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15º DIA 11/02/2013 - Segunda-feira

 

De Carrancas a Casa do Roberto próximo a fazenda Traituba - aprox. 28 kms em +- 06 horas.

 

Acordamos cedo, mas não podíamos sair, sem a resposta do Dutra, tivemos que esperar até 08 horas pra saber... as 08 em ponto, batemos na porta da pousada do Dutra, ele afirmou que tudo estava certo, que o Roberto estava nos esperando ...ufa...até que enfim resolvemos da melhor maneira possível...não vão sem antes confirmar se o Roberto pode recebê-los, pois ele costuma viajar, e a casa fica fechada, e não tem outra opção na redondeza....

 

Como ficamos esperando a resposta até as 08, saimos tarde, ai enfrentamos outro problema: O FORTÍSSIMO SOL.. quase dissolvemos novamente...calor para caramba... mas seguimos viagem bem devagar, como levamos mais de 4 litros d'água cada, não precisamos colher água no caminho....o Trecho não é muito forte, as subidas/descidas não são íngremes, mas são muitas.....alguns kms antes da casa do Roberto nossa água acabou, um motorista parou e nos ofereceu água geladinha, quebrou um grande galho.....no final deu tudo certo.

Assim que chegamos, caiu um dilúvio, com relâmpagos e raios, demos muita sorte!

 

HOSPEDAGEM: Casa do Roberto, fica defrente ao marco 1052 da estrada real(sobe uns 50 metros a esquerda do marco), km +-27,34 de Carrancas. A casa é bem simples, mas tem TV a cabo, banho quente, comida no fogão a lenha, pomar com muitaaas frutas(quase todo tipo), além da ótima prosa do Roberto, uma excelente pessoa e bom papo... passamos momentos fantásticos com ele... valeu cada segundo!

Pra terem idéia: a hospedagem foi negociada a R$80 o casal com almoço/café da manhã incluído......ele estava fazendo frango de granja + arroz + salada + canjiquinha + feijão + batata...completo.....

Minha esposa viu as galinhas comendo na porta da cozinha, e disse: "Roberto, que tal comermos um frango caipira agora"... ele, imediatamente pegou um monte de milho e jogou para elas, pegou um frango bem grande e matou na hora para atender a vontade de minha esposa....poxa quanta generosidade! É claro que pagamos mais caro, contra a vontade dele...gente finíssima!

 

O café da manhã teve: pão, café, leite, bolo e biscoito.

 

Obs.: a casa dele comporta no máximo 4 pessoas por dia, até dezembro o Roberto garatiu que vai melhorar as acomodações. por isso é importante ligar antes e reservar.

 

CONTATOS DO ROBERTO:

Pousada Carrancas, falar com o Dutra: fone (035)3327-1040

Fone do Roberto, direto com ele.....: fone (035)9974-8161 (ligar das 11 às 12 horas e depois da 17 horas, pois ele trabalha na chácara, e o celular não pega)

 

Segundo informação, tem um local perto da casa do roberto que vende pão e mais algumas coisas.....fico devendo essa, pois não me informei com ele.....

 

Obs.: Não façam esse trecho sem antes avisar ao Roberto que estão seguindo para lá....reservem antes...pois ele costuma viajar e a casa fica fechada.....

A casa fica ao lado da linha da estrada de ferro, a uns 30 metros fica a estação ferroviária.

 

OBS: Em dezembro/2020 nosso amigo Roberto faleceu.  Outra pessoa está fornecendo hospedagem no vilarejo próximo a casa dele. 

Dona Chiquinha: 035-99968-7577.

 

Algumas fotos:

Subidas/descidas muitasss...lá no horizonte, do lado esquerdo da foto, serra de traituba, e lá que devemos chegar.

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Fazenda centenária, com plantações de milho......descida e mais descida,....depois subidas e mais subidas

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Olhem a chuva que estava para cair, sorte nossa que a casa do Roberto estava bem próxima, choveu muito...assim que chegamos.

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Esse é o Roberto, gente finíssima.....e sua alquimia de sabores.....o cara cozinha muitooooo, comemos um frango caipirada, que vai ficar na nossa memória para o resto das nossas vidas.....deliciosssssoooo - show de bola....a melhor comida de toda viagem.

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16º DIA - 12/02/2013 - Terça-feira

Da CAsa do Roberto(marco 1052) a Cruzilia foram aprox. 40,50 kms - em aprox. 09 horas

Acordamos bem cedo, o Roberto preparou um café pra nós, batemos um papo até o dia clarear, saímos com o tempo frio, alguma neblina, chegamos na fazenda Traituba, tiramos algumas fotos, dali para frente o sol começou a pegar, não tinha sombra...algumas cachoeiras no caminho.....esse trecho tem muita reta, mas algumas subidas/descidas íngremes.

Muitas fazendas de gado de corte e de leite, plantações de milho/soja/café.....no final pegá-se um pequeno trecho em asfalto.....chegamos cansadíssimos e, era o último dia de carnaval, e não sabíamos se conseguiríamos hospedagem com facilidade, para nossa surpresa, os hotéis tinham vagas sobrando. O carnaval foi realizado na praça principal, por pouco íamos ficar num hotel bem próximo a bagunça...por sorte, ficamos em outro mais longe da muvuca!!

Comemos um self-service numa lanchonete próximo ao hotel(R$19,80 o kg)

Novamente, assim que chegamos a cidade, caiu outro dilúvio na cidade...credo!

HOSPEDAGEM: Hotel Real, rua paralela a praça principal, camas ótimas, banheiro limpissimo, tv a cabo, wi-fi, café da manhã +-, camas ótimas, ventilador, preço: R$140,00 o casal

CRUZÍLIA: cidade com boa estrutura hoteleira, tem opções de lanchonetes, restaurantes, farmácias..... a cidade é conhecida nacionalmente com a terra do cavalo mangalarga marcador

 

Algumas fotos:

Começando a caminha bem no amanhecer, próximo a fazenda Traituba:

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Chegando a fazenda Traituba...

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O gado nelore costuma a acompanhar quem passa no pasto.... foi assim, tinha esses num plano mais alto(a estrada ficava abaixo) do lado direito, do lado esquerdo tinha um cerca e outra fazenda, com mais bois nelores..... nós no meio dos dois gados...... quando passamos, eles vieram atrás...mas um monte de boi...uns 1.000, já pensou eles viessem pra cima de nós...foi tenso, mas ao mesmo tempo divertido, depois que acabou ..

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Mais uma subidinha para arrepiar os músculos....umas árvores floridas....esse trecho tinha pouca sombra

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Chegada em Cruzília, capital do cavalo mangalarga marchador

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17º DIA - 13/02/2013 - Quarta-feira

 

De Cruzília a Caxambú - fizemos em +- 06 horas de caminhada

 

Trecho com algumas subidas/descidas íngremes, passamos dentro de várias fazendas de gado leiteiro, plantações de café..... em alguns lugares passamos por verdadeiros túneis(ver foto), como estava chovendo muito na região, esses trechos tinham muitas poças, barro o que dificultava caminhar com tranquilidade....No topo, linda vista geral de Baependi e Caxambú.... depois pega-se um descida forte, 3 kms, até chegar em baependi, atravessa toda a cidade(não entre na cidade, acompanhe a avenida que circula a cidade), depois trecho tranquilo.

