, mas nada complicado.
       
      NEGOCIAÇÃO HOSPEDAGEM:
      Sempre negocie, em alguns casos conseguimos descontos de 10% abaixo dos sites de hospedagem. Principmente nesta crise, em alguns casos somente nós dois estavam hospedados no hotel.
    • Por casal100
      Realizamos no período de 19 a 28 de julho de 2015, o circuito completo do Vale europeu em Santa Catarina. Foram 10 dias contemplando e vivienciando lugares, pessoas maravilhosas.
      Destaco alguns locais incriveis: Pomerode, blumemau, fazenda campo do zinco e sua maravilhosa cachoeira, lindos mirantes, estradas encantadoras, pessoas hospitaleiras e cordiais. Nāo tivemos nenhum incidente.
       
      Começamos antes do circuito, fazendo o caminho entre blumenau e pomerode a pé, e no final fizemos do mesmo modo a rota enxaimel em Pomerode, por isso o roteiro foi concluido em 10 dias.
       
      Brevemente relato completo.


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