 

HOSPEDAGEM: Pousada águas Caxambú, bem no centro, esquina, 2 quadras do parque das águas, tudo perto, camas boas, banheiro/acomodações limpas, tv a cabo, wi-fi, frigobar, ventilador, café da manhã bom... preço:R$100,00 o casal

 

CAXAMBÚ: Cidade turística, circuito das águas de minas gerais, o grande destaque é o parque das águas(R$10 por pessoa, chegando depois das 17 horas paga-se a metade), muito bem conservado e limpo, lugar tranquilo, com águas, que segundo o pessoal, cura várias doenças, lago grande e um bom parque para crianças....cidade com ótima estrutura hoteleira/restaurante/comércio...... bons doces e queijos.....muito artesanato próximo ao parque das águas... gostei muito da cidade.

 

Algumas fotos:

Atravessando o cafezal

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Túnel de árvores, lindo aquilo lá....

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Baenpedi

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Parque das águas de Caxambú-MG:

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Parque das águas de Caxambú-MG:

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18º DIA - 14/02/2013 - Quinta-feira

 

De Caxambú a São Lourenço - fizemos em +- 06 horas caminhando

 

No ínicio trecho com muita sombra, e em reta(uns 15 kms), o que facilita muito a caminhada, depois subidas/descidas fortes, o sol é fortíssimo, e não tem sombra, por isso é importante levar boné/óculos escuros/protetor solar.... senão vai sofrer muito....

no caminho vimos muita criação de gado de leite, alguns haras, com belos cavalos.

Passamos em do lado de alguns hotéis fazendas, com ótimas estruturas...

O marco final, fica próximo a estação ferroviária...

Almoçamos num self service no centro a R$26,00 o kg; a noite comemos um lanche de pernil(R$10 cada) na rua do comércio.

 

HOSPEDAGEM: Pousada Casagrande, rua cel. ferraz nº 157, bem no centro, próximo a igreja matriz, fone(035) 3331-3178, quarto limpo com camas boas, banheiro compartilhado, mas limpo, tv, wi-fi, café da manhã simples, funciona como restaurante para o almoço...preço R$60,00 o casal...vale a pena - muito barato

 

SÃO LOURENÇO: cidade bem estruturada para o turismo, melhor que caxambu, vários hotéis grandes, restaurantes/comércio pujante. Mas o grande destaque da cidade, é o parque das águas, limpo, bem cuidado, tudo pintado e reformado, tem água que ajuda no tratamento de várias doenças....R$6,00 por pessoa, pode levar 5 litros de água.

Como toda cidade turística, tem várias lojas de artesanatos, doces e queijos....tudo muito bonito.

 

Algumas fotos:

Estrada com sombras...

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Descida para São Lourenço, descida forte..

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Parque das águas de São Lourenço-MG

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19º DIA - 15/02/2013 - Sexta-feira

 

De São Lourenço a Pouso Alto aprox. 16 kms em aprox. 03:30 horas

 

No ínicio, o asfalto não tem acostamento e é estreito, por isso cuidado em caminhar(esse trecho de asfalto é bem curto), depois pegá-se uma estrada de terra sem grandes problemas.

Trecho curto e bem fácil, somente uma subida/descida forte, lá pelo km 11;

Ficar atento antes do marco 1140, na virada seguinte à esquerda, cuidado que tem vários cachorros numa casa, e vão querer lhe atacar, por sorte a dona apareceu uma acalmada nos ânimos deles, mas eu já estava preparado com umas pedras na mão....cuidado mesmo....

Comemos um self-service no restaurante do gaúcho, na rodovia, R$12 por pessoa, come a vontade....comi pra caramba - ótima comida.

 

HOSPEDAGEM: Pousada Estrada Real, na praça principal, em cima de um supermercado, mas não faz barulho, tv a cabo, wi-fi, camas boas, limpo e novo, café da manhã, preço: R$80,00 o casal

 

POUSO ALTO: cidade bem pequena, mas tem alguma estrutura turística, comércio diversificado......

Obs.: Nossa intenção inicial, era tocar mais uns kms, adiantar a viagem, mas o sol forte, a possibilidade de chuva forte mais a frente, aliado ao cansaço dos dias anteriores, decidimos dormir em pouso alto, até para repor as energias gastas anteriormente.

 

Algumas fotos:

No início, depois das curvas do asfalto,pegamos esse trecho em terra, com muita neblina

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Alguns trechos com sombra

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Pouso alto, praça principal

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20º DIA - 16/02/2013 - Sábado

 

Pouso Alto a Itamonte aprox. 23 kms fizemos em +- 05 horas

 

No início subidas/descidas fortes, mas fortes mesmo;

Entre SS Rio Verde x capivari, grande fazenda de criação de gado leiteiro(1.000 vacas), segundo os peões, retiram mais de 10.000 litros de leito por dia;

Conhecemos uma grande granja de galinhas poedeiras, são 1.000.000 de cabeças, que produzem juntas mais de 800.000 ovos por dia.....mas a coisa é muito triste, ficam em cubículos comendo o dia inteiro....veja a foto abaixo;

Entre o 14º e 16º kms, subida forte e, após, descida idem;

No trecho próximo a granja, não tem marco, mas use o bom senso;

O trecho final, na chegada de Itamonte, é no asfalto, mas cuidado, não tem acostamento, e o mato é alto, o movimento de carros é grande, o que pode provocar acidentes.

 

HOSPEDAGEM: Hotel Tomaz, do lado direito da estrada(corta a cidade), próximo a igreja matriz, quartos bons, camas idem, banheiro bom, ventilador, tv a cabo, wi-fi, restaurante, frigobar(pode comprar produto na cidade e colar para gelar), preço: R$100,00 o casal.

 

ITAMONTE: Cidade pequena, mas tem boa estrutura hoteleira, supermercado, farmácias......

 

Algumas fotos:

Nascer do sol entre Pouso alto x Itamonte. Grande fazenda com criação de gado leiteiro, galpão para ordenha das vacas(tudo mecanizado)....

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Uma cidade no caminho

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Asfalto na chegada de Itamonte, sem acostamento, mato alto e muito movimento de veículos, lugar perigoso

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Apa Serra da Mantiqueira

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21° DIA - 17/02/2013 - DOMINGO

 

Itamonte a Posto alto da Serra(depois de Passa quatro) aprox. 35 kms em +- 07:30 horas

 

1º trecho: Itamonte x Itanhandu - 12,68 kms em aprox. 02:05 horas;

Linda vista na subida da serra, antes de Itanhandu, trecho com somente uma subida/descida forte, mas com muita sombra. paramos na praça principal para comer algo, e descansar um pouco e seguimos viagem;

 

2º trecho: Itanhandu x Passa Quatro: 10,80 kms em aprox. 02:35 horas

Esse trecho é praticamente em reta, mas não tem sombra, e o sol é fortíssimo; chegamos cedo em PQ, almoçamos perto da rodoviária num self-service(até leitoa tinha, deliciosa), ficamos naquela, dormimos aqui, ou vamos pra frente.... resolvemos seguir viagem, nossa intenção era dormir num motel na descida da serra da mantiqueira;

 

3º trecho: Passa Quadro x Posto alto da serra(marco 1221): aprox. 11:53 kms em +- 02:45 horas

O trecho mais complicado, saimos do primeiro marco, perto da matriz de PQ, seguimos por uma avenida, até a saída da cidade, atravessamos os trilhos e pegamos estrada de terra, depois de uma subida fortíssima, chegamos na rodovia asfaltada mas estreita demais, outro problema pra nós, estrada com muitas curvas fechadas... fomos bem devagar...... entramos novamente numa estrada de terra, numa outra subida fortíssima, o tempo fechou, tudo preto, começou a ventar, até parecia o vento patagônico... relâmpagos e raios....ficamos molhados, sorte que estava bem próximo do posto alto da serra.... a chuva parou, mas já estava ficando tarde, e íamos passar numa trilha de 3 kms, que segundo informações, estava com mato alto....diante da situação, resolvemos voltar para Passa Quatro para dormir, e no outro dia, retornar de onde paramos.....mas adiantamos um bom pedaço......esperamos no ponto de ônibus em frente ao posto, o busão que no levaria até PQ, demorou 2 horas para passar,Viação cidade do aço, R$2 por pessoa...rapidamente chegamos a rodoviária, dali fomos atrás de hospedagem, como estávamos molhados e cansadíssimos, entramos no primeiro...azar nosso!!!

 

HOSPEDAGEM: Hotel Serra Azul Plaza, nome bonito né!! estão reformando, os quartos são novos, a cama é nova, o banheiro é novo...tudo novo.....mas não funciona nda.........fica defronte a estação ferroviária, é antigo, por isso estão reformando... a tv na pega, o chuveiro não esquenta direito, o pessoal da recepção não são prestativo, e não estão preocupados contigo....e, o pior, tinha um grilo dentro do quarto, não consegui dormir á noite,......tenso viu..... o pior foi o café....parece que tudo estava estragado......

Então fica a dica, se forem a PQ, procure certificar se resolveram os problemas, senão fique longe desse "hotel"....tem outras opções de hospedagem na cidade. Preço: R$100,00 o casal.

 

ITAMONTE, ITANHADU E PASSA QUATRO: Cidades com boa estrutura de apoio...

 

Algumas fotos:

Início bem cedo, estrada de terra com uma subida bem forte, no topo, linda vista do vale abaixo......

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Muita sombra até Itanhandu

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Já pensaram, 1.000.000 de galinhas piando ao mesmo tempo....barulho forte.....uma pena de como são tratadas, comem o dia inteiro e ficam nuns cubículos

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Chegada a Itanhandu

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Estrada Itanhadu x passa quatro, sem sombra e com o sol fortíssimo

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Matriz de Passa Quatro

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Um pouco antes, uma cobra quase atropelou minha esposa, literalmente trombaram, não sabia quem socorria primeiro..

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No alto da serra, gado leiteiro pastando.

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Pegamos uma parte de chuva toda, muito vento, chuva forte e relâmpagos, foi tenso

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Editado por Visitante
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22º DIA - 18/02/2013 - Segunda-feira

 

Passa Quatro ao Posto Alto da Serra de busão(R$2,00 p.p) de lá até Cachoeira Paulista a pé - em aprox. 08 horas de caminhada.

 

OUTRO DIA COMPLICADÍSSIMO!

Não consegui dormi, com aquele grilo dentro do quarto, faz parte!

Descemos para tomar café, qual....nem pão tinha...um bolo todo mofado....e café ralo....resolvemos não comer nada....na bica na porta do hotel enchemos nossas garrafas, paramos na padaria em frente da rodoviária e comemos os quitutes mineiros..que delícia...hoje segundona e nós aqui.....beleza...pegamos o ônibus as 07:05(R$2,00 até ao posto)...

Como terminamos o trecho no posto, começamos ali....no início até o mirante, em asfalto, depois pegamos estrada de terra, detrás da lanchonete....seguimos os marcos e chegamos numa chácara, o morador nos orientou sobre o caminho certo...até ali caminho largo e tranquilo, depois da boca do túnel da serra mantiqueira seguimos os trilhos mas com mato muito alto e perigoso, nosso temor era cobras, segundo os moradores, esssa região tem muitasss....mais a frente, tem um entrocamento, do lado esquerdo tem uma porteira, do lado direito é o caminho que desce até o planalto(não tem marco aqui), pode descer...não siga os trilhos depois da porteira.Essa trilha estava, também, como mato alto, muito escorregadio e com valas.

Depois das casas, pegamos uma estrada de terra larga, logo a seguir entramos novamente no asfalto.....mais a frente entramos em outra estrada de asfalto, essa estreita e sem acostamento, mas sem grande movimento....

Passamos em passa vinte.....no marco 1236 tem hospedagem, no rancho guilhermino(R$40 pp) e servem refeições(R$10 pp)....

 

OUTRO PROBLEMA: Na planilha constava que tinha uma ponte caída antes da vila do embaú(FINAL DO TRECHO), mas segundo ela, dava para atravessar... mas chegando lá, constatamos que o rio estava bem alto,devido as fortes chuvas dos dias anteriores....o sol derrentendo nossa cabeça, tivemos que voltar uns 5 kms e pegar um busão até Cachoeira Paulista e dormir lá.....

 

HOSPEDAGEM: Hotel Lido, rua central de cachoeira paulista, tivemos que vir dormir nessa cidade, pois em villa embaú, não tem. Hotel bem simples, camas ruins, roupas de cama sujas, sem ventilador, R$100 o casal, muito ruim, não recomendo...o pior da viagem.

 

CACHOEIRA PAULISTA: Cidade com boa estrutura hoteleira, somente nos finais de semanas, a maioria das pousadas que procuramos não abrem durante a semana..... tivemos dificuldade em jantar, tudo fechado..somente padaria....caótico!!

 

VILLA EMBAÚ - distrito de CP, sem estrutura alguma, tem somente um hotel fazenda entre ela e CP......mas tem ônibus urbano a todo momento!

 

Algumas fotos:

Descemos do busão e pegamos uma pequena parte em asfalto, depois do posto até o mirante.....

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Vista do vale, aquela casinha branca logo abaixo, era o local onde deveríamos chegar....foi tenso

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Boca do túnel abaixo da serra da mantiqueira, até aqui a caminhada é tranquila, mas depois, pegamos mato alto ao lado dos trilhos..foi tenso!!!

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Início da trilha, com mato, ainda, baixo

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Nesse trecho(linha do trem), não tem marco da estrada real, portando fiquem ligado nessa árvores, assim que visualizar ela, à sua esquerda, vc terá que virar à direita, início da trilha para baixo, terminando naquela casinha branca da foto anterior

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Trilha com muitas valas, buracos, mas o mato não estava tão alto

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Ponte antes da villa de embaú, rio estava cheio, mas o grande problema era a quantidade de ferros soltos no leito do rio

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23º DIA - 19/02/2013 - Terça-feira

 

Vila do Embaú a Guaratinguetá - aprox. 38,50 kms em +- 09:15 horas

 

Acordamos 05:30 horas, e tomamos café na padaria próxima a rodoviária, pegamos o busão(R$3,05) que no deixou na vila embaú. O primeiro marco fica no trevo, subimos até uma escola, pegamos uma pequena mas complicada trilha, pois choveu muito, e tinha barro e poças d'água.... chegamos novamente no asfalto, dali linda vista da serra da mantiqueira....ela nos acompanhou por muitas horas..... depois do marco 1250 tem uma pousada rural, para quem vem de PQ pode ser legal dormir ali....pois na vila não tem hospedagem.

pegamos novamente estrada de terra, com grande movimentação de caminhões.... mais a frente outra estrada asfaltada....mas estreita e sem acostamento....muito perigoso....

Ponte caída depois do marco 1267, mas tem pinguela para quem vai a pé...

Antes de Guará, região de grandes plantações, utilizando irrigação, são colonos italianos..

Tivemos que parar numa empresa,na estrada, para pedir água.....foi complicado achar água limpa nesse trecho.

A chegada a Guará é complicado, tem uma forte subida e depois uma forte descida....vc morto, pois andamos quase 40 kms, com um sol fortíssimo em cima....tenso!

Para não perder o costume, caiu um dilúvio à noite....

 

HOSPEDAGEM: Hostel Guaratingueta, na praça da prefeitura(1º marco do próximo trecho), camas boas, ventilador, banheiro privado, tv de plasma pequena, wi-fi, tanque, varal, cozinha, novo...preço: R$100,00 o casal com café da manhã bom.

 

GUARATINGUETA: cidade grande, com ótima estrutura.... tem tudo.... fica a 6 kms da cidade de Aparecida, se não conseguir hospedagem, Aparecida tem mais opções.....

 

Algumas fotos:

Início da trilha na villa embaú, primeiro marco fica no trevo

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Trilha pequena mas choveu muito nos dias anteriores e estava com muito barro e escorregadio, mas foi tranquilo

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Vista da serra, assim que terminamos a trilha

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Uma casa rústica no meio do caminho

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Estrada de terra sem fim, mas com alguma sombra, grande transito de caminhões

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Atravessando um pinguela, tenso viu!

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Área de plantação de arroz irrigado, feitas por imigrantes italianos

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Igreja matriz de Guaratinguetá-SP

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    • Por mcolzani
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      Estávamos aproximadamente no KM 38, totalmente secos quando uma chuva torrencial nos atingiu. Sem possibilidade de abrigo, seguimos até completar 40km e montamos acampamento em meio as dunas (agora sem chuva).
      Nessa noite ventou pouco, porém a chuva recente e o orvalho que se formou acabou gerando um pouco de condensação no interior da barraca.
      Jantamos, cuidamos dos pés e eu percebi a primeira bolha inesperada (bolha nos mindinhos eu já esperava).
      Distância: 41km (areia fofa)
      Dia 02
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento. Eram aproximadamente 6:45 quando começamos a caminhar com as roupas e tênis molhados.
      Decidimos racionar a água para reabastecer na casa do Sr. Ricardo que possui poço e atingiríamos entre 10 e 11 horas da manhã.
      Faltando 1 km da casa do Sr. Ricardo, avistamos uma vaca deitada na beira da praia. Minha esposa achou que ela estivesse morta, mas eu percebi movimentos de orelha. Estávamos a 50mt dela quando nos observou e levantou assustada. Virou-se contra nós e avançou em nossa direção. Nesse momento tentei chamar atenção para mim e me afastei da minha esposa. Imediatamente empunhei os bastões como se isso fosse resolver alguma coisa. A vaca recuou e virou da direção da Magali quando pedi para ela ficar parada e fui até ela. A vaca ameaçou novamente e juntos erguemos os bastões lentamente até que a vaca recuou e se afastou pelo outro lado. Lentamente nos desviamos e seguimos nosso rumo. A adrenalina subiu bastante nessa hora e o susto foi enorme. Melhor que nada aconteceu e ficou apenas por isso.
      Chegamos na casa do Sr. Ricardo e chamamos por ele. Não estava, enchemos nossas garrafas e tratamos com cloro. Enquanto isso, aproveitamos a sombra para um descanso e para trocar as meias.
      Descobri uma nova bolha se formando em baixo do outro pé.
      Quando estávamos para sair chegou um veículo com 3 homens que estavam construindo uma nova casa para o Sr. Ricardo mais aos fundos (pois a atual está quase sendo tomada pelas dunas). Conversamos um pouco e seguimos nossa caminhada.
      Por ser 2a-feira, nesse dia praticamente não tivemos contato humano. Nesse dia encontramos o único caminhante que veríamos ao longo da nossa caminhada. Nos cumprimentamos, conversamos rapidamente e cada um seguiu seu destino. Nós querendo seguir e ele querendo terminar logo.
      No meio da tarde pegamos chuva novamente. Decidimos proteger os tênis com o saco que usávamos para atravessar os arroios pois não queríamos andar novamente com os pés molhados.
      Esse foi o pior dia e a pior noite, o dia todo foi um misto de "chega, vamos desistir, etc", por sorte não passou ninguém oferecendo carona. 
      Quando paramos para acampar, ventava sudoeste e então montei a barraca abrigado por dunas nesse lado. Só havia abertura pequena para o leste e foi ai que começou nossa pior noite. Já estávamos dormindo (aproveitamos 21:30) quando o vento virou leste com chuva forte.
      Vacilei ao não reforçar o estaqueamento da porta que estava exposta ao leste e aconteceu o óbvio, o speck soltou e essa lateral "caiu". Fiquei sentado encostado no bastão para a lateral ficar de pé. Quando estiou sai à procura de algo para ancorar essa porta e achei um barril cortado que coloquei sobre o speck e enchi de arreia.
      Nessa noite continuou ventando muito e chovendo diversas vezes.
      Distância: 40km (areia fofa com bem pouca área firme)
      Dia 03
      Despertador tocou as 5:00, estava chovendo e botei o soneca para + 15min. Continuava chovendo e seguimos dormindo até aproximadamente 6:15 quando parou de chover, então comemos e saímos para caminhar já eram 8:00.
      Decidimos que 30km estaria bom para esse dia.
      Seguimos +/- a ideia do dia anterior e racionamos a água para reabastecer no Farol Albardão que estava a 7-8km de distância.
      Fomos muito bem recebidos no Albardão onde bebemos água e reabastecemos todas nossas garradas. A água lá é potável, então não tratamos nem filtramos.
      Nesse dia percebemos que uma parada a cada 10km não era sustentável e decidimos parar a cada 7km. Nesse dia comecei a sentir fortes dores na junção do fêmur com o quadril e comecei a "mancar" para não estender a perna e doer mais. Assim foi praticamente até o final da travessia.
      Outro dia que tivemos pouco contato humano e com pouco vento, dessa vez sentido leste.
      Apenas no final do dia quando chegamos na área de reflorestamento que avistamos 2 caminhões saindo de uma área indo no sentido norte.
      Quase no final do dia, avistamos um morador indo recolher sua rede. Perguntamos se conhecia algum lugar bom para acampar na região querendo ouvir um "pode acampar no lado da minha casa" mas veio um "lá naquela baleia tem uma base do reflorestamento, talvez consiga lá". A tal baleia estava a uns 3-4 km e já estava começando a anoitecer. Deveríamos nos arriscar a andar toda essa distância e chegar lá de noite correndo o risco de nem achar a base? 
      Preferimos seguir mais 1km e acampar em meio as dunas altas. Dessa vez ancorei muito bem praticamente todos os lados da barraca para não ter surpresas.
      Novas bolhas para cuidar.
      Dormimos magnificamente bem. Como todas as noites anteriores, choveu bastante durante a noite.
      Distância: 35km (areia fofa)
      Dia 04
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Nesse dia acreditamos que seria difícil manter o ritmo e terminar em 6 dias. Já aceitamos que precisaríamos de 7 dias. Porém mantivemos o desejo de fazer os 35km.
      O dia foi bastante movimentado, muitos caminhões, ônibus, etc. Sabíamos que agora a água viria apenas dos arroios, porém perto das 11:00, quando devíamos ter apenas 1 litro de água, vimos um quadricíclo vindo em nossa direção. Pedi para parar e perguntei se sabia de algum ponto de água pela frente. Conversamos um pouco e o Mauro, funcionário da empresa de reflorestamento, se ofereceu para ir pegar água na base deles. Deixamos nossas 4 garrafas de 1,5lt com ele. Uma hora depois ele passou por nós e falou que deixou as garrafas em uma placa mais a frente para que não precisássemos carregar todo o peso. Caminhamos uns 2km até chegar nas garrafas, tratamos e filtramos. Ficamos absurdamente contentes, não tinha como ficar mais contente.
      Próximo das 15:00 uma caminhonete branca nos intercepta. São funcionários da empresa de reflorestamento. Conversamos um pouco e eles falam (se pedirmos) que iriam trazer água para nós quando voltassem. Ganhamos o dia e agora não tinha mais como melhorar mesmo.
      Uma hora depois passa outra caminhonete igual (também da empresa) e pergunta se queremos algo (água, comida, fruta etc). Respondo que aceitamos qualquer coisa, mas principalmente água. Ele diz que na volta trará algo para nós.
      Continuamos a caminhada e com o sol de pondo resolvemos achar um local para acampar. Enquanto montava a barraca a esposa ficava nas dunas de olho se vinha alguma caminhonete.
      Quando terminei de montar a barraca, avistei um veículo vindo e como já estava escuro sinalizei com a lanterna.
      Dois santos que caíram do céu. Nos trouxeram 4 litros de água tratada e gelada (com pedaços de gelo ainda). Não só isso, trouxeram duas marmitas e frutas. Estávamos nos sentindo reis.
      Só então percebemos que montávamos acampamento praticamente na entrada de uma base deles e nos falaram que o movimento de caminhões ali seria a noite toda pois a operação deles é 24hrs. Nos ofereceram ficar em um alojamento vago.
      Agora certamente não tinha como melhorar. Decidimos aceitar o convite pois o local onde estávamos era de dunas baixas e o vento provavelmente iria incomodar. Caminhamos quase 2km até chegar na base e nos deparamos com o inimaginável, além de tudo que já tinham nos oferecido, poderíamos tomar um banho quente em chuveiro a gás.
      Nossa energia se renovou absurdamente nessa noite. Decidimos dormir uma hora a mais nessa noite pois não precisaríamos arrumar muita coisa pela manhã.
      Agradecemos ao pessoal que nos recebeu e principalmente ao Rodrigo (encarregado). Pegamos seu contato para agradecer novamente quando concluíssemos.
      Nesse dia outras bolhas surgiram e algumas antigas começavam a parar de incomodar.
      Distância: 42km (enfim, areia firme)
      Dia 05
      Despertador tocou as 6:00, comemos, organizamos as coisas, reabastecemos nossa água, nos despedimos do pessoal e começamos a caminhada.
      Pela distância percorrida no dia anterior, decidimos que esse dia seria de luxo, 35km bastaria.
      Saímos dá área do reflorestamento e começamos a avistar as torres geradoras de energia eólica. Que visão horrível. Você começa a enxergar elas a 20-25km de distância, então caminha, caminha, caminha e caminha ainda mais e nunca chega.
      Esse dia foi um dia caminhando olhando apenas para baixo, pois era desmotivador. Esse foi o 1o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      O vento estava moderado a forte no sentido leste, o que fez com que a maré estivesse acima do normal, nos forçando a subir para areia fofa em vários momentos.
      Ao final do dia, chegamos em um trecho de dunas baixas e já bateu aquela sensação ruim para achar um local bom para acampar. 
      Nós não queríamos ter que andar 500-700 metros para chegar nas árvores, querendo ou não é uma distância que pode fazer a diferença e em terreno ruim.
      Atravessamos o primeiro grande arroio e achamos um ponto menos exposto. Ancorei bem a barraca e dormimos igual reis.
      Distância: 38km (alternando entre areia firme e fofa)
      Dia 06
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Esse seria o primeiro dia para captar água nos arroios. Estávamos com 1 litro de água e a esperança era conseguir água com quem passasse, afinal era feriado e teríamos movimento. Passou o primeiro carro e nada de água. Logo chegamos a outro arroio grande e decidimos captar água ali e garantir. Pegamos 4,5 litros, tratamos e filtramos.
      Esse dia estava puxado, o vento resolveu querer dificultar e virou norte moderado. Foi o dia todo contra o vento, mas nada nos seguraria. Muitos arroios pela frente, já estávamos exaustos de colocar e tirar a sacola nos pés, mas assim o fizemos durante todo o dia.
      No 4o ou 5o arroio a Magali não olhou bem o terreno e entrou em uma arreia movediça, ficando com os 2 pés enterrados até acima do tênis. Falei para não tentar sair, fui até ela e puxei ela pela cargueira. Saiu fácil mas encharcou os pés e os tênis.
      Andamos, andamos, andamos e a quilometragem não andava. Parecida que estávamos em uma esteira, andava sem sair do lugar.
      Dia bem movimentado, carros, motos, ônibus, bicicletas e o primeiro cachorro de toda travessia. Esse foi o 2o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      Enfim chegamos a praia do Cassino, mas ainda tínhamos 13 km pela frente. Parece que foi a parte mais longa da travessia. A praia estava muito movimentada devido ao feriado. Às 16:30, enfim, chegamos aos molhes. Ficamos sem reação, apenas sentamos e aproveitamos o momento.
      Decidimos pegar um Uber até Pelotas e retornar direto para casa.
      Distância: 34km (areia firme)
      Distância total: 230,74 km

      Equipamentos que levamos:
      Murilo Magali Se alguém querer, posso passar também a relação dos alimentos levados.
      Tracklog
       

    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Em tempos complicados nos colocamos na estrada. Foram 26 horas dentro do ônibus. A lotação praticamente vazia, nem 15 pessoas, uma série de protocolos para evitar ao máximo qualquer contaminação. Depois de todo esse trajeto ficaríamos sós, isolados, quase uma quarentena. Sete dias completos e muitas surpresas, superações e no final um evento triste que poderia estragar toda uma viagem, mas deixa pra lá. As pessoas de boa índole não merecem que seja despendida grande atenção para os intrépidos.
      Dia 1
      Ficamos meio período na cidade de Rio Grande, um local de muita história, 9 museus (fiquei sabendo) todos fechados, muita arquitetura e praças dignas de um povo desbravador.

      Ao meio dia pegamos o circular que vai até a Barra. Descemos no último ponto antes do retorno. Recebeu-nos um aguaceiro danado. Enquanto encapávamos a cargueira e colocava a capa de chuva, tomamos o primeiro banho. Só não foi maior porque fugimos para uma varanda ali do lado. Não demorou para o proprietário aparecer. Depois de algumas curiosidades sanadas, seguimos firmes pelo asfalto até o molhes. Já na chegada encontramos um bugue, nele um homem desesperado. Pedindo ajuda. Seu filho, um amigo e o tio haviam seguido pelo molhes mar adentro. O mar enfurecera e subiu rapidamente. O homem fugiu com o carro mas os outros nem sinal, o molhes já estava praticamente tomado de água. O mar quebrava com força, rajadas de ondas cobriam metros acima do monumento. Orientei o a correr na Barra e chamar o bombeiro ou qualquer coisa (nesse momento eu não havia visto a situação do mar ainda). Quando chegamos no molhes, padre mio... Olhei para trás e lá vinha o homem, não tinha ido atrás do bombeiro ainda. Quando peguei o telefone para fazer a ligação um casal que estava em um trailer ali do lado gritou - Lá, estou vendo alguém. Guardei o telefone, os três vinham com dificuldades entre as ondas. O pai desabou em prantos, e xingamentos. Horas mais tarde fui refletir: ele não ligara para o socorro temendo a notícia horrível que receberia. No final todos ficaram bem.
      Para nós, vida que segue. Primeiro não conseguimos chegar no molhes, o mar tinha tomado toda a praia. Desviamos pela direita e saímos nas dunas. Dali seguimos com dificuldades contra o vento e sobre as dunas. Para ter uma ideia os banheiros químicos que ficam na praia estavam todos tombados. Mas não se apavoremos, toda essa situação se devia a um ciclone que estava sobre o oceano nesses dias.

      Caminhamos os 8 km até o Balneário Cassino, durante o trajeto traçamos vários planos B. Se a tempestade não passasse teríamos de esperar alguns dias, em último caso desistir. Pernoitamos num Hostel. Ventava muito. Passei a noite monitorando o ciclone e os ventos pelo app wheater. De madrugada os ventos começariam a se afastar e no sábado já estaria tudo calmo.

       
      Dia 2
      Acordamos cedo, o vento ainda soprava forte, mas o céu já estava melhor. Partimos. Na praia o mar tinha recuado um pouco, apesar do vento sul. Logo na primeira hora, depois da garoa um arco íris pintou sobre o parque eólico. Isso é um bom sinal.

      Seguimos firmes, 3 horas depois o parque eólico ainda estava às vistas. Chegamos no Naufrágio Altair. Pera lá! Chegamos perto dele, as ondas tomavam a ruína. O mar já avançara sobre a praia novamente, muitos dos canais de água se tornaram bancos de areia movediça engolindo os pés. Paramos para almoçar no Hotel Netuno, único lugar abrigado do implacável minuano (vento).

      Voltamos a marcha, agora pelas dunas. A praia estava alagada. Não demorou muito até que a Bruna fosse engolida até a cintura na areia movediça. Com muita luta conseguimos resgatá-la. Um misto de apreensão, medo e comicidade tomou conta dos dois. Às 15:00 demos por vencidos, depois de 30 km, tomamos o rumo da mata, em meio a um novo parque eólico, as poucas árvores restantes serviram de guarida.
       
      Dia 3
      Saímos cedo, ansiosos por descobrir o que o mar reservara. Pelo menos o vento já reduzira pela metade. Com a praia larga a caminhada fluiu bem. Logo cedo avistamos o Farol Sarita. Mais um desafio psicológico. Caminhamos 25 km dos 30 km, avistando o luminoso, e nada de chegar. Parecia que o negócio tinha rodinhas. Logo depois do almoço o mar voltou a complicar. A caminhada voltou a ser pela duna. Em poucos quilômetros encontramos um homem todo esfarrapado, com uma faca e olhar desafiador. Com receio, me aproximei a tentar um diálogo. Não entendi nenhuma palavra que ele disse, tratava-se de um hermitão que vive nas dunas, provavelmente.

      Enfim às 15:00 chegamos no farol, e logo à frente tentamos ir para a mata acampar. Caminhamos 3 km circulando o mangue alagado até que decidimos acampar embaixo de um arbusto na duna mesmo (sei que é burrice, mas depois do hermitão, fiquei um pouco abalado, não com medo de ser atacado, mas vai que ele se sentisse invadido...). Depois de lavar as partes no alagado, deitamos na barraca e nem lembramos mais do hermitão ou de qualquer coisa. Nessa hora o vento já havia cessado. Durante o dia, manhã, encontramos muitos carros e motos fazendo a travessia, a penas um grupo de motocross parou e falou que acampariam perto do Farol Verga, que deveríamos passar lá. Também encontramos um leão marinho e muitas, muitas tartarugas mortas.

      Dia 4
      Começamos cedinho na tentativa de fugir das dunas no período da tarde. O dia estava lindo, céu azul, vento leve, areia fina, mar calmo. Encontramos muitos carros fazendo a travessia nesse dia, também um grupo de ciclistas, que inclusive nos deram água. Logo avistamos a primeira carcaça de Jubarte, no segundo dia tínhamos visto uma Beluga morta. Mais à frente um naufrágio recente ainda bastante visível apesar das ondas.

      Logo que retomamos do almoço encontramos novamente a galera do motocross. Nos disseram que tinham feito um churrasco e esperado por nós, mas... No fim o seu Zeca falou que seria um bom lugar para acampar, e foi o que fizemos. Durante a caminhada da tarde percebemos que algumas caminhonetes iam e vinham pela praia, só não entendi o motivo. Como o mar tinha acalmado e a praia estava larga aproveitamos. Debaixo do sol forte das 14:00 uma das caminhonetes parou, um simpático senhor nos ofereceu um suco de limão, oh glória. Pensa num negócio bom, agradecidos seguimos em frente. Já eram passadas 15:00 quando chegamos no local de acampar. Definitivamente não chegaríamos a tempo de almoçar. Nesse dia alcançamos a marca importante dos 100 km andados.

      Dia 5
      Foi o dia que começamos mais cedo. Logo nas primeiras horas avistamos um senhor maltrapilho, descalço, caminhando com dificuldades. Ainda lembrando do hermitão, me aproximei. Ele com a mão dentro da bermuda, eu com cautela. Surpreendentemente entendi sua fala. Se chamava Paulo, recusou um sapato que tinha minha mochila, recusou comida, apenas aceitou água. Como tínhamos avistado um pouco antes um acampamento de trabalhadores na mata de pinus, orientei o senhor que caso precisasse chegasse lá. Nesse ponto já estávamos no Farol Verga.

      Saindo do Verga avistamos no horizonte um veículo gigante que saiu na areia e rumou para o sul. Não demorou, encontramos um carro parado com adesivos "Pet Free", não sei o que fazia ali. Uma hora depois aponta no horizonte o gigante, eram um caminhão de carregar toras, carregado. Vinha a todo vapor na areia. Passou por nós, buzinou e sumiu no norte. Paramos para almoçar quando encontramos uma carreta parada na areia. Sentamos à sombra e logo o dono dela apareceu. Curiosamente ele tinha o mesmo nome do senhor dos sucos. Conversando, explicou-nos que têm frentes de trabalho que ficam acampadas na floresta de pinus (chegam a 150 trabalhadores). Ele estava com a carreta-casa esperando um ônibus que traria o pessoal de Rio Grande e Pelotas. Quando falei do seu Paulo ele disse que já havia visto o mesmo homem andando de bicicleta na areia, de certa forma me senti aliviado por saber que ele se virava por aquelas bandas.

      Pouco depois de deixar a carreta, encontramos outra Jubarte, essa bem mais conservada. Ao tirar foto da baleia, olhamos para trás e lá estava o ônibus, descendo uma galera.

      Às 14:00 o reflorestamento que nos acompanhara acabou. Percebemos que seria possível chegar no Farol Albardão ainda naquele dia, ele já se desenhava no horizonte. Com 40 km, exaustos, com chuva, chegamos no farol. Já não esperávamos dormir lá devido a pandemia. Montamos acampamento do lado de fora do pátio da Marinha. Como o vento já rugia, fiz algumas ancoras com sacos cheios de areia que, enterrei e amarrei a barraca neles. Fomos dormir assustados com o vento, mas a amarração deu conta.

       
      Dia 6
      Acordamos de madrugada com trovões, vento e muita chuva. O dia clareou e a chuva castigava, meu maior medo não era se molhar, eram os raios. Pensamos em fazer um dia de descanso caso não passasse. Eram 07:15 quando as nuvens começaram a ceder, fizemos um desjejum e partimos, já 08:10. A chuva sumiu, mas as dunas estavam todas alagadas.

       
      Assim que começamos a caminhar começaram aparecer os problemas. Os passos de água que, até então eram raramente fundos, agora pareciam rios de desgelo. E para piorar se multiplicaram, cruzamos em média 5 por km nesse dia. Nessa manhã observamos uma infinidade de caravelas azuis na areia, assim como raízes e galhos que devem ter saído das dunas com a enxurrada (não as caravelas, que, devem ter vindo do mar).

      Só atingimos os 30 km às 17:00, quando avistamos um pedaço de mata, onde nos escondemos à noite. Além de atingir os 150 km nesse dia, tomar água muito boa drenada das dunas, encontrar um bom local para acampar, acompanhamos o segundo pôr do sol nas dunas (o primeiro havia sido no Albardão), tomamos banho fresco na água da chuva acumulada nas dunas e dormimos em meio a algazarras dos periquitos que aninham nas árvores ali.

       
      Dia 7
      Sabíamos que seria um dia longo, faltavam mais de 40 km para chegar no Balneário Hermenegildo onde teria um camping. Partimos às 06:40. O mar tinha recuado muito, as enxurradas formaram muitos canais (já secos). O chão irregular castigou os pés a manhã toda, quando ficava mais plano o conchal tornava os passos mais pesados. Nesse trecho muita vacas vigiam a praia, é grande também o número de ranchos nas dunas. Lá pelas 09:00 encontramos um negócio motorizado, feito em madeira, puxando uma carretinha cheia de entulho, com rodas largas que parecia um rolo compressor, apinhado de gente. Ainda de manhã avistamos mais dois naufrágios quase submersos na areia e no mar, um hotel destruído e um leão marinho começando a putrefação.

      Na hora do almoço se chegamos à sombra de um rancho na areia. Descansamos, aliviamos os pés e retomamos a marcha. O número de veículos que encontramos cresceu exponencialmente, muitas pessoas pescando de molinete. A praia agora alternava em trechos terríveis de irregular e outros menos, mas os pés doem até a alma. O alento é que já avistamos o Hermenegildo. No final foram 45km caminhados, além de bater os 200km. Valeu a pena. Chegamos no Camping Pachuca, o dono (incrivelmente tinha o mesmo nome dos dois outros homens que conversamos na praia nos dias anteriores) nos recebeu muito bem. Ofereceu a garagem para montar a barraca, nos trouxe pão com queijo e mortadela e ainda disse que seria cortesia da casa. Depois do banho, de barriga cheia, e diga-se de passagem a musica no rádio incrível, dormimos feito criancinhas.

       
      Dia 7
      Se demos o luxo de acordar mais tarde e sair só às 08:00. Diga-se de passagem que amanheceu chovendo. E ventando, mas o vento agora era norte e empurrou nos para o molhes. Na praia novamente, não demorou para dois cachorros, muito brincalhões nos acompanharem.

      Foram 15 km tranquilos. Com muitos passos de água, alguns fundos, inclusive. Mais um negócio estranho aconteceu, eram umas 10:00 quando passou uma patrola por nós. O maquinista ainda ofereceu carona, dispensamos numa boa. Chegamos no molhes da Barra do Chui às 11:50. Fomos recebidos por um bombeiro, todo empolgado que nos revelou estar pronto para fazer a travessia nos próximos dias. Descansamos algum tempo refletindo nosso feito.

      Tomamos as ruas do balneário até encontrar um buffet, onde fomos à desforra. De barriga inchada pegamos o ônibus para o Chui, chegamos lá a então a palhaçada. Como o ônibus para Porto Alegre era só às 22:00 ou às 12:00 do dia seguinte, fomos procurar um local para tomar banho e descansar, quem sabe passar a noite.
      Fomos em um posto Ipiranga que segundo o dono da rodoviária tinha chuveiro para os caminhoneiros. Fomos muito mal recebidos, e mesmo oferecendo para pagar fomos recusados. Segunda tentativa, uma pousada. O velhote que nos atendeu, primeiro fez cara de nojo por que talvez não estávamos muito bem trajados, segundo ele estava lotado, sei. Terceira tentativa, outra pousada. O homem que nos viu nem a porta abriu direito, após nos analisar, disse em tom ríspido que não tinha vaga e deveríamos procurar outro local. Respondi pra ele que não adiantaria procurar, o problema não era vaga, era preconceito. Nossa última investida foi um hotel de uma rede, Turis Firper, apesar de não muito barato (afinal não passamos a noite), fomos muito bem recepcionados.
      Às 22:00 tomamos o ônibus para passar 29 horas viajando até nossa terrinha. A maior dificuldade acabou sendo o chão irregular dos últimos dias, e a batalha psicológica do terceiro e quarto dias. Agora vamos descansar que a temporada de montanhas se avizinha.









       
    • Por Caçadordeviagem
      No dia 14 de Junho de 2019 foi inaugurado o Caminho de Nhá Chica, inspirado no Caminho de Santiago de Compostela e no Caminho da Fé, a rota se inicia na cidade de Inconfidentes/MG e vai até o Santuário de Nhá Chica em Baependi/MG, são cerca de 260 km cruzando as belíssimas paisagens montanhosas da Serra da Mantiqueira, é todo sinalizado com setas e placas, para mais informações há um grupo no Face com o nome "Caminho de Nhá Chica" ou visite o site: www.caminhodenhachica.com
      1° Dia: Inconfidentes/Borda da Mata (21 km).
      Eu percorri em Setembro de 2019, o 1° trecho, entre Inconfidentes e Borda da Mata, é o mesmo do Caminho da Fé, após Borda os caminhos se separam, o da Fé vai pra Tocos do Moji e o de Nhá Chica vai para Congonhal...
      2° Dia: Borda da Mata/Congonhal (25 km).
      Trecho muito bonito após uma fazenda com um haras, muito pitoresco, na metade do trecho há uma torneira ao lado da Igrejinha no bairro das Almas, o topo da Serra das Almas e Cachoeira das Almas são os destaques desse trecho...
      3° Dia: Congonhal/Espírito Santo do Dourado (26km).
      Trecho magnífico, logo de cara tem que superar a Serra de São Domingos, ainda na Serra, no km 07 tem fonte de água potável e mais uns 7 km depois tem o Santuário da Obediência, com estrutura de água e lanchonete, a paisagem é linda, com lindas araucárias e várias plantações de brócolis e morango, um dos trechos mais bonitos do caminho...
      4° Dia: Espírito Santo do Dourado/Silvianópolis (20 km).
      Trecho muito bonito e ermo até a rodovia MG-179, chegando nessa rodovia, a uns 100 mts tem uma barraca de frutas e doces mineiros onde adquiri bananas e doces, os últimos 3 quilômetros são em asfalto até Silvianópolis...
      5° Dia: Silvianópolis/Careaçu (20 km).
      Trecho plano e tranquilo perto dos anteriores, na saída de Silvianópolis há um belo lago chamado Lago dos Bandeirantes, próximo a Careaçu o caminho coincide com o Caminho de Aparecida até a cidade, paramos no bar da ponte para beber alguma coisa e seguimos para a belíssima Pousada Castelo...
      6° Dia: Careaçu/Heliodora (24km).
      Saindo de Careaçu por baixo da Fernão Dias, chegasse na Comunidade Rainha do Brasil, ali o monge Bernardo ofereceu café e batemos um papo, deixando o local passa-se por umas 3 porteiras e uma pequena trilha até pegar a estrada de terra novamente, a partir dali caminha-se por lugares muito ermos e bonitos até o km 16, ali há um comércio para abastecer e depois seguir pelos 8km finais pelo asfalto visualizando lindas montanhas...
      7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).
      Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...
      8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).
      Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...
      9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).
      Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...
      10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).
      Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...
      POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...
      Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍
      Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍
      Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).
      Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).
      Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.
      Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.
      Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).
      Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.
      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por eitagu
      Fala, galera!
       
      Esse é meu primeiro post aqui no site e eu quis escrevê-lo como forma de retribuir tudo o que li aqui que me foi MUITO útil pra montar esse roteiro. Inicialmente seríamos dois amigos fazendo essa viagem, mas chamamos mais umas pessoas e acabamos viajando em quatro. Nossa meta era gastar em torno de R$1k cada e ficar dez dias de rolê pela costa verde - região do RJ que engloba Paraty, Angra e suas particularidades.
       
      Se alguém tiver lendo isso e tiver meio perdidão sobre como montar um roteiro, assim como eu tava no início, vou deixar aqui mais ou menos como a gente começou a planejar. Antes de mais nada: o Excel (ou, no meu caso, o Google Sheets) é seu melhor amigo! Lá tu pode lançar todos os links úteis de relatos de outras pessoas, dicas, lugares pra ficar, visitar, etc. A gente fez uma planilha que tinha uma relação de transportes e hospedagens e os preços. Aí ficava até mais fácil comparar. Botamos lá uma coluna de observações também que era bem útil. A gente deixava já na ordem dos dias também pra ficar mais fácil pra gente se guiar. 
       
      Se alguém quiser ver como a planilha ficou no final, só dar uma ideia aí que eu mando o link!
      No mais, bora lá! Viagem feita dos dias 15/07 ao dia 24/07 (de 2019).
       
      Dia 1. Paraty
      Viajamos de BH pro RJ de Buser e como a gente tinha distribuído nosso código, conseguimos salvar essa ida e volta. Chegamos no RJ por volta de 5h30 e pegamos o primeiro ônibus direto pra Paraty. O busão sai da rodoviária Novo Rio mesmo, às 7hs (mas costuma atrasar muito!), e custa R$83 pela Costa Verde. Ficamos hospedados no Chill Inn Hostel e, sinceramente, recomendo demais! Staff muito atencioso e café da manhã na praia. Almoçamos por lá mesmo, paramos pra tomar umas brejas e fazer umas compras pros próximos dias. Não sei se era pq a cidade ainda tava cheia de gringos pós-flip, mas tava rolando um forró na praça em frente à Matriz pela noite e o comércio ficou aberto até bem tarde no centro histórico. Ficamos apaixonados pelo lugar e pegamos nosso carimbo do passaporte da Estrada Real. O preço das coisas é normal fora do centro histórico (almoço em torno de R$20,00) e bem alto dentro do centro histórico.
      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
      R$34 almoço e brejas
      R$20 de rolezin a noite durante o forró
      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
      R$4 miojo que compramos na vila pra dar um gás a noite, pq a comida acabou rápido kkkkk

       
      Dias 3 - 4. Paraty
      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!



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